A farsa de Fernando de Noronha

Relatos de Viagens na Região Nordeste do Brasil (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe)


A farsa de Fernando de Noronha

Mensagem não lidapor lojudice » 07 Out 2006, 17:47

Galera,

Antes de mais nada quero deixar claro que essa foi minha impressão da Ilha e eu sei que muitos vão discordar. Mas como já conversei com outras pessoas que tiveram a mesma impressão que eu, gostaria de colocar uma outra visão sobre a famosa ilha de Fernando de Noronha. Que o lugar é lindo (deslumbrante mesmo) e está na lista dos principais roteiros de viagens do país todo mundo sabe. Justamente por isso, resolvi provocar a discussão um pouco sobre os pontos negativos, que só fui descobrir quando cheguei lá.

Toda essa introdução para dizer uma coisa simples: Fernando de Noronha deixou de ser um lugar voltado para o Ecoturismo para se tornar um point de Turismo de Luxo. Não é novidade para ninguém que a Ilha é o ponto turístico mais caro do Brasil e sempre teve preços exorbitantes. Mas o caso é que isso está afastando os ecoturistas e mochileiros para atrair um tipo de turista que eu particularmente não gosto de encontrar em minhas viagens, o turista predatório.

Eu estive lá na primeira semana de setembro e fiquei 9 dias. O que pude perceber é que Fernando de Noronha está completamente dominada por turistas que compram seus pacotes em agências de farofeiros e que estão muito focadas com sua diversão e pouco se lixando para a conservação e preservação da Ilha.

O fato é que Noronha virou o lugar da moda. E as pessoas não estão indo para lá porque adoram o contato com a natureza, porque gostam de mergulhar (a maioria que vai pra mergulhar nunca fez isso antes!), porque o lugar é incrível, etc. Estão indo para lá porque dá STATUS dizer que conhece Fernando de Noronha. Estão indo porque conseguem impressionar mais facilmente a namorada/noiva/esposa levando-a para Fernando de Noronha do que para a Costa do Sauípe.

Isso, como vcs bem podem imaginar, muda completamente o perfil do turista e os serviços necessários para atendê-lo. A preservação do meio ambiente é levado a sério por Ibama, Tamar e outras Ongs de lá. Os turistas fazem de conta que contribuem, mas só fazem de conta.

Todo mundo é a favor da preservação dos Golfinhos. Mas se o barco não fica fazendo meia volta para acompanhar o bando de golfinhos, os turistas reclamam. E não é novidade pra ninguém que os golfinhos só acompanham o barco pq estão se sentindo incomodados. Todo mundo é a favor da limitação de 100 pessoas por dia na praia do Atalaia, desde que esteja entre essas 100 pessoas. Se for barrado pelo Ibama, reclama e ameaça fazer escândalo.

O ônibus coletivo de lá tb só é usado por nativos. Todo mundo prefere alugar uma land roover com o ar condicionado ligado no máximo e o diesel comendo solto. Acho que os buggys estão com os dias contados por lá. Inclusive qdo fui alugar um, o dono ficou falando uns 5 minutos sobre o “desconforto” do buggy, o que me fez imaginar o tanto de reclamação que ele não recebe sobre o vento batendo na cara, o sol, a areia, etc.

No item desconforto, chega a ser hilário as tais “trilhas” de Noronha. Tirando a do Atalaia e do Capim Açú, o que eles chamam de trilha por lá é uma caminhada na praia. Pra atravessar 50m de uma praia pra outra no meio do mato lá é “trilha”, Pior que acaba sendo mesmo. Já que grande parte dos turistas lá já passou dos 60 anos e nunca fez uma trilha de verdade na vida. Fui a uma palestra do Ibama na qual eles fizeram uma apresentação da ilha. Todos os locais sobre qual eles falavam alguém levantava a mão e perguntava: “dá pra ir de carro”?

Economia de energia e água? Esqueçam! Todo mundo é favor da preservação desde que não atrapalhe seu conforto pessoal. Apesar dos vários apelos do Ibama e nativos em geral.

Aliás, é até engraçado falar em Nativos pq isso é um conceito ultrapassado por lá. Como o turista que está indo a Noronha é o popular “chato” (pra não dizer fresco), as operadoras, pousadas e restaurantes estão contratando gente de fora da ilha pra poder atender esse mala do jeito que ele acha que deve ser tratado. Com isso, em 9 dias de Noronha, não consegui conhecer uma única pessoa que estivesse mais de 4 anos na Ilha. Só trabalha com turismo lá quem é de fora.

As tão famosas pousadas “domiciliares”? Pois bem, fiquei em uma delas. E descobri o que viraram: há alguns anos o governo de Pernambuco construiu e distribuiu algumas casas para os nativos que serviriam também como pousadas. Eles receberam as casas com o compromisso de não poderem vendê-las. O objetivo era desenvolver uma fonte de renda para essas famílias. Há um bairro novo lá, a Floresta Nova, que parece uma Cohab ou CDHU de pousadas: casinhas de madeira (bonitinhas) com quatro quartos para hóspedes.

Fiquei numa dessas. Mas o caso, é que a família que é dona da pousada não mora na Ilha há tempos. Assim que receberam a casa arrendaram para uma empresa que detêm outras 10 pousadas (!!!!) do mesmo tipo. Essa empresa arrendou essas casas e centralizou a administração. Colocou um funcionário vindo do Continente em cada uma pra tomar conta, mas tudo tem uma gerência central, que inclusive tem um preço único e mesmo padrão de serviços para todas. Essa não é a única empresa que faz isso. Os moradores antigos? Todos vivendo em Natal ou Recife com o dinheiro do arrendamento.

Isso parece besteira, mas na verdade é um dos motivos do preço alto. Já que o lugar virou um grande cartel. Outro problema: a ilha perdeu a identidade. Não há mais moradores que nasceram lá. Isso faz com que também não tenham nenhum compromisso com o local, pois sabem que amanhã poderão ir embora trabalhar em outro lugar.

Enfim, como acho que já escrevi demais, só pra finalizar gostaria de dizer que todos esses problemas estão transformando Noronha em um lugar amorfo, totalmente sem identidade, sem uma cara. O lugar está ficando chato! Qdo voltei de Noronha todo mundo me perguntava como era lá e a resposta padrão que eu criei era: é lindo, mas é chato.

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Mensagem não lidapor Augusto » 09 Out 2006, 02:42

E aí Marcelo.

E não é só com Noronha que estão fazendo isso não.
Aqui no Sudeste também tem isso.
Ilha Grande. Lá indinheirados do RJ podem ter mansões em algumas praias particulares e um neguinho que quiser passar por lá com uma mochila é barrado.

Mas voltando a falar de Noronha, me diga uma coisa: Vc gastou muito dinheiro lá?
Não entendi porque vc ficou tanto tempo lá? 9 dias?

P/ ficar 9 dias vc deve ter gostado de alguma coisa de lá, né?


Augusto
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Mensagem não lidapor lojudice » 09 Out 2006, 13:13

E ai Augusto,

Eu acabei ficando bastante tempo pq tive que comprar um desses pacotes de agências de viagens, já que eu fui na semana do feriado de 7 de setembro e só as agências ainda tinham passagem aérea pra lá. Mas até que eu não me arrependo. Eu queria conhecer bem a Ilha e fazer o maior número de mergulhos possível, o que não foi um número tão grande assim pq cada saída de mergulho custa R$ 250.

Pra vc ter idéia, em 9 dias em Noronha eu gastei praticamente a mesma coisa que em uma viagem de 34 dias pelo nordeste que fiz em 2004 indo do Maranhão até Pernambuco. Só que esse ano eu não tinha 34 dias de férias, então o jeito foi passar a semana toda em Noronha, rs.

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Mensagem não lidapor Augusto » 10 Out 2006, 02:10

Blz Marcelo.

Esse valor de $250,00 p/ mergulho deve ser p/ quem não tem a carteirinha de mergulhador nao é?
Se alguém for lá com a da NAUI vc sabe me dizer o valor.

Será que levando uma mascara e um snorkel também não dá p/ aproveitar os mergulhos nos costoes?

Não tô querendo dizer que o mergulho lá não vale a pena, mas e os passeios de escuna pela ilha? Não são legais?


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Mensagem não lidapor lojudice » 10 Out 2006, 12:09

Fala Augusto!

Parece brincadeira, mas esse é o preço pra credenciados (tb tenho credencial da Naui). E essa era a operadora mais barata (Noronha Divers) pq tem outras na qual o preço chega a R$ 270. Eu levei máscara, snorkel e nadadeira. Se vc levar roupa de neoprene e colete sai uns R$ 20 mais barato.

Os mergulhos nas praias valem muito a pena sim. Cheguei a ver até tubarão mergulhando apenas com o snorkel na praia. Mas é diferente do que vc vê mergulhando com garrafa. A vantagem é que nas praias é de graça. Pra onde eu ia levava o equipamento pra ficar brincando na água.

O passeio de scuna é meia boca pq passa por praias que você pode ir a pé ou de buggy, mas todo mundo acaba fazendo pq os golfinhos ficam seguindo o barco. Acho que custa uns R$ 70 e dura umas 3 horas. Fiz logo no primeiro dia, se tivesse deixado pra depois talvez não fizesse. Assim como tb não vale a pena fazer o "ilha tour". É um passeio das agências no qual eles dão a volta na ilha de buggy ou land roover parando em todas as praias. Se vc alugar um buggy e fizer isso sozinho fica mais barato, curte melhor o passeio e ainda não tem que aguentar a companhia de 15 ou 20 farofeiros da CVC, pode ficar com a praia só pra vc. Sei que parece coisa de anti-social, mas essa galera normalmente são tiazinhas de 50 a 60 anos ou casais em lua de mel que reclamam de dar um passo. O carro tem que levá-las quase dentro do mar. Por isso que preferia evitar a aglomeração.

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Mensagem não lidapor michel » 10 Out 2006, 12:41

Oi Marcelo !

Cara, quando tive em Noronha há 3 anos atrás também senti um pouco isso, mas é o preço que se paga.

Em minha viagem pra lá eu conheci uma senhora (vou chamar assim porque tinha mais de 50 anos, mas ela tinha mais fôlego do que eu) que esteve por lá tinha uns 10 anos, ela é neta de militares. Ela me explicou que nesse tempo a ilha mudou muito mas que o serviço ao turista melhorou muito. Disse que antes era um lugar muito exclusivo, que não havia restaurantes, acomodações só militares ou na casa de um nativo e pra andar na ilha, só a pé ou em carros oficiais, o "paraíso" era para poucos.

Hoje a coisa se popularizou, qualquer um pode ir, desde que tenha dinheiro ou crédito (eu não tinha nenhum dos dois, tinha milhas da varig, hehehe) pra pagar um pacote parcelado. Não acho isso ruim mas concordo que para isso deveria haver um controle mais rígido tal como diminuir a quantidade de veículos que circulam na ilha pra incentivar o transporte coletivo, o consumo de água e energia, a quantidade e o tamanho das construções etc. Mas vc sabe, moramos em um país onde se dá um "jeitinho" pra tudo, principalmente com dinheiro, então é aí que surgem os mega empreendimentos, super exclusivo$$$, que estão dando status a ilha.

Também não acho isso ruim, acho legal para o Brasil ter um "Caribe" pros endinheirados gastarem os tubos, mas sempre pensando em preservas, nada de predatório como está acontecendo.

Quanto aos nativos, isso é comum no Brasil, as pessoas não tem condições (educação, cultura e vontade) pra tocar um negócio, mesmo que caia do céu como para os nativos de Noronha, ou Jericoacoara, ou Barra Grande. Se insistirem serão engolidos então só resta arrendarem pra profissionais e viver com aquela rendazinha (que é melhor que o bolsa família) sem fazer nada, administrar uma pousada ou restaurante não é fácil principalmente da muito trabalho, o povo não tá acostumado, hehehe.

um abraço.
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Mensagem não lidapor Ever » 10 Out 2006, 16:58

Achei o relato bastante pessimista mas bastante realista ...

V A L E U ! :O)
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Mensagem não lidapor Augusto » 11 Out 2006, 01:25

E aí Marcelo.

Ficou faltando as fotos.

Pelos valores que vc passou, nem compensa fazer um roteiro independente por lá?
Quer dizer, se vc não for por algum pacote de agencia de viagens, sairá muito mais caro nao é?

E por vc já ter passado por essa experiencia, que dica vc dá p/ quem pretende ir p/ lá, mas não quer gastar tudo isso?
Ou como economizar em alguns gastos, por exemplo?


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Mensagem não lidapor lojudice » 20 Out 2006, 17:19

Augusto,

Economia e Noronha são duas palavras que não combinam, rs. Lá não rola nada no estilo mochilão. Não tem camping, não tem albergue, não dá pra vc cozinhar...

Mas acho que tem algumas alternativas que barateiam um pouco. Por exemplo, vc só precisa de guia lá pra fazer a trilha da Caieiras. O resto é andar pelas praias. Outra alternativa é desencanar de buggy e utilizar o ônibus coletivo da ilha, que tem uma taxa ínfima. Vai ter que camelar um pouco e gastar mais tempo, mas é muito mais barato. Outra coisa é ficar o menor número de dias na ilha possível. De ônibus, vc consegue conhecer todas as praias em no máximo três dias. Pode pegar mais dois dias pra mergulhar de manhã e fazer visitar as praias que mais gostou a tarde e pronto, cinco dias é o ideal.

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Mensagem não lidapor michel » 22 Out 2006, 13:00

Concordo com o Marcelo, se o ponto é economia melhor ficar o menor tempo possível, usar o transporte coletivo também é uma boa idéia mas não pense que é barato (em 2003 a tarifa éra de R$ 2,50 !!!).

Também recomendo levar TUDO do continente: guloseimas, material de higiêne e cuidados pessoais, até comida e água !! Em 2003 uma garrafinha de água de 500ml éra R$ 2,50 !! A gente até brincava e falava que $1 Noronha, dinheiro local, equivalia a R$ 2,50, pois nada era mais barato do que isso.

Apesar de caro, ninguém volta de lá sem o sorriso no rosto e hoje eu pagaria até mais para ter a sensação de ver aquilo pela "primeira vez de novo".


lojudice escreveu:Augusto,

Economia e Noronha são duas palavras que não combinam, rs. Lá não rola nada no estilo mochilão. Não tem camping, não tem albergue, não dá pra vc cozinhar...

Mas acho que tem algumas alternativas que barateiam um pouco. Por exemplo, vc só precisa de guia lá pra fazer a trilha da Caieiras. O resto é andar pelas praias. Outra alternativa é desencanar de buggy e utilizar o ônibus coletivo da ilha, que tem uma taxa ínfima. Vai ter que camelar um pouco e gastar mais tempo, mas é muito mais barato. Outra coisa é ficar o menor número de dias na ilha possível. De ônibus, vc consegue conhecer todas as praias em no máximo três dias. Pode pegar mais dois dias pra mergulhar de manhã e fazer visitar as praias que mais gostou a tarde e pronto, cinco dias é o ideal.

Abs


valeu !
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Mensagem não lidapor lojudice » 22 Out 2006, 13:58

É verdade, nada custa menos que R$ 2,50. É o câmbio, rs. Noronha é em dólar, por isso R$ 1 = R$ 2,50. Eles só não trocam o R$ por US$ na frente do 1 pra não ficar chato. Tanto que se vc equiparar seus gastos na ilha em dólar, vai ver que o custo de ir pra Noronha as vezes chega até a ser mais caro do que ir pra Cuba ou Costa Rica.
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Mensagem não lidapor Renan bga » 22 Out 2006, 20:12

aqui no Paraná e a mesma coisa (ilha do mel)

há turistas q ñ respeitão nada e e nen ninguém
joga lixo onde bem entende, e os nativos tem q se virar
para limpar a praia




otimo esse teu topico


mudou meu paradigma de noronha



___________Renan Braga____
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Mensagem não lidapor Infantaria » 26 Fev 2007, 00:22

Ótimo post lojudice, não existe lugar no mundo que tudo seja perfeito, e é bom saber das coisas negativas para poder contorná-las. É difícil encontrar comentários nesse sentido, críticos, que servem para reflexão e feedback para um melhor planejamento. Valeu.
Sou de Recife e estou indo em Março/07 passar 4 dias lá.
abraço.
Infantaria
 
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Mensagem não lidapor paulo.yun » 18 Mar 2007, 17:58

A paisagem se tornou em algo "QuÊ" de produto. Esta é a realidade.
As dimensões que o turismo toma fogem da visão da grande maioria(senso comum). Turismo é uma maravilha! é so viagem né? poxa vida...:D

Veja quantos fatores estão envolvendo diretamente só com o seu relato? Meio-ambiente, políticas públicas, sociologia, antropologia, entretenimento, psicologica, geografia...e dizem para mim que turismo é coisa de dondoca :D
paulo.yun
 
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Mensagem não lidapor kbk2002 » 04 Mai 2007, 13:01

Sinceramente,

Não concordo com a maioria das coisas relatadas. Fui para Noronha duas vezes, a última em outubro, fiquei numa pousada familiar de nativos, conheci VÁRIOS guias nativos e muitos, inclusive, nascidos na ilha. Também não vi ninguém desrespeitando a natureza e nehum lixo nas praias que visitei. Fiquei 8 dias na ilha e só me locomovi a pé ou, quando já estava cansado no final do dia, de ônibus.

Fernando de Noronha sempre foi um passeio caro, antigamente era mais caro ainda, não é em razão da exploração turística.

Realmente existem apenas uma ou duas trilhas mais extensas, mas Noronha nunca levou a fama de possuir diversas trilhas para caminhada pela vegetação etc. Por outro lado, se vc tiver disposição pode conhecer a ilha inteira a pé. Quem sabe vc até encontra com o cachorro do dono de um dos restaurantes de lá que, quando eu caminhava me encontrava "do nada" e me fazia companhia no resto do dia.

E outra coisa, melhor tirar da cabeça essa idéia pré-concebida que as pessoas vão à Noronha por status. Talvez quem desça daquele cruzeiro da CVC que aparece por lá toda semana, passa apenas uma tarde e vai embora, mas o resto dos turistas que conheci não!

Desculpe-me, mas isso aí tá mais parecendo complexo de "bicho-grilo".
kbk2002
 
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