25 dias desbravando Maranhão e Piauí - Parte 3: Delta do Parnaíba

Confira aqui relatos de viagem pelo Brasil. Desde trilhas de final de semana até jornadas pelo país. Não deixe de escrever o seu!

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - Parte 3: Delta do Parnaíba

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:31

Período: 14 a 18/07/2011
Cidades: Parnaíba, Luís Correa

O Delta do Parnaíba, localizado a nordeste do Maranhão, na divisa com o Piauí, tem cerca de 2/3 da sua área no Maranhão. Em sua trajetória até o Oceano Atlântico, o Rio Parnaíba atravessa quase 1.500 km e banha 47 municípios dos dois estados. A foz do Parnaíba, na forma de delta se divide em cinco ramificações ou braços, chamadas de Tutóia, Melancieira ou Carrapato, Caju, Canárias e Igaraçu, e dá origem ao único delta em mar aberto. A área total do delta é estimada em 2700 km². Distribuída de forma retangular, tem 90 km de base (a orla) por 30 km de largura, onde estão os igarapés, os mangues, as dunas e as ilhas. Há 73 ilhas, entre elas as ilhas Grande do Paulino, Caju, Canárias e Santa Isabel. As dunas, formadas na região em que as águas do Rio Parnaíba se encontram com o Oceano Atlântico, chegam a atingir 40m de altura. O Delta do Parnaíba é o terceiro maior delta oceânico do mundo. Raro fenômeno da natureza que ocorre também no rio Nilo, na África, e Mekong, no Vietnã. Os demais rios oceânicos desembocam direto no mar e, a exemplo do Rio Amazonas, formam estuários, que é outro tipo de foz, mais estreita.

Usualmente, o passeio ao Delta do Parnaíba é conjugado com os passeios aos Lençóis Maranhenses e a Jericoacoara, compondo a Rota das Emoções. Dessa forma, quem vai ao Delta, vem de Barreirinhas/Caburé (Maranhão) ou Jericoacoara (Ceará), conforme o sentido adotado para fazer a rota.

As bases de apoio para os visitantes podem ser as cidades de Parnaíba, no Piauí, ou de Tutóia e de Araioses, no Maranhão. Parece-me que a melhor opção em termos de infra-estrutura é a cidade de Parnaíba, que é a segunda maior cidade do estado. A cidade é arborizada, de clima quente, possui diversas atrações turísticas como o Porto das Barcas, a Praia Pedra do Sal, a Lagoa do Portinho e o Delta do Rio Parnaíba.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Ficamos hospedados no Centro.

Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

A cidade

Parnaíba está localizada na região norte do Piauí, no litoral. Faz limite com as cidades de Luís Correia, Bom Princípio do Piauí, Buriti dos Lopes, Ilha Grande e Araioses (MA). Possui 145.729 habitantes (dados IBGE 2010) e área de 435 km². Apresenta clima tropical, com temperatura média de 26ºC e grande índice de pluviosidade de janeiro a junho.
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Como chegar:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:32

Tutóia está localizada a 450 km da capital e Araioses a 475 km. De carro partindo de São Luís segue-se pelas Rod. BR-135, BR-222, MA-230 e MA-034.

Parnaíba está localizada a 336 km da capital. De carro partindo de Teresina segue-se pelas Rod. BR-343. Há linha de ônibus regular. Acesso não é complicado.

* Rodoviária de Parnaíba, Av. Dep. Pinheiro Machado, 2318, 3323-1065
* Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João da Silva Filho, BR-343, km 7, Catanduvas, a 6 km do Centro, Parnaíba, 3323-5052 / 5007 / 3321-1715. Acredito que até a data deste relato, o aeroporto não estava operando voos regulares
* Rodoviária de Luís Correa, Av. José Maria de Lima, s/n, 3367-1165

Partindo dos Lençóis Maranhenses, é possível fazer o trajeto até o Delta do Parnaíba, do jeito fácil ou do jeito difícil. Jeito fácil: contrate um transporte privativo com alguma agência local a um custo significativo, é claro. Pensando bem, não é fácil... Jeito difícil: conte com a sorte para encontrar um carro trazendo mercadoria e/ou turistas e voltando vazio. Nesse caso, dá para negociar um preço bom. Ou enfrente um pinga-pinga de cidade em cidade. Partindo de Barreirinhas é mais fácil, é possível fazer todo o trecho com transporte de "linha". Partindo de Atins/Caburé vai ser inevitável pagar pelo menos um translado privativo. Confira o pinga-pinga abaixo, mais detalhes no relato.

Transporte Barreirinhas/Paulino Neves:

* Em frente ao Banco do Brasil, no Centro, saem Toyotas às 9h, cobrando 15,00 por pessoa. Normalmente vai lotadíssima
* Esses mesmos motoristas fretam veículo por 150,00 saindo de Barreirinhas ou Caburé
* Saía cedo para não correr risco de ficar preso em Paulino Neves e ter que pagar transporte privativo até Tutóia

Transporte Atins/Caburé:

* Aqui não tem jeito, transporte de linha inexiste. Conte com a sorte para encontrar um barqueiro voltando vazio e disposto a fazer um preço camarada ou contrate transporte privativo.
* Saía cedo de Atins para não correr risco de ficar preso em outra cidade mais tarde.

Transporte Caburé/Paulino Neves:

* Se estiver realmente a fim do pinga-pinga encare ir para Paulino Neves, mas se puder ir direto até Tutóia é melhor. Esse trecho tem que ser necessariamente feito com 4x4, pois não existe estrada para lá, o percurso segue pela areia à beira da praia e atravessando algumas dunas. Há algumas alternativas: Transporte de linha inexiste, conte com a sorte de encontrar alguém voltando para lá e disposto a te levar. Sai por volta de 30,00 a 40,00 por pessoa
* Frete carro 4x4 por 150,00. Pergunte nas pousadas que eles indicam quem faz o serviço
* Vá de quadriciclo
* Saia cedo de Caburé para chegar antes ainda no período da manhã em Paulino Neves, pois à tarde não há mais transporte

Transporte Paulino Neves/Tutóia:

* Existem ônibus e vans, mas saem apenas no período da manhã, em dois horários. Se não me engano, um sai bem cedo tipo 5h e outro por volta das 12h. As vans saem nos mesmos horários que os ônibus
* Se chegar à tarde, como eu, terá que pagar alguém para te levar. É melhor contratar alguém logo para chegar em Tutóia antes das 15h30, que é o último horário de ônibus para Parnaíba

Transporte Tutóia/Parnaíba:

* Existe linha de ônibus. A Viação Coimbra atende o percurso. Há vários horários, mas o último parte às 15h30. Por esse motivo, o conselho repetitivo de sair logo de Atins/Caburé
* Se perder o último horário, como eu, uma alternativa é ir até Água Doce do Maranhão. Lá passa o Expresso Guanabara, mas ele passa quase no mesmo horário que o da Viação Coimbra. Por sorte pegamos esse, mas sinceramente, não sei se há outros horários depois desse
* É melhor não perder o ônibus, pois transporte privativo nesse trecho fica muito caro, por causa da distância
* Existia um barco de linha que fazia esse trajeto e demorava muitas horas, tipo umas 10h, mas acho que a linha foi desativada. Atualmente algumas agências de Parnaíba fazem o translado privativo e leva cerca de 5h. Alguns dizem que compensa, pois já é um passeio pelo Delta, outros dizem que não, que é melhor ir direto a Parnaíba por via terrestre e fazer o passeio de barco lá. Ficam aí as opções para quem quiser conferir

Dicas de transporte:

* Em Caburé, conte com a sorte de encontrar alguém indo ou voltando para Paulino Neves e disposto a te levar, mas não não conte com um carro que ainda vai chegar, parta logo com o que estiver disponível. Com sorte há privativos vindo de Parnaíba ou Jeri e voltando vazios, mas os turistas e/ou agências podem cancelar os transfers em cima da hora, então não tem mais os carros previstos
* Em Caburé, se arrumar uma condução até Tutóia é melhor, pois assim você corta Paulino Neves, onde há somente dois horários de transporte para Tutóia e apenas no período da manhã
* Em Tutóia há ônibus para Parnaíba, mas atente para o horário, o último parte às 15h30
* Transporte de “linha” nessas cidades é muito complicado e é fácil ficar na mão. Se precisar fretar carros nesses trechos, pode acabar saindo mais caro do que partir direto de carro fretado de Caburé. Se não quiser passar perrengue, reserve uma grana para fretar carro de Caburé a Parnaíba ou pelo menos até Tutóia, que compreende o trecho mais difícil. Ou então corte Delta do Parnaíba do roteiro, pois acho que não vale o trampo e/ou o custo. O local é bonito, mas achei o mais fraco de todos os pontos visitados nessa viagem.
* Em Parnaíba, preço de táxi é tabelado, de acordo com o bairro um valor específico
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Quando ir:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:33

A SEMAR (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí) diz que a viagem pode ser feita o ano inteiro. Entretanto, convém salientar que o primeiro semestre é mais chuvoso. Em julho, período de férias escolares, o movimento é maior.
Editado pela última vez por nnaomi em 20 Set 2011, 12:50, num total de 1 vezes
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Onde ir em Parnaíba:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:35

* Cajueiro de Humberto de Campos, R. Coronel José Narciso, próximo à R. Pedro II
* Monumento ao Centenário / Igreja de Santo Antônio, Praça de Santo Antônio
* Centro Cívico, Praça de Santo Antônio. A parte principal é o Panteon, onde encontramos as Pirâmides, o Prisma e a Pira
* Catedral de N Sra da Graça, Praça da Graça
* Monumento da Independência, em frente à Catedral de N Sra da Graça
* Igreja do Rosário, conhecida como Igreja dos Pretos, Praça da Graça
* Sobrado de Dona Auta, R. Duque de Caxias, 614, esq. com R. São Vicente de Paula, próxima à Praça da Graça. Atualmente é uma biblioteca pública municipal
* Casa Grande da Parnaíba ou Sobrado Simplício Dias, Av. Pres Getúlio Vargas esq. c/ R. Monsr Joaquim Lopes, casarão de maior valor histórico da cidade, atualmente em restauração
* Casa Inglesa, Av. Presidente Getulio Vargas, 235
* Casarão dos Azulejos: Situado à Av. Pres Getúlio Vargas, lateral com a ponte Simplício Dias
* Porto das Barcas, às margens do Rio Igaraçu, braço do Rio Parnaíba, o Porto fica à direita da ponte que liga a cidade à Ilha Grande de Santa Isabel. Revitalizado, atual área de lazer e destinação turística, chamado de Complexo Turístico e Cultural do Porto das Barcas. Sai barcos p/ passeio do delta. Os antigos casarões abrigam restaurantes, museus, lojas de artesanato. Propício para um agradável jantar
* Praia Pedra do Sal, na Ilha Grande de Santa Isabel, próxima ao centro. Estende-se por 8 km de dunas, lagoas e carnaúbas. Localizada numa vila de pescadores, tem formações rochosas onde o sal se deposita (daí o nome da praia)
* A Casa das Rendeiras do Morro da Mariana fica na Ilha Grande de Santa Isabel, no litoral do Piauí. Saindo de Parnaíba, é só seguir pela ponte sobre o rio Igaraçu para chegar à ilha e procurar a comunidade do Morro
* Lagoa do Portinho, a região é coberta por uma espessa vegetação verde, dando ao cenário um toque de mata virgem, pois há contraste entre o céu azul, as águas escuras e turvas com a areia branca das dunas. Local ideal para prática de esportes náuticos, como windsurfe, passeios de lanchas e banana-boat
* Passeio ao Delta do Parnaíba com frutas, almoço e caranguejada. É o passeio mais comum por lá. Dizem que esse passeio é bom para comer, mas não dá para apreciar muito a natureza. Nesse quesito, os passeios de lanchas são melhores, mas são bem mais caros
* Há outros passeios pelo Delta que podem ser contratados nas agências, pode-se escolher a embarcação (lancha ou barco regional) e o roteiro. Se estiver em grupo pode valer a pena
* Existe um passeio chamado Delta Safari Diurno ou Noturno para avistar animais
* Há um passeio para ver a Revoada dos Guarás
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Onde ir em Luís Correia:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:36

* Praia de Atalaia, ampla faixa litorânea, a mais agitada do litoral piauiense, com muitos bares, hotéis, pousadas e grande fluxo de pessoas
* Praia Peito de Moça, plana e extensa, ondas calmas e águas mornas, com bares rústicos. Nome devido a duas dunas altas
* Praia do Coqueiro, mais elitizada, grande balneário turístico, com casas de veraneio. Dunas de areias claríssimas, inúmeros coqueiros, mar de águas mansas e límpidas. Ainda mantém os rústicos vestígios das canoas de pescadores ancoradas à beira-mar. Bairro com características de pequena cidade, possui igreja, escolas, bares, restaurantes e comércio. Acesso pela PI-116
* Praia do Itaqui, deserta, dunas de até 25m de altura, Farol de Itaqui e casa de arquitetura moderna. Acesso a pé pelo trecho conhecido como Barramares
* Praia do Arrombado, plana e extensa, areias brancas, bares rústicos e tranqüilidade. Acesso pela estrada do arrombado a partir da PI -116
* Praia de Carnaubinha, quase deserta, mar calmo, dunas e vegetação nativa. Acesso pela estrada para a praia de Macapá ou pela beira da praia (somente a pé)
* Praia de Macapá, separada da Barra Grande pelo Rio Camurupim, águas mansas para banhos e canoas a vela. Acesso pela PI -116
* Praia da Barra Grande, povoado calmo, ideal para descanso
* Baía de Amarração, arquipélago com pequenas ilhas e exuberante vegetação de mangue
* Lagoa do Sobradinho, a 20 km do centro e às margens do povoado com o mesmo nome: com 20 km de comprimento em forma de "u". É ideal para pesca, prática de esportes náuticos e lazer dos banhistas, muito embora ainda pouco explorada. Acesso pela PI -116
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Onde ir em Cajueiro de Praia:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:37

* Povoado de pescadores, praia para lazer e Habitat Natural do Peixe-boi marinho. Cidade simples e tranqüila. Tem como atrativos naturais suas praias primitivas, rios, mangues fauna e flora preservados. Tem como atração cientifica o Centro Peixe Boi de Pesquisa Biológica Marinha. E ainda estuda-se o comportamento do cavalo-marinho para possível visitação ao seu habitat natural sem depredação. Acesso pela PI-310, é possível fazer passeio em canoa a vela pelo riquíssimo estuário dos rios Timonhas e Ubatuba, bastando, para tanto, acertar previamente com os pescadores da localidade
* Praia do Cajueiro, destaca-se a presença de coroas, onde é realizada a travessia a remo, o desembarque da pesca e a visão da Ilha Dantas. Nas pedras, encontram-se frutos do mar e diferentes espécies de algas
* Praia Ponta do Saco (Barreira), sítio arqueológico catalogado pelo IPHAN, não pode tocar, coletar, nem passar por cima. Um encontro com o passado, registrado pela presença de pedaços de cerâmica. Destacam-se ainda as pedras, ostras e frutos do mar
* Praia Barbaço: principal local de coleta de sururu. Local para caminhadas e contemplação da natureza. Com manguezal e coqueiral
* Praia da Itam, mangue, pesca artesanal e observação do peixe-boi. Existe concentração de restos de conchas, pois a pesca do sururu permite essa abundância e há ainda a coleta para fazer arranjos artesanais. Fazem-se os passeios pelas gamboas e também avistamos o pontal de Bitupitá do outro lado, no Ceará
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Onde ir em Tutóia:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:38

* 20 km de praias de mar calmo e dunas de areias brancas
* Praias do Arpoador e Namorados
* Lagoas da Taboa, Jacaré, da Areia e Lagoinha. Povoado da Lagoinha, a 8 km do centro, tem lagoa perene de águas claras onde pode-se tomar um bom banho e saborear uma galinha caipira com pirão de parida ou pratos com frutos do mar
* Falésia do Jardim, no Povoado do Barro Duro, a 14 km do centro, pode-se tomar um bom banho de rio e depois pegar um barco e seguir conhecendo o Rio Barro Duro (nome dado por ter muitas barreiras). No caminho, parada para tomar banho e saborear um delicioso camarão torrado feito pela comunidade de pescadores da vila do Jardim. Depois segue-se para o dormitório dos Guarás
* Artesanato em palha, couro, coco, chifre, linha e conchas
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Onde ir em Araioses:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:38

* Praias do Farol, do Caju, dos Guarás e dos Poldros
* Ilhas do Caju, dos Poldros, do Carrapato, Carnaubeiras e Canárias
* Igreja de N Sra da Conceição, do século XIX
* Cemitério Indígena Arayos, no povoado de Aldeia, a 20 km do centro
* Artesanato de palha de carnaúba (chapéus, tapetes, abanos), madeira, cerâmica, ferro e tecido
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Dicas de passeios:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:39

* Não tem muito que fazer em Parnaíba. Em pouco tempo pode ser feito um city-tour a pé pelas praças, olhando as igrejas e outras construções de valor histórico e pelo Porto das Barcas, que reúne algumas lojas de artesanato, a maior parte das agências de turismo da cidade, um ou outro restaurante, uma sorveteria, etc
* O passeio pelo litoral piauiense é fraquinho e caro, pois uma vez que não há transporte público para as praias, é necessário pagar agência ou taxista para fazer o passeio. Então achei que não compensou, a relação custo/benefício não é boa. Acho que só para a Pedra do Sal é que tem linha regular de ônibus. Parece que tem van para a Atalaia ou Coqueiro, mas não é regular. disseram que outras cidades tem litoral mais bonito, mas é mais distante. em linha reta é perto, mas por rodovias fica mais distante
* O passeio de barco com caranguejada de Parnaíba é estilo passeio de escuna no litoral, muita gente num barco com capacidade para cerca de 90 pessoas e com som alto. Disseram que é bom para comer, mas para apreciar fauna e flora, o passeio de lancha é bem melhor
* Eles cobram o transfer para o Porto dos Tatus, de onde sai o passeio de barco com caranguejada, à parte. É meio longe, mas é provável que tenha ônibus de linha para lá
* Vale a pena pesquisar preço de passeios nas agências de Parnaíba, a maioria localizada no Porto das Barcas. O passeio mais comum, o de barco com caranguejada, é meio que tabelado, mas os outros podem ter diferença
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Onde ficar:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:40

No Delta do Parnaíba eu fiquei hospedada em Parnaíba (PI). Foi dessa cidade que eu parti para os passeios. Há opções também em outras localidades como Tutóia e Araioses (MA). Pela pesquisa que realizei, vi que tem várias opções. Fiz uma lista daquelas com site e e-mail, mais estruturadas e localizadas no centro ou proximidades. Fiz o levantamento de hospedagem no Guia 4Rodas e em sites de turismo. Listas mais abrangentes podem ser obtidas em Guia de Operadores de Turismo, Rota das Emoções e Maranhão, uma grande descoberta

* Hotel Cívico, Av. Governador Chagas Rodrigues, 474, 3322-2470 / 2028 (fax). Hotel bom, ambiente agradável. Há vários tipos de quarto. Fiquei num simples, o quarto era bom, mas instalações do banheiro antigas. Os melhores eram muito caros. Talvez esses fossem reformados com instalações mais novas. De qualquer forma achei muito caro, pelo preço poderia ser melhor.

Outras opções:
* Pousada dos Ventos, Av. São Sebastião, 2586, Pindorama, 3323-2555 / 2556 / 3322-2177 (fax). É bem indicada, mas fica longe do Porto das Barcas
* Pousada Porto das Barcas, R. do Comércio, 100, Porto das Barcas, 3321-2718, joaopaulo.pousada@yahoo.com.br
* Residencial Pousada, R. Almirante Gervasio Sampaio, 375, 3322-2931
* Hotel Casa Nova, Praça Lima Rebelo, 1098, 3322-3344
* Portal dos Ventos, Rua Antonio Guthemberg, 160 - Q.S, Lote 3, Conj. Bela Vista, B. Reis Veloso, 3321-3236 / 3323-4989

Dicas de hospedagem:

* Rede hoteleira é fraca. Achei os hotéis muito caros, pelo que é oferecido
* Hotel Delta é muito ruim. Prédio antigo, instalações antigas, dois elevadores precários, sempre em manutenção. No mesmo prédio, ficam o hotel e pontos comerciais variados, incluindo escolas. O trânsito de pessoas é muito grande durante o dia. Bagunçado, não gostei. Não sei como um prédio daquele tamanho funciona com condições tão precárias, as escadas de emergências ficavam escondidas, estreitas e sem iluminação. Era perigoso utilizá-las, o risco de cair era grande, devido à escuridão. Prefiro não imaginar o que aconteceria em caso de acidente/incêndio, naquele prédio que inclusive tem escolas e muitas pessoas transitam diariamente pelo local. Troquei de hotel, foi a primeira vez que isso aconteceu com a gente
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Onde comer em Parnaíba:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:41

* Confraria do Paladar, R. Quetinha Pires, 36, Beira Rio, 3323-9868. Parece que só funciona à noite. O local é simples, mas a comida é boa e preço condizente
* Pizzaria Comilão, R. da Praia,70, Porto das Barcas, 3322-3416, das 18h às 24h. Local é simples, mas é agradável. Tem mesinhas na rua, pois não tem trânsito de carros lá. Experimentei massas, eram simples, mas boas
* Rest. Delícia Caseira. Esse restaurante fica no térreo do mesmo prédio que o Hotel Delta. Eles servem o café da manhã do hotel, que é terceirizado. No primeiro dia café estava bom. Almoçamos lá, self-service por Kg, comida simples, mas boa. Jantamos lá também, embora à noite seja bem fraquinho, umas três opções no Kg e 2 tipos de sopa/caldo com torrada, mas deu para matar a fome. Tudo ia bem, mas no dia seguinte, fruta e suco do café da manhã estavam azedos/passados. A isso se juntaram os problemas do hotel. Mudamos de hotel e não voltamos ao restaurante

Outras opções:
* Caranguejo Expresso R. Quetinha Pires, 64, Beira Rio, 3323-9868. Recomendado para comida típica
* La Barca, Av. das Nações Unidas, 200, Beira Rio, 3322-2825. Dizem que a especialidade é comida regional, caranguejo
* Na Av. São Sebastião parece que há trailers que vendem comidas variadas
* Na Beira-Rio, parece que há trailers também

Dicas de alimentação:

* Achei que tem pouca opção de restaurantes pela cidade, principalmente no Porto das Barcas. Há alguns restaurantes na Beira Rio. Não sei se outros locais concentram mais opções
* Comida e refrigerantes tem preços razoáveis. Até preço de bebida do frigobar do hotel é honesto, igual ao dos restaurantes da cidade
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Onde comer em Luís Correa:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:42

* Rest. Dona Maria, Praia do Coqueiro. Era bom, mas bem caro. Paga-se pelo visual da praia. Não fui lá por causa do visual, mas o vento estava bom para aliviar o calor

Outras opções:
* Rest. do Dedé, Praia do Coqueiro. Disseram que a comida é muito boa. Não fica à beira da praia
* Rest. Donaana, Praia de Atalaia
* Rest. Alemão, em especial picanha, fica na estrada de Atalaia ao Coqueiro
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Dicas:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:46

Contatos úteis:

* Prefeitura de Parnaíba, R. Itauna, 1434, Pindorama, 3315-1052, secom@parnaiba.pi.gov.br

Postos de Informações Turísticas

* Terminal Turístico (PIEMTUR), Porto das Barcas, s/n, Parnaíba, 3321-1532, 8-13h, piemtur-parnaiba@ig.com.br

Links úteis:

Prefeitura de Parnaíba
Maranhão, uma grande descoberta
Rota das Emoções
Guia dos Operadores
Piauí.com.br
PiauiNet

Receptivos Turísticos:

Em Parnaíba:

* Morais Brito Viagens Turismo, Av. Presidente Getulio Vargas, 13, Porto das Barcas, Centro (ao lado direito da Ponte Simplicio Dias), 3321-1969 / 9412-0102 / 8807-1931, moraisbrito@yahoo.com.br, www.deltadoparnaiba.com.br
* Clip Ecoturismo, Av. Presidente Getúlio Vargas, 27, Centro, 3322-3129 / 9978-5358. Filial: Porto das Barcas, Av. Presidente Getúlio Vargas Sl 05, Porto das Barcas, 3322-2072, clipecoturismo@clipecoturismo.com.br, comercial@clipecoturismo.com.br Achei preços um pouco maiores que os das outras agências, mas parece que carros deles são melhores
* Macapá Turismo, R. Oscar Clark, 625, entre a Av. Presidente Getúlio Vargas e a Praça da Graça, 3323-8200 / 9549 / 9983-1465, macapatur@macapatur.com, http://www.macapatur.com
* Igaratur, Av. Pres Vargas, 3322-2141 / 9981-5034, igaratur@hotmail.com

Dicas:

* Parnaíba, meu primeiro contato com o estado de Piauí, me fez indagar, se aquilo era a segunda maior cidade do estado, como eram as outras cidades? Não me leve a mal, a cidade tem alguma infraestrutura, mas o gap entre ela e a capital é muito grande. Entretanto entre Parnaíba e outras cidades o gap não é assim acentuado, ou seja, além da capital, todas as outras cidades são pequenas, não há cidades de médio porte, foi a minha conclusão
* Sinceramente acho que é o elo fraco da Rota das Emoções. Se estiver fazendo essa rota, é passagem, então aproveite para uma visita rápida. Basta um dia para fazer passeio pelo Delta, aproveitando a tardezinha e a noite para dar uma volta pelo Porto das Barcas
* Nas lojas do porto das barcas tem variedade de suvenir. Achei mais característico os martelinhos para quebrar caranguejo, mas fica meio inútil por aqui, é só enfeite mesmo. Diferente também são as camisetas pintadas a mão
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nnaomi
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Relato de viagem:

Nova mensagempor nnaomi » 20 Set 2011, 12:47

Quinta, 14/07/2011 - ensolarado sem nenhuma nuvem no céu
transfer Atins - Caburé - Paulino Neves - Tutóia - Água Doce do Maranhão - Parnaíba, Hotel Delta, Porto das Barcas

Acordamos cedo, curtimos o belo café da manhã e partimos de Atins com o barco agendado com o Chico da Fia, para Caburé. Transporte depende muito da sorte. Às vezes tem carro trazendo mercadoria e/ou turistas e volta vazio. Nesse caso, dá para negociar um preço bom. Saí perguntando de pousada em pousada. Achei o guia Cacá que disse que tinha um Troller vindo de Jeri que iria voltar vazio lá pelas 13h. Entretanto, uma pessoa alertou para o fato que os turistas e/ou agências podem cancelar os transfers em cima da hora, então não tem mais os carros previstos. Saímos procurando outras opções, mas não é fácil. Encontramos uma pessoa que ia para Tutóia e outro colega dele que ia de Tutóia para Parnaíba, mas saía mais caro, achamos que não valia à pena e decidimos esperar o Troller. Erro 1: não conte com um carro que ainda vai chegar, parta logo com o que estiver disponível. Desespero 1: passou das 13h e o Cacá tinha sumido. Procuramos nas pousadas e nada do cara. Ele tinha ido a Paulino Neves, encontrar o Troller e guiar o motorista até Caburé, mas não sabíamos disso. Foi falha nossa também não ter pegado o celular/contato dele. No desespero tentamos fretar carro com o Paulo, mas o motorista dele não estava lá. Perguntamos para outra pessoa e este indicou ir de quadriciclo. Conversamos com os meninos, iam dois, cada um guiando um quadriciclo e nos levando na garupa. Deu para levar bagagem de boa, amarrada na frente do quadriciclo. Erro 2: na saída, encontramos o Troller, mas na confusão e sem saber quanto tempo ele demoraria para sair dali, fomos embora. Seguimos a maior parte à beira da praia, mas ela é sempre igual, sem nada demais. Água de um lado e areia do outro, tem dunas, mas com a maré baixa, fomos pela beirinha da praia o tempo todo. Não achei bonita, mas também não estávamos com muito ânimo de curtir a paisagem. Depois atravessamos algumas dunas baixas até chegar à cidade de Paulino Neves. Nesse último trecho tivemos que passar por vários pontos alagados, deu até para molhar os pés (estava de chinelo), mas foi tranqüilo dada a experiência dos meninos. Existe uma trilha mais ou menos demarcada nesse trajeto Caburé-Paulino Neves. Enfim, chegamos ao asfalto. Desespero 2: os caras do quadriciclo nos deixaram no posto de gasolina, onde poderíamos pegar transporte para Tutóia, mas não havia mais ônibus nem vans. Parece que só tem dois horários de ônibus, ambos antes do almoço e as vans saem também nos mesmos horários. O frentista do posto disse que tinha que pegar carona. Ele arrumou um cara com Hilux que faz esse tipo de transporte para nos levar. Erro 3: chegando a Tutóia, encontramos um ônibus no meio do caminho e o motorista até perguntou se queríamos parar o ônibus, mas estava escrito Luís Correa e não achei que fosse o nosso, mas era, ele parava em Parnaíba antes. Ignorando o fato, seguimos até a rodoviária. Desespero 3: descobrimos que o último ônibus do dia já tinha saído as 15h30, aquele que encontramos no caminho. E então como eu faço para ir a Parnaíba? Só amanhã, foi a resposta do funcionário da bilheteria. Pedimos para o cara da Hilux seguir o ônibus. Andamos bastante, mas nada de alcançá-lo. Ainda paramos num ponto à beira da rodovia para perguntar, responderam que já tinha passado a uns 10min. No final seguimos até uma parada de ônibus da cidade de Água Doce do Maranhão. O ônibus da Viação Coimbra, o que perdemos, já tinha passado, mas por sorte nossa passava ali um ônibus da Expresso Guanabara que ia até Parnaíba e ele estava atrasado, não tinha passado ainda. Foi o nosso primeiro lance de sorte do dia e para compensar um pouco a grana gasta durante o dia, a passagem era 17,00, mais barata que da outra companhia que custava por volta de 40,00. De curiosidade, até especulei com um taxista quanto ficava até Parnaíba, mas como já desconfiava era muito caro. Aguardamos pouco tempo e chegou o ônibus bom, confortável e com AC, mas ele pingava em tudo o que era cidade no meio do caminho. O resto da viagem eu não vi muita coisa da estrada, vi que tinha bastante vegetação e poucas casas esporádicas. Demoramos para chegar à Parnaíba, mas chegamos. Ufa! Foi um alívio depois do dia estressante. Da rodoviária pegamos um taxista que, na curta corrida, contou a história da vida inteira dele para nós. Tudo bem que eu dei corda, fiz umas perguntas. Preço de táxi é tabelado, de acordo com o bairro um valor específico. Chegamos ao Hotel Delta, prédio antigo. As instalações do quarto eram antigas, mas era bem localizado, o Porto das Barcas era muito perto e tinha um supermercado quase em frente. Jantamos uma massa na Pizzaria Comilão. Estava bom. Depois de dias comendo camarão e carne de sol, meu organismo estava pedindo massas e frango. Comida e refri são baratos. Até preço de bebida do frigobar do hotel é honesto, igual ao dos restaurantes da cidade. Olhamos as lojas bem rapidinho e voltamos para dormir e descansar após o dia muito longo. Apesar do rio, não vi pernilongos.

Sexta, 15/07/2011 - ensolarado
City-tour, Porto das Barcas

O dia foi meio inútil em termos de passeio, ainda estava pregada do dia anterior. Era cansaço da viagem longa e estresse que começaram a pesar. Foi necessário diminuir o ritmo. Achei o hotel caidinho, muito caro pelo que oferece. Prédio antigo, instalações antigas, dois elevadores velhos, precários e sempre em manutenção. Ficamos no segundo andar, o único sem acesso por escada, o que foi muito ruim, dada a precariedade dos elevadores. No mesmo prédio, ficam o hotel e pontos comerciais variados, incluindo escolas. O trânsito de pessoas é muito grande durante o dia. Bagunçado, não gostei. O café da manhã é terceirizado, de um restaurante localizado no térreo do mesmo prédio. No primeiro dia café estava bom, mas acho que poderia ser melhor pelo preço da diária. Tiramos a manhã para ver passeios e como ir para Sete Cidades. A empresa Expresso Guanabara atende a região e é possível comprar passagens via internet, mas apenas com cartão Mastercard. Além da rodoviária, descobrimos que a agência Clip também vendia passagens. Mesmo com três dias de antecedência alguns horários de ônibus, de Parnaíba para Piripiri, já estavam lotados, o jeito era sair muito cedo ou mais tarde, o que complicaria o passeio. Resolvemos fechar com agência mesmo e na pressa fechei com a Clip que ficava ao lado do hotel, sem pesquisar. O ônibus da Guanabara é bom, mas ele pinga muito, de cidade em cidade e demora muito. O executivo vai bem mais rápido, pois vai direto, mas é preciso comprar passagem com vários dias de antecedência. Na própria Clip compramos a passagem Piracuruca-Teresina, pois contratamos apenas o trecho Parnaíba-Sete Cidades. Excluímos o translado até a capital, pois ficaria muito caro. Contratamos passeio de barco com caranguejada para o domingo. Eles cobram o transfer para o Porto dos Tatus, de onde sai o passeio, à parte. É meio longe, mas é provável que tenha ônibus de linha para lá. Por outro lado, depois de duas semanas de viagem atravessando Maranhão e Piauí, eu estava pagando para ter um pouco de conforto. Resolvemos fazer um city-tour. Fomos até a Praça da Graça, aonde vimos a Catedral de N Sra da Graça, a Igreja do Rosário e o Monumento da Independência. Depois seguimos até a Praça de Santo Antônio. Vimos a Igreja de Santo Antônio, o Monumento ao Centenário e um belo prédio, o Collegio N. Sra das Graças. Passamos pelo Centro Cívico, composto pelo Panteon, onde encontramos as Pirâmides, o Prisma e a Pira. Retornamos à Av. Presidente Getulio Vargas e admiramos alguns casarões antigos das proximidades. Vimos a Casa Grande da Parnaíba ou Sobrado Simplício Dias, atualmente em restauração, a Casa Inglesa e o Casarão dos Azulejos. Passeamos pelo Porto das Barcas, mas é meio morto durante o dia, pouco movimento de turistas. O local tem umas construções antigas, é colorido, bonito e alegre. Reúne algumas lojas de artesanato, a maior parte das agências de turismo da cidade, um ou outro restaurante, uma sorveteria, etc. Passamos no supermercado ali perto para comprar água e alguns petiscos. Almoçamos no Restaurante Delícia Caseira, o mesmo do café da manhã, self-service por Kg, comida simples, mas boa. Voltamos para descansar no hotel, eu estava meio pifada. À tarde, saímos pesquisando preço do passeio pelas praias em outras agências, que ficam todas nas proximidades, a maioria no Porto das Barcas. Vale a penas pesquisar. O passeio mais comum, o de barco com caranguejada, é meio que tabelado, mas os outros podem ter diferença. Contratamos o passeio pelas praias de Luís Correa com a agência Morais Brito. Vimos um vendedor na calçada com as cordas de caranguejos. Subimos a ponte para tirar algumas fotos de lá. Vimos outros turistas que tiveram a mesma ideia. O local é legal, rende bons ângulos para fotos. Retornamos para a Praça da Graça e vimos nas imediações, o Sobrado de Dona Auta, que atualmente é uma biblioteca pública municipal. Jantamos no Restaurante Delícia Caseira mesmo. À noite é bem fraquinho. Antes de deixar o hotel, confirmei com o recepcionista que não havia acesso ao segundo andar pelas escadas. Pedi para trocar de quarto, para ir para o primeiro andar, pois dava para ir pelas escadas, mas ele disse que não tinha vagas. Fomos ao cinema. É meio deprimente, pois a segunda maior cidade do estado tem um cinema com apenas duas salas, funciona apenas de quinta a domingo e é bem caidinho. Chegando ao hotel, foi o maior estresse. Nenhum dos dois elevadores funcionava. Às vezes ele não abria no térreo ou no segundo andar, apenas no primeiro. Com muito custo, conseguimos subir. Dessa vez, sem elevador funcionando e com um quase escândalo meu, a vaga no primeiro andar "apareceu". Elevador continuava ruim e o recepcionista chegou no segundo andar pelas escadas. Que escadas? Ele então esclareceu que tinha escadas de emergências. Pedi para vê-las e elas ficavam escondidas, eram estreitas e sem iluminação. Era perigoso utilizá-las, o risco de cair era grande, devido à escuridão. Prefiro não imaginar o que aconteceria em caso de acidente/incêndio. Decidimos que tínhamos que mudar de andar. Fomos para um quarto pior, fedido, mais caidinho ainda, paredes sujas e mofadas, mas já era quase 23h e ficamos lá mesmo.

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Centro de Parnaíba: Praça de Santo Antônio, Igreja de Santo Antônio, Collegio N. Sra das Graças
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Porto das Barcas: as casas coloridas
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Porto das Barcas: as casas coloridas
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Porto das Barcas: vista do alto da ponte
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Sábado, 16/07/2011 - ensolarado, chuva à tardezinha
Hotel Cívico, Praias de Parnaíba e Luís Correa

Acordamos e fomos tomar café. Daniel disse que a melancia estava azeda. Ele disse que o suco estava com gosto ruim. Dei uma provada e vi que estava passado, feito provavelmente com fruta madura demais, já estragando. No dia anterior, estava bom, tanto que almoçamos e jantamos lá, mas depois da série de acontecimentos foi a gota d'água. Nem consegui comer alguma coisa. Subi ao quarto e tentei ligar para outro hotel do meu celular, mas não consegui, pois não dava sinal direito. Lembrei da agência Clip e fui lá. Ela providenciou vaga no Hotel Cívico. Fechamos a conta no hotel, nem tive que brigar por causa da reserva já feita. A agência chamou um táxi e fomos para outro hotel. Ele é um pouco mais distante do Porto das Barcas, mas fica a meio caminho da Beira-Rio. Bem melhor, ambiente mais agradável. Havia duas opções disponíveis de quarto, fiquei com o mais simples. Quarto era bom, mas instalações do banheiro antigas. Colocaram uma TV pequena e antiga lá, parece que era cortesia, pois esse tipo de quarto não tinha TV. Havia um tipo de quarto mais simples, mas não tinha vaga. Os melhores eram muito caros. Talvez esses fossem reformados com instalações mais novas. De qualquer forma achei muito caro, pelo preço deveria ser melhor. No Maranhão pagamos menos por quartos melhores. Recepcionista foi muito atencioso, acho que ele ficou com pena do meu estado estressado, até ofereceu café na faixa, mas só consegui tomar um suco. Ligamos para a Morais Brito para nos pegar mais tarde e no novo hotel. Já tinha ouvido falar que o litoral piauiense era fraquinho, mas decidimos conferir mesmo assim. Acho que não aproveitei muito o passeio, depois da confusão. Fomos para Ilha Grande de Santa Isabel. A Praia Pedra do Sal tem um visual diferente por causa das pedras, mas estas estão muito pichadas. Não conseguimos ver nenhuma pedra de sal, mas vimos algumas formações interessantes como a pedra do sino. Um pouco de imaginação e podem ser vistas várias pedras associadas a animais principalmente. A uma é até atribuída à queda de um ET. O nível d'água subiu e destruiu alguns quiosques da praia, dando um ar de abandono. Parece que tem um projeto para revitalizar a região, fazendo quiosques padronizados, mas por enquanto está abandonado. Essa região conta com geradores eólicos, não achei bonito, mas também não achei que chegasse a ser uma poluição visual. Do outro lado tem a Praia de Atalaia, mas por causa do Rio Igaraçu, tem que dar a volta passando pela cidade. Passamos no Mercado Municipal. Experimentamos cajuína, é bom, mas achei que não parece caju, parece um chá adoçado com mel. Fiquei sabendo que o Piauí, junto com Ceará, é um dos maiores produtores de castanha de caju do país. Fiquei com vontade de comprar castanha no mercado, mas não havia nada nas bancas. Óbvio, não me toquei na hora, mas não era tempo de colheita, que deve começar em setembro e seguir pelo final do ano. Na outra vez que fui para o nordeste, eu fui em janeiro e vi muita castanha. Passamos pela Lagoa do Portinho, que é grande e cercada por dunas baixas. Tem comércio lá, com bares/restaurantes e alguns barcos para passeios com turistas. Passamos pelo Porto de Luís Correia, cujas obras não foram concluídas. Não chega a ser um ponto turístico, não tem nada lá e nem é bonito, mas nesse local está situada a foz do Rio Igaraçu, tem um quebra-mar longo e oferece vista ampla da região. Fomos para a Praia de Atalaia que é bem movimentada, cheia de quiosques padronizados, pousadas, casas de veraneio, etc. Acabamos pulando a Praia Peito de Moça. Seguimos direto para a Praia do Itaqui, mas acesso pela areia estava complicado. Continuamos para a Praia do Arrombado e, desse ponto, seguimos pela areia até Macapá. A Praia do Arrombado tem um visual legal de cima. Tem um mangue bonito, com águas bem claras. A Praia da Carnaubinha tem muitos arrecifes e um visual diferente. A Praia de Macapá tem poucos quiosques rústicos. Dá para ver o pedaço de asfalto que sobrou depois que a forca das águas destruiu a estrada. Do outro lado fica a Praia da Barra Grande, mas não fomos para lá por causa da distância. É perto, mas o Rio Camurupim, obriga que o carro dê uma grande volta para alcançar a outra praia. Paramos na árvore penteada, que tem esse nome por ter a copa toda inclinada para o lado, por causa da ação dos ventos, parece uma cabeleira penteada. Voltamos pelo asfalto e paramos para almoçar na Praia do Coqueiro que tem vários restaurantes, casas de veraneio e alguns hotéis. Almoçamos no Restaurante Dona Maria, era bom, mas bem caro. Paga-se pelo visual da praia. Não fui lá por causa do visual, mas o vento estava bom para aliviar o calor. Perto fica o Restaurante do Dedé, disseram que a comida é muito boa, mas não fica à beira da praia. Voltamos ao hotel. Pensamos em sair à noite, mas a pancada de chuva, que embora já tivesse passado, deixou a rua sem luz. Jantamos no hotel mesmo. Disseram que normalmente não chove nessa época do ano. Depois desse dia não vimos mais chuva no Piauí pelo restante dos 10 dias que ainda ficamos nesse estado.

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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Geradores eólicos perto da Praia Pedra do Sal
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia Pedra do Sal e Farol
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Lagoa do Portinho
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: mangue da Praia do Arrombado
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: visual do alto da Praia do Arrombado
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia da Carnaubinha
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Praia de Macapá
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Passeio Praias de Parnaíba e Luís Correa: Árvore penteada
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Domingo, 17/07/2011 - ensolarado
passeio de barco pelo Delta do Parnaíba com caranguejada

Achei o passeio fraquinho, mas acho que tenho que dar um desconto dado o meu estado de espírito e dado que tinha visto paisagens deslumbrantes antes que faziam todo o resto ficar apagadinho. O passeio é estilo passeio de escuna no litoral, muita gente, som alto, muito barulho, perturbando a paz e a contemplação da natureza. Saíram outros barcos também. Teve explicação sobre o delta. Tem poucos lugares na parte de cima. Corremos para pegar um lugar, mas ficamos no sol, pois apenas parte é coberta e já estava ocupada. Enfim, partimos do Porto dos Tatus, Ilha Grande de Santa Isabel, pelo braço do rio, que é uma das ramificações da foz do Parnaíba. O leito dos rios é protegido por uma vegetação bem diferente, uns talinhos com folhas cordiformes na ponta, acho que o nome da planta é aninga. Seguimos acompanhando uma grande ilha habitada, à esquerda, que suponho ser a Ilha das Canárias. Vamos até encontrar outra ilha, que acredito ser a Ilha de Poldros. Foram servidas frutas. Dá para ver o encontro das águas do rio com o mar, elas são de tonalidades diferentes e seguem separadas, dá para ver as faixas e alguns bancos de areia também, não sei se exposto por causa da maré ou se é sempre assim. Parada para banho. Os funcionários do barco aproveitaram para limpar e escovar os caranguejos. A ilha é deserta só tem areia. Do outro lado é o mar. Contornamos a ilha. Entramos num igarapé bem estreito e a maré estava mais baixa. Dava para ver bem as raízes das árvores do mangue. As árvores são bem altas. Nesse trecho, o som foi desligado, disseram que era área de preservação. Almoço self-service com pouca opção, mas à vontade e estava razoável. Segunda parada para banho foi na Duna do Morro Branco. Podia-se tomar banho de rio ou subindo as dunas, disseram que tinha duas lagoas de água bem límpida do outro lado. Teve a caranguejada. Não experimentei, mas disseram que não estava boa, pois os caranguejos eram pequenos e as patas magrinhas. Muito trabalho para quebrar as patinhas e pouca carne. Uma pessoa que já tinha feito o passeio disse que de lancha é bem melhor para apreciar fauna e flora, que o barco grande era bom para comer. Não sei se dá muito variação de visual entre um roteiro e outro, se vale a pena fazer roteiros diferentes, por outros braços do delta. Acredito que um sobrevoo seria muito legal, para ver realmente como é o delta lá de cimas, os braços do rio, as ilhas e praias. Retornamos ao porto. A van nos levou até o hotel. Descansamos um pouco e depois fomos à Beira-Rio, para conhecer e para jantar. Jantamos no Restaurante Confraria do Paladar, simples, mas bom.

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Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Porto dos Tatus
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Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Entrando num igarapé estreito e curtindo o visual do mangue
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Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: Olha a vegetação do mangue
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Passeio de barco pelo Delta do Parnaíba: No Delta do Parnaíba também tem duna! Olha a Duna do Morro Branco
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Segunda, 18/07/2011 - ensolarado
Transfer Parnaíba - Piracuruca, Parque Nacional de Sete Cidades, transfer Piracuruca - Teresina, Hotel Rio Palace

Continua em 25 dias desbravando Maranhão e Piauí - Parte 4: Sete Cidades - jul/2011
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