Muito legal esse tópico.
Meu pai apesar de funcionário público, sempre tirou seus 30 e poucos dias de férias como a Crista e por isso conhece esse Brasil de norte a sul. Mochileiro desde sempre, me influenciou totalmente. Com 12 anos já tinha a minha própria barraca e nos meus 15, nada de viagem para Disney ou anel de debutante... rsrs Ganhei um “kit camping” com mochila, barraca, facão, etc...
Fora o espírito de aventura dos sagitarianos natos da minha família, acredito que o apego ou a falta dele seja o primeiro passo para decidirmos o que realmente queremos. No meu caso, por causa desse desapego, vivo tranquilamente com o mínimo e com os temidos perrengues... rsrs
Quando mudei para Brasília, há 5 anos atrás, estava indo para um acampamento cigano quando fiquei sabendo que um amigo havia falecido em BSB. Comprei as passagens para cá e do velório, fiquei.

Nunca deixo de fazer nada pelo “e se não der certo?”, pois para mim, o
se não existe. Ou é, ou não é. E só saberei se tentar.
Gostaria muito de ser como a Mi, de juntar a grana e viajar (vou tentar para próxima! já peguei todas as dicas.

)
O que mais acontece comigo é chegar em um destino e pensar “como vou embora daqui?” e sempre tem saída. Já fiz malabaris na rua, trabalhei de garçonete, fui assistente de pescador de lulas, panfletei, fiz apresentações em tecido acrobático, toquei pífano, plantei, colhi e mais uma centenas de coisas para conseguir grana e seguir viagem. Há quem diga que não vale a pena porque se ganha pouco... Errr... Pode ser. Mas posso garantir que os melhores momentos foram esses.
E acredito que meu inconsciente sempre me leva a essas viagens loucas.
Sou apaixonada pelas pessoas e as histórias que elas carregam. A busca pelo contato direto com a vida e o cotidiano desses indivíduos me fazer querer fazer parte do meio para aprender e ensinar.... E são nesses momentos que os conheço de verdade.
Às vezes não é preciso um mega ultra sônico bastão com molinhas, bussola, lanternas para poder caminhar... Apenas um galho de árvore seco pode ser suficiente.
Ter simplicidade, humildade, saber improvisar e ser criativo, sempre!
Isso tudo (também) para dizer que com perrengue ou sem perrengue, viajar sempre é válido. Acredito que seja possível sim viver mochileiro. Basta querer! (nossa... esse final ficou parecendo música da Xuxa.

)
Quero aproveitar, para dizer que as histórias de vocês são lindas!
Beijos,