{"id":10327,"date":"2013-06-25T18:32:52","date_gmt":"2013-06-25T21:32:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/?p=10327"},"modified":"2018-12-20T01:45:33","modified_gmt":"2018-12-20T04:45:33","slug":"entrevista-com-o-montanhista-augusto-carvalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/entrevista-com-o-montanhista-augusto-carvalho","title":{"rendered":"Entrevista com o montanhista Augusto Carvalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Amante das serras e praias do Brasil, o bacharel em Geografia, Augusto Carvalho faz parte de um seleto grupo de montanhistas que transformou as trilhas e travessias da regi\u00e3o sudeste do Brasil em quintal. \u00a0H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada seus relatos publicados na comunidade Mochileiros.com e em seu Blog <a href=\"http:\/\/trilhasetrips.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Trilhas e Trips<\/a>, foram a principal fonte de informa\u00e7\u00f5es para todos aqueles que se aventuraram por essas bandas. Dif\u00edcil encontrar um trilheiro ou montanhista que n\u00e3o tenha se inspirado em um dos seus relatos. Confira a seguir o bate-papo que tivemos com ele:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB- \u00a0Augusto, como e quando come\u00e7ou seu interesse pelo Montanhismo e pelas trilhas e qual foi sua primeira viagem (para que local e quando)?\u00a0<\/strong><br \/>\nQuando eu fazia o ensino m\u00e9dio, no final da d\u00e9cada de 80, eu participava de uma turma que sempre estava fazendo trip pr\u00f3xima de SP. Naquela \u00e9poca a nossa divers\u00e3o era a Serra do Mar, principalmente na regi\u00e3o de Paranapiacaba. Era uma caminhada de bate volta visitando a Cachoeira da Pedra Lisa e chegando at\u00e9 o Po\u00e7o das Mo\u00e7as. Ali j\u00e1 comecei a gostar da caminhada e o contato com a natureza. Esse foi um dos motivos a me identificar com a geografia, mas por imposi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, ao entrar na Faculdade, tive que escolher um curso voltado para a \u00e1rea que eu trabalhava. Era um curso de Engenharia, mas n\u00e3o me identificava com ele, por isso uns 2 anos depois resolvi largar tudo e fazer a FUVEST. Entrei no curso de Geografia e aqueles 5 anos estudando foram um dos melhores anos da minha vida. T\u00ednhamos muito trabalho de campo e as viagens eram rotineiras. O curso \u00e9 muito voltado para essa parte pratica, ent\u00e3o eu adorei. Al\u00e9m dessas viagens da Faculdade, sempre marcava alguma trip com colegas de sala de aula, ent\u00e3o ali foi que eu percebi que o montanhismo era a minha cara. Ent\u00e3o as minhas primeiras trips foram para a serra do mar na d\u00e9cada de 80, quando o trem ainda chegava em Paranapiacaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; \u00a0Analisando seus relatos (postados no seu blog e no Mochileiros.com) percebemos que voc\u00ea fechou o foco no Brasil, mais precisamente na Regi\u00e3o Sudeste. Fez as principais travessias de montanha e Litoral desta regi\u00e3o. Por que essa escolha? E nessa regi\u00e3o, ainda tem algo que voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a e quer explorar\/ conhecer?<\/strong><br \/>\nDei preferencia nas minhas caminhadas a lugares onde j\u00e1 conhecia a regi\u00e3o e que a log\u00edstica n\u00e3o fosse um empecilho para chegar l\u00e1. Procurava sempre me precaver lendo tudo sobre a travessia ou trilha que ia fazer para n\u00e3o ter problemas depois, j\u00e1 que a maioria das minhas caminhadas eu sempre fazia sozinho ou com no m\u00e1ximo 1 pessoa a mais. Acho que esse planejamento inicial \u00e9 fundamental para o \u00eaxito de uma caminhada. Um exemplo que posso citar \u00e9 a travessia Sales\u00f3polis-Praia de Boi\u00e7ucanga pela Serra do Mar. Eu tinha lido um artigo da Folha de SP na d\u00e9cada de 90, onde nem se falava de internet. Na \u00e9poca eu at\u00e9 guardei a reportagem para quem sabe faz\u00ea-la algum dia, mas eu n\u00e3o tinha nada de informa\u00e7\u00e3o, por isso fui deixando de lado. E em 2002 fiz parte desse caminho de moto para ver como era o percurso na caminhada e s\u00f3 em 2012 conclui essa travessia, mas depois de pesquisar bastante no google. Quanto a lugares que ainda n\u00e3o conhe\u00e7o na regi\u00e3o sudeste, acho que sobrou muito pouco e o que restou s\u00e3o caminhadas bem parecidas com outras que eu j\u00e1 fiz. Na Serra da Mantiqueira especificamente j\u00e1 caminhei pela crista de oeste a leste, do in\u00edcio dela na Serra do Lopo at\u00e9 o final em Visconde de Mau\u00e1, por isso retornar a essa serra vai demorar um pouco. Talvez fazer alguma coisa no litoral: uma travessia de praia ou retornar \u00e0 Paranapiacaba depois de uns 20 anos. Desde que os roubos, no final da d\u00e9cada de 80 e in\u00edcio de 90, tinham virado rotina naquelas trilhas, nunca mais voltei.<\/p>\n<div id=\"attachment_10365\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10365\" class=\" wp-image-10365 size-large\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-1024x768.jpg\" alt=\"Augusto em uma piscina natural na Travessia da Serra Fina de sul a norte pelo Rio Claro - Foto: Augusto de Carvalho - Arquivo Pessoal\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-313x235.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose-20x15.jpg 20w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/109-Pose.jpg 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10365\" class=\"wp-caption-text\">Augusto em uma piscina natural na Travessia da Serra Fina de sul a norte pelo Rio Claro &#8211; Foto: Augusto de Carvalho &#8211; Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; De todas as trilhas e travessias que fez, qual foi a mais complicada e qual foi a mais bela, a que lhe impressionou mais e por que?<\/strong><br \/>\nDas trilhas\/travessias mais complicadas eu tenho v\u00e1rias para citar, mas vou destacar apenas 2 que eu sempre lembro para servir de exemplo. Uma delas \u00e9 a Trilha do Corisco (que liga Ubatuba \u00e0 Paraty) quando fiz pela primeira vez em Outubro de 1998. Parte dessa trilha eu tinha feito uns meses antes por uma agencia de ecoturismo de Ubatuba. Na \u00e9poca s\u00f3 chegamos at\u00e9 um local chamado Po\u00e7o da Rasa, mas o guia nos disse que a trilha continuava at\u00e9 Paraty e a\u00ed peguei algumas informa\u00e7\u00f5es com ele. Mas ao fazer essa trilha com minha ex-namorada me empolguei demais, porque fui parando em v\u00e1rias pequenas cachoeiras e po\u00e7\u00f5es. Isso sem, contar os perdidos que nos fez tomou tempo demais. Com isso, come\u00e7ou a escurecer e a gente ainda estava no meio da mata e nessa hora bateu o desespero na ex-namorada. N\u00f3s est\u00e1vamos somente com uma pequena mochila de ataque, pouca comida e quase nada de blusa e sem lanternas. Ent\u00e3o se a gente tivesse que dormir na mata \u00edamos passar fome e frio. Mas mantive a calma e procurando aqui e ali achei a continua\u00e7\u00e3o da trilha. Lembro que ao chegar na Rodovi\u00e1ria de Paraty j\u00e1 n\u00e3o tinha mais \u00f4nibus para voltar \u00e0 Ubatuba, onde est\u00e1vamos hospedados. E a\u00ed tivemos que embarcar em um \u00f4nibus para SP por volta da meia noite e desembarcar em Ubatuba, chegando quase 2 hrs da manh\u00e3 na Pousada. Serviu como li\u00e7\u00e3o. Outra caminhada muito complicada foi a travessia da Serra Fina de sul a norte pela Trilha do Rio Claro. Foram cerca de 4 dias s\u00f3 escalaminhando pelo leito desse rio saindo de uma altitude de pr\u00f3xima de 1000 metros at\u00e9 quase 2400 metros, quando chegamos na base da Pedra da Mina. Eu estava em um grupo de 4 pessoas e logo nas primeiras horas da caminhada uma pessoa do grupo deslocou o ombro ao escalaminhar uma pedra. Ali sentimos que a caminhada n\u00e3o ia ser f\u00e1cil. Era escalaminhada de rocha uma atr\u00e1s da outra. Em algumas vezes tivemos que varar mato pela encosta porque n\u00e3o dava para seguir pelo leito. O grande perigo ali era algu\u00e9m sofrer uma fratura e um resgate era muito complicado, por isso a caminhada era lenta. E os pontos onde montamos as barracas eram sempre em lugares improvisados. Al\u00e9m dessa caminhada ter sido muito dif\u00edcil, tivemos tamb\u00e9m uma certa dificuldade para conseguir a autoriza\u00e7\u00e3o do propriet\u00e1rio da Fazenda, onde se inicia a trilha.<br \/>\nDas mais belas, com certeza \u00e9 a volta completa de Ilha Grande que eu fiz com minha esposa em Janeiro de 2008. Eu que adoro praia estava no para\u00edso; era cada uma diferente da outra. A trilha n\u00e3o tinha dificuldade nenhuma e se tiv\u00e9ssemos mais tempo dispon\u00edvel at\u00e9 ficar\u00edamos em algumas das praias por mais dias. Encontramos moradores que sempre procuravam nos ajudar e conseguimos completar toda a volta em uns 10 dias sem ter nenhum problema.<br \/>\nE uma das que mais me impressionou foi o Caminho da F\u00e9. Foi uma experi\u00eancia \u00fanica encontrar pessoas que s\u00e3o muito hospitaleiras e bondosas. Tanto nas cidades que eu me hospedava quanto ao longo da caminhada as pessoas me cumprimentavam e sempre desejando uma boa caminhada. Perdi as contas de quantas vezes fui convidado para tomar um caf\u00e9 na casa de algum morador, me chamando para visitar a fam\u00edlia dele ou quando me despedia deles sempre ouvia \u201cV\u00e1 com Deus\u201d ou \u201cQue Nossa Senhora te acompanhe\u201d. Isso que \u00e9 legal em uma caminhada: conhecer pessoas am\u00e1veis e gentis. Nessas horas que a gente pensa que a bondade existe nas pessoas. Para quem mora nas grandes cidades onde a viol\u00eancia e ego\u00edsmo impera, parece que \u00e9 um choque que voc\u00ea toma. Com certeza eu volto algum dia para fazer esse Caminho novamente, mas de bike.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; No Brasil, quais s\u00e3o as trilhas e travessias que voc\u00ea ainda n\u00e3o fez e pretende fazer? E fora do pa\u00eds?\u00a0<\/strong><br \/>\nExistem algumas travessias que ainda pretendo fazer na regi\u00e3o sudeste, mas somente em MG. Na Serra do Espinha\u00e7o tem algumas lindas, como a Lapinha-Tabuleiro. Tem a Estrada Real, a Itutinga-Carrancas, o Parque do Cara\u00e7a, as v\u00e1rias travessias no PN da Serra do Cip\u00f3; no nordeste tem a Chapada Diamantina que ainda n\u00e3o conhe\u00e7o; tem a travessia por todo o litoral sul da Bahia. No Maranh\u00e3o os Len\u00e7ois Maranhenses; na regi\u00e3o sul tem os c\u00e2nions do PN Aparados da Serra, Serra Geral e a Serra do Mar do PR. Caminhadas fora do pa\u00eds nunca me atra\u00edram. Talvez o Monte Roraima ou a Trilha Salkantay no Peru e o Caminho de Santiago de Compostela. Tem muita coisa aqui no Brasil que ainda n\u00e3o conhe\u00e7o, por isso quando zerar a minha lista aqui no pa\u00eds a\u00ed quem sabe \u00e9 hora de conhecer outros povos.<\/p>\n<div id=\"attachment_10361\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10361\" class=\" wp-image-10361 size-large\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-1024x768.jpg\" alt=\"Augusto percorrendo o Caminho da F\u00e9 no 10\u00ba dia de caminhada no trecho Consola\u00e7\u00e3o x Parais\u00f3polis - Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-313x235.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada-20x15.jpg 20w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/04-Na-estrada.jpg 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10361\" class=\"wp-caption-text\">Augusto percorrendo o Caminho da F\u00e9 no\u00a010\u00ba dia de caminhada no trecho Consola\u00e7\u00e3o x Parais\u00f3polis &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; Voc\u00ea tamb\u00e9m fez o Caminho da F\u00e9 a p\u00e9, o que te motivou a fazer essa travessia? Quais foram suas impress\u00f5es? Quais s\u00e3o suas dicas pra quem pretende fazer esse trajeto?<\/strong><br \/>\nO caminho da F\u00e9 para mim sempre foi um desafio que eu impus a mim mesmo, j\u00e1 que caminhar por quase 430 Kms n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Eu tinha planejado em fazer em uns 16 ou 17 dias, mas acabei fazendo em 15 dias. Sempre gostei de fazer longas caminhadas; j\u00e1 fiz algumas que levaram 1 semana ou mais s\u00f3 caminhando. Essa caminhada n\u00e3o teve um car\u00e1ter religioso, mas em alguns trechos creio que eu tive a ajuda de uma pessoa onipresente sim. Por cerca de 10 dias eu caminhei sozinho. S\u00f3 nos \u00faltimos 5 dias \u00e9 que eu tive a companhia da minha esposa que seguiu comigo at\u00e9 a Bas\u00edlica de Aparecida. Esses 10 dias sozinho, apesar de serem muito cansativos foi bom para analisar como era a minha vida. Ao longo dos trechos de caminhada eu me via divagando. \u00c9 uma experi\u00eancia e tanto. A cada dia eu tinha um visual diferente, mas o ponto alto dessa caminhada s\u00e3o as pessoas que voc\u00ea encontra. Acho que todo mundo que gosta de trekking deve completar esse Caminho e n\u00e3o precisa ser cat\u00f3lico n\u00e3o.<br \/>\nSobre as dicas: o caminho \u00e9 bem sinalizado, quanto a isso pode ficar tranquilo. Leve o m\u00ednimo de peso poss\u00edvel; em algumas pousadas se permite lavar as roupas, por isso \u00e9 desnecess\u00e1rio levar muita coisa. A caminhada sempre se inicia pela manh\u00e3 e no final do dia se chega na outra cidade, onde se vai pernoitar, ent\u00e3o a alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um item muito importante. Alimentos leves e um caf\u00e9 da manh\u00e3 bem refor\u00e7ado. Se prepare com bastante anteced\u00eancia fazendo pequenas caminhadas at\u00e9 chegar um limite de uns 30 a 40 Km di\u00e1rios (a maior parte dos trechos est\u00e3o com essa quilometragem). E o mais importante, respeite os limites de seu corpo; se estiver se preparando e perceber que n\u00e3o consegue se adaptar ao ritmo, ent\u00e3o \u00e9 melhor fazer o Caminho da F\u00e9 por partes: as vezes s\u00f3 nos fins de semana, j\u00e1 que esse caminho \u00e9 uma sucess\u00e3o de subidas e descidas de serras.<\/p>\n<div id=\"attachment_10366\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10366\" class=\" wp-image-10366 size-large\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-1024x768.jpg\" alt=\"Augusto no 11\u00ba dia da Volta completa de Ilha Grande\/RJ - Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-313x235.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora-20x15.jpg 20w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/28-Chuva-j\u00e1-foi-embora.jpg 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10366\" class=\"wp-caption-text\">Augusto no 11\u00ba dia da Volta completa de Ilha Grande\/RJ &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; Nestes mais de 20 anos de trilhas e travessias pelo Brasil, obviamente voc\u00ea deve ter passado por diversos perrengues, nos conte os mais memor\u00e1veis.\u00a0<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 peguei v\u00e1rios perrengues. A maioria sempre foi por causa das chuvas. Uma vez eu estava saindo do topo da Pedra da Mina pela manh\u00e3 e uma chuva com neblina espessa me pegou na descida para o Vale do Ruah. N\u00e3o enxergava quase nada \u00e0 minha frente e por isso me perdi. Tive que parar e montar a barraca no meio da chuva e em local improvisado para somente no dia seguinte continuar a caminhada. Teve um outro que foi por falta de planejamento mesmo; estava com um colega fazendo a travessia Itaguar\u00e9-Marins e demoramos muito para iniciar a caminhada no Itaguar\u00e9 e com isso anoiteceu e a gente ainda n\u00e3o tinha chegado na base do Pico do Marins e para piorar est\u00e1vamos sem agua, por isso acampar na trilha estava fora de quest\u00e3o. Us\u00e1vamos a lanterna, mas a bateria foi acabando r\u00e1pido porque tinhamos usado bastante na noite anterior. Foi apavorante descer o Pico do Marinzinho somente com a ajuda de um pessoal que estava acampado na base do Marins, junto ao riacho. Mas o perrengue que ficou na minha mem\u00f3ria e que me fez voltar ao mesmo local no ano seguinte foi a caminhada \u00e0 Pedra do Frade, em Angra dos Reis. Eu estava com minha esposa e mais dois colegas e t\u00ednhamos iniciado a caminhada por Bananal\/SP. Quase chegando na base da Pedra, come\u00e7ou a cair uma garoa no meio da mata e por isso decidimos montar as barracas na base da Pedra. Durante a noite j\u00e1 n\u00e3o chovia mais e j\u00e1 cont\u00e1vamos em pegar o nascer do Sol no topo, mas no meio da madrugada come\u00e7ou a chover e ela veio bem mais forte que no dia anterior. E o pior \u00e9 que n\u00f3s t\u00ednhamos montado todas as barracas em um local fechado, rodeado por pedras e n\u00e3o demorou muito aquilo virou uma piscina com agua at\u00e9 a altura dos joelhos. N\u00e3o deu nem tempo de desmontar as barracas que ficaram alagadas. Como era um Domingo, no dia seguinte alguns tinham que trabalhar, ent\u00e3o nem dava para esperar mais algum dia o tempo melhorar. Tivemos que cancelar a subida at\u00e9 o topo da Pedra. Foi muito frustrante, voc\u00ea acampar na base da Pedra e n\u00e3o conseguir chegar ao topo dela, que n\u00e3o era um trecho t\u00e3o dif\u00edcil assim, mas com chuva era perigoso. E para piorar mais ainda, no retorno descendo a serra do mar em dire\u00e7\u00e3o a Angra dos Reis, um dos nossos colegas se perdeu da gente \u2013 ele terminou a trilha no dia seguinte, sozinho. Foi uma sucess\u00e3o de erros um atr\u00e1s do outro, mas no ano seguinte voltei l\u00e1 novamente com minha esposa e outro colega e conseguimos chegar no topo com \u00eaxito.<\/p>\n<div id=\"attachment_10363\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-10363\" class=\" wp-image-10363 size-large\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-1024x768.jpg\" alt=\"Augusto, M\u00e1rcia (esposa) e Jorge Soto admirando a vista em Pedra da Macela - Cunha\/SP\" width=\"1000\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-313x235.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra-20x15.jpg 20w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/097-Litoral-de-Angra.jpg 1096w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-10363\" class=\"wp-caption-text\">Augusto, M\u00e1rcia (esposa) e Jorge Soto admirando a vista em Pedra da Macela &#8211; Cunha\/SP<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; \u00a0Voc\u00ea h\u00e1 pouco tempo embarcou em uma nova aventura, a de ser pai. Como isso impactou na sua vida viajante? Voc\u00ea j\u00e1 fez trilhas\/viagens com sua filha? Pretende fazer? Qual \u00e9 a dica que voc\u00ea pode dar para casais com filhos que queiram come\u00e7ar no mundo das trilhas?\u00a0<\/strong><br \/>\nA paternidade muda as pessoas em definitivo, sabia. Eu sempre fui uma pessoa cabe\u00e7a dura, teimosa e que mesmo ouvindo conselhos para n\u00e3o fazer essa ou outra trilha, eu ia l\u00e1 e fazia, sem me importar com as consequ\u00eancias. A partir do momento em que voc\u00ea tem um filho (a) para educar e acompanhar seu crescimento, voc\u00ea se torna uma pessoa mais comedida, precavida, pensa 2x antes de fazer aquela trilha dif\u00edcil. Voc\u00ea tem de saber que ao voltar da caminhada vai ter algu\u00e9m te esperando, al\u00e9m da sua esposa. Ent\u00e3o o grande impacto que eu tive na minha vida foi o de escolher melhor as trilhas para caminhada. J\u00e1 fiz algumas pequenas caminhadas com minha filha e o meu objetivo \u00e9 que ela j\u00e1 curta isso e com o tempo siga os meus passos. Aqui em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 fui para todos os N\u00facleos do Parque Estadual da Cantareira. As trilhas s\u00e3o bem f\u00e1ceis e sinalizadas e voc\u00ea ainda passa por cachoeiras e belas nascentes. Para levar os pequenos recomendo o N\u00facleo Engordador e o Cabu\u00e7\u00fa. Saindo de SP j\u00e1 levei minha filha para Visconde de Mau\u00e1, parte baixa do PN do Itatiaia, Aiuruoca, algumas trilhas e cachoeiras de Paraty e o lugar que eu mais recomendo: Parque Estadual do Ibitipoca em MG. \u00c9 um parque com uma infraestrutura sem igual e com trilhas perfeitas para crian\u00e7as, no Circuito das \u00c1guas. O que eu ainda n\u00e3o fiz e est\u00e1 nos meus planos \u00e9 acampar com minha filha em algum parque nacional ou no litoral. Por enquanto as viagens que fazemos juntos \u00e9 sempre para ficar em pousadas, mas conforme minha filha for crescendo quero lev\u00e1-la para todas as trilhas que eu j\u00e1 fiz. A dica que eu dou para os pais \u00e9 que iniciem as caminhadas com seus pequenos aos poucos. N\u00e3o tem de ser algo for\u00e7ado, pulando etapas. A crian\u00e7a tem de gostar do que est\u00e1 fazendo. Novos ambientes para elas t\u00eam de ser algo prazeroso. Comece fazendo um piquenique em algum parque e depois leve ela para caminhar em trilhas curtas e tranquilas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; Das travessias que temos hoje, as mais conhecidas pelos montanhistas e trilheiros, muitas j\u00e1 eram caminhos de bandeirantes e \u00edndios e outras foram criadas atrav\u00e9s de planos de manejo e projetos tur\u00edsticos. Algumas talvez foram realmente desbravadas por viajantes e acabaram se tornando conhecidas. Pelo tamanho do Brasil, voc\u00ea n\u00e3o acha que ainda temos poucas op\u00e7\u00f5es de travessias? N\u00e3o \u00e9 papel dos viajantes tamb\u00e9m, mesmo sabendo dos entraves ambientais, desbravar um pouco mais e tentar criar outras op\u00e7\u00f5es. Se sim, como fazer?\u00a0<\/strong><br \/>\nMuitos podem n\u00e3o concordar comigo, mas acho que a maioria dos trilheiros e montanhistas de hoje em dia querem tudo de m\u00e3o beijada. Ningu\u00e9m quer se atrever a ir atr\u00e1s daquela trilha escondida ou que t\u00e1 fechada pelo mato. Acho que a populariza\u00e7\u00e3o dos aparelhos GPS foi um dos respons\u00e1veis por isso. E tem muito daquela atitude ego\u00edsta de certos trilheiros, que ao desbravar uma certa trilha n\u00e3o divulga a ningu\u00e9m. E colocam os mais diversos motivos: alegam que outras pessoas podem provocar altera\u00e7\u00f5es na trilha, dizem que est\u00e3o respeitando o meio ambiente. Na Serra da Mantiqueira existem in\u00fameras trilhas que a muitos anos atr\u00e1s eu tinha feito e atualmente est\u00e3o tomadas pelo mato. Muitas vezes foram os fazendeiros que proibiram o acesso; exemplos que posso citar \u00e9 a trilha da Fazenda Hare Krishna em Pindamonhangaba (que sobe da Fazenda at\u00e9 o Pico Itapeva em Campos do Jord\u00e3o) fechada por um Fazendeiro, a travessia do Pico do Carrasco que t\u00e1 tomada pelo mato. No litoral existem outras: a Trilha do Tel\u00e9grafo e a Trilha do Corisco \u2013 uma se fechou completamente e a outra est\u00e1 se fechando, a Picada do Lacerda que sobe at\u00e9 o Pico do Corcovado em Ubatuba pelo lado leste; trilha do Pico do Papagaio, trilha do Estev\u00e3o, trilha do Praia do Po\u00e7o que foram tomadas pelo mato em Ilhabela. Outras foram pelo descaso de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que deveriam zelar por isso; exemplo disso \u00e9 a Trilha Reconter no Parque Nacional do Itatiaia (que liga a parte baixa do PN \u00e0 Visconde de Mau\u00e1), que est\u00e1 tomada pelo mato e provavelmente s\u00f3 ficar\u00e1 na mem\u00f3ria de quem fez ela na d\u00e9cada de 70 e 80. Por isso quem fez trilha a d\u00e9cadas atr\u00e1s tinha muito mais op\u00e7\u00f5es de caminhadas. Quanto a desbravar uma trilha e depois divulgar para a comunidade montanhista, s\u00e3o pouqu\u00edssimos os que fazem isso atualmente. Um cara que eu admiro demais \u00e9 o S\u00e9rgio Beck, mas parece que atualmente ele \u201cse aposentou\u201d das caminhadas. Esse ia l\u00e1 e metia as caras na trilha e depois divulgava na sua revista. Coisa que n\u00e3o era bem vista por alguns diretores de Parques Nacionais e Estaduais; tanto \u00e9 que sofreu um processo por parte do IBAMA por causa disso. Ent\u00e3o \u00e9 muito complicado desbravar uma trilha, sinalizando ela e depois divulg\u00e1-la. Vai que depois de alguns anos um oficial de justi\u00e7a bate na porta da sua casa dizendo que voc\u00ea \u00e9 r\u00e9u em algum processo por crime ambiental ou invas\u00e3o de propriedade particular. Eu n\u00e3o recomendo alguns viajantes fazerem isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; Quais s\u00e3os os problemas relacionados com a postura ambiental inadequada por parte de trilheiros, que voc\u00ea tenha notado nas trilhas e travessias que fez?<\/strong><br \/>\nMudou muito e infelizmente para pior. Quando fazia caminhadas na d\u00e9cada de 80 eu at\u00e9 tinha dificuldade de encontrar parceiros. Hoje em dia o trekking est\u00e1 na moda, j\u00e1 que est\u00e1 relacionado ao meio ambiente. Voc\u00ea encontra as mais diversas pessoas fazendo trilhas e em algumas vezes sem respeitar o lugar. Muitos levam o fac\u00e3o somente para abrir clareiras no meio da trilha para montar as barracas. Outros criam verdadeiros banheiros p\u00fablicos junto da trilha \u2013 um exemplo disso \u00e9 a Travessia da Serra dos \u00d3rgaos; muita gente deve se lembrar de que no Vale das Antas as pessoas tinham de caminhar olhando para o ch\u00e3o; al\u00e9m do riacho polu\u00eddo pelo esgoto a c\u00e9u aberto. J\u00e1 presenciei tamb\u00e9m em trilhas certas pessoas fazendo ela de bike. Quando vemos essas atitudes, a gente v\u00ea raz\u00e3o em certos fazendeiros proibirem o acesso a algumas trilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; Qual \u00e9 sua opini\u00e3o sobre grupos grandes, com 20 ou 30 pessoas em trilhas e travessias?\u00a0<\/strong><br \/>\nEu sou totalmente contra grupos muitos grandes numa trilha. Fica at\u00e9 dif\u00edcil controlar os mais empolgados e esses podem atrapalhar a caminhada. \u00c9 muito complicado encontrar uma coes\u00e3o em grupos muito grandes e que todos respeitem o lugar onde est\u00e3o caminhando. Em in\u00fameras trilhas e travessias os pontos de acampamento s\u00e3o sempre pequenos e tem de ficar assim mesmo. Para que abrir uma enorme clareira nomeio da trilha somente para que mais pessoas possam ter um pequeno conforto? At\u00e9 em agencias de ecoturismo voc\u00ea n\u00e3o encontra grupos com essa quantidade de pessoas fazendo trilhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MB &#8211; \u00a0Quais s\u00e3o suas dicas pra quem quer come\u00e7ar no mundo do montanhismo e das trilhas, e quais equipamentos s\u00e3o realmente indispens\u00e1veis?<\/strong><br \/>\nA primeira coisa mais importante \u00e9 a consci\u00eancia ecol\u00f3gica. Voc\u00ea est\u00e1 indo para a trilha para se adaptar aquele meio ambiente. N\u00e3o \u00e9 o aquele meio ambiente que tem se adaptar a voc\u00ea. Naquele meio n\u00f3s somos estranhos e n\u00e3o devemos deixar nenhuma marca para identificar que passamos por ali. J\u00e1 vi cada coisa em trilhas: gente montando toldos s\u00f3 para se se proteger do Sol em camping no meio da trilha, pessoas desmatando para pegar a vegeta\u00e7\u00e3o e deixar o solo mais plano somente para deixar a barraca mais confort\u00e1vel, pessoas matando cobras que se encontra no meio da trilha (ali \u00e9 a casa dela &#8211; n\u00f3s \u00e9 que somos os invasores), ao fazer as necessidades fisiol\u00f3gicas n\u00e3o respeitam a distancia dos rios e nascentes e abandonam o papel higi\u00eanico como se algu\u00e9m viesse para recolher depois &#8211; nessas horas acho que n\u00e3o custa nada para a pessoa fazer um pequeno buraco no solo e depois enterrar. S\u00e3o essas pequenas atitudes que n\u00e3o condizem com meio ambiente.<br \/>\nQuanto aos materiais indispens\u00e1veis eu sou a favor que n\u00e3o se economize. \u00c9 ele que pode te deixar na m\u00e3o no meio de uma caminhada e botar tudo a perder o planejamento que voc\u00ea tinha feito para fazer aquela trilha ou travessia. Felizmente temos bons fabricantes e os pre\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o altos assim, mas evite comprar o mais barato. S\u00e3o 3 os equipamentos b\u00e1sicos que eu considero os mais importantes em uma caminhada:<br \/>\n&#8211; uma bota amaciada e de qualidade e nunca uma estalando de nova para fazer uma trilha, sen\u00e3o voc\u00ea volta da caminhada com in\u00fameras bolhas.<br \/>\n&#8211; uma mochila que se adeque ao seu corpo e que seja do tamanho ideal para a trilha. Por exemplo, n\u00e3o compre uma mochila de uns 40 litros para uma travessia de uns 4 dias.<br \/>\n&#8211; uma barraca de boa qualidade que na primeira grande chuva n\u00e3o te deixe ensopado dentro dela. Atente a um item muito importante quando for adquirir uma \u2013 a coluna d\u00e1gua em mm. Quanto maior, mais ela resiste as chuvas. O ideal \u00e9 sempre adquirir uma com no m\u00ednimo 1000 mm de coluna d\u00e1gua.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amante das serras e praias do Brasil, o bacharel em Geografia, Augusto Carvalho faz parte de um seleto grupo de montanhistas que transformou as trilhas e travessias da regi\u00e3o sudeste do Brasil em quintal. \u00a0H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada seus relatos publicados na comunidade Mochileiros.com e em seu Blog Trilhas e Trips, foram a principal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10367,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"googlesitekit_rrm_CAoiELM5mIOjYRN0nfylq3_9r-8:productID":"","_crdt_document":"","_daim_seo_power":"","_daim_enable_ail":"","footnotes":""},"categories":[168],"tags":[135,1160,1206,1029,2094,2412],"class_list":["post-10327","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-entrevistas","tag-hiking","tag-historias-inspiradoras","tag-trilhas","tag-trilhas-de-longa-distancia","tag-trilhas-de-longo-curso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}