Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul

#1002426 por ANNA WANESSA NOBREGA
15 Set 2014, 15:37
MBHansen coitada da sua mãe nessa tripe, rssss

Poly, foda como essa diferença de comportamento nos assombra. Somos um povo tão solidário que ficamos de cara com essas coisas... Esse Jahal aí hein ::bruuu::

E o guia? Lembrei do Osca (meu "amor" chileno) nosso guia no Chile, demos muita sorte! ::otemo::

Estou amandooooo, conta mais... ::hahaha::
#1002500 por alexandresfcpg
15 Set 2014, 19:32
Caraca, viajar grávida, levando um filho pequeno e a mãe?
Isso sim é mochilão nível hard!
Tu embarca no mesmo dia que eu, só que vou de noite, quase comprei esse vôo da Gol que chegava às 13h, só que saindo de Guarulhos, mas acabei conseguindo uma promoção fodástica da TAM.
#1002626 por polybhh
16 Set 2014, 01:29
7º dia – Uyuni / São Pedro do Atacama

Antes de continuar o relato, 2 updates:

1º A prometida foto do Jahar entrando na laguna. Thanks a Vilma por disponibilizar!!

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2º Fuçando o fórum e lendo relatos, coisa que amoooo fazer, achei o relato da Laís, do grupo dos brasileiros que mencionei aqui no meu relato. É uma boa pedida pra vcs conhecerem os loucos:

http://www.mochileiros.com/mochilao-america-do-sul-chile-peru-e-bolivia-24-dias-agosto-14-t100956.html

= = = > C O N T I N U A N D O: Eu só tenho algo a declarar sobre esse dia:

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Foi sem dúvidas, o PIOR dia da trip. ::grr:: ::grr:: Pior ainda do que aconteceu comigo que vocês vão saber mais ao lerem o relato todo.

Que noite! Eu estava muito cansada, o fato de não ter dormido nada a noite pesou bastante. Levantamos, as brasileiras primeiro, porque os gringos nossa, eles faziam muita hora. O Jahar principalmente, foi o último a levantar, mas pra ele era fácil, com a mesma roupa que ele dormia, ele levantava e ia tomar café, não arrumava o cabelo, não escovava dos dentes, era esse o estilo dele. Cheguei pra tomar café e fiquei meio sem saber onde poderia me sentar. Mas, resolvi sentar em qualquer mesa mesmo e ligar o botão do FODAS, pois de novo tinha aquele negócio dos grupos. Então, tinha algumas coisas do café em cima da mesa e eu fiquei meio sem jeito de sentar e alguém falar q já estava ocupada por um outro grupo. Mas, no fim ninguém falou nada. Comecei a tomar o café, o mesmo de todos os dias. A gente mal tinha terminado o Roberto já estava chamando a gente, não deu tempo de ir no banheiro e nem escovar os dentes. E o frio? ::Cold:: ::Cold:: Era muito sofrimento.. Entramos no carro, e que arrependimento de ter ido de bota ( não impermeável ) esse dia. Eu devia ter colocado um tênis. Estava com 2 meias, mas era como se eu tivesse descalça. No trajeto, ainda estava escuro, o frio era demais, aquele silêncio no carro e eu começo a sentir o meu pé congelar. Ok, sentir frio no pé é normal, mas o que eu estava sentindo não era normal pra mim. Sabe aquela dor de queimadura, era essa dor que eu sentia na sola do meu pé o tempo inteiro. Era tão intenso que eu comecei a ficar desesperada. E pra piorar a minha situação, eu não sentia os meus dedos, eles não se moviam. PUTZ! O que eu ia fazer? Tentava de todas as formas, tirar a bota para que eu pudesse esquentar o meu pé com o calor das minhas mãos, mas como eu era grande e ainda estava no último banco, isso virou uma missão quase que impossível. Estava muito frio, fiquei com muito medo do que poderia acontecer com o meu pé e comecei a chorar. As meninas achavam que eu estava de frescura, de brincadeira, exagerando, sendo dramática, não sei... só sei que não me deram ideia. Acho que elas estavam loucas pra me dar um soco. E eu comecei a ficar chateada, pois eu não sabia o que fazer e realmente não era brincadeira. Por fim, consegui me livrar das botas, os meus dedos do pé estava duros gente. Meu Deus, que sofrimento.. e a dor era muito grande. Eu não sei nem explicar. Só sei que com isso, elas começaram a me ajudar pra ver se eu calava a boca mesmo, a Lorena me deu o echarpe dela, eu peguei o meu e mais a minha blusa corta vento e enrolei nos meus pés. E eles não esquentavam de jeito algum. Depois de mais de 20 minutos, eu fazendo massagem, esfregando a mão pra esquentar o tempo todo é que os meus pés começaram a ficar morninhos, o que me deu um alívio enorme.

O dia ia nascendo, o tempo mudando, estava muito frio, mas nada comparado com o -10º que há poucas horas dominava o nosso ser.. Depois do susto, esse episódio foi marcado durante toda a viagem. As meninas quando tinham a oportunidade de me zuar, me imitavam chorando e falando que o meu pé ia gangrenar e não sei mais o quê. Gente, pode até ter sido um pouco de exagero, mas realmente era uma dor muito forte e como nunca havia vivido, eu realmente estava preocupada. Então aí vai mais uma dica: levem meias bem grossas e usem botas impermeáveis ou tênis. A minha bota não era impermeável e acho que isso foi um erro. #ficaadica

A viagem é bem longa até chegar nos Geysers. E pra ser bem sincera, que lugar bem sem graça viu? Os Geysers do Atacama, são 1 milhão de vezes mais interessante e os banhos termais de lá? MUITOOOOOOOOOOOOOOOO melhor do que o do Salar. O frio tava tão grande, que apenas 2 pessoas saíram do carro pra tirar foto. A gente não ficou lá nem 10 minutos.

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Eu até tinha levado biquíni, mas quando eu cheguei nas águas termais, sinceramente, o frio estava tão intenso, o lugar estava tão lotado que desisti. Quando eu via as fotos eu imaginava que a piscina era maior, é pequeno. Quando a gente chegou lá, eu fui direto usar o banheiro. Se você só vai usar o banheiro paga 3 bolivianos, se for usar banheiro e trocar de roupa, depois que sai das termas, paga-se 6 bolivianos. O banheiro aqui também é ecológico. Eu acredito que valha mais a pena já ir com o biquíni ou sunga por debaixo da roupa. Aí você só tira e já entra. Pra quem ficou 3 dias sem banho, essa é a hora mais aguardada. Os gringos entraram e nós ficamos do lado de fora tirando foto, vendo a paisagem e depois como o frio tava grande, acabamos entrando no carro e ficando por lá mesmo. Encontramos alguns dos brasileiros que estavam super animados para entrar. Tinha gente que estava passando mal e disse que depois que entrou nas termas se sentiu bem melhor. O Jahar entrou nas termas e o bonito não tinha toalha pra se secar e ainda achou ruim com a gente pois não quisemos emprestar a nossa pra ele. Ahhhh tá, viu? Senta e espera. Ficamos quase 1 hora lá.

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O dia nascendo..
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Águas termais
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Depois passamos para ver o Vulcão Licancabur e a Laguna Verde, mas ninguém quis sair do carro, estava nevando bem de fininho e a Laguna Verde estava completamente congelada. Acabamos seguindo para a fronteira mesmo. O tempo estava bem nublado. Quando eu estava montando o roteiro, optei ir direto para São Pedro do Atacama pelas diversões opções de passeios e lazer que se têm por lá. Eu até queria muito conhecer La Paz, mas como fazia anos que eu não andava em um bike, eu não teria coragem de fazer o Death Road e dentro das opções que tinha para se fazer na cidade, era a única coisa que me interessava. Além é claro do fator tempo e distância. E sinceramente, não me arrependi da escolha. São Pedro é demais!!!!

Para chegar a fronteira são aproximadamente 50 km. E aqui começa o nosso pesadelo. Primeiro, é que quando você fecha o pacote, você paga pelo transfer e na minha cabeça, mesmo quando eu lia os relatos aqui, eu imaginava que logo que a gente chegasse lá, já haveria um carro/ônibus esperando pela gente e não é isso que acontece. Chegamos e pra nossa surpresa a fronteira estava fechada e segundo o nosso guia, eles alegaram que estava fechada pois os chilenos afirmavam que havia neve na pista.E por isso não liberaram o ônibus que sai do Chile e vem nos buscar. Na minha cabeça esse bus ficava na fronteira da Bolívia e partia dali. Sendo que lá, na fronteira não estava nevando e o lado chileno estava sem nenhuma nuvem no céu. O tempo só estava nublado, nada mais. Nós chegamos lá, as 09:45h. Guardem esse horário, 09:45h. Eramos os primeiros, pois como não paramos em alguns pontos, como na Laguna Verde, ganhamos tempo. Ficamos esperando dentro do carro. A Lorena começou a ficar apertada pra fazer xixi, só que lá não há nada. É um local, onde têm uma casinha e o posto onde ficam os guardinhas e só. Ao redor, só montanhas. É um lugar alto, começou a ventar bastante e o frio chegou com bastante força. A opção que ela tinha era fazer xixi atrás da casinha. E foi o que ela fez. Eu agradeci a todos os deuses por não ter bebido um pingo de água e ter usado o banheiro das termas. THANK GOD!

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A casinha aí


Já eram quase 11 horas e a Maya e o Jahar começaram a fazer uma imensa pressão no Roberto para voltarem e nos deixar lá .Explico: os 2 eram os únicos que iriam voltar para o Uyuni, pois eles pegariam no dia seguinte bem cedo, um bus para Buenos Aires e de lá seguiriam para o Brasil. Para voltar para a cidade de Uyuni o caminho era longo. Seriam 6 horas e meia. O guia começou a ficar preocupado e disse que tinha que voltar. A gente pediu para ele esperar mais um pouquinho, pois pelo menos o carro estava quentinho. Ele saiu do carro e foi ver com os outros guias se tinham notícias sobre a liberação da fronteira. Enquanto isso, o Jahar foi colocar uma musica pra ver se a gente dava uma animada.. o frio faz o humor da gente mudar drasticamente. No Iphone do Jahar tinha de tudo. Todos os ritmos possíveis. Do nada, ele bota Backstreet Boys, foi demais.. ai eu quase comecei a chorar relembrando da minha adolescência, do tempo que eu era feliz e não sabia.. Do tempo que o meu único problema era decidir se eu gostava mais do Brian ou do Nick.. ::lol4:: ::lol4:: Enfim, sessão nostalgia total, o Jahar avista um cara do lado de fora, começou a chamá-lo pra entrar no nosso carro. E o cara entrou. Sentou no lugar do motorista e eles começaram a conversar e todos imaginando que eles já se conheciam, mais tarde é que ficamos sabendo que era a primeira vez que eles trocavam ideia. O nome dele era Marcello, um italiano que estava viajando pela América do Sul, aproveitando que tinha vindo para ver os jogos da Copa no Brasil. Teve olhos que brilharam mais do que diamante, essa hora, viu? ::lol4:: ::lol4:: ::lol4::

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Ficamos esperando um tempão, o Marcelo saiu do carro pra saber notícias. O Roberto voltou pro carro e disse que não tinha alternativa, já está ficando tarde e ele tinha que voltar. Mandou a gente sair do carro. A Leah insistiu, fizemos cara de choro, mas não teve jeito, ele tinha que voltar, pois senão ficaria muito escuro até eles chegarem na cidade. Saímos do carro e corremos direto pra casinha, tipo cabana de filme de terror, era minuscula, com janelas de vidro quebradas, umas 2 mesas de madeira, e um professor americano que estava lá, aguardando que nem a gente. Colocamos as nossas mochilas no chão e sentamos por lá mesmo. Já passava do meio dia e a fome apertou. Ainda bem que eu tinha maça e biscoitos. As meninas saíram pra ver como andava as coisas, eu peguei o meu roteiro e comecei a fazer algumas anotações para passar o tempo. Depois de uma longa espera, resolvi sair também. Nossa, que frio!!! Eu olhei pra trás e havia uma enorme nuvem encobrindo a montanha. Na hora pensei: vai começar a chover. Fui pro posto e agora o mesmo estava lotado, pois mais carros haviam chegado e vários turistas aguardavam também uma solução. Cheguei mais perto e quem eu encontro? A galera brasileira. Eitaaaaaaaa! Me juntei a eles e começamos a trocar ideia, a gente conversou todos os assuntos possíveis, falamos de todos os perrengues que havíamos passado, vimos algumas fotos e nada de novidades. O lugar só enchendo. Já passavam de 70 turistas aguardando a liberação. O problema é que tinha uns 30 que como nós também estava sem carro.

Estava todo mundo querendo informação, as notícias chegavam meio que desencontradas: Uma hora era culpa dos chilenos que não deixavam a gente entrar, outra hora era neve na pista sendo que onde estávamos não tinha nevado, outra hora falavam que tinham mandado um carro pra ver como estava a pista. E a gente lá, esperando.. Com isso, começamos a perceber que tudo não passava de uma rixa antiga entre chilenos e bolivianos. Então faziam tudo para dificultar. Estávamos cansados, sentindo muito frio e se você pensava que não podia ficar pior, do nada, começa a NEVAR, mas assim, muito mesmo. Nossa, o frio estava insuportável. A pele queimava com o vento. A boca então, nossa.. a gente não era nada. Um guia boliviano comentou que na semana anterior a fronteira ficou 1 semana fechada. A galera ficou loucaaaaaaaaaaa.. essa notícia era de cair o cú da bunda.

Já passava da 13h e a gente sem saber ainda o que fazer. Resolvi voltar pra casinha, enquanto estava lá me protegendo do frio, pois a última coisa que queria ficar era doente ali. Chegaram 2 pessoas para se abrigar também. Eram brasileiros, pai e filha. Super gente boa, de SP. Eles estavam voltando do Atacama e indo pro Uyuni, pois ainda tinham que pegar outro bus, pois tinham o voo de volta pro Brasil, no dia seguinte bem cedo. Se a gente estava desesperado, imagina eles, né? O pai saiu para ver mais noticias e a filha ficou conversando comigo. A gente começou a falar sobre tudo, viagens, perrengues, a vontade incontrolável dela de fazer xixi e o tempo foi passando. Depois disso, resolvemos voltar pro posto para saber como estavam as coisas e nada de novas notícias. A situação foi piorando cada vez mais, a neve ficando mais intensa. Foram momentos muito ruins gente.. Passar o frio que passamos era desumano. Não tínhamos banheiro, comida, água, nada. A gente tentava se apoiar um no outro, mas com essa situação começamos a ficar muito nervosos. Aí foi sessão de patada pra tudo quanto é lado. O pessoal começou a ir pra trás da casinha pra dar uma aliviada, era até constrangedor, as mulheres agachadas aí chegava um homem lá pra fazer xixi e viam elas naquela situação. Eitaaaaaaaa humilhação viu! A neve ficando cada vez mais intensa, já ficamos preocupadas, se eles não abriram a fronteira falando que tinha neve na pista e ainda não tinha caído nada, imagina agora? Essa hora a Vilma tinha sumido. Eu e a Lorena pensando onde ela deveria estar. Os brasileiros começaram a querer queimar pneu, queimar mochila, roupa, qualquer coisa e fazer um protesto. Aí a gente começou a zuar, pq nem uma arvore naquele lugar tinha pra gente fazer uma fogueira e esquentar. Queria ficar em um carro bem quentinho, e nessa hora eu pensava onde eu tava com a cabeça de ter optado pela Bolívia, sendo que eu tinha um monte de lugar que poderia ir sem precisar passar por isso. Eis que a Vilma aparece e nos chama no cantinho. O pessoal começou a dispersar e quem tinha carro entrou nele. Ela disse que o Marcelo estava sozinho no carro dele com o guia e chamou a gente pra ficar lá. Nossa, que ótima noticia! Saímos correndo em direção ao carro dele e foi a melhor coisa. Estava bem quentinho! E lá fora a neve caindo. E a gente dentro do carro pensando o que iríamos fazer. Já passava das 15h e ninguém queria admitir, mas o medo nos dominava. Estava ficando cada vez mais tarde. Se estava frio agora, imagina a noite? E como faríamos com a fome? A gente começou a encher o guia do Marcelo de perguntas, pra vermos quais seriam as nossas opções, né? Chegamos a oferecer 100 dólares cada uma pro guia, pois já estávamos pensando na possibilidade de voltarmos inclusive para Uyuni, mas o guia foi taxativo dizendo que era impossível, pelo tempo, os guias não teriam condições de seguir estrada, pois eles se orientam pelas montanhas e a noite é perigoso rodar. Sem falar na gasolina, que não seria suficiente e para parar em um posto de gasolina seria difícil, pois o posto mais próximo ficava a mais de 100 km de distância. Alguns chegaram a falar com a gente que tinha uma rota alternativa. Ter até que tinha, mas pra chegar no Chile por essa estrada seriam apenas 10 horas de viagem e a gente tinha o risco dela estar interditada por conta da neve. Nessa hora o Marcelo estava tranquilo, mas como viu que não nos restava opções começou a ficar doido que nem a gente. Já imaginou a gente dormir dentro do carro? Os guia disse que cerca de 80 km dali havia um alojamento que poderíamos passar a noite. Só de pensar nessa possibilidade, o meu olho encheu de água. :cry: A gente estava quase chorando, sério! A lágrima só não escorria pois ia congelar na nossa cara!

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O que matava a gente de raiva era que os policiais não ajudavam a gente em nada. Parecia que eles não estavam nem aí. Entraram e fecharam as portas e pronto. Só que os turistas espanhóis começaram a observar que eles estavam deixando entrar algumas mulheres. SELECIONADAS. Aí os caras revoltaram! Teve um gringo que começou a filmar e a enfrentar o policial, e ficou todo mundo olhando, e com vontade de gritar: PORRADA!! PORRADA!! Mas, nos seguramos. Só que o cara perdeu a estribeira e gritou pro guardinha que ele era corrupto e outras palavras mais fortes. Eu pensei: Ihhhhhhhhhhhhhhhhh, vai dar merda! E deu, o policial entrou, passou um tempo voltou e chamou o cara no canto e meteu os ferros nele. Xingou horrores. Foi um momento tenso! Eu morrendo de sede, a boca toda machucada por conta do frio, o bom era ver que todo mundo estava na mesma situação. Sinceramente, tudo o que a gente passou eu nunca imaginei passar. Mesmo porque eu todos os relatos que eu li, eu não vi nada parecido.

Quase 16h, a neve parou,, resolvemos sair do carro. Nessa hora ficamos sabemos que eles tinham mandado um carro pra fronteira para ver como estava a pista. Sempre que a gente tinha uma nova notícia, eu voltava na casinha pra traduzir pra Leah, Hugo e pro americano que tava lá. Pra eles ficarem sabendo de tudo. Apesar que o Hugo e a Leah conseguiram ficar a maior parte do tempo dentro de um carro de um pessoal lá. Com isso vimos um micro-ônibus de cor vermelha, chegar. Todo mundo ficou apreensivo, só que esse ônibus era para o grupo de espanhóis que estava lá. Foi o único que conseguiu passar. Aí foi aquela correria, pra poder carimbar a saída do país e a gente ficou mais desesperado ainda. A fila ficou enorme. Vimos que o pai e filha de SP saíram correndo porque o pai dela tinha até pagado para conseguirem entrar no ônibus primeiro. Depois chegou a notícia de que estava liberando uma van por vez, a van ia pra fronteira da Bolívia pegava cerca de 15 pessoas, ia pro Chile pra depois voltar. Cerca de 1 hora. Quando apareceu essa van, cês não tem ideia. Todo mundo começou a correr pra entrar nela. E vocês acreditam que os bolivianos estavam cobrando 3 dólares pra poder bater o carimbo de saída no passaporte???!!!! Nossa, que raiva! Eu pensei que eles iam cobrar em bolivianos e tinha até guardado 8 bolivianos comigo, mas não em dólar né? Quando eu e a Vilma fomos pagar, o guardinha não tinha troco e deixou por 5 doláres os 2 carimbos. FDP!! ::vapapu:: ::vapapu:: Toda vez que aparecia o ônibus era uma loucura e foi nesse momento que eu e a Vilma percebemos que o nosso bilhete pra entrar no ônibus não estava conosco. Havíamos perdido! CACETE de AGULHA! Só a Lorena tinha o dela. Tentamos explicar a nossa situação, mas não teve jeito, pagamos 15 dólares para eles deixarem a gente entrar. Entramos na penúltima van. UFA! Saímos daquele inferno. ALELUIA!!! Chegamos as 09:45h e só saímos de lá as 17:20h..

O Marcello foi um fofo, ficou com a gente o tempo inteiro e entrou na van conosco. Ele podia ter ido antes, mas ficou com a gente. A caminho do Atacama, ficamos conversando e o conhecendo melhor. O cara fala italiano, inglês, espanhol, polonês, alguns dialetos e um pouco de português. Pouco né? Eu nunca sabia em qual idioma falar com ele. Isso era frequente! E até hj quando a gente conversa, ele começa em inglês, fala italiano e termina com português. Uma piada! Mas, é bom a gente viajar, pelo fato de conhecermos outras pessoas, esse tipo de gente, me inspira. Ele viajava sozinho, mas nunca estava sozinho gente. Principalmente por falar vários idiomas, isso ficou na minha cabeça, pra que eu não pare de estudar. É muito importante e só quando a gente viaja é que vê. Pedimos pra ele um tutorial de como fazer mala, ele estava com uma mala média de rodinhas e só. O cara tava viajando há mais de 1 mês. Como assim? Um PAHHHHHHHH na nossa cara. Começamos a perguntar o que ele achou de várias cidades que ele conheceu no Brasil. Ele não gostou de BH, falou mal de Curitiba e quando eu falei, mas o Rio é maravilhoso, né? Ele solta : NADA DE ESPETACULAR!! Esse virou o bordão da viagem. Esse Marcelo é foda... vai morar na Europa vai... tira onda mesmo!

O trajeto até o Atacama é tranquilo, a estrada é excelente e eu ficava só pensando que tudo aquilo que vivenciamos era chatice mesmo do povo, pois o asfalto estava sequinho! Demora mais ou menos uns 30 minutos para chegar na cidade e você já vê o contraste. O nosso ônibus tava praticamente vazio. Tinha a gente, um casal de australianos muito simpático e mais outras 2 pessoas e só. O processo para passar na imigração demorou uns 40 minutos,pq ficou lotado com o povo q tava na fronteira. Todo mundo tinha que passar as mochilas no Raio X, foi tranquilo. Não pode entrar com alimento e uma menina asiática pagou uma multa cara por isso. A Vilma quase foi presa por extorsão. Ela entregou o passaporte pro policial e quando o cara abriu tinha uns dólares lá dentro que a doida esqueceu. Depois do mico, ela pediu desculpas e seguimos pra dentro do ônibus. Começaram a gritar a gente, falando que alguém tinha esquecido uma meia suja no raio X.. kkkkkkkk.. não, não era nossa. Seguimos e a van nos deixou em um lugar que parece o estacionamento, onde tem uma feirinha de frutas. Aquele é o lugar onde em todos os passeios o pessoal desce. Não pode andar de carro nas ruas lá, tem um placa bem na entrada. Descemos e começamos a tortura de andar com a nossa mochila, com aquele calor, e o ar seco pra caramba. O Marcelo resolveu nos acompanhar. O hostel dele ficava na entrada da cidade, mas ele seguiu com a gente. Enquanto andávamos pela rua, encontramos com a galera brasileira novamente. Eles estavam em um impasse pois queriam ficar todos no mesmo hostel, mas não achavam um que tinha vaga pra todo mundo. Como eles já haviam trocado dinheiro nos indicaram um local que estava com a melhor cotação. Eu já tinha feito a reserva do nosso: Juriques Hostal, fica no final da calle Toconao, sem número, faz esquina com Alcauquincha, final mesmo que você pensa que nunca vai chegar. Está a 2 quadras da calle Caracoles, que é o ponto de encontro de restaurantes, agências e lojas. Chegamos lá, mas o final da rua é feio demais e o lado de fora do hostel não agrada, a Lorena não estava querendo nem entrar. Mas, a gente já tinha reserva, então pedimos para ver os quartos e o hostel surpreende. É uma gracinha. O único problema é que ele não tem água quente, nem morna. É fria, gelada. No segundo dia eles falaram com a gente que a água quente é das 16h até as 20h, mas é mentira! Se isso não é um problema pra vc, recomendo muito o local. Ficamos em um quarto misto com banheiro compartilhado. O banheiro era em frente ao nosso quarto, super pertinho.

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Depois que decidimos que íamos ficar, nos deixamos as mochilas no quarto e subimos com o Marcello. Estava ficando tarde e resolvemos já fechar o passeio do dia seguinte, nos despedimos do Marcelo e marcamos de encontrar com ele na praça principal, mais tarde, para falarmos o que havíamos decidido. Ele não tinha ideia do que fazer, só falou que queria muito fazer o passeio o tour astronômico. Começamos a fazer cotação, olhamos em 4 agências e os preços são bem parecidos, o esquema do passeio é igual para todos o que vai diferenciar é o atendimento. O tempo passou depressa e por um acaso, acabamos encontrando com o Marcelo, no meio do caminho e resolvemos ir na primeira agência que havíamos entrado e que simpatizamos com a atendente. A agência é a Vive Atacama ( http://www.viveatacama.cl/, quem nos atendeu foi a Olga e eu indico muito essa agencia. Ela deu varias dicas, sugeriu os tours e a ordem de fazê-los, falou sobre roupa, clima e alimentação. TUDO! Eu recomendo de olhos fechados, tanto pelo preço, como pelos cuidados e atenção com o cliente. Ela nos passou um preço, mas o Marcello conseguiu mais barato, ela até falou que ele era da Mafia Italiana kkkkkkkkkkk Fechamos em 55.000 pesos ( sem entradas, que se paga a parte ): Valle de La Luna e Valle da Morte, Laguna Cejar e Laguna Tebinquiche ( Ojos del Salar ), Salar de Atacama e Lagunas Altiplânicas e Géisers del Tatio.
Pagamos a nossa parte e o Marcelo ia passar mais tarde pra pagar a dele, pois ele estava tendo dificuldades de sacar. O caixa eletronico do banco dele não estava funcionando. Foi ai que dei a ideia dele ir com a gente na estação de ônibus, pois tínhamos que comprar a passagem para Arica pro domingo e ele pagava no cartão de crédito e a gente passava o dinheiro para ele. Ele topou, nós fomos andando lá, é um pouco longe, a gente estava muito cansada, carregando a mochila de ataque e sem comida. A Lorena estava quase desmaiando. O lugar não chegava nunca, fiquei um pouco afastado do centro. Chegando lá, ela não aguentou e comeu um chips e uma Coca. Compramos a passagem, se eu não me engano custava 13.500 pesos chilenos, mas demos 15.000 pro Marcelo, ônibus semi-cama. Atenção: Você só conseguirá comprar essa passagens através do site da TURBUS se tiver um cartão de crédito chileno.

A gente queria ir pro hostel tomar banho e depois sair para comer alguma coisa, mas o cansaço estava tão grande, tão intenso que a gente achou melhor ir direto comer algo, pois até todo mundo arrumar ia gastar muito tempo e já passava das 20h. Resolvemos ir pro bar El Toconar. O ambiente é jovem, descontraído, tem boa musica, mas o preço é salgado, o garçom demora 300 anos pra te trazer o cardápio, mais 300 anos pra trazer o seu pedido. Sentamos, pedimos um Pisco Sour pra animar e uma tabua de frios e carne e começamos a curtir a apresentação do cara imitando o Michael Jackson, hilário! Quando estavamos lá, aproveitamos pra utilizar o wi-fi, óbvio. Conversa vai, quem aparece no mesmo bar???????? A Leah e o Hugo, aí foi farra! Pisco vai, pisco vem.. fiquei animada e falava todos os idiomas, até francês eu estava falando. Tiramos uma foto pra recordar o momento e antes da meia noite, resolvemos voltar pro hostel, pois o olho estava fechando sozinho.. Teríamos que acordar cedo para o nosso primeiro passeio no Atacama. O Marcello acompanhou até a porta do hostel e a noite de uma pessoa ficou mais especial.. ::love:: Quem acertar, eu dou um ::kiss::

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Aí sim eu vi vantagem!
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Aos loucos aí...
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Editado pela última vez por polybhh em 07 Out 2015, 14:15, em um total de 2 vezes.
#1002628 por polybhh
16 Set 2014, 01:37
MBHansen eu não vi nenhuma empresa que tinha banheiro pelo menos nos trajetos que fizemos. Mas, como vc está grávida, isso seja algo favorável. kkkkkkkk
Quanto ao Atacama eu fiz vários passeios em 3 dias que fiquei lá. O problema é o deslocamento até o Atacama. Bju

jessicahemk me deu um medo. Aquela escuridão, onde vc não enxerga nem um palmo em frente do seu nariz, com falta de ar e escuto: Mayaaaaaaa. Passa um tempo, a Maya responde: Jahar. Mas eles estavam dormindo. Foi tenso!! kkkkkkkkkkk

ANNA WANESSA NOBREGA ai ai, saudades da nossa trip! Igual aquela, jamais terá!
#1002794 por laisbarbalho
16 Set 2014, 15:01
Poly, obrigada pela menção ao meu relato! Nós acabamos nos encontrando algumas vezes durante o caminho, nossa galera era bem grande mesmo, isso fez toda a diferença.

Aquele dia na frontei foi realmente muito tenso, ainda não escrevi sobre (tá faltando tempo pra terminar o relato!), mas acho que de longe foi o pior dia da viagem... teve horas que bateu um desespero.

Seu relato tá muito bom, super detalhado, tô me divertindo lendo e relembrando =)
#1002888 por MBHansen
16 Set 2014, 19:47
Paguei R$ 574,00 com taxas inclusas, Navegantes/SC-Sta Cruz/Bolívia, ida e volta.
Preferia q fosse TAM, pq aí viajava com milhas das minhas viagens pro Peru. Ou ir pro Peru pela terceira vez, mas GOL não faz mais Peru :(

Mas agora a questão é, depois de Uyuni, pra onde vou? Quero ir pra La Paz, mas já gastei 4 dias dos meus 9 até o Salar.
De La Paz terei de voltar pra Sta Cruz, pq é de lá que meu voo sai no início da tarde de volta ao Brasil.
As passagens de avião saindo de Uyuni são caríssimas, sem condições. ::ahhhh::
Entrar no Chile [San Pedro do Atacama, subindo Iquique, Arica até La Paz] é um chá de cadeira de 24h, ngm merece (penso no meu piá de saco cheio tadinho).
Mas voltar pra Sucre, fazendo o mesmo caminho, sei lá. Isso compensa? :roll:
Acho q ir pra San Pedro do Atacama seria bacana, tem coisas legais , mas isso me tomaria mais 2 dias, né? La Paz cairia fora. Tudo bem, mas como eu volto pra Sta Cruz daí? Teria que fazer o mesmo trajeto de volta?

Socorro! Que outra opção eu teria? ::putz::

alexandresfcpg escreveu:Caraca, viajar grávida, levando um filho pequeno e a mãe?
Isso sim é mochilão nível hard!
Tu embarca no mesmo dia que eu, só que vou de noite, quase comprei esse vôo da Gol que chegava às 13h, só que saindo de Guarulhos, mas acabei conseguindo uma promoção fodástica da TAM.
#1003108 por Matheus SanSilva
17 Set 2014, 10:29
ricardoruri escreveu:Tbm tenho essa duvida, pretendo fazer Uyuni/Salar de Uyuni depois San Pedro de Atacama e logo após voltar para La Paz, agora que caminho fazer?? Alguem pode dar dicas ?

Obrigado!


Ricardo, você pode ir de San Pedro pra Arica (trajeto tradicional de quem faz Bol-Chile-Peru), e de Arica você pega ônibus pra La Paz. Em dezembro eu vou pra Bolívia e Chile, e farei isso. Encontrei essa dica em alguns relatos, mas foi difícil encontrar mesmo, a maioria das pessoas vai de Arica pro Peru, ao invés de voltar pra Bolívia. Pelo o que eu li, o trajeto Arica-La Paz dura cerca de 10 horas e encontrei relatos de pessoas que pegaram esse ônibus 9 horas da manhã e 14h30, mas falaram tem várias opções de horários e custa cerca de 6000 pesos.
#1003118 por ricardoruri
17 Set 2014, 10:45
Pensei nesse trajeto, porém de SPA até Arica é longe hein ... rs Como vou fazer o Salar de Uyuni pela Bolivia com final em SPA, queria dar um jeito de subir a La Paz depois ... vou tentar pesquisar mais, pretendo sair do Brasil em 12/01/2015... Obrigado pela dica! Abraço!
#1003154 por MBHansen
17 Set 2014, 12:14
Matheus SanSilva escreveu:
ricardoruri escreveu:Tbm tenho essa duvida, pretendo fazer Uyuni/Salar de Uyuni depois San Pedro de Atacama e logo após voltar para La Paz, agora que caminho fazer?? Alguem pode dar dicas ?

Obrigado!


Ricardo, você pode ir de San Pedro pra Arica (trajeto tradicional de quem faz Bol-Chile-Peru), e de Arica você pega ônibus pra La Paz. Em dezembro eu vou pra Bolívia e Chile, e farei isso. Encontrei essa dica em alguns relatos, mas foi difícil encontrar mesmo, a maioria das pessoas vai de Arica pro Peru, ao invés de voltar pra Bolívia. Pelo o que eu li, o trajeto Arica-La Paz dura cerca de 10 horas e encontrei relatos de pessoas que pegaram esse ônibus 9 horas da manhã e 14h30, mas falaram tem várias opções de horários e custa cerca de 6000 pesos.



Mas no meu caso, se eu fizer SPA, que leva 3 dias, não consigo chegar em La Paz, pq tenho só 9 dias (isso contando que saio 7:20 de Navegantes e chego as 13:10h, do sáb 18/10 e voltando seg 27/10, no início da tarde. São 7 dias mas 2 meio dias. Pesquisei no site da Amaszonas passagem de Sta pra Sucre, mas pelo site, sáb não tem mais voo, assim teriamos q ir no domingo. E o detalhe é q meu voo de volta sai de Sta Cruz, ou seja, tenho que voltar pra lá.
Então, se eu fizer SPA, não consigo ir pra La Paz, mas tenho que voltar pra Sta.
Não vai dar tempo:
18/10 - Navegantes / Sta Cruz (avião). Pernoite
19/10 - Sta / Sucre (avião) 30 min de voo, vi no site da Amaszonas que tem voo saindo 8:30h já.
19/10 - Sucre / Potosí (bus).
19/10 - Potosi / Uyuni (bus). Pernoite. Dependendo a hora que chegar, tentar fechar Salar.
20/10 - Uyuni . Pernoite
21/10 - Salar. Pernoite
22/10 - Salar / ??? San Pedro do Atacama (SPA). Pernoite. Dependendo a hora que chegar, tentar fechar
23/10 - SPA
24/10 - SPA

E agora? Dia 27 depois do almoço sai nosso voo de Sta Cruz pro Brasil?
Não vai dar pra fazer Spa e voltar pra Sta, né?

:roll: to mais perdida que cega em tiroteio.
Socorroooo, hahahah
#1003183 por laisbarbalho
17 Set 2014, 13:51
MBHansen escreveu:
Matheus SanSilva escreveu:
ricardoruri escreveu:Tbm tenho essa duvida, pretendo fazer Uyuni/Salar de Uyuni depois San Pedro de Atacama e logo após voltar para La Paz, agora que caminho fazer?? Alguem pode dar dicas ?

Obrigado!


Ricardo, você pode ir de San Pedro pra Arica (trajeto tradicional de quem faz Bol-Chile-Peru), e de Arica você pega ônibus pra La Paz. Em dezembro eu vou pra Bolívia e Chile, e farei isso. Encontrei essa dica em alguns relatos, mas foi difícil encontrar mesmo, a maioria das pessoas vai de Arica pro Peru, ao invés de voltar pra Bolívia. Pelo o que eu li, o trajeto Arica-La Paz dura cerca de 10 horas e encontrei relatos de pessoas que pegaram esse ônibus 9 horas da manhã e 14h30, mas falaram tem várias opções de horários e custa cerca de 6000 pesos.



Mas no meu caso, se eu fizer SPA, que leva 3 dias, não consigo chegar em La Paz, pq tenho só 9 dias (isso contando que saio 7:20 de Navegantes e chego as 13:10h, do sáb 18/10 e voltando seg 27/10, no início da tarde. São 7 dias mas 2 meio dias. Pesquisei no site da Amaszonas passagem de Sta pra Sucre, mas pelo site, sáb não tem mais voo, assim teriamos q ir no domingo. E o detalhe é q meu voo de volta sai de Sta Cruz, ou seja, tenho que voltar pra lá.
Então, se eu fizer SPA, não consigo ir pra La Paz, mas tenho que voltar pra Sta.
Não vai dar tempo:
18/10 - Navegantes / Sta Cruz (avião). Pernoite
19/10 - Sta / Sucre (avião) 30 min de voo, vi no site da Amaszonas que tem voo saindo 8:30h já.
19/10 - Sucre / Potosí (bus).
19/10 - Potosi / Uyuni (bus). Pernoite. Dependendo a hora que chegar, tentar fechar Salar.
20/10 - Uyuni . Pernoite
21/10 - Salar. Pernoite
22/10 - Salar / ??? San Pedro do Atacama (SPA). Pernoite. Dependendo a hora que chegar, tentar fechar
23/10 - SPA
24/10 - SPA

E agora? Dia 27 depois do almoço sai nosso voo de Sta Cruz pro Brasil?
Não vai dar pra fazer Spa e voltar pra Sta, né?

:roll: to mais perdida que cega em tiroteio.
Socorroooo, hahahah


Além da Amaszona, tenta pesquisar tambem na Boa (boa.bo) e na Tam (tam.bo)
#1003270 por polybhh
17 Set 2014, 17:39
MBHansen não fica brava comigo, mas eu sinceramente não acho uma boa opção vc fazer o Salar. É muito pesado pro seu filho e pra sua mãe. E pra vc também, ainda mais por estar grávida. Não tem hospital perto, nada. Eu acho que dessa vez seria melhor você optar em ir pro Atacama e em outra oportunidade fazer o Salar. É só uma opinião, mas acredite, é o melhor a se fazer.. Bjsssssssss
#1003342 por Suzy Turista
17 Set 2014, 23:19
Menina do céu!

Vc é espetacular contando os "causos"!

Eu ri em praticamente todos os paragráfos! Só fiquei mesmo preocupada com o seu pé e também no momento da passagem para o Chile. Além de contar com detalhes sensacionais, tem um português extraordinário! Dá sim vontade de ler até o final. Me peguei viajando contigo.

Já mochilei pelo Chile, Peru, Colômbia, Argentina e agora irei para o México. Tudo sozinha e com apenas uma bagagem de mão! Amo ler relatos de mulheres que arrumam a mochila e dão a cara a tapa com o desconhecido.

Adorei mesmo! Parabéns pela viagem. E mesmo com alguns percalços, dá para rir bastante hoje! ::hahaha:: ::otemo:: :lol: ::lol4::

Beijão
#1003553 por polybhh
18 Set 2014, 14:13
Oi laisbarbalho que bom que está gostando do relato, pois escreve-lo não é fácil, leva hoooorrasssssss .. Gostei demais de ter conhecido vocês, uma turma super animada! Obrigada por acompanhar!

Suzy Turista que prazer vê-la por aqui.. eu já li o seu relato e você agora lendo o meu.. que demais! Realmente eu sou muito detalhista, mas eu acho que tem coisas que é melhor dizer, pra não pegar o pessoal desprevinido, né? Obrigada por acompanhar! ::kiss::

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