Segunda-feira: 06/12/2010Não conseguimos acordar muito cedo (só pra variar). Aí resolvemos sair para ver o centro com mais calma. Decidimos ir até o teatro Amazonas, pois até então não tínhamos visto!!
Infelizmente estava fechado para visitação, mas tiramos algumas fotos por fora mesmo, e também da praça e da igreja. A praça já estava com decoração de natal, e colocaram uma árvore imensa com a base cheia de imitações de vitrais. Estava muito bonita.
Entramos em uma loja para ver artesanatos, mas era tudo muito caro e logo saímos. Fomos até a igreja e entramos. O interior era muito bonito e me chamaram a atenção os aparelhos de ar-condicionado (uma coisa essencial em uma cidade quente como Manaus).
Fora a loja de artesanatos caros, não encontramos nenhum outro lugar (apesar que em outro dia eu acabei encontrando), e decidimos voltar ao hostel, e no caminho ir procurando.

O grandioso Teatro Amazonas!!!
Como nesse dia as meninas tinham uma apresentação de trabalho no congresso, ao meio dia, resolvemos voltar e já pegar os banners dos trabalhos e ir imediatamente para o evento, sem almoçar. Para nossa surpresa, serviram um grande coquetel nesse primeiro dia de exposição de trabalhos. Economizamos um almoço e em grande estilo, pois estava muito bom!
Enquanto as duas apresentavam seus trabalhos, eu e a outra colega fomos bater perna. Primeiro pelo local do evento, que era um shopping. Idéia super furada, pois metade das lojas era de comida e a outra metade de eletro-eletrônicos, ou seja, uma repetição da mesma coisa em vários corredores!!!
Resolvemos então sair pelos arredores, pois ainda tínhamos uma hora até o final da apresentação delas.
Quando saímos já avistamos uma construção que chamou nossa atenção!! Era o Centro Cultural dos Povos da Amazônia!
Ahh, era lá mesmo!! Calculamos a distância e fomos embora......
O problema é que parecia bem mais perto do que realmente era e levamos meia hora pra chegar lá!!
Quando chegamos foi mais um gostoso balde de água fria na cabeça! O centro tinha abrigado uma exposição da Casa Cor Manaus (eu não consigo entender isso até agora!), mas já tinha terminado e já tinham retirado os ambientes, só restando entulhos!!!
Na nossa concepção, e pelo nome do local, pensamos que havia lá uma exposição fixa sobre os povos da amazônia, e também alguns artesanatos (até aquele momento não tínhamos comprado nenhuma lembrança de Manaus).
Agora só restava uma coisa: fazer o caminho de volta em menos de 15 minutos!!!
Conseguimos fazer em 20 minutos, mas ainda chegamos a tempo, antes delas ficarem nos procurando!
Como comédia pouca é bobagem, o pior estava por vir!
Quando saímos, resolvemos ir até o porto da CEASA (eu queria ver se encontrava frutas típicas da região e todos nós queríamos ver uma forma mais barata de ir ao encontro das águas).
O guarda que trabalha no shopping nos ensinou qual ônibus pegar e mandou atravessar três partes de uma avenida.
Quando chegamos lá, perguntamos a uma senhora, se era ali mesmo que o ônibus para o porto da Ceasa passava (só pra garantir a informação!).
A senhorinha, muito prestativa, avisou que a gente tinha que voltar para o outro lado daquela mesma rua em um ponto em frente. Aí, quando o ônibus (escrito CEASA) foi chegando, ela lá do outro lado da rua gritou: É AQUELE! É AQUELE!!
Eu tive que dar risada, pq a mulher só faltou correr pra frente do ônibus pra ele parar para a gente!!!
Entramos todos e fomos conversando a respeito da prestatividade da boa senhora!!!!
MEIA HORA depois, achando que estava demorando pra chegar, resolvi perguntar para a cobradora (outra pessoa muito prestativa!) se ela poderia avisar quando chegasse no porto. Ela me olhou com um ar de desconsolo e disse: nós já viemos de lá!!! Estamos indo para o ponto final! Eu fiquei bem chateado, mas tentei contornar, perguntei pra ela se a gente podia chegar no ponto final, e rodar a catraca novamente, pagando a passagem e voltar ao porto. Ela, num tom mais animado ainda, me disse: o ponto final está muito longe, é melhor vocês descerem no terminal e pegarem um ônibus de volta para o centro!!!
Eu avisei as meninas do que tinha ocorrido e durante um tempo, elas ainda acreditaram que podiamos chegar no ponto final!!!! Tudo ilusão!!
Aí eu fui novamente perguntar para a cobradora se ela podia avisar quando chegasse perto do terminal. Aí ela disse: é o próximo ponto!! E eu falei (bem claramente para ela): então a gente vai descer, ok???
Quando o bendito ônibus parou, eu fui em direção à porta e chamei as meninas. Quando chegamos perto da porta o motorista simplesmente saiu e não deu tempo de falar nada. A prestativa cobradora nem para avisar o motorista que ainda tinha gente para descer!! Acabou que descemos uns 300 metros adiante, no meio de um bairro bem afastado, e o povo todo olhando a gente com cara de poucos amigos!!!
Eu tava tão puto da vida que nem tomei muito conhecimento. Fomos caminhando de volta até o tal do terminal que era um boteco de esquina onde o pessoal da empresa de ônibus ficava aguardando dar o horário de saída. Um motorista que estava lá disse que iria sair para o centro em 20 minutos e a solução foi ficar de papo com eles e esperar. Legal, depois disso tudo, foi lembrar daquela senhorinha, fazendo esforço pra gente não perder o ônibus.... (#§¢@.°*...) A gente até tem uma foto dela, mas não vou postar por questão de ética!! (e por raiva tb!.. hehehehehe)
Quando saímos decidimos que íamos voltar ao centro e não iríamos mais para o porto da CEASA. Pedimos para nos avisarem quando chegasse na praça do relógio. Enfim nos avisaram e descemos no lugar certo dessa vez. Só que existe a tal de Lei de Murphy, certo? E o nosso objetivo lá era encontrar lembranças para os amigos e parentes. Pois bem, a praça do relógio estava lotada de barracas com produtos importados (do Paraguai, claro). Parecia muito mais a 25 de março em SP, do que uma feira de produtos típicos da amazônia.
Quando a gente pensou que tudo estava perdido, que o dia tinha ido para o espaço (e já estava escurecendo), uma boa alma nos ensinou a chegar em um lugar bem perto chamado praça do índio. Lá sim, havia vários artesanatos e outros artigos típicos. Aleluia!!! Compramos algumas lembranças, poucas na verdade, pq muitas barracas estavam fechadas e a gente decidiu voltar lá outro dia para ver tudo com calma!!!
Voltamos para o hostel, tomamos banho e decidimos sair para jantar. A princípio a gente ia ver algum restaurante por perto (fomos ao Budega 101, mas estava fechado), e como ficamos meio perdidos resolvemos ir ao shopping manauara, que é novo e disseram que tinha muitas opções. Resolvemos pegar um taxi e, no caminho, fomos negociando com o cara para ir a Novo Airão, ver os botos (uma das meninas já estava ficando doente de tanta vontade de ver os botos.... hehehehe).
O cara nos cobrou 400 reais. Eu achei um absurdo de caro.... mas pegamos o cartão dele. Na volta, foi a mesma conversa com outro taxista, e esse era uma figura, engraçado, e começou a calcular os custos na nossa frente.... pediu 350, choramos e ele abaixou para 320 mais o valor da balsa, que era 30 reais (putz, dava na mesma!!)
Geral decidiu por ir com ele. Pegamos o telefone do cara e ficamos de ligar no dia seguinte.
Fim do dia, mais uma vez cansados, só que dessa vez um pouco mais estressados!!!