De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Relatos de Viagens de Carro pelo Brasil, América do Sul, Estados Unidos, Europa e outros destinos do mundo.


De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Luis Arau » 28 Jan 2011, 23:07

Em Mateiros, no Jalapão, pergunte aonde é a estrada para Coaceral (início da BR 135). Zere o odômetro na saída da cidade.
Após 22 km você verá uma Pousada/Fazenda ao lado direito e a frente uma bifurcação que tem uma placa. Pegue à esquerda e siga mais 8 km onde aparecerá uma outra placa indicando Corrente – PI. Siga ela. O cerrado aqui é bem preservado.

Imagem
Imagem
Imagem

No km 35 aparece um povoado com umas 6 casas. Aqui já encontramos um cerradão, com arvores bem mais altas, denotando maior preservação. Faz sentido pois é uma estrada sem qualquer movimento. Não vimos um único carro até Coaceral. No km 38 tem uma escola e um pouco antes uma ponte de madeira.
O cerradão agora dá lugar a um cerrado mais baixo. A quantidade de flores nas margens da estrada é imensa.

Imagem
Imagem
Imagem

No km 51 pegue à direita por uma estrada de areia. No km 59 tem uma fazenda de nome São José. Passe reto. No km 63 à direita tem uma fazenda de Eucalipto. No km 68,3 vire à direita. Você verá o cerrado à esquerda e uma lavoura à direita. No km 69 você verá cerrado à direita e lavoura à esquerda.
No km 72,3 vire à esquerda com um cerrado à direita e lavoura à esquerda. No km 77,5 continue seguindo reto.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Você verá que é o começo da descida da serra. Verá muitas pedras dos 2 lados. A descida vai ficando punk. No km 79,2 você verá a estrada descendo e bem a sua frente uma pequena subida.

Imagem

Logo você verá uma ponte de madeira sobre uma vereda. É hora de parar e tomar um bom banho. Água transparente e na temperatura ideal. Trace a caminhonete pra subir este pequeno trecho.



Imagem
Imagem

No km 81 quando termina a subida siga reto na bifurcação. Não pegue à direita. No km 84 não siga reto, vire à esquerda (você verá o traçado). No km 85,8 siga reto. Você verá uma lavoura à esquerda e à direita. Siga até o fim. Entre o km 95 até 98, observe neste local alguns (acho que seis) enormes silos de armazenagem de grãos à sua esquerda. Ali é a Cargill, o início da estrada de asfalto (78 km) até a BR 135. Na Cargill zere o odômetro.
A estrada está sendo “arrumada”. Tem alguns buracos na pista, portanto, muito cuidado

Imagem

Chegando na BR 135 entre à esquerda sentido Corrente – PI. São 65 km até lá. Entre na cidade e pergunte aonde tem início a estrada para Curimatá via Parnaguá. Até Curimatá são 118 km. Entre Corrente e Parnaguá tem uns 40 km de terra, o que contraria o guia 4 rodas (no guia está asfaltada). De Parnaguá até Curimatá o asfalto está ótimo, o que também contraria o guia 4 rodas (no guia estão asfaltando). Chegando em Curimatá, nem pense em procurar pousada. Fique no hotel do posto (2 irmãos). É o único que tem ar condicionado. Vejam a porta do banheiro...

Imagem


Detalhe. Você não consegue dormir sem ar. O calor é terrível!!!
Outro detalhe! Você só poderá ligar o ar depois das 21:00hs. Porque? A hora do pico de consumo de E Elétrica é a hora da novela. Pasmem!!! O pico de EE é causado pelas televisões ligadas. Depois da novela, o consumo cai (desligam-se as TVs). Mas, notem que quase ninguém em casa tem chuveiro elétrico e ar condicionado. O sistema elétrico é que é precário mesmo. Eles disseram que 3 anos atrás era muuuuiito pior!!!
O quarto tinha as paredes mofas e parte do reboco caindo. Fazer o que se era a melhor.
Jantamos pizza, pois a cidade não tem restaurante. Vimos um boteco na rua do hotel com mesas na calçada e quase todas ocupadas. Falei, vamos amarrar o nosso Jegue aqui mesmo!!!
Até que a pizza tava boa.
Demos um rolezinho pela cidade e notamos que aqui no interior do Piauí, ninguém, absolutamente ninguém anda de moto com capacete. É a maior zona. 2, 3, 4 pessoas com crianças em cima de uma moto. Terra de ninguém !!! Passou um cara com a mulher na garupa segurando uma menina dormindo.......e todos sem capacete.
Bom, depois de apreciar as barbaridades da cidade, fomos para a pousada. Chegamos lá, surpresa! O sistema caiu! Sem luz, sem ar condicionado. O quarto um forno e cheio de pernilongos. Peguei emprestado da recepção um spray mata mosquito e nos livramos deles. Fiquei batendo papo na recepção com a dona do hotel/posto pois lá fora ainda batia uma leve brisa que espantava um pouco o calor. Daí, contamos para ela que estávamos indo para Caracol via Redenção da Gurguéia, Bom Jesus, Santa Luz....e aí ela nos deu uma grande dica. Tem uma estrada de terra e areia muito boa que corta um caminho enorme até Caracol. Umas 22:00 a energia voltou. Fomos para o quarto, ligamos o ar que funcionou muito bem. Após um café da manhã precário e cheio de moscas pegamos a tal estrada. Saimos do hotel/posto pela direita e depois do segundo quebra molas viramos à direita. Na esquina tem um comércio pintado de verde. Daí é chão (84 km) até Morro Cabeça no Tempo (é uma cidade!).

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Ela não passa por Avelino Lopes. Esta estrada não consta no mapa 4 rodas. Após passar por dezenas de comunidades entre elas a do Desapego, Desengano e Xique-Xique, com mais 60 km você chega no vilarejo do Feijão.


Imagem
Imagem
Imagem

Rodamos mais uns 16 km e chegamos no vilarejo do Peixe e antes ainda passamos por outras comunidades. Do Peixe até Caracol foram mais 30 km. Foi a melhor coisa que fizemos. Além de cortar um grande caminho, passamos pelo interior da caatinga Piauiense, Baiana e Piauiense de novo o que nos fez conhecer bem de perto o sofrimento deste povo.


Imagem
A seca é total!
O calor e a paisagem da caatinga nos fez refletir sobre a boa vida que levamos. De Curimatá até Caracol, foram 190 km de terra e areia. Mas, valeu cada km. Passamos por lugares completamente inóspitos.
Chegamos em Caracol debaixo da maior chuva. Estava caindo um temporal que logo passou. Tem somente 2 pousadas em Caracol que vale conhecer e ficar. Ficamos na pousada da Ednéia. Única com ar condicionado, e em um quarto apenas. E pode crer, faz falta. Chuveiro elétrico nem pensar. Nenhuma pousada tem, mas, nem é necessário.
Pagamos R$ 50,00 o casal com café. A Ednéia nos indicou um guia que trabalha no Ibama como segurança, afirmando que ele tinha prática na condução de viajantes. Acertamos com o guia para conhecer o PN Serra das Confusões e alguns sítios com pinturas rupestres. Acordamos, tomamos um belo café e fomos com o guia para o PN.
Da pousada até a entrada do PN (estão construindo a primeira guarita) que não tem estrutura nenhuma são 11km.
Deixamos o carro à direita da guarita e seguimos a estrada cascalhada à pé. Da pra ir de carro, mas, nós queríamos caminhar. Chegamos até o buraco das andorinhas. Lugar muito bonito, mas o mais interessante é vc conhecê-lo na parte da tarde onde as andorinhas descem em bando para dormirem nas tocas. O barulho do vôo mergulhante parece mais de um pequeno avião a jato (guardadas as devidas proporções). Nós conferimos isto no PN das Capivaras como relatarei mais adiante. Primeira pisada do guia. Voltamos para o carro pela mesma trilha, pegamos o carro e pegamos a estrada-parque em direção a gruta do Riacho dos Bois. A estrada foi aberta e escavada na pedra pelos escravos a mando dos Jesuítas (sempre eles...). Somente 4x4 para encarar esta estrada. É uma descida violenta com o carro traçado todo o tempo. Da guarita até a entrada da gruta Riacho dos Bois são uns 5 km. Deixe o carro e desça umas escadas de ferro e logo vc chegará no início da trilha. É um local de rara beleza.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Na época das chuvas o local vira um rio com profundidade de 1,5 à 2,0 metros. Caminhamos por uns 5 km, ora com o sol entrando num facho pelas frestas do teto, ora com a lanterna de cabeça acessa. Próximo do fim tem um enorme salão. Voltamos pela mesma trilha, pegamos o carro e rumamos para a Toca do Capim e Toca do Enoque com suas pinturas rupestres. Chegamos na comunidade do Capim onde mora o Zé Rocha, um guia local (nós já tínhamos ouvido falar dele, mas, não sabíamos onde morava). Ele conhece tudo nas Confusões. Dá pousada da Ednéia até a comunidade do Capim, são 28km. Do Capim, + 6km chegamos na comunidade do Barreiro. Antes da última casa do povoado, entre à direita (se informe onde é a estrada para a Toca do Capim e Enoque). Rode por 3 km e entre à direita (cuidado com os tocos com raízes de árvores). Antes do fim da estrada, observe à sua esquerda uma clareira do tamanho de 2 carros. Deixe o carro ali e pegue uma trilha um pouco antes em direção ao paredão. Em 2 minutos você chegará na Toca do Enoque com pinturas, grafismos e uma excepcional pintura de um Tamanduá, única em todo o PN das Confusões e PN da Capivara.
Volte, pegue o carro e vá até o final. No final da estrada que segue beirando o paredão pare o carro e siga uma trilha à esquerda. Você verá uma estrutura de madeira com uma escada e portão trancado com cadeado (necessário para evitar ação de vândalos). Suba e verá pinturas (grafismos puros, animais, homens e mulheres) e baixos relevos feitos ente 5.000 e 50.000 anos. É magnífico. Ali, a arqueóloga Niède Guidon, encontrou enterramentos de nossos antepassados completamente diferentes dos encontrados no PN da Serra da Capivara.

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Voltamos pela mesma estrada até a comunidade do Barreiro. Lá, nosso guia nos levaria até o sítio Muquém, mas, ele disse que a estrada não estava muito boa, mas, insisti e ele nos levou até lá. Chegando lá na entrada realmente não tinha a menor condição de colocar o carro naquele buraco cheio de arvores. Ele disse que o pau velho do Ibama entrava, mas, não arriscaria. Dali, eram uns 6 km de pernada, então eu disse à ele, - então vamos pernar, pois em 1 hora chegamos lá. Aí o cidadão disse que “lembrou” de uma estrada nova que fizeram pouco tempo. Voltamos para o Barreiro e ele perguntou para um gaiato que disse que a estrada estava boa e todos estavam utilizando. Pegamos a mesma estrada que vai para as Tocas do Capim e Enoque, e no momento de entrar à direita, à esquerda é a estrada para o Muquém. Ou seja, ele já sabia desta estrada, estava fazendo corpo mole, tentando nos enrolar. Como disse que ir pernando, ele “lembrou” da estrada. Um grande picareta! Fomos até o sítio Muquém, um local com uma gruta bem no paredão com algumas inscrições bem distantes. De beleza ímpar, este local deve ser visitado. A estrada que leva até o Muquém foi aberta uns 3 anos e é muito estreita. Devemos ficar atentos com os tocos das raízes que eles não removeram. Esta estória não terminaria muito bem. Voltamos pela mesma estrada até o Barreiro e depois a comunidade do Capim. Nesta altura, já caía um temporal pesado, e nós p. com o guia. A estrada alagando e escorregadia nos obrigou a traçar a caminhonete que já saia de lado.


Imagem
Imagem
Imagem

Chegando próximo da estrada de pedra senti um ruído da lado esquerdo. Pedi para minha mulher olhar pela janela. Ela disse – furou o pneu. Parei, desci e falei, não foi um pneu, foram 2 pneus furados. E agora! Já estava escurecendo, precisávamos subir aquela estrada de pedras e tínhamos 2 pneus furados. Bom, peguei meu compressor, liguei no acendedor de cigarros (melhor investimento que fiz) dei uma carga nos 2 pneus, liguei a tração e o carro patinava. Coloquei a reduzida e ele foi. Mais 2 minutos, parei, dei mais uma carga nos pneus pois um estava zerado de novo e subi mais uns 2 minutos, dei uma pressão de novo e subi mais um pouco e assim foi indo até chegar lá em cima. Chegando na estrada de areia, dei mais pressão e fui embora pra rodar mais 30 km até a pousada. Chegamos lá no sacrifício às 20:30h. Borracheiro fechado.
Este guia foi péssimo. Além de errar um caminho no meio do PN, fez corpo mole para conhecer o resto. Acho que ele queria nos enrolar para nos guiar no dia seguinte, mas, como sou macaco velho, dei-lhe uns “apertos” e ele acabou nos levando em todos os principais naquele mesmo dia.
Acordamos no dia seguinte e para minha surpresa, 3 pneus furados. Mais um. Bom, tomamos um café sossegado enquanto o compressor trabalhava... Arrumamos as malas, fomos para o borracheiro e consertamos os pneus. 2 dos pneus tinha mais de 1 furo. Eles foram causados pelos tocos das estradas de terra. Quando abrem as picadas, não arrancam pela raiz, assim, sobram os tocos com raízes laterais que furam sem dó. Todos os furos foram nas laterais interna e externas. Rumamos para o PN da Capivara cuja cidade base fica em São Raimundo Nonato. A estrada está asfaltada e em bom estado, o problema são os animais na pista que a toda hora surgem do nada e os (as) motociclistas que andam sem capacete.


Imagem
Imagem
Imagem

Na cidade de Curimatá os motoqueiros, sem capacete, passavam em frente ao prédio do departamento de Transito sem cerimônia. E nada acontecia. Bom, chegamos em São Raimundo Nonato e fomos conhecer algumas pousadas. Sem pestanejar, ficamos no Real Hotel. Pegamos um ótimo quarto na parte superior do hotel e a diária custou R$ 99,00 o casal com um excelente café. Como ele fica no centro (e tem estacionamento), após as caminhadas no PN, basta chegar, tomar um banho e almojantar por perto, à pé. Um dia jantamos um ótimo e barato peixe para 2 no restaurante do hotel (com ar). Mas, vale 1 dia comer um Carneiro no Bode Assado do Tanga. Imperdível, e baratíssimo. Comemos uma ótima pizza no Paulinho e um churrasco de Carneiro e Picanha de Porco (divina) no restaurante Varandas. Aliás, preciso relatar uma coisa! Em toda a viagem pelo norte e nordeste, todas as cervejas, seja lata ou garrafa, que tomei, estavam estupidamente geladas. Nunca tomei aqui no sudeste cerveja com temperatura tão baixa. Ponto pra eles !!!
Acordamos e fomos para o Museu do Homem Americano. Fantástico!
Ali está toda a epopéia da chegada do Homem nas Américas (segundo a teoria, ele, vindo da África, atravessou o oceano Atlântico que na época, cerca de 100 mil anos, era +/-150 metros mais baixo, portanto um caminho mais curto que hoje, e, subiu o rio São Francisco e foi ocupando suas margens e arredores, chegando até o interior). Vale muito a visita para conhecer um pouco mais a história de nossos antepassados e se familiarizar com o que verá no PN. Maravilhoso!


Imagem
Imagem

Não tivemos o prazer de conhecer a Arqueóloga Niède Guidon, a grande e única responsável pela criação, conservação e manutenção do PN e uma defensora atuante na preservação da fauna e flora da região, bem como dos magníficos testemunhos pintados pelos nossos antigos parentes dentro e no entorno do PN da Capivara. Além de tudo, ela sempre ajudou muito a pobre população do interior do Piauí. Com umas 100 dela o Brasil seria muito diferente! Não deixe de conhecer os laboratórios de Paleontologia e oficinas Líticas do Museu. Bem, ali nós tivemos a sorte de conhecer a Riquelma, a namorada do Gadelha (89 – 94234032 – 35821028). Este cara gente boa foi o nosso guia pelos 4 dias que rodamos pelo parque. Ele trabalhou por 10 anos com a Niède na prospecção e escavação dos sítios arqueológicos nos PN das Confusões e Capivara, portanto, conhece como poucos, toda a região. Deixamos por conta dele todos os 4 dias. E olha que foram poucos. Dá pra ficar uns 10 ou mais. São 800 sítios arqueológicos entre pinturas, relevos e líticos. Fique somente nas pinturas e relevos. Ele os levará nas principais. Não dá pra descrever, só indo lá e ver. Maravilhoso!!!


Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Depois de 4 dias, tivemos que ir embora, mas, no Museu, nos disseram que ha pouco tempo, descobriram em uma lagoa (dos Porcos) várias ossadas. A Fundham (Museu do Homem Americano) presidido pela Niède, enviou uma equipe para verificar. Pois bem, no fundo desta lagoa, que está seca, estão em plena atividade, equipes chefiadas pelos Paleontólogos. São umas 50 pessoas (vejam as fotos) trabalhando nas escavações e descobrindo várias ossadas de animais pré-históricos gigantescos de nossa mega fauna (preguiça gigante, tatu gigante...). E nós chegamos bem na hora das escavações! Foi de arrepiar ver aquelas pessoas resgatando parte da história.


Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

Bem, depois da aula na sala natural, pegamos a estrada e rumamos para Petrolina. Nem pense ir para Petrolina via Remanso, pois a estrada está um lixo e fiquei sabendo que são de 7 a 8 horas pra chegar lá. Com tínhamos um lastro de tempo, pegamos uma ótima estrada que sai de São Raimundo Nonato e vai até São João do Piauí (BR 020). Em São João tem uma estrada novíssima (faltavam 17 km para acabar o asfalto) que vai até a BR 407 passando por Campo Alegre do Fidalgo, Lagoa do Barro do Piauí, Queimada Nova, daí até a BR. Muito cuidado com os animais na pista. Como comprar moto está barato, eles estão abandonando os Jegues no mato. Cruzamos com dezenas nas margens e no meio da estrada. Portanto, muito cuidado. Chegamos em Petrolina depois de 4,5 horas e fomos brindados com um maravilhoso por do Sol no velho Chico, atravessando a ponte entre Petrolina e Juazeiro. Depois fomos descendo até Sampa.




Imagem
Editado pela última vez por Luis Arau em 16 Dez 2011, 09:21, em um total de 1 vez.
Avatar do usuário
Luis Arau
 
Mensagens: 139
Desde: 03 Abr 2009, 15:39

Re: De São Paulo até Jalapão, Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor guilherme_mogi » 01 Fev 2011, 08:16

Excelente relato.

Muito bom mesmo.
No caminho pra SP veio direto ou conheceu mais lugares?
guilherme_mogi
 
Mensagens: 73
Desde: 23 Jun 2008, 13:33

Re: De São Paulo até Jalapão, Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Pedrada » 01 Fev 2011, 10:03

muito bom, muito bom, muito bom!!!
essa Brasilzão é f...!!
imagino a sensação de ver aqueles fosseis, sendo descobertos naquela hora
ñ achei o link da parte 1.... lá explica qto tempo, os custos etcs??
valeu, boas trips!!
Avatar do usuário
Pedrada
 
Mensagens: 1216
Desde: 22 Jul 2008, 15:46
Localização: mundo afora, Brasil adentro e América Latina adelante

Re: De São Paulo até Jalapão, Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Frida_ssa » 01 Fev 2011, 10:26

Lu,

Fantástico seu relato, realmente de arrepiar!!
A paisagem qdo cortou caminho até Caracol demostra bem como é sofrimento do povo do nordeste que não tem acesso a àgua.

Estar ali no momento de descobertas arqueólogoicas e paleontológicas não tem preço!!!!

parabéns pela Viagem, muito bom!!! ::otemo:: ::otemo::
Fernanda Diogo - Colaboradora: Salvador, Litoral Norte, Recôncavo, Chapada Diamantina (Bahia).
Relatos: mochilao-cultural-em-salvador-bahia-por-frida-ssa-t54067.html
as-trilhas-do-vale-do-capao-t47621.html#p506912
Hospedagem no Vale do Capão: chapada-diamantina-hospedagem-t29279.html#p585630
Avatar do usuário
Frida_ssa
Colaborador
Colaborador
 
Mensagens: 1037
Desde: 08 Out 2009, 16:48
Localização: Salvador-Ba

Re: De São Paulo até Jalapão, Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Luis Arau » 02 Fev 2011, 21:57

Valeu Frida!
Esta foi realmente uma viagem maravilhosa. Olha que já temos 20 anos de estrada e esta foi surpreendente.
Avatar do usuário
Luis Arau
 
Mensagens: 139
Desde: 03 Abr 2009, 15:39

Re: De São Paulo até Jalapão, Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor lvaraujo » 10 Mar 2011, 12:25

Viagem maravilhosa!!!
Parabéns.
lvaraujo
 
Mensagens: 3
Desde: 21 Fev 2011, 16:42

Re: De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Cesar 4x4 » 10 Mar 2014, 14:51

Obrigado pelo relato. Aparti dele, decidi que em julho viajo sozinho de SLZ-MA, abordo de um Jipe toyota para percorrer o mesmo trajeto que você fez! Saio dia 25.Jul.14 e sigo para Ponte Alta-To, de lá faço o sentido W-L (Jalapão - P.N Serra das Confusões e Capivara), retornando para S.Lui-MA.
Cesar 4x4
 
Mensagens: 1
Desde: 31 Jan 2014, 12:04

Re: De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Luis Arau » 11 Mar 2014, 00:07

Legal Cesar! Não vai se arrepender. Foi uma viagem surpreendente!!! Abraço.
Avatar do usuário
Luis Arau
 
Mensagens: 139
Desde: 03 Abr 2009, 15:39

Re: De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Naturismo » 02 Jun 2014, 19:20

Mas então, no seu relato você está saindo do Jalapão não é? Você tem infos de como chegar de Palmas ao Jalapão e nos atrativos por lá?
Naturismo
Naturismo
 
Mensagens: 7
Desde: 09 Ago 2013, 14:31
Localização: Belo Horizonte / MG

Re: De São Paulo ao Jalapão (sem guia), Serra das Confusões e Serra da Capivara. Parte 2.

Mensagem não lidapor Luis Arau » 03 Jun 2014, 23:43

Na verdade saímos de SP e fomos direto para Ponte Alta. Não passamos por Palmas, mas, é muito fácil. Veja no google maps que o trecho é pequeno. Vc pergunta sobre que atrativos? Em Palmas ou Jalapão?
Avatar do usuário
Luis Arau
 
Mensagens: 139
Desde: 03 Abr 2009, 15:39


Voltar para Viagem de Carro: Relatos de Viagem



Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 0 visitantes