Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

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Editor: Augusto

Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor Augusto em 15 Nov 2008, 17:07

Aqui é um relato da travessia do Pico do Carrasco, pela crista da Serra da Mantiqueira, ligando as cidades de Piquete a Campos do Jordão realizada nos dias 08, 09 e 10 de Julho de 2006. Até metade da travessia estavam o Rodrigo, Roberta, Ronald e o Amarildo e no trecho final só eu e a Márcia.
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Restando poucas semanas para minhas férias terminar, não sabia o que fazer. Repetir trilhas nem pensar e litoral menos ainda (muito frio). Restou a travessia do Lopo (Extrema) e a do Carrasco, na região de Campos do Jordão, que ainda não tinha feito.

O Sérgio Beck tem um relato dessa travessia do Pico do Carrasco, que passa pelo Pico Vista Alegre, mas quando você lê “.....eu acho que aqui devo ter cometido um erro.... tente ver alguma opção a sudeste ou oeste. “ não inspira muita confiança né?

Confiar no relato do Beck até um certo trecho tudo bem, mas o resto era complicado. O Jorge que também tinha feito essa travessia tinha um relato mais confiável, apesar de ter pego o trecho final da trilha um pouco diferente do que eu fiz.

Estava marcado que iríamos só eu e a Márcia no dia 08 de Julho (Sábado), mas quando estávamos tomando o ônibus das 07:30 hrs p/ Itajubá (MG), encontramos também o Ronald, Roberta, o Rodrigo e o irmão dele (o Amarildo) que iam se juntar, mas que não iriam fazer a travessia, pois pretendiam voltar no Domingo, descendo pela Trilha dos Romeiros em direção a Guaratinguetá.

E lá fomos nós. O fim de semana prometia ser de tempo bom e foi, mas na Segunda-feira.........
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Logo que o ônibus passou por Piquete e iniciou a subida da crista da Mantiqueira em direção a Itajubá, se preparamos para descer, pois o inicio da trilha fica bem atrás do antigo Posto da Policia Rodoviária Federal, no alto da Serra da Mantiqueira e as 11:00 hrs chegamos lá. Bem atrás desse Posto começa uma estrada de terra que leva até a trilha. Mochilas arrumadas, seguimos em frente e logo passamos ao lado de uma rampa de asa delta com vistas de todo o Vale do Paraíba, à esquerda.
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Nesse ponto passou pela gente uma picape da Rede Record, que estava indo fazer manutenção nas torres de transmissão, oferecendo carona, que gentilmente recusamos, pois como não conhecíamos a trilha preferimos faze-la na caminhada.

Indo pela estrada não tem erro e com algumas subidas e descidas logo passamos ao lado de uma porteira, à esquerda com uma placa do nome de uma Pousada e a frente aparece a primeira bifurcação. Seguimos para esquerda e iniciamos uma longa e íngreme subida (só para aquecer). Ainda na subida passamos ao lado de uma antiga Cia de Mineração deserta à esquerda e o primeiro ponto de água surge logo a frente, depois de + - 1 hora de caminhada.

Aqui paramos para um pequeno lanche e reabastecermos de água e a partir daqui começou a aparecer algumas janelas com visuais da crista da serra e do Vale do Paraíba, mas a maior parte do trecho é no plano. Passamos ainda por mais alguns pontos de água e depois de quase 3 hrs desde a Rodovia chegamos na bifurcação que leva às torres de transmissão, à direita, mas a estrada que devemos seguir é em frente, passando ao lado de uma antiga torre junto da estrada.
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Desse ponto em diante a estrada começa a descer e depois se nivela, aparecendo algumas entradas de trilhas à esquerda, mas o sentido é sempre continuar em frente. Logo a crista da serra aparece novamente e o Pico Alto da Lavrinhas surge um pouco à esquerda bem nítido à frente, a cerca de 30 minutos e é lá que devemos chegar.
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Iniciamos uma descida em zig zag e logo chegamos em uma área de reflorestamento de pinhos e bem no meio surge uma enorme trilha que segue à esquerda. Foi aqui que saímos da estrada de terra e até aqui foram cerca de 20 minutos desde a bifurcação para as torres de transmissão.

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A trilha entra na área de reflorestamento, passando ao lado de um cruzeiro, à esquerda e mais uns 10 minutos iniciamos a íngreme subida até o topo do Lavrinhas, que marca a divisa SP/MG e o inicio do aceiro que será nossa referência daqui para frente. A inclinação é bem forte e temos de subir se agarrando na vegetação e tomando o cuidado para não cair, por causa das pedras escorregadias.

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No topo encontramos alguns marcos de concreto sinalizando a divisão de Estado e os limites da Fabrica Imbel, localizada em Piquete. Desse ponto, olhando à oeste consegue visualizar as torres de alta tensão, nosso objetivo à frente. A trilha vai seguindo pelo aceiro, que se parece muito com uma antiga estrada e passando por vários marcos de concreto, alguns antigos e outros mais recentes, mas não tem erro.
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Logo a trilha começa a ser tomada pelo mato, mas o antigo caminho tá lá. Passamos ao lado de uma placa do Exército Brasileiro, à esquerda a cerca de 1 hora desde o topo do Lavrinhas e logo à frente o aceiro vira 90 graus à esquerda e é nesse ponto que entramos em uma trilha na mata fechada em frente, ao lado de 3 marcos de concreto, bem visíveis à direita (aqui coloquei algumas fitas brancas).

A trilha tá um pouco fechada, mas tendo um pouco de senso de direção é tranqüila, pois o sentido é sempre oeste. Depois de uns 20 minutos, a trilha emerge em uma área de capim para novamente entrar em mata fechada. Desse ponto as torres já estão bem visíveis à frente. O fim da trilha termina em uma antiga estrada de manutenção das torres. Existe aqui 3 opçoes: seguindo em frente se chega a algum pico, à esquerda talvez desça para o vale, mas o caminho correto é o da direita, seguindo rumo norte (aqui também coloquei algumas fitas brancas indicando o caminho da direita).

Logo passamos por duas antigas pontes na estrada, onde é possível encontrar água, que são os últimos pontos para quem quiser acampar na bifurcação da Trilha dos Romeiros.
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Depois de abastecidos seguimos em frente e passamos embaixo das torres de alta tensão e mais uns 15 minutos encontramos uma outra bifurcação para direita, mas o caminho correto é seguir em frente, no da esquerda. Logo começamos a contornar o Pico Vista Alegre pela direita e já dando p/ ver a Trilha dos Romeiros lá embaixo, no vale.

Ainda passamos ao lado de vários sulcos de trilha que levam a um morro à esquerda e depois de uns 30 minutos desde as torres chegamos na bifurcação com a Trilha dos Romeiros, aonde chegamos as 17:50 hrs quase escurecendo.
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O local é marcado por uma área bem plana e uma pequena capela com 2 imagens de Nossa Senhora Aparecida dentro. Montamos rapidamente nossas barracas e fomos fazer nossa comida. A temperatura baixou rapidamente para quase zero grau.

Depois do jantar, fomos subir o morro, que era acessível através dos sulcos encontradas logo atrás. No alto ventava muito e a temperatura não estava tão baixa e o visual era muito bonito de quase todo o Vale do Paraíba com varias cidades iluminadas e da trilha dos Romeiros que descia em direção ao Bairro dos Pilões, em Guaratinguetá.

Voltamos para as barracas somente com a iluminação da Lua (não era Cheia, mas estava bem iluminada). Fomos dormir lá pelas 21:00 hrs pensando que algum romeiro fosse passar por ali, mas isso não aconteceu. Marcamos de acordar as 05:30 hrs para ver o nascer do Sol e no meio da madrugada, por volta das 02:00 hrs acordei para ver a temperatura que estava em + - 8 graus positivos (bem mais amena).

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E no horário combinado todos foram para o topo do morro, com exceção da Márcia, que se enclausurou nos 2 sacos e continuou dormindo. O vento no topo era muito forte e ficamos lá aguardando até que os primeiros raios do Sol começaram a surgir as 06:45 hrs, atrás do Pico Vista Alegre. Batemos varias fotos lá de cima e as 07:15 hrs descemos em direção as barracas.
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Depois de desmontar as barracas e arrumar as mochilas, a intenção minha e da Márcia era continuar a caminhada no sentido oeste em direção a Campos do Jordão pela crista. O resto da galera (Ronald, Rodrigo, Roberta e Amarildo) pretendiam descer a Trilha dos Romeiros em direção a Guará e de lá p/ Sampa e as 08:30 hrs eu e a Márcia nos despedimos do pessoal para continuar a travessia, passando ainda pelo Pico do Carrasco.
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Seguindo pela estrada, depois de uns 20 minutos chegamos no Rio Boa Vista com largura de uns 3 mts mas bem rasinho.
Aqui pegamos água para o trecho até o Pico do Carrasco, pois agora água só existe próximo à Fazenda da Onça, ainda algumas horas de caminhada. Não cruzamos o Rio Boa Vista, mas voltamos uns 20 mts e entramos em um vestígio de trilha que avança morro acima pela mata, à esquerda antes de chegar ao rio, sentido sudoeste.

Existem 2 vestígios de trilha na mata, mas as duas se fecham completamente. Até perdemos um certo tempo tentando encontrar a trilha, mas em vão e não restou outro jeito senão a de abrir a trilha mesmo no vara-mato. Um facão aqui é de grande utilidade, pois os bambus e os cipós atrapalham muito a subida.

Depois de uns 20 minutos abrindo trilha, sentido sudoeste e sempre subindo chegamos a uma área de pasto e capim. Aqui termina a mata e agora com visual mais bonito e aberto fomos subindo até encontrar a crista com mata fechada à esquerda.

A trilha segue pela crista na divisa da mata com o capim e assim fomos bordejando subindo de cocuruto em cocuruto até chegar a um ponto onde a trilha se encontra com uma cerca de arame à esquerda, que vai ser nossa principal referência daqui para frente até a base do Carrasco, visto daqui à noroeste. Chegamos aqui pouco depois das 11:00 hrs e seguindo pela direita da cerca, de vez em quando nos afastamos dela alguns poucos mts, mas sempre pelo lado direito.

Paramos para descansar em vários momentos porque existem alguns trechos de subida bastante íngremes e logo chegamos a um pequeno trecho de mata fechada bem mais tranqüilo que o anterior e atravessando essa mata chegamos no outro lado da crista. Daqui seguimos para a esquerda e já sendo possível ver o Pico do Carrasco à frente.
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Seguindo por vestígios de trilha ainda cruzamos 2 trechos de mata, bem tranqüilos e fomos nos aproximando da base do Pico e logo iriamos cruzar a cerca de arame para entrar na mata que dá acesso ao topo do Pico do Carrasco.

Nesse ponto a Márcia encontrou uma cobra bem no meio da trilha (a única até agora durante a travessia). Desviamos e depois entramos na mata fechada. Aqui a entrada da trilha está bem demarcada por inúmeras fitas amarelas, na minha opinião desnecessárias. Fomos contornando o Carrasco pela esquerda até encontrar a trilha que vem da Fazenda da Onça e segue em direção ao topo, onde chegamos por volta das 14:00 hrs.
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Aqui existe um enorme cruzeiro de barras de ferro, alguns marcos de concreto com vistas de todo o Vale do Paraíba (com a Basílica bem em frente) e todo o percurso já percorrido e ao fundo o complexo Marins-Itaguaré e a Serra Fina.
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Cochilamos aqui por quase ½ hora e fizemos um pequeno lanche e pouco antes das 15:00 hrs seguimos em direção a Fazenda da Onça. A trilha de descida é bem obvia, seguindo pela crista à oeste até encontrar uma bifurcação da direita que desce para Fazenda.
Nessa descida ainda passamos por alguns pontos de acampamento e um pequeno riacho e pouco depois das 16:00 hrs chegamos na Fazenda, que pertence ao Exercito. Ela possui um enorme alojamento que estava vazio no dia.
Aqui seguimos pela estrada de terra, sentido oeste em direção a Fazenda do Charco, distante ainda uns 8 Km, passando ao lado de varias bicas de água e uma subida um tanto íngreme.

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Lá pelas 16:50 hrs cruzamos a porteira da Fazenda e daqui para frente a maior parte do trecho é de descida com alguns trechos planos, passando ao lado de bons locais de campings e outras bicas de água e pouco antes das 18:00 hrs chegamos nas primeiras casas da Fazenda do Charco e resolvemos acampar aqui, bem ao lado de um riacho e da estrada. Como já estava escurecendo montamos rapidamente a barraca e fizemos nossa ultima refeição, já que no dia seguinte já estaríamos em Campos do Jordão.

Desde a Fazenda da Onça, por incrível que pareça não passou um carro pela gente, então quem pretende fazer essa trilha é melhor não contar com carona nesse trecho. Durante a noite a temperatura baixou rapidamente e por estarmos em um fundo vale fez mais frio que na noite anterior e o termômetro chegou a registrar cerca de 4 graus positivos.

Quando acordamos na Segunda-feira de manhã aconteceu uma das coisas mais engraçadas que já vi na minha vida de mochileiro e foi de dar risada. Por volta das 07:30 hrs, depois de desmontar a barraca uma senhora de uns 40 anos veio com um enorme cachorro pastor alemão em nossa direção.

Começou a nos encher de perguntas e quis saber de onde a gente tinha vindo e para onde iamos, dizendo que tinha visto nós montarmos a barraca durante a noite e até pensou em vir falar conosco, mas ficou com medo e chegou ao cumulo de dizer que tinha pensado que éramos membros do PCC e fugitivos das penitenciarias de SP (acho que por causa dos ataques iniciado naquele fim de semana contra a Policia em SP). Mulher totalmente neurótica (só podia ser mais uma fugitiva da violência das cidades grandes, pois não aparentava ser da região). Aí mais calma e sabendo que não éramos fugitivos coisa nenhuma, até nos convidou para tomar café com ela, quando passamos ao lado de sua enorme casa, que de pronto recusamos, né?

Seguindo pela estrada, eu e a Márcia demos muita risada da situação e comentávamos o porquê da mulher ter pensado aquilo. Levantamos a hipótese de que ela poderia ser daquele programa de proteção a testemunhas porque tinha testemunhado contra alguém do PCC ou coisa parecida. Pode até ser, né, mas foi uma situação bem cômica.

Em seguida ainda passamos por vários outros pontos de acampamento e as 09:00 hrs chegamos na Igrejinha da Fazenda do Charco e ali encontramos uma placa apontando Campos do Jordão: 37 Km. Bom...............tirando os 15 Km do Horto Florestal até o centro de Campos do Jordão, ainda tínhamos pouco mais de 20 Km de caminhada. Pensamos um pouco imaginando o quanto ainda tínhamos de caminhar, mas logo que passamos atrás da igreja, um caminhão que ia buscar madeira nos ofereceu carona (veio em ótima hora) e aceitamos de imediato e as 09:40 hrs ele nos deixou em uma bifurcação e nos orientou que era só seguir em frente sem erro.
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Pelos meus cálculos ainda restavam uns 10 Km e o motorista nos disse que faríamos em + - 1 hora, pois a maior parte era só descida. O trecho da estrada que fizemos é quase todo feito por dentro da mata e com inúmeras araucárias no caminho. Atravessamos vários rios e alguns sítios e nesse trecho a Márcia encontrou a segunda cobra, uma Cascavel que tinha sido morta no meio da estrada por algum pneu de carro. Se tivesse viva.............não é bom nem pensar.

O tempo estava todo fechado e com cara que ia chover e não deu outra. Quando já tínhamos caminhado quase 1 hora e 30 minutos ela chegou e estava gelada.

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Fomos chegar na guarita do Horto pouco depois das 11:30 hrs e fomos saber que o circular para Campos só saia as 12:30 hrs. Trocamos nossas roupas e ficamos aguardando o circular chegar e até tínhamos planos de ficar alguns dias em Campos, mas por causas das chuvas desistimos.

O circular que faz esse trecho é a Linha Horto Florestal a Vila Albertina/Santa Cruz. Esperávamos que ele tivesse ponto final perto da Rodoviária, mas nos enganamos. Quando notamos o erro, tivemos que retornar (então fica aí a dica: peça ao cobrador para descer perto da Rodoviária). Mas chegamos a tempo para comprar a passagem de volta para São Paulo no horário das 15:00 hrs (era o único) saindo de C. Jordão debaixo de chuva e chegando em Sampa no inicio da noite em plena segunda-feira, mas felizes e contentes por completar mais uma travessia sem maiores problemas.


Depois eu posto algumas dicas


Abcs
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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor Augusto em 28 Nov 2008, 11:19

Segue algumas dicas p/ quem quiser repetir essa travessia

Dicas

# Melhor horário para iniciar essa trilha é até no máximo 10:00 a 11:00 hrs, no Posto da Policia Rodoviária Federal. Com isso chegaria na bifurcação da Trilha dos Romeiros no final da tarde.

# Melhor local para camping é na bifurcação da Trilha dos Romeiros, no primeiro dia.

# Água em toda a trilha é bem fácil de encontrar. Entre um ponto e outro é no máximo 3 hrs.

# Em vários trechos da trilha, principalmente depois da Trilha dos Romeiros, a mata obstruiu totalmente, mas os vestígios da trilha estão lá. É só procurar.

# Procure não fazer essa trilha de maneira nenhuma em épocas de chuvas, pois o capim e a vegetação estão bem altos.

# Se for em um grupo grande, seria proveitoso que se conseguisse um transporte no trecho final a partir da Fazenda da Onça ou do Charco em direção a Campos do Jordão, economizando um total de uns 40 Km de caminhada por estradas de terra.

# A maior parte da caminhada é sempre pela crista da serra da mantiqueira, então o visual que se tem é maravilhoso.

# Essa travessia dá p/ ser feita em um fds, pois ao chegar no cruzamento com a Trilha dos Romeiros, siga por ela até Guaratinguetá.

# Encontramos marcas de pneu de bike em varios trechos, então essa travessia dá p/ ser feita de Piquete até Campos de Jordão pedalando.


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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor marcosplf em 28 Nov 2008, 11:24

Belo Relato Augusto!!!!

Há mtas boas opções em sp de trilha com gastos infimos, só fica em casa no fim de semana quem quer...rs...
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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor Augusto em 28 Nov 2008, 11:52

Isso é verdade Marcos.

E essa travessia especificamente está bem próximo de Sampa (a pouco mais de 3 horas de onibus).
E ela é bem tranquila e com ótimos visuais da Mantiqueira e Vale do Paraiba.

Opções é que não faltam p/ quem gosta de caminhada.


Valeu



marcosplf escreveu:Belo Relato Augusto!!!!

Há mtas boas opções em sp de trilha com gastos infimos, só fica em casa no fim de semana quem quer...rs...
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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor donizete souza em 01 Dez 2008, 21:05

olá amigos foi bem legal essas dicas tb adoro treeking , na proxima me convidem ! doni_eng308@hotmail.com
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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor Augusto em 02 Dez 2008, 11:04

Donizete.

Procure se interagir com a galera aqui do Fórum.
Tem um pessoal de Sampa que sempre tá marcando trips em fds e feriados.
O tópico que eles estão planejando os roteiros é esse abaixo:
Saindo de SP no fds para qqer lugar.

E procure se encaixar em algum.


Valeu.



donizete souza escreveu:olá amigos foi bem legal essas dicas tb adoro treeking , na proxima me convidem ! doni_eng308@hotmail.com
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Re: Travessia Pico do Carrasco (Piquete-Campos Jordão pela Serra

Mensagempor Augusto em 02 Dez 2008, 22:21

Só ficou faltando o link para as fotos.
Junto está a carta topografica e algumas imagens do google earth

http://agsts.multiply.com/photos/album/57
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