Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#725703 por Kássio Massa
09 Jun 2012, 04:28
Mais fotos da trip: http://rotamassa.blogspot.com.br/2012/0 ... -mogi.html

A última semana de Fevereiro chegava, e em grande estilo, pois a trip da vez envolveria solo novo, pelo qual eu ainda não havia me embrenhado.

A região da Serra do Mar entre Mogi das Cruzes, rasgada pela rodovia que liga as duas cidades, a BR-98, ou mesmo conhecida como "Mogi-Bertioga", reguarda paisagens ainda pouco conhecidas, tanto devido à sua pouca fama, quanto pelo próprio difícil acesso ao qual estão sujeitas. O ilustre protagonista deste pedaço serrano, o Rio Itapanhau, tem como tributários outros importantes cursos d'água, tais como o Guacá e o Sertãozinho, sendo este último, dono de um recôndito de rara beleza, o qual escolhemos para esta empreitada: a Cachoeira da Pedra Furada, uma formação rochosa que permite que a água do rio despenque por debaixo de si, diferente de outras cachoeiras convencionais, onde a água flui por cima da rocha.

Contrariando outros percursos possíveis nesta região, a Cachoeira da Pedra Furada é de relativo fácil acesso, bastando apenas uma breve caminhada de cerca de 3km em asfalto, seguida de caminhada em trilha semi-aberta com algumas poucas bifurcações que exigem nada mais que um certo senso de direção.

Pois bem, marcamos a trip quase que de última hora, e mesmo assim, conseguimos um bom pessoal. Nos encontramos na Estação Brás, por volta das 7h30, ainda com parte do pessoal pendente. O Marcelo, da trip ao Morro do Careca, o qual havia convidado alguns dias antes, parecia um tanto perdido, por não conhecer ninguém dali além de mim. Pouco depois, a Renata chega, completando a trupe, uma vez que o Gabriel Medina havia perdido a hora e portanto não poderia comparecer a tempo.

Sendo assim, embarcamos no primeiro trem que havia estacionado na plataforma, que tinha como destino a estação Guaianazes. A viagem, que durou cerca de 30min, ainda não estava completa, uma vez que nosso destino final era a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes. Para isto, ainda seria preciso embarcar em um novo trem com destino a esta estação. Mais 1h de viagem...

Finalmente, por volta das 9h, chegávamos ao terminal Estudantes, onde colocávamos nossos assuntos em dia, enquanto nosso ônibus, o "Estrada Manoel Ferreira", com destino ao posto "Balança" do km 77 da Rod. Mogi-Bertioga, não chegava. Após 40min de espera, embarcamos, enfim, rumo ao nosso ponto de partida para a pernada. Às 10h30, demos início oficial à caminhada pelo asfalto.

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Daqui, ainda nos restavam cerca de 3km, até o km 80, de onde sai a trilha. Este trecho da caminhada, pela rodovia, requer atenção, pois os veículos passam em alta velocidade e a pista realiza curvas sinuosas em função do difícil relevo local. Após cerca de 2,5km, um tótem nos informa que estamos entrando no perímetro do Parque Estadual da Serra do Mar, e consequentemente, que estamos próximos do início da trilha.

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Por fim, atingimos a entrada da trilha às 11h10. Esta trilha pode ser dividida em 2 partes bem marcantes, sendo a primeira em brejo e mata alta, mas não fechada, e a segunda definida por vegetação típica de Mata Atlântica, fechada e densa. A trilha é bem definida, devido à procura do pessoal por este atrativo que é a Pedra Furada. A Lu já havia realizado esta trilha algumas vezes, portanto, tratou de orientar o grupo quanto as três bifurcações presentes no percurso, de menos de 2km. A primeira bifurcação surge ainda antes da mata fechar de vez. Nesta, o caminho a ser seguido é o da direita. A segunda bifurcação, na qual também tomamos o caminho da direita, aparece já em mata densa, sendo que apenas na última das bifurcações, seguimos pela esquerda, que evidentemente, inclina-se para o fundo do vale, o que sugere que este vai de encontro ao nosso rio.

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Dito e feito, após menos de 1h em trilha, atingimos a montante da Pedra Furada, um enorme piscinão represado pela rocha que dá nome à cachoeira, onde é possível nadar e mergulhar de uma margem para outra, passeando pelos "bancos de pedra" existentes ali. A Cachoeira da Pedra Furada encontra-se logo à nossa direita, sendo necessário para acessar sua base, a jusante, desescalar seu paredão esquerdo. A tarefa é facilitada e agilizada por uma corda previamente presa no local.

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Ao finalmente nos instalarmos num dos poucos lugares livres daquele "clube natural", neste dia, extremamente muvucado, pudemos finalmente contemplar aquele belo cenário, enfeitado por um grupo de jovens que praticavam rapel na cachoeira. Após alguns mergulhos e fotos, eu e o Marcelo resolvemos dar uma pequena explorada num setor pouco mais adiante dali, onde o rio passa a se afunilar em canyons mais vertiginosos. Bem, este trecho ficaria para uma próxima ocasião.

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Pouco tempo depois, retornamos à montante, e ali ficamos. Conhecemos um pessoal que também aproveitava seu fim de semana "a la natureba", da melhor forma, e com eles trocamos ideias e infos sobre possíveis roteiros a realizarmos. Tratam-se dos amigos James Vincent e seu irmão Jonathan, do Leonardo Limeira e do Raphael Yamamoto. Por fim, estes se juntaram à trupe, que desta vez, retornaria a São Paulo bem mais volumosa!

Às 16h30, demos início ao retorno pela trilha, em um ritmo mais vagaroso, devido ao grande número de pessoas no grupo. O pessoal que ia mais à frente se equivocou em uma das bifurcações, mas logo se acertou e prosseguiu pelo caminho correto. às 17h20, chegávamos à beira da estrada novamente, onde paramos para tomar fôlego e encarar o longo e arriscado trecho de asfalto, até o posto Balança, no km 77.

Aos poucos, o pessoal foi chegando ao posto,m já bem enturmado, pois não faltaram assuntos ao longo da caminhada de cerca de 3km. Aqui, alguns se sentavam para descanar, enquanto outros petiscavam seus lanches. O coletivo chegou após cerca de 1h de espera, quase vazio, e aparentemente "adiantado". Partiu tranquilamente rumo ao Terminal Estudantes. No entanto, em vez de irmos até o final, resolvemos descer na altura da Estação Mogi das Cruzes, que antecede a Estudantes, e ali mesmo, pegamos o trem de volta a Sampa. O Hudison e a Lu desceram antes, pois tinham outro destino.

A viagem de trem, assim como na ida, foi tranquila, exceto pela lotação notada no trecho Guaianazes - Brás, que mesmo sendo, não foi capaz de matar o astral da galera, que se acomodou como pôde. Chegando ao Brás, cada um tomou seu rumo. Enquanto alguns prosseguiam até a Luz, outros iriam transferir para o Metrô e enfim, terminar este dia que, sem dúvida, foi digno de muitas memórias positivas!

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Editado pela última vez por Kássio Massa em 17 Jan 2013, 07:32, em um total de 1 vez.

#729244 por Jefferson Zanandréa
19 Jun 2012, 23:14
É Japaaa, mais uma vez feliz em participar dessa trip com a galerinha firmeza de sempre. O mais bacana é que não há necessidade de técnica ou grupinhos experts para fazer uma trilha bacana. São roteiros como esses que nos mostram o quão importante é a simplicidade e a humildade não importa aonde seja.

Pedra Furada, mais um paraíso dentre os milhares que já conhecemos e vamos conhecer, um lugar de fácil acesso e que reserva muita beleza e diversão aos seus visitantes.

É isso ai...

"Essa trilha não foi a melhor, a melhor será a próxima. Para sempre a próxima" ::hahaha::
#729249 por Kássio Massa
19 Jun 2012, 23:20
Curti a ultima frase heim "Essa trilha não foi a melhor. A melhor será a próxima" SHOW kkkkkkkkkkkkkk
mas é isso aí. Que venham então os próximos perrengues!
#729655 por Kássio Massa
21 Jun 2012, 00:17
Dyanne. Passa teu link no face depois via MP. Este mes e no proximo, estamos programando algumas trips, mas ainda temos que terminar de acertar. Abraços

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