Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Ponto de Encontro para Mochileiros GLBT. Troca de informações, Dicas, etc


Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor London-b » 10 Ago 2010, 15:12

Frida eu ja programei minha ida a salvador. Chego dia 08 de setembro na segunda logo pela manha. Mas inda nao sei onde vou ficar, to com certo receio dos hostels que vi na net e os hoteis acho meu caro e nao queria gastar grana com hotel, com certeza tem coisas mais interessantes para gastar. kkkk. Fiz uma reserva no Che Lagarto, gostei da localizacao. Voce sabe algo de la? Deve ser legal. Beijo meu anjo
London-b
 
Mensagens: 9
Desde: 19 Jun 2010, 09:35

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor Frida_ssa » 18 Ago 2010, 09:28

Oi London! Poxa, esse Che Lagarto eu não gostei... Não tenho certeza mas acho q eles estão reformando. Vc deveria ficar na Pousada e Albergue Âmbar. É bem legal, tranquila, os quartos são pequenos mas bem aconchegantes e limpos, é um lugar simples mas super bem localizado e o preço bom, R$ 31,00 a vaga no albergue. Além disso é um local com postura gay friendly.

Albergue e Pousada Âmbar

Rua Afonso Celso nº 485, Barra.
Tels. 55-71-3264-6956 / 3267-1507. Fax: 3264-3791
E-Mail: ambarpousada@ambarpousada.com.br
Fernanda Diogo - Colaboradora: Salvador, Litoral Norte, Recôncavo, Chapada Diamantina (Bahia).
Relatos: mochilao-cultural-em-salvador-bahia-por-frida-ssa-t54067.html
as-trilhas-do-vale-do-capao-t47621.html#p506912
Hospedagem no Vale do Capão: chapada-diamantina-hospedagem-t29279.html#p585630
Avatar do usuário
Frida_ssa
Colaborador
Colaborador
 
Mensagens: 1039
Desde: 08 Out 2009, 16:48
Localização: Salvador-Ba

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor London-b » 18 Ago 2010, 10:33

Eu estava vendo justamente agora o site deles.
Vi tambem a pousada Papaya verde e a Bella Barra. Fiz um pedido de preco nelas. Ate pago um pouco mais nao tem problema mas nao quero ficar em um lugar ruim pelo amor de Deus. Vou olhar no site da Ambar outra vez. Valeu Frida meu anjo. Kisses a lot
London-b
 
Mensagens: 9
Desde: 19 Jun 2010, 09:35

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor London-b » 18 Ago 2010, 10:51

Voce conhece a pousada o Ninho???? recebi um email deles me falando das tarifas, ate que nao esta caro. Voce conhece??? qual das 4 voce acho melhor?? ela, a ambar, papaya verde, bella barra ou ambar????

Obrigado love
London-b
 
Mensagens: 9
Desde: 19 Jun 2010, 09:35

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor Frida_ssa » 18 Ago 2010, 12:12

Dessas todas eu só conheço a Âmbar, que é bem simples e os quartos são pequenos mas é bem limpae a galera de lá é massa!!. Estou vendo aqui o site do Payaya Verde, até que é gatinha!! rsrs Pelas fotos a Papaya Verde tem os quartos muito legais, se a foto condiz com a realidade e o preço tá legal, então é só mandar ver!!! beijos!
Fernanda Diogo - Colaboradora: Salvador, Litoral Norte, Recôncavo, Chapada Diamantina (Bahia).
Relatos: mochilao-cultural-em-salvador-bahia-por-frida-ssa-t54067.html
as-trilhas-do-vale-do-capao-t47621.html#p506912
Hospedagem no Vale do Capão: chapada-diamantina-hospedagem-t29279.html#p585630
Avatar do usuário
Frida_ssa
Colaborador
Colaborador
 
Mensagens: 1039
Desde: 08 Out 2009, 16:48
Localização: Salvador-Ba

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor London-b » 19 Ago 2010, 08:59

ok meu anjo, acabei de fazer a reserva no papaya verde. Tambem gostei das fotos espero que nao seja o oposto. kkkkk bobagem! Beijo imenso e nao esqueca nossa cerveja. chego dia 08
London-b
 
Mensagens: 9
Desde: 19 Jun 2010, 09:35

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor Harley_SP » 01 Set 2010, 12:00

Perfil do consumidor homoerótico

Para iniciar o estudo sobre o perfil do consumidor homoerótico, é relevante introduzir o assunto com algumas definições do que caracteriza o consumo. Campbell (apud AVENA; ROSSETTI, 2005, On-line) vê no consumo um campo autônomo de análise. Ele identificou o consumo com um sistema de significados, dentro do qual não se consome apenas o próprio bem, mas o significado atribuído a esse bem. Campbell analisa o fato de que os vários consumos de um indivíduo representam suas escolhas e criam sua individualidade. Porém, não só os padrões de consumo determinam o estilo de vida. O autor pensa que determinados valores estão enraizados no consumo mais até do que o gosto individual. Assim, torna-se difícil saber exatamente o valor das coisas consumidas de modo a estabelecer o padrão daquele indivíduo, pois não se compra um estilo de vida, não se cria uma identidade, mas o estilo de vida e, a identidade, determina o que se vai consumir.

O consumo pode ser considerado uma questão privada, pois a pessoa decide o que deseja consumir, não sendo forçada, coagida a consumir um determinado produto. Porém, isso não significa dizer que o consumo é o uso livre dos bens, pois as decisões relativas ao consumo derivam da cultura. O consumo seria uma área do comportamento que é baseada nas regras culturais. Sendo o consumo um ato social e cultural, é importante pensar que a cultura se transforma no decurso da vida de um indivíduo e a velocidade das transformações pode modificar os significados daquilo que se consome, podendo o consumo ser ritualizado de modo a dar mais fixidez aos significados ligados a ele.

É possível entender as escolhas de consumo do homoerótico e do quanto essas podem estar relacionadas à formação de identidades. Quando o homoerótico consome os produtos do turismo há, a influência da cultura da formação de uma identidade consumidora e ainda o consumo do significado relacionado a esse ou aquele produto ou serviço turístico. Conforme Nunan (2003, p. 122), o capitalismo permitiu que os indivíduos reprimidos, incluindo os homoeróticos, se sentissem livres para expressar sua identidade através do consumo de produtos e serviços, fazendo com que o mercado homoerótico se transformasse num dos pilares dessa subcultura. Portanto, quando se entende o consumo como um outro tipo de participação social que dá cidadania ao consumidor, o público homoerótico poderia estar atingindo um nível de cidadania, anteriormente negado a ele, através do consumo. Esse fato é bastante evidente na chamada valorização do pink money.

Com a maior divulgação dessas estatísticas, nos últimos anos, os empresários começam a perceber a diferença do consumidor homoerótico e os meios de comunicação começam apostar em programação direcionada a esse público. Porém, há quem afirme que é um segmento como os outros. Nilton Paiva, gerente da Inter-Rainbow, alerta: “Existe a opinião de que se ganha dinheiro fácil com o público gay” (ATHAYDE, 2005, On-line). Sua empresa está há 13 anos no mercado e funciona em parceria com uma agência convencional, e, juntas, movimentam R$ 400 mil por mês. Paiva conta sua experiência com o público GLBT:

É uma fatia de mercado como outra qualquer. A diferença entre o turista gay e o convencional é muito sutil... Talvez o esmero com o atendimento tenha de ser nossa principal preocupação. Porque o gay é um cliente que, se mal atendido, vai embora mesmo. Tanto que a maioria dos hotéis do País passou a adotar uma postura gay friendly (ATHAYDE, 2005, On-line).
Contudo, os empresários que investem em produtos e serviços para o público GLBT dizem trabalhar em um mercado invisível. Há poucas pesquisas sobre os hábitos de consumo do segmento. Segundo Athayde (2005, On-line), Olivetto credita a falta de pesquisas sólidas sobre o mercado GLBT brasileiro ao fato de serem as empresas de grande alcance de público as que mais investem em pesquisa, mas ele crê que dados de pesquisas feitas nos EUA podem valer para o Brasil.

Embora imprecisos, os números sobre perfil, gastos e hábitos do turista GLBT atrai quem está atrás do pink money. Segundo Magalhães (2004, On-line), em geral, as pesquisas revelam que os turistas homoeróticos permanecem mais tempo nos destinos turísticos e fazem de três a quatro viagens durante um ano e, além disso, gastam 30% a mais. Alguns empreendedores perceberam que o público GLBT está presente e com poder de compra superior.

Antônio Santiago, presidente da ABAV, explica que o turismo GLBT é um ótimo mercado por conta do perfil econômico do turista gay:

Eles ganham bem e são solteiros. Na maioria das vezes, não têm ninguém para sustentar, diz ele. Uma pesquisa realizada e publicada recentemente pela Revista Época, mostra que 41,8% desses clientes têm renda mensal entre 2 e 4 mil reais; 68,9% possuem celular; 42,4% tem pager ou laptop; 68,5% possuem tv a cabo e 59,7% assinam algum jornal, 16,2% são empresários e 52,7% fizeram ou fazem universidade. Bem remunerados, eles investem no lazer: 68,8% já fizeram alguma viagem pelo país e 15,95%, para o exterior, nos últimos 12 meses. Cálculos da IGLTA revelam que apenas os gays americanos gastam, em média, 47 bilhões de dólares por ano em despesas com viagens (SANZ, 2005, On-line).
Segundo Ansarah (1999, p. 194), em matéria publicada na revista Viajeiro Vip de agosto de 1997, os agentes de viagem latino-americanos não valorizam o potencial dos turistas homoeróticos, ignorando que estes constituem um segmento muito lucrativo do turismo pois, geralmente, possuem grande poder financeiro. Segundo a publicação da revista, homoeróticos norte-americanos costumam viajar para a Europa 17 vezes mais do que os outros grupos minoritários e costumam gastar cerca de 17 bilhões de dólares por ano nessas viagens.

Outras informações sobre o perfil de consumo desse segmento de mercado, conforme pesquisa realizada pela CMI , referente aos turistas homoeróticos americanos, indica que, no período de um ano:

91% gozou um período de férias (a média nacional é de 64%);
49% gozou 3 ou mais períodos de férias;
54% gozou um período de férias no exterior (a média nacional é de 9%);
82% gastou 5 ou mais noites em hotéis;
20% fez um cruzeiro marítimo (a média nacional é de 2%)
(OLIVEIRA, 2002, p. 42).
Oliveira (2002, p. 43) afirma que a maior parte dos homoeróticos americanos possui uma renda maior que a dos outros segmentos da população americana, portanto seus gastos são mais elevados. Ele pensa que os idosos, as pessoas de negócios e os homoeróticos são os turistas que causam mais impacto na economia, simplesmente porque gastam mais. O autor considera que o Brasil também pode ter esses benefícios econômicos através do turismo destinado ao segmento GLBT. Oliveira apresenta outra pesquisa que revela dados interessantes sobre o público GLBT dos Estados Unidos:
76% possuem renda familiar acima da média nacional (U$40.000 ou mais);
26% possuem renda familiar igual ou superior a U$1000.000;
87% possuem os principais cartões de crédito (a média nacional é de 25%);
84% possuem passaporte válido (a média nacional é de 29%);
67%.pertencem a programas de milhagem (a média nacional é de aproximadamente 25%);
51% reservam de U$1.500 a U$3.000 por pessoa por período de férias;
16% reservam mais de U$3.000 por pessoa por período de férias;
88% possuem nível superior de escolaridade;
55% são profissionais liberais ou possuem cargos de executivos e gerentes;
72% possuem computador (a média nacional é de 53%);
69% possuem acesso à Internet (a média nacional é 33%);
85% compram por meio de agentes de viagem (a média nacional é 42%) (OLIVEIRA, 2002, p. 43).

Na matéria “Estudo sobre poder aquisitivo gay na Tailândia surpreende” (2005, On-line) é comentado sobre uma pesquisa, que mostrou que a comunidade GLBT está abastecendo uma grande parte da economia asiática. O estudo descobriu que consumidores homoeróticos têm de 25% a 30% mais dinheiro disponível que os heterossexuais e também que os homoeróticos dão preferência a grandes marcas e produtos de luxo. “Com nossa pesquisa, descobrimos um tremendo potencial no segmento de produtos para gays”, disse Teerasak Wongpiya, consultor financeiro da Nano Search.

Mesmo estando cada vez mais visíveis na sociedade brasileira, os GLBT ainda compõem um grupo de consumidores pouco conhecido e abordado, porém já há quem se incomode com o verdadeiro interesse empresarial: “Eles nos olham como consumidores e nós queremos ser vistos como cidadãos” avalia Reinaldo Damião, um dos organizadores da Parada Gay de São Paulo (NUNAN, 2005, On-line). O jornalista e diretor do Mix Brasil, André Fischer, acrescenta, ainda, que, mesmo que se admita que 10% da população seja homoerótica, isso não quer dizer que essas pessoas consumam como gays ou que se comportem como tal:

Não faz parte da característica cultural do Brasil essa divisão explícita. Nos EUA, o sujeito se assume gay, “sai do armário” e cai em uma gaveta. Isso traz identificação, mas é extremamente limitante. Não somos assim e, além de tudo, vivemos em um país pobre. Se tacharmos os gays como consumidores de luxo, o que será das bichas pobres? (ATHAYDE, 2005, On-line).
O Brasil padece de estatísticas concretas sobre os gastos do turista GLBT, principalmente pelo fato de muitos omitirem sua orientação sexual. Contudo, segundo Bonfim (2005, On-line), o turista GLBT costuma gastar US$ 305,00 a mais do que os demais turistas; inclusive, apontam que se estima que em Janeiro de 2002, 37 mil turistas do segmento GLBT aportaram em Florianópolis, gastando em média, US$ 50,00 por dia; o que pode ser considerado 30% a mais do que o turista tradicional.

O poder de compra dos homoeróticos também é evidenciado na compra de imóveis. Os GLBT parecem gastar mais do que os heterossexuais. Conforme a matéria “Construtora de SP investe no público gay” (2004, On-line), o diretor de Marketing da Tecnisa, Romeo Busarello, afirma que o cliente homoerótico gasta, geralmente, entre R$200.000,00 e R$320.000,00 na aquisição do imóvel. Sobre esse valor, desembolsa outros 20% a 25% para modificar a planta ou sofisticar o acabamento. O comprador heterossexual, por sua vez, costuma desembolsar 10% do preço de compra do apartamento ou casa para incrementar o imóvel. Outro exemplo é a concepção do Gay Day no parque de diversões Hopi Hari, no interior de São Paulo, e da Splash Party, dia gay do parque aquático Wet’n’Wild, localizado ao lado do Hopi Hari. De acordo com Athayde (2005, On-line), em sua primeira edição, a Splash Party atraiu cerca de 2 mil pessoas, que gastaram, em média, R$40,00 no parque, ante R$34,00 de gasto médio em um dia normal.

O evento “Miss Gay”, realizado em Juiz de Fora, MG, causa algumas opiniões não desejadas pelos consumidores GLBT, mas mostram que são considerados um segmento com alto poder de consumo. Conforme Lis (2003, On-line), em pesquisa realizada no evento, no ano de 2003, surgiram opiniões do tipo: “Traz muitas divisas para a cidade”; “É bom por causa do dinheiro que rola na cidade”; “Movimenta muito a economia da cidade”; “Importante para o turismo e comércio da cidade”; “Existe grande faturamento do comércio local”. De acordo com Guimarães (2003, On-line), pesquisas realizadas em 2001 e 2002 pelo MGM e universidades locais, o turismo gay movimentou, em cada ano, cerca de R$ 1,6 milhão. Em 2002, foram 4.464 turistas. Desses, 72% se hospedou em hotéis, com gasto médio por dia de R$179,00 valor quase três vezes superior àquele gasto pelo turista convencional, que é de R$60,00.

As pesquisas realizadas no Brasil, que apresentam o perfil do homoerótico brasileiro, geralmente compõem um universo limitado de entrevistados, pois algumas delas são realizadas através da Internet. Assim, pode-se pensar que o perfil poderá apresentar resultados apenas de pessoas que possuem melhor nível sócio-econômico. Contudo, quase em sua totalidade, as pesquisas mostram que a grande maioria dos turistas homoerótico são solteiros, sem filhos e geralmente pertencem às classes A ou B. O número de homoeróticos homens é consideravelmente maior que o de mulheres. As pesquisas apontam que gays e lésbicas são mais exigentes, porém gastam mais (até 30% a mais, como já mencionado) e permanecem nos destinos o dobro do tempo que o heterossexual. Fazem de três a quatro viagens durante o ano. Profissionalmente bem-sucedidos, bem informados e, quase sempre, com disposição para gastar. Sobre escolaridade, 57% possui nível superior, 40% ensino médio ou superior incompleto. Para melhor compreensão dos resultados das pesquisas, duas das mais abrangentes realizadas no Brasil, encontram-se em anexo.

3.2 Surgimento e crescimento do turismo GLBT, principais destinos e
eventos

O turismo GLBT é um segmento do mercado turístico voltado para atender ao público homoerótico. Existem três versões para o surgimento desse segmento do turismo. A primeira versão, apresentada pela matéria “Turismo gls ganha espaço nas agências de turismo” (2005, On-line), afirma que o surgimento do turismo GLBT é conseqüência direta da retomada do Movimento Homoerótico, na década de 80 e, posteriormente, os anos 90 apresentaram-se como o grande momento para as comunidades gays, principalmente, do Brasil. A maior conscientização da população em relação aos direitos das minorias, superando, em parte, velhos preconceitos, e uma tomada de posição dos membros dos diversos grupos de homoeróticos assumindo sua condição, também deram um enorme impulso para o crescimento da atividade. O público GLBT sentia a necessidade de freqüentar locais em que não fosse agredido, de estar em ambientes nos quais sua orientação sexual não fosse questionada, em que pudessem se reunir e, principalmente, onde a simples presença já fosse indício de sua escolha, tornando os contatos mais francos e livres de agressões. Esses fatores, combinados entre si, contribuíram para a formação desse novo segmento de mercado.

Porém, Ansarah (1999, p. 184) apresenta outra versão para este fato. Ela afirma que o turismo GLBT surgiu da oportunidade de mercado inexplorada pelas agências de turismo tradicional. Kevin Mossier e Jack Sroka, profissionais do turismo do mercado norte-americano, perceberam que muitos de seus amigos homoeróticos tinham a necessidade de buscar alternativas nos equipamentos de turismo voltados aos heterossexuais. Assim, resolveram fundar a Minneapolis, nos Estados Unidos, em 1992, a primeira agência de turismo voltada a atender exclusivamente o turista homoerótico.

A terceira versão apresentada, que parece ser a mais aceitável devido as datas dos acontecimentos, é de que o turismo GLBT desenvolveu-se devido aos cruzeiros marítimos. Teriam sido esses cruzeiros que deram o impulso inicial ao segmento do turismo GLBT. Segundo Goulias (2005, On-line), a primeira viagem desse tipo foi feita em 1986, pela empresa Olivia Cruises, que fretou um navio só para mulheres, num programa de quatro noites pelas Bahamas. Passados quase vinte anos, a operadora já organizou mais de cinqüenta excursões pelo mundo e atendeu cerca de 30 mil clientes. Para Goulias, o setor de cruzeiros GLBT e, viagens organizadas para grupos homoeróticos, estão em franco crescimento.

Ao tratar do turismo GLBT, muitos não têm idéia de sua dimensão, e isso representa um dos motivos pelos quais ainda é deixado de lado, por grande parte das empresas voltadas ao turismo no Brasil e em parte do mundo, com exceção de alguns países, como os Estados Unidos, França, Canadá, entre outros, que já trabalham fortemente esse segmento. Como ocorre em toda segmentação, esse segmento atende uma minoria específica, mas está ganhando força, visto que os homoeróticos estão mais integrados à sociedade. Beni (2003, p. 437) considera que muitos grupos caracterizados por serem minorias, que anteriormente se isolavam do resto da sociedade devido aos preconceitos sofridos, hoje participam mais livremente do mercado de turismo, lazer, e entretenimento.

Mesmo com maior evidência desse segmento, ainda não se tem muitos dados disponíveis. A Riotur afirma não dispor de dados sobre o segmento de turismo GLBT. José Carlos Sá, vice-presidente da Riotur, explica:

O que sabemos é de que este é um mercado em crescimento, assim como outros grupos minoritários, como por exemplo o turismo de aventura, o ecológico, entre outros. O que tem ocorrido é a especialização das Agências de Viagens que buscam novos nichos de mercado como forma de negócio. E a especialização é uma forma de profissionalizar o turismo em geral (CONDÉ, 2005, On-line).
Segundo a matéria “Turismo gay cresce 65% em 2004” (2005, On-line), o turismo internacional de gays, lésbicas e simpatizantes cresceu 65% no Brasil em apenas um ano, especialmente em cidades como o Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis. O Brasil encontra-se entre os 10 destinos mais procurados pelo público GLBT do mundo, afirmou a IGLTA , segundo a reportagem.
Os dados mostram que o turismo realizado pelo público GLBT vem crescendo em todo o mundo, sendo que os resultados já influenciam o planejamento da atividade turística. Franco Reinaudo, diretor de marketing da Álibi Turismo, agência especializada no turismo gay, e fundador da ABRAT GLS , analisa com otimismo o crescimento desse segmento:
Por um lado está o mercado interno, onde cada vez mais gays brasileiros têm procurado as agências especializadas para comprar suas viagens. De outro lado o Brasil vem se tornando um pólo de atração do turista gay estrangeiro com seu Carnaval, Paradas e principalmente pela sua melhora no respeito à diversidade (CIA; LLISTÓ, 2005, On-line).
Além disso, pode-se referenciar outros dados que comprovam o crescimento do turismo GLBT no Brasil:
A Álibi, aumentou seu fluxo de turistas gays estrangeiros em 65% entre o verão de 2004 e o de 2005. O Brasil cresceu mais de 150% na preferência do turista gay americano;
O último carnaval carioca recebeu cerca de 500 mil turistas gays;
A cidade de Florianópolis têm cada vez mais turistas gays em seus feriados;
A prefeitura da cidade organiza há 13 anos o Pop Gay, concurso de fantasias no carnaval;
Manaus realizará em abril o I Seminário de Turismo Amazônico GLBT com representantes da EMBRATUR, da ABRAT e do órgão de turismo local, além de jornalistas;
Em São Paulo há uma noite gls incomparável. A Parada Gay e o Festival Mix Brasil são atrações localizadas. Os bairros Jardins e Largo do Arouche são internacionalmente conhecidos como points gays da cidade;
As cidades do Rio de Janeiro, Búzios e Cabo Frio já organizaram eventos direcionados a turistas gays (CIA; LLISTÓ, 2005, On-line).
Conforme Ansarah (1999, p. 11), o grupo de turistas homoeróticos está cada vez maior e também mais consciente sobre seus direitos e deveres. No entanto, Oliveira acredita que “há turistas gays e lésbicas que visitam nosso país, porém, o fluxo de turismo para o Brasil e dentro do Brasil, ainda não é consistente e nem planejado” (2002, p. 50). De acordo com o autor, para que haja crescimento do fluxo turístico, o Brasil não precisa fazer nada voltado para esse público específico, em termos de recursos e infra-estrutura turística. Oliveira afirma que esses aspectos devem ser levados em consideração quando se fala em qualquer segmento turístico. Eis alguns exemplos de ações que, para Oliveira, devem ser tomadas por um país que pretenda, seriamente, atrair turistas:
As pessoas que residem nos locais a serem visitados precisam ser informadas sobre os benefícios que a atividade turística pode proporcionar para sua comunidade, o que vai torna-las mais tolerantes e acessíveis aos turistas;
Os órgãos responsáveis pela promoção do turismo, em nível municipal, regional e nacional, devem divulgar no mercado o produto a ser vendido aos turistas, tendo o cuidado de não fazer propaganda enganosa;
As autoridades públicas devem oferecer uma infra-estrutura mínima para os visitantes, garantindo-lhes, pelo menos, segurança e higiene (OLIVEIRA, 2002, p. 35).
DeLozier & Rodrigues (apud NUNAN, 2003, p. 165) ressaltam que o mercado, para atender o segmento GLBT, ainda não se mostrou muito ativo porque os empreendedores temem a perda dos clientes heterossexuais, que formam a maior parte dos clientes, devido ao preconceito que estes podem apresentar. Frente a essa afirmação, pode-se pensar que para que haja o desenvolvimento de um novo segmento, é preciso rever alguns conceitos pré-determinados existentes nas pessoas, como reflete Ansarah:
Quebrar paradigmas requer ousadia, inovação e conhecimento. O turismo GLS é, portanto, uma grande fonte de conhecimento, pois nos possibilita rever conceitos morais, sociais, etc, tendo como base de estudo, diversos pontos de vista (1999, p. 185).
Essa falta de conhecimento e análise dos conceitos, ou pré-conceitos, e as opiniões distorcidas a respeito dos homoeróticos, que ainda causam certa rejeição e desconsideração em atraí-los, vêm, principalmente, da falta de informação e conhecimento, levando, algumas vezes, à associação errada entre turismo GLBT e turismo sexual. Devido ao fato de uma parte da população não conhecer as características das pessoas homoeróticas, há o preconceito e o distanciamento entre as empresas tradicionais de turismo e os clientes homoeróticos.

Contudo, muitos países já se adaptaram para oferecer roteiros que façam jus a esse segmento de turismo. Os países preocupados com o desenvolvimento econômico e social percebem no turismo uma fonte de criação de postos de trabalho e crescimento econômico. Conforme Arcanjo (2005, On-line), os EUA, Holanda, França e Alemanha são pioneiros e investem abertamente em campanhas para atrair o público GLBT. Atualmente, em diversos países, o turismo GLBT tem sido amplamente divulgado e crescente. No Brasil ainda se trata de um segmento que está em desenvolvimento, mostrando iniciativas em alguns destinos turísticos. No entanto, segundo Oliveira (2002, p. 36), nos últimos 10 anos, atrair turistas homoeróticos passou a fazer parte da agenda de muitos destinos turísticos brasileiros, cujos órgãos oficiais têm participado ativamente na construção de um ambiente mais favorável e amigável para este público.

Visto o surgimento e crescimento do turismo GLBT, faz-se necessário a adaptação dos destinos que desejam receber o turista homoerótico. Conforme dados do site da EMBRATUR, estima-se que 10% da população brasileira seja homoerótica, o que resulta em aproximadamente 18 milhões de pessoas. Mesmo com esse número de homoeróticos, os investimentos vêm ocorrendo apenas nos últimos anos. Oliveira (2002, p. 32) afirma ser impressionante que em um país como o Brasil, que possui órgãos especificamente voltados para a promoção do turismo e muitos cursos superiores de turismo, quase não se fale em turismo GLBT. Na visão de Oliveira, isso atesta a existência de discriminação. Porém, como já comentado, já existem destinos, no Brasil e no mundo, que são freqüentados por homoeróticos. Geralmente concentram-se nas grandes cidades e nas grandes capitais, afinal, como acredita Filomeno:

Um grande edifício, cheio de apartamentos, onde os ‘vizinhos’ não se conhecem e só se encontram no elevador para trocar cumprimentos é muito mais ‘acolhedor’ do que uma vila de uma cidade pequena, cheia de vizinhos, tias e primos interessados em saber o que se passa em sua casa. Não é por nada que São Paulo, Nova Iorque e Londres são ícones da cultura gay (2005, On-line).
Seguindo uma tendência mundial do turismo de explorar segmentos de mercado, as viagens GLBT também estão subdivididas em roteiros só para homens, só para mulheres e mistos.
Um fato curioso é que gays e lésbicas divergem em um ponto na hora de aprontar as malas: enquanto eles procuram agitação, elas optam pelo turismo artesanal e ecológico. Porém, mesmo que o roteiro de um não agrade o do outro, em um quesito são unânimes: havendo desrespeito ou mau-atendimento, rapidamente o conceito do lugar cai e o fluxo de turistas diminui, graças à propaganda boca a boca e à interação da comunidade GLS. Com dinheiro em mãos e disposição para gastar, é impossível ignorar o potencial turístico homossexual (ARCANJO, 2005, On-line).
Mesmo apresentando diferenças, alguns destinos turísticos são procurados tanto por gays como por lésbicas. Entre os lugares mais procurados pelos turistas homoeróticos, no Brasil, segundo Goulias (2005, On-line), estão as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, pois, além de oferecer várias opções de lazer, o preconceito contra a comunidade GLBT é menor. Recife, Salvador, Fortaleza e Florianópolis também são encaradas como gay friendly, porque possuem uma comunidade gay atuante e uma vida noturna agitada. Nos últimos anos, Paraty, Angra dos Reis e Búzios, no Rio de Janeiro, estão conquistando uma boa parcela do público homoerótico. Fernando de Noronha, que é um dos destinos mais prestigiados pelos turistas, começa oferecer o ecoturismo GLBT. Segundo Dudu (2005, On-line), as cidades preferidas pelos gays que chegam de fora do País, são: Florianópolis e Camboriú, que têm a preferência de argentinos e uruguaios; Salvador, escolhida principalmente pelos europeus e gays negros americanos; Rio de Janeiro, que recebe 70% dos gays que chegam ao país, principalmente dos Estados Unidos e Europa.

Entre os lugares que se tornaram preferidos, no exterior, pelos homoeróticos, segundo Goulias (2005, On-line), estão a ilha grega de Mykonos e a Ilha de Ibiza, na Espanha. Nos Estados Unidos, Palm Springs, na Califórnia, começou a atrair a comunidade GLBT nos anos 60 e permanece em alta, seguida por cidades como Key West, Miami e Fort Lauderdale, na Flórida; Provincetown, em Massachusetts e São Francisco, na Califórnia. Eles também procuram Acapulco e Puerto Vallarta, no México; Sydney, na Austrália; Bangcoc, na Tailândia; Copenhague, na Dinamarca e Porto Rico.

Outro destino, no exterior, prestigiado pelos turistas GLBT, conforme matéria “GLS – Bonjour et bienvenue” (2005, On-line), é a França. Lá, gays e lésbicas têm o direito de se casar sob a forma de união civil. A diversidade de suas regiões, sua gastronomia, vinhedos, cultura, paisagens e monumentos célebres, e sua comunidade gay e lésbica se combinam para criar um país moderno. Segundo Fortino (2005, On-line), Paris, é destino para quem procura arte, boa comida, lojas de grifes e noites com bares e clubes. Muitos hotéis, bares, restaurantes, lojas e casas noturnas abrem as portas para o público GLBT, que também encontra clima amigável em praias e locais históricos.

Pagotto (2004, On-line), comenta que no México, o turismo GLBT concentra-se em Puerto Vallarta, especificamente na Playa Muertos, onde chegam vôos charters do Canadá, Alaska e Los Angeles. Acapulco, Cancun e Playa Del Carmen também se destacam, pois possuem hotéis e infra-estrutura voltados para o segmento. A matéria “Espanha-homossexualismo” (2005, On-line), afirma que na Espanha, um mercado de pelo menos 3,3 bilhões de euros ao ano continua em expansão. São 1.250 locais e estabelecimentos específicos e agências dirigidas somente ao segmento GLBT.

Oliveira (2004, On-line), acredita que o turismo GLBT é forte nos Estados Unidos, com destaque para Las Vegas, Miami e São Francisco, conhecida como a capital gay. A matéria “Museu na Alemanha retrata história da homossexualidade” (2005, On-line), destaca que a história do homoerotismo é um dos atrativos na Alemanha, apresentado no Schwules Museum, o Museu Gay, que fica na cidade de Berlim. O local possui uma biblioteca e um arquivo com fotos, pinturas e textos que retratam a história cotidiana dos grupos homoeróticos.

Porém, nos últimos anos, a capital da Argentina tem sido considerada um dos principais destinos de gays e lésbicas. Conforme a matéria “Simpósio internacional de turismo gay e lésbico 2005” (2005, On-line), em 2004, Buenos Aires recebeu 5,25 milhões de turistas, 38% a mais do que no ano anterior, segundo a Secretaria de Turismo da cidade. Buenos Aires está sendo considerada o destino mais procurado para o turismo gay. A postura pró-gay vem do governo do país que, há dois anos, permitiu que gays e lésbicas realizem uniões civis em Buenos Aires. Segundo a matéria “Argentina terá praia gay” (2005, On-line), a cidade de Rosário, terá uma praia exclusiva para homoeróticos, situada em uma das ilhas do rio Paraná, com capacidade para 2 mil pessoas. Rosário já conta com um mapa que reúne todos os estabelecimentos e locais gay friendly.

Os destinos turísticos apresentados, por si só, atraem os turistas homoeróticos, mas sabe-se que os segmentos do turismo são beneficiados quando envolvidos com eventos importantes, como carnaval, festas populares, religiosas etc, e, com o segmento GLBT não é diferente. A cada ano o seu crescimento é impulsionado pelos eventos específicos que atraem muitos turistas. O Brasil já possui um calendário de eventos atrativo e que cresce a cada ano. Várias capitais e cidades do interior celebram o “Dia do Orgulho Gay”, com suas Paradas Gay que lutam pela cidadania e respeito. Outros tipos de eventos acontecem nas mais diversas cidades do Brasil.

A matéria “Turismo gls ganha espaço nas agências de turismo” (2005, On-line), afirma que, entre os eventos realizados no Brasil, o que mais atrai, principalmente, turistas gays do exterior, é o Carnaval, que recebe homoeróticos de várias partes do mundo. Contudo, outros eventos também atraem muitos turistas em diferentes cidades do País. A matéria “Semana do movimento gay agita Juiz de Fora em agosto” (2005, On-line), destaca que em Juiz de Fora, MG, ocorre anualmente uma festa que reúne grande parcela de homoeróticos, é a Rainbow Fest, um festival cultural, que ocorre juntamente com o Miss Gay Brasil, realizado desde 1969. Outro evento para o público GLBT é mencionado por Athayde (2005, On-line). Trata-se do “1º Finde GLS” que Búzios (RJ) promoveu. Foi considerado sucesso de público e renda. Durante os quatro dias do evento, os comerciantes e hoteleiros, acreditam que a cidade recebeu mais de 2 mil turistas, que teriam gasto em suas lojas, bares e restaurantes cerca de R$800.000,00. “O movimento foi de 30% a 40% maior do que um fim de semana normal”, garante o empresário José Marcio Moreira dos Santos, proprietário de um restaurante e um café na cidade.

No exterior existem eventos variados e alguns bem peculiares. Conforme Goulias (2005, On-line), as estações de esqui promovem semanas voltadas para o público GLBT e esses eventos atraem mais de 5 mil pessoas. Ocorrem em Aspen, Park City, Utah, Stowe, Vermont, nos Estados Unidos; Katschberg, na Áustria; Whistler, no Canadá; Club Med Les Menuires, na França. Nos Estados Unidos acontecem rodeios gays para atrair o público GLBT. Conforme Goulias, em 1985, foi criada a International Gay Rodeo Association, IGRA. Além de regularizar a prática do esporte, a IGRA coordena campeonatos em Estados e promove uma final anual entre competidores da América do Norte. Os prêmios incluem cruzeiros marítimos gays. A matéria “Califórnia quer atrair turistas com o concurso Mr. Gay 2006” (2005, On-line), noticia que na cidade de Palm Springs, na Califórnia, acontecerá o concurso Mr. Gay. O prefeito Ron Oden afirmou à reportagem: "Não poderíamos estar mais felizes. Sediar um evento como esse atrai a atenção de todo o mundo para a beleza de nossa cidade". Don Spradlin, um dos organizadores do evento, comentou à reportagem: "Queremos aumentar a visibilidade dos homossexuais, criar uma imagem humanizada e confrontar a atual cultura homofóbica" (CALIFÓRNIA..., 2005, On-line).

3.3 Empresas especializadas e capacitação das pessoas em atendimento ao público GLBT

Para que um destino possa receber e proporcionar a infra-estrutura necessária para os turistas homoeróticos, é relevante que as empresas se adaptem a esta realidade e criem alternativas de lazer e entretenimento. Porém, segundo Oliveira (2002, p. 56), de acordo com a Associação de Turismo para gays e lésbicas da Nova Zelândia (NZGLTA), existem três critérios para uma empresa ser qualificada como gay friendly:

1 Os donos e gerentes de um empreendimento turístico devem estar comprometidos em apoiar o estilo de vida dos gays e lésbicas e em não explorar os turistas G&L.
2 Os visitantes G&L podem se expressar livremente e os empresários, gerentes e profissionais de turismo devem ter a habilidade de lidar com reclamações de qualquer pessoa que desaprova o estilo de vida dos gays e das lésbicas.
3 Os empresários, gerentes e profissionais de turismo devem ser pró-ativos no marketing e na promoção da Nova Zelândia como um destino para gays e lésbicas (OLIVEIRA, 2002, p. 56).
Entretanto, mesmo não atendendo os critérios estabelecidos, segundo Pagotto (2005, On-line), existem cada vez mais agências de viagens, hotéis, operadoras e guias trabalhando com o turismo GLBT. Nos últimos anos, de acordo com Nunan:
O número de estabelecimentos dirigidos ao público gay dobrou no País: atualmente, são aproximadamente 200 empresas, focadas em serviços como o de boates, bares, restaurantes, agências de viagem, saunas, hotéis, academias de ginástica, feiras de moda alternativa, festivais de cinema, organização de raves e sites (NUNAN apud ATHAYDE, 2005, On-line).
Entretanto, uma pesquisa realizada para verificar o grau de satisfação dos homoeróticos, em relação às empresas, demonstrou que grande parte dos entrevistados percebem as empresas como homofóbicas e indiferentes, em relação a eles, mesmo tendo havido esse crescimento de empresas especializadas:

Como você vê as empresas no Brasil, em relação aos GLS

Muito interessadas - 6% - 34 votos
Um pouco interessadas - 14% - 77 votos
Indiferentes - 30% - 171 votos
Homofóbicas - 34% - 195 votos
Não sei dizer - 16% - 92 votos
569 Votos no Total
Fonte: CENSO GLS, 2005, On-line

Dentre as empresas de maior importância para o turismo e também para o turista GLBT, estão os hotéis. Existem hoteleiros tolerantes, que aceitam hóspedes GLBT, mas nem todos estão realmente preparados para recebê-los. Tolerância é diferente de aceitação, e, onde há apenas tolerância, poderá haver também discriminação. Nesse sentido, cabe a observação de Oliveira quando afirma que “[...] respeitar, entender e aceitar o que é diferente, o outro, é a maior experiência que o turismo pode proporcionar a qualquer viajante” (2002, p. 59).

Embora ainda não seja costumeiro, há hotéis que buscam adequar o atendimento através de treinamento para receber adequadamente esse público. De acordo com a matéria “Hotéis ajustam serviço para o segmento GLS” (2004, On-line), Clóvis Casemiro, já treinou funcionários da rede Tropical de Hotéis, Accor, Othon, Pestana e Caesar Park. Casemiro comenta à reportagem: "É preciso equipamento, assim como o ecoturismo requer guias especializados, o turismo GLBT precisa de atendimento adequado" (HOTÉIS..., 2004, On-line).

Segundo Goulias (2005, On-line), no exterior, as empresas especializadas são bem comuns. Em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, existem cerca de trinta hotéis direcionados ao mercado GLBT. Há lugares que se especializaram ainda mais e aceitam somente gays ou somente lésbicas como hóspedes. É o caso do Timberfell Lodge , no Estado americano do Tennessee, voltado apenas para gays, e do Queen of Hearts, em Palm Springs, Califórnia, só para lésbicas.

Em Buenos Aires, será inaugurado, em 2006, o primeiro hotel cinco estrelas gay. A notícia é anunciada pela matéria “Buenos Aires vira capital mundial do turismo gay” (2005, On-line). É uma iniciativa do espanhol Juan Juliá, também proprietário do hotel Axel de Barcelona, um dos primeiros criados especificamente para a comunidade homoerótica. Conforme a matéria “Novo hotel gay de Buenos Aires fica pronto em 2006” (2005, On-line), o projeto, orçado em US$ 3 milhões, será similar ao que existe em Barcelona. Os cálculos das principais operadoras de turismo do país afirmam que 10% das pessoas que visitam a Argentina são gays e costumam gastar uma média de 25% a mais do que o turista heterossexual.

Porém, o primeiro hotel do Brasil e da América Latina, especializado em turistas gays e lésbicas, localiza-se no Ceará, na praia da Lagoinha, a 50 minutos de Fortaleza. É o Absolut Resort, que fica numa área de 8.700 m² contendo 32 bangalôs, piscina, sauna, academia de ginástica, restaurante, boate, espaço para shows e funcionários especializados para atender esse segmento.

Entretanto, mesmo com o crescimento do turismo GLBT e o surgimento, cada vez maior, de empresas especializadas no segmento, vale observar que, na atuação dos profissionais do turismo, nem sempre é contextualizada a importância do turista homoerótico. Contudo, a profissionalização pode ser um caminho para combater o preconceito e a discriminação daqueles que recebem os turistas.

A promoção do Brasil como um destino para gays e lésbicas, portanto, passa pela preparação dos profissionais de turismo, principalmente os funcionários que entram em contato direto com os turistas, pois são esses funcionários que vão passar uma boa ou má imagem para o cliente. Não podemos esquecer que a comunidade de gays e lésbicas está alerta a atos de discriminação anti-homossexual cometidos em destinos turísticos. Se um destino turístico não trata os turistas G&L com o devido respeito e esse mau trato é generalizado, o trabalho de promoção turística pode sofrer um arranhão, às vezes profundo demais para ser curado com facilidade (OLIVEIRA, 2002, p. 55).
Tal postura preconceituosa só pode gerar perdas financeiras para o setor turístico como um todo. Assim, pode-se concluir que a profissionalização trará grande contribuição para que se compreenda o homoerotismo como segmento turístico e cidadãos pertencentes à sociedade e à atividade turística. Porém, segundo Glodstein (apud NUNAN 2003, p. 197), a aparente aceitação do homoerotismo por parte dos empresários nem sempre é sincera, pois muitas vezes está diretamente ligada ao interesse no poder de compra desses turistas. Ele reflete que aceitar os homoeróticos como consumidores não é o mesmo que aceitá-los como cidadãos, pois geralmente aceita-se que eles fazem parte de uma subcultura, de um segmento da população, porque existe objetivo econômico como interesse principal. Os países que foram bem sucedidos no turismo GLBT desenvolveram um trabalho educativo no sentido de conscientizar a população e mostrar a importância deste público para o mercado de consumo. Imagina-se que iniciado este trabalho, a sociedade venha a ganhar a confiança do consumidor homoerótico.
Os profissionais do turismo não podem apresentar preconceitos para poder entender e proporcionar o correto atendimento dos desejos e necessidades dos turistas, independente de sua cor, raça religião e orientação sexual. Todos são seres humanos devem ser respeitados como tal (ANSARAH, 1999, p. 206).
Assim, antes de campanha promocional, é relevante o lançamento de um programa de treinamento, além do mapeamento de locais gay friendly e a criação de um guia informativo. Como exemplo da preocupação com treinamento de funcionários para atender turistas homoeróticos, teve-se um treinamento destinado aos atendentes das Centrais de Informações Turísticas que trabalharam na 9.ª Parada do Orgulho Gay, promovido pela São Paulo Turismo S.A. (SP Turis), em parceria com a ABRAT. Segundo Vieira, "eles aprendem a atender os casais homossexuais sem deixá-los constrangidos, e aprendem também a se livrar de uma cantada e até de clientes homofóbicos que dividem espaço com os gays" (2005, On-line). Conforme a matéria “Segundo curso de turismo gay” (2004, On-line), homoeróticos do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Caxias e Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, também serão treinados para a produção de eventos para o turismo e lazer homoerótico. Os ministros, Ricardo Berzoini, do trabalho e emprego e Gilberto Gil, da cultura, lançaram o segundo curso de turismo gay. Mais de 2 mil jovens deverão participar dessa segunda etapa. Dos 842 jovens treinados na primeira fase, 45% conseguiram trabalho.

3.4 Promoção Publicitária

Faz-se relevante observar a importância da publicidade para divulgar e valorizar o turismo GLBT como um todo. O avanço da mídia GLBT impulsiona crescimento das campanhas publicitárias dirigidas aos homoeróticos. Diversas propagandas cultivaram a diversidade sexual e até usaram ícones do movimento homoerótico ao longo dos anos, mesmo sem fazer nenhuma menção direta ao público GLBT. Atualmente a situação tem se invertido. Empresas começaram a lançar comerciais explicitamente homoeróticos e focados para esse público. Segundo Nunan, há três estratégias publicitárias que estão sendo utilizadas para atingir o público GLBT:

Explorar anúncios ‘heterossexual’ para o público homossexual; modificar anúncios para que estes se adaptem ao comportamento de consumo homossexual; ou desenvolver anúncios específicos para os homossexuais (mostrando estes em imagens positivas, realistas e não-estereotipadas) (2003, p. 173).
Cushman (2005, On-line) comenta que tudo começou em 1917, quando a Procter & Gamble lançou um anúncio em preto e branco que, na época, foi considerado gay pelo fato de dois homens estarem se olhando de uma forma diferente. No fim da década de 80 e começo da de 90, houve um crescimento de comerciais voltados para homoeróticos. Foram criadas propagandas incentivando o uso de camisinha e contra o preconceito aos portadores de HIV. Em 1989, a Fundação de Aids de São Francisco divulgou uma propaganda educacional incentivando o uso da camisinha, foto que chocou os conservadores da época. Em 1992, a vodca Absolut lançou o primeiro comercial com identidade gay. No anúncio havia anéis com as cores do arco-íris, que só seriam identificados por homoeróticos. Depois disso, grandes empresas americanas lançaram campanhas publicitárias com temas que abordam a diversidade. A rede de restaurantes fast-food, Mc Donald´s, utilizou o slogan "O mundo seria chato se fosse igual. Viva a diferença". No Brasil, a Faculdade Federal do Paraná (UFPR) lançou um cartaz no qual o espaço acima do prédio histórico da universidade foi coberto pelas cores do arco-íris, com o tema "Venha viver a diversidade". A peça fez parte de uma campanha publicitária que enfatiza a política de cotas e respeito à diversidade da instituição.

As empresas estão investindo cada vez mais em publicidade dirigida ao consumidor homoerótico, uma tendência que se deve, em parte, a mudanças sociais recentes, como as uniões de casais, por exemplo. Segundo a EFE (apud EMPRESAS..., 2005, On-line), uma pesquisa da agência de publicidade Prime Access e da Rivendell Media apontou que a despesa em publicidade nos meios de comunicação dirigidos à comunidade GLBT foi de 207 milhões de dólares em 2004, uma alta de 28,4% em relação a 2003. Esse número representa o maior aumento em despesas publicitárias destes meios desde 2000. Segundo o relatório, pela primeira vez a maioria dos anúncios em meios gays (59%) foi criada especificamente para os consumidores homoeróticos. Algumas companhias de publicidade classificam os GLBT como um público consumidor qualificado e de alto poder aquisitivo. Algumas empresas de marketing já estão sintonizadas com esta nova tendência e já direcionam campanhas exclusivamente para este público.

Faz-se importante ressaltar que, quando uma empresa de grande porte decide voltar seus esforços publicitários para o mercado gay, os anúncios devem ser claros e a política da empresa consistente e honesta. Acredita-se que aquelas empresas que se dispuserem a adotar políticas de não-discriminação por orientação sexual, outorgar benefícios aos parceiros do mesmo sexo, tratar bem seus consumidores homossexuais e ser diretas e honestas com relação ao fato de estarem tentando atingir o mercado homossexual serão bem sucedidas (NUNAN, 2003, p. 177).
Nunan (2003, p. 174), acrescenta que as empresas que desejam vincular sua marca ao público GLBT, é interessante patrocinar eventos, doar recursos para organizações gays ou as que trabalham com a AIDS, anunciar em revistas gays, trabalhar com catálogo ou mala direta, criar duas marcas diferentes na mesma empresa, uma para ser veiculada para homoerótico e a outra para heterossexuais e, também, criar anúncios codificados, que seriam entendidos de uma forma pelos homoeróticos e de outra pelos heterossexuais.

O segmento GLBT é complexo porque boa parte dessas pessoas não deseja ser identificada, o que acaba por dificultar as campanhas publicitárias. São consumidores de revistas especializadas, mas não são reconhecidos como público-alvo por anunciantes convencionais. Segundo Athayde (2005, On-line), esse é o principal problema comercial para a editora da revista G Magazine, Ana Fadigas. Em suas páginas, há propaganda de saunas, boates, preservativos etc. Quase todos pequenos anunciantes. Ana diz ser impossível entrar na programação das agências. “Os anunciantes convencionais ignoram a revista. Apesar do meu público ser cativo, o preconceito é muito grande. Mas é também algo paradoxal. Pois o gay compra a revista, mas não quer ser colocado em um gueto”, comenta Ana à matéria.

Conforme afirma Trevisan (2005, On-line), há pouco tempo, a revista G Magazine quase encerrou as atividades por problemas financeiros crônicos. Basicamente, ela não consegue anunciantes, os quais alegam correr o risco de queimar seus produtos ao aproximá-los de um veículo homoerótico. Trevisan comenta que algumas dessas empresas chegam a criar anúncios específicos em revistas voltadas ao público homoerótico na Europa, Estados Unidos e Austrália. No Brasil, elas preferem não “sujar” sua imagem.

Com relação à publicidade direcionada para gays no Brasil, pode-se dizer que de forma alguma ela se desenvolveu como nos Estados Unidos. Grandes empresas raramente anunciam em publicações homossexuais, e exemplos como os da Polygram (que colocou anúncios genéricos na Sui Generis) são raros. Casos de anúncios criados especificamente para os homossexuais são praticamente inexistentes, mesmo por parte de empresas que já fazem este tipo de publicidade no exterior (NUNAN, 2003, p. 190).
Diante de tais fatos, percebe-se que o preconceito faz com que empresas, de todos os ramos, como publicitárias, agências de turismo, hotéis, entre outras, deixam de veicular e trabalhar com o público homoerótico, diminuindo, assim, seu campo de clientes e contribuindo com a perpetuação do preconceito.
Avatar do usuário
Harley_SP
 
Mensagens: 135
Desde: 10 Nov 2009, 13:27
Localização: São Paulo, São Paulo, Brasil

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor igor.cem » 06 Set 2010, 08:22

Bom, depois de tanto tempo sem acesso ao site estou de volta e descobrindo esse tópico que achei extramente interessante, visto que nem sempre é facil encontrar "aventureiros de mochila nas costas caindo no mundo" que sejam gays ou que pelo menos tenham a mente mais aberta a aceitar a nós....
Bom vou continuar acompanhando e parabens ao tópico, claro que no que eu puder contribuir estarei por ai tambem...

Abraço a todos....
igor.cem
 
Mensagens: 2
Desde: 06 Set 2010, 08:06

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT.

Mensagem não lidapor babi_farias » 27 Jan 2011, 17:41

Arlei,
ótima matéria!!! Valeu pela info! ::otemo::

Adorei o tópico!!!!

Se eu puder dar uma ajuda em dicas sobre o Rio de Janeiro é só falar! ;)

Beijos!
Impossible is nothing!

Imagem Imagem Imagem Imagem Imagem
Avatar do usuário
babi_farias
 
Mensagens: 123
Desde: 27 Jan 2010, 15:21
Localização: Rio de Janeiro

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor Sam_Les » 14 Abr 2011, 13:21

Oi Galera,

Olha só, eu acho que nós homossexiaus já sofremos tantas privações, sofremos tantos preconceitos, o pior deles é aquele velado, q vc nem tem como se defender, Eu acho o mochileiro LGBT tem que ser ele mesmo, respeitando os costumes locais, dependo do local onde esteja. Ser autêntico e não adotar máscaras. As vezes estamos com um grupo e sempre tem aquele preconceituaso, então vc fica mais "cabreiro", isso tá errado tem q ter uma postura, ser quem vc é!!! Sempre respeitando as diferenças!

abraços!
Avatar do usuário
Sam_Les
 
Mensagens: 75
Desde: 24 Nov 2009, 14:39

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor Arthur Oscar » 16 Set 2011, 04:40

Oi babi,

Olha segundo própria pesquisa indica, Rio de Janeiro é um dos destinos mais procurados por Gays, no âmbito nacional.

Sou carioca, e posso te dar várias dicas, aqui no Rio, temos uma variedade mto mto mto grande de programas GLS, durante o dia e noturnos, uma infinidades de boates do gênero, barzinhos com música ao vivo, praia exclusivamente gls, mais de uma até, com nossa bandeira fincada na areia e tudo.

Ipanema é o bairro onde se concentra a população GLBT, tanto os moradores como os visitantes, com Bares, hostel, hoteis e inclusive a praia de ipanema que é um dos points.

Querendo alguma dica específica só perguntar..

Se vier ao Rio mesmo vamos combinar algo, acho que vou ao nordeste agora em outubro, estou de férias e ainda sem nada confirmado.

Bjinho
Arthur Oscar
 
Mensagens: 3
Desde: 16 Set 2011, 04:00

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor babi_farias » 16 Set 2011, 09:24

Oi, Arthur!

Então.. eu sou do Rio também! Eu estava me colocando à disposição pra ajudar com dicas do Rio! ahuahuhahauha! ::lol4::
Vou te mandar meu messenger por mp pra gente se falar. Infelizmente, só terei férias ano que vem então não vai rolar viajar em outubro. :(

Beijos!
Impossible is nothing!

Imagem Imagem Imagem Imagem Imagem
Avatar do usuário
babi_farias
 
Mensagens: 123
Desde: 27 Jan 2010, 15:21
Localização: Rio de Janeiro

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor Arthur Oscar » 16 Set 2011, 15:38

oi babi!!

Recebi sua MP e ja add no msn, vamos marcar algo aqui pelo rio mesmo, tc por lá para combinarmos um programinha legal na nossa cidade maravilhosa!

Pessoal quem vier ao rio é só avisar que vamos FERVEEEER rsrsrsrs

Bjo babi adorei vc!
Arthur Oscar
 
Mensagens: 3
Desde: 16 Set 2011, 04:00

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor robertac » 28 Out 2011, 11:18

Bá, excelente tópico!
Aliás, quem vier pra Porto Alegre-RS e quiser dicas da noite e afins, ou qualquer outra coisa que eu puder ajudar, me mande mensagem! Adoraria ajudar assim, já que, infelizmente, não tenho como hospedar ninguém na minha casa.



Beijo
robertac
 
Mensagens: 8
Desde: 28 Out 2011, 08:38

Re: Dicas para Turismo de Mochileiros GLBT - Brasil

Mensagem não lidapor abelha01 » 05 Mai 2012, 01:56

OLÁ FRIDA NÃO SABIA PQ TINHA GOSTADO DE VC RSRSRSRS AGORA ACHO Q JÁ SEI AMIGA ESTOU INDO PRA SALVADOR COMO JÁ DISSE EM MSG ANTERIOR EM 25/5 À 28/5 COM MINHA COMPANHEIRA ESPERO Q ESSA SEJA A MAIS ESPECIAL DE TODAS AS VEZES Q FUI A SALVADOR . VI ALGUM COMENTARIO SEU Q SUA MORADA É O MAR PRA FICAR MELHOR VC SÓ FALTA SER CANDOMBLECISTA RSRSRS NÃO SEI BEM USA O SITE É A PRIMEIRA VEZ NÃO SEI SE PODEMOS TROCAR EMAIL OU MSN VC PODE ME ORINETAR TBM QUANTO A ISSO??? ESPERO Q VC POSSA ME DAR DICAS BEM LEGAIS EU VOU FICAR NA AV OCEANICA NUM APART COM DIARIA A 70 REAIS ACHEI BEM LEGAL
Avatar do usuário
abelha01
 
Mensagens: 16
Desde: 04 Mai 2012, 23:42

AnteriorPróximo

Voltar para Mochileiros GLBT



Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante