Relatos de Viagens em Portugal


#1160139 por Brunadm
01 Fev 2016, 18:49
Olá a todos. Em agosto de 2015 viajei para parte de Portugal e Espanha e montei minha viagem com a ajuda dos “mochileiros.com” e gostaria de compartilha-la em retribuição a toda ajuda que tive! Agradeço a todos que opinaram no meu tópico de roteiro e a todos que publicaram seus relatos. ::love::
Gostaria de ter escrito antes, mas como estava estudando para concurso só agora deu para parar e escrever.

1. ORGANIZANDO O ROTEIRO
Portugal nunca foi minha primeira opção de viagem para o exterior, mas tinha vontade de conhecer. Já havia passado pela Espanha há alguns anos atrás quando visitei Madrid e gostaria de voltar. Em 2015 resolvi junto a uma amiga que iríamos de férias a esses dois países. E foi sensacional!
Eu tinha 18 dias completos para a viagem. Primeiramente eu li bastante sobre os dois países. Escolhi as cidades de acordo com meu interesse levando em conta o tempo total que eu teria e a facilidade de locomoção entre elas. Às vezes queremos visitar cidades muitos distantes e se temos pouco tempo isso pode significar “perder dias”.

Após passar por diversas mudanças e reajustes o roteiro final foi:
16/08: Saída do Brasil
17 a 20/08: Lisboa (com daytrips)
21 a 23/08: Porto (com daytrips)
24 a 26/08: Madrid (com daytrips)
27 e 28/08: Granada
29 a 31/08: Sevilha
01 a 03/09: Albufeira
04/09: Retorno para Brasil

OBS: Queria muito conhecer Barcelona, mas era longe e no final eu teria que voltar para Lisboa. Então decidi ficar na região da Andaluzia e em um outro momento conhecer Barcelona e arredores.

2. PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Como eu já pretendia viajar para o exterior (mesmo sem saber para onde) desde o final de 2014 eu fui acompanhando a cotação do euro e no final de janeiro de 2015 quando o euro estava a R$ 3,02 eu comprei uma parte e depois o restante quando eu vi que o euro só estava subindo. Fiz conta de levar entre 80 a 100 euros/dia. Deu e ainda voltei com dinheiro. Este dinheiro seria usado para alimentação, passeios, deslocamentos nas cidades e pagamento dos hotéis (com exceção de Lisboa que teve que ser pago aqui do Brasil). Transporte aéreo e trens de longa distância foram pagos adiantados. Embora seja sempre aconselhável não levar todo dinheiro in cash eu resolvi arriscar (e não foi a primeira fez que fiz isso). Cartão de crédito seria usado apenas em caso de última necessidade.

3. DESLOCAMENTOS

Ida e volta – aéreo.
Comecei a pesquisar pra qual cidade a passagem aérea era mais barata saindo do Rio de Janeiro e o melhor preço foi chegando a Lisboa. Como eu não sabia sobre multidestinos, comprei chegada e saída de Lisboa. Hoje conhecendo a possibilidade de multidestinos, ou seja, na mesma compra escolher um local de chegada e outro de saída a compra talvez teria sido diferente.

Trechos interno.
Sempre prefiro utilizar trem para deslocamentos entre as cidades, pois normalmente os países da Europa são bem servidos de trem, as estações não são tão distantes do centro como os aeroportos e não é necessário chegar muito antes. Então preferi buscar por trens, mas em alguns trajetos a solução encontrada foi ônibus e entre Porto e Madrid a melhor opção foi avião devido a grande distância e ao preço. Explico melhor durante o relato.

Para cotação dos trens em Portugal o melhor site para mim foi http://www.cp.pt (faça cadastro para visualizar os descontos).
Para trens na Espanha o site http://www.renfe.es (um site um tanto quanto confuso, mas foi a melhor opção). Levei todas as passagens impressas.

4. HOSPEDAGEM

Todas as hospedagens foram feitas pelo booking.com. Sempre leio as avaliações e comentários e vejo o que mais se adéqua a mim. Procuro sempre por locais com boa localização, perto de estações de trens centrais, limpos e com banheiro privativo. A hospedagem para mim acaba sendo um local para tomar banho e dormir, pois fico o dia todo fora, então normalmente fico em locais simples. Minhas diárias foram em média 22-32 euros/noite.

5. DOCUMENTAÇÃO

Imprimo sempre todos os comprovantes de tudo feito no Brasil (hotel, transportes, seguro, algum passeio comprado antes, etc.) e coloco numa pasta a qual levo comigo na mala de mão. Importante lembrar de que é essencial fazer um seguro viagem (nunca achamos que vai acontecer nada, mas podemos ler vários relatos de pessoas que precisaram). Para quem tem cartão de crédito platinum é oferecido um seguro viagem grátis. Basta entrar em contato com a sua bandeira que eles orientam o que deve ser feito.

6. ENFIM O RELATO...

16/08: Aéreo Rio-Lisboa às 17h10.

17/08: 1º dia - LISBOA
Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 5h30 da manhã. Lá mesmo compramos um Lisboa Card. Já havia lido sobre ele. Ele dá direito a transporte ilimitado de metro, transportes públicos da carris (ônibus, electricos e elevadores), trens da linha Sintra e Cascais e entrada grátis ou descontos em museus e monumentos. Fiz as contas e o de 72horas valeria a pena. Peguei um mapa da cidade, um mapa do metro e fomos de metro deixar as mochilas no hotel. Como o check in do hotel era somente a partir das 13h e ainda eram 7h, deixamos tudo no hotel e saímos para aproveitar o dia. Nesse primeiro dia aproveitamos para conhecer um pouco do centro histórico de Lisboa. Pegamos metro até o Rossio e de lá andamos pelo centro histórico de Lisboa – Rossio, Baixa Chiado, Praça do Comércio, rua Augusta, Largo da Sé, Catedral da Sé, Miradouro da Graça e um outro que não sei o nome até chegarmos ao Castelo de São Jorge onde entramos. É fácil andar a pé por Lisboa. Depois fizemos um passeio no electrico 28 que passa por ruelas e recantos de Lisboa. Depois de muito andar voltamos para o hotel umas 18h. Essa noite seria para dormir cedo, devido a viagem do dia anterior.

Sobre o hotel: ficamos hospedadas no Lisbon City hotel no Anjos. Foi o hotel mais caro da viagem (31euros/noite/pessoa), mas também um dos melhores. Tinha supermercado próximo e era a menos de uma quadra da estação do metro anjos. Cama e banheiros bons, frigobar e ar condicionado.


18/08: 2º dia - LISBOA
Acordamos cedo (sempre tento acordar cedo em viagens na tentativa de aproveitar o máximo possível) e fomos para Bélem. Pegamos metro até Cais de Sodré e de lá um ônibus para o bairro de Belém (tudo usando o Lisboa card, o que evitava filas para comprar tickts). Descemos em frente ao Mosteiro de Jerônimos e entramos na fila (que já estava grandinha). O lugar é muito bonito e vale a visita. Depois saímos e andando fomos até o monumento Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. E foi neste momento que descobrimos nosso erro. A fila para entrar na Torre era gigantesca sob o sol de meio dia. A fila não andava, pois tinha número máximo de visitantes e dependia da saída de pessoas para a entrada de outras. Ficamos um tempo na fila e desistimos. Foi aí que descobri que se tivéssemos comprado entrada combinada Jerônimos+Torre na bilheteria do mosteiro, poderíamos entrar sem ficar na fila. Mas em nenhum lugar tem isso escrito.
Dali pegamos um ônibus até o famoso pastel de Belém (dá para ir andando, mas como estava super calor e não iríamos pagar o transporte, fomos de ônibus que parou na porta). Não havia mesas vazias no interior e a fila para compra era enorme. Mas entramos na fila (que até andou rápido) e pedíamos pasteis para viagem. Vale a pena experimentar.
No ponto de ônibus em frente pegamos um ônibus para a estação de metro/trem Cais de Sodré onde pegamos um trem para Cascais (sem pagar devido ao Lisboa Card). A viagem tem duração de 40min. Conhecemos o centro da cidade que é bem bonitinho e almoçamos por ali mesmo (comemos um bacalhau ruim), depois andamos pela orla até chegarmos na Boca do Inferno (um local bonito e famoso para tirar algumas fotos). Voltamos também a pé até a estação de trem para voltarmos para Lisboa. Isso já era fim do dia. Nesse dia ainda fomos jantar na casa de um casal de brasileiros amigos da minha amiga. O Jantar foi excelente.
OBS: Estoril fica na mesma linha, duas estações antes de Cascais. Não paramos devido a falta de tempo.


19/08: 3º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos um bate/volta a Sintra. Lugar fantástico. Talvez o passeio que mais valha a pena. Adoramos aquele lugar.
Acordamos bem cedo para pegar o trem para Sintra às 8h11 que partia da Estação Rossio (40min). Chegamos em Sintra e estava frio e não fomos preparadas para isso. Tivemos que comprar um lenço (5 euros) para colocar nas costas, mas ao longo da manhã foi esquentando e somente no final do dia voltou a esfriar. Decidimos visitar o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e a Quinta da Regaleira nessa ordem. Logo na saída da estação de metro tem ônibus para o centro histórico (o qual é relativamente perto e dá para ir andando). Mas como compramos bilhete para ir até o Palácio da Pena e esse dava direito para ir ao centro historio, fomos de ônibus e lá pegamos outro que iria para o Palácio. Como chegamos cedo não havia fila para comprar as entradas (dessa vez já compramos junto às entradas para o Castelo dos Mouros para evitar filas – ambos com desconto com Lisboa Card). O Palácio é bonito e possui um jardim enorme que levaria horas para ser percorrido por completo, por isso optamos por não passear pelos jardins; compramos um sanduíche, pois já era meio dia e descemos a pé para os Mouros (sim, tem que ser a pé, pois o ônibus que passa pelo Palácio da Pena vai direto para o centro histórico para depois subir tudo de novo e assim passar pelos Mouros). Outra opção é ir primeiro nos Mouros e depois subir a pé (ou de ônibus) para o Palácio da Pena, mas a nossa opção foi a melhor e já conto o motivo. Outro lugar super legal para se visitar: Castelo dos Mouros. Andamos por todo o muro do castelo e tiramos ótimas fotos do lugar. Nesse momento já estava extremamente calor com um sol muito forte. Quando acabamos a visita esperamos o ônibus em frente ao Castelo que subia para o Palácio da Pena e depois seguia para o centro. O ônibus sobe lotado, mas a quantidade de pessoas esperando o ônibus no castelo não se compara com a quantidade de pessoas esperando o ônibus no Palácio, desse modo, nem metade das pessoas que esperavam o ônibus no Palácio conseguiu subir no ônibus naquele momento.
Descemos para o centro histórico (já era umas 16h), experimentei um doce típico chamado travesseiro (gostei bem) e fomos até a quinta da Regaleira (dá para ir a pé do centro histórico, mas fomos de mini ônibus porque não tínhamos certeza da distância e naquele momento tempo era precioso). Esse lugar é demais. Tem um Palácio sem grandes coisas, mas um jardim incrível que vale a pena ser explorado. Há vários monumentos, túneis subterrâneos, labirintos... Como está escrito no folder do lugar “o jardim é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. A demanda do paraíso é materializada em coexistência com um mundo inferus – um dantesco mundo subterrâneo (...)”. Vale a pena a visita. Um lugar único!
Saímos de lá era um pouco mais de 18h. Voltamos para o centro histórico, visitamos as lojinhas e jantamos uma massa em um pequeno restaurante. Nessa altura já precisamos usar novamente o lenço comprado pela manhã que não teve utilidade nenhuma durante o dia. Depois subimos a pé para a estação de trem. Na subida existe a doceria da Sapa onde vendem as típicas queijadas da Sapa, mas o local já estava fechado. Conseguimos experimentar o doce em uma loja no caminho que revendia. Gostei mais dos travesseiros.
Pegamos o trem de volta para Lisboa era mais de 20h. Chegando a Lisboa fomos para o hotel dormir. Foi um dia cansativo, mas muito produtivo. Cada momento valeu a pena.


20/08: 4º dia - LISBOA
Nesse dia fizemos uma excursão de van para Óbidos/Nazaré/Fátima/Batalha. Valor 60 euros/pessoa.
No hotel tinha várias propagandas de excursões para vários locais de várias empresas (inclusive para Sintra, Cascais, Estoril... as quais aconselho ir por conta própria), mas para esses outros lugares o transporte não era tão fácil e não conseguiríamos fazer tudo em um dia. Claro que fica corrido, mas achei que valeu. O dia estava muito quente! Inicialmente fomos para Fátima onde ficamos por 1h30. A Igreja mais antiga estava em reforma e não conseguimos entrar. Achei o tempo suficiente, pois não há muito que se ver. O tempo é pouco para quem quer assistir uma missa completa. Depois fomos conhecer o Mosteiro de Batalha; um mosteiro bonito e muito grande - local onde paramos para almoçar. Depois fomos até Nazaré (aí na verdade foi uma parada para ver do alto a vila de Nazaré e ver a capela onde Vasco da Gama rezou antes das grandes navegações). Por fim, fomos a Óbidos. Uma pequena vila cercada por um muro que se pode andar sobre ele. Local famoso pelo licor de ginja. Ficamos uma hora por lá. Chegamos a Lisboa antes das 18h. Saímos para comer na região perto do hotel mesmo, fomos ao supermercado e aproveitamos o resto do dia para descansar e dormir cedo já que no dia seguinte iríamos cedinho para o Porto.

OBS: você que está lendo deve estar se perguntando: e o Parque das Nações? Resolvemos deixar para o dia que retornaríamos a Lisboa para pegar o voo de volta já que teríamos um dia completo. Mais para frente conto.


21/08: 5º dia - PORTO
Saímos de Lisboa 8h09 da estação Oriente rumo à estação de Campanha na cidade do Porto. Chegamos ao Porto antes das 10h e fomos deixar as mochilas no hotel. Ficamos no hotel São Gabriel (25 euros/noite/pessoa) perto da estação de metro Bolhão e pertinho da rua comercial Santa Catarina. Hotel simples, com café da manhã simples, mas com boa localização. Só tivemos que usar metro no dia de ir embora. Fizemos tudo a pé. Nesse dia andamos pelas ruas do Porto até chegar à Ribeira; visitamos a Igreja de São Francisco. A entrada nessa Igreja é paga e pensamos duas vezes antes de entrar, mas que bom que entramos. A Igreja é pequena, mas muito bonita; toda trabalhada em madeira e ouro. O ingresso para a Igreja dá direito a conhecer um pequeno museu muito interessante onde tem um ossário. Achei que valeu a pena. Bem perto da Igreja está o Palácio da Bolsa. Apesar de caro (algo em torno de 12 euros) a entrada valeu muito a pena. A visita é guiada e é contada a história de cada local do palácio. O local é lindo e possui salas incríveis. Não deixe de entrar! Como a visita é guiada tem horários programados (em várias línguas) e número máximo de visitantes. Compramos o ingresso para a próxima visita em português e como tínhamos uma hora e meia de folga fomos até a torre dos clérigos. Claro que não deu tempo para subir na torre; foi tempo de chegar, conhecer a Igreja e voltar para o Palácio da Bolsa. Então, quando acabou nossa visita ao Palácio da Bolsa voltamos para Torre dos Clérigos, já era quase 18h e conseguimos comprar o bilhete antes do preço aumentar (sim, após 18h fica mais caro!). Na bilheteria a informação que estavam passando é que demoraria cerca de 2 horas para conseguir subir. Como estávamos ali pela segunda fez resolvemos ficar, mas a fila não demorou nem 40 minutos.
A visão do alto é bonita. Bem perto dali se encontra a Livraria Lello (local que inspirou a autora do Harry Potter) e eu fazia questão de conhecer, mas ao sair da torre a livraria estava prestes a fechar. Voltaríamos em outro dia.


22/08: 6º dia – PORTO – BATE/VOLTA BRAGA
Inicialmente (aqui do Brasil ainda) pensei em fazer bate/volta Braga e Guimarães no mesmo dia. Seria corrido, mas daria, pois já tinha pesquisado horários e transportes. Mas mudei de ideia durante a viagem. Nesse dia fomos a Braga com o objetivo de conhecer o Santuário Bom Jesus do Monte. Pegamos trem na estação São Bento (que por si só já vale a visita) e fomos até Braga (1h11min). Tem trem várias vezes ao dia). Em frente à estação passa um ônibus que vai até o santuário (aqui tem que ser de ônibus, pois é longe). Chegando ao santuário começou a chover e por isso subimos de funiculare, mas o objetivo era justamente andar pelas escadarias para apreciar o caminho. Ao chegar ao topo conhecemos a Igreja (que estava tendo um casamento no momento) e como a chuva estava fininha (e depois parou) descemos pelas escadarias. E é aí que vale a visita, descer ou subir pelas escadarias, pois a forma como foi construída a escada é que dá todo o brilho ao local. Achei que valeu a pena. Estávamos terminando a decida e começou novamente a chover fraco. Pegamos o ônibus e fomos para a cidade procurar um local para almoçar. Não achamos muitas opções e entramos em um restaurante que não tinha ninguém e que não dávamos nada por ele. Pedimos um bacalhau com batatas. Surpresa: estava delicioso!! Nesse momento a chuva já era muita e não deu para conhecer a cidade. Corremos para a estação (que não estava longe, mas foi suficiente para molharmos bastante) para tentarmos pegar o próximo trem que saía em 15 minutos. Chegamos ao Porto por volta das 17h e fomos novamente passear pela Ribeira. Tentamos de novo entrar na livraria Lello, mas a fila estava gigantesca e logo começou a chuviscar. Comemos e voltamos para o hotel. Tentaria a livraria no dia seguinte outra vez (o rapaz disse que domingo era o dia mais vazio).


23/08: 7º dia – PORTO – BATE/VOLTA GUIMARÃES
Dia de conhecer Guimarães. Pegamos pela manhã na estação São Bento o trem (1h17min - tem vários horários por dia). Chegando a Guimarães é fácil ir ao centro histórico, basta descer toda vida uma rua até se deparar com a muralha da cidade em ruínas onde está o emblemático: “aqui nasceu Portugal”. Pegamos um mapa e fomos andando e conhecendo as Igrejas e praças locais. Entramos para conhecer o Museu Alberto de Sampaio onde além do acervo próprio tinha uma exposição de catapultas. Entramos nesse museu porque tinha um cartaz com uma frase do escritor José Saramago dizendo coisas bonitas sobre o local, como é um autor que tenho apreço entrei. Mas não valeu a pena! Não tinha praticamente nada para ser visto. Continuamos a andar pelas ruelas de Guimarães e pelas simpáticas praças locais com o objetivo de chegar ao Paço dos Duques e ao Castelo. Chegamos, conhecemos apenas algumas coisas no interior (pois tinha que pagar para entrar e era caro e parecia não ter muito que se ver). Começou a chover. Descemos na chuva até a Praça de Santiago onde paramos para almoçar. Aqui paro para explicar uma coisa. Desde que eu cheguei a Portugal eu estava procurando “bochecha de porco preto” prato típico da região segundo meu pai (que adora cozinhar!). Até o momento não havia encontrado em lugar nenhum e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Pois bem, foi nessa pracinha que passando por restaurantes e lendo os cardápios das portas que encontrei o restaurante “tapas e manias” que tinha a tal bochecha de porco preto. Queria experimentar. E foi sensacional! ::otemo:: Um dos melhores pratos que comi na viagem. A carne é macia e super saborosa. Tanto é que é o único restaurante da viagem que sei o nome. A garçonete me explicou que esse prato é mais comum nessa região de Portugal, sendo difícil encontrar na região de Lisboa ou no sul do país. Já era mais de 15h e como a chuva permanecia, a solução era voltar para o Porto. A visita já valeu pela bochecha de porco preto, mas a cidade é charmosa e mesmo na chuva deu para conhecer.
De volta ao Porto fui finalmente conhecer a Livraria Lello. Três euros para entrar que pode ser convertido em compras. O local é lindo. Existe uma escada linda e super diferente, estantes até o teto e um teto lindo. Vale a pena conhecer. Minha vontade era passar horas lá dentro só admirando o local e aquele tanto de livros (eu adoro livros!!).
No dia seguinte teríamos que pegar um voo para Madrid às 6h30. Horário péssimo, pois teríamos que madrugar para chegar a tempo, e o aeroporto era muito longe de onde estávamos; além disso, não teria metro nesse horário e o taxi ficaria muito caro. A outra opção que eu havia pesquisado aqui do Brasil era um trem noturno com duração 10h e o triplo do preço. Pois bem, compramos o avião (70 euros mais 25 para despachar o mochilão). A solução que encontrei foi: trocar de hotel um dia antes da viagem. E assim fizemos! No final do dia pegamos nossa mochila e fomos de metro até um hotel em frente ao aeroporto (hotel Ar e Sol – diária 42,50 euros para duas pessoas). Dessa forma já estávamos em frente ao aeroporto. Realmente foi a melhor coisa que fizemos. Acordamos e fomos andando para o aeroporto. Deu tudo certo, apesar da noite ter sido péssima. Não dormimos bem preocupadas com o horário.

(.....continua....)
PS:Não consegui inserir imagens. :?:

#1160702 por Brunadm
03 Fev 2016, 13:27
24/08: 8º dia – MADRID – BATE/VOLTA TOLEDO
Chegamos ao aeroporto de Madrid 8h45. O aeroporto é longe do centro, mas é servido de metro. A compra do ticket para embarcar tinha que ser em máquinas e as máquinas eram confusas até se familiarizar com elas e com a intricada rede de metro de Madrid. Mas compramos o ticket até a estação Sol e fomos procurar o hotel.

Ficamos no Hostal Tijucal (20 euros/noite/pessoa), o pior hotel da viagem. Quarto muito pequeno e banheiro mínimo. Para usar o ar condicionado tinha que pagar uma taxa por dia (não lembro exatamente o valor). A localização era boa, pois era perto de estações de metro e restaurantes, mas havia barulho a madrugada inteira devido a um bar embaixo do hotel.

Deixamos as mochilas no hotel, almoçamos em um lugar ali por perto e fomos andando para a estação Puerta de Atocha pegar um trem para Toledo. Compramos passagens na hora para às 13h50. Não foram passagens baratas (cerca de 40 euros ida e volta de trem rápido – 33min), mas não quis comprar adiantado aqui do Brasil (era sim mais barata) porque iria engessar demais a viagem. Não sabíamos ao certo quando iríamos a Toledo e nem a hora que iríamos.

Chegando na estação de Toledo o ônibus 62 leva até a Plaza Zocodover no centro histórico. Tem a opção de comprar aqueles ônibus de dois andares sightseeing, mas não compensa, pois chegando ao centro histórico dá para fazer tudo andando. E o legal é andar e se perder pelas ruelas de Toledo. Chegando ao centro, com um mapa na mão e às vezes pedindo informações, fomos até a Catedral de Toledo. Entramos e pela primeira vez alugamos um fone com a história do local. Foi a coisa mais acertada que fizemos. A Catedral é impressionante! Gigantesca! E foi muito legal ouvir a história do lugar. Passamos horas ali. A entrada e o fone não foram muito baratos, mas valeu a pena. Depois fomos andando até Alcazar de Toledo, Monastério de San Juan de Lós Reys (não entramos) e Sinagoga de Santa Maria Blanca (estava fechada). Minha amiga estava super cansada e não aguentava mais (a noite anterior tinha sido ruim, pois madrugamos para pegar o avião), então voltamos andando pelas ruelas de Toledo até encontrar novamente a Plaza Zocodover. Dali pegamos um ônibus de volta a estação e voltamos para Madrid. Nesse dia não fizemos mais nada. Fomos direto dormir.


25/08: 9º dia – MADRID.
Hoje não madrugamos. Acordamos por volta das 9h e gastamos o dia em Madrid. Seria o único dia inteiro para Madrid. Um dia para Madrid é muito pouco, mas eu já conhecia Madrid e minha amiga achou ok. Fomos a Plaza Mayor, Palácio Cibeles, Plaza Colon, Templo de Debod. Paramos para almoçar e para comprar ingressos para o musical STOMP no teatro Calderón que era praticamente vizinho do nosso hotel (mas só abria após 13h). Depois andamos pela Av. Gran Via e fomos para o Parque Del Retiro. Um parque agradável, com um lago bonito. Como minha amiga queria muito, andamos de barquinho pelo lago – serviu para tirar ótimas fotos. Andamos pelos jardins do parque e íamos parando sempre que tinha algo para se ver até chegarmos no palácio de cristal. Depois andamos um pouco mais pelo centro até chegar a Plaza Del Sol. Voltamos para o hotel, pois teríamos musical nessa noite.

Adoro musicais e teatros. Quando estava montando a viagem eu havia pesquisado se teria algo em cartaz. Encontrei STOMP e Rei Leão (que já havia assistido, mas iria de novo se minha amiga quisesse). Só conseguimos comprar STOMP, pois Rei Leão estava esgotado. Compramos ingresso por 27 euros (quase o lugar mais barato do teatro). Era menos de um minuto do hotel. Chegando lá o rapaz da portaria falou algo sobre nosso assento e nos mostrou uma escada. Entendi que era para subir as escadas e entrar no primeiro pavimento. Fizemos isso. Ao procurar o assento indicado já tinha um casal sentado e fui falar com eles que deveria ter algum engano porque aquele era nossos lugares. Tivemos que chamar um ajudante do teatro para tirar dúvida e aqueles assentos eram realmente do casal. Os nossos lugares eram de mesmo número, mas no piso superior (bem que eu estava achando muito bom para o que tínhamos visto no mapa na hora de comprar). Pedi desculpas para o rapaz, mas disse que o atendente de baixo que havia orientado a subirmos para aquele piso. Aí que veio a surpresa! O rapaz disse: “ah sim! Hoje não vamos abrir o terceiro piso, pois poucos ingressos de lá foram vendidos. Vocês podem sentar aqui, venham comigo”. E nos levou a um camarote! Assistimos todo o musical de um camarote ótimo. Musical excelente. Incrível. Quem algum dia tiver a oportunidade assita! Ao término voltamos para o hotel para dormir. Dia seguinte era dia de acordar cedo!


26/08: 10º dia – MADRID – BATE/VOLTA SEGÓVIA
Dia de conhecer Segóvia. Compramos na hora passagens de trem AVE (rápido) saindo da estação Chamartin pela manhã que custou em torno de 30 euros ida e volta (35min). O trem rápido é realmente mais caro, mas a diferença de tempo gasto era enorme e achamos que valeria a pena. A estação de trem em Segóvia é no meio do nada. Parecia que havíamos chegado a um deserto. Chegamos sem pressa, fomos ao banheiro sem pressa e depois fomos procurar o jeito de ir ao centro. Aqui estava o nosso erro!! Quando fomos ver o ônibus que vai até o centro já tinha passado e levado todos os passageiros que desceram na estação; o último táxi levava o último casal em frente da estação. O próximo ônibus seria dali a 2 horas. Não tinha mais táxis. Andando levaria mais de uma hora. Bateu um desespero. Aí apareceu um casal de japoneses também desinformados que queriam ir até o centro. Ficamos por lá resolvendo o que fazer por uns 15minutos até que apareceu um táxi (ufaa!!!). Chamei o casal de japoneses para dividir o táxi com a gente e por fim, chegamos no centro histórico de Segóvia. O motorista do táxi muito simpático contou histórias da cidade durante o trajeto. Ao descer do táxi a paisagem já impressionava: um aqueduto enorme diante dos nossos olhos. Enorme e lindo! Impressionante! Logo na praça onde o táxi nos deixou (mesmo lugar aonde o ônibus vindo da estação para) tem um local de informações turísticas. Pegamos um mapa, o atendente muito simpático nos deu dicas do melhor percurso a percorrer (a pé). Dali andamos e passamos por Plaza Mayor, Catedral de Segóvia (nesse momento da viagem já tínhamos entrado em muitas catedrais, como era paga e mais de 6 euros não entramos; nenhuma “ganharia” da Catedral de Toledo), bairro judeu até chegar no Alcazár onde entramos. O local é bonito e achei que valeu a visita. Tem ônibus sightseeing que leva até lá, mas o gostoso é andar pela cidade e ir observando o caminho. Durante o trajeto passa-se por parte do muro da cidade onde pode subir. No dia que estavámos lá a entrada era grátis (normalmente 3 euros).

O prato típico de Segóvia é o Cuchinillo, um porquinho assado. O restaurante El Bernadino é tradicional e o mais cheio e dizem que muito bom. Queríamos experimentar, mas o porquinho inteiro seria um tremendo exagero. Em alguns restaurantes havia a opção de pedir um pedaço que vinha acompanhado com batatas. Não conseguimos vaga no El Bernardino e por isso entramos em outro restaurante. Gostamos médio do prato. É bastante gorduroso; uma refeição pesada. Não comeria de novo.

Nossa volta estava comprada para 16h. Pegamos o ônibus na praça aonde chegamos e fomos para a estação. Ao chegar em Madrid fomos conhecer o Palácio Real. Entrada 10e, mas às 18h a entrada era franca. Chegamos lá e a fila já era gigantesca. Conseguimos entrar e teríamos até 19h para conhecer (horário que fecha), mas deu tempo. O Palácio tem cada sala inacreditável. Papel de parede e lustres extremamente chiques. Depois fomos ainda para o Museu Del Prado que também seria grátis a entrada. Eu já conhecia, mas minha amiga não. O museu ficava aberto naquele dia até às 22h. Andamos pelas imensas salas até quase o horário de fechar. Depois voltamos para o hotel. No dia seguinte iríamos para Granada.


27/08: 11º dia – GRANADA
Acordamos cedo para pegar o trem na estação Porta de Atocha às 7h20 com destino a Granada. Esse trem vai até metade do caminho, depois temos que pegar um ônibus até o terminal de Granada (incluído na própria passagem). Não tem trem direto. Chegamos às 11h15 em Granada. Na estação pedimos informação e nos ensinaram a chegar ao centro da cidade. Teríamos que pegar um ônibus de um ponto ali perto. O motorista nos orientou onde descer. Descemos atrás da Catedral de Granada e dali fomos andando até a praça Bibrrambla onde estava nosso hotel.

Ficamos no hotel Los Tilos (42e/quarto/noite). Hotel ótimo! Quarto, localização e staff excelentes. Quando chegamos à praça havia muitos bombeiros e uma aglomeração de pessoas; tinha um prédio pegando fogo, mas a situação logo foi contornada. Deixamos as mochilas no hotel, fomos almoçar em um dos vários restaurantes da própria praça e depois andar pela região e pelo bairro mulçumano de Albacín até chegarmos ao Mirador de San Nicolas onde tem uma vista muito bonita para Alhambra. Fizemos tudo a pé. O calor estava muito e a subida para o mirador não foi fácil, mas com algum esforço chegamos. No retorno para o hotel, perto a um dos muros da catedral iria começar uma apresentação de tango. Paramos para assistir. Foi bem legal. Voltamos ao hotel, tomamos banho e saímos para a praça onde ficamos olhando lojinhas e jantamos. Estávamos muito cansadas.

Em Granada (como em outras cidades da Espanha) os estabelecimentos comercias fecham de 13h/14h às 17h/18h e depois ficam abertos até 21/22h.


28/08: 12º dia – GRANADA
Dia de visitar ALHAMBRA! Tínhamos comprado os ingressos adiantados aqui do Brasil. Acho que é o ideal a se fazer. Os visitantes são muitos e pode acontecer de não ter ingressos na hora. Compramos para a parte da manhã com visita ao Palácio Nazaries 10h30.

Para chegar a Alhambra existem dois ônibus: C3 e C4. Os dois saem do ponto de ônibus atrás da estátua da Rainha Isabel Católica e Cristovão Colombo no final da Gran Via. É fácil de achar e pedir informações se necessário. Na própria Gran Via, perto desse local, há uma loja de informações sobre Alhambra, onde pegamos nossos tickets de entrada. Ao comprar pela internet, você deve levar o cartão de crédito com o qual foi feita a compra e lá colocá-lo em máquinas específicas para retirar os ingressos.

Os portões de Alhambra abrem 8h30. Pegamos o ônibus C3 (saem vários do ponto. Não precisamos esperar praticamente nada) e descemos na Puerta de la Justicia (pois já havíamos ingressos e sai perto do Palácio Nazaries). Quem não tem ingresso ou precisa pegá-los deve descer na entrada principal (pabellón de acesso). Chegamos e preferimos ficar pela região do Palácio de Nazaries, pois como o horário é marcado, não podíamos correr o risco de perder nossa entrada. Então conhecemos o Palácio Carlos V onde havia uma exposição belíssima de fotografia de Alhambra. Logo depois já entramos na fila para Nazaries. O lugar é lindo. Possui paredes de estilo árabe maravilhosas. Depois fomos conhecer a Alcazaba (uma das áreas mais antigas de Alhambra) e depois fomos andando até chegar no Generalife (os jardins). Só saímos de lá quando iria fechar as 13h30 para os visitantes da manhã.

[*] Alhambra é lindo! Vários tipos de arquitetura em um só lugar. Fomos a Granada só para conhecer Alhambra e não me arrependi em nenhum momento. Mas Granada por si só já é um local que vale a visita. A cidade com suas diversas barraquinhas de chás e frutas secas, seus redutos árabes, os shows de tango nas praças publicas e sua gente simpática e prestativa fez toda a diferença.

Depois de Alhambra descemos de ônibus (o mesmo C3) para o centro onde almoçamos. Já havíamos feito check out no hotel, pois iríamos naquela noite de ônibus para Sevilha. Ficamos um tempo andando pelo centro, mas como o sol estava muito forte, fomos fazer hora no hotel. As mochilas estavam guardadas e ficamos um bom tempo na recepção esperando o sol baixar para depois andar um pouco mais e encontrar um novo show de tango na praça.

Nosso ônibus para Sevilha sairia 20h30 da rodoviária de Granada. Empresa ALSA (10 euros). Foi o melhor jeito (talvez o único) de ir para Sevilha. Saímos 17h30 para pegar ônibus para o terminal. Pegamos na Gran Via o ônibus LAC, descemos no ponto que o motorista orientou e com a mesma passagem pegamos o SN1 para a rodoviária. Seriam 3h de viagem e chegaríamos por volta das 23h30 em Sevilha.


29/08: 13º dia – SEVILHA
A viagem até Sevilha foi péssima! Um calor horrível (um ar condicionado fraco) e duas crianças mal educadas no banco de trás que ficavam batendo nas cadeiras e falando alto. Chegamos era meia noite. Acho muito ruim chegar à noite em uma nova cidade. À noite tudo fica mais difícil. A rodoviária de Sevilha fica na Plaza de Armas e eu sabia que era bem perto do nosso hotel. Mas as pessoas que pedimos informação não conhecia o nome da rua do hotel. Mas andamos para onde achamos que podia ser e por sorte, era! Achamos o hotel.

Quando estou montando a viagem eu já sei mais ou menos onde ficam os hotéis. Sempre tenho alguma noção de onde estão localizados, justamente para me ajudar a achá-los sem depender muito dos outros.

Ficamos hospedadas no Hotel AACR Museo. Hotel muito bom. Boa localização, quarto e banheiros ótimos (40e/quarto/noite). Chegamos mortas. Tomamos banho e fomos dormir!

Não acordamos muito cedo naquela manhã porque estávamos mortas. Acordamos por volta das 9h, tomamos café em um lugar perto do hotel e fomos conhecer Sevilha. Fomos até a Catedral que tinha uma fila gigante para entrar e custava 10e. Não entramos. Como disse já tínhamos entrado em várias Igrejas e a Catedral era no mesmo estilo da Catedral de Toledo. Fomos e entramos no Real Alcazar de Sevilha. Depois dos semelhantes que havíamos conhecido, o Alcazar de Sevilha não impressionou. Continuamos a andar e fomos até a Plaza de Espanha. Que lugar! Achei linda a praça. Nesse momento já fazia um calor insuportável. Estava difícil andar sob aquele sol quente. Já era mais de 13h e estávamos com fome.

No mapa vimos uma plaquinha RENFE depois de umas três quadras da Plaza de Espanha. Concluímos que poderíamos comprar passagens para Córdoba. Que arrependimento. Era mais longe do que parecia, não tinha nada aberto na região e quando chegamos era uma estação de trem, mas que não vendia passagens inter cidades. O único lugar para comprar naquele sábado a tarde e no dia seguinte (domingo) era na estação de trem Santa Justa. Já que estávamos ali pegamos um trem até Santa Justa para comprar as passagens e depois tivemos que voltar de ônibus, pois não valia a pena ir de novo para aquela estação longe de onde saímos. Perdemos um tempão. Fomos comer alguma coisa já era 15h. Nesse dia fomos mais cedo para o hotel devido ao calor. Era um calor incapacitante, seco e insuportável. Que lugar quente é Sevilha no verão. Voltamos a sair ao entardecer para comer e dormimos cedo nesse dia.


30/08: 14º dia – SEVILHA – BATE/VOLTA CÓRDOBA
Acordamos cedo, pegamos ônibus de um ponto a uns 10 minutos do hotel para ir para a estação Sevilha Santa Justa. Nosso trem para Córdoba sairia às 8h50. Da estação de Córdoba dá para ir andando até o centro histórico, basta descer a avenida que corta a estação. Logo encontramos a Catedral-Mesquita e entramos de imediato, pois ela iria fechar para visitação, pois teria missa. Poderíamos entrar para assistir a missa sem pagar ingresso, mas não daria para conhecer direito, tirar fotos e tinha gente vigiando. Vale a vista! Uma beleza diferente de todas as outras catedrais que havíamos entrado. Gostei muito! Depois andamos um pouco pelo centro, juderia, rua das flores (que não estava muito florida). O Alcazar estava fechado e não conseguimos entrar. Mais uma vez o sol castigava. Almoçamos rabo de touro, prato típico da cidade e bastante gostoso. Entramos no museu da tortura, pequeno museu com vários exemplares de “aparelhos” usados para tortura na época da inquisição. Muito interessante.
Não sei se era porque era domingo, mas muitos locais estavam fechados. Voltamos para Sevilha no final da tarde e não fizemos mais nada nesse dia a não ser sair para comer por perto do hotel.


31/08: 15º dia – SEVILHA
Acordamos cedo e fomos andando pelas margens do Rio Guadalquivir. Chegamos a Plaza de Toros e lá descobrimos que a entrada era gratuita das 15-19h nas segundas-feiras (no caso hoje!). Voltaríamos. Não conhecia uma arena de tourada, nunca havia entrado em uma. Andamos até chegar à Torre de Ouro e subimos (nesse dia também entrada livre). Dentro dela tem um pequeno museu com mapas, painéis das grandes navegações e miniaturas incríveis de caravelas. No topo a vista é bonita.

Depois atravessamos a ponte para tentarmos ir ao Museu da Carruagem, mas estava fechado. Depois andamos até chegar perto da Catedral onde se encontra o Arquivo das Índias, um lugar cheio de mapas e arquivos da época dos descobrimentos. Tinha um vídeo muito bom contando sobre Sevilha antiga. Repleto de história e conhecimento. Achei legal conhecer a história do local. A entrada é franca.

Paramos para almoçar e retornamos para Plaza de Toros umas 14h20. Surpresa para nós: já existia fila que só foi aumentando cada vez mais. As visitas são guiadas e há número máximo em cada visita. Conseguimos ingresso para a visita de 15h45 pela nossa posição na fila. Tentamos encontrar uma sombra e fizemos hora por ali mesmo já que não daria para ir a lugar nenhum nesse tempo. A visita é guiada e passamos pelos pontos principais do local, bem como por um museu com fotos, quadros e roupas típicas. A guia contou sobre a história das touradas, o que significava os prêmios, os símbolos (...). Foi muito legal. Eu não sabia nada sobre o assunto. De qualquer forma, continuo contra esse tipo de prática, pois acho que é muito sofrimento para um animal.

Depois andamos mais para ir até o monumento metropol parasol na Plaza de La encarnación. Um monumento moderno (e estranho) que pode-se subir como mirante. Fomos até ele, sentamos um pouco na praça, mas não subimos. Já tinha lido que era um pouco sem graça e compartilho dessa opinião. Depois voltamos para o hotel andando pelas ruelas de Sevilha e observando tudo por onde passávamos. Era o nosso último dia ali!

[*] Sevilha é quente demais no verão. É um calor insuportável e que chega a atrapalhar o passeio. Já tinha lido sobre isso, mas só depois que você sente na pele é que dá valor.
[*] Queria assistir uma ópera em Sevilha, mas não havia nenhuma no período que estivemos por lá. Na verdade em agosto é difícil achar alguma, pois é período de férias.


01/09: 16º dia – ALBUFEIRA
Tínhamos que voltar para Portugal, especificamente Lisboa, no final da viagem. Então quando estava preparando o roteiro achei que passar por Albufeira para depois ir a Lisboa seria uma boa opção. Diminuiria o tempo de viagem, teria transporte fácil e ainda conheceria um lugar que tinha ouvido falar bem em outros relatos por aqui.

Pegamos um ônibus com saída às 9h do terminal Sevilha Armas da companhia Eurolineas (12e) para Albufeira. Chegamos meio dia em Albufeira. O terminal em Albufeira é longe do centro e tivemos que pegar um ônibus circular. Existem algumas rotas de ônibus em Albufeira que são divididas por cores (vermelho, azul, amarelo...). Expliquei onde queria ir para a atendente do balcão de informações que orientou pegar a linha vermelha. Depois com a ajuda da motorista (muito simpática) descemos no ponto que era praticamente do lado do nosso hotel. Foi mais fácil achá-lo do que imaginávamos.

Ficamos no Hotel Vila Recife (41e/quarto/noite). Um lugar muito bem localizado. Acomodações simples e antigas com ar condicionado.

Estávamos com fome e paramos em um restaurante perto do hotel que tinha uma varanda com vista para o mar. Sentamos com aquele vista linda e eu pedi um espeto especial que vinha peixe, camarão e legumes. Excelente! Depois usamos o dia para conhecer a cidade. Andamos pelo simpático centro de Albufeira, andamos pela praia. Subimos de escadas rolantes para um mirante que visualizava o mar e onde passava um trenzinho. Pegamos esse trenzinho porque achamos que daria para conhecer um pouco da cidade. Não foi tão bom assim, pois não passava por muitos locais.
E passamos o dia assim andando pra cima e pra baixo no simpático centro histórico de Albufeira. Voltamos para o hotel para tomar banho e depois saímos para comer. São vários os restaurantes e as ruas estavam cheias a noite. Super agradável de andar.

Agendamos para o dia seguinte um passeio de barco que passaria por diversas praias bonitas da região, algumas cavernas. Achamos que seria bom fazer o passeio, pois não tínhamos muito tempo por ali e decidimos que não alugaríamos carro.


02/09: 17º dia – ALBUFEIRA
Acordamos, saímos para tomar café e aproveitar a manhã por ali mesmo. Não fizemos nada de diferente ou especial. Almoçamos e pegamos um taxi para a marina de Albufeira de onde sairia nosso passeio de barco. Antes do passeio de barco que seria 16h50, marcamos um parasailing para às 15h. Uma lancha que puxa uma estrutura tipo um paraquedas há vários metros de altura. Minha amiga queria muito ir e então fomos. Nunca tinha visto algo parecido no Brasil (mas parece que agora já tem algo semelhante em algumas praias). Dá medo, mas é emocionante. Foi muito legal. O passeio acabou em cima da hora de embarcarmos no nosso outro passeio, foi uma correria.

O passeio é feito em uma embarcação do tipo catamarã (não sei explicar diferenças de embarcações) e passamos por várias praias, paisagens e chegamos perto de algumas cavernas. Dizem que essa seria a rota dos Golfinhos, mas não vimos nenhum deles. Vimos o pôr do sol no trajeto de volta. Na volta ventava muito e passamos frio. Desembarcamos na marina era umas 19h30 e aí iniciou o problema. Fomos para o ponto de ônibus pegar um ônibus ou um taxi de volta para o centro. Ponto esse que fica em frente a Marina. Já estava escuro. Não tinha nenhum taxi no ponto de taxi e não passava ônibus. Pessoas que estavam também esperando tinham tentado ligar para o número que estava no ponto de taxi, mas ninguém atendia. Depois de uns 30 minutos passou um taxi cheio e pedimos para ele avisar para outros taxistas, mas passou mais uns 30 minutos e nada. Vi um ônibus passando longe, mas que não entrou na rua que estávamos; achei, então, que deveria ter outro ponto por perto. Eu, minha amiga e uma mãe chinesa com dois filhos fomos andando até chegarmos à avenida. Fomos subindo por ela até encontrarmos um ponto de ônibus. Ficamos ali mais um pouco até que passou um ônibus vazio com um motorista super mal humorado que não respondia nada direito para nós. De qualquer forma conseguimos chegar ao centro histórico, paramos para comer um sanduiche e fomos para o hotel dormir.


03/09: 18º dia – LISBOA
Madrugamos para ir até a estação de trem que não era exatamente em Albufeira, mas em Ferreiras. Nosso trem sairia às 7h23. Como li que a estação era distante, chamamos um taxi (1e para o hotel chamar...afff :? ) às 6h (mineiro não perde o trem!!!! :lol: ). Um taxista super simpático e falante nos levou em menos de 15 minutos a estação, naquele horário não tinha trânsito algum! Tivemos que ficar um tempão esperando.

Chegamos a Lisboa por volta das 10h30. Fomos ao hotel deixar a mochila e aproveitar nosso último dia de viagem. Ficamos no Pátria Hotel (45e/quarto/noite), um hotel extremamente simples, mas ok para se passar uma noite. Esse hotel foi escolhido em uma localização proposital. Como no dia seguinte teríamos que pegar o metro cedo para o aeroporto, escolhi um hotel na “boca”da linha vermelha do metro - no caso estação Saldanha, pois assim iríamos direto para o aeroporto sem fazer baldeações.

Deixamos as mochilas no hotel e pegamos o metro para a estação Oriente que está de frente para o shopping Vasco da Gama. Atravessando o shopping e saindo pelo outro lado estamos no Parque das Nações! Como já estávamos com fome, almoçamos na praça de alimentação do shopping e depois fomos visitar a região. O Parque das Nações é uma região moderna de Lisboa construído para a Expo de 98. Andamos pelas margens do Tejo, pelos jardins locais e visitamos o oceanário de Lisboa. O local é legal para crianças e adultos. Grandes tanques com diversas espécies de animais marinhos.
Existe no parque um teleférico que liga uma ponta a outra do parque, mas não fomos, pois achamos sem graça.

Depois de passearmos pelo Parque das Nações rodamos um pouco pelo shopping e pegamos o metro de volta para o hotel. Tomamos banho e depois andamos um pouco pela região, comemos e fomos dormir.


04/09: RETORNO PARA BRASIL
Acordamos cedo e pegamos o metro para o aeroporto. Nosso voo era 9h35. Não gosto de voos durante o dia, mas quando compramos não havia a opção de voos noturnos de volta.


[*] Portugal. Estávamos deixando Portugal com uma imensa vontade de retonar aquele país. Portugal me surpreendeu positivamente em todos os aspectos. País de belas paisagens, de um povo educado e hospitaleiro, de culinária deliciosa. O meu apreço e respeito por esse país cresceu demais. É um lugar que indico a todos que puderem conhecer e que quero voltar um dia. ::love::

[*] Espanha. Conheci apenas uma parte de um país rico em história e cultura. Para dizer que eu conheço a Espanha ainda falta muito! Posso dizer que a Andaluzia é linda e cheia de cultura. E que vale muito a pena viajar por ela. ::love::



Agora é escolher um novo destino para as próximas férias (que ainda nem sei quando serão) e ler, pesquisar, planejar (...) um roteiro. :D


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