Título Original: Pachamama
País: Brasil
Gênero: Documentário
Site Oficial: http://www.pachamamaofilme.com.br/
Diretor: Eryk Rocha
Roteirista: Eryk Rocha
Duração: 105 minutos
Censura: Livre
Sinopse: O filme Pachamama - título que significa para os indígenas andinos “mãe-terra” e designa a deusa agrária dos camponeses – narra a viagem do diretor pela floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino. É uma pequena odisséia de trinta dias pela realidade amazônica e andina, que revela um continente em ebulição, perpassado pela cultura milenar andina, que irradia pelo continente sul americano substancia primordial na constituição de novos paradigmas políticos.
Crítica:
(Por João Carlos Sampaio)
O documentário Pachamama, terceiro longa-metragem do cineasta Eryk Rocha, apresenta uma espécie de diário de viagem, que observa as margens de estrada, cidades e pessoas que cruzam o caminho do diretor e sua equipe.
O filme atravessa as fronteiras do Brasil, Peru e Bolívia, encontrando uma certa similitude de problemas e identidades. O tom do discurso é despojado, apresenta um ar de espontaneidade de movimento, mas tudo é bem amarrado numa proposta de visão poética.
Este gosto por uma formatação lírica torna Pachamama diferente da média dos documentários sobre temas étnico-sociais, geralmente contaminados por uma objetividade pouco criativa.
O que se vê é um registro que, sem virar as costas para as frestas do real, aproxima-se dos assuntos com delicadeza e vontade de gerar um discurso sustentado pela força das imagens.
O título, uma expressão da nação indígena quéchua, significa “Terra-Mãe” e sintetiza a ideia de fertilidade, além de traduzir o olhar terno (sem ser condescendente) a respeito das matrizes culturais que unem as pessoas da região amazônico-andina. O cineasta, que estreou com Rocha que Voa, um perfil não convecional do seu pai famoso (Glauber Rocha), desta vez faz um “filme de mochileiro”, que alcança a essência do seu tema com uma colagem propositiva a partir do bom material captado por suas lentes atentas.
Trailer:


Resumo