Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1255590 por Maryana Teles
07 Fev 2017, 09:53
CAP.21: Vale a pena fazer o Downhill na Death Road em La Paz

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20/04/2016
[Você pode ler esse relato ao som de We are Young]
(https://www.youtube.com/watch?v=Sv6dMFF_yts)

Chegou o dia do passeio mais esperado de La Paz. Eu tava tão ansiosa que me deu uma dor de barriga bizarra e acordei já indo direto pro banheiro. Como eu acordava antes que todo mundo pra falar com o boyfriend, não atrasei ninguém, mas o Mark não teve muito tempo pra falar comigo direito.

Depois de já ter passado o susto (leia-se: a caganeira), acordei o resto da galera às 6:15 pra nos arrumarmos e esperarmos a van nos pegar no hostel (entre 6:45 e 7:00). Enquanto todos esperavam na recepção e tentavam se conectar na internet sem sucesso eu tava correndo de um lado pro outro que nem uma barata tonta pra tentar conseguir um bom remédio pra dor de barriga. Eu iria fazer o downhill nem que eu tivesse que descer os 63 km cagando nas calças.

Falei com o moço da recepção e ele disse que o melhor remédio que eu poderia tomar era o chá de folha de coca. Corri no quarto, peguei minha garrafinha de água, esvaziei e corri no último andar onde serviam o café da manhã (não estavam servindo ainda) e pedi pra moça me arrumar água quente, ela foi muito gentil e me deu um pouco de água e eu peguei as folhas de coca que tínhamos comprado lá no tour do Uyuni, lembram? Aquele pacotinho que compramos no início da viagem e que quase fudeu a gente na fronteira do Chile... Enfiei quase meio saco dentro da garrafa e o moço falou pra eu sacudir e esperar uns 5 minutos e beber o quanto eu conseguisse.

Caraaaa a parada era nojenta, mas fui bebendo de olho fechado e rezando pra dar tudo certo. O nosso guia chegou e nos levou até à van onde pudemos conhecer nossos companheiros de aventura. Vocês acreditam que tinha até um cachorrinho dentro da van?! Paramos em mais um ou dois hostels pra pegar mais gente e depois seguimos pra uma espécie de supermercado onde um dos guias desceu e comprou várias balas pra dar pra gente. Depois ele explicou rapidamente como seria a descida e pediu pra gente preencher um termo de autorização e consciência dos riscos do passeio. Ah! Ele ainda cobrou a taxa de 50,00 bolivianos de todo mundo.

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Seguimos direto por uns 30/45 minutos até o ponto onde tomaríamos café da manhã (incluso no pacote), colocaríamos os equipamentos e testaríamos as bikes. Lá tava bem frio mesmo. Sério! Congelante! Os guias montaram uma mesa com uns pães duros, manteiga, café e chá de folha de coca.

Eu, obviamente, fui atacando o chá de folha de coca, mas Vagner vez o favor de derrubar no chão o recipiente que eles colocaram as folhas de coca (foi sem querer). Passamos por uma vergonha alheia básica, depois o Vagner meio que catou algumas folhas do chão, colocou de volta no potinho e colocou na mesa, como se nada tivesse acontecido.

Todo mundo pulando, dando peteleco um no outro, correndo pra tentar espantar o frio, mas tava bem difícil. Tinha um guia que ficava tirando várias fotos nossas ao longo do passeio e aí ele organizou geral perto da mesa de desayuno e todos fingiram estarem super bem, sem qualquer tipo de problemas climáticos.

Enquanto isso, o outro guia tava organizando os equipamentos (capacetes, luvas, joelheiras, cotoveleiras, jaquetas e calças) no chão em ordem de tamanho (do menor pro maior). Eu dei uma fugidinha e fui fazer xixi atrás da pedra e pedi pras meninas vigiarem pra não ir ninguém lá. Eis que um menino brota no chão e me vê naquela posição linda de cócoras, com um vento frio batendo na minha bunda e segurando um papel higiênico na mão. O garoto ficou tão sem graça quanto eu e acho que nem fiz o xixi todo de tanta vergonha. Trinquei o xixi lá dentro mesmo, me sequei e fiz uma cara de “agora você pode ir!”.

Enfim, o guia posicionou cada um em frente ao que deveria ser seu equipamento e pediu pra todos vestirem. A gente tava todo agasalhado e ainda tava morrendo de frio, colocamos a jaqueta e a calça da empresa por cima das nossas roupas e ainda continuamos congelados. Quando vesti minha calça, parecia que tinham me dado uma calça de anão (nada contra anões, mas ficou mega pescando em mim e fora que tava dividindo e apertando minha bimbinha). Pedi pra trocar e me deram uma calça de homem que ficou parecendo que eu tinha um saco enorme, mas era melhor folgadinha do que fazendo pata de camelo, né?

Todos equipados, chegou a hora de testarmos as bicicletas e recebermos as orientações. Como 90% do nosso grupo falava inglês e o Vagner e a Pate só entendiam espanhol, os guias fizeram dois grupos: um com todas as pessoas da van e outro só com os quatro brasileiros.

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O guia deu todas as explicações do tipo: cada um vai no seu tempo, não precisa acompanhar a velocidade do coleguinha, mantenha uma distância segura da pessoa da frente, ande com um metro de distância do penhasco (acho que isso nem precisava avisar, mas ok rs), nunca andar no meio, sempre à direita na parte do asfalto e à esquerda na parte de terra, se precisar frear, nunca aperte os dois freios de uma vez com força porque você pode derrapar, aperte suavemente o de trás e vá moderando com o dá frente, terá sempre um guia na frente e um atrás do grupo, a van sempre segue o grupo atrás, etc.

Antes de partirmos, eu pedi pro guia me ajudar a prender a minha gopobre no guidon (não sei se é assim que escreve) da bicicleta pra ir filmando tudo. Algumas pessoas colocaram a gopro nos capacetes com suporte próprio e outras tinham aqueles coletes que dá pra prender a gopro. Eu queria prender a minha no guidon mesmo, porque seria mais fácil controlar quando filmar e quando tirar foto.

Tudo pronto e lá fomos nós (um grupo de umas 12 pessoas) descer uma das estradas mais perigosas do mundo de bicicleta. Os primeiros 25 km foram no asfalto e tava muito frio. Se não me engano, pegamos 8°C. Nossos dedos pareciam ter congelado e chegava até a escorrer uma corisa involuntária do nariz (eca). Fizemos umas 3 ou 4 paradas para os guias irem checando como estávamos indo, se estava tudo bem e tal.

Eu estava indo bem, até que começou a chuviscar e meus cílios congelaram de leve. Nesse momento, eu já não sentia mais os dedos das mãos e os dos pés eu jurava que já tinha perdido. Aí que começou a fuder o baile de vez: crise de claustrofobia misturada com caganeira! PQP! Me deu vontade de tirar aquela roupa toda, mesmo com todo frio. Aquele capacete já tava me irritando e a dor de barriga começava a dar sinais de que tava ficando mais forte.

Decidi que não daria mais pra descer, pelo menos não aquela parte naquela hora, então, eu pedi pro guia se poderia ir um pouco na van pra tentar melhorar. Não que eu fosse cagar num saco e jogar pela janela, mas minha ideia era tomar mais do chá de folha de coca, tirar o capacete, aquecer minha mão e respirar fundo. A maioria das vezes que tenho claustrofobia eu consigo reverter me acalmando e respirando fundo (tirar o capacete ajudou muito também). A dor de barriga eu consegui controlar respirando bem fundo e rezando pra não pagar aquele mico ali, afinal, seriam 3 camadas de calça que teriam que ser jogadas fora, né?

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O problema foi que os 8 minutos que fiquei dentro da van, eram os 8 minutos finais na parte de asfalto e acabei não voltando pra andar lá. Todos entraram na van também, os guias colocaram as bicicletas de volta no teto da van e seguimos mais um pedaço do asfalto de van até chegar no início da estrada de terra.

Eu já tava me sentindo bem melhor e pronta pra voltar pra adrenalina. Quando descemos da van, a temperatura tinha subido bastante e a gente até tirou um dos casacos. O nosso guia relembrou todas as orientações e pediu pra termos mais cautela nessa parte porque qualquer derrapada poderia ser fatal. Além disso, ele lembrou que nessa parte era preciso andar na esquerda com cuidado pra não dar de frente com os carros que vinham na outra direção e pediu que toda vez que fôssemos fazer uma ultrapassagem avisar/gritar por qual lado estávamos indo, pra evitar acidentes.

Ah! Muito importante. Ele pediu pra gente ter muito cuidado com os freios, porque se apertássemos com força poderíamos derrapar muito feio ou até capotar. Pediu pra gente ficar de olho nas pedras soltas e que teriam partes que era melhor nem usar o freio.

Todos prontos, começamos a descer e eu já vi que ficaria pra trás! Apesar de ser a mais empolgada pro passeio, eu tive problemas de entender a mecânica do donwhill no início e acabava não deixando fluir. Ficava freando e colocando o pé no chão toda hora. Deis umas boas derrapadas que conseguia ver meu coração saindo pela boca e voltando.

Todo mundo tava lá na frente, inclusive a Pate e a Elisa que eram as que estavam com mais medo. As duas deram um show de bravura e foram sentando o pau na velocidade e eu lá, quase que descendo da bicicleta pra ir empurrando. O meu problema foi que em vez de deixar a velocidade me guiar, eu ficava apertando o freio direto e a roda quase nem girava direito e quando girava pegava de tal forma numas pedras que eu derrapava.

Mas, eu não me forcei em nenhum momento a correr como as outras pessoas, fui no meu tempo. Tinha sempre um guia atrás de mim me ajudando e tal. Fizemos algumas paradas pra descanso, fotos e beber água. Conforme a gente ia andando eu ia ganhando mais confiança e pegando o jeito e o macete de fazer o downhill.

Fizemos uma parada pro lanche (incluso no pacote) que tinha banana, pão com queijo, chips, coca-cola, água e chocolate. Nessa parada já estávamos suando e tiramos mais uma camada de blusa. Continuamos descendo e conseguíamos avistar uma cachoeira no meio da estrada. Nos organizamos em fila indiana atrás de um grupo de outra empresa. Cada um tirou uma foto individual segurando a bicicleta embaixo da cachoeira e depois esperava o resto do grupo do outro lado pra uma foto coletiva.

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Tiramos várias fotos e partimos pra continuar o trajeto. A essa altura eu já estava soltinha na pista, literalmente, já tinha entendido o macete de fazer downhill e aí é que ninguém me segurava mais. Eu desci direto sem usar o freio nenhuma vez, usando só a força do braço pra controlar o guidon e a posição do corpo pra controlar a bicicleta. Então, quando tinha muitas pedras, eu levantava a bunda e ia curvando meu corpo, segurando firme o guidon, sem apertar o freio. Quando eu via uma curva, abria levemente pra esquerda, dava uma apertada suave no freio antes da curva só pra diminuir a velocidade e continuava seguindo freneticamente com muito vento no meu rosto.

MACETE: Tente não usar os freios com frequência. Parece loucura, mas são os freios que na maioria das vezes provocam os acidentes nesse tipo de passeio, porque se você frear bruscamente pode capotar e se ficar freando toda hora você vai quase que o caminho todo derrapando e isso também é perigoso. Deixe a velocidade te levar (parece maluquice, mas não é) e controle a bicicleta com os braços firmes e o corpo na curvatura certa. Não se preocupe, você vai pegar o jeito em algum momento do passeio. Eu mesma peguei o macete só no final (deviam faltar uns 20km pra acabar), mas aproveitei cada segundo da adrenalina.

Sério! Eu tava me sentindo profissional. Tava super confiante e foi a partir do momento que eu ganhei confiança e me senti capaz de controlar a bicicleta em alta velocidade que de fato eu comecei a curtir o passeio e achar a parada realmente muito foda! Óbvio, que de vez em quando rolava umas derrapadinhas, mas nada demais.

Passamos por dois rios e eu curtia o passeio cada vez mais, até que teve uma parte que não era mais descida (90% do passeio é descida) e sim plana com uma leve subida (quase que imperceptível). Putz! Aí cansou a gente demais! O sol e o calor já tavam fritando a gente dentro daquela jaqueta (optamos por não tirar, porque aquela era nossa “proteção” caso a gente derrapasse) e ainda tivemos que fazer um esforço inesperado aí deu uma quebradinha na firma, mas logo passou essa parte chata e voltamos a descer loucamente.

Depois que passamos um dos rios, a gente tava descendo uma parte cheia de pedras que trepidava muito e minha gopobre acabou caindo sem eu nem perceber. Até que depois de uns 2 minutos sem ela no guidon, um menino me gritou e me devolveu. Maior sorte porque se ninguém tivesse visto ia ficar lá pra outra pessoa de presente, porque duvido que o guia voltaria comigo pra procurar uma parada que a gente não fazia ideia da onde tinha caído.

De vez em quando, rolava uns sustos com pessoas que nos ultrapassavam sem avisar da onde vinham e a gente quase se batia. Teve até uma vez que um menino zigoto foi me ultrapassar e disse direita (o que significava que ele estava indo pra minha direita), aí eu comecei a jogar minha bike pra esquerda pra deixar ele passar pela direita como ele mesmo tinha gritado e o zigoto me brota na esquerda! Que ódio! Eu gritei “esquerda, seu doente! Próxima vez fala direito.” A gente quase teve um acidente mega feio o que resultaria em uma possível morte, já que estávamos do lado de um precipício.

Vagner teve um imprevisto! O pneu dele furou e um dos guias trocou de bicicleta com ele pra ele não perder muito tempo esperando o guia consertar o pneu. O guia consertou o pneu, desceu normalmente e encontrou com a gente na metade do caminho. Depois de mais algumas paradas, seguimos mais alguns minutos até um barzinho onde foi nossa última parada. Tiramos os equipamentos e ficamos esperando os guias limparem as bikes pra colocarem em cima da van. Lá nesse barzinho a galera bebeu umas cervejas e a gente aproveitou pra relaxar um pouco, porque a bunda doía demais. Foram quase 4 horas de descida radical e emocionante.

Eis que começamos a ser atacados por mosquitos e ficamos cheios de mordidas bizarras. Elisa ficou com o tornozelo parecendo um campo minado de tantas bolinhas vermelhas inflamadas. Aí, um guia sentou com a gente e começou a nos contar várias histórias sobre a estrada da morte (quantas pessoas tinha morrido por lá, quais foram os acidente mais bizarros, porquê tinha esse nome...). Ah! Ele fez questão de nos contar que 2 israelenses tinham morrido nesse passeio duas semanas antes do nosso passeio. #medo

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Quando ele acabou de contar todas as histórias, ele falou que quem quisesse contribuir com uma gorjetinha pra equipe podia ficar a vontade. Demos 5,00 bolivianos cada e entramos na van. Seguimos todos para os sítio com piscina onde seria servido nosso almoço buffet (incluso no pacote). O tempo já tinha virado de novo e não tava tanto calor assim pra ficar pulando em piscina, então, decidimos ir tomar banho logo e ir almoçar direto.

Tomamos um banho delícia bem frio e fomos logo comer. A comida tava bem gostosinha, mas acabou rápido. Ficamos lá no sítio mais ou menos 1h30 minutos (eu acho) e fomos pra van pra voltar pra La Paz. Tiramos uma foto com a blusa que ganhamos de presente no passeio e nos acomodamos pra seguir nosso rumo.

A viagem de volta foi bem demorada, porque pegaríamos a estrada nova pra La Paz e não a mesma estrada que viemos (antiga). Saímos por volta das 15:30/16:00 e demorou quase uma vida, mas chegamos por volta das 19:15 em frente à Xtreme Downhill pra pegar nossos DVD’s com as fotos e vídeos do passeio. Ficamos esperando uns 15 minutos até gravarem todos os DVD’s. Enquanto isso, tentávamos acessar o wi-fi da agência que no dia anterior pegou super bem.

A moça disse que um cabo tinha sido cortado e que La Paz inteira tava sem internet. Óbvio que achamos que fosse mentira, mas tudo bem. Pegamos nossos DVD’s e fomos direto na agência do passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna pra marcarmos o horário exato que a van buscaria a gente no hostel, mas pra nossa surpresa a agência estava fechada.

Fomos pro nosso hostel e tentamos ligar pro telefone que ela havia nos passado e falamos com a filha da moça que disse que iria confirmar com a mãe e nos dar um retorno. Enquanto isso, tentávamos acessar a internet no hall do hostel e nada. O moço que estava na recepção comentou a mesma coisa que a moça da agência do downhill. Já estávamos nos conformando de que ficaríamos aquela noite sem wi-fi, mas o problema era que precisávamos avisar nossas famílias que estava tudo bem, já que não seria muito legal fazer uma descida de bicicleta em uma das estradas mais perigosas do mundo e não dar notícias depois, né?

Decidimos ir ao mercado Lanza pra comprar biscoitos pro dia seguinte, já que o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna não tem paradas pra almoço e nem para lanches. Eu e Elisa compramos alguns biscoitos e deu 6,00 bolivianos pra cada e eu comprei um sabonete pra mim e paguei 7,00 bolivianos. Voltamos das compras e fomos direto pra um restaurante em frente ao nosso hostel pra jantar. Pedimos nosso prato favorito da viagem: pollo a la plancha e pagamos 42,00 bolivianos cada. Já no hostel, eu e Elisa dividimos uma água por 6,00 bolivianos cada.

Passamos na recepção pra ver se já tínhamos notícias do horário que a van nos buscaria no dia seguinte e o moço da recepção disse que eles passariam por lá às 8:20. Sem internet, só nos restava tomar um banho quente, arrumar nossas coisas pro dia seguinte e dormir. Eis que como um aviso dos céus, nós começamos a ouvir os barulhinhos das mensagens chegando no whatsapp e corremos pra ver se a internet tinha voltado.

Acreditam que às 23:30 a internet voltou e conseguimos avisar às nossas famílias que tinha dado tudo certo no downhill? Depois do dever cumprido e de uma conferida em todas as redes sociais fomos, de fato, dormir.

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Obs: Algumas pessoas me perguntam se é perigoso fazer o downhill pra alguém que não tem experiência. Eu vou te falar que acho perigoso mesmo pra quem tem experiência, o que não significa que você não possa fazer. Como no meu caso, cada um faz no ritmo que se sente confiante. Ninguém vai ficar te apressando ou te forçando a nada. A experiência é incrível. Não tem como ir à La Paz e não fazer o passeio de downhill. Vá com cautela e com muito cuidado que tudo dará super certo e você se sentirá um vencedor (a) no final. Sério! Não deixe de fazer. Eu tive muito medo no começo, fui freando o caminho inteiro e depois de alguns km percorridos acabei me rendendo a adrenalina de descer sem freio, mas isso vem da confiança de cada um. Não deixe de fazer o passeio de downhill porque depois vai se arrepender. Esse foi, sem dúvida, um dos melhores passeios dos 23 dias de mochilão.

SALDO DO DIA:
- 50,00 bolivianos – Taxa local do Downhill
- 5,00 bolivianos – Gorjeta para os guias do Downhill
- 7,00 bolivianos – Sabonete
- 6,00 bolivianos – Biscoitos
- 42,00 bolivianos – Jantar
- 6,00 bolivianos - Água

TOTAL: 116,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.22) Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

#1255819 por Maryana Teles
08 Fev 2017, 10:55
Adrianasdn escreveu:Caraaa que loucuraaaa!
Esse é um dos relatos que mais esperava....
Tinha dúvida se dava pra subir na van caso eu venha a arregar na descida.... ::lol4::
Então tem ne...kkkkk
Muito louco!!
Vou dar umas treinadas de bike por aqui. kkkk
Valeu Mary....show esse relato!
::love::


Oi Adriana! Tem sim! A van sempre segue o grupo e qualquer coisa você pode pedir pra descer de van. No meu grup mesmo teve um menino que tinha bebido todas no dia anterior e acabou se sentindo mal durante a descida e no final ele fez o passeio todo de van.

Mas sério! Faça esse passeio! ::otemo::
#1255820 por Maryana Teles
08 Fev 2017, 11:10
CAP.22: Chacaltaya + Valle de la Luna em La Paz

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21/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de I bet my life]
(https://www.youtube.com/watch?v=4ht80uzIhNs)

Acordamos por volta das 7:00, nos arrumamos e fomos tomar café da manhã no hostel mesmo, porque estava incluso na nossa diária. O desayuno forrou muito bem nosso estômago: banana, yogurte com aveia, pão, manteiga, geleia, café e suco de laranja.

A vista do café da manhã foi para a imensidão de casas de La Paz (que mais parece a Rocinha organizada, de forma que era bem bonito ver tudo lá do último andar do prédio) e para umas montanhas que tinham o pico todo coberto de neve. Acabamos de tomar o café da manhã e fomos logo pro hall esperar o guia nos buscar às 8:20.

No horário marcado uma moça entrou na recepção e gritou: Elsa, Mayara, Patrícia e Vagner. Assumimos que éramos nós por causa dos nomes da Patrícia e do Vagner, porque se fôssemos só eu e Elisa a gente nunca ia desconfiar (mentira! Ia sim, porque nego sempre me chama de Mayara e eu meio que já respondo! Isso quando não me chamam de Marajana ou Marayana rs). Entramos na van, entregamos nossos bilhetes do passeio pra mulher e estávamos nos acomodando nas nossas poltronas crente crente que já estávamos partindo pro passeio, quando a mulher mandou a gente descer, porque na verdade nossa van era outra! Hahahahaha

Ela disse que aquela van só levava até a metade do caminho, porque iríamos de micro-ônibus pro passeio. Descemos e fomos seguindo ela por umas ruelas até encontrarmos nosso micro-ônibus e quem de fato seria nosso guia. De cara já vimos que o Emiliano e a Marina estavam no mesmo passeio que a gente e depois conhecemos outro casal brasileiro super aventureiro: o André e a Cris.

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Tinha mais um monte de brasileiros no micro-ônibus! Mó galera mesmo! Digamos que 90% das pessoas eram brasileiras. Foi a mó festa, todo mundo contando histórias, trocando dicas e tal até que o nosso guia resolveu abrir a boca. PQP! Ele tinha morrido e ninguém tinha avisado. Até meu avô de 85 anos conseguia ser mais animado que aquele guia (beijo vô!). O guia era muito esquisito (muito mesmo), tinha uma cara de cu e parecia que tava fazendo aquilo obrigado. Ele explicou mais ou menos como seria o passeio, deu algumas informações dos lugares que estávamos indo visitar e sentou. Ele sentou pra cochilar! Ódioooo! Geral ficou meio desanimado, porque é muito importante pegar um guia bom pro passeio valer a pena, mas já não tava sendo nosso caso há alguns dias. Na verdade, paramos de pegar guias bons no Chile! Hahahahahaha Ah! Antes do cochilar ele nos cobrou a taxa local de 30,00 bolivianos do passeio.

Enfim, o guia foi dormir e nós continuamos conversando até que fizemos uma parada pra fotos. Lugar lindo com várias montanhas ao fundo todas com o pico coberto de neve. Lá aproveitamos pra registrar a cabeçada brasileira numa selfie show de bola usando meu pau de selfie! Vou te falar que esse pau de selfie é escroto, mas ajudou pra caraca na viagem! É bom levar um!

Entramos no micro-ônibus de novo e o guia disse que em alguns instantes estaríamos no Chacaltaya (acho que levou mais ou menos 1h30 minutos do ponto de parada pra foto até lá), fizemos um caminho do mal em zigue-zague que eu tava vendo a hora da roda escapar daquele precipício e a gente encerrar nosso mochilão, mortos, ali mesmo. Sério! O caminho tinha exatamente o espaço pra caber o micro-ônibus nem um pentelho a mais e nem um pentelho a menos. Qualquer movimento em falso poderia ser fatal.

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Depois dos momentos de tensão, nego até parou de conversar nessa hora porque acho que tava geral rezando rs, chegamos ao “pé” do Chacaltaya (vocês também acham que esse nome é de algum fantasma fugido daquele filme “Os 13 Fantasmas”... Eu falo Chacaltaya em voz alta e tenho medo até de evocar algum espírito... Só eu tenho essa sensação? Rs) e lá tinha uma casinha onde rolou de ir ao banheiro de graça (\o/). O guia disse que quem quisesse poderia deixar as coisas no micro-ônibus que ninguém mexia (nós já tínhamos lido relatos de que havia furtos em alguns passeios em La Paz, então, nós levamos nossas mochilas de ataque conosco).

Começamos a subir num ritmo bem bom até que esse ritmo chegou a zero depois de 5 minutos subindo numa altitude super elevada (nem tava tãoooo frio, tava bem mais quente que o dia do downhill, se serve de comparação). Cara! Eram 10 passos pra cada 1 minuto de descanso. Tava foda. Faltou ar. O coração acelerou legal. Você ia olhando pra trás e vendo um monte de gente sentada descansando, alguns até desistiram no meio (Pate e Vagner não foram até o topo), mas eu e Elisa seguíamos firmes, fortes e lentas. Depois de uns 30/40 minutos, conseguimos chegar ao topo! Caraaaa eu me senti o Roque Balboa com aquela musiquinha de fundo. Só não dei aqueles pulinhos vitoriosos, porque né? Não dava! Hahahaha

Chegamos lá no topo, tiramos meia dúzia de fotos e o guia manda a seguinte frase: “É hora de descer!” Oiiiii? Tá me zuando né? Levei quase 1 hora pra subir esta merd* e não tem nem 10 minutos que tô aqui em cima e tu quer me mandar descer? Valeu!!!! Senta lá Cláudia!

Eu, Elisa e mais umas 6 pessoas ignoraram o guia e continuamos tirando foto e apreciando a beleza daquele lugar que era surreal de lindo. Aí o guia mala ficou chamando e disse que ia nos contar algumas curiosidades sobre aquele lugar. Ele falou por uns 5 minutos coisas que você, com certeza, pode ler no Wikipedia e mandou a gente descer. Eu tava com um ódio no meu coração que eu vou te contar uma coisa... Nunca mais queria ver a cara desse guia de novo.

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Descemos com muito cuidado pra não escorregar e fazer strike em geral e, finalmente, chegamos em “terra firme”. Todos entraram no micro-ônibus e voltamos em direção à La Paz, mas com sentido ao Valle de la Luna. Algumas pessoas pediram pra descer no meio do caminho porque não iriram para o Valle de la Luna (eu super acho que vale a pena ir). Chegamos lá, o guia mandou geral descer e nessa hora tava começando a chuviscar, mas nada demais.

A gente nem tinha entrado direito no sítio arqueológico e o guia já falou que deveríamos ser rápidos e começou a andar na nossa frente meio que correndo. Olhamos uns pros outros e concordamos de cagar baldes na cabeça dele e curtir a beleza daquele lugar sozinhos, mesmo que não tivéssemos nenhuma explicação sobre o local. Quando o guia se deu conta tava andando completamente sozinho e todo mundo espalhado tirando foto e se divertindo até que ele pediu pra gente chegar perto que ele queria explicar como foi a formação daquele lugar.

Ele repetiu, pelo menos, umas 6 vezes que o Valle de la Luna foi formado pela erosão do vento, água e sol e blá blá blá... Zzzzzzz. Joguem no Wikipedia que vai ser melhor. Geral olhou pra cara dele com cara de “cala boca” e continuamos seguindo nosso tour por conta própria. Foi mil vezes mais divertido. Fizemos várias fotos legais, zuamos muito. Aí cada hora a gente revezava um sendo o guia e essa pessoa ia repetindo sobre o processo de erosão do vento, água e sol. The zueira never ends, não é mesmo?!

Depois de percorrer todo sítio arqueológico, que não é muito extenso e tem os caminhos bem marcados e sinalizados, chegamos na saída e quando entramos no micro-ônibus, quem tava lá sentadinho fazendo merd* nenhuma? O guia! Vontade de socar a cara dele! Durante a volta até La Paz, fomos nos empanturrando de biscoito porque a fome tava nos matando e, geralmente, esse passeio não tem nenhuma parada para almoço ou lanche.

Todos entraram no micro-ônibus e já era hora de voltar pra La Paz. Algumas pessoas pediram pra ficar em frente ao teleférico, outras no meio do caminho e nós seguimos até o final na Plaza San Francisco que era perto do nosso hostel. Chegamos por volta das 16:30 na praça e ainda tínhamos mais uma aventura pra noite daquele dia: ir ver o jogo do São Paulo X The Strongest no estádio de futebol Hernando Siles.

Ah! Eu curti o passeio de Chacaltaya + Valle de la Luna, óbvio que eu gostaria de ter tido um guia mais animado e comprometido com o trabalho, mas quem não tem cão caça com gato, né? E mesmo com um guia de merd* conseguimos nos divertir muito no passeio com pessoas maravilhosas como os brasileiros que conhecemos.

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Antes de voltarmos pro hostel, nós paramos numa galeria onde ficava a Arco Travel pra perguntar quanto era o passeio de Tiwanacu, porque eu e Elisa estávamos pensando em ir no nosso penúltimo dia em La Paz. Aproveitamos pra fazer a despedida do Emiliano e da Marina numa creperia maravilhosa dentro dessa mesma galeria. Todos comeram, mas eu e Elisa tínhamos comido tanto biscoito que acabamos perdendo a fome.

Voltamos pro hostel pra nos arrumar e no caminho trocamos mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 o que nos deu uma bolada de 347,50 bolivianos. O jogo começaria às 21:00, então foi o tempo da gente tomar um banho, se arrumar e ir jantar. Entramos num restaurante cubano sensacional, todo ambientado com coisas de Cuba. Pedimos um hambúrguer gourmet maravilhoso e uma água e pagamos 30,00 bolivianos cada.

Já eram 19:45 quando pagamos e fomos em direção à Plaza San Francisco pra tentar pegar um táxi até o estádio (detalhe importante: não tínhamos os ingressos ainda hahahaha). Nenhum táxi parava ou os que paravam não queriam levar a gente lá. Decidimos perguntar se dava pra ir andando e uns meninos disseram que dava uns 15 minutos a pé. Pernas pra que te quero... Fomos andando e perguntando em cada esquina pra não errar o caminho, eis que chegamos na avenida principal do estádio que estava fechada e só era possível acessá-la a pé.

No caminho, vários cambistas interceptaram a gente, mas decidimos que iríamos tentar comprar na bilheteria primeiro e se estivesse esgotado por lá, iríamos em algum cambista. A galera nem disfarçava não. Gritavam pra todo mundo ouvir que estavam vendendo os ingressos pro jogo. Os cambistas estavam vendendo a 85,00 bolivianos pra qualquer um dos lados.

Chegamos à bilheteria e ainda estavam vendendo ingresso por lá. Escolhemos ficar na torcida do The Strongest e pagamos 80,00 bolivianos e já fomos subindo correndo porque o jogo estava prestes a começar. Eis que nos deparamos com a arquibancada lotada e não tinha espaço pra gente, ficamos indo e vindo de um lado pro outro tentando achar lugar pra nós quatro.

Pedimos aos guardas pra nos ajudarem, porque já tava começando o jogo e a gente tava em pé e nego tava xingando a gente. Até que uma rapaziada muito gente fina gritou: Quatro? Olhamos pra eles e eles apontaram pros lugares. Uhulll! Subimos e fomos pedindo licença porque é muito apertado o corredor entre as cadeiras. Agradecemos muito aos caras e já estávamos prontos pra assistir o jogo quando percebemos que todos estavam olhando pra gente. Deu um certo desconforto aí um cara perguntou se a gente torcia pro The Strongest e a gente respondeu: claroooo! Vai The Strongest! Hahahahahaha

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Pior que estávamos mesmo torcendo pro The Strongest e depois que todos entenderam que éramos da mesma torcida foi irado. A gente tava se sentindo em casa. Eu gritava em espanhol as mesmas coisas que os caras gritavam: Tranquilo! Tarja roja! Carajo! Entre outras expressões normais do futebol... Foi bem engraçado e a experiência foi bem divertida, tirando o fato de que o jogo empatou e o The Strongest foi desclassificado e tava geral puto!

Vimos o último lance já perto da escada e assim que vimos que jogo empatou, descemos as escadas correndo e fomos logo tratando de sair da confusão. Demos uma corridinha básica pra ficar mais emocionante, porque a gente não sabia como o povo boliviano lidava com a desclassificação e se fosse como as torcidas organizadas do Rio ia dar merd* e a gente não queria estar lá pra ver.

Depois de sair da muvuca, fomos andando pro hostel (a volta sempre é mais rápida que a ida, né?), passamos por vários bêbados na rua e chegamos em “casa” perto da meia-noite. Tomamos um banho quentinho e fomos dormir, porque o dia seguinte seria o último dia de mochilão da Pate e do Vagner e ainda tínhamos muitas coisas pra ver por La Paz, propriamente dita.

SALDO DO DIA:
- 30,00 bolivianos – Taxa local do Chacaltaya
- 30,00 bolivianos – Jantar
- 80,00 bolivianos – Ingresso para o jogo do São Paulo X The Strongest

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 140,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.23) City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!
#1255830 por Ana Carolina Botelho
08 Fev 2017, 11:47
Maaaary! Ja te perturbei algumas vezes pelo blog e por e-mail kkkkk e estou eu aqui de novo com uma dúvida meio boba ::putz::
Quando você ia de um país pro outro, quando sobrava moeda local do país anterior, você trocava junto com dólar? Ex: saindo de San Pedro de Atacama, sobrou 10.000 pesos. Você trocava por dólar de novo em San Pedro, ou esperava e trocava direto por Soles em Arequipa? ::mmm:

Obrigada pela atenção de sempre! ::love::
#1256036 por João Andrade
09 Fev 2017, 09:48
Maryana Teles escreveu:CAP.19: Explorando da Isla del Sol com sol!

Como a gente já tinha lido sobre a Isla del Sol no relato do Rodrigo, nós resolvemos procurar a tal “praia” que ele mencionou no relato dele. Bom, pra achar a praia é bem simples: Você está olhando para a Pedra Sagrada, certo? Agora se vira em direção ao mar (onde anteriormente estavam suas costas... PQP! Sou muito ruim pra explicar), segue em direção a essas ruínas e dá meia volta para direita, segue mais um pouco e olha pro seu lado esquerdo e você vai ver literalmente uma praia com um píer extenso. Ficou muito ruim a explicação, né? Mas não tem erro não, só vocês procurarem uma praia pra lado esquerdo da ilha partindo da Pedra Sagrada. Dá pra ver do El Labirinto.


Oi Maryana!

Estou acompanhando seu relato, e tá ficando muito bom! Tá me norteando bastante para a viagem que pretendo fazer..
Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

Abs.
#1256083 por marcioomoraiss
09 Fev 2017, 12:57
João Andrade escreveu:Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

Abs.


Relato do Rodrigo.
Have Fun...rs

http://www.mochileiros.com/bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html
#1256084 por João Andrade
09 Fev 2017, 12:59
marcioomoraiss escreveu:
João Andrade escreveu:Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

Abs.


Relato do Rodrigo.
Have Fun...rs

http://www.mochileiros.com/bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html


valeu!!!
#1256314 por Maryana Teles
10 Fev 2017, 10:20
Ana Carolina Botelho escreveu:Maaaary! Ja te perturbei algumas vezes pelo blog e por e-mail kkkkk e estou eu aqui de novo com uma dúvida meio boba ::putz::
Quando você ia de um país pro outro, quando sobrava moeda local do país anterior, você trocava junto com dólar? Ex: saindo de San Pedro de Atacama, sobrou 10.000 pesos. Você trocava por dólar de novo em San Pedro, ou esperava e trocava direto por Soles em Arequipa? ::mmm:

Obrigada pela atenção de sempre! ::love::


Oi Carol,

A dúvida não é boba não! Achei super válida! ::otemo::

Fizemos isso uma vez saindo do Chile e chegando no Peru, mas você pode trocar sempre da forma que quiser. Eu geralmente gosto de ter alguma moedas sobrando pra minha coleção.

Geralmente calculávamos um valor quase exato pra não sobra moedas. Sobrava bem pouco e não compensava trocar por outra moeda, aí ficava como lembrança mesmo.

Só cuidado pra não se confundir na cotação. É uma loucura! Baixa o aplicativo de celular (XE CURRENCY). Você atualiza ele na internet, mas depois ele funciona normalmente sem internet. Tente atualizá-lo toda vez que tiver internet pra ter as cotações sempre atualizadas.

Bjs

Mary
#1256315 por Maryana Teles
10 Fev 2017, 10:21
João Andrade escreveu:
Maryana Teles escreveu:CAP.19: Explorando da Isla del Sol com sol!

Como a gente já tinha lido sobre a Isla del Sol no relato do Rodrigo, nós resolvemos procurar a tal “praia” que ele mencionou no relato dele. Bom, pra achar a praia é bem simples: Você está olhando para a Pedra Sagrada, certo? Agora se vira em direção ao mar (onde anteriormente estavam suas costas... PQP! Sou muito ruim pra explicar), segue em direção a essas ruínas e dá meia volta para direita, segue mais um pouco e olha pro seu lado esquerdo e você vai ver literalmente uma praia com um píer extenso. Ficou muito ruim a explicação, né? Mas não tem erro não, só vocês procurarem uma praia pra lado esquerdo da ilha partindo da Pedra Sagrada. Dá pra ver do El Labirinto.


Oi Maryana!

Estou acompanhando seu relato, e tá ficando muito bom! Tá me norteando bastante para a viagem que pretendo fazer..
Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

Abs.


Brigadinha João!!!

Segue o relato do meu parceiro Rodrigo!

bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html

Bjs

Mary
#1256319 por Maryana Teles
10 Fev 2017, 10:32
CAP.23: Walking tour guiado em Laz Paz

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22/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Feel]
(https://www.youtube.com/watch?v=iy4mXZN1Zzk)

Acordamos um pouco mais tarde do que o habitual e fomos nos arrumar e tomar café da manhã. Vagner a Patrícia arrumaram os mochilões deles, porque fariam o check-out antes da gente sair pra explorar La Paz.

Pegamos um mapa na recepção e marcamos junto com o moço que estava lá os principais locais que deveríamos conhecer. Vagner e Pate fizeram o check-out e deixaram os mochilões na sala de bagagens e o moço perguntou se eu e Elisa ficaríamos no mesmo quarto e dissemos que sim (aqui demos um vacilo, porque poderíamos ter mudado de quarto, mas a gente achou que não iriam colocar ninguém conosco... Doce ilusão hahahahah).

Fomos andando seguindo o mapa e chegamos a pé à Plaza Murillo, sem qualquer tipo de problema. Fizemos algumas paradas pra ver botas e roupas de frio que, por sinal, são muito baratas e vale muito a pena. Na Plaza Murillo ficam os prédios importantes do governo como o Palacio Quemado (sede do governo boliviano), a sede do Congresso da Bolívia e um relógio muito famoso por marcar a hora ao contrário.

Explicação do Wikipedia: “O prédio com relógio na fachada do Legislativo boliviano (presente na praça), passou a ter a numeração ao contrário além dos ponteiros, para girarem no sentido anti-horário (desde junho de 2014) como forma de conscientizar a população de que a Bolívia é uma nação do Sul e não do Norte.”

Nós tiramos fotos com os guardinhas do Congresso e com os milhares de pombos da praça. Nesse momento tava tendo uma apresentação escolar sobre o dia do meio ambiente! As crianças estavam todas fantasiadas de animais, vegetais e plantas. Tudo tão bonitinho!

Depois da Plaza Murillo, decidimos ir ao Mirador Killi Killi. Pegamos um táxi na rua paralela à Plaza e pedimos pro taxista nos esperar lá no mirante porque não demoraríamos nem 5 minutos. Entramos no táxi já fechando o valor total da corrida por 30,00 bolivianos (7,50 pra cada) que incluía: Mirador Killi Killi, espera de 5 minutos lá e ida ao Teleférico da linha amarela.

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Paramos no mirante e a vista era incrível. De fato era a Rocinha boliviana. Parecia um mar de casas tudo uma em cima da outra, mas, de certa forma, organizadas. Foi bem legal ver o contraste de todos os lugares que estivemos ao longo daqueles dias e a Bolívia se mostrava uma surpresa um tanto quanto positiva, pois no início do planejamento da viagem, achamos que seria bem perigoso andar em La Paz e não poderia ter sido mais tranquilo! Óbvio que sempre estávamos atentos, mas confesso que me senti mais segura andando pelas ruas de La Paz que pelas ruas do Rio.

Tiramos algumas fotos e voltamos pro táxi rumo ao teleférico da linha amarela (que a maioria das pessoas dizem ser o mais extenso e o mais bonito). Pagamos 6,00 bolivianos pelos tickets de ida e volta, sentamos no teleférico e fomos contemplando a beleza daquele lugar. Olhávamos tudo bem impressionados com a modernidade de algumas coisas em contraste com o atraso de outras e ficamos chocados (no bom sentido) com a tecnologia daquele teleférico que era movido em partes por energia solar.

O passeio foi super agradável e decidimos almoçar lá por cima mesmo (pior erro que cometemos). A Pate achou um restaurante pé sujo perto do teleférico e fomos lá conferir. Pagamos 10,00 bolivianos por uma sopa estranha e um prato principal nojento: arroz papado com pedaços não identificados de frango e uma banana sinistra. Demos umas bicadas pra tentar forrar o estômago, mas foi meio que inútil porque eu continuei morrendo de fome, mas nem deu pra comer em outro lugar porque nosso tempo tava bem apertado.

Pagamos 12,00 bolivianos num sorvete (que parecia ser dos deuses pela foto) pra tentar tapar o buraco que o almoço não tapou. Como eu já devia imaginar (porque sou formada em publicidade) caímos direitinho no conto da propaganda e o sorvete nem era lá essas coisas e nos custou mais caro que o almoço. Tivemos que comer tudo rapidinho antes de entrar no teleférico, porque é proibido comer lá dentro.

Chegando lá embaixo, pegamos uma van por 2,00 bolivianos pra irmos até a Plaza San Pedro que era onde eu e Elisa iríamos encontrar a galera da Red Cap pra fazer um tour guiado andando pelas ruas de La Paz por 20,00 bolivianos. Há alguns anos atrás esse tour era gratuito como aqueles “Free Walking Tours” que vemos na Europa, mas as agências de turismo começaram a implicar e eles começaram a cobrar um valor simbólico de 20,00 bolivianos por pessoa.

Vagner e Pate só tinham mais aquela tarde e decidiram trocar o city tour pelas compras na Calle de la bruxas. Eu e Elisa queríamos muito fazer o tour guiado, então, combinamos com eles de nos encontrarmos às 18:00 pra jantarmos juntos e nos despedirmos.

O city tour é em inglês e dura 2h30 minutos e é muito legal e animado. São duas pessoas bem jovens que interagem com você o tempo todo e te contam várias curiosidades e histórias sobre a cidade. É possível fazer o city tour todos os dias às 11h ou às 14h na Plaza San Pedro. É só chegar e procurar a galera com boné vermelho e/ou casaco vermelho da Red Cap. NÃO PRECISA RESERVAR, é só chegar e se juntar ao grupo (o pagamento é feito no final do tour).

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Chegamos na Plaza San Pedro por volta das 13:30 e já avistamos uma menina com um boné vermelho e fomos lá perguntar pra ela que horas começaria. Ela disse que às 14:00 em ponto iniciaria o tour. Eu e Elisa ficamos sentadas esperando até que do nada chegou mó grupão de gringos e os dois guias começaram a se apresentar.

Nós pegamos o Cris e a Daniela como guias, dois jovens muito animados e que conheciam muito das histórias e peculiaridades de La Paz. Não vou contar as curiosidades aqui, porque vale muito a pena vivenciar esse passeio ao vivo. Nossa! Depois de vários dias pegando guias ruins, sem comprometimento, chatos e desanimados, a gente finalmente teve a bela surpresa de ter esses dois jovens como guias.

Basicamente os lugares que passamos foram: Plaza San Pedro, Mercado Rodriguez, Calle de las Bruxas (essa parada teve muitas histórias e curiosidades incríveis), Plaza San Francisco, Mercado Lanza (fizemos uma pausa para provarmos vitaminas – eu e Elisa dividimos uma e pagamos 4,00 bolivianos cada - e saladas de fruta), Plaza Murillo e a última parada foi no restaurante Sol e Lua onde tomamos, de graça, um licor boliviano típico. Eu e Elisa ainda demos 5,00 bolivianos cada de gorjeta para a Dani e o Cris.

SÉRIO! Valeu muito a pena fazer esse tour guiado pela Red Cap. O valor foi tão pequeno se comparado ao tanto que nos divertimos e ouvimos coisas interessantes sobre La Paz. Se você tiver 2h30min sobrando no seu roteiro de La Paz, definitivamente inclua o tour guiado pela Red Cap (não estou sendo paga pra fazer jabá não. Eu realmente curti demais o walking tour e acho que agregou muito à experiência desse mochilão.) ::otemo::

Depois de ficarmos encantadas com o tour e olhar La Paz com outros olhos, encontramos o Vagner e a Pate no hostel arrumando as últimas coisas no mochilão deles para, enfim, voltarem ao Brasil. Nós fomos até a creperia e depois de comermos um crepe sensacional (30,00 bolivianos), nos despedimos com muita dor no coração dos nossos parceiros de viagem, que hoje são nossos grandes amigos e nos falamos quase todos os dias no grupo do Whatsapp. ::love::

Eu e Elisa ficamos mais um pouco na creperia e depois decidimos ir comprar nosso passeio na Arco Travel pro Tiwanacu pro dia seguinte. Choramos desconto, mas não deu porque só fechamos um passeio. A moça disse que se tivéssemos fechado o downhill ou o Chacaltaya seria possível dar um bom desconto. Saco! #bateuremorso

Pagamos 180,00 bolivianos (ônibus, guia, entrada e almoço incluídos) e depois dessa facada básica (eu não tava muito animada pra esse passeio não, mas Elisa tava super animada, então decidimos ir), fomos até a Plaza San Francisco pra visitar a igreja por dentro – que é linda por sinal - e eu aproveitei pra comprar meus postais (12,00 bolivianos em vários) nas lojinhas ao lado. Como nosso estoque de biscoitos estava acabando, eu e Elisa fomos novamente ao Mercado Lanza pra comprar mais mantimentos pro passeio do dia seguinte. Dividimos um biscoito por 4,50 bolivianos cada.

Antes de voltarmos ao hostel, passamos na casa de câmbio pra trocar mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 (347,50 bolivianos). Chegando no quarto tivemos uma surpresinha. A galera da recepção colocou no nosso quarto de quatro pessoas, dois meninos. Eu não vi muito problema, porque já dormi em quarto de oito pessoas em Berlim onde 7 eram homens e só tinha eu de mulher. Mas, a Elisa estava muito incomodada com a possibilidade dos meninos poderem fazer alguma coisa com a gente enquanto dormíamos. Ela disse era melhor a gente dormir no quarto de 20 pessoas. Elisa tava tão incomodada que começou a me dar paranoia de leve olha que eu tava super de boa com a situação.

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Enfim, perguntamos na recepção se seria possível trocar de quarto e eles disseram que não, que só seria possível trocar no dia seguinte depois do check-out porque iriam sair 4 pessoas do quarto de 20. Pedimos pra realocarem a gente no dia seguinte então. Eu subi, tomei banho, coloquei meu tapa olho e meu tapa ouvido e dormi que nem uma princesa. Já a Elisa disse que não conseguiu pregar os olhos a noite toda com medo de alguma coisa acontecer.

Amanhã seria nosso penúltimo dia em La Paz, na verdade o último, porque na madrugada seguinte iríamos embarcar no avião para Santa Cruz de la Sierra às 7:00 da manhã.

SALDO DO DIA:

- 7,50 bolivianos – Táxi até o Mirador de Killi Killi + Teleférico linha amarela
- 6,00 bolivianos – Ticket do teleférico linha amarela (ida e volta)
- 10,00 bolivianos – Almoço
- 12,00 bolivianos – Sorvete
- 2,00 bolivianos – Van do teleférico até a Plaza San Pedro
- 20,00 bolivianos – City Tour (Red Cap)
- 5,00 bolivianos – Gorjeta do City Tour
- 0,50 bolivianos – Banheiro
- 4,00 bolivianos – Vitamina
- 30,00 bolivianos - Crepe
- 180,00 bolivianos – Passeio de Tiwanacu
- 12,00 bolivianos – Postais
- 4,50 bolivianos – Biscoitos

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 293,50 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.24) O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no Instagram @vidamochileira (por favor) que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!
#1256483 por oliveira_ariii
10 Fev 2017, 20:40
Mary, eu gostaria de ir e voltar no mesmo dia da Isla del Sol.
Sei que os barcos saem por volta das 8 horas de Copacabana. E você cita em seu relato que o guia faz um tour de 45 min na Ilha com o grupo.
Para quem vai voltar, o passeio acaba aí? Ou existe mais um tempo para os turistas curtirem o lugar. Porque eu gostaria de ir a "praia".
#1257605 por Maryana Teles
15 Fev 2017, 17:09
oliveira_ariii escreveu:Mary, eu gostaria de ir e voltar no mesmo dia da Isla del Sol.
Sei que os barcos saem por volta das 8 horas de Copacabana. E você cita em seu relato que o guia faz um tour de 45 min na Ilha com o grupo.
Para quem vai voltar, o passeio acaba aí? Ou existe mais um tempo para os turistas curtirem o lugar. Porque eu gostaria de ir a "praia".


Oiiii!

Então, depois que acaba o tour guiado é cada um por si!

Você precisa ter em mente que se for à "praia" vai ter que fazer a trajetória até o lado sul muito rápido pra não perder o barco que sai às 15:30!

A não ser que você não queira atravessar a ilha aí fica por ali mesmo na parte norte e volta no barco das 13:30.

Saídas dos barcos:
Isla del Sol x Copacabana: 10h30 e 15h30 (saindo do lado sul) e 13h30 (saindo do lado norte).

Mas, assim que o guia encerra o tour é cada um por si e cada um faz o que quiser no ritmo que quiser!

Então, depende de você e do seu condicionamento físico ::otemo::

Espero ter ajudado!

bjs

Mary
#1257610 por Maryana Teles
15 Fev 2017, 17:19
CAP.24: Passeio em Tiwanaku e tatuagem na Bolívia

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Tiwanaku (9).JPG (3.64 MiB) Exibido 96 vezes


23/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Treasure]
(https://www.youtube.com/watch?v=nPvuNsRccVw)

A noite foi bem tranquila pra mim. Dormi que nem uma princesa, apesar da Elisa ter dito que não conseguiu dormir direito por causa dos meninos no nosso quarto. Acordamos às 7:00 e nos arrumamos, porque a van estava marcada pra nos pegar às 8:20 no hostel. Como nós iríamos trocar de quarto naquela noite pra um quarto de 20 pessoas, deveríamos fazer o check-out do quarto que estávamos, guardar os mochilões na sala de bagagem e fazer check-in no novo quarto quando voltássemos do passeio.

Tudo certo. Café da manhã tomado, mochilões guardados e nós estávamos prontinhas só aguardando o guia nos chamar na recepção do hostel quando ouvimos de uma voz conhecida: Elsa e Mayara. A princípio a gente não quis acreditar no que estava acontecendo, mas pro nosso azar o guia do passeio do Tiwanaku era o mesmo do passeio do Chacaltaya. PQP!

Eu já não tava muito animada pra aquele passeio, porque não sou muito fã de museus e coisas históricas (curto mais paisagens), mas como Elisa tava super animada decidi fazer o passeio com ela, até porque ela ficou me mostrando várias fotos do sítio arqueológico de Tiwanaku e parecia até ser interessante. Mas, no momento em que vi o guia preguiçoso do Chacaltaya, todo meu sopro de animação foi por água abaixo.

Eu e Elisa já ficamos desanimadas e o passeio nem tinha começado. Nós ainda tentamos ser positivas e pensar que talvez ele estivesse num mau dia ontem, que talvez hoje ele fosse dar um show de explicações, mas não foi bem assim que aconteceu. Rs

Entramos no ônibus e ele foi dando algumas informações sobre o passeio. Como o almoço estava incluso no pacote, nós deveríamos escolher um dos pratos que ele nos apresentou, porque ele iria mandar a relação pro restaurante e assim que chegássemos lá a nossa comida já estaria pronta.

Ele deu o recado dele, passou de cadeira em cadeira fazendo a relação da comida de cada um, sentou na cadeirinha dele e COCHILOU! Caracaaa que vontade de levantar e gritar no ouvido dele: ACORDAAAAA! Pode até não ter nada pra dizer, mas eu acho uma falta de respeito você pagar um guia e ele dormir. Eu hein!

Eu e Elisa fomos olhando a paisagem, cochilamos um pouco, ouvimos música e depois de 2 horas, finalmente, chegamos ao sítio arqueológico de Tiwanaku. Ele pediu pra gente descer do ônibus e esperar ele em frente ao museu. Levamos nossas mochilas de ataque com a gente e ficamos lá esperando o guia que tinha ido estacionar o ônibus com motorista, não sei por quê.

O guia chegou e entramos no museu (nossa entrada estava inclusa no pacote, mas pra quem paga a parte, a entrada custa 80,00 bolivianos). Essa parte foi bem chata, apesar dos artefatos serem interessantes, mas o guia não ajudava nenhum pouco com a falta de animação dele pra contar as histórias e as curiosidades do local.

Saímos do museu e fomos em direção às ruínas de Tiwanaku, uma parte ao ar livre, com portais, pedras, calendários naturais e “estátuas” de pedra – tudo original. O guia deu uma explicação meio que superficial e seguimos todo sítio arqueológico dessa forma.

Voltamos e fomos num segundo museu ainda dentro das imediações de Tiwanaku e nesse tinha um “totem” gigante de pedra com mais de 50 metros de altura. Nessa parte o guia não falou nem 5 minutos e dos deu um tempinho pra explorar o local. Caraaaaa! A gente nem conseguiu ver tudo e o maluco já mandou a gente voltar pro ônibus. Como ele não explicou nada direito, a gente tava lendo nos murais sobre a história do totem gigante, que parecia ser bem interessante.

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De lá seguimos mais 20 minutos até o restaurante onde seria servido o nosso almoço. Sentamos e a comida tava bem farta. De entrada tivemos uma sopa maravilhosa e eu comi uma truta sensacional de prato principal e a Elisa comeu carne de Alpaca. Tinha ainda uma mesa com batata frita, salada, arroz e macarrão pra gente se servir a vontade. Após a comida, veio a sobremesa que foi banana com yougurte de mamão, que tava muito bom.

Todo mundo de estômago cheio e enquanto esperávamos o motorista do ônibus, eu e Elisa compramos alguns artesanatos de lembranças pra família (paguei 5,00 bolivianos num artesanato feito em pedra). Seguimos viagem pra um último sítio arqueológico fora de Tiwanaku, onde ficamos uns 15 minutinhos e voltamos pra La Paz.

Sobre o passeio: Se você curte museus e coisas históricas, talvez, valha a pena visitar Tiwanaku, mas só se for com um guia muito bom, porque se não, vai sentir que jogou seu dinheiro no lixo.

Chegamos em La Paz por volta das 16:30 e fomos direto às compras, pois os comércios costumam fechar por volta das 18h/19h. Na rua Ságarnaga tem várias lojinhas de artesanatos, galerias e agências de turismo e foi ali mesmo que começamos nossas compras.

Eu comprei vários estojos, necessaires, chaveiros, luva de forno pra minha casa nova e tocas de frio por 90,50 bolivianos tudo. Subimos mais um pouco e eu comprei um abridor de garrafa pro meu pai com formato de lhama por 10,00 bolivianos. Mais a frente, comprei três pulseirinhas daquelas bem coloridas de linha por 9,00 bolivianos tudo.

Como a gente ainda ia fazer uma tatuagem, passamos na casa de câmbio pra trocar mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 (347,50 bolivianos). Já eram quase 18:30 quando corremos pro estúdio pra fazermos nossas tatuagens antes deles fecharem. Fizemos um coração pequeno na parte de trás do braço logo acima do cotovelo. A ideia era representar a amizade e a viagem que foi sensacional e vai ficar pra sempre guardada na memória.

Algumas pessoas me perguntam: É seguro fazer tatuagem na Bolívia? Vou dizer que achei tudo bem limpinho e organizado, mas é sempre bom conferir se todos os materiais são descartáveis e, óbvio, se seu decalque tá certinho antes de fazer a tattoo. O meu decalque ficou torto e adivinhem?! Meu coração ficou tortinho, mas o da Elisa ficou perfeito. Então, foi coisa de azar mesmo! Hahahahahaha Não vi qualquer problema em fazer a tatuagem na Bolívia. Inclusive o Victor, o menino que perdeu o mochilão lá em Sucre, também fez uma tattoo na Bolívia e ficou iradíssima.

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Fizemos a nossa tatuagem na galeria Dorian, nº 31 que fica na rua Ságarnaga y Murillo. O nosso tatuador foi o Tulul del Villar (nome no Facebook também) e o whatsapp dele é +591 60600685. Pagamos 110,00 bolivianos cada uma com um mega desconto depois da gente ter infernizado a vida do tatuador, mandando milhares de mensagens no whatsapp pedindo desconto. Se não me engano o preço inicial era 200,00, depois caiu pra 150,00 porque dissemos que seria um coração pequeno e depois de chorar muito fechamos em 110,00 bolivianos mesmo.

Uma coisa muito engraçada que aconteceu enquanto esperávamos o nosso tatuador esterilizar o local foi que tinha um menino fazendo uma tatuagem no braço com outro tatuador e ele tava fazendo uma cara de dor. Eu perguntei se tava doendo muito e ele disse que não. Aí, a lokaaaa resolve perguntar se a tatuagem era pra namorada dele. O garoto arregalou o olho e a Elisa me deu uma cutucada na hora e disse: tá escrito Elvis sua idiota! Hhahahahahahahaha caraaaaaa queria abrir um buraco no chão pra enfiar minha cabeça de tanta vergonha. Como eu tava sem óculos e não enxergo quase nada de longe eu li Elis. O menino ficou todo sem graça e eu mais ainda, então, achamos melhor encerrarmos nossa conversa por ali quando o silêncio reinou no ambiente por longos 2 minutos, até a Elisa sentar e começar a fazer a tattoo dela. Hahahahahahaha

Saímos do estúdio e fomos fazer mais compras pela Calle de las Bruxas e depois seguimos direto pra uma rua que fica atrás do Mercado Lanza (seguindo direto essa rua você dá na Plaza Murillo). Lá tem várias lojas de sapatos e roupas de frio e tava tendo uma feirinha no meio da rua com várias muambas legais.

Eu comprei uma bota linda e super quentinha de couro sintético por 100,00 bolivianos. Depois eu e Elisa fomos na farmácia comprar a pomada que o tatuador recomendou e dividimos um tubinho pras duas (6,90 bolivianos pra cada). Passamos no Mercado Lanza e compramos uma vitamina pra nós duas (4,00 bolivianos pra cada) e depois fomos pro hostel. Antes de subir, compramos uns grãos e uns biscoitos tradicionais da Bolívia, como um biscoito salgado de banana muito bom (3,00 bolivianos 100gr).

Subimos pro hostel pra fazer o check-in no novo quarto de 20 pessoas e já pagamos todas as diárias (245,00 bolivianos), já que no dia seguinte sairíamos muito cedo pra ir pro aeroporto. Entramos no quarto e ficamos chocadas com a bagunça que era aquilo lá. Sem sacanagem nenhuma, eu nunca vi um quarto compartilhado tão bagunçado e nojento como aquele. Tinha meia suja pra tudo quanto é lado, mala aberta no meio do caminho, comida jogada na cama...

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Das 20 pessoas que habitavam aquele quarto, 18 eram israelenses e pareciam se conhecer, porque ficavam gritando e pulando e mandando rádio uns pros outros. Acho que pelo fato deles se conhecerem, eles assumiram que o quarto era só deles e cagaram no fato de terem duas brasileiras perdidas no meio daquela bagunça e sujeira. Graças a Deus só dormimos lá uma noite!

Deixamos os mochilões no quarto (dentro do locker) e fomos jantar num restaurante de massas que vimos perto do hostel. Pagamos 45,00 bolivianos cada uma num prato de nhoque que tava bem mais ou menos e voltamos pro hostel pra tentar deixar tudo arrumado e engatilhado pro dia seguinte, porque acordaríamos às 4:00 pra pegar o táxi pré-agendado para às 5:00.

Tomamos banho, arrumamos tudo, separamos nossas roupas pro dia seguinte e eu coloquei meu tapa olho e tapa ouvido (isso me ajudou demais durante toda viagem, porque eu não ouvi roncos, batidas de portas, gritos ou deixei de dormir por causa de luzes acesas no meio da noite).

Amanhã nesse mesmo horário já estaríamos no Brasil dormindo nas nossas caminhas e tomando banho nos nossos banheiros! \o/

SALDO DO DIA:
- 5,00 bolivianos – Artesanato do Tiwanaku
- 90,50 bolivianos – Lembrancinhas pra família e amigos
- 9,00 bolivianos – Pulseirinhas de linhas coloridas
- 10,00 bolivianos – Abridor de garrafa
- 110,00 bolivianos – Tatuagem
- 100,00 bolivianos – Bota de couro sintético
- 6,90 bolivianos – Pomada pra cicatrização da tatuagem
- 4,00 bolivianos – Vitamina
-3,00 bolivianos – Biscoito salgado de banana
- 245,00 bolivianos – 5 Diárias no Hostel Muzungu
- 45,00 bolivianos - Jantar

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 628,40 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.25) A volta interminável para o Brasil

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