Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul

#1183601 por Gabi CP
28 Abr 2016, 10:31
Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::
#1188460 por potirawg
17 Mai 2016, 18:46
20/01 O CAMINHO PARA AREQUIPA

O Parque Sajama fica na divisa entre Bolívia e o Chile. É uma região muito rica, cheia de paisagens pra quem ama a natureza e fotografia :D
Saindo do Sajama a van nos deixou na estrada Ruta 4 (perto da entrada do parque) e ali tentaríamos uma outra van ou carona para chegar até a fronteira chilena. O destino era Arica e Tacna para depois seguir a Arequipa (Peru).
Para isso teríamos que passar em Tambo Quemado, que é onde fica localizada a migração para quem está entrando na Bolívia. Nessa região tem muito caminhão e é relativamente fácil conseguir caronas. Obviamente tem caminhão que não para porque não pode dar caronas nessas zonas de fronteira, mas eles sempre ajudam de alguma forma.
Conseguimos embarcar numa van que iria até Tambo Quemado por 15bs os dois. Dali tentaríamos um caminhão ou um bus para nos levar até Arica.
Chegamos em Tambo Quemado super cedo e já tinha uma fila enorme de caminhões que iriam atravessar a fronteira. Perguntamos como funcionava a migração e o agente nos disse que era só carimbar a saída e entregar o papel verde. Ele pegou nossos papeis verdes da Bolívia e fiquei estranhando aquilo pq ele não nos deu nenhum outro e disse que teríamos que registrar nossa entrada lá no Chile, que nos dariam outro papel blá blá blá. Nesse momento pensei que um passaporte facilitaria a coisa..Ok Seguimos caminhando até a migração do Chile . Só que para nossaaaaaaaa alegria ela ficava a uns 20km de Tambo Quemado ::tchann:: o nome da migração é Complexo de Fronteira Chungara. Vou postar uma foto do google maps p/ terem uma noção de onde nos metemos kkk

tambo quemado.png
Fronteira Tambo Quemado (Bolívia) e Complexo de Chungara (Chile)
tambo quemado.png (852.38 KiB) Exibido 279 vezes




Fomos caminhando tristonhos e fazendo "dedo", quando um caminhão parou para oferecer carona. Perguntamos a ele como faríamos para atravessar e ele nos disse que ou pegávamos um bus ou uma carona em caminhão, mas era difícil conseguir porque os chilenos eram desconfiados com "mochileiros" e os caminhões não podiam dar caronas para atravessar.
Mas fomos confiantes de que se não tivesse carona pegávamos um bus e tudo ok certo? Errado!
Chegando lá já tinha uma pequena fila se formando porque era época de carnaval em Arica e os bolivianos iam muito p/ lá nessa época. Os bus estavam lotados e já era o 6º bus que não tinha vaga...
Como não é muito comum ter "mochileiros" os guardas já vieram pra cima da gente, teve até cachorro revistando as mochilas p/ ver se não tinha nenhuma fruta ou "erva" proibida. Fomos pegar os papéis para entrar , preenchemos e qdo chegou nossa vez, depois de uma fila grande, o agente nos disse que sem estarmos num ônibus não entraríamos no Chile. Ficamos muito brabos pq fomos discriminados, tentamos dialogar e nada.
Pra vcs terem uma ideia o bus custava 150 bolivianos cada. Como não tinha bus, ficamos um tempo ali pensando , até que resolvemos voltar pra Bolívia. Os caminhoneiros tem medo de oferecer carona pq nos falaram que tem muita gente que entra com drogas ali etc...e como estavamos mulambentos e parecendo drogados eles não queriam nos dar kkkkkkkk ::lol4::
Não conhecíamos nada, ficamos com certo medo, pois os policiais não foram nenhum pouco educados e não estavam afim de nos ajudar. Encontramos um boliviano que estava saindo do chile e pulamos no carro dele para fazer o retorno até Tambo Quemado. Chegando lá o agente nos pediu o papel de saída do Chile, eu expliquei a situação que ele tinha pego e não tínhamos mais nenhum papel exceto o de saída do Brasil. Aí ele disse que tínhamos que ter entregue os documentos não ali em Tambo Quemado, mas sim lá no Complexo Chungara, num posto boliviano. Quase nos cobra uma multa. Mas deu tudo certo, fiz cara de cachorro perdido e quase mandei ele tomar no culo pois foi ele quem pegou nossos papeis kkkkkkk

Gente que loucura! Depois dali pegamos uma van até Patacamaya e fomos até La Paz. Foi um dia perdido praticamente ::putz:: ::Ksimno:: Mas valeu a experiencia e aventura kkk Já em La Paz pegamos um bondinho desde El Alto p/ chegar no centro e fomos nos encontrar com o Mauricio Argentino. Tomamos um trago no Hostal Loki para contar esse perrengue ..foi muito bom kkk

Se vc quiser fazer essa travessia, o ideal é ter um carro ou pegar um bus. Mas se for de carona vá direto desde Tambo Quemado. NÃO LEVE DROGAS de jeito nenhum , muito menos frutas proibidas ou certos tipos de madeira. Eles podem prender vc ou multar.
O Chile e a Bolívia tem uma rivalidade mt grande , depois nos foi explicado isso :(
Mas as paisagens naquela região são lindas, é meio fim de mundo, mas tem montanhas e lagos lindossssss! Vale muito a pena desbravar kkk vimos muitos fotógrafos profissionais por aquelas bandas registrando o amanhecer ou o por do sol , fazendo filmagens etc..

Depois de dormir em La Paz, no outro dia fomos conhecer Puno , já que os planos de ir a Arequipa não deram certo e teremos que conhecer num outro dia ::hãã2::
Editado pela última vez por potirawg em 25 Jun 2016, 05:00, em um total de 1 vez.
#1188464 por potirawg
17 Mai 2016, 19:07
Gabi CP escreveu:Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::


Velu Gabi!

É muito "libertador".. No inicio fiquei cheia de dúvidas e medos, mas como já conhecia a Bolívia fiquei mais segura e não ia perder um roteiro planejado né.. obviamente sempre ficava de olhos bem abertos porque o machismo é muito grande por lá. Pra vc ter uma ideia quando falava (p/ alguns) que eu estava viajando sozinha eles achavam muito perigoso ou no mínimo duvidoso, as vezes faziam piadas etc..Muitas vezes menti dizendo que ia encontrar amigos kkkk Mas é seguro, são pequenas comunidades, então o índice de crimes é baixo e o povo já está preparado p/ receber turistas e as mulheres são ::love:: . Vá mesmo! Conheci alguns turistas nessa rota, nenhum era brasileiro. Bora divulgar mais essa região..Quero ir novamente pra lá, porém com mais tempo ^^ Depois posta teu relato huhul
#1197902 por potirawg
25 Jun 2016, 04:59
Demorei mas voltei

21/01 PUNO
Pegamos um bus cedinho desde o terminal. Passamos por Copacabana e logo depois de 1h saímos em direção a Puno. Chegando lá, já nos foi abordado uma agência que nos levaria até as ilhas flutuantes e não perdemos muito tempo porque queríamos aproveitar o por do sol.
Fomos de barco até uma das Islas e nos foi explicado como as famílias habitaram aquela região, como constroem as ilhas e também se mantêm hoje. A experiencia é muito rica e as pessoas podem até dormir em cabanas.
Não vou relatar muito esse passeio porque acredito ter diversos relatos aqui. ::otemo::
Vale a pena dar uma passada por lá, comprar artesanato e comer uma “truta” delicia.

Depois do passeio voltamos ao terminal de van para comprar a passagem até Cusco. Conseguimos por 40 soles cada e viajamos a noite, com previsão de chegada as 5h da manhã.

22 e 23 /01 CUSCO
Chegando em cusco pegamos um taxi que nos levou até o Hostal Tupak que fica na Calle San Agustin, Cusco, Peru .
Como o mochilão é pobrao nos hospedamos por 20 soles cada nesse hostel, que foi razoavelmente bom. O que conta nele é a localização que fica bem próximo do centro. Mas não tem cozinha e cada coisa que você pedir (açúcar, água quente etc)eles vão cobrar. ::grr::
Ficamos dormindo até perto do meio dia, quando saímos para conhecer o centro e sondar possíveis passeios.
Cusco é tudo muito caro. City feita pra gringos eheheh Conhecemos o centro, as lojas, os mercados, caminhamos muito pelas ruas, tiramos muitas fotos e fomos almoçar e comprar comida no mercado. Também compramos nosso boleto turístico para Machu Picchu a preço de estudante pois levamos a carteirinha da UNE, que nos deu 50% de desconto no ingresso. ::hãã::
A primeira coisa a fazer quando se chega a Cusco acredito que é comprar esse boleto, pois pode ser que você não consiga ele para o dia que planeja, então vá com antecedência pra dar tudo certo.
No outro dia resolvemos não fazer nenhum passeio (pela falta de grana) e focar em Machu Picchu. Preparamos a mochila e comidas (muita fruta, castanhas, vinho , água e pão ). Aproveitamos esses dias para lavar roupa e descansar.

24/01 CAMINHO ALTERNATIVO MACHU PICCHU

Quem tem grana vai de trem, que não tem sofre para chegar no Vale Sagrado ehehe
Vc pode ir de van turística, que sai diariamente do centro de Cusco ou ir até o Terminal A Quillabamba e pegar o bus, que irá te levar ao infinito e além rs ::lol4::
Você deve pedir passagem até Santa Maria, que fica num ponto antes de Quillabamba.
O preço da passagem varia de frota de bus, mas creio que pagamos 15 soles cada.
Saímos de Cusco em torno de 13h e chegamos em Santa Maria às 20h. É um caminho muito bonito, mas longo e um pouco assustador kkkk Na medida em que você sobe é possível observar os paredões abaixo e o trilho que a estrada vai fazendo. O caminho é todo asfaltado mas isso não significa que não seja perigoso. Vimos muitos carros acidentados nos penhascos. ::xiu::
Quando chegamos em Santa Maria havia um taxista que perguntou se queríamos ir até Santa Teresa. Ele nos disse que Santa Teresa era melhor a cidade, menor mas com boas opções de hospedagem e comida e que ficaria mais perto da Hidrelétrica.
Resolvemos ir e quando o taxi lotou partimos. O preço foi de 10 soles para cada e levou cerca de 35 min.
Chegando lá, choramos para a dona de uma hospedagem nos fazer mais barato a diária e ela acabou fazendo 35 soles para cada. Não é difícil encontrar hospedagem por lá. A cidade é pequena e possui um pequeno centro que tem comércio e tudo que você precisa.
Após comermos fomos tomar Paceña num bar que oferecia wifi, avisamos os parentes que estávamos bem e fomos dormir, para no outro dia percorrer o caminho da Hidrelétrica e chegar a Águas Calientes.
Veja que esse trajeto desde Cusco nos custou somente 30 soles. A ida e volta gira em torno de 60 soles por pessoa o que é muito econômico né? ::cool::

25 e 26/01 Hidrelétrica e Águas Calientes

Saímos um pouco tarde da pousada e procuramos um taxi que nos levasse até a entrada da trilha. Uma van nos levou por 5 soles cada e cerca de 20 min depois estávamos prontos para a caminhada.

Bom, aqui não tem segredo pois é só seguir a trilha do trem sempre. E qualquer dúvida existem muitas pessoas fazendo a trilha. Levamos cerca de 3h para chegar a Águas Calientes, caminhando num sol muito forte e parando sempre para descansar e beber água, além de contemplar a natureza. ::hahaha::
Logo que chegamos avistamos a entrada do Camping Municipal ( o único camping de lá) e já fomos montar a carpa.
Cada barraca custa 15 soles a diária, independente do número de pessoas e tem uma senhora que vem todos os dias cobrar. O camping não dispõe de água quente e possui apenas um lugar com telhado onde você pode fazer as refeições. Não possui cozinha, mas é um ótimo lugar para acampar, ficando ao lado do Rio Urubamba.
Ficaríamos por 3 ou 4 dias ali.
Depois de armar acampamento fomos conhecer águas Calientes e avistei um menino que acabei ficando amiga em Samaipata na Bolívia. Ele também estava no Camping então passamos a conhecer os amigos dele e trocar conversas.
Compramos comidas no mercado e logo voltamos pro abrigo, pois começava a chover.
Passamos a noite conversando e comendo, curtindo aquele lugar maravilhoso. ::love::
No outro dia ficamos alternando entre o camping e Aguas Calientes, vivenciando a cidade e relaxando. O clima é ótimo lá no verão, a sensação é parecida com o Brasil então a água gelada do chuveiro não foi o problema. Somente a noite que é um pouco mais frio e sempre chove.

27/01 MACHU PICCHU

Tivemos uma sorte danada com o tempo, pois no dia anterior havia chovido muito e neste dia estava tudo limpo.
Saímos cedo para fazer a trilha que nos levaria ao Vale Sagrado. Levamos cerca de 1h e 30min para subir a trilha que é relativamente fácil. Você tem a opção de subir e descer para chegar no parque de bus, por 30 dólares.
Bom não tem o que falar do parque em si. Só estando lá para sentir tudo o que ele proporciona. Não fomos com guia porque envolve grana e nessa altura do campeonato estávamos sem kkk
Conhecemos todo o parque e perdemos a subida na montanha Huayna Picchu que também havíamos comprado junto, porém eu dei graças a Pachamama porque não teria condições para subir, devido ao cansaço.
Depois de conhecer o parque voltamos descendo o morro kkkkk e chegamos umas 3 horas da tarde realizados. Aproveitamos para comer o restante da comida e preparar a mochila para o caminho de volta.
Percorremos o caminho de volta pelos trilhos até chegar novamente em Santa Teresa. O Diego queria muito ir nas águas termais que tínhamos ouvido falar na city então fomos, mesmo sendo a noite. Lá tem opção de camping o que acabou sendo uma boa alternativa para dormir. Montamos a barraca e passamos a noite toda relaxando nas piscinas de águas quentes e termais pelo preço de 15 soles cada. Fica a dica de local maneiro para quem vai passar por lá ... ::otemo::

28/01 SANTA TERESA A CUSCO

Estava chovendo muito pela manhã e por isso não consegui mais dormir, acordei o Diego e esperamos um taxi para nos levar até Santa Maria. Como era bem cedo demorou um pouco de o taxista vir (esse local de águas termais fica um pouco afastado do centro, mas todo mundo na cidade sabe onde fica se acaso você quiser ir também).
Percorremos o caminho de volta até Santa Maria e de Lá pegamos bus até Cusco.
Essa parte da trip foi meio chata, pois estávamos muito cansados e quase sem dinheiro. Cogitamos até de usar aqueles serviços de bancos internacionais para aliviar o aperto kkk Fora que no meio do caminho , devido a chuvarada um pedaço da estrada ficou comprometido (desbarrancou um pedaço do morro) e sinceramente eu achei que íamos morrer ::ahhhh::
Chegando em Cusco fomos nos hospedar num hostel mais próximo possível do terminal.
Achamos um muito barato e ruim, por 35 soles cada, mas, pelo menos, ficaríamos por ali até o dia seguinte.
Editado pela última vez por potirawg em 16 Set 2016, 15:43, em um total de 1 vez.
#1217955 por potirawg
16 Set 2016, 15:42
29/01 RETORNO PELA VIA TRANSOCEÂNICA

Com as mochilas prontas fomos pro Terminal e nos despedimos de Cusco.
Embarcamos com o bus da empresa Movil Tours com destino a Puerto Maldonado, site da empresa: http://www.moviltours.com.pe/
Buscamos informações sobre esse trecho, se tinha como chegar até o Acre direto , mas até então não achamos nada relacionado. A empresa que fazia o trajeto já não fazia mais por ser muito caro e longe etc.. Existe a possibilidade de vir até Cusco de bus, desde o Brasil.
A viagem até Pto Maldonado durou umas 12h sendo que saímos umas 10h da manhã. Chegamos no Terminal de Pto Maldonado a noite. Cidade muito estranha kkk
Estávamos muito mal de grana e pedimos para minha mãe enviar mais uns reais para podermos sacar em algum Banco Santander no Brasil.
Uma dica para mochilar no Brasil e evitar maiores perrengues de grana é fazer uma conta na Caixa Federal pq esse banco tem em tudo que é lugar ou no Banco do Brasil. Nós não conseguimos sacar dinheiro até chegar no Acre. Só tinha dinheiro contado para pernoitar em qqr espelunca, comer e pegar transporte até Assis Brasil, depois só Jesus na causa ..kkk

Saímos do terminal de tuc tuc (mototaxi que tem um pequeno reboque) e fomos até o centro da cidade. Chegando lá buscamos hospedagem e todas eram mais do que podíamos pagar. A primeira coisa que fizemos então foi decidir dormir na rua garantindo a passagem até Assis Brasil que custava 30 soles p/ cada chorado. Fomos comer num lugar que aceitava cartão de crédito e aí tentei passar mas já não tinha limite ::hahaha::
Pagamos com dinheiro e fomos nos encostar perto de onde saia a van. Só que uns guardinhas municipais nos chamaram e disseram que a cidade era muito perigosa , que deveríamos dormir em alguma pousada etc. Resolvemos seguir o conselho dos guardas e fomos em busca de um hotel bem baratinho. Encontramos um que nos cobrou 30 soles p/ 2 pessoas depois de muito pedir. O quarto só teria 1 cama de solteiro mas tava valendo só pelo banho rs
Eu já estava exausta e o Diego tb, loucos de vontade de chegar em casa kk

30 e 31 /01 RETORNO PELA VIA TRANSOCEÂNICA
Bom, acordamos super cedo e partimos até Assis Brasil de van. A van fica percorrendo a quadra até lotar e só depois é que vai partir. Fui o tempo todo dormindo e depois de 3 horas, chegamos na cidade de Iñapari, passando na central de Migração para dar saída do Peru. A alfandega brasileira fica em Assis Brasil, uns 3km depois da ponte que liga os dois países. A van nos deixou logo depois da ponte pq ali tem um ponto de taxi estratégico. Mas não desça ali, vá até a alfandega (em Assis Brasil) e de lá pegue um taxi. Tem van que não vai até lá então combine com o motorista se ele leva já que são somente 4 km a mais.
Ficamos no ponto de taxi com os taxistas num sol do caramba. Aproveitamos e estendemos nossa barraca no sol. Já não tínhamos 1 real no bolso. Os taxistas são todos brasileiros e são muito gente boa, muito engraçados (me senti já em casa ) kkk perguntamos se podiam nos levar até Brasiléia na confiança e eles aceitaram. Falaram que desceríamos em Brasileia e que se não tivesse banco lá, o taxista de Brasiléia pagaria a corrida pra ele e nós pagaríamos o total em Rio Branco. A corrida com o taxista custou 80 reais p/ 2 pessoas até Brasiléia.
Então partimos. Na alfandega de Assis Brasil, paramos para fazer os tramites e seguimos viagem. Até Brasileia deu 100 km e subiu no taxi 2 índios das comunidades indígenas de lá. Conversamos muito e nem vimos o tempo passar. A paisagem é bem diferente da que encontramos no Sul do Brasil. Ali na volta da estrada já não tem mais tanta mata e a grande parte das terras tem gado. Chegando em Brasiléia não existia a possibilidade de sacar o dinheiro então o taxista que nos levaria até Rio Branco, pagou a corrida p/ o nosso taxista e ficamos esperando por ali ele nos levar até o último destino da viagem. Encaramos mais 200 km de estrada junto com outros 2 passageiros. Chegando na cidade fomos direto até um caixa do Santander e sacamos 300 reais e pagamos o taxista: 80 reais Assis Brasil até Brasiléia e 200 reais Brasiléia até Rio Branco. 140 reais p/ cada.
O total de gastos só com o deslocamento de Cusco até Rio Branco/AC foi de 240 reais para cada um. É muito barato levando em conta passagem de avião né? Mas esse trajeto exige paciência e muito repelente. É muito quente e longe de tudo. Mas vale a pena conhecer essa região e esse povo simples e alegre. O trajeto todo leva 2 dias do modo como fizemos.
Usei o aplicativo CouchSurfing para encontrar alguém que nos desse abrigo em Rio Branco. Acabamos ficando na casa de um militar muito gente boa, o Elvimar e também conhecemos sua companheira. Bom, foram ótimos anfitriões, queriam saber da viagem, nos levaram para jantar e conhecer a noite acreana num bar de rock. Foi muito divertido. Dormimos muito bem (com ar condicionado ::love:: ) e como nosso voo era no outro dia a noite aproveitamos para conhecer um pouco o Acre com o casal. Amamos o Acre :: ::otemo::
Embarcamos no voo e depois de algumas escalas, chegamos em Porto Alegre exaustos, mas com uma bagagem cheia de histórias e novos amigos, além das experiencias a serem compartilhadas :D

Depois de uns 3 dias eu acabei ficando bem doente, de gripe e febre. Tinha muita dor nas pernas e nas costas e achei que era por conta do cansaço físico e mental, mas não exitei em ir no médico depois de 2 dias de sintomas que não passavam com antitérmico . Chegando lá fiz alguns exames e o médico constatou no hemograma a possibilidade de eu estar com dengue. Fiquei um dia todo lá e fui liberada com remédio p/ febre e antibióticos. Ele disse que poderia ser estágio final da dengue e que por isso eu deveria repousar e qualquer febre alta, voltar na emergência. Com a medicação os sintomas não voltaram e logo eu já estava bem. Mas levei um sustão. Use muito repelente se vc for pra essas bandas no verão (eu confesso que usei pouco nesse trajeto e ignorei recomendações )
Bom é isso, logo vou tentar colocar mais fotos ..Essa trip é muito legal de fazer ..Os locais que relatei não são tão procurados mas são muito lindos. Não tem um dia que passa que eu não fique com vontade de largar tudo e cair na estrada mochilar..ehehe mas um dia faço isso se Pachamama quiser ::love::
#1230791 por JUNINHO BLAZE
07 Nov 2016, 14:59
Muito bom o seu relato, vou fazer essa trip em janeiro agora.

Me fale como foi o clima em Vallegrande no mes de janeiro e como é a questão "espiritual" sobre o mito Che Guevara nessa cidade?

Ahhhhh, vou para La Higuera também, depois te conto! ::otemo::
#1234104 por potirawg
20 Nov 2016, 00:57
JUNINHO BLAZE escreveu:Muito bom o seu relato, vou fazer essa trip em janeiro agora.

Me fale como foi o clima em Vallegrande no mes de janeiro e como é a questão "espiritual" sobre o mito Che Guevara nessa cidade?

Ahhhhh, vou para La Higuera também, depois te conto! ::otemo::


Oi Juninho
Vai adorar a trip!
Vallegrande é quente nessa época e tb pode chover. A noite fica um pouco frio mas é tranquilo, clima estilo Santa Cruz.
Bom sobre a vibe espiritual acredito que só quem conhece os ideais de Che vai sentir né, rs. Pra mim foi muito emocionante, só não foi mais pq não fui em La Higuera :( O povo de lá adora o Che e o turismo é voltado para os seus seguidores rs. Te tratam muito bem.
Depois faz relato sobre La Higuera! Ainda quero voltar lá.. Vou ficar no aguardo.
Bom mochilão ::otemo::
#1234484 por JUNINHO BLAZE
21 Nov 2016, 11:51
potirawg escreveu:
JUNINHO BLAZE escreveu:Muito bom o seu relato, vou fazer essa trip em janeiro agora.

Me fale como foi o clima em Vallegrande no mes de janeiro e como é a questão "espiritual" sobre o mito Che Guevara nessa cidade?

Ahhhhh, vou para La Higuera também, depois te conto! ::otemo::


Oi Juninho
Vai adorar a trip!
Vallegrande é quente nessa época e tb pode chover. A noite fica um pouco frio mas é tranquilo, clima estilo Santa Cruz.
Bom sobre a vibe espiritual acredito que só quem conhece os ideais de Che vai sentir né, rs. Pra mim foi muito emocionante, só não foi mais pq não fui em La Higuera :( O povo de lá adora o Che e o turismo é voltado para os seus seguidores rs. Te tratam muito bem.
Depois faz relato sobre La Higuera! Ainda quero voltar lá.. Vou ficar no aguardo.
Bom mochilão ::otemo::


Sim, quero fazer um relato bem detalhado quando voltar de viagem.
Sou um grande fã de Che (tenho tatuagem e tudo), estarei realizando um sonho de infância nessa viagem...depois só vai faltar Cuba para completar o roteiro completo!

Valeu pelas dicas, grande beijo!

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