18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

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18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Erly Henrique Silva » 29 Dez 2012, 18:18

Monte Verde, Caruaru, João Pessoa, Itamaracá, Olinda, Recife, Porto de Galinhas e Maragogi de carro saindo de Franca/SP

O roteiro

A nossa viagem foi planejada para ser realizada em 18 dias completos e iniciou-se no dia 28/6/2012 as 09:00 da manhã com saída Franca - São Paulo, onde residimos.

Abaixo segue o roteiro completo da viagem:

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Lista das localidades que pernoitamos:

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O planejamento

Nossa viagem foi milimetricamente calculada, porque nossa intenção era aproveitar ao máximo cada momento de praia e visitação aos pontos turísticos definidos no roteiro, sempre tentando equilibrar com o tempo na direção do carro de maneira que apesar das longas horas atrás do volante, sempre teríamos tempo razoável para descansar e curtir cada momento.

Utilizei uma planilha Excel que me ajudou, e muito, no planejamento da viagem. Não foi criada por mim, mas fiz algumas adaptações para atender as minhas necessidades e particularidades.

Também planejamos tempo de paradas para abastecimento, refeições e visitas aos toaletes, de maneira que a planilha acrescia automaticamente o tempo de parada ao tempo total da viagem. Em média, a cada 300 km fazíamos uma parada de 20 minutos. Isso ajudou muito a prever o horário das chegadas porque a mesma também considerava a velocidade media versus a distância percorrida.

Para ajudar na roteirização, utilizei Navegador NC 500 Navcity GPS Tela 5" Touchscreen Bluetooth. Os mapas são bons de forma geral, mas por incrível que pareça em algumas estradas e cidades do nordeste o GPS simplesmente não navega e os mapas não são precisos. Na cidade de Caruaru-PE não funcionou de maneira alguma. Já em João Pessoa e Recife, funcionou perfeitamente e ajudou bastante.

Também tracejei pelos mapas do Guia Quatro Rodas Estradas 2012 nossa rota como backup do GPS. Isso ajudou muito porque na hora que o GPS deixava a desejar, o guia complementava. Recomendo o guia em formato de revista porque fica fácil usar dentro do carro.

Para todos os destinos utilizamos o site http://www.booking.com para fazer as nossas reservas de hotéis e pousadas. Tenho utilizado este website para viagens nacionais e internacionais e em minha opinião é o melhor. Já tentei utilizar outros websites com objetivo semelhante, mas este tem mais opções de hospedagem e ferramentas de filtragem, além das opiniões dos hospedes que também ajudam bastante na escolha.

1/4 da viagem foi organizado para participar apenas eu e minha esposa, tendo como primeiro destino a localidade de Monte Verde, distrito da cidade de Camanducaia, localizada ao sul de Minas Gerais bem no alto da Serra da Mantiqueira. Mais abaixo comentarei sobre este incrível destino.

Lamentavelmente não tivemos tempo suficiente para visitar Aracaju, capital do estado de Sergipe, Maceió, capital do estado de Alagoas e Salvador, capital da Bahia, mesmo passando a apenas poucos quilômetros destas cidades.

O restante da viagem, tivemos a companhia de meu sogro e sogra que nos acompanharam a partir de Belo Horizonte, cidade que estava em nossa rota para o nordeste.

O carro

O carro que usamos nesta viagem foi um Ford Focus Ghia Sedan Flex 2.0 16V Automático 4 Portas - 2011

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Um ótimo carro para viagens por ter boa estabilidade, conforto, segurança e potencia, além de oferecer a facilidade de piloto automático e cambio automático, que diminui substancialmente o desgaste do motorista em viagens de longa distância.

Optei por andar sempre com gasolina, porque a relação custo x consumo comparada ao Álcool/Etanol era muito pequena, porém utilizando gasolina teríamos maior autonomia, reduzindo assim necessidade de paradas e consequentemente otimizando o tempo de viagem.

Os destinos e hospedagens

Conforme comentados, saímos de Franca, SP no dia 28/6/2012 as 09:00 da manhã. Dirigimos 450 km até Monte Verde.
Nesta local, permanecemos por 4 dias e 3 noites.

PRIMEIRO DESTINO: Monte Verde

Esta é uma das melhores opções de turismo de inverno do Brasil, ao estilo de Campos do Jordão e Gramado e sem dúvida é um dos locais mais românticos e charmosos de Minas.Uma pequena cidade embrenhada entre a montanhas verdes, cercada por pinheiros. Suas pousadas e restaurantes além de uma cervejaria artesanal são ótimas atrações para alguns dias a dois. Durante o dia pode-se apreciar a paisagem em caminhadas por trilhas, como a do Pinheiro Velho, a mais famosa de todas. Essa cidade é conhecida como Suíça brasileira, possuindo natureza privilegiada e baixas temperaturas.

Portal na entrada Monte Verde

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Entre a Quinta-Feira, 28 de Junho e Domingo, 01 de Julho aproveitamos cada momento, seja andando pela cidade, ou descansando em frente a lareira do enorme quarto do Meissner-Hof, hotel de nossa estadia com arquitetura europeia. Tivemos neste período temperaturas mínimas de 6 graus e máximas de 14 graus a cerca de 1700 metros de altitude.

Vista do Hotel Meissner-Hof

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Quarto com lareira e madeira reposta diariamente e incrível vista das montanhas cobertas de Araucárias.
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Vista de Monte Verde embrenhada no meio das montanhas e araucárias

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A estrada entre Camanducaia e Monte Verde é totalmente asfaltada e tem 32km, porém bastante sinuosa, sem acostamento e com dezenas, ou melhor, centenas de curvas bem fechadas, além de estreita. Precisa ter cuidado com ultrapassagens e velocidade para não ser pego de surpresa nas curvas. Não recomendo velocidades maiores que 60 km.
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As ruas de Monte Verde são lastimáveis. Apenas a avenida principal tem asfalto em péssimo estado e o restante estava sendo trocado por ladrilhos de cimento em pleno inicio de alta temporada de inverno. A rua principal estava parcialmente bloqueada para transito de carros e as demais ruas são de terra batida com muitas pedras soltas e poeira. Para veículos baixos como o Ford Focus precisava de atenção redobrada para não danificar o carro, que se viesse a ocorrer poderia arruinar nossa viagem que estava apenas começando. Nota ZERO para as ruas de Monte Verde, mas o restante da cidade vale muito a pena.
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Na Estrada - o desafio de chegar no nordeste - 2.425 km
De Monte Verde-MG à Caruaru-PE em 2 dias

No dia 1/7/2012 saímos de Monte Verde - Minas Gerais as 09:00 com destino ao aeroporto de Confins, Belo Horizonte, porque meu sogro e sogra viriam de Uberlândia, MG para nos encontrar e continuar o restante da viagem conosco. Como o voo deles chegaria as 14:30, planejei minha saída de maneira que poderia pega-los no aeroporto e continuar a viagem até o próximo destino, Caruaru,PE.

Entre Monte Verde e Belo Horizonte rodamos cerca de 480 km, que levou cerca de 5 horas e 1/2 de viagem. Transito em Belo Horizonte estava bem congestionado na chegada da cidade e acabou atrasando um pouco meu cronograma.

Rod. Fernão Dias chegando a serra de BH.
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Chegamos no Aeroporto de Confins com cerca de 40 minutos de atraso e meu sogro e sogra já nos aguardavam na área de desembarque. Rapidamente colocamos as coisas no carro e reiniciamos a viagem para o destino intermediário de Itaobim - Minas Gerais, onde apenas pernoitaríamos.

Já havia pesquisado antecipadamente uma hospedagem neste local, mas não fiz reservas. Ficamos na Pousada das Araras, localizada as margens da BR 116, KM 118 – Itaobim-MG. Local limpo com bons chuveiros, quartos com ar condicionado e café da manhã variado, mas preço salgado. Cada quarto custou R$130,00.

Entre Belo Horizonte e Itaobim – MG tive de dirigir mais 620 km, onde parte desse trajeto foi feito nas famigeradas BR-381 e BR-116. Estas por sua vez, rodovias muito perigosas, consideradas as estradas brasileiras da morte, com trafego muito intenso de grandes caminhões por causas das empresas do vale do aço. Este trecho era o que mais me preocupava em toda a viagem. Sempre que compartilhava com as pessoas sobre meus planos para esta viagem era desaconselhado por conta do risco em transitar nestas vias. Isso muito me assustava, mas não queria transmitir tais preocupações à minha esposa, sogro e sogra, então com bastante tranquilidade enfrentei este trecho sinuoso e perigoso.

Depois de Teofilo Otoni, MG, o transito melhorou e neste momento já era noite. Como eu já tinha distribuído o trajeto de maneira que ficasse equilibrado o tempo de viagem entre Monte Verde e Caruaru, precisava de qualquer maneira conseguir pernoitar em Itaobim - Minas Gerais para no dia seguinte poder chegar a Caruaru - Pernambuco, atravessando os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e parte de Pernambuco. Devido as condições de trafego, somente conseguimos chegar a 01:30 da manhã ao hotel onde pernoitamos. Dormimos menos do que gostaríamos, mas suficiente para poder continuar a viagem. Nesta segunda-feira, saímos as 07:30 da manhã para mais uma longa jornada de 1326 km em um único dia, cerca de 17 horas. Não recomendo tal distancia e esforço para ninguém e acredito que o máximo que voltaria permanecer atrás do volante em um único dia seria algo em torno de 1100 km em um dia.

Como adoro dirigir, fiz 100% da condução do veiculo, do início ao fim da viagem. Neste dia pude ver as belas paisagens do interior da Bahia. Infelizmente quando passamos nos estados de Sergipe, Alagoas e Pernambuco não pudemos ver as paisagens porque estava a noite.

Cruzando o interior da Bahia, o sertão tem suas paisagens impressionantes, mas também surpreende pela pobreza das casas à beira da rodovia, pessoas pedindo dinheiro e alimentos, desde adultos a crianças. Há também pessoas andando na beira da pista, debaixo de sol escaldante empurrando carrinhos de mão com baldes de água. Ficava imaginando qual a distancia aquelas pessoas teriam caminhado para ter acesso a um balde de água e ao mesmo tempo refletia sobre o fato de termos acesso a este recurso em nossas casas e muitas vezes não damos valor.

Passei por muitas pontes de rios, mas nunca havia água. Todos os leitos de rios estavam completamente secos. Muito triste pensar que em um pais tão rico como o Brasil têm áreas onde vivem cidadãos em tais condições de miséria, não tendo acesso as necessidades básicas.

Abaixo, uma visão da BR-116 com suas infindáveis retas cortando o grande sertão.

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Tinha comigo um suporte veicular de câmera que ficava afixado no para-brisa do carro através de uma ventosa, como um GPS para fazer filmagens e fotografias enquanto dirigia, sem ter que usar as mãos para fazer o foco. Com este recurso pude filmar acidentes de transito, ultrapassagens perigosas de outros veículos e imagens das paisagens.

Abaixo, veja como este recurso ficou em nosso carro:
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Riscos de perigos nas estradas do nordeste

Comentando sobre as condições das rodovias do nordeste nesta etapa do trajeto, a BR-116 é pedagiada e apesar de não ser duplicada tem boas condições e é bem sinalizada. Tem acostamentos bem largos, quase do tamanho de uma 2a. faixa, mas os motoristas de caminhão não a usam e não dão passagem. Sempre precisava ultrapassar do jeito convencional, sem ajuda. Nas subidas, tem 2a. faixa que ajuda bastante, mas reforço um aspecto muito importante que merece atenção:nos rios que comentei, sem água, a pista se estreita totalmente e a larga faixa de acostamento desaparece completamente, ficando apenas as faixas de transito de ida e vinda.

Quase presenciei um terrível acidente a minha frente entre um carro 1.0 e um caminhão que trafegavam no mesmo sentido e um outro caminhão que vinha no sentido contrario. Quando percebi que seria inevitável, pisei forte no freio e tentei tomar distancia dos veículos a frente para tentar sair ileso. Fiquei imaginando as pessoas que estavam naquele carro e penso que sinceramente nasceram de novo.

Como qualquer estrada brasileira, as do nordeste oferecem os tradicionais riscos, mas tem um que é característico da região, que são os animais na pista.

Muito comum nesta região, o motorista precisa de ter atenção redobrada, principalmente a noite, porque os habitantes soltam ou abandonam jegues, vacas, bezerros, cavalos nas margens das rodovias. Quando os animais ficam velhos e não tem mais utilidade esta é uma prática comum adotada por residentes destas regiões para se livrar destes animais.

Resta então a policia rodoviária recolher esses animais, porém quando isso não ocorre, os mesmos morrem de fome, sede ou atropelados, podendo até causar graves acidentes. Felizmente não presenciei qualquer acidente, mas puder comprovar a presença de vários animais na pista, durante o dia e noite. Precisei desviar pela pista contraria e até buzinar para tirá-los do caminho. A noite só é possível ver o animal quando está próximo dele, por isso, manter uma velocidade segura é muito importante.

Abaixo uma foto de jegues em nosso caminho, no meio da rodovia BR-116
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Chegamos à Feira de Santana, estado da Bahia já no final do dia com um congestionamento enorme na chegada da cidade, o que nos atrasou ainda mais. Pegamos sentido Tucano - BA por 161 km que gastou cerca de 1 hora 40 min. Chegamos nesta cidade no início da noite e parei em um posto para abastecer.

Neste momento, estava bastante preocupado porque tinha receio de continuar a viagem durante a noite por 2 principais motivos:
- Condições das estradas desconhecidas
- risco eminente de assaltos

No Guia 4 Rodas traz os seguintes dizeres: "Atenção: O trecho entre Euclides da Cunha - BA e Salgueiro - PE não deve ser percorrido a noite - Alto risco de assalto".

Todavia, minha rota não seria por Salgueiro – PE e sim por Paulo Afonso – BA e nada era mencionado no Guia 4 Rodas a respeito desta rota. No entanto, imaginei que se poderia ter assalto em uma via próxima, também poderia haver no meu trajeto. Conversei com os funcionários do posto de combustível e os mesmos me asseguraram que não precisava temer, e que os únicos riscos da minha rota eram buracos em um trecho especifico e novamente, animais na pista.

Decidi então continuar o trajeto entre Tucano - BA e Caruaru - PE, passando por Paulo Afonso - Bahia e Garanhuns - Pernambuco no meio do caminho respectivamente. Neste trecho já era noite, cerca de 19:00 e ainda restavam 530 km à serem percorridos. De fato havia buracos, alguns fundos e animais na pista.

Neste trecho tive meu primeiro incidente com o carro. Ao cruzar com um caminhão, justamente no alto de uma colina, ambos caímos em buracos com pedras soltas. Algumas pedras acertaram nosso para-brisa, que veio a trincar com 2 estrelinhas, exatamente no raio de visão do motorista. Foi um grande susto, mas logo vi que o estrago era pequeno e não atrapalharia nossa viagem, e continuamos normalmente.

Alguns quilômetros a frente lamentei muito ter passado durante o período da noite sobre a ponte do Rio São Francisco na BR-110 entre Delmiro Gouvea - AL e Paulo Afonso - BA. Com uma altura de 84 metros, esta ponte francesa construída em 1958 pelo Presidente Juscelino Kubitschek deve ser incrível e espetacular, mas não consegui aprecia-la.

Somente no período da noite é que minha viagem redeu. Neste trecho peguei retas que pareciam infinitas, somente com leves subidas e descidas e transito muito leve, ou melhor, praticamente inexistente. Nestas condições o farol luz alta vai longe, assim pude acelerar mais e compensar a perda de tempo que tive no decorrer do dia, principalmente na chegada à Feira de Santana-BA e ao passar por várias pequenas cidades no interior do estado da Bahia onde o transito ficava extremamente lento. Dava a impressão de que um acidente logo a frente poderia ter ocorrido mas eram apenas quebra-molas para deixar o transito propositalmente lento quando a rodovia cortava as cidades.

Passando por Garanhuns-PE, cidade que fica a 20km da localidade de Caetés, terra natal do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva tive de abastecer. Eram cerca de 23:30, e estávamos a 105 km de Caruaru-PE, nosso destino final para este trecho. Garanhuns fica em uma região de maior altitude, cerca de 700 metros acima do nível do mar, alto para o estado do Pernambuco e a temperatura estava relativamente baixa para os padrões do nordeste, cerca de 17 graus. Não tinha ninguém nas ruas, parecia uma cidade deserta e neste posto de combustível, o frentista estava agasalhado como se estive no Polo Norte.

Apos uma breve parada de 15 min, reiniciamos a viagem, já muito cansados e com sono, até chegarmos à Caruaru-PE por volta da 01:45 da manhã. Nosso GPS não tinha precisão alguma nesta cidade e simplesmente não conseguíamos encontrar nosso destino. Tive que contar com a memoria de meu sogro que já havia visitado a cidade algum tempo atrás. Com dificuldade, chegamos ao nosso destino, a casa da madrinha de minha esposa, local que passaríamos os próximos 3 dias.

SEGUNDO DESTINO: Caruaru - Pernambuco

Caruaru é o município mais populoso do interior do estado de Pernambuco e localiza-se na região do Agreste e devido à sua importância regional, também é conhecida como "Capital do Agreste".

Nesta cidade, ficamos de Segunda-Feira, dia 02 de Julho até Quinta-Feira, dia 05 de Julho. Foram 3 pernoites nesta localidade.

Vista de Caruaru - Pernambuco do ponto mais alto da cidade, Morro do Bom Jesus, com altitude de 630 metros.
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Igreja de Santa Luzia, que fica no Morro Bom Jesus
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Visitamos o Alto do Moura, bairro do município de Caruaru e distante 7 km do centro da cidade. Esta área é reconhecida pela Unesco como o maior Centro de Artes Figurativas das Américas e praticamente toda casa nesta área é um ateliê e todo morador é artesão que moldam dia-a-dia o homem nordestino, levando a cultura desse povo ao mundo.

A arte do barro, passada de geração para geração retrata cenas do cotidiano e dos costumes do povo nordestino. Mestre Vitalino, que começou a modelar bonecos aos seis anos de idade, foi o primeiro artista da comunidade a ganhar fama nacional e internacional. Hoje, a cerâmica figurativa e utilitária do Alto do Moura ultrapassa as fronteiras do país.

Portal na entrada do bairro Alto do Moura
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A casa onde viveu parte de sua vida é atualmente a instalação da Casa Museu Mestre Vitalino.
A entrada na no museu custa apenas R$ 2,00. Muito barato, mas também muito simples, porque você cai conhecer uma pequena casinha de 4 comodos com alguns objetos que foram do Mestre Vitalino. Quem atende na entrada é a neta do próprio ilustre artesão, muito simpática e atenciosa por sinal.

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Um fato curioso que pude perceber pelas ruas de Caruaru é o alongamento do Toyota Bandeirante. O que se vê pelas ruas da cidade e nas rodovias da região são os veículos Toyotas alongados, que transportam passageiros para as feiras livres, todos os sábados. Eles substituem o transporte regular de passageiros. Na boléia da velha Toyota, modelo Bandeirante, pelo menos uma dezena de viajantes (homens, mulheres, crianças e idosos) espremem-se ao lado de caixas e sacos de mantimentos, roupas, verduras e cestos carregados com galinhas.

De maneira semi-artesanal, os chassis são esticados em um metro e a capacidade original, no caso dos jipes, passa de cinco para 12 passageiros, enquanto o volume de carga é ampliado em até uma tonelada.

Jipes que são alongados e viram ônibus em Caruaru
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Os principais usuários destes véiculos Toyota alongados vem a Caruaru por causa da Feira da Sulanca, a mais famosa. Esta feira destina-se mais a comerciantes de outras localidades que vão a Caruaru em busca de roupas a bons preços para revender. São mais de 10 mil barracas e pela grandiosidade, a feira tem um horário especial e é aberta somente às terças-feiras. Às 3h de terça, a feira é aberta para a organização das barracas, ou bancos, como são chamados. Às 5h, é a feira começa a funcionar de fato.

Vista do alto do Morro Bom Jesus da Feira da Sulanca
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A Feira do Artesanato é a que chama mais me chamou a atenção. É nela que concentram-se todos os tipos de artes manuais produzidas por artistas que utilizam o barro, madeira, pedra, metal, palha, coco, cordas, couro, rede, bordados, lã, latas, como matéria-prima. Nela, podemos apreciar as peças já acabadas ou sendo produzidas pelas mãos dos artesãos na hora. A feira funciona diariamente, das 8h às 17h.

Descobri com esta visita em Caruaru que praticamente todo artesanato vendido no nordeste, dito como "arte local", são fabricados em Caruaru, mais especificamente no Alto do Moura. A única coisa que muda são os dizeres "lembrança de Joao Pessoa", "lembrança de Porto de Galinhas", Lembrança de Maceió", etc.
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Em Caruaru, no Museu do Barro, também conhecido como Espaço Zé Caboclo, há uma exposição que mostra a obra dos ceramistas locais de maneira bem detalhada.

Este museu está localizado no mesmo local onde ocorre a Festa de São João de Caruaru durante todo o mês de Junho, porém chegamos na cidade 1 dia após o seus termino.
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Tivemos a oportunidade de ver a exposição ‘Baixio dos Doidos’, que é uma homenagem ao eterno Rei do Baião, Luiz Gonzaga. O espaço foi montado na área da Estação Ferroviária de Caruaru.
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TERCEIRO DESTINO: João Pessoa - Paraíba

Saímos de Caruaru - PE na Quinta-Feira, dia 05/07/2012 as 09:00 da manhã sentido a João Pessoa – Paraíba e adotamos o seguinte trajeto:
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Rodamos 248 km, boa parte pela BR-232. Rodovia duplicada e em ótimas condições que liga Caruaru a Recife.
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Saímos da BR-232 e adotamos o trajeto que corta a Zona da Mata Pernambucana para poder visitar as cidades de Nazaré da Mata e Aliança, ambas ainda em Pernambuco. Foram as localidades onde meu sogro nasceu e cresceu respectivamente e a mais de 3 decadas ele não retornava a a estas cidades.

Igreja Matriz de Nazaré da Mata-PE
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Igreja do Bom Jesus-Nazaré da Mata-PE.
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Antigo fórum da cidade Nazaré da Mata-PE.
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Igreja central Aliança-PE
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BR-408 entre os municípios de Nazaré da Mata e Aliança passamos pela entrada da cidade de que tem curioso nome de Buenos Aires pela PE-074
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Chegando a BR-101 que liga João Pessoa-PB e Recife-PE, encontramos uma rodovia perfeitamente duplicada, em perfeito estado de conservação e sem pedágios.

Divisa dos estados de Paraíba e Pernambuco na PR-101
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Vista da cidade de João Pessoa-PB chegando pela BR-101
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Torres Geradores de Energia Eólica - BR 101 João Pessoa-PB.
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Chegamos em João Pessoa por volta das 13:00 da quinta-Feira, dia 05 e ficaríamos até o dia seguinte, Sexta-Feira, 06 de Julho. Teríamos pouco tempo para conhecer um pouco da capital paraibana.

Já tinha 2 reservas no Hotel Costa do Atlântico, extremamente bem localizado e com ótimo custos x benefício, no coração da Av. João Mauricio, 223, de frente para o mar. Mesmo caminhando, tivemos acesso a varias atrações turísticas da cidade.

Praia João Pessoa
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Lindos Coqueiral na praia de João Pessoa
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Brisa do mar com cerveja gelada acompanhado com camarão
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Clássica Arquitetura do Tropical Hotel Tambaú.
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Vista para o mar da sacada do quarto do Hotel Atlântico a noite
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Interessante de curiosa forma de expor carrinhos de brinquedo em uma vitrine de loja de João Pessoa.
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Saímos para jantar no Restaurante Mangai e me apaixonei pela comida maravilhosa e incrivelmente variada. Eram centenas de opções, o que tornava difícil escolher entre tantas variedades. Instalado em um bairro tradicional de João Pessoa, na praia de Manaíra, o Mangai certamente se destaca pelo aconchego oferecido aos clientes.

Eu e esposa - Restaurante Mangai
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Sogro e Sogra - Restaurante Mangai
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Após uma breve estadia em João Pessoa – Paraíba deixamos o hotel no dia 6/7/2012 as 09:00 rumo a ilha de Itamaracá – Pernambuco.

Antes de deixar a cidade, não poderíamos deixar de visitar a Lagoa do Parque Solon de Lucena, que é o cartão de visita da cidade e um de seus pontos mais pitorescos para passeio, diversão e lazer.
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João Pessoa, capital da Paraíba é sem duvida uma cidade muito bonita, moderna, limpa, arborizada, com boa infra-estrura, ruas largas, bem pavimentadas, sinalizadas e com certeza impressiona. Poderia viver ali perfeitamente.

O GPS funcionou perfeitamente e nos ajudou muito.

QUARTO DESTINO: Ilha de Itamaracá – Pernambuco

Pegamos novamente a BR-101 e percorremos 111 km em 1 hora 30 min até a ilha de Itamaracá – PE.

Trajeto adotado
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Rodamos até o município de Igarassu – Pernambuco, cortamos a cidade e atravessamos a ponte que liga o continente a ilha de Itamaracá.
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Já na ilha fomos seguindo as placas ate a famosa Coroa do Avião e Forte Orange

Ilha de Itamaracá rumo ao Forte Orange
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No caminho, uma forma criativa de anunciar terrenos e lotes a venda adotada por uma imobiliária local
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Chegando ao nosso destino do dia, Coroa do Avião e Forte Orange
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Neste local almoçamos a tradicional comida local, feita por um dos diversos restaurantes que existentes na área.

Turistas são bastante assediados, e apesar de existir uma Associação dos restaurantes e jangadeiros da Praia do Forte Orange, os nativos faltam pular na sua frente para tentar te conduzir à barraca deles. Prometem lavar seu carro, fornecer chuveiros com agua doce para banho, atendimento nas tendas e guarda-sol posicionado estrategicamente na praia.

E muito difícil escapar deles, e sempre bate uma desconfiança, mas no final, fomos muito bem atendidos por um restaurante local que nos forneceu boa comida por um bom valor. Vale lembrar que não aceitam cartão de crédito e tudo deve ser pago em dinheiro. Se não tiver dinheiro, podem lhe propor pagar o valor da sua conta em um supermercado local, mas você deverá pagar adicionalmente o custo da operação de cartão de credito, o que pode onerar sua conta em até 5%.

Abaixo, compartilho algumas belas imagens que fiz do local:
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O Forte de Santa Cruz de Itamaracá, popularmente referido como Forte Orange, localiza-se na ilha de Itamaracá, a 50 quilômetros do Recife. Imagem

Forte de Santa Cruz de Itamaracá (Forte Orange), Pernambuco, Brasil.
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O Forte Orange foi construído pelos holandeses em 1631, na entrada do Canal de Santa Cruz, ao sul da ilha. Imagem

Oficialmente chamado de Forte de Santa Cruz de Itamaracá, o Forte Orange é uma fortaleza construída durante a invassão holandesa do Brasil. Imagem

Construção é um dos símbolos do período holandês em Pernambuco
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Após uma maravilhosa tarde nesta linda praia com muita tranquilidade, boa comida, deixamos o local e por volta das 16hs e partimos rumo a Olinda-PE.

QUINTO DESTINO: Olinda – Pernambuco

Neste curto trajeto entre a Ilha de Itamaracá e Olinda, percorremos 42 km em cerca de 50 min pela seguinte rota:
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Chegando a Recife pela BR-101 em perfeitas condições, duplicada e bem sinalizada, vindo de Joao Pessoa, Igarassu e Itamaracá.
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Chegando ao centro histórico de Olinda, encontrei bastante dificuldade para estacionar. Os flanelinhas e vendedores de redes, panos de pratos, colchas de cama infernizam sua vida. Turistas são extremamente assediados neste local por todo tipo de vendedor, que por sua vez são bastante chatos e insistentes. Mesmo negando qualquer produto, eles continuam te seguindo, insistindo e baixando o preço.

Consegui uma vaga, claro com "autorização" do flanelinha que queria receber antecipadamente, mas não aceitei e disse que so pagaria na volta.
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Apesar destes inconvenientes, tudo e compensado pela belíssima vista para o mar, parte baixa de Olinda e Recife.

Hoje Olinda é Património Mundial da UNESCO e a cidade tem um traçado irregular, de influência medieval, adaptando-se de forma orgânica às curvas do terreno e sendo influenciada pela arquitetura religiosa.

Entre as construções existentes atualmente, se destacam a Catedral de Olinda, o Mosteiro de São Bento, o Convento de São Francisco, com a Igreja de Nossa Senhora das Neves, e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, entre outras. A arquitetura recebeu influência portuguesa que pode ser facilmente percebida na construção das sacadas em pedra ou madeira, fachadas contíguas e grandes quintais, adaptada ao clima tropical do local.

Vista da parte baixa de Olinda e do lindo mar
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Vista de parte da parte baixa de Olinda, mar e Recife
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Centro de Olinda com todo o seu patrimônio histórico, cultural e arquitetônico preservado.
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A visitação em Olinda não demanda muito tempo. Com 3 horas neste local, percorremos praticamente as principais ruas turísticas e paramos nos principais locais para tirar fotos.

Assim, exploramos mais um importante ponto turístico brasileiro e partimos para nosso próximos destino, logo ali do lado, Recife, capital pernambucana e local que permaneceríamos pelos próximos 3 dias.

SEXTO DESTINO: Recife – Pernambuco

Chegamos em Recife-PE por volta das 19 horas da Sexta-feira, dia 06 e nesta cidade, permaneceríamos até Segunda-Feira, dia 09 de Julho. Ficamos hospedados na casa de parentes da minha esposa.

Vista da Praia da Boa Viagem cheia de banhistas. Apesar do risco anunciado de ataques de tubarão, há muitos banhistas no mar. Dizem que estão protegidos nesta área pelos arrecifes.
Ficamos somente na praia e não nos arriscamos entrar na água.
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Praia da boa viagem em uma parte mais central, lotada de banhistas.
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Vista da praia da boa viagem em uma parte mais extrema, bem menos utilizada, mas não menos bonita
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Na avenida Boa Viagem, que acompanha a cidade por toda a orla marítima tivemos nossos segundo incidente desta viagem, depois de um para-brisa trincado. Deixei o carro estacionado na avenida e ao retornar tinha um ralado de carro vermelho que pegou a parte da porta e do para lamas do lado direito de nosso carro. Simplesmente outro motorista estragou meu carro e foi embora sem se identificar. Parecia um estrago feio e difícil de reparar mas utilizei uma pasta de polimento e facilmente consegui remover a tinta vermelha a mão e não havia riscos profundos na pintura. Percebi que o dano poderia ser praticamente 100% reparado com um serviço de martelinho de ouro, sem necessidade de repintura do carro. Assim, pude me reanimar para continuar curtindo a viagem.

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Visita ao Cais do Porto. Praça do Marco Zero, Bairro do Recife.
Este é um lugar obrigatório para quem vista Recife.

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Marco Zero, vendo-se a confluência das avenidas Rio Branco e Marquês de Olinda.
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A antiga Bolsa de Valores - Recife Antigo e seus vários prédios históricos
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Escultura de Francisco Brennand, em frente ao Marco Zero
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Parque das Esculturas. Em frente, o Marco Zero
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Marco Zero é o local em que Recife nasceu e serve como ponto inicial das estradas de Pernambuco.
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Alguns moradores nativos dando saltos do cais do Porto de uma altura de 5 metros aproximada. Praça do Marco Zero, Bairro do Recife Antigo
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Percebi que existem vários prédios do Recife Antigo com aparência de abandonado, servindo de refúgio para usuários de drogas e indigentes. Uma pena porque são prédios muito bonitos e que representam a historia de nosso pais. Acredito que se esta área fosse revitalizada, colocaria Recife ainda mais entre um dos destinos mais atrativos de Brasil. Reconheço que existem alguns poucos prédios restaurados, mas a grande maioria merece atenção especial.

Fomos conhecer o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, o maior e mais moderno do Norte/Nordeste! Deparamos-nos com uma belíssima infraestrutura, belos painéis, inúmeras facilidades e conveniências.
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Já havia visitado Recife alguns anos atrás por avião e fiquei surpreso e feliz de ver que a cidade conta com um moderníssimo aeroporto, com amplo edifício garagem na frente, muitas lojas e arquitetura arrojada.
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Fomos ao Imbiribeira que é um bairro da zona sul da cidade do Recife e faz limite com os bairros do Pina, Boa Viagem, Ipsep, Jiquiá e Afogados. No bairro existe um parque ecológico e uma lagoa denominada Lagoa do Araçá que é a única lagoa natural ainda existente na cidade em uma área totalmente urbanizada.
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Fomos a vários restaurantes legais nesta cidade, mas destaco um restaurante onde é possível escolher o caranguejo que irá para panela e depois para sua barriga. Não tem como dizer que a comida não é fresca.
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Além dos tradicionais pontos turísticos da capital pernambucana, fomos visitar também o Shopping Recife que é um centro comercial de grande porte localizado no bairro de Boa Viagem. Trata-se do 6º maior shopping center do Brasil e também o RioMar Shopping que é o 3º maior centro de compras do Brasil.

Ao final destes 3 dias pude perceber que Recife é uma cidade de economia pujante, que ostenta muita riqueza e prosperidade, com boa infra estrutura de ruas e avenidas largas e de múltiplas faixas e muitos viadutos com lindos canteiros verdes e bem cuidados. A cidade é linda mas que ao mesmo tempo contrasta com muitas áreas pobres e feias, mas que é uma caracteriza comum em nosso pais nas grande cidades. O GPS funcionou perfeitamente e nos ajudou muito.

Ficamos em Recife até a Segunda-Feira, dia 09 de Julho. Deixamos a cidade pela manhã rumo a Porto de Galinhas.

SÉTIMO DESTINO: Porto de Galinhas – Pernambuco

Saímos de Recife na Segunda-feira, dia 09 por volta das 10:00 rumo a Porto de Galinhas, que fica na cidade de Ipojuca – PE. Seriam apenas 75 km com 1 hora 15 min de viagem pela BR-101 e PE-060 que também é a rodovia que leva ao Porto de Suape, um importante porto brasileiro localizado neste estado, no município de Ipojuca, na Foz do Rio Massagana.

Trajeto utilizado entre Recife e Porto de Galinhas
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Neste trecho encontramos uma estrada perfeita, bem sinalizada, ligando o porto de Suape ao Recife e com considerável transito de caminhões transportando containers.
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Encontrei pelo caminho esta ação promocional da Rede Globo bastante interessante, porque está parcialmente escondido atrás de uma colina coberta de cana de açúcar, estrategicamente posicionada no horizonte da rodovia, dando a ideia de que a logo da emissora é um sol nascendo, ou se pondo.
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Chegando à Porto de Galinhas por volta das 12:00, fomos direto para a pousada Pousada Pedras Do Porto, onde já tínhamos feito nossas reservas. A Pausada fica muito bem localizada, na parte central da vila, a cerca de 4 blocos da praia de Porto de Galinhas, ou 10 min caminhando.

A fama desta praia se deve, principalmente, às belezas naturais: piscinas de águas claras e mornas formadas entre corais, estuários, mangues, areia branca e coqueirais.

Já tinha visitado este lugar antes mas ainda não tinha conhecimento dos motivos que levam o lugar a ser chamado de Porto de Galinhas. A explicação que encontrei conversando com os moradores nativos é que no auge da escravidão no Brasil, esta área era o principal ponto de comércio de escravos ilegais no nordeste brasileiro. Muitas vezes, os mesmos chegavam escondidos embaixo de engradados de galinhas d'angola. A chegada dos escravos ilegais ao porto costumava ser anunciada pela frase "tem galinha nova no porto!" Desta forma, a praia que era chamada de Porto Rico ficou conhecida como Porto de Galinhas.

No centrinho da cidade encontramos diversas galinhas gigantes com pinturas variadas, feitas por artistas locais. Existem muitas lojinhas e roupas, artesanato e restaurantes variados, com cardápios simples e complexos. Sem dúvida, é um local bem estruturado.
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Novamente, ao chegar na praia, não diferente dos últimos locais que havíamos visitado nesta viagem, fomos abordados por dezenas de vendedores ambulantes, buqueiros, artesãos, etc.,
Tudo já começa com os flanelinhas que controlam o estacionamento nas vias públicas e no caminho a pé ate a praia há buqueiros que vendem todo tipo de passeio além das vendas de pacotes de mergulho, hospedagem em pousadas, almoços e jantares, etc.

Já na praia, existem dezenas de vendedores que insistem para você ficar na barraca deles e você paga apenas pelo consumo dos produtos que eles vendem. Sem querer exagerar, não conseguíamos ficar 5 minutos na praia sem ser importunado por alguém querendo nos vender algo, que vai de artesanatos feito na hora por crianças, ostras frescas, castanhas, colchas de cama, doces, óculos, cangas, enfim, tudo.

Esse é um aspecto muito negativo do local. Apesar de ser muito comum nas praias do nordeste, em Porto de Galinhas e pior que os demais locais visitados.

Passeios de Jangada às Piscinas Naturais em Porto de Galinhas é um passei obrigatório.
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Custou em torno de R$30 por pessoa para um jangadeiro nos levar as piscinas naturais. Você pode ficar lá por uns 30 a 40 min e disponibilizam farelo de pão para ser jogado aos peixes, que aglomeram junto a você. Uma experiência muito legal.
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Também contratamos um pacote de mergulho com tanque de oxigênio ao custo de R$80 por pessoa. Vale muito a pena, porque o instrutor nos acompanhou tirando fotos sub-aquáticas que posteriormente nos forneceu um CD contendo as mesmas.

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Não deixe de provar a deliciosa Tapioca do Porto que oferece grande diversidade de sabores e muito bem localizada no centrinho de Porto de Galinhas.

Ficamos em Porto de Galinhas até Quarta-Feira, 11 de Julho, dia em que partimos rumo a Maragogi – Alagoas.

OITAVO DESTINO: Maragogi – Alagoas

Saindo de Porto de Galinhas – Pernambuco as 09:00, logo após o café da manhã, percorremos 82 km por cerca de 1 hora 20 min pela sinuosa PE-060, com canaviais em ambos os lados da pista. Já mais próximo de Maragogi – AL a rodovia acompanhava o contorno das lindas praias proporcionando um visão paradisíaca do litoral alagoano.

Trajeto utilizado com rodovias em boas razoáveis, pista simples e parcialmente sinalizada.
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Já chegando em Maragogi - Alagoas por volta das 12:30, fomos direto para a Pousada Olho D'água, onde também já tinha reservas de quartos. Muito bem localizada, fica na parte principal da praia, na avenida litorânea, bem de frente para o lindo oceano verde-azul.
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Logo no inicio tivemos as primeiras impressões da praia de Maragogi, onde a vista fala por si só.
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Coqueirais a longo da praia de Maragogi balançando sob a brisa do maravilho mar
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Os atrativos de Maragogi, entretanto, não se resumem aos aquários naturais. Os cenários são encantadores e praticamente desertos com suas águas azul-esverdeadas, ganham ainda a rusticidade das vilas de pescadores, com casinhas simples e jangadas coloridas cruzando o mar.
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Conhecidas como Galés, às piscinas naturais de Maragogi são as maiores de Alagoas e estão a seis quilômetros da costa.
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Embarcações grandes estavam proibidas de navegar até as Gales por causa da maré baixa, então tivemos que contratar uma lancha, embarcação menor, ao custo de R$60,00 por pessoa para nos levar ao local de mergulho.

Mergulhar nas Galés é o passeio obrigatório deste lindo lugar e as empresas/ pessoas que fornecem o serviço de transporte as Galés te emprestam a Máscara e Snorkel, e pedacinhos de pão para alimentar os peixes. Eles fotografam seus mergulhos e produzem belas imagens.
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Nas Gales, com vista para o continente.
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Nas Gales, com vista para o oceano aberto e arrecifes de Maragogi.
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Não posso deixar de destacar a gastronomia da região, que é outro ponto forte, com simples e bons restaurantes especializados em frutos do mar espalhados pela praia.

O retorno e outra longa jornada pela frente

Depois de 2 dias e 1/2 e meio em Maragogi – Alagoas, infelizmente chegou o dia de iniciar o retorno ao nosso lar.

Iniciamos nossa viagem de volta as 8:00 da Sexta-Feira, dia 13 de Julho rumo a Uberlândia-MG, onde deixaríamos meus sogro e sogra. Teríamos 2.190 km pela frente para serem feitos em 2 dias.
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Planejamos rodar 1.090 km no primeiro dia pelas movimentadas rodovias BR-101 e BR-116 até a cidade baiana de Vitória da Conquista.
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As rodovias eram bem sinalizadas e em bom estado, porém com vários trechos em obras de duplicação, tornando o transito lento. O transito intenso de caminhões demanda atenção redobrada.

Chegamos a Vitória da Conquista-BA por volta das 23:00 da noite e nos hospedamos em um hotel simples apenas para uma pernoite. A rodovia corta a cidade exatamente no meio e as margens da pista encontramos um hotel. Infelizmente não aceitava cartão de credito, então tivemos que andar mais um pouco pela cidade, já muito cansados até encontrar um segunda opção que aceitasse cartão de credito. Felizmente encontramos outro hotel não muito longe do primeiro e por ali ficamos e pernoitamos.

Na manhã seguinte do sábado, dia 14 de julho de 2012 saímos por volta das 07:00 de Vitória da Conquista – Bahia para mais 1.100 km pela BR-365, cortando boa parte do estado de Minas Gerais.
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Lindas paisagens, porém muito áridas na região do vale do Jequinhonha, nordeste de Minas Gerais.
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BR-365 com suas retas infindáveis.
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Estrada tranquila e sem muitos postos de serviço.
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Não se engane. Apesar de alguma vegetação verde, a temperatura externa era de 36 graus.
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Almoçamos em Salinas- MG, cidade famosa pela fabricação artesanal de cachaça.
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Já entre Pirapora e Patos de Minas passamos momentos tensos. Acreditei que por ter cerca de 140 km de autonomia, com o combustível que tinha no tanque seria suficiente para fazer um abastecimento mais a frente. Rodei 130km sem um único posto de abastecimento e quando achei que ficaria de fato parado na rodovia por falta de combustível, apareceu finalmente um posto para nossa salvação.
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Após breve pausa para descanso, passado o estresse e taque cheio, continuamos a viagem. Novamente encontramos mais retas infindáveis pelo caminho e ao entardecer, faltando ainda cerca de 50 km para Patos de Minas a estrada ficou péssima com asfalto remendado, muita trepidação e sinalização inexistente. Chegamos em Patos de Minas já sem luz do dia e paramos no Posto Patão para breve descanso de 15 min.

Retomamos a viagem rumo a Uberlândia que estava 220 km a frente, mas 20 km após deixar Patos de Minas tivemos nosso primeiro pneu furado de toda a viajem.

Difícil acreditar que depois de mais de 5500 km, quase chegando ao nosso destino final, tivemos um pneu furado para ser trocado numa subida e a noite. Tive que tirar toda a bagagem do porta-malas e colocar para rodar pneu fino utilizado como estepe do Ford Focus, feito para rodar apenas pequenas distancias e com velocidade máxima de 90 km/hr.

Depois de 30 minutos para trocar o pneu, rodamos mais 60 km pela BR-365 até a cidade de Patrocínio-MG onde tentamos consertá-lo em um posto de combustível as margens da pista, porém como era sábado a noite, não tinha borracharia em funcionamento.

O frentista nos recomendou ir até a próxima parada, cerca de 10km a frente porque lá poderíamos encontrar uma borracharia. Seguindo sua orientação, continuamos pela mesma rodovia ate local indicado, porém não conseguimos encontrar o borracheiro apensar da estabelecimento estar aberto. Neste momento, percebemos uma movimentação no posto de combustível com presença de policiais e fiquei sabendo que naquele momento um caminhoneiro tinha sido assassinado numa tentativa de assalto mal sucedida.

Decidi arriscar e continuar a viagem por mais 150 km até Uberlândia, rodando com o pneuzinho reserva e sem estepe. Felizmente a estrada estava um tapete, recém-recapeada e muito bem sinalizada e chegamos a Uberlândia-MG por volta das 23:30. A previsão de chegada as 21:00 mas tais imprevistos nos causou atraso na chegada.

Depois de uma bela noite de descanso, no Domingo, dia 15 de Julho, as 17:30 deixamos Uberlândia-MG, rumo a Franca-SP. Este por sua vez é um trajeto de 230km que conheço bem. As 20:00, finalmente estávamos em nossa casa em Franca-SP.

Alguns números de nossa viagem:

6500 Reais foram os gastos em toda a viagem para 4 pessoas
6021 km rodados
1700 metros de altitude foi o ponto mais alto que estivemos
1.500 Reais foi o gasto somente com combustível
550 litros de gasolina
78 foi a media de velocidade
71 horas foi o tempo total dirigindo
38 graus foi a temperatura maior que pegamos em Recife
18 dias foi o total de tempo da viagem
11,7 foi consumo médio de combustível
10 tanques completos de combustível foram consumidos
8 destinos incríveis foram explorados
7 estados brasileiros foram atravessados
6 graus foi a menor temperatura que pegamos em Monte Verde
3 pequenos incidentes com o carro
3 dias inteiros dentro do carro somando-se as horas
1 multa com infração leve
1 único motorista
0 nenhum acidente grave graças a Deus
Editado pela última vez por Erly Henrique Silva em 02 Jan 2013, 23:46, em um total de 14 vezes.
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Re: 6000Km em 18 dias de carro pelo Nordeste - Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor hlirajunior » 29 Dez 2012, 22:04

muito legal a viagem ,excelente relato. ::otemo::

Já que gosta de dirigir, recomendo ir ao atacama de carro, fiz isso em outubro.

abs
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Re: 6000Km em 18 dias de carro pelo Nordeste - Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor raffaelfellipe » 29 Dez 2012, 23:23

Curti pra caramba seu relato.
Parabéns pela viagem.
Raffael Fellipe

1º Mochilão - 2012 - Europa (Portugal - França - Inglaterra - Bélgica - Holanda - Alemanha - Republica Tcheca - Itália - Suíça)
2º Mochilão - 2013 - América do Sul (Bolívia - Chile - Peru)
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Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor andre_monteiro » 04 Jan 2013, 07:42

Muito legal esse relato, tem poucos meses que fui em Maragogi saindo de Brasilia aluguei um carro em Maceio, a cerca de 1 ano estive em Recife e peguei um carro para ir em Olinda e Tamandaré.
Mas as viagens de familia que fazia quando era pequeno era Brasilia-Recife, meu pai tem familia lá então era tradição todo Janeiro ou Fevereiro nas férias da escola pegar estrada para o Nordeste, por isso essa viagem lembra muito minha infância.
Fiz 3 vezes essa viagem de carro depois de adulto com meu Pai e é algo fantástico. Hoje em dia com o tempo corrido e o custo de passagens aéreas dificilmente compensa passar 2 dias na estrada para chegar em um destino e voltar, minha ultima vez em Maragogi fiquei apenas 4 dias na cidade se fosse de carro seria chegar e ir embora, mas curto muito viajar de carro e ainda pretendo fazer meu tur pelas praias de carro.
Recentemente na Eruopa fui de Roma a Verona de carro parando em vários locais, passeando bastante principalmente pela Toscana, foram mais de 1000km curti muito, sempre tento pelo menos alugar carro por onde passo.

Parabens pelo relato.
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Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Erly Henrique Silva » 04 Jan 2013, 20:54

obrigado Andre. Tenho intenção de fazer outras viagens pelo nordeste de carro, e explorar melhor outras área. Já estou fazendo plano. De fato tem pros e contras, mas percebi que tenho mais pros, como poder conhecer melhor nosso pais por terra. Por hora, ainda tenho esta motivação, mas vamos ver com o tempo, quando vierem os filhos, etc. Dizem que muda muito a vida do casal, e ainda nao tivemos esta experiencia. Forte Abraco!
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Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Dominique Menezes » 06 Jan 2013, 04:22

Adorei seu post, estou querendo ir ao Nordeste de carro em final de janeiro/fevereiro, saindo de Campos dos Goytacazes.
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Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Erly Henrique Silva » 06 Jan 2013, 22:18

Obrigado Dominique Menezes. Vale muito a pena. As estradas são boas as principais estão sendo dublicadas. Vale muito a pena. abracos e boa viagem
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Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Leonardo CA » 01 Fev 2013, 10:01

Belo passeio, parabéns.
Sou de Fortaleza e estou planejando uma viagem para alguns municípios do Nordeste algo em torno 2000 Km. Estou vendo o que posso aproveitar do seu roteiro.

Abraços.
Leonardo CA
 
Mensagens: 3
Desde: 31 Jan 2013, 19:29

Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João

Mensagem não lidapor Nina Barauna » 06 Jun 2013, 14:51

Muiiiito bom seu roteiro!
Gostei muito.

Parabénsss!
Nina Barauna
 
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Desde: 06 Jun 2013, 14:50

Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor ereis73 » 29 Jan 2014, 08:29

Erly,
satisfação enorme tive ao "procurar e encontrar" relatos de viagem de carro pelo Nordeste. Estou planejando uma "estilingada" da boa tb em JUL/14, saindo de SP para Recife (indo pela BR116 e retornando pela BR101), foi onde me deparei com esse verdadeiro diário de bordo que nos proporcionou. Bem como a época coincidirá com a que vc escolheu, acredito que tb terei a sorte de ser presenteado com dias de SOL, ainda tenho dúvidas se "alugo" um flat para permanência em uma unica capital (Maceió p. exemplo), e de lá faço os passeios, ou se faço um pinga-pinga em pousadas, más para isso teria que avaliar o custo de hospedagem para 4 pessoas. Bem, irei reler com mais calma e claro passar pelo seu BLOG. Parabéns pelos relatos, espero conseguir algo a altura.
Eduardo dos Reis - São Paulo
ereis73
 
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Desde: 23 Jun 2008, 23:25

Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Carlos Roberto Bitt 4x4 » 30 Jan 2014, 14:30

Henrique, gostei muito do relato de sua viagem, me ajudou muito em minha próxima aventura que será o caminho inverso de recife ao Rio de Janeiro. Como moro aqui em recife desde 2001, posso afirmar que seus comentários e registros foram precisos. Parabéns, acho que alguma revista de turismo vai te contartar...rsrsr grande abraço a toda a família.
Carlos Roberto Bitt 4x4
 
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Desde: 30 Jan 2014, 12:40

Re: 18 Dias - 6000 Km de carro pelo Nordeste- Caruaru, João Pessoa, Recife, Porto de Galinhas, Maragogi

Mensagem não lidapor Douglas Dias Pereira » 27 Abr 2014, 13:48

ola bom dia , lendo seu relato sobre a viagem pelo nordeste, não pude deixar de parabeniza-lo pelo feito, já faz dois anos que planejo uma viagem assim como a sua ate então tinha muitas duvidas para percorrer tamanha distancia, foi por isso que tive a idéia de buscar relatos como o seu na internet, vc me forneceu tudo que preciso vendo os gastos de sua viagem , já tenho em mente o quanto devo gastar , mesmo que meu roteiro seja um pouco diferente do seu, mas ainda tenho duvidas sobre a segurança nas estradas do nordeste quanto a assaltos nas rodovias , pretendo fazer essa viagem ao nordeste no ano de 2015, e vai durar por 15 dias , saindo de nanuque ,MG , vou sozinho mas tenho um pouco de receio quanto a falta de sinal de GPS NAQUELA REGIÃO, ficar as cegas , no meio do nada é perigoso.mas vou me aventurar assim mesmo tenho certeza que vai dar tudo certo.um grande abraço. ::otemo:: ::otemo::
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