Relatos de viagens pelos países do Sudeste Asiático: Tailândia, Vietnã, Timor-Leste, Singapura, Mianmar, Malásia, Laos, Indonésia, Filipinas, Brunei e Camboja
#1026269 por zecarlos.teixeira
26 Nov 2014, 17:22
Olá Pauline. Parabéns pelas dicas, estão ótimas! Só estou com uma dúvida. Vou no início de 2015 para a Tailândia, também sozinho, e a minha maior preocupação está sendo em como entrar na água, como vc bem disse ahahah Como vc fez exatamente? Vc deixava o dinheiro/passaporte no hostel/hotel quando ia pro mar, ou usava essas capas de celular impermeável (comprei também)?

Inclusive, farei o Maya Bay Sleepaboard, em que praticamente acamparei em um barco em Maya Bay, o que impossibilitaria deixar o dinheiro no hostel (que é algo que eu não gostaria, em primeiro lugar). Logo, estou pensando em usar a capinha impermeável mesmo para levar o dinheiro comigo para a água, mas estou com medo de a impermeabilidade falhar hahaah

O que vc recomenda?

Muito obrigado!

#1026275 por paulineaguiar2
26 Nov 2014, 17:56
Olá Ze Carlos, que bom que curtiu, obrigada!!
Então, nunca arrisquei deixar meu dinheiro no hostel, mesmo dentro do armário com cadeado. Levava tudo sempre comigo. Vi muita gente fazendo isso e não tiveram problemas. No maya bay sleep aboard são apenas 25 pessoas no barco e todos deixavam seus pertences no barco mesmo enquanto faziam snorkel. Não tive problemas. É bem mais difícil alguém arriscar pegar algo em um grupo tão pequeno. Foi bem tranquilo. Nos passeios de barco pelos outros lugares fiz o mesmo. Quando o barco parar na praia leve tudo com vc pois só retornarão após o jantar.
A capinha impermeável pode entrar um pouco de água. Acho que ela serve bem para docs e dinheiro. Uma boa ideia talvez seja colocar passaporte e dinheiro dentro de um saco plástico ziplock comum e depois dentro da capinha, assim teria dupla proteção e chance menor de entrar água. Já eletrônicos eu não faria isso. Vi bastante gente colocando celular e iphone dentro da capinha e mergulhando, mas eu decidi não arriscar. Na praia para mergulhar, pedia para o guia segurar minha mochila, não tinha opção mesmo, e ficava com todos os olhos grudados nele, rs.
Se possível, leve uma mochila com vários zipers e cordões que dê para fazer tipo uma gambiarra de proteção enrolando tudo nela e usando cadeados, pelo menos para dificultar se alguém tentar abrir. Quem abre bolsas para roubar grana e docs geralmente desiste se ve uma muito difícil de ser aberta, rs.
Resumindo é isso. Se precisar de algo é só falar.
E enjoy a trip, Tailândia é insana!
Abs.
#1026324 por zecarlos.teixeira
26 Nov 2014, 20:54
Maravilha, Pauline, muito obrigado pelas dicas! Comprei também uma doleira teoricamente impermeável, ai estou pensando em usar a capinha dentro dela para potencializar a impermeabilidade - e a ideia de mais um ziplock foi ótima.

Estou contando os dias de tão ansioso!!

P.S.: já li o seu blog todo. Parabéns de novo, muito bom! Está me ajudando muito!
#1042353 por Sorrent
08 Jan 2015, 13:29
Estou começando a programar minha viagem para a Ásia para este ano a achei suas dicas ótimas. ::otemo::

Só uma dúvida, você disse que ouviu histórias de pessoas sendo furtadas (dinheiros, eletrônicos etc). Por acaso você viu alguém que teve o locker arrombado ou algo do tipo? Digo pois costumo viajar com meu dinheiro também e quando há locker nos hostels (que pareçam confiáveis) costumo deixar lá. Você viu algum problema quanto a isso?
#1051840 por paulineaguiar2
28 Jan 2015, 22:49
pauline.borbaaguiar escreveu:Se quiser ver o texto original com vídeo, clique aqui: http://mochilatreks.blogspot.com.br/2014/02/tailandia-coisas-que-voce-nao-pode.html e aqui: http://mochilatreks.blogspot.com.br/2014/01/transportes-em-bangkok.html

A Tailândia foi o primeiro país e primeiro mochilão que fiz sozinha (Dezembro a Janeiro de 2013) além de ter sido o lugar mais bonito que já pisei no mundo. Porém, existem algumas coisas que você não pode chegar lá sem saber. Informações essenciais diversas relacionadas à burocracias, transportes e segurança. São pequenos detalhes, porém imprescindíveis, principalmente para quem viaja sozinho, especialmente se você for mulher.

A começar pela polêmica, confusa e surpreendente Bangkok. Se eu pudesse resumir Bangkok em uma frase, eu usaria exatamente o que foi dito no filme “Se beber não case II: Bangkok vai te pegar!” Eu não havia entendido o alcance dessa frase até passar 4 dias andando pela cidade, e é algo que vocês só vão entender estando lá mesmo. Bangkok te domina, te surpreende em cada esquina, te joga no caos, te transporta para o belo e mexe com cada fio de cabelo seu. É uma mistura de confusão e bem estar inexplicável. Nunca conheci uma capital que tivesse mexido tanto comigo. Foi em Bangkok que visitei os templos mais lindos, lugares com uma energia incomparável que não me deixaram dúvidas acerca da existência de uma força suprema me acompanhando, me guiando e desejando o meu melhor em cada passo que eu dava (para os que acreditam, claro).

Mas vamos ao que interessa. Seguem abaixo algumas instruções imperiosas para quem pretende viajar pelo país.

A Tailândia sem dúvidas, não é só um dos destinos exóticos cada vez mais procurados por turistas do mundo todo, mas também um dos lugares mais bonitos do mundo. A quantidade de turistas que visitam o país só aumenta a cada ano, o que torna algumas praias não tão limpas como esperado, além de completamente lotadas, o que de certa forma, perde um pouco o encanto. Em razão disso, se você como eu sempre teve essa vontade inexplicável de conhecer o lugar, dica de ouro: não demore.


Visto e burocracias indispensáveis

O visto para Tailândia NÃO precisa ser tirado antecipadamente. Cheguei no aeroporto e tudo foi feito na hora, em menos de 15 minutos.

A única exigência para brasileiros que viajam para a Tailândia é o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da data do seu vôo. Se você não achou a sua carteira de vacinação antiga de quando era criança não se preocupe. Vá ao posto de saúde mais próximo da sua casa munido de identidade, peça para tomar a vacina da febre amarela com o comprovante (a enfermeira vai te dar uma nova carteira de vacinação). Leve essa carteira de vacinação na Anvisa da sua cidade e peça o certificado internacional de vacinação. Sai na hora. Nas principais capitais como São Paulo e Rio de Janeiro a vacina e o certificado podem ser providenciados tudo no mesmo local. Eles vão te dar um papelzinho atestando que você está devidamente vacinado contra a “yellow ferver”. Pronto. Pega esse papel e grampeia na última folha do seu passaporte. NÃO grampeie na contracapa, pois podem encrencar com seu passaporte em alguns países alegando que está rasurado. Grampeie o comprovante na última folha dele, que é reservada para isso. E não coloque clipes, grampeie mesmo para que não corra o risco de perdê-lo. Quem me ensinou isso foi o próprio pessoal da polícia federal na imigração e a polícia tailandesa também mencionou isso. Muita gente apenas deixa o certificado de vacinação dentro do passaporte jogado e perde facilmente no meio da viagem, aí já era. Você não entra na Tailândia e nem nos países próximos. Lá a fiscalização com isso é rigorosa.


Sua Segurança

A maioria das dicas escritas a seguir servem para quem vai viajar para qualquer local do mundo, principalmente para quem viaja sozinho. Muito embora pareça um pouco óbvio para quem já está acostumado a viajar, são alguns detalhes importantes que muita gente esquece na correria do dia a dia.

a) Doleira ou Barrigueira: Esse é seu objeto mais importante (depois do passaporte) em qualquer viagem que você faça. Para quem não sabe, a doleira é uma bolsinha bem fina, com um elástico que você põe na sua barriga, ao redor do quadril, por dentro da calça. Ela fica invisível, ou seja, na hipótese de alguém passar de bicicleta e roubar sua mochila/bolsa, você manterá escondido com você seus itens de "sobrevivência". Mantenha sempre na doleira seu passaporte, cartões, dinheiro e um papel com todos os telefones e endereços úteis (embaixada do Brasil na Tailândia/consulado, hospital próximo, central de atendimento dos seus cartões internacionais caso eles resolvam não funcionar te deixar na mão), esses devem estar SEMPRE com você. Se estiver em quarto compartilhado, durma com essa doleira ou pelo menos a coloque embaixo do seu travesseiro, e leve-a também para o banheiro quando for tomar banho. Não desgrude dela em hipótese alguma. Isso pode evitar sérias dores de cabeça e perrengues de situações de perda de passaporte e ficar sem dinheiro num país desconhecido onde você mal consegue se comunicar com os locais (sim, a maioria dos tailandeses não fala inglês).

b) Seu kit farmácia: É indispensável que você arrume uma bolsinha e coloque dentro 2 ou 3 comprimidos de cada remédio que você achar que pode precisar. Floratil e remédio para o estômago (Pantoprazol, Milanta Plus em pastilha, etc), são indispensáveis e você pode levar a cartela toda pois vai precisar. Sachês de sal de fruta Eno, Engov e Eparema (ou qualquer outro para o fígado) vão te ajudar muito para o dia seguinte pós festas cheias de buckets (aqueles baldinhos onde os tailandeses servem as bebidas :lol: ). Essas ítens salvaram minha vida na Tailândia. Meu estômago não é muito forte e antes da metade da viagem ele estava virado do avesso por conta do tempero da comida asiática. Além do mais, em algumas ilhas (como PhiPhi), acredito que a água dos hostels venha diretamente do lençol freático, sem tratamento, pois passei um dia de cama quando estive por lá, após tentar escovar os dentes com a água da pia. Enfim, o seu kit farmácia pode ser bem pequeno, não pesa, não ocupara espaço em sua bagagem, e pode garantir com que você não perca alguns dias da sua viagem por estar doente. Sem eles, eu teria me dado muito mal e perdido muitos passeios. Passei mal pela comida, pela água e pelo jet lag, jajá explico tudo isso abaixo.

c) Cadeados: eles devem estar em todas as suas malas e mochilas, sempre que sair do seu quarto de hostel ou hotel mesmo e sempre que for se locomover no país, independente do tipo de transporte que optar (sim, avião também).


Meios de Transporte na Tailândia

Ao escolher o meio de locomoção mais adequado ao seu custo/benefício, é importante ter algumas coisas em mente.

Todos os táxis possuem taxímetro e, não sei explicar como nem porque, mas reparei que o taxímetro deles funciona de uma forma diferente e completamente justa para o cliente. Sempre estive acostumada aos taxímetros de Santos e São Paulo onde você pode ficar meia hora parada em um congestionamento e a cada meio minuto o valor muda subindo absurdamente. Em Bangkok isso não acontece. O taxímetro muda o valor somente quando o veículo está em movimento. Quando o veículo está parado no semáforo ou em qualquer congestionamento, não sei dizer porque, mas o taxímetro pára e o valor permanece o mesmo, só voltando a aumentar quando o veículo torna a se movimentar, independente de quanto tempo ele ficar parado. Para nós isso é fantástico, porém para os taxistas tailandeses é um martírio, pois o trânsito caótico de Bangkok não fica nem um pouco atrás da confusão que presenciamos diariamente em São Paulo, nos horários de pico. Aliás, sempre que você tiver que chegar a algum lugar em Bangkok e tenha hora marcada, reserve pelo menos meia hora a mais do tempo estimado, pois como eu disse e repito, Bangkok é uma caixinha de surpresas, em absolutamente tudo! Desta forma, muitos taxistas se recusam a ligar o taxímetro e tentam negociar com você um preço fechado, que sempre vai ser no mínimo o triplo do que você pagaria com o taxímetro ligado. Por isso, eu aceitei corridas com preço fechado somente em situações extremas em que eu realmente não tinha opção, estava com muita pressa ou passando algum perrengue. Um exemplo foi no aeroporto, logo que cheguei em Bangkok. Após algumas negociações, fechamos por 750 baht um taxi para 3 pessoas que nos levou do aeroporto de suvarnabhumi até a Kao San Road (250 baht pra cada, algo em torno de 8U$). Aceitei o preço fechado porque havia conseguido duas pessoas para dividir o valor da corrida, e tinha pressa para chegar ao hostel e sair para o primeiro passeio pois eu não ficaria muitos dias em Bangkok. Fora isso, sempre exija o taxímetro ligado. Se o taxista for estranho, nada simpático ou você não for com a cara dele, mude para outro, não ignore seus instintos. Após 3 ou 4 tentativas você achará algum que aceite prestar o serviço da maneira correta.

Quanto ao famoso tuk-tuk, o mesmo não possui taxímetro e é sempre com preço fechado, que com certeza será sempre mais caro que o valor de um taxi com taxímetro ligado. O preço fechado do tuk-tuk só vale a pena quando você não está sozinho e tem alguém para dividir os gastos, dependendo da distância do lugar em que você precisa chegar, podendo então valer mais a pena que o taxi. Ainda assim, me vi obrigada a pegar tuk-tuk algumas vezes em Bangkok, mais uma vez pela falta de opção no momento, unida a pressa ou perrengue, ou para andar aquelas distâncias curtas para se percorrer de carro, porém longas para andar debaixo do sol e com uma mochila pesada nas costas, quando os taxis convencionais se recusam a pegar a corrida (na Tailândia é assim, primeiro você diz pra onde vai, se for muito perto o taxista muitas vezes diz não e se recusa a te levar, é aí que o tuk-tuk te salva! rs).

Ouvi muitos relatos de que a melhor forma de locomoção na capital da Tailândia seria por trem, porém para mim o mesmo não foi muito viável. Primeiro porque os 3 primeiros dias que estive por lá fiquei hospedada num hostel próximo a Kao San Road, rua famosa pelo fluxo de turistas de todo mundo que ali circulam diariamente. E o Skytrain não chega até a região da Kao San. Então, acabei usando taxi convencional e tuk-tuk mesmo. Porém, se você pretende se hospedar na região central de Bangkok, vale tentar utilizar o trem, pois ao que me informei, o valor da passagem é bem barato, algo em torno de 20 baht (menos de 1 dólar!).

Não deixe de utilizar o ferry ou barquinho que transporta as pessoas pelo Chao Phraya river, nem que seja uma vez só pelo passeio. Não lembro o valor mas é baratíssimo! Salvo engano, mais barato que o skytrain. Reservei um dia para andar sem rumo em Bangkok, peguei o barco na frente do Wat Arun, e fui parar em China Town. É um bairro que consegue ser ainda mais confuso do que o resto de Bangkok, porém foi lá que tomei um shake de lichia com blueberry muito bom, e o passeio por si só pelo rio vale a experiência, além de poder tirar fotos estratégicas do Wat Arun e do Lebua State Tower (O bar que fica na cobertura do hotel Lebua, onde ocorreram gravações do filme Se beber não case II).


Comunicação

Realmente é muito complicado viajar pela Tailândia sem pelo menos um inglês básico. E além disso, a grande maioria das pessoas em Bangkok mal falam inglês, especialmente os taxistas. Portanto, não é raro você pedir para te levarem a algum lugar, mesmo mostrando o endereço na tela do seu smartphone, e ainda assim eles não entenderem ou fingirem que sabem onde fica esse lugar, e te levarem pra outro completamente diferente. Assim como os funcionários do barquinho e ferry. Pedi para me indicarem uma estação e me mandaram descer em outra completamente diferente (China Town). Vá de espírito preparado, pois a comunicação em toda a Tailândia realmente não é algo muito fácil e na maioria das vezes será um jogo de adivinhação mesmo para quem domina o inglês. Não se estresse e não crie confusão pois só vai piorar as coisas. Se acontecer isso, desça do veículo e procure outro que consiga entender melhor inglês e que você sinta confiança de que ele realmente entendeu e sabe onde fica o lugar para onde você deseja ir. No final sempre dá certo :wink:


Afinal, a Tailândia é ou não é um país seguro?


Minha maior preocupação antes de comprar minha passagem de avião foi me assegurar de que eu não estava indo a um local com altos índices de assalto, sequestro e histórias de turistas desaparecidos. Mas depois que pisei lá, no Camboja e na África do Sul, constatei a verdade mais pura: para quem vive no Brasil, pouquíssimos lugares no mundo ganham de nós no quesito violência e malandragem. Lá fora, é claro que existe gente mal intencionada, como em todo lugar do mundo, mas é diferente daqui. Não se vê a mesma perspicácia e malandragem brasileira no rosto das pessoas em geral. Não estou dizendo que nada possa acontecer por lá ou que todos são bonzinhos ou bobinhos. Mas lá, abordar alguém com violência e apontando uma arma não é uma prática comum como observamos nas principais cidades do Brasil. Nos dias em que estive por lá, não vi nenhum assalto ou qualquer situação em que alguém cogitasse algo do gênero. De fato, nenhum perigo eminente.

Por outro lado, o que acontece MUITO na Tailândia são furtos de dinheiro e objetos de valor de turistas que não tomam os cuidados necessários com seus pertences. Muitos realmente pedem pra isso acontecer: deixam mala aberta e dinheiro no quarto, notebook e ipad dando sopa. Neste caso amigo, quando você voltar vão ter 2 ipads lá te esperando! Hehehe. Conheci pelo menos 3 pessoas que deixaram dinheiro na mala e ao retornarem ao hostel, supresa: mais da metade do dinheiro reservado para toda a viagem havia sumido pelos ares. Vi muita gente reclamando também que tiveram seus aparelhos eletrônicos furtados ou destruídos dentro da mala durante o deslocamento de barco/ônibus de um local para o outro. Portanto, mochilas e malas SEMPRE com cadeado, mesmo no quarto de hotel. Abriu, pegou o que vai usar, trancou. Nada de valor deve ser deixado dentro da mala/mochila grande. Passaporte dinheiro e cartões sempre com você, na doleira. Máquina fotográfica, celular e eletrônicos sempre com você, ou no bolso, ou em uma bolsa/mochila de mão, nunca os deixe no hotel. Se seguir isso à risca, não vai ter erro!


Para Mulheres

Quando tomei a decisão de viajar sozinha para a Tailândia escutei durante meses minhas amigas me chamando de maluca e fui excomungada pela minha mãe, tias e prima. Diziam que eu seria sequestrada, estuprada, que poderia ficar doente, que seria perseguida até o hotel e que aconteceria comigo a mesma história do filme "Busca Implacável". Meu pai até chegou a pedir para minha mãe ir comigo. Minha família agiu como se eu estivesse indo para Marte.
Mas isso é normal e vai acontecer sempre porque as pessoas que te amam tem medo. Além do mais, elas não tem os mesmos sonhos e objetivos que você, logo, na visão delas, sua viagem é algo totalmente dispensável e que pode ser deixado para depois. Como tudo na vida, se você permitir que um milhão de vozes exteriores cale a sua voz interior, você não realiza sonhos e vive a mercê de padrões sociais, criados por pessoas não mais inteligentes que você. Além do mais, não é bem assim que as coisas funcionam. Riscos existem em qualquer lugar no mundo, e pode ter certeza que em uma viagem onde você toma as precauções necessárias, o risco é muito menor do que o risco que você corre de ser atropelada ao atravessar a rua todos os dias para chegar no seu local trabalho ou para voltar para sua casa. Não deixe que o mito "você é mulher, não pode viajar sozinha" te convença a desistir. Eu tive muito medo antes de ir, mas hoje sei que foi a melhor escolha que eu poderia ter feito em minha vida. Tomando as precauções necessárias, pode ir sem medo de ser feliz.
Sabe aquele ditado "Quando em Roma, faça o que os romanos fizerem"? Então, resume praticamente tudo. Para fazer você se sentir mais segura, procure conhecer os costumes locais antes de chegar no local. A Tailândia é um país essencialmente budista onde para entrar nos templos é necessário usar vestimentas adequadas e em alguns estabelecimentos os tailandeses exigem que você tire os sapatos. Em Bangkok, no primeiro dia saí de shorts jeans, e nos outros dias passei a andar nas ruas sempre de joelhos e ombros cobertos, independente do lugar que fosse. Alguns podem até discordar, mas senti um tratamento diferente por parte dos locais, quando eu estava totalmente coberta, sem mostrar pernas nem ombros. Senti um respeito maior, e consequentemente um pouco mais de segurança e acredito sim que faz total diferença você procurar se adaptar um pouco aos conceitos de um local onde a religião é forte. Não estou dizendo para você usar burca, nem que se você andar de saião e lenço no ombro vão achar que você é tailandesa, mas passar uma ideia de que você conhece e segue os costumes locais pode ajudar muito no tratamento que as outras pessoas vão te dar e acredito que pode sim, te livrar de algumas roubadas. Escolhi roupas leves, fiz desse modo e não me arrependo nenhum um pouco. =)


Para entrar no mar

Pra galera que vai passar o dia na água fica um pouco mais complicado manter os olhos em seus pertences 100% do tempo, mas ainda assim é possível estar precavido e evitar imprevistos. Primeiramente, sugiro providenciar antes da viagem uma cópia do seu passaporte, devidamente plastificada, para levar com você no barco/praia. Na hipótese de algum imprevisto, você tem pelo menos uma cópia do seu documento para se apresentar na embaixada. Também é imprescindível escolher um hostel mais seguro, pois você passará o dia todo na praia ou mergulhando. Procure um albergue em que a recepção fique aberta 24hrs, assim diminui o risco da entrada de estranhos no quarto. No hostel em que fiquei, havia armários com chave para trancarmos coisas de valor, e uma câmera localizada bem em cima dos armários, de modo que era possível ver o rosto de qualquer um que tentasse violar algum deles. Além disso, existe uma bolsinha de plástico à prova d’água própria para celulares, mas que também pode ser utilizada para guardar dinheiro e cartões. A marca é Dartbag, comprei na rede Decatlon e paguei 50,00.


Água e Comida

Água e comida de fato são duas coisas que devem ser bem analisadas na hora de fazer as escolhas. Em toda a Ásia, a comida é MUITO diferente do que estamos acostumados. Por mais que você coma comida asiática toda semana não se iluda achando que lá é a mesma coisa. O tempero e o modo de preparo dos alimentos é algo completamente diferente do que podemos imaginar. Aqui, nós temos o conceito crucial que vale para qualquer refeição: uma pitadilha de alho, óleo e uma cebolinha picada são perfeitos para não errar na hora de fazer a comida. Lá, isso NÃO existe. Não cheguei a ver muitos pratos sendo preparados, mas pelo sabor do Pad Thai é possível imaginar que os tailandeses utilizam de uma vez todos os temperos possíveis que encontrarem em suas cozinhas.

Quanto as comidas de rua, em geral, não há problema em comer aquelas que são vendidas na rua, ao ar livre. Eu só evitaria as frituras e tudo que você bater o olho e não te parecer 100% confiável, siga seus instintos. Comi Pad Thai em rua e panquecas de barraquinhas que estavam maravilhosas e não tive problema algum. Na verdade, acredito que o pad thai de rua, dependendo do lugar, é melhor que aquele feito no restaurante com 500 temperos diferentes. O de rua pelo menos você vê a pessoa preparando na sua frente e vê a condição dos ingredientes antes de irem para a panela.

Quanto a água, de fato, só engarrafada, não somente para beber, mas para escovar os dentes também. Em Bangkok escovei os dentes com a água da torneira e não tive problema. Em Phi Phi, fui fazer o mesmo e na hora senti um gosto horrível e cheiro de esgoto na água. Fui correndo comprar água de garrafa, joguei sabão, pasta de dente e tentei fazer bochecho, mas não adiantou. Em menos de meia hora o mundo estava girando, eu transpirava horrores passando muito mal. Tomei Floratil, dormi o dia todo e acordei a noite um pouco melhor. Mas foi um dia perdido naquele paraíso maravilhoso.


CONCLUINDO:

Sempre que for se locomover no país, principalmente de barco e ônibus, fique sempre de olho na sua bagagem, pois é muito comum abrirem e revirarem as malas no convés do barco ou bagageiro do ônibus. Para isso, não se esqueça do cadeado. JAMAIS deixe seus eletrônicos nas malas, ainda que elas estejam com cadeados. Eles jogam as bagagens sem um mínimo de cuidado. Quebraram a rodinha de uma das minhas malas, e uma amiga que conheci na viagem também teve seu notebook quebrado ao abrir a mala após sair de um barco. Mantenha seu celular, notebook, ipad e câmeras fotográficas na sua bolsa de mão.

Embora eu não tenha visto qualquer pontinha de violência, a Tailândia é sim campeã em furtos. 90% das pessoas que conheço que viajaram pra lá foram furtadas. E apesar de ser tranquilo na rua, é obvio que você não vai sair andando em Bangkok com seu relógio Rolex ou Michael Kors, nem com seu anel de brilhantes que sua bisavó te deu de presente. Tome os mesmos cuidados que você tomaria se estivesse saindo em São Paulo ou no Rio de Janeiro e siga à risca as orientações desse post. Eu tomei todas as precauções que descrevi neste post e não tive qualquer problema. =)


Espero ter ajudado,

Abraço! :wink:
#1108275 por fabiross
20 Jul 2015, 23:18
Olá Pauline!

Fui buscar o relato completo em seu blog mas diz que o endereço não existe mais :( vou viajar em novembro e volto em Janeiro deste ano...quero ver o festival das luzes em Chiang Mai, você ouviu algo sobre o lugar? Como chegar, como funciona?

E você comentou bastante sobre o hostel em Bangkok com a câmera em cima dos lockers..você poderia passar o nome?

Obrigada mesmo!

beijos e aguardo resposta!

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