Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#655518 por Kássio Massa
21 Nov 2011, 23:30
Bom, esta travessia já é bem conhecida entre os que frequentam a Vila de Paranapiacaba, encravada no alto da Serra do Mar paulista, a 45km da capital. A tradicional "Picada Raiz da Serra", que, de uns tempos pra cá, anda interditada sob as mais estúpidas alegações, foi palco de mais uma aventura nossa, numa oportunidade única e prazerosa de conhecer seu esplendoroso caminho serra abaixo, rumo à baixada santista.

http://rotamassa.blogspot.com/2011/11/t ... acaba.html

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Trip realizada nos dias 18 e 19 de Novembro de 2011
Por: Gabriel Medina, Jefferson Zanandrea, Kássio Massa e Renata Cristina
Participação especial: André Pimentel e Ricardo Carvalho

Galeria de fotos da trip


Em pouco mais de 2 meses sem retornar à vila inglesa propriamente dita, este dia chegou, e em grande estilo.

Das inúmeras travessias possíveis entre o planalto paulista e o litoral, ao menos três delas têm como ponto de partida, a pacata vila ferroviária de Paranapiacaba. Pois bem, com a expedição pela antiga Funicular concluída com sucesso, a travessia da vez ocorreria no fundo do vale: a chamada Travessia Peabiru, no Vale do Rio Mogi.

Marcamos a trilha com certa informalidade, uma vez que esta, apesar de interditada, se apresenta bastante tranquila, sem muitas dificuldades, ao contrário das demais travessias existentes na região, segurança quebrada apenas pela presença de bifurcações duvidosas, de aluviões, pequenos cursos d'água que, devido à quase sequidão de seus leitos, mais se parecem com caminhos a serem seguidos, por desmoronamentos na encosta e pela inevitável onipresença de temidos animais, que variam em tamanho, forma e periculosidade, desde a aranha armadeira até grandes jararacas, ou mesmo, felinos selvagens.

Demos início à jornada quando nos encontramos, com certo atraso por parte do Jefferson e da Renata - que havia sido segurada em uma reunião de serviço -, às 22h50, na Estação Rio Grande da Serra, e fomos diretamente ao ponto de onde sai o circular à Paranapiacaba. Após alguns bons assuntos sobre nossas semanas, embarcamos no micro ônibus que acabara de estacionar e, em cerca de 30min, descemos no então bucólico estacionamento, em frente ao cemitério, para seguirmos diretamente à entrada da referida Trilha Peabiru, ao lado da plataforma de madeira que costuma receber os turistas da vila, com um visual esplêndido de todo o vale logo abaixo!

Esta travessia é dividida em três partes distintas, sendo seu primeiro trecho, de 5km, em trilha batida, acompanhando as antenas de alta tensão até que a mesma intercepta o Rio Mogi, no fundo do vale, numa piscina natural conhecida como "Prainha", por contar com um vasto banco de areia. A partir da "Prainha", a travessia se dá pelo leito do próprio rio, por cerca de 2,5km, uma vez que não há mais trilha. Por fim, o último trecho consiste em uma estrada de terra, de 3km, margeando o pátio ferroviário de Cubatão, onde também está localizado o ponto de ônibus - o final.

Sem delongas, adentramos a picada, a passos ligeiros, não escapando dos tombos nos discretos "degraus" repletos de limo. Ainda coube muito cuidado ao bordejarmos alguns desmoronamentos na íngreme encosta pela qual a trilha margeia, até atingirmos a primeira clareira, marcada pela 1ª torre de alta tensão, onde aproveitamos para observar o belo visual da cidade de Cubatão.

Cogitamos se poderíamos instalar nosso acampamento naquela clareira, porém, decidimos por acampar em algum ponto mais distante do início da trilha - talvez na 2ª ou 3ª torres -, para assim, evitar visitas indesejáveis, durante nossa pernoite. Assim, seguimos adiante, a fim de chegarmos à 2ª torre, porém, devido à pouca iluminação, saciada apenas por nossas lanternas, acabamos por adentrar o "caminho das fitas" - caracterizado por fitas amarradas nos troncos das árvores ao longo do caminho -, seguindo pelo mesmo por aproximadamente 1h, até que, percebendo o equívoco - por não termos cruzado com mais nenhuma torre, durante todo este período -, optamos por retornar até a 1ª torre e pernoitar por lá mesmo, afinal, já eram 1h30. Enfim, às 2h30, nos instalamos na clareira, numa tentativa de conseguirmos ter ao menos alguns minutos de sono, uma vez que começara a cair uma fina garoa, decorrente da bruma que havia tomado conta do lugar. Esta permaneceria constante e inabalável até o clarear do dia, numa friaca de uns 7ºC, contrariando qualquer boa previsão meteorológica coletada ao longo da semana.

Às 6h, após uma noite literalmente não-dormida, enfim, levantamos nossos equipos, estreamos nossas câmeras para esta trip e tocamos pirambeira abaixo, ininterruptamente, sempre indo de encontro às inúmeras torres ao longo do caminho.

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Vista para a Grota Funda: pontes do antigo Sistema Funicular "Serra Nova" e da Cremalheira

Na 4ª torre, é valido lembrar que há uma bifurcação, e o caminho correto a ser seguido é, não estranhamente, o que vai sentido nordeste - ou seja, Paranapiacaba. Porém, este mesmo prossegue em uma brusca e fechada curva, retomando o sentido sudoeste - Cubatão.

Em cerca de 3h, atingimos o ponto onde a trilha passa a margear o Rio Mogi, já no fundo do vale, sendo possível avistar os incontáveis e embelezados poços azul-cristalinos que caracterizam o dito rio, em praticamente toda sua extensão. Atingimos a "Prainha" às 9h30, onde realizamos um merecido descanso, com direito a mergulhos em suas límpidas águas - que não devem em nada a uma típica praia caribenha -, cliques fotográficos e alguma farofa...

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Suruba silvestre

Enfim, nos preparávamos para dar continuidade à pernada, quando nos deparamos com as quase-inesperadas visitas dos amigos André Pimentel e Ricardo Carvalho, dos quais já havia enchido o saco para que viessem conosco nesta trip, sem sucesso até então - pelo jeito, acho que acabou dando certo, e de uma forma inusitada!

Com a trupe ampliada, finalmente, prosseguimos pelo caminho que se abria na outra margem do rio. Seguindo por uns 50m desta via, nos deparamos com um pequeno afluente. Visto que a trilha acabava alí, optamos por acompanhar o curso de água, a fim de interceptarmos novamente o Mogi, mais abaixo. Sucesso!

A partir deste ponto, como era de se esperar, não havia mais trilha alguma e, para prosseguir, o único jeito seria acompanhar o leito pedregoso do rio, por algo em torno de 2,5km, até cairmos nos trilhos do sistema Cremalheira-aderência - ferrovia especial operada pela MRS Logística, para transporte de cargas entre Paranapiacaba e Cubatão.

Ao longo deste árduo percurso, saltando de pedra em pedra, com água até a altura dos joelhos, pudemos presenciar cenários incríveis, tais como a Pedra do Pulo - uma enorme rocha encravada às margens de um profundo poço, de onde os mais aventureiros costumam saltar -, as pontes do 2º Sistema Funicular "Serra Nova" - com destaque para o Viaduto 4, ou "Ponte Mãe" -, e a confluência do Rio Mogi com o Rio da Onça - o rio do "Vale da Morte", onde estivemos duas semanas atrás.

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Pois bem, por estarmos adiantados na pernada, eu, o André e o Ricardo decidimos adentrar o tal Rio da Onça, em seu trecho final, sussa, se comparado ao que se tem mais acima. Ali , pudemos clicar algumas pequenas cachus, poços e bancos de pedra, até um trecho onde só é possível atravessar a nado. Optamos por não prosseguir a partir daí e, após mais um tempo para contemplação, retornamos ao encontro do restante grupo, que ficou nos aguardando - dormindo profundamente - em um local apropriado, às margens da confluência dos rios.

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Trecho da travessia pelo leito do Rio Mogi e últimas cachoeiras do Rio da Onça

Por fim, recolhemos nossas tralhas novamente e pusemos-nos a concluir o trecho final da jornada, que agora, se resumia ao trecho restante, de 1,5km, pelo leito imutável do Rio Mogi, até uma piramba, na margem esquerda, na cota da fábrica de containers, por onde subimos em direção aos trilhos da Cremalheira. Neste ponto, também se encontra a antiga e desativada Estação Raíz da Serra, do 1º Sistema Funicular da Serra, também conhecido como "Serra Velha", que teve seu leito totalmente substituído pela atual ferrovia concedida à MRS. Paramos por algum tempo no velho prédio para as últimas fotos e impressões históricas daquele fantástico local que, ha mais de um século, foi de extrema importância na formação do povo e economia brasileira.

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Viaduto 4, ou "Ponte Mãe", do 2º Sistema Funicular

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Satisfeitos e descansados, nos dirigimos ao clássico ponto de ônibus, na rotatória em frente à Usiminas(antigo Cosipa), onde tomamos o coletivo rumo ao centro da cidadela, onde, por vez, já na rodoviária, nos preparamos para o tranquilo retorno à "selva-de-pedra" chamada São Paulo, retorno este marcado por um sono profundo e coletivo, pelo qual nem notamos que o André e o Ricardo haviam descido uma cota antes de adentrarmos o perímetro da capital.

Esta foi, sem dúvidas, uma excelente incursão, marcada pela sua perfeita sincronia, ausência de contratempos e total integração do grupo. Certamente, o Vale do Rio Mogi, com todo seu esplendor e possibilidades diversas de pernadas, ainda será palco de muitas outras expedições!
Editado pela última vez por Kássio Massa em 17 Jan 2013, 08:11, em um total de 2 vezes.

#655764 por Jorge Soto
22 Nov 2011, 08:16
Belo role o de vcs... esse ai e um dos classicos roteiros da regiao, q infelizmente as agencias vendem como ultramegadificil .. dele ce pode fazer diversas variacoes interessantes, como descer o Mogi desde suas nascentes e subir novamente via Prainha... descer ate o Mogi e retornar pela Grota Funda ate o Mirante, novametne no planalto... ou emendar a Trilha das Motos. Ou fazer um circuitao q retorna ao planalto emendando a pouco conhecida Trilha do Padre, q pelo desuso deve ta meio fechada (e cheia de cobras).
http://jorgebeer.multiply.com/photos/al ... a_do_Padre
Apenas uma consideracao de ordem de nomemclatura.. pois considero improprio chamar a pernada de Travessia Peabiru, q afinal era uma gigantesca vereda q cortava td Brasil, do qual essa nao da nem 5% do trajeto. A pernada tem nomes mai apropriados como Raiz da Serra, dos Tupinambas o Piacanguera..
#655817 por Kássio Massa
22 Nov 2011, 10:05
Fala Jorgito! Blz?

Realmente, apesar dos cuidados a se ater durante a pernada, tais como animais dos mais diversos naipes - que por sinal, não são característica exclusivas desta trilha, mas sim, de qualquer outra também -, deslizamentos, etc... A travessia pelo Vale do Rio Mogi, que, como foi dito, abrange um dos resquícios remanescentes da então rota "Peabiru"(se considerarmos as dimensões do antigo caminho, realmente, há de se concordar em não chamar o atual por este nome), se mostra em perfeitas condições de ser concluída, sem a necessidade de guia ou qualquer tipo de restrição - claro, bom senso e consciência ambiental são indispensáveis. A propósito, lamento de mais os acidentes e mortes que vêm ocorrendo na região, em especial, nesta trilha.

E agora que a travessia fora bem sucedida, cabe realmente terminar de explorar os demais pontos e rotas interessantes do vale, os quais você também citou - quem sabe um tour pelo Funicular, a partir de algum ponto do Rio Mogi(?!)... Grota Funda(?!)... Bela Vista(?!)... nascentes do rio(?!) Enfim, possibilidades e oportunidades não faltam!

Estamos aí! Forte abraço!
#656164 por Dyanne_Cavalcanti
23 Nov 2011, 00:14
ola Massa :wink:

belo relato...inspirador!!!

gostei dessa prainha o percursso de 3 hrs pra chegar at ela e voltar vale a pena???

a segunda torre seria aquela das teias de aranha(erro do poço formoso) ???

voltei a parana... nesse dia 20/11 e fiz a trilha at a Pedra Grande/Quatingua logo estarei postando o relato!

::otemo::
#656232 por Jefferson Zanandréa
23 Nov 2011, 09:29
Dyanne_Cavalcanti escreveu:ola Massa :wink:

belo relato...inspirador!!!

gostei dessa prainha o percursso de 3 hrs pra chegar at ela e voltar vale a pena???

a segunda torre seria aquela das teias de aranha(erro do poço formoso) ???

voltei a parana... nesse dia 20/11 e fiz a trilha at a Pedra Grande/Quatingua logo estarei postando o relato!

::otemo::


Olá Dyanne!

São 3 horas p/ ir e mais 3 horas p/ voltar, a trilha é fácil, porém é bom ter cuidado p/ não se perderem em alguma bifurcação. Quando chegar próximo a 3ª torre, vcs não devem passar por debaixo da torre e seguir na trilha do poço formoso, mas sim, continuar na trilha que NÃO passa por debaixo da 3ª torre. Depois disso é sem segredos, só seguir em frente... É uma boa pernada, mas a chegada na prainha é recompensadora!
Tanto a primeira quanto a segunda torre são mirantes p/ Cubatão! A terceira é que vai sentido poço formoso ou Cubatão.

E quanto ao Lago de Cristal, conseguiram chegar?

Abç.
#656320 por gvogetta
23 Nov 2011, 12:27
Jorge Soto escreveu:
...

Apenas uma consideracao de ordem de nomemclatura.. pois considero improprio chamar a pernada de Travessia Peabiru, q afinal era uma gigantesca vereda q cortava td Brasil, do qual essa nao da nem 5% do trajeto. A pernada tem nomes mai apropriados como Raiz da Serra, dos Tupinambas o Piacanguera..



Salve Jorge!

Só para constar, ainda que existam divergências linguísticas, históricas e geográficas a respeito: o termo "peabiru", ao contrário do que muitos pensam, é bastante genérico. O termo "peabiru" veio do idioma tupi-guarani "tape" = caminho / "aviru" = gramado (caminho gramado). Ou seja, não houve um único "Peabiru" (aquele da lendária estória sobre a expansão do império Inca em direção ao oceano Atlântico e que atravessava a América do Sul ligando os dois oceanos = digo "estória" pois não existem evidências arqueológicas a respeito), mas vários peabirus, usados pelos povos indígenas em seus deslocamentos, geralmente bem menos ambiciosos em extensão, muitos deles ligando os planaltos interiores do Brasil às regiões litorâneas. Na época da colonização os portugueses costumavam chamar qualquer caminho indígena de peabiru.

Abraço,
#656447 por Kássio Massa
23 Nov 2011, 15:19
gvogetta escreveu:Só para constar, ainda que existam divergências linguísticas, históricas e geográficas a respeito: o termo "peabiru", ao contrário do que muitos pensam, é bastante genérico. O termo "peabiru" veio do idioma tupi-guarani "tape" = caminho / "aviru" = gramado (caminho gramado). Ou seja, não houve um único "Peabiru" (aquele da lendária estória sobre a expansão do império Inca em direção ao oceano Atlântico e que atravessava a América do Sul ligando os dois oceanos = digo "estória" pois não existem evidências arqueológicas a respeito), mas vários peabirus, usados pelos povos indígenas em seus deslocamentos, geralmente bem menos ambiciosos em extensão, muitos deles ligando os planaltos interiores do Brasil às regiões litorâneas. Na época da colonização os portugueses costumavam chamar qualquer caminho indígena de peabiru.


Muito interessante esta observação também. É sempre bom ter conhecimento a respeito de certos vocábulos originários de línguas nativas, tanto daqui quanto de qualquer lugar aonde se queira visitar (no caso, o tupi-guarani).

Uma das boas de mochilar é isto: a aquisição do conhecimento é tamanha e inevitável, mesmo que esta seja somente após a trip!

Abraços, e estamos aí!
#656469 por Jefferson Zanandréa
23 Nov 2011, 16:01
Por isso que eu adoro mochilar, além das experiências fantásticas que nos são proporcionadas, também é possível agregar em conhecimento sobre infinitos assuntos...

Sempre evoluindo!

ALOHA!
Editado pela última vez por Jefferson Zanandréa em 23 Nov 2011, 19:07, em um total de 1 vez.
#656547 por Sandro
23 Nov 2011, 18:55
Venho acompanhando com prazer seus relatos Kássio e este também está muito bom, parabéns!
As fotos também estão primorosas.
Apesar de você já demonstrar bastante conhecimento em trilhas e acampamento nunca monte acampamento próximo a torres de alta tensão principalmente se as varetas da barraca forem de alumínio. Mesmo as torres sendo bem aterradas quando um raio desce por elas podem eletrificar o solo em um raio de até 70 metros ou mais.

Abraço e boas trilhas. ::otemo::
#656758 por Kássio Massa
24 Nov 2011, 10:26
Fala, Sandro!
Muito obrigado por acompanhar nossas trips! :mrgreen:

Sempre tenho receio de permanecer proximo a estes artefatos metálicos e barulhentos chamados torres de alta tensão ::hahaha::
No caso, a trilha realmente não apresentava outro local propicio para acampar, se não estas clareiras das torres... apenas bem mais pra baixo, já no trecho de rio...

MAS VOU REFORÇAR isto, porque é super importante: apesar das previsões de tempo bom, o clima serrano é imprevisível, e chuvas podem pegar a todos de surpresa. Dependendo da intensidade e comportamento das núvens, podem sim ocorrer raios, dai tbm cabe o que vc disse acima: evite permanecer proximo à torres!@

Abç o/
#656969 por gvogetta
24 Nov 2011, 18:56
Kássio Massa escreveu:
gvogetta escreveu:
...

Uma das boas de mochilar é isto: a aquisição do conhecimento é tamanha e inevitável, mesmo que esta seja somente após a trip!

...



Jefferson Zanandréa escreveu:Por isso que eu adoro mochilar, além das experiências fantásticas que nos são proporcionadas, também é possível agregar em conhecimento sobre infinitos assuntos...

Sempre evoluindo!

ALOHA!


É isso aí moçada! Mochilar também é cultura ::otemo:: ::otemo:: ::otemo::
Essa integração é que faz nossas trips mais divertidas e ricas.

Abraço!
#656974 por Kássio Massa
24 Nov 2011, 19:33
Me sinto à vontade para falar que, em meus tempos de escola, tive grande privilégio de ter tido aula com um professor de geografia chamado Irineu da Nóbrega, que também é mochileiro/trilheiro... Ele simplesmente faz questão de não resumir suas aulas ao mero quadro-negro, trabalhos e provas, mas sim, proporcionar aos seus alunos a verdadeira essência de entender o funcionamento de nosso planeta, e a formação de nossos povos e culturas, através do trekking/ecoturismo. É sempre muito comum eu me deparar com notícias dele e seus alunos rondando a região de Paranapiacaba, inclusive ::otemo::
#657113 por gvogetta
25 Nov 2011, 08:24
Olá Kássio!

Belo exemplo esse do seu antigo professor de geografia. Nessa matéria tive um "grande" professor que foi meu falecido pai, mochileiro convicto durante 75 anos e que fez comigo esta ponte entre o conhecimento teórico e o conhecimento prático. Deus o tenha!


Abraço!
#657231 por Kássio Massa
25 Nov 2011, 12:24
Que dádiva ter o pai como exemplo e inspiração na área, e ainda, professor! É deste tipo de ensino - que une o teórico ao prático, de modo saudável e contemplador - que estamos carentes nos dias de hoje. Ainda bem que, mesmo assim, ainda existem pessoas engajadas na causa!

Forte abraço!

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