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Bolívia

80% dos turistas na Bolívia são mochileiros

Claudia Severo

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A Bolívia recebeu 1 milhão de turistas estrangeiros no último ano. 80% deles, mochileiros. A informação foi dada recentemente pelo viceministro de Turismo do país, Marko Marcelo Machicao Bankovic.
A movimentação econômica calculada foi de 1 bilhão de dólares, valor maior que os 875 milhões registrados em 2011.

O destino mais visitado no país de acordo com levantamentos do governo, foi o Salar de Uyuni, seguido do Lago Titicaca, este ‘compartilhado’ com o vizinho, Peru.
Este ano o turismo boliviano investirá na promoção de destinos ainda pouco explorados no país como o Parque Nacional Madidi, ao norte de La Paz, as Missões Jesuíticas na região oriental de Santa Cruz e os atrativos culturais de Tarija.
Para 2013 serão trabalhados também projetos para melhoria da infraestrutura nos principais pontos turísticos do país e na criação de postos fronteiriços com informação para os visitantes.

La Paz com o nevado Illimani ao fundo – Fotos: Silnei L Andrade / Mochila Brasil

Perfil dos visitantes

80% dos visitantes que chegaram à Bolívia foram mochileiros, os outros 20% chegaram através de pacotes turísticos, segundo informações oficiais. A tendência tem se repetido ano a ano e tem sido criticada por operadores de turismo que consideram que o movimento econômico do setor seria maior se fosse incentivado o turismo organizado (pacotes).
Machicao destacou a importância do turismo mochileiro no país. Para o Estado boliviano “não é negativo o turismo mochileiro, pois ele também tem muita capacidade de gasto, este que não se reduz a uma empresa, hotel ou a um guia, mas a outros setores envolvidos com a atividade turística”.

Mais sobre a Bolívia, aqui.

Com informações do Viceministerio de Turismo e Hosteltur

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Escrevo por aqui, sempre pensando em estar por aí... | Co-fundadora do site Mochileiros.com

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América do Sul

Salar de Uyuni – 36 perguntas e respostas sobre este lugar incrível!

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Este é um manual completíssimo com tudo o que você precisa saber sobre a travessia do Salar de Uyuni. Reunimos aqui as principais dúvidas dos nossos leitores e respondemos uma a uma com a maior objetividade possível.

 

1. O que é o Salar de Uyuni?

O Salar de Uyuni é o maior deserto de sal do mundo. Este lugar imenso ocupa uma área de quase 12.000 km² de extensão!

Por causa de suas paisagens incomuns o Salar atrai turistas do mundo inteiro, sendo um dos principais pontos turísticos daqueles que fazem o tradicional mochilão Chile – Bolívia – Peru.

 

2. Onde fica o Salar de Uyuni?

O Salar de Uyuni fica no sudoeste da Bolívia, próximo à divisa entre o Chile e a Bolívia.

Mapa Salar de Uyuni

3. Como chegar no Atacama ou em Uyuni?

Você poderá começar a travessia por San Pedro do Atacama, no Chile, ou por Uyuni, uma cidadezinha boliviana.

COMEÇANDO PELO ATACAMA

Se você optar por começar por San Pedro, deverá pegar um vôo até Santiago, e de lá seguir em outro vôo até Calama. De Calama até San Pedro são 100km e dá pra ir de ônibus, transfer ou táxi.

De Santiago até Calama dá pra ir de ônibus também. Mas esteja preparado(a) para enfrentar mais de 20 horas de viagem e mais de 1600 km.

De São Paulo até Santiago voamos com a Latam, de Santiago a Calama voamos com a JetSmart e o trecho Calama-San Pedro optamos por fazer de ônibus.

COMEÇANDO POR UYUNI

Uyuni é a cidade base do passeio. Para chegar lá, a opção mais comum é pegar um vôo do Brasil até Santa Cruz de La Sierra e de lá pegar outro vôo até Sucre. Chegando em Sucre é só seguir viagem de ônibus para Uyuni. A distância de Sucre para Uyuni é de pouco mais de 350 km.

Se você quiser se aventurar (e economizar) poderá ir de Santa Cruz de La Sierra até Uyuni de ônibus. Mas saiba que são mais de 900 km a serem percorridos em estradas não muito boas e em ônibus que,  dependendo da empresa, podem ser um pouco precários.

Outra opção é pegar um vôo até La Paz e de lá seguir de ônibus até Uyuni.

O Salar de Uyuni, assim como o Atacama, é um dos melhores lugares do mundo pra observar as estrelas!

4. Por onde iniciar o passeio? Do Uyuni ou do Atacama?

Isso é bem relativoMuitas pessoas que estão viajando no modo mochileiro mão de vaca econômico, optam por começar por Uyuni porque o preço da travessia é menor se comparado com os preços do Atacama.

Mas esta questão de preços vai depender muito do valor das passagens aéreas na época da viagem, então o negócio é pesquisar antes e estudar a melhor forma de fazer este roteiro.

Nós preferimos começar pelo Atacama porque conseguimos uma boa promoção de passagem aérea para Santiago.

5. Como é a Travessia do Salar de Uyuni?

Este passeio é simplesmente uma das coisas mais marcantes que você pode fazer na vida, acredite!

Em uma viagem pelo Salar de Uyuni a gente passa por lagoas de várias cores (incluindo uma vermelha), cruza desertos, passa por montanhas gigantescas, vulcões com picos nevados (dependendo da época do ano), rochas imensas esculpidas pelo vento, e ainda encontra animais como flamingos, vicunhas, lagartos, lhamas e raposas pelo caminho. Pra quem curte natureza, este passeio deve ser feito pelo menos uma vez na vida!

O tour pelo Salar pode ser feito saindo de San Pedro do Atacama em direção à cidade de Uyuni, ou o contrário, começando em Uyuni e terminando em San Pedro. Desta forma, o tour dura 3 dias, e é feito por quem vai seguir viagem e não precisa voltar para o ponto de partida.

Para quem precisa voltar para o ponto de partida (por exemplo, pra quem está no Atacama e pretende voltar pra lá), o tour leva 4 dias.

O jeito mais comum de se fazer esta travessia é de forma compartilhada e em um veículo 4×4, que cabe até 6 pessoas + o motorista. Desta forma, você viaja com um grupo aleatório que pode ter pessoas de todas as partes do mundo.

Flamingos na Laguna Colorada

No nosso caso, estávamos em 5 brasileiros + uma alemã + o motorista que era boliviano.

Esta viagem é mais roots, é verdade. Como a aventura se trata de atravessar um deserto e adentrar um salar em um país com baixo desenvolvimento econômico, as coisas são um tantinho mais precárias (e não tem como não ser, né?). Mas também não é nada que possa te fazer desistir deste passeio!

A nossa experiência foi super positiva, viajamos com pessoas legais, ficamos em alojamento/hotel simples, mas o suficiente para descansarmos bem, a comida era super ok e nosso motorista era responsável e gente boa.

E por falar em motorista, na verdade ele não era só o motorista. Além de dirigir, era ele quem guiava os passeios, dava as informações sobre os lugares, fazia a nossa comida e, se necessário, até consertava o carro!

Pra quem pode investir um pouco mais e quer conforto, existem opções de tours privados. A travessia assim é feita em carros mais modernos, são servidas comidas melhores e os alojamentos são mais confortáveis. Mas saiba que isto tem um preço, e não é baixo! Um tour privado pode custar 10x mais caro que o compartilhado. (E talvez nem seja tão divertido 😜)

6. Qual agência escolher?

Escolher uma boa agência para este tour é algo essencial para que você tenha uma experiência completa e com o menor número de perrengues possível!

Já li relatos de pessoas que fizeram o tour com motoristas bêbados, pessoas que ficaram na estrada com o carro quebrado e sem comunicação, pessoas que perderam a mochila que fica sobre o carro… Então a escolha requer cuidado (e um pouquinho de sorte).

Tanto no Atacama quanto em Uyuni, você encontrará um montão de agências oferecendo este tour. O que acontece, na verdade, é que algumas agências realizam a travessia e outras revendem e repassam os clientes. Então, pode ser que a agência que você escolheu com tanto carinho não seja a que te levará.

A dica então para minimizar os riscos de entrar em uma roubada é procurar por indicações de boas agências e que, de preferência, não revendam os passeios. Para isso, o TripAdvisor (que também tem app para android e ios) é uma excelente ferramenta para ajudar nas pesquisas!

Nós fizemos a travessia saindo do Atacama em um tour compartilhado com a empresa Lithium. Como eu já disse, o tour foi ótimo e indicamos a empresa.

Essa empresa é muito bem avaliada (veja no TripAdvisor) e foi uma indicação que tivemos do pessoal da 123Andes.*
* Pra quem ainda não leu os posts anteriores sobre o mochilão, fizemos os passeios no Atacama com a agência 123 Andes.

Outras agências muito procuradas por brasileiros são a Cordillera Traveller e a World White Travel, que oferecem tours coletivos e privados.

Se  você procura por um serviço VIP, a agência FlaviaBia Expediciones é referência na categoria.

Ilha das Bandeiras, que fica próxima ao Monumento Dakar e ao Museu de Sal

7. Quantos quilômetros são percorridos na travessia do Uyuni?

Não dá para saber com precisão quantos quilômetros a gente andou, por que fizemos muitos desvios para chegar nas atrações. Mas a distância de San Pedro para Uyuni pela rodovia é de 520 km, e quando questionamos o motorista sobre a distância que rodaríamos, ele comentou que daria cerca de 900 km.

8. Qual a melhor época para conhecer o Salar de Uyuni?

Algo que você deve levar em consideração é a escolha de quando ir. Isto porque o Salar de Uyuni na época de chuvas é totalmente diferente do Salar no período de seca.

DE DEZEMBRO A MARÇO

A época de chuvas ocorre no verão e vai de dezembro a março. Neste período a temperatura está mais amena: faz calor durante o dia e frio à noite.

Ponto positivo de ir na época de chuvas:
Sabe aquelas fotos lindas em que o Salar fica parecendo um espelho e reflete o céu? Elas são tiradas exatamente no período de chuva. Outro ponto favorável é a temperatura, que fica mais agradável

Ponto negativo de ir na época de chuvas:
Na época de chuvas, o Salar pode ficar tão alagado que impossibilita chegar em alguns pontos turísticos. No nosso caso, só entramos nele no terceiro dia – e em uma pequena parte – por conta do excesso de água.

DE ABRIL A NOVEMBRO

Do final de abril ao final de novembro é época de seca e as temperaturas tendem a despencar no inverno. Se você for em junho ou julho, poderá pegar -15º à noite facilmente.

[su_column]Ponto positivo de ir na época de seca:
O Salar está seco, então a chance de perder alguma atração é baixa. Os vulcões e montanhas estão mais branquinhos de neve.[/su_column]Ponto negativo de ir na época de seca:
Provavelmente o Salar não estará espelhado (mas mesmo assim é incrível!). Vá preparado para enfrentar a friaca.

 

9. Vou pegar temperaturas negativas? E neve?

Temperaturas negativas, sim. Neve talvez.

Como disse no tópico anterior, indo entre dezembro e março, você só pegará temperaturas negativas à noite, mas nada que seja muito inferior a 0°.

No inverno  (junho, julho e meados de agosto) é melhor ir mais preparado. Será frio durante o dia e muito frio durante a noite! E, dependendo de como estiver o clima, você poderá pegar neve em alguns trechos do caminho.

10. Quantos dias dura o tour?

A travessia do Salar de Uyuni leva de 3 a 4 dias.

Três dias para quem vai de San Pedro a Uyuni ou vice e versa e não retorna para o ponto de partida.

Laguna Catal, também conhecida como Laguna Negra ou Laguna Misteriosa

Quatro dias para quem sai de Uyuni e volta para Uyuni ou pra quem sai de San Pedro e retorna para San Pedro.


Confira mais 26 dicas sobre o Salar de Uyuni aqui: Salar de Uyuni – Tudo o que você precisa saber sobre a travessia! | Viajando na Janela


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América do Sul

Por que conhecer La Paz?

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Sério que você gostou de La Paz? Alguns me dizem. Sim, eu respondo, e não foi pouco não! La Paz esta cercada pela Cordilheira dos Andes, o que dá um charme todo especial para a cidade e ainda tem uma cultura muito peculiar presente em cada canto.

Um misto de pobreza com riqueza cultural, de bagunça que acaba virando beleza, algo que nem sei explicar, que só estando lá mesmo para entender a beleza exótica que há na maior cidade da Bolívia.

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La Paz não é só a cidade mais populosa da Bolívia com aproximadamente 2 MM de habitantes, é também uma das mais altas do mundo, estando a 3.660 metros de altitude. Poucos sabem, mas La Paz mesmo com a sede do governo desde 1868 não é a capital do país, ficando este papel a cidade de Sucre.

A primeira vista nos assustamos com a desorganização, pobreza e o tráfego (como buzinam rs), mas é só observar com mais calma que nos encantamos com o cenário de fundo da cidade rodeado pela majestosa Cordilheira dos Andes, e todo aquele “bagunção” começa a criar forma e nos encantar pela sua identidade cultural tão específica, e o melhor, a Bolívia é um pais super barato seja para comer, beber, comprar roupa etc.. Se for, refaça o seu guarda roupa de inverno.

Com isso, gostaria de citar 6 lugares imperdíveis para se conhecer nesta cidade Boliviana.

1- Plaza Murillo.

Uma praça colorida, cheia de pombos e história. É aqui que está a sede do Governo, com palácios e belas arquiteturas. Além do marco zero, onde a cidade realmente se originou.

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Foto: De frente ao palácio com este mundarel de pombos..rs

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Foto: Este é o marco zero. La paz nasceu aqui, em frente a praça Murillo.

2- Calle Jaen.

Esta é a rua mais charmosa da cidade, toda no estilo colonial e com casas bem preservadas, o que fará você se sentir voltar no tempo, e ao mesmo tempo estar em outro lugar.

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Foto: Calle Jaén – Rua preservada no estilo colonial no centro da cidade.

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3- Igreja São Francisco.

Um dos marcos da cidade e também uma das mais belas arquiteturas. É aqui na frente, nos vendedores, nas apresentações e na movimentação do dia a dia que você entenderá a alma da cidade.

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Foto: Igreja São Francisco: Construída no século XVIII, é o principal monumento da época colonial na cidade.

4- Mirante Kili Kili

O melhor lugar para admirar este “bagunção” todo do alto e entender porque La Paz pode ser encantadora.

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5- Calle de las Bruja

Esta é uma rua muito exótica no centro de La Paz que se encontra de tudo, não só souvenirs. Para mim, o lugar mais interessante e cheio de vida em La Paz. Um dos melhores passeios para se fazer aqui é andar por estas ruelas e explorar ao máximo tudo que seus olhos conseguirem ver.

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Foto: Na rua dos mercado de las Brujas (Mercado das bruxas) há venda de produtos para cerimonias e rituais como la Chálla e as oferendas para Pachamama (mãe terra).

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Foto: Também no mercado das Bruxas encontramos todos os produtos derivados de coca: balas, chás etc… normal para os paises andinos.

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Foto: Fetos de Llamas na rua das bruxas – Dizem que vem de aborto natural.

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Foto: O feto de lhama é um dos mais populares e disputados no mercado das brujas. “O feto de lhama serve para dar sorte no trabalho, em viagens ou na casa nova”, explicou uma das vendedora. É uma oferenda à Mãe Terra, cultuada pelos povos indígenas. – Eu devia ter comprado um para este mochilão rs rs rs.

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Foto: As Cholas chamam a atenção e despertam a curiosidade de qualquer forasteiro.O termo tinha conotação  pejorativa e se referia às mulheres nativas aimarás  que, ao se mudarem para a cidade grande, esqueciam as tradições e costumes de seus antepassados e se rendiam ao estilo de vida dos mestiços urbanos. Hoje esse visual está relacionado ao orgulho que essas mulheres tem de sua identidade indígena.

6- Valle de la Luna

A 11 km da cidade esta o Valle de La Luna. Um lugar bem interessante, que vale a pena conhecer. Em uma hora pode-se conhecer as esculturas formadas pela natureza (vento e água), interessante demais!

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Que saber mais? No blog www.queromochilar.com.br tem mais dicas e informações sobre a cidade.

Acesse o link e saiba mais: Roteiro La Paz.

Dica de ouro: Pertinho de La Paz esta o lago mais alto do mundo, o Titicaca, na simpática Copacabana. O Quero Mochilar tem um roteiro prontinho de dois dias cheio de dicas por lá.

Acesse o link e saiba mais: Roteiro Copacabana.


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América do Sul

Meditando pela Bolívia, Chile e Peru

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Olá, meu nome é Mariana Christiano, tenho 24 anos e moro no interior de São Paulo. Neste ano, no mês de Julho, embarquei em Guarulhos destino ao aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz de La Sierra (BOL), para começar um mochilão de 27 dias pela Bolivia, Chile e Peru. O roteiro do meu mochilão é um dos mais tradicionais, sempre relatado aqui no mochileiros.com, mas por mais tradicional que seja o roteiro, cada relato é tão particular que as experiências compartilhadas aqui no blog são sempre válidas. Então, neste meu relato extremamente pessoal, resolvi contar a viagem que aconteceu dentro de mim, enquanto conhecia o mundo afora.

Sou praticante a algum tempo de yoga e meditação, participo de retiros, chás e afins que englobam toda esta filosofia de vida que possui traços budistas, mas que prefiro não vincular com nenhuma religião, e sim chamar de um processo de espiritualização do ser, totalmente particular e único. Com isso, que fique muito claro, que as experiências e técnicas que irei relatar aqui podem não servir para todas as pessoas, mesmo que elas tenham o mesmo desejo que eu: se autoconhecer.

É preciso começar esse relato desvendando os mitos que giram em torno da meditação. A meditação não é uma prática onde a pessoa fica sentada na mesma posição por tempos sem pensar em absolutamente nada, pois (se fomos parar para pensar, rs) só de se pensar em não pensar em nada já se está pensando. A meditação prega apenas que a pessoa se atente ao presente, sempre resaltando que na vida é apenas este momento que importa. Por isso esse tipo de vivência é muito recomendada para ansiosos, angustiados e depressivos, pois se exclui as preocupações com o futuro e as angústias do passado. Partindo deste principio, vários tipos de meditação podem se aplicar em um mochilão, como por exemplo, meditações ativas, contemplativas, observativas, etc.

Depois de embarcar em Santa Cruz e passar por algumas cidades cheguei no primeiro lugar em que achei digno de uma linda meditação, o Salar do Uyuni. A primeira meditação que pratiquei no Salar foi a contemplativa, que nada mais é que contemplar a beleza do lugar. Pode parecer simples, porém experimente contemplar algo bonito sem que na sua cabeça estejas pensando no que vai jantar hoje, ou no dinheiro que já gastou na viagem, etc. Tente apreciar a beleza do lugar e apenas isso, viver o momento presente. Observei toda aquela imensidão, e após isso me permiti me observar. Assim, sentei no meio do Salar e comecei uma prática meditativa chamada Vipassana, ou atualmente muito conhecida como Mindfulness, a meditação da atenção plena. Nesta prática, fechei os olhos e aproveitei todo o conforto do silêncio para me observar, desde minha respiração, até meus arrepios, meus pensamentos; e é só isso mesmo, parar e se observar, sem julgamentos ou repulsas. Se estiver feliz pela viagem, observe esse sentimento e o que ele provoca em você, ou se estiver triste (o que acho difícil naquele lugar maravilhoso, mas pode acontecer) observe também, investigue-se. Depois me levantei, tirei fotos, conversei e deu tempo de fazer tudo, ou seja, apreciei com calma toda aquela experiência única. Por isso sempre recomendo para amigos interessados em conhecer o Salar do Uyuni o percurso que dura três dias. Vale muito apena e se tem um bom tempo para tudo. (Observação: em épocas que o Salar está coberto com uma camada de água, a meditação Vipassana pode ser feita em pé, o importante é apenas manter-se com a coluna ereta)

 

 

As noites no Salar do Uyuni também são um espetáculo a parte. O céu é completamente límpido e a falta de luz ao redor permite que nossos olhos se acostumem com o céu e ao passar de cada minuto é possível ver mais e mais estrelas. Não preciso nem repetir que a meditação contemplativa aqui é fácil, mas além de contemplar as estrelas podemos usá-las como um objeto fixo de meditação. Muitas vezes quando estamos com a mente agitada, podemos escolher um objeto para observa-lo durante um tempo. Esse estado é para simplesmente focar a mente em um ponto fixo. Porém, é mais tedioso quando esse ponto fixo não oscila em absolutamente nada, por isso as estrelas e o fogo são ótimos objetos meditativos. Deite no chão próximo ao seu hostel de sal, aprecie e observe o que será, provavelmente, um dos céus mais lindos que verá em sua vida. Essa noite é um verdadeiro privilégio!

 

Depois do espetáculo que foi o Salar, cruzamos a fronteira e chegamos ao Chile, mais precisamente na pequena e apaixonante “cidadezinha” de San Pedro de Atacama. O lugar oferece mil e uma opções de passeios, e em todos eles é possível contemplar, observar e investigar a paisagem e o eu. Desde um banho congelante na Laguna Cejar, que fará você descobrir dores nunca antes sentidas pelo seu corpo, até passeios de bike totalmente relaxantes. Como nesse último exemplo, tive o prazer de pedalar pelas formações rochosas da Garganta Del Diablo, uma verdadeira meditação ativa. A meditação ativa é simplesmente focar na atividade que esta sendo realizada. Posso exemplificar esse estado com uma atividade simples: lavar louças. Quando lavamos louça geralmente não prestamos atenção na atividade em si, estamos ouvindo o jornal, pensando no almoço, etc; Com isso na meditação ativa se propõe que prestemos atenção na atividade em si, e assim no passeio de bike me propus a viver o momento presente, observando meu ritmo, respiração, pedaladas e equilíbrio. Em uma atividade física o controle da mente é crucial, principalmente quando é necessário superar limites. Fazia no mínimo 15 anos que eu não pedalava, não foi fácil, mas foquei e fui. Creio que nossos limites são impostos por nossa própria mente, é preciso sempre focar em superá-los. Medite sobre suas dificuldades.

 

Ainda no Chile, conheci a cidade de Arica, a única em meu roteiro que é banhada pelo oceano. Oceano este que eu ainda não conhecia, o Pacífico, e que prazer enorme foi vê-lo pela primeira vez. No centro da cidade existe o morro de Arica, um ponto com 130m de altura que conta com um mirante e uma vista do oceano lindíssima. Nem preciso dizer que contemplei muito aquele lugar, e senti toda a sensação maravilhosa que a brisa do mar provoca em nosso corpo. Fiquei na cidade apenas um dia, mas como sou apaixonada por água, confesso que essa parada fez toda a diferença para mim. Sensações que só quem tem mar até no nome, irá entender.

 

Finalmente chegamos ao Peru, último país do roteiro, mas com muita coisa linda ainda para conhecer. Passamos por várias cidades, muitas horas de viagem dentro de ônibus e vans, por vários dias, conhecendo muitos pontos do país, sempre em direção a mística Machu Picchu. Chegando em Cusco, fechamos os pacotes mais básicos para conhecer as construções Incas. O que posso concluir com isso? Que todos os percursos que poderíamos fazer a pé, a fim de economizar, nós fizemos! E que lindo foi ir da famosa hidroelétrica até Águas Calientes caminhando, fico pensando como seria sem graça fazer todo aquela trilha em apenas 30 minutos de trem. Ar puro, barulhinho das águas do rio por todo o caminho, sombra e zero pressa. Com quase nenhum trecho de subida ou descida, é só caminhar, contemplar, sentir e ser feliz. Dizem que o importante na vida é realmente isso, não é? Não só buscar a felicidade, e sim ser feliz durante todo o caminho de busca. Eu estava indo de encontro a uma das 7 maravilhas do mundo, mas durante todo o caminho eu já fui privilegiada.

 

No dia seguinte madruguei e segui também de trilha para Machu Picchu, e nesse percurso assumo, perdi o foco. A escadaria é de tirar o fôlego de qualquer maratonista olímpico, mas cada um no seu ritmo, todos conseguiram chegar. Completei o percurso em uma hora, cheguei antes até dos meus amigos que foram de ônibus e por um pouco não vi o nascer do sol lá de cima. Lembro-me que era uma segunda-feira, a menos monótona e mais desafiadora da minha vida até hoje. Machu Picchu em si é linda e mística mesmo, mas é uma verdadeira competição por espaço. É enorme, mas cheia de turistas por todos os cantos, e confesso que preciso de calmaria para apreciar, pois ao contrário observo mais as pessoas do que o lugar em si.

Naquela manhã minha felicidade verdadeira foi descobrir, quase já na hora de ir embora, a trilha da Ponte Inca. Praticamente vazia, apreciei uma das vistas mais lindas (e altas) da minha vida. Ao som do vento e alguns pássaros, ali eu não sei explicar por que, mas chorei por um tempo. Uma mistura de gratidão e felicidade tomou conta de mim, e nos poucos, mas maravilhosos minutos que passei ali pude enfim agradecer por todos aqueles momentos que estava vivendo. Fui capaz até de me adiantar e já agradecer pelos próximos dias que ainda viajaria. Agradeci por quem veio comigo, por quem esbarrei no percurso, e até por quem o meu caminho não cruzou. Minha viagem, graças ao universo, foi sem contratempos sérios e isso era um enorme motivo para agradecer, principalmente para mim, mochileira de primeira viagem. Nesta manhã percebi que agradecer é meditar com amor, amor do mais puro.

Depois de alguns dias retornei para casa, e assumo que foi difícil meditar no meu presente tão sem graça perto das lembranças que tinha no meu coração. Aos poucos fui me reacostumando com o ritmo calmo e um pouco entediante da vida normal porém, sinto que o golpe é mais brando quando se tem a sensação que todos os momentos foram vividos, contemplados e sentidos inteiramente.

Dizem que a energia está onde nosso pensamento está, e hoje concordo com isso fielmente, pois minha energia foi conduzida certeiramente para cada lugar que relembrei neste texto, e sinto que isso também é emanado por cada relato que leio aqui no mochileiros.com.

Por fim, meditar não é nada de mais, é apenas viver a vida nua e crua, seja aqui, na Bolivia, no Chile ou no Peru, em qualquer lugar desse planeta, ou até fora dele, quem sabe!?

Medite, toda positividade precisa circular, ESPALHE!

 


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América do Sul

Salar de Uyuni – 10 verdades que você precisa saber antes de encarar

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Posso passar uma eternidade listando motivos pelos quais você deveria ir ao Salar de Uyuni, um dos lugares mais impressionantes do mundo, mas vou listar 10 antes de começar a te contar umas verdades:

  1. A maior planície de sal do mundo, com mais de 10 mil quilômetros quadrados
  2. Natureza selvagem andina
  3. Lagos com cores que nem parecem reais
  4. Hotel com móveis feitos de sal
  5. Isolamento do mundo
  6. Aventura
  7. Muito cenário para quem curte fotografia
  8. Não é tão caro
  9. Nem é muito longe
  10. Perfeito pra incluir em roteiros com Machu Picchu e Atacama

Nenhum centímetro das centenas de quilômetros rodados deixa a desejar! Da janela do 4×4, para onde quer que você olhe, terá alguma coisa extraordinária para ser vista, mesmo que seja uma imensidão branca.

Leia tudo o que você precisa saber sobre o Salar de Uyuni: quando ir, como chegar, quanto custa…

E eu tô mesmo investindo nos adjetivos, porque o Salar de Uyuni merece todos eles. Na verdade, acredito que o ser humano nem tenha conseguido criar uma palavra que defina aquela beleza toda. Acha que tô exagerando? Veja meu relato fotográfico do tour de 3 dias.

Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

Mas saiba que o Salar de Uyuni não é fácil e nem é pra todo mundo – o que eu acho mais legal!

Tá disposto a deixar conforto, luxo e higiene por alguns dias? Então pode sonhar com o Salar de Uyuni!

Vamos às 10 coisas que você precisa saber antes de se enfiar em um tour pelo Salar de Uyuni:

♥ 1 – Até 44 horas sem banho

Não tem energia elétrica suficiente no Refúgio.

Se você iniciar sua travessia por San Pedro de Atacama, a agência vai passar perto das 7h da manhã na sua hospedagem e, se você tiver tomado banho, esse será o último até chegar no hotel de sal, perto das 5 da tarde do dia seguinte (se seu carro chegar antes dos outros).

Já se começar por Uyuni, seu último banho será no Hotel de Sal, perto das 6 da tarde. O próximo banho será só no Atacama, perto das 2 ou 3 da tarde do terceiro dia!

Ah, o banho no hotel de sal custa 10 bolivianos, mas isso é merreca!

Aliás, se quiser, pode encarar uma ducha gelada no Refúgio em uma temperatura média de 14,3°C em dezembro ou 3,4°C em junho, mas que chega facilmente a temperaturas negativas no final tarde e à noite (quando você tomaria o banho).

Caso não tenha problema com isso, a higiene fica por conta do lenço umedecido mesmo!

Ilha dos Cactos – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 2 – Os guias não falam inglês, nem português

A maioria dos guias do Salar de Uyuni falam apenas espanhol. Se você no compreende mucho lo idioma vai perder um pouquinho das informações, mas não são tantas assim. Nada que vá fazer perder o encanto da travessia.

Mesmo assim, é importante saber alguma coisinha para não perder tudo, inclusive informações importantes de segurança e orientações.

Veja aqui umas dicas de Portunhol pra você ir aprendendo até o dia da viagem.

Guanacos – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 3 – A maior parte da Travessia do Salar do Uyuni não é no salar

Dos três dias de tour, tempo em que a maioria das pessoas fazem a travessia, apenas um é feito no salar, propriamente dito.

A maior parte do passeio é pela Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (site oficial). É nesse parque que estão as lagunas altiplânicas de cores surreais que você vê nas fotos.

Na verdade, a planície de sal é vista em apenas algumas horas, então se você tava esperando algo diferente, é bom que saiba antes para não se frustrar.

Mas o tempo é o suficiente pra ter noção da imensidão do salar e mais que suficiente pra você nunca mais se esquecer.

Eu tive que experimentar o chão pra crer que eu tava lá mesmo. Leia aqui.

Laguna Colorada – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 4 – É mais caro começar pelo Atacama, mas é mais recomendado pela altitude

A diferença financeira de quem começa por San Pedro de Atacama pode chegar a R$200 a mais em alguns casos. Veja aqui os preços e opções dos passeios.

Porém, é mais recomendado iniciar por lá por causa da altitude, inclusive se seu roteiro inclui outras cidades bolivianas.

San Pedro está a 2.400 metros acima do nível do mar e, com exceção dos Geysers del Tatio a 4.320 metros e das lagunas altiplânicas chilenas a 4.200, você estará mais baixo que os pontos da travessia do Salar de Uyuni.

Por exemplo:

  • Geyser Sol de Mañana – 4900 m
  • Deserto de Dali – 4750 m
  • Laguna Colorada – 4278 m

Numa viagem pelo altiplano, o recomendável é subir gradativamente para amenizar os sintomas da altitude, chamado de soroche, que pode ser sentido à partir de 2400 metros. Veja aqui todas as dicas para diminuir os efeitos do mal de altitude.

Geyser Sol de Mañana – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 5 – O desconforto no 4×4

A travessia é longa. O 4×4 é pequeno. São 6 pessoas nele. Tem uns trechos mais acidentados. Fez as contas?

Entre os desembarques para apreciar, fotografar e se alimentar, é necessário passar um bom tempo dentro do veículo. Sem muito espaço para esticar as pernas, sendo chacoalhado de vez em quando, grandes altitudes. A verdade é que vai ser desconfortável ficar esse tempo dentro do carro.

Acrescente na conta as músicas escolhidas pelo guia, que há uma grande chance de não ser compatível com seu gosto musical, e à poeira que pode entrar se alguém não entender o recado dado para não abrir as janelas.

É perrengue, mas faz parte da graça de fazer a travessia.

Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 6 – Comidas simples e típicas

As refeições principais estão incluídas no tour: café da manhã, almoço e jantar.

Sopa, purê, salsicha, frango cozido, atum, arroz, salada simples e macarronada entre as opções do almoço e jantar, mas sem opção de escolha, pois o guia prepara apenas um dos pratos. No café da manhã (tirando o primeiro dia, que é maravilhoso e muito bem servido), bolacha de água e sal, chás e pães.

Inclusive há um almoço que é serviço frio no meio do nada. No meu caso foi arroz com atum, milho e salada. A comida estava fria, já que não havia como ser esquentada. E a gente come no chão mesmo, com vento e poeira.

Além dos snacks já recomendados para comer entre as refeições, se você possui restrições alimentares, leve suas próprias refeições, porque é zero chance de comprar.

Ilha dos Cactos – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 7 – Fazer as fotos de perspectiva levam tempo

Sabe aquelas fotos super legais, que brincam com a falta de referência da planície de sal? Elas não são tão fáceis assim de fazer.

Leva um tempo até que se encaixe para parecer que as pessoas são miniaturas ou que objetos pareçam maiores.

O guia do meu tour manjava dos paranauês e fez algumas fotos pra gente, mas ele teve que se dividir em todo o grupo. As fotos que eu tentei fazer ficaram uma tragédia e quando eu tava pegando as manhas, era hora de partir.

Então treine em algum lugar antes e pense previamente o que quer fazer.

Uma luta épica – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 8 – Os banheiros naturais serão uma realidade

Uma das maiores recomendações para lidar com a altitude é se manter hidratado bebendo muita água.

Lembra que falei sobre as longas distâncias? Então!

Tirando o refúgio e o hotel de sal, você vai se deparar com pouquíssimos banheiros no caminho.

E nem matolete não é, porque não tem mato. O deserto será seu lugar para aliviar aquela água toda. E torça para que o número dois só queira dar o (mal) ar da graça a noite.

Por isso é altamente recomendável ter seu próprio papel higiênico e para as meninas, indico ter o condutor urinário, porque abaixar as calças no frio do altiplano é um perrengue que pode ser evitado (veja aqui o que é o condutor).

Laguna Verde – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 9 – Eletricidade, tomadas e equipamentos eletrônicos

No refúgio não há eletricidade antes de escurecer. Pelo que me lembro, isso aconteceu perto das 18h ou 19h. A pouca eletricidade que tem depois desse horário é para iluminar os cômodos e não há tomadas. Li relatos de quem ficou em refúgios onde havia uma tomada, mas tinha fila para usar.

No hotel de sal só tem tomada no ambiente compartilhado, onde estão as mesas e ainda assim, são poucas. Eu emprestei minha extensão pra todo mundo que tava hospedado no meu hotel pra tentar aumentar as chances dos aparelhos serem carregados. E a minha sorte foi que meu guia chegou primeiro no hotel, por isso, além do banho, conseguimos colocar nossas coisas para carregar antes que a galera começasse a chegar.

Ou seja, por dois dias você terá que usar a mesma carga para fazer as fotos do Salar de Uyuni. Se puder, tenha uma bateria extra e um carregador portátil.

E com tudo isso entenda que NÃO TEM INTERNET! Não vai ter internet durantes todos os dias da travessia. Avise seus pais pra eles não infartarem!

Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

♥ 10 – Frio e ventania

Como eu disse ali em cima, durante a travessia do Salar de Uyuni a gente pode passar muito frio.

Dezembro é o mês mais quente, com máxima de 22°C e mínima de 6,5°C. Em junho, o mês mais frio, as temperaturas máximas alcançam 12,7°C e as mínimas -5,8°C.

Acrescente, aí o vento. Mas é o SENHOR vento, fazendo com que a sensação térmica seja menor ainda.

Com hotéis sem eletricidade, pode esquecer o aquecedor. É mandar pra cima do corpo aqueles cobertores que dificilmente são lavados e que todo mundo usa. Na noite do refúgio, eu nem tirei a roupa toda. Tirei só o casaco e a calça principal, mantendo meia calça, calça fleece e tudo mais. No outro dia de manhã foi só levantar e colocar as peças principais por cima.

E o vento? Quase me fez voar na laguna colorada – e olha que eu sou fora do padrão e carrego uns bons quilos a mais nesse corpicho!

Flamingo – Foto: Aline Rodrigues – Uma Sul Americana

É, guerreiro, você vai ter que encarar esses perrengues para poder apreciar as belezas do Salar de Uyuni. Não é moleza, não é para qualquer um!

Até porque, se fosse, nem teria a mesma graça! Quando imagino o tour do Salar de Uyuni sem perrengue me dá até tristeza.

Os perrengues mais gostosos de viver!

E aí, vai encarar?

Veja também:

Roteiro Peru, Bolívia e Chile – Opções de 10 a 30 dias

Viagem pela Bolívia – 10 coisas que você precisa saber antes de ir

 

https://www.mochileiros.com/blog/blog/10-lugares-no-peru-para-amar

Salar de Uyuni – Tudo o que você precisa saber

 

ícone mapa Instagram: @umasulamericana

ícone mapa Facebook: @umasulamericana

 

 


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América do Sul

Um (nada) breve relato sobre a subida do Vulcão Tunupa, no Salar de Uyuni (Bolívia)

Mochileiros.com

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Por Ohana Waichert

Imensidão de sal, apacheta, mato espeta-bunda e um sentimento absurdamente gratificante.

Um (nada) breve relato sobre a subida do Vulcão Tunupa, no Salar de Uyuni (Bolívia) e um lembrete pra mim mesma de como as coisas sempre encontram um jeito de darem certo no final. 🙂

Apacheta são essas pedrinhas empilhadas, elas são homenagens ou altares que os povos andinos fazem para Pachamama. São uma espécie de santuário de pedra e é muito comum encontrá-las nas partes mais difíceis de estradas e trilhas. Elas também servem para marcar caminhos e fazer pedidos. É bem comum encontrar bilhetinhos com pedidos entre uma pedra e outra. O mato espeta-bunda, bom.. o nome já auto explicativo, rs.

Apacheta: São essas pedrinhas empilhadas, elas são homenagens ou altares que os povos andinos fazem para Pachamama. – Foto: Ohana Waichert

Em janeiro, resolvi praticamente de última hora, mochilar pela Bolívia! E ai naquela correia toda, tive a super a ajuda de uma amiga pra montar um roteiro de viagem em 2 dias. O Vulcão Tunupa não fazia parte desse roteiro e eu nem se quer sabia de sua existência! Ele foi um desses acasos surpreendentes que a gente enfrenta na vida e que nos marcam pra sempre.
É no vilarejo de Coqueza que encontramos esse gigante vulcão multicolor, que segundo a lenda dos povos que habitam a região, foi de suas lágrimas que surgiu o imenso deserto de sal.

Chegando no vilarejo, nos disseram que a subida até topo do vulcão só poderia ser feita com guia e alguns equipamentos, então naquela mesma noite o nosso grupo conseguiu fechar com um guia local para fazer a subida as 4 fucking horas da manhã do dia seguinte.
Apesar de termos ido em uma época de chuvas, o deserto estava absurdamente seco e havia meses que não chovia na região. Mas naquela noite choveu horrores! Uma chuva torrencial barulhenta.
Às 4h da manhã o mundo ainda estava se acabando em água, mas mesmo assim já estávamos todos de pé (ou quase, no meu caso), o nosso café já estava na mesa (<3 ) e o nosso guia estava na porta do pequeno hostel totalmente encharcado. Ele disse que podíamos esperar mais um pouco, mas que naquela noite havia nevado no topo no vulcão e a subida seria bem complicada.
Esperamos até as 5h e como ainda era água que não acabava mais, resolvemos cancelar com o guia (que só enxergava de um olho! Tá..não é lá uma informação relevante, mas é pertinente, rs).
Às 5h30 a chuva sim-ples-men-te parou. Resolvemos então sair pra ver uns dos nasceres do sol mais bonitos do mundo. E foi quando o dia clareou que um vulcão multicolor com o topo todo em neve apareceu bem atrás da gente, nos fazendo tomar uma decisão gloriosa: vamos subir essa porra sem guia mesmo.

Vulcão Tunupa – Oruro – Bolivia – Foto: Jessie Reeder

No caminho, passamos na oficina dos guias para pegar nosso dinheiro da subida de volta. Mas eu tive que voltar literalmente correndo pro hostel pra pegar o bendito do recibo que eu tinha deixado na mochila. Nisso eu me perdi 3 vezes no caminho (que envolvia subir e descer várias pedras e isso é horrível pra quem não tem senso de direção nenhum). E na volta fui surpreendida por uma procissão de lhamas! Que me deixaram encurralada no meio delas por um looooongo minuto, numa mistura de sentimentos entre ‘eta porra eu vou morrer esmagada aqui’ e ‘aiinnn meudeusu eu quero abraçar essas lhama tudo’. Pensamento inclusive que eu precisei me conter muito para não fazer.
Mas elas passaram e eu sobrevivi a essa experiência louca, segui meu rumo e encontrei com o grupo no pé do vulcão. Só nessa brincadeira eu já estava exausta, colocando os bofe pra fora. Respirar já estava difícil ali e a subida nem tinha começado.

Seguimos. Eu fui ficando pra trás, a falta de ar provocada pela altitude e os problemas respiratórios que já tenho somados ao sedentarismo da época, foi um combo perfeito! Mas ainda bem que nessa vida encontramos amigos sedentários pela jornada (obrigada, João e Javi!) e seguimos capengando os 45 minutos de subida até o primeiro mirante, que é a base do vulcão e onde abriga algumas múmias pré-incaicas. Quando chegamos, o resto do grupo já havia continuado a subida e nós tínhamos decidido que pararíamos por ali, eu já não tinha condições de continuar.

Passados alguns minutos e o corpo quase recuperado, eu fui tomada de um sentimento de ´porra, olha só onde eu estou’ e resolvi continuar a subida! A partir dali eu estaria sozinha e prometi pra mim mesma que iria com calma e seguiria até onde minhas condições me permitissem.
E a primeira grande decisão a ser tomada foi escolher pra qual lado seguir quando a trilha desapareceu e uma bifurcação enooorme apareceu na minha frente. rs

Não estava fácil, eu mal conseguia respirar, meu corpicho brasileiro acostumado ao nível do mar, estava sofrendo com a altitude e não tinha folha de coca que ajudasse! (btw, mascar aquilo é horrível! Recomento uma balinha caseira de caramelo e coca que é show!)

Mas apesar do medo e da falta de ar, desistir não passou pela minha cabeça em nenhum momento. Eu colocava metas pequenas pra mim mesma e meu objetivo era sempre chegar até a próxima pedra! E depois a próxima, e depois a próxima… E sempre que eu olhava pra trás e me deparava com aquela imensidão de sal, um sentimento indescritível tomava conta de mim. Lembra daquela chuva toda? Ela serviu pra espelhar aquele deserto imenso, que refletia o céu azul celeste, deixando aquela visão uma memória inesquecível. Eu mal podia dizer o que era deserto e o que era céu, eles se misturavam. Eu mal sabia dizer o que eu estava sentindo! O coração explodindo no peito não era apenas efeito a altitude, era gratidão transbordando!

Durante boa parte do trajeto conter as lágrimas era uma tarefa difícil, não porque estava complicado para respirar ou minha água estava realmente no fim, ou até mesmo porque minha bota estava deixando o meu calcanhar em carne viva! Mas sim pela energia daquele lugar, que era incrivelmente forte.

Em alguns trechos a altitude aumentava bruscamente e dar um simples passo pra frente se tornava um tarefa bem difícil, ai é nessas horas que você precisa sentar um pouco pra dar aquela descansada. E conhecer o significado do mato espeta-bunda.

Passado um bom tempo de subida eu consegui avistar algumas pessoas do grupo e yay!! eu não estava perdida. Depois de muito esforço, consegui alcançá-las. Elas estavam descansando e se preparando pra descer, também estavam sem água e continuar seria muito complicado. Um casal havia acabado de desistir e voltado. Nós não sabíamos quanto tempo mais faltava pra chegar ao topo e o caminho muito íngreme não nos deixava ter muita noção de onde estávamos.
Mas antes de desistir eu me coloquei uma última meta: só até aquela próxima pedra. Consegui convencer mais uma pessoa a ir comigo e quando chegamos à pedra, o caminho deu esplanada, nos permitindo ver um pouco mais a frente. A partir dali, o caminho era mais fácil, mais plano! Seguimos um pouquinho mais e foi quando a mágica aconteceu: o tempo abriu e o topo de um puta vulcão multicolor apareceu logo ali, bem na nossa frente.
Nós teríamos desistido tão, tão próximo….
E foi de lá de cima que essa foto foi tirada, a 5 mil metros de altitude, onde se tem a melhor vista do Salar.
E a foto é bem injusta! Não mostra 1/3 do que de fato é a visão do lugar.

A descida foi mais tranquila, descemos conversando e nos distraímos, acabamos virando em algum lugar e nos demos conta que estávamos fazendo um caminho bem diferente, era menos ingrime do que o da subida e mais rápido também. Ao chegarmos no primeiro mirante, perguntei para um senhor simpático que tomava conta das múmias se existiam dois caminhos até o topo.. ele me perguntou por qual lado eu havia subido, e ao apontar pra direita, ele disse num baita sorriso: ohh, es un camino más grande, más peligroso! Pero es mucho más loco! 8|

Superar medos e não desistir ali foi um ensaio pra muita coisa que ainda estava por vir na viagem, como a subida do Chacaltaya ou quando no topo da estrada da morte eu peguei uma bicicleta que eu não dava pé (ééé gente pequena sofre!) e que o freio esquerdo não funcionava muito bem, o que me causou uma bolha enorme na mão que ganhou até nome e virou companheira de viagem. Mas tô viva, tô bem. E tô cheia de histórias! 🙂

>> E então o seguinte: Não desista. Não deixe que um sentimento de incapacidade cresça e tome conta de você. O melhor impulso para a falta de coragem é meter a cara e sair de lugar mesmo! Porque sempre há uma chance da gente tropeçar em algo maravilhoso. E é impossível tropeçar em algo enquanto estamos sempre sentados no mesmo lugar.

Desafie a si mesmo. 🙂
Feliz 2017!

E se for subir o Tunupa, vá na fé e vá sem guia! E ao chegar o primeiro mirante, siga o caminho da –esquerda–! haha

 


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Bolívia

O Salar de Uyuni como você nunca viu

Mochileiros.com

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Este é um dos vídeos (curtinhos) mais belos do maior deserto de sal do mundo, o Salar de Uyuni.
Confira com seus próprios olhos e mate a saudade – se você já foi pra lá – e se ainda não foi planeje-se para conhecer um dos lugares mais bonitos do mundo.

O vídeo é de autoria do viajante Tze-Hung Seeto e foi feito durante algum momento da estação chuvosa (no verão do hemisfério sul), quando é possível ver o salar assim, ‘alagado’.
Dicas, informações e experiências de viagem pelo Salar de Uyuni e sobre a Bolívia podem ser conferidas aqui.

Foto: Reprodução.

EARTH_SKY: Travels in the Salar de Uyuni from Tze-Hung Seeto on Vimeo.


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América do Sul

4 destinos ainda pouco explorados na Bolívia

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Bela e barata, a Bolívia é um dos destinos mais populares entre mochileiros brasileiros e mesmo assim ainda guarda alguns segredos. Nós já trouxemos aqui as 10 coisas imperdíveis pra fazer por lá, mas desta vez o foco é mostrar o que pouca gente conhece. Confira quais são os destinos ainda pouco explorados da Bolívia:

Serranias Chiquitanas

Quem já pegou o Trem da Morte e foi colado na janela do lado direito do vagão, possivelmente viu algumas formações rochosas bastante interessantes entre  Puerto Quijarro e  San José de Chiquitos, elas são parte das “Serranias Chiquitanas” uma espécie de “Chapada Diamantina boliviana”.  Na região são destaques o Valle de Tucavaca, o balneário de Águas Calientes que fica na cidade de Roboré e a região do Cerro Chochis. Além da geografia convidativa pra qualquer aventureiro que se preze, a região também possui um conjunto de 6 cidades fundadas pelos missionários jesuítas entre os anos de 1696 e 1760 com  6 igrejas (San Francisco Javier, Concepción, Santa Ana, San Miguel, San Rafael e San José) que foram selecionadas em 1990 como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. O acesso aos locais pode ser feito através do “Trem da Morte” e de carro por trecho da “Ruta 4” que vai da fronteira com o Brasil (Corumbá-MS) até Santa Cruz de La Sierra.

Valle de Tucuvaca - Foto: Brian Carisch

Valle de Tucuvaca – Foto: Brian Carisch

 

Balneario El Puente em Aguas Calientes localidade de Roboré - Foto: Jorge Aquín

Balneário El Puente em Aguas Calientes localidade próxima ao município de Roboré – Foto: Jorge Aquín

 

Trilhos do "Trem da Morte" próximo ao Cerro Chochis - Foto:

Casal caminha pelos trilhos do “Trem da Morte” próximo ao Cerro Chochis – Foto: CreativeT

 

Um dos paredões rochosos das Serranias Chiquitanas próximo a localidade de Santiago de Chiquitos - Foto: Jorge Aquín

Um dos paredões rochosos das Serranias Chiquitanas próximo a localidade de Santiago de Chiquitos – Foto: Jorge Aquín

 

Parque Nacional Amboró

O Parque Nacional Amboró é uma reserva natural com mais de 912 espécies de aves, mais de 177 espécies de mamíferos, incluindo o Puma, a Jaguatirica e a única espécie de urso da América do Sul, o Urso de óculos. O parque está situado no centro da Bolívia,  na confluência da Cordilheira dos Andes, Floresta Amazônica e do Chaco do Norte  e possui uma área de 4.425 km².   Uma das maneiras de passar alguns dias pelo parque é se hospedando no “Refúgio Los Volcanes” que fica  localizado na parte sul do parque e oferece vistas espetaculares dos rochedos de arenito. A região possui 15 km de trilhas que levam a pequenas quedas d’agua e piscinas naturais floresta adentro.

 

Vista das formações de arenito a partir do Refugio Los Volcanes - Foto: Arthur Anker

Vista das formações de arenito a partir do Refugio Los Volcanes – Foto: Arthur Anker

 

Paredões gigantes de arenito do Parque Naiconal Amboró - Foto: Morten Ross

Paredões gigantes de arenito do Parque Nacional Amboró – Foto: Morten Ross

Confira mais fotos do Parque Nacional Amboró aqui

 

Parque Nacional de Noel Kempff Mercado

O Parque Nacional de Noel Kempff Mercado ainda é pouquíssimo explorado pelo turismo e fica no departamento de Santa Cruz, junto à fronteira com o Brasil. Criado como “Parque Nacional Huanchaca”,  mudou de nome em homenagem ao professor Noel Kempff Mercado que realizou várias pesquisas e descobertas no parque. Mercado reconheceu a importância global da área e propôs uma campanha para preservá-la. Infelizmente, foi assassinado por traficantes de drogas e não conseguiu em vida ver seu sonho tornar-se realidade.

Entre os destaques do parque está o planalto de Huanchaca Plateau (também conhecido como Meseta Caparu) com 300 m de altura e seus riachos que formam cachoeiras espetaculares, como a Arcoiris Falls de 88 m de queda,  Frederico Ahlfeld Falls e com 25-45 m de queda e a El Encanto Falls com cerca de 80 m de queda.

O turismo no parque é administrado pela SERNAP. A entrada é gratuita, mas todos os visitantes são obrigados a se registrar na SERNAP, em Santa Cruz ou San Ignacio.  A melhor época para visitar a região é na estação seca  entre os meses de maio e setembro.

Foto: Gregor Samsa

As falésias de Huanchaca Plateau – Foto: Gregor Samsa

 

Cachoeira Frederico Ahlfeld - Foto: periodicolaregion.com

Frederico Ahlfeld Waterfall – Foto: periodicolaregion.com

 

Andorinhas Waterfall - Foto: Suzy qq

Andorinhas Waterfall – Foto: Suzy qq

 

Parque Nacional Torotoro 

A 130 km de Cochabamba, o Parque Nacional Torotoro, é um dos menores parques naturais da Bolívia, mas possui um belo cenário. O parque abrange um grande vale, com cânions formados pela erosão. Nele também se encontram pegadas de dinossauros e labirintos de cavernas de calcário, além de pinturas rupestres e ruínas pré-incas.  As principais atrações do parque são: as cavernas de calcário de Umajallanta, o cânion Torotoro (que é cheio de cachoeiras) e expedições para a fortaleza pré-inca de Llama Chaqui.  No Mochileiros.com há um tópico especial com várias informações sobre o parque que você pode acessar aqui.

Parque Nacional Torotoro - Foto: Wikimedia Commons

Parque Nacional Torotoro – Foto: Wikimedia Commons

 

Parque Nacional Torotoro - Foto: andeantrails.co.uk

Parque Nacional Torotoro – Foto: andeantrails.co.uk

 

Las "Ciudad Itas" formações do Parque Nacional Torotoro - Foto: andeantrails.co.uk

Las “Ciudad Itas” formações do Parque Nacional Torotoro – Foto: andeantrails.co.uk

 

Uma pegada de Brontossauro no Cânion de Tototoro - Foto: deviajeaamerica.wordpress.com

Uma pegada de Brontossauro no Cânion de Tototoro – Foto: deviajeaamerica.wordpress.com


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Bolívia

3 minutos de Salar de Uyuni

Claudia Severo

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Céu e terra parecem se juntar | Foto: Reprodução.

Céu e terra parecem se juntar | Foto: Reprodução.

Um dos destinos que não podem faltar num mochilão pela Bolívia é o Salar de Uyuni e mesmo que você já tenha visto imagens belíssimas de lá (pessoalmente ou não) irá se encantar com essas do vídeo abaixo.
Imagens do fotógrafo espanhol, Enrique Pachecho.


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América do Sul

5 Trekkings na América do Sul

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5 trekkings na América do Sul que irão entrar pra sua lista de próximos destinos, confira…

Parque Nacional Natural El Cocuy   – Colômbia

O Parque Nacional Natural El Cocuy está localizado no centro-leste da Colômbia e possui uma área de 3.060 km². Em seu território há 23 picos nevados , 15 deles acima dos 5. 000 m. O parque também conta com cachoeiras, lagoas e é habitat de espécies como a anta, o urso de óculos, o condor andino, a águia e o veado. As trilhas são feitas a partir dos povoados de El Cocuy e Guicán.  Há duas principais opções de se fazer caminhadas pelo parque, uma delas é fazer caminhadas diurnas partindo de madrugada da praça central do vilarejo de El Cocuy.  O transporte do vilarejo até o local de início das caminhadas é feito pelo caminhão do leiteiro. Sim! Não é um “trekking comercial”…  Há também a opção do trekking de 6 dias  partindo do vilarejo de Guican e terminando em El Cocuy.

Quem foi? – O viajante Steven Chen foi e fez um post em seu Blog Backpacker Report que você pode conferir aqui.
Mais informações: www.pnncocuy.com

Parque Nacional Natural El Cocuy na Colômbia - Foto: Rafcha

Parque Nacional Natural El Cocuy na Colômbia – Foto: Rafcha

Formação rochosa conhecida como "Pulpito del Diablo" no Parque Nacional Natural El Cocuy - Foto: Luis Alveart

Formação rochosa conhecida como “Pulpito del Diablo” no Parque Nacional Natural El Cocuy – Foto: Luis Alveart

Circuito Huayhuash – Peru

A Cordilheira Huayhuash é considerada uma das mais belas do mundo e é sem nenhuma dúvida um dos mais belos trekkings da América do Sul. O circuito completo de 180 km começa e termina no vilarejo de Llamac e leva em torno de 8 dias. Há também outros percursos, sendo que o mais curto entre Llamac e Jahuacocha pode ser feito em 2 dias. A cordilheira concentra uma quantidade significativa de picos acima dos 6.000 m. A região também é considerada um dos lugares mais inóspitos do mundo, devido à sua extrema falta de acesso.

Percurso:  180 km
Tempo de duração: de 2 a 10 dias
Nível de dificuldade: Alto
Quem foi?  – A montanhista Carla Nogueira, (membro de honra do Mochileiros.com)  fez esse trekking e conta como foi nesse relato com fotos espetaculares.
Mais informações:  Mochileiros.com,  www.peru.travel  e  www.wikiexplora.com

As três lagunas (Siulacocha, Quesilococha e Garangacocha) - Foto: Carla Nogueira

As três lagunas (Siulacocha, Quesilococha e Garangacocha) – Foto: Carla Nogueira

 

Camping em Huayhuash - Foto: David de la Peña

Camping em Huayhuash – Foto: David de la Peña

Cordilheira Branca – Peru

A cordilheira Branca ou Cordillera Blanca em espanhol é uma subcordilheira dos Andes, no Peru com 180 km de comprimento. O seu ponto mais alto é também o pico mais alto do Peru, o Nevado Huascarán com 6768 m. Os circuitos de trekking na região estão dentro do Parque Nacional de Huascarán habitat de animais como o Puma e o Jaguar.  A região possui vários circuitos de trekking sendo que o mais popular é o Trekking Santa Cruz de 4 dias. Há circuitos de até 12 dias como o “Alpamayo trek”.

Quem foi?  – O Montanhista Peter Tofte, (membro de honra do Mochileiros.com)  fez o Trekking Santa Cruz  e conta como foi nesse relato. A montanhista Carla Nogueira fez o Alpamayo Trek e você pode ver o relato neste post aqui.
Mais informações: Mochileiros.comWiki Explora.

Cordilheira Branca - Perú - Foto: Marcius Iwai

Cordilheira Branca – Perú – Foto: Marcius Iwai

 

 Circuito W  – Torres Del Paine – Chile

O Parque Nacional Torres del Paine está localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagonia chilena. Com uma área de aproximadamente 242.000 hectares o parque possui lagos, rios, cascatas e glaciares e as mundialmente conhecidas Torres del Paine, que são três gigantes  torres de granito. Outra atração é a formação montanhosa conhecida como Cuernos del Paine. O principal ponto de entrada para os visitantes é a cidade de Puerto Natales, última da linha marítima proveniente de Puerto Montt.   O Circuito “W” é um conjunto de trilhas que cercam o Maciço Paine, suas principais atrações são a Base de Torres del Paine, local de onde são feitas as imagens das 3 torres, o Vale Francês, localizado no coração do circuito com vista para o anfiteatro formado por uma série de montanhas de granito e colinas e o Glaciar Grey, geleira que faz parte do Campo de Gelo Patagônico Sul e é a terceira maior fonte de água doce do planeta. É possível também fazer o Circuito “O” que você encontra informações aqui.

Percurso:  71 km
Tempo de duração: de 4 a 5 dias
Nível de dificuldade: Baixo
Quem foi?  – O viajante Michel Schonwald  (membro de honra do Mochileiros.com) fez o trekking e produziu um guia com informações básicas para quem pretende fazer o circuito
Mais informações: Mochileiros.com,  www.conaf.cl

Mapa Circuito W Torres Del Paine

Mapa Circuito W Torres Del Paine

 

Los Cuernos del Paine no Parque Nacional Torres del Paine - Foto: Bruce Fryxell

Los Cuernos del Paine no Parque Nacional Torres del Paine – Foto: Bruce Fryxell

 

Lago Pehoe no Parque Nacional Torres Del Paine - Foto: Rudi Sebastian

Lago Pehoe no Parque Nacional Torres Del Paine – Foto: Rudi Sebastian

 

Cordilheira Real – Bolívia

A Cordilheira Real está localizada ao sudeste de Lago Titicaca , tem 125 km de extensão e 600 picos com mais de 5000 m.  Na região a percursos de trekking de 3 a 18 dias e a melhor época é entre de maio e setembro.
Quem foi? – A viajante Bruna Favaro fez a travessia de 6 dias entre Kotia e Huayna Potosi e postou um relato de sua experiência lá no Mochileiros.com que você pode conferir clicando aqui. Informações de outros trekkings na Bolívia você pode encontrar nesse tópico aqui e nesse aqui.

Laguna Juri Khota - Foto: leschouyonsenvoyage.over-blog.com

Laguna Juri Khota – Foto: leschouyonsenvoyage.over-blog.com

Veja também 5 trilhas (curtas) pela região de El Chaltén, na Patagônia argentina, aqui.


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Os 10 + vistos do Mês

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