Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#389630 por Cris*Negrabela
03 Ago 2009, 16:56
Viram o que eu tenho que aguentar??? Ei, Vivi, quer bananinha? aeeuehiuaheheaheauiheauiehaheuae

Subi, sim... morrendo, xingando (mentalmente, porque ou eu respiro ou eu ando!), mas subindo! Um sabio ja disse uma vez que existem duas boas velocidades pra andar na trilha: devagar e mais devagar. Eu só uso uma vertente "mais devagar ainda"quando se trata de subida...heheh

#389853 por Fábio Borges
04 Ago 2009, 12:01
negrabela escreveu:Viram o que eu tenho que aguentar??? Ei, Vivi, quer bananinha? aeeuehiuaheheaheauiheauiehaheuae

Subi, sim... morrendo, xingando (mentalmente, porque ou eu respiro ou eu ando!), mas subindo! Um sabio ja disse uma vez que existem duas boas velocidades pra andar na trilha: devagar e mais devagar. Eu só uso uma vertente "mais devagar ainda"quando se trata de subida...heheh


kkkk nunca mais eu levo essas bananinhas kkkkk

aliás alguém quer bananinha?? kkkk
#390340 por Vivi Mar
05 Ago 2009, 15:24
A parte do relato eu deixo pra quem curte contar histórias...rs

Eu não sou muito fã de escrever relatos não. Os meus são sempre muuuito longos, e por mais que eu tente ser prática, nunca consigo resumí-los...rs
E não coloco nada técnico (pois nunca lembro das bifurcações...rs), só conto as partes engraçadas e as gafes da galera...kkkkkk
Ou seja, só trago a tona o que todos gostariam de enterrar...huahuauahua
É mais uma história pra colocar no "Meu querido diário" do que um relato...kkk

E desta vez a Katita já redigiu o relato...Acho que só falta acertar detalhes e postar junto com as pics.

e ai Katita, vai postar ?!
Bjãoooooooooooo
#390341 por Cris*Negrabela
05 Ago 2009, 15:25
é o que eu tambem me pergunto.... hehehe
puxe a orelha da katita... ela que ficou responsavel pelo relato...
#478893 por Erikita
18 Jun 2010, 15:17
Eu gostaria de ir passar o dia em São Franciso Xavier, fazer uma trilha.. mas vou de carro, e pensei em deixar o carro lá mesmo.

Vocês tem alguma recomendação ? Qual trilha daria pra fazer e tal... A trilha para Monte Verde dá pra ir e voltar no mesmo dia ?

Obrigada galera, qualquer dica já é válida.

Erika
#478915 por ROTA da AVENTURA
18 Jun 2010, 16:20
e ai erikita hehehe !!!
então moro pertinho de são xico sempre que da vou pra la !!
então trilha legal pra vc fazer pode ser subir a trilha do jorge e seguir ate a pedra da onça (mirante) vc estaciona o carro n afazenda mote verde e sobe a pé durante umas 2:20hs de subida , tem algumas bicas de agua na subida !! é um passeio bem legal !!
ja pra vc ir ate monte verde ja é mais demorado deve dar umas 4hs de pernada !!! a trilha é a mesma so´que la em cima na trilha do jorge tem uma bifurcação direita monte verde indo reto pedra da onça (mirante)
tem cachoeira pedro david que é bem legal , mas fora de final de semna (costuma ir bastante gente nos finais de semna)
vc pode tambem fazer a trilha ate a pedra do queixo dánta deve ser 1:20hs caminhada (so que o tiozinho ta cobrando $3 pra entrar)
tem tambem cachoeiras e trilhas no bairro santa barbara
falow
#478939 por ROTA da AVENTURA
18 Jun 2010, 17:13
ERIKA !!
então são xico é duas ruas e uma praça hehehe !! tem uns 5 restaurantes com comida bem gostosa ai é so vc ver qual te agrada mais hehehe( sempre vou num de fachada vermelha com vidros escuros!! esqueci o nome fica quase ao lado da padaria !!
a trilha do jorge é bemm marcada não tem erro é só subir hehe !! (era uma antiga estrada) se vc tiver sorte pode ver uma familia de muriquis(em extinção) eles aparecem a hora que o sol ja esta um pouco mais forte por vlta das 10:00hs !!!
trilha com cachoeira vai ter so no bairro de santa barbara !!!
falow
#1079502 por Roberlei Lopes
17 Abr 2015, 21:50
Jorge Soto escreveu:fotos:
http://rcolombini.multiply.com/photos/album/13/13

CIRCUITÃO SÃO CHICO XAVIER - MONTE VERDE
Com um pouco de tempo, disposição e criatividade, podemos tornar em aventura de final de semana passeios domésticos de um dia. É o caso da conhecida travessia q sai do vilarejo de São Francisco Xavier e vai ate a mineira Monte Verde. Tradicionalmente feita em 10km pela "Trilha do Jorge", antigo trilho tropeiro q fazia a ligação das fazendas das Geraes e o Vale do Paraíba, pode ser perfeitamente emendada com sua variante oriental, a "Trilha Sta Cruz", saindo (ou voltando) da fazenda homônima. Temos assim um circuitao semi-pesado p/ 2 dias, q comeca e termina na pacata SF Xavier, subindo a Mantiqueira em meio à exuberante Mata Atlântica.

SÃO FRANCISCO XAVIER
Depois de muito ti-ti-ti e inevitáveis promessas ("Eu vou! Póconta comigo!") q invariavelmente não passam de promessas, o enorme grupo inicial limitou-se a apenas eu, Ronald e Sergio. Melhor assim: unido e coeso, a pernada rende bem mais! Assim sendo, as 7hrs nos encontramos no Metrô Belém e imediatamente partimos p/ São Jose dos Campos com perspectiva de bom tempo embora estivesse nublado claro. Ronald pisou fundo e assim chegamos em SJC as 8:30, e logo após em Monteiro Lobato. Nauseado pelo trajeto sinuoso - e em alta velocidade - em meio à morraria do Vale do Paraíba, dou bencao à Deus qdo chegamos no distrito de São Francisco Xavier, pontualmente 9:20! A cidadezinha tem um velho ar de povoado do interior, uma mistura de rusticidade e simplicidade localizadas a 700m de altitude
Deixamos o carro na simpática e pouco movimentada pracinha central, tomamos um rápido café na padoca e partimos pra pernada. Da pracinha basta se guiar pelas placas "Joanopolis - Cachoeiras" q logo estamos na saída da pacata cidade, já em estrada de terra poeirenta. Dose é agüentar veículos jogando td pó sobre vc... Não dá nem 10min na estrada ate chegar numa bifurcacao, mas a boa sinalização ("Monte Verde por trilha) nos leva pra direita, isto é, pra noroeste, serra acima. Não tem erro, basta seguir pela estrada - agora em acentuado aclive - ignorando as saídas laterais.
A medida q ganhamos altura, serpenteando colinas desnudas e nos afastando cada vez mais do distrito, o cheiro de eucaliptos e a suave brisa refrescam nossos corpos molhados. Felizmente, bicas abundam em td trajeto, assim como muitas pausas são necessarias pra retomada de fôlego. As 11hrs (a 1100m e 5km do distrito) chegamos no final da estrada, na Fazenda Monte Verde, onde se encontra a porteira de onde parte a trilha propriamente dita, já longe das ultimas fazendas de gado. Pausa maior p/ lanche, lógico! O tempo teima em permanecer nublado claro, e olhando o alto da serra pode-se ver q o topo da serra totalmente tomado por nuvens.

SUBINDO PELA TRILHA DO JORGE
Após a porteira tem inicio à "Trilha do Jorge" (não me pergunte o motivo), normalmente trafegada pelos locais de ambos distritos. Subimos suave e sinuosamente pela chamada Crista da Serra, onde o som constante de água, a algazarra dos periquitos e a exuberante Mata Atlântica - traduzida em gdes arvores, cipós, bromélias, framboesas selvagens e samambaias nas margens - encobrem de fato os últimos sinais de civilização.
O trilho é largo, mas eventualmente se estreita, revelando indícios de uma estrada abandonada, tomada por mato alto e rasteiro, hj bastante erodida pelo tempo. Marcas deixadas outrora por rodas deram origem a enormes sulcos e valetas abertas pelas águas das chuvas. Ainda no caminho, troncos caídos, buracos traiçoeiros, pedras soltas e escorregadias apenas redobram nossa atenção e tornam nossa subida mais adrenada, alem de cansativa. A mata densa eventualmente permite algum vislumbre da paisagem p/ logo em seguida tornar a se cobrir de verde. Porem, la pelas 12:20 e após muito ziguezague íngreme, uma pausa p/ descanso e contemplação da paisagem, q agora se abre totalmente, mas desta vez quem não permite são as nuvens, emoldurando tudo de fino (e frio) nevoeiro.
Quase 13hrs deixamos as nuvens la embaixo p/ agora caminharmos literalmente acima delas, com perfeito visu do topo das serras verdejantes ao nosso redor e do selado a ser atingido! No caminho encontramos um grupo escolar, um casal e um jovem, sinal de q a aventura é possível p/ qq um com boa disposicao. Desta forma, as 13:10 e 5km desde a fazenda, alcancamos o já mencionado selado na crista da serra (Serra dos Poncianos), onde há uma bifurcacao em meio à campos de altitude, caracterizado por arvores menores e vegetação arbustiva compacta. Estamos a 1800m de altitude (1080m de desnível desde SFX!!!) e a lógica da bifurcacao é assim: à direita desce p/ Monte Verde, e p/ esquerda vai dar num Mirante, no alto da serra. Fomos pro Mirante (ou Pda da Onça), claro, e já logo no inicio da trilha topamos com um discreto marco de cimento (do IBGE) indicando a divisa MG/SP. A trilha aqui é bem estreita e a mata é alta, arranhando pernas desprotegidas, p/ logo mais adiante tornar-se escorregadia e íngreme. Mas isso é por pouco tempo pq em menos de 20min chegamos no tal Mirante, onde havia uma mocada acampada no amplo gramado do topo. Pausa p/ mais um relax merecido e curtição do visu dos alto dos 1950m: do lado paulista, um tapetão de nuvens cobria toda a extensão visível do Vale do Paraíba; já o lado mineiro estava perfeitamente claro e limpo, podendo-se apreciar muito bem as montanhas da larga crista.

Imagem

DESCENDO PRA MONTE VERDE
Voltamos à bifurcacao e damos inicio à descida p/ Monte Verde quase 14:15. Estamos em terras mineiras, mais precisamente no distrito de Camanducaia, e a trilha já não é tão larga qto do lado paulista, sendo + estreita e c/ mata + fechada. No entanto, o fato de ser descida é sempre bem-vindo. O curioso é q a água aqui é rara, encontrada apenas em 2 ptos. No percurso, muitos troncos caídos, de todos tamanhos, provavelmente pra evitar o transito de motos. Há também longos trechos cobertos de carafás - um tipo de bambuzinho de caule fino - q formam camarachoes naturais q se avultam em verdadeiros túneis vegetais. Felizmente boa parte ta roçada, mas em alguns trechos somos obrigados a nos curvar repetidas vezes. A esta altura o sol brilha com td sua força e o ceu esta totalmetne azul e limpo.
Logo, a abundancia de folhas úmidas no chão anuncia q estamos chegando no "Vale dos Duendes", onde a copa das arvores é tão fechada q apenas frestas de luz a atravessam, dando a impressão q a noite já chegou. É um local com uma beleza peculiar q lembra vagamente a floresta do filme "Bluxa de Blair". O solo é escorregadio e em alguns trechos guarda registros de quem já passou por lá. Em seguida, um longo trecho cercado de bambus tornar-se novamente forrado de densa Mata Atlantica. E com muitos troncos no chão, q são nosso único obstáculo (sacal!) a desviar em toda descida. Destaque aqui p/ o q julguei ser sujeirinha de jaguatirica, bem no meio da trilha!
Chegando num riachinho, uma breve pausa pra encher os cantis e molhar a goela seca. A pernada prossegue agora íngreme por trilha de terra preta - pisoteada por cavalos - durante quase meia hora em meio à mata. Mas qdo o chão comeca a ficar cada vez mais úmido é sinal q estamos próximos do segundo e ultimo rio, q atravesamos saltando de pedra em pedra. Após um breve reflorestamento de pinus, ao chegar numa cerca (q delimita uma igreja messiânica) é sinal q estamos já nos limites da cidade. Agora basta acompanhar a cerca p/ esquerda q logo dá numa estrada de terra. Fim de trilha as 15:30 e a 1400m.

Imagem

SUBIDA E PERNOITE NO CHAPEU DO BISPO
Descendo a tal rua de terra alcançamos o final de outra rua, a Rua Taurus, onde ta a entrada da igreja anteriormente mencionada. Tomamos essa rua p/ esquerda durante um bom tempo, sem muito movimento, ate interceptar a Avenida das Montanhas, uma íngreme estrada poeirenta de terra. Ao invés de seguir p/ direita, sentido o visível pórtico (q nos levaria ao centro) tomamos a esquerda, piramba acima, ate o seu final. Monte Verde é uma estância badalada por casais apaixonados, de características européias q lembram uma Campos do Jordão inclusive no preço. No entanto não é pro seu farofado centro centro q nos dirigimos e sim pro alto da serra. Novamente.
As pernas a esta altura estão bambas, mas mesmo assim prosseguimos decididamente sentido sudoeste, com a crista acenando-nos bem adiante. Pior q a piramba era perceber q não passávamos desapercebidos p/ playboyzada q la circulava, seja de carro ou a pé. Sem contar com carona, nos resignamos a apenas continuar nossa pernada em arduo aclive, mesmo devagar-quase-parando. O Sergio, lá atrás, devia lamentar ter nos acompanhando, mas resistiu bravamente ate o fim, mesmo parando constantemente na frente das trocentas pousadas do caminho, quiçá quase tentado a ficar numa delas.
As 16:40 chegamos no final da tal avenida, mais precisamente num estacionamento ao lado de uma caixa dagua, onde descansamos um pouco. As 17hrs retomamos o ataque final ao Chapéu do Bispo, cujo começo de trilha ta bem sinalizado, no próprio estacionamento. Embora a placa indicasse quase meia hora de pernada ate o dito cujo, não demoramos nem 20 minutos por trilha - levemente íngreme em meio à mata - ate encontrar umas boas clareiras gramadas um pouco antes da própria pedra em questao. Foi la mesmo q jogamos as mochilas e montamos acampamento, pontualmente 17:20, com o sol se pondo e a temperatura caindo vertiginosamente.
Dito e feito. Foi so escurecer q um frio úmido danado tomou conta da crista de serra, umedecendo rapidamente os sobretetos das barracas. Preparamos uma suculenta janta q encheu devidamente o bucho, mas o q veio a calhar mesmo foi um "ótemo" choconhaque q o Ronald preparou pra esquentar os ânimos. Conversamos ainda mais um pouco mas o frio rigoroso e o cansaço acumulado fez com q nos recolhêssemos antes das 20hrs. Dormimos logo a seguir, sem esforço algum. A noite nos brindou com um ceu coalhado de estrelas e uma quase meia-lua q iluminou espetacularmente o alto dos 1858m no qual nos encontrávamos..

Imagem

ROLEZINHO COMPLETO PELA SERRA DO SELADO
O domingo acordei bem cedo, mas tava tão frio q não arredei pé de jeito nenhum do meu casulo particular. So tomei iniciativa de sair dele as 7:30, apenas qdo ouvi sinal de vida dos demais, mas principalmente qdo o sol começou a estender seus acolhedores raios sobre as barracas. Tomamos café (racionando bem nossa água) e levantamos acampamento p/ tornar produtiva aquela manha de ceu azul e sol a pino.
Escondemos as mochilas na mata rente a trilha e partimos, as 9hrs, pro ataque dos picos à nordeste daquela bela crista de serra. Em menos de 5min chegamos no Chapéu do Bispo (2000m de alt) e continuamos pela trilha, bem visível, larga e obvia, alternando subidas e descidas suaves pela crista, em meio a baixo arvoredo típico de campos de altitude.
As 9:15 chegamos no Platô (1900m), ampla superfície rochosa onde o horizonte se abre, possibilitando vislumbrar um marzão de nuvens cobrindo td o Vale do Paraíba; já do lado mineiro predominava um tempo totalmente claro e aberto.
Descemos suavemente o platô atraves das largas placas de rochas e aderências (sentido sudoeste) ate adentrar outra vez na mata (sinalizada pela placa "Pico do Selado") e seguir pela trilha na crista da serra. Aqui o caminho já não é tão largo e bem batido qto o anterior, mas ainda assim é obvio. Assim, subindo e descendo suavemente pela mata, ladeando a crista por estreita trilha pela encosta na rocha exposta e finalmente subindo um ultimo trecho por lajes inclinadas, exatamente as 10hrs conquistamos o Pico do Selado (2083m), o extremo norte da bela crista q adorna o horizonte cidade e pto culminante da região. Daqui se tem uma geral de Monte Verde, e se avistam os contrastes entre os morros totalmente pelados e outros c/ verdejante mata preservada. Após um descanso, retornamos rapidamente ao local onde deixamos as mochilas, as 11:20. A esta altura a trilha obviamente já começava a ferver de turistas (entenda-se "pretensos trilheiros") e era no mínimo pitoresco e divertido ver muita madame trilhando de salto alto e ainda reclamar das condicoes da picada!? Desfile de moda ecológicamente di-vi-no, aprovado pelo cabeleireiro!
Chegamos novamente na base da trilha, no estacionamento, por volta das 11:36. Pertinho dali está a placa indicando o acesso à Pedra Redonda e Partida (à esquerda), proximo de uma porteira e uma ampla clareira gramada, ideal pra um eventual pernoite. E assim tomamos a trilha q bordeja a pedra pela mata fechada p/ logo alcançarmos uma bifurcacao , devidamente sinalizada: p/ direita, subindo, vai dar no alto da Pda Redonda; já seguindo direto p/ esquerda, vamos p/ Pda Partida. Decidimos inicialmente tomar a direita, e dá-lhe ziguezague íngreme! O trecho é relativamente curto, mas foi suficiente p/ ensopar nossos corpos mochilados. O caminho é bem demarcado e largo, ancorado por madeira, onde as copas das árvores se entrelaçam tornando-o úmido e escorregadio. Assim, alcançamos o topo - por sinal, lotado de gente - da Pda Partida (1810m) ao meio dia. Pausa pra lanche e fotos, claro. A vista privilegiada do Vale do Paraíba - agora isento de nuvens - e da crista percorrida pela manhã compensou o esforço. Ficamos la o suficiente p/ lanchar algo, não muito mais do q isso. Eu já tava quase surtando c/ a simples presença dessa playboyzada farofeira metida a "Niclevicks de final de semana", por isso descemos imediatamente pro ultimo ataque do dia.
Chegamos na bifurcacao das trilhas logo depois, e desta vez seguimos pela da esquerda, já bem mais estreita e vazia de gente. Claro q desta vez escondemos novamente as mochilas na mata p/ agilizar na subida. A trilha desce um tanto p/ depois subir c/ forte inclinação, sempre em mata fechada e fresca. Logo cada valeta vira um barranco, cada pedra, uma quase escalada. A presença de barro, terreno escorregadio, o trecho final repleto de bambuzinhos e outros obstaculos desanimam a maioria dos visitantes, tanto q nesta trilha vimos apenas 2 ou 3 casais. Antes do topo, porem, algumas saídas laterais nos levam a umas pedras planas c/ belos mirantes. E é num deles q eu e o Sergio estacionamos definitivamente p/ descansar (e quase cochilar) sob o sol do inicio tarde, enquanto Ronald vai ate o topo da Pedra Partida, de onde se tem uma panorâmica da região. Daqui pode-se ver perfeitamente as casas da Fazenda Sta Cruz, nosso proximo destino, quase 500m abaixo. São 13hrs e estamos a 1965m de altitude.

Imagem

VOLTANDO PELA SANTA CRUZ
Voltamos satisfeitos pro estacionamento quase as 14hrs. Ajeitamos as mochilas e iniciamos o retorno de 13km pra São Francisco Xavier. Do estacionamento, basta seguir pela estrada q parte do fundo dele, após a clareira gramada e uma porteira (com uma placa "Fazenda Santa Cruz"). Não tem erro, é obvio demais! E dá-lhe descida inipterrupta em ziguezagues, e ja logo de cara passamos por um riachinho, onde abastecemos nosso suprimento de água, já q a crista da Serra do Selado não tem água alguma. O inicio da descida é aberto, tendo belas e largas vistas, mas logo depois a mata fechada toma conta e somos brindados com a mais pura e fresca sombra. "Trilha Santa Cruz" é forma de expressao pq esta aqui é uma estrada erodida e coberta de mata rasteira, nos mesmos moldes da primeira metade da "Trilha do Jorge". Muita mata densa e o som de água correndo é constante em todo percurso. Algumas arvores caídas quebram a monotonia da pernada e o silencio é quebrado pelo som de barulhentas maritacas.

Imagem

Após passar por uma ponte num ruidoso riacho, o terreno se abre definitivamente e a mata dá lugar a belos descampados com araucárias, sinal q chegamos na Fazenda Sta Cruz, quase 15:15. Passamos por uma porteira ate encontrar uma estrada de terra. Aqui tomamos à esquerda e após breve subida inicial, a estrada passa a descer suavemente vale abaixo, beirando a encosta dos morros. Passamos por algumas casas ate q a estrada subitamente termina, daí basta continuar pela encosta atraves de uma trilha quase imperceptível, quase em desuso, tanto q por conta disso o mato cresceu consideravelmente, principalmente samambaias e voçorocas do irritante capim-gordura. Este trecho de mato alto é feito lentamente e c/ a devida cautela pq a umidade deixou a trilha lamacenta e escorregadia, fatores q se agravam qdo não se enxerga onde se pisa. Assim, saimos do mato ate alcançar outro final (ou inicio?) de outra estrada de terra, as 15:50, onde fazemos uma pausa pra descansar e lavar - numa bica disponivel - o corpo impregnado daquele maldito capim-gordura.
Descemos pela estradinha e saimos por uma porteira (com placa "Proibida entrada - Sitio Ventos Uivantes"), daí é uma piramba morro abaixo q parece não ter fim, sempre descendo o vale pelas encostas do morro. E dá-lhe joelho! La embaixo, o ruidoso Córrego dos Martins é nosso companheiro o resto do dia. Lentamente perdendo altitude, passamos por casas e fazendas ate chegar numa estrada de terra principal, as 16:40. Agora basta tocar p/ esquerda ate São Francisco Xavier os quase 8km monotonos restantes. Passamos por pousadas, fazendas e casas (do Vale das Flores), sempre ignorando as saídas laterais (uma delas levando a cachoeira Pedro Davi) este trecho de estrada é um tédio só, ainda mais qdo se perde a carona do caminhão de leite, q geralmente passa as 15hsr; e qdo veiculos nada populares passam jogando poeira propositalmente em vc. Paciência. Logo, o cansaço faz com q nossas mochilas pesem o dobro e cada paso parece minar nossas ultimas reservas energéticas. Mesmo assim, continuamos firmes e fortes; o Sergio ate conseguiu companhia, um local q não desgrudou dele tentando vender-lhe um terreno. Sai, carrapato!

Imagem

Chegamos em São Francisco Xavier assim q escureceu, pontualmente as 17:45, cansados e exaustos. Comemoramos c/ cerveja e petiscos o sucesso da empreitada na mesma padoca de inicio, e voltamos p/ sampa totalmente quebrados, onde chegamos por volta das 21:00 da noite. Cansados sim, porem com a prazerosa e sempre agradavel sensação de dever cumprido. Enfim, fica a dica desta opção aventura-perrengue pra quem tiver quiser curtir um final de semana c/ bom tempo pelas montanhas q dividem a pacata São Francisco Xavier e a chiquerrima Monte Verde. Próxima de centros urbanos e pra atletas de final de semana, este circuitao é desafio com sabor de conquista mais q merecido.

Jorge Soto
http://www.brasilvertical.com.br/antigo/l_trek.html


Jorge... muito bom seu relato....me ajudou muito, montei meu roteiro pro próximo feriado vou rodar tudo por lá....grande abraço cara e parabéns....seu relato é inspirador!! ::otemo::

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 3 visitantes