Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#734435 por ricardojcarvalho
05 Jul 2012, 21:35
A Trilha Caminho do Imperador é um dos principais atrativos da Estação Ecológica da Juréia-Itains, localizada no litoral Sul do Estado de São Paulo, região conhecida como Lagamar, e que hoje encontra-se fechada para visitação. Este é um caminho centenário, aberto por escravos no século XIX a mando do Imperador Dom Pedro I, que recebeu pavimentação rústica de pedras, em 1840, afim de permitir o tráfego de carroças. Em 1870, com o objetivo de interligar a então capital do Brasil, o Rio de Janeiro, com o Sul do país a trilha recebeu postes telegráficos vindos da Europa e passou a ser conhecida como Trilha do Telegráfo.

Conheço muitos lugares na Juréia. Recentemente visitei o Pico dos Itatins e as Praias Desertas de Peruíbe (Desertinha, Juquiazinho, Brava, Parnapuã e Arpoador), mas sempre quis ir além da Foz do Rio Una e realizar a travessia completa até o Núcleo Praia da Juréia em Iguape, atravessando toda a Estação Ecológica. Sendo assim, meu amigo André e eu, começamos a estudar a região: Coletamos informações sobre o percurso em diversas fontes na internet, analisamos a tabua das marés e após quase duas semanas de tempo ensolarado (em pleno inverno), nós decidimos que este seria o momento certo de tentar percorrer a tal trilha.

De mochila pronta, e com o único objetivo de percorrer este caminho centenário, André e eu pegamos o tróleibus no Terminal Diadema às 5:15 da manhã do dia 30 de Junho de 2012 com destino Terminal Rodoviário do Jabaquara. O ônibus estava praticamente vazio e nós estávamos nos últimos bancos do ônibus, quando um cara fez questão de sentar do meu lado e começou a fazer um "interrogatório" após ver a minha "cargueira" com a barraca de camping e o saco de dormir pendurados: Perguntou para onde nos estávamos indo, se iriamos acampar, se o local era de acesso restrito, etc. Dei uns "migués" no cara, e após eu ter "respondido" todas as suas perguntas, ele desceu no próximo ponto. Só dá loucos!!!

Deixando o cara de lado, desembarcamos no Terminal Jabaquara às 5:30 e caminhamos até o Terminal Rodoviário e às 6:00 da manhã pegamos o ônibus com destino à Rodoviária de Peruíbe. A viagem transcorreu muito bem, e no tempo que nós havíamos previsto inicialmente: Chegamos à Rodoviária de Peruíbe às 8:20 e às 8:45 pegamos o ônibus municipal da linha "928 - Estação/Barra do Una", o primeiro do dia, pois para a Barra do Una saem apenas 3 ônibus por dia, e após 1 hora e 30 andando na maior parte do tempo por uma estrada totalmente precária e cheias de buracos em um ônibus "pau-de-arara" parecendo que ia desabar (cheguei a filmar um trecho daquela viagem), chegamos à Barra do Una às 10:15 da manhã.

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Até então tudo havia dado certo conforme o planejado, porém o principal obstáculo para o inicio da trip seria a atravessar o Rio Una. A Foz do Rio Una é um local sob forte influência das marés, e banhos nessa área não são recomendados mesmo com a maré baixa. Mas o André e eu já vínhamos com uma idéia fixa na cabeça: "Jogar um xaveco" em algum pescador para que ele nos atravessasse de barco, sendo assim, ficamos na Vila da Barra do Una sondando algum pescador que topasse fazer o "serviço", mas quando tocávamos no assunto a frase que escutávamos era sempre a mesma: "Vocês tem autorização?". Lógico que não tínhamos autorização, e mesmo se tentássemos pegar uma na Sede Administrativa da E.E.J.I, com certeza, não conseguiríamos, pois apenas projetos de pesquisa ambiental são liberados mediante documentação do mesmo. Pedimos para alguns moradores do local para que nós atravessassem mas eles não quiseram com medo de sofrer represálias dos guardas da reserva. Já eram 13:30 e não tínhamos atravessado o rio ainda. O André e eu chegamos a pensar: "Será que a trip vai terminar antes mesmo de começar? Viemos de tão longe para quebrar a cara e ter voltar para casa em meio a uma enorme frustração?". Antes ir embora e "meter os pés pelas mãos" , nós resolvemos parar num bar para tomar um refrigerante. Lá começamos a conversar com um homem e falamos para ele sobre nossos planos. Ele disse que era turista e que tinha um pequeno barco e que se nós quiséssemos ele cobraria 20,00 para nos levar até a outra margem do rio. Sem pensar duas vezes, pagamos a conta e fomos com o cara até o barco dele. A travessia durou cerca de 5 minutos e às 13:50 alcançamos a tão desejada Praia do Una, na outra margem do Rio do Una. Confesso que a emoção tomou conta de mim. Comemorei muito o resultado da nossa empreitada. Liguei o meu GPS e a partir dai comecei a registrar o percurso.

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Já nos primeiros 15 minutos de caminhada vimos um enorme bando de garças e gaivotas na praia que se dispersaram ao notar a nossa presença. Após mais 15 minutos, às 14:25, nos deparamos com uma cena um tanto quanto utópica: Um enorme tambor enferrujado com um monitor de tubo quebrado em cima: Uma "perfeita réplica" do ENIAC (o primeiro computador inventado e que pesava toneladas). Essa foi, sem sombra de dúvidas, uma das cenas mais engraçadas que presenciamos nessa trip.

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Deixando aquele "trambolho" de lado, continuamos a caminhada em meio a uma calma e tranqüilidade onipresentes naquela bela praia deserta, até que exatamente às 16:00 chegamos ao Altar do Bom Jesus de Iguape, onde é realizada a missa da romaria que ocorre uma vez por ano no local. Atrás da imagem do padroeiro existe um antigo cemitério caiçara.

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Enquanto estávamos admirando aquele pequeno altar, outra coisa chamou a nossa atenção: Um monomotor sobrevoando a praia bem próximo do chão. Felizmente o André conseguiu registrar esse momento.

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Foto de André Pimentel

Após fotografar o pequeno altar, continuamos a caminhada, em meio a um fim de tarde maravilhoso. Às 16:50 resolvemos fazer uma pausa para o lanche. Enquanto "forrávamos" o estômago, tivemos uma surpresa: Uma moto com o farol aceso surgia na praia e vinha vindo em nossa direção. Quando notei, pensei: "Agora ferrou!!!". Não demorou muito o rapaz parou próximo da gente e fez novamente aquela famosa pergunta: "Vocês tem autorização?". Dissemos que não tínhamos e que estávamos lá apenas para conhecer o local e explicamos que nossa intenção era ir até a Iguape passando pela Trilha do Imperador. O rapaz é um morador do Grajaúna e responsável pela preservação da Reserva naquele local. Ele nos informou que para ter acesso ao local é necessário retirar autorização na Sede Administrativa localizada na Estrada do Guaraú. Após alguns minutos de conversa com o guarda, ele disse que ia falar com o pessoal da base para ver se eles liberavam o nosso acesso. Caso não liberassem, nós teríamos que voltar. Ele foi até a base deles no Grajaúna e enquanto isso nós continuamos a caminhada. Poucos minutos depois, ele voltou dizendo que permitiria que nós acampássemos próximo ao Núcleo Grajaúna, mas que não era para mexer em nada lá. Dissemos que nós não fazíamos nada errado e que nosso único objetivo era chegar até Iguape e tirar fotos da reserva. Ele pediu que nós nos identificássemos, então passamos os nossos nomes e RG's para ele. Pois bem, agora com o acesso legalizado, e a noite quase caindo, montamos o nosso acampamento às 18:00 próximo a um riacho que tem no final da Praia do Una e bem próximo ao Morro do Grajaúna.
Tomamos um banho naquele pequeno riacho e colocamos uma roupa limpa. A noite estava muito agradável em meio a uma linda lua, um céu estrelado e o barulho do mar bem calmo em meio a maré baixa. Cansados, após percorrer os quase 15km da Praia do Una, resolvemos ir dormir cedo e às 20:00, aproximadamente, já tínhamos capotado.

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Na manhã seguinte, cerca das 7:00 da manhã, acordamos com um barulho de moto próximo ao nosso acampamento. Olhei pela janela barraca e era o guarda rondando de moto próximo de onde estávamos acampados. Quando saí da barraca, notei que ele já estava chegando no Núcleo Grajaúna.
Aquela manhã de domingo dava sinais de que o dia seria melhor do que o anterior. O sol brilhava intensamente e no céu não havia uma nuvem sequer. Tiramos algumas fotos do nascer do sol, escovamos os dentes, desmanchamos o nosso acampamento e às 8:00 demos continuidade à pernada onde após 15 minutos de caminhada chegamos ao Núcleo Grajaúna onde o guarda da reserva nos informou onde continuava a trilha que dá acesso ao Morro e a Praia do Grajaúna. Após uma breve conversa com o guarda, entramos na trilha e não demorou muito para vermos a estrada que dá acesso ao Núcleo e a ponte de madeira sobre o Rio Passaúna. Pausa para algumas fotos e continuamos a trilha.

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Nesse trecho do percurso notamos que havia um descampado um pouco extenso. Isso nos fez refletir como os planos de implantação das Usinas Nucleares devastou o local que se estendem até os dias atuais. Após tirar algumas fotos, seguimos pela trilha e não demorou muito até chegarmos ao morro do Grajaúna às 8:35. O mirante nesse local é fantástico. Dele temos uma vista privilegiada da Praia do Grajaúna e do majestoso Maciço da Juréia, montanha imponente com cerca de 600 metros de altura que atua como um verdadeiro quebra-mar em meio ao oceano. Fiquei lá cerca de 20 minutos filmando e fotografando o local. O visual é realmente espetacular.

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Desci uma pequena pirambeira onde uma trilha bem batida dá acesso àquela pequena praia. O André e eu ficamos lá por alguns minutos fotografando a praia que é de uma beleza singular. Após muitos cliques, decidimos continuar a pernada, afinal, já eram 9:30 da manhã e ainda tínhamos mais que percorrer mais 25km para chegar à Balsa do Ribeira de Iguape.

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Às 10:00, enquanto andávamos pela praia do Rio Verde, notamos que o guarda vinha de moto novamente em nossa direção. Ele parou a moto e perguntou se estava tudo bem. Dissemos que sim, e ele nós explicou como acessar a Trilha do Imperador quando chegássemos ao Maciço da Juréia. Nesse momento ainda faltava cerca de meia hora de caminhada até lá. Quando o guarda foi embora continuamos a caminhada e cerca de 10 minutos depois fomos surpreendidos, agora, por um ultraleve sobrevoando a praia bem próximo do solo. Tiramos algumas fotos e continuamos, quando finalmente às 10:30 alcançamos a Foz do belíssimo Rio Verde, que recebe esse nome por refletir o verde do Maciço da Juréia em suas água claras.

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O rio é bem raso, e com a maré baixa o nível ficou ainda mais raso. Atravessamos o rio sem maiores problemas com água batendo nos joelhos, até chegar em uma pequena "prainha fluvial", onde deixamos as mochilas. Nesse momento nossa água estava quase terminando, então notamos que próximo de onde estávamos, havia uma pequena nascente onde abastecemos as nossas garrafas que encontravam-se praticamente vazias.
Enquanto tirávamos fotos do local, notamos que um barco com 4 pessoas surgia em meio ao rio, acredito que eram moradores do local. Como o leito estava muito raso, eles tiveram que empurrar o barco onde sumiram em meio ao mar. Nesse momento já eram 11:30 e confesso que a preocupação começava a tomar conta de mim. A esta altura do campeonato tínhamos cerca de 20 km para percorrer e ainda estávamos no Rio Verde. Nesse momento o André e eu recolhemos as nossas coisas e finalmente entramos na Trilha do Imperador. A trilha é bem batida e óbvia, onde é possível notar logo de cara um calçamento rústico de pedras conforme as fontes que eu havia consultado na internet. A trilha inicialmente atravessa um pequeno riacho enquanto vai subindo suavemente até um ponto onde é possível ver nitidamente a Praia, a foz do Rio Verde e o Mar em meio a um visual de tirar o fôlego!!! O André e eu ficamos por vários minutos registrando esses momentos já que o dia ensolarado que fazia naquela bela manhã de domingo também ajudara.

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Após fotografar aquele belo mirante, continuamos a pernada. Nesse momento a trilha começa a fazer uma curva bem suave para a direita contornando o Maciço da Juréia, onde, um pouco mais a frente, notamos dois antigos postes telegráficos da trilha homônima. Continuamos a pernada avançando sem maiores problemas, admirando a bela Mata Atlântica a nossa volta cercada por árvores centenárias e belas bromélias quando, às 12:45, surge a linda Cachoeira do Bom Jesus. Pausas rápida para fotos e um lanche naquele espetáculo da natureza.

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Continuamos a caminhada, e logo em seguida chegamos a uma outra cachoeira em meio ao Maciço da Juréia: Essa tinha por volta de 50 metros de altura. Fotografamos ela rapidamente e continuamos. Já eram 13:05 e nós nem havíamos chegado ainda à Praia da Juréia. A partir desse momento começamos a correr contra o tempo, caso contrário não daria tempo de chegar à Rodoviária de Iguape e pegar o ônibus de volta para São Paulo. Enquanto nós percorríamos o trecho restante em meio a trilha, o André e eu começamos a cogitar a possibilidade de tentar arrumar alguma carona. Enquanto conversávamos, às 13:25, chegamos a mais um belo Mirante onde já era possível ver a Praia da Juréia. Ao mesmo tempo em que eu admirava aquele mirante, ouvia vozes de uma mulher gritando na praia lá embaixo onde também era possível ver um jipe estacionado. Logo o André e eu, aceleramos o passo a afim de chegar na praia antes de perdemos essa carona. Sendo assim, 10 minutos depois, chegamos à Guarita do Núcleo Praia da Juréia, onde não havia nenhum fiscal, e saímos da trilha sem maiores problemas.

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Na saída do núcleo há uma pequena estrada que dá acesso a praia, onde vimos o pessoal do jipe curtindo aquela bela paisagem. O André e eu combinamos de chegar "jogando um verde", perguntando ao pessoal se a Balsa ficava muito longe e assim, fomos. Quando chegamos até o pessoal que estava na praia, perguntamos da balsa e começamos a conversar com o homem do jipe (acreditem não sei qual o nome dele). De quebra o homem disse que da Praia da Juréia até a Balsa eram cerca de 18km. Dissemos a ele que tínhamos saído da Barra do Una no dia anterior, e que havíamos acabado de descer a Trilha do Imperador. Na lata o André perguntou se ele poderia nos dar uma carona até onde eles estavam. O homem disse que sim, e para a nossa sorte eles já estavam indo embora e o melhor de tudo, a casa deles era na Vila bem próximo à Balsa. Nesse momento havíamos deixado de andar 18km na canela, caso contrário não daria tempo para chegar à São Paulo. Mesmo de carro, a travessia levou cerca de 30 minutos. Imaginem se fossemos a pé!!! Após essa grande gentileza, ajudei o homem com a "gasosa" (afinal ele havia nos feito um grande favor). Nos despedimos do pessoal e fomos rumo à balsa onde a atravessamos às 14:45.

Quando chegamos do outro lado da balsa, paramos em um bar para perguntar sobre o ônibus que iria para a Rodoviária de Iguape onde duas simpáticas mulheres, creio que as donas, nos informaram que o ônibus passaria por lá apenas às 18:00 e que o último ônibus para São Paulo sairia da Rodoviária às 20:00. Nesse momento pensei: "Poxa, ferrou de novo!!! Vamos ter que ficar 3 horas esperando esse ônibus passar!". Uma das moças me disse que eu poderia tentar pegar um taxi para a Rodoviária e que geralmente os taxistas cobravam cerca de 5 reais por pessoa a corrida, porém não havia nenhum taxista trabalhando naquele dia. Vendo a situação em que estávamos, perguntei para ela se ela tinha o número de algum taxista para nós ligarmos. Ela nos passou o número de um taxista chamado Eduardo, porém mais uma vez fomos surpreendidos: O celular do André (VIVO) e o meu (TIM) estavam sem sinal, a moça me disse que não tinha telefone fixo no bar e os únicos dois orelhões que haviam no local estavam quebrados e que para usar o telefone eu teria que atravessar a balsa novamente (detalhe que ela só sai de 30 em 30 minutos). Nesse momento eu falei para o André: "Estamos no meio do nada, totalmente isolados, sem telefone e sem transporte!!! O que fazer agora?". Em meio aquela situação, percebemos que não restava mais nada a fazer, a não ser esperar o ônibus das 18:00 que tinha como destino o centro de Iguape.

Ficamos cerca de uma hora e meia parados esperando algum taxista passar e nada. De repente, para a nossa surpresa, um morador local chamado Benedito também precisava de um taxi para ir para casa, que ficava próximo a Rodoviária (nosso destino). Ele pegou o número de telefone do taxista Eduardo com as moças do bar e felizmente conseguiu fazer contato com ele. O taxista Eduardo chegou para nos pegar por volta de 16:35 e finalmente às 17:10 desembarcamos na Rodoviária de Iguape. Nos despedimos do pessoal e entramos na Rodoviária. Nesse momento pensamos: "Finalmente vamos conseguir sair daqui!!!" Quando fui ao posto da Rodoviária comprar as passagens para São Paulo a moça me informou que não tinha sistema e que as passagens tinham que ser compradas diretamente no ônibus, com o motorista, e que o próximo (e último) ônibus para São Paulo sairia apenas 20:15. Mais uma vez, ferrou!!! Chegaríamos em Diadema depois da 1:00 da manhã se fosse assim, eu pensei. Porém a moça da Rodoviária sugeriu que nós pegássemos o ônibus com destino a Miracatu que sairia às 17:15, e lá agente poderia pegar o ônibus para São Paulo e, assim, nós economizaríamos tempo (e isso era tudo o que nós precisávamos). Pois bem, seguimos o conselho da moça da Rodoviária, pegamos o tal ônibus e desembarcamos na Rodoviária de Miracatu às 18:30. Fomos lá no posto da Rodoviária tentar comprar as passagens, mas a moça me informou que lá também não tinha sistema e que teríamos que comprar as passagens diretamente no ônibus. Perguntei a ela sobre o próximo ônibus para São Paulo, e ela me informou que ele sairia de lá às 19:00 horas.
Quando o ônibus chegou na Rodoviária, tivemos mais uma desagradável surpresa: Já não havia mais lugares disponíveis naquele ônibus e teríamos que esperar o próximo, que sairia apenas às 20:00. Mais uma vez, tínhamos sido surpreendidos!!! Como não havia jeito mesmo, tivemos que esperar o ônibus das 20:00 horas chegar e para nossa felicidade, nesse tinham lugares disponíveis onde embarcamos para São Paulo e chegamos no Terminal Barra Funda às 22:45 (quase três horas depois). Após desembarcar no terminal Barra Funda, pegamos o metrô e tróleibus chegando no Terminal Diadema cerca de uma hora depois, às 23:45. O André mora próximo ao Terminal, então para ele foi bem tranqüilo chegar em casa. No meu caso, eu ainda tive que ligar para o meu irmão me buscar lá, pois acho que os ônibus municipais não operavam mais naquele horário. Acabei chegando em casa às 0:00 exatamente.

Apesar dos muitos obstáculos que tivemos que enfrentar para a concluir essa trip, posso dizer que esta empreitada foi um verdadeiro sucesso pois somente a sensação de ter percorrido um caminho histórico cercado de belas paisagens e na companhia de um grande amigo alimenta o espírito aventureiro de qualquer mochileiro.

Ricardo Carvalho.

Vejam o álbum de fotos completo dessa trip no meu site:
http://www.panoramio.com/photo_explorer#view=photo&position=0&with_photo_id=74782306&order=date&user=6483509&tag=Travessia%20Peru%C3%ADbe-Iguape%20via%20Trilha%20do%20Imperador
Editado pela última vez por ricardojcarvalho em 20 Jul 2012, 21:42, em um total de 3 vezes.

#734508 por Otávio Luiz
06 Jul 2012, 09:07
Muito legal a trip Ricardo, parabéns!!!
Quero um dia fazer a trilha do telégrafo, que sai de Guaraqueçaba/PR e vai até Ariri/SP, e voltar pela Ilha do Cardoso e Superagui.
Deve ser a continuação desta que você fez, se puder postar uma foto do google earth com ela seria legal. ::cool::
#734509 por Jorge Soto
06 Jul 2012, 09:17
ate q enfim alguem mais repetiu essa bela pernada, pois o povo amarela facilmente por conta da fiscalizacao e da travessia do rio..eu particularmente conheco umas duas ou tres outras pessoas (o Nando, inclusive).. mas ninguem, pelo q sei, atravessou o Rio Una na porralouquice quinem eu, a nado...kkkkkkkk....dica: nao recomendo!
da-jureia-ate-iguape-a-pe-e-a-nado-t24317.html

belas pics....e agora ce precisa descer o vale da morte, e assim redigir outro belo relato como este.
#734638 por gvogetta
06 Jul 2012, 18:10
Olá Ricardo!


Parabéns! Show de bola o relato. A travessia e a região dispensam comentários: são simplesmente fantáticas! As imagens postadas ilustram bem isso. Uma caminhada das boas.

Já andei em algumas ocasiões pela Juréia (inclusive em alguns programas por assim dizer "não permitidos" por conta do ingresso em algumas áreas proibidas) mas nunca numa travessia desta magnitude. As paisagens ali merecem ser preservadas, mas não concordo com as proibições absurdas impostas pelos órgãos ambientais. Para aprender a respeitar precisa-se primeiro conhecer. É a velha filosofia de fazer o mais fácil: proibir é mais fácil que fiscalizar. Uma lástima!

Abraço!
#769835 por naboman
17 Out 2012, 18:17
Legal!
valeu pelo relato!

Se puder, posta tbm o track log que gravou com o gps.
Estou pesquisando para fazer essa no feriado de 15/11 ou talvez reservar uns dias das férias em janeiro para isso.
Tentarei pegar autorização antes de meter as caras como fizeram, pois talvez não tenha a mesma sorte de conseguir uma carona no rio.
Como o Soto disse, nadar alí é bem tenso rs, uma vez no meio, tem q chegar no outro lado, se não... bau bau rs
::otemo::
#770034 por Jorge Soto
18 Out 2012, 09:55
naboman escreveu:Se puder, posta tbm o track log que gravou com o gps.


pra quê track? 90% do percurso se dá pela beira da praia, e o restante de serra é bem intuitivo..
#771647 por PHgua
23 Out 2012, 18:28
só um adendo pra galera que quer ir. eu tbm tava muito afim de fazer essa trilha no próximo feriado, liguei na adm da reserva, mandei email e tals, mas acabou que não liberaram. tinha até feito um roteiro e tals, mas não deu. o cara me passou a Portaria da reserva. resumindo está aí:

O inciso III do artigo 3° da Lei Federal n° 9.795, de 27 de abril de 1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental que determina que a incumbência de promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação compete aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente – SISNAMA;

Artigo 3º. As associações, escolas e demais interessados em realizar atividades de educação ambiental na trilha “Caminho do Imperador” deverão encaminhar Plano de Trabalho com 90 (noventa) dias de
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antecedência à data requerida para realização das atividades ao Núcleo de Ecoturismo e Educação Ambiental da Fundação Florestal para análise e emissão de parecer favorável ou não à realização das atividades.
§ 1°. O referido Núcleo deverá analisar o Plano de Trabalho, juntamente com o responsável pelo Programa de Educação Ambiental da EEJI e terá o prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data do protocolo, para se manifestar sobre o Plano de Trabalho.
§ 2°. Em caso de parecer desfavorável, o Núcleo de Ecoturismo e Educação Ambiental da Fundação Florestal deverá indicar quais são os aspectos que devem ser revisados ou complementados.
§ 3°. Com o objetivo de atender a todos os solicitantes, o Núcleo de Ecoturismo e Educação Ambiental da Fundação Florestal providenciará um calendário de atividades que garanta a participação dos interessados de forma eqüitativa.

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