Troca de informações sobre prevenção de doenças infecciosas em viajantes e outros temas relacionados. Guias e tutoriais.

#909722 por andreantunes
26 Dez 2013, 23:15
PPMV escreveu:Obrigado.Sua ajuda é fundamental.
infelizmente não tenho como acrescentar mais dias na viagem.
Na sua opinião seria melhor ficar 2 noites em Arequipa, uma em Chivay, e depois seguir para cusco.
Ou não mudaria praticamente nada?
Abs,
PPMV.


Olá,
Se olharmos só as altitudes, fica mais fácil. Como disse, não conheço a região para "roteirar" pensando em "atrações, hospedagem, distãncia, etc). Estou olhando só as Altitudes, usando as cidades que vc citou.
Vamos ver:
1ª Sugestão: Seria dormir duas noites em Arequipa (2800 m). E depois se vocês vão para Chivay 3,635 m. Está melhor assim.

2ª Sugestão: A outra opção de Arequipa duas noite, (2800 m), depois Yanque ( 3417 metros) é interessante, depois Chivay (3.635 m). . Então seria Arequipa 2 noites, Yanque, depois Chivay...
Daí você pode reduzir um dia em Cuzco, na parte final da viagem, onde estava previsto duas noites, porque já estarão aclimatados por vários dias antes de ir a Puno.

PODE fazer diferença sim, e lógico, para melhor. Vocês vão subir 600 metros após duas pernoites em 2800 m. Está mais próximo dos 300 a 400 metros de ascenção por dia. E como disse, prefiro sempre prevenir que remediar.
E remediar é ficar mais um dia na mesma altitude, ou, em situação pior, ter que descer. Aí acaba todo o roteiro...
Acho a 2ª sugestão melhor: Arequipa 2x, Yanque 1x, Cusco 1x, Aguas Calientes 1x, Cusco 1x e Puno.
Abç. ::cool::
#1007416 por LeoFreitas93
29 Set 2014, 22:15
Pessoal, qual a especialidade médica mais adequada que eu devo procurar para poder ter orientações sobre o mal da altitude e sobre os remédios citados nesse tópico?


Obrigado
Editado pela última vez por LeoFreitas93 em 25 Out 2014, 12:45, em um total de 1 vez.
#1007467 por andreantunes
30 Set 2014, 00:01
Pode ser um Cardiologista, ou especialista em Medicina Esportiva. Mas como é um assunto pouco frequente, imagino que muitos não terão conhecimento profundo sobre o assunto. Pelo menos começa o seu Check-up básico. Se você tiver asma ou bronquite frequente, precisa de um Pneumologista principalmente.
#1011560 por MBHansen
14 Out 2014, 17:30
Olá, Dr jubapaes, rs.

Era disso que eu precisava. Uma recomendação médica.
Consultei alguns médicos aqui em minha cidade e ngm soube me informar.
Estou embarcando sáb 18/10 (daqui 4 dias) pra Bolívia, descendo em Sta Cruz (416 m), seguindo para Sucre (2 810 m), passando por Potosí (4 070 m), com destino a Uyuni e passeio 3 dias no Salar (ponto mais alto 3.656m), com retorno pra Sta Cruz e embarque para o Brasil em 27/10.
Estou grávida de quase 4 meses e vou com meu marido, meu filho de quase 5 anos, minha mãe de 55 anos e mais um amigo.

A pergunta que não quer calar:
- eu posso tomar as pílulas para soroche?
- e meu filho, pode?
- eu posso tomar o chá de coca ou mascar as folhas?
- e meu filho, pode?

Tomei as pílulas ano passado quando fui pra Cusco, pois passei mal lá logo no 1º dia, após levantar 2 malas pesadas e tentar subir alguns lances de escada no hostel. Fiquei mal de cama a tarde toda e à noite consegui dar uma leve caminhada até a Plaza de armas. No dia seguinte fui melhorando. Acho que no 3º dia já nem senti mais nada, porém segui tomando as pílulas por garantia. Estávamos eu, meu filho (que na época tinha 3 anos, meu marido, o mesmo amigo que vai junto pra Bolívia, e outra amiga. Só eu senti o mal da altitude.
Mas agora estou grávida. São outros 500.

O que posso tomar de medicamentos (comprarei tudo lá) caso volte a sentir os efeitos da altitude (desta vez subiremos mais que no Peru)??

Obrigada.
#1011596 por andreantunes
14 Out 2014, 19:19
Grávida teoricamente não poderá tomar nada desconhecido. Pílulas e chás, esqueça, para segurança do bebê. Converse com seu obstreta, quais remédios ele/a indica para os SINTOMAS que você possa sentir. GENTE, NÃO EXISTE remédio para Mal da Montanha!! Estou aqui há anos, e parece que ninguém entende. Existe tantas informações LEIGAS que confundem. O único remédio para o GRANDE mal de montanha é descer... (em caso grave vai corticoide venoso, etc, mas o remédio que salva da morte é descer). Nos males MENORES é parar de subir, repouso, talvez descer, hidratar, etc.
NO MAIS não há provas de "cortar a doença". Outro GRANDE REMÉDIO é a prevenção, ficar mais tempo num lugar ANTES de subir muito. (Está tudo explicadinho em muitos trechos deste fórum). Chá disso, chá daquilo são "sintomáticos"... PRUDÊNCIA PREVENINDO é o melhor remédio...
#1013569 por Gtait
21 Out 2014, 08:43
alefemaiike escreveu:Gostaria de perguntar ao pessoal que já foi ao CHILE se vocês passaram muito mal lá por conta da altitude?


Olá,

Dependendo onde no Chile, você poderá ter algum desconforto.
Estou acostumado a atravessar a fronteira entre Chile e Bolívia ao norte ( Ruta 27, em São Pedro do Atacama). São Pedro fica à 2350m e subindo a cordilheira, você alcança 4800m em apenas 40km.. Lá, diria que a altitude influencia muito!
#1015029 por LeoFreitas93
25 Out 2014, 12:48
Ok André, obrigado!

Marquei uma consulta no Centro de Informação em Saúde do Viajante (CIVES), aqui no Rio. Peguei a dica aqui nesse tópico mesmo
#1048942 por marciog18
22 Jan 2015, 16:42
Estava um pouco receoso em relação à altitude, pois tive uma má experiência no Peru há três anos. Porém, dessa vez, segui todas as orientações que recebi e isso me ajudou muito. Senti muito pouco os efeitos da altitude durante a Travessia ao Salar de Uyuni (vindo de San Pedro Atacama): uma dorzinha de cabeça leve em alguns momentos e só. Cada pessoa reage diferente. As recomendações que segui foram as seguintes:
- não tomar álcool no dia anterior de começar a subir
- não tomar nada com gás (água, refrigerante etc) no dia anterior de começar a subir
- não comer carne vermelha no dia anterior de começar a subir
- comer pouco e leve
- beber água normalmente, não muito pouco
- tomar chá de coca um dia antes de subir
- na altitude, seguem as mesmas recomendações acima e mais:
- movimentar-se devagar
- respirar fundo quando sentir falta de ar
- não andar curvado pra frente, e sim abrir o peito
- mascar folhas de coca (deixar na bochecha)
- trabalhar o psicológico (pensar positivo)

Para alguns pode parecer bobagem, mas para mim e o grupo do 4x4 funcionou bem. Quem tiver dúvidas, é só me escrever.
#1049209 por MBHansen
23 Jan 2015, 09:40
Eu fui em outubro/2014, conforme havia mencionado num comentário acima.
Na época, eu estava grávida de 4 meses.
Como havia sofrido com o mal da altitude e maio/2013 em Cusco/Peru, estava com medo de fazer o tour no deserto/Salar de Uyuni, uma vez que para gestante o uso de medicamentos é bem restrito.

Resumo:
Senti uma dorzinha de cabeça leve em alguns momentos, a respiração estava mais pesada em outros (principalmente na 2ª noite), pois o nariz ficava fechado muito tempo.

Não tomei nenhum medicamento além do que eu já estava tomando aqui no Brasil (Meclin 250mg), uma vez que estava com muitos enjôos na gravidez. Creio que este remédio tenha ajudado contra o soroche, mas não posso afirmar.
Como não bebo café, lá bebia chá de coca (desses industrializados, de sachê mesmo) nos cafés da manhã. A folha de coca não masquei, pq me enjoava mt o cheiro dela qdo algm mascava perto de mim.

Obviamente não bebi álcool nenhum.
Bebi muuuuuita água. Inclusive de noite, pq a garganta e as narinas ficavam mt secas.
Na 1ª noite, dormimos maravilhosamente bem, no hotel de sal (vi uma reportagem esses tempos de terapias respiratórias feitas em salas de sal). Na 2ª, foi a pior noite da viagem. Ngm no quarto conseguia dormir. Todos respirávamos com mt dificuldade. Nos poucos cochilos, tds roncavam mt alto. O nariz nao desentupia de nenhuma forma. A cabeça pesava. Fez -4º naquela noite (isso em outubro).

Os demais que foram comigo (minha mãe, marido e amigo), começaram a tomar o soroche pills já em Sta Cruz de la Sierra (2 dias), seguiram tomando em Sucre (2 dias), e mantiveram nos demais roteiros da viagem. Não sentiram sintomas muito diferentes dos meus.
Já meu filho, com 4 anos, ficou só no chá de coca nos cafés da manhã. Aparentemente não sofreu nada. Nessa idade, ele teria condições de falar se estivesse se sentindo mal. Apesar que em diversos momento ele reclamou que tinha "dodói na barriga".
Mas lá, eu achei que pudesse ter sido alguma coisa que ele havia comido. Não queria comer quase enqto estávamos no tour. Pode ser que era algum efeito da altitude, afinal, chegamos no 5mil m em alguns pontos.

Enfim, o soroche não me pegou.
Mas para meu azar (e do nosso amigo), pegamos foi intoxicação alimentar.
Quando terminamos o tour no deserto, voltamos para Sucre.
Sta Cruz de la Sierra é uma cidade que não tem nada para se fazer. O pouco que tem, é tudo longe. O calor é extremo e insuportável. Não queríamos voltar para lá, e precisar sai do aeroporto.
Então ficamos os últimos 2 dias em Sucre, que é mt bonita e tem diversas atrações, inclusive que se pode ir a pé, pois é tudo pertinho. E tbm para ir se aclimatando aos poucos a menores altitudes novamente.
Tínhamos nos programado para ir a tal feira de Tarabuco, famosíssima entre os mochileiros, que só acontece aos domingos. E estávamos lá.
Mas quem disse q dava para sair do hotel? Era banheiro e cama, banheiro e cama, e o roteiro dos últimos 2 dias foi esse.
Com certeza a intoxicação pegamos no tour. Os guias levam a comida para 3 dias, sem refrigeração nenhuma, naquele solão do deserto. E eu acho que foi no último dia do tour.
No 3º e último dia, foi só avião (rezando para não precisar ir ao banheiro a cada 5 min).
Sucre - Sta Cruz
Sta Cruz - Guarulhos
Guarulhos - Navegantes/SC ( e mais um trecho de 1h e algo até em casa de carro).

Meu amigo estava pior que eu. Não comeu, nem bebeu nada desde que levantamos em Sucre.
Eu comi e bebi normalmente, e não fui nenhuma vez ao banheiro nesse dia.
Nos 3 dias ele tomou Buscopan composto (eu só Buscopan). Tomamos Gotas Preciosas e ainda um líquido que esqueci o nome, que é para desidratação em casos de diarréia. Bebemos Gatorade e bastante água para reidratar.
Minha mãe é técnica em enfermagem e ela tinha levado uma farmacinha que nos salvou de estarmos ainda pior.

A viagem vale cada perrengue, sério!
Claro, os últimos 2 dias foram péssimos, mas fora isso, o resto é suportável.
As paisagens são únicas e te deixam de boca aberta o tempo todo!

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