Meu post infelizmente não terá fotos, pois os destinos citados foram visitados antes de eu ter uma câmera digital, e procurar e escanear albuns antigos se mostra uma tarefa homérica dada a localização indeterminada dos mesmos
1º - Puerto Varas (Chile): cidade lacustre na região dos grandes lagos, é um daqueles pequenos paraísos antigos que não se encontra mais. Uma cidadezinha com pouco mais de 30mil habitantes que, apesar de ter uma ótima infraestrutura de hotéis e pousadas, não está arrasada pelo turismo, e ainda preserva a maior parte de sua estrutura tradicional e da economia pesqueira. Além do cenário vislumbrante dos lagos e do vulcão Osorno, a cidade, por ter sido em parte colonização européia (como um velho lá me explicou), tem uma arquitetura bem peculiar e diversas plantações de flores, quase uma Holanda do terceiro mundo.
2º - Montreal (Canadá): não sei se por eu nunca ter ido à Europa, mas Montreal para mim foi um baque de civilizações. Era como estar imerso num mar de povos e gente diferente, não como NY que é tudo segregado, mas sim uma cidade onde todo mundo parece ser viajante, o que menos se encontra por lá são canadenses hahah. Sem contar a arquitetura européia do centro histórico, as milhares de praças, museus, etc. Era mais ou menos tudo que eu esperava encontrar e ainda assim me surpreendeu enormemente, carisma puro a cidade.
3º - Thunder Bay (Canadá): a cidade em si não é grandes coisas, é pequena e meio caipira, apesar de ter um centro bastante arrumadinho e agradável. O que faz o charme dela é a localização. Construída toda ao longo do Lake Superior, de costas para uma enorme floresta de pinheiros e paisagem levemente montanhosa, é o paraíso de qualquer mochileiro com qualquer gosto por natureza. Milhares de treks, trilhas de escalada, áreas de camping, ilhas, cachoeiras, etc. Até andar pela cidade você sente isso, já que ela é construída no meio da floresta e é tudo muito espaçado, andar de ponto A até ponto B é praticamente um trek por si só. Destaque para uma ilha com um enorme e raso lago de água doce dentro dela, onde toda sua orla é uma extensa área de camping.
4º - Abrolhos (Bahia): um arquipélago de cinco ilhas a umas 3h de barco do sul da Bahia. As ilhas não são o atrativo, já que duas são fechadas para a marinha e duas para pesquisadores, sobrando apenas uma para se visitar; a paisagem fantástica e o clima de desolamento é o que se está procurando lá. É praticamente água água por todos os lados, com as cinco ilhas formando uma espécie de rosquinha, e uma meia dúzia de barcos ancorados aqui e ali. É um local para apenas sentar e relaxar, ver o tempo passar (mais devagar que você nunca viu), nadar nas águas cristalinas e aproveitar o céu mais estrelado e os por e nascer do sol mais fantásticos que eu já vi. Claro que o grande tchans é mergulhar, há dezenas de passeios de mergulho por lá, incluindo uma nau antiquíssima afundada e um submarino abatido a 40m de profundidade, mas eu garanto que mesmo quem não sabe ou não queira mergulhar consegue aproveitar muito bem este pequeno paraíso.
5º - Fernando de Noronha (Pernambuco): muitos aqui já devem conhecer, alguns até incluíram em suas listas, mas não tem como deixar de citar. Desde a topografia exuberante até as construções do tempo do império, sem esquecer das praias, é tudo de tirar o fôlego. Lembro até hoje de chegar lá à tarde e ir caminhar pela orla perto da minha pousada, para descobrir uma praia quase deserta com 1km de extensão e uns 500m mar adentro com a água na altura da canela. Sem brincadeira, achei que eu fosse conseguir andar até o horizonte, e as ondas que estouram quando o nível da água começa a subir vão até a areia, creio que seja o paraíso dos surfistas, pegar uma mesma onda por 5 minutos. E essa foi a mais "sem graça" das praias, por assim dizer. O lado negativo, e que jogou a ilha para o quinto lugar, é que é o exemplo típico de um lugar arrasado pelo turismo. Tanto por parte do governo, que deixa construir hotéis enormes e superlota a ilha, quanto por parte da população local que inunda a ilha de lixo, bairros de pousadas que parecem favelões e praticam um turismo predatório (5 reais por uma garrafinha de água de 500ml é pra mandar pra casa do capeta). Uma pena, que ao menos sirva de exemplo para outros locais que visam se tornar populares.