{"id":22415,"date":"2017-01-23T18:40:23","date_gmt":"2017-01-23T21:40:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/?p=22415"},"modified":"2017-10-06T12:14:00","modified_gmt":"2017-10-06T15:14:00","slug":"a-sindrome-do-eterno-viajante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/a-sindrome-do-eterno-viajante","title":{"rendered":"A &#8216;S\u00edndrome do eterno viajante&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 c\u00f4modo a\u00ed\u00a0porque quer estar em outro(s) lugar(es). <a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/10-sinais-de-que-voce-precisa-viajar-de-novo-urgentemente\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Necessita urgentemente viajar<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/10-sintomas-de-quem-tem-o-virus-viajante\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tem o v\u00edrus viajante<\/a>, \u00e9 algo que simplesmente <a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/o-gosto-por-viajar-esta-nos-genes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">est\u00e1 no seu DNA<\/a>\u00a0\u00e9 definitivamente um <a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/15-coisas-que-gente-louca-por-viagem-vai-compreender\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">louco por viagem<\/a>? Este post \u00e9 pra voc\u00ea.<br \/>\nMais abaixo, um curta cujo texto foi feito de apaixonado por viagem, para apaixonado por viagem.<br \/>\nCria\u00e7\u00e3o dos espanh\u00f3is Luc\u00eda S\u00e1nchez e Rub\u00e9n Se\u00f1or.<br \/>\nTalvez voc\u00ea at\u00e9 j\u00e1 tenha se deparado com esse v\u00eddeo por a\u00ed. N\u00f3s h\u00e1 muito gostar\u00edamos de public\u00e1-lo por aqui. Hoje resolvemos fazer uma tradu\u00e7\u00e3o livre dele pois \u00e9 algo t\u00e3o simples e belo que n\u00e3o se pode ficar sem compartilhar.<\/p>\n<div id=\"attachment_22426\" style=\"width: 970px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/a-sindrome-do-eterno-viajante\/attachment\/algoquerecordar03\" rel=\"attachment wp-att-22426\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22426\" class=\"size-full wp-image-22426\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"641\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03.jpg 960w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03-313x209.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar03-20x13.jpg 20w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22426\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Deixar tudo pra tr\u00e1s, para ter tudo adiante&#8221; | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook.<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_22424\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/a-sindrome-do-eterno-viajante\/attachment\/algoquerecordar01\" rel=\"attachment wp-att-22424\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22424\" class=\"size-full wp-image-22424\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar01.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar01.jpg 700w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar01-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar01-313x209.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar01-20x13.jpg 20w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22424\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Se voc\u00ea me diz: &#8216;Vamos&#8217;? Deixo tudo&#8221; | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook.<\/p><\/div>\n<h3>O v\u00eddeo<\/h3>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7dKGcg_jBhw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Imposs\u00edvel n\u00e3o se identificar. Abaixo nossa tradu\u00e7\u00e3o livre:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Hoje n\u00e3o \u00e9 um dia qualquer. Irei de novo. Levo muitos meses esperando fazer outra de minhas viagens longas, todos os cheiros, cores e sabores que tinha t\u00e3o frescos em minha cabe\u00e7a, come\u00e7avam a ser recorda\u00e7\u00f5es difusas, que se fundiam uns com os outros formando uma chuva de lugares para os quais quero voltar uma e outra vez.<\/em><br \/>\n<em>Necessito voltar a perder a no\u00e7\u00e3o do tempo. N\u00e3o saber em que m\u00eas estou \u00e9 incr\u00edvel, mas passa.<\/em><br \/>\n<em>Necessito que os domingos n\u00e3o sejam tristes, nem as quartas o dia do espectador. <\/em><br \/>\n<em>Quero que a \u00fanica coisa que importe seja pensar no que fazer em cada momento. Onde dormir a cada dia, quanto posso economizar comendo, como chegar a cidade seguinte, o que me espera ao descer do pr\u00f3ximo \u00f4nibus, do barco seguinte, do trem seguinte.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o gosto de voar, mas \u00e9 o pre\u00e7o que tenho que pagar para que a partir de hoje cada dia n\u00e3o seja um dia qualquer. <\/em><br \/>\n<em>O melhor de estar longe de tudo que conhe\u00e7o \u00e9 saber que a cada passo que eu d\u00ea, me espera algo totalmente novo.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o ter um caminho condicionado, aquele que eu j\u00e1 tenha na mem\u00f3ria cada sem\u00e1foro, cada loja, cada esquina. Quero estar alerta a tudo que me rodeia, para n\u00e3o perder nada.<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 ent\u00e3o quando tenho a sensa\u00e7\u00e3o de estar em um momento \u00fanico e que nada mais importa.<\/em><br \/>\n<em>Reconhe\u00e7o que estou atra\u00edda\u00a0a esta forma de vida. Estou aqui, neste lugar alheio ao meu mundo e pode ser que n\u00e3o volte aqui nunca mais. Tenho que saborear cada momento. Guard\u00e1-lo dentro do meu &#8216;hd&#8217; para dentro de alguns anos recuperar alguns segundos de tudo isso. Algum segundo que tenha sobrevivido ao passar do tempo e que me traga aqui por algum instante.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o me lembro do que passou h\u00e1 3 semanas em um dia qualquer do escrit\u00f3rio, mas quero lembrar que estive aqui.<\/em><br \/>\n<em>Sempre acontece igual. Custa adaptar-me \u00e0s mudan\u00e7as. \u00c9 uma pequena descompress\u00e3o, ou melhor dizendo, uma pequena compreens\u00e3o de costumes alheios que me pegam desprevenida em princ\u00edpio, os\u00a0mesmos que em pouco tempo me acostumo e fa\u00e7o meus.<\/em><br \/>\n<em>Nunca deixar\u00e1 de surpreender-me a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o que tem o ser humano. <\/em><br \/>\n<em>Reconhe\u00e7o que n\u00e3o gosto de encontrar-me com &#8216;espanh\u00f3is pelo mundo&#8217;. Quando isso acontece, procuro passar despercebida. Em parte me sinto mal por faz\u00ea-lo, mas na realidade \u00e9 que n\u00e3o posso com exalta\u00e7\u00f5es nacionalistas a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, al\u00e9m disso trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o que faz com que tudo seja menos aut\u00eantico, menos especial e , sejamos sinceros, quando algu\u00e9m est\u00e1 a quil\u00f4metros de casa, mochila nas costas buscando experi\u00eancias novas, querendo viver uma aventura, n\u00e3o quer falar de jam\u00f3n e tortilla de batatas com desconhecidos. Ao menos, n\u00e3o em seu pr\u00f3prio idioma.<\/em><br \/>\n<em>N\u00e3o sei, parece que por sermos espanh\u00f3is estamos obrigados a ter uma conversa que nos levar\u00e1 irremediavelmente ao mesmo local de onde viemos. \u00c9 algo que nunca entendi. Se nos encontr\u00e1ssemos\u00a0no metr\u00f4 de Madri, n\u00e3o conversar\u00edamos sobre nada, por que aqui sim?<\/em><br \/>\n<em>Que curiosa \u00e9 a curiosidade. Sinto que as pessoas me olham e me olham porque eu paro para ver coisas que a elas n\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o &#8211; para eles, tudo isso \u00e9 normal; \u00e9 seu dia-a-dia. Para mim n\u00e3o. Para mim um cachorro dentro de uma gaiola com uma cumbuca de arroz n\u00e3o \u00e9 normal. Isso merece dois ou tr\u00eas minutos do meu tempo e uma e outra foto. Por isso, paro para ver qualquer coisa que aqui seja normal e me sinto observada, o que acabo achando engra\u00e7ado. Seguramente, em alguma vez estando em Madri parei para observar algu\u00e9m porque estava fazendo foto de um lugar que vendia Churros.<\/em><br \/>\n<em>Que curiosa \u00e9 a curiosidade, sobretudo quando n\u00e3o pretende ser.<\/em><br \/>\n<em>&#8216;Quando em Roma, fa\u00e7a como os romanos&#8217; &#8211; \u00a0provavelmente uma das frases feitas que mais me gera amor e \u00f3dio. \u00d3dio porque soa p\u00e9ssimo; e porque quase todo mundo enche a boca a pronunciar-la como se realmente se deixaram levar por ela. Trata-se\u00a0de uma esp\u00e9cie de viola\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica socialmente aceita e gosto porque \u00e9 uma verdade que em si mesma \u00e9 provavelmente o melhor conselho na hora de viajar.<\/em><br \/>\n<em>Um conselho que nem sempre sai bem, que \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 muito c\u00f4modo, mas que normalmente faz com que voc\u00ea se integre muito mais e que entenda o porqu\u00ea das coisas. Sopa pela manh\u00e3 aos 40 graus ao inv\u00e9s\u00a0de uma torrada? Por algum motivo ser\u00e1.<\/em><br \/>\n<em>A noite&#8230;<\/em><br \/>\n<em>A noite me prende esteja onde estiver. Por um lado \u00e9 muito parecida em todas as partes e de alguma maneira serve de la\u00e7o\u00a0para unir um lugar ao outro. Por outro, \u00e9 como uma m\u00e1quina do tempo, ou melhor dizendo, uma m\u00e1quina do espa\u00e7o. Um pouco perigosa, \u00e9 certo. Me leva e me traz sem avisar, fazendo-me sonhar com outros lugares nos quais tamb\u00e9m quero estar. Liberdade e condena\u00e7\u00e3o sob a luz de neon.<\/em><br \/>\n<em>Quando viajo tento n\u00e3o repetir destinos. Me falta muito para ver e me faltar\u00e1 tempo para ir a todos os lugares que quero. Bem, e dinheiro, claro. Por outro lado, h\u00e1 lugares que me chegaram t\u00e3o profundo que sempre os tenho presentes. Essa sensa\u00e7\u00e3o depende muito do que aconteceu da primeira vez em que estive ali, como foram as pessoas comigo ou as experi\u00eancias que tive. Gosto de pensar que sempre poderei voltar e que tudo seguir\u00e1 igual o que foi. Mas isso n\u00e3o acontece. Cada viagem \u00e9 diferente. Muda voc\u00ea, mudam as pessoas, mudam as experi\u00eancias.<\/em><br \/>\n<em>Os lugares que vou armazenando em minha cabe\u00e7a s\u00e3o proje\u00e7\u00f5es dessas experi\u00eancias; todos s\u00e3o boas lembran\u00e7as ainda que no momento vivido nem foram tanto.<\/em><br \/>\n<em>Ainda que eu esteja um pouco mais ligada\u00a0a Madri, porque ali est\u00e1 minha fam\u00edlia e meus amigos, meu lar \u00e9 onde estou em cada momento. <\/em><br \/>\n<em>A necessidade de querer estar em tantos lugares faz com que pra mim n\u00e3o haja um lugar concreto a que chamar &#8216;casa&#8217;. Essas quatro paredes em que entre elas acumula coisas. Que te prendem a uma cidade. \u00c9 que n\u00e3o preciso viver durante muito tempo em um mesmo lugar para me sentir parte dele ou, pode ser que eu n\u00e3o goste de fazer parte de alguma coisa por muito tempo, n\u00e3o sei&#8230;<\/em><br \/>\n<em>Vivo em um estado de contradi\u00e7\u00e3o constante. Quando estou em Madrid fa\u00e7o todo o poss\u00edvel para me desconectar de tudo que me rodeia, do trabalho, das pessoas, dos acontecimentos e agora que estou aqui, gosto de estar conectada, saber o que acontece l\u00e1 e contar o que fa\u00e7o aqui. \u00c9 curioso, mas falo mais com meus amigos estando a 10 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia que a s\u00f3 duas\u00a0quadras.<\/em><br \/>\n<em>Hoje levantei com um \u00fanico objetivo: ver como se p\u00f5e o sol. Passei o dia me perguntando de onde poderia ver o melhor entardecer. Tinha tanta vontade que cheguei duas horas antes. Aqui estou. Esperando sem desesperar-me, me deixando levar, sem pressa porque realmente hoje n\u00e3o tenho nada melhor para fazer e amanh\u00e3, penso em repeti-lo.<\/em><br \/>\n<em>Ir de cidade em cidade, de vila em vila, mover-me de um lugar a outro como as pessoas daqui, que usam qualquer meio de transporte faz com que me sinta menos passageira.<\/em><br \/>\n<em>Quando era pequena, odiava qualquer trajeto de \u00f4nibus de mais de 50 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, agora fa\u00e7o viagens de 14 horas em \u00f4nibus sem banheiro, que param de repente em um mal cheiroso bar de estrada e n\u00e3o o fazem mais pelas seguintes 5 horas, com assentos que n\u00e3o param de mexer ou que n\u00e3o se reclinam o suficiente.<\/em><br \/>\n<em>Sei que como plano, soa fatal, mas eu gosto. Gosto de viver isso desde dentro. Quando voc\u00ea sai um pouco do habitual, das rotas e caminhos marcados, quando voc\u00ea se perde \u00e9 quando acontecem coisas \u00e9 quando voc\u00ea conhece um pa\u00eds de verdade.<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 muito mais c\u00f4modo ir de uma cidade a outra de avi\u00e3o, mas voc\u00ea n\u00e3o se perde. Voc\u00ea perde tudo que que acontece ao seu redor.<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 incr\u00edvel como \u00e9 determinante a forma de ver a vida segundo o lugar onde voc\u00ea nasceu. Ainda que generalizar seja injusto e as compara\u00e7\u00f5es horr\u00edveis, mas inevit\u00e1veis, dependendo do pa\u00eds onde voc\u00ea est\u00e1 v\u00ea as pessoas mais ou menos cinzas, mais ou menos comunicativas, mais ou menos abertas e assim, \u00e0 sua maneira, conseguem seu ponto de felicidade. Conseguem com o muito ou pouco que t\u00eam; com o muito ou pouco que conhecem. Creio que a chave \u00e9 que, segundo meu ponto de vista, me parecem mais felizes, agrad\u00e1veis ou atentos que eu.<\/em><br \/>\n<em>Essa \u00e9 a raz\u00e3o: o que algu\u00e9m conhece.<\/em><br \/>\n<em>Creio que quanto mais viajo, mais valorizo outras formas de ver as coisas e mais objetiva sou em como devo entender a vida.<\/em><br \/>\n<em>Eu gosto de Madri. \u00c9 uma cidade da qual acabo sentindo saudade.<\/em><br \/>\n<em>Estou presa em um permanente estado de insatisfa\u00e7\u00e3o, que por outro lado me libera constantemente. <\/em><br \/>\n<em>Para muitos estou louca. Sou inst\u00e1vel, irrespons\u00e1vel e imprudente. Eles n\u00e3o podem levar essa vida. N\u00e3o a entendem ou n\u00e3o a querem.<\/em><br \/>\n<em>Para outros sou uma aventureira, porque eles tamb\u00e9m sentiram alguma vez a necessidade de romper com suas vidas para viverem outras coisas.<\/em><br \/>\n<em>Para mim, ficar quieta em um mesmo lugar, vendo como passa o tempo \u00e9 renunciar a tudo que n\u00e3o conhe\u00e7o.<\/em><br \/>\n<em>H\u00e1 chegado o tempo de parar? Quero formar uma fam\u00edlia. Bem, isso creio; mas n\u00e3o sei nem quando nem onde.<\/em><br \/>\n<em>O que sei \u00e9 que seguiria viajando, mas com eles. Lhes mostraria estes lugares que sempre quero voltar e ver\u00edamos outros novos pontos juntos. Encontrei casais com seus filhos dando uma volta ao mundo: duas mochilas grandes, duas pequenas e muita paix\u00e3o. Assim me vejo daqui h\u00e1 20 anos.<\/em><br \/>\n<em>Sonhar acordado \u00e9 uma carga muito dif\u00edcil de carregar. Creio que de alguma maneira sou prisioneira da minha \u00e2nsia de liberdade constante e isso, n\u00e3o sei se \u00e9 bom ou ruim.<\/em><br \/>\n<em>Conhe\u00e7o pessoas que s\u00e3o felizes trabalhando no mesmo lugar depois de 10 anos, com sua hipoteca, com suas f\u00e9rias em Menorca um ver\u00e3o ap\u00f3s o outro. N\u00e3o precisam mais do que isso.<\/em><br \/>\n<em>De algum modo sinto certa inveja. Eles s\u00e3o felizes com o que t\u00eam e vejo isso cada vez mais claramente e eu, bem, j\u00e1 n\u00e3o sou tanto.<\/em><br \/>\n<em>\u00c0s vezes penso que n\u00e3o posso ser feliz em um s\u00f3 lugar, terei que ser nessa cidade que n\u00e3o existe. Nesta cidade constru\u00edda no meu imagin\u00e1rio por v\u00e1rios peda\u00e7os dos diferentes lugares em que estive e daqueles nos quais ainda estarei. Eu sei, n\u00e3o consigo me explicar.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>O v\u00eddeo termina com a seguinte mensagem: <em>&#8220;A S\u00edndrome do eterno viajante \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o estar c\u00f4modo em nenhum lugar porque voc\u00ea necessita estar em outros. \u00c9 a ansiedade que voc\u00ea sente ao pensar que nunca ser\u00e1 feliz em um s\u00f3 lugar. \u00c9 uma &#8216;doen\u00e7a&#8217;&#8230; que te salva a vida.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Fa\u00e7a o teste substituindo espanh\u00f3is, Madri e jam\u00f3n e tortillas de batatas por brasileiros, sua cidade e comidas t\u00edpicas do Brasil. Se encaixa para viajantes de qualquer nacionalidade.<\/p>\n<p>Depois da realiza\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo, Luc\u00eda e Ruben partiram para uma volta ao mundo. Hoje j\u00e1 s\u00e3o pais de um pequeno viajante. Para saber mais sobre eles e a viagem acesse o site <a href=\"http:\/\/algoquerecordar.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Algo que recordar<\/a>\u00a0e siga a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/algoqrecordar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">p\u00e1gina no Facebook<\/a>\u00a0e o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/algoqrecordar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">canal no YouTube<\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_22427\" style=\"width: 970px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/a-sindrome-do-eterno-viajante\/attachment\/algoquerecordar04\" rel=\"attachment wp-att-22427\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-22427\" class=\"size-full wp-image-22427\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"685\" srcset=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04.jpg 960w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04-313x223.jpg 313w, https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/algoquerecordar04-20x14.jpg 20w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-22427\" class=\"wp-caption-text\">Depois do v\u00eddeo, Rub\u00e9n e Luc\u00eda partiram para uma volta ao mundo. Seguem contando suas hist\u00f3rias na web e em palestras mundo afora | Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook.<\/p><\/div>\n<h3>Confira tamb\u00e9m:<\/h3>\n<p>Ser mochileiro. <a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/blog\/ser-mochileiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 c\u00f4modo a\u00ed\u00a0porque quer estar em outro(s) lugar(es). Necessita urgentemente viajar,\u00a0tem o v\u00edrus viajante, \u00e9 algo que simplesmente est\u00e1 no seu DNA\u00a0\u00e9 definitivamente um louco por viagem? Este post \u00e9 pra voc\u00ea. Mais abaixo, um curta cujo texto foi feito de apaixonado por viagem, para apaixonado por viagem. 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