por luizniquet » 20 Mai 2011, 15:45
Guias de viagem: qual escolher?, por Luiz Fernando Niquet
Está disponível no mercado um grande número de guias para os mais variados países. Se considerarmos os guias produzidos no país, aqueles já traduzidos para o português e ainda os importados, um viajante pode escolher dentre uma dezena de opções ou até mais, dependendo do destino escolhido. Por isso, sempre encontro viajantes com a mesma dúvida: qual guia levar?
Inicialmente, temos que levar em consideração a língua em que o guia está disponível. Caso o viajante não deseje um guia em inglês ou mesmo em espanhol, as suas escolhas ficam bastante reduzidas. Infelizmente, os melhores guias ainda são os importados, como é o caso do Lonely Planet e do Rough Guide. Mas temos alguns bons guias em português, que podem auxiliar nesses casos.
Um guia nacional de qualidade é o “O Guia Criativo para o Viajante Independente”, disponível para a Europa e América do Sul (incluindo guias específicos para a Argentina e Chile). Esses guias são produzidos pela equipe do site O Viajante, e são úteis para mochileiros que não dominam o inglês. São os únicos guias específicos para mochileiros produzidos no país. Infelizmente, esses guias não são atualizados tão constantemente como os guias estrangeiros. A última edição do Guia para a Europa, por exemplo, é de 2008, uma eternidade para guias de viagem, já que hotéis, restaurantes e os preços das atrações estão mudando a toda hora!
Outra opção nacional é o Guia do Turista Brasileiro (GTB). São pequenos e simpáticos guias, disponíveis para a Argentina, Peru, Bolívia e Itália, além de edições específicas para Londres e Nova Iorque. Eu já utilizei esse guia em minha viagem ao Peru e à Bolívia e gostei. Apesar de ser um guia simples, é prático e direto. Não são guias voltados especificamente para mochileiros, mas as recomendações são variadas em relação aos preços e à qualidade. Infelizmente, também possui os mesmos problemas de atualização quando comparamos aos guias importados.
Existe, ainda, o Guia Visual Publifolha. Eu também já utilizei esses guias em minhas viagens e não gostei. Apesar de bonitos e coloridos, contendo belas imagens e ilustrações, não são bons em relação a recomendações de hotéis, restaurantes e transportes. Isso acaba prejudicando a sua função como um guia, já que os utilizo exatamente para me orientar nesses aspectos. Porém, como uma forma de conhecer mais o seu destino e as suas atrações, vale a pena dar uma lida.
Partindo para os guias importados, o meu favorito é o Lonely Planet, o mais vendido guia de viagem do mundo. Além de serem bastante atuais, com novas edições lançadas a cada ano (apesar das mudanças de um ano para o outro não serem muitas), esses guias são bastante focados nos viajantes independentes, e oferecem desde opções econômicas até algumas alternativas de luxo – para aqueles momentos em que você quer esbanjar um pouco. Além disso, o panorama histórico, político, social e cultural que o guia oferece me ajuda muito a entender o país que estou visitando. Existem guias em inglês e espanhol, e estão disponíveis para praticamente qualquer país do mundo! Este é, sem dúvida, o guia que eu mais recomendo.
Mas o Lonely Planet não é perfeito, é claro. Já tive problemas com guias pouco atualizados e com informações equivocadas, principalmente nas edições da Venezuela e da Colômbia. Na África do Sul alguns preços estavam bastante desatualizados, o que prejudicou o planejamento da viagem. Mesmo assim, ainda acho que os guias são muito bons. Afinal, não existem guias perfeitos!
Outro guia importado que já utilizei foi o guia Rough Guide. Semelhante ao Lonely Planet, é bastante completo, inclusive nas informações gerais dos países. Oferece uma visão cultural e histórica muito boa, além de informações detalhadas das cidades e regiões. Eu utilizei esse guia em minha viagem ao Peru, e li também a versão sobre o Marrocos. É, sem dúvida, um guia de muita qualidade. Existem versões para muitos países, geralmente em inglês – mas já encontrei algumas versões traduzidas para o português.
Além dos guias citados acima, existem ainda muitos outros, com as mais diversas características, como o renomado Guia Michelin, o Frommer’s, o Let’s Go (que por um tempo disputou com o Lonely Planet a preferência mundial dos mochileiros), o Footprint, o Fodor’s e muitos outros. Alguns deles eu já li e experimentei, outros ainda não. Acredito que um viajante deve experimentar os guias disponíveis e compará-los. Só assim cada um descobre o guia que combina mais seu estilo.
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