Recife, Maceió, Natal e João Pessoa

Relatos de Viagens na Região Nordeste do Brasil (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe)


Recife, Maceió, Natal e João Pessoa

Mensagem não lidapor Lucélia Barcelos » 14 Out 2008, 18:40

Temos 7 anos de casados, e todos os anos (quando possível) procuramos viajar, sempre no mês de abril. Antes de nos casarmos não conhecíamos nenhum lugar, e tanto eu quanto meu esposo só viajávamos para casa de familiares... até o dia em que nos casamos. Desde nossa primeira viagem (lua-de-mel, é assim que chamamos cada viagem) prometemos que sempre viajaríamos e que conheceríamos o máximo do Brasil (Esse país é muito lindo, por isso precisamos explorar, conhecê-lo melhor).
Assim que nos casamos (2001) fomos para Caldas Novas, passamos 10 dias lá e podemos dizer que realmente conhecemos Caldas (passeio de trenzinho, casarão, Lagoa Quente, Jardim Japonês, Hot Park, Serra de Caldas). No ano seguinte (2002) no nosso aniversário de 1 ano fomos para Fortaleza, como mencionei antes nós não conhecíamos outros lugares, então foi a primeira vez que conhecemos praia e que viajamos de avião, só que uma semana foi pouco só deu pra conhecer Iparana (ficamos no SESC de Iparana), Icaraí, Cumbuco, Morro Branco, Praia das Fontes, Beach Park e Canoa Quebrada, mas um dia voltaremos pra conhecer o que faltou. Em 2003, quando completamos 2 anos não deu pra viajar porque eu estava em um novo emprego e só tinha 1 mês neste. Mas em 2004 fomos comemorar nossos 3 anos em Porto Seguro, aqui foi nossa primeira viagem com pacote (vimos que é melhor sem pacote, aliás pra Porto Seguro o melhor foi pacote mesmo porque a passagem era R$ 300 só ida e por pessoa e o pacote era R$ 570 então valia a pena), e no finalzinho de 2004 fomos para Caldas Novas de novo, mas só ficamos 3 dias (pra acabar um pouco com o stress). Em 2005 fiquei desempregada e doente por isso não viajamos, mesmo porque estávamos programando de mudar pro sul (que é minha paixão, apesar de não conhecer... ainda) o que acabou não dando certo. Em 2006 estávamos os 2 desempregados, mas mesmo assim fizemos a loucura de viajar, como a grana não poderia ser gasta com uma viagem nova, diferente, optamos por ir pra Caldas mesmo passamos 5 dias dessa vez e conhecemos o Di Roma, o Náutico e voltamos no Hot Park. Em 2007 só venceria as férias em agosto. Mas em 2008 descontamos, tiramos o atraso.
Passamos aproximadamente 10 meses planejando uma viagem para o sul, no entanto mais uma vez não deu certo e optamos pelo nordeste, aconteceu que o Luciano tiraria as férias no mês de outubro de 2007, foram adiadas. Marcada novamente para o mês de março de 2008, escolhemos este mês por ser ainda verão acreditávamos teria mais chance de estar quente por lá, visto que o mês de abril é um mês de chuva preferíamos antecipar nossa lua de mel de comemoração de 7 anos de casamento. Acontece que mais uma vez foram adiadas. Apesar de saber que isso comprometeria a viagem para o sul o que me deixou extremamente chateada tentei olhar o lado bom, afinal o ideal seria viajarmos no nosso mês de aniversário de casamento, como sempre fizemos, mas confesso que mesmo me esforçando para olhar o lado positivo o fato de mudar o roteiro me entristeceu demais, por mais que eu tentasse planejar o nordeste não foi como planejar o sul (que me dava empolgação de pesquisar cada cidade, os costumes, os pontos turísticos, hospedagens...) Mas voltemos a falar do nordeste, não quis pesquisar muita coisa e por mais que olhasse uma atração ou outra não achava tão interessante como o sul. Pedi ao Luciano que decidisse para onde iríamos, até sugeri Caldas Novas (só para ter uma idéia do meu desanimo). Por fim escolhemos Natal, fomos fazer uma pesquisa de preços de pacote e para nossa surpresa R$ 1.150,00 por pessoa (preço de alta temporada), desanimamos e vimos que seria melhor ficarmos aqui por perto para economizarmos, já vínhamos juntando um dinheiro há mais ou menos 5 meses, mas decidimos que usaríamos para outro fim que não viagem.
Para minha alegria choveu o mês de março inteiro na região sul, o que me animou que teria uma chance de fazer sol no mês de abril, orei muito por isso, mas infelizmente não acreditei na minha oração e perdi o sol que fez no mês de abril e peguei uma chuvinha no nordeste (fala sério!? eheheheheh).
Vimos no site da Gol e da Varig que tinha uma promoção em vigência para compras de passagem aérea na primeira semana de abril, sendo que o vôo poderia ser até o dia 30 de abril, mas para participar era necessário comprar ida e volta. Essa promoção era imperdível!!! A Gol fazia o trecho aéreo por preço de rodoviária o que dava em torno de R$ 280,00 o trecho, já a Varig para comemorar a compra de novos trechos pela empresa, colocou todos os trechos, exceto Fernando de Noronha, por R$ 48,00 (Sem brincadeiras!) essa era nossa chance de irmos à praia. Ficamos na dúvida entre Porto Alegre, Florianópolis e Recife (a Varig só operava Fortaleza, Recife e Salvador no nordeste). Como ficamos com medo do tempo virar no sul optamos por Recife, como nosso objetivo era Natal pensamos em chegar de ônibus de Recife para Natal.
Comprar os bilhetes pela Internet estava uma missão pra lá de impossível, ficamos o dia 1º e o dia 02 indo o tempo inteiro na Lan House, no dia 03 às 8h da manhã lá estávamos nós novamente, mas não conseguíamos concluir a compra, pegamos uma lotação e fomos parar lá no aeroporto, para nossa surpresa não éramos os únicos que não conseguiam comprar e pegamos uma fila e-nor-me. Depois de umas 2h estávamos com nossos bilhetes agendados para 04 de abril a ida e 20 de abril o retorno. Corremos para casa para arrumarmos as malas e comprarmos o que estava faltando afinal no dia seguinte às 8h estaríamos no aeroporto para o check-in.

O dia 04 chegou e com ele muita água, alguns chamariam de chuvarada, outros de enchente, mas eu prefiro chamar de dilúvio... Justo naquele dia e naquela hora, como faríamos para chegarmos na parada com mala e tudo. E o pior esperar uma lotação e ficarmos esmagados e encharcados de água.
Pois bem pegamos um guarda chuva e fomos para a parada, chegamos no aeroporto com os tênis ensopados, fizemos o check-in e fomos avisados que o avião atrasou ao sair de Porto Alegre e que portanto teríamos 30 minutos de atraso para o embarque, até aí tudo bem. Entramos e aguardamos não 30 minutos, mas 4 horas. O vôo que estava marcado para 9 horas atrasou tanto porque o avião não teve permissão para pousar devido o mau tempo que estava em Brasília e teve que desviar para Belo Horizonte. Aguardamos com esperança de que logo tivesse permissão de pouso e retornasse o mais rápido possível para Brasília. Estávamos com fome afinal já eram 12h, não estávamos preparados com algum lanche na bolsa afinal pegando o vôo no horário de 9h estaríamos em Recife às 11h30, chegaríamos já para o almoço. Mas voltemos à realidade, já se passavam 3 horas de atraso e a fome já apertava, fizemos um lanche para agüentarmos até o lanche ser servido no avião. Comemos um pão de queijo e um copo de suco de laranja (cada um) no aeroporto o que nos custou quase R$ 10,00 (Isso sim é um assalto! Na lanchonete dos meus pais não daria nem R$ 4,00).
Enquanto aguardávamos vimos uma propaganda do governo de Alagoas mostrando a orla de Maceió, achamos lindo e a propaganda dizia que aquela era a orla mais bonita do Brasil.
Chegou a hora do embarque (Graças a Deus), eu já não agüentava de tanta dor de cabeça, acredito porque dormi pouco na noite seguinte preocupada em perder o horário do vôo e também por ter ficado com fome. Decolamos às 13h e chegamos em Recife (Aeroporto dos Guararapes) às 15:30 estava um calor insuportável, mas esse dia estava bastante úmido, diferente dos dias seguintes que me senti em Brasília. Ao chegarmos no aeroporto ligamos para a Pousada Pirata localizada na praia de Candeias, o gerente que se identificou como Roberto disse que tinha diária para casal a partir de R$ 30,00 pedimos informação para um rapaz para chegarmos em Candeias, ficamos um tempão na parada e nada do ônibus passar, sem opção pegamos um ônibus para Boa Viagem.
Fomos para Boa Viagem porque pensamos “é a praia mais conhecida de Recife portanto deve ter mais infra-estrutura para turismo” , como não fizemos reserva de hotel (afinal compramos a passagem no dia seguinte, não tivemos tempo para nada) fomos para Boa Viagem com a esperança de encontrarmos um hotel ao lado do outro e uma avenida enorme de restaurantes.
Recife escurece cedo às 17h já está bem escuro parecendo 19h de Brasília, por isso não dava para perdermos tempo procurando uma boa hospedagem, ficamos na primeira que vimos e deixamos para trocar de hospedagem no dia seguinte, também fomos advertidos que Recife era muito perigoso e que seria arriscado andarmos com bagagem para cima e para baixo. Vimos uma pousada chamada Pousada Boa Viagem que cobrava R$ 65,00 a diária para casal (tivemos que ficar por falta de opção, não conseguimos encontrar nada mais por perto), tomamos um banho e saímos para procurar um local para jantarmos e também para vermos se encontraríamos outros hotéis mais em conta. Andamos bastante e só encontramos um local para comermos era o Disco do Gaúcho, era um picadinho de carne com calabresa e cebola servidos num “disco”. Ele nos deu várias dicas e disse que para chegarmos em Porto de Galinhas bastava caminhar até o aeroporto (que acabamos descobrindo que era bem próximo e nem precisava de ônibus) e pegarmos o ônibus da Vera Cruz com destino a Porto de Galinhas e que passava de 30 em 30 minutos, o valor da passagem era R$ 5,45 (as agências de turismo receptivo cobravam R$ 35,00 por pessoa).
A Pousada tinha o frigobar todo enferrujado (todo é todo mesmo) chegava a dar nojo. Não era uma pousada muito limpa, e também não gostei da dona que era super estúpida com os funcionários (eu odeio esse tipo de gente que pensa que pode sair humilhando todo mundo só porque paga, o que essa gente esquece é que paga pelo serviço e não para insultar o empregado), juntando tudo isso não suportaria ficar mais um dia se quer naquele lugar. Além do mais, o café da manhã era muito sem graça, tinha algumas fatias de queijo amarelo, suco, leite, pão de sal (mini), biscoito de água e sal e banana.
Como se não bastasse a pousada nojenta, a dona da pousada insuportável, falta de restaurante (nem cachorro quente encontramos por ali), Recife era insuportavelmente fedorento, passavam dois canais cortando a cidade e estava cheio de esgoto, era super nojento. De noite vi no jornal local que Olinda estava cheia de esgoto e sujeira pelas ruas e com a chuva que dava lá (em Olinda) fazia o esgoto subir e até entrar nas casas. Com essa notícia desistimos de conhecer Olinda, se ali em Recife já estava insuportável imagina em Olinda, nem pensamos duas vezes antes de desistir. Mas isso não era tudo, o que tinha de mendigo por ali chegava a ser deprimente, em um semáforo tinha uns 4 (de famílias diferentes), eram diferentes daqui de Brasília que encontramos muitos vendedores nos semáforos, lá você não encontra vendedores ambulantes só pedintes mesmo. Você não consegue ficar parado em algum lugar sem ser abordado pelo menos 3 vezes. Aqui em Brasília tem pedintes também, mas também tem vendedores no semáforo, diferente de Recife. Aqui em Brasília os motoristas de carro, ônibus, moto não interessa o meio de transporte, adoram buzinar, mas descobri que em Recife é pior, não suportava mais ouvir buzina, todo mundo sabe que carro tem buzina, não precisa ficar mostrando.

Dia 05 acordamos cedo jurando que já tínhamos perdido todo o tempo do dia e que ficaria bem mais apertado para procurarmos uma nova hospedagem, o sol já estava mais do que quente, pensamos ser umas 9 horas, quando para nossa surpresa vimos que ainda era 7 horas (mas o sol estava violento). Fomos tomar o café da manhã e partimos para Candeias, primeiro só para conhecer o local e vê se valia a pena trocar o centro por uma praia mais afastada, e também vê se tinha mesmo hospedagem a R$ 30,00 e se era bom (não levamos bagagem porque quando a esmola é demais o santo desconfia!). Chegando lá a Pousada Pirata era bem arrumadinha e limpinha, o Roberto nos mostrou o quarto de R$ 30 que tinha ventilador, tv a cabo e chuveiro frio. O de R$ 50 tinha frigobar, ar condicionado e chuveiro quente. Optamos pelo de R$ 30 porque passaríamos o dia na rua, não precisaríamos de muita coisa, e banho quente naquele lugar estupidamente quente, sem chance! Mesmo eu que amo banho quente não toparia encarar isso no nordeste. A pousada era pé na areia, a praia era bonitinha o que nos animou bastante e o melhor estaríamos livres daquele fedor medonho de esgoto que tinha em Recife.
Pedimos para que ele guardasse um quarto que iríamos buscar nossas malas e iríamos na rodoviária, mas logo depois voltaríamos para nos hospedarmos por lá.
A nossa diária na Pousada Boa Viagem terminaria às 14 horas, precisávamos de rapidez. Pegamos um ônibus e fomos para o aeroporto, estava preocupada com a hora, com medo de não dar tempo de voltarmos antes das 14h e ainda pagar mais uma diária naquela pousada tenebrosa. Foi quando o Luciano me avisou que ainda eram 9h30. Fomos tentar uma passagem promocional da Tam ou da Gol para Natal (R$ 50,00 nesta última) mas infelizmente não conseguimos, de lá pegamos um ônibus para o terminal de Afogados e de lá pegamos um metrô para a Rodoviária (isso era do outro lado do mundo), o metrô não tinha ar condicionado o que nos fazia suar mais que tudo e ainda fiquei com uma dor de cabeça tenebrosa. Compramos passagem para Maceió, afinal depois que vimos aquelas imagens lindas decidimos gastar alguns dias lá em vez de perdermos tempo em Recife. Almoçamos na rodoviária mesmo. De lá pegamos um metrô para a estação Joana Bezerra e de lá pegamos um ônibus para Boa Viagem. Chegamos na pousada encerramos nossa conta e partimos para Candeias, o único problema era que em Candeias não tinha restaurante por perto o que fomos obrigados a lanchar um x-tudo na única lanchonete da rua, que ficava coladinha a Pousada Pirata. Segundo o Roberto lá era um lugar muito movimentado tinha restaurantes, pousadas e eram sempre cheios só que eles reuniram (proprietários) para contratar segurança pra ficar na rua olhando os carros de quem estava hospedado ou no restaurante (que me parecia ser tipo uma boite pelo que ele falou), e esse restaurante era o que tinha de mais movimentado lá, só que o dono (murrinha) não quis participar da “vaquinha” pra pagar os seguranças, por ser um local muito movimentado começou a acontecer furtos e por falta de segurança o povo foi deixando de freqüentar o lugar o que quebrou muitos restaurantes e pousadas dali, mas a Pousada Pirata junto com um motel que tem vizinho tinham contratado seguranças pra vigiar o local próximo a eles, e eles tem segurança até hoje. Mas por conta de tudo isso (da “mão de vaca” de outros proprietários) hoje não tem mais restaurantes por ali. Fomos tomar banho na água gelada que estava maravilhosa, quase não saíamos de lá, estava bom demais para sairmos e logo suar de tão quente que estava Recife. (http://www.pousadapirata.com)
No dia 06 acordamos 5h achando que já eram 7h. Fomos até a praia tirar algumas fotos e esperarmos o café da manhã que só começava a ser servido às 7h. A praia já tinha alguns pescadores e por ali já se ouvia “Créu” num som bem alto (sem exageros!).
No dia anterior seu Roberto nos explicou como chegaríamos a Porto de Galinhas dali sem precisarmos de voltar até o aeroporto e só aguardávamos o café da manhã para partirmos para Porto de Galinhas. Quando enfim pudemos tirar a barriga da miséria ficamos surpresos com aquele café da manhã que era servido na nossa mesa (tudo aquilo só para nós dois), tinha 4 pães, 2 ovos fritos, 8 fatias de presunto, 6 de mussarela, biscoito de doce e de sal, manteiga, geléia, bolo, mamão papaia, banana, leite, café e, o melhor, suco de manga feito da fruta.
Terminado o momento ma-ra-vi-lho-so do café da manhã (e diga se de passagem que comemos tudo que foi servido) fomos para a parada começarmos o que seria uma verdadeira jornada, uma viagem (aliás tudo que se precisa fazer por lá de ônibus é uma viagem). Pegamos uma lotação até Pontezinha, de lá pegamos outra lotação para Cabo de Santo Agostinho e de lá um ônibus para Porto de Galinha que dava uma volta imensa, chegamos cansados em Porto de Galinhas.
Descemos do ônibus e de cara nos deparamos com vários pedintes (o que já não era mais nenhuma surpresa). Entramos no mercado para comprarmos água e de lá seguimos até a praia, fomos abordados por um rapaz que oferecia o passeio de jangada às piscinas naturais. Perguntamos o preço e como achamos em conta fomos (R$ 8,00 por pessoa), antes de chegarmos à jangada ele nos perguntou de onde éramos como já havíamos combinado de dizer que éramos de Uberlândia (é que quando se fala que é de Brasília as pessoas pensam que somos envolvidos com política ou que somos servidores públicos, em outras palavras eles tem a ilusão que em Brasília não existe pobre), quando respondemos o rapaz ficou todo empolgado perguntando se éramos fazendeiros (a mentira ficou foi pior, antes se tivéssemos assumido que éramos de Brasília), neguei dizendo que fazendeiro tem é no Goiás, mas ele não acreditou e disse que estávamos mentindo que éramos pobres, mas que ele sabia que éramos fazendeiros... Melhor nem discutir! (Olha eu detesto mentira e a vez que eu resolvo contar uma dá nisso, não tenho vocação pra mentira mesmo)
Subimos na jangada do seu Arlindo que é um senhor super simpático, fomos nós dois e 3 pessoas dali mesmo de Pernambuco. Quando chegamos às piscinas naturais eu estava simplesmente eufórica com aquele tanto de peixinhos, colocamos máscaras e fomos nadar com eles, já tínhamos comprado uma máquina aquática descartável para esses momentos (pena que as fotos não prestaram), demos comida para os peixes em nossas mãos e vimos o recife em forma de mapa do Brasil (uma obra de Deus simplesmente magnífica), o Luciano pegou no ouriço do mar (me faltou coragem, confesso...).
A maré subiu e fomos para a praia, nadamos um pouco e tivemos que sair para tomar água de coco é que o mar de lá é muito salgado o que me deixou um pouco enjoada. Depois fomos almoçar era R$ 7,00 o PF (arroz, feijão, farofa, salada e peixe frito) estava muito gostoso, o peixe bem temperado. Voltamos para a praia e para nossa surpresa a maré já estava tão alta que a faixa de areia era mínima. Nadamos mais um pouco e resolvemos voltar para Candeias (a viagem seria longa e como já era 4h o sol já era fraco, não se esqueça que 5h lá já é noite), fomos tirar fotos com as galinhas (o que é inevitável), fotografei com tanta galinha que mais um pouco eu cacarejava, acabei ficando com vergonha de fotografar com todas e deixei isso pra lá. Pegamos o ônibus e descemos no aeroporto, de lá caminhamos até Boa Viagem de onde pegamos ônibus para Candeias, descobrimos que a passagem de ônibus dentro de Recife aos domingos é apenas a metade do preço (Adoramos!!!).
Chegamos em Candeias e fomos comer o X-tudo e provar o picolé da marca Zeca’s (é o há no nordeste).
Neste dia gastamos R$ 23 só de passagem, mas esse valor foi para nós dois (3 ônibus para Porto de Galinhas e 2 pra Candeias)

Dia 07 tivemos mais um café da manhã ma-ra-vi-lho-so, terminamos e fomos para a rodoviária (uma viagem até chegar lá... ônibus para o terminal Joana Bezerra e de lá um metrô para a Rodoviária, pelo menos desta vez o metrô tinha ar condicionado). Não posso deixar de comentar que os “HOMENS” motoristas do metrô nunca paravam no terminal corretamente (como somos acostumados em Brasília) toda estação era necessário dar uma ré, já a MULHER que dirigia sempre parava corretamente (palmas para as mulheres!!!!!)
Pegamos ônibus e fomos para Maceió (a passagem foi de R$ 63,80 para nós dois já com taxa de embarque) chegamos lá e fomos num balcão de informações, pegamos o telefone de algumas pousadas e ligamos. Não posso deixar de comentar que o banheiro nesta rodoviária é pago. Pegamos ônibus e fomos para Pajuçara, ficamos hospedados a uma quadra da praia na Pousada Glória que também não tinha água quente (Ainda bem!) a diária era de R$ 50 o casal incluso café da manhã, essa pousada fica em cima de uma panificação (como eles chamam panificadora, padaria) que era do mesmo dono da Pousada, que aliás tinha outros imóveis por ali também essa não era a única pousada dele talvez tenha quarto com chuveiro quente, mas se for em época de calor pode dispensar o banho quente. Por coincidência o dono da Pousada também era Beto. Colocamos nossas malas no quarto e fomos jantar no Truffas, um restaurante no Pavilhão do Artesanato, comemos hambúrguer com ovo (é que eu estava louca para comer um hambúrguer, como tinha que jantar juntei o útil ao agradável). Pena que o jantar não estava muito bom estava com um gostinho de queimado e o feijão não era muito bom também não. Andamos um pouco na orla e conversamos com alguns guias de turismo na praia, o preço dos passeios era tabelado, olhamos com vários guias e o preço era o mesmo. Notamos que o mar de Maceió era tão calmo que mais parecia uma piscina e para nossa surpresa 20h ainda tinha gente nadando.

Dia 08 acordamos cedo e fomos tomar o café da manhã na lanchonete Glória que fica colada na Panificação de mesmo nome e que pertence ao seu Beto. Comemos 2 mistos quentes (cada um) e um copo de suco da polpa. O misto era bem recheado e não conseguimos pedir mais nada para comer (além do misto você pode comer outras coisas que também fazem parte, mas eles servem o misto primeiro e se você quiser eles servem as outras coisas, mas 2 mistos bem recheados com um copo de suco já estava de bom tamanho) . Saímos para um passeio até Maragogi (R$ 50 por pessoa) às 7h30, fomos de van com a empresa Jaraguá o motorista era o seu Anysio (um senhor de sotaque engraçado, como todos de Maceió e que fazia piadas super sem graças, não consegui ri com nenhuma, mas ele era bem simpático e nos atendia muito bem). Ao chegarmos em Maragogi após quase 2h na van, fomos para um passeio de catamarã até as galés, tivemos que andar muito para chegarmos até a catamarã é que a maré estava tão baixa que não era possível a catamarã aproximar, foi chegando na embarcação que descobrimos que havia água viva no mar, uma colega de passeio foi queimada (nem precisava dizer que entrei em pânico e acelerei para subir na embarcação) depois de algum tempo enfim chegamos às galés, o mar era muito verde e lindo, mas quase não tiramos fotos, foi até uma sugestão do guia Felipe que aconselhou dizendo que seria impossível nadar segurando máquina fotográfica, como decidimos fazer um mergulho achei que me contentaria com as fotos desse momento que seria mais do que marcante. Após alguns minutos na água debaixo de sol torrante comecei a sentir dor de cabeça e devido a isso o Felipe não deixou que eu fizesse o mergulho (ele foi muito profissional, talvez se fosse outro deixaria afinal seriam dois pagantes). A maré subiu e já era hora de sair da água, custei chegar até a catamarã porque já estava bastante fundo (ainda bem que não levamos a máquina fotográfica). Comi um queijo assado ainda na água, para compensar (como se fosse possível) a minha frustração por não ter feito o mergulho. Sempre tive muita vontade de mergulhar, mas sempre faltou coragem e achava muito caro R$ 150 para um mergulho, sei que vale a pena, mas não posso fazer essa graça... o dinheiro é curto e para dois dá R$ 300. Ali em Maragogi estava R$ 60,00 e senti segurança devido o mar ser calmo como uma piscina. Até hoje estou decepcionada por não ter mergulhado, mas quem sabe um dia terei uma nova oportunidade num local tão legal e seguro como Maragogi.
De volta a areia já era hora de almoçar, tomei água de coco antes do passeio, agora era a vez da Coca-Cola, pedimos uma porção de carne de sol que dava para duas pessoas(o prato mais em conta). Terminado o almoço fomos tirar fotos na praia e nas redes do restaurante.
Obs: não tinha restaurantes por perto para que pudéssemos buscar uma opção mais barata.
Voltamos para Maceió super cansados e com muito sono. Tomamos um banho gelado e fomos comer tapioca (não gostamos muito porque a doce é feita com massa salgada, uma mistura nada legal, mas a de queijo já era melhorzinha... o problema também é que a moça que trabalha na lanchonete dos meus pais faz uma tapioca divina, já te disse Diana você é a rainha da tapioca... faz uma tapioquinha pra mim? kkkkkkk... então acabamos comparando a tapioca de Maceió com a tapioca da Diana).

Dia 09 repetimos o café da manhã e fomos novamente com o seu Anysio para Piaçabuçu, uma cidadezinha no interior de Alagoas onde fizemos um passeio de barco (com frutas na embarcação) pelo Rio São Francisco (que divide os estados de Alagoas e Sergipe) até o Delta de São Francisco. Fizemos várias fotos (comprar o tripé foi uma excelente idéia). Até nadei de costas na água entre as dunas, pena que só descobri que tinha muita lama no fundo quando cheguei quase na metade, o jeito foi terminar de chegar nadando, o que me deixou muito cansada. A guia se chamava Juliana eu não entendia quase nada do que ela falava. Voltamos para Piaçabuçu para o almoço que já estava incluso no passeio (R$ 55 por pessoa – incluso o traslado até Piaçabuçu, o passeio até o Delta e o almoço). Comi um bobó de camarão maravilhosamente gostoso. Repeti mesmo e daí?! Tiramos mais fotos pela cidadezinha. Demos um pause quando percebemos um monte de meninos chegando para nos ver fotografar com o tripé e usando o disparador automático, ficavam gritando por outros coleguinhas para irem ver nós dois fotografando, fiquei com vergonha (sou muito tímida e não gosto de ser observada) e ao mesmo tempo com dó, eles não são acostumados com essas coisas, Piaçabuçu é aquele interior que todos se conhecem.
De volta para Maceió fomos comer tapioca novamente, era uma opção barata para o jantar kkkkkkkkkkkk.

Dia 10 era o dia que havíamos escolhido para conhecermos a Praia do Francês e do Gunga, mas não deu para irmos, eu estava me sentindo mal de tanto andar de barco, escuna e coisas do tipo, quando ficava em terra firme tinha a sensação de estar em alto mar, ficava chacoalhando minha cabeça. Fomos alertados que na Praia do Francês não dava para nadar os dois e deixar a bolsa na praia que roubavam, do Francês iríamos de lancha para Gunga (Alto mar de novo nem pensar eu já estava tonta com esse negócio). Decidimos conhecer as praias de Maceió mesmo.
Já andamos na orla no período da noite, mas precisava tirar fotos afinal o motivo de estarmos em Maceió foi devido a propaganda que vimos desta orla no aeroporto de Brasília.
Levantamos cedo e fomos tomar café às 7h como sempre (é que o sol aparece tão cedo que você tem a impressão que são 9h por isso não dá para ficar muito tempo na cama, e assim como o sol aparece cedo, ele também vai embora muito cedo por isso precisávamos aproveitar ao máximo a praia). Mais uma vez pedimos os mistos deliciosos com suco de polpa e fomos para a praia, fotografamos muito na praia de Pajuçara, mas não conseguimos nadar muito porque tinha muita alga enroscando em nossas pernas, era necessário passar das algas para conseguir um banho melhor, mas isso não significava estar livre delas, mas pelo menos diminuía um pouco. Fomos andando até que chegamos em Ponta Verde, paramos de frente para o farol e entramos na água que era super cristalina e bem rasa, era que a maré estava baixa, tinha muito ouriço, ficamos por lá um pouco, gravamos um vídeo e continuamos nossa caminhada até Jatiúca, confesso que estava bem cansada, mas a vontade de conhecer essas três praias acabava me fazendo insistir. Acabei com muita dor no calcanhar e mal conseguia pisar, tomamos um pouco de água de coco e voltamos para Ponta Verde a maré estava super baixa e vimos que tinha bem mais ouriço do que pensávamos tinha peixes também. Curtimos Ponta Verde mais um pouquinho e retornamos para Pajuçara mesmo porque já estava mais que na hora de almoçar, voltamos ao Truffas para comermos uma macarronada que infelizmente já tinha acabado, pedimos um frango empanado ao sugo que estava uma delícia. Neste dia tiramos várias fotos lin-das e amamos mais ainda Maceió.
No início da noite pegamos um ônibus para o shopping Iguatemi, só porque precisávamos pagar contas, mas como prêmio descobrimos uma Cacau Show (Que delícia!!! Amamos esses chocolates). Procuramos canga nas lojas do shopping mas não encontramos, na volta fomos ao Pavilhão do Artesanato e compramos uma.

Dia 11 repetimos o café da manhã de todos os dias, falamos com o Beto que no dia seguinte estávamos de partida, ele falou que tinha um casal querendo alugar o quarto, dissemos que poderia confirmar com o casal. Fomos para a praia, o Luciano foi queimado por uma água viva o que nos deixou chateados porque seria necessário uma longa caminhada até Ponta Verde (por ser mais raso sentíamos mais segurança), mas antes fomos no Pavilhão comprar um chapéu, não resistimos a uma vitrine que anunciava bolsas pela metade do preço e o Luciano me deu uma de macramé verde claro, comprou também um brinco e uma pulseira que combinasse com a bolsa na barraca ao lado, onde encontramos também o chapéu. Fizemos amizade com o rapaz da loja de bijouteria e chapéus o nome dele é Cláudio e da esposa Fernanda, era um casal simpático que moravam há dois anos em Maceió, eles são paulistas e resolveram tentar a vida lá em Maceió, conversamos um tempo, escolhi uns brincos para dar de presente. Esse dia almoçamos a macarronada. E o jantar como sempre era Tapioca. Depois do jantar voltamos ao pavilhão e compramos uma bolsa feita de madeira muito linda.

Dia 12 aproveitamos a praia mais um pouco, voltamos para o hotel para arrumar nossas coisas, o Beto foi super gente fina, porque ligamos na rodoviária e fomos informados que o ônibus para Natal era só 22h, o Beto nos arrumou um quarto (que ele não aluga) para deixarmos nossa bagagem e tomarmos banho antes de irmos e não cobrou nada por isso, foi bom porque pudemos usufruir mais um pouco da praia. Almoçamos na praia mesmo. Recebemos um folder de uma loja de biquínis “Oásis” que estava liquidando o estoque, não resistimos gastamos R$ 61 (3 biquínis e 2 sungas, que em Brasília daria R$ 200 e em Maceió sem promoção daria uns R$ 150). Fomos para a rodoviária comprar passagem para Natal, chegamos por volta de 20h e o ônibus estava agendado para 22h, aguardamos na Lanchonete do Beto (nunca vi tanto Beto em uma viagem só) comendo um sanduíche de queijo bem recheado e bem gostoso. Assistimos à novela Duas Caras por ali mesmo. Quando o ônibus chegou (ele vinha de Sergipe) entramos e vimos que ele era bastante confortável era da viação Geraldo, pelo menos isso para amenizar as próximas 10 horas de viagem (R$ 153,54 duas pessoas com taxas)

Dia 13 chegamos em Natal por volta de 8h da manhã, estávamos “mortos” de fome, o ônibus não fazia parada para lanche e quando fez foi numa birosca já próxima a Natal que o salgado chegava a nos dar nojo, preferimos esperar. Quando enfim chegamos à rodoviária de Natal e decidimos lanchar, pedimos um salgado feito com massa de empada recheado de presunto e queijo acompanhado de um suco de tangerina, ficamos com nojo e acabamos nem comendo jogamos tudo fora. Pegamos um ônibus para Ponta Negra e para nossa tristeza desembarcamos debaixo de uma chuva forte e com muito vento, ficamos ensopados e não conseguimos encontrar a pousada Sesc Ponta Negra, depois de andar um tempo, cansados da viagem, com fome e encharcados encontramos (não tínhamos reservas, viajamos e quando chegava nos destinos ligávamos pra alguma pousada indicada pelo ponto de informações turísticas, como foi o caso de Maceió ou ligávamos para alguma pousada que tínhamos anotado o telefone quando fizemos uma busca pelo site http://www.ondehospedar.com.br ).
Só havia um quarto e que provavelmente só poderíamos ficar uma diária segundo o recepcionista, mas ele prometeu tentar resolver isso. A diária era R$ 35,00 o casal (categoria comerciário – precisa da carteirinha). Tomamos um banho, andamos para procurar outra pousada caso fosse preciso sair do Sesc no dia seguinte, e na hora do almoço fomos para o Sesc mesmo, a comida era R$ 3,50 nos finais de semana e R$ 2,50 de segunda-feira à sexta-feira, o refresco era só R$ 0,70 e a sobremesa R$ 1,50. Neste dia só almoçamos e tomamos um refresco de graviola. Descansamos durante a tarde e procuramos agências de passeios.

Dia 14 tomamos café da manhã na pousada que tinha cuscuz, salsicha para cachorro quente, tapioca, mandioca com carne, ovo mexido, presunto e queijo, pão de sal, pão de forma, rosca e pão doce, bolo de banana e bolo de mandioca (macaxeira como eles gostam de chamar), biscoitos, mel, geléia e manteiga. Para beber tinha chá, café, leite, toddy e dois tipos de refresco. Também tinha maça, banana, mamão e melancia. Tinha até uma chapa para quem quisesse fazer misto quente (o que já era uma rotina para nós dois). Terminamos com o nosso café mais que reforçado e fomos à recepção para confirmar se ficaríamos ou não... Até que tivemos a ótima notícia que poderíamos ficar sem problema. Corremos para o quarto pegamos nossas coisas e corremos para a praia com a esperança de ainda fazermos um passeio aquele dia. Fomos até a sua agência Astral e fechamos negócio, aguardamos sentados ali até o bugueiro chegar (Bill, que na verdade se chama Emanuel... também não entendemos o apelido), juntos estava o casal Carlos Henrique e Beatriz eles eram de Juiz de Fora, mas ele trabalhava em Petrópolis. Como todo mineiro que se preza ele era bem murrinha, chorava por preço baixo o tempo todo, o que era legal para nós também.
Saímos em direção ao litoral norte paramos em Redinha para conhecermos o Aquário, eu estava louca para tocar no tubarão lixa e essa era a oportunidade... além do mais vimos cavalo marinho, polvo e pingüim que nunca vimos anteriormente. De lá fomos para Genipabu onde conhecemos a jumenta Gabriela, claro que tirei uma foto com ela só para contar para minha prima Gabryelle que foi em homenagem a ela (é lógico que falei que o nome da jumenta era Gabi). De lá fomos até os dromedários, mas achei caro pagar R$ 35,00 por pessoa para andar naquele bicho que espirra o tempo inteiro, sem contar que seriam 15 minutos andando em dunas que não teria nada de interessante para ver (melhor economizar o dinheiro para outras coisas). Paramos em uma local para banho em uma lagoa que estava uma delícia e também já não agüentávamos mais água salgada, e eu que estava com a boca e os lábios machucados sofria com o sal do mar, da comida e de tudo que fosse salgado. Fomos para Jacumã onde descemos de aerobunda (Ra-di-cal!!!). Seguimos para o almoço num restaurante com vista para o mar onde pudemos avistar de longe (bem longe mesmo) os golfinhos (ou boto como queira). Infelizmente não me lembro o nome do restaurante que não tinha uma comida boa, era caro e quando servia a comida o lugar lotava de moscas sendo necessário comer com uma mão e espantar as moscas com a outra (Que chato!). Enquanto não servia a refeição o lugar não tinha uma mosca para contar história. Lá só estávamos nós, os outros bugues pararam em outros restaurantes. O Carlos e a Beatriz pediram um cafezinho e tiveram que pagar o absurdo de R$ 2,50 por café (meus pais vendem por R$ 0,30). Eles voltaram reclamando o tempo todo do preço. (Que convenhamos foi um assalto!).
Como estava muito quente acabei ficando com muita dor de cabeça, saímos para comprar um remédio, enquanto aguardava o Dinho pagar, uma borboleta pousou na minha mão como me assustei acabei espantando ela (Que pena! Queria ter fotografado ela na minha mão). Resolvemos jantar, talvez eu melhoraria um pouco. Fomos no O Peixe sentamos do lado de fora e pedimos um Camarão a grega que era di-vi-na-men-te gostoso, era uma porção de arroz a grega, rodeado com purê de batatas e no centro uma porção de camarão empanado com queijo derretido por cima, custava R$ 28 e o prato dava para duas pessoas comer bem e ainda repetir. Era barato visto que nos outros restaurantes o mesmo prato não saia por menos de R$ 40.
Terminamos de jantar e voltamos para a pousada. Eu estava muito mal e precisava deitar logo.
Gastamos com o passeio, a travessia de jangada (que o bugue precisa fazer para chegar em Jacumã e que só avisam quando você chega lá, na agência eles te dão o valor e quando chega na travessia você descobre que tem que pagar um pouco mais) e a visita ao Aquário R$ 127 (esse valor foi para 2 pessoas).

Dia 15 já estávamos cansados e com saudades de casa, passamos o dia em Ponta Negra mesmo, ficamos na piscina do Sesc e na hora do almoço quase perdemos a bocada, o almoço era servido de 12h às 14h, mas para nossa surpresa 12h40 já estava sem almoço, fomos os últimos a entrar. Hoje pedi um pudim para o Luciano que foi buscar, mas para nós aquilo era um pavê branco com chocolate preto ma-ra-vi-lho-so, era R$ 1,50 o que achamos muito barato porque só uma tigelinha dava para nós dois tranqüilo (mas não se iluda cada um comeu um, era gostoso demais para dividir). Conhecemos um casal de João Pessoa que também estavam hospedados no Sesc.

Dia 16 fomos para Praia de Pipa com o Bill, o Carlos e a Beatriz. Nossa primeira parada foi na Lagoa Arituba que era linda e uma delícia (água doce), de lá fomos para a pedra oca que infelizmente estava com muita água e não tivemos oportunidade de ver, de lá seguimos para Tibau do Sul e fomos almoçar em Pipa no restaurante Lampião (dessa vez o Bill acertou no restaurante) que era de portugueses, mas tinha um estilo bem brasileiro. A refeição era R$ 26 o kg. Comi 3 tipos de camarão, 3 tipos de bacalhau, 2 tipos de peixe e fora outras coisas deliciosas que tinha por lá. Terminamos e fomos para Pipa, confesso que esperava mais devido tanta propaganda que já vi do local, de fato o percurso até lá é coisa de Deus, tem paisagens maravilhosas mesmo, lindíssimas, dignas de “click” da máquina fotográfica. Antes do almoço paramos no mirante dos golfinhos onde pudemos mais uma vez avistá-los de longe (bem longe mesmo).
O passeio foi de R$ 107 ( para nós dois, com o valor da travessia de balsa... que só ficamos sabendo quando chegamos lá... pra variar)

Dia 17 acordamos com vontade de passar o dia na praia de Tabatinga, ou pelo menos nas praias do centro de Natal, eu queria muito conhecer o Forte dos Reis Magos, mas devido ao passeio do dia interior eu estava com muita dor de cabeça (eu tenho enxaqueca e sinto dor de cabeça todos os dias, mas os dias em que a dor estava muito, muito forte eu preferia não sair pra longe) e acabamos desistindo e optando pela piscina do Sesc. Em Natal as praias não têm muito coqueiro para caminharmos na sombra, a parada também não tinha sombra, se eu já estava com muita dor de cabeça imagina se eu fosse caminhar naquele sol absurdamente quente... Hoje perdemos o almoço do Sesc, essa é a minha crítica ao Sesc, como pode fixar uma placa dizendo que servem almoço até 14h e 12h30 já não tem mais refeição, ou você chega na abertura do restaurante ou fica sem, eles deveriam organizar melhor isso. Nossa opção foi almoçar no O Peixe (Que delícia!!!)

Dia 18 levantamos cedo porque tínhamos o city tour em João Pessoa, o motorista era lerdo que só vendo (era outra empresa que o Carlos e a Beatriz arrumaram com um preço mais baixo), não lembro o nome da empresa. Esse passeio era feito de van, nós fomos os segundos a entrar na van, de lá seguimos para um hotel que um dos hóspedes que passearia conosco saiu, e tivemos que esperar o bonito voltar, de lá fomos para um outro que os hóspedes não atendiam e outros estavam no café da manhã. Por último pegaram o Carlos e a Bia, e o motorista teve a capacidade de voltar no hotel onde não atendiam e ficou aguardando um tempão para nada... Devido esse episódio chegamos tarde em João Pessoa, porque além disso as estradas estavam em obras o que já fez demorar mais. Na ida paramos num posto para compras de água e ida ao banheiro. Eu e o Luciano optamos por refrigerante, notamos que ninguém havia comprado refrigerante (o que estranhamos muito...) depois de acabar com o refrigerante e com os chocolates vimos que estava dando 9h aí que percebemos porque ninguém comprou uma Coca básica, estava muito cedo. Nós também não gostamos de refrigerante de manhã, mas pensávamos que já era umas 11h (lembra que o sol aparece mais cedo?).
Chegamos em João Pessoa e o guia Ed nos acompanhou no centro histórico, devido o atraso tivemos que passar rápido e nem deu para ver como de fato gostaríamos de ter visto (aiiiiiiii que raiva!!!). Nossa única parada foi na igreja, eu não entrei porque o cheiro de mofo estava me dando alergia e eu não pagaria R$ 4 para não poder tirar fotos, além do que o Ed nos contou que trocaram os guias da igreja que não sabiam informar muito bem... Para nossa surpresa todos saíram mais rápido do que prevíamos, é que não tinha guia na igreja e nem conheceram por dentro e claro que também não pagaram.
Fomos no farol avistar a Ponta do Seixas, queria ter colocado os pés na Ponta do Seixas...sniff (tudo bem quem sabe um dia eu volto lá e vou ao Seixa).
Da Igreja fomos almoçar num hotel, tinha comida de todo tipo até mesmo japonesa e era por quilo. Ao sairmos de lá, seguimos para um “shopping” de artesanato, eu e o Luciano não estávamos interessados em compras (na verdade para economizar preferimos nem entra), e fomos para a praia de Tambaú, que nos apaixonamos, o mar é calmo e não é muito salgado. No entanto o tempo para ficar na praia era pouco, a maioria nem foi porque só ficaram nas compras, quando chegamos na van faltavam 5 minutos para irmos à praia fluvial do Jacaré.
Chegamos ao local para assistirmos um verdadeiro show de Deus o pôr-do-sol ao som do bolero de Ravel tocado por Jurandi numa canoa, ele toca um sax. Ficamos no primeiro bar que se não me falha a memória tem o nome de Golfinhos. Terminado o pôr-do-sol isso por volta de 5h20 fomos à feirinha que fica ao lado, alguns continuaram no barzinho ouvindo outras músicas, o guia aguardava às 6h para ouvir Ave Maria. Nós aproveitamos para comer (na feirinha) e fazermos umas comprinhas, afinal chegaríamos muito tarde em Natal.
Demoramos a sair e quando fomos, numa espécie de comboio, um dos ônibus deu problema o que nos fez atrasar mais e chegamos muito tarde na Pousada.
R$ 117 (duas pessoas, incluso também a taxa que o bar Golfinhos cobra, todos os bares cobram para que você aviste o sol de lá) descobrimos que dava para ver fora dos bares, mas agora já é tarde, já está pago.

Dia 19 levantamos tomamos o nosso café da manhã de despedida, nossa passagem de volta para Recife era para 11h pela viação Progresso (R$ 79,56 duas pessoas com taxas). Chegamos cedo a rodoviária porque pagamos um senhor chamado Zé Maria para nos levar, ele na verdade estava doido para conversar com alguém, ou melhor desabafar, ele não nos deixava dizer uma palavra, foi dali de Ponta Negra até a rodoviária contando sua vida.
Pegamos o ônibus e chegamos em Recife por volta de 15h ou 16h, descemos e pegamos um ônibus para Boa Viagem, fomos para um hotel como sairíamos no outro dia 4h da manhã era melhor hospedar num hotel que a recepção funciona 24h do que uma pousada que fecha e você fica com a chave (como ligaríamos para o táxi? Como devolveríamos a chave?). O hotel tinha entre 7 e 8 andares, ficamos hospedados no sexto, deixamos nossa bagagem e fomos até a Praça de Boa Viagem onde tem uma feirinha (no mesmo local onde tem o Disco de Carne do Gaúcho, mas ele ainda não tinha chegado) fomos providenciar comida, não achamos um restaurante, apenas uma pizzaria mas preferíamos outra opção, na feirinha comemos pastel com caldo de cana e um queijinho assado (filha de mineiro, mineira é!), fomos para o hotel porque eu pensava já ser 19h, mas ainda era 17h30.
O nome do hotel era Econômico Inn, a diária era R$ 104 o casal, chorando daqui, chorando dali ficou por R$ 78,75, mas na verdade continuamos achando caro, porque o chuveiro era péssimo de água, a luz não queria funcionar, a tv estava toda granulada (mas isso o Luciano conseguiu resolver) em fim, ficamos na nossa, só iríamos passar uma parte da noite mesmo.
Dia 20 às 4h nos levantamos, arrumamos e descemos. A recepcionista pediu o táxi e fomos para o aeroporto. O nosso vôo era internacional, seguiria de Recife para Brasília, de Brasília para Porto Alegre e daí para Buenos Aires (Ai que raiva de ter que desembarcar antes). Tivemos que cumprir todas as exigências de vôo internacional, nada de líquido, creme dental, nem mesmo água mineral poderia levar dentro do avião. Fomos obrigados a acabar com nossa água e só levamos conosco a máquina fotográfica (Vai que precisava!)
Chegamos em Brasília 8h30, meus pais e minha irmã já nos aguardavam no Aeroporto. Fomos para casa da minha mãe e dormimos por lá neste dia.

Gastamos R$ 2.870 (tudo, desde as passagens aéreas até uma balinha que compramos, contabilizamos tudo, tudo mesmo). Se tivéssemos viajado para Natal no pacote como imaginamos fazer gastaríamos R$ 2.300 só com as passagens e hospedagem, ficando 7 diárias... agora calcule quanto seria 16 diárias, passeios, refeições, água mineral, água de coco, passagem de ônibus, táxi e outros.

Foi muito bom esses dias no nordeste, como eu falo sempre é importante para o casal ou a família curtir um momento só deles, conhecer lugares novos, gente nova, comida nova, sotaques novos... sair da rotina.
Lucélia Barcelos
 
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Desde: 14 Out 2008, 14:13

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