Relatos de viagem no Peru
#1139093 por HTBS
18 Nov 2015, 22:57
Fiz um mochilão planejado, ou melhor, desejado pelos últimos dez anos. Devido a vários acontecimentos que não vem ao caso eu ia sempre adiando, adiando, mas enfim, esse ano foi.
Inicialmente eu iria fazer Peru, Bolívia e Chile, mas no final resolvi fazer apenas o Peru. Não arrependi, ainda ficou muita coisa para eu querer rever no futuro.
Nesta viagem que durou 24 dias, partimos de Belo Horizonte eu e minha esposa, Samia, sozinhos com um roteiro mal feito em uma folha A4.
Na preparação pra viagem compramos mochilas, botas, roupas para treckking, as coisas básicas. Além disso fizemos o seguro de viagem pela MONDIAL, mas como não usamos não sei dizer se é bom.
Todo o meu roteiro foi planejado baseado nos relatos e dicas obtidos aqui no mochileiros, por isso me sinto na obrigação de relatar minha viagem e eu espero que seja útil para alguém, assim como outros relatos foram úteis para mim.


Dia 1 18/08/2015
Partimos do Rio e passamos a noite no Galeão no Rio. Foi uma noite difícil, mas descobrimos que capela daquele aeroporto é um bom lugar para dormir, mas ate descobrir a capela andamos de carrinho, pegamos esteiras, e a noite simplesmente não acaba. É incrível. O pio que encontramos uma mulher que estava no aeroporto há dois dia e o vôo dela partiria só ao amanhecer. Tadinha.
Chegamos em Lima. O Peru, finalmente após bastante tempo de planejamento, finalmente aqui. De Lima fomos para Cusco, aonde a viagem começa realmente, chegamos pela manhã, não sei a hora. Chegando em Cusco somos quase arrastados pelos milhares de guias querendo vender os seus pacotes turísticos, mas lá é muito, mas muito mais caro que os preços cobrados na cidade, portanto fuja de deles. Eles parecem legais a primeira vista, mas e tudo para arrancar os seus soles, reais ou dólares. Troquei duzentos soles no Brasil e não usei o cambio do aeroporto aonde eles dizem que o cambio é um roubo institucionalizado.
Eu havia reservado o hostel Ukukus, porém quando pegamos o taxi o taxista falou que o hostel era ruim, longe da praça e tals. Fez um verdadeiro terror e, como todo bom samaritano, ele tinha um hostel para nos indicar que era muito melhor. Primeira vez no Peru, insegurança, essas coisas, aceitamos a dica do taxista. Ele nos levou ao Pariwana, ótimo lugar, mas foi a hospedagem mais cara que paguei, 160 soles a diária. E é claro que nosso bom amigo taxista pegou a comissão dele bem na nossa frente, nem foi discreto. Coisas da vida. E ele roubou no taxi: 22 soles, na volta pagamos apenas 7 soles.
Malas guardadas, tomamos um banho e bebemos, muito, chá que tem na recepção do hostel, e ajuda muito a recarregar as energias. Em seguida dormimos, devido a noite no aeroporto e para ajudar o corpo a se aclimatar. Acordamos por volta de meio dia e não tivemos problemas com a altitude, mas admito que dei um pique na rua e minha cabeça ficou zonza. Agora a parte mais delicada da viagem, trocar o dinheiro. Se eu fizer merda logo no início da viagem posso comprometer toda a viagem. Outra coisa também, procuramos outro hostel, porque por melhor que o Pariwana seja bom, não podíamos pagar 160 por noite. Estávamos no quarto duplo, mas mesmo assim.
Conforme as dicas recebidas, corremos para a Av. Del Sol, aonde está os melhores câmbios. Lá a primeira decepção com o Brasil, o cambio está péssimo. O melhor que conseguimos foi 1 real 0,88 centavos de novo sol. Uma parte do dinheiro (devia ter trocado tudo porque o cambio só piora) e fomos procurar outra acomodação. Ainda mais depois do cambio, tinha que trocar de hospedagem urgente.
Depois fomos passear pela cidade, andar a toa mesmo, curtir a atmosfera do lugar. Queriamos pegar leve nas primeiras horas com medo do mal da altitude. Achamos um lugar em conta para almoçar, evitamos todos os restaurantes turísticos, afinal a regra era economizar para passear. De sobre mesa sempre íamos nas lojas de chocolates experimentar todos os sabores possíveis sem nunca comprar nenhum.
A noite demos uma passada no bar do hostel, bem legal, achei os preços meio salgados, mas tudo bem. Teve umas brincadeiras com os staffs do bar, nada muuuuuito animado. Mas eu estava morto mesmo, fui dormir.
Gastos do dia (para duas pessoas)
20 reais lanche no Rio
40 reais de remédios no Rio
75 soles cartão de memória de 16g no Peru – Lima
17 soles lanche – Lima
22 soles taxi aeroporto em Cusco
18 soles almoço
15,27 soles lanche
2,50 soles água

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Primeiro almoço econômico
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Dia 2 19/08/15
Acordamos cedo e fomos tomar café. Foi o melhor café da viagem com toda a certeza. Tinha uma grande variedade de coisas pra comer e beber.A diária acabava as onze então saímos cedo para procurar outro hostel. Como as malas estavam no hostel, andamos bastante e após muito rodar achamos o hostel Chasky, bem na praça das armas. Preço por quarto matrimonial 65 soles, com banheiro compartilhado. Bem mais barato.Era um hotel bem simples, mas atendeu as nossa necessidade. Voltei a Av El Sol para desta vez troca o dinheiro e o cambio estava na mesma, 0.88. Pegamos as mochilas, pegamos alguns saches de chá extra, pagamos e mudamos de endereço.
Andar com as mochilas e bem cansativo, elas pesam e vão pesando cada vez mais. Ter dormido na primeira noite e descansar bem ajudou a prevenir o mal da altitude. Trocamos de hostel e percebemos uma grande diferença entre os hostel, mas o preço e bem diferente também. Queríamos seguir nosso cronograma, e ele estava bem apertado, então partimos para fechar os passeios que queríamos fazer e Cusco.
A cidade acorda tarde, se você sair as nova da manhã não vai ter muito loja aberta. Foi assim que caímos na primeira armadilha pra turistas, passando por uma viela, vimos umas lhamas dentro de um gramado. Inocentemente fui la fazer pose e tirar fotos, mas eis que do nada surge uma nativa e me pede 3 soles. Ela parece ter surgido do chão e já foi cobrando. Safadeza. Quando fui pagar, era três soles por pessoa. Foi assim que perdemos a inocência no Peru. Depois de pagar tiramos um milhão de fotos, enchemos o cartão de memória só com as lhamas. Tinha umas lojas vendendo roupas que todo turista compra, aquelas blusas de lã e algodão. No Peru o preço das coisas não são fixas, se você chorar você compra com desconto. E foi assim a viagem toda, num dia eu comprava uma coisa barata em outro comprava uma coisa mais cara.
Pesquisamos em diversas agências os preço para os passeios. Queríamos fazer os seguinte passeios:
City Tour
Vale Sagrado
Maras Morays e Salineiras
Salkantey com final em Machu Picchu.
Após muito pesquisar, fechamos todos os passeios acima por 1238 soles para duas pessoas. A agência chama Quori Laka e fica na praça das armas. Achei um preço bem modesto, ainda mais que Machu Picchu e pago em dólares e tudo para aqueles lados e bem caro. Achamos um preço bem razoável, e pagamos e ficamos felizes. Quando se fecha tudo em uma única agência se consegue um preço melhor. E só minha esposa tem carteira de estudante.
De lá fomos passeando atoa, após andar muito, fomos até a pedra de 12 angulos. É uma pedra simples no muro, mas com doze ângulos, simples assim. Nada demais, mas e grátis e é claro que tiramos muitas fotos. Descendo a viela da pedra, na esquina do muro tem uma loja com umas mulheres bem legais. Do nada elas foram nos chamando pra olhar a loja, entramos e conversa vai e conversa vem, elas foram colocando roupas típicas em nós e de repente estávamos igual aos incas de 1500 ( eu acho). Achei estranho, pensei que ia me cobrar rios de dinheiro, mas não. Tiramos umas fotos e devolvemos a roupas e não cobraram nada. Comprei uma touquinha pra minha mulher só pelas fotos. Próximo a pedra dos doze ângulos tem um Puma e um Serpente no muro. E meio difícil de ver, mas estão lá. Detalhe é o menino de uns 5 anos me xingando para não por as mãos na pedra pra não escurece-las. O menino era bravo mesmo. Tá bom, me desculpe.
Com os pacotes fechados fomos comprar o boleto turístico. Já era umas dez e o lugar já devia estar aberto. Você tem que comprar um boleto turístico para acessar alguns locais turísticos em Cusco e arredores. É caro, mas você não tem outra opção. E detalhe, alguns locais nos passeios acima além do boleto você tem que pagar uma entrada extra, como em Quoricancha e nas Salineiras. Compramos o boleto próximo do gramado de Quoricancha. Com o boleto em mãos, aproveitamos e entramos em um museu que tem embaixo do gramado de Quoricancha, e bem simples, mas tem alguns crânios deformados e umas múmias em um vaso. Bem simples, mas legal. Na saída você tem acesso ao gramado de quoricancha. Ficamos tiramos mil fotos no local.
Ficamos cansados de andar o dia todo e fomos dormir cedo. Como nosso hostel era bem em frente a praça das amas, a noite teve uma pequena procissão bem legalzinha. Descemos correndo e tiramos fotos e tals. Aproveitamos e tiramos umas fotos a noite na praça das armas.
Uma dica, em Cusco existe diversas pessoas, umas mulheres com carneirinho, homens vestidos como Incas antigos, mulheres com lhamas, e se você parar pra tirar fotos com alguns deles você vai pagar. E as mulheres com carneirinho jogam (literalmente)o bicho no seu colo para você tirar foto. Na procissão tinha uma mulher pregando uns santinhos na gente, quando eu falei que não tinha dinheiro ela arrancou o santinho, colocou uma fitinha na minha blusa e foi embora com raiva.
Gastos
6 soles fotos com as lhamas.
125 soles roupas diversas
160 hostel pariwana
1238 soles passeios
2,5 soles papel higiênico
20 soles almoço
200 soles bilhete turístico
5 soles shampoo
8 soles repelente
0,7 soles doces
3 Dia 20/08/2015

Acordamos cedo e fomos passear pela cidade. Resolvemos faze alguma coisa menos turística e tínhamos a manhã livre, pois o city tour e à tarde. Com um mapa da cidade em mãos, fomos até o mercado municipal ver como é a vida dos nativos. O açougue do mercado e algo digno de nota. Os porcos partidos no meio do corredor, a Samia passou mal com o cheiro do açougue deles. E as batatas, nunca vi tanto tipo de batata diferente. Incrivel. O almoço deles e meio estranho para nós. Eles tomam uma sopa (eles adoram sopas) de carneiro. Cabeça de carneiro. Na verdade tinha uma maxilar inteiro de carneiro no prato, com os dentes e tudo mais. Bem diferente.
Na volta para praça das armas ficamos meio perdidos e passamos por uns lugares não turísticos. Nesses locais os nativos já não eram mais amistosos, gente mal encarada e tudo mais. Após quinze minutos nesses lugares, reencontramos a av. Del Sol e tudo voltou ao normal.
Andando pelas ruas, próximos a quoricancha, achamos o palácio Inka Del Kusicancha. Um antigo palácio inca, construído em base pré incas e reconstruído na época colonial pelo espanhóis. Falando assim deve-se imaginar o tanto de coisa que existe por lá. O lugar e bem grande realmente, mas de todas essas civilizações citadas, restou apenas as bases do lugar. Então e quase um grande espaço vazio. Ainda assim e bom dar uma passada. So as bases das construções já chama atenção. Tinha umas múmias em uns buracos pelo chão, achei incrível. Depois fui saber que aquelas múmias estavam em uma parede, mas por algum motivo não esclarecido, foram tiradas das paredes e colocadas no chão.
Depois de tirar fotos e ficar pelo palácio, fomos almoçar. Para almoçar procurávamos os restaurantes aonde os nativos costumam comer. Pagamos em média 9 soles por pessoa no almoço, e vinha entrada, sopa, prato principal e um refresco suspeito. Só um dia que a comida não valeu a pena, nos outros dias deu pra comer de boa. É claro que não era um restaurante turístico, mas a comida era boa. Sobrevivemos. De sobremesa era experimentar as amostras de chocolate.
A tarde ir pro city tour. Uma pequena mostra da organização peruana, com gente gritando, guia perdido, turista perdido, mas no fim, tudo deu certo. Primeira parada Quoricancha. Paga-se a parte aqui. O antigo templo e sensacional, mas você se encanta mais por saber a história por trás das construções. E super recomendável que vá lá com um guia, o passeio com o guia e corrido, mas você aprende sobre tudo o que você está vendo. Sozinho seria apenas mais um tanto de pedra. O guia mostrou sobe o alinhamento das construções, contou a história dos templos que tinham as paredes cobertas de ouro, constou a história do lugar. Demos sorte que no dia estava vazio (para os padrões de lá), e deu para ver e ouvir tudo sem muitos problemas. As histórias que ouvimos lá nos abriu a mente para o tanto que a colonização foi destrutiva. Na verdade não colonizaram nada, apenas destruíam tudo o que via atrás de ouro. Múmias queimadas, templos destruídos, ídolos derretidos só para se ter uma idéia do desastre.
O segundo lugar foi em Saquachauamam. Lá é preciso do boleto turístico para ingressar. E é o local aonde existem estruturas megalíticas construídas pelos incas. Pedras gigantescas empilhadas. O local está muito destruído, também restou apenas as bases, mas deu para ter uma idéia de como o lugar era. É uma áea imensa dividida em duas patês, eu tive energia para ir nos dois lados do lugar, mas e cansativo. O city tour e corrido também. Saquachauamam e um lugar imenso, você não faz idéia.
Terceiro ponto é o templo da LUA, local aonde aconteciam sacrifícios humanos e de animais. Segundo as histórias, um bispo mandou destruir o local, ou foi um rei espanhol?, mas o importante e que destruíram o lugar. São apenas ruínas. Ruínas bem interessantes. O legal é tocar a pedra de sacrifício e observar como ela e fria. Segundo o guia, lá os médicos incas também realizavam algumas cirurgias na pedra. Por ser mais fria, evitava algumas infecções. O guia falou que cirurgias já é comprovado que os incas faziam e há rumores que havia dentistas também, fazendo obturações e tudo. Incrível.

De lá fomos até PUKA PUKARA, um forte aonde os jovens Incas eram treinados e ficavam de guarda. Esse forte estava na entrada da cidade de Cusco, que era a antiga capital do império. Era como um posto alfandegário também. Cliché dizer que só restam as fundações. Do lado de fora fica uns nativos vendendo artesanatos. Foi aonde achei os melhores preços na viagem, eu comprei uns presentinhos lá e fiquei feliz. Olhe se o artesanato não está danificado, porque não há como voltar lá pra trocar.

Por fim fomos um TAMBOMACHAI, um posto de vigilância que ficava nos arredores de Cusco. Chegamos já ao anoitecer e o lugar é no alto de uma subida, e somada à altitude foi cansativo chegar lá. Vi muita gente desistindo. No topo do lugar está o TAMBOMACHAI, um porto que se comunicava visualmente com PUKA PUKARA, como nos filmes. Acende uma fogueira e ao longe o outro posto vê e acende outra fogueira e assim a mensagem era transmitida. O lugar tem uma fonte de água que está em atividade até hoje. Incrível.
Ao final fomos até uma fazenda de lhamas e um fabrica de jóias de ouro e prata. Nos explicaram a diferença entre lhama, alpaca e vicunha. Tem alguns exemplares para tirar fotos. Muito fofos. As jóias são maravilhosas, mas com um preço meio salgado para a minha situação. Tinha roupas a venda também feitas com as lhamas deles. Legal, mas eu já tinha comprado.
Ao chegar em Cusco passamos em frente a um restaurante que oferecia jantar a um preço módico. O lugar chama-se Jardim Cusquenho. Muito bonito e legal e o preço está acessível. Até nos permitimos tomar uma cusquenha. Fim do dia, amanha levantar cedo. Fomos dormir.

Gastos
6,5 soles água e biscoitos
16 soles almoço
10 soles coricancha
30 soles jantar
50 soles de presentinhos
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Dia 4 21/08/2015

Acordamos para o Vale Sagrado. Um passeio de dia todo. Uma diferença de hostel, a diária era muito mais barata no CHASKI que no PARAIWANA, mas o café da manha não se compara. No CHASKY é muito mais simples, mas é o suficiente para você passar a manhã até o almoço.
Primeira parada foi em uma feirinha. Tinha muitas barraquinhas e tals, o preço variava. Alguns mais caros, outros mais baratos que os praticados em Cusco. Tem que pesquisar.
Depois fomos para Pisac, uma antiga cidade Inca, bem preservada no alto da montanha. De lá nos podemos ver diversos estratos aonde plantavam batatas e coca. Muito interessante. Tem um antigo cemitério também, mas não podemos andar até ele, fica em uma montanha ao lado. Na verdade o cemitério é som um bocado de covas nas paredes. A cidade e grande, quase perdemos o ônibus ao voltar. Tem um túnel bem legal, mas temos que andar muito pra chegar até lá. Se você tiver qualquer probleminha com a altitude evite i lá.
Depois de PISAC fomos até uma comunidade tradicional, como na noite anterior, que também fabrica jóias e artesanatos. Comprei um pingente de prata pra Samia. De lá paramos para almoçar. O almoço é um lugar pré determinado da escolha deles. Chegando lá, um self service razoável, mas muito cheio e os garçons eram horíveis. Muito fraco, demoraram a repor a comida quando acabava, um verdadeiro caos. E custa vinte soles, sem choro. Por pessoa.
Após o almoço fomos para OLATAYTAMBO. É aqui o lugar onde muitas pessoas pegam o trem para águas calientes, pré Machu Picchu. Algumas pessoas abandonam o tour e pegam o trem. Nos iríamos para Machu Picchu por trilha, outros quinhetos. OLATAYTAMBO é um lugar lindo e bem preservado. Os Incas fizeram muita coisa legal, grandes obras de arquitetura. O guia nos explicou muita coisa legal. Adorei, o problema que perdemos o ônibus na volta, e tivemos que esperar o guia nos achar em uma praça da cidade. Mas lá é show.
O último ponto de visita foi uma igreja bem alta, e chegamos lá já a noite. A subida foi trash, muita gente pediu arrego. Deu muita dó do pessoal quase desmaiando na subida. A igreja e legal, bonita e vimos muitas pinturas legais. O diferente foi uma pintura da Virgem Maria trabalhando. O trabalho era muito importante na cultura Inca e o sincretismo religioso fez com que a virgem fosse retrata bordando. Nesse ponto vi como a folha de coca realmente ajuda e dá um gás na altitude.
Fim do passeio, estavamos cansados. Andamos muito e fomos e muito locais bem altos, e a altitude às vezes pesa. Descansamos bem. Chegamos já tarde em Cusco, lanchamos e dormimos.
Uma dica de lanche barato em Cusco é o quarto de frango com batatas que vende no supermercado Orion, ou Don orion, Custa 8 soles e vem bastante coisa. Um desses alimentava eu e a Samia toda noite. Vale demais.
Gastos
9 soles lanches
90 soles colar
40 soles almoço
21 soles protetor solar
1 sol folha de coca
5 soles gatorade
1 sol para ir ao banheiro

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Anexos
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Saquauama
SAM_1019.JPG (8 MiB) Exibido 1144 vezes
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Olha o self
SAM_0916.JPG (8.01 MiB) Exibido 1144 vezes
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Mercado padrão FIFA
SAM_0849.JPG (8.08 MiB) Exibido 1144 vezes
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Casal Inca, ou quase
SAM_0752.JPG (7.27 MiB) Exibido 1144 vezes
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Muitas opções de roupas
SAM_0706.JPG (8 MiB) Exibido 1144 vezes
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Praça das armas
SAM_0732.JPG (8.06 MiB) Exibido 1144 vezes
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Lhamas
SAM_0670.JPG (8.14 MiB) Exibido 1144 vezes
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SAM_0640.JPG (8.15 MiB) Exibido 1144 vezes
SAM_0625.JPG
Pariwana
SAM_0625.JPG (7.96 MiB) Exibido 1144 vezes


#1159815 por HTBS
31 Jan 2016, 21:45
Dia 5 22/08/2015

Neste dia a Samia acordou passando mal, portanto tive que cancelar Maras e Salineiras. Perguntei para senhora do hostel e ela me indicou um remédio. Comprei e torci para que desses certo. Ela ficou no quarto e eu fui ver a cidade. Estava tendo procissão da padroeira da cidade. Tirei algumas fotos legais e aproveitei o dia livre para ir alugar o que faltava, afinal amanhã começava Salkantay. Aluguei bastões de caminhada e sacos de dormir. Aluguei em uma loja por um preço bem mais em conta que pela agência. O inconveniente e que no último dia da trilha tive que carregar os sacos de dormir, quase morri.
As procissões desfilavam pela cidade e eu ia desviando para tentar andar. Estava tão legal que voltei e busquei minha mulher no quarto. O remédio fez efeito e ela animou ir ver a procissão. Ela gostou, lembrou as festas típicas do interior aqui de Minas.
Aproveitei e fui ao super mercado e comprei alguns lanches para a trilha. Uma dica e comprar barras de cereais e chocolates estilos M&M (genérico) para dar energia. E água, compre água.
Após o almoço fomos fazer alguma coisa legal pra aproveitar o dia. Resolvemos ir ao museu Inca, não está incluído no boleto turístico, pagamos e entramos. O museu e legal mas bem simples. Tem uns itens interessantes e umas maquetes sensacionais de algumas cidades Incas.
Coisa engraçada, fomos abordados por um velhinho, sem dentes e muito humilde nos fazendo uma oferta irrecusável. Ele dizia vir de Pisac e alegou que pertencia a uma família que fazia blusas de alpaca. Ele disse que estava sem dinheiro e que a vida era difícil, por isso ele veio a cidade tentar a sorte e levar um dinheiro para Pisac. Ele nos ofereceu duas blusas de alpaca por 70 soles. Negociei com ele e no final comprei as duas blusas por 53 soles. Depois fiquei sabendo que aquilo não era alpaca de forma nenhuma, blusas de alpaca são avaliadas em 300 dolares no mínimo. Mas aquelas blusas ainda assim saíram em conta, mas não era alpaca.
Ao fim da tarde estava tendo algumas apresentações folclóricas na praça das armas. Algumas apresentações eram muito legais, outras nem tanto. Nos sentamos e vimos algumas apresentações. Dia light, pois iríamos acordar as quatro da manhã para ir para a trilha.
Gastos
6,80 soles remédios
20 soles museu Inca
60 soles equipamentos para Salkantay
53 soles blusas
4,5 soles Inka cola e cuequenha
260 soles hostel
30,8 soles lanches para a trilha
8 soles frango para o jantar
4,3 soles bananas

Dia 6 23/08/2015
Primeiro dia da trilha. Acordei as 04:30 e coloquei a mochila maior no hostel para ficar guardada até a volta, eles guardam elas pra gente, e partir pra trilha super ansioso. O guia atrasou um pouco, como sempre. A idéia inicial era levar quase tudo em uma mochila grande e minha mulher uma outra pequena com algumas coisas menores. O guia chegou e pegamos a van para ir até o início da trilha. Demorou umas três horas até chegar aonde tomamos café e recebemos as últimas intruções.
Paramos para tomar café da manhã em uma parada pré determinada. O café era pago, claro. No local aonde a gente tomava café era aonde era pesada as coisas para ir com o cavalo. Cada pessoa pode levar 5 kg nos cavalos. Eles são práticos, vendem um saco para nós colocarmos no cavalo com as coisas, e sem saco não tem como colocar as coisas no cavalo, a não ser que você tenha uma mochila extra. Uma coisa engraçada, quando fui pagar os dois soles eu puxei meu saquinho de moedas. O moço do cavalo viu uma moeda de um real e cresceu o olho, e perguntou – Que isso amigo, essa moeda grande é o que? Dolar ou Euro? ... Eu cordealmente falei pode pegar ela pra você. Ele pegou e quando estava feliz com a moeda na mão eu disse; Isso e um real.... Ele olhou e começou a rir, kkkk isso não vale nem um sol aqui. Me dá os meus dois soles. Devolveu a moeda e pegou dois soles junto com a minha auto-estima em ser brasileiro. O caras rindo da nossa moeda....
Quando eu coloquei a mochila nas costas e pensei – não vai prestar. Muito peso para mim carregar só. Fui em uma loja ao lado e tinha aquelas mochilas estilo Paraguai, bem fuleira. 25 soles, uma bagatela para dona da loja. Arrependi de não ter alugado ou comprado um outra mochila de ataque. Mas agora era tarde, comprei e minha mulher ganhou um presente. Ela não gostou da cor, e claro, quando vou conseguir agradar plenamente? Falei, esquenta não, essa mochila não vai durar até o fim da trilha. A mochila ela existe até hoje firme e forte.
Começou a trilha, o primeiro dia e muita subida, achei tranqüilo. A gente cansa e verdade, mas não e nada impossível. Exceto para minha esposa que quase morreu. No final tive que carregar a minha mochila e a dela, e ela ainda reclamava. Difícil. A trilha é bonita, e ao final do dia andando chegamos no primeiro acampamento.
Durante a trilha fomos conhecemos os companheiros do nosso grupo, pessoal gente boa. No primeiro acampamento tomamos um café antes do jantar. Nesse momento a gente conversou e começou a se conhecer. Após o café o guia nos chamou e contou algumas histórias sobre os incas. Coisas espirituais e materiais que eles faziam. Ele dissse também que tem uma lagoa em uma subida de uma hora. Ele não iria porque tinha outros afazeres. Tinhamos três horas pra subir e descer. Achei legal, vou nessa. Minha mulher foi pra barraca mais cedo, ela estava mal e precisava descansar.
Subir, e digo, demorou mais de uma hora e meia, de subida. Subida mesmo, é muito longe. Quando eu olhei para baixo vi o acampamento como um ponto pequeno. Andei muito, mas ao chegar lá em cima, valeu a pena. A lagoa é linda. Valeu o esforço.
Desci e fomos jantar, minha mulher estava melhor e animada. Jantamos e o guia começou a contar mais histórias. Cara bacana, o jantar era uma sopa de entrada e mais o prato principal. Surpreendente o q eu os cozinheiros podem fazer.
A noite um frio glacial. Dica: Alugue saco de dormir de penas de ganso, porque a noite é muito frio. Muito frio. Mas sobrevivemos.
Resumo do dia: Trilha cansativo, mas nada impossível, basta um pouco de força de vontade pra quem estiver um pouco fora de forma.
Gastos
25 soles mochila
14 soles café da manhã
2 soles saco para as coisas

Dia 7 24/08/2015
Segundo dia da trilha
O dia mais cansativo da trilha. Você sobe metade do dia até chegar em Salkantay. E você sobe a trilha em zigue zague o dia todo. Nesse dia a altitude pegou muita gente, eu vi muita gente ficando para trás. Eu estava com um saquinho de coca e ajudou muito. Você observa durante a subida os cozinheiros subindo com grandes pesos, cesto com ovos, e andando e rindo. Nós os turistas quase morrendo.
Chegamos em Salkantay, mais de quatro mil metros de altura. Tirei umas ótimas fotos e, conforme o guia sugeriu, montei uma pirâmide de pedra. Descansamos e começou a descida. O resto do dia para descer. Andamos bastante pela trilha e chegamos até a parada para o almoço. Descansamos mais e continuamos até o acampamento da segunda noite. Finalmente poder tomar um banho. O problema maior é que tudo o que subidos, nós descemos, portanto ficamos umas quatro horas de descida. Atenção para as torções de tornozelo.
Pagamos pelo banho e só tinha um chuveiro, e enquanto esperávamos tomamos uma cerveja. Quente, o rapaz pegou a cerveja da prateleira, abriu e me deu. Fazer o que. Tomamos o banho e nos reunimos para jantar.
Nesse dia nos despedimos do pessoal do cavalo, amanhã eles voltavam pela montanha. Usualmente o pessoal dá uma gorjeta para eles, e o guia ficou umas duas horas explicando o porque da gorjeta para os europeus do grupo. Aparentemente na Europa a vida é melhor e essa história de gorjeta não é necessária. Conversamos um pouco e fomos dormir. Eu não sabia, mas minha mulher estava passando a dorflex desde a noite anterior.
O segundo dia você vê muitas paisagens bacanas, como é muito alto você passa por muitos mirantes, sem contar os picos nevados. É o dia mais cansativo da trilha e aonde você pode tirar ótimas fotos.
Nesse momento eu abro um espaço para dizer, o guia é sensacional. Ele é um antropólogo formado e conhecia muito a respeito da cultura Inca. Falava sobre arquitetura, cultura, sociedade e religião, e ele explicava as coisas com muito gosto. Quando fazíamos perguntas os olhos dele brilhavam ao responder. Super show.
Gasto
20 soles para o banho
10 soles cerveja quente

Dia 8 25/08/2015

Terceiro dia de trilha, foi bem tranqüilo comparado ao dia anterior. Andamos e já começamos a chegar na civilização. Você passa por um povoado simples, típico de interior. A última parada é em um restaurante aonde paramos para almoça e pegamos a van que nos deixou na hidrelétrica.
Demorou um certo tempo para chegar na hidrelétrica e então partimos para subir. O guia era muito bom mesmo, logo no começo ele nos levou há um templo abandonado e nos explicou um pouco sobre o lugar e partimos para iniciar a subida. Logo lá de baixo, você olha para o alto da montanha e você os terraços de Macchu pichu. Aí que você peecebe o quanto o lugar é alto é incrível. Você sobe a trilha margeando os trilhos de trem e vez ou outra desce um trem e você tem que se espremes no canto para ele passar. Como eu aluguei meus equipamentos em uma agência diferente da agência do passeio, tive que subir com os sacos de dormir e todas minhas outras coisas nas costa. Foi sem dúvida o pior momento da caminhada. É uma subida leve, que olhando você não percebe, mas não sei se foi o cansaço acumulado ou porque era uma subida mesmo, mas eu quase morri.
Quando finalmente chegamos em água calhientes, e fui alocado no meu quarto, que alegria. Caramba, nem banho não tomei fui dormir. O Guia combinou de nos encontrar a noite para comprar os bilhetes para Machu Picchu e irmos jantar com o grupo. Acordei um pouco antes da hora combinada e fui tomar banho, que sensação boa. Banho em um banheiro quente e fechado, não era igual ao banho do acampamento aonde a porta tinha enormes frestas e uma grande janela sem vidro por onde o fio das montanhas entrava e gelava o copo.
Compramos o ticket e fomos janta em um lugar que chama Machu Pisco. Jantamos e fomos domir, porque no outro dia teríamos uma grande caminhada até a cidade perdida e tinha que começa as cinco da manhã. Foda, acho que eu devia ter pensado mais a respeito disso.
Gastos
1sol banheiro
20 soles cusquenhas
5 soles inka cola
30 soles da van
25 soles jantar


Dia 9 26/08/2015
Acordamos cedo e corremos para subir. Subimos a pé até a cidade e a minha mulher quase morreu, primeiro porque é uma subida foda, depois e porque tínhamos que chegar até as 6 da manhã para encontrar o guia e começar o tour. Deveria ter subido de ônibus e descido a pé, mas agora já foi. Subimos correndo e chegamos cansados em Macchu Pichu. O hotel aonde ficamos era basicamente para quem vai para Macchu Picchu, portanto o café e distribuído em sacolinhas, que você pega e vai embora com ele para comer pelo caminho.
Mas chegando lá, tudo vale a pena. A cidade é muito maior que eu imaginava e é show. A maior parte dela e reconstruída, mas as parte conservadas são incríveis. É muita engenhosidade construir uma cidade no alto da montanha como aquela, sem palavras os incas foram foda. Uma dica, é proibido lanchar na cidade, portanto coma seus lanchinhos despistadamente. Compramos tickets para a montanha Macchu Picchu, mas não conseguimos subir. Macchu Picchu não precisa ser descrita, quem for lá tira as próprias conclusões.
Na volta pegamos o ônibus, 80 soles por dez minutos de ônibus. Voltamos a cidade e trocamos de quarto. No meu pacote eu pedi uma diária a mais em águas calientes e tínhamos todo o resto do dia para conhecer lá. Almoçamos e passeamos até a hora de dormir. Não há muito que se fazer por lá. Passeamos e tiramos fotos e fomos descansar porque estava exausto. A noite na cidade não é muito fria então passeamos um pouco e foi só. Não fomos nas águas termais porque estava caro e porque dizem que não era muito bom. A primeira parte do passeio estava finalizada, conheci Macchu Picchu e um sonho realizado.
Uma outra dica, tinha um cara que foi em umas áreas restritas e tirou umas fotos, os fiscais vieram correndo e mandaram ele apagar as fotos. Se fizer arte, seja discreto.

Gastos
80 soles do buzão (e pago em dólar então varia bastante)
8 soles powerede
30 soles almoço
4,5 água

Dia 10 27/08/2015
Acordamos cedo, tomamos o nosso café, o mesmo do dia anterior. A van saia trÊs horas da hidrelétrica, portanto saímos cedo para descer devagar se sofrer. Fomos descendo e vendo a paisagem, foi bem legal. A descida foi bem de boa, quando assustamos já tinha acabado. Tivemos tempo até de sai da trilha e ir brincar no rio que passa na lateral. Tiramos muitas fotos na ponte de trem e tranqüilo. Foi de boa.
Paramos para almoçar em um restaurante que fica cheio de redes logo no começo da trilha. Comida boa e barata, legal recomendo. E as mesinhas do restaurante são ainda enfeitadas com umas bonequinhas. E ainda pudemos descansa nas redes até a hora da van. NA volta tentamos achar o templo que o guia nos levou no começo, mas não conseguimos. Templo secreto, ficou perdido no meio da mata.
A hora da van é um verdadeiro caos. Eu não sabia nada a respeito da van que ia me levar de volta, portanto tive que aguardar a hora. O problema e que todas as vans chegam juntos e o passageiros também, e todos os passageiros estavam tão perdidos quanto eu, ou seja é uma grande bagunça. O pessoal da van não é muito simpático e eu tive que ir de van em van perguntando se era ela que me levaria para cusco. Os caras tinham os nomes anotados em papel de pão, guardanapo, sem muita organização. Após certo custo achei a minha van, embarquei e fomos embora. Loucura, na saída eu vi uma van com o cara arrumando o eixo dela antes de patir. Os passageiros lá olhando o cara arrumar a van com cara de espanto.
A volta demorou, e fomos por uma daquelas estradas e zigue zague uma grande parte do caminho. E realmente assustador. Chegamos a noite em cusco e pegamos a nossas malas no chasky e voltamos para o mesmo quarto. Demora cinco horas até cusco. Um frango com batatas no super mercado e boa dormir.
Gastos
24 soles almoço
3 soles inka cola
9 soles lanche
8 soles frango com batata de jantar


Dia 11 28/08/2015

Como o meu boleto ainda estava dentro da validade, acordei cedo e fui tentar fazer o passeio Mara Morays e salineiras. Eu já tinha pago esse passeios, mas como não fomos devido a um mal esta da Samia, resolvi fazer de novo. É claro que eu tive que pagar de novo. Mas tudo bem, pagamos e fizemos o passeio. É muito legal e talzs como sempre. Morays era uma espécie de laboratório para aperfeiçoamento genético de plantas, como coca e batatas. O guia explicou o funcionamento da área. A salineiras paga-se a parte para entrar, mas é um lugar show. Eles retiram o sal de uma forma bem tradicional, desde os tempos pré incas pelo que dizem.
É um passeio que dura apenas a parte da manhã, a tarde já de volta a cusco, fui até a rodoviária olhar passagens para Puno e prosseguir a viagem. Pesquisamos em todas as empresas e compramos as passagens. Fim da parte de cusco.
O taxi ficou barato porque dividimos a viagem com dois amigos que estavam de viagem e também iam para a rodoviária. Conversamos com ele no hotel e acabamos descobrindo que íamos para o mesmo lugar, então dividimos o taxi. Bom pra todo mundo.
Detalhe, no Peru as companhias mais econômicas não saem se o ônibus não estiver com a lotação completa. O ônibus marcado para as 21:30 saiu quase meia noite. Ele ficou parado na área de manobra da rodoviária esperando mais gente chegar para encher o ônibus. Nunca tinha visto aquilo antes. Mas acontece sempre.
Gastos
110 soles hostel e roupas lavadas
16 soles almoço
60 soles passagem para Puno
5,5 agua para morays
20 soles para entrar na salineiras
8 soles sals vendidos na salineiras
4 soles taxi até a rodoviária
8 soles de guloseimas
9,1 de higiene pessoal

Dia 12 29/08/2015

O ônibus era bem desconfortável e a gente ficou meio moído por passar a noite dentro dele, mas como o tempo era curto, na rodoviária mesmo já fechei um passeio de dois dias pelo lago Titicaca. Chegamos pó volta das 06:20cda manhã, então tinha uma ou duas horas para pesquisar e fechar o passeio. Consegui fechar por 160 passeio de dois dias, com pernoite na casa de uma nativa e conhecer três ilhas. O valor era mais alto no começo, mas chorando foi para 160. Tomamos o café da manhã na rodoviária mesmo e a uma van nos pegou e levou até o cais. Entramos em um bote e rumamos Titicaca a dentro. A primeira parada foi em uma ilha flutuante. A ilha era muito pequena, e tinha umas quatro casinhas apenas. Fiquei na dúvida se os nativos realmente moravam na ilha, parece mais que iam a ilha apenas pelos turistas. Eu li que existem ilhas maiores aonde a pessoas realmente vivem, mas a que eu fui era minúscula. O nativo nos demonstrou como a ilha era construída e falou sobre os costumes do povo dele. Depois começou a primeira coisa estranha, o guia nos influenciou a dar uma volta no barco de junco típico dos nativos pela bagatela de 15 soles por pessoa. Ele quase nos obrigou a ir, mas recusamos e ficamos na ilha. Quem foi no passeio falou que não foi nada demais.
Depois navegamos mais um tempão até a próxima ilha. O lago é imenso, parece o oceano e você vai navegando, navegando e parece não ter fim. Fazia muito frio fora do barco, mas ainda assim e bom se arriscar por umas foto. Chegamos a segunda ilha, de Amantani. Era nessa noite que uma família nativa iria nos acolher para passar a noite e almoçar e jantar. Ficamos na casa de uma mulher bem simpática, chamada Célia. Eles nos receberam no cais com roupas típicas e foi bem legal. Após as apersentações, começamos a subir para a casa dela. Foi uma caminhada razoável, ainda mais com as mochilas e a noite mal dormida. Demorou uns vinte minutos e fomos. Chegamos na casa,surpresa, uma casa muito simples. Achei bem acolhedora, tínhamos um quarto so para nos. A lâmpada de luz do banheiro foi tirada e colocada no quarto. O banheiro não tinha luz e a descarga estava com problemas, mas sem ironia a casa é acolhedora. E a vista, uma linda vista do lago, sensacional. Aquele azul e ao fundo alguns picos nevados que dependendo da distância você fica em dúvida se são nuvens. Incrivel, linda paisagem natural. Tinhamos um tempo livre e fomos dormir para recuperar um pouco as energias.
Fomos acordados e descemos para almoçamos com a Célia, e foi a comida mais natural que já comi. Tudo era plantado e colhido pela família dela. Tinha tomates (descascados), uns dois tipos de batatas, arroz e um pedaço de queijo. Tinha uma sopa antes com uns vegetais bem legais.
Após o almoço fomos com o guia e o resto do pessoal do barco até um antigo templo no alto da ilha. Subida longa, fomos andando. Era mais fácil por que estávamos sem mochilas, mas fazia muito frio, e o frio so foi aumentando. Os nativos emprestam para os turistas uma roupas para você usar, roupas feitas por eles, se não gostar devolve depois. Uma presãozinha para você comprar. Chegamos no alto e o guia no explicou sobre o templo, falou do templo da lua e do sol, cada um em um alto diferente. Fomos até o templo da lua e vimos o do sol só de longe. O guia explicou mais algumas coisa e fomos liberados para tirar fotos e ver o por do sol. O templo em si e pequeno, mas tiramos várias foto no por do sol.
Na descida, a noite havia uma festa para os turistas. Estava tão frio que não participamos da festa, então não sei como foi.

Gastos
160 soles do passeio
10 soles café da manha

Dia 13 30/08/2015
Acordamos, tomamos café e fomos para a última ilha, ilha Taquile. Nos despedimos da nossa anfitriãn e partimos. Demorou umas duas horas até chegar. Esta segunda ilha foi meio decepcionante. Tudo o que fizemos foi atravessar a ilha. Não tinha nenhum mirante ou templo antigo. Na hora do almoço, que não estava incluso, ficamos sabendo que a ilha não tem restaurantes, apenas algumas famílias que servem o almoço. Então fomos obrigados a comer aonde o guia nos levou e pagamos super caro em uma comida. A comida bem regrada que eu vi alguns turistas pedindo outro prato e, mesmo vindo apenas o prato principal, pagou o valor integral do almoço. Achei super exploração. Armadilha para turistas mesmo.
Não vi nenhuma vantagem nessa ilha, se eu soubesse tinha fechado o passeio de um dia apenas, e estava satisfeito.
Como o lago e grande, chegamos já no final da tarde em Puno novamente, então fomos para a rodoviária comprar passagens para Arequipa. Tava meios tenso, sem banho e nem mesmo escovar os dentes. A gente precisava descansar mesmo, mas iríamos fazer isso em Arequipa, e fomos informados que demoraria 7 horas de viagem até lá.

Gastos
15 toca da Célia
40 soles almoço

Dia 14 31/08/2015
Após 7 horas chegamos em Arequipa. Chegamos lá bem cedo, portanto pedi um taxi que nos levou em um hotel aonde passamos o resto da noite. Era um lugar bem barato e simples, sem café da manhã, mas tinha banheiro e água quente. Ficamos felizes. Acordamos por volta das sete e fomos tomar café e conhece a cidade que dizem ser uma das mais bonitas. Conversamos que chegamos a conclusão que deveríamos troca de habitação. Passeamos conhecemos a praça das armas e fomos procurar outro hostel. Após muita procura, achamos o Honey House, aonde após muita negociação alugamos uma quitinete, quitinete mesmo com banheiro, cozinha montada e microondas. Show.
Como tinha cozinha e a grana tava curta, fomos ao mercado e fizemos compras para os dias que ficaríamos em Arequipa. Além disso, em Arequipa não é habito incluir café da manhã na diária. Depois, andar a toa e descansar. Primeira coisa que vimos e que estávamos em uma cidade grande, afinal parece se a segunda maior cidade do Peru. Muitos caros, com o trânsito ainda mais louco que em cusco, muita gente, muita loja, cidade grande mesmo.
Gastos
14 soles café
50 soles hospedagem
50 hospedagem ( o honey cobrou uma entrada)
75 soles compras

Dia 15 01/10/2015

Estavamos já na fase de contenção de despesas, então pela manhã fizemos o free walking tour. Como o nome diz e grátis, então fomos. É legal e eu recomendo, andamos a manhã inteira com a guia. Ele mostrou e falou várias coisas a respeito da cidade e da cultura da cidade. Recomendo, o passeio sai da praças das armas, e fácil de achar, começar as 10 da manha e fica uma aglomeração de pessoas. No passeio encontramos alguns conhecidos do passeio em Puno, foi bom ter alguns rostos conhecidos.
A guia falou da medicina local, medicina alternativa local, e no mercado municipal vimos diversos fetos de lhamas e outro animais. Meio sinistro.
A tarde andamos pela cidade batendo fotos e ficamos no quarto mesmo.
Gastos
4,10 gorjeta
20 soles dois chocolates
1 sol pedacinho de chocolate


Dia 16 02/08/2015
Após dois dias pegando leve, combinamos de sair nesta noite para beber um pouco. Aproveitei e fechei o passeio para o Canyo Del Coca. Após chorar fechei o passeio de um dia por 80 soles.
A tarde passeamos e resolvemos brincar em um cassino. Arequipa e cheio deles, comemos um sanduba e a noite fomos ao pub do wild rover. Muito tudo legal e divertido, se você gosta de beber e divertir, vá lá.
Gastos
+ - 60 soles bebidas
17 soles cassino
80 soles passeio no canyon
17 soles sanduíches

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