GR20 (Grand Randonnée) - Travessia da Córsega

Troca de informações e relatos sobre trilhas e travessias na Europa


GR20 (Grand Randonnée) - Travessia da Córsega

Nova mensagempor leduardol » 22 Ago 2011, 01:04

Tópico para concatenar dados e experiências sobre a famosa trilha do GR20 na ilha de Córsega.
Boas trilhas...Luiz Eduardo

"As trilhas do mundo são muitas, quase todas percorridas:
Seguimos atrás dos outros, até que a estrada se divide;
E uma trilha segue ao sol, segura; a outra é árida e sem luz,
Porem olhamos a trilha deserta e é ela que nos seduz."
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Introdução ao GR20

Nova mensagempor leduardol » 11 Nov 2011, 20:32

GR-20 (Pronuncia-se "gérvan") é uma das mais de 100 grandes rotas da Europa (GR em francês grande randonnée ou simplesmente Grande Rota) pela qual se atravessa a ilha da Corsega. Trata-se de um dos mais famosos "hikings" europeus, compreendendo basicamente o percurso de 180 kM entre Calenzana e Conca, podendo ser feito de Norte para Sul ou vice-versa. Nesse "post"vamos descrever a rota mais tradicional, Norte para Sul, executada em 15 dias e pelas variantes de rotas mais tradicionais.

O GR-20 é um trilha pelas "rugosas" montanhas da Córsega (Fra li Monti) com subidas e descidas que somam 10.000 m de altitude (maior parte entre 1000 e 2000m) ::mmm: . Com cenários variados que lentamente se alteram entre alta montanha, regiões de praia, passando por florestas pinheiros, estepes e lagos deslumbrantes. O clima acompanha fielmente a altitude, em nossa viagem tivemos amplitudes de 7 a 36 oC (Julho) sem chuvas (nada comum segundo os guias) e com claridade estendida.

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As trilhas são bem marcadas por pinturas especificas (listra branca e vermelha ), e a depender da época podem estar bem cheias. Durante a trilha é comum ver animais introduzidos, mas que hoje são selvagens tais como porcos, bois, cavalos e carneiros da montanha. Logicamente existem diversos lagartos, besouros, formigas enormes e abelhas de povoam os arbustos floridos e com aromas variados.

Outra característica interessante é a existência de algumas estruturas de apoio nas áreas permitidas para "camping" ou "bergeries"(rusticas fazendas com habitações não perenes e comercializam seu produtos), tais como "banheiros" e duchas rusticas, venda de mantimentos e refúgios limitados. Boa parte dos mantimento são de produtos locais manufaturados como Copas, salames, linguiças, queijos, pão e vinho...muito vinho...e mais vinho... e lá você constata ser verdade que na França qualquer vinho e queijo são ótimos, ou talvez seja o tempero da fome! Com esses pontos de apoio é possível aliviar um bom peso das mochilas, mas recomendo mantimentos e barracas para empecilhos, mudanças de rotas ou horários de chegada nos "campings".

Nosso planejamento foi baseado em relatos da internet, paginas do governo francês e livros como "GR20 - CORSICA - The High-Level Route" da Ed. Cicerone e autoria de Paddy Dillon ( http://www.amazon.com/gp/product/1852844779/ref=pd_lpo_k2_dp_sr_1/191-0344529-0355035?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=lpo-top-stripe-1&pf_rd_r=0BKV032JX74X56QXSNP3&pf_rd_t=201&pf_rd_p=1278548962&pf_rd_i=1873756984 ) comprado na Amazon por menos de 20 dolares.

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Na sequencia cada post vai compreender um dia da trilha, tendo os mapas topográficos, de satélite, perfil de altitude e arquivos para GPS do trajeto em questão.
Boas trilhas...Luiz Eduardo

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Pacote Topográfico da Corsega

Nova mensagempor leduardol » 11 Nov 2011, 21:04

Para visualizar adequadamente os mapas coletados pelo GPS é necessário instalar o pacote topográfico da Córsega, alem de ser muito útil caso você leve um GPS e queira fazer planos e rotas alternativas.

Devido o tamanho não pode ser anexado no post, então segue o link (download gratuito) http://www.ourfootprints.de/gps/mapsource-korsika_e.html O mapa apresenta diversos pontos e curvas de nível (20m), alem de ter a trilha no mapa base. Utilizei para registros um GPS Garmin 60csx com Datum WGS84 com boa reprodutibilidade.

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D1-Calenzana ao Refuge d'Ortu di u Piobbu

Nova mensagempor leduardol » 11 Nov 2011, 21:48

Para o dia 1 escolhemos a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 12 kM (GPS 12,00 kM)
Ascensão: 1550m (Ponto max. pelo GPD 1573m)
Descida: 235m
Previsão: 7h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Foi um dia composto de 12km, com subidas intensas e constantes desde a cidade de Calenzana (Chegamos até lá de taxi desde Calvi por 39 euros no taxímetro por 14kM, caro mas de BMW e ar-condicionado nos incríveis 36oC) partindo do Camping Gîte d'Étape Municipal (Boa estrutura e banho quente). Vamos de 235 m do camping a 1580m no refugio. O mercado da cidade (Spar) há suprimentos adequados, combustível e mapas.

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Primeira parte intensa com forte subida até 700m. Após passa-se a zona protegida por florestas e montanha ate 1250m. Feito esse passo segue-se por floresta com fortes subidas e escalaminhadas e com uma passagem com auxilio de correntes. Em cerca de 1480m há um gramado bom para descanso e o caminho segue com subida e descidas mais suaves.

Vista da Trilha
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Entrada da Trilha (Logo Após a capelinha de Santo Antonio)

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Marcação da trilha

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A Trilha
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Os verdadeiros escaladores de Trilha

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O refugio de pode ver visto ao longe, mas o caminho contorna a garganta com um subida no final o que frusta uma pouco os mais afoitos. Trilha bem marcada, segura, mas cansativa e muito calor. Tempo com paradas e fotos (primeiro dia já viu quanta foto) deu algo entorno de 9h, previsto pelo livro de 7 sem paradas. Água quase escassa até o camping.

Refugio ao Longe
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Camping (Um dos mais Cheios)

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Anexos
D1-Calenzana- Ref dortu di u Piobbu.gpx
Log da Trilha
(164.41 KiB) Baixado 14 vezes
Editado pela última vez por leduardol em 12 Dez 2011, 01:24, num total de 1 vezes
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D2 (15-06-2011) - Refuge d'Ortu di u Piobbu ao Refuge de Carozzu

Nova mensagempor leduardol » 11 Nov 2011, 22:28

Para o dia 2 (15-06-2011) escolhemos novamente a via de Alta Montanha com dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 8 kM (GPS 8,1 kM)
Ascensão: 750m (Ponto max. pelo GPS 2044m)
Descida: 1050m
Previsão: 6:30 h

Mapa Topográfico
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Perfil de altitude
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Vista do Satelite
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Dia composto por 8km segundo livro, confirmado de perto pelo GPS. A trilha iniciou com uma subida por um bosque até um riacho, de forma agradável e protegido do sol.

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Na sequencia iniciou-se uma forte subida até atingirmos os 1900m. Esse platô tem um vista boa do mar e de uma bocca, apesar da subida acentuada e na pedra, a trilha esta bem marcada. Deve- se evitar sair da rota, para não gerar confusão ou arriscar ter de voltar.

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Na seqüência sobe-se aos 2020m com passagens expostas e de maior risco, logo após o platô.

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A seqüência temos a impressão pelos mapas vendidos de ser uma área mais plana e rápida, grande engano...o caminho nos conduz por sequencias de subidas e descidas intensas e com escalaminhadas até as diversas bocas... com cerca de 2 passagens difíceis (para que esta com mochilões, nesses pontos convem guardar os bastões) ambas nos caminhos entre as "boccas"
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Essa etapa permanece pelos picos e após a segunda bocca o caminho desce para o vale. No caminho passa-se por Boccas até que não aparecem nos mapas...
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A descida é longa e desgastante pela inclinação constante que faz os dedos do pé reclamarem. Após a visualização do refugio, temos ainda um bom caminho e com nova passagem difícil para mochilas devido a altura das passagens. O caminho segue serpenteando e descendo constantemente para o bosque e posterior cruzamento do riacho (primeiro desde a subida até os 1900m).
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Em poucos minutos chega-se ao refugio. Bem localizado boa vista, mas terreno péssimo para camping (terreno de pedras do tamanho de laranjas, algumas barracas de aluguel ficam em estrados de madeira). Preços diferenciados em relação ao primeiro refugio (Para refeição há limite de hora para confirmação), janta de 20€ por 17€... Cerveja Serena de 4€ por 3,5€. Há omelete por 8€ e prato de frios por 9€ (4 salames, 4 copas e 4 fatias de pão). Vinho de 750ml por 8€. Tem ainda alguns itens para venda, poucas opções. Nesse dia temos um por do sol maravilhoso...

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Anexos
D2-Ref dortu di u Piobbu - Ref de Carozzu.gpx
(162.26 KiB) Baixado 15 vezes
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D3 (16-06-2011) - Refuge de Carozzu ao Haut Asco

Nova mensagempor leduardol » 11 Nov 2011, 23:27

Dia 3 a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 6 kM (GPS 6,1 kM)
Ascensão: 860m (Ponto max. pelo GPS 2044m)
Descida: 710m
Previsão: 5:30 h

Mapa Topográfico
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Perfil de altitude
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Vista do Satelite
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Trilha com previsão de 6 km e com marcação do GPS ligeiramente superior. Boa parte da trilha segue alternando entre sol pleno e proteção do relevo. Caminho continua bem marcado, e novamente devendo se ater às marcações e resistir à cortar caminho, pois em muito trechos a continuação da trilha não segue a logica ou ao mais intuitivo.

Camping recebendo um Helicóptero - Em muitos é forma de receber gás, mantimentos e levar o lixo gerado...
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O caminho segue numa descida até uma ponte, de cabo de aço, porém segura e estável.
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Logo após começamos a subir de 1270m à cerca de pouco mais que 1900m onde haverá o lago. Subida forte e cansativa passando por pontos de escalaminhada e quase todo em rocha nua sempre margeando cachoeiras e córregos formados pelo gelo derretido. No começo, existem varias corrente para auxiliar a ascensão, apesar de em dias sem chuva ser desnecessárias para os mais experientes.
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Passada essa subida chegasse a um platô com ótima vista da planície litorânea. Lá encontramos o lago. Esse trata-se de fonte de água parada, sendo recomendado uso de filtro. Algumas pessoas nadam...
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Vista do Platô e Lago - Ótimo ponto para descanso e almoço
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Após temos nova subida íngreme e cansativa, mas que permite ser vencida facilmente para quem descansou um pouco no platô. Podendo ter neve ainda no topo.
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Em seguida temos uma descida pela encosta com cerca de dois pontos difíceis de passagem, desprotegidos, seguindo então para nova ascensão até a um segunda e última bocca desse dia. A parte final, que se trata de uma descida íngreme com vista do hotel, que gera expectativas e ajuda a tornar ingrata a descida com um sentimento de nunca chegar ao refugio. Bem, refugio que na verdade é uma estação esqui, que tem hotel e acesso por carro. Então a subida até a bocca mencionada é um tipo caminho para famílias.
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Descida - Repare na criança de coleira, parecia a "mulher aranha" de tanto que pulava...
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O refugio-estação de esqui não serve refeição, mas tem boa estrutura de mesa, panelas, pratos e talheres. Conta com 4 bocas de fogão para cozinhar. Há uma loja bem abastecida que vende de supercola a leite condensado, e de fruta a tênis. Comprar comida para 2 para dois dias, copa, queijo etc não custa o valor de 2 refeiçoes na trilha. Vinho custa 10€ e o refugio é bem grande com 2 beliches por quarto. Banho frio, mas com vaso sanitário. Nessa viagem ponderamos basicamente meio a meio refúgios e barraca. Finalmente desistimos da água, gatorade e barrinhas... Entramos definitivamente no vinho, queijo, copa e salame...
Anexos
D3-Ref de Carozzu - Haut Asco.gpx
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D4 (17-06-2011) - Haut Asco ao Auberge U Vallone

Nova mensagempor leduardol » 12 Nov 2011, 00:47

Dia 4, atualmente a via é unica e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 9 kM (GPS 8,3 kM)
Ascensão: 1000m (Ponto max. pelo GPS 2044m)
Descida: 1000m
Previsão: 6:30 h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Terreno muito montanhoso, com vários boulders e muitos trechos de corrente íngremes, que acredito alteraram as medições do GPS. Esse dia começa com muita expectativa e torcida por ótimo tempo, primeiro pois esse é o dia do famoso Cirque de la Solitude a passagem mais difícil de todo o trajeto (alguns fazem no sentido contrario para reduzir o desafio) onde qualquer chuva inviabiliza a passagem. A trilha começa com leve subida por um bosque, seguido por campo agradável onde há a pista de esqui rumando até um lago com água corrente logo após um antigo camping que pegou fogo (marcas ainda pode ser vistas).
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Nesse ponto, inicia-se a subida que da entrada no Cirque de la Solitude. Subida íngreme, com pontos de neve, mas todos protegidos. Na entrada do Cirque, começam as correntes do passo até vários metros abaixo. Nesse ponto deve guardar os bastões, manter tudo na mochila de forma equilibrada pois na descida há trechos onde a corrente e o único apoio. Devido a dificuldade e ao fluxo de passagem por ambos os lados, pode haver pequenos engarrafamentos, devendo re-dobrar a atenção e em alguns pontos é melhor usar as correntes como rapel.

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Terminado o trecho de descida com as correntes, temos forte descidas por vários boulders e passagens dificultadas pelas mochilas grandes. No fundo do vale há sombra e água corrente.

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Após o descanso e um rápido almoço nos preparamos para outra longa subida que logo se inicia com uma escada metálica, seguida de 2 longos trechos de subida. Nesse ponto a escada esta mais pelo psicológico do que utilidade.
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Passado a escada temos uma longa subida pesada, com correntes em trechos de pedra lisa.

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Finalmente vencido o Cirque, temos uma longa descida até o vale com quase todo o trecho até o refugio em pedra nua. O refugio de longe aparenta ser bonito, mas de perto o camping é terrível e pedregoso demais.

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Decidimos seguir até o Albergue U Vallone, com leve descida, fácil e sempre beirando o rio com varias piscinas naturais e cascatas. O camping é ótimo com áreas floridas e gramadas (fotos ficaram pro dia seguinte). O camping tem um um tanque de pedra que acaba virando ponto de encontro. Temos aqui o primeiro banho quente (Nós como bons brasileiros com banhos diários e lavar roupa todo dia, isso é fantástico). O restaurante tem uma cozinha boa e cerveja especial. Há bons suprimentos para venda.O pessoal do camping é atencioso. Aqui vale dizer que após quatro dias podemos definir a famosa sopa corsa: sopa rala ou grossa, com ou sem carne, podendo ter macarrão ou não e com o único vegetal que tem na dispensa.
Anexos
D4- Haut Asco - Alberge U Vallone.gpx
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D5 (18-06-2011) - Auberge U Vallone ao Hôtel Castel di Vergio

Nova mensagempor leduardol » 12 Nov 2011, 15:35

Dia 5 apresenta também via unica, e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 15 kM (GPS 12,9 kM**)
Ascensão: 850m (Ponto max. pelo GPS 1964m)
Descida: 870m
Previsão: 6:00 h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satelite

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Esse dia temos de começar explicando a diferença do previsto para o GPS, que aconteceu devido a uma rota alternativa (um atalho) que tomamos conforme pode ser visto no mapa topográfico (trilha original é a rota pontilhada). Há tb a diferença devido a preferirmos manter em um trilha no outra margem do rio após o atalho para ver de perto algumas ruínas de Bergeries.

A parte cortado pelo atalho, trata-se do acesso ao Refuge de Ciottulu de I Mori que estaria em a altitude pouco acima (1991m) e que vemos a nossa direita. A grande maioria das pessoas ficam nesse refugio, mas achamos que o dia não seria produtivo sem contar a possibilidade de pegar menos pessoas nas trilha e poder sair em horários mais interessantes. Normalmente acordávamos 6:00h e saímos 7:00/7:30h, é comum vc ver pessoas saindo 3:00h!!! Muita gente faz a trilha correndo ou "catando cavaco como kamikazes" e sem parar para aproveitar, a essa altura eramos uns dos poucos sem quedas e nenhum machucado (Incrível como a grande maioria tinha os joelhos e canelas ralados).

Nesse dia, após conversar com algumas pessoas (confirmado posteriormente lendo foruns na net) chegamos a conclusão que a diferença dos horários previstos no livro e alguns mapas, comparado para o realizado por nos, não era culpa exclusiva nossa. Os tempos previsto precisam ser adicionados de 15 a 30% a mais.

Esse trecho começa com estigma de ser o dia após o pior de todos (passagem pelo Cirque de la solitude), mas para nos não foi o pior sofremos mais com os dias de sol e calor intenso. A saída do camping reforça a boa escolha que fizemos de não ficar no Refuge, alem da beleza matinal encantar e dar vontade de passar o dia todo por lá "jacarezando", temos a vantagem de largar na frente dos grupos.

Vista da sede do Auberge U Vallone (Na verdade é um camping apenas)
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Tinha trilheiro profissional que ficou "jacarezando"...
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O dia começa com um trilha por bosques com leve subida, sempre protegida do sol e com ótima vista. Terminada a floresta inicia-se um subida intensa, mas protegida do sol e com vários trechos de escalaminhada até chegar na bocca de passagem onde temos ventos fortes e o sol muito intenso na garganta.

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Vencida a garganta, como já mencionamos optamos pela rota alternativa e pular o próximo refugio que ficou o tempo todo a nossa direita. Tendo feito a nova rota, fico claro que nao perdemos nenhuma paisagem, e sim ganhamos uma trilha livre e com a possibilidade de ver de perto as ruínas de construções tipo "bergeries".

Descida do Atalho e Refugio "by-passado"
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Ruinas...
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Apesar do sol forte e caminho sem proteção, seguimos um lindo vale com terreno mais plano, gramado e com muitas cachoeiras (águas de geleiras). Retornamos a descida por pedra agora com o rio a direita e com relevo de mais obstáculos, mas ainda na rota alternativa (a rota principal fica na outa margem do rio). O sol permanece muito forte, obrigando a paradas para aproveitar a sombra. Nesse trecho há interligação de vários trajetos menores, deixando a trilha meio conturbadas. Passando uma segunda ponte, tem os pontos das "bergeries", que ainda estavam fechada devido ao início da estação. Essa área tem acesso por diversas trilhas que partem de estradas próximas da região.

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Na sequência, seguimos para trechos de bosque mais planos e úmido, e com muitos porcos selvagens. O caminho para o hotel tem de ser corretamente seguido, pois há intermináveis outras trilhas se cruzando devido ao trecho final ser próximo a uma estrada e vilarejo. O dia foi muito agradável e com poucas pessoas na trilha na maior parte do caminho. Chegando ao refugio (outra estação de esqui com hotel de luxo) tivemos a ótima surpresa de uma área de camping muito boa, gramada, com cozinha bem equipada, banho quente e loja de suprimentos sortidos e com preços bons comparados aos refúgios. Única atenção é quanto ao horário de funcionamento da loja (8 as 19h). Ótimos banheiros, com água quente e amplos. Lá comemos um dos melhores pães da estadia na França.

Lá novamente vimos o helicóptero que vinha de um resgate.
Anexos
D5- Alberge U Vallone - Hotel Castel de Vergio.gpx
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Re: GR20 (Grand Randonnée) - Travessia da Córsega

Nova mensagempor peter tofte » 25 Nov 2011, 17:25

Parabéns Eduardo!

Exclente relato, detalhado e com fotos e roteiro!

Fez com tranquilidade uma dos mais famosos roteiros de trekking do mundo. Pelo visto a trilha tem vários trechos puxados e difíceis, no mínimo cansativos.

Qual foi o peso máximo que levaram na mochila? Que barraca levaram?

Vc menciona que foi no início da estação. isto deve significar março, abril ou maio, não?

Abraços, peter
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Re: GR20 (Grand Randonnée) - Travessia da Córsega

Nova mensagempor peter tofte » 25 Nov 2011, 17:36

Em tempo: estou no aguardo do restante do relato!

Abs, peter
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Re: GR20 (Grand Randonnée) - Travessia da Córsega

Nova mensagempor leduardol » 11 Dez 2011, 22:54

peter tofte escreveu:Parabéns Eduardo!

Exclente relato, detalhado e com fotos e roteiro!

Fez com tranquilidade uma dos mais famosos roteiros de trekking do mundo. Pelo visto a trilha tem vários trechos puxados e difíceis, no mínimo cansativos.

Qual foi o peso máximo que levaram na mochila? Que barraca levaram?

Vc menciona que foi no início da estação. isto deve significar março, abril ou maio, não?

Abraços, peter


Bem pessoal, depois de um embarque emergencial e uma viagem estou de volta para continuar o relato!!!

Peter agradeço a atenção e respondendo seu questionamento:

A Barraca Foi a Asteq Nepal pelo peso e avancês laterais para guardar material. Quanto ao Peso, não levei a balancinha para pesar antes da saída (então fica aproximação pelo aeroporto), mas eu levei um Equinox Elevation 75/100 (Configuração 75 estimado 20-22kg) e minha esposa foi com uma Deuter ACT lite 60+10 SL (Estimado em 12-14kG). Mas o peso foi dinâmico a medida que comprávamos/consumíamos comida ou ainda tinha dias que precisamos levar toda a água. Em media saímos cada um com as CamelBaks cheias (Eu 2+2l e ela 2l).

Inicio da estação é Junho. Antes disso tem muita neve e não é recomendado por vários trechos, principalmente o Cirque de la Solitude. Fora desse período não há estrutura nenhuma, apenas alguns refúgios para pousada apenas, mas sem ninguém local e Água congelada.
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D6 (19-06-2011) - Hôtel Castel di Vergio ao Refuge de Manganu

Nova mensagempor leduardol » 12 Dez 2011, 01:06

Dia 6 apresenta também apenas uma via, e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 17 kM (GPS 15,7 kM)
Ascensão: 670m (Ponto max. pelo GPS 1888m)
Descida: 475m
Previsão: 5:45 h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

Imagem


Vista do Satelite

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Trata-se de um dia de trajeto longo, em distância, mas de passagens fáceis e com boas áreas de fotos e com o lago (Lac du Ninu) para tomar um ótimo banho de sol junto a cavalos selvagens e gado "fugido". Em suma será um dia de descanso e tranqüilidade. As diferenças entre o livro e o GPS talvez se devam as trilhas que em alguns pontos “zig-zagueiam” de forma a gerar suaves subidas, mas trilhas diretas parelas (talvez feita por animais e reforçada pelos trilheiro) viáveis em piso seco. Pode também existir erros de precisão devido ao inicio termos muita mata fechada.

O dia amanheceu frio com cerca de 10oC ainda na barraca e com ventos muito fortes (foi a noite mais fria, vi temperaturas de 8oC na madrugada) que independente do abrigo parcial das arvores nos obrigou a arrumamos tudo nas proximidades da cozinha para facilitar a boa arrumação e comodidade.

Camping
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Hotel di Vergio e área do camping à direita
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Trajeto iniciado de forma fácil, com cerca de 4 km de trilha plana por dentro do bosque (um mudança para zonas mais arborizadas e paisagens diferentes dos dias anteriores), com temperatura ainda baixa, mas agradável. Em seguida temos o inicio da subida pra a Bocca San Petru (marcada por uma capelinha, que ajuda como uma barreira para o vento em um rápido descanso) e deste ponto até a Bocca â Reta temos caminho aberto, com ventos muito fortes e sol intenso. O vento leva a sensações térmicas muito baixas. As áreas de proteção do vento e sol são escassas e se faz quase toda ascensão do dia nesse curto trecho.

Trecho inicial de 4kM. Ao centro, a construção bem pequena é o Hôtel Castel de Vergio
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Subida para Bocca San Petru
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Capelinha: Ponto de Referência e Abrigo dos Fortes Ventos
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Subida para a Bocca â Reta - Ascensão de cerca de 500m em campo aberto e escassos abrigos
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Vencido a última Bocca, praticamente acabam as subidas, tornando o caminho para o lago uma suave descidas e um belo passeio. Chegando ao Lac Du Ninu é difícil não tirar as botas, deitar na grama e ver as nuvens passar. Cochilar e ser acordado por algum cavalo curioso não é nada difícil.

Bocca â Reta a Lac du Ninu
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Lac du Ninu - Ponto Obrigatório de Parada
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Depois de ter de lutar intensamente com a preguiça e vontade de acampar ali, temos até o Refuge de Manganu cerca de 6 km em trecho fácil e rápido, por um vale com vegetação baixa (sem proteção ao forte sol) por boa parte com alguns trechos de turfa alagada. No caminho passamos pela Bergeries de Vaccaghja (há área para acampar e mantimentos a venda), a partir desse ponto temos uns 2 km até o refugio com apenas um ligeira subida no final.

Bergeries de Vaccaghja
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Chegada ao Refuge de Manganu
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Foi um dia de descaso para quem ficou no Castel de Vergio, já para quem optou pelo Refuge de Ciottulu foi um dia puxado e bem longo apesar do trecho até o Castel ser basicamente descida.

O Refugio em si é pequeno, local meio inclinado (importante chegar cedo), mas perto de cachoeiras para banho (a área da Bergeries parecia melhor para o camping) e vista agradável. Estrutura de cozinha externa em um ilhazinha próximo ao camping, existem 2 duchas e dois banheiro, assim como áreas de lavagem e água corrente. O refugio tem suprimentos para venda e as refeições têm de ser pedida ate as 17h. A área para refeição é restrita e os pratos simples (massa, pão e salada de frutas de lata a 13€). Mesmo com os poréns recomendo o refugio e cozinhar. Devido haver outras trilhas que cruzam a áreas, ou outros pontos de inicio para um GR-20 parcial encontra-se muita gente nova, inclusive pessoas em trilhas a cavalo.
Anexos
D6-Hotel Castel de Vergio - Ref de Manganu.gpx
(164.54 KiB) Baixado 17 vezes
Boas trilhas...Luiz Eduardo

"As trilhas do mundo são muitas, quase todas percorridas:
Seguimos atrás dos outros, até que a estrada se divide;
E uma trilha segue ao sol, segura; a outra é árida e sem luz,
Porem olhamos a trilha deserta e é ela que nos seduz."
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D7 (20-06-2011) - Refuge de Manganu ao Refuge de Petra Piana

Nova mensagempor leduardol » 22 Jan 2012, 20:16

Dia 7 apresenta também apenas uma via, e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 10 kM (GPS 8,6 kM)
Ascensão: 980m (Ponto max. pelo GPS 2226m)
Descida: 740m
Previsão: 7:00 h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satélite

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Dia pesado com 10 km até o refugio de Petra Piana, tendo a subida inicial começando no refugio a 1600m e se estende até 2225m. Esse trecho se estende por 3km, mas sem passagens difíceis. Paisagens iniciadas por um vale até atingir platôs gramados e por boa parte margeando o rio até um ponto de inflexão para a ascensão final até a Brèche de Capitellu (local de ótima vista do lagos Lac de Capitellu e Lac Du Melo).

Vista do refugio ao fundo
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Vista dos Platôs
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Subida
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Passado a Brèche (2225m) temos um cabo de aço para apoio a descida, mas como estava coberto por neve firme passo um pouco mais abaixo sem esse recurso, na seqüência temos a descida direta com vários passos de “escalaminhada”, mas sem grandes dificuldades. O trecho segue até o ponto Notch (2090m) com poucas dificuldades e descendo ligeiramente. Ao atingir a Bocca Soglia (um ponto de entroncamento com para trilha do Lac Du Melo) o trajeto passa a ser mais montanhoso, descendo suavemente no começo com algumas passagens de “escalaminhada”, ate curvar-se para esquerda após o último acesso ao lago. Nesse ponto a trilha passa a contornar a montanha subindo e descendo até rumar ao acesso as Boccas (Renosu e Muzzella). Nesse trecho o caminho segue boa parte por pedras grandes que limitam a velocidade, passa a serpentear pela vegetação arbustiva e em vários pontos as pedras estão molhadas devido ao degelo. Próximos aos passos tem-se vários pontos de acumulo de neve, mas todos protegidos. Desse ponto seguem 2 km de descida ate o refugio, sendo metade com descida muito suave e piso pedregoso, e a parte final um descida plena por pedras, arbustos e por correntes de água.
Refugio é em madeira, pequeno com camas até no sótão, a cozinha é muito pequena e em anexo, gerando muito barulho para quem quer dormir cedo. As mesas de jantar e apoio são em áreas abertas e muito suscetíveis aos fortes ventos, apesar da vista linda. Banheiros são ruins, duchas com baixa pressão e difíceis de tomar banho. Mas a área para camping é grande e com gramado. Fonte de água próxima aos banheiros. Vendas de suprimentos bem equipada. Jantar a 15 € (sopa de macarrão, pão, queijo e sobremesa). Optamos pelos sanduíches, vieram 8 pedaços de copa grandes, 2 queijos e um saco com cerca de 10 fatias. Preço de 6 € cada. Guarnição do refugio no falam nada de inglês.

Vista dos Lagos

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Anexos
D7- Ref de Manganu - Ref Petra Piana.gpx
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Boas trilhas...Luiz Eduardo

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D8 (21-06-2011) - Refuge de Petra Piana ao Refuge de I´Onda

Nova mensagempor leduardol » 26 Jan 2012, 19:43

O dia 8 apresenta duas vias, uma de “Baixa” e outra de “Alta”. Seguimos a tradicional que é a de baixa, e temos dados de viagem segundo literatura:

Distancia: 11 kM (GPS 10.1 kM)
Ascensão: 500m (Ponto max. pelo GPS 1852m)
Descida: 910m
Previsão: 5:00 h

Seguem os dados resumidos da trilha alternativa de alta:
Distancia: 8 kM
Ascensão: 390m
Descida: 800m
Previsão: 4:15 h

Mapa Topográfico
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Perfil de Altitude
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Vista do Satélite
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Dia tranqüilo com caminhada agradável com descida até 940m por cerca de 7kM. Na saída do camping deve-se atentar pelos caminhos (sinalização complicada devido o camping, mas o caminho é intuitivo), há por baixo (tradicional) ou pela montanha. O da montanha tem uma sinalização com barras paralelas amarelas e começa subindo, mas no balanço final é mais curto e com menos ascensão.

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Fomos pela de baixo devido à maior proteção do sol e possibilidade de paisagens diferentes nos bosques. A descida inicia-se de forma íngreme por cerca de 1km ate uma “bergeria” próxima, após passa a suavizar até permanecer em paralelo à esquerda do rio. Com a altitude aproximando dos 1250m começam as arvores, até cobrir todo do caminho até a “bergeria” de tolla e a ponte.

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Bergerie de Tolla

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Na ponte há ótima área para mergulho ou ao menos molhar os pés devido à água gelada. Após, a trilha começa a subir a direita por uma estradinha rústica até uma fonte, com baixa inclinação e bem protegida.

Ponte e local pra Mergulho

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Na seqüência, o caminho começa a subir por dentro de uma floresta mais densa até o camping na bergerie l'onda. Apesar da nova subida até 1431m, o caminho é agradável e bem protegido, devendo atentar apenas nas marcas pois o caminho é coberto de folhas, o que não deixa marcas de trilha batida e uma certa escuridão pelas copas das arvores. Após se cruzar o rio (o mesmo da ponte, mas em área quase de nascente) chegamos à subida final.

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O camping é em um curral gramado, com 2 banheiros, 2 duchas (estavam com baixa vazão), 1 fonte, e uma estação de cozinha aberta com 2 fogões pequenos. O refugio fica separado montanha acima. Há suprimentos para venda e jantar por 18€. Jantar ótimo composto de sopa de legumes com macarrão gravatinha, uma lasanha das melhores (se quiser jantar apenas uma vez na trilha, é la) que já comi com queijo, espinafre e hortelã. Seguido de queijo próprio (de cabra e maturado, sabor fantástico) e fruta. Refeição muito farta, apenas demorada durou de 7 as 21h.

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Refugio...Tem um bela vista...o camping é ótimo e animado... Mais cheio pois existem pontos de acesso a cidade próximos.

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Alem de vinho...habemus cerveza!!!

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Anexos
D8- Ref Petra Piana - Ref de L Onda.gpx
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D9 (22-06-2011) - Refuge de I´Onda a Vizzavona

Nova mensagempor leduardol » 26 Jan 2012, 20:25

Dia 9 apresenta novamente duas rotas, uma de “Baixa” e outra de “Alta”. Seguimos a tradicional que é a de baixa (a de alta se trata de um desvio para passar pelo Monte d´Oru), e temos os dados de viagem segundo literatura e GPS:

Distancia: 11 kM (GPS 12.1 kM)
Ascensão: 670m (Ponto max. pelo GPS 2116m)
Descida: 1180m
Previsão: 6:00 h
Seguem os dados resumidos da via com desvio de alta:
Distancia: 13 kM
Ascensão: 990m
Descida: 1500m
Previsão: 7:30 h

Mapa Topográfico

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Perfil de altitude

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Vista do Satélite

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Dia começou bonito e com temperatura agradável e sem vento devida o camping ser abrigado. A saída já começa com uma subida forte, passando pelo refugio (de 1380m do camping até cerca de 2100m).
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Vista do Refugio
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Uma subida pesada em menos de 3 km, mas sem passes difíceis com boa parte por terreno ainda com vegetação, mas totalmente exposto ao sol.

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Na seqüência, inicia a descida de mais 1000m até a cidade. Na parte inicial temos uma descida íngreme e exposta até cerca dos 1500m, para na seqüência passarmos a ter trechos com vegetação para proteção. A descida se torna cansativa até a cachoeira dos ingleses (Ótimo ponto para descanso e comer).

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Após o caminho é fácil de ser vencida em cerca de 20 min. A indicação para se chegar a cidade é muito precária e confusa, devido aos vários caminhos batidos e de carros.

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Optamos por ficar num hotel por 95 € com café da manha. O camping se encontra logo no começo da cidade... Bem se trata mais de um ponto avançado com estação e limite de 1 rua com restaurante e alguma lojinha aos dois lados da rua.

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Anexos
D9-Ref de L Onda - Viazzavona.gpx
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Editado pela última vez por leduardol em 02 Fev 2012, 23:01, num total de 1 vezes
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