Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

#818673 por Augusto
15 Mar 2013, 14:43
Fala Carlos, blz?

As suas fotos que ficaram fenomenais.
Quase 800 fotos. Parabéns mesmo. Elas ficaram lindas.
Que tempo perfeito vcs pegaram hein.
Esse ano completa 10 anos que eu fiz essa mega travessia e não tirei tanta foto assim, porque minha maquina ainda era uma analógica.
Hoje ela tá aqui encostada.

Assim que eu tiver tempo quero ver se assisto todos os vídeos.


Abcs
#877055 por Renato37
04 Set 2013, 14:42
Fenomenal esses seus relatos Augusto, meus sinceros parabéns. Você deveria escrever um livro, assim como o Jorge soto, gosto muito de ler o relato de ambos, inspirando a imaginação e passando in loco para quem está lendo uma idéia das dificuldades que vcs enfrentaram. Inclusive inspirado nisso é que comecei a escrever os meus relatos tb. Ainda não fiz a travessia da serra fina, só algumas outras travessias mixurucas e de curta duração.....espero fazê-la um dia, assim que conseguir me encaixar em um grupo.. O máximo que fiz ali até agora foi a modesta subida até a Pedra da mina via Paiolinho, na qual escrevi um relato detalhado sobre quem quiser fazer um batevolta por ali, ou fazer meia travessia, etc. Quem me dera ter um pique para fazer 3 travessias de uma só vez, rs...mas um dia eu farei.

Até encontrei um site onde foi possivel imprimir um mapa ilustrativo com os pontos de água e acampamento (aquele mapa do lado da placa verde das fazendas, só que em zoom total) e deixarei guardado aqui para usa-lo como referência. Quem quiser ver e imprimir o mapa, está ai o link direto!
http://www.riocaminhadas.com.br/serrafina/

Afinal, planejar e se organizar é preciso para uma, senão a mais dificil e puxada travessia do país (pelo que eu já ouvi falar). Farei a Marins x Itaguaré em breve e terei uma pequena noção da dificuldade da serra fina. Para mim o maior perrengue de todos seria chuva, não tendo chuva e os musculos das pernas não bichar, o resto eu encaro na boa, como a dura subida via Paiolinho que levei 6 horas (incluindo paradas) desde a fazenda serra fina até o acampamento na base da Pedra da Mina. A descida fiz em pouco mais de 3 horas e meia. Só por essa trilha, deu para ter uma idéia do nivel da Serra fina.

Ali, fiquei sabendo que as 2 grandes subidas da trilha via paiolinho foram apelidadas de "Deus que me livre" e Subida da misericórdia (que de fato faz juz ao nome e eu senti na pele isso, já que após chegar no topo da 1ºgrande subida no alto dos cocurutos, vc avista a segunda grande subida que é praticamente uma misericórdia mesmo, eheheh ).....felizmente tem o vale da ASA (fiquei sabendo depois que o nome daquele segundo grande pico onde a trilha passa é o pico da ASA....E eu fui sozinho nessa empreitada, já que um dos carinhas que tinha carro e que eu iria no grupo com ele, deu para trás na ultima hora, então peguei minha motoca velha de guerra e me mandei).

Agora uma duvida para você ou qualquer outro membro que tenha feito a travessia via toca do lobo recentemente e puder me responder: Como está as condições atuais da trilha da travessia desde a toca do Lobo até a fazenda Engenho? Será que continua aberta ou o mato tomou conta de tudo? Se bem que é dificil, já que a travessia da serra fina já é clássica....

Valeu!

Abraços!
#877238 por Augusto
04 Set 2013, 23:56
Blz Renato.

Não acho muito complicado fazer uma caminhada como essa.
A navegação é tranquila e o meu maior receio era a falta de comida, principalmente no final da Serra Fina.
Ali eu não tinha como ir p/ cidade comprar comida e depois retornar p/ fazer a Serra Negra.
Mas eu dei sorte.
Na verdade eu nem contava em ficar no chalé do filho do Sr. Anisio e jantar por lá.
E contei também com a carona que me levou da Garganta do Registro até a antiga Pousada Alsene.
Isso me ajudou muito porque foi 1 dia a menos na caminhada e que deu p/ descansar bastante.

Esses relatos de trilhas hoje em dia são muito comuns. No google vc encontra uma grande quantidade de sites, blogs ou fóruns onde esses relatos podem ser encontrados.
E ninguém cobra por isso e disponibilizam para quem quiser copiar.

A Marins-Itaguaré é tranquila, mas tem de ser feita de uma vez só.
O problema é a falta de água. Dizem que aquele riacho que fica na base do Marins tá com água potável, mas eu não confiaria.
Prefiro trazer lá do Morro do Careca.
A melhor opção para fazer essa travessia é 3 dias. Porque aí dá p/ fazer sem correria e bem descansado.
Primeiro dia acampar na base do Marins, junto ao riacho e logo pela manhã iniciar a travessia em direção ao Itaguaré para chegar lá antes do entardecer e acampar por lá.
Se tiver agendado com alguém p/ te resgatar no campinho do Itaguaré, junto da estrada, seria melhor.
Mas se não tiver, é ficar acampado no Itaguaré mesmo.

Qto as condições da trilha na Serra Fina, pode ter certeza que o mato tá fechando a trilha novamente.
Isso é natural. Por ser uma travessia que é recomendável que se faça somente no inverno, nos outros meses o mato volta a crescer em alguns trechos, mas a trilha está lá.
O trecho que eu considero mais complicado é saindo do Capim Amarelo. Ali o capim elefante tá muito alto e muitas vezes atrapalha demais a caminhada.
E tem ainda os bambuzinhos que fecham totalmente a trilha em alguns trechos.
E nem dá p/ comparar com o trecho pelo Paiolinho.
Lá o desnível é muito grande, mas a trilha é bem demarcada, diferente do trecho pela Toca do Lobo.

No mais, só recomendo que se faça essa travessia no inverno e somente com a certeza de tempo bom por 4 dias.




Abcs
#877305 por Renato37
05 Set 2013, 09:51
Augusto escreveu:Blz Renato.

Não acho muito complicado fazer uma caminhada como essa.
A navegação é tranquila e o meu maior receio era a falta de comida, principalmente no final da Serra Fina.
Ali eu não tinha como ir p/ cidade comprar comida e depois retornar p/ fazer a Serra Negra.
Mas eu dei sorte.
Na verdade eu nem contava em ficar no chalé do filho do Sr. Anisio e jantar por lá.
E contei também com a carona que me levou da Garganta do Registro até a antiga Pousada Alsene.
Isso me ajudou muito porque foi 1 dia a menos na caminhada e que deu p/ descansar bastante.

Esses relatos de trilhas hoje em dia são muito comuns. No google vc encontra uma grande quantidade de sites, blogs ou fóruns onde esses relatos podem ser encontrados.
E ninguém cobra por isso e disponibilizam para quem quiser copiar.

A Marins-Itaguaré é tranquila, mas tem de ser feita de uma vez só.
O problema é a falta de água. Dizem que aquele riacho que fica na base do Marins tá com água potável, mas eu não confiaria.
Prefiro trazer lá do Morro do Careca.
A melhor opção para fazer essa travessia é 3 dias. Porque aí dá p/ fazer sem correria e bem descansado.
Primeiro dia acampar na base do Marins, junto ao riacho e logo pela manhã iniciar a travessia em direção ao Itaguaré para chegar lá antes do entardecer e acampar por lá.
Se tiver agendado com alguém p/ te resgatar no campinho do Itaguaré, junto da estrada, seria melhor.
Mas se não tiver, é ficar acampado no Itaguaré mesmo.

Qto as condições da trilha na Serra Fina, pode ter certeza que o mato tá fechando a trilha novamente.
Isso é natural. Por ser uma travessia que é recomendável que se faça somente no inverno, nos outros meses o mato volta a crescer em alguns trechos, mas a trilha está lá.
O trecho que eu considero mais complicado é saindo do Capim Amarelo. Ali o capim elefante tá muito alto e muitas vezes atrapalha demais a caminhada.
E tem ainda os bambuzinhos que fecham totalmente a trilha em alguns trechos.
E nem dá p/ comparar com o trecho pelo Paiolinho.
Lá o desnível é muito grande, mas a trilha é bem demarcada, diferente do trecho pela Toca do Lobo.

No mais, só recomendo que se faça essa travessia no inverno e somente com a certeza de tempo bom por 4 dias.

Abcs


Hum, entendi. Então a trilha do Paiolinho é mais aberta, com um desnível gigantesco, enquanto a via Toca do Lobo o desnivel é menos concentrado em um ou 2 pontos, porém mais constante e trilha mais fechada, né? A subida via Paiolinho vai tranquila até qdo chega ao 4º e ultimo ponto d´agua. Ai a partir dai acaba a moleza e todo o desnível restante tem que ser vencido quase de uma só vez em 2 grandes subidonas pirambeiras....

Qto ao riacho do Marins, estive lá no final de Julho e vi o estado da agua, onde está a placa.....mas ouvi falar que bem mais acima, mais proximo da nascente e longe das areas de acampamentos, há um ponto onde a agua está limpa (lembro disso de um relato do Jorge Soto, aquele que fez a SUPERMARINGUARE....

Já a agua da base do Itaguaré fiquei meio assim por ser parada, mas coletei e vi que estava limpa. Mas por via das dúvidas, resolvi ferve-la e deixar esfriar, para só então consumir. Não tive problemas. Ali acho que da para confiar, não é do lado da area de acampamento. Mas creio que em epocas de estiagens longas, não da para contar, pois pode estar seco. E isso que é ruim. Na Serra fina, pelo menos tem água durante boa parte do percurso até o vale do Ruah....Imaginei se fosse como o Marins x Itaguaré....teria que carregar 10 litros de agua para os 4 dias, já pensou? ::essa::

Valeu pelas dicas e infos!

Abraços!
#877998 por Augusto
07 Set 2013, 22:31
Da Toca do Lobo até o topo do Capim Amarelo, onde a maioria acampa no primeiro dia, deve dar pouco mais de 900 mts de desnível.
Já saindo da Fazenda Serra Fina até o topo da Pedra da Mina são uns 1300 mts.
É muita coisa em apenas 1 dia e isso sem contar o fato que a maior parte da subida íngreme está na segunda metade da trilha.
Mas tem uma vantagem de ser uma trilha bem demarcada, sem problemas de navegação.

Já troquei e-mails com um trilheiro que ele não aguentou chegar na Pedra da Mina. Acampou próximo do último ponto de água e bem pela manhazinha subiu só com a mochila de ataque, deixando a barraca montada.
É uma opção boa p/ quem está bem desgastado, mas pegar o crepúsculo e a aurora no topo da Pedra da Mina vale qqer esforço.

Qto ao riacho do Marins, sei de pessoas que já usaram aquela área de charco, um pouco acima do descampado, como banheiro.
Uma vez estava fazendo a Itaguaré-Marins com um colega e na descida do Marinzinho começou a anoitecer. Tivemos alguns problemas e encontramos uma pequena piscina junto da nascente desse riacho. Fica junto ao paredão. Pode ser uma boa opção p/ pegar água.

Já a água do Itaguaré, pode ficar tranquilo.
O filete é bem pequeno, mas a água é corrente.
O pessoal fez uma mini piscina ali e é um ótimo ponto para pegar água.

Uma Marins-Itaguaré em 4 dias sem água???
Com certeza alguém daria um jeito de encontrar nascentes de riachos.
Já li relatos de pessoas que tentaram encontrar água próximo da Pedra Redonda. Ali é um bom lugar p/ procurar. O problema é limpar o vara mato.
Como essa travessia é muito conhecida, com certeza alguém já tentou procurar água e até encontrou.


Abcs
#878058 por Renato37
08 Set 2013, 11:45
Ah, otimo saber sobre a agua da base do Itaguaré...achei que poderia estar na mesma situação do Marins. Ali não está contaminada, apenas o risco de estar seco....

Alias, em alguns relatos que li, fiquei sabendo que na pedra redonda há uma bifurcação que desce até a pousada do Maeda. Provavelmente essa trilha deve passar por algum trecho onde há água. O problema é que precisaria dispor de tempo para explorar ali, já que não se sabe qto tempo seria de caminhada até um possivel ponto de água. Só se subir até a Pedra redonda começando pela pousada, ai mataria a duvida de vez. Qdo eu fizer essa travessia, tentarei acampar na base da Pedra redonda e ai terei mais tempo para explorar aquele ponto ali, pela manhã, sem comprometer o tempo da travessia. Creio que iniciando a subida bem cedo por Itaguaré, dê para seguir direto até a Pedra redonda, sem acampar na base do Itaguaré....

Pelo Marins, fica um pouco mais complicado, já que o tempo de subida é maior, mas como já li relatos de pessoas que subiram direto e só foram acampar na base da pedra redonda, é uma possibilidade. Embora pense em fazer a travessia em 3 dias e 2 noites, penso em acampar na base do Marinzinho (se for Marins x Itaguaré) ou pedra redonda (se for Itaguaré x Marins) já com essa finalidade. (e também para não precisar sair mto cedo e nem correr para fazer a travessia). Ai faria o 2ºpernoite na base do Marins ou Itaguaré, dependendo do sentido.

Qto a Pedra da mina, o mais complicado para mim ali não foi nem a subidona, pois já fui preparado para isso, pois em se tratando de serra fina, não há caminho facil. Além da agua, levei 1 litro de isotonico e fui mastigando frutas secas e barras de cereais nas paradas. O problema mesmo foi o sol do meio dia que estava castigando e me fez parar várias vezes para recuperar o folego....mas a vontade de chegar lá no topo era muito maior que tudo isso e o tempo bom e as belas vistas deram um folego extra.

O pessoal que iria comigo (e que deram para trás na ultima hora), perderam uma senhora trilha....No dia seguinte, já bem descançado, resolvi explorar o entorno e até desci no vale do Ruah até o rio verde....mas eu tive um pouco de dificuldade para encontrar a trilha que desce de um dos acampamentos na base até um vale. Até há marcações e totens, mas a trilha mesmo, só encontrei lá do lado do rio. Eu não sei onde é que eu errei na descida....mas pelo menos ali, a trilha já seguia bem demarcada em direção ao Pico dos 3 estados.....É um vale muito bonito. E depois fiquei sabendo que é o vale mais alto do Brasil, com cerca de 2.500 metros de altitude....Se tiver outro, não estou sabendo...

Abraços!
#878848 por Augusto
11 Set 2013, 05:39
Essa bifurcação na trilha que leva até a Pousada do Maeda sai do topo do Marinzinho.
A Pedra Redonda tá quase no meio da travessia e depois que vc está na crista, não tem como sair dela.
Ou pelo Marinzinho ou já no Itaguaré.

E da base do Marins até o topo do Marinzinho é um percurso bem curto. Não mais que 1 hora.
Então essa trilha que o Maeda criou só é boa p/ quem quiser iniciar a travessia saindo da Pousada.

Talvez dê sim para vc iniciar a caminhada bem cedo no campinho, junto da estrada, passando direto pelo Itaguaré e chegar à Pedra Redonda no final da tarde, mas é bom não contar com água por lá.

Na Serra Fina, a partir do Vale do Ruah, a trilha não é tão visível. Depois que vc chega no rio, a trilha é pelo leito dele, mas de vez em qdo à direita ou à esquerda. O capim elefante não deixa ver a trilha demarcada.

Qto ao vale mais alto do Brasil ser ali no Vale do Ruah, eu tenho minhas dúvidas.
O Pico da Bandeira, que fica no Caparaó, com seus 2892 mts talvez tenha a nascente mais alta do país.
Sei que a poucos mts antes de chegar no topo tem uma pequena nascente. Peguei água lá quando subi o pico.
Já ouvi dizer que o Vale do Ruah talvez seja a nascente mais alta da Bacia do Rio da Prata, mas o vale mais alto do Brasil acho que não.



Abcs
#879006 por Renato37
11 Set 2013, 15:47
Augusto escreveu:Essa bifurcação na trilha que leva até a Pousada do Maeda sai do topo do Marinzinho.
A Pedra Redonda tá quase no meio da travessia e depois que vc está na crista, não tem como sair dela.
Ou pelo Marinzinho ou já no Itaguaré.

E da base do Marins até o topo do Marinzinho é um percurso bem curto. Não mais que 1 hora.
Então essa trilha que o Maeda criou só é boa p/ quem quiser iniciar a travessia saindo da Pousada.

Talvez dê sim para vc iniciar a caminhada bem cedo no campinho, junto da estrada, passando direto pelo Itaguaré e chegar à Pedra Redonda no final da tarde, mas é bom não contar com água por lá.

Na Serra Fina, a partir do Vale do Ruah, a trilha não é tão visível. Depois que vc chega no rio, a trilha é pelo leito dele, mas de vez em qdo à direita ou à esquerda. O capim elefante não deixa ver a trilha demarcada.

Qto ao vale mais alto do Brasil ser ali no Vale do Ruah, eu tenho minhas dúvidas.
O Pico da Bandeira, que fica no Caparaó, com seus 2892 mts talvez tenha a nascente mais alta do país.
Sei que a poucos mts antes de chegar no topo tem uma pequena nascente. Peguei água lá quando subi o pico.
Já ouvi dizer que o Vale do Ruah talvez seja a nascente mais alta da Bacia do Rio da Prata, mas o vale mais alto do Brasil acho que não.

Abcs


Eita, do topo do Marinzinho? puts me confundi legal. ::essa::
Seria interessante se houvesse uma bifurcação indo até o Pico da Pedra redonda, ai poderia ser uma rota de fuga por conta da falta de água da travessia inteira. ::mmm:

Então, se não há nenhuma bifurcação na Pedra redonda, o jeito será reservar um tempo extra para varar mato ali e tentar achar alguma nascente ou riacho só por via das dúvidas. Se eu encontrar algo, tiro uma foto e posto aqui. Acredito que será de uma grande ajuda para quem ainda não fez ou já fez a travessia e quiser repeti-la.

Já qto ao vale do Ruah, tb tenho minhas dúvidas.....vou fazer uma pesquisa depois para ver se encontro algo mais concreto.

Abraços!
#879614 por Augusto
13 Set 2013, 14:43
Acho muito difícil alguém fazer uma bifurcação na trilha, próximo da Pedra Redonda.
A mata é muito fechada ali e sem contar a declividade.
Acho que só o Maeda e sua turma p/ fazer isso.
Foi ele que abriu essa trilha Marins-Itaguaré e colocou como camping "oficial" dessa travessia um enorme descampado na Pedra Redonda.
Lembro que tinha até uma placa enorme fixada no local.
Não sei se ainda existe ou foi tomada pelo capim elefante.

Agora que ele possui uma pousada próxima dali, quem sabe ele até tem essa intenção.
Por ter aberto essa bifurcação que acessa o Pico do Marinzinho, pode ser que ele planeja outras.



Abcs
#880382 por Renato37
16 Set 2013, 16:40
Augusto escreveu:Acho muito difícil alguém fazer uma bifurcação na trilha, próximo da Pedra Redonda.
A mata é muito fechada ali e sem contar a declividade.
Acho que só o Maeda e sua turma p/ fazer isso.
Foi ele que abriu essa trilha Marins-Itaguaré e colocou como camping "oficial" dessa travessia um enorme descampado na Pedra Redonda.
Lembro que tinha até uma placa enorme fixada no local.
Não sei se ainda existe ou foi tomada pelo capim elefante.

Agora que ele possui uma pousada próxima dali, quem sabe ele até tem essa intenção.
Por ter aberto essa bifurcação que acessa o Pico do Marinzinho, pode ser que ele planeja outras.

Abcs


Estive no Marins e Marinzinho nesse fds em um batevolta com pernoite para levar um grupo no Marins e no Pico do Marinzinho, vi as placas. Tem 2 placas indicando a pousada e o caminhos. E numa enorme rocha, há uma seta e tb terceira placa indicando: Abrigo MAEDA.

Porém, a trilha que sobe da base do marins até o Marinzinho está confusa e meio fechada, sem contar que quase não há totens, o que me deu um pouco de trabalho para perfazer o percurso.
Basicamente, como já tinha as infos de que se deve cruzar pelo alto das cristas, subi pelas rochas e qdo cheguei próximo da base do 1ºcocoruto, reencontrei a trilha, no trecho onde ela faz um zig zag....bom seria se ele passasse ali e roçasse a trilha. E as cordas para auxilio na descida do Marinzinho estão bem firmes....principalmente uma vermelha, que aparenta ter sido colocada ali faz pouco tempo.

Antes de iniciar a subida pelo morro, aproveitei para fuçar entre os capim elefante em busca da tal filete de agua que é afluente do ribeirão passa quatro que tinha infos e encontrei. A agua tem alguns trechos parados, como no Itaguaré, mas pelo menos está limpa. Bebi dela sem nenhum tipo de tratamento (ferver ou usar clorin) e ok. Arriscado, mas deu para ver que ela tava bem cristalina e por ser escondida e bem longe das areas de acampamento. A fonte está a alguns metros do lado da trilha e dos totens que indica o caminho para a subida da enorme crista....

O pessoal que sobe o Marins parece estar mais consciente....as areas de camping estavam limpas, no cume tb....e ninguém montou uma barraca sequer naquele descampado do lado do ribeirão passa quatro.
#880539 por Augusto
17 Set 2013, 06:15
Blz Renato.

Essa pousada/camping do Maeda veio em boa hora. O problema é a localização. Só se chega lá de carro e fica um pouco longe do Acampamento Marins.
A maioria que fica no Acampamento do Milton é só para subir o Marins e depois descer.
Quem sabe até dê p/ iniciar no Maeda e finalizar essa travessia em apenas 1 dia. Isso só com uma mochila de ataque p/ diminuir o peso.
E talvez já marcar p/ ele te pegar no campinho da base do Itaguaré.
Será que ele já está fazendo isso?

A trilha que sobe do riacho Marins até o topo do Marinzinho é confusa mesmo.
Lembro que eu seguia umas setas amarelas pintadas nas pedras, mas a maior parte do trecho de subida é só no visual mesmo. Mas é tranquilo.

Muito bom saber que a água mais próxima da nascente está com qualidade melhor.
É um peso a menos p/ quem nao quiser trazer lá do Careca.

Já li alguns relatos que comentam que o Milton de vez em quando faz uma manutenção nessa trilha até o topo do Marins.
E com o Maeda de um lado criando e limpando trilhas e o Milton do outro lado fazendo o mesmo, ninguém pode reclamar que não faltam opções para caminhadas nessa região.



Abcs
#880573 por Renato37
17 Set 2013, 10:01
Pois é Augusto. Na volta, após gravar bem o caminho de ida e os trechos, aproveitei para colocar mais alguns totens e reorganizar outros, principalmente no trecho onde vc sobe por umas fendas, após passar a area de charco....quem seguir por esse trecho pelos totens, cairá diretamente no trecho onde eu reencontrei a trilha. Dai, após fazer um zig zag pela base de uma enorme rocha (onde encontrei uma seta), ela vai subindo até cair na crista do 1ºcocoruto, onde já se avista o topo do Marinzinho. Fora esse detalhe, é tranquilo e facil de subir.

Qto ao Maeda, não sei dizer se ele faz resgate, mas pelo menos a trilha que sai lá do topo do Marinzinho até a pousada dele está bem marcada. Não desci nela para ver se está assim em toda sua extensão, mas acredito que se descer até aquele vale entre os 2 topos do Marinzinho, pode haver agua próxima.....alguém precisaria subir da pousada até o topo por essa trilha para ver se tem agua no caminho. Dai pode ser uma opção, embora o afluente do marins já é possivel coletar agua sem risco algum de contaminação (talvez no máximo ferver ou jogar um clorin). Agora ouvi dizer que a contaminação do corrego onde fica a placa passou, mas pelo que eu vi da aparencia daquela agua, não me arrisco não, por isso, prefiro pegar agua lá no afluente, bem acima....

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