Quinta, 14/07/2011 - ensolarado sem nenhuma nuvem no céutransfer Atins - Caburé - Paulino Neves - Tutóia - Água Doce do Maranhão - Parnaíba, Hotel Delta, Porto das Barcas
Acordamos cedo, curtimos o belo café da manhã e partimos de Atins com o barco agendado com o Chico da Fia, para Caburé. Transporte depende muito da sorte. Às vezes tem carro trazendo mercadoria e/ou turistas e volta vazio. Nesse caso, dá para negociar um preço bom. Saí perguntando de pousada em pousada. Achei o guia Cacá que disse que tinha um Troller vindo de Jeri que iria voltar vazio lá pelas 13h. Entretanto, uma pessoa alertou para o fato que os turistas e/ou agências podem cancelar os transfers em cima da hora, então não tem mais os carros previstos. Saímos procurando outras opções, mas não é fácil. Encontramos uma pessoa que ia para Tutóia e outro colega dele que ia de Tutóia para Parnaíba, mas saía mais caro, achamos que não valia à pena e decidimos esperar o Troller. Erro 1: não conte com um carro que ainda vai chegar, parta logo com o que estiver disponível. Desespero 1: passou das 13h e o Cacá tinha sumido. Procuramos nas pousadas e nada do cara. Ele tinha ido a Paulino Neves, encontrar o Troller e guiar o motorista até Caburé, mas não sabíamos disso. Foi falha nossa também não ter pegado o celular/contato dele. No desespero tentamos fretar carro com o Paulo, mas o motorista dele não estava lá. Perguntamos para outra pessoa e este indicou ir de quadriciclo. Conversamos com os meninos, iam dois, cada um guiando um quadriciclo e nos levando na garupa. Deu para levar bagagem de boa, amarrada na frente do quadriciclo. Erro 2: na saída, encontramos o Troller, mas na confusão e sem saber quanto tempo ele demoraria para sair dali, fomos embora. Seguimos a maior parte à beira da praia, mas ela é sempre igual, sem nada demais. Água de um lado e areia do outro, tem dunas, mas com a maré baixa, fomos pela beirinha da praia o tempo todo. Não achei bonita, mas também não estávamos com muito ânimo de curtir a paisagem. Depois atravessamos algumas dunas baixas até chegar à cidade de Paulino Neves. Nesse último trecho tivemos que passar por vários pontos alagados, deu até para molhar os pés (estava de chinelo), mas foi tranqüilo dada a experiência dos meninos. Existe uma trilha mais ou menos demarcada nesse trajeto Caburé-Paulino Neves. Enfim, chegamos ao asfalto. Desespero 2: os caras do quadriciclo nos deixaram no posto de gasolina, onde poderíamos pegar transporte para Tutóia, mas não havia mais ônibus nem vans. Parece que só tem dois horários de ônibus, ambos antes do almoço e as vans saem também nos mesmos horários. O frentista do posto disse que tinha que pegar carona. Ele arrumou um cara com Hilux que faz esse tipo de transporte para nos levar. Erro 3: chegando a Tutóia, encontramos um ônibus no meio do caminho e o motorista até perguntou se queríamos parar o ônibus, mas estava escrito Luís Correa e não achei que fosse o nosso, mas era, ele parava em Parnaíba antes. Ignorando o fato, seguimos até a rodoviária. Desespero 3: descobrimos que o último ônibus do dia já tinha saído as 15h30, aquele que encontramos no caminho. E então como eu faço para ir a Parnaíba? Só amanhã, foi a resposta do funcionário da bilheteria. Pedimos para o cara da Hilux seguir o ônibus. Andamos bastante, mas nada de alcançá-lo. Ainda paramos num ponto à beira da rodovia para perguntar, responderam que já tinha passado a uns 10min. No final seguimos até uma parada de ônibus da cidade de Água Doce do Maranhão. O ônibus da Viação Coimbra, o que perdemos, já tinha passado, mas por sorte nossa passava ali um ônibus da Expresso Guanabara que ia até Parnaíba e ele estava atrasado, não tinha passado ainda. Foi o nosso primeiro lance de sorte do dia e para compensar um pouco a grana gasta durante o dia, a passagem era 17,00, mais barata que da outra companhia que custava por volta de 40,00. De curiosidade, até especulei com um taxista quanto ficava até Parnaíba, mas como já desconfiava era muito caro. Aguardamos pouco tempo e chegou o ônibus bom, confortável e com AC, mas ele pingava em tudo o que era cidade no meio do caminho. O resto da viagem eu não vi muita coisa da estrada, vi que tinha bastante vegetação e poucas casas esporádicas. Demoramos para chegar à Parnaíba, mas chegamos. Ufa! Foi um alívio depois do dia estressante. Da rodoviária pegamos um taxista que, na curta corrida, contou a história da vida inteira dele para nós. Tudo bem que eu dei corda, fiz umas perguntas. Preço de táxi é tabelado, de acordo com o bairro um valor específico. Chegamos ao Hotel Delta, prédio antigo. As instalações do quarto eram antigas, mas era bem localizado, o Porto das Barcas era muito perto e tinha um supermercado quase em frente. Jantamos uma massa na Pizzaria Comilão. Estava bom. Depois de dias comendo camarão e carne de sol, meu organismo estava pedindo massas e frango. Comida e refri são baratos. Até preço de bebida do frigobar do hotel é honesto, igual ao dos restaurantes da cidade. Olhamos as lojas bem rapidinho e voltamos para dormir e descansar após o dia muito longo. Apesar do rio, não vi pernilongos.
Sexta, 15/07/2011 - ensolaradoCity-tour, Porto das Barcas
O dia foi meio inútil em termos de passeio, ainda estava pregada do dia anterior. Era cansaço da viagem longa e estresse que começaram a pesar. Foi necessário diminuir o ritmo. Achei o hotel caidinho, muito caro pelo que oferece. Prédio antigo, instalações antigas, dois elevadores velhos, precários e sempre em manutenção. Ficamos no segundo andar, o único sem acesso por escada, o que foi muito ruim, dada a precariedade dos elevadores. No mesmo prédio, ficam o hotel e pontos comerciais variados, incluindo escolas. O trânsito de pessoas é muito grande durante o dia. Bagunçado, não gostei. O café da manhã é terceirizado, de um restaurante localizado no térreo do mesmo prédio. No primeiro dia café estava bom, mas acho que poderia ser melhor pelo preço da diária. Tiramos a manhã para ver passeios e como ir para Sete Cidades. A empresa Expresso Guanabara atende a região e é possível comprar passagens via internet, mas apenas com cartão Mastercard. Além da rodoviária, descobrimos que a agência Clip também vendia passagens. Mesmo com três dias de antecedência alguns horários de ônibus, de Parnaíba para Piripiri, já estavam lotados, o jeito era sair muito cedo ou mais tarde, o que complicaria o passeio. Resolvemos fechar com agência mesmo e na pressa fechei com a Clip que ficava ao lado do hotel, sem pesquisar. O ônibus da Guanabara é bom, mas ele pinga muito, de cidade em cidade e demora muito. O executivo vai bem mais rápido, pois vai direto, mas é preciso comprar passagem com vários dias de antecedência. Na própria Clip compramos a passagem Piracuruca-Teresina, pois contratamos apenas o trecho Parnaíba-Sete Cidades. Excluímos o translado até a capital, pois ficaria muito caro. Contratamos passeio de barco com caranguejada para o domingo. Eles cobram o transfer para o Porto dos Tatus, de onde sai o passeio, à parte. É meio longe, mas é provável que tenha ônibus de linha para lá. Por outro lado, depois de duas semanas de viagem atravessando Maranhão e Piauí, eu estava pagando para ter um pouco de conforto. Resolvemos fazer um city-tour. Fomos até a Praça da Graça, aonde vimos a Catedral de N Sra da Graça, a Igreja do Rosário e o Monumento da Independência. Depois seguimos até a Praça de Santo Antônio. Vimos a Igreja de Santo Antônio, o Monumento ao Centenário e um belo prédio, o Collegio N. Sra das Graças. Passamos pelo Centro Cívico, composto pelo Panteon, onde encontramos as Pirâmides, o Prisma e a Pira. Retornamos à Av. Presidente Getulio Vargas e admiramos alguns casarões antigos das proximidades. Vimos a Casa Grande da Parnaíba ou Sobrado Simplício Dias, atualmente em restauração, a Casa Inglesa e o Casarão dos Azulejos. Passeamos pelo Porto das Barcas, mas é meio morto durante o dia, pouco movimento de turistas. O local tem umas construções antigas, é colorido, bonito e alegre. Reúne algumas lojas de artesanato, a maior parte das agências de turismo da cidade, um ou outro restaurante, uma sorveteria, etc. Passamos no supermercado ali perto para comprar água e alguns petiscos. Almoçamos no Restaurante Delícia Caseira, o mesmo do café da manhã, self-service por Kg, comida simples, mas boa. Voltamos para descansar no hotel, eu estava meio pifada. À tarde, saímos pesquisando preço do passeio pelas praias em outras agências, que ficam todas nas proximidades, a maioria no Porto das Barcas. Vale a penas pesquisar. O passeio mais comum, o de barco com caranguejada, é meio que tabelado, mas os outros podem ter diferença. Contratamos o passeio pelas praias de Luís Correa com a agência Morais Brito. Vimos um vendedor na calçada com as cordas de caranguejos. Subimos a ponte para tirar algumas fotos de lá. Vimos outros turistas que tiveram a mesma ideia. O local é legal, rende bons ângulos para fotos. Retornamos para a Praça da Graça e vimos nas imediações, o Sobrado de Dona Auta, que atualmente é uma biblioteca pública municipal. Jantamos no Restaurante Delícia Caseira mesmo. À noite é bem fraquinho. Antes de deixar o hotel, confirmei com o recepcionista que não havia acesso ao segundo andar pelas escadas. Pedi para trocar de quarto, para ir para o primeiro andar, pois dava para ir pelas escadas, mas ele disse que não tinha vagas. Fomos ao cinema. É meio deprimente, pois a segunda maior cidade do estado tem um cinema com apenas duas salas, funciona apenas de quinta a domingo e é bem caidinho. Chegando ao hotel, foi o maior estresse. Nenhum dos dois elevadores funcionava. Às vezes ele não abria no térreo ou no segundo andar, apenas no primeiro. Com muito custo, conseguimos subir. Dessa vez, sem elevador funcionando e com um quase escândalo meu, a vaga no primeiro andar "apareceu". Elevador continuava ruim e o recepcionista chegou no segundo andar pelas escadas. Que escadas? Ele então esclareceu que tinha escadas de emergências. Pedi para vê-las e elas ficavam escondidas, eram estreitas e sem iluminação. Era perigoso utilizá-las, o risco de cair era grande, devido à escuridão. Prefiro não imaginar o que aconteceria em caso de acidente/incêndio. Decidimos que tínhamos que mudar de andar. Fomos para um quarto pior, fedido, mais caidinho ainda, paredes sujas e mofadas, mas já era quase 23h e ficamos lá mesmo.

- Centro de Parnaíba: Praça de Santo Antônio, Igreja de Santo Antônio, Collegio N. Sra das Graças
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- Porto das Barcas: as casas coloridas
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- Porto das Barcas: as casas coloridas
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- Porto das Barcas: vista do alto da ponte
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Sábado, 16/07/2011 - ensolarado, chuva à tardezinhaHotel Cívico, Praias de Parnaíba e Luís Correa
Acordamos e fomos tomar café. Daniel disse que a melancia estava azeda. Ele disse que o suco estava com gosto ruim. Dei uma provada e vi que estava passado, feito provavelmente com fruta madura demais, já estragando. No dia anterior, estava bom, tanto que almoçamos e jantamos lá, mas depois da série de acontecimentos foi a gota d'água. Nem consegui comer alguma coisa. Subi ao quarto e tentei ligar para outro hotel do meu celular, mas não consegui, pois não dava sinal direito. Lembrei da agência Clip e fui lá. Ela providenciou vaga no Hotel Cívico. Fechamos a conta no hotel, nem tive que brigar por causa da reserva já feita. A agência chamou um táxi e fomos para outro hotel. Ele é um pouco mais distante do Porto das Barcas, mas fica a meio caminho da Beira-Rio. Bem melhor, ambiente mais agradável. Havia duas opções disponíveis de quarto, fiquei com o mais simples. Quarto era bom, mas instalações do banheiro antigas. Colocaram uma TV pequena e antiga lá, parece que era cortesia, pois esse tipo de quarto não tinha TV. Havia um tipo de quarto mais simples, mas não tinha vaga. Os melhores eram muito caros. Talvez esses fossem reformados com instalações mais novas. De qualquer forma achei muito caro, pelo preço deveria ser melhor. No Maranhão pagamos menos por quartos melhores. Recepcionista foi muito atencioso, acho que ele ficou com pena do meu estado estressado, até ofereceu café na faixa, mas só consegui tomar um suco. Ligamos para a Morais Brito para nos pegar mais tarde e no novo hotel. Já tinha ouvido falar que o litoral piauiense era fraquinho, mas decidimos conferir mesmo assim. Acho que não aproveitei muito o passeio, depois da confusão. Fomos para Ilha Grande de Santa Isabel. A Praia Pedra do Sal tem um visual diferente por causa das pedras, mas estas estão muito pichadas. Não conseguimos ver nenhuma pedra de sal, mas vimos algumas formações interessantes como a pedra do sino. Um pouco de imaginação e podem ser vistas várias pedras associadas a animais principalmente. A uma é até atribuída à queda de um ET. O nível d'água subiu e destruiu alguns quiosques da praia, dando um ar de abandono. Parece que tem um projeto para revitalizar a região, fazendo quiosques padronizados, mas por enquanto está abandonado. Essa região conta com geradores eólicos, não achei bonito, mas também não achei que chegasse a ser uma poluição visual. Do outro lado tem a Praia de Atalaia, mas por causa do Rio Igaraçu, tem que dar a volta passando pela cidade. Passamos no Mercado Municipal. Experimentamos cajuína, é bom, mas achei que não parece caju, parece um chá adoçado com mel. Fiquei sabendo que o Piauí, junto com Ceará, é um dos maiores produtores de castanha de caju do país. Fiquei com vontade de comprar castanha no mercado, mas não havia nada nas bancas. Óbvio, não me toquei na hora, mas não era tempo de colheita, que deve começar em setembro e seguir pelo final do ano. Na outra vez que fui para o nordeste, eu fui em janeiro e vi muita castanha. Passamos pela Lagoa do Portinho, que é grande e cercada por dunas baixas. Tem comércio lá, com bares/restaurantes e alguns barcos para passeios com turistas. Passamos pelo Porto de Luís Correia, cujas obras não foram concluídas. Não chega a ser um ponto turístico, não tem nada lá e nem é bonito, mas nesse local está situada a foz do Rio Igaraçu, tem um quebra-mar longo e oferece vista ampla da região. Fomos para a Praia de Atalaia que é bem movimentada, cheia de quiosques padronizados, pousadas, casas de veraneio, etc. Acabamos pulando a Praia Peito de Moça. Seguimos direto para a Praia do Itaqui, mas acesso pela areia estava complicado. Continuamos para a Praia do Arrombado e, desse ponto, seguimos pela areia até Macapá. A Praia do Arrombado tem um visual legal de cima. Tem um mangue bonito, com águas bem claras. A Praia da Carnaubinha tem muitos arrecifes e um visual diferente. A Praia de Macapá tem poucos quiosques rústicos. Dá para ver o pedaço de asfalto que sobrou depois que a forca das águas destruiu a estrada. Do outro lado fica a Praia da Barra Grande, mas não fomos para lá por causa da distância. É perto, mas o Rio Camurupim, obriga que o carro dê uma grande volta para alcançar a outra praia. Paramos na árvore penteada, que tem esse nome por ter a copa toda inclinada para o lado, por causa da ação dos ventos, parece uma cabeleira penteada. Voltamos pelo asfalto e paramos para almoçar na Praia do Coqueiro que tem vários restaurantes, casas de veraneio e alguns hotéis. Almoçamos no Restaurante Dona Maria, era bom, mas bem caro. Paga-se pelo visual da praia. Não fui lá por causa do visual, mas o vento estava bom para aliviar o calor. Perto fica o Restaurante do Dedé, disseram que a comida é muito boa, mas não fica à beira da praia. Voltamos ao hotel. Pensamos em sair à noite, mas a pancada de chuva, que embora já tivesse passado, deixou a rua sem luz. Jantamos no hotel mesmo. Disseram que normalmente não chove nessa época do ano. Depois desse dia não vimos mais chuva no Piauí pelo restante dos 10 dias que ainda ficamos nesse estado.

- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Geradores eólicos perto da Praia Pedra do Sal
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia Pedra do Sal e Farol
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Lagoa do Portinho
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: mangue da Praia do Arrombado
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: visual do alto da Praia do Arrombado
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia da Carnaubinha
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia de Macapá
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- Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Árvore penteada
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Domingo, 17/07/2011 - ensolaradopasseio de barco pelo Delta do Parnaíba com caranguejada
Achei o passeio fraquinho, mas acho que tenho que dar um desconto dado o meu estado de espírito e dado que tinha visto paisagens deslumbrantes antes que faziam todo o resto ficar apagadinho. O passeio é estilo passeio de escuna no litoral, muita gente, som alto, muito barulho, perturbando a paz e a contemplação da natureza. Saíram outros barcos também. Teve explicação sobre o delta. Tem poucos lugares na parte de cima. Corremos para pegar um lugar, mas ficamos no sol, pois apenas parte é coberta e já estava ocupada. Enfim, partimos do Porto dos Tatus, Ilha Grande de Santa Isabel, pelo braço do rio, que é uma das ramificações da foz do Parnaíba. O leito dos rios é protegido por uma vegetação bem diferente, uns talinhos com folhas cordiformes na ponta, acho que o nome da planta é aninga. Seguimos acompanhando uma grande ilha habitada, à esquerda, que suponho ser a Ilha das Canárias. Vamos até encontrar outra ilha, que acredito ser a Ilha de Poldros. Foram servidas frutas. Dá para ver o encontro das águas do rio com o mar, elas são de tonalidades diferentes e seguem separadas, dá para ver as faixas e alguns bancos de areia também, não sei se exposto por causa da maré ou se é sempre assim. Parada para banho. Os funcionários do barco aproveitaram para limpar e escovar os caranguejos. A ilha é deserta só tem areia. Do outro lado é o mar. Contornamos a ilha. Entramos num igarapé bem estreito e a maré estava mais baixa. Dava para ver bem as raízes das árvores do mangue. As árvores são bem altas. Nesse trecho, o som foi desligado, disseram que era área de preservação. Almoço self-service com pouca opção, mas à vontade e estava razoável. Segunda parada para banho foi na Duna do Morro Branco. Podia-se tomar banho de rio ou subindo as dunas, disseram que tinha duas lagoas de água bem límpida do outro lado. Teve a caranguejada. Não experimentei, mas disseram que não estava boa, pois os caranguejos eram pequenos e as patas magrinhas. Muito trabalho para quebrar as patinhas e pouca carne. Uma pessoa que já tinha feito o passeio disse que de lancha é bem melhor para apreciar fauna e flora, que o barco grande era bom para comer. Não sei se dá muito variação de visual entre um roteiro e outro, se vale a pena fazer roteiros diferentes, por outros braços do delta. Acredito que um sobrevoo seria muito legal, para ver realmente como é o delta lá de cimas, os braços do rio, as ilhas e praias. Retornamos ao porto. A van nos levou até o hotel. Descansamos um pouco e depois fomos à Beira-Rio, para conhecer e para jantar. Jantamos no Restaurante Confraria do Paladar, simples, mas bom.

- Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Porto dos Tatus
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- Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Entrando num igarapé estreito e curtindo o visual do mangue
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- Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Olha a vegetação do mangue
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- Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: No Delta do Parnaíba também tem duna! Olha a Duna do Morro Branco
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Segunda, 18/07/2011 - ensolaradoTransfer Parnaíba - Piracuruca, Parque Nacional de Sete Cidades, transfer Piracuruca - Teresina, Hotel Rio Palace
Continua em
25 dias desbravando Maranhão e Piauí - Parte 4: Sete Cidades - jul/2011