Relatos de viagens pelos países do Sudeste Asiático: Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Singapura, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia, Filipinas, Brunei e Camboja
#1084232 por Just Journeys
01 Mai 2015, 13:40
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Um bom tempo se passou desde a primeira vez em que conversamos sobre a ideia de tentar dar a volta ao mundo. O gosto de ambos por viajar era óbvio e comum, e a cada nova empreitada se fortalecia e ficava mais claro e evidente.
Após viajarmos (e, em alguns casos, morado) por Argentina, Aruba, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Curaçao, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Malta, República Tcheca, Panamá, Peru, Portugal e Venezuela, decidimos que 2015 seria o ano de nossa viagem ao redor do mundo.
Entretanto, havia um problema chamado Luke, com quatro patas. Não tivemos dúvidas: nosso cachorro iria conosco. Começamos então a pesquisar como poderíamos viabilizar sua ida. Uma legislação diferente em cada país, leis de quarentena, vacinas, vacinas e mais vacinas, burocracia, problemas de translado… O que antes era – ou seria – uma simples questão de planejamento virou um pesadelo logístico. Resultado: com muita dor no coração, resolvemos deixar o Luke com nossos pais e viajar sem ele.
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Luke, nosso cachorro que teve que ficar no Brasil
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Passados o baque e a decepção iniciais, nos deparamos com uma nova questão: por mais que nos encante viajar por viajar, gostaríamos de produzir algum tipo de conteúdo relevante, que fosse interessante não só para nós mas para nossos amigos, parentes e – por que não? – desconhecidos. Afinal de contas, um casal formado por um jornalista/cineasta e uma designer curiosa não poderia deixar passar esse tipo de oportunidade.
No dia 28 de fevereiro embarcamos para o nosso primeiro e fascinante destino: a Tailândia. Por enquanto, temos apenas uma certeza: queremos tornar você cúmplice nesta nossa viagem. Sinta-se então à vontade para se comunicar conosco. E, caso tenha sugestões, já agora ou ao longo do nosso roteiro, não deixe de nos enviar. Essa pode inclusive ser uma forma de compartilhar o nosso sonho com outras pessoas, começando por você.

#1084237 por Just Journeys
01 Mai 2015, 13:52
CHEGADA EM BANGKOK

Após 24 horas de viagem, chegamos à Tailândia. Do Rio até Dubai foram 14 horas a bordo do ótimo avião da Emirates, com uma escala de quatro horas na Arábia Saudita e mais seis horas de voo até aterrissar em Bangkok.

Foi então que nossa aventura literalmente começou. Quando fomos recolher nossas bagagens, nos deparamos com um típico cenário de um show de rock em grandes arenas: dezenas de pessoas se espremiam e se acotovelavam, sendo conduzidas por espaços cada vez mais apertados, sem saber muito bem se estavam indo pelo caminho correto.

Quando chegamos à imensa fila da imigração, foi um momento lindo! A fila andava tão devagar que provavelmente quando chegássemos à esteira de bagagem já encontraríamos nossas malas. Dito e feito: passamos sem problemas pela imigração – nenhuma pergunta foi feita a nenhum de nós dois – e recolhemos nossos pertences.

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1 THB = R$ 0,09 = US$0,031


Após pedirmos ajuda no Balcão de Informações, pegamos o trem (ou metrô) dentro do aeroporto. O fato de não ter que enfrentar taxistas desonestos para fazer o trajeto aeroporto-hotel nos emocionou sobremaneira. Seis estações adiante, saltamos e, como o GPS é nosso pastor e nada nos faltará, começamos a caminhar.

Nos aventuramos por alguns quarteirões arrastando nossas malas pelo caótico trânsito de Bangkok quase no meio da rua, uma vez que praticamente não havia calçadas, sob uma temperatura de 30 graus, ao meio-dia, com uma umidade altíssima. Não foi gostoso, mas foi emocionante.

Tudo o que queríamos era chegar, tomar um banho – estávamos viajando há 24 horas –, comer algo e descansar. Por isso, rolou uma grande decepção quando, ao chegarmos em nosso destino, recebemos o aviso de que nosso quarto ainda não estava pronto e que, portanto, teríamos que esperar mais alguns minutos.

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A rua do nosso hotel


Comemos então um kebab no restaurante iraniano de nosso hotel tailandês com indisfarçável voracidade e, logo após, subimos para o quarto: espaçoso (ainda que nada luxuoso), com ar-condicionado Split marcando fabulosos 16 graus, uma cama enorme, wi-fi potente, TV LCD e um banheiro grande.

Após um mais do que necessário banho, resolvemos tirar um cochilo antes de sair para comer e conhecer a noite tailandesa. Resultado: capotamos e só fomos acordar 15 horas depois, já na manhã do dia seguinte.

Airport Link
City Line Blue
Preço: 40 THB – R$ 4
De: Suvarnabhumi Airport
Para: Ratchaprarop station

Shadi Home & Residence
Endereço: 38/5 Ratchaprarop 8 , Makkasan, Ratchatewee, Bangkok Pathumwan Bangkok, 10400, Tailândia
Preço: 1.100 THB (+ 3% by credit card) – R$ 110 per day/room
#1084239 por Just Journeys
01 Mai 2015, 13:57
CONHECENDO BANGKOK


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Acordamos cedo para o café da manhã e tomamos nosso primeiro susto, ainda que tenhamos pesquisado os hábitos locais: havia macarrão, arroz, batata doce, cozidos, refogados e muita, mas muita fritura. Numa olhada rápida, tememos pelo pior: o que nos restava para a primeira refeição do dia seria melancia, batata frita e salsicha. Até que descobrimos o café, os pães, os ovos mexidos e a omelete.

Depois de comer, fomos conhecer as redondezas para ter uma noção mais acurada da área onde estávamos instalados. Aí se iniciou outra aventura, com direito a corridas para não sermos atropelados. Nos sentimos naquele jogo do Atari, “Freeway”, no qual a galinha tem que atravessar a rua.

Entretanto, o que mais nos marcou nesse curto passeio foram as claustrofóbicas calçadas. Sim, elas existem, porém mais se assemelham a túneis vivos. Nelas, há de tudo: camelôs vendendo eletrônicos, cozinhando, comendo, oferecendo massagem com wi-fi etc. O aroma é uma nauseante mistura de fritura, flores, esgoto e incenso, que impregna o ambiente e não ajuda em nada a aliviar sua sensação de claustrofobia; apenas te faz ansiar por uma boa lufada de ar fresco.

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Pantip Plaza – o mundo dos eletrônicos
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Até que você consegue escapar desse corredor maligno e avista o oásis: a confusão inodora do shopping e a bênção de seu ar-condicionado fazem com que se renove a fé em Deus e na Humanidade.

Se precisar ir ao banheiro, saiba que nem sempre se pode contar com luxos como privadas ou papel higiênico. É possível que você só encontre um buraco no chão e um aviso para não pisar na privada. O problema é que NÃO há privada (ou não havia, naquele caso específico. Nota: este fato ocorreu num banheiro feminino, que em tese seria mais limpo do que o masculino). Ou seja, andar com um rolinho de papel higiênico na bolsa ou na mochila pode ser tão importante quanto a descoberta da penicilina.

Em tempo: Quando for experimentar a culinária local, preste muita atenção ao ouvir a pergunta: “Chili?”. Diga “No” prontamente caso não queira ter emoções fortes pelo resto do dia. Guarde essas palavras mágicas se dá valor à vida: “No spicy!”.

Pantip Plaza

Endereço: 604/3. Ratchathewi, Bangkok 10400, Thailand
Site: http://www.pantipplaza.com

Park Food Platinum Shopping

Endereço: Ratchathewi, จังหวัด กรุงเทพมหานคร Thailand
Site: http://www.platinumfashionmall.com
#1084245 por Just Journeys
01 Mai 2015, 14:12
VISITANDO TEMPLOS DE BANGKOK

Acordamos nos sentindo sagazes e resolvemos nos aventurar por um barquinho simpático que nos pareceu ser um meio de transporte público bastante eficiente. Qual não foi nossa surpresa ao descobrirmos que nossa querida embarcação na verdade flutuava num rio de esgoto (não muito diferente da nossa Baía de Guanabara, para sermos justos).

Após nossa locomoção fluvial, pegamos um táxi e experimentamos pela primeira vez o famoso congestionamento tailandês. Próximos ao Grand Palace, decidimos acatar a sugestão de nosso condutor e fizemos o resto do trajeto a pé.

Dentro do GP, caos e muito calor. As construções são muito bonitas e imponentes, mas a sensação de excursão da Disney incomoda, e muito. É gente demais, um calor insuportável e os funcionários não são muito simpáticos.

Tenha o cuidado de ir com os ombros cobertos, pois nem mesmo com uma echarpe sobre eles sua entrada será permitida. Você terá que retornar à entrada, pegar uma nova fila e alugar uma peça de roupa por 200 THB (o dinheiro é devolvido no final da visita). Ou seja, de forma alguma aja como se estivesse sensualizando em Ipanema. Você será barrada.

Os funcionários, de forma incompreensível, mentem para o turista e afirmam que está tudo fechado – o templo e o aluguel de roupas -, mesmo você vendo, bem à sua frente, pessoas entrando no GP e alugando vestimentas. Além disso, a admissão custa 500 THB (R$ 50) por pessoa e não aceitam cartão.

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Grand Palace
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Grand Palace


Depois fomos ver o Buda deitado, num templo muito mais tranquilo. Lá você tem a oportunidade de dar uma respirada, apreciar o local e o Buda, e, quem sabe, até mesmo dar uma meditada. E por apenas 100 THB (R$ 100) por cabeça. Quando nos demos por satisfeitos, tentamos pegar um táxi para voltar. Aí começou uma nova aventura.

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Wat Pho


Conseguimos, acreditando que por obra do Senhor, pegar um táxi. Entramos e o ar-condicionado nos deu as boas-vindas, mas este sonho seria por pouco tempo. Ao perguntar para onde iríamos, o taxista se recusou a rodar mais cinco metros que fossem por causa do congestionamento. Parou e, muito educadamente, nos pôs para fora de seu veículo.

Após sermos recusados por dezenas de taxistas, resolvemos apelar para os tuk tuks. Tentamos por uns 20 minutos, até que chegamos à conclusão de que não conseguiríamos voltar ao nosso hotel por um preço honesto.

Desistimos e, graças ao nosso Guia de Turismo e a nossos cérebros GPSianos altamente evoluídos, fomos por uma rota alternativa. Pegamos um outro barco que também seguia por um outro rio de esgoto até a Estação Central. Tudo isso sem saber quanto custava a passagem, se comprávamos antes ou pagávamos no barco, se estávamos na rota correta etc.

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Rio


Chegamos ao destino final – o hidroviário, pelo menos – e pegamos o metrô. Ao entrarmos no vagão, o Nirvana: aquele ar-condicionado amigo, que te conforta e faz com que você se sinta mais humano e menos um trapo de gente.

Dito isto, devemos confessar que, após desistirmos dos táxis e dos tuk tuks, chegamos tranquilos ao hotel. Naquele momento, o banho se fazia mais do que necessário.

Dica importante: tente sempre se hospedar perto de estações de metrô e barco, pois o trânsito é muito ruim.

Grand Palace
Endereço: Na Phra Lan Rd, Phra Nakhon, Bangkok, 10200, Thailand
Preço: 500 THB = R$ 50 = US$ 15,57
Site: http://www.palaces.thai.net

Wat Pho
Endereço: 2 Sanamchai Road, Grand Palace Subdistrict, Pranakorn District, Bangkok 10200, Thailand
Preço: 100 THB = R$ 10 = US$ 3,07
Site: http://www.watpho.com
#1084459 por Just Journeys
02 Mai 2015, 00:35
ALMOÇO TAILANDÊS E JIM THOMPSON’S HOUSE

Fomos almoçar no Ban Khun Mae, um restaurante recomendado pelo nosso Guia de Turismo e não nos decepcionamos. O lugar era excelente em tudo: acolhedor, atendimento prestativo, comida ótima. Dividimos um prato que era como uma coletânea da culinária tailandesa e saímos mais do que satisfeitos para ir conhecer a casa de Jim Thompson, americano que desapareceu misteriosamente na década de 1970.

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Ban Khun Mae
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Lá, mesmo que postos à prova pelos mosquitos e pelo calor infernal, tivemos a sorte – e o privilégio – de termos como guia uma tailandesinha fofa, engraçada e espirituosa. Nos solidarizamos com ela de imediato, pois percebemos o quanto ela também sofria com a alta temperatura: gotas de suor escorriam por seu rosto simpático. Estávamos todos irmanados na desidratação.

A casa em si pode ser fotografada e vista sem auxílio profissional. Além de enorme e muito bonita, é disponibilizado um panfleto na entrada com a maioria das informações de que você – supostamente – precisa. Entretanto, a visita guiada de 35 minutos te dá uma perspectiva diferente, com muitas curiosidades.

Além disso, cultura nunca é demais, e as piadas inspiradas de nossa pequena guia fizeram a diferença. No fim das contas, o ingresso de 100 THB acabou valendo muito a pena.

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Jim Thompson


De lá, pegamos mais uma vez o barquinho pelo rio de esgoto e retornamos ao hotel. Foi um dia – inicialmente banal e comum – bastante produtivo e recompensador.

Jim Thompson House
Endereço: Thanon Rama I, แขวง วังใหม่ เขต ปทุมวัน Bangkok 10400, Thailand
Preço: 100 THB (R$ 10)
Site: http://www.jimthompsonhouse.com

Ban Khun Mae Restaurant
Endereço: 458/6-9 Siam Square Soi 8, Rama 1 Road, Patumwan District
Site: http://www.bankhunmae.com
#1084461 por Just Journeys
02 Mai 2015, 00:41
KAO SAHN ROAD E WALKING MEDITATION

Acordamos, pegamos o já conhecido barquinho de esgoto e fomos até a estação/porto final (Phan fa Lilat) para conhecer o templo Wat Ratchanatdaram.

Mais uma vez quiseram nos dar a volta: basta abrir um mapa na rua para figuras de pouca luz se aproximarem com historinhas do tipo “Hoje é Dia do Buda, os templos estão todos fechados, deixa que eu te levo a um lugar melhor”. Só que não existe Dia do Buda.

Nesse templo, pudemos dar uma meditada enquanto caminhávamos descobrindo suas inúmeras belezas (isso mesmo, chamado “Walking Meditation”, era ao mesmo tempo simples e bastante inspirador. E grátis!).

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Wat Ratchanatdaram
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Chao lindo do templo


Logo depois, nos aventuramos num tuk tuk em direção à Kao San Road, rua que ficou bastante famosa com o filme “Se beber não case 2”. Após insistir e pechinchar, conseguimos que nosso valoroso condutor nos deixasse em nosso destino. Ali, mesmo no inclemente sol do meio-dia – “O quê vocês vão fazer lá agora? Vocês têm que ir pra lá à noite!”, disse nosso cicerone, como se uma rua deixasse de existir durante o dia –, foi possível perceber a marola de drogas, sexo e rock’n’roll. Muita gente “jovem, curtida e descolada” passeava admirando as centenas de camisas bacanas, vestidos lindos, lojas de tatuagem e restaurantes.

Enquanto almoçávamos, percebemos uma garota de ar vivido oferecendo seus serviços aos clientes, aparentemente chapadíssima. Depois, fomos em busca de um outro porto para repetir aquele esquema barco-metrô, não sem antes nos desvencilharmos de malas que, sem nem sequer saberem para onde íamos, afirmavam categoricamente que estávamos indo para o lado errado!

Fizemos o trajeto de volta sem problemas e seguimos para um bar no 83º andar de um hotel de luxo no nosso quarteirão. Segundo informações, lá de cima se tinha acesso à vista mais bonita da cidade. Falando nisso, não é que Bangkok seja feia: há partes muito bonitas, mas ficamos num bairro que se assemelha ao Centro do Rio, mas especificamente ao Saara. Não, não é legal.

Empolgados com a inscrição “Free entry”, seguimos ao hotel de luxo (em tempo: tudo parecia muito esquisito, uma vez que havia filas formadas e pessoas com bilhetes nas mãos). Seguindo adiante tivemos aquele choque de realidade: sim, você pode subir ao terraço, é só pagar 400 THB. “No free?”, indagávamos, usando do inglês rudimentar falado naquelas bandas. “No free”, respondia a caixa. “400 THB”, completou ela.

Não iríamos pagar 400 THB para subir num elevador até o terraço de jeito nenhum. Por isso, retornamos ao nosso hotel, uma vez que, no dia seguinte, precisaríamos levantar às 5h da manhã para viajar. Nossa próxima parada: Ko Phangan.

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Wat Ratchanatdaram
Endereço: Maha Chai Road, Wat Bowon Niwet, Phra Nakhon
Preço: Grátis
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:46, em um total de 1 vez.
#1084465 por Just Journeys
02 Mai 2015, 01:04
CHEGANDO E CONHECENDO KO PHANGAN

Começamos o dia pegando um táxi às 5h30, avião às 7h, ônibus às 8h30 e, após 3h de espera, barco às 13h. Mais 3h dentro de um barco, com cadeiras confortáveis e reclináveis, e ar-condicionado, o que permitiu que rolasse aquela cochilada gostosa até nosso destino: o paraíso.

Antes porém pegamos um táxi compartilhado de 200 THB (R$ 20) por pessoa e fomos subindo ladeiras até chegarmos ao resort Sunset Hill, no alto da ilha de Ko Phangan, no qual fomos recepcionados com uma vista magnífica e “bons drink”. Em seguida, fomos ao nosso quarto – espaçoso, iluminado, com varanda –, onde trocamos de roupa e partimos pra uma piscina de borda infinita, na qual vimos nosso primeiro pôr do sol em território tailandês. Tudo isso por um preço menor do que pagamos em nossa última estadia em Geribá, numa pousadinha em Búzios (confira no fim do post).

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Sunset Hill
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Em Ko Phangan, o meio de transporte oficial é a scooter. Por 200 THB (R$ 20), você aluga uma moto por 24h e pode rodar por toda a ilha. Vale muito a pena, uma vez que qualquer corrida de táxi custa o mesmo valor por pessoa, independente da distância percorrida. Você entrega seu passaporte e recebe a motorbike com o tanque vazio. Sim, você aluga a scooter e ainda tem que, no ato, comprar uma garrafa de gasolina para abastecer.

Há, entretanto, alguns detalhes a serem levados em consideração. Ko Phangan é uma ilha de ladeiras, então são morros e mais morros que o condutor tem que subir e descer a todo momento. Além disso, a mão é inglesa em todo o território tailandês, e, por mais que possa não parecer, é bastante fácil você se confundir em alguns momentos.

Ao alugar um veículo, sua atenção – e tensão – fica redobrada, pois ninguém quer arcar com um possível prejuízo em um eventual e indesejado acidente. Quando se tem alguém na garupa, a preocupação aumenta ainda mais, pois não há apenas a sua vida a defender e a manter em segurança.

Agora, quando você NUNCA pilotou uma moto – ou uma scooter – todo esse conjunto de elementos pode comprometer um pouco a sua tranquilidade, acrescentando um tantinho de tensão à situação.

Por isso, tivemos que fazer um pequeno treino antes de deixar o hotel, uma vez que sair do alto do morro já seria um teste de nervos (e dos freios) apenas no trajeto até a rodovia. Sob o olhar visivelmente cheio de temor do assistente da locadora, ainda tivemos que escutar um “He is no good”. Não, não foram palavras encorajadoras. Mesmo assim, nos aventuramos em direção a uma belíssima praia no norte da ilha.

No caminho, avistamos um casal, no acostamento da estrada, com sua scooter no meio do mato e com sangue escorrendo pelas pernas. Não foi uma visão tranquilizadora, muito pelo contrário, como você bem pode imaginar. O bom é que, como não há marchas, tudo o que é preciso fazer é alternar entre acelerar e frear, o que facilita bastante tua vida. Excetuando-se uma certa dificuldade inicial para “arrancar” com a moto, o resto é tirado de letra (claro, se você souber andar de bicicleta). Por isso, o mesmo trajeto que levamos 30 minutos para percorrer até chegarmos à praia teve seu tempo reduzido à metade quando retornamos ao hotel.

Só houve mesmo dois momentos em que a adrenalina se fez presente: logo na descida da super íngreme ladeira do hotel, que dá de cara na rodovia, tivemos que apertar os dois freios como se nossa vida dependesse disso (e, na verdade, dependia, mesmo!); e, na volta, praticamente no mesmo lugar (só que agora no início da ladeira, que começava numa curva), quando, ao acelerarmos para subir, rapidamente tivemos que frear e endireitar a moto para não saltarmos espetacularmente para dentro do mato.

Enfim, chegamos sãos e salvos em nossos destinos, e pudemos aproveitar mais uma das lindas praias de Ko Phangan. Abaixo, um breve relato daquelas que tivemos o privilégio de conhecer:

Secret Beach (Ao Haad Son): esta praia era bem perto de nosso hotel – 3 minutos de distância motorizados ou uns 15 caminhando – e foi a nossa preferida. Era linda, com coqueiros garantindo uma sombrinha, uma faixa de areia grande, bastante tranquila e com boas e baratas opções de restaurantes.

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Secret Beach
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Haad Chao Phao: na frente da varanda e/ou do lounge de nosso hotel podíamos ver esta praia, que tinha dezenas de bangalôs por toda sua extensão. Também tranquila e de água cristalina, mas com uma faixa de areia um tanto reduzida para nosso gosto.

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Haad Chao Phao
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Ao Haad Yao: mais uma praia linda e muito agradável, com uma extensão de areia maior, além de várias opções de restaurantes e pousadas. Passamos o dia inteiro lendo debaixo de uma árvore amiga.

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Ao Haad Yao
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Haad Mae Haad: esta foi a praia da nossa aventura de scooter, e se revelou uma ótima opção. Talvez por ser a praia com a maior extensão, e ainda se dividir em duas, foi a mais cheia de todas elas. Além da tradicional água cristalina e de sua beleza, tinha dezenas de tendas de massagem, com preços bastante acessíveis, além de um bom restaurante dividindo as duas faixas de areia.

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Haad Mae Haad
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Após ver milhares de ofertas das tradicionais massagens tailandesas em Bangkok, resolvi experimentar em Ko Phangan. Quando finalmente chegamos na praia de Haad Mae Haad, depois de uma viagem tensa de scooter, só queríamos relaxar e não pensar na volta.

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Massagem tailandesa
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Meu primeiro engano foi achar que era relaxante e o segundo foi fazer depois do almoço.

A massagista praticamente sobe em você e, em vários momentos, achei que a comida iria sair pela boca, de tanto que ela me amassou. A massagem dura uma hora e ela literalmente aperta todas as partes do seu corpo, desde o dedinho do pé até o couro cabeludo. No final, você realmente se sente bem.

Incrivelmente, não fiquei com nenhum roxo no corpo e pretendo fazer outras vezes. Depois, descobri que a massagem tem 3 níveis: leve, normal e pesado. No meu caso, ela não me perguntou – ou eu não entendi – qual nível eu queria, então não tenho noção se ela pegou pesado ou leve comigo.

No entanto, se eu fiz o nível leve, não quero nem saber como é o pesado.

Massagem tailandesa, 250 THB (R$ 25) por 1h

Sunset Hill Resort
Endereço: 81/15 moo , Haadchaophao, Koh Phangan, Surat Thani, Thailand
Preço: 1.710 THB (+ 3,5% by credit card) = R$ 171
Site: http://www.sunsethillresort.com
#1084467 por Just Journeys
02 Mai 2015, 01:15
PASSEIOS EM KO PHANGAN: KOH TAO E KOH NANG YUAN

Em Ko Phangan, fizemos um passeio de barco até Koh Tao, uma outra ilha famosa por sua beleza. Esse tipo de tour não nos agrada muito, pois sempre tem alguém sem noção que não preza pela coletividade e faz o grupo se atrasar em algum momento. Acontece que, em alguns casos, ou se faz esses passeios ou não se conhece os lugares, uma vez que são a melhor alternativa de se chegar em alguns locais, como reservas protegidas, de uma maneira mais rápida.

Primeiro fomos à ilha Koh Nang Yuan, na qual subimos uma escadaria, bastante íngreme e cansativa para alguns, em direção ao mirante, do qual se tem uma vista belíssima de toda a região (parte dela pode ser vista na foto abrindo esse post). Após a descida, demos um rápido mergulho pois já estava na hora do almoço.

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KOH NANG YUAN
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O buffet não tinha uma aparência das mais agradáveis e algumas das opções culinárias eram bastante apimentadas. Além disso, como era muita gente, não era permitido trocar de prato. Ou seja, você tinha que entulhar no mesmo recipiente não só a comida como a sobremesa.

Depois do almoço, mergulhamos de snorkel sobre os corais e foi um espetáculo à parte, com muitos peixes diferentes e coloridos, dos mais variados tamanhos. A água cristalina permitia uma visibilidade total por muitos e muitos metros. Para finalizar o dia, fomos de barco até Koh Tao para mais um mergulho fantástico, relaxante e belo ao mesmo tempo.

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Mergulhando em Ko Tao
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Em tempo: quando for comprar esse tipo de passeio, certifique-se de assegurar no pacote o translado hotel-porto/porto-hotel para evitar dores de cabeça desnecessárias.

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Koh Nang Yuan e Ko Tao tour
Empresa: Lomprayah
Horário: 8 às 16h
Preço: 1.800 THB (R$ 180)
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:47, em um total de 1 vez.
#1084471 por Just Journeys
02 Mai 2015, 01:31
AS DELÍCIAS DE AO NANG, EM KRABI, E A ROUBADA DE JAMES BOND ISLAND

Após pesquisarmos, decidimos nos hospedar em Ao Nang, ao invés de ficar no centro de Krabi. E a escolha não poderia ter sido mais acertada. Mais barata do que Ko Phi Phi, ainda havia em Ao Nang beleza, charme e tranquilidade que não encontramos na outra opção, a qual visitamos posteriormente.

Ao Nang lembra um pouco o centro de Búzios, com suas inúmeras lojinhas e os mais diversos restaurantes à beira-mar. Como fica numa posição privilegiada, pudemos pegar vários barcos e ir para as mais variadas praias e/ou ilhas. Fomos para algumas próximas, como a linda Raylay Beach (15 minutos, cercada por dois paredões rochosos e com água cristalina) e Phra Nang Beach (20 minutos, onde almoçamos uma quentinha deliciosa), uma praia não menos espetacular, com barquinhos-restaurantes e duas cavernas para o visitante apreciar.

Numa delas há um restaurante que, infelizmente, apenas hóspedes do hotel podem frequentar (e era exatamente ali onde nós ignorantes pretendíamos almoçar). Na outra caverna, dezenas de esculturas fálicas – segundo reza a lenda – garantem a fertilidade (ou, quem sabe, evitam a disfunção erétil).

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Railay Beach
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Phra Nang Beach
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Em relação a passeios mais distantes, tivemos duas experiências diametralmente opostas: um passeio a James Bond Island e uma ida até Maya Bay.

No primeiro, optamos por fazer um tour diferente, fugindo um pouco da temática praiana. A “aventura no caiaque” também encheu nossos olhos. Mas foi tudo uma decepção. Portanto, não caia nessa roubada.

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James Bond Island
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O parque – e a “excursão” em si – nada tem de muito interessante (ou de “aventura”, por assim dizer). Nem o caiaque é “pilotado” pelo visitante: há um “remador contratado” que faz o trabalho braçal para você, quando justamente o que queríamos era remar nós mesmos.

Aqui, um parênteses: a única parte “legal e emocionante” é quando o caiaque passa debaixo das pedras, o que somente poderia ocorrer com um remador experiente (sim, somos contraditórios, mas quem não é?). Agora, se você tem claustrofobia, já fez exame de ressonância magnética e até hoje não se recuperou, passará por fortes emoções!

Ao menos, o buffet do almoço era uma maravilha, com comida gostosa e farta, completamente diferente do menu do passeio anterior, em Koh Tao. O restaurante também possuía sua peculiaridade: ficava na parte dianteira da ilha de Koh Panyee, uma vila muçulmana de pescadores formada por dezenas de barracos-palafitas.

De curioso, apenas o fato de que alguns orientais sem noção paravam ao lado de um ocidental – como se ele fosse um animal exótico – e, sem falar nada ou pedir permissão, tiravam uma foto, numa espécie de “souvenir vivo” para a posteridade.

No fim do dia, visitamos um Templo-Caverna (Monkey Temple) para dar comida aos macacos (não demos, mas “Ouro de Tolo”, do Raul Seixas, teimava em tocar na nossa rádio mental) e uma cachoeira (que estava mais para um córrego devido à estiagem, como lamentou nosso guia super animado e feliz). Nada demais.

Já o passeio até Maya Bay (com direito a dormir no barco e levantar às seis da manhã para assistir ao nascer do sol na praia deserta) foi tão incrível que merece um post só para ele. A seguir.

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Swiss Chalet Thailand
Endereço: 153/6 Moo3 Soi 8 Muang, Krabi, 81000 Praia de Ao Nang, Tailândia
Site: [url]swisschalet-thailand.com[/url]
Preço: 1.343 THB (R$ 134) + 3,5% by credit card

Long Tail
De Ao Nang para Railay Beach e Phra Nang Beach
Preço: 100 THB (R$ 10) each way

James Bond Tour
Phang Nga Bay
Duração: 08:30 – 17:30
Preço: 1.200 THB (R$ 120)
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:48, em um total de 1 vez.
#1084474 por Just Journeys
02 Mai 2015, 01:46
UM PASSEIO INESQUECÍVEL: PERNOITANDO EM MAYA BAY

E então chegamos ao grande passeio da viagem até agora: o pernoite em Maya Bay, aquele paraíso de “A Praia” (sim, sabemos que é o pior filme do Danny Boyle). Resolvemos passar a noite lá porque ir durante o dia é compartilhar do caos e da farofa. Desta vez, tudo valeu a pena, ainda que com um certo – e justificável – temor inicial. Senão, vejamos:

A viagem começa às 8h30, em uma espécie de carro/comboio, bastante parecido ao táxi compartilhado de Ko Phangan, que segue por uma hora até o porto de Krabi. De lá, às 9h30 pegamos um ferryboat e, depois, mais duas horas de viagem. Quase ao meio-dia chegamos em Koh Phi Phi: demos uma volta na ilha, conhecemos as praias, demos um mergulho, vimos a destruição provocada pelo tsunami e escolhemos um restaurante para almoçar. Tivemos a sorte de escolher um ótimo, Papaya Restaurant, cuja comida veio muito bem servida e saborosa (além de barata).

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Koh Phi Phi
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Só iríamos deixar o porto às 15h, então pudemos fazer tudo com bastante calma. No horário marcado, erramos o local de embarque, mas como estávamos adiantados conseguimos subir sem maiores problemas.

Quando avistamos o barco com a inscrição “Sleepaboard” já completamente lotado, uma grande apreensão se fez presente. A palavra “roubada” se instalou como um mantra em nossas mentes. Havíamos lido que pernoitariam umas 20 pessoas, que só havia um banheiro, que a viagem era muito disputada etc. Numa olhada rápida, contamos pelo menos 40… Imediatamente o arrependimento começou a se instalar. Até que o nosso simpático – e fanfarrão – guia nos deu as boas-vindas e esclareceu que 18 daqueles que lá se encontravam só iriam até metade do passeio, e que portanto não dormiriam na embarcação, o que significava mais espaço e menos gente para dividir as instalações e o banheiro.

Nosso humor começou a melhorar e em pouco mais de 30 minutos chegamos à primeira parada, na qual nos foram dadas duas opções: mergulhar de snorkel ou andar de caiaque. Como já havíamos mergulhado duas vezes, e não pudemos remar em James Bond Island, escolhemos a segunda opção. E fizemos bastante bem, pois fomos até um dos lugares mais bonitos que vimos durante toda a viagem: um enorme paredão rochoso que represava o fim do mar ao mesmo tempo em que criava duas pequenas ilhotas. Lá pudemos ver um macaco, completamente indiferente à nossa presença, saindo da água (!) e escalando a rocha em busca de pequenos caranguejos para fazer uma boquinha.

Retornamos ao barco na hora certa, pois a maré começava a baixar – o que não combinou muito bem com nossos remos – e ainda tivemos tempo para um mergulho rápido de snorkel, quando vimos uma quantidade absurda de peixes, que suplantou e muito nossos dois primeiros mergulhos.

Dali seguimos até Maya Bay, onde chegamos poucos minutos antes do pôr-do-sol. Pouco tempo depois foi servido o primeiro buffet, com arroz, frango ao curry e legumes fritos, comida boa e sem miséria. Após o jantar, chega o momento do “drink grátis”: você escolhe os ingredientes – Coca ou Sprite, rum ou vodka, além de Red Bull tailandês, se quiser – e tudo é misturado dentro de um pequeno balde com gelo (sim, num BALDE).

Se aceitar esse “baldinho”, por mais tímido e antissocial que você seja, em pouco tempo estará conversando com dois holandeses, uma inglesa animada e um casal francês como se eles fossem teus amigos de infância. Se chegar ao fim do balde, é possível que a noite já tenha entrado para o rol das “mais incríveis” da sua vida. Apenas o nosso barco tem/tinha permissão para pernoite em Maya Bay, uma ilha/reserva sem restaurantes ou construções além de uns banheiros xexelentos. Ou seja, a praia era toda nossa.

Era impossível não pensar, durante as idas ao banheiro, nas plácidas noites em Crystal Lake, ao redor da fogueira, com nosso amigo Jason Voorhees, ou naquelas placas de desenho animado da Hanna-Barbera escritas em letras garrafais: “Enter at your own risk!”. Pode parecer brincadeira, mas não era. Havia uma tensão. Real.

Horas depois, quando já havia rolado um churrasquinho de frango e uma (sempre) dispensável rodinha de violão enquanto os baldes seguiam sendo consumidos, chegava a hora de voltar para o barco. Era o surreal momento de mergulharmos com os plânctons. Então, todos bêbados, colocamos nossos coletes salva-vidas, máscaras e snorkels e saltamos para a escuridão. Foi um momento indescritível. Estávamos lá, às duas horas da manhã, maravilhados enquanto nadávamos com os plânctons num mar só “nosso”.

Depois, rolou aquele balde – ôpa – de água doce – ahh – e fomos dormir. Ou melhor, deitar, pois a festa continuava na cozinha. As pessoas foram se instalando nos sacos de dormir e colchonetes, com espaço suficiente para todos, uma vez que ainda havia o segundo andar do barco e um “terraço”. A brisa marítima era refrescante e relaxante ao mesmo tempo.

Até que… desabou um temporal. Todos tiveram que se espremer em um terço do espaço disponível, as janelas foram todas fechadas e o barco começou a balançar com mais intensidade. Em vez de espaço e ventinho gostoso, vieram aperto e calor. O bom é que, pelo menos, isto foi por pouco tempo: a chuva parou e a tripulação se distribuiu.

Às 6h da manhã, apenas algumas horas depois, fomos todos “acordados” para presenciar o nascer do sol. Um rápido café da manhã, uma última ida à praia para a despedida, mais um retorno ao barco para um último mergulho com snorkel e, às 9h, zarpamos para o porto de Ko Phi Phi.

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Maya Bay
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Mergulho em Maya Bay
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De lá, mais duas horas até o porto de Krabi e, então, mais uma hora de ônibus até Ao Nang. E, sem medo de errar, podemos afirmar que valeu cada segundo.

(Aqui vai um “Muito obrigado” à Raquel, que insistiu e conseguiu reservar em minutos um passeio que a maioria das pessoas leva/levou meses para conseguir. Minha retribuição foi puxar papo com um holandês, que, muito simpático e receptivo, nos tirou do isolamento inicial e impediu que ficássemos marcados como um casal egoísta, antissocial, autossuficiente. Não sei precisar qual foi exatamente a razão que me levou a conversar logo com ele, mas acabou sendo de fundamental importância não apenas para o desenrolar do passeio mas, principalmente, como reflexão posterior.

Antes de irmos embora, ele protagonizou uma bonita e tocante cena, que emocionou todos aqueles que a presenciaram. Mais de uma vez ele disse para nós – a respeito de nossa viagem e de nosso “ano sabático”: “You have a good life”, o que nos fez pensar bastante mais tarde. Por essa razão, decidimos compartilhar o ocorrido aqui.

Quatro meses atrás, na Holanda, enquanto esperava sua namorada, recebeu um telefonema do celular dela. Ele atendeu, certo de que era ela no outro lado da linha dizendo que estava chegando ou algo do tipo, quando recebeu a informação, passada por uma voz desconhecida, de que ela havia caído de scooter e batido a cabeça. Estavam ligando para ele porque seu número constava em caso de emergência. Ela não resistira à queda.

Não sabemos se ele já tinha comprado a passagem naquela época, mas provavelmente ela estaria lá em Maya Bay com ele – e conosco. Ainda assim, ele parecia estar aproveitando a oportunidade de estar ali e sendo super solícito com completos desconhecidos. A frase, “You have a good life”, repetida algumas vezes, mas sempre com um sorriso no rosto, ganhou um novo significado para nós. Ele fez com que a gente parasse para pensar na nossa aventura de scooter, na nossa viagem, nas nossas vidas.

Sim, o clichê é real, e muito duro: a vida é uma só, e pode terminar num segundo.

Ele fez sua homenagem a ela na areia da praia naquela manhã e nós fazemos aqui.

Our condolences, Noud. We felt very sorry for your loss. May she rest in peace).

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Maya Bay Sleep Aboard
Preço: 3.000 THB (R$ 300) por pessoa
Site: http://www.mayabaytours.com
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:49, em um total de 1 vez.
#1084481 por Just Journeys
02 Mai 2015, 02:16
DIAS FELIZES EM CHIANG MAI

Em Chiang Mai nos hospedamos em uma casa tipicamente tailandesa, Baan Song Jum (“casa de boas recordações”), e tivemos o prazer da companhia de Nui (ou Mrs Prichard), uma senhora simpática que, assim como seu filho, Pen, nos ajudou muito com várias dicas e conselhos úteis e importantes sobre viagens, passeios e comidas típicas.

Bem em frente à casa, havia um lugarzinho típico, Wang Sing Kham, no qual nos deliciamos por muitos dias com “Roast duck with rice” (50 THB = R$ 5). Ainda nesta rua, havia uma infinidade de cafés charmosíssimos, inúmeras galerias de arte e restaurantes dos mais variados tipos, muitos deles escondidos. Era uma agradabilíssima surpresa quando adentrávamos em algum local e descobríamos uma super varanda, um jardim ou quintal nos fundos da casa, beirando o rio.

Os preços também variavam muito, entre refeições, cafés e lanches. Porém, havia opções para todos. Em nosso primeiro dia, fomos agraciados com uma chuva torrencial que nos obrigou a ficar duas horas dentro de um café/galeria chamado Meeting Room. Lá dentro, enquanto matávamos o tempo, pudemos apreciar obras muito bonitas e interessantes, enquanto degustamos sanduíches caprichados. Ainda assim, tomamos banho de chuva – e de poças jogadas pelos carros – ao voltar para a pousada, na qual chegamos encharcados e imundos.

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Wat Chedi Luang
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Havia também – não apenas na Cidade Velha, mas lá principalmente – a sensação de existir um Templo a cada esquina, e era bastante comum cruzar com monges – em suas vestes típicas – pelo caminho. Uma vez, dentro de um táxi compartilhado (o mesmo que um ônibus para eles), tivemos inclusive de trocar de lugar devido à presença de um deles, que, aparentemente, não podia sentar-se ao lado de uma mulher.

Quando visitávamos um dos templos perto de casa, um monge simpático nos abençoou com duas pulseirinhas para dar boa sorte, além de tocarmos por três vezes um grande gongo para reafirmarmos esse desejo e essa bênção. E o melhor de tudo é que todos podem ser abençoados e ter sorte na vida: basta pagar 20 THB (R$ 2)!

Um dos templos que realmente merece a visita é o Doi Suthep, que fica no alto do morro. O caminho sinuoso lembra um pouco o trajeto Usina-Alto da Boa Vista (na zona norte do Rio de Janeiro), e a brisa fresca é mais um motivo para você não deixar de ir. Lá em cima, muito luxo em contraposição à simplicidade do estado meditativo, e uma linda vista.

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Vista de Doi Suthep
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Os templos são um capítulo à parte e merecem – todos eles – ser visitados. Ou, ao menos, que se visite o máximo possível, pois são todos grandiosos, imponentes e majestosos, cada um à sua maneira.

Outro passeio que fizemos foi o safari tour de um dia. Começa com uma visita a um orquidário, em que ficamos em torno de 15 minutos, e depois fomos até uma vila típica tribal, onde há várias crianças e casas muito pobres. É interessante conhecer como eles vivem, como é feita a comida, a eletricidade por luz solar, as áreas comuns para ver TV e cozinhar.

Seguimos para a tribo das long neck women, onde as mulheres refugiadas do Mianmar usam anéis no pescoço. Quanto mais velhas, mais anéis; porém, eles são tão pesados que os músculos perdem a força e elas não conseguem mais sustentar o peso do pescoço sem esses colares.

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Long neck woman
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Em seguida, fizemos um tour com elefantes – passando por rios e lagos e nos molhando todos – que dura cerca de 45 minutos. Nesse mesmo lugar foi servido o almoço: arroz, verduras com molho agridoce, frango com curry e rolinho primavera, gostoso e not spicy.

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Elefantes
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Durante a tarde, sob o sol forte e num calor de 35° C, fomos nadar em uma cachoeira e nos aventurar na última e mais interessante etapa do passeio: o rafting no rio. Ainda que estivesse na época da seca e o rio não estivesse tão cheio – logo, a descida não foi tão emocionante -, foi bem animado.

A diversão consistia em ultrapassar todos os botes e molhar todo mundo. Os moradores locais – ribeirinhos – nos esperavam passar para jogar água, desde crianças até velhinhas, que riam sem parar. Foi muito divertido e bonito ver a alegria daquelas pessoas com algo tão simples.

Chiang Mai foi o único lugar em que estendemos nossa passagem por mais de uma semana até agora, e foi ótimo para dar uma relaxada. Charmoso, tranquilo e com diversas opções culinárias e culturais.

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Pousada Baan Song Jum
Endereço: Charoen Rat Rd, เทศบาลนครเชียงใหม่, จังหวัด เชียงใหม่ 50000
Site: https://www.airbnb.com.br/users/show/152114
Preço: 900 THB (R$ 90)

Restaurante Wang Sing Kham
Endereço: Charoen Rat Road

Restaurante The Meeting Room Art Cafe
Endereço: 89 Charoen Radj Road, Opposite of Wat Ket, Chiang Mai City, Chiang Mai 50000, Thailand

Restaurante Huen Phen
Endereço: 112, Rachamangkala Road, Amphor, Muang, ChiangMai, 50000, 50000, Thailand

Restaurante Oldies Cafe
Endereço: 431, ถนนเจริญราษฎร์, ตำบลวัดเกต อำเภอเมืองเชียงใหม่ จังหวัดเชียงใหม่, 50000 50000, Thailand

Wat Chedi Luang Worawihan
Endereço: 103 Road King Prajadhipok Phra Singh, Muang District, Chiang Mai, 50200, Thailand
Preço: Grátis

Wat Phrathat Doi Suthep
Endereço: Mueang Chiang Mai District, Chiang Mai, Thailand
Preço: 20 THB (R$ 2) elevador + 30 THB (R$ 3) entrada
Site: http://www.doisuthep.org

Safari Tour
Preço: 1.700 THB (R$ 170)
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:51, em um total de 1 vez.
#1084482 por Just Journeys
02 Mai 2015, 02:36
VIAGEM AO PARQUE HISTÓRICO DE SUKHOTHAI

Saímos de Chiang Mai para visitar Sukhothai, numa viagem de quase seis horas de ônibus. Após esse tempo, tivemos a impressão de termos sido desovados no meio da estrada com mais três meninas que também pretendiam se hospedar no mesmo local que nós. Porém, na verdade, estávamos bastante próximos de nosso hotel, que distava apenas 5 minutos de caminhada dali.

Acontece que não havíamos feito reserva, pois imaginamos que haveria muitas opções. Infelizmente, isto era verdade, mas em relação à Cidade Nova. Estávamos na Cidade Velha, e havíamos separado o endereço da pousada que tinha as melhores avaliações. Acabou valendo muito a pena, pois a pousada Space Ben era muito bem localizada, limpa e confortável. Entretanto, mal sabíamos que, por muito pouco, não dormimos na rua.

Após pedir ajuda à senhora do balcão (pois não sabíamos onde estávamos e nem a localização da nossa hospedagem), contatos foram feitos e, 10 minutos depois, chegou uma menina em sua scooter. Ela trabalhava na pousada e nos informou que só havia um quarto vago, com cama de casal, o qual nos foi “oferecido” pelas três amigas. Um tuk tuk nos levou ao nosso destino após desejarmos sorte às meninas.

Chegando à pousada, descobrimos que a única suíte vaga (a nossa) só estaria disponível por aquela noite. Teríamos, então, que retornar à Chiang Mai no dia seguinte, pela manhã. De qualquer jeito.

Não havia tempo a perder. O banho teria que esperar.

Deixando nossos pertences no quarto, com a porta ainda aberta, perguntamos à nossa hospedeira: “O parque é muito longe daqui?”. Ela sorriu e apontou para um vasto campo à nossa frente: “Ali está o parque”.

Foi uma visão maravilhosa! A pulseirinha que o monge havia abençoado em Chiang Mai – por apenas 20 THB! – estava nos ajudando.

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Sukhothai
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Patrimônio Mundial da UNESCO, o Parque Histórico de Sukhothai é um lugar mágico, no qual nos sentimos privilegiados por lá estar. Como chegamos no fim da tarde, a luz estava belíssima. Distante cerca de 10 km da Cidade Nova (na qual nem pusemos os pés), ele cobre as ruínas da antiga Sukhothai e é rodeado por lagos, muito verde e por enormes estátuas de Buda. Cercado por inúmeros templos, tem como grande atração o Wat Mahathat, o maior mosteiro da Tailândia. Além disso, ainda conhecemos uma tailandesinha linda e envergonhada, que queria ser a melhor amiga de Raquel. Ela pediu por uma foto e, depois, conseguimos “roubar” uma dela (ver acima).

Após apreciarmos o local, voltamos ao hotel já em avançado estágio de desidratação. Foi linda a descoberta de que nosso chuveiro era bastante potente.

Na manhã seguinte, corremos um sério risco de não conseguir comprar passagens de volta para Chiang Mai naquele mesmo dia. Foram segundos intermináveis de suspense até a senhora do balcão confirmar nossos lugares. Felizmente, deu tudo certo e conseguimos pegar o ônibus para mais uma viagem de seis horas.

E você, pessoa de pouca fé, desconfiando da sorte por 20 THB!

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Parque Histórico de Sukhothai
Endereço: Mueang Kao Sukhothai, Tailândia
Preço: 100 THB (R$ 10)

Ônibus
De Chiang Mai para Sukhothai
Preço: 228 THB (R$ 22)

Space Ben Guesthouse
Endereço: 499/2 Moo 3 | Mueang Kao subdistrict, Sukhothai 64210, Thailand
Preço: 1.000 THB (R$ 100)
Editado pela última vez por Just Journeys em 03 Out 2015, 00:52, em um total de 1 vez.
#1084483 por Just Journeys
02 Mai 2015, 02:43
CHIANG RAI: BLACK HOUSE E WHITE TEMPLE

Chiang Rai é uma cidadezinha muito simpática, proclamada província tailandesa somente em 1933. Ficamos hospedados numa ótima pousada, Baan Jaru, super bonitinha e em localização privilegiada. Na nossa rua havia uma infinidade de barzinhos, um mais agradável do que o outro, em ambos os lados. Dava para caminhar por uma calçada apreciando e escolhendo em qual entrar e voltar pela outra, repetindo o procedimento.

A equipe da pousada – um casal muito simpático – nos ajudou dando a dica de um ótimo (e muito barato) restaurante, Bar Rab, a cerca de 300 metros dali, perto da Golden Clock Tower, um ponto turístico no final de nossa rua. O relógio, criado em 2008, é bonito mas não tem nada demais: apenas fica mudando de cor graças a um jogo de luz enquanto toca uma música típica, sempre às 19h, 20h e 21h. Vale muito mais a pena conhecer o restaurante do que o relógio. Mas, como distam apenas uns 100 metros um do outro, não custa nada conhecer os dois.

Esse casal também fez contato com um senhor taxista que, cobrando apenas por meia diária, nos levou para almoçar em um restaurante lindo na beira do rio, chamado Chivit Thamma Da. Além do charme de suas instalações e extremo cuidado nos detalhes (como um pôster clássico de um show de John Lennon no toalete), sua equipe era super competente, prestativa e simpática. E a comida, deliciosa.

Depois, nosso gentil choffeur nos levou até os mais conhecidos pontos turísticos de Chiang Rai: Black House e White Temple (sim, além de ser uma cidadezinha bastante charmosa – distante cinco horas de Chiang Mai -, todos os seus destaques carregam cores nos nomes).

Considerados opostos, estes dois templos são como o Céu e o Inferno da arquitetura tailandesa: um é branco, luminoso, etéreo; o outro é escuro, sombrio, sinistro. Um foi feito pelo discípulo; o outro, pelo mestre.

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White Temple
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Wat Rong Khun, ou White Temple (Templo Branco), é um templo budista e hindu desenhado pelo artista tailandês Chalermchai Kositpipat (o mesmo que desenhou o relógio supracitado).

Concebido com tinta e vidros brancos representando a pureza e a sabedoria de Buda, sua construção, que se iniciou em 1997, continua até os dias de hoje. Além de sua imponência típica dos templos tailandeses, possui galerias de arte, vários cafés e lanchonetes, além de lojinhas de artesanato. Cercado por fontes e lagos com dezenas de carpas, está em constante renovação. Em sua entrada, mãos aos céus e rostos em agonia representam aqueles proibidos de chegar ao Paraíso.

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Black House


The Black House (Casa Negra) é o lar do renomado artista tailandês Thawan Duchanee, além de ser um museu e uma galeria de arte, com belíssimas obras expostas, tanto pinturas quanto esculturas. A Casa Negra em si é logo na entrada, com móveis esculpidos em madeira e criados a partir de carcaças de animais, peles (de répteis, tigres, ursos), ossos (há uma ossada inteira de um elefante), chifres e outras bizarrices taxidérmicas.

Do lado de fora, um pássaro falante e uma jiboia enorme recepcionam os visitantes – nas suas jaulas/gaiolas, claro. Dentro de um submarino inspirado no Nautilus, de Nemo, há ainda uma câmara de tortura.

Os templos distam apenas alguns quilômetros um do outro e se complementam de forma estranha. Após visitá-los, retornamos à pousada. Havia chegado o momento de, infelizmente, deixar a Tailânda. Nossa próxima etapa: Laos.

Pegamos uma dica com o casal e resolvemos fazer a travessia Tailândia-Laos numa viagem de barco de dois dias de duração. Foi quando erramos.

Mal sabíamos que o nosso pesadelo estava só começando.

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Baan Jaru
Endereço: 1003 Chet Yot Road,T. Vieng,Muang, 57000 Chiang Rai, Tailândia
Preço: 850 THB (R$ 85)

Ba Rab Restaurant
Endereço: Thanon Baanpa Pragarn Road, Wiang, Mueang Chiang Rai District, Chiang Rai 57000, Thailand

Chivit Thamma Da Coffee House
Endereço: 179 Moo 2, Bannrongseatean Soi 3, Tambon Rimkok, Chiang Rai 57100, Thailand
Site: http://www.chivitthammada.com

Wat Rong Khun (White Temple)
Endereço: Pa O Don Chai Road, A. Muang, Chiang Rai, 57000, Thailand
Site: http://www.watrongkhun.org
Preço: Grátis

Black House
Endereço: 57100, 414 1, Nang Lae, Mueang Chiang Rai District, Chiang Rai 57100, Thailand
Preço: Grátis

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