Relatos de viagens pela Bolívia
#1102077 por morganriva
29 Jun 2015, 00:41
Pessoal, foi mal a demora! Mas prometo não abandonar o relato! Devagar eu termino...
Segue o baile!

DIA 5 - UYUNI | Branco, Branco & Branco

Acordei às 7h. É HOJEEEEEEEEeeEEEEeeEeeeEeEeEEEeeeEEeeEEEEEEEE!!! ::hahaha::

Levantei cedo porque tinha que tinha que tomar banho, tomar café da manhã e sair para procurar um agência. Estava bem friozinho e fui correndo pro chuveiro. Tomei café da manhã rapidinho, fiz check-out e saí pra rua por volta das 8h30. A rua estava quase vazia, a maior parte dos estabelecimentos ainda estava fechada, mas na Avenida Ferroviaria, onde ficam localizadas quase todas as agências, já tinha um bom movimento. Tem um monte de gente na rua abordando os turistas e oferecendo os tours para o Salar.

Pra quem não sabe, os tours para o Salar podem ser de 1 dia ou 3 dias.

- O tour de 1 dia é um bate-volta. Sai de Uyuni, vai para o Salar e volta - sem pernoite. Geralmente faz esse tour quem não tem muito tempo sobrando na viagem (embora eu ache que o Salar deva ser prioridade em qualquer viagem pela Bolívia/Peru, né?) ou então pra quem vai para lá nos meses de Janeiro e Fevereiro, época de chuvas, em que às vezes, devido ao acúmulo de água, não é possível passar por um trecho do Salar.

- O tour de 3 dias tem o seguinte roteiro:
Dia 1: Cemitério de Trens, povoado de Colchani, deserto de sal, Isla del Pescado.
Dia 2: Lagunas Altiplânicas: Hedionda, Honda, Blanca, Colorada...
Dia 3: Gêiseres, "piscina" de águas termais, Laguna Verde. Fronteira com o Chile*. Retorno a Uyuni. Chegada por volta das 17h30.

*Aqui há a opção de seguir para o Chile (San Pedro de Atacama) ou voltar para Uyuni, depende do planejamento de cada um.

Fechei o tour com a agência Cordillera, pelo valor de 850,00Bs.
Não. Façam. Isso.
Não que seja ruim, foi tudo direitinho, mas o preço não compensa. Tinha cotado com várias agências, todas elas ofereciam por 750,00Bs. ou até 700,00Bs. Mas já tinha ouvido falar bem dessa agência, e na noite anterior conversei com umas meninas francesas que estavam no hostel e tinham voltado do Salar naquele dia, e elas me recomendaram veementemente que fechasse com a Cordillera, porque o carro era mais novo e confortável, o serviço melhor etc etc etc. No final das contas o carro era igual aos outros e o "serviço" pretty much the same. Inclusive fui em um carro com pessoas que tinham fechado com outras agências, o que aparentemente é bem normal, e que provavelmente tinham pago menos que eu. Só não perguntei quanto tinham pago pra não me emputecer. Quando entrei no escritório da Cordillera o primeiro preço que ela me deu foi 950Bs., mas aí dei aquela chorada, disse que tinham me oferecido por 700,00Bs., que era brasileiro, pobre, latinoamericano e tal, aí ela baixou pra 850,00Bs. Não foi tão caro, mas dá pra conseguir por bem menos.

Por volta de 10h30 os primeiros 4x4 começam a sair da frente das agências. O meu não tinha nem chegado ainda. Eu estava sozinho na agência (acho que fui o único que fechei com a Cordillera) e já deduzi que iam me encaixar com outro grupo. O carro chegou perto das 11h. Carregamos as mochilas e conheci o motorista/guia, Miguel, e os meus colegas pelos próximos dias: o Peter, da Bélgica, e o Andreas e o Cristopher, cipriotas (dú-vi-do que vocês conheçam alguém do Chipre, eu conheço dois agora ::bruuu:: ) que moram em Londres. Os três estavam viajando juntos há alguns meses. O Andreas e o Cristopher já eram amigos em Londres (até o segundo dia pensei que fossem irmãos, mas não), e o Peter se agregou à dupla durante a viagem.

Fiquei faceiro porque no carro que cabem 7 iam só 5 pessoas, espaço & conforto) mas em pouco tempo minha faceirice foi por terra (depois verão por que).

Fui no banco da frente pela lógica de que o banco da frente é o mais confortável, mas no caso não era, se revelou bem apertado. Ainda mais porque a minha mochila "pequena" não era tão pequena assim e ocupava um espação embaixo das minhas pernas. Mas ao longo da viagem fomos revezando os lugares.

A primeira parada é no Cemitério de Trens. Fica a poucos quilômetros de Uyuni e não leva mais do que 10min para chegar. É um descampado onde estão abandonadas as sucatas de várias locomotivas que passavam pela ferrovia que cruza a região, que teve seus dias de glória no final do século XIX e início do século XX.
Os trens enferrujados rendem boas fotos. Uma pena que os outros 400 turistas pensam a mesma coisa e que por isso seja difícil tirar uma foto sem que apareça pelo menos um pau-de-selfie alheio no seu enquadramento.
Dá pra subir nos trens e caminhar por cima deles, bem divertido. Se tropeçar morre de tétano. Também tem um "balanço" muito famoso onde a galera gosta de tirar umas fotos, que ficam bem legais. De novo, tétano é um risco real.
Andamos ao redor dos trens por uns 20min e voltamos em direção aos carros. Quando chegamos lá, quem disse o Miguel estava lá? Ótimo, abandonados no deserto.

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Sensação quando vimos que o Miguel tinha sumido
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Perguntamos sobre o Miguel pra um outro guia que estava lá, ele fez uma ligação e nos disse que o Miguel tinha voltado para Uyuni pra buscar um outro turista que tinha se atrasado. Um pouco depois chegou o Miguel com o Sam, da Inglaterra. Gente boa. Quando falava usava Fantasitic! ou Brilliant! como vírgula.
Demos mais um volta pelo cemitério para que o Sam pudesse tirar umas fotos, o que foi bom, porque a maioria das pessoas já tinha ido embora e as fotos ficaram menos poluídas.

Voltamos para o 4x4, agora com 6 pessoas, e partimos para o próximo destino, o povoado de Colchani. Não tem nada pra ver lá e eu já esperava por isso, é basicamente uma rua com uma feira de artesanato, com aquelas coisas que se pode comprar em toda a Bolívia (e Peru). Eu não comprei nada porque não vale a pena comprar essas coisas no início da viagem. Só serve pra pesar na mochila. O melhor lugar para comprar artesanías na Bolívia é em La Paz, na Calle de Brujas. Mais tarde falo mais sobre ela.
Como já era meio-dia, o Miguel perguntou se nós queríamos almoçar ali mesmo ou se preferíamos esperar para almoçar no deserto de sal. Fomos unânimes em dizer que queríamos almoçar no deserto, óbvio.

Embarcamos e até o deserto foi cerca de meia hora, se não me engano. Paramos primeiro bem no início, em um ponto onde estão vários montinhos de sal enfileirados, feitos pelos trabalhadores que o extraem para venda. Nessa região o branco no chão ainda não é absoluto, mas já dá para ter uma boa ideia do que está por vir.
Tiramos algumas fotos e provamos o sal dos montinhos, pra checar se era sal mesmo. Então, era. Fiquei meia hora com a sensação de que tinha engolido água do mar.

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Montinhos de sal
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Voltamos em direção ao carro e... cadê? Sumiu de novo o Miguel. Esperamos uns minutos, meio perdidos, procurando pelo carro entre os que estavam parados (porque todos são parecidos) mas enfim vimos ele chegando lá longe. Estava trazendo mais um pessoa que tinha se atrasado. Como eu disse antes, acabou minha faceirice de um carro com espaço & conforto, agora éramos 7.
A nova coleguinha era a Beatriz, uma dentista colombiana de uns 40 e poucos anos que estava viajando sozinha. Por que ela se atrasou: ela estava em Potosí no dia anterior e esqueceu a sua bolsa dentro de um táxi, com os documentos da Colômbia e a câmera dentro (bad total). Pelo menos o passaporte e o dinheiro ela estava carregando na doleira. Ela tinha duas opções: ou ia atrás da bolsa e perdia a oportunidade de fazer o tour de 3 dias em Uyuni (porque estava nos últimos dias da viagem), ou desencanava e partia pra Uyuni sem bolsa e sem câmera. Ela optou pela segunda opção, pelo espírito de aventura, e quando chegou em Uyuni na manhã daquele dia perdeu um tempão a procura de uma câmera para comprar. As digitais estavam fora do orçamento e ela acabou comprando duas câmeras daquelas descartáveis, com 32 fotos em cada ::mmm: Como ela só falava espanhol e eu era o único que (tipo)conseguia conversar com ela, acabei virando o fotógrafo oficial da Beatriz durante os 3 dias. Ela fazia a pose e eu tirava 1 foto com a câmera hi-tech dela e 1 com a minha câmera. Depois passei todas as fotos pra ela em um cartão de memória.

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Câmera hi-tech da Beatriz
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Embarcamos novamente e saímos em direção ao Salar. Lá estava enfim o tão esperado branco para todos os lados! As poucas montanhas que se podem ver no horizonte estão a mais de 80km de distância, segundo o nosso guia. O visual é indescritível, mas as fotos conseguem captar um pouco desse espetáculo da natureza.
Paramos para almoçar no lugar onde está localizado o antigo Hotel de Sal, que hoje serve apenas para visitação. Em frente ao hotel está o monumento do Rally Dakar, que há alguns anos está passando pelo Salar de Uyuni. Ao lado do hotel estão os famosos mastros com bandeiras de vários países tremulando. Ficamos tirando fotos enquanto o Miguel preparava o almoço.

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Eu não esperava muita coisa do almoço, então não fiquei surpreso quando constatei que a comida estava fria. Tinha arroz, bife, tomates e pepinos, coca-cola e maçã de sobremesa. Eu sou meio chato pra comida, mas comi tudinho porque sou um bom menino. Agradecemos o Miguel pela comida “muy rica” (aham) e a aguardamos enquanto ele arrumava as coisas para sairmos. Eram 14h30 quando seguimos caminho.

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Salar Gourmet
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A partir daí o branco era cada vez mais branco e o horizonte cada vez mais distante. Demais! Andamos por 1h, sempre Salar adentro, e paramos duas vezes no caminho para tirar fotos. Esse é o melhor momento para tirar as famosas fotos em perspectiva. Olha só, é bem difícil [=D]. O Sam, a Beatriz e eu ficamos uns 15 minutos tentando tirar uma foto com a lata gigante de Pringles antes de conseguirmos uma aceitável. Até lá foi uma bela sequência de FAILS:

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Turista Fail
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Muitos flashes depois, partimos para a Isla del Pescado. Já estava ficando tarde, se não me engano foi mais meia hora no carro, e chegamos na Isla às 17h. A Isla del Pescado é de fato uma ilha, só que no meio do “mar” de sal. É preciso pagar 30Bs. para entrar e fazer a trilha, mas não é obrigatório. O Sam, a Beatriz e eu fomos, e o Cristopher, o Andreas e o Peter ficaram para tirar mais fotos no Salar. Recomento MUITO subir, porque a vista lá de cima é sensacional, incomparável, a melhor de todasl! Eu achei a subida tranquila, até porque a cada pouco parávamos para tirar fotos – e consequentemente respirar – mas encontramos uma menina da Malásia no caminho que estava sozinha e quase desmaiando, tadinha. Dei toda a minha água pra ela, porque ela disse que achava que estava “fortemente desidratada”. Às 17h40 chegamos no carro novamente e saímos com pressa porque já estava anoitecendo e queríamos ter uma boa vista do pôr-do-sol no Salar. Éramos um dos últimos grupos, já que a maioria dos guias procura sair do Salar antes de escurecer. Mas o Peter & Companhia já haviam combinado previamente na agência que queriam ver o pôr-do-sol no Salar, então o Miguel programou o tempo pra isso. Assim, fica a dica, se quiserem ver o Sol se pôr no deserto já peçam na agência na hora de fechar negócio - e depois se certifiquem que isso foi passado para o guia.
Andamos mais uma meia hora até pararmos. Nesse trajeto eu estava sentado na frente, do lado do Miguel, e percebi que várias vezes ele deu uma “pescada”, quase dormindo. Cada vez que ele fechava o olho eu dava uma tossida discreta rsrs. Mas também não condeno, difícil não dormir dirigindo todos os dias por esse mesmo caminho.

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Miguel dirigindo
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Descemos quando faltavam uns 15min para o Sol se pôr. Tirei várias fotos, gravei alguns vídeos e tentei aproveitar um pouco o visual. Oportunidade de ver o pôr-do-sol no Salar de Uyuni é uma vez na vida e olha lá! Depois que escureceu, o dia que estava bem quente começou a esfriar bastante. Não há nenhuma estrada demarcada no Salar e fiquei impressionado que o Miguel conseguia se guiar lá sem GPS e no breu total. Ele disse que já sabia de cor a direção depois de 15 anos no mesmo trabalho. 15 anos, segundo ele, trabalhando diariamente, com raríssimos dias de folga, sem final de semana, sem feriado, sem férias...
Saindo do Salar entramos em uma estrada de chão com centenas de curvas e dezenas de bifurcações até que chegamos ao nosso refúgio. Acho que eram mais ou menos 19h. Este refúgio é bem simples, o chão é todo de areia e as paredes todas de sal, mas é bem arrumadinho. Já estava quase cheio porque fomos o último grupo a chegar.

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Refúgio da 1ª noite
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Cada quarto tinha duas camas e eu dividi com a Beatriz. Paguei os 10Bs. e fui correndo pra tomar a minha ducha caliente. O chão do banheiro era GELAAAAAAADO mas a água estava muito boa. No finalzinho do banho a água começou a esfriar. Achei que fosse porque o meu tempo tivesse acabado, mas depois descobri que era porque a água quente tinha acabado mesmo! Quem tentou tomar banho quente depois não conseguiu. Os gringos, claro, nem ligaram, mas a Beatriz doida tomou banho gelado! (considere que fazia uns 5ºC!)

A janta estava bem melhor que o almoço, a começar porque estava QUENTE. A entrada foi uma sopa de quinoa com legumes (adoro sopa de quinoa) e depois o Miguel levou pra mesa um pratão bem bonito e colorido com várias coisas misturadas, carne, batatas, cebola, pimentão e otras cositas más. Perguntei como se chamava o prato e o Miguel respondeu que era “come callado”. A Beatriz riu. Eu disse “Ah, OK”. Achei que era o nome da comida mesmo... Demoraram ainda uns 10s pra cair a ficha. Como perdi o timing da piada tive que rir sozinho rs. Para beber tinha chá e coca-cola. A mesa do lado tinha váááárias comidas que pareciam bem apetitosas. O guia deles inclusive levou uma cesta de torradas pra eles! O Peter ficou se mordendo de inveja e começou a reclamar que tava com fome, a Beatriz se compadeceu e chegou na outra mesa perguntando “Ei, será que vocês podem dar uma dessas torradas pro meu amigo aqui?” rsrsrs Eles disseram que não tinha problema e o Peter, que tava vermelho de vergonha, pegou a torrada e agradeceu.

Aqui cabe uma observação sobre a agência. Como eu disse, foi tudo certo com a Cordillera, mas definitivamente não vale a pena pagar a mais por essa agência. Ela está estritamente na média das outras: a comida é a mesma, os refúgios são os mesmos, o carro é semelhante aos outros. Mais tarde conversando com outras pessoas soube que existem algumas agências que oferecem de fato um serviço diferenciado, como um motorista e um guia (pessoas diferentes rs) e refúgios privados, mas caso você queira/precise disso (o que não era o meu caso), o valor é bem maior, pelo menos 1.200Bs..

Conversamos mais um pouco e fomos dormir. A Beatriz dormiu no saco de dormir, mas eu achei que as cobertas eram suficientes. E foram. Não senti um pingo de frio, inclusive passei calor no começo da noite. No dia seguinte combinamos de tomar café da manhã às 7h e sair às 7h30. Ajustamos os despertadores para as 6h30. Era o dia de conhecer as lagunas altiplânicas.

Mais fotos do dia:
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Cemitério de trens
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Cemitério de trens 2
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Cemitério de trens 3
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Cemitério de trens 4
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Cemitério de trens 5
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Amigos do Sam - Toby e Alice
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Monumento Dakar
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Salar
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Tiramos umas 15 e em nenhuma todos saíram no ar rs
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Enfim deu certoooo!!!1!!11
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Seleção do Salar: em pé eu, Miguel e Cris. Agachados Beatriz, Sam, Peter e Andreas
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Clássica.
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Clássica 2.
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Salar
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Vista da Isla del Pescado
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Vista sensacional da Isla
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Isla del Pescado
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Pôr-do-Sol no Salar
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Pôr-do-Sol no Salar
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#1102841 por chacalgbi
01 Jul 2015, 09:43
Estou em la paz, estive ai em uyuni nesse tour se 3 dias, paguei uma única nota de 100 dólares. E é tudo a mesma coisa, as agencias vendem o pacote, o carro, motorista e comida são do motorista, eles Juntam as pessoas de várias agencias e leva, se vc tiver sorte de achar um cara legal..... rs
#1103824 por José Luiz Gonzalez
04 Jul 2015, 19:01
Cara, show de bola o relato! ::otemo::

Em setembro farei Bolívia e Peru com mais 2 amigos e estou principalmente no aguardo da parte do Condoriri e de Cochabamba. To pensando em fazer o trekking de 4 dias no Condoriri e em Cochabamba devo ir a Toro Toro mas não sei ainda se faço algo em Cochabamba depois ou se vou direto pra La Paz.

Abraço!
#1106430 por morganriva
14 Jul 2015, 02:25
Prometo que logo continuo, pessoal! E respondo as perguntas também.
É que estou mudando de emprego/cidade/VIDA agora, então tá meio difícil de achar tempo pra escrever...
Próximo dia são as lagunas altiplânicas!
#1109804 por Prisilva
26 Jul 2015, 10:51
Resolvi que tbm vou ao Huayna Potosi.
Kd vc pra relatar a sua experiência, amigo?
Eu vou com calma, sabe. Dependendo da reação do meu corpo diante da altitude e como será meu rendimento nos dois primeiros dias no rolê do Huayna, vou tentar ir até o topo mas, vou respeitar os meus limites. Provavelmente vou contratar um guia só pra mim, pra não prejudicar ngm, já que será minha primeira aventura nesse tipo de subida.
#1113733 por Thiagopvix
10 Ago 2015, 18:28
Muito legal seu relato, está em ajudando muito com muitas dúvidas que tenho sobre a minha viagem, vou sozinho agora no dia 09/09, aguardo ansioso a continuação!!!
Bom saber sobre as agencias, eu havia mandado emails para a Colque e Cordillera, as duas me passaram preço igual 950 bolivianos, vou deixar para fazer a reserva quando chegar lá!
A minha dúvida é: vc so conseguiu onibus direto de Sucre para Uyuni as 9:30 da manha??? Porque pra mim seria melhor passar o dia em Sucre e tentar um onibus noturno chegando de manha em Uyuni para economizar com hospedagem e aproveitar melhor o dia.
Aguardo resposta, parabens pelo relato!
Thiago
#1113734 por Thiagopvix
10 Ago 2015, 18:28
Muito legal seu relato, está em ajudando muito com muitas dúvidas que tenho sobre a minha viagem, vou sozinho agora no dia 09/09, aguardo ansioso a continuação!!!
Bom saber sobre as agencias, eu havia mandado emails para a Colque e Cordillera, as duas me passaram preço igual 950 bolivianos, vou deixar para fazer a reserva quando chegar lá!
A minha dúvida é: vc so conseguiu onibus direto de Sucre para Uyuni as 9:30 da manha??? Porque pra mim seria melhor passar o dia em Sucre e tentar um onibus noturno chegando de manha em Uyuni para economizar com hospedagem e aproveitar melhor o dia.
Aguardo resposta, parabens pelo relato!
Thiago
#1115916 por morganriva
18 Ago 2015, 21:18
Pessoal, desculpem a ausência! Logo logo posto o próximo dia!
Enquanto isso algumas respostas:


Prisilva
Resolvi que tbm vou ao Huayna Potosi.
Kd vc pra relatar a sua experiência, amigo?
Eu vou com calma, sabe. Dependendo da reação do meu corpo diante da altitude e como será meu rendimento nos dois primeiros dias no rolê do Huayna, vou tentar ir até o topo mas, vou respeitar os meus limites. Provavelmente vou contratar um guia só pra mim, pra não prejudicar ngm, já que será minha primeira aventura nesse tipo de subida.

Pri,
Que legal! Recomendo muito a subida. Já que você decidiu subir Huayna, recomendo que faça uma boa aclimatação antes, que é o fator mais importante pra chegar ao topo. Não chegue na Bolívia e vá logo pra montanha, passe pelo menos uns 7 ou 10 dias em altitude superior a 3.000m.
Quanto ao guia, ter um só para você é também muito importante. Eu fui assim, mas foi por sorte. Recomendo que você procure uma agência que ofereça isso mais usualmente. É mais caro, mas vale a pena com certeza! Se você tiver que desistir não atrapalha a subida de ninguém, e se alguém tiver que desisitir não atrapalha a sua subida. Agências que ouvi falar muito bem: Altitude6000 e Refúgio Huayna Potosí.



viniciusgomez
Morgan vi que vc levou uma Nikon D3100 e gostaria de saber qual lente você levou para fazer os registros? Valeu a pena levar a Gopro e a câmera? Estou na dúvida se levo as duas tbm ou só uma.

Parabéns pelo relato e estou no aguardo pela continuação. Abraços

Oi, Vinicius
Levei a lente 18-55, padrão da câmera.
Achei que valeu a pena levar as duas sim. A GoPro com o bastão foi muito útil para as selfies (rsrs), pro downhill (acoplada no capacete), pra escalada (por ser leve), e também tira boas fotos de paisagem por causa da lente grande angular. Mas quanto à qualidade de imagem nada como a Nikon... Confesso que fiquei com medo por questões de segurança, mas correu tudo bem!



Thiagopvix
A minha dúvida é: vc so conseguiu onibus direto de Sucre para Uyuni as 9:30 da manha??? Porque pra mim seria melhor passar o dia em Sucre e tentar um onibus noturno chegando de manha em Uyuni para economizar com hospedagem e aproveitar melhor o dia.
Aguardo resposta, parabens pelo relato!
Thiago

Thiago,

Desculpa a demora para responder. Tem ônibus direto noturno sim, se não me engano sai às 20h30 e chega em Uyuni antes do amanhecer, se tudo der certo.
#1127805 por morganriva
04 Out 2015, 18:59
Fiquei muito tempo sem escrever, sorry! Mas tô de volta!
Mudei de cidade, de trabalho, de vida, mas agora tô instalado e tenho até um escrivaninha pra digitar! Aí vai!

DIA 6 - UYUNI | Lagunas de todas as cores

Eu acabei ajustando meu relógio de pulso pra despertar as 6h, então acordei antes de todo mundo. Quando deu 6h30 e o relógio da Beatriz despertou eu já estava em pé e tinha tudo arrumado.
Esperei o pessoal para tomarmos café da manhã juntos. Foram só uns pães secos com geleia, cream crackers, chá e café (solúvel). Nada demais, mas por incrível que pareça eu gostei muito dos pães secos da Bolívia!
Alguns grupos já tinham saído e outros não tinham nem começado a tomar café ainda, acho que os guias combinam uma agenda de horário de partida, pra não saírem todos juntos.
Saímos do hotel de sal com as nossas mochilas por volta das 7h45,um pouco depois do combinado, e ainda levou um bom tempo pra o Miguel arrumar tudo em cima da 4x4, de modo que partimos só depois das 8h. Estava um friozinho suportável e a manhã já estava bem ensolarada. Fui novamente no banco da frente.
Antes de sair do vilarejo o Miguel perguntou se queríamos parar no armazém para comprarmos água e snacks. Todos concordamos. Não sabia que tinha um armazém por perto. Foi uma surpresa boa, porque o meu estoque de água já estava no fim. Achei engraçado o nome do mercadinho, comentei com o pessoal, mas só a Beatriz entendeu o trocadilho:

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Tracadalho do carilho
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Seguimos pela estrada poeirenta que margeava os trilhos do trem. Depois de uns 45 minutos, paramos em um ponto e tiramos algumas fotos nos trilhos. Às vezes alguns grupos nos ultrapassavam, às vezes ultrapassávamos alguns grupos.
Depois dessa parada andamos por mais cerca de 1 hora. Em um ponto a estrada de chão fazia uma intersecção com uma rodovia maior, onde naquela hora estavam passando muitos caminhões. Acabamos ficando atrás deles e pegamos MUITA poeira, a ponto de não ser possível enxergar 10 metros a frente. O Miguel teve que reduzir bastante a velocidade.
Em poucos minutos fizemos mais uma parada, dessa vez no mirador do Vulcão Ollage. O vulcão ficava relativamente longe do mirador, mas era possível ver a fumaça que sai constantemente das suas fumarolas. Estávamos a mais de 4.100m de altitude e o topo do vulcão fica a 5.870m. Ficamos lá por cerca de meia hora.

Embarcamos novamente e seguimos caminho, dessa vez para as lagunas. Nesse trecho da estrada você entende por que é preciso de tração nas quatro rodas pra fazer o tour. A estrada (se é que se pode chamar aquilo de estrada) é um amontoado de pedras, cheia de sobes e desces, que percorremos bem devagar. O motorista tem que conhecer muito bem o caminho pra não deslizar e ficar com a roda presa em algum buraco. Depois de chacoalharmos muito por cerca de 1 hora, chegamos a primeira laguna, a Laguna Hedionda. Linda, azulada, refletindo as montanhas e os vulcões, cheia de flamingos. Um pouquinho fedida, porém.
Como já era quase meio dia, decidimos almoçar por lá mesmo. A comida foi parecida com a do dia anterior, arroz, salada, carne e coca-cola. (Tudo frio, menos a coca-cola). De sobremesa, maçã farelenta. Almoçamos sentados nas pedras apreciando a vista da laguna.

São muitas lagunas nesse segundo dia e é um pouco difícil lembrar o nome de todas elas, mas a próxima parada foi, se não me engano, na Laguna Blanca. Essa é a famosa laguna com uma plaquinha de "wi-fi" no meio do nada. Sempre pensei que fosse piada, inclusive no dia, mas me contaram depois que realmente tem wi-fi e que realmente funciona. É preciso pagar alguma coisa pra usar, se não me engano 15 Bs. O Miguel nos deixou na beira da Laguna e fomos andando pela margem, tirando fotos, pra encontrarmos ele na casinha onde fica a "administração" e os banheiros. Ficamos lá por uns 15min, não mais do que isso.

Em seguida fizemos uma breve parada na Laguna Honda, só pra tirar umas fotos.

Pouco depois das 15h chegamos no Árbol de Piedra. O árbol é uma formação rochosa esculpida pelo vento em forma de árvore. Ficamos cerca de meia hora lá, tiramos muitas fotos, escalamos algumas rochas e eu aproveitei pra ir no banheiro (tem um banheiro lá). Há um tempo atrás as pessoas escalavam o árbol, mas hoje em dia isso é proibido. Não que exista alguém cuidando, mas tem uma placa lá.

Em seguida partimos para aquela que seria nossa última parada: a tão esperadaLaguna Colorada. O Miguel explicou que a laguna tem essa cor por causa de uma espécie de alga que vive na água, mas que só as algas não são suficientes. Para se ver bem a cor vermelha é preciso que haja vento, e o melhor horário pra ter vento é no final da tarde. Eu estava torcendo por um furacão, porque já soube de várias pessoas que foram para lá e, por falta de vento, só viram a Laguna Rosa-bebê.
Quando estávamos chegando na Laguna o Sam começou a fazer várias perguntas SEM NOÇÃO pro Miguel, e a gente riu demais!
Primeiro ele perguntou "por que a Laguna era vermelha?". Ok, essa o Miguel respondeu.
Aí ele perguntou "por que essas algas que dão a coloração vermelha só estão nessa laguna e não estão nas outras?". ::essa:: . O Miguel riu e disse que em 15 anos como guia nunca ninguém tinha perguntado isso. Naturalmente ele não sabia a resposta.
Não satisfeito, ele perguntou "por que alguns flamingos eram mais cor-de-rosa e outros menos?" Acho que essa o Miguel chutou e respondeu que era por causa da alimentação deles.
Então o Sam fechou com chave de ouro e perguntou ''quantos flamingos ao todo vivem nas lagunas?" Nessa hora já estava todo mundo gargalhando. O Miguel despistou e disse pra ele perguntar pro pessoal lá da Laguna Colorada, porque eles deveriam saber. ::lol4:: .

Chegamos na Laguna e ela estava IMPRESSIONANTEMENTEVERMELHAAAA!!! Tinha bastante vento e estava bem friozinho. Era um dos lugares que eu estava mais ansioso pra conhecer na Bolívia e fiquei muito feliz que as condições estavam boas. É algo difícil de imaginar, uma lagoa com água vermelha, encarnada como sangue. Com certeza é um dos pontos altos do tour pelo Salar. Ficamos uns bons 20 minutos circulando a laguna e tirando fotos. Assumi meu papel de fotógrafo oficial da equipe e tirei fotos pra Beatriz e pro Sam. Em seguida voltamos para o carro, já eram cerca de 16h30. Enquanto tirávamos fotos o Sam aproveitou para passar no postinho turístico da Laguna e perguntar quantos flamingos vivem nas região. 400.000, foi o que disseram pra ele. Aposto que só inventaram um número pra ele, só pra satisfazer o guri. Ninguém deve saber isso.

A Laguna Colorada era a última parada do dia. Antes de ir para os alojamentos, todos os grupos têm que passar no posto de controle do Parque Nacional pra conferir os boletos. Rola um certo congestionamento de pessoas nessa hora, porque o posto é bem pequeno pra tanto turista. Saímos do posto e partimos para o refúgio onde iríamos passar a noite. Entramos em um pequeno vilarejo, vazio, desolado, e paramos em um dos refúgios. O Miguel desceu para conversar com os responsáveis, mas já estava lotado. Acho que o Miguel (e todos os outros guias) tinha preferência por aquele, provavelmente porque era mais barato. Pelo que eu entendi tem várias opções de alojamento e os guias precisam ir procurando vagas. Eles devem dar preferência para os mais baratos. Partimos para um segundo, e este estava vazio. Fiquei muito feliz porque tinha uma placa de "Ducha Caliente - 15Bs" na frente! Sempre tinha lido que não tinha banho quente na segunda noite... Entramos e arrumamos nossas coisas no quarto. Não anotei que horas eram, mas acho que era por volta de 17h., ainda demorou um tempo até anoitecer. O quarto era bem grande, tinha sete camas, de modo que dormimos todos juntos.
A Beatriz e eu fomos imediatamente conseguir informações sobre a ducha caliente com os donos do refúgio. Os gringos, claro, não estavam nem ligando pro banho. A Beatriz foi pro banho antes e voltou superfeliz com os seus cabelos molhados e cheirosos. Como acabou a água quente, tive que esperar uma meia hora até que aquecessem de novo. Enquanto isso, o Sam e o Peter preparavam um jogo de poker. Como não tinham fichas, pegaram uns pedacinhos de papel e escreveram os valores neles. Não é só brasileiro que faz gambiarra!

A moça do refúgio foi me chamar, meu banho estava pronto. Fui para o banheiro, um cômodo grande, escuro, com dois boxes e piso de concreto. Tirei a roupa tremendo, corri pro chuveiro, mas quando virei o registro não saiu um pingo de água. Estava com muito frio e sem roupa, e o banheiro ficava longe da cozinha, onde estava a moça do refúgio, então não tinha como chamá-la sem me vestir de novo. Imaginei que ela tivesse fechado algum registro quando foi esquentar a água e depois esquecido de abrir. Não deu outra. Me pendurei em cima do forno que esquentava a água e abri o único registro que eu vi. Funcionou. Tinha água quente, mas era só um fio finíssimo! A maior parte do corpo ficava no ar gelado do banheiro e eu tinha que ficar o tempo todo numa dança frenética embaixo do chuveiro. Um minuto depois apareceu a moça do refúgio correndo no banheiro, porque tinha esquecido de abrir o registro para mim. Eu disse que tinha percebido e já tinha resolvido o problema rsrs. Como não estivesse adiantando a dança embaixo d'água, fechei logo o registro e comecei a me secar. Nessa hora achei que fosse morrer de hipotermia, quase congelei! Definitivamente me arrependi desse banho, não valeu a pena.

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Eu tomando banho
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Quando voltei o pessoal estava terminando de jogar o seu poker, que aparentemente não foi muito emocionante. Esperávamos que fossem aparecer mais grupos no refúgio, mas não, estávamos sozinhos. Passamos um tempo conversando sobre nossas vidas "fora do deserto", até chegar o jantar. Foi um espaguete com molho de tomate bem gostoso. Depois o Miguel apareceu com uma garrafa de vinho para nós (eu já estava ansioso por essa garrafa!!!). Convidamos ele pra beber com a gente, mas ele disse que não podia, porque tinha que dirigir no dia seguinte. Comprometido, né? Na verdade não duvido que depois ele tenha se reunido com os outros guias no vilarejo pra tomar umas pinga, mas quem sabe né? O que importa é que na manhã seguinte ele estava inteiraço. Uma garrafa pra 6 é bem pouco, deu menos de meio copo descartável pra cada um, mas enfim. As 20h as luzes iam ser apagadas, e como não tinha nada mais interessante pra fazer e tínhamos que acordar as 4h na manhã seguinte, fomos dormir. Quase todo mundo dormiu nos sacos de dormir, mas eu confiei nas cobertas e deixei o saco guardado. Não me arrependi, foi tranquilo. Apesar de ter levantado duas vezes no frio e no escuro pra atender as necessidades do meu intestino em revolução, foi uma boa noite de sono.

Próximo dia: gêiseres e volta pra Uyuni!

Gastos do dia: No armazém, pela manhã, cerca de 40 Bs.


Aí vão as fotos:
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Trilhos I
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Trilhos II - Galera reunida (Eu, Beatriz, Sam, Peter, Chris e Andreas)
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Vulcão Ollague
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Laguna Hedionda
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Almoço na Laguna Hedionda
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Wi-Fi?!
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El Árbol de Piedra
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Laguna Colorada
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Laguna Colorada!
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Quarto no refúgio da segunda noite
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