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Saúde do Viajante

Mal de Altitude

Claudia Severo

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Você já deve ter ouvido falado em “mal de altitude” ou “soroche”. Pois é, a altitude elevada (a partir de 2000m já merece atenção) pode ocasionar certos desconfortos em alguns viajantes. Dores de cabeça, diarreia, vômito, insônia, tonturas e falta de ar até quando em mínimos esforços entre outros, são alguns dos sintomas considerados leves, mas em casos extremos, o Mal de altitude pode levar a casos de edemas pulmonar e cerebral e até a morte.

Repouso, analgésicos e boa hidratação podem ajudar na melhora dos sintomas considerados leves, bem como evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o esforço físico desnecessário.

Nos países andinos, especialmente no Peru e na Bolívia, as folhas de coca, mascadas e em chá ajudam a aliviar bastante os sintomas mais leves. Pode usar sem medo!

Se você sentir algum dos sintomas, sobretudo insistentemente e sem melhora com cuidados básicos, não siga adiante. É recomendável ficar um ou mais dias na região para que seu organismo se adapte.
Nada vale mais que sua saúde e uma boa mochilada!

À venda em algumas farmácias andinas, Sorojchi pills é uma das opções para o viajante / Foto: Divulgação

Mais informações e dicas de outros viajantes sobre o “mal de altitude” aqui.
Incidências, sintomas, tratamento e prevenção e informações sobre o Sorojchi Pills aqui.

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Escrevo por aqui, sempre pensando em estar por aí... | Co-fundadora do site Mochileiros.com

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“Overdose de beleza” pode causar síndrome em viajantes

Mochileiros.com

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Não é algo que acontece com todo mundo, mas você já sentiu uma inquietação além do normal ao contemplar uma obra de arte? Se sim, você pode ter sofrido da Síndrome de Stendhal, também conhecida como Síndrome do Estresse Viajante ou a Doença dos museus.
Estudiosos afirmam que a observação de obras de grande beleza em uma mesma cidade durante um curto espaço de tempo podem causar o “mal”. De acordo com especialistas consultados pelo jornal espanhol ABC, os turistas que já passaram pelo que se supõe ser a síndrome queixaram-se de taquicardia, sudorese, enjoos, tensão emocional, falta de ar entre outros depois da exposição a tanta beleza.
“O ‘belo’ carrega intrinsecamente um elemento perturbador que pode alterar nossas faculdades intelectuais e perturbar nosso espírito”, comenta a publicação acrescentando que é uma situação anímica desencadeada por algo que poderíamos entender como uma “overdose de beleza”.

Florença (Itália), o berço da síndrome

As ruas repletas de verdadeiras obras de arte e de magníficas construções como a cúpula de sua Catedral – que pode ser vista de qualquer ponto da cidade -, igrejas, palácios, pontes entre tantos outros, são prato cheio para quem admira o belo e pode ser um pequeno incômodo para aqueles que venham a sofrer da síndrome – o que segundo a publicação, ocorreu com o escritor francês Marie-Henri Beyle (1783-1842), mais conhecido como Stendhal.
Depois de um longo dia passeando por Florença há 200 anos ele relatava em seu diário o que é descrito pelos turistas hoje. Examinado por um médico o diagnóstico foi… “overdose de beleza”.

Vista parcial da cidade a partir da Piazza Michelangelo | Foto: brando.n/Flickr-Creative Commons.

Duomo da catedral com a cidade de fundo | Foto: John Marino/Flickr-Creative Commons.

Mito ou realidade?

Em 1989, Graziella Magherini, uma psiquiatra italiana, depois de trabalhar duas décadas no Hospital de Santa Maria Nuova, em Florença descreveu mais de uma centena de casos similares ao sofrido por Stendhal em visitantes da cidade. É algo descrito cientificamente como “uma reação psicossomática e corporal provocada pela saturação produzida pela super contemplação da beleza em um curto espaço de tempo.” Nos estudos apareceram também relatos de amnésia, paranoia, crises de pânico e até alucinações.
Os que colocam a síndrome em dúvida consideram-na mais como uma reação auto induzida. Eles levam em consideração que os sintomas são leves e se manifestam de forma positiva (emoção, prazer…).
Ambos concordam que ela não é um transtorno mental específico e definido.
Para uns uma patologia, para outros uma sugestão artística. “É possível que existam alguns fatores externos que envolvam o indivíduo e que possam acentuar a sintomatologia emocional. Entre eles o cansaço, desidratação, fome, temperatura…”.
Patologia ou uma referência romântica, contemplar o belo mexe com nosso interior; alimenta a alma, assim como as viagens.

Com informações de ABC.es.


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Sete coisas que toda mulher deve levar na viagem

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Sete coisas que toda mulher deve levar na viagem

Tá com o check-list de viagem pronto? Acrescente mais 7 linhas aí!

Meninas, antes de preparar a mala ou a mochila, anotem esse itens que todas as mulheres deveriam ter para viajar.

São itens que vão facilitar sua vida de viajante e garantir seu conforto e segurança!

♥ Coletor Menstrual

O copinho é perfeito para o dia a dia, mas é ideal para quem viaja. Dá para passar horas sem esvaziar, cabe em qualquer lugar, não tem problema se molhar na mochila sem querer…

Se não te convenci ainda, leia aqui os motivos para usar o coletor menstrual nas suas viagens.

Dicas e razões para usar o coletor menstrual nas suas viagens

 

♥ Veja aqui dicas para os dias de menstruação na viagem

♥ Cartão emergência para quem usa coletor menstrual nas viagens

♥ Shampoo a seco

Ideal pra os dias em que a gente não consegue tomar um banho, como na travessia do Salar do Uyuni, por exemplo, ou quando não dá tempo mesmo. O shampoo a seco faz uma limpeza superficial e instantânea, retirando o aspecto de cabelo sujo e oleoso.

É um spray que você aplica na raiz e penteia o cabelo, levando o produto até as pontas. O shampoo absorve a oleosidade do cabelo. Quebra um galhão em várias ocasiões.

♥ Condutor Urinário

Fazer xixi em pé é a melhor coisa, né? O condutor urinário salva a vida de qualquer mulher, especialmente a viajante.

Durante uma viagem a gente se depara com banheiros sujos e temos que fazer um baile pra não precisar encostar no vaso. Além disso, fazer trilhas ou ir pra praia requer um belo agachamento pra conseguir aliviar. Com o condutor urinário você vai conseguir fazer xixi em pé!

Olha só como funciona e onde comprar clicando aqui.

Condutor urinário - Para mulheres fazerem xixi em pé nas viagens

♥ Spray de pimenta

Nós sabemos os risco que corremos todos os dias por sermos mulheres e, especialmente se você viaja sozinha, é preciso ter como se defender. O spray de pimenta não machuca ninguém e não é perigoso para quem manuseia.

Em alguns lugares o uso é proibido, por isso procure saber se você vai se prejudicar caso entre em algum país com esse líquido.

Tem como fazer em casa seu próprio spray de pimenta. Veja aqui uma receita.

♥ Camisinha

Engana-se quem acha que camisinha é item masculino. Nós também usamos, não é? Afinal, é nosso interesse também prevenir doenças e gravidez indesejada.

Uma pesquisa feita pelo blog Uma Sul Americana em março/2017 apontou que apenas 30,5% das mulheres sempre levam camisinha quando viajam.

Veja aqui outros dados da pesquisa e relatos de algumas mulheres viajantes.

30,5% das Mulheres que viajam sempre levam camisinha

♥ Secador de viagem

Ter um secador de cabelo de viagem não é questão de vaidade, não! Se seu destino de viagem é frio, você pode se prejudicar ao sair com os cabelos molhados. Alguns hostels até possuem secador para emprestar (ou alugar), mas é melhor garantir! Esses secadores custam baratinho, a partir de R$30 e são dobráveis.

Caso seu cabelo seja cacheado, é só comprar um bico de difusor e manter os cachinhos secos e arrumados.

♥ Óleo de coco

Além de poder ser usado na cozinha dos hostels, o óleo de coco é demaquilante (o melhor de todos), repelente de insetos, pós sol, hidratante para pele e lábios e nutritivo para os cabelos. Leia aqui 15 formas de usar óleo de coco na viagem.

15 maneiras de usar óleo de coco nas viagens

Tem mais alguma coisa que mulher não pode deixar de colocar na bagagem? Comenta aí!

Mulheres que viajam vão adorar o espaço Mulher de Mochila

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4 dias em contato com a natureza te deixam mais calmo e criativo, dizem pesquisas

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Dia atrás publicamos aqui, uma pesquisa que demonstrou que acampar durante uma semana, regula seu relógio biológico e pode prevenir doenças. Neste post,  trazemos outras 3 pesquisas  que reforçam a tese do quão importante é ter um contato periódico com a natureza.

A natureza te deixa mais criativo

A primeira é uma pesquisa realizada pelos professores de psicologia,  Ruth Ann Atchley da Universidade do Kansas e David L. Strayer da Universidade de Utah, que demonstrou que as funções cerebrais relacionadas à criatividade e a solução de problemas, são renovadas quando você se desconecta da tecnologia e se reconecta com a natureza.  Neste estudo, os participantes fizeram uma trilha de 4 dias e foram proibidos de usar tecnologia.  Depois disso foram convidados a executar tarefas que exigem criatividade e resolução de problemas complexos.  O estudo descobriu  que o contato com a natureza fez aumentar o desempenho dos participantes em 50%.

Bosque Nuboso em Santa Elena - Costa Rica - Foto: Silnei L Andrade

Bosque Nuboso em Santa Elena – Costa Rica – Foto: Silnei L Andrade

O motivo para essa melhora, segundo a pesquisa, é porque a tecnologia e o barulho das áreas urbanas exigem demais da nossa atenção,  o que  faz sobrecarregar nossas funções cognitivas.

Se você estiver se sentindo sobrecarregado e estressado pela vida urbana e pelo ritmo 24/7 da vida online,  basta desconectar e ir fazer uma trilha ou acampamento de 4 dias (sem levar seu smartphone obviamente) que você ficará renovado.  Essa prática reduz a fadiga mental, acalma a mente e ajuda a pensar criativamente.

A natureza acalma

Outro estudo muito parecido, foi executado por um grupo de cientistas do Japão, Coréia e Finlândia que fez testes com 48 jovens japoneses. Os  48 participantes realizaram caminhadas em florestas em quatro locais diferentes.  Os dados colhidos indicaram que as caminhadas na floresta tiveram influência positiva no relaxamento cardiovascular dos participantes e que aumentaram significativamente a atividade nervosa parassimpática de todos eles.  O sistema nervoso parassimpático é responsável por responder às situações de calma e por ativar ações do organismo como a desaceleração dos batimentos cardíacos, a diminuição da pressão arterial e a diminuição da adrenalina e de açúcar no sangue.

Puentes Colgantes em Monteverde - Costa Rica - Foto: Silnei L Andrade

Puentes Colgantes em Monteverde – Costa Rica – Foto: Silnei L Andrade

A natureza limpa a mente

Em um terceiro estudo realizado na Universidade de Stanford,  os pesquisadores investigaram como o contato com a natureza afeta a “ruminação”( termo utilizado para denominar formas obsessivas de pensamento na qual as mesmas ideias ou temas se repetem e excluem outros tipos de atividade mental),  e descobriram que o contato com ambientes naturais, como fazer trilhas por exemplo, diminui os pensamentos obsessivos e negativos, ou seja, a natureza ajuda a limpar e acalmar a mente.

A natureza nos faz sugar o tutano da vida

A ciência parece estar descobrindo o que Thoreau relata no capítulo 2 de Walden: “Fui para o bosque porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que ela tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida. Queria viver em profundidade e sugar todo o tutano da vida.”

Bora pro mato?  Confira os posts relacionados:


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Acampar durante uma semana, regula seu relógio biológico e previne doenças

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COPYRIGHT:© Mark Gee 2014 - www.theartofnight.com

Você anda meio estressado? Acorda esgotado, cansado? Se você nasceu após a invenção da luz elétrica, há grandes chances de ter um atraso de duas horas em seu relógio biológico.  Um estudo da Universidade do Colorado nos EUA, descobriu que o aumento da exposição à luz solar faz ajustar o nosso Ritmo Circadiano.

O Ritmo circadiano ou ciclo circadiano designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos e é influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.  Todos os seres vivos que habitam o planeta estão conectados a natureza.  O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, e exerce influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo.

Camping sob a luz das estrelas em Red Mountain Lake em Oregon, EUA. - Foto: Dylan MacMaster

Camping sob a luz das estrelas em Red Mountain Lake em Oregon, EUA. – Foto: Dylan MacMaster

O estudo analisou durante duas semanas, oito participantes (seis homens, duas mulheres) que tinham uma idade média de 30,3 anos.  Na primeira semana, os participantes foram incentivados a realizar suas rotinas diárias de trabalho, escola, atividades sociais e horários de sono auto-selecionados.  Já na segunda semana, os participantes acamparam ao ar livre, apenas com a luz natural e fogueiras. Lanternas ou dispositivos eletrônicos pessoais foram proibidos.

O ritmo circadiano dos participantes foi registrado e comparado em ambas as semanas do experimento. O estudo foi realizado nas Montanhas Rochosas do Colorado.

Após uma semana de camping selvagem, o relógio biológico dos participantes se alinhou com o tempo solar.  Em outras palavras, a noite biológica passou começar no pôr do sol, e terminar quando acordamos logo após o nascer do sol. Todos passaram a dormir e acordar em sincronia com a natureza.  Esses ritmos são estudados pela cronobiologia e a glândula pineal exerce papel fundamental em todo o processo, pois é ela quem regula o hormônio do sono: A Melatonina.

 Veja o que diz uma matéria sobre cronobiologia publicada na Revista Super Interessante:

“Os ritmos são herdados e os fatores ambientais, a que chamamos de sincronizadores, servem apenas para ajustar os ponteiros dos relógios biológicos”, esclarece o neurofisiologista José Cipolla-Neto, um dos fundadores do grupo multidisciplinar que estuda o assunto há oito anos na Universidade de São Paulo. A cronobiologia afirma que a maioria dos ciclos biológicos humanos se dá num período de 25,2 horas – daí a expressão ritmo circadiano, cerca de um dia.

Existem, é claro, diferenças de pessoa para pessoa: a “zero hora” de uma não é necessariamente a de outra. Os matutinos acordam e dormem cedo, enquanto os vespertinos preferem ir para cama por volta das 3 da madrugada, para só acordar perto do meio-dia. Isso é muito significativo, pois os ciclos de todas as funções são arrastados pelo ciclo do sono. Em qualquer caso, os estímulos externos servem apenas para sincronizar os ritmos internos com o ambiente, pois o organismo não se comporta à noite como de dia, importando pouco o fato de se estar dormindo ou acordado. “Nos seres humanos há um sincronizador muito particular: as relações sociais”, ressalta Cipolla.

A luz, porém, é de longe o sincronizador mais poderoso para a maioria dos seres vivos. Impressionadas pela luminosidade, as células da retina disparam através dos nervos óticos uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo, na base do cérebro. Além de comandar as glândulas do organismo, o hipotálamo possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, considerado essencial à manutenção dos ritmos. A luminosidade do dia impede de trabalhar a glândula pineal, localizada na área dorsal do cérebro e comandada pelo hipotálamo. Desbloqueada à noite – pois a luz artificial é muito fraca para produzir o mesmo efeito -, ela começa a liberar um hormônio, a melatonina, que, além de induzir o sono, age como uma espécie de mestre-sala para todos os ritmos biológicos.

“É como se o organismo compreendesse que existe um antes e um depois da melatonina”, tenta definir Cipolla. A melatonina, ainda por cima, estimula certas células imunológicas que combatem tumores – estes, descobriu-se recentemente, se desenvolvem mais depressa durante o dia. Algumas horas após o início da produção de melatonina, outra glândula – a hipófise – começa a segregar o chamado hormônio do crescimento, cujo pico no organismo se dá por volta das 3 da madrugada. Estes são responsáveis, por exemplo, pela renovação das células, um processo que se repete noite após noite, ritmicamente. Outro hormônio, o cortisol, é produzido pelas glândulas supra-renais pouco antes de a pessoa despertar.

Parece então que o estilo de vida moderno, a vida em grandes centros urbanos, fez desregular nossa “conexão com a natureza” e talvez seja esse um dos fatores das diversas doenças que afetam milhões de pessoas todos os anos. O ciclo de noites mal dormidas geradas pela desregulação do Ritmo Circadiano leva ao stress e o stress por sua vez acaba por abrir as portas do nosso firewall natural, o sistema imunológico.

Portanto, se bater o stress aí, não pense 2 vezes. Coloque a mochila nas costas e vá acampar no meio do mato por uma semana… e não leve o celular!

Use e abuse!


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Cuidado ao mergulhar (até em águas rasas)

Claudia Severo

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Especialista em coluna explica o que é o Trauma Raquimedular – lesão que pode comprometer a mobilidade de forma permanente – e dá dicas de como evitar acidentes do tipo

O nome é complicado, mas o perigo é conhecido. Trauma Raquimedular é o nome técnico para uma série de lesões na coluna decorrentes de algum trauma. Acidentes de carros estão no topo da lista de causas desse tipo de ocorrência, mas há outros fatores tão perigosos quanto, dependendo, principalmente, da época do ano. “O trauma raquimedular é frequente nos acidentes automobilísticos, porém a principal causa no verão é o mergulho em águas rasas”. Quem explica isso é o ortopedista Pil Sun Choi, coordenador do Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital S. José da Beneficência Portuguesa de SP.
Os acidentes provocados pelo mergulho em águas rasas aumentam no verão, mas fazem vítimas o ano inteiro e estão entre as principais causas de Traumas Raquimedulares. Assim como nos outros casos, atingem, geralmente, pessoas em idade produtiva, principalmente homens, na faixa de 20 a 40 anos. É considerado um grave problema de saúde pública, pois gera altos gastos no tratamento dos acidentados. Segundo o médico, a recuperação desses pacientes é bastante complicada. “As chances de uma pessoa se recuperar desse tipo de lesão são mínimas, mas existem quando o tratamento é feito precocemente”.

Pela gravidade da lesão, é importante que as pessoas atuem na prevenção desse tipo de acidente. Abaixo o neurocirurgião lista algumas dicas para quem quer se refrescar nas férias, sem provocar riscos à saúde:
– Conheça previamente o lugar onde vai mergulhar;
– Não faça ingestão de álcool antes de nadar;
– Não mergulhe de ponta. Na maioria das vezes, bater com a cabeça no fundo da piscina ou leito do lago/rio é a causa de um trauma na coluna. Um pequeno impacto na cabeça já é suficiente para provocar lesões;
– Sempre entre devagar na água, reconhecendo o local;
– Mesmo conhecendo o local de mergulho, evite manobras radicais, pois mesmo em lugares fundos é possível sofrer acidentes causados por obstáculos como pedra, troncos, etc;
– Caso presencie um acidente que pode caracterizar o Trauma Raquimedular, é importante não mexer na vítima, pois sem os cuidados adequados pode haver uma lesão ainda maior na coluna ou medula. Nesse caso, certifique-se de que a pessoa está respirando e aguarde resgate especializado.

Confira dicas, informações e experiências de viajantes sobre mergulho no Mochileiros.com.
Sobre Saúde do Viajante, aqui.

Foto: Derek Keats


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Saúde do viajante: cuidados com os olhos

Claudia Severo

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Nada pode ser ruim em se tratando de viagem, certo? Sim, mas a gente sabe que é preciso alguns cuidados especiais com a saúde; seja prevenindo e ou tratando um ‘Mal de altitude’ ou outros problemas que podem surgir naturalmente em nossas andanças.
Os boletins epidemiológicos do Comitê Estadual de Saúde do Viajante (criado pela Secretaria de Saúde de São Paulo) mostram que a conjuntivite é a segunda maior doença transmissível das que são monitoradas no turismo.
De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, um dos fatores que contribui para isso é o uso abusivo de ar condicionado, que nem sempre tem a manutenção adequada e infesta o ar com microorganismos.

O especialista destaca 4 causas que podem prejudicar a saúde dos olhos durante as viagens:

Água contaminada

A água quente facilita a proliferação de parasitas e bactérias, então se você se empolgou com a jacuzzi do hostel é bom ficar atento. Os sintomas são dor intensa, olhos vermelhos e aversão à luz.
Usar lentes de contato em jacuzzis, praias ou piscinas dobra o risco de contaminação fulminante da córnea e pode até cegar, adverte o especialista.

Na hora da festa, é difícil se lembrar do que a água contaminada pode causar | Foto: Ahoova

Na hora da festa, é difícil se lembrar do que a água contaminada pode causar | Foto: Ahoova

Queda de umidade

Nos aviões a umidade do ar pode cair 30%. Por isso os olhos ficam ressecados e acabam se transformando em uma porta aberta para a contaminação.
Se você é daqueles que curtem ver muitos filmes durante o percurso no avião é bom tentar dar um descanso para os olhos. “Isso causa fadiga visual e piora o ressecamento dos olhos. Para driblar o desconforto e evitar complicações, o ideal é carregar na bagagem de mão colírio de lágrima artificial para instilar nos olhos durante o voo”, recomenda. À noite, por exemplo, a produção natural lacrimal é menor.

É preciso dar um descanso aos olhos durante o voo | Foto: ambimb

É preciso dar um descanso aos olhos durante o voo | Foto: ambimb

Lentes de contato

Nos voos com mais de 2 horas de duração, as lentes de contato devem ser substituídas por óculos, alerta o oftalmologista. Isso porque, a baixa umidade no avião faz com que a lente que fica suspensa sobre a córnea entre em atrito com sua camada externa, mesmo que a lágrima artificial seja instilada no olho.
Quem insiste em usar a lente de contato nas viagens aéreas mais longas, provoca lesões superficiais na córnea, destaca.
O resultado são olhos vermelhos, doloridos e lacrimejantes. A única terapia para este tipo de dano é evitar o uso de lente até a completa regeneração da córnea.
Em pessoas com baixa imunidade e nas que voltam a usar a lente antes da recuperação, as lesões podem infeccionar. “Caso a infecção não seja tratada com medicamentos adequados provoca úlceras na córnea e diminuição permanente da visão” avisa.

Mau uso da lente de contato pode lesionar córnea | Foto: Lyra Carillet

Mau uso da lente de contato pode lesionar córnea | Foto: Lyra Carillet

Calor faz colírio perder efeito

O especialista explica que todo colírio desnatura, ou seja, perde o efeito quando exposto a altas temperaturas, alguns inclusive precisam ser mantidos sob refrigeração.
Para quem tem Glaucoma, doença que em 90% dos casos está relacionada ao aumento da pressão intraocular, deve informar seu oftalmologista quando for viajar, para que ele prescreva um colírio adequado ao tipo de viagem.
Outra dica do médico é carregar colírio para apenas 1 mês. “A maioria dos colírios têm validade de um mês depois de abertos. Usar medicação vencida é igual deixar de usar” ressalta.

Leve colírio apenas para um mês | Foto: Alibaba.com

Leve colírio apenas para um mês | Foto: Alibaba.com

A imagem que abre o post é de Luis Antonio Rodríguez Ochoa.


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Saúde do Viajante

Saúde do viajante: prevenção ainda é o melhor remédio

Claudia Severo

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Quem, empolgado com uma viagem irá se preocupar com eventuais doenças? O título acima é um clichê e o assunto parece chato, mas pequenos cuidados necessários farão com que a mochilada não vire “dor de cabeça”, literalmente.

Além de se prevenir da doença, você não correrá o risco de ter que voltar pra casa antes de atravessar a fronteira. Muitos países exigem documentação relacionada à saúde do viajante – declaração de um médico e comprovante de vacinação são alguns exemplos.
O clima, a altitude, a comida local, a mudança nos padrões sanitários e até o fuso horário podem causar certo desconforto ou “menor saúde” para quem viaja e aqui você irá conferir algumas dicas para evitar tais problemas.

 

Principais doenças e dicas de prevenção:
Diarreia, cólera e febre tifóide
– Água e alimentos contaminados podem causar diarreia, a qual pode ser acompanhada de vômitos, febre e dor abdominal.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as bactérias causadoras da contaminação também podem causar doenças como a cólera e a febre tifóide.
Torne hábito:
– O aumento do consumo de água e outros líquidos (sucos, sopas, chá, soro caseiro) para evitar a desidratação;
– Na impossibilidade de consumir água mineral (engarrafada e de boa procedência), trate você mesmo sua água. Há no mercado, líquidos para a potalização, como o Hidrosteril ou pastilhas efervescentes como a Hidrosan Plus;
– Lavar frequentemente as mãos com água e sabão após cada evacuação;
– Lavar as mãos antes de ingerir ou preparar qualquer refeição. Nas farmácias existem géis anti-sépticos (o conhecido “álcool gel”) que podem ajudar em alguns momentos.

Febre amarela – Ocorre na África e América do Sul. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
Mosquitos infectados provocam a doença. A vacina contra a febre amarela é gratuita e deve ser tomada 10 dias antes da viagem para locais de risco. A vacina é válida por 10 anos. Não se esqueça de, se viajar ao exterior, pedir o comprovante internacional da imunização, cuja apresentação é obrigatória em vários países.

Malária – também é transmitida por picada de mosquitos infectados (além de transfusão de sangue e compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas). Os sintomas são: febre alta, calafrios, suor excessivo e dor de cabeça, intermitentes.

Use repelentes, telas em janelas e portas e mosquiteiros em camas e redes de dormir.

Ainda não reconhecido pelo Ministério da Saúde o propólis “não só evita (repelente) como também cura a parasitemia em algumas horas”, afirma o biólogo Gilvan Barbosa Gama.
Gama que é de Florianópolis (SC) se mostrou contente de ver seu trabalho já dar resultados na África.

Durante quatro anos o pesquisador, que já morou na Amazônia, administrou o própolis para os garimpeiros em locais totalmente desprovidos de assistência médica. Gama percebeu que o própolis faz a pessoa eliminar pelo suor uma substância que afasta os mosquitos e ainda cura aqueles que já desenvolveram a doença.

Ele destaca ainda, que as pessoas devem prestar atenção ao produto, pois não é qualquer própolis que pode curar as enfermidades. “É preciso que ele esteja na concentração correta, 1kg de própolis para 900ml de álcool de cereais. Os própolis comprados em farmácias são muito diluídos”, garante.

A Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (Sucen) já testou a pesquisa de Gama “in vitro” e obteve resultado positivo no combate ao Plasmodium falciparum, espécie que causa a forma mais grave da malária. Além do Brasil, seus estudos já são conhecidos pelo Ministério da Saúde de Cuba e em Angola, na África, onde alguns missionários que utilizam o própolis nos casos de malária, obtiveram resultado positivo.

Dengue – febre, dores no corpo, principalmente nas articulações e dor de cabeça, bem como manchas vermelhas pelo corpo são alguns dos sintomas provocados pelo Aedes aegypti, o famoso mosquito transmissor da dengue.
O diagnóstico precoce é importante. Repousar e ingerir bastante líquido são recomendados. Não utilize Aspirina ou AAS (salicilatos) já que seu uso pode favorecer hemorragias.

Além dos cuidados citados quando falamos da Malária, utilize repelentes contra insetos à base de DEET nas áreas expostas do corpo ou mesmo nas roupas.

Tétano – doença causada pela toxina de uma bactéria encontrada no ambiente (solo, esterco, superfície de objetos etc). Caso venha a se ferir lave o local do ferimento com água e sabão e retire os corpos estranhos (lasquinhas de madeira, terra, prego etc). Não é possível combater tal bactéria e por isso é importante, não só para viajantes, estar adequadamente vacinado contra a doença.

Gripe Aviária – Segundo a Anvisa, a gripe aviária é uma doença que atinge aves e também pessoas. “O contágio acontece pelo contato direto com aves doentes ou com superfícies contaminadas por suas fezes, secreção nasal, ou saliva”, explica o órgão.

Em 2005 houve um surto da doença em aves na Ásia e em alguns países da Europa. Se você viajará para áreas afetadas:

– Evite contato com aves vivas ou abatidas em granjas e mercados públicos;

– Evite ingerir alimentos de origem animal de procedência duvidosa, principalmente aves e ovos, crus ou mal cozidos.

A Anvisa alerta ainda que, “se até 10 dias após seu retorno de alguma dessas áreas você apresentar temperatura maior que 38ºC e tosse ou dor de garganta ou dificuldade respiratória (dispnéia), procure imediatamente um serviço de saúde. É importante comunicar ao profissional de saúde seu roteiro de viagem.”

Influenza A (H1N1), a “Gripe Suína” – O surto de H1N1 matou mais de 100 pessoas no México em 2009. Ele é o resultado de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da grupe suína que infectaram porcos simultaneamente. De acordo com o médico Drauzio Varella, em seu site(http://www.drauziovarella.com.br), “ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias.”
Ainda de acordo com o médico, os sintomas são semelhantes aos causados por uma gripe comum. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e falta de apetite. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarréia.
Há a vacina para a Influenza A e recomenda-se:
– Lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão ou desinfetá-las com produtos à base de álcool;
–  Jogar fora os lenços descartáveis usados para cobrir a boca e o nariz, ao tossir ou espirrar;
–  Evitar aglomerações e o contato com pessoas doentes;
–  Não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz depois de ter tocado em objetos de uso coletivo;
–  Não compartilhar copos, talheres ou objetos de uso pessoal;
– Suspender, na medida do possível, as viagens para os lugares onde haja casos da doença;
–  Procurar assistência médica se surgirem sintomas que possam ser confundidos com os da infecção pelo vírus da influenza tipo A.

“Kit farmácia”
É indispensável que o viajante leve consigo, medicamentos prescritos pelo seu médico (caso tenha necessidade, por exemplo, de uso contínuo – se este for seu caso, peça um atestado para seu médico, de repente, escrito em inglês e ou espanhol), paliativos com os quais está acostumado a tratar afecções mais comuns e itens de primeiros socorros.

É sabido que muitos lugares não têm atendimento médico imediato (seja por distância ou outros fatores), além disso, consultas e exames são dispendiosos, sobretudo para um estrangeiro (você) no exterior. Portanto, prevenir continua sendo o melhor remédio até quando se fala em bolso!

Medicina do viajante
Quem está na cidade de São Paulo pode contar com o Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas que oferece orientações para viajantes no que diz respeito à prevenção de doenças adquiridas durante e em decorrência de viagens, além de prestar assistência àqueles que retornam doentes.
As vacinas, quando necessárias, são dadas no próprio Hospital.
O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 12:30h às 16h e deve ser agendado através do (11) 3896-1366/1400/1200. E-mail: [email protected]
O hospital Emílio Ribas fica na Avenida Dr. Arnaldo, 165 – São Paulo – SP.

Já no Hospital das Clínicas (HC) há o Ambulatório do Viajante, onde são fornecidas vacinas.  O HC fica na Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – Prédio dos Ambulatórios – 4o andar – sala 8. O agendamento de orientação pré-viagem deve ser feita pessoalmente ou pelo  telefone (11) 3069-6392, das 8:30h às 10:30h.

No Rio de Janeiro poderá contatar o Cives (Centro de Informações em Saúde para Viajantes) do Hospital Universitário da UFRJ que fica na Cidade Universitária, Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ. Telefone (21) 2562-6213. E-mail: [email protected]

Confira também as dicas de o que fazer antes de viajar, da médica e viajante Samantha Vasques e de outros viajantes em:  http://www.mochileiros.com/saude-o-que-fazer-antes-de-viajar-t54935.html
Como agir em uma parada cardiorespiratória, dica da enfermeira e viajante Letícia Quaresma e de outros viajantes em:  http://www.mochileiros.com/como-agir-em-uma-parada-cardiorespiratoria-t51413.html

“Farmácia básica”, Vacinação, Soroche (mal de altitude), intoxicação alimentar, como lidar com animais peçonhentos, ataque de abelhas, como agir em acidentes, “Jet lag”,  entre outras ricas informações e dicas você encontra em: http://www.mochileiros.com/saude-do-viajante-f587.html

Saiba +:

http://www.anvisa.gov.br/viajante/ (em português. Entre outras informações há uma lista dos Centros de Orientação dos Viajantes nos Estados).

http://www.cdc.gov/travel/  (em inglês)

http://www.astmh.org/  (em inglês)

http://www.who.int/en/  (em inglês, francês, espanhol etc).

http://www.medicinadoviajante.com.br  (em português)

http://mirandagama.sites.uol.com.br/  (em português. Site do biólogo Gilvan Barbosa Gama que através de experiências constatou a eficácia da própolis contra a dengue e a malária).

Nota: O autor e o Mochila Brasil não têm qualquer ligação com os links citados, bem como com o conteúdo, produtos e ou serviços apresentados/oferecidos pelos mesmos.


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