Contatos úteis: * Prefeitura, Praça Prof. Júlio Paixão, 312, Centro, 3582-1054
Postos de Informações Turísticas * Secretaria Municipal de Turismo, Praça Prof. Júlio Paixão, 312, Centro, 3582-1054 / 2602,
semtursrn@yahoo.com.br * Centro de Informações Turísticas Francisco de Assis Negreiros, Praça Comendador Piauilino, s/n, 3582-1054 / 2602,
semtursrn@yahoo.com.br * Associação de Condutores de Visitantes Ecoturísticos do Parna Serra da Capivara (ACOVESC), Praça Comendador Piauilino, s/n, 9411-8901 / 9985-4977,
acovesc@yahoo.com.brLinks úteis:Piauí.com.brPiauiNetFundação Museu do Homem Americano - FUMDHAMCerâmica Artesanal Serra da CapivaraServiços: * Locadoras de Veículos: Umbuzeiro Veículos, Rua Avelino Freitas, 570, Centro, 3582-2022,
http://www.vendas@umbuzeiroveiculos.com.br /
umbuzeiroveiculos@hotmail.com Obs.: não usei esse serviço, anotei do site da prefeitura
Dicas: * No geral, considero o estado não preparado para turismo. É tudo meio precário
* A cidade é pequena, mas tem comércio e certa infraestrutura. O melhor hotel da cidade é simples com restaurante simples, mas decente. Dos outros dois restaurantes citados no Guia 4 Rodas, um só serve galinha caipira e o outro só bode. Vida noturna? Não sei, ficamos isolados do centro, mas de qualquer forma não parecia promissor
* O parque é muito grande, então é necessário selecionar o que vai ser visitado. Há circuitos tradicionais. Para 1 dia de visita: Circuito Baixão da Pedra Furada e Sítio do Meio, para 2 dias acrescente o Circuito Desfiladeiro da Capivara e para 3 dias insira mais o Baixão das Andorinhas, que é um passeio de meio período, então dá para conjugar com outro passeio. Fiz cerca de metade da Trilha Hombu nesse dia, mas achei fraquinho, eu sugeriria algum passeio pela Serra Branca, que não é visitada em nenhum dos circuitos citados acima. O que dá para fazer também é pegar o melhor cada circuito e fazê-lo em meio período para aproveitar melhor os dias. O que eu mais curti nos passeios foi o visual panorâmico das serras, principalmente perto da Pedra Furada, no Baixão das Andorinhas e nas Canoas da Serra Vermelha. Quanto aos sítios arqueológicos, o mais impressionante é o Boqueirão da Pedra Furada, esse é imperdível, os demais são dispensáveis a menos que seja um aficionado por pinturas rupestres
* O Parque Nacional da Serra da Capivara abrange quatro serras: a da Capivara, a Talhada, a Vermelha e a Branca. O Circuito Desfiladeiro da Capivara localiza-se na Serra da Capivara, o Circuito BPF na Serra Talhada, o Circuito Baixão das Andorinhas na Serra Vermelha
* Foi descoberta recentemente, há uns 4 meses, a segunda pedra furada do parque, mas ainda não está aberta à visitação
* O local deve ser o paraíso dos arqueólogos. Apesar de pequena, com pouca infraestrutura e longe da capital, a cidade tem uma área enorme para trabalho de campo e os recursos dos laboratórios do Centro Cultural Sérgio Motta e da UNIVASF para realização de pesquisas. Há muitos pesquisadores e alunos escrevendo suas teses com material do parque
* Vale a pena entrar no site da FUMDHAM e “estudar” um pouco antes de ir ao parque. As pinturas se classificam em três tradições: a Nordeste, a Agreste e a Geométrica. As tradições podem ainda ser classificadas em subtradições e estas em estilos. No parque predomina a tradição Nordeste e atualmente são reconhecidas as subtradições Várzea Grande e Salitre, no sudeste do Piauí e a subtradição Seridó, no Rio Grande do Norte. A subtradição Várzea Grande está dividida em estilo Serra da Capivara, Serra Talhada e Serra Branca. As gravuras se classificam em duas tradições: Itacoatiaras de Leste e Itacoatiaras de Oeste. As pinturas e gravuras podem ser vistas nas várias tocas cadastradas pelo parque. As tocas são abrigos sob rochas onde os grupos étnicos viviam e/ou praticavam atividades diversas
* Acredita-se que as pinturas tenham resistido tanto tempo por serem feitas com pigmentos minerais similares às rochas, mas alguns agentes de degradação como a água das chuvas, insetos, plantas, fogo, tem acelerado a deterioração. São feitos trabalhos de preservação para tentar neutralizar o estrago, mas seria mais efetivo se houvesse preservação de fauna e flora, que contribuiria diretamente para minimizar a ocorrência desses agentes. Por exemplo, se a população de tamanduás não tivesse diminuído não teria aumentado o número de cupins que constroem ninhos sobre as pinturas. Porém, há também problemas naturais como o desplacamento das rochas e o sal que aflora das rochas recobrindo as pinturas. Infelizmente, contra esses problemas, não há praticamente nada a fazer
* A maior parte das pinturas foi feita em tons de vermelho, mas há também branco, cinza, azul, amarelo
* A riqueza do parque é muito grande, uma verdadeira aula a céu aberto. Aprender como o relevo, o clima, a fauna e a flora se modificaram com a passagem do tempo, de milhões e milhões de anos. É difícil acreditar que o solo arenoso, as formações rochosas, a caatinga e o clima semi-árido, já foi mar, vegetação de Mata Atlântica e clima tropical úmido. Grandes animais viviam na região. Aprender como e quando se deu a passagem de grupos étnicos pela região. Descobertas que revolucionaram a história do homem. Teria o homem americano (brasileiro) vivido há mais de 100mil anos? Toda essa história pode ser conferida em detalhes no site da FUMDHAM e/ou livros e teses sobre o parque
* O parque é muito bem estruturado, conservado e sinalizado. Há várias guaritas e bases de apoio. Tem sítios preparados para cadeirantes. As intervenções realizadas no parque foram muito bem projetadas de modo a minimizar o impacto visual. Nos sítios as pingadeiras são discretas, finas, estreitas e coladas com silicone para que possam ser retiradas, se necessário, sem danificar a parede. Pintadas ou recobertas com material do próprio local, ficam bem disfarçadas, pois as cores são iguais às das paredes. As passarelas de madeira nos sítios se destacam mais, mas os caminhos de cimento são feitos com seixos de modo a imitar os conglomerados. Outros são de puro cimento, mas enfeitados com seixos nas beiradas e em faixas. Do mesmo modo foram construídos os caldeirões artificiais para armazenar água para os animais. Em alguns trechos há valas de cimentos nas beiras das estradas para escoar água, mas são discretas. Para evitar erosão, alguns barrancos foram cobertos com seixos unidos com cimento ou foram feitas barreiras com galhos e troncos de árvores mortas. Vimos várias pessoas separando esse material, trabalho duro, realizado debaixo de sol. Como saber quando as árvores estão mortas, uma vez que estão todas secas? As mortas são somente as que estão caídas. Foi recolhido material do parque e enviado à Coral que criou uma tinta de cor denominada Serra da Capivara, que foi usada para pintar as construções do parque como as guaritas e o Centro de Visitantes. Disseram que a tinta foi feita especificamente para o parque e não é comercializada. Poderia receber muitos mais visitantes, mas acho que o próprio parque prefere manter o numero reduzido, restrito a pesquisadores e alguns turistas loucos, pois tem que ter uns parafusos a menos para escolher esse destino
* Algumas passarelas foram feitas com o intuito de facilitar o acesso às pessoas, mas outras para proteger o solo para futura escavação. O limite da área a ser protegida é determinado pela largura da toca, pois além dessa largura não há mais material arqueológico, uma vez que as chuvas já lavaram o que poderia haver no local. Há muito ainda a ser estudado, mas faltam pesquisadores e verba, dado o tamanho do parque e a densidade/riqueza de sítios arqueológicos
* É um visual completamente diferente, a caatinga. Pode parecer deprimente olhar a caatinga toda seca, mas quando aprendemos mais sobre o assunto, começamos a entender e admirar a beleza da caatinga. A natureza sábia faz a vegetação perder suas folhas para reter umidade no período da seca, e os troncos secos e embranquecidos da “floresta branca” que parecem mortos, tornam-se verdes novamente quando a chuva chega. Achei o nome lindo e perfeito quando descobri o significado, caatinga em tupi significa “floresta branca”
* De junho a meados de agosto faz frio à noite. Nas noites de junho a mínima pode chegar perto dos 10° nos sopés da Serra da Capivara, mas durante o dia a máxima pode chegar a 35°
* Não vi rios, na verdade vi um só, mas parece que só corre na época de chuvas. Acredito q cisternas sejam a solução p/ o lugar
* Atualmente a cidade é abastecida com água de uma barragem. Tem estação de tratamento, então a água é tratada, mas é salgada. Sabonete e xampu não espumam. Não senti na hora de escovar os dentes, acho que por conta da pasta dental, mas na hora do banho dá para sentir na pele, não é muito agradável. Hoje tem água encanada no Sítio do Barreirinho e no Sítio do Mocó, mas cisternas ainda são usadas para armazenar água para beber e cozinhar. Não sei se por conta disso, mas senti que a água mineral, dependendo da marca, é um pouco salgada, quer dizer, dá para sentir um gostinho bem de leve de sal. Talvez por ter sido um dia recoberta pelo mar, a terra esteja repleta de sal que se manifesta inclusive nos lençóis freáticos
* O Povoado Sítio Barreirinho fornece uma bela vista das serras. Lá estão localizadas a Oficina de Cerâmica e a Oficina de Camisetas, ambas com lojas para comercialização dos produtos. Há um albergue, camping e restaurante. Parece que não tem muita estrutura por lá e fica longe da guarita BR-020, quer dizer, não dá para circular a pé
* O Povoado Sítio do Mocó, que tem várias casas, é bem perto da portaria BPF e oferece belo visual das serras. Tem certa estrutura, vi dois mercadinhos, um restaurante com loja e um camping. Parece que tem restaurante no camping também. A loja vende artesanato, camiseta e mel. Dizem que mel da região é muito bom. Foi ensinado para a população local como criar abelhas, naquelas caixas. Antes eram derrubadas as árvores para tirar o mel
* Compras de cerâmica: aproveite o dia de visita à Oficina de Cerâmica para comprar peças na loja da oficina, pois tem 20% de desconto, além de ter variedade para escolher. Tem algumas peças com defeito, que tem desconto maior. Não vi preço no museu, mas acredito que deva ser o mesmo do Centro de Visitantes do parque, ou seja, preço cheio. Em outras lojas talvez seja mais caro ainda
* Compras de camiseta: as lojas da Oficina de Camisetas e do Centro de Visitantes do parque tinham preço igual, mas curiosamente no dia em fui não tinha muita variedade na oficina. Na loja do museu, as camisetas são mais caras