por gvogetta » 10 Fev 2011, 00:38
Olá Alfacorrea!
Difícil esta questão de "rankear" de trilhas... Há um certo grau de subjetividade...
Sem contar ainda que deve-se levar em consideração ainda o acesso à trilha propriamente dito, que muitas vezes é bastante difícil mas não a integra para efeitos de dificuldade...
Como você está no Rio e, consequentemente este seria o ponto de partida para as expedições, vamos arriscar:
1. Pedra do Sino - trilha extensa (mais de 11 Km) e com nível de dificuldade moderado, vencida de 4 a 7 horas de trekking (dependendo do preparo físico e ritmo de caminhada), sem exigir o uso de técnicas verticais;
2. Pico das Agulhas Negras - trilha mais curta porém mais íngreme do que a da Pedra do Sino, considero-a de dificuldade moderada a pesada. Existem duas vias de subida: a Via Pontão (exige menos técnica, sendo mais fácil) e a Via Útero (que exige o emprego de equipamentos e de técnicas de escalada). Pela Via Pontão leva-se cerca de 4 a 6 horas e o trecho final ainda exige o emprego de técnicas verticais para vencer o cume "verdadeiro", onde se encontra o livro de registros. Por estes motivos a considero mais difícil do que a Trilha para a Pedra do Sino;
3. Pico da Neblina. Mesmo sem tê-lo conquistado (quem sabe um dia!), pelos relatos que ouvi e tenho lido é sem dúvida a maior conquista a se fazer no território nacional, especialmente pela distância e dificuldade de acesso à sua base (exige deslocamento por terra, longo deslocamento de barco e longo trekking por área de floresta amazônica, além de autorizações por se cruzar áreas indígenas), que tornam a sua conquista uma verdadeira expedição, façanha que exigirá todo um planejamento logístico para dar certo. Sugiro pesquisar sobre o Neblina aqui pelo Mochileiros.com.
Abraço e espero ter lhe ajudado.
Editado pela última vez por
gvogetta em 05 Ago 2011, 13:17, num total de 1 vezes
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Getulio R. Vogetta (gvogetta)AMC - Curitiba - PR
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.
Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos,
e não simplesmente como é ou pode ser... é preciso questionar o que se aprendeu. É preciso ir tocá-lo”.
Amyr Klink (Mar sem Fim)