Relatos de Viagens em Portugal


#1191842 por gustavo03
31 Mai 2016, 00:02
Casa da Música
Entrei no site e lá diz o horário de funcionamento: 9h30 às 19h, com visitas guiadas às 11h e às 16h. Cheguei lá às 17h e não passei da recepção. A funcionária me explicou: de fato, o lugar está aberto das 9h30 às 19h, mas, para visitação, só com as visitas guiadas nesses dois horários. Então fique atento, a moça que me atendeu recomendou chegar uns 15 minutos antes, mas acabei não voltando lá. É um pouco afastada do centro, mas facílimo de chegar, porque há uma estação de metrô (Casa da Música) do lado.

Livraria Lello
Para quem é fã de Harry Potter pode fazer algum sentido, já que um dos filmes da série tem uma sequência filmada lá. O prédio é antigo e tal, o que dá um certo charme, porém é apertada, lotada e, como livraria, uma pobreza.

Matosinhos
Desnecessário. Lugar sem graça, não tem nada. Se for pra comer sardinha, bacalhau ou frutos do mar, opções não faltam na região central de Porto. Lá comi um arroz de frutos do mar na Marisqueira dos Pobres que estava mais para uma canja de frutos de mar.

Deslocamentos
Apesar das ladeiras, Porto é ideal para bater perna. Mas, quando você se cansar, pode usar o transporte público – tanto metrô quanto ônibus – que é ótimo. Fiquei seis dias na cidade e não usei um táxi sequer. O metrô vai até 1h e te deixa também no aeroporto. Só fique atento a um detalhe: peguei o metrô na estação Trindade, uma estação de baldeação que converge várias linhas, inclusive a que vai para o aeroporto. Porém, como passam no mesmo lugar vários trens com destinos diferentes, o que vai para o aeroporto pode ser o primeiro a passar, como também pode demorar. Eu esperei 15 minutos por ele, então, na ida para o aeroporto, preveja um tempo de espera.

Comida
No dia que cheguei, resolvi jantar no Rei dos Galos de Amarantes, cuja dica peguei aqui e que me pareceu bastante interessante, mas dei com a cara na porta, estava fechado. Exatamente do lado, há um restaurante de comida moçambicana chamado Tia Orlanda, rua das Taipas, 113. Comi uma samosa de entrada, um prato principal (que dava pra duas pessoas) à base de frango e quiabo cozido no azeite de palma com arroz branco, uma taça de vinho, água e pudim de coco de sobremesa. Estava tudo uma delícia e esse jantar saiu a 15 euros. Quando eu cheguei, o garçom perguntou se eu tinha reserva. Como era uma quarta à noite, havia muitas mesas vazias, então não tive problemas, mas se você for no final de semana, talvez seja o caso de reservar: Telefones: 22 208 5710 ou 91 462 2823.

No dia seguinte, nova tentativa ao Rei dos Galos de Amarantes, sem sucesso. Descendo a rua das Taipas, me deparei com um restaurante pequeno e aconchegante – Tasca Caseira, n. 8. Lá, comi um bacalhau macio e suculento, que desmanchava na boca. Uma experiência nova pra mim, porque aqui no Brasil só conhecia bacalhau de modo meio seco e duro.

Pode parecer estranho ir a um restaurante vegetariano numa cidade com uma culinária dominada por peixes e frutos do mar, mas o Da Terra foi uma ótima opção, especialmente porque era domingo, quase 22h, eu ainda não tinha jantado e boa parte dos restaurantes já estava fechado. Há um buffet self service com uma comida muito gostosa, tudo a 9,00 euros. Rua Mouzinho da Silveira, 249 (perto da estação de metrô São Bento).

Para quem quiser experimentar a culinária de outras ex-colônias, sugiro o Tambla, de comida cabo verdiana (Rua dos Caldeireiros, n. 41). Comi uma feijoada de polvo e de sobremesa, pudim de coco, ambos deliciosos.

Uma das melhores experiências gastronômicas em Porto foi no Tapabento. É para aqueles dias em que você se permite um pouco mais, porque é mais caro. As entradas custam entre 5 e 8 euros e os pratos principais entre 15 e 19. Mas você estiver em dupla pode compartilhar uma entrada e um prato principal que dá. Comi de entrada um atum com guacamole e rúcula. O principal foi uma espécie de caldeirada de frutos do mar com um toque de curry, limão e gengibre e arroz branco com gergelim. Tudo delicioso. O restaurante é pequeno, então reserve antes. E pra chegar sugiro o seguinte: desça a Avenida dos Aliados, depois pegue à esquerda: Rua da Madeira, 222, telefone: 222 034 115.

Quase na esquina entre a rua Santa Catarina e a 31 de Janeiro há uma bombonière chamada Bonitos, especializada em bombons artesanais. Eles têm pouco sabores de sorvete, mas o de requeijão com abóbora é imperdível. Rua 31 de Janeiro, 235.

A francesinha é um prato típico de Porto. Como é feita em centenas de lugares, pedi uma sugestão ao dono do Hostel. Ele me recomendou a do Café Santiago (rua de Passos Manuel, 226). Há três tipos: simples, com batata frita e com ovo e batata frita. Provei essa última (8,00 euros). Segundo o que me explicou o cara que fica na chapa, o segredo está no molho, que cada lugar prepara de um jeito diferente. Achei o molho desse lugar um tanto forte, mas ao mesmo tempo interessante, porque você fica tentando adivinhar o que tem. Perguntei como era feito e, é claro, o funcionário me disse que era segredo.

Caves
A cave que visitei foi a Ramos Pinto, cuja relação comercial com o Brasil foi intensa. Vale para ver as propagandas consideradas polêmicas para a época.

Mercado central
No Mercado Bolhão, comprei geleias artesanais. É comum eles misturarem dois sabores. Comprei a de kiwi com manga e a de pêssego com gengibre. Ambas deliciosas, recomendo!

Saindo do mercado pela rua Formosa, você dá de cara com a Confeitaria do Bolhão. Lá, as opções para o almoço têm um bom preço. Menu com entrada, prato principal, taça de vinho e café por 5,90 euros ou com entrada, sopa, prato principal, taça de vinho, sobremesa e café por 7,90 euros. A comida é simples, nada de especial, mas vale para aqueles dias em que você está a fim de maneirar no gasto com a refeição.

Outra coisa que dá pra comprar em diversas lojas no entorno do mercado são peixes e frutos do mar enlatados. Até a sardinha vale a pena comprar, porque eles não colocam tanto sal quanto aqui e o tempero é muito suave. Comprei mexilhões, polvo, bacalhau e lula. O preço da latinha varia entre 1,50 e 2,50 euros.

Na rua Santa Catarina há um comércio intenso, não sou muito de ficar comprando, mas me deparei com uma loja de meias bem interessante. Lá você encontra meias de todas as cores, as lisas saíam a 1 euro (não sei se esse é o preço ou se estava em promoção). A loja se chama Pé de Meia e fica no número 209.

A vista de cima da ponte D. Luís I é imperdível. Há duas maneiras de chegar lá. De teleférico, que você pega em Vila Nova de Gaia, assim que atravessar a ponte (7 euros) ou de metrô, linha amarela, sentido Santo Ovídio. Assim que passar a ponte, você desce na próxima estação, que é a Jardim do Morro.



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