Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul


#1253397 por Maryana Teles
30 Jan 2017, 07:35
Débora L Souza escreveu:Ler o seu relato agora que você tá viciada nos videozinhos do insta ta mais divertido... Da pra imaginar vc contando! kkk


Déboraaaa do céu! você me segue no Insta? Que lindaaaaaaa! Tá curtindo os vídeoszinhos?

Então, a ideia do relato era passar toda a vibe da viagem como se eu tivesse conversando com um amigo. Todos os meus amigos que leem o relato dizem que eu passo exatamente a ideia que eu quero. E fico muito feliz com isso.

Eu falo palavrão mesmo, eu sou bobona mesmo... Que felicidade saber que você me segue lá no insta.

Tive que reduzir os vídeos, tava muito viciada e acho que tava irritando as pessoas. Sei lá! ::lol4::

#1253410 por marcioomoraiss
30 Jan 2017, 08:37
Maryana Teles escreveu:
Oi Marcio!

No seu roteiro já tem Isla del Sol?

Basicamente em Puno você vai conhecer a Ilha de Uros de manhã e às 14h vai partir pra Copacabana!

Copacabana não tem nada pra fazer de fato. Tem um trekking pra um mirante, mas é basicmente isso! Acho que gastar um dia em Copacabana é literalmente GASTAR.

Se vocÊ não tiver colocado Isla del Sol, coloque!

Se já tiver colocado Isla del Sol e ainda sim tiver um dia sobrando, tente fazer 2 dias em Arequipa (faça o trekking de 2 dias, em vez de um passeio rápido como eu fiz).

Se já tiver colocado 2 dias de treking em Arequipa, aí tu faz o Tiwanaku. hahahaha Vou ser bem sincera! Não curti muito o passeio em Tiwuanaku (muito por causa do guia merda que eu peguei). Mas é um passeio bem cultural. Achei chatinho. hahahaha Mas minha amiga amou! Então, depende da sua vibe. Eu por exemplo, odeio museu. Nosssa! que tédio! Então, pra mim a parada tem que ser mais radical ou mais interessante.

::otemo::


Então.
Eu já tenho a Isla del Sol no roteiro, passando lá uma noite.
Já tem o Canion del Colca de 2 dias, o trekking.

Também não sou muito fã de museu, ainda mais no final já do roteiro, tu deve ficar empanturado de ruínas heheheh
Mas então vou deixar como está, pro final, em La Paz. Daí vai uma riminha:

"Boto o pé pra cima pro sangue circular, pro calo sarar, pra bolha do pé secar, pra volta à vida corriqueira se preparar e pro próximo roteiro de mochilão pesquisar." (Márcio Morais)

::otemo:: ::otemo:: Obrigado.
Esperando os próximos capítulos.
#1253413 por AlexandreFC
30 Jan 2017, 09:10
Acompanhando por aqui... e seguindo no Insta a divertida Mary ... já citei que merece um canal no YouTube, perdi o final das histórias de sábado kkk

Ps.: Deve ser muito louca esta sensação de que acontece tudo no automático entre os atos das agências de turismo destes lugares, ser colocado em um taxi, sendo levado sabe Deus lá para onde, o taxi parar e já vir um outro ser e colocar vc em outro lugar sem te explicar nada... kkkk ... #tenso

Esperando os próximos... está quase acabando ::mmm:

Abçs
#1253480 por Débora L Souza
30 Jan 2017, 11:46
Maryana Teles escreveu:
Débora L Souza escreveu:Ler o seu relato agora que você tá viciada nos videozinhos do insta ta mais divertido... Da pra imaginar vc contando! kkk


Déboraaaa do céu! você me segue no Insta? Que lindaaaaaaa! Tá curtindo os vídeoszinhos?

Então, a ideia do relato era passar toda a vibe da viagem como se eu tivesse conversando com um amigo. Todos os meus amigos que leem o relato dizem que eu passo exatamente a ideia que eu quero. E fico muito feliz com isso.

Eu falo palavrão mesmo, eu sou bobona mesmo... Que felicidade saber que você me segue lá no insta.

Tive que reduzir os vídeos, tava muito viciada e acho que tava irritando as pessoas. Sei lá! ::lol4::



Ta show o relato e ta show os videozinhos do insta tbm! kkk

O ruim que aquilo vicia quem assiste tbm.. E quando começa uma historia legal a gente quer ouvir ate o fim..
To rindo ate hoje do "I had a pimp in my ass!" ::lol4::
#1253777 por Maryana Teles
31 Jan 2017, 10:03
marcioomoraiss escreveu:
Maryana Teles escreveu:
Oi Marcio!

No seu roteiro já tem Isla del Sol?

Basicamente em Puno você vai conhecer a Ilha de Uros de manhã e às 14h vai partir pra Copacabana!

Copacabana não tem nada pra fazer de fato. Tem um trekking pra um mirante, mas é basicmente isso! Acho que gastar um dia em Copacabana é literalmente GASTAR.

Se vocÊ não tiver colocado Isla del Sol, coloque!

Se já tiver colocado Isla del Sol e ainda sim tiver um dia sobrando, tente fazer 2 dias em Arequipa (faça o trekking de 2 dias, em vez de um passeio rápido como eu fiz).

Se já tiver colocado 2 dias de treking em Arequipa, aí tu faz o Tiwanaku. hahahaha Vou ser bem sincera! Não curti muito o passeio em Tiwuanaku (muito por causa do guia merda que eu peguei). Mas é um passeio bem cultural. Achei chatinho. hahahaha Mas minha amiga amou! Então, depende da sua vibe. Eu por exemplo, odeio museu. Nosssa! que tédio! Então, pra mim a parada tem que ser mais radical ou mais interessante.

::otemo::


Então.
Eu já tenho a Isla del Sol no roteiro, passando lá uma noite.
Já tem o Canion del Colca de 2 dias, o trekking.

Também não sou muito fã de museu, ainda mais no final já do roteiro, tu deve ficar empanturado de ruínas heheheh
Mas então vou deixar como está, pro final, em La Paz. Daí vai uma riminha:

"Boto o pé pra cima pro sangue circular, pro calo sarar, pra bolha do pé secar, pra volta à vida corriqueira se preparar e pro próximo roteiro de mochilão pesquisar." (Márcio Morais)

::otemo:: ::otemo:: Obrigado.
Esperando os próximos capítulos.


Márcio! Olha você fofo sendo muito artista!!!! hahahahaha

Garotoooo! Eu não sei onde é a Rainbow Mountain, mas acho que é perto de Cusco não?

Tu já tem ela no seu roteiro? Se não, usa esse dia que tu tem a mais e vai visitar esse lugar maravilhoso! Não deu tempo de eu visitar, mas talvez você consiga!

Dá uma pesquisada se vale a pena o deslocamento e me avisa!

Ahh! Tu já me segue lá no insta? Dá um forcinha lá pra amiga! @vidamochileira ::otemo::
#1253778 por Maryana Teles
31 Jan 2017, 10:05
AlexandreFC escreveu:Acompanhando por aqui... e seguindo no Insta a divertida Mary ... já citei que merece um canal no YouTube, perdi o final das histórias de sábado kkk

Ps.: Deve ser muito louca esta sensação de que acontece tudo no automático entre os atos das agências de turismo destes lugares, ser colocado em um taxi, sendo levado sabe Deus lá para onde, o taxi parar e já vir um outro ser e colocar vc em outro lugar sem te explicar nada... kkkk ... #tenso

Esperando os próximos... está quase acabando ::mmm:

Abçs


Hahahahah! Youtube é pra profissa! Eu sou bem aleatória! ::lol4::

Pois é! Imagina! É tipo viajar as escuras sem saber pra onde tá indo. Muito louco! Se eu tivesse sozinha já teria começado a rezar o Pai Nosso! Mas o super Vagner tava lá pra nos salvar! ::lol4:: ::lol4::

Que bom que tá curtindo as stories ::otemo::

Beijinhos

Mary
#1253779 por Maryana Teles
31 Jan 2017, 10:07
Débora L Souza escreveu:
Maryana Teles escreveu:
Débora L Souza escreveu:Ler o seu relato agora que você tá viciada nos videozinhos do insta ta mais divertido... Da pra imaginar vc contando! kkk


Déboraaaa do céu! você me segue no Insta? Que lindaaaaaaa! Tá curtindo os vídeoszinhos?

Então, a ideia do relato era passar toda a vibe da viagem como se eu tivesse conversando com um amigo. Todos os meus amigos que leem o relato dizem que eu passo exatamente a ideia que eu quero. E fico muito feliz com isso.

Eu falo palavrão mesmo, eu sou bobona mesmo... Que felicidade saber que você me segue lá no insta.

Tive que reduzir os vídeos, tava muito viciada e acho que tava irritando as pessoas. Sei lá! ::lol4::



Ta show o relato e ta show os videozinhos do insta tbm! kkk

O ruim que aquilo vicia quem assiste tbm.. E quando começa uma historia legal a gente quer ouvir ate o fim..
To rindo ate hoje do "I had a pimp in my ass!" ::lol4::


Nem fala! Esse negócio vicia mesmo! Tenho que me controlar ::lol4::

Garotaaa! Até hoje a galera que fez intercâbio comigo lembra disso e ri!

Meus filhos ouvirão essas história como um alerta do quanto é importante aprender inglês. hahahaha ::lol4::

Beijinhhos

Mary
#1253851 por Maryana Teles
31 Jan 2017, 12:40
CAP.19: Explorando da Isla del Sol com sol!

Isla del Sol 1 (7).JPG
Isla del Sol 1 (7).JPG (4.63 MiB) Exibido 418 vezes


18/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de Yellow]
(https://www.youtube.com/watch?v=yKNxeF4KMsY)

Nesse dia era aniversário da Pate e eu, Elisa e Vagner já estávamos combinando uma surpresa pra ela desde Águas Calientes. Acordamos por volta das 7:00 e fomos nos arrumar rapidinho pra descer e já tomar uma café da manhã esperto em um restaurante ao lado do nosso hostel. Descemos por volta das 7:45, sentamos e começamos a negociar com o garçom, porque o café da manhã mais básico era 20,00 bolivianos, mas não vinha com ovo. Então, nossa negociação foi a seguinte: pelo preço do desayuno básico nós trocaríamos nosso suco pelo ovo e ficaríamos só com o café.

O garçom concordou e os quatro pediram da mesma forma, o problema foi que demorou uns 20 minutos até o café da manhã de todo mundo chegar. Conclusão: montamos nossos sanduíches de torrada com manteiga e ovo, pedimos um copo de plástico pra levar o café pra viagem e fomos comendo andando mesmo. Chegamos lá na agência pra deixar os mochilões e a mulher ainda não tinha chegado! Pronto! Bateu o desespero!

Ao mesmo tempo em que a gente ia engolindo a comida, íamos sacudindo as pernas meio que mostrando impaciência e nervosismo porque já eram 8:10 e nada da moça aparecer. Aproveitei pra comprar um papel higiênico bem rápido por 3,00 bolivianos na barraquinha do lado da agência e eu e Elisa dividimos uma água de 2 litros (3,50 bolivianos pra cada).

Deu 8:20 a moça apareceu e a gente já foi logo entrando e colocando os mochilões nos fundos da agência atrás de uma parede. Confirmamos se era seguro deixar lá (óbvio que a mulher disse que sim rs) e partimos correndo pro porto. Chegamos lá 8:25 e o barco partiu às 8:35 numa lentidão que só Jesus na causa. Ôôô barquinho lento, acho que se a gente tivesse ido boiando ainda chegava mais rápido rs. Deu tempo da Elisa dormir e acordar umas 3 vezes hahahahaha.

Ao longo do caminho nós apreciamos a paisagem que era de fato deslumbrante. Eu e Elisa chegamos a ir no teto do barco pra tirar algumas fotos, mas a parada tava tão lotada que deu até medinho de afundar tipo o Titanic, sabe? Tiramos as fotos mega rápido e voltamos pros nossos lugares.

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Isla del Sol 1 (2).JPG (2.41 MiB) Exibido 418 vezes


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Isla del Sol 1 (10).jpg (2.34 MiB) Exibido 418 vezes


Por volta das 10:00, o barco fez uma parada no lado sul da ilha. Ficamos meio confusos se aquela seria nossa parada, mas um homem gritou lá de fora: Sul! Ou qualquer coisa que indicava que não era o norte! Hahahaha

Ahhh! Esqueci de dizer! Nossa ideia era descer no lado norte da ilha, seguir com o guia até o ponto final do tour dele (45 minutos mais ou menos), descer até a “praia” e cruzar toda ilha até a parte sul para dormirmos por lá e pegar o barco no dia seguinte às 10:30 voltando para Copacabana.

Seguimos viagem até o lado norte da ilha, onde chegamos por volta das 11:30. Lá, mal descemos e já tinha um guia local esperando o grupo do nosso barco. Eu acho que cada barquinho tem um guia, não necessariamente combinado previamente, mas deve ser uma parada tipo atendente de loja sabe? Vai chegando e cada um tem sua vez? Sei lá! Tô super especulando. Posso até tá falando mó merd*! Hahahahaha

Não sei se pelo fato de termos sido quase os últimos a descer não vimos se o guia do nosso barco já tinha um acordo prévio com o guia local! Ahh sei lá! Sei que já tava geral em roda quando o guia começou a se apresentar e nós já pegamos o bonde andando justamente por termos sidos os últimos a descer do barco.

O guia não falava em inglês, ou seja, 75% do nosso grupo tava com um ponto de interrogação na cabeça expressando: que merd* ele tá falando, cara? Eis que brotou um maluco (sabe aquelas pessoas ricas, que já têm tanto dinheiro que passam o tempo delas aprendendo novas línguas e viajando? Então, esse era o estilo do cara!) que falava uma porrada de línguas e se ofereceu pra ser tradutor simultâneo do guia! Hahahahaha

Fomos o caminho todo com cabecinhas olhando de um lado pro outro, tipo filme sabe? Uma hora olhávamos pro guia e quando o maluco explicava olhávamos pra ele. Nosso guia era muito bom, mas deu um vacilo: ele queria fazer as coisas correndo porque tinha uma galera que ia fazer a travessia em 2 horas pra pegar o barco na parte sul e voltar no mesmo dia.

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Isla del Sol 1 (11).jpg (2.15 MiB) Exibido 418 vezes


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Ficamos um pouco bolados com isso, porque achamos que a divisão poderia ser feita em grupos de pessoas que vão dormir na ilha e grupos de pessoas que vão voltar no mesmo dia, porque aí a intensidade dos guia poderia ser medida conforme o tempo de permanência dos grupos. Deu pra entender meu raciocínio ou compliquei tudo?

No nosso caso, sofremos pelo fato de ter que fazer toda parte norte correndo. Enfim, nosso guia fez um apanhado geral do que era a Isla del Sol, como surgiu, quantos habitantes, como mantêm a economia, blá blá blá. Aí depois ele nos deu 5 minutos pra ir ao banheiro (2,00 bolivianos para usar) e encontrá-lo.

Quando saímos de Copacabana o tempo tava meio esquisito (não sabia se abria o sol ou se caia a chuva), mas quando chegamos à Isla del Sol o tempo já estava todo aberto, torrando nossos couros cabeludos. Fomos ao banheiro rapidinho e já começamos a tirar os casacos e gorros, passar protetor solar e tirar os óculos de sol da mochila (fomos de 8 a 80 em questão de minutos). Tudo organizado, fomos encontrar com o resto do grupo atrás dos banheiros.

Seguimos em direção ao museu e lá compramos o ticket obrigatório de entrada no lado norte que acabava valendo como passe para visitar o museu arqueológico da ilha. Pagamos 10,00 bolivianos e entramos pra conhecer o Museo del Oro. Nosso guia fez uma breve explicação sobre algumas peças interessante e demos uma volta no museu, que na verdade tá mais pra uma sala de artefatos, porque é bem pequeno e só tem um cômodo!

Seguimos por um caminho bem marcado, com algumas poucas pausas para explicações (umas 4 ou 5 no total). Fizemos algumas paradas muito bonitas pra fotos. Caraaa! Bonitas porcaria nenhuma! Elas eram surreais de lindas. Eu já morei numa ilha antes (Ilha da Madeira), mas ainda sim consegui ficar impressionada com a imensidão que é o Lago Titicaca em relação àquela ilha tão pequenina que é a Isla del Sol com seus 14km de extensão! Vocês precisam inserir a Isla del Sol no roteiro de vocês e de preferência se programem pra dormir lá.

Enfim, seguimos por uns 45 minutos (entre histórias, fotos e descansos) e chegamos à nossa última parada com o guia: a Roca Sagrada (Pedra Sagrada). As histórias que o guia conta são muito interessantes e vale muito a pena. Tudo envolve energia, rituais e gratidão. Parece brincadeira, mas dá pra sentir uma vibe muito boa e tranquila nessa ilha. Sério mesmo!

Nessa Roca Sagrada, o guia pediu que todos nós nos encaminhássemos pra perto da Pedra e fizéssemos um desejo do fundo dos nossos corações... Vai que os deuses Incas atendem, né? No final, ele agradece e se despede pedindo uma contribuição “voluntária” de 10,00 bolivianos. Todo mundo pagou, óbvio, e teve gente que deu até mais!

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Isla del Sol 1 (9).JPG (2.5 MiB) Exibido 418 vezes


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Isla del Sol 1 (17).JPG (2.57 MiB) Exibido 418 vezes


Como a gente já tinha lido sobre a Isla del Sol no relato do Rodrigo, nós resolvemos procurar a tal “praia” que ele mencionou no relato dele. Bom, pra achar a praia é bem simples: Você está olhando para a Pedra Sagrada, certo? Agora se vira em direção ao mar (onde anteriormente estavam suas costas... PQP! Sou muito ruim pra explicar), segue em direção a essas ruínas e dá meia volta para direita, segue mais um pouco e olha pro seu lado esquerdo e você vai ver literalmente uma praia com um píer extenso. Ficou muito ruim a explicação, né? Mas não tem erro não, só vocês procurarem uma praia pra lado esquerdo da ilha partindo da Pedra Sagrada. Dá pra ver do El Labirinto.

O visual lá de cima é sensacional! Realmente é um lugar que vale a pena ser explorado, mesmo que isso signifique que você vai gastar 10 minutos descendo e depois 10 minutos subindo colocando os bofes pra fora.

Quem vai embora no mesmo dia, acredito que não tenha tempo hábil para descer até à praia e curtir a beleza que é esse lugar. Como nós estávamos sem pressa nenhuma, descemos e ficamos uns 30 minutos lá tirando foto, sentados no píer só olhando pra maravilha que era aquela água transparente, pro azul do céu que tava lindo e pra todo o entorno, afinal estávamos numa ilha no meio do Lago Titicaca na Bolívia!

Não entramos na água porque apesar do calor, estávamos de calça e tênis e até trocar de roupa pra entrar na água e depois se secar pra trocar de roupa de novo pra seguir caminhando por mais ou menos 3 horas seria muito desgastante e perderíamos muito tempo.

Enfim, conhecemos a belíssima “praia” e seguimos para o lado sul da ilha. Vale reforçar que a caminhada é bem longa e desgastante já que você vai caminhar por mais ou menos 3 horas (depende do seu ritmo e de quantas paradas você faz) entre subidas íngremes e descidas com sua mochila de ataque nas costas (que não vai estar leve) num sol do inferno queimando sua cabeça.

Sem sacanagem! Fizemos umas 30 paradas pra descanso. A gente andava 5 minutos e parava por 2 (essa história de altitude fode legal) Hahahahaha. Talvez tenha sido por isso que cruzamos a ilha em 3h15minutos. Não estávamos nem aí pro tempo de deslocamento, porque cada parada era maravilhosa pra gente apreciar a beleza do lugar. Respirar ar puro, sentir o vento batendo nos cabelos, perceber a sua pequinês (olhaaa eu filosofando aleatoriamente hahahaha) em relação ao mundo. A única coisa que tínhamos em mente é que deveríamos estar no lado sul quando anoitecesse, de resto, cada pausa era um respiro e um flash!

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Isla del Sol 1 (8).JPG (2.9 MiB) Exibido 418 vezes


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Isla del Sol 1 (4).JPG (2.39 MiB) Exibido 418 vezes


Depois de muito andar, já conseguíamos ver o “pedágio” da parte central onde nos cobraram 15,00 bolivianos e aí tivemos a brilhante ideia de perguntar pro moço se faltava muito e ele disse: Não!! Ihhh! Tá pertinho já! Caraaaa! Eu tenho quase certeza que esse cara tinha alguma descendência de mineiros, porque faltava muito chão ainda! Era pertinho coisa nenhuma!

Fora que também perguntamos se tinha alguma coisa pra comer pela parte central e ele disse que tinha logo ali nas casinhas. Vimos duas casinhas, uma era um hostel e a outra tipo uma mercearia. Chegamos lá esfomeados já projetando deliciosos sanduíches nas nossas mentes, quando a mulher diz que só tem biscoito! Caraaa pensa na nossa cara de tristeza. Biscoito a gente tinha. Queríamos era sustança!

Enfim, continuamos caminhando meio que infinitamente até que depois de 1h30 minutos chegamos num restaurante um pouquinho antes de entrar na parte sul, mas a fome tava tão grande que decidimos parar ali mesmo pra comer, até porque o tempo já tava virando e não ia dar pra ver pôr do sol nenhum!

Sentamos e já fomos pedindo a comida. Pate, Vagner e Elisa dividiram uma pizza e eu que não gosto de pizza (sim! Me julguem!) pedi um hambúrguer. A comida chegou depois de uns 20 minutos e tava maravilhosa ou a nossa fome que nos iludiu, mas lambemos os dedos de tão gostosa que tava a comida. Eu paguei 35,00 bolivianos num senhor hambúrguer com batata frita.

De barriga cheia, seguimos pra parte sul da ilha e não sei se era porque já tava bem tarde ou porque tinham ido ao banheiro, mas ninguém nos cobrou a taxa de entrada na parte sul!

Seguimos andando e dois meninos de 11 anos abordaram a gente pra oferecer hostel. Eu acho que eles ganhavam uma pequena porcentagem pra cada hóspede que eles levavam. Eu sei que um deles nos ofereceu um hostel e nós dissemos que ainda íamos dar uma rodada pra pesquisar valor aí ele desistiu.

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Isla del Sol 1 (15).JPG (2.37 MiB) Exibido 418 vezes


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Isla del Sol 1 (19).JPG (3.89 MiB) Exibido 418 vezes


Já o Carlos, um menino mais franzino continuou na busca de encontrar o hostel mais barato pra gente. Entramos em uns 3 hostels com o Carlos, mas ou a cozinha era nojenta, ou o banheiro tava entupido ou era muito caro. Mas, Carlos era incansável, ele tinha sempre um novo hostel na manga pra nos oferecer. O problema é que já estava escurecendo e acho que ele tinha que ir pra casa, mas como esse menino era muito empreendedor e muito gente boa eu dei 2,00 bolivianos pra ele em agradecimento à paciência dele e também quis, de certa forma, incentivar ele a trabalhar mais esse lado negociador dele, que tenho certeza que ele se tornará um ótimo comerciante.

Bom, já eram quase 18:00 e nada da gente ter onde dormir ainda, até que o Vagner resolve voltar no hostel daquele primeiro menino e negociar um quarto pra gente. Vagner volta todo sorridente com um ar de “sou foda” e diz: consegui um quarto pra nós 4 por 25,00 bolivianos cada.

Todo os outros que tínhamos visto giravam em torno de 30/45,00 bolivianos. A gente não perdeu tempo e já foi se instalando. Vagner explicou depois porquê seria tão barato. Primeiramente, porque o hostel ainda estava em construção e nós seríamos um dos primeiros hóspedes a se instalar lá. Em segundo lugar, o quarto que ficamos só tinha duas cama de solteiro e o dono ofereceu pra colocar um colchão de casal no chão pro Vagner e a Pate dormirem com a gente. Em terceiro lugar, não tinha wi-fi (mas descobrimos que não tem wi-fi na ilha toda e que se você quiser muito usar tem que pagar 30,00 bolivianos pra usar 10 minutos, mas sem garantias de que vai ter conexão rs). Só sei que no final o pacote todo foi bem interessante financeiramente, porque dormimos num hostel novinho, com tudo funcionando perfeitamente e ainda com vista pros dois lados do Titicaca (nascer e pôr do sol).

À noite, fica tudo completamente escuro e o que ilumina as ruelas são as luzes dos restaurantes e hotéis. Decidimos comer alguma besteirinha só pra termos alguma desculpa pra levar a Pate pro restaurante e lá fazermos a surpresa dela. Sentamos numa mesa e Elisa foi lá conversar com dono pra perguntar se ele tinha algum bolo e ele disse que não, mas que podia fazer um “bolo” de panquecas, basicamente colocar várias panquecas uma em cima da outra e jogar uma calda de chocolate por cima.

Vagner curtiu a ideia e combinamos com o cara dele chegar com o “bolo” de surpresa com uma vela (aquela velas de quando acaba a luz, sabe?) pra gente cantar parabéns! Eu e Elisa dividimos um misto quente (5,00 bolivianos cada) pra Pate não desconfiar, afinal, fomos num restaurante pra comer e seria meio estranho o garçom vir até a nossa mesa e a gente falar que tava sem fome, né?

Demorou uns 10 minutos até o moço vir com o “bolo” entre várias idas e vindas nossas até o dono, pra combinar tudo e distrair a Pate. Quando o “bolo” chegou a Pate ficou mega surpresa e ficou toda boba! Foi tão legal comemorar o aniversário dela assim, numa ilha no meio do Lago Titicaca em plena Bolívia.

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Isla del Sol 1 (20).JPG (2.9 MiB) Exibido 418 vezes


Comemos tudo e ainda sobrou “bolo” pra caraca. Voltamos pro hostel e chamamos o menino e quando ele apareceu, nós demos o “bolo” de presente pra ele. Subimos pro quarto e eu fui logo tomar banho. Cheguei no banheiro toda linda e maravilhosa, já só de toalha, quando abri o chuveiro e veio mó água fria da por*a! Gritei a Elisa na hora pra vir ajudar ou chamar o menino pra consertar.

Nisso, desceu Elisa e Vagner e eles tentaram abrir o chuveiro e nada de água quente (detalhe: eu de toalha), aí me brota o menino dentro do banheiro também e gira a torneira um pouquinho pro lado e sai um jato de água do inferno (de 8 a 80 de novo). O menino me olhou com uma cara meio de tarado e Vagner e Elisa rindo muito e o menino foi embora “sonhar” comigo. Hahahahaha

Descobrimos que diferente de qualquer banheiro onde a água quente sai da esquerda, nesse a água do inferno saia da direita e aí era foda regular numa temperatura legal, porque ou era muito frio ou muito quente. Entre queimaduras e gelos, tomei um banho legal e depois a galera já sabia onde era água quente e fria, mas rolou um boato de que o coitado do Vagner que foi o último não conseguiu água quente e enfrentou a água fria mesmo.

Já estava começando a chover quando estávamos nos preparando pra dormir e combinamos de que eu acordaria primeiro pra ver se estaria chovendo ou não pra gente tentar ver o nascer do sol, que já tínhamos perguntado pro dono do hostel o horário que costumava começar. A Isla del Sol é muito famosa pelo nascer e pôr do sol, que todos dizem ser maravilhoso (não tivemos muita sorte rs).

Alarmes ligados, tudo arrumado e chegou a hora de dar boa noite e relaxar!

SALDO DO DIA:
- 20,00 bolivianos – Café da manhã
- 3,50 bolivianos – Água
- 3,00 bolivianos – Papel higiênico
- 2,00 bolivianos – Banheiro
- 10,00 bolivianos – Taxa de entrada na parte Norte da ilha
- 10,00 bolivianos – Guia
- 15,00 bolivianos – Taxa de entrada na parte Central da ilha
- 35,00 bolivianos – Hambúrguer
- 2,00 bolivianos – Gorjeta do Carlos
- 5,00 bolivianos – Misto quente
- 25,00 bolivianos – 1 Diária no hotel Jallállá

TOTAL: 130,50 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.20) Chegada à caótica La Paz

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!
Anexos
Isla del Sol 1 (13).jpg
Isla del Sol 1 (13).jpg (395.62 KiB) Exibido 418 vezes
#1253913 por Maryana Teles
31 Jan 2017, 14:42
Aline Campanel escreveu:Mary, tudo bem?

Em agosto vou fazer este mochilão e farei o seu roteiro praticamente, rs.

Queria saber sobre a sua planilha que você disse no começo do relato que ia disponibilizar. Onde encontro?

Bjos


Oiii Aline!

Show de bola! Então, minha planilha super mega ultra detalhada tá no meu blog (www.vidamochileira.com.br), aí você vai na aba Roteiros e baixa.

Se tiver alguma dúvida, me avisa. ::otemo::

Bjs

Mary
#1254053 por marcioomoraiss
31 Jan 2017, 21:19
Vagner Machado escreveu:Está de sacanagem comigo kkkkkkkkkkkkkkkk, água gelada da bixiga, ::Cold:: ::Cold:: ::Cold:: ::lol4:: ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::

olha o bolo da Pate, *-*

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kkkkkkkkkkkkkkkk
Já ia cobrar essa foto, falar e não mostrar é sacanagem com nós, leitores/espectadores...kkk
A gente se diverte com esse relato.
#1254658 por Adrianasdn
03 Fev 2017, 06:54
Aline Campanel escreveu:Mary, tudo bem?

Em agosto vou fazer este mochilão e farei o seu roteiro praticamente, rs.

Queria saber sobre a sua planilha que você disse no começo do relato que ia disponibilizar. Onde encontro?

Bjos

Oi Aline,
Também vou em agosto e vou fazer exatamente esse roteiro!
Ta indo em grupo? Sozinha?
Me chama no zap 31 987631456
[FACE THROWING A KISS]
#1254672 por Maryana Teles
03 Fev 2017, 09:12
Vagner Machado escreveu:Está de sacanagem comigo kkkkkkkkkkkkkkkk, água gelada da bixiga, ::Cold:: ::Cold:: ::Cold:: ::lol4:: ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::

olha o bolo da Pate, *-*

IMG_6947.jpg


Melhor bolo da vida! hahahahaha ::lol4::
#1254674 por Maryana Teles
03 Fev 2017, 09:23
CAP.20: Chegada à caótica La Paz

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19/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Love my life]
(https://www.youtube.com/watch?v=j4ggyO-OFXU)

Esse capítulo não terá muitas fotos porque é um capítulo de transição pra mostrar como foi nosso percurso de Copacabana à La Paz. Vale a pena ler pra entender a questão de horários e valores. Ahhh! Tem uma breve explicação sobre os passeios que fizemos.

Eu acordei 5:45 pra ver como estava o tempo e pra minha tristeza ainda estava chovendo, então, não acordei ninguém. Reprogramei meu despertador para às 8:00, fui ao banheiro e voltei a dormir. Elisa chegou a acordar quando voltei pra cama e acabou indo ao banheiro também, deu uma passadinha pra ser se tinha algum sinal de sol nascendo, mas assim como eu, só viu bem de longe em meio aos chuviscos uma bolinha laranja clarinha no horizonte.

Quando deu 8:00 acordamos e começamos a arrumar as coisas pra fazer o check-out e ir tomar café da manhã no mesmo restaurante que fizemos a surpresa da Pate (não tinha desayuno incluso na nossa diária).

Chegamos no restaurante e fizemos a mesma negociação que fizemos no restaurante de Copacabana: trocamos o suco pelo ovo mexido. Pagamos 20,00 bolivianos, mas nem deu pra degustar muito bem porque já eram 9:30 e ainda tínhamos que percorrer uns 30 minutos de descida escorregadia (já que estava chovendo e o caminho era de pedra com barro) até chegar no porto.

Fomos descendo mais lento do que tínhamos planejado, porque estávamos com medo de escorregar e meter a cabeça nas pedras, então o percurso que duraria 30 minutos, acabou se transformando em 45 minutos. Chegamos ao porto e já conseguíamos ver uma bagunça na casinha onde se comprava os tickets do barco. Faltavam 15 minutos pro barco sair e conseguimos comprar nossos bilhetes por 25,00 bolivianos (preço padrão).

Como estávamos meio atrasados, já nos dirigimos ao barco pra pegar nossos lugares, eis que tivemos uma surpresa: o barco estava lotado e teríamos que ir em pé durante 1h30 min. Mas, o problema nem era de fato ir em pé. O nosso maior problema era o barco afundar já que estava superlotado. Tinham umas 10 pessoas em pé mais as pessoas que já estavam sentadas. Era muita gente e eu já tava vendo a hora que seríamos 4 brasileiros à deriva no Lago Titicaca, sendo que Vagner não sabe nadar. Hahahahaha

Eu sei que geral começou a reclamar com a mulher que vendeu os tickets e ela e o piloto do barco arrumaram outro barco pra gente. Sentamos no novo barco e aí rolou um alívio, mas depois veio uma nova surpresa: em vez de sairmos 10:30, sairíamos às 11:00 e chegaríamos em Copacabana às 12:30 (se tudo desse certo).

O problema é que percebemos que estávamos num barco fretado pra um grupo de turista, coitados, que iam fazer outro passeio antes de irem para Copacabana. Aí a gente tava feliz e contente que o barco saiu às 11:00 em ponto quando depois de uns 30 minutos o piloto pergunta pro grupo se eles queriam descer no lugar programado anteriormente, antes de outros turistas invadirem o barco deles (no caso, nós e mais uma porrada de gringo). O grupo disse que “sim” com a cabeça e fizemos uma parada de 10 minutos num lugar, que eu não faço ideia de onde era.

Sendo que por causa da chuva, ainda conseguimos ir mais lento que a ida. A volta foi torturante e enjoativa. Tomei logo um Diamox pra não vomitar na galera. Eu sei que depois de anos dentro do barco chegamos em Copacabana às 12:45 já correndo pra pegar nossos mochilões na agência.

Chegamos lá, pegamos os mochilões e tiramos algumas coisas da mochila de ataque e passamos pro mochilão. Eu comprei outro papel higiênico por 3,00 bolivianos (acho que o hambúrguer não caiu muito bem no meu estômago na noite passada) e fomos andando direto pro terminal de ônibus, que fica mais acima na mesma rua da agência e do hostel numa “praça”.

Chegando lá, tinha uma porrada de ônibus e começamos a tentar achar o nosso (Diana Tour), eu e Elisa compramos umas empanadas pra viagem (7,00 bolivianos cada), já que não tínhamos almoçado e chegaríamos em La Paz só por volta das 18:00. Eu ainda fui ao banheiro mais uma vez e paguei 1,00 boliviano porque usei meu papel higiênico, se não seriam 2,00 bolivianos. Acho que já mencionei que os ônibus na Bolívia não têm banheiro, então, mesmo que sua viagem seja longa, você vai ter que ir prendendo o xixi ou o número 2. Por isso, eu tentava ir ao banheiro toda vez que tinha oportunidade.

Encontramos o Emiliano e a Marina de novo (Ah! Esqueci de dizer que eles estavam no tour guiado da Isla del Sol com a gente, mas voltaram no mesmo dia), entramos e o ônibus saiu no horário programado de 13:30. Fomos ouvindo música novamente, até que um moço nos avisou que em um dado momento da viagem teria uma parada onde todos deveriam descer do ônibus e atravessar o lago de barco, pois o ônibus seria atravessado numa balsa e não era permitido ter ninguém dentro durante essa travessia.

Quase 1 hora depois, o moço avisou que era hora de descer e que quem quisesse podia deixar os pertences, porque não mexeriam em nada. Nós levamos nossas mochilas de ataque conosco, mas, obviamente, tivemos que deixar os mochilões no bagageiro do ônibus.

Entramos numa fila e pagamos 2,00 bolivianos pelo ticket do barco e depois de uns 10 minutos esperando, atravessamos o Estreito de Tiquina, o trecho mais estreito do Lago Titicaca. Chegamos do outro lado e conseguíamos ver nosso ônibus vindo, sozinho, de balsa. Eu aproveitei pra fazer mais um xixizinho (a maníaca do xixi rs) e paguei 1,00 boliviano. O ônibus tinha chegado na outra margem do lago, mas ainda demorou uns 15 minutos pra sair da balsa e vir até o nosso encontro, então eu aproveitei pra comprar um alfajor delicioso por 3,00 bolivianos.

O ônibus nos encontrou na Plaza San Pablo de Tiquina e todos entraram pra seguirmos viagem, agora sem paradas rumo à La Paz! Chegamos lá por volta das 18:00 depois de ter pego um trânsito bizarro nas ruas estreitas da cidade. O ônibus nos deixou um pouco antes da Plaza San Francisco (acho que por que pedimos rs... não lembro direito), na rua Ságarnaga - rua das agências de turismo e restaurantes.

Nossa ideia era ficarmos hospedados no Wild Rover pro Vagner e a Pate ganharem a blusa, mas depois que vimos no mapa a localização do Wild Rover não parecia muito interessante pra gente, porque quase todos os passeios acabavam na Plaza San Francisco, então gastaríamos todos os dias dinheiro pra voltar de táxi pro hostel.

Como a gente já tava perto das agências de turismo, antes de resolvermos a questão do hostel decidimos pesquisar os valores do passeio de Downhill que faríamos no dia seguinte e os valores do Chacaltaya + Valle de la Luna que faríamos no dia seguinte ao Downhill.

Como muita gente indicou a empresa Xtreme Downhill (em relatos e durante a própria viagem) como uma excelente empresa, achamos que valia a pena gastar um pouquinho mais num passeio tão perigoso (não é uma boa ideia economizar quando falamos das nossas vidas, né?). Estávamos em frente a Xtreme Downhill e fomos cativados pela simpatia da atendente que se chamava Luz. Ela explicou tudo com muita calma e acabamos fechando lá mesmo, apesar do preço estar muito acima do que tínhamos pensado.

Conseguimos um desconto de 30,00 bolivianos e pagamos um total de 450,00 bolivianos pelo passeio que incluía: transporte, café da manhã, dois guias, equipamentos, bicicleta de dupla suspensão, almoço buffet num sítio com piscina e camisa. Ah! No dia do passeio, ainda são cobrados mais 50,00 bolivianos de taxa (sei lá pra que, mas geral paga).

Dica: É muito importante que vocês peguem uma bicicleta boa, principalmente pra quem é iniciante no esporte. A bicicleta de apenas uma suspensão vai ser bem mais barata, mas não compensa o perigo e o desconforto de ficar sacolejando ao longo de quase 63 km. Pegue uma bicicleta de dupla suspensão que vai te dar mais segurança na hora de pilotar e muito mais conforto pros seus punhos e pra sua bundinha rs.

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A gente tava sem dinheiro suficiente, então decidimos trocar dinheiro na própria agência que fez uma cotação boa de 6,95 bolivianos por dólar. Trocamos 100,00 dólares o que nos deu uma bolada de 695,00 bolivianos.

Acertamos tudo com a Luz, que horas nos pegariam no hostel (ficamos de mandar um whatsapp pra ela confirmando em que hostel ficaríamos), nossos tamanhos de equipamento e blusas e seguimos para fechar o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna em outra agência. Talvez esse tenha sido nosso erro. Talvez se fechássemos tudo na mesma agência conseguiríamos um desconto melhor, mas a Xtreme Downhill só faz o passeio do Downhill e não tínhamos outras referências de empresas sérias.

Entramos e saímos de várias agências até que decidimos fechar na Bolívia Ingel o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna por 78,00 bolivianos (sem almoço incluso) + 30,00 bolivianos de taxa no local, sendo que as outras estavam nos cobrando 90,00 bolivianos + a taxa. Lá, a senhora nos indicou um hostel que ficava na rua de cima, bem movimentada e cheia de comércios e restaurantes. O nome do hostel era Muzungu (Calle Illampu esquina Santa Cruz A 441, La Paz).

Acertamos tudo com a mulher sobre o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna e fomos lá no Muzungu ver se tinha vaga pra gente. Fechamos um quarto pra nós quatro por 55,00 bolivianos cada com café da manhã incluído. Eu e Elisa ficaríamos uma noite a mais que o Vagner e a Pate, então, mudamos pra um quarto de 20 pessoas na última noite onde pagamos 35,00 bolivianos cada (sem café da manhã) e negociamos com o dono de pagar só 45,00 bolivianos na primeira noite, já que não tomaríamos café da manhã no hostel (porque teríamos no passeio de Downhill).

Tudo certo, subimos pro quarto pra deixar nossos mochilões e ir jantar logo em seguida. Fomos num restaurante de massas chamado Mozzarela, logo na esquina da outra rua. E adivinha quem a gente encontrou por lá? Emiliano e Marina! Juntamos as mesas e a galera dividiu duas pizzas e eu pedi um macarrão Alfredo e um suco de laranja e paguei 45,00 bolivianos.

Voltamos para o hostel e apesar da gente estar bem localizado e o hostel ser de boa, as pessoas que frequentavam o hostel tornaram nossa estadia de 5 dias lá insuportável. Era um hostel de Israelenses, ou seja, 90% das pessoas eram jovens porra loucas que faziam tudo que bem entendiam, desde gritarem no corredor às 4:00 da madrugada até largarem absorventes usados no chuveiro.

Eu acredito que nem todos os israelenses sejam assim, mas os que estavam hospedados lá naquela semana tocavam o terror legal. A gente se irritou muito, mas não podíamos falar nada por ser minoria e eles andarem em bando.

Enfim, só recomendo esse hostel se você estiver com um grupo fechado e quiser testar o limite da sua paciência, caso não, é melhor procurar outro hostel.

Dica esperta: Depois soubemos de uma empresa séria e comprometida que também fazia o passeio do Downhill e Chacaltaya + Valle de la Luna por um preço super barato. O nome da agência é Arco Travel (Calle Sagarnaga Y Murillo, nº 213 segundo andar) e ela fica dentro de uma galeria (acho que o nome da galeria é “Doryan” que tem crepes maravilhosos no primeiro andar. Os valores normais aplicados por eles são: 350,00 bolivianos pra bicicleta dupla suspensão (+ 50,00 bolivianos de taxa no local) e 90,00 bolivianos pro passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna (+ 30,00 bolivianos de taxa no local). Sendo que conhecemos dois brasileiros que fecharam lá e choraram muito um desconto que conseguiram fechar o pacote todo (com todas as taxas incluídas) por 420,00 bolivianos! Quase chorei quando ouvi isso!

Enfim, fomos dormir porque no dia seguinte marcamos da van ir nos buscar no hostel às 7:00 pra seguirmos pro café da manhã e depois Downhill.

Vou comentar rapidinho sobre o que esperar dos dois passeios:

Downhill pela Estrada da Morte
O Downhill é considerado um dos passeios mais perigosos e de maior adrenalina em La Paz. Não tem como ir à La Paz e não fazer o Downhill pela Carretera de la Muerte. O passeio é sensacional e consiste em ir de van até um certo ponto da estrada, tomar café da manhã por lá, pegar as bikes, vestir os equipamentos, ouvir as instruções dos guias, treinar numa área aberta pra ver a altura do banco e os freios (muito importante rs) e iniciar a descida.

Os 25 km iniciais são no asfalto (parte fria pra caraca onde você vai ter a sensação de que seus dedos congelaram) e depois os 38 km restantes você faz na estrada da morte propriamente dita, com pedras soltas, barro, cachoeira, rios... É muito irado!

Esse é um daqueles passeios que você TEM QUE fazer quando visita um lugar, se não vai se arrepender pelo resto da vida! Tá na chuva é pra se molhar!!!!

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Chacaltaya + Valle de la Luna
É um passeio bem comum pra quem visita La Paz. Consiste em: na parte da manhã, conhecer a montanha Chacaltaya era a estação de esqui mais alta do mundo, 5.421m de altitude, hoje desativada pela escassez de neve (aquecimento global mudando a por*a toda). Na parte da tarde, você volta pra La Paz e segue pro outro lado da cidade, numa região chamada Valle de la Luna, onde vai ver uma formação geológica muito interessante (parece um formigueiro gigante) formada pela erosão ao longo dos anos através da chuva, vento, sol e rio. Voltamos do passeio por volta das 16:00.

Esse passeio é sempre fechado em conjunto, mesmo que você só queira fazer o Chacaltaya, por exemplo. No entanto, é possível pedir pra descer na cidade quando estiver voltando da montanha, sem a necessidade de ir conhecer o Valle de la Luna. Mas, eu acho que vale muito a pena visitar, porque tem uma formação geológica bastante interessante.

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Preparem-se pro próximo capítulo porque vai ser MUITO FODA!!!

SALDO DO DIA:
- 20,00 bolivianos – Café da manhã
- 25,00 bolivianos – Barco de volta para Copacabana
- 3,00 bolivianos – Papel Higiênico
- 1,00 boliviano – Banheiro
- 7,00 bolivianos – Empanada
- 2,00 bolivianos – Barco para atravessar o Estreito de Tiquina
- 1,00 boliviano – Banheiro
- 3,00 bolivianos – Alfajor
- 450,00 bolivianos – Passeio de Downhill pela Xtreme Downhill
- 78,00 bolivianos – Passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna
- 45,00 bolivianos – Jantar

* Trocamos 100,00 dólares = 695,00 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 635,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.21) O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!


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