Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#776700 por Jorge Soto
08 Nov 2012, 13:35
naboman escreveu:E se fizer o percurso no sentido contrário começando pela Jureia até Peruíbe?
Será que não rola com uma garantia maior de conseguir a travessia?


Dificil. No sentido contrario fatalmente vc tera de passar pela guarita de controle da Reserva da Jureia, q em 90% tem alguem dentro. Logo, vc sera barrado antes mesmo de comecar a pernada. Mais facil no sentido tradicional, pois vc so passara por essa guarita somente no final da travessia. E, estando aberta ou fechada, ninguem vai te barrar ou obrigar a voltar td novamente.

#776784 por ricardojcarvalho
08 Nov 2012, 16:28
naboman escreveu:E se fizer o percurso no sentido contrário começando pela Jureia até Peruíbe?
Será que não rola com uma garantia maior de conseguir a travessia?


Você pode começar a caminhada sim, de trás para frente, saindo da Praia da Juréia até Peruíbe, claro se você tiver sorte de não ter ninguém na guarita do Nucleo Administrativo. Porém, mesmo que você passe pela guarita, ainda sim, você terá que arrumar um jeito de atravessar os Rios Verde e Una (este último é o mais crítico do trajeto). Recomendo você a tomar cuidado com as marés, principalmente na Foz do Una, visto que banhos nessa área não são recomendados devido as fortes correntezas.

Boa sorte ai.
#776958 por Jorge Soto
09 Nov 2012, 07:52
Atravessar os rios nao e problema algum, principalmente o Una.. basta dar um troco pra qq pescador do vilarejo dando bandeira. A principio vao fazer doce devido a proibicao e blablabla, mas depois sempre cedem, principalmente no final do dia. Esse rio seria recomendavel atravessar de barco e nao a nado, como eu fiz, pois engoli meio rio nesse intento e quase vou dar no mangue e nao na praia. Ja atravessar o Rio Verde e bem mais sussa, mesmo com mare alta pois nao tem correntezas fortes. Ai umas bracadas ou improvisar uma mini-balsa com garrafas pets gdes, isolante de dormir ou pneu de bike ajuda a levar as tralhas em seguranca (e secas) pro outro lado. Se tiver sorte nem isso precisa, basta levar a mochila na cabeca.
Em tempo, essa travessia considero uma das travessias litoraneas mais faceis q tem, se comparadas com outras q ja fiz, como por exemplo a do Superagui (PR) e tds as q bordejam praias do NE (do Descobrimento, Costa do Sal e dos Coqueiros, por exemplo), onde os rios sao bem mais largos, fundo e perigosos.
#777000 por ricardojcarvalho
09 Nov 2012, 10:35
Jorge Soto escreveu:Atravessar os rios nao e problema algum, principalmente o Una.. basta dar um troco pra qq pescador do vilarejo dando bandeira. A principio vao fazer doce devido a proibicao e blablabla, mas depois sempre cedem, principalmente no final do dia. Esse rio seria recomendavel atravessar de barco e nao a nado, como eu fiz, pois engoli meio rio nesse intento e quase vou dar no mangue e nao na praia. Ja atravessar o Rio Verde e bem mais sussa, mesmo com mare alta pois nao tem correntezas fortes. Ai umas bracadas ou improvisar uma mini-balsa com garrafas pets gdes, isolante de dormir ou pneu de bike ajuda a levar as tralhas em seguranca (e secas) pro outro lado. Se tiver sorte nem isso precisa, basta levar a mochila na cabeca.
Em tempo, essa travessia considero uma das travessias litoraneas mais faceis q tem, se comparadas com outras q ja fiz, como por exemplo a do Superagui (PR) e tds as q bordejam praias do NE (do Descobrimento, Costa do Sal e dos Coqueiros, por exemplo), onde os rios sao bem mais largos, fundo e perigosos.



Atravessar o Rio Una é fácil? Você mesmo disse que não recomenda atravessar o rio a nado. Quanto aos pescadores, quando eu fui lá eles são meio irredutíveis atravessar o rio de barco com medo de sofrer represálias do pessoal da reserva. Mas isso não é uma regra. Pode ser que algum tope atravessar mesmo. O jeito é dar as caras mesmo como nós fizemos. Tentar pegar autorização é complicado, por que dificilmente eles irão ceder.
#777068 por Jorge Soto
09 Nov 2012, 15:04
Cruzar o Una é facil sim ,Ricardo, basta meter as caras. O Beck, por exemplo, cruzou o rio com uma bike num pneu inflado, qdo fez pedal na regiao. Eu estive na reserva em duas ocasioes e nas duas nao tive problemas em arrumar barqueiro pra ir por outro lado, sendo q na segunda decidi ir a nado pois antes de entrar na agua testei a profundidade e tals...ta td no relato. E tb pq tenho um escorpiao no bolso pois havia pescadores me oferecendo travessia, na ocasiao. Basta insistir com os caras, pois é dinheiro facil pra eles. E a noite tds os gatos sao pardos. Além do mais, qdo fui a nado a maré estava favoravel, o rio tava estreito e havia pouca movimentacao de correntes. E fui, com cara e coragem. Engoli agua, engoli. Levei um tempo q pareceu interminavel em braçadas, levei. Mas cheguei no outro lado, pronto. Claro q este método nao é recomendavel mas no fim deu certo. E se eu consegui qq um consegue. Sou de carne e osso como qq um. E claro, pq fui com o estritamente necessario na mochila (hipermegaleve), sem peso extra, como barraca a tiracolo. E se eu fosse refazer essa pernada nao pensaria duas vezes em atravessar o rio a nado outra vez, mas desta vez mudaria algumas coisas pra facilitar o deslocamento: iria com uma mochila de ataque compacta e ensacava td dentro, tornando mais facil as braçadas. O q dificultou mesmo nadar na outra ocasiao foi estar com uma cargueira, q mesmo semi-leve impedia nadar corretamente. E se a maré tiver baixa, a travessia é mais facil ainda. Mas ai claro q vai de cada um, q se supoe saber seus limites e ate onde podem ir nestas "loucuras", q de loicura nao tem nada.Se aventurar significa mensurar riscos e assumir consequencias, e foi o q fiz.
E essa é uma travessia facil sim, se levarmos as outras pernadas litoraneas q mencionei, onde é preciso cruzar no minimo uns 5 ou 6 "Unas" no caminho.

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