O horário previsto para partida era as 17:30h, mas saiu com 2 horas de atraso. Me disseram que é normal essa linha atrasar bem mais do que isso e no dia anterior o latão partiu só depois das 22h. Vou fazer uma reclamação na ANTT porque não é um atraso esporádico. Segundo já me informei, todo santo dia isso acontece.
Acordei meia noite em Presidente Prudente, na rodoviária, e aproveitei para comprar água, comer um pãozinho de queijo e tomar um cafezinho, pois não tinha jantado (R$5).
Chegamos em Foz às 9:20 e minha previsão era antes das 7h, então as coisas já começaram a enrolar logo cedo. Aliás, logo no dia anterior né?
Peguei um circular (R$3,30) até a rodoviária de CDE mas foi impossível seguir nele até lá, pois o trânsito na ponte estava quilomééééétrico. Em um certo momento eu desisti e fui caminhando mesmo.
>> DICA: se pegar esse circular, avise o motorista que vai descer para fazer a imigração. Ele vai te dar um papelzinho para você pegar outro busão sem ter que
pagar novamente. Assim você segue até a rodoviária depois da papelada.
Na policia federal não consegui fazer a declaração de saída da minha câmera nem do notebook. O policial disse que só ia fazer se eu estivesse com a nota fiscal. Já entrei por essa mesma fronteira e consegui declarar sem NF, mas dessa vez não foi possível. Segui para a imigração paraguaia e aí eu desanimei. Fiquei quase uma hora para carimbar o passaporte e o papelzinho branco (permisso) só é dado para quem entra com RG. Insisti para me darem um alegando problemas para sair pela outra fronteira e o cara me ignorou, disse que não ia dar e continou atendendo outra pessoa.
Bom, fazer o que, arriscar né? Peguei uns folders e fui às compras. Eu já sabia onde tinha que ir e mais ou menos quanto ia pagar na objetiva. Fui em umas 2 lojas só para fazer uma pesquisa rápida de preços e segui para a Monte Carlo, onde paguei U$400 na Sigma 18-200 DC HSM e + U$40 num kit com 3 filtros Hoya (polarizador circular, UV e warm).
Na saída do shopping que eu nunca lembro o nome, fiz câmbio com um tiozinho que fica lá. Ele me pagou G$2530 por real, e troquei só R$70 pois já sabia que era suficiente.
Peguei um circular bem ali na frente mesmo, com aquele papelzinho que o motorista me deu, mas estava com data do dia anterior kkkkkk. O cara me deu um bilhete vencido. Reclamei e disse que tinha acabado de pegar e que parei na imigração. Ele não se importou e mandou eu entrar pela porta de trás, então não tive que pagar outra passagem.
Ao contrário do que todo mundo pensa de CDE, eu achei uma cidade bonitinha e MUITO LIMPA E BEM CUIDADA. É isso mesmo que você leu. As praças pelas quais passei estavam todas com a grama aparada, tinha vários campinhos de futebol, sem sujeira nas ruas … bem diferente do que eu conhecia, que era somente o centro comercial. Então é isso, CDE, com exceção do centro comercial e do entorno da rodoviária que é cheia de mendigos, me pareceu atraente.
Cheguei na rodoviária e já tomei um busão para Trinidad (G$40mil) que saiu às 11h pela El Tigre. O negócio foi lotaaaado e toda hora parava para pegar mais gente. Eles iam “socando” todo mundo para dentro e que se dane, tem que entrar mais gente hehehe. O motorista era DOOOOIDO e businava toda hora! Tão doido, maluco, que tinha uns brasileiros(as) que não tiveram coragem de seguir a viagem. Todo mundo desceu no KM30 e vou ser sincero, eu também fiquei com um certo receio e por várias vezes pensei que aquela porcaria ia tombar. Ele até que anda rápido, mas pára muito, por isso a viagem de 250km demora uma média de 5 horas é mole? Comi uma chipa quentinha de uma mulher que entrou vendendo, mas a última coisa que tinha comido foi lá em Prudente, aquele pão de queijo, e já estava com fome.
Até agora não choveu e o tempo ficou intercalando entre ensolarado e nublado. Cheguei às 15:30h no horário do Paraguai, que tem 1 hora a menos que o Brasil e Argentina. Desci errado e consegui uma carona de moto com o pai de uma das meninas que eu estava conversando hehe. Aliás, lá muita gente tem moto. A molecada toda anda pra lá e pra cá sem capacete, com uma mão no guidon e outra enviando msg no celular. É isso, todo mundo tem moto e celular haHAhAH.
Paguei G$25mil para a entrada na ruína e essa entrada vale por 3 dias para 3 ruínas, que pode ser Trinidad, Jesus e Cosme y Damian. Fiquei um tempão lá tirando fotos, conhecendo as ruínas e segui para o posto de gasolina onde tem a estradinha que vai até Jesus.








Surpresa, quinta-feira santa e não tem busão pra lá. Falei com o frentista do posto e ele me arrumou um “moto-taxi”, o Jorge, que por G$20mil (o taxi estava G$50mil ida e volta) me levou lá e ficou me esperando para voltar. A melhor sensação foi de andar aqueles 24km sem capacete, tomando vento na cara, como eu fazia na época que tinha mobilete e não era obrigatório o uso do 'casco'.
Cheguei em Jesus bem no finalzinho da tarde, com tempo ainda de pegar um por do sol espetacular visto dessa ruína. Valeu MUITO a pena.




Em Jesus tem o Hotel Los Amigos por G$35mil, mas eu não passei por ele. A pracinha é bem cuidada e simplezinha. Voltei para Trinidad e conversando com o Jorge descobri que uma moto nova custa em torno de G$3milhões, que dá pouco mais de mil reais, e em 7 anos que ele faz esse trajeto Trinidad-Jesus-Trinidad, ele já trocou de moto 3 vezes somente com essa renda.
Resolvi gastar minha terceira entrada visitando novamente Trinidad, mas agora, a noite, quando a iluminação estaria acesa e o tour é guiado. Enquanto esperava a liberação da entrada às 19:30h, comprei uma água, um alfajor e uma caneta por G$4.500. Tudo muito barato. Mas ainda não almocei e não jantei, fiquei esperando pra fazer isso lá em Encarnación, depois de tomar um banho.
Não me lembro de ter visto um céu tão estrelado como essa noite. Aliado à pouca iluminação, nem preciso dizer como foi né? Por causa da semana santa, estava LOTADO de gente e nem teve controle na entrada, fiquei com meu terceiro ticket e se quisesse no outro dia poderia ter ido a San Cosme, por exemplo.



Peguei um busão até Encarnación, as 20:20h, e acho que levei um balão, pois o cara me cobrou G$10mil e me disseram que era só 5.
Aqui começa a zica. Cheguei em Encarnación e o Hotel Germano estava fechado. Lembra que eu falei que era dia santo? Mas até o hotel? Tentei outro hotelzinho atrás do posto mas também estava fechado, o cara não quis nem falar comigo. O outro, que tinha, o frentista me disse que estava mais de G$100mil, e eu só tinha 55 que era para pagar o Germano (G$30mil) e comer alguma coisa. Ainda conversando com o carinha do posto, ele me disse pra eu agilizar porque na sexta-feira também era dia santo, e mais, era SEXTA-FEIRA SANTA e nada, nada, nada ia abrir, nem busão ia funcionar. Aí eu desesperei e resolvi seguir para Posadas, na Argentina e na mesma hora (já era umas 21 ou 22h) estava passando um circular e eu não pensei 2 vezes. Embarquei e pedi para o motorista me fazer um câmbio, mas deu pouca coisa, P$50.
Cheguei na rodoviária tarde e adivinha? Não tem casa de câmbio na rodoviária de Posadas. Fui em praticamente todas as cabines de venda de passagem e ninguém queria real. Fui em 2 hotéis ali perto e também ninguém quis meus reaizinhos. Nem os restaurantes, nem os taxistas, e nem o cassino! Ouviu? Nem o cassino. Só dólares ou euros.
Agora pensa comigo: ainda não tinha comido, estava cansado, tinha dormido uma noite no busão, não tomei banho, estava sem dinheiro e na sexta era SEXTA-FEIRA SANTA e nada ia funcionar, nem a casa de câmbio da fronteira, que eu não sabia que existia e não tinha visto quando atravessei!!! Eu não me importo com imprevistos, sei que eles podem acontecer, mas essa situação já tinha fugido do meu controle e agora eu estava realmente preocupado. Resolvi guardar esses P$50 e fiquei sem comer. Dormi na rodoviária mesmo, num banco qualquer lá e fiquei esperando o dia amanhecer.
>> DICA: tem casa de câmbio na fronteira do lado argentino hahhahaha. NÃO SE ESQUEÇA DE COMPRAR PESOS!