Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Relatos de viagens pela Colômbia


Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Mensagem não lidapor copaes » 26 Jul 2008, 13:17

Finalmente consegui terminar meu relato sobre viagem a Cartagena, San andrés, Bonaire e Curaçao. Os relatos que aqui são postados tem me ajudado bastante em minhas viagens, portanto, segue o meu......

Entre os dias 12 e 29 de junho de 2008, viajei, juntamente com minha namorada, para Cartagena e a Ilha de San Andrés, na Colômbia e para Bonaire e Curaçao, nas Antilhas Holandesas.
Planejei a viagem chegando e saindo pela Venezuela, tendo em vista que lá estivemos um ano atrás e, como já relatei anteriormente, o câmbio nos era bastante favorável, facilitando a compra das passagens aérea que necessitaríamos.
Nosso roteiro foi: Caracas-Maracaibo-Cartagena- San Andrés - Cartagena-Maracaibo-Bonaire-Curaçao-Caracas.
Chegamos a Caracas logo cedo do dia 12-06. Não compramos com antecipação nenhum dos trechos aéreos que utilizaríamos a partir da Venezuela. Ao chegar no aeroporto de Maiquetia, procuramos trocar dólares por Bolivares Fortes. Ano passado, também em junho, conseguimos fazer câmbio de 3600BS por cada dólar. Vimos relatos no mochileiros.com dizendo que em dezembro estavam pagando 5000BS por cada dólar. Portanto, fomos tranqüilos. Chegando lá, qual não foi nossa surpresa. A moeda local estava mais valorizada e não conseguimos mais do que 3000BS por cada dólar. Bom, como não íamos viajar pela Venezuela, dos males o menor. Ruim porque encareceu as passagens aéreas que compraríamos na Venezuela.
Assim, em 12-06, compramos passagem aérea, pela empresa Venezolana (recomendo), para Maracaibo, pois nosso destino inicial era a Colômbia-Cartagena. De Caracas para Cartagena são 24h de ônibus. Preferimos pegar o ônibus a partir de Maracaibo. São 12h de viagem, com direito a perder pelo menos 2 horas na travessia da fronteira. Chegando em Maracaibo, tomamos um táxi, que nos levou ao escritório da empresa de ônibus Expresso Amerlujo (f: 6532536). Esta empresa faz o trajeto para Cartagena direto, sem trocar de ônibus. O bilhete custou 140Bf por pessoa, uns US$ 50,00. Boa empresa. O ônibus já vem de Caracas e não passa no terminal de passageiros de Maracaibo. Passa no escritório, que fica longe do terminal. Portanto, resolvemos ficar, a conselho do taxista, num hotelzinho perto do escritório, pois o ônibus saia às 05:30 da madrugada. Ficamos no hotel Ejecutivo (f: 0261 7874247). É um hotel bem simples. O quarto possui ar condicionado e TV, além de banheiro privativo. É limpo, mas o problema é que também é utilizado como motel. Para dormir uma noite é suficiente (apenas uma noite – o lugar do hotel é subúrbio, meio feio, sem nada para fazer). Pagamos por ele 90BF (cerca de US$ 30,00). A viagem até Cartagena foi bem tranqüila. Paga-se uma taxa na saída da Venezuela, no valor de 45BF. Não se paga para sair da Colômbia. O ruim da Colômbia é a sua imigração, que é super burocrática. Passamos quase uma hora na fila para carimbar o passaporte.

CARTAGENA:

Chegamos em Cartagena por volta das 18h do dia 13-06. O terminal de transportes fica longe do centro e do bairro de Boca Grande, onde ficamos. Portanto, pegamos um táxi (17000 pesos – US$ 11,00) até o hotel onde ficaríamos. Ficamos hospedados no hotel Pinar Del Mar (End.: CRA 3, nº5-131. F: 6652071), no bairro turístico de Boca Grande. Pagamos 50000 pesos por noite. Um dólar compra 1600 pesos colombianos. Bom hotel. Limpo, com ar condicionado e TV, além do banheiro privado. O hotel é bem localizado. Fica ao lado de um supermercado 24 horas, onde se pode tomar café da manhã, e perto de diversos restaurantes e pizzarias. A região de Boca Grande é altamente turística. Tem a maioria dos hotéis de Cartagena. Do hotel até a Ciudad Amurallada são 10 minutos de táxi, a um custo de 5000 pesos. O centro histórico é lindo, mas achamos melhor ficar mesmo na Boca Grande. Tem mais restaurantes, mais hotéis e preços melhores.
Cartagena é uma cidade linda, inesquecível, que vale muito a pena conhecer. O ideal é no primeiro dia fazer o City Tour nas Chivas (caminhões adaptados em forma de ônibus), que dura umas 4 horas, e conhecer La Popa, o Forte de San Felipe, além de passar pelo centro histórico e conhecer uma joalheria, para quem quiser comprar esmeraldas (que não foi nosso caso). Custo do passeio foi de 25000 pesos por pessoa (depois de muito chorar com o cara da agência – tem agência que oferece o mesmo passeio por 40000 pesos, portanto, pesquisar é o melhor a fazer). Outro passeio super legal que fizemos foi conhecer a Isla Del Rosário. Custo de 40000 pesos por pessoa, com almoço incluído. Tais ilhas ficam a cerca de 40 km de cartagena. É bom ir de lancha rápida, pois assim, aproveita-se mais o passeio. Há barcos lentos, mas não vale a pena. Fomos de lancha rápida. A primeira parada foi na ilha que tem o oceanário. Lá tivemos a opção de conhecer o aquário, ou fazer snorkel. Ambos eram pagos. Optamos pelo aquário. Preço de 15000 pesos por pessoa. Muito legal. Tem tubarões lixa, arraias, golfinhos. Snorkel, faríamos muito ainda nos nossos próximos destinos. Após o oceznário, seguimos para a última parada, a playa blanca. Praia muito legal. Águas típicas do caribe, bem transparentes. Lá foi servido o almoço. O ruim dessa praia foi a quantidade enorme de vendedores. Enche o saco. Nem tomar banho em paz eles nos deixam. É bom ter certo cuidado com as coisas que ficam na areia enquanto estiver no mar. De volta a Cartagena (umas 16h), passamos o resto da tarde no centro histórico. Fica bem de frente de onde chegam as lanchas do passeio das Ilhas Del rosário. É lindo demais. Super preservado. Uma muralha de 9km protege a ciudad amurallada. Vale muito a pena conhecer. O bom é ir no final da tarde, pois o comércio ainda está aberto. À noite fecha quase tudo, ficando apenas os restaurantes abertos. Retornamos outro dia ao centro histórico para fazer o passeio de Coche (charrete). Pagamos 25000 pesos pelo passeio completo, que durou 35 minutos, passando pelos principais atrativos do centro histórico. Muito legal, principalmente para casais em lua de mel. Com certeza, o centro histórico é o ponto alto duma viagem a Cartagena.

SAN ANDRÉS:

San Andrés fica a uns 500km da costa da Colômbia, mais para América Central do que para a América do Sul. Ilha maravilhosa, tipicamente caribenha. Águas de uma cor inesquecível ( como dizem por lá: “El água de 7 colores”).
Compramos um pacote em Cartagena, incluindo hotel com café da manhã e jantar. Saiu praticamente o mesmo preço caso comprássemos apenas a passagem aérea. Procurem a agência de viagem Aviatur. Agência muito boa, séria (f: 6650101, 6650209, 6650081 – aviatur@enred.com). Lá nos preocupamos em ficar em um hotel um pouco melhor, tendo em vista que a ilha não possui água doce e apenas os hotéis melhores possuem, pois é necessário ter um desalinizador. Ficamos hospedados no hotel Tiúna, umas 3 estrelas, que tinha água quase doce. Muito bom, apesar de velho. Fica a beira mar, no centro, perto de todas as melhores lojas para compras. E por falar em compras, lá é zona franca, portanto, perfumes, eletrônicos, óculos, etc, possuem preços excelentes. Para quem não quiser comer no próprio hotel, a ilha tem alguns restaurantes e pizzarias, mas a maioria dos turistas faz pacote de meia pensão ou pensão integral. San Andrés é uma ilha de uns 7km de comprimento. Tem uma população de 70000 habitantes. Para conhecer a ilha, alugamos uma moto (uma scooter). Preço: 40000 pesos por 7 horas. Muito tranqüilo. O cara que aluga fornece um mapa da ilha. O legal é que a estrada margeia toda a costa da ilha. A ilha quase não tem praias. A mais legal que achamos fica em frente ao hotel Decameron, na parte sul da ilha. Mar lindo, de águas transparentes. Outro ponto legal para conhecer é um lugar que paga para entrar, 1000 pesos, chamado aquário. Muitos peixes e águas azuladas, transparentes. Lugar um pouco fundo. Uns 3 metros de profundidade. Lembrem, tenham sempre uma máscara em mãos. Lugares para fotos e banhos são muitos. Um outro passeio legal que fizemos foi a duas pequenas ilhas. Uma delas se chama aquário e a outra se chama ilha jonny cay. Lugares maravilhosos. Mar maravilhoso. Preço de 15000 pesos por pessoa. Sai as 09:00h e retorna as 13 ou 15 horas, você quem escolhe. Voltamos as 15 horas, lamentando. Por nós, ficávamos até as 18 horas. Bom, foi uma pena termos ficado apenas 3 dias. San Andrés valia pelo menos mais uns 2 dias.

Cartagena – Maracaibo (21-06)

Compramos a passagem no bairro da Boca Grande, no escritório da Expresso Brasília, a um custo de 115000 pesos por pessoa (mais caro que da Venezuela para a Colômbia). O bom é que não tivemos que ir ao terminal de transportes, que fica bem longe de boca grande, uns 40 minutos de táxi. A viagem foi tranqüila, mas tivemos um pouco de estresse na fronteira. Passamos quase 2 horas para carimbar o passaporte na imigração da Colômbia. Eita povo burocrático. O pior é que quando chegamos para carimbar o passaporte no lado venezuelano, tinha faltado energia elétrica e já era noite. Mas, no final deu tudo certo. Saímos de Cartagena as 08:30h e chegamos em Maracaibo as 22:00h. Acabamos ficando num hotel indicado pelo motorista do ônibus. O motorista foi muito legal. Parou o ônibus bem em frente ao hotel Milenium. Custou 150BF. E é bem melhor do que o Ejecutivo. Fica na entrada da cidade. O ônibus da expresso Brasília apenas vai até a praça El Toro (fica na entrada da cidade - de lá é necessário tomar táxi para o hotel), e de lá segue viagem para Caracas. Esta praça é meio afastada e como já era tarde, não pensamos 2 vezes antes de aceitar o hotel.
No início, tentamos ficar no centro de Maracaibo e pelo menos umas 3 pessoas não nos aconselharam, pois diziam que lá é perigoso a noite. Seguimos os conselhos. Inclusive o guia lonely planet indica alguns hotéis no centro, como o Caribe e o Montevidéu. Ninguém aconselhou. Portanto, cuidado ao ficar no centro.
No dia seguinte (domingo 22) seguimos para o aeroporto de Maracaibo, onde, anteriormente, na chegada, tínhamos comprado a passagem para Curaçao, pela Avior (http://www.aviorairlines.com), a um custo de 260BF por pessoa. O detalhe, é que além deste preço, tivemos que pagar taxas de embarque, no valor absurdo de 150BF (mais de US$ 50,00) por pessoa. Resultado, a passagem saiu (só ida) o valor de 410BF por pessoa (uns US$ 140,00). Detalhe, o vôo até Curaçao é de apenas 25 minutos.

Curaçao-Bonaire

Nosso destino, nesse dia 22 era Bonaire. Curaçao ficaria por último.
Assim, ao chegarmos em Curaçao, por volta das 12:30h, procuramos imediatamente se informar sobre vôos para Bonaire. Tinha lido anteriormente que várias companhias voam durante todo o dia para Bonaire. Assim, compramos passagem pela Insel Air, ao preço de US$ 46,00 por pessoa. Vôo super tranqüilo, apenas 25 minutos. Vôo exclusivo, somente nós no avião, o qual possuía apenas uns 20 lugares.
Chegando em Bonaire, fomos recepcionados pelo senhor Samuel, taxista que presta serviço a pousada Coco Palm, onde ficamos hospedados. Anteriormente, tinhámos entrado em contato com o pessoal da pousada e reservado por e-mail. Dados da pousada: http://www.cocopalmgarden.com - F: 599 – 7172108 e 7861479 – fica localizada a 5 minutos do aeroporto. Ficamos num apartamento, com cozinha completa (Kolibri), ao preço de US$ 66,00 e mais US$ 10,00 para utilizar ar condicionado, portanto, US$ 76,00 (o calor é grande – é melhor ficar com ar condicionado). Quartos novos e espaçosos. Fica distante uns 5km da capital, Kralendijk. Como possui cozinha completa, caso se queira, dá para cozinhar e economizar na comida. Para comer na cidade, gasta-se pelo menos uns US$ 15,00 por pessoa. Só elogios a fazer da pousada. As donas, Marion e Bridgite são super atenciosas e corretas. Como falamos, a reserva foi feita por e-mail. Reservamos além do quarto, um automóvel. Em Bonaire não há transporte público e há poucos táxis. Portanto, no mínimo alugue uma moto. Mas, se for mergulhar, alugue uma pick up. No aeroporto, ligamos para Samuel (detalhe – tivemos que pedir um favor a uma pessoa, pois não há telefones públicos no aeroporto e era domingo, dia que quase ninguém trabalha na ilha, nem mesmo o escritório do Coco Palm funciona). Bom, no aeroporto, Samuel já nos entregou o carro alugado e nos guiou até o Coco Palm. O caro custou US$ 40,00 por dia, com todos os seguros inclusos. Negociamos com o próprio Coco Palm, que intermediou o aluguel. Os carros não são novos, mas é o suficiente.
Bonaire é uma ilha maravilhosa. Com certeza a de mar mais bonito entre as três que visitamos. Certamente é o paraíso dos mergulhadores. Aliás, é praticamente só o que se faz na ilha. Ou se mergulha ou se faz snorkel. A água do mar é de uma cor maravilhosa. Lembra muito o mar de Los Roques. O mergulho é de praia. Assim, alugamos equipamento numa operadora e fizemos em apenas um dia, 4 mergulhos. No início, achamos ruim, pois estamos acostumados a mergulhar embarcado. Mas no final do dia achamos excelente, já que não temos que viajar de barco até o ponto de mergulho. Tudo o que fazíamos era escolher o ponto de mergulho e se dirigir a ele, estacionando a caminhonete num local o mais próximo possível do local de entrada no mar. O interessante é que nos pontos de mergulho costumamos ver diversos carros estacionados e ninguém no local, já que todos estão submersos. Importante, o carro deve ficar estacionado com os vidros abertos, pois os poucos furtos que ocorreram em Bonaire foram em carros que estavam estacionados enquanto os donos mergulhavam e deixaram os mesmos fechados. Portanto, deixar as janelas abertas e não levar coisas de valor quando for mergulhar. Indico a operadora Dive Friends. Um dos escritórios fica na saída do aeroporto. Quando for alugar equipamento, é bom alugar tanques ilimitados. Assim, ficamos mais a vontade para mergulhar. Os tanques podem ser repostos em qualquer dos escritórios da Dive Friends espalhados pela ilha. O legal é que a Dive Friends do aeroporto, tem uma pessoa que fala bem o português, pois é casada com um brasileiro.
O nosso primeiro dia de praia em Bonaire foi o dia da chegada. Chegamos por volta das 16 horas. Fomos conhecer uma baía (Lac Bay), onde se pratica muito Wind surf. Bem legal, pense num vento forte.
No segundo dia, conhecemos as praias do norte da ilha. Com certeza, as melhores. Dia de muitos banhos e snorkel. Também conhecemos o vilarejo de Rincon. Muito pacato. É onde fica a entrada para o parque nacional, que acabamos não indo por falta de tempo. No terceiro dia, foi o dia do mergulho. Logo cedo alugamos todo o equipamento para mergulho. Fizemos 4 mergulhos. Foi um dia maravilhoso. Mergulhar em Bonaire foi uma experiência super legal, principalmente porque pela primeira vez, fizemos mergulho de praia. Sim, lá o mergulho é na praia. É chegar, estacionar o carro, colocar o equipamento e cair no mar. Todos os pontos de mergulho são muito bem sinalizados, tanto na terra quanto no mar. Portanto, não tem como errar. E também não há perigo. O ruim é que mergulhamos apenas um dia. A maioria do povo que vai pra lá, passa uma semana inteira mergulhando.
No quarto dia, passeamos pela capital, já que pela manhã estava chovendo. As lojas de bonaire só abrem durante o dia. A maioria fecha às 18 horas ( no máximo). Material de mergulho em Bonaire é super barato. Vale muito a pena comprar. É inclusive melhor de comprar do que Curaçao. Na parte da tarde fomos conhecer a parte sul da ilha. Região muito diferente do norte, principalmente por ser mais baixa e plana e ter várias salinas. Mas vale muito a visita. Mas, escolhemos para terminar o dia na praia de 1000 steps, uma das mais bonitas da ilha, que fica na parte norte. Banho maravilhoso. No quinto dia, viajamos para Curaçao. O inconveniente, é que deixaríamos o carro no aeroporto, mas, na saída, o carro não quis pegar. A bateria se foi. Nem sinal. E o pior, é que era pouco mais de 05:00h da madrugada. Tudo escuro ainda. Bateu um pouco de desespero na hora, mas nos acalmamos e minha namorada lembrou do manual de instruções da pousada, principalmente da parte que dizia que em caso de emergência, podíamos nos dirigir a casa de Marion (umas das donas) e acordá-la. Foi a nossa salvação. Apesar de bastante assustada, ela foi super prestativa e nos deixou no aeroporto. Portanto, recomendo bastante o Coco Palm Garden. É inclusive um dos melhores custos benefício da ilha. Bom, já com muita saudade, conseguimos pegar o avião para Curaçao.

CURAÇAO

Chegamos em Curaçao por volta das 08:00 da quinta-feira 26 de junho. Não tínhamos reservado hotel, mas tinha uma lista de possíveis candidatos. Era baixa temporada. Do aeroporto, ligamos para o Alablanca apartments e, ao preço de US$ 65,00, mais 7% de taxas, aí ficamos hospedados (f: 599-5680647 7365660 – End.: Kaya Toni Kunch15a, Curaçao). O dono foi legal, deixou-nos entrar as 09:30h, sem pagar nada mais. Assim como o Coco Palm, o quarto também tem cozinha completa, mas é mais velho. Mas, é o suficiente. É limpo e fica a apenas 5km da capital, Willemstad. Ainda no aeroporto, alugamos um carro nas locadoras que ficam no próprio aeroporto. Pagamos US$ 50,00 pela diária de um Atos, com ar condicionado (locadora Trifty - a mais barata entre as locadoras do aeroporto). Carro novo, com seguro incluso. Detalhe, o seguro não cobria o parque Christoffel National Park e a Mambo Beach (praia que fica ao lado do sea aquarium). Portanto, evitamos essas áreas. Compramos um mapa e seguimos para o alablanca apartments. Chegamos sem muita dificuldades.
Bonaire tem apenas cerca de 10000 habitantes, enquanto Curaçao tem 170000. Daí, a diferença entre as ilhas é enorme. Em Curaçao tudo é bem mais longe, apesar de ser fácil se guiar com um mapa. Bonaire é bem mais tranqüila. O acesso as praias em Bonaire também é bem mais fácil, é mais perto. Enquanto Bonaire tem uma estrada que praticamente circunda pelo litoral toda a ilha, Curaçao não tem uma estrada propriamente costeira. Assim, para chegar às praias, deve-se guiar pelas placas de indicação. Curaçao tem mais praias (de areia) que Bonaire. Também tem mais gente nas areias e as melhores praias são pagas. Paga-se para entrar e para ter uma cadeira de praia. Outro detalhe é que a água do mar de Bonaire ( e de San Andrés) são mais transparentes que Curaçao. Na maior parte das praias de Curaçao as águas não são tão transparentes, são um pouco brancas. Mas, comparando com o Brasil, são águas maravilhosas, também dignas do Caribe.
No nosso primeiro dia em Curaçao, resolvemos conhecer as praias do oeste, as melhores da ilha. Fomos em direção a West Punt, cerca de 40 minutos de carro desde Willemstad. Com o mapa na mão é bem fácil de chegar. Passamos para conhecer na maioria delas, mas ficamos apenas em duas. O tempo era curto. Nossa primeira parada foi na praia Kalki. Gostamos bastante desta praia. Praia de águas claras, com pouca gente e boa para snorkel. Tomamos um bom banho. Saindo de lá, paramos para conhecer diversas praias, todas bonitas, mas escolhemos para ficar a praia Kenepa, tida como uma das melhores da ilha. É uma pequena praia, que lota nos finais de semana, mas quando fomos tinha bem pouca gente. Foi ótimo. Um banho maravilhoso.
Na volta, paramos para conhecer Willemstad, a capital de Curaçao. Cidade essa que é dividida em duas partes, Otrobanda e Punda, separadas por um braço de mar, uma baía. A ligação entre elas se dá por uma ponte que só passa pedestre e é giratória. Sempre que vai passar algum barco ou navio, ela abre, ficando os pedestres impossibilitados de atravessar, tendo que recorrer ao Ferry que fica a disposição, gratuitamente, das pessoas. Em Punda estão as melhores lojas para compras, tendo em vista que Curaçao é uma zona livre de impostos. Nesse primeiro dia, paramos em Otrobanda. Tiramos várias fotos, principalmente de suas construções antigas, bem pintadas e preservadas. É uma visita imperdível. Neste mesmo dia, à noite, retornamos a Willemstad, desta vez para Punda. Viagem praticamente perdida, pois a noite tudo fecha, ficando aberto apenas alguns restaurantes e cassinos. A cidade fica meio que deserta. Acabamos nos perdendo para sair e retomar a estrada para nosso hotel, mas, com auxílio do mapa, encontramos a saída.
No nosso segundo dia, fomos ao Sea Aquarium, US$ 15,00 por pessoa. Passeio legal, para turista. Tem desde algumas aves como flamingos e pelicanos, até shows com golfinhos, lobos marinhos e tubarões lixa. Com relação a estes, a curiosidade é o fato de os turistas poderem alimentá-los com peixes, dando uma certa emoção à visita. Também há a opção de nadar com os golfinhos, mas a um custo bem maior. Nossa visita durou cerca de 2 horas. Valeu a pena. Do sea aquarium, resolvemos conhecer alguma praia do lado leste da ilha (ou lado sul para alguns – segundo os nativos a parte acima da capital seria o oeste, o aeroporto estaria no norte). Bom, por orientação do guia do sea aquarium seguimos para umas das praias do lado leste, mas não gostamos de nenhuma, pois quando comparávamos com as praias do oeste, ficavam bem aquém. Assim, resolvemos andar um bom pedaço de carro, e ir até uma praia privada no lado oeste, chamada Porto Mari. Super legal. A melhor praia que fomos em Curaçao. Também tem as águas mais claras das praias que fomos. Ficamos na praia até quase 7h da noite. Valeu muito a pena. No retorno paramos novamente em Willemstad, onde tiramos mais fotos.
No nosso último dia em Curaçao, que seria o nosso dia de retorno à Caracas, pedimos ao dono do hotel para ficarmos até as 17 horas. Fomos atendidos e ficamos livres para passear praticamente o dia todo. Logo cedo, fomos conhecer uma tal de Zona Livre (Free Zone), crentes que lá estariam os melhores preços. Lugar que fica na região portuária e que só pode entrar turista. Quando chegamos foi a maior decepção da viagem. Corram de lá. Lugar péssimo. Não percam tempo. Assim, quando vimos que era uma furada, corremos para Willemstad. Aí sim, tem diversas lojas, com preços excelentes, além do charme da própria cidade, que é linda.
Ao final do dia retornamos para o hotel e seguimos para o aeroporto, onde entregamos o carro e nos despedimos de Curaçao. Detalhe, a taxa de saída de Curaçao é no valor de US$ 35,00 por pessoa.

Curaçao-Caracas-Brasil

À meia noite chegamos a Caracas (nosso vôo foi via Bogotá, demorando 4 horas para chegar – se fosse direto seriam apenas 30 minutos de vôo). Resolvemos ficar no próprio aeroporto, pois nosso vôo para o Brasil seria as 08:00h do dia seguinte. Além de nós, o aeroporto estava cheio de turistas, que também preferiam ficar no aeroporto. Sair de Maiquetia para Caracas é muito longe e caro.Um táxi para Caracas custa cerca de US$ 50,00. Achamos melhor ficar mesmo no aeroporto, pois teríamos que estar de volta as 06:00 para fazer check-in. Enfim, passamos todo o dia 29 viajando, até chegarmos em nossa cidade, Recife.

Bom, diversas impressões ficaram nessa viagem.
Com relação à Colômbia, podemos dizer que superou nossas expectativas. Cartagena é uma cidade linda, imperdível. É realmente tudo o que falam de bom. San Andrés é ilha caribenha que não deixa a dever a Curaçao e Bonaire. Inclusive gostamos mais de San Andrés que de Curaçao, principalmente pelo mar de 7 cores. A única parte meio tortuosa da viagem foi a entrada e saída na Colômbia, de ônibus. Apesar de a viagem ter sido tranqüila (tanto na ida quanto na volta) é preciso ter bastante paciência para agüentar a demora na fronteira. Na volta perdemos simplesmente 2 horas.
Bonaire, sem palavras para descrever. Valeu cada dólar gasto. Lugar lindo. Pretendemos retornar o quanto antes. Se você gosta de mergulhar, lá é o lugar.
Curaçao é um lugar bonito. Também muito legal. Mas é bem diferente das outras ilhas que fomos. É lugar grande, com muitos carros, trânsito e praias pagas. Lugar pra turista americano mesmo, talvez não como Aruba. Mas, se você for a Bonaire, vale a passada por Curaçao.
De todas as ilhas da região, que conhecemos, em nossa opinião as melhores, por ordem, são: Los Roques, Bonaire, San Andrés e Curaçao. Sem dúvida, Los Roques é a mais bela, tendo em vista ser a mais preservada.
Qualquer dúvida, mandem e-mail: cleberpaes@hotmail.com.
Perdoem eventuais erros de Português.
Cleber
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Re: Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Mensagem não lidapor Frank Sales » 30 Jul 2008, 11:41

Olá Pessoal, só complementando as informações do colega!
Eu e minha namorada fizemos praticamente o mesmo roteiro, no entanto, chegamos por Caracas e saimos por Bogotá. Se forem para Curaçao, Aruba ou Bonaire comprem a passagem no Brasil, pois como foi dito, o Bolivar está mais valorizado agora e comprando a passagem lá fica mais caro. Eu cheguei a Caracas dia 12 de julho, 6h da manhã, tentei comprar a passagem pela DAE para Curação e não consegui. Tive que passar uma noite em Caracas e para não dormir no aeroporto peguei um ônibus em direção a CARIBE (bairro) por 1 Bf, pedi para o motorista parar perto do PALACIO DEL PAN e consegui um hotelzinho por 100 Bf, pois em Caracas seria bem mais caro. No dia seguinte, fui novamente a DAE (http://www.flydae.com) para comprar a passagem, tive que pagar 230 USD, sendo que pela internet a passagem saia por 160 USD. Em Curação, fiquei no ALL WEST APARTAMENTS (http://www.allwestcuracao.com), que fica em WESTPUNT. Realmente é longe de WILLEMSTAD (36 km) mas em compensação fica numa encosta de frente para PLAYA GRANDI e próximo a PLAYA KALKI. Paguei 207 USD por 3 noites. Achei excelente o lugar, e o cara que gerencia os apartamentos, ANDREAS, é muito bacana.
Depois fomos para ARUBA pela TIARA AIR (http://www.tiaraair.com). Ficamos no ARUBA VILLA SUNFLOWER(http://www.arubasunflower.com) em um studio. Fica em frente ao MARRIOT HOTEL, um lugarzinho bem legal e a dona (REINKE) é muito simpática! Pagamos 60 USD pela diária e 15 USD pelo translado para o aeroporto. Na praia ARASHI, norte da ilha, tem um naufrágio (ANTILA WRECK) que é possível vê-lo simplesmente com snorkel. Dá para nadar da praia até uma bóia que indica o lugar exato do naufrágio.
Se forem sair direto de ARUBA ou CURAÇAO para CARTAGENA tentem ir de avião. Pois voamos para LAS PIEDRAS (PUNTO FIJO) e de lá fomos por terra até a Colômbia. Gastamos 28 horas para chegar a Cartagena contando com uma pernoite no terminal de ônibus de Maracaibo. Errei feio no meu planejamento...
Em Cartagena, ficamos no HOTEL VILLA COLONIAL, em GETMANI que fica dentro da cidade murada e cerca de 5 min caminhando do centro histórico. Pagamos 60000 Pesos por um ótimo hotel.
Compramos o pacote para San Andres na AVIATUR também. O pacote saiu a 932000 pesos por 3N/4dias no hotel Tiuna.
Para qualquer informação adicional, mandem um e-mail!!!
Abraços
BON BINI!!!
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Re: Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Mensagem não lidapor luiz12 » 16 Dez 2008, 20:41

Olá Copaes,

Parabéns pelo seu relato sobre o excelente roteiro de San Andres até Curaçao.

No entanto, não consegui de deixar de escrever-lhe, por causa de seu comentário infeliz de que "Na maior parte das praias de Curaçao as águas não são tão transparentes, são um pouco brancas. Mas, comparando com o Brasil, são águas maravilhosas, também dignas do Caribe".

Eu não conheço Curaçao, mas conheço Aruba, que dizem que tem mar parecido com o de Curaçao e até mais bonito.

Conheço o mar de outros lugares do Caribe (estou indo a San Andres daqui a alguns dias, por isso li seu comentário) e também conheço muitas praias do Brasil.
Por isso devo lhe dizer que as águas das praias do Brasil também são MARAVILHOSAS, e mesmo se comparadas com as do Caribe. Beleza é uma questão relativa, e não é porque nossas águas não são tão cristalinas - no geral - que elas sejam menos bonitas ou maravilhosas do que as do Caribe.
Ainda assim é bom você saber que tem águas lindas e muito cristalinas, do sul ao nordeste do nosso país (se você não conhece eu posse te citar umas 50, que estão entre as mais belas do mundo).
luiz12
 
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Re: Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Mensagem não lidapor antonio bandeira » 08 Jun 2009, 16:55

Olá ... gostaria de saber se é F Á C I L conseguir passagens no aeroporto de Aruba no mes de julho para Curaçao pela cia ...tiara air..É confiável comprar o ticket pela internet? ou melhor comprar na hora?? essa empresa é a mais barata??? almoçar em playa marie sai caro??? ::dãã2::



O B R I G A D O PELAS FUTURAS RESPOSTAS... :: ::lol4::
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Re: Cartagena - San Andrés - Bonaire - Curaçao

Mensagem não lidapor prodin » 05 Out 2010, 00:03

Pessoal,
Estou indo a SAn Andres em dezembro e estou querendo ter mais informações sobre hospedagem. O Tiuna, que alguns falaram, não tem agua completamente doce, o que significa isso? Fica com sensação de sal no corpo ou nem dá para perceber? E o Cocoplum, como é o hotel? e a água? Vcs que estiveram lá acham que o Cocoplum é melhor que o Tiúna?
Obrigada, Patricia
prodin
 
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