{"id":22715,"date":"2017-01-30T13:33:36","date_gmt":"2017-01-30T16:33:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/?p=22715"},"modified":"2017-01-31T22:54:35","modified_gmt":"2017-02-01T01:54:35","slug":"punta-del-diablo-el-principio-de-todo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/punta-del-diablo-el-principio-de-todo","title":{"rendered":"Punta del Diablo: el principio de todo"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDecifra-me ou te devoro\u201d. Vamos brincar de esfinge. Porventura ser\u00e1 voc\u00ea um enigma para si mesmo? Hora de descobrir [he he]. Como voc\u00ea nasceu? Pergunto literalmente. Parto normal, ces\u00e1rea, f\u00f3rceps? No momento havia sol, estrelas ou ca\u00eda o mundo l\u00e1 fora? Outra. Por que raios voc\u00ea se chama Fulano e n\u00e3o Beltrano? Nomes n\u00e3o s\u00e3o escolhidos ao acaso.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Vamos mais longe. Quais s\u00e3o suas origens? Seus bisav\u00f3s, por exemplo,\u00a0 eram imigrantes oriundos de um pa\u00eds que talvez nem exista mais como a Iugosl\u00e1via? Ou eram do interiorz\u00e3o do Brasil mesmo? Quem sabe algum deles filho de \u00edndio com portugu\u00eas? J\u00e1 parou para pensar que sua exist\u00eancia se deve a uma s\u00e9rie de eventos que possibilitaram o entrela\u00e7amento dos seus antepassados? Um navio aportado em outro cais, um ingresso de show cancelado, um caf\u00e9 comprado 5 minutos mais tarde, uma \u00e1rvore tombada no meio da estrada&#8230; um detalhe, apenas um \u00fanico detalhe poderia causar um desencontro e resultar na sua total inexist\u00eancia meu caro (a).<\/p>\n<p>Pois \u00e9, a maioria de n\u00f3s mal consegue matutar ou responder tais indaga\u00e7\u00f5es. Nossa cultura ocidental, acostumada ao imediatismo e doutrinada ao descarte de tudo que lhe parece obsoleto, n\u00e3o consegue mais olhar para tr\u00e1s, valorizar sua hist\u00f3ria, suas origens e seus ancestrais. Somos um reflexo de nossa sociedade, muito mais do que pensamos ser. Distorcer a imagem refletida, transformando-a em algo mais belo e humano, \u00e9 mais \u00e1rduo do que se sup\u00f5e.<\/p>\n<p>&#8211; Mas do que esta louca est\u00e1 falando? Cad\u00ea o di\u00e1rio de bordo, a tal <em>Punta del Diablo<\/em> e todo o fuzu\u00ea? \u2013 admita, voc\u00ea est\u00e1 pensando isso.<\/p>\n<p>N\u00e3o, eu n\u00e3o pirei [ ainda &#8211; risos], mas viagens t\u00eam disto, voc\u00ea come\u00e7a a enxergar as coisas sob outro prisma. Quando cheguei em <em>Punta<\/em> minha primeira impress\u00e3o n\u00e3o foi das melhores, havia todo aquele vuco-vuco e ponto; caminhei um pouco pela praia para olhar as dunas ao longe e as casas, hostels e pousadas que se aglomeravam atr\u00e1s de mim.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo \u00e0 ponta rochosa da <em>Playa de los Pescadores<\/em> tinham muitos carros parados e algumas constru\u00e7\u00f5es caindo aos peda\u00e7os, curiosa como sempre, fui at\u00e9 l\u00e1 para averiguar mais de perto. Entrei em uma delas. O cheiro n\u00e3o era dos melhores; os telhados eram feitos de palha e as paredes de tijolinhos de barro \u00e0 vista, no c\u00f4modo maior havia uma chamin\u00e9 [ou o que restou dela], n\u00e3o sei se funcionava como lareira para esquentar a casa no inverno ou se como fog\u00e3o; havia lixo e algumas poucas roupas sujas espalhadas pelo ch\u00e3o, provavelmente de moradores de rua. Pensei: \u201cPor que n\u00e3o demolem esta biboca e constroem algo novo? A vista \u00e9 t\u00e3o bonita\u201d.<\/p>\n<div id=\"jig1\" class=\"justified-image-grid jig-467ec71c204ecbba3ffb314e666fecd6 jig-preset-global jig-source-wp-gallery\"><div class=\"jig-clearfix\"><\/div><noscript id=\"jig1-html\" class=\"justified-image-grid-html\" data-lazy-src=\"skiplazyload\" data-src=\"skipunveillazyload\"><ul><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1268.jpg\" title=\"DSCN1268\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1268.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1268\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1268<\/p><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1274.jpg\" title=\"DSCN1274\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1274.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1274\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1274<\/p><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1271.jpg\" title=\"DSCN1271\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1271.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1271\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1271<\/p><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1256.jpg\" title=\"DSCN1256\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1256.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1256\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1256<\/p><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1273.jpg\" title=\"DSCN1273\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1273.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1273\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1273<\/p><\/li><li><a href=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/DSCN1261.jpg\" title=\"DSCN1261\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.mochileiros.com\/blog\/wp-content\/plugins\/justified-image-grid\/timthumb.php?src=https%3A%2F%2Fwww.mochileiros.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F01%2FDSCN1261.jpg&amp;h=230&amp;q=90&amp;f=.jpg\" alt=\"DSCN1261\" width=\"306\" height=\"230\" \/><\/a><p class=\"jig-HTMLdescription\">DSCN1261<\/p><\/li><\/ul><\/noscript><\/div>\n<p>Por vezes, nos esquecemos que lugares n\u00e3o s\u00e3o muito diferentes de pessoas. Eles nascem, prosperam e, cedo ou tarde, deixam de existir [ou, no caso dos lugares, se transformam]. N\u00e3o ganham nomes ao acaso e s\u00e3o constru\u00eddos devido a uma s\u00e9rie de eventos que possibilitaram o entrela\u00e7amento de pessoas que, em algum momento, passaram por ali. Mas por sorte, ocorrem situa\u00e7\u00f5es que nos fazem lembrar disto.<\/p>\n<p>Alguns dias mais tarde voltei para fotografar o lugar. Percebi que havia um homem dando instru\u00e7\u00f5es para os banhistas que estacionavam seus carros naquele local. Acerquei-me. Ele era alto, de idade m\u00e9dia e pele bem queimada de sol. Perguntei-lhe sobre as tais constru\u00e7\u00f5es e ele me respondeu que foram as primeiras casas constru\u00eddas ali. H\u00e1 muito, muito tempo. Apontou para a constru\u00e7\u00e3o maior e me disse: <em>\u201cMira. Aquel fue el primer restaurante de aqu\u00ed, cuando ni siquiera hab\u00eda nada. As\u00ed empez\u00f3 el pueblito de Punta del Diablo. El principio de todo&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p>Naquele instante me dei conta de que \u201caquelas casas\u201d, que a meu ver n\u00e3o passavam de constru\u00e7\u00e3o deteriorada, simbolizavam o registro de nascimento daquele lugar, \u201cdaquele povoado\u201d. Envergonhei-me e aprendi a minha primeira li\u00e7\u00e3o de viajante: enxergar nos lugares a hist\u00f3ria que eles carregam.<\/p>\n<p>Guardei a c\u00e2mera, caminhei um pouco adiante e sentei sobre as pedras. Comecei a observar os barcos de pesca, parados na areia, descansando longe do mar. Deviam estar exaustos. Mais al\u00e9m, pr\u00f3ximos da rua onde se abra\u00e7avam os restaurantes, havia mais alguns, aparentemente aposentados. Ao inv\u00e9s de peixes, agora pousavam p\u00e1ssaros. Quantos p\u00e9s de pescadores cruzaram aquelas areias quentes e puxaram aqueles barcos? N\u00e3o \u00e9 o tempo que apaga a hist\u00f3ria dos lugares, mas sim aqueles que a continuam sem olhar para tr\u00e1s. Para eles&#8230; para n\u00f3s&#8230; existe apenas o presente.<\/p>\n<p><strong>Em busca de mem\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>Despertei cedo. Minhas companheiras de quarto ainda dormiam enroladas em suas cobertas [eu sei que \u00e9 ver\u00e3o, vou fazer o que? Morrer de frio no inverno certamente]. Tomei meu caf\u00e9 da manh\u00e3: suco, caf\u00e9 com leite, p\u00e3o com manteiga, geleia de frutas [de verdade] e doce de leite [muito melhor que Nutella]. Bunda no sof\u00e1, pernas esticadas, celular nas m\u00e3os. \u00c9 de praxe dar um salve para a fam\u00edlia todas as manh\u00e3s, assim constatam que n\u00e3o fui sequestrada ou abduzida [em ambos os casos logo devolveriam]. E assim do nada me veio a pergunta: por que <em>Punta del Diablo<\/em>? Nomes n\u00e3o s\u00e3o escolhidos ao acaso.<\/p>\n<p>Meu anfitri\u00e3o que estava l\u00e1 organizando o caf\u00e9 foi o escolhido para me responder. Ele me explicou que antigamente toda aquela regi\u00e3o era chamada de <em>Angostura<\/em>; atra\u00eddos pela pesca de tubar\u00e3o, come\u00e7aram a chegar ali pescadores vindos de <em>Valizas<\/em> &#8211; povoado vizinho \u2013, e com isso o lugar ganhou o nome de <em>Cerro de Los Pescadores de la Punta del Diablo<\/em>,\u00a0 j\u00e1 que eles \u2013 os pescadores \u2013 vinham de <em>Punta del Diablo<\/em>, um lugar geogr\u00e1fico com este nome, localizado no povoado rochense.<\/p>\n<p>\u201dE por que este tal lugar chamava <em>Punta del Diablo<\/em>?\u201d \u2013 perguntei. Segundo ele porque era uma zona onde afundavam muitos barcos de pesca [acaso seria o Tri\u00e2ngulo das Bermudas Sul-Americano?]; ocupado demais para ficar me bajulando, entregou-me um livrinho verde com mais <em>algumas<\/em> informa\u00e7\u00f5es. Agradeci, por\u00e9m ainda n\u00e3o estava satisfeita. Fui em busca de mais dados, e veja s\u00f3 o que eu descobri.<\/p>\n<p>L\u00e1 por volta de 1935 havia uma fam\u00edlia, cujo sobrenome era Rocha, que se inteirou que seu filho tinha asma. E nesta \u00e9poca o que os m\u00e9dicos recomendavam para isso? Exato. Ar puro na beira da praia. Os Rocha escolheram a costa de <em>Punta del Diablo<\/em> [que ainda nem tinha esse nome] para se estabelecerem e constru\u00edrem seu rancho, transformando-se assim nos primeiros povoadores do local. O tempo se passou. Era 1942, quando come\u00e7aram a aparecer alguns pescadores vindos de <em>Valizas<\/em>, a procura de que? Essa parte voc\u00ea j\u00e1 sabe: tubar\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesca de tubar\u00e3o era muito rent\u00e1vel, pois se podia extrair o \u00f3leo do f\u00edgado e export\u00e1-lo. Isso ocasionava no traslado tempor\u00e1rio de pescadores a estas costas oce\u00e2nicas, onde armavam seus ranchos em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. A vida n\u00e3o era f\u00e1cil e o acesso at\u00e9 l\u00e1 menos ainda. Com muito custo traziam a maior parte da comida de <em>Castillos<\/em>, outro povoado vizinho. Chegaram a criar umas vaquinhas e a fazer uma horta, mas tinham que proteg\u00ea-la dos fortes ventos [e como venta ali viu] e do inverno [e como faz frio ali viu].<\/p>\n<p>J\u00e1 por volta de 1949 constru\u00edram a <em>Hoster\u00eda del Pescador<\/em>. Claro que tiveram que fazer uma estrada que ligasse a <em>Ruta 9<\/em> at\u00e9 ela, sen\u00e3o seria fal\u00eancia na certa. O lugar come\u00e7ou a atrair turistas de toda parte do Uruguai. Tinha at\u00e9 gringo chegando. A partir da <em>Hoster\u00eda<\/em> podia-se concluir o trajeto de carro\u00e7a at\u00e9 a ponta [s\u00f3 em 1968 que terminaram o acesso at\u00e9 ela].<\/p>\n<p>Como estavam lavando a \u00e9gua com a pesca de tubar\u00f5es, os pescadores conseguiram melhorias significativas para o povoado. Constru\u00edram uma escola para a pivetada, um museu [eles sabiam olhar para tr\u00e1s] e montaram uma cooperativa. Alguns at\u00e9 conseguiram melhorar suas embarca\u00e7\u00f5es, equipamentos e montar galp\u00f5es de pesca.<\/p>\n<p>Mas como n\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe, a exporta\u00e7\u00e3o do \u00f3leo de f\u00edgado de tubar\u00e3o foi para o belel\u00e9u com o fim da Segunda Guerra Mundial.\u00a0 E como n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 brasileiro que sabe dar um jeitinho, o povoado logo come\u00e7ou a investir na salga e secagem dos fil\u00e9s de tubar\u00e3o.<\/p>\n<p>As mulheres come\u00e7aram a confeccionar artesanatos com materiais pr\u00f3prios do local: v\u00e9rtebras de tubar\u00e3o, estrelas do mar, pedra, madeira etc; e criaram uma feira de artesanato para atender a turistaiada, gerando assim mais uma fonte de renda, sobretudo, na baixa temporada de pesca.<\/p>\n<p>Ah, quanto ao nome do lugar, mudou bastante at\u00e9 chegar ao que \u00e9 hoje. <em>Aldea del Mar<\/em>. <em>Santa Teresa de la Coronilla<\/em>. Na metade do s\u00e9culo XX virou <em>Cerro de Los Pescadores de la Punta del Diablo<\/em> [voc\u00ea j\u00e1 sabe a raz\u00e3o] e finalmente <em>Punta del Diablo<\/em>. Ufa!<\/p>\n<p>E pensar que eu havia desmerecido aquelas casinhas. N\u00e3o vou fazer conclus\u00f5es filos\u00f3ficas. Passo-as para voc\u00ea. E como companhia para sua reflex\u00e3o, deixo as palavras de um escritor uruguaio, o qual nutro profunda admira\u00e7\u00e3o, chamado Eduardo Galeano: \u201cOs cientistas dizem que somos feitos de \u00e1tomos, mas me contou um passarinho que somos feitos de hist\u00f3ria\u201d. N\u00f3s e os lugares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #00ccff;\">Refer\u00eancias [que me deram uma luz]<\/span><\/p>\n<p>La Gu\u00eda Verde 2017. Gu\u00eda de servicios culturales y sociales de distribuci\u00f3n gratuita. [o tal livrinho verde]<\/p>\n<p>Portal de Punta del Diablo. http:\/\/www.puntadeldiablo.com\/historia\/index.asp [As informa\u00e7\u00f5es constantes s\u00e3o baseadas nos livros <span style=\"color: #00ccff;\"><em>Punta del Diablo<\/em><\/span> de Jorge Pasculli e <span style=\"color: #00ccff;\"><em>Cr\u00f3nica de Punta del Diablo &#8211; Memoria e Identidad<\/em> <\/span>de Humberto Ochoa Sayanes; e relatos de povoadores que agregaram suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDecifra-me ou te devoro\u201d. Vamos brincar de esfinge. Porventura ser\u00e1 voc\u00ea um enigma para si mesmo? Hora de descobrir [he he]. Como voc\u00ea nasceu? Pergunto literalmente. Parto normal, ces\u00e1rea, f\u00f3rceps? No momento havia sol, estrelas ou ca\u00eda o mundo l\u00e1 fora? Outra. Por que raios voc\u00ea se chama Fulano e n\u00e3o Beltrano? 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