Economia Lusófona.

Angola,Cabo Verde,Guiné-Bissau,Moçambique,São Tomé e Príncipe,Timor Lorosae,China(Macau) ,Índia(Goa,Damão e Diu) e Malásia (Malaca).

Editor: zocuni

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Mensagempor zocuni em 03 Set 2008, 10:11

Portugal cresceu 2,3 por cento desde a criação da CPLP


A economia portuguesa cresceu a uma média de 2,3 por cento desde a criação da CPLP, em 1996, num período em que o comércio externo entre esses países continuou a ter pouco significado nas trocas portuguesas.


A taxa média de expansão da riqueza produzida em Portugal entre 1996 e 2007 (segundo dados do INE) é inferior ao ritmo de crescimento de Angola (11 por cento) ou de Cabo Verde (6,5 por cento), de acordo com os números do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Brasil e a Guiné-Bissau têm mantido ritmos mais baixos, mais próximos de Portugal, com taxas anuais médias de 2,9 e 2,0 por cento, respectivamente.

Nestes 11 anos desde 1996, as relações comerciais de Portugal com os países da CPLP continuam a ser reduzidas.

Segundo dados do INE de Dezembro de 2007, as importações portuguesas desses países representam cerca de 3,0 por cento do total das compras de Portugal ao estrangeiro, com o Brasil a ser a principal origem das aquisições dos portugueses.

Quanto às exportações, essa percentagem sobe para 6,0 por cento, com Angola e o Brasil a liderar as preferências dos destinos das vendas de portugueses a países da CPLP.

Portugal exporta mais para estes países do que importa, com excepção para o Brasil, em que a situação é a inversa.

Um estudo publicado pelo Banco de Portugal e com dados até 2006 mostra que a importância das exportações para os países africanos lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) aumentou ligeiramente desde 1996, mas a das importações continuou praticamente inalterada nesse período.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste (este último só entrou na CPLP em 2002) e realiza a sua VII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo quinta e sexta-feira, em Lisboa.


Fonte:Notícias Lusófonas
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Re: Economia Lusófona.

Mensagempor zocuni em 06 Set 2008, 19:25

Sites dos Bancos Centrais dos Países Lusófonos

Angola
http://www.bna.ao/

Brasil
http://www.bcb.gov.br/

Cabo Verde
http://www.bcv.cv/

Guiné-Bissau - BCEAO
http://www.bceao.int/

Portugal
http://www.bportugal.pt/

São Tomé e Príncipe
http://www.bcstp.st/

Timor
http://www.bancocentral.tl/

Obs:O site do Banco de Moçambique está indisponivel no momento,assim que poder posto seu link,em seu lugar para quem quiser ter alguma informação colocarei o do "Instituto Nacional de Estatísca",tem muitas informações de âmbito econômico.

Moçambique - INE
http://www.ine.gov.mz/

Abraços,
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Re: Economia Lusófona.

Mensagempor Júlia Ngola em 14 Set 2008, 21:46

Banca 2008-09-12 20:06
BPI vende metade do BFA em Angola à Unitel por 334 milhões de euros
O BPI vai ceder 49,9% do capital do BFA (Banco de Fomento de Angola), o maior banco privado angolano – que é dominado pela instituição liderada por Fernando Ulrich e responsável por um terço dos seus resultados líquidos – à Unitel.

Pedro Marques Pereira

A maior operadora de telecomunicações angolana – dominada pela Sonangol, por Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e pela Portugal Telecom, que possui 25% do capital – pagará 475 milhões de dólares (334 milhões de euros) pela participação, o que avalia a operação angolana em quase 670 milhões de euros, afirmou há instantes o BPI num comunicado enviado à CMVM.

O memorando de entendimento, assinado há instantes em Lisboa, põe assim ponto final num dossier que tem azedado as relações do BPI com Angola ao longo dos últimos meses. O novo espírito é de cooperação. Segundo o comunicado, esta parceria, “virá por certo não só assegurar a optimização da prestação de um serviço de excelência pelo BFA, como também a potencializar eventuais novas oportunidades de investimento conjunto”.


Segundo apurou o Diário Económico, as negociações entre os dois bancos aceleraram nos últimos dias, culminando num ‘sprint’ final em Lisboa, onde se encontram neste momento não só Manuel Vicente – o presidente da maior petrolífera angolana, que preside igualmente à Unitel – como o governador do banco central de Angola, Amadeu Maurício.


O facto de ser a Unitel a comprar a posição – e não a Sonangol, como inicialmente se previa – foi a forma encontrada para responder, em termos formais, a uma das preocupações manifestadas por Fernando Ulrich nas últimas semanas: o facto da petrolífera ser um dos principais accionistas do seu maior rival, o BCP, onde detém quase 10% do capital.


O acordo final deverá ser assinado até ao final de Outubro e que a transacção esteja concluída até ao final do ano. Antes, serão necessárias as autorizações das autoridades competentes, bem como a celebração de um acordo accionista que regule as relações entre as partes. Esse acordo contemplará, entre outros aspectos, “a disciplina do governo da sociedade e de transmissão de acções, sendo determinação das partes a sua subordinação aos princípios da salvaguarda da boa operacionalidade e da sobreposição dos interesses do BFA aos interesses específicos de cada um dos seus accionistas”, segundo se lê no mesmo documento.


A PT não comenta a operação, reafirmando apenas “as excelentes relações que tem com os restantes accionistas da Unitel”.
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Mensagempor zocuni em 23 Out 2008, 07:06

Trocas comercias em alta
China aposta em parceiros lusófonos


NúmerosOs números de Agosto ultrapassaram aos 46.353 milhões de dólares (34.581,6 milhões de euros) das trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa ao longo de todo o ano de 2007.

16:34 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008

EPA
O comércio entre a China e os países lusófonos mantém uma forte tendência de crescimento iniciada em Outubro de 2003
O comércio entre a China e os países de língua portuguesa ultrapassou em Agosto os 53.000 dólares, alcançando o objectivo dos vários Governos para o final de 2009, foi hoje anunciado.

De acordo com uma nota do gabinete de apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, as trocas comerciais fixaram-se em Agosto em 53.379 milhões de dólares (39.784,5 milhões de euros), mais 92,9 por cento (25.708 milhões de dólares) do que no mesmo período de 2007.

A China comprou aos oito países de língua portuguesa - São Tomé e Príncipe não está directamente ligado ao Fórum por ter relações diplomáticas com Taiwan, mas integra a lista de trocas comerciais - produtos no valor de 37.288 milhões de dólares e vendeu o equivalente a 16.091 milhões de dólares.

O Brasil, que viu o comércio com a China aumentar 82,2 por cento, manteve-se como principal parceiro lusófono de Pequim tendo exportado para o continente bens no valor de 20.078 milhões de dólares e importado o equivalente a 12.663 milhões de dólares, fechando as trocas comerciais globais com negócios no valor de 32.741 milhões de dólares.

Angola é o segundo parceiro lusófono da China com trocas comerciais de 18.666,8 milhões de dólares, mais 133,1 por cento do que no mesmo período de 2007, e correspondentes a vendas de 16.891,5 milhões de dólares e compras de cerca de 1.775,2 milhões de dólares.

Portugal é o terceiro parceiro lusófono da China, registou um comércio bilateral de 1.705,6 milhões de dólares relativos a vendas de 234,2 milhões de dólares e compras à China de 1.471,4 milhões de dólares.

O comércio entre a China e Portugal registou uma diminuição de 17,6 por cento nas importações chinesas e um aumento de 24,5 por cento nas importações de Portugal, o que corresponde um acréscimo global das trocas de 16,3 por cento.

O comércio entre a China e os países lusófonos mantém uma forte tendência de crescimento iniciada em Outubro de 2003 com o estabelecimento do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que tem na Região Administrativa Especial de Macau uma base de apoio de contactos e promoção.


Lusa
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Mensagempor zocuni em 29 Out 2008, 17:53

Empresas brasileiras financiam-se em Portugal, diz Câmara

Da Agencia Lusa

As empresas brasileiras usam Portugal como base para se internacionalizarem na África e na Europa, além de como fonte de financiamento, que tem custo alto no Brasil, defende o presidente da Câmara de Comércio Luso-Brasileira, Antônio Bustorff.

Na véspera da 11ª cúpula Luso-Brasileira, que acontece nesta terça-feira, 28 de outubro em Salvador, Bustorff disse que a internacionalização das empresas brasileiras passa estrategicamente pela busca de oportunidades no exterior, mas também pelo acesso a recursos financeiros mais baratos, "que é uma questão ainda crítica no mercado brasileiro".

Assim, por meio da instalação de unidades em outros mercados, sobretudo no português, as empresas "conseguem financiar as atividades nos países destino e mesmo no Brasil. Ou seja, usam a capacidade de alavancagem no exterior para financiar a sua expansão no próprio território".

O custo desse financiamento no Brasil é muito mais alto que nos mercados para onde se expandem, explicou Antônio Bustorff, acrescentando "que no Brasil tem havido uma carência muito grande de recursos de longo prazo".

Influência brasileira
Apesar de em menor número que as empresas portuguesas no Brasil, várias companhias brasileiras têm continuado a apostar em Portugal, especialmente na área de construção e obras públicas, aviação, siderurgia, finanças e, recentemente, no software de gestão empresarial.

"O peso mais relevante em termos históricos vai para o setor da construção e das obras públicas. Há duas empresas brasileiras em Portugal, aliás, empresas lusas adquiridas por grandes empreiteiras brasileiras - o Grupo Odebrecht e o Grupo Andrade Gutierrez - que adquiriram respectivamente a Bento Pedroso Construções e a Zagope", explicou Antônio Bustorff.

Sob a gestão da Odebrecht desde 1988, a Bento Pedroso Construções esteve envolvida em empreendimentos como a ponte Vasco da Gama, a Barragem do Alqueva e a Gare do Oriente, bem como as obras do metrô de Lisboa, da ponte do Carregado.

Já a Zagope, que também participou na ponte Vasco da Gama, faz parte do consórcio Elos - Ligações de Alta Velocidade, que é liderado pela Brisa e Soares da Costa, para a construção do primeiro trecho do trem de alta-velocidade Lisboa-Madrid.

Este projeto volta a juntar as duas principais empreiteiras brasileiras em Portugal, já que o grupo Elos integra também a Bento Pedroso.

Na siderurgia, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) adquiriu em 2003 a Lusosider Aços Planos.

A CSN tem negociado nos últimos anos com o governo um pacote de investimentos em Portugal que pode chegar a 1 bilhão de euros (R$ 2,94 bilhões) e que, se for concretizado, fará da Lusodier a segunda maior exportadora industrial portuguesa.

No campo da aeronáutica, a quarta maior fabricante mundial de aviões, a Embraer, está integrada no consórcio vencedor da privatização da OGMA.

Além disso, em setembro foram aprovados contratos de investimento para construir duas fábricas em Évora, sul de Portugal, num investimento avaliado em 170 milhões de euros (R$ 499 milhões).

Internacionalização
Antônio Bustorff frisou também a entrada em Portugal, no final do ano passado, da Totvs, fabricante de softwares cotada na Bolsa de São Paulo (Bovespa) e que escolheu Lisboa para iniciar as suas operações na Europa.

A primeira unidade desenvolve software de gestão e está focada inicialmente nos mercados de Portugal e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop), com uma carteira de 18 clientes em Portugal e seis em Angola.

"A aproximação tende a aumentar", considerou Antônio Bustorff. "Há esta rede de pequenas e médias empresas (PME) que vão dar consistência às relações econômicas. É a malha de interesses das PME que dá densidade no tempo a essas relações", concluiu.
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Mensagempor zocuni em 08 Nov 2008, 08:53

Angola
Descida do preço do barril de petróleo pode complicar contas públicas
- 7-Nov-2008 - 17:36



A eventual descida do preço do barril de petróleo pode vir a complicar as contas públicas de Angola, cujo orçamento foi hoje apresentado no parlamento, disse o economista e docente universitário angolano Alves da Rocha.


"Naturalmente, se o preço do petróleo descer para menos de 55 dólares o barril, isso vai complicar as contas públicas. Isso é claro", disse Alves da Rocha, que é também consultor do Ministério do Planeamento de Angola.

Aquele valor de referência consta do Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral de Estado, preparado pelo governo angolano, e que o primeiro-ministro Paulo Kassoma apresentou hoje na Assembleia Nacional de Angola.

As receitas provenientes da exploração petrolífera constituem cerca de 80 por cento das receitas fiscais.

Para Alves da Rocha, apesar das complicações que poderão sobrevir com a continuação de descida do preço do barril de petróleo, "o orçamento tem as suas próprias defesas".

"Para além de ser executado na base de critérios rígidos, há também a questão dos investimentos públicos", destacou Alves da Rocha, considerando que, se a capacidade de execução for sensivelmente a mesma da que tem vindo a acontecer, "então pode haver no final de 2009 ganhos relevantes que façam com que o défice fiscal que está projectado seja substancialmente mais baixo", sustentou.

A taxa de execução dos investimentos públicos em Angola situou-se nos últimos anos entre os 70 e os 75 por cento, salientou Alves da Rocha.

"Há consciência de que as coisas podem não correr exactamente no sentido em que estão programadas, mas já é um ponto positivo haver conhecimento de que a economia mundial está a viver uma crise muito grande", disse.

Essa noção está na origem da previsão do arrefecimento do crescimento da economia, com a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a ser "substancialmente inferior" à dos anos anteriores, e também "substancialmente inferior à que Angola espera vir a atingir no final do ano em curso que se situa nos 15,6 por cento.

De acordo com o Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral de Estado, o PIB programado para 2009 é de 11,8 por cento.

"Isso já significa que aspectos como a diminuição das exportações, a diminuição dos fluxos de investimento privado, pelo menos dos fundos que vêm do exterior, um aumento de dificuldade na obtenção de financiamento, tudo isso já nós inserimos nos nossos modelos de programação económica", explicou.

Alves da Rocha defende, por outro lado, que as autoridades angolanas deverão utilizar apenas como "último recurso" o fundo financeiro constituído nos últimos anos.

Este fundo, cujo valor concreto alegou desconhecer, foi criado a partir da diferença entre o peço do barril de petróleo e a previsão anualmente orçamentada pelo governo angolano.

"Essa é outra defesa que o próprio orçamento tem. Não sei dizer em termos concretos (o valor), mas é um fundo com um montante muito elevado. As reservas internacionais líquidas de Angola andam neste momento à volta dos 20 mil milhões de dólares", destacou.

"O fundo não terá evidentemente essa dimensão, até porque o governo foi utilizando parte desse fundo para financiar determinadas despesas sociais e de investimento público, mas é um fundo substancial", garantiu.

A Assembleia Nacional de Angola vota o Orçamento Geral do Estado no dia 13 de Novembro.


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