6 cidades na Colômbia com R$ 800


Esse relato é sobre uma experiência que a galera do Eco Durismo teve nas últimas semanas visitando a Colômbia… mas de Kombi? Não!!! Dessa vez a Kombi deles ficou e eles foram de avião mesmo, mas as dicas de como economizar, naquele padrão Eco Durismo de sempre, foram mantidas.

O total da viagem foi de 10 dias, em pelo menos 6 cidades, e antes que perguntem: Não, não fomos a famosa e badalada San Andrés, pelos motivos óbvios de quem tá com pouca grana, e por ser o pico mais turístico do país, obviamente os preços são mais altos, mesmo sendo baratos em comparação ao Brasil… mas isso aqui é Eco Durismo, e a dureza é a mesma internacionalmente.

Cidade de Chia

Chegamos no aeroporto de Bogotá em torno de meio dia, e tínhamos reservado um AirBnb pra primeira noite no valor de R$ 35,00 a diária para 03 pessoas com café ainda (luxo total), pagar R$ 12 pilas por pessoa com café nem em camping no Brasil… além dessa molezinha, nossa anfitriã, gente finíssima e com uma casinha muito maneira, ainda foi buscar a gente no Aeroporto e ao invés de irmos pra casa dela em Bogotá, pegamos estrada direto até a cidade de Chia, cerca de uns 60km, onde havia um festival de música, cultura e gastronomia, de graça e com muita, mas muita coisa legal pra experimentar também. A cidade em si parece não ter nada demais, a não ser esse festival. Comemos e bebemos muito sem gastar e tiramos muitas fotos e vídeos, porém retardados que somos, apagamos todos os registros desse dia sem querer em casa.

Villa de Leyva

No segundo dia, acordamos cedo e fomos visitar a histórica Villa de Leyva, a 4h de viagem saindo de Bogotá. Como de costume, sempre checamos primeiro as mais variadas formas de se chegar a um lugar e optamos claro pelas as mais econômicas, se valer realmente a pena. E não foi diferente. Há um ônibus direto diariamente de Bogotá até lá por cerca de R$ 25 só a Ida e o grande chato, é que o busão parte as 5h da manhã, cedo demais e longe de onde estávamos. Então fizemos da seguinte forma e ainda economizamos.

Pegamos o Transmilênio (sistema de transporte público que corta a cidade toda, uma espécie metrô só que de busão) até o Terminal Norte, de lá sai ônibus até a cidade de Tunja no valor de R$ 15,00 e chegando nessa cidade mais um busão velho até a Villa de Leyva, por mais uns R$ 2,00.

Fizemos um bate e volta no mesmo dia, o que é possível de conhecer bastante coisa, porém bem cansativo. E pra quem tem mais tempo e quer conhecer mais a região, achamos alguns campings por lá como opções mais baratas, pois pela parte histórica não tinha muita cara de hospedagens baratas não.

Laguna de Sisga

Nunca ouvimos falar desse lugar e tampouco havíamos planejado ir pra lá. Fizemos o mesmo esquema de pegar o Transmilênio até o Terminal Norte de onde saem ônibus para outras cidades e estávamos tentando chegar até a Laguna de Guatavita, porém não entendíamos absolutamente nada que as pessoas explicavam, até pedirmos informação a um senhor lá na rodoviária mesmo que explicou que para se chegar lá precisaria andar cerca de 14km depois de descer do busão no meio da estrada, o que não daria tempo, já que teríamos que voltar no mesmo dia, pois tínhamos passagens aéreas compradas para Cartagena no mesmo dia. Então ele nos indicou essa tal Laguna de Sisga que fica na beira da estrada, e pegamos um busão até lá.

Cartagena

Cartagena dispensa qualquer apresentação.

Chegamos a noite no aeroporto depois de um voo pela empresa Viva Colômbia que tem os melhores preços e pagamos exatos R$ 205,00 ida e volta. Só tem um porém: apesar do preço em conta, a empresa só permite viajar com 6kg de bagagem de até 35cm de altura. Mas como nós do Eco Durismo não somos bobos de pagar uma taxa extra por excesso de bagagem, já levamos uma mochila menor pra isso e deixamos a grande com as coisas mais pesadas na casa de nossa anfitriã em Bogotá, já que voltaríamos pra lá no final da viagem.

Ao chegar no aeroporto já sente o maçarico quente na tu cara. É um bafo quente muito sinistro. Pegamos um táxi do aeroporto até o centro (R$ 22,00 para dividir por 3) e como sabíamos, fora da cidade amuralhada tem as opções de hostels mais baratos e na Avenida Media Luna, encontramos nosso cativeiro para passarmos a primeira noite. E chamamos de cativeiro, porque realmente não tem nome, e o lugar é meio bizarro, ao estilo dos casarões da Lapa no Rio, um quarto sem janela e sem luz no banheiro, mas como era uma emergência pagamos R$ 17 cada um pra passar a noite até arrumarmos um pico melhor.

A noite rolam várias apresentações de artistas de rua na praça da Trinidad, ainda fora da cidade amuralhada e com várias opções de comidas de rua e cerveja gelada a R$ 3,50 a garrafa de 600ml… Obvio que ficamos lá quase todos os dias.

No dia seguinte, encontramos uma casa de hospedagem chamada Sokataro, nas redondezas da Praça da Trinidad, o valor na primeira noite no quarto foi de R$ 17,00 pra cada, mas logo depois fizemos amizade com a dona, e o preço baixou pra R$ 10,00 pra cada. Claro sem luxo e sem café, mas o quartinho com duas beliches e ar condicionado era mais que suficiente pra gente.

Playa Blanca

Se vai até Cartagena, é indispensável ir até a famosa Playa Blanca (as praias do centro de Cartagena são feias). Essa praia é sem dúvida a opção mais procurada da cidade pra quem busca um banho de mar. Com águas cristalinas e de temperatura alta, o lugar é extremamente turístico, e até meio farofa em alguns cantos. Não tem possibilidade nenhuma de se chegar lá com transporte público e as únicas opções são através de lanchas (nesse caso, as ofertas podem ser mais baratas, porém se atentar que existem taxas locais obrigatórias) ou via terrestre com motoristas ou vans que saem diariamente de Cartagena. Há várias agências vendendo o passeio de bate e volta no mesmo dia na faixa de R$ 50,00 por pessoa. Nossa ideia era dormir la, e varias agências informavam que não era possível, mas tudo não passava de enrolação, pois o que eles queriam era vender os passeios de ida e volta no mesmo dia.

Não optamos por nenhuma agência, muito menos a ideia do Uber, mas a dona da casa que fizemos amizade nos indicou um motorista que nos levou la por R$ 80,00 ida e volta no dia seguinte. Salgadinho, mas era a única opção para o que tínhamos em mente

Playa Chengue

Depois de dois dias e uma noite na rede voltamos a Cartagena com o motorista e dormimos mais uma noite na casa da nossa recente amiga. Pela manhã partimos sentido Santa Marta numa van da Marisol (R$ 40,00 por pessoa).

Optamos pela van, mais cara, pois informaram que o busão mais barato leva cerca  de 8h para chegar enquanto a van leva a metade do tempo, mas na volta pegamos esse mesmo busão por R$ 20,00 e de fato um pouco mais lento, mas cerca de 5horas no total.

Fomos cair no Hostel Grafitti, e choramos o mesmo preço para 3 pessoas (R$ 17,00 pra cada).

Os barqueiros oferecem passeios por R$ 60,00 pra visitar geralmente uma praia só, mas nós mais uma vez botamos o eco durismo em prática e começamos a choradeira, até chegarmos a um passeio de 3 praias por R$ 90,00, incluindo duas especiais: Playa Concha, Playa Chengue.

Quer saber todos os detalhes de cada dia da viagem, os nomes dos hostels e outras dicas?

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