Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#851876 por FRANCISCO CARDOSO
19 Jun 2013, 20:06
Bem pessoal,
Dias atrás estive no PE do Itacolomi, em Ouro Preto/Mariana, em Minas Gerais.
É um lugar até pouco conhecido, pois a maioria daqueles que visitam Ouro Preto o fazem à procura de monumentos históricos.
Então, em sua próxima visita à esta cidade, que tal incluir uma ida ao PE do Itacolomi?
Saiba que isto é muito fácil, conforme comprovará nesse meu relato.


Nos dias 13 e 14 de junho de 2013 tinha um compromisso profissional na cidade histórica de Ouro Preto, Estado de Minas Gerais. Como iria ocupar-me apenas a parte da manhã do primeiro dia; e no segundo dia apenas a parte da tarde, não pensei duas vezes e ajeitei as tralhas para poder ir ao Parque Estadual do Itacolomi nesse intervalo. Havia mais de 10 anos que não ia ao local e seria a oportunidade para subir o Pico do Itacolomi na manhã do dia 14, pois agora a presença de guias para esse trecho é opcional, porque a trilha que leva ao pico foi sinalizada.

O PE do Itacolomi foi criado nos fins dos anos 60 e reúne uma compleição de atrações: história, beleza natural e oportunidade para aventura. Seu ícone principal é o Pico do Itacolomi, que no século XVII orientava os bandeirantes que circulavam pela região. Ainda hoje continua a ser o principal atrativo do lugar, mantendo o seu papel de referência. Do seu topo a aproximadamente 1700m de altitude é possível avistar o mar de morros nos arredores, além de pontos mais distantes, como a região do Caraça. Assim, com tantas atrações, a ida ao PE do Itacolomi tinha tudo para ser um sucesso...

Acordei atrasado no dia 13 de junho em Belo Horizonte, modos que perdi a minha carona para Ouro Preto. O jeito foi ir para a rodoviária, onde embarquei em um ônibus da Viação Pássaro Verde às 7h00 da manhã com destino àquela cidade. Esse ônibus iria para Manhumirim, passando por Ouro Preto e Mariana. Ainda na estrada a poucos km de Ouro Preto, recebi uma ligação da empresa em que iria trabalhar dizendo que o serviço teria que ser adiado por outros motivos. Sem demora, não desisti da viagem e segui direto para a portaria do Parque Estadual do Itacolomi, aonde cheguei às 9h00 da manhã.

Passei pela portaria e imediatamente fui ao escritório ao lado pagar a estadia no Parque. Tudo certo, às 9h15 iniciei a caminhada pela estrada de terra que liga a portaria à administração do Parque. A estrada vai contornando o Morro do Cachorro pelo seu lado norte em uma subida suavizada. Descortinam desde a estrada as serras ao redor da Cidade de Ouro Preto; além da BR 356 e a parte moderna da cidade lá embaixo. Pelos meandros da estrada pode-se observar as mudanças na vegetação: de uma matinha rala para trechos de mata mais densa. O sol brilhava lindamente e pude observar vários pássaros ao longo da caminhada; além de muitas flores. Fiz algumas rápidas paradas apenas para fotos. A estrada é bem cuidada e no trecho final ornamentada por samambaias, com grama aparada. Nenhum carro passou por mim na subida e às 10h20 da manhã cheguei à bifurcação na entrada da administração do Parque, onde há uma bica d'água com um banquinho à esquerda.

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Início da estradinha de 5 km

Parei por ali um bom tempo descansando, pois havia subido num pique só. Depois de uns 20 minutos, sem um mapa do local em mãos e não vendo placa alguma indicativa do camping, tomei o rumo da direita à sua procura. Ao chegar em frente à casa de hóspedes tomei a estradinha da esquerda, onde perguntei para um funcionário onde era o camping. Ele me disse que era do outro lado: primeira à direita; depois à esquerda. Voltei o trecho percorrido e poucos metros adiante vi a placa indicativa do camping. Ao chegar na Lagoa da Curva, tomei o rumo da esquerda e fiz mais uma parada, pois não estava com pressa. Depois de uns 10 minutos voltei a caminhar e adentrei ao camping por volta de 11h00 da manhã. Como tinha bastante tempo, os planos agora eram conhecer as atrações dos arredores da Administração, que incluíam o Centro de Visitantes; a Casa Bandeirista; o Museu do Chá e as trilhas da Capela, Lagoa e do Forno.

Estava sozinho no lugar e o silêncio só era quebrado pelo canto dos pássaros e por uma algazarra de micos na mata acima. Armei acampamento sem pressa e aproveitei para conhecer o local. O camping fica a aproximadamente 1 km do Centro de Visitantes, não é grande mas comporta muitas barracas. É levemente inclinado, o que não deixa acumular água. Também é sombreado e possui um gramado impecável, sem pedrinhas ou toquinhos. Ao seu redor há uma mata muito bonita. O vestiário e a área de serviços fica ao lado, o que é interessante. Tudo muito limpo e há chuveiro com água quente, pois há energia elétrica no local. Fui ao prédio do restaurante, que aguarda licitação para funcionamento. Na sequência, ao lado do restaurante ficam as churrasqueiras. São 4 no total, com banquinhos e mesas fixas ao redor. Bem ao centro, há um lugar específico para se acender fogueira, mediante a compra da lenha direto com o Parque. Em frente ao restaurante há um deck de madeira, de onde se vê abaixo uma área gramada, plana, boa pra bater uma bolinha. Há também uma quadra de areia para voleibol. Ao lado, há um parquinho infantil com brinquedos lúdicos. Mais abaixo há uma casa de um funcionário do parque, que inclusive mora no local. Ao seu nível, fica o estacionamento do camping. Mais abaixo, escondido entre as árvores está o heliponto do Parque. Estrutura show de bola!

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Este vídeo mostra a área que chamei de Praça de Serviços.
É possível ver o camping, restaurante, vestiários e outros pontos de interesse.

Depois de conhecer o que chamei de Praça de Serviços e fazer um lanche, deixei o local por volta de 12h30 com destino às outras atrações do Parque. Esses trechos são ligados por uma estradinha. Passei pelo Lago da Curva e tomei à esquerda, chegando ao Lago da Capela. Parada breve, logo segui para a Casa Bandeirista, que fica próximo. A Casa Bandeirista é uma construção grandiosa, imponente e em estilo rural paulista. Construída no início do século XVIII, destinava-se à fiscalização das minas e ao recolhimento de tributos. Após reforma, mantém apenas as paredes principais, com seus janelões e portadas. Atualmente em seu interior, há uma parede de vidro, que permite observar diversos detalhes construtivos, como as janelas e pontos de fixação de paredes. Há também um mezanino, além de uma área para atividades educativas, com mesas, cadeiras e palco. Possui uma exposição permanente, intitulada "os Viajantes Naturalistas", que mostram os resultados das viagens de bandeirantes e pesquisadores pela região. Externamente, a Casa Bandeirista é cercada por belas muradas em pedra. Aos fundos, há uma série de esculturas referentes aos viajantes naturalistas. Adorna a construção um gramado impecável!

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Casa Bandeirista

Depois da Casa Bandeirista me dirigi ao Centro de visitantes. Pela estradinha de ligação há uma série de esculturas em aço que fazem memórias aos personagens que fizeram a história da região. O Centro de Visitantes é moderno, com inúmeras informações sobre o Parque, além de vários apetrechos interativos e tecnológicos. Uma beleza! Ao lado, em anexo, o Centro Administrativo, prédio da antiga Fazenda São José do Manso. No mesmo nível e na sequência, está o Museu do Chá, que conta a história da atividade que dominou o local no princípio do século XX. A produção de chá preto dominava a economia de Ouro Preto no início do século XX. Por lá está todo o conjunto de maquinaria alemã que era utilizada para produzir o chá preto. Uma viagem de informações!!!

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Centro de visitantes: revestido por taquaras

Às 14h00 horas deixei o local e fui fazer as trilhas curtas disponíveis nesta parte do Parque. Comecei pela Trilha da Capela, que tem início ao lado do Centro de Visitantes. Segue subindo pela matinha e logo chega-se à Capela São José, construção do século XX erguida, segundo dizem, para espantar almas penadas do local. A Trilha da Capela é demarcada, limpa, sem possibilidade de erro. O interessante é poder observar a vegetação, que vai se regenerando do desmatamento e incêndios ocorridos no passado. Também fica evidente a mudança no tipo de vegetação conforme a variação do tipo de solo. A trilha faz um U invertido: sobe suavemente para depois descer. Como é feita toda entre matas, não há possibilidade de visual. Fiz o trecho lentamente em meia hora, terminando ao lado da Lagoa da Capela.

A Lagoa da Capela permite natação, possui uma espécie de deck, além de uma tirolesa, que no momento não está funcionando. Há uma pequena trilha ao seu redor, a Trilha do Lago, que fiz em poucos minutos, pois possui apenas 400 metros. É interessante porque permite observar o zelo do Parque para com as trilhas, além de permitir visual da Lagoa desde o início da tirolesa. Aliás, fiquei um bom tempo nesse local observando a beleza da região.

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Lagoa da Capela

Como estava muito cedo, fiquei na dúvida do que fazer aquela hora. Eram 15h00 e pensei em ir ao Morro do Cachorro, mas como era caminho para o Pico do Itacolomi, deixei para o outro dia. Faltava fazer a Trilha do Forno, mas como ela era pros lados do camping, deixaria para o final. Fui então novamente em direção à Casa Bandeirista, onde fiquei de bobeira conversando com funcionários que cortavam a grama do local. Depois fui pros lados dos alojamentos. O interessante foi caminhar por aquelas alamedas bem cuidadas e se esbaldar na grama verdinha da Casa do Pesquisador. Ê beleza!

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Jardim ao lado/fundos da Casa do Pesquisador

Bem, já cansado de ficar à toa, voltei para fazer a Trilha do Forno por volta de 16h00. E gostei! É uma trilha pequena, sinalizada e muito bem cuidada. Segue margeando o Lago da Curva, indo de um solo mais seco para um mais úmido, o que permite observar a variação da vegetação. Pelo mapa da placa, me parece haver uma quedinha d'água em um ponto desviando da trilha, mas não fui lá. Já na parte final há as ruínas de uma antiga olaria, com um forno, tudo em pedras, o que nomeia a trilha. Especula-se que desse forno saíram tijolos e telhas para as primeiras construções de Ouro Preto. História pura. Mais alguns metros adiante, a trilha finda-se no heliponto do parque, já nos fundos da Praça de Serviços, onde cheguei por volta de 16h45, fruto das inúmeras paradas que fiz por essa trilha de apenas 1,2 km aproximadamente.

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Ócio com uma vista dessas desde o camping: Paredões que dividem a área de matas dos campos de altitude do Parque

O restante daquele dia foi dedicado ao ócio: circulação pelos arredores da Praça de Serviços e ao jantar! Noite impecável, estrelada, porém bastante fria! Às 21 horas já dormia o sono dos justos e somente acordava para mudar de posição. Enfim, foi perfeita!

Acordei às 6h00 da manhã seguinte e pulei fora da barraca. Queria subir logo para o Pico do Itacolomi, mas a neblina tomava conta de tudo, o que me fez somente deixar o local às 7h00 da manhã. Caminhei então até a Lagoa da Capela. De lá, tomei o rumo da esquerda, seguindo por uma estrada que segue para o Morro do Cachorro, onde há várias antenas de comunicação. Segui subindo por aquela estrada por cerca de 2 km, onde há a bifurcação para a direita, onde se inicia a trilha propriamente dita para o Pico do Itacolomi.

Inicialmente por entre uma matinha, a trilha segue limpa, ampla e bem cuidada. Alguns metros adiante torna-se íngreme, se aproximando de um paredão de rochas muito bonito. Nenhuma grande dificuldade no trecho, ao contrário, muito fácil. Em poucos minutos cheguei ao platô no nível acima do paredão rochoso. A vista era impressionante, com aquela mistura de morros, matas e neblinas. Para o lado leste, acima do platô, se iniciava uma vasta área de campos de altitude. E a trilha seguia agora quase plana por esse terreno em direção ao ponto mais alto de um morro adiante. Atrás desse morro era possível ver a pontinha do Pico do Itacolomi. Logo passei por uma pequena lagoa à minha esquerda. Adiante, um trecho de trepa pedras, mas que não apresenta dificuldades. Também não há possibilidade de erros, pois não existem bifurcações ao longo da trilha!

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Vista do Morro do Cachorro e matas em primeiro plano na subida para o Itacolomi

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Depois dos paredões de rocha, campos de altitude.
Aquela ponta mais alta no morro à direita é o Pico do Itacolomi

Não demorou muito e me aproximei daquele morro com rochas escarpadas indicadas para o norte. Era o trecho final da trilha, que após uma pequena subida íngreme direciona-se à leste, de modo quase plano, cortando em diagonal o morro. E com uma curta e leve subida no final, cheguei então ao Pico do Itacolomi. Havia caminhado os 7 km que o separa da área da Administração do Parque. O impacto de estar ali, frente a frente com aquele grande bloco de rocha foi extraordinário! Eram 8h40 da manhã e o tempo estava mudando rapidamente, com uma espessa camada de neblina se direcionando para o Pico e varrendo toda a área, inclusive o Mirante Principal, que fica a poucos metros do Pico. Não era possível ver nada para os lados norte, sul e leste. Apenas para o oeste era possível ver alguma coisa, pois o vento soprava leste-oeste.

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Pico do Itacolomi envolto em neblina

Sentei em uma rocha de frente para o Itacolomi. Um pássaro veio me fazer companhia e se aproximou a menos de 1 metro da minha pessoa... Observei também que pelo volume, a neblina não se dispersaria tão cedo do lugar e para piorar começou a ventar forte! Fiquei observando aquela brincadeira de esconde-aparece do Pico do Itacolomi. Trata-se de uma rocha imensa, interiça, cujo topo só é alcançado mediante escalada. Como não sou escalador, me contento em ficar ali observando. É algo impressionante! Porém, com o aumento do vento, fui em direção ao mirante principal que fica a poucos metros a sudoeste do Pico do Itacolomi. Fui buscar um lugar abrigado.
Ao chegar no mirante principal o visual era praticamente zero. Olhei para o lado sudeste e vi mais abaixo, abrigado atrás de uma rocha sinais de acampamento. Corri para o lugar, sentei em uma pedra e por lá fiquei abrigado do vento e esperando a neblina se dissipar. Aliás, esse local é mesmo ideal para acampamento! Porém, sabe-se que acampar por lá é proibido... Então, alguém está transgredindo as regras... De tempos em tempos me levantava e dava uma espiada no tempo. E nada da neblina sumir de vez!

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Maravilhoso!

Já era quase meio dia e já estava desanimado quando percebi que os fundos dos vales à leste/abaixo do Pico estavam livres da neblina. Deixei então o local abrigado e fui explorar o lugar. Há rochas por todos os lados, de todos os tamanhos e de todos os formatos. Caminhar por lá exige atenção, pois o capim costuma esconder buracos e pequenas fendas. Fui até a base do Pico, circulei bastante. A ladeira no sentido norte do Pico é repleto de grandes rochas, como se tivessem despencadas da rocha maior. O lado leste imediato não dá para se ver, pois fica atrás do Pico. De todo modo, do Mirante Principal tem-se visão 360 de toda a região: ao norte a cidade de Ouro Preto e ao longe a região do Caraça. À leste a cidade de Mariana e várias serras da região. Igualmente para o Sul. À oeste uma pirambeira e um vale profundo imediatamente após mirante, além dos lados de Lavras Novas. É claro, desse lugar é possível ver quase toda a área do Parque Estadual do Itacolomi. Apesar do tempo não ter ficado completamente limpo valeu a pena esperar por 3 horas e enfrentar a neblina e o vento...

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Sentido Sudoeste

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Pros lados de Ouro Preto. É possível ver contornos pros lados do Caraça

Bem, fiquei durante uma hora explorando a região e por volta de 13h15 deixei o Pico do Itacolomi rumo ao camping do parque. Algumas pessoas estavam lá embaixo, sentido norte sentados em uma trilha. Parece que essa trilha seria uma alternativa Ouro Preto-Pico do Itacolomi sem passar pela portaria do Parque. Me esqueci de me informar a respeito, inclusive saber se é um acesso legal. Bem, desci rapidamente e meia hora depois já estava no platô próximo ao paredão de rochas. Parei uns minutos para algumas fotos e retomei a caminhada, chegando novamente na estrada que dava acesso à direita para o Morro do Cachorro e à esquerda para a administração do parque, no km 2. Nem cogitei ir ao Morro do Cachorro, pois lá do Itacolomi vi o quanto estava mais alto... Me dirigi ao camping, onde cheguei por volta de 14h15 da tarde.

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De volta ao camping para zarpar...

Ainda fiz hora por lá, desarmei o acampamento com calma, tomei banho e somente às 16 horas deixei o local. Nesse momento chegou um casal por lá e estavam praticando slackline. Logo depois chegaram outro casal que iria acampar e dois ciclistas, pai e filho, que estavam em um passeio de fim de tarde. Um pouco de conversa e despedi do pessoal, partindo rumo à portaria. Desci num ritmo só, encontrei com alguns ciclistas que subiam rumo à administração e atrativos do entorno e pontualmente às 17 horas cheguei à portaria. Um gole de água e atravessei a rodovia BR 356 e fui ao ponto de ônibus quase em frente, onde me embarcaria para Belo Horizonte. Antes de passar qualquer ônibus, por volta de 17h30 veio um veículo que parou no ponto e o motorista me perguntou se eu iria para BH. Disse sim e o mesmo disse que tinha ainda uma vaga no carro. Sem refutar entrei no veículo que era de um rapaz que faz transporte alternativo Mariana - BH. Vim direto para Belo Horizonte, desembarcando na Praça Sete pouco depois das 19 horas. Isto pode não ter sido o mais adequado, mas me fez chegar mais cedo em BH! No centro de BH embarquei em um coletivo e cheguei em casa na Pampulha às 20 horas, um pouco cansado, porém feliz da vida e impressionado com o Itacolomi!
Ficaram alguns pontos do Parque que não visitei e espero voltar por lá e tentar visitá-los!

INTERESSANTE:
Sou muito ruim para guardar datas e ao escrever este relato constatei que o Parque Estadual do Itacolomi foi criado no dia 14 de junho de 1967. Por coincidência, no dia 14 de junho eu estava lá, visitando o Pico do Itacolomi.
Que coincidência maravilhosa... Valeu então a visita!



SERVIÇO:

Localizado a aproximadamente 100 km de Belo Horizonte, o Parque Estadual do Itacolomi foi criado em 14 de junho de 1967. A vegetação do parque constitui de matas nas regiões mais baixas e campos de altitude nos lugares mais altos. Em seus domínios há a presença de muitos animais, como lobo-guará, antas e até onças pardas; além de várias espécies de aves. O relevo é acidentado, com muitos afloramentos rochosos, destacando o Pico do Itacolomi, com 1772 metros de altitude. É um sítio histórico, pois foi caminho dos bandeirantes e de muitos outros pesquisadores em Minas Gerais. Sua área estende-se pelos municípios de Ouro Preto e Mariana, cidades históricas da região central do Estado de Minas Gerais.

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A sede do Parque vista desde o platô das rochas

As atrações do parque podem ser divididas em históricas e naturais. As históricas constituem a Casa Bandeirista, o Museu do Chá, ruínas da Olaria do século XVII e as construções da Fazenda São José do Manso (sede administrativa e Museu do Chá); além da Capela de São José. As atrações naturais são o Pico do Itacolomi; trilhas demarcadas e curtas ao redor da área da administração; diversos mirantes e lagos; além da riqueza da fauna e flora. Outras atrações também estão nos domínios do Parque, como a Cachoeira dos Prazeres, grutas e outros lagos, localizados em sua maioria na região chamada Serrinha, localizada a aproximadamente 20 km da sede e que ainda não são abertas ao público.

O Parque disponibiliza boa infraestrutura para o visitante, composta por alojamentos, casa de hóspedes, camping, vestiários com água quente, energia elétrica, churrasqueiras, parque infantil e até heliponto.
Horário de funcionamento da portaria: terça a domingo, das 8h00 às 17h
Distância de Belo Horizonte: 100 km
Distância Portaria à Sede: 5 km
Distância Sede ao Pico do Itacolomi: 7 km
Telefone: 55 31 3551-6193

Como chegar - Cidade referência: Belo Horizonte:

De ônibus:
Embarcar preferencialmente em ônibus da linha Pássaro Verde (www.passaroverde.com.br) com destino a Mariana, Ponte Nova ou Manhumirim, comprando passagem para a localidade de Saramenha, pois esses ônibus param na rodovia BR 356, em frente à portaria do Parque. A portaria fica em frente à Santa Casa de Ouro Preto.
Da portaria à administração seguir à pé: são 5 km de suave subida.
A volta se dá pelo mesmo caminho, através de ônibus da mesma linha. Há um ponto na rodovia em frente à portaria.

De carro:
Seguir pela BR 040 até o trevo de Ouro Preto, na região do Alphaville. Lá seguir pela BR 356, passando pela cidade de Itabirito e pelo distrito de Cachoeira do Campo, chegando até Ouro Preto, sentido cidade de Mariana.
Seguir de carro passando pela portaria e indo até a área administrativa do Parque.
O retorno é pelo mesmo caminho.

OBSERVAÇÕES:

- Não há mais a obrigatoriedade de subir o Pico do Itacolomi com guia. Isto é opcional, pois a trilha foi toda demarcada e sinalizada recentemente.
- Para aqueles que irão acampar no Parque e não irão cozinhar, como o restaurante não está funcionando, pode-se conversar e negociar com a administração do Parque a autorização para se descer até a cidade de Ouro Preto para jantar. Mas há limite de horário para isto e cada caso é um caso e somente é factível se estiver de carro!
- Há energia elétrica no camping. Além de chuveiros com água quente, é possível recarregar baterias! Há sinal de telefonia móvel (no meu caso, TIM) em várias áreas do Parque.
- Em finais de semana e feriados prolongados recomenda-se ligar no Parque e efetuar reserva do camping, se for o caso.
- Alguns funcionários residem dentro do Parque. Achei isto interessante!
- Se você tiver um helicóptero, não se preocupe, há heliponto no Parque!
- O zelo pelo parque é impressionante. A grama é tão bem cuidada para um Parque que ao vê-la dá até vontade de pastar...
- Senti falta da distribuição de um mapa do Parque. Fui informado de que é para se evitar lixo. Faz sentido, mas poderia-se haver exceções, não é mesmo? Ou então disponibilizar um Mapa Oficial em algum site para que possa ser baixado.
- Antes de visitar o Parque, mantenha contato com a Administração e confirme todas as informações, como valores de entrada, camping e outros. São sempre muito educados e gentis!
- E lembre-se que, o local onde está o Pico do Itacolomi é um lugar que merece toda atenção e cuidado, pois há muitas rochas irregulares, fendas, paredões e abismos. Todo cuidado é pouco para se evitar acidentes. Se não se sentir seguro para ir só, o Parque disponibiliza a visita guiada, com custo acessível, que sai todos os dias pela manhã da sede, obviamente havendo procura e se o tempo estiver firme!

Boa viagem a todos!!!

#857431 por ajlmoraes
08 Jul 2013, 13:50
Belo relato!

Vale a pena sair de BH, chegar ao Parque, subir o Pico e voltar para BH num mesmo dia?
#858197 por FRANCISCO CARDOSO
10 Jul 2013, 14:32
Olá Anderson,
Tudo bem?

Seguinte, se você for de carro é possível fazer todo o roteiro em apenas um dia, desde que você esteja na portaria do Parque quando a mesma for aberta.
Todo o roteiro inclui a ida ao Pico do Itacolomi e todas as atrações na área administrativa do Parque.
Entretanto, reforço que você terá que ser bom de perna e não poderá fazer muitas paradas nos lugares!

Agora se você for de transporte público e tiver que subir a pé desde a portaria (e voltar) certamente não dará tempo!

De qualquer modo, é um lugar que vale a visita!
Boas 'trips' e obrigado pelo comentário, abs.
#863321 por ajlmoraes
25 Jul 2013, 11:15
Obrigado!

Vejo que, para quem não tem medo de acordar cedo, dá para fazer bate-e-volta a partir de BH.
#865444 por FRANCISCO CARDOSO
30 Jul 2013, 23:20
gutotm escreveu:Oi Francisco, muito bom o seu relato, parabéns!

Sobre o camping, é preciso pagar algo?

Estou pensando em ir acampar lá semana que vem, de quarta a sexta-feira, vc sabe se é preciso agendar com antecedência? Eu mandei email perguntando, mas não tive resposta...


Abraços!



Olá Guto,
Peço desculpas pelo atraso na resposta, estive fora alguns dias e de molho devido a uma gripe insistente...
Caso ainda não tenha ido ao Parque, informo-lhe que, fora de feriado e em dia de semana, o camping fica vazio, não sendo necessário fazer reserva.
O valor da diária no camping são R$25,00. Além disso você paga a entrada no Parque.
De todo modo, recomendo que você dê uma ligada no Parque, porque nem sempre os emails são respondidos!

Caso já tenha ido, conte pra gente sobre as suas impressões ok?
Grande abraço, desculpas mais uma vez.

Grande abraço
#865447 por FRANCISCO CARDOSO
30 Jul 2013, 23:23
ajlmoraes escreveu:Obrigado!

Vejo que, para quem não tem medo de acordar cedo, dá para fazer bate-e-volta a partir de BH.



É isso aí Moraes, acordando cedo é possível!
Excelente aventura pra você por lá ok?

Abração

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