Travessias Marins-Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra juntas em uma só caminhada

Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.


Travessia Marins-Itaguaré, Serra Fina, Serra Negra

Mensagem não lidapor Augusto » 23 Jun 2003, 03:10

Ola pessoal.

Tô planejando fazer uma travessia saindo do Pico do Marins, passando pela Serra Fina e Serra Negra e terminando em Visconde de Mauá (Maromba).
Para quem não conhece, esses locais ficam na Serra da Mantiqueira (divisa de SP/MG/RJ)

Provavelmente farei um "reabastecimento" em Passa Quatro (MG) e talvez ficar uma noite por lá.

Antes, porém estarei fazendo a Travessia da Bocaina emendando com a Joatinga no dia 05.

Alguém quer encarar?
Já vou adiantando uma coisa: estou fazendo sem apoio e suporte nenhum.
Fico no aguardo.

PS: Moro em Sampa

Abcs
Editado pela última vez por Augusto em 09 Set 2006, 07:15, em um total de 2 vezes.
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Lá estão cerca de 30 relatos postados aqui no Fórum.:

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Fotos de todas essas caminhadas estão no Google +:
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Travessias Marins-Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra juntas em uma só caminhada

Mensagem não lidapor Augusto » 25 Jun 2003, 20:09

Eu ainda nao tenho certeza da data, porque irei fazer primeiramente a Serra da Bocaina no dia 05 e ficar uns dias em Paraty p/ depois fazer a Travessia da Joatinga. A Joatinga eu pretendo terminar lá pelo dia 17 (mais ou menos). Em seguida voltarei p/ Sampa p/ fazer o Marins-Maromba.
De quais datas vc dispoe?




Abcs.
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Mensagem não lidapor alpinista » 25 Jun 2003, 20:33

Augusto,

Eu e meu amigo assumimos alguns compromissos até o dia 07, depois disso estamos livres até o dia 26, quanto a planejamento o ideal seria deixar um dos carros em uma cidade e o outro em outra, em local seguro e depois irmos como pudermos para as trilhas, dependendo da programação posso combinar com uma pessoal para esperar a gente na saida do Itaguare pois eles se interessam em fazer a Serra Fina somente. Meu carro estaria disponivel para ficar em qualquer uma das cidades se vc tb tiver essa opção então está fácil deixamos um dos carros e seguimos num mesmo carro para o começo da trilha, vc tem essa possibilidade? acha que consegue encaixar algo nessas datas?

inte

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Mensagem não lidapor alpinista » 25 Jun 2003, 20:33

Augusto,

Eu e meu amigo assumimos alguns compromissos até o dia 07, depois disso estamos livres até o dia 26, quanto a planejamento o ideal seria deixar um dos carros em uma cidade e o outro em outra, em local seguro e depois irmos como pudermos para as trilhas, dependendo da programação posso combinar com uma pessoal para esperar a gente na saida do Itaguare pois eles se interessam em fazer a Serra Fina somente. Meu carro estaria disponivel para ficar em qualquer uma das cidades se vc tb tiver essa opção então está fácil deixamos um dos carros e seguimos num mesmo carro para o começo da trilha, vc tem essa possibilidade? acha que consegue encaixar algo nessas datas?

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Mensagem não lidapor Augusto » 28 Jun 2003, 03:54

Ola Ricardo.
Eu já me comprometi c/ minha namorada p/ as travessias Bocaina e Joatinga do dia 05 ao 16 ou 17/07.
Depois estarei livre p/ fazer Marins-Maromba.
Infelizmente são esses os dias q me sobraram p/ a travessia.
Abcs.



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Mensagem não lidapor Augusto » 01 Jul 2003, 03:47

Ola pessoal.
Por problemas q surgiram c/ minha namorada, estarei antecipando a travessia Marins-Maromba em uns 3 dias.
Ficarei no máximo 1 ou 2 dias em Paraty antes de iniciar a travessia da Joatinga.
Vou iniciar a travessia Marins-Maromba lá pelo dia 15, se tudo der certo nas travessias Bocaina e Joatinga q farei antes.
É isso.
Abcs a todos.


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Mensagem não lidapor Augusto » 09 Ago 2003, 18:46

Aqui é um relato de uma mega travessia pela Serra da Mantiqueira (Transmantiqueira) onde caminhei pela Marins-Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra, todas de uma vez só, entre os dias 15/07 a 23/07/2003. As 3 eu fiz uma na sequência da outra, iniciando no Pico do Marins e terminando na Vila de Maromba, em Visconde de Mauá.
Em todas as 3 o tempo estava perfeito, mas o frio era de lascar.

Abaixo os links dos álbuns de fotos dessas 3 travessias junto com as cartas topográficas, mapas e croquis:

Travessia Marins-Itaguaré: https://plus.google.com/photos/113724275009356050810/albums/5817065909676090401

Travessia Serra Fina: https://plus.google.com/photos/113724275009356050810/albums/5817244567693229105

Travessia Serra Negra: https://plus.google.com/photos/113724275009356050810/albums/5817249882473922385


Para realizar essas 3 travessias só tinha dúvidas em relação a Serra Negra, já que era a única que eu não tinha feito entre as 3.
Para essa trip consegui reunir mais 4 corajosos: Jorge Soto (Sampa), Téo, Ricardo e o Temujin (Pouso Alegre/MG) mas eles seguiram até o final da Serra Fina. A Serra Negra eu tive que completar sozinho.

Na manhã do dia 15/7 (Terça-feira) encontrei o Jorge na Rodoviária do Tietê em São Paulo e o resto da galera iria encontrar na base do Pico do Marins, onde iriamos acampar. Pelo nosso planejamento não iríamos ter apoio nenhum de veículo ou algum suporte durante o trajeto e pelo roteiro iríamos terminar em cerca de 10 dias.
Para a 1ª travessia (Marins-Itaguaré) eu e o Jorge pegamos o ônibus no Tietê em direção a Itajubá e descemos logo depois da divisa SP/MG, no alto da Serra da Mantiqueira, uns 5 minutos depois do Posto Policial para quem vem de Piquete.
O horário marcava 11:00 hrs e ainda teríamos que caminhar em um ritmo forte por cerca de 15 Km até para chegar no Acampamento Base Marins, onde se inicia a trilha até a base do Pico do Marins. Assim que descemos na Rodovia, seguimos por uma estrada de terra no sentido leste. Logo no início dessa estrada há uma placa de Fazenda Saiqui, como referência. Inicia-se numa parte plana e depois tendo uma subida forte.
Água não é problema, pois existem várias nascentes na estrada e depois de uma longa subida com uma bica de água do lado direito, a estrada passa por um mata-burro e aqui se inicia a descida até a sede da Fazenda, que vai estar do lado esquerdo. Depois das casas dos moradores da Fazenda à esquerda, logo a frente haverá uma bifurcação à direita indicando Pico do Marins (desse ponto já dá para ver o Marins imponente à sua frente). Seguindo por ela, logo em seguida se chegará ao Acampamento Base, que pertence ao Milton onde atualmente existe um camping estruturado e um enorme estacionamento para veículos. Daqui para frente se inicia uma subida bem íngreme em direção ao Morro do Careca. A estrada vai seguindo quase em zig zag.
Depois da longa subida pela estrada íngreme, eu e o Jorge chegamos ao descampado onde existe uma placa verde com indicações de alertas e altitudes de alguns picos até o topo do Marins. Descansamos um pouco aqui e saímos pouco depois das 15:00 hrs serra acima. Água se encontra à esquerda do descampado com a placa, descendo alguns mts por uma trilha bem demarcada. É uma pequena nascente, mas é a única até o topo.
Para a subida é só pegar a trilha ao lado da placa e ir atravessando a mata até sair em campos de altitude e dali para frente é só subida íngreme. Ela é bem desgastante, mas bem demarcada e sem problemas de navegação. Na dúvida siga os totens e as marcações de setas que estão pintadas em amarelo.

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Depois de uma exaustiva subida chegamos na base do Marins, ao lado do riacho às 17:30 hrs e aqui montamos acampamento, mas nada do resto da galera chegar. Assm que anoiteceu fizemos nosso jantar e logo fomos dormir. A noite foi tranqüila e só no dia seguinte encontramos os outros 3 (disseram que tinham chegado as 22:00 hrs).
A subida até o topo do Pico do Marins leva uns 20 minutos e só o Jorge subiu, assim que ele acordou. A travessia até o Pico do Itaguaré leva umas 8 horas, em um ritmo razoavelmente forte, então precisávamos sair cedo para não chegar lá no anoitecer. Existe um problema de não haver água durante essa travessia e o riacho que nasce na base do Marins está poluído (até existe uma placa alertando sobre isso - se puder traga do Morro do Careca). O ideal é levar uns 2 a 3 litros de água, pelo menos.

A trilha para o Itaguaré está à nordeste, tendo que subir e descer o Pico Leste (ou Marinzinho, como alguns chamam) e na dúvida siga alguns totens e setas que estão visíveis em boa parte dessa travessia. Com barracas desmontadas e mochilas nas costas, pouco antes das 08:00 hrs iniciamos a caminhada até o topo do Marinzinho, onde é possível ver toda a crista a ser percorrida no sentido leste naquele dia. A Pedra Redonda e o Pico do Itaguaré já aparecem bem ao fundo e parecem estar bem próximas, mas ainda falta uma longa caminhada.
A descida do Marinzinho é bem mais íngreme que a subida que a gente passou e existe até trecho onde é necessário descer por uma corda amarrada na pedra e aqui fomos descendo um a um. Daqui em diante fomos seguindo por trilha no meio de vegetação baixa até chegar ao fundo do vale e depois encontramos mais outro trecho com corda, agora auxiliando a subida.

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É preciso tomar muito cuidado neste ponto, pois a corda estava amarrada em uma pedra que se soltou do solo, mas é possível subir sem o uso dela se agarrando na vegetação, apesar de ser um pouco íngreme. Já na crista haverá uma alternância entre subidas e descidas de pequenos morros, trilhas passando por arbustos e muitos trechos com bambuzinhos até que se chegue à Pedra Redonda e junto dela tem um local plano para descansar e onde paramos um certo tempo com um belo visual do Marins bem ao fundo.
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Seguindo em frente e depois de alguns minutos encontramos uma área de acampamento denominada "Acampamento 3 - Base da Pedra Redonda" onde cabem umas 5 barracas.
É um dos melhores lugares de toda a travessia para acampar, cercado de vegetação um pouco alta por todos os lados e o solo totalmente plano, mas tem o problema de não haver água próxima. Passamos pelo descampado e seguimos pela trilha e mais trechos de sobe morro/desce morro vão surgindo, mas sem problemas de navegação.

O que atrapalha aqui são os arbustos que estão altos e os bambuzinhos que teimam em se enroscar nas mochilas.
Lá pelas 15:00 hrs avistamos o Pico do Itaguaré bem em frente, mas ainda tínhamos a última subida de morro e quando estávamos no trecho final da travessia, chegamos a uma parte onde se deve passar por um buraco na pedra.
Primeiro joga-se as mochilas por cima da pedra para depois passar se agachando.
Mais alguns minutos e chegamos na base do Pico do Itaguaré, já por volta das 16:00 hrs.
O caminho prossegue até que se chegue a uma bifurcação.
À direita sobe até o topo do Itaguaré e a esquerda chega-se a uma área de acampamento bem aberta. Fomos acampar logo depois de uma pequena nascente (que estava seca) em um vale entre os dois picos menores, que possui bons lugares para montar barracas.
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Depois fomos subir até o topo do Itaguaré, que não leva mais do que uns 20 minutos. É preciso tomar cuidado, pois tem um ponto onde tem de pular algumas pedras com um abismo abaixo. Batemos algumas fotos lá do topo e resolvemos descer para preparar o jantar.
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Aquela noite de Quarta-feira foi tranquila sem muito vento e com temperatura razoável próxima dos 5ºC. No dia seguinte (Quinta-feira), para descer em direção a estrada, tomamos a trilha que sai na direção norte (ela é bem nítida e fácil achá-la). A trilha é íngreme com enormes buracos causados pelas enxurradas e é preciso tomar cuidado para não se machucar em um deles. Até a estrada são umas 2 horas de descida bem forte.

Ela termina em um descampado bem grande, junto a um riacho e ao lado de uma estrada de terra. Daqui para frente é seguir por ela e depois de quase 1 hora chegamos nas primeiras casas. A estrada segue em frente, mas viramos na bifurcação da direita, cruzando a porteira.
O caminho foi seguindo por uma plantação de marmelo e cruzando com algumas nascentes e um enorme lago que estará à esquerda e depois desse lago é que começa a descida em direção à Rodovia que nos conduzirá até Passa Quatro. Já na Rodovia o ônibus não demorou muito e chegamos na cidade pouco antes das 14:00 hrs.
Em Passa Quatro ficamos no Hotel Serra Azul, bem em frente à antiga estação de trem e nessa cidade houve a 1ª baixa: o Temujin. Ele alegava que não estava aguentando mais e daqui para frente continuamos em 4. Pelo roteiro iríamos caminhando até a Fazenda Toca do Lobo, onde se inicia a trilha da Serra Fina, mas o pessoal insistiu para arranjar um transporte e o Ricardo conseguiu uma Toyota que nos pegaria na Sexta-feira pela manhã por volta das 07:00 hrs no Hotel.

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Depois de uma noite bem dormida e um café da manhã no Hotel, seguimos de Toyota até a Toca do Lobo, onde chegamos as 08:30 hrs.
Aqui existe uma Toca mesmo, mas cheia de lixo e para iniciar a trilha é só voltar uns 10 mts, atravessar o rio e iniciar uma longa caminhada para vencer o desnível de praticamente 1000 metros até o alto da serra, onde se localiza o Pico Alto do Capim Amarelo. Ao cruzar o riacho, deixe para pegar água em outros pontos mais acima, junto da trilha para economizar no peso.
Quando iniciamos a subida notamos uma outra trilha bem maior, que depois fiquei sabendo tratar-se de um caminho para passagem de madeira, retirada daquela região.

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A subida agora é nítida, avançando por entre a vegetação para o espigão principal da Serra Fina.
Após um trecho relativamente desgastante de subida, onde a vegetação é um tanto fechada, mas logo cede espaço para os campos de altitude, vegetação mais rasteira, que permite a primeira visão do Vale do Paraíba, ao sul. A leste aparecem os Picos da Gomeira, Itaguaré e Marins e Marinzinho bem ao fundo.

Assim que iniciamos pelos campos de altitude, é só seguir pela crista, que marca a divisa SP/MG, já sendo possível observar o Pico Capim Amarelo lá no alto.
Cerca de 1 hora de subida haverá 2 pontos para pegar água do lado direito e logo à frente a trilha cruza uma área de acampamento, mas é um local muito exposto aos ventos que sopram na região, por isso somente em caso de emergência deve ser usado.
Nesse trecho a trilha passa por entre 2 vales para depois iniciar a subida pelo meio da vegetação por um bom tempo assim.

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Chegamos a um ombro um pouco mais abaixo do pico onde se tem a visão da Pedra da Mina bem a leste. Daqui em diante a trilha entra na mata e segue assim até o topo do Capim Amarelo, onde chegamos por volta das 14:30 hrs.
No dia, o local estava lotado e tinha até um pessoal com 2 cães da raça pitbull (uma coisa absurda) e que tinham montado até uma tenda. O topo possui áreas pequenas e cada uma com espaço para uma ou duas barracas. São áreas protegidas porque o capim forma uma ótima proteção contra o vento, que às vezes é muito forte.

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Olhando para leste pode-se observar imponente a Pedra da Mina e os vales e cristas que nos separam dela. Devido ao lugar já estar ocupado passamos direto por esse pico e fomos montar nosso acampamento descendo até o fundo do vale, cerca de 1h30min depois, em um descampado à direita da trilha, chamado de Maracanã.
Para se chegar nesse local é só pegar a trilha na direção norte e descendo até chegar aos bambuzinhos e ao capim elefante. Nas bifurcações siga os totens e algumas fitas. Eles serão a sua referência nos locais mais difíceis dessa trilha. Nessa noite fomos dormir com temperatura bem próxima abaixo de zero, pois fez muito frio.
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No Sábado pela manhã encontramos uma crosta de gelo em cima das barracas e na vegetação. Depois do café da manhã e barracas desmontadas, continuamos a caminhada sempre rumo leste. Nesse trecho a trilha segue por entre a vegetação alta até chegar na base de uma encosta de pedra, onde vamos subindo, nos guiando por alguns totens até chegar no topo e novamente entrar na vegetação alta.
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Depois de um pequeno trecho de subida íngreme chegamos no plano passando por inúmeras pedras na trilha. Daqui já víamos a Pedra da Mina bem a frente e fomos descendo até o fundo do vale onde existem várias nascentes.

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Aqui passamos ao lado de uma pequena cachoeira do lado direito, mas a água é rica em ferro, por isso não é boa para consumo.
Siga pela trilha mais alguns minutos e pegue água do próximo riacho, esse sim com água de qualidade. Ao lado existe alguns descampados que são boas opções para camping se você estiver chegando aqui durante a noite.
Depois de um pequeno trecho por lajes de pedras, iniciamos a subida da face oeste da Pedra da Mina por entre a vegetação em trilha quase que em zig zag para chegarmos no topo por volta das 14:30 hrs.
Imagem Imagem

Aqui encontramos inúmeros locais que o pessoal abriu para colocar barracas, mas todos eles são muito expostos. Alguns são protegidos por pedras e não recomendo acampar aqui, a não ser que esteja bem preparado para o vento e o frio. Olhando para o norte vê-se a trilha que vem do Paiolinho e contamos 3 grupos que tinham chegado naquele Sábado à tarde por essa trilha.
Do Paiolinho até o topo da Pedra da Mina é 1 dia de caminhada com subida muito íngreme. Demos um tempo no topo para curtir o visual e em seguida descemos em direção à várzea do Rio Verde, em um local chamado Vale do Ruah, que fica à leste da Pedra da Mina.
Do topo é possível ver descampados por entre o capim elefante e nesse vale existem alguns lugares onde pode-se montar as barracas e os locais são bem planos (só é complicado em dias de chuva). A maioria do pessoal que estava acampado no topo ou no vale onde estávamos iria terminar a travessia ali mesmo e depois voltariam pela Trilha do Paiolinho.
A noite foi bem tranquila e como estávamos protegidos pela vegetação, nem sentimos tanto frio.
No Domingo pela manhã (20/07) barracas desmontadas e mochilas prontas, agora seguimos em direção ao Pico dos 3 Estados que estava ainda a umas 6 ou 7 horas. A trilha aqui segue pelo Rio Verde sentido leste e quando ele começar a ir para esquerda, se tornando mais encachoeirado, a trilha sai para a direita. Sugiro levar bastante água (uns 3 litros), pois agora só no final da travessia, quase no final do dia seguinte. Quando a trilha sai do Rio Verde e chega em uma pequena crista, ela vai seguindo por ela, cruzando trechos de arbustos altos e muito bambuzinho. Desse ponto olhando em linha reta a crista se vê o Pico Agulhas Negras bem ao fundo na Serra de Itatiaia, o Pico do 3 Estados vai estar à esquerda e a direita o Pico Cupim de Boi no final da crista (parece nem existir trilha até o topo desse pico).

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E ao chegar no final dessa crista, sai uma trilha à esquerda que vai descendo até um pequeno vale, passando por uma região de bambuzal com bons lugares de acampamento, mas sem agua. Saindo do trecho de mata fechada, a trilha vai seguindo morro acima até chegar ao topo do 3 Estados por subidas íngremes e muito cansativa.
No topo existem bons lugares para montar barracas e logo que montamos as nossas, um outro grupo de 3 pessoas chegou em seguida.
Imagem [img]https://lh3.googleusercontent.com/-NeSthX07lFE/ULsBke7fREI/AAAAAAAACfI/JulN7gAgBP4/w804-h480-no/14-+Nascer+do+Sol+no+Pico+3+Estados.jpg
[/img]
Aqui existem as ruínas de um enorme marco de ferro com os nomes dos 3 Estados e o visual daqui é um dos melhores dessa travessia, pois dá para ver toda a parte alta do PN Itatiaia com Agulhas Negras e Prateleiras, boa parte da crista por onde caminhamos e o Bairro Paiolinho e a cidade de Passa Quatro no vale.
Aquela noite de Domingo foi bem tranquila e com temperatura razoável.

Acordamos relativamente cedo naquela manhã de Segunda-feira (21/07) e depois de um café da manhã partimos em direção ao trecho final dessa travessia, que é chegar na Rodovia que liga Engenheiro Passos a Itamonte e serão mais umas 5 a 6 horas com uma certa dificuldade. Logo depois que saímos do 3 Estados, a trilha tem uma alternância de pequenas subidas e descidas por vegetação de arbustos e capim elefante até chegar ao topo da Serra dos Ivos.
A partir dali e descida é bem íngreme e a direção geral da trilha é em frente, sempre descendo. Na metade da descida do Alto dos Ivos existe um local para acampamento, mas apenas para emergências e após esse trecho, a trilha desce através de um bambuzal muito fechado que vai se enroscando na mochila. Nessa descida existem algumas bifurcações, mas a trilha correta é a que sai na 2ª crista à esquerda, para quem desce a Serra dos Ivos e quando chegar na parte plana da trilha, haverá uma cerca de arame do lado direito e é o sinal que a trilha estará chegando no fim. Ao seguir próximo a uma encosta coberta de vegetação do lado direito, em alguns minutos passamos ao lado de uma pequena bica de água do lado direito e aqui é um bom local para descanso. Mais alguns metros e a trilha termina em uma pequena estrada.

À direita deve levar à plantações pertencente ao Sitio ou se quiser até a Garganta do Registro; à esquerda leva a uma estrada um pouco maior que chega na Rodovia e é o caminho que vamos seguir. Mais alguns minutos e passamos ao lado de uma antiga Pousada que deve ter funcionado a muitos anos atrás.

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Descendo pela estrada da fazenda, logo chegamos na casa do caseiro e em seguida a Rodovia (desse ponto já é possível ver o Picú à frente). Quando chegamos na Rodovia o grupo se separou, pois o Ricardo, o Téo e o Jorge resolveram não continuar comigo na travessia da Serra Negra. Infelizmente tive que continuar sozinho a minha caminhada; não teve jeito. Carona para a Garganta do Registro é muito difícil conseguir aqui e não me restou outra opção de seguir a pé até lá, que levou uns 30 minutos.
Ao chegar na Garganta comprei umas mexericas e dei uma descansada por lá e pelo horário (cerca de 15:00 hrs) achava que seria muito difícil conseguir carona em direção ao Alsene, pois o PN já ia fechar logo, por isso já planejava acampar no Brejo da Lapa, mas assim que iniciei a subida, passou por mim um carro que era Sr. Adauto - funcionário de Furnas, que trabalha dentro do PN à quase 30 anos e me deu carona até o inicio da trilha, me deixando próximo do Alsene pouco antes das 16:00 hrs.

A travessia da Serra Negra se inicia uns 300 mts antes da antiga Pousada do Alsene, à esquerda, em uma antiga estrada de terra abandonada que vai descendo o vale até cruzar com o Rio Aiuruoca lá embaixo e ao cruzar o rio passo ao lado das Cabanas Cabeceiras do Aiuruoca, que seria um ótimo local para acampar, mas sigo em frente pela trilha. Uns 200 mts depois das Cabanas, a trilha se divide em duas: eu segui na da esquerda (a da direita segue paralela, mas é um pouco mais longa). A da esquerda é um pouco fechada e segue próximo ao Rio Aiuruoca. Quase já de noite, ao passar por uma Fazenda abandonada do lado esquerdo existe uma subida um pouco à frente e logo depois tem início a descida por voçorocas enormes. Água não é problema, pois há várias nascentes nessa travessia. Na verdade a trilha é uma antiga estrada bem deteriorada no seu começo e depois de cruzar o Aiuruoca continua ainda bem demarcada, já tendo ares de trilha, seguindo sempre com o rio do lado esquerdo e se afastando cada vez mais dele.

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Depois desse trecho de descida se chega no Sitio do Sr. José Rangel (filho do falecido Sr. Anísio) e aqui funciona uma Pousada, onde cheguei aqui por volta das 19:00 hrs já de noite.

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Na época o lugar só dispunha de um pequeno chalé e devido ao cansaço resolvi ficar lá, pagando $40,00 com jantar e café da manhã (valor da época, não sei como tá hoje). Se quiser acampar, o ideal é caminhar mais uns 10 minutos por uma estrada de terra que terminava na Pousada e virar em uma bifurcação da direita para chegar no Sitio do falecido Sr. Anísio. Lá há bons lugares para barracas.

Depois de um belo banho e um jantar com frango caipira fui dormir no chalé e acordei na manhã seguinte (Terça-feira) com um galo cantando e revigorado, pronto para as últimas horas dessa mega caminhada pela Mantiqueira.
Depois do café da manhã e de me despedir do Sr. José Rangel e sua família, eu tinha 2 opções para continuar a caminhada: continuando pela estrada, uns 10 minutos depois eu viraria na bifurcação da direita até chegar até a casa do falecido Sr. Anísio e de lá subir por trilha muito íngreme que me tomaria algumas horas, mas resolvi seguir um croqui do Guilherme Rocha, que continua seguindo pela estrada e só vai sair dela uns 20 minutos depois, onde é o início do “Subidão da Misericórdia”.

Essa subida se inicia depois de passar um antigo curral do lado direito. É uma subida longa e íngreme (justifica o nome). O ideal é levar 1 litro de água, pois só fui encontrar outro ponto depois de umas 3 horas, em uma bica do lado direito da trilha. Terminando essa subida a trilha continua no planalto com visual do alto da Serra Negra e Itatiaia à direita e Pico do Papagaio à esquerda. É um belo visual.
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A trilha é bem nítida e muito usada por moradores da região que vão de cavalo para Vila de Maromba levar queijo e alguns doces. Nesse trecho ela se encontra com uma outra que vem do Sitio do Sr. Anísio e daqui em diante é quase que uma estrada até chegar nas voçorocas.

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Depois do trecho íngreme com alguns descampados, a trilha se estabiliza e logo à frente surge uma bifurcação à direita, que leva até próximo da Cachoeira do Escorrega, mas se quiser continuar em frente pela crista descendente se chega próximo da Cachoeira Santa Clara. Eu resolvi seguir na bifurcação da direita, que me deixou na estrada próxima da Cachoeira do Escorrega, umas 5 horas desde o Subidão.

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Depois de cruzar o Rio Preto por 2 pequenas pontes, continuei descendo pela estrada até a Praça principal da Vila de Maromba, onde fiquei aguardando o circular até Resende (na verdade até o Graal) e de lá tomei um ônibus direto para SP.


Abcs
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Mensagem não lidapor silvadeia » 10 Set 2004, 13:50

Cara!!! Lindas as fotos da Travessia, estão parecendo pintura!
Vi o seu relato, e venho acompanhando, muito legal! Show, essa travessia! Conhecia de nome, mas nunca tinha feito. Com certeza, vou fazer, é linda!
silvadeia
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Mensagem não lidapor Augusto » 14 Set 2004, 00:53

E aí Silva.
Vc está falando da Serra Fina, né?
Já q foi a melhor das tres e com o visual mais legal.
Uma pena q possui muitas dificuldades, como falta de agua, trilha fechada, trechos muito ingremes e outros.


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Mensagem não lidapor khumbu_ » 13 Jan 2005, 23:28

Quantos dias levam para fazer a travessia da Serra Fina?
Pretendo realizá-la no feriado do Corpus Christi de 2005.
E qual é o melhor visual? Saindo da Toca do Lobo?
Abraço.
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Mensagem não lidapor Augusto » 14 Jan 2005, 11:30

E aí Khumbu.
A travessia toda, saindo da Toca do Lobo, da p/ ser completada em 4 dias, dependendo do seu pique. Ou ate em 3 dias, se vc caminhar rapido, mas nao recomendo, pois muita coisa vc deixara de ver.
O melhor visual eh o do primeiro dia, onde a maior parte do tempo vc estara caminhando no limite de SP/MG.
Iniciando na Toca do Lobo ate no maximo 09:00 ou 10:00 hrs vc chegara no topo do Pico do Capim Amarelo no final da tarde. Eh um bom ponto de acampamento e se vc ainda tiver tempo sobrando, caminhe um pouco mais p/ acampar em um vale a frente.
No segundo dia acampe no topo da Pedra da Mina ou no vale do Rio Verde, no lado leste.
No terceiro dia (na minha opiniao o mais puxado) acampe no topo do Pico 3 Estados) e no ultimo dia saindo de manha do pico vc chegara na Rodovia no maximo ate as 14:00 ou 15:00 hrs e fim da travessia.

Eh isso.


Augusto
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Mensagem não lidapor Augusto » 03 Mar 2005, 01:39

Ola pessoal.

Seguem algumas dicas e infos.

# A trilha do Pico do Marins eu plotei no google earth e tá no wikiloc:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=923639

# Outra travessia que eu plotei no google earth foi a da Serra Negra:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1128560

# Na travessia Marins-Itaguaré cuidado com a água do riacho na base do Marins. Prefiro trazer do Morro do Careca uns 3 litros para toda a travessia. Já na Serra Fina, o ideal é levar uns 3 a 4 litros de um ponto de água a outro. Na Serra Negra a água não é problema.

# Em épocas de estiagem longa a nascente na base do Pico do Itaguaré pode estar seca. Atente a isso.

# O uso de luvas é quase obrigatório na Marins-Itaguaré e Serra Fina. O capim elefante corta facilmente as mãos. Até recomendaria também o uso de óculos, já que a vegetação é alta e os bambuzinhos fazem estrago.

# Na Marins-Itaguaré e Serra Fina evite deixar o isolante do lado de fora da mochila, já que os bambuzinhos vão acabar com ele.

# Só recomendo fazer qualquer uma dessas travessias no inverno, já que o tempo seco facilita a caminhada. No verão é comum as chuvas e tempestades que podem atrapalhar totalmente a navegação. E ainda tem o raios que são mais perigosos ainda, quando estiver na crista.

# Sinal de telefone celular pega sem problemas no alto dos picos e na crista dessas travessias. Só tive problemas na Serra Negra, já que próximo ao vale do Aiuruoca é difícil conseguir sinal.

# Na Serra Fina, próximo da Toca do Lobo agora funciona um refúgio, que é um ótimo local para pernoite se não quiser ficar na cidade de P4.
http://www.refugioserrafina.com.br

# Fique pelo menos uns 2 dias em Maromba. Vale a pena conhecer a Cachoeira do Escorrega, o Poção de Maromba e outras cachoeiras próximas. A oferta de campings e pousadas baratas é muito grande, principalmente na Praça Principal da Vila. Uma com preços muito bons e que eu recomendo é essa:
http://www.pousadaaguasclaras.com.br

# Na travessia da Serra Negra evite iniciar a caminhada depois das 14:00 hrs, senão vc vai ter de fazer em um ritmo forte para chegar no chalé do Sr. José Rangel Anísio antes do anoitecer, ou senão acampe na Cabana Cabeceiras do Aiuruoca se quiser fazer em ritmo tranquilo.

# Ao chegar no final da travessia Marins-Itaguaré, na Rodovia, vai encontrar uma oferta grande de ônibus para Passa Quatro/MG ou Cruzeiro/SP.
http://www.cidadedoaco.com.br

# No final da Serra Negra, na Vila de Maromba são poucos os horários de ônibus que saem da Praça Principal para Resende (Graal) e de lá para outras cidades: Clique aqui

# No final da travessia da Serra Fina, não existe linhas de ônibus regulares que passem pela Rodovia. Ali somente caronas (se for tentar alguma, é mais fácil conseguir na Garganta do Registro) ou contar com algum transporte de Itamonte ou algum que vc tenha contratado em Passa Quatro.

# Como Chegar no Pico do Marins:
- O caminho inicia-se na na Rodovia que liga Piquete à Itajubá. Se estiver vindo de Piquete e alguns minutos depois que terminar a subida da serra e iniciar a descida da serra, haverá um Restaurante, uma pequena vila e um trevo. Daqui são uns 2 Km até a entrada da estrada de terra que leva até a Fazenda Saiqui. Aqui há uma placa indicando a Fazenda e também um ponto de ônibus na beira da Rodovia. Do início da estrada de terra até o Acampamento Base Marins são uns 15 Km, onde a maioria deixa o carro para subir o Marins ou acampa a primeira noite ali. Outra opção é entrar pelo Bairro do Marins, mas só se você estiver vindo de carro. A bifurcação para o bairro fica pouco depois da saída da cidade de Piquete. É só seguir as placas.

# Como Chegar no início da trilha da Serra Fina (Toca do Lobo) na caminhada, entrando por Passa Quatro:
- Quando estiver vindo de Cruzeiro e logo após a divisa de Estado, no alto da serra, fique atento para um local conhecido como bairro do Pinheirinho uns 7 Km depois da divisa. Nesse bairro existe um enorme armazém da CIBRAZEM (é bem fácil localizá-lo, ele está junto a Rodovia, do lado esquerdo de quem vai para P4). Aqui se inicia a estrada à direita que leva até a Fazenda Toca do Lobo. Siga sempre pela estrada de terra principal até o final. Qualquer dúvida, pergunte pela Fazenda Toca do Lobo, que todos na estrada sabem informar. Estando na Fazenda Toca do Lobo, ao passar a porteira, o acesso à trilha é seguindo pela esquerda.

# Para quem quiser fazer a Serra Fina entrando pelo bairro do Paiolinho:
- O caminho para chegar ao bairro do Paiolinho (Passa Quatro) é pegar a estrada sentido IBAMA, logo que você sair da cidade sentido Itanhadú e depois virar em uma estrada de terra para a esquerda sentido Lixão. De lá seguir até a Fazenda Serra Fina (é chão p/ caramba), passando pelo Bairro do Paiolinho (deixe o carro na casa do Sr. José Ramos). A estrada é de terra e está relativamente boa, mas não é para qualquer carro. Se chover terá problemas. A trilha começa bem a ao lado de um placa verde com algumas recomendações e um mapa de acampamentos. Atravessando a cerca de arame, a trilha segue por algumas plantações e bifurcações para pequenos sítios. Procure sempre se manter na trilha mais demarcada e cerca de uns 20 minutos de trilha, você cruza com um afluente do Rio Verde, onde existem alguns poções. Assim que cruzar o rio e uns 20 mts depois haverá uma bifurcação para a esquerda, mas a trilha para a Pedra da Mina é a da direita, seguindo pela trilha demarcada. Depois dessa bifurcação não tem mais erro e o resto é sempre se manter na trilha principal. Não se preocupe com água, pois haverá um outro pequeno riacho a frente e o último ponto de água vai estar por volta da altitude de 2100 mts. Se você quiser chegar no topo no mesmo dia, o ideal é iniciar a trilha logo pela manhã, pois a subida é muito íngreme e desgastante.
Editado pela última vez por Augusto em 11 Jun 2013, 23:00, em um total de 3 vezes.
Se estiver logado e quiser acessar a todos os meus relatos, é só clicar no link abaixo.
Lá estão cerca de 30 relatos postados aqui no Fórum.:

http://www.mochileiros.com/member/Augusto/

Fotos de todas essas caminhadas estão no Google +:
https://plus.google.com/113724275009356050810/posts

Relatos mais recentes podem ser encontrados no blog:
http://trilhasetrips.blogspot.com.br
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Mensagem não lidapor Augusto » 07 Mar 2005, 19:22

E aí galera.
Mapas dessas 3 travessias vcs encontram no site:

http://www.trilhaecia.com.br/mapas.htm

É só procurar por Marins, Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra.

Também coloquei os mapas e croquis que usei no album de fotos dessa trip que está no multiply.

São varios mapas e todos eles muito bons. Alguns estão com coordenadas geograficas, o que facilita p/ quem tem GPS.


Abc
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Mensagem não lidapor Caminheiro » 12 Abr 2005, 21:40

Olá Augusto,

Eu estou planejando fazer Marins Itaguaré no feriado do dia 21 de abril e gostaria de saber se vc pode me dar umas dicas.

O que eu mais gostaria de saber são os seguintes tempos:

Da água na base dos Marins até o Itaguaré;
Do Itaguaré até a estrada Passa Quatro - Marmelópolis;
Do fim da trilha até o asfalto de Passa Quatro.

Se vc tiver mais alguma dica que julgar importante, agradeço muito!

Valeu!

César
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Mensagem não lidapor Augusto » 13 Abr 2005, 01:46

Oi César.

Da Ranchonete, onde a maior parte das pessoas deixa o carro, até o Morro do Careca vc vai levar no máximo 1 hora.
Ano passado li alguns relatos de pessoas q tiveram carros arrombados por deixa-los no Careca. É melhor vc pagar p/ deixar o carro protegido lá na Ranchonete do que desprotegido no Careca.
Pegue agua saindo a esquerda de pequeno um descampado (nesse local tem algumas lixeiras). Agua só depois na base do Marins.

Nas vezes em que fiz a travessia do Pico do Marins ao Pico do Itaguaré ou no sentido contrário (Itaguaré-Marins) fiz em cerca de 7 horas e meia a 8 horas, no máximo.
E isso porque eu não parei na Pedra Redonda (quase no meio da travessia).
Nesse ponto é um bom lugar p/ dar uma descansada.
Lembre-se de uma coisa importante: do riacho do Marins até a Pedra Redonda são + - 3 hrs a 3 hrs e meia de caminhada. Se vc estiver com tempo acima disso, então é melhor apertar o passo, se não quiser chegar no Itaguaré a noite.
Com uma mochila pesada, parando na Pedra Redonda e com uns 2 litros de agua (já q não existe em toda essa travessia) creio q no máximo em 8 horas e meia dê p/ fazer essa travessia.
Recomendo vc sair lá do Riacho na base do Marins, no máximo até 07:30 hrs. Estourando 08:00 hrs, pois com isso vc chegará lá no Itaguaré por volta das 17:00 hrs. Ou até um pouco antes. Com isso vc tem tempo de sobra p/ montar a barraca pouco depois do Itaguaré (uns 7 minutos depois), em um pequeno vale entre 2 pequenos picos.

Do local de acampamento, junto ao riacho do Itaguaré até a estrada vc vai levar pouco mais de 1 hora. A trilha é bem facil de encontrar. Ela vai estar bem a norte do pequeno vale. A trilha q desce possui alguns buracos bem gdes, por isso tome muito cuidado.
Chegando na estrada, junto a um descampado, siga p/ a direita e depois de uns 40 minutos de caminhada, qdo avistar algumas casas, entre p/ a direita novamente, passando pela porteira. A partir desse ponto são mais ou menos 3 a 4 horas até a Rodovia, sendo 1 hora e meia ou mais na parte plana e o resto só de descida bem forte.
Passando a porteira e uma casas mais p/ frente pode ser q vc consiga alguma carona (não é muito dificil).

Veja se tem um Livro de Assinaturas na base da Pedra Redonda e deixe sua mensagem lá (a alguns anos atrás tinha).

É isso.

Qqer outra duvida...


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