Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#850906 por Renato37
16 Jun 2013, 12:03
Travessia realizada entre os dias 7 a 9 de Junho de 2013.

Album com todas as fotos da travessia estão em:
https://picasaweb.google.com/1104304139 ... directlink


Já havia passado das 7:00 qdo lá estava eu, saltando do metrô na Estação Tietê, em mais uma manhã fria e enevoada de outono. Logo, me dirigi ao ponto de encontro do grupo, na area de embarque e desembarque do Terminal Tietê. Marcelo já se encontrava no local e feitas as devidas apresentações, ficamos aguardando o resto do pessoal chegar.

Alexandra e Fernanda chegaram cerca de 15 minutos depois junto com a Leticia. Clovis foi o último a chegar, devido ao transito do rush da manhã. Com isso, só saimos de SP mesmo as 7:40h, numa viagem que iria levar pelo menos 7 horas até Teresópolis no Estado do Rio de Janeiro, nosso destino final e onde deixariamos o carro no estacionamento do parque.

O movimento na Ayrton Senna estava relativamente tranquilo, e 40 minutos depois, passamos pelo entroncamento para Mogi/Bertioga, onde seguimos reto, naturalmente.

As 9:00hs, houve um desencontro. Após passarmos pelo segundo pedágio após mogi, Clovis reduziu a velocidade afim de aguardar que o outro carro (onde estavam as meninas) nos alcançassem, já que ele iria virar a direita no acesso a Dutra. Entramos no acesso e aguardamos no acostamento.

Mas para a surpresa de todos, vimos o carro das meninas passando reto a toda velocidade.....Clovis então, tentou ligar para o celular da Alexandra, mas só deu caixa postal. Então, tivemos que retornar rapidamente para a Ayrton Senna para logo o Clovis pisar fundo, afim de alcançarmos o carro da Alexandra.

Porém, rodamos um bom trecho e nada do carro delas. Imaginamos que pisaram fundo tb afim de tentar nos alcançar, sem saber que na verdade, estavam a nossa frente.
Somente as alcançamos no segundo pedágio, aproveitando a vantagem do carro do Clovis ter o sem parar instalado, ao passo que a da Alexandra não. Após chegarmos no pedágio seguinte, avistamos o carro da Alexandra atrás de outro carro, então a ultrapassamos e seguimos em velocidade reduzida logo a frente, para que elas nos alcançassem. Ufa, para alivio de todos.

Após o reencontro, entramos na Dutra pelo acesso de SJC, onde as 11:00hs, fizemos uma rápida parada em um Gaal afim de beliscar algo. Afinal, ainda tinha mais de 3 horas de viagem pela frente. Pouco antes dessa parada, pudemos contemplar de longe os imponentes picos da Serra da Mantiqueira, como Marins - Itaguaré, Agulhas negras e outros picos rasgando os céus através das nuvens que encobriam suas encostas.

Alguns clicks dos picos e retomamos a viagem, imaginando várias possibilidades de pernadas por esses picos e como deveria ser a vista do alto, onde tantos montanhistas e trilheiros se aventuram.

Após o breve lanche, (onde eu me limitei a consumir apenas uma batata frita) retomamos a viagem, passando pela placa que dá as boas vindas ao Estado do Rio de Janeiro. As 12:00, estavamos descendo a Serra das Araras, onde pude contemplar algumas vistas bonitas, já que o tempo estava aberto.

As 12:35 chegamos a caótica Av.Brasil dentro da area urbana da cidade do Rio de Janeiro, onde demos de cara com um trânsito miseravel da metropole carioca. Caminhões, ônibus, motos, carros e até camelôs vendendo toda especie de tranqueiras dividiam espaço, o que nos atrasou um pouco, porém já era previsto pelo Clovis.

Como a avenida é palco de constantes tiroteios, arrastões, assaltos e toda sorte de caos por conta de ficar entre 2 grandes favelas, ficamos um pouco apreensivos. Felizmente o trecho era curto e logo nos livrariamos do congestionamento, assim que acessamos a rodovia que vai para Teresópolis.

Após nos livrarmos da muvuca, caimos finalmente na rodovia que sobe para Teresópolis, onde o Clovis pisou fundo a fim de recuperar parte do atraso naquele congestionamento. O típico calor carioca se fazia presente, mostrando que a cidade praticamente não tem epoca de frio, só friozinho....pois o forno que estava lá, era praticamente o que faz em SP no verão.

Nem o ar condicionado do carro do Clovis tava dando conta. Durante o percurso pela Santos-Dumont em direção a serra, pudemos contemplar as primeiras visus dos imponentes picos da Serra dos Orgãos a esquerda, o que deixou todos radiantes.

Mas foi mesmo na subida da dita cuja é que a gente percebeu o qto a Serra dos orgãos com seus vários picos, impressiona por sua imponência.
Durante a subida da serra, demos de cara com mais um congestionamento, o que deixou o Clovis surpreso. Placas no meio do caminho indicavam que estavam tendo obras de concretagem do piso e por isso estavam liberando uma parte do trafego para descer,alternando com outra para subir.

E da-lhe paciência para esperar. Com os carros totalmente parados, aproveitei para descer do veiculo e bater algumas fotos dos paredões da serra dos orgãos a nossa frente.

Após 25 minutos perdidos ali e sairmos do trecho em obras, subimos rapidamente e paramos em um acostamento com um mirante no trecho final da subida do belissimo vale para fotos. O calor infernal da baixada fluminense deu lugar ao frio e ao frescor do alto dos quase 800 metros de altitude de Teresópolis, mostrando que se ali já estava frio, imaginei o "gelo" que iriamos pegar lá no topo do Castelo do Açu, localizado a cerca de 2.150 metros de altitude. Felizmente eu vim preparado para temperaturas negativas, então o frio não seria problema.

Chegamos em Teresópolis as 14:35h, onde aproveitamos para almoçar e em seguida, procurar um taxi para nos levar até a portaria da sede do parque em Petropolis, onde iniciariamos a travessia. Mas não sem antes passamos na portaria do Parque em Teresópolis afim de realizarmos os pagamentos das taxas de ingresso do parque e deixarmos os carros no estacionamento do mesmo, já que ali seria o final da travessia.

Conversa com um, outro, até que encontramos o Seu João, morador de Teresópolis e uma figura muito simpática, humilde e de amplo conhecimento da região serrana do Rio. Pela bagatela de R$ 150,00 em uma corrida fechada, ele nos levou até a Portaria do Parque da Sede de Petropólis, onde chegamos somente as 18:25h já na cota dos 1000 metros de altitude. Após assinarmos os termos de ciência dos riscos e de responsabilidade na portaria do parque, prepararmos as mochilas e finalmente pusemos pé na trilha pontualmente as 19:00hs, dando inicio a travessia propriamente dito. Enfim, a aventura começaria de fato, quase 12 horas depois de sairmos de Sampa.

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1º Dia
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Munidos de lanterna, iniciamos a longa e extensa subida pelos 7km de trilha em direção ao Pico do Castelo do Açú, local onde se localiza o abrigo açu. A picada na primeira hora, seguiu subindo em leve ascenção, dando voltas, sem maiores dificuldades. As 19:28 passamos pelas placas que indicam a cachoeira véu das noivas e Gruta do presidente a esquerda, mas continuamos a direita, seguindo em direção ao Açu. Nessa primeira hora, estavamos ganhando pouca altitude.

Porém, notando que o ritmo das meninas estavam meio lentas, comecei a ficar preocupado, pois como a trilha do açú leva entre 4 a 6 horas, nesse ritmo, chegariamos somente ao amanhecer no abrigo. E se chegassemos muito tarde, não dormiriamos e nem descançariamos o suficiente para encarar o 2ºdia, que seria o pior e mais puxado da travessia. As 20:13, após passarmos pelas placas indicando o acesso para a cachu das andorinhas, a trilha começou a ficar mais íngreme, o que fez as meninas subirem em passos de tartaruga com muletas ao mesmo tempo que paravam algumas vezes, a fim de recuperar o fôlego. Clovis e Marcelo seguiam acompanhando-as, enquanto eu disparei na frente, parando várias vezes para esperar o pessoal me alcançar.

Começavamos de fato, a ganhar altitude para valer e logo emergimos da mata em meio a um campinzal, onde a picada passou a ziguezaguear a encosta da serra enquanto subia. Nesse ponto, tivemos as primeiras vistas do trecho percorrido, das luzes do bairro do Bonfim e da portaria do Parque, que iam ficando cada vez mais distantes. O céu estava livre de qualquer vestígio de nuvem e todo estrelado, porém, a medida que iamos subindo, sentiamos o frio e a temperatura só baixando . . .

As 21:18, cheguei a Pedra do Queijo já na quota dos 1.532 metros de altitude, onde aproveitei para apreciar a primeira visão mais ampla do bonfim e o vale lá embaixo, todo iluminado enquanto aguardava os demais. E também o qto ainda teriamos que subir até chegar ao topo. Galera chegou 12 minutos depois, onde tb resolveram fazer um breve pit stop para apreciação da vista noturna do vale e mastigar umas barras de cereais. Retomamos a pernada 10 minutos depois seguindo trilha acima, afim de continuarmos ganhando altitude.

Cerca de 1 hora depois desde a Pedra do Queijo, chegamos a um trecho onde a picada faz uma curva a direita pelo alto de um morro, onde nivela, depois passou a descer um curto trecho até um vale, seguindo em nivel até cair em túneis em meio a enormes voçorocas de bambuzais, para logo voltar a subir forte novamente.
Após passamos por alguns trechos mais rochosos, es que as 23:32 chegamos ao Mirante do AJAX, já na quota dos 1.855 metros de altitude segundo o gps do Clovis.

Nesse belíssimo mirante, pudemos contemplar uma vista ainda mais ampla de todo o vale do Bonfim e parte da cidade de Petropolis toda iluminada. Tb há um ponto de agua potavel no AJAX, onde todos aproveitaram para encher os cantis, molhar a goela e mandar ver nos lanches afim de forrar o estomago. O frio nessa altitude estava + forte, o que me obrigou a vestir o jaquetão + pesado que trouxera na cargueira justamente para esse fim.

Com a noite avançando, o abrigo ainda longe, o pit stop teve que ser breve, afim de otimizarmos o tempo de percurso e chegar no abrigo o mais rápido possivel. Então, descançados e revigorados, retomamos trilha acima. As 0:05 chegamos ao trecho final, porém o mais dificil e puxado da trilha, conhecido como ISABELOCA. Nesse trecho, a subida relativamente leve e bem tranquila dá lugar a uma pirambeira nervosa, acidentada e erodita, onde o auxilio das mãos passou a ser constantemente necessário para impulso nos troncos, pedras e raizes afim de ganhar os patamares seguintes. Nisso, continuei seguindo na frente, parando mais acima, para aguardar os demais.

Enquanto isso, me divertia apreciando as luzes das lanternas da galera na trilha lá embaixo, e o bla bla bla das meninas se destacando no silêncio da mata e também algumas estrelas cadentes no céu. Para a minha surpresa, a partir do meio do trecho do ISABELOCA, visualizei mais abaixo do pessoal, outras luzes de lanternas, o que me fez imaginar que além da gente, havia outra galera subindo na trilha, logo atrás. Ocasionalmente, iluminava o pessoal lá embaixo afim de mostrar onde eu estava e também para saberem que estou aguardando mais acima. O trecho pirambeiro do Isabeloca é bem puxado e exigiu muito de todos, principalmente das meninas que estavam mais lentas e portanto, acabaram ficando ainda mais para trás.

No geral, em subida muito íngreme, naturalmente todos ficam mais lentos, mas ao mesmo tempo, em trilhas muito longas como essa, com cada um tendo um ritmo diferente, alguém sempre acaba ficando para trás. Tanto é que o Clovis, que já conhecia o trecho e que estava acompanhando as meninas, subiu rapidamente e logo me alcançou, seguido pelo Marcelo. Ambos só estavam para trás por conta das meninas. A trilha nesse ponto se divide em várias bifurcações em formato de "8" e de "S"(que logo se encontram), mas em alguns trechos podem confundir quem não conhece e nunca fez essa trilha, ainda mais a noite.

Enfim, após escalaminhar e até se arrastar em alguns trechos do perrengoso trecho íngreme e erodito do ISABELOCA que parecia não ter fim, es que as 1:20 finalmente eu e o Marcelo chegamos ao topo da mesma. Clovis vinha logo atrás e as meninas ainda se encontravam um pouco mais abaixo, porém com suas lanternas bem visiveis o tempo todo pelo fato do trecho ser descampado. A picada aqui nivela de vez e passa a seguir a crista da serra a esquerda, onde pudemos contemplar uma visão de tirar o folego das cidades lá embaixo, todas iluminadas. Seguimos pela trilha até que 10 minutos depois,caimos em uma enorme rocha que deduzirmos ser o cume do trecho do Isabeloca já na cota dos 2.200 metros de altitude. Nesse cume, se tinha uma visão de 360 graus das cidades iluminadas do lado contrário tb, que mesmo de noite, a visão era de encher os olhos. Imaginei a vista do local durante um dia de céu claro.

Como eu e o Marcelo fomos os primeiros a chegar lá no topo, e vendo que o restante do pessoal estavam terminando a subida do isabeloca ainda, resolvemos parar ali, afim de aguarda-los. Porém, o frio intenso e os fortes ventos gelados fez que nossa permanência ali fosse curta. Então assim que avistamos o Clovis e as meninas, sinalizamos e resolvermos continuar seguindo em frente. Como ele conhecia bem o caminho por ter feito a travessia outras 2 vezes, nos encontraríamos no abrigo. A partir do cume, a trilha dá lugar a enormes rochedos, onde passamos a nos guiar através de totens (que são várias pedras empilhadas, umas nas outras) e algumas setas amarelas indicando o caminho, no meio dos rochedos.

Com o Clovis guiando as meninas e sem a necessidade de esperarmos mais, eu e o Marcelo simplesmente apertamos o passo afim de chegarmos logo no abrigo e ter mais tempo para descançar e dormir. Porém, embora tenhamos chegado no topo, o abrigo não era logo ali, ainda tinhamos que descer um pequeno vale e subir outro morro até chegarmos aos enormes rochedos do castelo do açu. Rochedos esses em formato de tartaruga. O abrigo ficava no vale após passar os rochedos do castelo do açu. A galera que horas atrás vi lá embaixo, já havia ultrapassado o Clovis com as meninas e estavam logo atrás de nós, nos ultrapassando no final da descida do abrigo. Pelo ritmo deles, creio que fizeram a subida em cerca de 4 horas, pois estavam mais rapidos que nós.

Então, após descer algumas rochas e passar por um trecho emlameado, es que finalmente, as 2:20, chegamos ao Abrigo Açu na cota dos 2.150 metros de altitude, após longas 7 horas e 20 minutos de subida desde a portaria do parque lá embaixo. O abrigo se encontrava totalmente escuro, com todas as luzes apagadas e envolvida em uma fina nevoa que encobria o pequeno vale do topo. Marcelo foi logo pro banho, enquanto eu aproveitei para mandar ver um gatorade, alguns pedaços de bolo e pão com presunto goela abaixo, afim de matar a fome e sede daquele momento e não ir dormir de estomago vazio.

Por conta de termos chegado ao abrigo muito tarde, a prioridade era ir dormir o mais rapido possível. Clovis e as meninas só chegaram 45 minutos depois, depois das 3:00, o que me fez crer que a subida só demorou muito mais tempo que o previsto por conta das diversas paradas para aguardar as meninas, que estavam muito lentas, infelizmente.
Qdo eles chegaram, Marcelo e eu já estavamos indo dormir. Demos boa noite a todos e nos mandamos para o quarto. Assim que estiquei meu isolante e saco de dormir, foi só deitar para literalmente,capotar. Nem lembro de ter ouvido as meninas entrando no quarto. Minha unica preocupação era: Se eu não dormisse pelo menos umas 3 horas, levantaria quebrado no dia seguinte. Pena que as poucas horas de sono desse 1º dia,seriam ainda mais curtas do que eu imaginava.

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2º Dia

As 5:30, fui acordado com o sons da galera no quarto levantando e se aprontando para irem ver o nascer do sol no alto do Castelo do Açu e a partirem logo em seguida. Até fiquei tentado em ir, mas acabei abrindo mão desse privilégio em favor de mais 2 horas de sono e descanço, afim de não ter meu rendimento comprometido durante o dia seguinte. Deixei para ver o nascer do sol lá do abrigo da Pedra do Sino.

Dormi mais um pouco, depois acordei, me aprontei e logo desci para preparar o meu desejum que nada mais era que uma macarronada com feijão e sardinha que deveria ter sido a minha janta de ontem, mas que foi deixado para o café da manhã seguinte. Assim, teria mais energia para a caminhada do dia. Embora tenha dormido apenas 3 horas e meia, me senti disposto, relativamente descançado e recuperado. Lá fora, o sol brilhava forte em um belo dia com cenas incriveis das nuvens abaixo e o topo sem vestígio de nuvem alguma. Após ter feito meu desejum, subi ao quarto para pegar a maquina para clicks, enquanto notei que as meninas ainda estavam dormindo, mas que logo teriam que levantar.

Aproveitei esse tempo para zapiar no entorno do Abrigo e me deslumbrei com as paisagens fodasticas de um dos cumes do alto da Serra dos Orgãos. A visão de lá de cima é de tirar o fôlego de qualquer um. Clovis eu e o Marcelo escalamos o enorme rochedo do Castelo do Açu afim de tirar várias fotos do entorno enquanto as meninas já haviam levantado e estavam tomando café da manhã. Praticamente todos os demais montanhistas que haviam chegado no abrigo antes já haviam se mandado de lá. Do topo da rocha do castelo do Açu, vimos um grupo no alto do morro do Marco, onde o Clovis comentou que os mesmos já haviam passado o vale da Luva que é o primeiro vale e escalaminhado o primeiro trecho da travessia que visto do abrigo, parece que é "logo ali".

Após os cliques, retornamos ao abrigo, onde as meninas nos aguardavam. As 9:40, com todo mundo pronto,demos adeus ao Castelo do Açu e após as alongadas básicas, iniciamos a segunda parte da travessia, agora em direção a Pedra do sino, que era visivel toda imponente e envolvida por nuvens, bem distante do alto do Castelo do açu. Seguimos em direção a pedra do sino, onde alguns totens nos serviram como indicações do caminho a seguir. Esse trecho inicial não apresentou nenhuma dificuldade e logo eu e o Clovis nos vimos atravessando o primeiro vale entre o morro do açu e o do Marco.

Reencontramos a trilha que mostrou que a subida desse morro, embora não muito longa, seria feito quase todo a base de escalaminhada. É só o começo, brincou o Clovis. A cada subida a frente, iria ficar pior e mais puxado. As 9:55h cheguei ao topo do morro, sendo que lá de cima pude contemplar mais uma visão de tirar o folego da maioria dos imponentes picos da Serra dos orgãos, e as cidades lá embaixo, com as nuvens em cima, formando um meio tapete. A temperatura estava agradavel embora frio, mas não estava ventando. Deixei a mochila numa pedra e fui zapiar o entorno da enorme, e estensa rocha, enquanto aguardava as meninas chegarem. Lá do alto dava para ver as rochas do Castelo do açu logo atrás, todo o o vale do bonfim e o trecho de subida da noite anterior, desde a portaria.

As 10:20 estavamos todos reunidos novamente, onde nos fartamos de fotos daquele belissimo mirante. Enquanto estavamos descançando, vi outro grupo subindo o morro seguinte, o da Luva. Morro esse que considerei o mais puxado e de subida para lá de ingreme e com o agravante da trilha estar muito enlameada. Dei uns gritos e eles responderam, o que me fez ficar com inveja, pois provavelmente, já os teria alcançado, pelo tempo que estava ali. Olhando o vale abaixo,imaginei que a descida até ali iria ser puxado...e foi um pouco.

Após a contemplação da segunda visão do pico do morro do marco, retomamos a pernada as 10:46, em direção ao próximo morro, o da Luva. A partir desse trecho a trilha dá lugar a enormes rochas, onde a navegação começa a ficar mais dificil. Nesse trecho, é preciso ter senso de direção aguçada, gps, bussola e carta topografica para evitar de se perder ali, poisé bem facil errar os caminhos, que se confudem.

Tendo pelo menos um senso de direção aguçada, bussola e a carta topografica, não terá dificuldades em encontrar o caminho.....Isso é, se não estiver acompanhado de alguém que tenha feito a travessia e se estiver fazendo a mesma pela primeira vez, o que era o meu caso.

Porém, é possivel se guiar através de discretas setas amarelas e totens, fincados nas pedras, que nos foram bem úteis. Algumas indicações de setas vermelhas são falsas, pois apontam para outras trilhas e caminhos. Portanto, se não for explorar o entorno, ignore. No morro do Marco há uma seta vermelha indicando para baixo a direita, mas o caminho correto a seguir é em direção ao morro da Luva, pelo lado esquerdo.

Durante a descida para o vale, resolvi descer por uma discreta picada que encontrei e acabei caindo em um matagal, onde a mesma sumia, me obrigando a voltar. Clovis, Leticia e Marcelo dispararam na frente na trilha correta que eu deixei passar batido. Então resolvi varar mato no trecho de declive das rochas afim de cortar caminho e chegar no meio da descida da trilha, ao invés de subir para depois descer de novo.

Porém, qdo estava terminando de descer a rocha e havia localizado novamente a picada mergulhando na mata, es que de repente ouço um "ai" e um barulho de uma das meninas que estava atrás de mim e que havia escorregado em uma das pedras. Ao olhar para trás, larguei a mochila e corri para ver o que havia acontecido. "Escorreguei e acho que cai de mau jeito", exclamou um das meninas que caiu..."Então peguei e disse: Veja se consegue dar um passo. Ela deu um passo e sentiu a perna, me deixando apreensivo.

Falei para sentar e descançar um pouco afim de esperar passar o susto da queda e ver se não havia acontecido nada mais sério. Iria ficar ali, mas es que me disseram que eu poderia continuar seguindo. Então, disse que iria alcançar os demais e avisar para esperar. Fui descendo até reencontrar a continuação da trilha logo abaixo. Enquanto seguia pelo vale, encontrei o Marcelo no meio do caminho e pedi para ele esperar. Contei a ele do ocorrido com uma das meninas e perguntei do Clovis e Leticia. Ele me disse que foram na frente e que iriam nos esperar lá no topo do próximo morro. Nisso, ao olhar para cima, vejo a Alexandra e a Fernanda ainda lá no meio da descida procurando a trilha.

Resolvi guia-las lá de baixo, apontando para onde deviam seguir. Vendo as 2 andando, embora ainda lentas, senti um alivio por não ter acontecido nada demais, pois daquele ponto não tem como voltar atrás por conta da logistica (voltar até o açu e depois descer o trecho pirambeiro do Isabeloca até a portaria de Petropolis se deixamos o carro na portaria de Teresópolis? Totalmente fora de cogitação. Tinha que ir ou ir. Ou então elas teriam que retornar até o castelo do açu e de lá pedir auxilio aos funcionários do abrigo.

Felizmente não foi nada sério e ao ver que as meninas localizaram a picada, retomamos a pernada, com uma pausa em um riachinho para coletar agua e relaxar os musculos, já que a partir desse ponto, iniciaria uma nova e ardua subida, a subida do morro da Luva, o segundo pico da travessia. Marcelo foi na frente e logo disparou, enquanto eu resolvi parar 2 vezes durante a subida para recuperar o folego e esperar até ver as meninas se aproximando. A trilha nesse trecho apresenta uma subida bem ingreme, enlameada e erodita, com trechos de escalaminhada forte, onde mais uma vez os troncos, raizes e até galhos foram necessários para ganhar os patamares seguintes.

Após emergir da mata em uma area mais descampada no meio do caminho, a trilha passa a seguir pela direita, passando por trechos de rochas, onde em alguns trechos, foi necessário alguns trepa-pedras. E assim, a picada vai subindo e bordejando o enorme e extenso morro da Luva. Durante a subida pela parte descampada do morro, consegui visualizar mais acima o Marcelo. E o Clovis e a Leticia atingindo o topo. Mas enfim, após a dura escalaminhada, passando por vários trechos enlameados, pirambeiras e rochas, es que as 12:30h, chego ao topo do morro da Luva, onde encontro com o Marcelo e a Leticia ali, me aguardando.

Lá de cima, vi a Alexandra e a Fernanda emergindo da mata lá embaixo, no meio da subida, enquanto que o Clovis seguiu na frente e deixou avisado que iria nos esperar próximo ao trecho conhecido como "elevador", onde faria um pit stop longo para lanche. No topo do morro da Luva, consegue-se avistar os demais morros já percorridos logo atrás, inclusive o Castelo do açu. Já a frente, os próximos a serem vencidos, como os morros do Dinossauro, Baleia, e o imponente pico da Pedra do Sino bem ao fundo. Nesse tempo, a nebulosidade aumentou e começou a ameaçar cobrir tudo, prejudicando a visão do entorno quase totalmente, infelizmente.

Fizemos um pit stop ali e ao ver que o "ruço" (nevoeiro) dissipara, resolvemos descer, afim de encontrar com o Clovis lá embaixo. A descida para o vale das Antas é relativamente suave e tenho logo atrás, a maior parte da visão do trecho de descida percorrido. Já quem está no topo, tem a visão de quem está descendo. Então fiquei tranquilo qto as meninas, pois ao chegarem no topo, elas iriam nos ver descendo.....então fomos seguindo. Nisso, eu apertei o passo afim de alcançar o Clovis e contar para ele do ocorrido na descida do Morro do Marco com uma das meninas.....

Ao localizar de longe o Clovis descendo rapidamente o vale das Antas em direção ao "elevador", o alcancei e contei do ocorrido, onde paramos para aguardar a Leticia e Marcelo e seguirmos até uma pequena cachoeira para fazer um pit stop mais longo para um lanche e ao mesmo tempo, aguardarmos as meninas nos alcancarem. A fome já começava a apertar e eu não via a hora de chegar lá para detonar os lanches e isotonicos afim de repor as energias.

Então, as 13:12 chegamos a base do morro do dinossauro e de um dos trechos tensos da travessia, conhecido como "elevador". A simpatica cachoeirinha que escorria da encosta acima serviu de cenário enquanto mandei ver nos lanches e barras de cereais para forrar o estomago e isotonico para molhar a goela e repor os sais mineirais perdidos.

Ficamos lá por quase 1 hora e nada da Alexandra e Fernanda chegarem, o que deixou o Clovis apreensivo. Eram 13:50 e nada das 2 darem as caras. A Leticia até cochilou e só faltou roncar. Enquanto isso, tive a idéia de ir na frente, subindo pelo "elevador" até o topo do morro do Dinossauro afim de ter uma visão melhor de todo o trecho percorrido desde o topo do morro da Luva, até onde estavamos, no vale das Antas. E em contrapartida, o Clovis voltou um pouco pela trilha para ver se as via descendo pelas rochas. Rapidamente subi o trecho tenso do Elevador que são degraus de ferro fincadas na parede, onde você tem que subir o paredão quase vertical (só não deve olhar para baixo caso tenha medo de altura, senão....) em 15 minutos já estava no topo do morro do Dinossauro, onde comecei a olhar todo o trecho de descida do morro da Luva afim de localizar a Alexandra e a Fernanda descendo a encosta do mesmo.

Após um breve período lá em cima esperando, es que as vejo descendo devagar e dou um grito, orientando-as qto ao caminho. Enquanto isso, Clovis, Leticia e Marcelo continuavam lá embaixo na cachoeirinha. Assim que visualizei as meninas descendo, dei um grito para avisar o clovis que elas estavam vindo. Assim, ele veio com o Marcelo e a Leticia (que acho que deve ter até sonhado com os anjos de tanto tempo que ficaram lá) pelo elevador. Todos ficamos aguardando pela Alexandra e a Fernanda lá no topo do morro do Dinossauro. A partir dali o caminho fica mais complicado e confuso, portanto,seria arriscado o pessoal se afastar muito um do outro, diferente dos trechos anteriores, bem sinalizados, descampados e por trilha/setas/totens.

Enquanto aguardava as meninas nos alcançarem, aproveitei para explorar o entorno. Nisso, outros 2 grupos que estavam fazendo a travessia passaram rapidamente por mim e eu tive a frustração de vê-los sumirem na curva onde desce para o vale do sino. Do topo do morro do dinossauro se avisa o da Baleia e o pico do Garrafão a direita, espetando as nuvens. E todo e extenso colchão rochoso do morro da luva escorrendo junto ao Vale das antas, vale esse conhecido tb como o "vale dos ecos", onde deve-se gritar do morro da Luva em direção ao morro do dinossauro para ouvir o eco. Imaginei o cenário em um dia de céu limpo, deve ser de encher os olhos. Mas que infelizmente com o passar do dia, a nuvens foram aumentando e acabamos tendo que nos contentar com os trechos visiveis apenas nas variações de nebulosidade.

Após elas terem nos alcançado, aguardamos que descançassem um pouco. Já havia passado das 15:00hs e com o tempo estourado, Clovis avisa que já não conseguiriamos chegar nos trechos mais tensos (e emocionantes) da travessia que são o mergulho e o cavalinho durante o dia para a frustração do Marcelo e minha tb. Isso porque, haviamos perdido 2 preciosas horas naquele trecho. E eu já estava preocupado, pois minha lanterna estava fraca e só tinha um par de bateria reserva que não fazia idéia de qto tempo iria durar. Mas simbora assim mesmo.

Como uma das integrantes do grupo (a que sofreu o escorregão na descida do morro do Marco) estava com um dos pés um pouco inchado, tivemos que andar um pouco mais devagar do que já estavamos andando. Clovis estimou chegarmos no segundo abrigo somente por volta da meia noite, o que deixou o Marcelo preocupado, pois contavamos em chegar bem antes das 22:00hs afim de poder jantar e dormir cedo, para que o terceiro e último dia fosse mais proveitoso. Afinal, ainda teriamos a longa descida até Teresópolis, numa trilha mais light, porém tão extensa qto a subida do primeiro dia, com 11 km de extensão com duração de 4 horas. Só não haveria trechos pirambeiros e decliveis acentuados como o do Isabeloca.

Pois bem, com o grupo reunido novamente e as meninas descançadas, es que as 15:20 finalmente retomamos a pernada em direção ao último e mais tenso trecho, o do vale e subida até o cume da Pedra do Sino. Seguimos pela encosta ingreme do morro a esquerda nos orientando pelos totens e pequenas setas amarelas colocados nas enormes rochas e fizemos a curva a esquerda, deixando o enorme rochedo conhecido como Pedra da Baleia para trás. As 15:35 começamos a descer a enorme e ingreme rocha em direção ao vale do sino, onde segundo os totens, o caminho a seguir era por ali. Olhando para trás, ainda era visivel os outros 2 morros que atravessamos (luva e dinossauro), e que iam ficando cada vez para trás.

Após desescalarminharmos quase que escorregando a extensa rocha íngreme (onde os joelhos foram exigidos ao máximo do máximo) por conta da declividade muito acentuada, começamos a atravessar o vale em direção ao morro da agulha do diabo para então enfim, ganharmos o vale do sino. A travessia pelo alto do morro da agulha do diabo foi feita s/ maiores dificuldades até que finalmente demos de cara com o imponente vale do sino que lembrou algumas cenas do filme "Jurassic park". Isso porque, o vale era gigantesco, extenso e profundo, constratando com os paredões do pico do sino bem a nossa frente. A montanha e o pico mais alto de toda a cadeia de montanhas da Serra dos orgãos. E iriamos subir tudo aquilo até o topo, felizmente por trilha bem demarcada.

Iniciamos a última grande descida até o buracão do vale do sino, onde há inclusive o último ponto de água disponível de toda a travessia. A partir dai, não haveria mais ponto de agua até a chegada no abrigo.
E da-lhe mais desescalaminhada nervosa com pontos quase que "escorregaminhada" das enormes rochas quase que verticais, onde mais uma vez os joelhos de todos foram bastante exigidos. Após passarmos por mais alguns trechos de rochas com vários totens e setas indicando o caminho, reencontramos a continuação da trilha que passou a ziguezaguear a encosta ingreme do morro da agulha do diabo numa descida mais leve, para alivio dos joelhos de todos.

Durante a descida, era possível ver boa parte do trecho por onde subiriamos através de uma das cristas da serra, afim de chegar até o alto e na base do enorme paredão da pedra do sino. Já havia passado das 16:00 e a neblina começou a tomar conta de tudo, prejudicando a visão. Nisso, desci rapidamente na frente pela trilha e após atingir o vale, a mesma nivela e passa por alguns túneis de voçorocas de taquarinhas. Então, es que as 16:15, após a picada emergir dos túneis, cheguei a um trecho onde havia algumas clareiras que antigamente o pessoal utilizava para acampar, na epoca que era permitido acampar fora da areas oficiais de camping.

Hoje só é permitido acampar nesse local em caso de emergência (sem lanterna ou bateria para continuar a noite por exemplo). Além das clareiras, uma bifurcação sugeria que seguindo reto, chegaria ao ponto de água para reabastecer os cantis. Virando a direita, continuava em direção a pedra do sino. Aproveitei para bater algumas fotos da galera descendo pela trilha pelo enorme costão rochoso do morro da agulha do diabo e também para encher minha garrafa com agua e isotonico em pastilha.

Minutos depois, Clovis e Marcelo chegaram e logo em seguida, as meninas. Fizemos um pit stop ali afim de molharmos a goela com o precioso liquido e mastigarmos algumas barras de cereais, chocolate e outros. A neblina havia tomado conta do vale e nisso, deixei preparado a minha lanterna, já que havia menos de 1 hora de claridade apenas. Após todos estarem descançados e revigorados, demos inicio ao ultimo, porém longo trecho de subida até o cume da pedra do sino as 17:00, dessa vez, todo feito por trilha até o abrigo do sino.

A picada começou subindo e contornando suavelmente a encosta do morro do sino, subindo a crista sem grandes dificuldades. Segui rapidamente na frente e as 17:17 passei pelo primeiro rochedo onde pude contemplar uma visão do vale do sino ficando para trás, aproveitando as variações de nebulosidade. Como não havia bifurcação alguma, trilha bem marcada e o sentido era obvio, disparei na frente afim de aproveitar o máximo de luz natural possivel que ainda restava daquele dia, afim de só precisar ligar a lanterna o mais para frente que for possível. O frio das montanhas (que foi presente o dia todo) estava intenso, mas como estava com o corpo aquecido, o frio foi meu aliado na longa subida ao cume do sino.

As 17:26 por conta da forte neblina, começara a escurecer. Então, apertei ainda mais o passo até emergir novamente da mata em uma segunda grande rocha bem descampada, onde imaginei ser um belissimo mirante com uma vista de todo o vale do sino e do trajeto percorrido caso o tempo estivesse limpo e passassemos ali mais cedo. Mas por conta das 2 horas perdidas lá no trecho do elevador, não pude me presentear com mais uma visão, que ficou para uma próxima vez, infelizmente. Fotos então...fora de cogitação, tanto é que até guardei minha máquina digital. Então, sem perder tempo, passei batido e segui em frente a passos fortes. As 17:40, já quase escuro, cheguei em mais um trecho rochoso, mas extenso, onde acabei passando batido pela bifurcação da trilha a direita.

Segui reto e acabei caindo em um trecho onde notei que chegara ao fim do vale a qual a trilha acompanhava, dando de cara com o paredão da montanha. Então, retrocedi pelo trecho rochoso e como já estava quase escuro, tive um pouco de dificuldade para localizar a picada por conta do forte nevoeiro que prejudicou a visão. Porém, como decidi parar ali e esperar o pessoal me alcançar, peguei a lanterna, deixei a mochila e fui fuçar nas bordas do rochedo afim de encontrar a continuação da dita picada a qual localizei mesmo só qdo liguei a lanterna. Como já estava escuro, não havia mais necessidade de avançar na frente.

A continuação da trilha sai mais abaixo a direita bem larga, marcada e aberta, com várias marcas de botas em seu trecho enlameado poucos metros assim que você chega ao terceiro descampado rochoso. Nisso, ouvindo as vozes da galera vindo logo atrás, permaneci ali esperando. Com todo o grupo reunido, fizemos um rápido pit stop ali afim de recuperarmos o folego e logo retomamos a pernada. Já havia escurecido totalmente e a partir de agora, o trecho restante da travessia até o abrigo do sino seria percorrido com lanternas.

As 17:55, enquanto nos aproximavamos de outro trecho tenso da travessia, conhecido como "mergulho" (que é um buracão de dificil descida sem cordas, onde a trilha simplesmente mergulha dentro de uma fenda rochosa), encontramos com um outro grupo que provavelmente não conseguiram passar pelo trecho do mergulho por falta de claridade e que resolveram pernoitar por ali mesmo.

Ao avistarem as luzes de nossas lanternas, um deles deu um grito e perguntou se haveria problema de nos acompanhar. Com a resposta do grupo de que não haveria problemas, paramos ali para aguardarmos. Enquanto isso,reparei que a neblina do final da tarde deu lugar a um céu azul e totalmente livre de qualquer vestigio de nuvens, o que permitiu que todos visualizassem o enorme paredão rochoso da pedra do sino bem a nossa frente. Paredão esse que teriamos que escalaminhar. Segundo o Clovis, esse é o trecho mais tenso e dificil de toda a travessia, por conta da trilha ser muito íngreme com vários trechos de escalaminhada nervosa, com alguns trepa-pedras, sendo uma delas, conhecida como "Cavalinho" a pior parte. E estava justamente nesse trecho..

Clovis aproveitou o momento para tocar o terror no psicologico das meninas, enquanto eu e o Marcelo não viamos a hora de chegarmos nesse tal de "cavalinho" afim de sentirmos a adrenalina de passarmos pelo trecho famoso, mas também o mais perigoso de toda a travessia.
Retomamos a pernada com o outro grupo nos acompanhando. Nisso, para a minha frustração e do Clovis, demos de cara com um dos guias do parque, que desceu lá da pedra do sino para resgatar o outro grupo (que nos fez perder mó tempo esperando por quase meia hora para nada).

Clovis, indignado me disse: Não acredito. Os caras chamaram o resgate.... Nisso, as 18:10h finalmente chegamos ao trecho tenso do "mergulho" e pude ver que é tenso mesmo, ainda mais a noite, onde uma pisada em falso, seria literalmente despencar buraco abaixo e acabr tendo uma perna ou pé quebrado.
Ali, há uma técnica facil para descer sem cordas, técnica essa que o Clovis já conhecia e iria nos explicar, mas que infelizmente o guia nos fez descer por ali através de uma corda presa em um grampo fincado ali já com essa finalidade.

Assim, cada um foi descendo o trecho do "mergulho" aos poucos. Eu fui o primeiro. Vendo que os demais iriam demorar para passar por ali, e as meninas acompanhadas com o guia do parque, disparei novamente na frente afim de adiantar os meus passos e evitar que o corpo esfrie. Após sair do trecho tenso do "mergulho" e do pequeno vale, a trilha embica de vez para cima numa piramba quase vertical, onde o auxilio das mãos foram constantemente exigidos para impulso nos troncos, árvores e raizes. Trecho bem puxado, mas que venci sem grandes dificuldades.

Ao chegar numa curva onde a picada vira a direita, resolvi parar ali para aguardar os demais. Aproveitei para olhar o entorno e as várias luzes das lanternas dos guias do parque e os gritos das meninas lá embaixo o que foi bem engraçado, imaginei o trabalho que os guias tiveram para ajuda-las a descer ali, se qdo eu desci já foi tenso....
Alguns minutos depois, Clovis e Marcelo chegam, enquanto as meninas ainda estavam lá embaixo no mergulho, descendo com o auxilio dos guias. Então, resolvemos seguir em frente.

Nesse ponto, a trilha passa a contornar o enorme paredão da pedra do sino, enquanto subia forte. Ao chegar num retão, demos de cara com o famoso "cavalinho". Ali, o perigo é cair no enorme abismo a esquerda. Então sem auxilio de cordas, há apenas uma técnica que consiste em subir se agarrando nas fendas rochosas logo abaixo, se apoiando em tudo que for possivel, até conseguir se apoiar e ficar de pé em cima de uma rocha a esquerda, de frente ao enorme rochedo do "cavalinho". A partir dai, seria necessário apoiar as mãos no alto do rochedo e em seguida, jogar uma das pernas para cima num impulso, inclusive tendo que deitar e arrastar o corpo por cima do rochedo, igual qdo se monta num cavalo, mas sem selin algum. Por isso o nome de "cavalinho".

Quem tem medo de altura ou problemas de vertigem teria sérios problemas para vencer esse trecho, coisa que felizmente não tenho. Enquanto ajudava os demais a subir as mochilas e iluminava com a lanterna, pude contemplar a visão impressionante da piramba vertical nervosa que é o trecho do cavalinho. Só da curva até o alto do cavalinho, vc vence pelo menos uns 50 metros de desnível. E a visão, mesmo a noite, é de arrepiar. Para vencer o trecho do cavalinho, foi necessário tirar as mochilas e levantar uma por uma. Tivemos que fazer isso relativamente rápido para que dê tempo de nós 3 sairmos do cavalinho antes do guia do parque com as meninas e o outro grupo nos alcançassem.

Se isso acontecesse, seria outra frustração, já que o espirito da travessia era vencer esse obstaculo sem auxilio algum. Felizmente, para a nossa alegria, eles chegaram bem na hora que o Marcelo, o ultimo de nós 3 havia terminado de subir no "cavalinho". Passado o trecho mais tenso de toda a travessia, ainda havia pouco mais a frente, outra enorme rocha quase vertical para ser vencido, onde fui obrigado a fazer um trepa-pedra nervoso ali para conseguir ganhar o patamar seguinte. Com a escuridão tendo como unica luz a da lanterna apenas, a dificuldade foi maior. Trecho tenso, mas nada do outro mundo, pelo menos não precisei tirar a cargueira das costas novamente.

Seguimos em frente e chegamos a um trecho onde subimos por uma enorme escada de ferro. A picada continuava subindo forte logo a frente, enquanto continuava contornando os paredões da pedra do sino, numa escalaminhada que parecia não ter fim. Nisso, a bateria da minha lanterna começou a ficar mais fraca, e eu já estava usando o ultimo par de baterias reservas. Olhei para o relógio e vendo que eram 19:20h, comentei com o Marcelo: Se não tivessemos perdido 2 horas lá atrás, estariamos passando por aqui de dia ainda. E as fotos do trecho do mergulho e cavalinho estariam garantidas, mas que tivemos que deixar o registro para uma próxima vez. Paciência né, faz parte.

Enfim, após muita escalaminhada, trepa-pedra e até arrasta-corpo do trecho de cavalinho, finalmente a picada começa a nivelar, dando sinais de que já estavamos nos aproximando do topo da Pedra do Sino. Então, chegamos a uma bifurcação onde a trilha encontra com a outra que sobe até o cume. A idéia era chegar ali de dia, para ver o por do sol, como já havia escurecido, ignoramos a picada a direita que sobe até o cume em favor da esquerda que desce direto até o abrigo.

Nisso, ao perguntar para o Clovis se o abrigo estava longe, es que o mesmo confessou para eu e o Marcelo que só "tocou" o terror nas meninas lá atrás dizendo que chegaríamos somente por volta da meia noite no abrigo afim de que andassem um pouco mais rapidas, o que gerou boas gargalhadas ao mesmo tempo uma sensação de alivio por saber que chegariamos cedo no abrigo do sino e não só a meia noite. Segundo ele, se não dormisse bem nessa segunda noite, iria levantar quebrado no dia seguinte e não conseguiria terminar a ultima parte da trilha até Teresópolis. Era notavel o qto o Clovis sentiu a travessia desse segundo dia por não ter dormido quase nada na noite anterior.

Após a picada nivelar e começar a descer a encosta do morro em vários ziguezagues, es que as 19:55 finalmente chegamos ao abrigo do 2º dia, onde respiramos aliviados, já que a noite de sono nesse dia estava garantida. O abrigo estava estupidamente lotado e movimentado, com filas até para tomar banho e usar a cozinha. Aproveitamos para subir até os quartos afim de garantir um bom espaço nas varias vagas disponiveis de bivaque, além de ajeitarmos o isolante e o saco de dormir, dessa vez com calma e sem estar acordando ninguém, diferente da noite anterior que acordamos todos do quarto.

Ficamos relaxando ali e comentando sobre os perrengues desse segundo dia, o atraso no trecho do elevador e a preocupação com o fato de uma das meninas quase ter tido que voltar por conta do escorregão sofrido na descida do Morro do marco. E que inclusive foi palco de muita preocupação dela não conseguir fazer toda a travessia por conta do pé ter inchado depois.

As meninas chegaram no abrigo quase 40 minutos depois e após ter batido um bom rango, fui deitar por volta das 22:00h e assim como no primeiro dia, capotei em poucos minutos.

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3º e último dia

Acordei novamente as 5:30 com a galera do abrigo levantando para subir a pedra do sino e ver o nascer do sol. Ao contrario da noite anterior, não me fiz de regrado e levantei junto, disposto a não perder isso por nada. Já havia perdido o por-do-sol da noite anterior, então não queria ter a frustração de perder o nascer do sol. Então rapidamente me troquei e como ainda estava escuro e sem minha lanterna, peguei emprestado a do Marcelo e me mandei. O dia começava a clarear e boa parte da galera já havia saído para ver o nascer do sol.

O domingo amanheceu com muitas nuvens, mas que não estavam cobrindo o topo e boa parte estavam mesmo era embaixo, o que proporcionou um amanhecer belíssimo. Normal em altitudes elevadíssimas, principalmente pelo fato de estar na cota dos quase 2.200 metros de altitude e ainda havia cerca de 50 metros de desnível a ser vencido até o cume.

Passei batido pela bifurcação da trilha que vem do abrigo açu (da noite anterior) e finalmente, as 6:15h, cheguei ao cume da Pedra do sino, a exatos 2.275 metros de altitude, onde junto com outros grupos, ficamos aguardando o nascer do sol lá no alto. A temperatura estava para lá de baixa, algo em torno de 5 graus, mas felizmente o vento estava calmo. E meu jaquetão enorme e volumoso (mas não pesado, felizmente) que exigiu um bom espaço dentro da minha cargueira cumpriu bem seu papel, me mantendo quentinho enquanto aguardava o surgimento do Astro-rei.

Durante a subida até o cume, pude contemplar as belissimas vistas das cidades de Petropolis, Teresópolis, Magé e até da capital Rio de Janeiro ainda iluminadas, onde aproveitei para tirar as primeiras fotos. O sotaque carioca ouvido em conversas alheiras mostrava que estava em território carioca. Após vários clicks e contemplação do cume, aproveitei para tomar meu mirrado desejum ali mesmo, trazido a tiracolo numa sacolinha. Não daria tempo para acordar, tomar café e depois subir. Permaneci no topo por quase 2 horas, até que notei que a nebulosidade começou a aumentar, o que sugeria que o dia não seria de céu claro, infelizmente.

Após contemplar o belissimo nascer do sol a quase 2.300 metros de altitude, fui em outro pico logo ao lado e para a minha grata surpresa, não havia ninguém lá. Então, dono absoluto do lugar, estacionei ali e fiquei contemplando aquela bela visão das nuvens abaixo, os trechos todos percorridos e o que a nebulosidade variavel permitiu ver. Dedo de deus e Castelo do açu infelizmente estavam cobertos pelas nuvens, então não foi possivel avista-los do alto da pedra do sino.

As 7:30h, resolvi retornar para o abrigo, após notar a neblina tomar conta de tudo, colocando fim em qualquer esperança de ter mais algumas vistas do topo. Pessoal ainda estava dormindo e eu aproveitei para dar um rolê no entorno do abrigo, explorar algumas picadas e subir uma outra trilha alternativa que sai atrás do abrigo (onde fica a area do camping) e sobe uma rocha enorme em direção a outro pico, vizinho ao do Sino. Do topo de uma enorme rocha, é possivel ver todo o vale por onde desce a trilha até a Sede Teresópolis, onde inclusive visualizei alguns grupos que fizeram a travessia descendo por ela. Infelizmente, por conta da forte neblina, abortei a subida até o outro pico e retornei ao abrigo.

Nesse último dia, que seria mais light, a unico trecho que fariamos seria a trilha que desce até a sede de Teresópolis. Como a neblina persistiu, desisti de explorar outros pontos em volta, então me limitei a ficar no abrigo aguardando o pessoal fazer o seu desejum do dia. E mais tarde, todos subimos até o Pico da Pedra do sino para tirarmos a clássica foto de "conquista do cume". Afinal, fazer a travessia sem subir até o cume, não fez a travessia. Após as fotos e a insistência da nevoa em não nos deixar ver nada, retornamos ao abrigo e nos preparamos para descer para Teresópolis.

Eu já estava pronto, então aproveitei enquanto o pessoal arrumava as coisas para almoçar e assim descer já de estomago cheio. Afinal, teria ai pela frente pelo menos de 2 a 4 horas pelos 11 km de descida suave, porém extensa pela trilha do Pico da Pedra do Sino. Eram 11:30 e todos os demais montanhistas e trilheiros já haviam deixado o abrigo, que estava sendo limpo e preparado para receber a turma da noite seguinte. Só o meu grupo ainda permanecia no local.

Assim, após muita preguiça, descanço, enrolação, batepapos e estomago forrado, es que finalmente as 12:50h nos despedimos dos simpáticos funcionários do abrigo e iniciamos a descida final para Teresópolis. A picada segue inicialmente em nível pelo alto dos mais de 2.100 metros de altitude, até ganhar a encosta e começar a descer em largos e suaves ziguezagues, onde vamos perdendo altitude gradativamente. O desnivel a ser vencido nos 11km da trilha seria de pelo menos 1.300 metros, então os joelhos seriam bastante exigidos ali.

Como a trilha não possue bifurcações, fui seguindo na frente, com o Clovis e o Marcelo logo atrás em um ritmo rápido afim de chegar no final da trilha antes do escurecer. Cruzei com um grupo que estava terminando a subida e provavelmente iriam pernoitar no abrigo. Eu, Clovis e Marcelo ultrapassamos outros 2 grupos, enquanto as meninas ficaram para trás. Como a trilha era bem larga, aberta, sinalizada, batida e sem bifurcações, o sentido era obvio. Então só se perde ali se quisesse. As 14:30, ao passar pela Cachoeira do papel, fiz uma breve parada para clicks e relaxar os musculos.

Retomei a pernada 10 minutos depois e segui descendo rapidamente pela trilha, qdo as 14:45, a trilha passa ao lado da belissima cachoeira véu das noivas, onde fiz uma nova parada para fotos e apreciação da mesma, obviamente. A cachu tem cerca de 35 metros de queda livre, com uma simpática piscina natural que seria palco de um tchibum em um dia quente de verão. Após os clicks e mais 15 minutos de descida, onde a trilha segue ziguezagueando a encosta da serra, cheguei ao trecho de mirantes, onde pude contemplar belas visões da cidade de Teresópolis lá embaixo, encravado no meio dos morros da parte mais baixa da serra dos orgãos. Mais pausa para clicks e constatar que ainda tinha muito chão pela frente até a portaria.

De repente, no morro acima de onde eu estava, vejo o Clovis e o Marcelo vindo logo atrás. Segui perdendo altitude até que finalmente as 15:40, com 2 horas e 15 minutos cravados de trilha e 20 minutos de pausas para descanço, cheguei ao final da travessia, no centro e estacionamento de visitantes, onde comemorei o exito da empreitada, mas desabando de vez nos assentos de visitantes. Ali, me presenteei com um merecido e longo descanço enquanto aguardava os demais chegarem. Clovis e Marcelo foram os primeiros a chegar, cerca de 25 minutos depois, as 16:10. As meninas, cerca de 30 minutos depois.

A travessia e a trilha estavam finalizadas, mas não a pernada, pois ainda havia cerca de 3km de descida pela estrada da barragem até a portaria do Parque já na area urbana de Teresópolis, onde dariamos baixa a nossa saída. Nisso, Clovis resolveu ir ao banheiro, enquanto eu e o Marcelo seguimos em frente pela trilha suspensa de cerca de 1,4km de percurso, afim de incurtar e amenizar a tortuosa e tediosa descida pela estrada da barragem. Após descemos um lance de escadaria e passarmos por uma cachoeira que não me recordo o nome agora, a trilha suspensa desce mais um lance de escadaria e termina numa trilha de terra batida, onde seguimos por mais alguns metros até que a mesma termina na metade da descida da estrada da barragem.

Seguimos pelos 1,6km restantes da estrada da barragem e ficamos aguardando os demais ali próximo de onde estavam os carros. Após todos estarem reunidos novamente, nos despedirmos ali com cada grupo se recolhendo aos carros e seguimos até Teresópolis afim de reabastecer os veículos e rumar de volta a longa e tediosa viagem de volta a sampa. Assim como na ida, as meninas seguiram no carro da Alexandra, enquanto eu e o Marcelo no carro do Clovis. Após abastecermos, resolvemos parar em uma pizzaria para comemorar o sucesso da empreitada com uma rodada de pizza.

As 20:30hs zarpamos para Sampa onde chegamos somente as 2:30. Fiquei sabendo depois que o carro das meninas quebrou no meio do caminho e que tiveram que voltar para sampa de guincho, chegando na capital paulista somente após as 4:30h. Que barra hein? Mas felizmente não ocorreu do carro quebrar na ida, senão adeus a travessia e provavelmente teria sido só eu, Clovis e Marcelo ....

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A Travessia Petropolis x Teresópolis é considerada pela maioria como a travessia mais bonita do Brasil. Assim como tb dizem ser a "Travessia dos picos". Do começo ao fim, você contempla belezas naturais únicas e existentes somente naquele local. No topo, paisagens rochosas e vegetações tipicas dos andes. Os imponentes picos do Dedo de Deus, Garrafão, e outros espetando as nuvens são de encher os olhos e formam paisagens únicas. Por isso que quem visita o local uma vez, não o faz apenas uma vez, e sim mais vezes, pois é dificil fazer a travessia ou mesmo um passeio apenas uma unica vez. Os abrigos chalés de montanha são um atrativo a mais que contrasta com a bela paisagem natural do alto das montanhas.

E por fim, ver o nascer e o por-do-sol a mais de 2.200 metros de altitude não tem preço! ::otemo::
Editado pela última vez por Renato37 em 06 Ago 2015, 23:34, em um total de 4 vezes.

#869399 por Renato37
11 Ago 2013, 22:11
Valeu Clovis. Sua experiencia foi muito boa e eu aprendi bastante com os detalhes. Ppena que uma pessoinha quase que detonou com sua logistica, né....e 1 mês depois voltei lá para repetir a travessia com outro grupo e os tempos de percurso foram bem inferiores ao do relato. ::mmm:

Subida para o açu em 5 horas e meia, iniciando as 8:30 e chegando no abrigo as 14:05
Travessia Açu x Pedra do sino em 6 horas e 20 minutos (incluindo as paradas para descanço), saindo as 8h10 e chegando por volta das 14:30. ::otemo::
Descida até Teresópolis em 3 horas.

Quem for fazer essa travessia, atente-se a um detalhe: Só chame pessoas que tenham pique e ritmo, pois é uma travessia exigente e puxada. Basta uma pessoa do grupo não ter ritmo e nem ter feito nenhuma travessia na vida para botar agua abaixo toda tua logistica, além de atrasar o grupo todo, como foi com o meu, onde tivemos que passar pelo mergulho e o cavalinho a noite, mesmo tendo saido lá do abrigo antes das 10h00. E Levamos quase 11 horas numa travessia que se faz entre 5 a 7 horas no máximo.
#872942 por Izadoris
22 Ago 2013, 10:33
Se alguem tiver indo pro parque esse final de semana p fazer pedra do sino, eu to passando p frente minha reserva no abrigo junto dos valores pagos em atividade e entrada no parque, moro em brasilia e não vai dar p ir no rj esse final de semana..
ficou tudo por 80,00. a reserva no abrigo é para o sábado dia 24 de agosto/2013.

Abraços!

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