Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#270781 por Augusto
03 Ago 2006, 09:55
Oi pessoal.


Esse relato é sobre a travessia da Serra do Lopo, iniciando em Extrema (MG) pela Trilha do Pinheirinho e terminando na Rodovia que segue para Joanópolis (SP) realizada nos dias 15 e 16/07 juntamente com a Márcia, Jorge, Ronald, Hariel, Silvana e Laura.
Pegamos um tempo perfeito com visuais lindos, mas tivemos alguns problemas por informações e dicas erradas.

Fotos + carta topográfica + Imagem do Google Earth com a trilha plotada: https://www.flickr.com/photos/augusto08/albums/72157656248070804


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O Pico do Lopo é um dos últimos lugares que ainda não conhecia na Serra da Mantiqueira, mas a subida e descida por Extrema em um fim de semana não achava legal.
O ideal era procurar sobre alguma trilha que descia para Joanópolis, já do outro lado da serra. Depois de algumas pesquisas na net não encontrei nenhuma informação ou quem sabia não queria compartilhar – já tinha passado por situações semelhantes antes e nem liguei.
Em uma lista de trekking da qual participo, troquei alguns e-mails com um colega da lista.
Ele me disse existia uma trilha que descia em direção a Joanópolis e que o início dela ficava entre a Pedra das Flores e a Cabeça do Gigante - que na verdade é o topo do Pico do Lopo.
O roteiro já estava marcado: subir por Extrema, acampar na Pedra das Flores, chegar no topo do Pico do Lopo e no dia seguinte descer para Joanópolis. O Jorge, Ronald, Hariel, Márcia, Silvana e a Laura aceitaram o desafio e lá fomos nós.

Marcamos todos de se encontrar na Rodoviária do Tiete em SP, já com as passagens compradas para o horário das 07h30min de Sábado do dia 15/07.

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A viagem foi bem tranquila e as 09:00 hrs já estávamos chegando na Rodoviária de Extrema. Agora era seguir para o início da Trilha do Pinheirinho, que sobe em direção a crista da serra, o que não é muito difícil.

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Da Rodoviária seguimos na direção da Igreja Matriz e de lá tomamos a rua que termina no antigo reservatório de água da COPASA, a 30 minutos desde a Rodoviária.
O local é conhecido como Mirante da Caixa D’água e para iniciar a trilha é só atravessar uma pequena porteira e dali seguir pelo meio de um pasto.

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Aqui que se inicia a famosa Trilha do Pinheirinho que segue por trilha demarcada e aclive suave, passando por uma pequena área de brejo alguns minutos à frente.

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Alguns minutos de trilha e logo encontramos a primeira bica de água, mas é melhor esperar um pouco mais, pois à frente tem uma enorme bica que desce de altura de 2 mts por um cano (o famoso Bicão).
Depois do brejo, a trilha logo sai do pasto e entra na mata e uns 30 minutos desde o início da trilha chegamos ao Bicão.

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Aqui paramos para um lanche e pegamos água.
A trilha agora segue com subida bem mais íngreme para direita, mas sem problemas de navegação.

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Começam a aparecer algumas janelas com o visual de Extrema e as 11:00 hrs chegamos na Pedra da Sacerdotisa.
Aqui é bom lugar para um descanso da íngreme subida pela trilha.
Desse lado só aparece o visual do lado norte.
A partir desse ponto a trilha começa a se estabilizar e segue um pouco para a esquerda, na direção leste até encontrar um riacho.
Aqui paramos novamente e para continuar a trilha é só retornar uns 10 metros e seguir por uma outra trilha na direção sul.
O aspecto da trilha fica um pouco melhor, pois a partir daqui as árvores são muito altas, não deixando o Sol passar e com isso a temperatura fica um pouco mais amena dentro da mata.

Cerca de 50 minutos desde a Pedra da Sacerdotisa, chegamos na Torre da Embratel, localizada à direita da trilha e no meio da mata.

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O lugar estava deserto, então resolvemos pegar algumas mexericas e laranjas dentro do terreno.
Só deu um pouco de trabalho para pular a cerca.
Divididas as frutas agora seguimos por uma estrada em meio à mata até chegar nas bifurcações que do lado direito desce para Extrema; para esquerda Joanópolis e em frente nosso objetivo.

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Chegamos aqui por volta das 12:00 hrs e aqui a Silvana se lembrou que tinha esquecido a maquina fotográfica dela na Torre da Embratel e ficamos esperando até ela retornar.

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Depois seguimos pela estrada até iniciar uma longa subida e ao término dela chegamos na entrada de uma Pousada à esquerda, onde paramos para um lanche e descanso.

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A vista daqui é toda voltada para Joanópolis, com a represa ao fundo.
Energias repostas, seguimos pela estrada até passarmos ao lado de uma rampa de asa delta à esquerda, onde tiramos algumas fotos.

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O lugar tem um lindo visual ao sul, mas ainda tínhamos uma caminhada pela frente, por isso não ficamos muito tempo aqui.
Voltamos para estrada e as 13h30min passamos ao lado de outras antenas de transmissão à direita e um pequeno estacionamento à esquerda que estava lotado.

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A partir daqui a estrada começa a descer e as 13h40min chegamos na entrada da Pousada Céu da Mantiqueira, onde bem do lado esquerdo se inicia a trilha até o Pico do Lopo. A trilha vai descendo seguindo para sul, mas logo se estabiliza e segue ora na crista, ora à esquerda, com janelas de Joanópolis e o Pico do Lopo bem ao fundo, na crista da serra.

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Depois de uns 30 minutos de trilha cruzamos com um grupo guiado por uma agência. Contamos umas 15 pessoas ou mais e um deles tinha uma camiseta da Pisatur.
E mais uns 10 minutos chegamos a um pequeno riachinho. Água até tem, mas em pouca quantidade, onde pegamos com uma pequena caneca. Continuando pela trilha vão aparecendo outros mirantes à esquerda e a frente o Pico do Lopo se aproximando.

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Às 14h45min e depois de 1 hora de trilha chegamos na Pedra das Flores. O local é um pouco plano com vistas de toda a região de Joanópolis e a Represa do Jaguari e em frente o Pico do Lopo.

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No local encontramos alguns descampados junto da trilha onde o pessoal acampa e são inúmeros locais.
Seguimos pelo platô da Pedra das Flores até retornar à trilha e iniciar a subida do Lopo. Bem entre a Pedra das Flores e o Pico do Lopo encontramos uma trilha que desce à esquerda e segundo informações essa era a trilha que descia para Joanópolis.
Já chegando na base do Pico passamos por bifurcações à direita, que devem retornar para Extrema. É uma outra opção para retornar a Extrema, se não quiser voltar pela mesma trilha.

A trilha que leva ao do Pico segue sempre subindo por entre o bambuzal, passando ao lado de um acampamento e logo chega a um pequeno platô com vistas para leste.
Aqui deixamos nossas mochilas e resolvemos subir até o topo sem o peso das cargueiras.
Existe um pequeno trecho de escalaminhada sem maiores dificuldades e as 15h30min chegamos no topo do Pico do Lopo.

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Aqui a vista é de 360º mostrando a Represa do Jaguari, que pertence ao Sistema Cantareira da SABESP e várias cidades ao redor.

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Pedra de São Domingos (Gonçalves) e Pico do Selado (Monte Verde) eram bem visíveis à oeste.

Depois de várias fotos iniciamos a descida para procurar um local na Pedra das Flores onde pudéssemos acampar e na descida ainda passamos por um guia local com um pequeno grupo de japoneses.
Depois de uma rápida conversa, continuamos a descida.
Ao chegarmos na Pedra das Flores encontramos inúmeros locais e depois de montar todas as cinco barracas, subimos uma pedra ao lado para acompanhar o pôr do Sol.

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Às 17h35min os últimos raios iam desaparecendo no horizonte e logo depois voltamos para as barracas para fazermos nossas refeições, onde cada um fez uma diferente.

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Por volta das 20:00 hrs eu e a Márcia fomos para o platô da Pedra das Flores, mas algumas nuvens que passavam logo acima não permitiam apreciar o céu estrelado daquela noite e lá encontramos também um casal, que acampou próximo dali, junto ao bambuzal.
Como o vento era muito forte e a temperatura estava bem baixa voltamos paras as barracas e fomos dormir.
O termômetro marcava por volta de 8º C e combinamos de todos acordar por volta das 06:00 hrs para ver o nascer do Sol da Pedra das Flores.
Acordei com o despertador do celular, mas só eu que levantei e fui para o platô. Depois chegaram o Ronald, Jorge e a Silvana.

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Como tinha muitas nuvens não pudemos ver os primeiros raios que apareceram por volta das 06h50min.

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O Pico do Lopo de vez em quando aparecia por entre o nevoeiro e quando o Sol já encobria toda a região voltamos paras as barracas.
Depois de desmontadas, as 08h30min iniciamos o pior trecho da travessia: o de tentar encontrar a trilha que desce para Joanópolis. Entre a Pedra das Flores e o Lopo encontramos uma bifurcação para esquerda que vai descendo próxima à base da Pedra das Flores, passando por uma pequena bica de água, mas que se fechava completamente logo a frente.
Com certeza não era essa a trilha. Voltamos para a bifurcação anterior e tentamos encontrar uma outra e até achamos, mas o mesmo problema: ia descendo, passava ao lado de uma outra bica de água e novamente se fechava. Com certeza a informação de que existia uma trilha era furada. Ficamos p. da vida, pois nessa tentativa de encontrar a trilha perdemos quase 2 hrs.
Aí pensamos que a trilha poderia ser mais próxima ao Pico do Lopo, mas 2 escaladores que estavam aguardando um guia local comentaram de uma trilha que desce do outro lado do Lopo, sentido oeste. Eram cerca de 10:00 hrs e para não perdermos mais tempo eu e o Jorge resolvemos subir sem mochilas até o topo do Lopo para procurar essa trilha do outro lado. A trilha que desce à oeste estava lá sim e tinha até algumas marcações com fitas amarelas no início dela. Era a única trilha que seguia no rumo oeste e tinha de ser essa.
Rapidamente voltamos para o grupo para pegarmos nossas mochilas e seguir por essa trilha, mas com a dúvida se a trilha seria essa ou não.

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Galera reunida de novo, o desafio agora era subir todo o Pico pelo trecho de escalaminhada com as cargueiras nas costas, o que não foi fácil e as 10h30min iniciamos a descida da trilha pelo outro lado, que vai seguindo para a direita da Pedra por uma pequena canaleta.
Descendo pela encosta norte da Pedra, logo a trilha vira para esquerda, passando por uma pequena fresta, onde tivemos que passar sem as mochilas, já que era bem estreita.

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Logo chegamos no trecho de rocha exposta e aqui perdemos um certo tempo até encontrarmos marcações de tinta indicando a trilha sentido oeste.
Passamos se arrastando por um pequeno túnel de bambus e emergimos próximo da base de uma Pedra a oeste do Lopo, onde chegamos as 10h50min.

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Depois de seguir por um pequeno trecho pela mata, paramos em cima de uma rocha para um pequeno lanche e um merecido descanso.

Daqui tínhamos a vista de todo o lado oeste do Lopo e de toda a crista da serra. Ao voltarmos à caminhada, seguimos na direção oeste até encontrarmos restos de um acampamento com lixo e mais a frente algumas bifurcações que seguiam para sul e sudoeste, mas logo se fechavam.
Voltamos na bifurcação anterior e tomamos uma trilha que seguia rente a uma cerca de arame. A trilha está bem demarcada e vai descendo, sempre seguindo a cerca, ora a esquerda, ora a direita. Passamos ao lado do que pode ser uma bica do lado direito, pelo som da água, mas seguimos em frente e lá pelas 12:00 hrs a cerca de arame termina, mas a trilha vai sempre descendo sem erro.

Paramos para comer um lanche e descansar as 12h20min e continuamos a descida. Por volta das 12h50min encontramos uma bifurcação para a esquerda (talvez devêssemos virar aqui), mas seguimos em frente e logo chegamos em uma enorme pedra (com certeza não é a Pedra do Guaraiúva) que contornamos pela direita. Conforme íamos descendo percebemos que a trilha seguia para direita e então resolvemos procurar um local que seguisse para esquerda. Se fossemos pela trilha íamos sair numa Fazenda e de lá na estrada que termina na Fernão Dias, nos levando de volta para Extrema (não era isso que queríamos).
O ponto onde saímos da trilha foi quando encontramos uma área de pasto, à esquerda, separada por uma cerca de arame.
Aqui pulamos a cerca e seguimos rumo sul e quando encontramos outra cerca de arame que dividia o pasto de uma pequena mata, seguimos rente a ela. E assim fomos descendo, passando por algumas áreas de brejo e logo depois cruzamos outra cerca, seguindo para esquerda para sair no asfalto as 14:00 hrs.

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Mas ainda tínhamos um longo caminho até Joanópolis com muitas subidas e descidas. No caminho perguntamos para um senhor quanto tempo faltava para Joanópolis e nos disse “umas 3 léguas”. Não adiantou muita coisa e carona que era bom....nada. Paramos ainda várias vezes para descansar e as 15h30min avistamos a Rodovia, onde podíamos tomar nosso ônibus em direção a Atibaia ou direto para SP.
Olhei minhas anotações e vi que tinha um ônibus que saia de Joanópolis as 16:00 hrs e seguia para Atibaia. Pelo horário eram 15h50min e pensei comigo: se a gente perdesse esse, outro ônibus só as 18h30min direto para Sampa.
Seria muito tarde para voltar, então resolvi sair correndo até o trevo da Rodovia e quando o ônibus passasse talvez conseguiria fazê-lo aguardar até a galera chegar.

No trevo onde existia a inscrição de JOANOPOLIS e pouco antes de um pequeno portal, cheguei as 16h10min e nem deu 2 minutos apareceu um ônibus. Pensei .....só pode ser ele. Gritei para a galera correr, mas o ônibus tomou o caminho que a gente estava vindo e seguia para Bragança Paulista - não era esse.
Mas logo atrás dele veio outro - esse sim era o nosso. Dei sinal para a galera correr e conseguimos embarcar a tempo.
O ônibus seguia mesmo para Atibaia e estava relativamente vazio. Só foi sentar nas poltronas e cair no sono para refazer das mais de 6 hrs de caminhada exaustiva. Ainda paramos em Piracaia e chegamos em Atibaia por volta das 17h20min.
Resolvemos comprar passagens para o horário das 18:00 hrs para Sampa e para saciar nossa fome ainda fomos para uma pastelaria ao lado da Rodoviária comemorar o sucesso da nossa travessia, apesar dos perrengues que passamos. O problema foi mesmo chegar em São Paulo, pois pegamos um trânsito horrível e só as 20:00 hrs desembarcamos no Terminal Tietê.



É isso.


Abcs
Editado pela última vez por Augusto em 12 Nov 2015, 15:07, em um total de 4 vezes.

#281398 por brpegas
16 Nov 2006, 06:10
Augusto, bom dia.

Gostaria de saber se vc tem o arquivo para gps dessa travessia e, se tiver, se poderia estar me passando em pvt? Outra coisa, estou pensando em fazer essa travessia mas de Joanópolis para Extrema, você acha que poderia estar acampando na mesma pedra das flores ou é um trecho muito puxado para fazer em um dia(ate a pedra das flores)?

Muito obrigado,
Bruno Carvalho pêgas
#281425 por Vareja
16 Nov 2006, 10:28
Augusto,

Complementando o brpegas, se não em GPS, ao menos uma planilha com os km aproximados e as principais referências.

Me interessei pelo passeio, por ser próximo a Jundiaí e possível de fazê-lo num fim de semana comum

Abração
#281692 por Augusto
18 Nov 2006, 08:41
Oi Bruno, blz?

Não recomendo vc tentar fazer o sentido Joanopolis-Extrema.
A subida é bem ingreme.
Bem provavel que vc não consiga fazer esse percurso em 1 dia só.
A não ser que vc saia bem cedo de Joanopolis.
Ou já inicie a trilha ao amanhecer, pois se vc vir de Joanopolis pelo asfalto e na caminhada, pode esquecer.
Vc vai gastar muito tempo e energia nessa caminhada pelo asfalto.

Um outro problema é onde encontrar o inicio dessa trilha.
Quando a gente tava descendo do Lopo, vimos que estavamos seguindo na direção norte. Não era esse o caminho p/ Joanopolis. Entao o que a gente fez?
Saimos da trilha e seguimos para esquerda, sentido sul p/ entrar em um pasto de uma pequena fazenda. Dali seguimos por uma cerca de arame até chegar no asfalto.

Lembre-se vc estará em + - 800 mts (altitude do asfalto) p/ chegar em + - 1650 mts (altitude da P. Lopo). É muita subida p/ 1 dia só?

Vc ainda vai ter de atravessar a P. Lopo p/ chegar na P. Flores.
Acampando no meio da trilha com certeza vc consegue.
Qqer duvida?


Qto a sua pergunta Vareja, dá p/ saber a quilometragem pegando os pontos da carta topografica. Cada quadricula da carta topografica são 2 Km.
Depois é só ir somando e acrescentar uns 20% a mais, devido a irregularidades do terreno e as curvas da trilha.


Abcs.


brpegas escreveu:Augusto, bom dia.

Gostaria de saber se vc tem o arquivo para gps dessa travessia e, se tiver, se poderia estar me passando em pvt? Outra coisa, estou pensando em fazer essa travessia mas de Joanópolis para Extrema, você acha que poderia estar acampando na mesma pedra das flores ou é um trecho muito puxado para fazer em um dia(ate a pedra das flores)?

Muito obrigado,
Bruno Carvalho pêgas
Editado pela última vez por Augusto em 12 Nov 2015, 15:09, em um total de 3 vezes.
#281861 por brpegas
20 Nov 2006, 07:08
É Augusto, não tinha me atentado a esse desnivel. Mas quanto a acampar no meio da trilha de subida, tem espaço? Ela é muito fechada? A ideia era sair umas 6:00 da manha de joanópolis e ir na pegada até a pedra das flores. vi que tinha 10km aproximadamente de estradas mas não achei que fosse tão desgastante a subida até o lopo.
Essa trilha que vc fala pelo Guaraiuva é tambem por Joanópolis? Vou procurar mais informações sobre essa trilha e qualquer coisa dou uma mudada no inicio, ate a p. flores, e depois sigo mais ou menos o seu roteiro.

É isso ae.

Muito obrigado,

Bruno Pegas
#282098 por Augusto
22 Nov 2006, 06:15
E aí bruno.

Espaço vc vai encontrar sim. A trilha segue uma cerca de arame em boa parte do trecho. Não tem erro. Tem alguns trechos em plano.
O problema é que a trilha que leva à Pedra do Guaraiuva sai de uma Fazenda que fica em Extrema. O acesso, se não me engano, é pela Fernão Dias.
Tanto é que nós tivemos que sair da trilha, pois senão iriamos seguir p/ a Rodovia Fernão Dias e esse não era o caminho que a gente queria fazer.
E se vc vir na caminhada de Joanopolis, se prepare p/ caminhar por asfalto e sem agua nenhuma durante algumas horas.

A Pedra do Guaraiuva é muito usada por escaladores. Creio que não deve ser muito dificil conseguir o contato dessa Fazenda nao.




Abcs.



Augusto


brpegas escreveu:É Augusto, não tinha me atentado a esse desnivel. Mas quanto a acampar no meio da trilha de subida, tem espaço? Ela é muito fechada? A ideia era sair umas 6:00 da manha de joanópolis e ir na pegada até a pedra das flores. vi que tinha 10km aproximadamente de estradas mas não achei que fosse tão desgastante a subida até o lopo.
Essa trilha que vc fala pelo Guaraiuva é tambem por Joanópolis? Vou procurar mais informações sobre essa trilha e qualquer coisa dou uma mudada no inicio, ate a p. flores, e depois sigo mais ou menos o seu roteiro.

É isso ae.

Muito obrigado,

Bruno Pegas
#346141 por sarovisck
03 Fev 2009, 15:27
Olá a todos!!! (resgatando o tópico do esquecimento... rs)

Estarei neste final de semana em Joanópolis e ficarei mais alguns dias na cidade. Gostaria de saber se alguém tem o contato de um guia local que leva um grupo pequeno até o topo do Pico do Lopo. Ou se eu for sozinha sem guia, rola uma marcação de trilha, mapas, o qualquer coisa parecida?

Agradeço muito uma resposta!
Milena Rabelo
:!:
#346916 por Augusto
06 Fev 2009, 12:00
Milena.

É totalmente desnecessario o uso de um guia p/ te levar até o Lopo.
A trilha é muito facil.

O inicio dela é ao lado do Reservatório da cidade, que todo mundo conhece.
É conhecida como Trilha do Pinheirinho.

Junto ao album de fotos dessa trip, têm algumas cartas topograficas que podem te ajudar.
Dê uma olhada lá.


Abcs



sarovisck escreveu:Olá a todos!!! (resgatando o tópico do esquecimento... rs)

Estarei neste final de semana em Joanópolis e ficarei mais alguns dias na cidade. Gostaria de saber se alguém tem o contato de um guia local que leva um grupo pequeno até o topo do Pico do Lopo. Ou se eu for sozinha sem guia, rola uma marcação de trilha, mapas, o qualquer coisa parecida?

Agradeço muito uma resposta!
Milena Rabelo
:!:
#439837 por divanei
21 Jan 2010, 16:38
Fala Augusto !!!!
Já subi na Pedra das Flores umas 4 vezes e nunca tinha encontrado a tal trilha depois do Lopo. Na última vez que fui localizei a dita cuja depois de por acaso descer pela tal canaleta. Qualquer dia deste vou voltar lá para realizar a travessia, mas não quero ir até Joanópolis, vou só ate a Pedra do Guaraiúva. Esta pedra fica em propriedade particular, será que terei problema para passar pela fazenda ? Bom. aquela trilha que você sitou que sai a direita pouco antes de começar a escalaminhada até o Lopo vai dar la em um sitio a 4 km da Fernão Dias , é só pegar a estradinha de terra . A trilha passa por uma cachoeira e por várias araucárias.
Um abraço.
#440080 por Augusto
22 Jan 2010, 11:08
Blz Divanei.

Aquela trilha atras do Lopo nós também tivemos dificuldade de encontrar. Ela tava bem escondida.
Só tome cuidado que o dono do sitio, onde fica a Pedra do Guaraiúva, não permite mais o acesso ao local hein.
Não sei se recentemente ele voltou atras.

Chegando naquele ponto da estrada (onde terminamos a trilha), dá p/ seguir em direção a Fernão Dias.
Na imagem do google earth dá p/ ver que ela não tá tão longe assim do final da trilha.

Essa trilha que sai a direita, pouco antes de chegar no Lopo, tava bem demarcada.
Muita gente deve usar essa trilha p/ voltar, né?
Qto tempo vc acha que leva lá do inicio da trilha até a Rodovia e até a cidade?
A trilha é tranquila?
Pode ser uma outra boa opção, qdo eu retornar lá.

Ali deveria ter também uma trilha que descesse pela Pedra das Flores. Se tivesse uma trilha, ali seria bem legal, porque a mata é bem fechada.


Valeu pelos toques.
#440114 por divanei
22 Jan 2010, 12:31
Bom Augusto,
Em relação a trilha pouco antes do lopo, ela é bem tranquila pra descer e um pouco pesada pra subir. É uma trilha muito bonita que passa por um mirante e depois pela cachoeirinha e também por uma floresta de araucária. Quando passei por lá o chão estava forrado de pinhão e aproveitamos para colher um pouco.Só tome cuidado para quando você chegar em um brejo, se você estiver descendo virar a esquerda. Quando a trilha acabar , você terá que andar uns 3 ou 4 km até chegar na Fernão Dias e de la pode caminhar até a cidade de Vargem e depois tomar o ônibus para Atibaia ou São Paulo, se houver.
#453487 por rperisatto
07 Mar 2010, 21:55
Augusto,

Estou querendo ir até a Pedra do Lopo e estava olhando os mapas que você disponibilizou e batendo com outros que eu tenho aqui. Uma dúvida: A trilha do Pinheirinho (que na sua carta topográfica esta identificada como "Inicio da trilha ao lado reservatorio de Agua") é a estrada da Embratel (mostrada no Google Maps, http://migre.me/mxam)?

Abraços
#453638 por Augusto
08 Mar 2010, 13:16
Blz Satto.

A trilha do Pinheirinho está bem a leste do início da estrada da Embratel. Ela é uma trilha mesmo e depois de vc passar o reservatório de agua, ela pega um trecho de pasto e depois de alguns minutos segue pela mata fechada, com algumas aberturas de visuais ao longo da subida.

A estrada da Embratel é uma estrada de terra mesmo, usada por aqueles que querem chegar lá na crista da serra subindo de carro.
Dá p/ vc subir na caminhada pela estrada? Claro que dá, mas indo pela trilha é bem melhor, na minha opinião.

Se vc der uma aproximada na imagem do google maps, verá um pequeno trecho do início da trilha do Pinheirinho, antes dela entrar na mata. É por ali que subimos.


Abcs

rperisatto escreveu:Augusto,

Estou querendo ir até a Pedra do Lopo e estava olhando os mapas que você disponibilizou e batendo com outros que eu tenho aqui. Uma dúvida: A trilha do Pinheirinho (que na sua carta topográfica esta identificada como "Inicio da trilha ao lado reservatorio de Agua") é a estrada da Embratel (mostrada no Google Maps, http://migre.me/mxam)?

Abraços
#474120 por davicaetano
29 Mai 2010, 18:59
Fala Augusto,

Acabei de chegar da Travessia. Muito boa. Disse pra voce que ia pegar o onibus das 7:30 mas acabei pegando o da 9:30 e chegando lá 11:30 (2:30 a mais com relação a voces). No começo da trilha, depois que passa a primeira fonte de água, eu me perdi um pouco. Tinha uma cerca no final, eu segui a cerca a direita, subindo, mas depois fechava demais e a trilha perdia. Mas logo me achei e quando achei o Bicão fiquei mais sossegado. Esses pontos de referencias no relato são bons, pq eu sempre vou na dúvida se estou perdido ou não, e quando tem algo que não deixa dúvidas, fico mais tranquilo.
Eu acampei bem ao lado do Pico, num campinho ali. Na foto do Pico tem quatro pessoas bem sobre onde armei a barraca. Lugar bom, protegido do vento, porém pequeno para voces que estavam com muitas barracas, imagino. Apesar de ser difícil de subir com a mochila, como sabia que teria que sair pelo outro lado nem me dava o trabalho de deixar a mochila.
Na volta a trilha é um pouco difícil. Eu acho que comecei a andar ao lado da cerca um pouco antes de voces, pois andei uma boa parte que não tinha trilha. Era muito íngreme e com muitos espinhos (e eu de bermuda). Eu ia descendo pensando "caralho, se isso é o que o Augusto chama de sossegado nem quero ver o que ele chama de difícil". Mas acho que foi burrisse minha, pois devia ter uma trilha mais a direita ou a esquerda.
Há vários pontos onde a cerca parece terminar mas depois ela aparece novamente, e isso engana. Um ponto em especial eu acho que fiz diferente de voces. Quando havia dois pedaços de plático amarelo (tipo uma lona, só que mais dura), um de cada lado e a trilha no meio, segui reto, apesar de ter uma trilha a esquerda. Após isso havia uma bifurcação e peguei a esquerda, onde a cerca recomeçou após alguns minutos e não terminou mais, por isso acho que foi diferente. Aí a trilha ficou sossegada, bem fácil de andar e protegida do sol. Quando cheguei bem lá embaixo, havia uma pedra que subi e vi o quanto desci. Era muita coisa. Eu até acho que dê pra subir, mas o cara tem que estar com o condicionamento em dia.
O engraçado da cerca é que uma hora eu caminhava com ela a minha esquerda. De repente ela sumia e depois aparecia a minha direita. Eu até cheguei a pensar que estivesse delirando, pois isso acontecia frequentemente.
Seguindo a cerca, volta o declive pesado e um mato bem pisado, onde parecia que gente havia passado. Cheguei enfim na estrada, onde após caminhas uns 3 km e tomar um banho num lago num sítio que invadi, peguei uma carona até o trevo (muita sorte essa carona). Cheguei na rodoviária de Joanópolis 11:30 e peguei o onibus das 14:00.

Mais tarde escrevo o relato dessa travessia.

Grande Abraço,
obrigado pelas dicas,
Davi.

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