Relatos de viagens pelos países do Sudeste Asiático: Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Singapura, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia, Filipinas, Brunei e Camboja
#799031 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:04
Dia 25 – 04/01/13 – Indiana Jones por um dia

Nesse segundo e último dia o que eu queria fazer era visitar o templo de Beng Maelea, que é menos popular e bem afastado dos outros. Pela distância acaba sendo uma visita mais cara, os tuk-tuks cobram US$30 só para este templo. Pra ir sozinha até lá ia ficar muito puxado e já estava quase desistindo. Mas então quando eu tomava café no hostel e me preparava para fazer o Big Circuit, conheci duas pessoas que estava indo para Beng Malea neste dia, então nem pensei duas vezes e me juntei a eles. Saímos do hostel 11h.

A entrada desse templo não está inclusa na do parque! Tá explicado agora porque foi uma burrice eu ter comprado o bilhete de 3 dias, eu achei que fosse servir para esse templo, mas não servia, então joguei US$20 no lixo. Considerei como uma taxa de burrice e superei rs. A entrada custa US$5 e vende num lugar afastado do templo, o tuk tuk vai parar lá no caminho. Nessa bilheteria tem o único banheiro que você vai conseguir por lá.

O trajeto até o templo leva cerca de 2 horas, a maior parte destas em uma estradinha de terra por entre plantações, casas de bambu (sei lá se era bambu mesmo ou o quê) e um monte de crianças dando tchau pelo caminho. Só o trajeto já vale a visita, é incrível. Se prepare para levar muita poeira vermelha na cara, mas vá de tuk-tuk mesmo, num táxi fechado perderia toda essa experiência.

O que o Beng Maelea tem de diferente dos outros templos é que nele não houve praticamente nenhum trabalho de preservação, tudo continua do jeito que os Khmer construíram e o tempo destruiu. Foi só aqui que eu consegui realmente sentir o que é estar naquele lugar, todos os outros templos são muito lotados e um tanto descaracterizados, mas Beng Maelea é perfeito. De todos os templos que eu visitei foi o que eu mais gostei (sem exagero, gostei mais que Angkor), e quase todo mundo que visita tem a mesma opinião.

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jan.04 - Siem Reap (22).JPG (2.1 MiB) Exibido 1479 vezes

Beng Maelea

Mas vá preparado, lá você vai andar pisando e segurando nas pedras que estão caídas, então use um sapato adequado, e não carregue muita coisa nas mãos. Tem muita gente lá que oferece serviço de guia, alguns oficiais, outros população local. Uma tiazinha começou a me seguir e no começo eu ia me livrar dela, mas depois achei que seria proveitoso, e realmente foi, ela deu algumas informações do que eram os lugares, mostrou que caminho seguir por entre as pedras, essas coisas. Ela ficou comigo uns 40 minutos e no fim dei pra ela US$5 de gorjeta, e provavelmente foi o melhor pagamento dela naqueles dias, porque US$5 no Camboja é uma fortuna. Pra gente pode ser um trocado, mas pra eles alimenta uma família, então deixa de ser tão muquirana e abre um pouquinho a mão quando você achar que a pessoa merece. Depois disso ainda fiquei mais uns 30 minutos lá tirando mais fotos e passeando entre as ruínas.

A noite em Siem Reap é bem agitada, todo mundo vai para a Pub Street, sendo o bar mais popular o Angkor What?. Eu não fui nenhum dia porque estava morta de cansada depois de viver a vida adoidado na Tailândia, estava a vários dias sem dormir, então não aguentava sair de noite... A idade tá chegando haha!
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:19, em um total de 2 vezes.

#799032 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:04
Dia 26 – 05/01/13 – 1/4

Phnom Penh não é uma cidade com grandes atrativos turísticos, mas você não conhece o Camboja sem ir até lá e ver com seus próprios olhos a história desse país.

Como meu tempo lá seria apertado, só ia ter uma tarde para visitar a cidade, optei por fazer o trajeto de Siem Reap para lá de minivan, que é a maneira mais rápida. Custou US$10 e comprei no próprio hostel. Saí às 7:30 e levei exatas 5h. Quando a van chegou paguei US$3 para um tuk-tuk me levar até o hostel. O ônibus pode sair mais caro ou mais barato que a van, dependendo se você vai escolher o de luxo ou o simples, e demora no mínimo 6 horas. Outra opção para o trajeto é o barco, mas não tenho nenhuma informação sobre ele.

Eu fiquei no Mad House, antes se chamava The Local Russian Market. Tem 2 lugares com opção de hostel na cidade, um é na beira do rio, onde tem vários bares, e o outro é perto do Russian Market, que foi onde eu fiquei. O hostel acabou sendo um dos mais caros da viagem por US$8. Não recomendo porque não achei o custo benefício bom. O hostel não era ruim, mas por esse preço eu esperava muuuito mais.

Chegando no hostel deixei minhas coisas, comi um sanduíche no café da esquina e pedi pra eles verem pra mim o ônibus para Ho Chi Minh (Saigon) no dia seguinte. Isso tudo bem rapidinho e saí do hostel 13:20, para chegar nos Killing Fields na hora da abertura para o período da tarde (14h, lá tudo fecha no almoço). Quem me levou foi o mesmo motorista que me trouxe pro hostel, negociei com ele por US$10 para me levar nos Killing Fields, depois na S21 e depois me deixar no Russian Market. Esse é o preço padrão, mas tem que negociar porque eles jogam lá em cima, seja firme. Meu motorista era um gordinho simpático chamado La La.

Em 17 de abril de 1975 o governo do Camboja foi tomado pelo Khmer Vermelho, e o poder passou ao partido comunista liderado por Pol Pot. Para resumir de uma maneira simplista os fatos que se seguiram, todos os habitantes de Phnom Penh foram obrigados a deixar suas casas para realizar trabalhos forçados nos campos de arroz. Muitas pessoas morreram de fome e muitas outras foram assassinadas por de alguma forma ameaçar o regime (e o simples fato de usar óculos ou falar uma língua estrangeira podia ser considerado um motivo). Nos 3 anos que se seguiram 1/4 da população do Camboja foi assassinada.

O que acontecia com essas pessoas é que eram levadas para prisões, e depois para campos de extermínio. Hoje é possível visitar um de cada em Phnom Penh, a prisão S-21 e os Killing Fields.

Como meu tempo era apertado fui primeiro ao Killing Field que era minha prioridade, mas depois deu tempo tranquilo de visitar a prisão. A maioria das pessoas visita primeiro a prisão para fazer o caminho na mesma ordem que as vítimas fizeram, mas depois de ter terminado o passeio achei bem melhor ter ido primeiro aos killing fields, porque a visita é mais informativa, e também porque achei muito mais depressivo a visita da S-21, então foi melhor deixar para depois. Não vou entrar em detalhes do que você vai encontrar em cada lugar, veja com seus próprios olhos. Se estiver viajando com crianças saiba que não é lugar para levá-las.

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jan.05 - Phnom Penh (7).JPG (2.21 MiB) Exibido 1478 vezes

Killing Fields

A entrada dos Killing Fields custa US$5 e incluía o guia em áudio que é excelente. A S-21 vai te custar US$2.

Na volta fui ao Russian Market, que é um ótimo lugar para comprar souvenir. De lá fui andando pro hostel, eram só 2 quadras de distância.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:21, em um total de 2 vezes.
#799033 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:04
Dia 27 – 06/01/13 – Tá, tá, tá, tá, tá!

Mais uma manhã e mais uma viagem, dessa vez para Saigon. Esse final da viagem foi mesmo uma correria, porque eu tinha ficado mais tempo do que o planejado na Tailândia e precisava chegar em Hanoi a tempo para meu voo de volta. Fui de ônibus de Phnom Penh para Saigon, paguei US$12 no ônibus da empresa Sorya e US$3 no tuk-tuk que me levou do hostel para a rodoviária. O ônibus saiu às 7h e chegou mais ou menos 13:30 na Pham Ngu Lao, que é a rua onde fica a maioria dos hostels.

Fiquei hospedada no Saigon Backpackers, custou 168.000 Dong (US$8) por noite, hostel bom, confortável, limpo, recomendo. Fica em um beco no fim da Pham Ngu Lao (ponta oposta ao mercado).

Deixei minhas coisas no hostel e fui andando até o Benh Thanh Market, que é enorme e tem de tudo, dá pra se perder lá dentro. Depois fui andando até o War Remnants Museum, levei uns 10 a 15 minutos, a entrada custou 15.000 dong.

Nessa primeira caminhada já deu pra perceber como no Vietnã tudo é uma bagunça. O trânsito é caótico, motos para todos os lados, não existe sinalização, todo mundo vira onde quer e para onde acha melhor. Não existe calçada, porque funciona de estacionamento de motos, e você vai andando pelo canto da rua desviando do que vier. Boa sorte quando for atravessar a rua. Além disso, achei as ruas muito sujas. Não que Tailândia e Camboja sejam exemplos de higiene, mas achei o Vietnã bem mais sujo, e as pessoas muito porcas.

A parte mais legal do War Remnants Museum é o pátio externo, que tem tanques, aviões e artilharia americana usada na guerra. Na parte de dentro uma grande exposição com pôsteres da guerra, e muita coisa sobre o famoso agente laranja. Gostei muito de uma exposição de fotografias da guerra no último piso.

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jan.06 - Saigon (4).JPG (2.94 MiB) Exibido 1477 vezes

Tanque americano da Guerra do Vietnã

Uma coisa que achei marcante no Vietnã é que no país inteiro eles não perdem uma chance de falar da guerra e se fazer de vítimas. Já deu, passaram quase 40 anos, tá na hora de achar alguma coisa mais interessante pra valorizar sobre o seu país. Lembra quando o Professor Girafales não aguentava mais o Quico insistindo sobre o mesmo assunto? Tá explicado o título deste dia.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:25, em um total de 2 vezes.
#799034 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:04
Dias 28 e 29 – 07 e 08/01/13 – Hue, a capital do nada pra fazer

Pra não perder o hábito, mais uma manhã viajando. Dessa vez o destino era Hue, no caminho avião e trem. Saí de Saigon de manhã bem cedinho, e como o aeroporto é longe tive que desembolsar uma grana de táxi, US$10, eu agendei na véspera no próprio hostel. Não sei se dá pra conseguir mais barato negociando direto com os taxistas, mas como li algumas histórias sobre táxis não serem muito seguros no Vietnã preferi não arriscar. Levei menos de 30 minutos até o aeroporto de Saigon, mas como era muito cedo (antes das 6:00) ainda tinha pouco trânsito.

Voei com a Vietnam Airlines, uma companhia com a qual tive boa experiência durante a viagem. As tarifas deles são muito baratas e é o mesmo preço comprando com muita ou pouca antecedência, o que é bem conveniente. Precisei trocar a data desse vôo e eles não me cobraram nada, mesmo sendo a tarifa mais barata. Só o atendimento por telefone que é meio complicado porque não falam bem inglês, mas fiz a troca do vôo por email e foi super rápido.

Nem Hue nem Hoi An tem aeroporto, mas as duas ficam perto de Da Nang, que é um cidade grande, por isso voei para lá. O vôo de Saigon para Da Nang levou 1h e 30min. Chegando no aeroporto peguei um táxi até a estação de trem. Cuidado porque os taxistas vão jogar o preço lá em cima. O normal é US$2, o primeiro queria US$10! O segundo pediu US$5, e como já não estava afim de perder tempo negociando ofereci logo US$3 que já é um preço acima e ele aceitou na hora. A dica é sempre saber o custo das coisas, e se não tiver querendo perder tempo já oferece um pouquinho acima que eles aceitam rápido, isso vale para todos os lugares.

A estação de trem é bem pertinho, levou poucos minutos pra chegar lá. O difícil mesmo foi conseguir comprar a passagem. Não existe fila, só um amontoado de pessoas em volta das atendentes, quem fala primeiro é atendido primeiro. E é claro que os vietnamitas levam vantagem. E vão te espremendo pra te expulsar da frente do guichê. Depois de uns 15 minutos lá tentando educadamente ser atendida cansei e comecei a xingar geral, eles não entenderam mas viram que eu tava brava, e aí finalmente comprei minha passagem rsrs. No fim das contas paguei 43.000 Dong na passagem para Hue. Sofrendo lá nos guichês tinha um gringo que tinha comprado a passagem pela internet, e ele estava tendo dificuldades para fazer a troca, então acho que o melhor é comprar lá mesmo na estação. Muita gente compra na hora.

Peguei o trem das 10:30, que chega em Hue às 13:30. O objetivo de ter feito essa viagem é que esse é um dos trajetos de trem considerado entre os mais bonitos do mundo. Realmente a vista é linda, na maior parte do caminho o trem vai margeando a costa do Vietnã. Infelizmente o tempo estava nublado e as fotos não ficaram legais. Para aproveitar melhor a vista escolha um lugar na janela do lado direito do trem.

Lá em Hue fiquei hospedada no Hue Backpackers, gostei muito do hostel, limpo e confortável, tem um bar/restaurante legalzinho, o único problema é que estava tendo uma demolição de um prédio em frente e o barulho acordava todo mundo às 8 da manhã.

Hue não é uma cidade muito interessante, confesso que não me agradou muito. Os atrativos turísticos são a cidadela, que era o palácio quando Hue foi capital, e as tumbas dos imperadores. No dia que cheguei aproveitei o fim da tarde para ir até a citadela, fui andando do hostel, não é pertinho, mas dá pra conhecer a cidade, acho que levei uns 30 minutos. Achei muito sem graça e relativamente caro para pouca coisa, a entrada custou 80.000 Dong.

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jan.07 - Hue (17).JPG (2.7 MiB) Exibido 1476 vezes

Cidadela

Já tinha comprado no hostel a passagem de ônibus para Hoi An para a tarde seguinte, assim teria a manhã para conhecer as tumbas, mas a cidadela decepcionou tanto que desisti do passeio. Então a manhã do segundo dia em Hue passei batendo papo no hostel, de bobeira.

A viagem entre Hue e Hoi An deveria ser rápida, a distância não é grande, mas o ônibus demora uma eternidade. Saí de Hue 13h e só fui chegar em Hoi An já de noite, umas 19h, o ônibus parou um zilhão de vezes. Custou US$5.

Já tinha combinado com meu hostel de Hoi An de me buscarem na rodoviária. Acontece que quando o ônibus chegou parou em uma rua aleatória e mandou todo mundo descer porque íamos ficar ali mesmo. Isso foi em frente a um hotel, que já tinha seus funcionários a postos na entrada para convencer a galera a se hospedar ali. Não tinha a menor ideia de onde eu estava nem pra onde ia ou qual o sentido da vida. Encontrei uma francesa na mesma situação e resolvemos rachar um táxi para deixar a gente em nossos hotéis. Não eram próximos, mas pelo menos não sairíamos dali sozinhas, e não foi fácil conseguir táxi, então o jeito era dividir.

O taxista não falava inglês, ou fingia não falar, e tinha um taxímetro frenético. Paguei 160.000 até meu hostel, que não fica no centro, mas mesmo assim não deveria custar tanto. Nos outros dias vi que o preço normal era de 40.000 a 60.000. Na hora estava na cara que eu tava levando golpe, mas não estava em condições de reclamar, engoli e sai na elegância, embora na minha mente eu estivesse esganando o imbecil. E assim depois de uma longa jornada finalmente cheguei em Hoi An.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:28, em um total de 2 vezes.
#799035 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:05
Dia 30 – 09/01/13 – As luzes de Hoi An

Hoi An é uma cidade simplesmente apaixonante, e olha que eu tinha pensado em cortar do roteiro! Foi sem dúvida o que eu mais gostei do Vietnã (pra não dizer a única coisa que gostei).

Na primeira noite saí para jantar e já deu pra perceber o clima da cidade. Todas as luzes das lanternas, as casinhas amarelas na beira do rio, os barcos, tudo cria uma atmosfera incrível. Nas duas margens tem vários restaurantes e barzinhos. De bar não gostei do que eu fui, mas comi em dois restaurantes excelentes que vou deixar recomendado aqui no fim. Hoi An é um ótimo lugar pra comer porque tem lugares de alto nível a preços bem baratos (para o padrão internacional, porque para o vietnamita é caro).

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Hoi An de noite, em uma loja de lanternas

Só tive um dia inteiro na cidade e gastei todo ele andando pelo centro histórico. Hoi An não tem muitos pontos turísticos em si, a melhor coisa é andar a toa pela rua vendo a paisagem. Existe um bilhete turístico que você compra e te dá acesso a alguns museus e a ponte japonesa, que é o principal símbolo da cidade. Mas esse bilhete é caro, e dá tranquilamente pra se esquivar dos guardinhas na ponte, então não comprei. A dica da ponte é que só tem uma pessoa pra conferir os bilhetes, e essa pessoa tem que tomar conta dos dois lados da ponte. Se ele estiver de um lado, dê a volta por outro caminho e entre pelo outro lado. Só compre o bilhete se tiver interesse em visitar os museus. Não era meu caso.

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Ponte japonesa

Talvez o maior atrativo de Hoi An sejam as compras. A cidade tem um monte de alfaiatarias uma do lado da outra, quase todo mundo aproveita para fazer roupas lá, sai barato e dá pra conseguir de ótima qualidade. Eu não tive tempo pra isso porque tem que ter alguns dias na cidade para dar tempo de fazer as provas e ajustes, mas conheci algumas pessoas que fizeram no A Dong Silk e recomendaram. Não é dos mais baratos, mas é confiável, a qualidade é boa. Vi duas lojas deles por lá mas não tenho os endereços, mas o Google nunca te abandona.

Fiquei hospedada no Sunflower Hotel, que é um hotel com todos os seus serviços e que tem quartos coletivos. Que eu saiba só tem dois lugares com dormitório em Hoi An, o Sunflower e o Hop Yen. O sunflower fica um pouco afastado do centro, cheguei a ir andando 2 vezes e levou uns 30 a 40 minutos. Eles tem um serviço de transfer para o centrinho que é gratuito e sai de hora em hora, então não tem necessidade de andar. Na volta é mais complicado porque tem que ligar pra eles pra buscar, acabava pegando sempre só na ida e na volta andava ou ia de táxi. Paguei 158.000 Dong por noite, com café da manhã incluso e muito bom. Também tem piscina.

Para comer, tem dois lugares que recomendo muitississíssimo:

The Cargo Club – É principalmente um café, os doces são marailhosos! Também servem sanduíches, quiches e refeições italianas e vietnamitas. Os pratos são grandes, dá para dividir, já os sanduíches são individuais. Passei um tempo considerável da minha tarde lá e comi pra caramba. Para ter uma noção dos preços, comi umm sanduíche de salmão defumado, um refrigerante, uma torta mousse de chocolate, uma tortinha de manga e um café (sim, isso tudo) e custou 250.000 dong (uns R$26 reais). http://www.restaurant-hoian.com/index.p ... etnam.html

Good Morning Vietnam – Esse é um restaurante italiano tradicional, apesar do nome não espere comida local. Foi uma das melhores massas que já comi na minha vida. Comi ravióli de queijo com molho pesto e suco de laranja por 245.000 dong (R$25). É um restaurante chiquezinho, então não espere que vá vir aquele pratão de macarrão, mas deu pra ficar satisfeita. Altamente recomendado. http://www.goodmorningviet.com/about_us.html

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jan.09 - Hoi An (27).JPG (2.48 MiB) Exibido 1475 vezes

Hoi An
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:34, em um total de 1 vez.
#799036 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:05
Dia 31 – 10/01/13 – Hanoi

Finalzinho de viagem chegando, e parti para mais um deslocamento matinal, dessa vez para a última cidade do roteiro, Hanoi. Saí de Hoi An de táxi para Da Nang, custou US$15 e tinha reservado no próprio hotel na véspera. É caro, não consegui ninguém para dividir e os taxistas da rua cobravam mais caro ainda. Levei menos de 1 hora para chegar do hotel até o aeroporto. No roteiro que eu fiz seguindo do sul para o norte fazia mais sentido ter ido a Hoi An antes de Hue, mas como tanto chegada quanto saída foram por Da Nang não fez diferença.

Para se locomover no Vietnã você tem as seguintes opções:
Trem – na minha opinião o pior custo benefício. Liga Ho Chi Minh a Hanoi. É lento e o preço é praticamente o mesmo que de avião.
Ônibus – Existem empresas que vendem tickets abertos, onde você pode escolher as paradas e marcar as datas, por um preço fixo. É a opção mais barata. Se você for passar por várias cidades é a melhor opção, mas se for fazer trechos longos pode ser furada porque demora muito.
Avião – Se for viajar trechos longos e tiver uma graninha extra vale muito a pena. As passagens são bem baratas, mas tem que considerar os deslocamentos até os aeroportos, que encarecem um pouco.

Chegando no aeroporto de Hanoi peguei uma van até o centro, custa 40.000 por pessoa. Não vá de táxi, é perigoso, tem muitos golpes. As vans param em frente ao prédio da Vietnam Airlines, e de lá dá pra ir andando até o old quarter, que é onde ficam a maioria dos hostels. Foi uns 15 minutos a pé com a mochila.

Fiquei hospedada no May de Ville Backpackers hostel, um hostel com cara de hotel, muito organizado e limpo, excelente. O difícil foi encontrar, porque ele fica numa viela muito escondida, e é meio difícil se localizar no old quarter porque é uma confusão. Custou 126.000 dong por noite.

Em Hanoi o que eu mais fiz foi andar. Saí do hostel e fui andando pela beira do lago, depois pelo French Quarter, que é o bairro chique de Hanoi com várias lojas de grife. De lá fui até o Mausoléu do Ho Chi Minh, maior símbolo da cidade. Só fica aberto numa determinada época do ano, tirei umas fotos e continuei andando até voltar ao hostel. Isso levou umas 2h e 30 min.

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jan.10 - Hanoi (8).JPG (2.33 MiB) Exibido 1443 vezes

Mausoléu

De noite fui até o hostel Hanoi Backpackers para fechar o tour de Ha Long Bay. Esse hostel é o mais popular de Hanoi, não fiquei lá porque era caro, mas várias pessoas me recomendaram fechar o tour com eles. Eu só tinha tempo de fazer o de 2 dias e 1 noite, que custou US$100. O de 3 dias e duas noites custava US$200. Os dois tem tudo incluso, exceto bebidas. Ia sair já na manhã seguinte.

Um detallhe importante sobre Hanoi: lá faz frio! Estava fazendo em torno de 12 graus quando estive lá, a maioria das pessoas não sabe que lá faz frio e chega despreparada, eu fui uma delas. Ha Long Bay era mais frio ainda.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 12:40, em um total de 1 vez.
#799037 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:05
Dias 32 e 33 – 11 a 12/01/13 – Welcome to Castaway, ou não

Acordei cedo e fui andando para o Hanoi Backpackers para a saída do tour. Eu levei todas as minhas coisas porque minha mochila era pequena, mas eles deixam você guardar o que não for precisar no hostel, mesmo se não estiver hospedado lá.

Começamos o passeio com uma viagem de ônibus e chegamos no píer para pegar o barco já de tarde. Nosso barco era meio ruim, eu esperava bem mais pelo preço. O barco era um tanto velho e sujo, o banheiro horroroso, a comida podia ser melhor. Mas tá bom, todo mundo começou a se conhecer e já fomos animando.

A paisagem era espetacular, pena que o tempo estava nublado. No caminho fizemos uma parada para mergulho, mas eu não tive coragem, estava muito frio. Já no fim da tarde chegamos até a ilha Castaway, onde iríamos dormir. Na maioria dos passeios de 1 noite você dorme no barco, mas esse dorme na tal ilha. E foi aí e o que estava mais ou menos começou a virar um fiasco.

Obviamente o barco era muito grande pra chegar na areia, a ilha não tem píer, então temos que passar para um barco menor. Os idiotas que trabalhavam no navio escolheram uma lancha com motor e colocaram umas 15 pessoas dentro, a lotação devia ser no máximo 10. Com a maré baixa, um barco de motor e ainda por cima superlotado, qualquer um com um cérebro sabia que aquilo não ia chegar na areia. Pena que o tico e o teco dos barqueiros funcionava muito mal. Então depois de ficar um tempo dando voltas resolveram parar nas pedras na lateral da praia. E aí já tava todo mundo dizendo que o barco ia encalhar, e adivinha o que aconteceu? Pois é, encalhou. Já tava me vendo naufragando do lado da praia com minha mochila. Foi a situação mais ridícula da minha vida. Depois de uns minutos conseguiram desencalhar o barco, e resolveram que seria bom parar nas pedras ainda mais longe da praia. Nesse momento a gente já estava mais no meio do mar que o barco grande. Finalmente conseguiram encostar numa pedra. Todo mundo estava de tênis e calça comprida por causa do frio, e ainda assim tivemos que pegar água na metade da canela pra sair. Andamos por uns 10 minutos entre as pedras, elas eram cheias de corais e várias pessoas se machucaram.

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jan.12 - Ha Long Bay (11).JPG (2.85 MiB) Exibido 1441 vezes

Welcome to Castaway, ou não

Chegando na ilha fomos deixar nossas coisas nas cabanas, que eram uma imundice. Aparentemente as pessoas que organizam esse tour confundem aventura com sujeira. Todos os lençóis eram imundos, as cobertas era só pegar pra sentir a sujeira, minhas roupas ficaram pretas. E não tinha como fugir, porque estava muito frio. Vejam bem, não sou fresca, estou acostumada a acampar, fazer travessias, e digo que aquilo não era aventura, era um chiqueiro. Passamos a noite bebendo e conversando na beira da fogueira.

No dia seguinte uma parte do grupo ficou para a terceira noite, a minha parte voltou cedinho no barco. Não via a hora de chegar de volta no hotel e poder tomar um banho. Conclusão, foi horrível. Provavelmente eu dei foi muito azar, porque esse tour é o mais recomendados. Mas não tem como eu dizer pra alguém entrar numa furada dessas.

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jan.12 - Ha Long Bay (7).JPG (2.41 MiB) Exibido 1441 vezes

Ha Long Bay
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 13:27, em um total de 1 vez.
#799038 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:05
Dias 34 e 35 – 13 a 14/01/13 – A volta

Hora de voltar pra casa. Para ir até o aeroporto de Hanoi peguei um táxi até o prédio da Vietnam Airlines por 25.000 dong, e de lá a van por 40.000 dong. A van não tem hora certa, sai quando lota. Como isso pode demorar tem sempre que ter dinheiro guardado para o caso de precisar pegar um táxi. Levei 50 minutos no trajeto. Lá no aeroporto gastei o restinho do dinheiro que sobrou em chocolate.

E aí foi mais uma vez aquela tortura, Hanoi - Moscou - Paris, dormir no aeroporto em Paris, e depois Paris - Rio. Em Paris eu dormi no Charles de Gaulle mesmo. De madrugada o aeroporto fecha, então fica silêncio e é tranquilo pra dormir, dormi no sofá de um café, tinha várias pessoas lá. Quando o aeroporto fecha a polícia passa pra conferir se todo mundo que está ali tem bilhete ou de chegada na noite anterior ou de partida na manhã seguinte. Isso é bom pela segurança, mas foi um pouco assustador acordar com o policial batendo o cacetete e um cachorrão em volta.

Finalmente cheguei de volta ao Rio no dia 14/01/13 já no começo da noite, pronta para começar a planejar o próximo mochilão.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 13:29, em um total de 1 vez.
#799039 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:05
Anexo 1 - Gastos

Meu gasto total nessa viagem foi de aproximadamente R$6.500. Com esse orçamento não passei nenhum perrengue por falta de grana, comprei lembrancinhas, comi e bebi muito bem. Se você tem um orçamento menor dá para ir, é possível reduzir esse gasto fazendo mais trechos terrestres e pegando menos noitada.

Comida lá é muito barato, mesmo se quiser comer em restaurantes, fiz muitas refeições com até US$5. Fiquei hospedada nos melhores albergues e gastei uma média de US$6 por noite. É possível conseguir hospedagem mais barata lá, mas como é uma economia pequena na minha opinião não vale a pena. Transporte interno praticamente só gastei os trechos envolvendo aeroportos, de resto fiz quase tudo a pé ou peguei um ou outro taxi que não comprometeu o orçamento porque geralmente era dividido. A cidade onde mais usei táxi/tuk-tuk foi Siem Reap, pois os templos são afastados.

Descontando os aéreos tive uma média de gasto de US$60 por dia. O que mais encareceu o roteiro foram as passagens por Ko Lipe, porque foi muito caro chegar e sair de lá e também a hospedagem, e por Ko Phangan, pois em época de Full Moon lá é bem caro. Não acho que valha a pena deixar de ir em Ko Phangan pela economia, porque é uma experiência única. Já Ko Lipe, apesar de ter gostado muito, não voltaria lá, poderia ter aproveitado tanto quanto e gasto menos em outro local.
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 14:33, em um total de 2 vezes.
#799040 por samanthavasques
18 Jan 2013, 13:06
Anexo 2 – Top 5

Comidas
1- Panqueca tailandesa no Thai Lady Pancakes, em Ko Lipe
2- Pad Thai nas barraquinhas de rua da Khao San Road, em Bangkok
3- The Cargo Club, de tudo um pouco em Hoi An
4- Pizzarias de Ko Phi Phi, melhor lanche para as madrugadas
5- Café da manhã no Sunflower Hotel, em Hoi An, comida internacional e especialidades locais

Hospedagens
1- Siem Reap Hostel, em Siem Reap
2- Nap Park, em Bangkok
3- May de Ville Backpackers Hostel, em Hanoi
4- Saigon Backpackers, em Ho Chi Minh
5- Blanco Beach Bar, em Ko Phi Phi

Furadas
1- Ha Long Bay tour com o Hanoi Backpackers
2- Cair na ilusão de cancelar um voo da Air Asia
3- Caramujos e sapos em Ko Lipe
4- Trem noturno para Chiang Mai
5- Atravessar a fronteira entre Tailândia e Camboja

Lugares preferidos
1- Ko Phi Phi
2- Bangkok
3- Siem Reap
4- Chiang Mai
5- Hoi An
Editado pela última vez por samanthavasques em 08 Fev 2013, 20:41, em um total de 2 vezes.
#800977 por rafaelcg
23 Jan 2013, 13:37
Oi Samatha, td tranquilo contigo?

O seu roteiro tá bem legal, consegui ler todo o relato e ele tá ajudando na montagem do meu roteiro.

Pretendo ir pra Asia em Dezembro/Janeiro e já tirei algumas dúvidas com o seu.

Espero q continue o relato e ansioso pelo resto.

T+

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