Relatos de viagens pelos países do Sudeste Asiático: Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Singapura, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia, Filipinas, Brunei e Camboja


#1156787 por deiafranzoi
22 Jan 2016, 10:36
Mingalabar! Bem vindos a mais um relato, dessa vez sobre o Mianmar, país ainda pouco conhecido mas que tenho certeza de que vai ser um dos lugares que vai explodir o turismo nos próximos anos.
Como de costume, vou dividir o relato em duas partes, primeiro coloco os custos e informações mais importantes e depois vem o relato em si. Assim quem não quiser ler todo relato já pode conseguir as principais informações.

Minha viagem foi Brasil – Bangkok (a viagem mais longa da minha vida). Cheguei em Bangkok, só troquei de aeroporto e já peguei o voo para Yangon.
Fiquei apenas 7 dias no Myanmar, e nesse período gastei exatamente U$200,00. Sem contar os voos para chegar e sair do país.

CAMBIO
Moeda é o Kyat e a cotação em dezembro/2015 estava U$1,00 = MMK$ 1,285. Notas de U$100,00 e U$50,00 tem cotação melhor que notas menores.
O cambio era o mesmo valor no aeroporto e nas cidades.
Obs importante: eles não estão mais aceitando notas com data de impressão antes do ano 2000. Tanto no Myanmar como na Malásia e alguns lugares na Tailândia. Além da necessidade de notas absolutamente novas, sem amassado, rasuras, riscos..

Em todos os lugares que fui vi muitos, mas muitos caixas ATM, então se não quiser levar em dinheiro vivo vai ter muitas opções de caixas eletrônicos para sacar dinheiro. Cartão de credito não aceitam em praticamente nenhum lugar.

Custos com alimentação pode considerar uns U$6,00 por dia, depende de cada um. Eu gastava de $2.500,00 a $3.000,00 por refeição (almoço e janta), fora as besteirinhas do dia. Considerando que café da manha está incluso na diária do hotel. Quando não tinha no hotel gastei no máximo U$1,5 para tomar café.

Todos os custo abaixo estão em Kyats, vou usar apenas o símbolo $ para simplificar.

YANGON
Taxi aeroporto – centro de Yangon: custa $ 10.000,00
Dividi com uma pessoa e ficou $5.000,00 cada
Hostel Sleep Inn Yangon $13.000,00 dorm feminino c/ 4 camas e café da manha
Shwedagon Pagoda: $8.000,00
Sule Pagoda: $4.000,00
Taxi hostel – rodoviária $8.000,00 (fomos em 3 e rachamos o valor)
Taxi da rodo p/ centro $8.000,00
Taxi do centro p/ aeroporto $8.000,00
Ônibus p/ Mandalay: $15.000,00
Trem circular $300,00 (percurso demora 3 horas)

MANDALAY
Moto + guia / motorista p/ o dia todo: $ 25.000,00
Mandalay Hill: $1.700,00 (doaçao + tem que pagar $1.000,00 para fotos e vídeos
Mahamuni Paya: 1.000,00 para fotos e vídeos
Ônibus p/ Inle: $10.000

IINLE LAKE
Taxi rodo- hotel $2.000,00
Hotel Remember Inn $13.000 c/ café e quarto individual
Aluguel bike dia todo $1.500,00
Barco p/ cruzar lago c/ a bike: $8.000,00 por barco, cabem até 5 pessoas e daí racha o valor
Passeio de barco dia todo (incluindo Inlay Shwe Inntain Pagoda) $20.000 por barco, cabem até 5 pessoas. Sem a pagoda $15.000,00
Onibus p/ Bagan: $10.000,00

BAGAN
Entrada Bagan: $27.000,00 ou U$20,00
Taxi rodo – sunrise - hotel: $8.000,00
Hotel: $11.250,00 (quarto duplo, valor por pessoa)
Aluguel moto: $7.000,00 p/ 1 pessoa ou $10.000 se for em duas pessoas na moto (por dia)
Ônibus p/ Yangon: $14.000,00

#1157554 por deiafranzoi
25 Jan 2016, 09:25
VISTO
Para entrar no Mianmar brasileiros precisam de visto, que pode ser feito on line atraves do link:
http://evisa.moip.gov.mm/NewApplication.aspx

TRANSPORTES
eu fiz todas as viagens de onibus noturno e ao contrario do que li por aqui em alguns relatos achei os onibus confortaveis e as estradas nao estao mais horriveis. Em todas as viagens que fiz eles nos forneceram cobertores, uma garrafa de agua e um kit com lenço umedecido, escove e pasta de dente.
Comprei todas as passagens nos hoteis / hostel que me hospedei. os terminais de onibus no Mianamar (e na Ásia em geral) ficam longe da cidade, tao longe quanto o aeroporto.
voce pode conferir os horarios de onibus nesse site: http://myanmarbusticket.com/home/ticket ... -to-Yangon
alguns exemplos de horarios:
De Yangon p/ Mandalay (8 horas)
Sai as 21:00 chega as 05:00 / Sai as 21:30 chega as 06:00
Mandalay p/ Bagan (6 horas)
Sai 07:30 chega 13:30 $8 / Sai 08:30 chega 13:00 $9,50 (van) / Sai 14:00 chega 20:00
Sai 17:00 chega 23:00 $9 / Sai 12:00 chega 18:00 $ 9 / Sai 15:00 chega 21:00
Bagan p/ Lago Inle (8 horas)
Sai 19:00 chega 03:00 $11 / Sai 08:00 chega 16:00
Sai 20:30 chega 04:00 $18 / Sai 08:30 chega 16:30
Lago Inle p/ Yangon (12 horas)
Sai 17:30 chega 06:00 $15 / Sai 18:30 chega 06:00 $20 / Sai 18:00 chega 06:00

HOSPEDAGEM:
O hostel mais comentado e badalado de Yangon é o 20th Street Hostel
No. 23, 20 Street Lower Block, Lathar Township, Centro de Yangon
Se quiser garantir uma vaga reserve pois está sempre lotado. Preço U$9,00 no dormitorio com café da manha.

Mandalay
nao me hospedei na cidade, apenas passei o dia e ja peguei outro onibus noturno.

Bagan:
Winner Guesthouse: Wet Gyi Inn, Main Road - Myaung
pagamos U$18,00 por um quarto duplo, com café da manha bem fraco. proximo de Old Bagan, uns 5 minutos de scooter. Hosedagem boa, mas nada de excepcional.

Lago Inle:
Remember Inn: Haw street, Nandawon Quarter, Nyangshwe
U$10,00 por um quarto privativo com café da manha bom. Eles tem chuveiro quente se voce der sorte de ter luz, mas isso nao é só nesse hotel mas em toda cidade pois eles nao tem energia eletrica, só geradores. Melhor atendimento que tive em toda viagem, cheguei as 07:00 da manha e ela ja me ofereceu um quarto e me disse que poderia tomar café da manha sem pagar, ja que e teria direito só no dia seguinte. Super recomendo.



Yangon:
#1157588 por deiafranzoi
25 Jan 2016, 10:37
YANGON

Cheguei em Yangon de noite e do aeroporto até o hostel dividi um taxi com um cara que estava no mesmo voo que eu. O aeroporto é longe da cidade e segundo nos informaram não tem como ir de ônibus. Porem depois fui descobrir que você pode pegar um taxi até uma das estações do trem circular, que fica próxima do aeroporto e depois pegar esse trem e descer no centro. Vou ficar devendo o nome da estação que você tem que pegar o trem, mas para descer é na Yangon Central Station. De qualquer forma vai ter que pagar taxi até essa estação. O trem custa $300, tipo de graça. E depois que descer no centro para qualquer dos hostel super tranquilo de ir a pé mesmo de noite.

Achei tambem essa informaçao :
it is also possible to use a public bus if you eager to walk 20min. In fact no direct bus will take you to the airport but the closest buses pass a couple of kilometres away. If you want to take the bus: exit the international terminal and turn right, walking along the road for about 15 minutes, you'll hit Pyay Rd, from where you can take public bus 51 which will take you one block east of Sule Paya right downtown (MYK300). Thus on the way to the airport the cheapest option would be to take that bus, get off at the Airport Road, and take a cab for the remaining kilometre (MYK1000-2000). The name of the bus stop is "Mile 10" on Pyay Rd and the line 51 is written in burmese characters.

Então se alguém quiser pegar realmente esse ônibus ja levem num papel o nome da estação de do ônibus em caracteres birmaneses, tanto para pedir informação quanto para tentar saber se você está no ônibus e na estação correta hehehee! Porque não é fácil mesmo saber distingui um caractere do outro, pra mim era tudo a mesma letra...

Essa dica vale também para quando quiser pegar um taxi, para qualquer lugar. Leve um papel com o nome do lugar que quer ir escrito nos caracteres deles e mostre para o taxista. A imensa maioria das pessoas não falam nada de inglês e os que falam alguma coisa, é bem difícil de entender, pois alem do inglês deles não ser muito bom, eles não conseguem pronunciar alguns sons. Pra mim a maior dificuldade no Mianmar foi a comunicação.

Eu tinha reservado o hostel que indiquei no tópico anterior, porem como meu voo atrasou um dia eu perdi a reserva. Cheguei por volta das 10 da noite, parei com o taxi lá e não tinha mais vaga. Me indicaram outro duas quadras dali que também não tinha mais vaga. Passei em mais uns 3 lugares e nenhum tinha vaga, tudo isso andando a pé, sozinha e de noite. Mas não achei perigoso, tinha muita gente na rua, famílias, crianças... Até que finalmente achei um com vaga, Sleep In hostel, que paguei $13.000 no dormitório de 4 camas, ar condicionado e café da manha. Chuveiro frio, mas isso não é problema porque é muito quente. Depois de 3 dias viajando devido a atraso do meu voo do Brasil para Bangkok, tudo que eu mais queria era um banho e uma cama. Só isso. Fui dormir já era quase meia noite.

Para entrar nos templos tem que estar com os ombros cobertos e as pernas cobertas até abaixo do joelho. Vá de chinelo, esqueça tênis mesmo que tenha que caminhar bastante. No começo eu sofri pra caminhar de chinelo, doía muito os pés mas depois de uns dois, três dias já acostuma. Porque ir de chinelo? Porque em todos os templos, nos hostel e em vários outros lugares não pode entrar de sapatos. Só que isso não necessariamente significa que o piso vai estar limpo, especialmente nos templos. Então se não quiser andar com um pacote de lenço umedecido pra limpar os pés antes de colocar meia e tênis, vá de chinelo e seja feliz! E vai ter que tirar e colocar o calçado muitas e muitas vezes durante o dia.

No dia seguinte mesmo cansada fui a pé até a Shwedagon Pagoda, deu uns 30 minutos caminhando. A pagoda é enorme, dá pra perder uma hora lá dentro tranquilo pra visitar com calma. Logo na entrada tem um guarda volume para deixar os sapatos que tem que pagar $1000,00 e eles colocam uma placa dizendo que é proibido levar os calçados. Não caia nessa, ande sempre com uma sacolinha e na hora que for entrar nos templos se não quiser deixar seu sapato junto com todos os outros na entrada do templo, coloque na sacolinha e guarda na mochila.

Ao lado da Shwedagon pagoda fica o Kandawgy Lake. Um parque bem bonito, com umas plataformas de madeira pra andar sobre o lago e uns gramados ótimos para deitar e relaxar. Eu tinha lido que precisava pagar pra entrar, mas não tinha ninguem cobrando na hora que eu fui e nem vi bilheteria por lá. Atravessando a rua fica o zoologico, mas eu não fui.

Voltei para o centro e começou a minha saga para encontrar alguma coisa para comer. Eu achei Yangon suja e fedida, e já estava pensando o que eu faria em 7 dias no Mianmar, como ia comer... Mas ainda bem que foi só em Yangon, nos outros lugares do Myanmar foi bem mais tranquilo. E eu que abomino fast food achei um KFC e foi lá que almocei. Em frente a esse KFC fica o Scott Market, um mercado com produtos locais e artesanatos, muitas lojas tanto na rua quanto dentro do mercado. Eu não comprei nada, até porque teria mais 39 dias de viagem pela frente, nem olhei os preços, só caminhei mesmo por lá.

Segui para a Sule Pagoda que fica bem no centro de Yangon, mas confesso que não achei nada demais, talvez porque a Shwedagon é espetacular e visitei primeiro, não curti tanto a Sule Pagoda. Entao acho que a dica é fazer primeiro a Sule e depois a outra. A essa altura eu já estava mais morta do que viva, cansada da viagem e de tanto caminhar. Voltei para o hostel para tomar um banho e esperar dar a hora de ir para o terminal e pegar o ônibus para Mandalay.

IMPORTANTE: o terminal de ônibus fica muito longe do centro, inclusive fica bem perto do aeroporto. Durante o dia devido ao transito demora uma hora ou mais de taxi para ir do centro até o terminal. Então programe-se para sair com antecedência e não perder o ônibus.

Eu tinha lido nos relatos que era pra levar comida no ônibus porque eles param em alguns lugares sinistros para a galera jantar. Mas a parada de Yangon para Mandalay é a melhor de todas, achei o lugar bem bacana. E na verdade em todas as outras dava pra encarar a comida. Mas eu resolvi não arriscar e comprei algumas porcarias pra comer de janta.

Um paragrafo dedicado a alimentação. Se existisse vigilância sanitária, não teria nenhum lugar aberto, tanto no Myanmar quanto na Tailândia. Então vá com a mente aberta para comer em lugares onde a higiene não é o foco. E não estou falando apenas de restaurantes simples, até nos mais arrumadinhos tinha gato, cachorro dentro dos restaurantes. No Mianmar a coisa é bem pior que na Tailândia. Antes de ficar morrendo de fome já comece a ir olhando os restaurantes porque eu demorava muito para achar algum lugar legal pra comer. Principalmente em Yangon.
#1157661 por deiafranzoi
25 Jan 2016, 12:51
Oi Sergio!
Mandalay proximo post, mas nao tenho contato. Cheguei no terminal e negociei com o primeiro motorista que apareceu, como o valor era o que eu ja tinha visto nos relatos fui com ele mesmo, mas nao anotei o contato...
Déia
#1157692 por deiafranzoi
25 Jan 2016, 13:44
MANDALAY

Chegamos em Mandalay depois de uma viagem tranquila de ônibus (+/- 9 horas de transito), por volta das 06:30 da manha. Já na saída do ônibus aparecem inúmeros taxistas oferecendo transporte. Como eu perdi um dia de viagem devido ao atraso do meu voo do Brasil, tive que cortar um dia do Mianmar pois eu já tinha passagem comprada para sair do país. E conversando com as pessoas e lendo os relatos eu decidi que seria de Mandalay. Assim, desci do ônibus e o primeiro taxista que me abordou já negocie pra passar o dia visitando os pontos que eu queria e no final ele me trazia de volta no terminal. Fechamos o valor de $25.000,00, o que ficou caro pois eu estava sozinha e tive que pagar todo o valor... Feito isso, ele me levou até a empresa que vendia passagem para Bagan, comprei a passagem e deixei a mochila lá no escritório da companhia e fomos ao tour.

Primeira parada Pagoda Kuthadaw. São 730 pequenas estupas brancas, que abrigam as paginas do maior livro do mundo, com 1460 paginas de escrituras budistas. A entrada é gratuita e vale a pena visitar o local. Ao lado fica Mandalay Hill com um templo lá no alto da montanha e de quebra uma vista da cidade. Para subir dá pra ir de carro até um pedaço ou por uma escadaria imensa. Optei pelas escadas, já tinha passado a noite dentro do ônibus e precisava de movimento. As escadas terminam na estrada de chão para chegar no templo. Take off your shoes e pegue a escada rolante que dá acesso ao templo. La na entrada fica uma pessoa com uma caixinha de doações. Tem que pagar $1000,00 para usar a câmera.

Feita a visita, desci tudo a pé novamente e o motorista me esperando lá embaixo me pediu se eu não queria tomar café da manha. Eu nem tinha me lembrado que precisava comer, hehehehe! Então ele me levou num boteco na beira da estrada quase na frente da entrada de Mandalay Hill e eu disse pra ele escolher pra mim, já que o cardápio estava todo em birmanes... veio tipo uma sopa, muito gostosa, café da manha típico deles. Adorei e comecei a gostar da comida do Myanmar depois do trauma de Yangon!

Alimentada, seguimos para Saganing Hill, uma montanha de onde se tem vista de várias pagodas. E claro que pra chegar lá mais escadarias, 297 degraus para ter uma vista linda das muitas estupas que rodeiam a montanha e do rio Ayeyarwady. De lá seguimos para Mahamuni Paya, que é um templo com um Buda dourado de 4 metros de altura. As mulheres não podem se aproximar do local e esse foi o lugar que mais vi devotos rezando ao redor do buda. Os homens realizam um ritual para limpar o Buda, somente eles podem se aproximar da estatua. Mais $1000,00 para usar a câmera.

Dali o motorista tentou de todas maneiras me convencer a pagar um extra e seguir para Inwa, uma cidade arqueológica que fica próxima de Mandalay, mas achei que já estava pagando bastante pra ele querer cobrar a mais e decidi continuar o meu roteiro só por Mandalay mesmo. Até porque ia ficar tudo muito corrido. Então fomos em dois templos que ficam próximos da ponte U-Bein que infelizmente não sei os nomes, pois não estavam no meu roteiro, ele que me levou sem eu pedir. Para mim foram os dois templos mais legais de Mandalay. Ele me falou os nomes, mas em birmanes (lembrem que a comunicação é beeem difícil, o inglês deles é precário, muito difícil de entender) até tentei pesquisar mas não consegui achar fotos e muito menos os nomes. E realmente nesses dois templos não tinha absolutamente nenhum turista, apenas eu e meu motorista. Se forem a Mandalay peçam para visitar os templos que ficam próximos a U-Bein. Um deles tinha um buda deitado enorme, muito grande mesmo. E o outro com muitos, mas muitos Budas e outras figuras incríveis. Não sei porque as pessoas não visitam esses templos porque eles são realmente incríveis.

Ultima parada foi na U-Bein Bridge. Atravessei até o outro lado e na volta parei e fiquei sentada em um dos bancos em cima da ponte conversando com os locais que paravam pra falar comigo.
Alias, isso é o mais legal do Mianmar. Eles não estão muito acostumados a receber turistas então quando veem um param pra “conversar”, te pedem pra bater fotos... O “melhor” horario para visitar a ponte seria no por do sol. Mas eu fui antes e já achei lotado de gente. Não sei se porque era domingo e tinha muitas pessoas de lá mesmo visitando a ponte, mas estava realmente muito cheia, imagina no por do sol.

Não visitei o Mandalay Palace, tinha que pagar uns 10 dólares pra entrar e não me pareceu muito interessante. Pulei esse do meu programa.

Da ponte o motorista me deixou no terminal onde comprei besteirinhas para a janta no ônibus. Alias, os terminais de ônibus não são os locais mais agradáveis do Mianmar, não que sejam perigosos mas com certeza não é o melhor lugar para esperar o tempo passar. No fim daria tempo de ir para Inwa sim, mas achei melhor não arriscar e não gastar mais. A viagem de ônibus foi mais uma vez bem tranquila. De novo o mesmo kit que recebemos na viagem de Yangon p/ Mandalay. Só o local que o ônibus parou para a janta era bem pior do que o anterior. Mas nada absurdo, daria pra comer lá tranquilo também (padrão Mianmar).
#1161049 por deiafranzoi
04 Fev 2016, 15:03
Lago Inle

Chegamos em Inle por volta das 04:30 da madrugada e meu, que frio... Estava muito frio, daqueles de sair fumaça da boca quando respira sabe? E eu claro que não estava preparada e nem tinha roupas para tanto frio... o que depois conclui que não era necessário, porque esse frio era só de noite e de manha bem cedo. Do terminal tem uns “taxi” que ficam esperando os ônibus chegarem para levar até os hotéis. Mas a cidade é bem pequena e se você souber onde vai ficar e tiver o endereço e um mapa da pra ir a pé bem tranquilo. Como eu não tinha nada disso, paguei $2000,00 pra andar algumas quadras...

Cheguei no hotel e como minha ideia era já sair bem cedo e alugar uma bike pra fazer o passeio pelo lago, nem fiz o check in. Fiquei dormindo numa poltrona que eles tinham na recepção (sorte que eu sempre levo uma cobertinha nos ônibus, foi o que me salvou do frio daquela madrugada!). Quando era umas 7 horas acordei, deixei minha mochila no deposito e fui tomar café da manha. Aluguei a bike e eles e dão um mapa e te explicam pra onde ir, o que fazer, onde parar... Fui pedalando sem pressa até chegar em uma vila de onde precisa pegar o barco para cruzar o lago e voltar para a cidade. O trajeto todo dura umas 5 horas, pode ser menos ou mais, depende de quanto tempo parar em cada lugar. No trajeto tem aguas termais, uma vinícola, templos e pequenas vilas.

Voltei pra cidade, tentei devolver a bike e a agencia que eu aluguei estava fechada... Fui almoçar, dei mais uma volta, fiz cambio e nada da agencia abrir. Eu estava muito cansada, viagem de ônibus toda noite e mais o rolê de bike acabaram comigo. Voltei pro hotel, fiz o check in, tomei aquele banho e capotei. Quando acordei voltei pro centrinho e nada da agencia abrir... perguntei nas lojas ao redor e ninguém sabia de nada. Como eu não tinha o que fazer, deixei a bicicleta na porta da agencia com o cartão deles dentro da cestinha. Só sei que no dia seguinte de manha a bike ainda estava lá fora e a agencia fechada. E quando voltamos do passeio de barco a mesma coisa!

Os passeios de barco pelo Lago Inle possuem varias rotas e horários. No barco cabem no máximo 5 pessoas. Fomos em 4 e foi bem tranquilo. Nosso barqueiro não falava uma palavra de inglês. Tem várias paradas e a duração do passeio depende de quais os lugares você quer ir. Dá pra fechar nos hotéis, nas agencias ou direto no lago com os barqueiros se voce combinar no dia anterior, inclusive consegue preço mais barato fechando direto com eles.

Fechamos o que saía as 09:00 e voltava as 17:00 mas acabamos voltando mais cedo porque muita das paradas eram só mercados e compras e nenhum de nós estava interessado nisso. O passeio começa com os pescadores do lago e sua maneira única e peculiar de pescar. Rende ótimas fotos. Não vou descrever todos os lugares, mas os melhores sem duvida foram para ver as Long Neck Woman, especialmente porque essas do Mianmar não ficam te pedindo dinheiro, os canais no meio das vilas ao redor do lago e a Inlay Shwe Inntain Pagoda. Para ir nessa pagoda tem que pagar a mais, e vale super a pena. O templo é incrível, pra mim um dos melhores de toda a viagem. O restaurante que paramos para comer tambem é muito legal, em cima de palafitas dentro do lago!

De volta, fui para o hotel tomar um banho, comprei alguns lanchinhos para servir de janta e só esperar o transfer que veio nos buscar para levar ao terminal (dessa vez sem custos). Mais um ônibus noturno, dessa vez o destino era Bagan.
#1163551 por Pat Alves
15 Fev 2016, 06:49
Oi, Deia!

A hospedagem você chegou a reservar ou resolveu tudo na hora? Estou fazendo uma lista prévia de hospedagem e Vendo os preços no Agoda, a diferença é grande. Por exemplo, o Remember Inn não aparece o quarto solo. O duplo custa U$ 30 sem as taxas. Acredito que esteja mais caro por ser ano novo, período que estarei por lá.
#1164451 por deiafranzoi
17 Fev 2016, 14:51
BAGAN

Bagan é um complexo com mais de 3 mil templos, entre “novos” e ruinas. São muitos, mas muitos mesmo, para onde você olha tem templo. Grande, pequeno, médio, reformado, em ruinas, de todos os tipos que se possa imaginar. Para se hospedar existem 3 áreas: Nyang U, Old Bagan e New Bagan. Não fiquei em nenhuma delas, mas na rodovia que liga Nyang U a Old Bagan e achei tranquilo. Na única noite que passei lá não saí para jantar porque passei mal, mas as pessoas que estavam comigo foram e disseram que tem bastante opções nas proximidades. Não é tão caro quanto ficar hospedada em Old Bagan e nem tão longe das atrações quanto Nyang U. New Bagan é uma vila pequena cheia de restaurantes e hospedagens, achei um bom lugar pra ficar também. Não é longe de Old Bagan e tem muitos templos no caminho também.

Chegamos em Bagan por volta das 04:00 da madrugada. Frio, mas menos do que em Inle. Eu e mais 3 pessoas que estavam no ônibus decidimos ir direto para um dos templos para ver o nascer do sol. Acertamos com o taxista que nos levou ao templo, ficou esperando e depois nos largou no hotel. Pedimos para o taxista nos levar a um templo mais vazio e ele nos largou no Shwe San Daw, justamente o mais famoso de todos (descobrimos isso depois). Fomos os primeiros a chegar, então garantimos o melhor lugar para assistir ao espetáculo. O único problema foi ter que esperar no frio e cansado da viagem, por duas horas e meia... Mas vale a pena, e muito! Quando aparece aquela bola vermelha no céu iluminando tudo, começam a surgir contorno de todos os templos que ficam ao redor, junto com os balões que vem surgindo também! Lindo demais! Recomendo. Chegue cedo, porque lota.

Terminado o espetáculo fomos para o hotel que um dos guris tinha reservado e conseguimos lugar para nós quatro. Descansamos um pouco e depois alugamos scooters para começar a visitar os templos. Os dois dias que passamos em Bagan se resumem a visitar templos. Não vou falar de cada um deles, porque todos tem sua beleza e seu encanto e cada um é diferente do outro. Alugue a scooter ou uma bicicleta e se divirta parando nos indicados pelo Lonely Planet e também nos muitos que passar pelo caminho. Achei que dois dias foram suficientes para ficar na cidade. Não sou uma grande fã de templos então esse período foi ideal para mim. Mas tem gente que diz que precisa ficar 5 dias e tem quem fique só um... questão de opinião e gosto pessoal.

Quanto ao aluguel da scooter, eu não ando de moto, não tenho carteira e morro de medo. No 1º dia fui de carona com a francesa. Vi que o transito era tranquilo, a scooter é elétrica, quase como andar de bicicleta, só mais pesada e sem esforço. No 2º dia criei coragem e aluguei uma pra mim e foi bem tranquilo. Recomendo pelo menos em Bagan, Já na Tailândia evite, vou explicar quando fizer o relato de lá, mas praticamente todo mundo se acidenta na Tailândia de moto...

Por do sol na North Guni, próximo a Dhamma Yan Gyi Pato: lindo e vazio, sem aquela aglomeração do outro templo (Shwe San Daw). O ideal é ver o por do sol em um deles e o nascer em outro. Porem o Shwe San Daw vai estar lotado em ambas as ocasiões, não tem como fugir.

Segue os templos recomendados pelo Lonely Planet dividido por area. Marque eles no seu mapa e se divirta tentando localizar e visitando!
Old Bagan:
Tha Raba gate
Shwe Gu Gyi
Gaw Daw Palin Temple
Mi La Laung Kyaung Group
Nat Hlaung Kyaung
That Byink Nyu Temple
Ananda Temple
Shwe Saw Daw

Central / Norte
Dhamma Yaw Gyi Patho
Pya Thada Pagoda
Sulamani Pahto
Tha Beik Hmauk Temple
Htli Lo Min Lo
Upali Thein

Myinkaba:
Mingala Zedi
Gu Byauk Gyl
Ma Nu Há Temple
Nan Paya
Abe Ya Da Na Temple
Na Ga Yob Temple
#1164459 por deiafranzoi
17 Fev 2016, 15:18
YANGON

Ultimo dia de viagem no Mianmar, precisava voltar para Yangon para pegar meu voo para a Malásia. Confesso que tentei de todos os jeitos não ter que voltar para lá porque teria que passar o dia inteiro na cidade pois meu voo era no final do dia. Eu ainda tinha alguns pontos pra visitar mas só o fato de ter que andar na cidade de novo me desanimava. Não queria mesmo voltar para Yangon, devido a terrível impressão inicial que tive. Enfim, não tinha jeito. Ou eu passava o dia no aeroporto esperando meu voo ou ia para a cidade e fazia algum turismo novamente. E ainda bem que fui. Nessa segunda vez já não achei a cidade tão horrível! Claro que continuava suja e fedida, mas acho que já tinha me adaptado a realidade de lá.

Chegamos em Yangon por volta das 06:00 da manha. Já na saída do ônibus achei mais 3 pessoas que estavam indo para o centro e dividimos um taxi. Dois deles estavam indo para um hostel então fui junto só para ter onde deixar minha mochila, já que só ia passar o dia por lá. Me deixaram usar o banheiro e ainda pude tomar o café da manha lá, pagando, é claro! Uma das pessoas que conheci me recomendou fazer o trem circular.

Esse trem é local, as pessoas de lá que usam para se locomover, não é nada turístico. Foi muito legal fazer essa viagem, pois o povo que pegava o trem ficava até espantado de ter turistas dentro, pediam pra bater foto, puxavam conversa, apesar de ninguém falar inglês, sorriam para nós! A duração da viagem é de 3 horas se fizer a volta completa. No meio do caminho ainda tem um daqueles mercados a céu aberto se quiser dar uma parada. E a passagem é praticamente de graça. Ainda tem um bônus que durante todo caminho entram vendedores vendendo vários tios de produto. Muito interessante para ver a realidade local!

Depois do trem fui almoçar e voltei para o hostel. Tinha uma guria que estava indo para o aeroporto então aproveitei para dividir o taxi. Tive que ficar esperando 3 horas no aeroporto, o que não foi muito bom pois não tem absolutamente nada para fazer naquele aeroporto. E o voo ainda atrasou pra ajudar a minha longa e solitária espera.

Apenas reforçando mais uma vez a dica: em todas as cidades do Mianmar o terminal de ônibus fica tão longe da cidade quanto o aeroporto. Então se programe para sair com antecedência e não correr o risco de perder o seu ônibus. Em Yangon por exemplo o trajeto para ambos leva +/- 1 hora, mas dependendo do horário e do transito pode levar mais tempo.

Era isso, assim que escrever o relato da Malásia e da Tailândia posto o link aqui para quem quiser acompanhar!


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