Ir para conteúdo

Todas Atividades

Atualizada automaticamente     

  1. Recentemente
  2. Vai ter alguma balada aberta dia 13 a noite, em plena segunda-feira de Abril? Você pode até achar alguma aberta, mas provavelmente vai ter meia dúzia de gatos pingados. Abril é baixa temporada em Ibiza, tem pouca gente por lá, quem viaja para Ibiza em Abril são os aposentados e casais de meia idade, então as baladas ficam meio fracas nesta época do ano, e numa segunda-feira a noite, é capaz de só ter meia-duzia de gatos pingados e alguns barmans sonolentos. Se você quer ir em Baladas em Ibiza, teria que tentar ir na sexta e sábado, quando vai ter um pouco mais de movimento, e não numa segunda-feira a noite de Abril Vale a pena você gastar um monte de dinheiro para ir a Londres para ficar só um único dia lá? Cada um faz o que achar melhor com o seu tempo e dinheiro, mas pessoalmente eu acho esta parte um desperdício de tempo e dinheiro....
  3. Nosso objetivo nem de longe é fazer compras mas eu imaginei q pudesse ser mais em conta tirando como exemplo a Decathlon onde na Europa é consideravelmente mais barato que por aqui! Este ano entramos na Adidas de Amsterdam mas nos decepcionamos! Muito pequena e não tinha quase nada! Tinha animado com relação a Alemanha por ser a terra da Adidas mas parece que não vai rolar! rsrs Mais uma vez obrigado por estar sempre disposto a nos ajudar!
  4. Você até acha alguns outlets perdidos em algumas cidades, principalmente em Madrid, mas no geral não costumam ser bons e nem baratos. Europa não é Miami ou New York, não é um destino para ir fazer compras baratas, lá o foco são artigos de luxo e caros, se você quer ir em outlet, tem que ir para Miami.
  5. Quando você descer do avião, lá no aeroporto vai haver várias lojas de todas as companhias de celular de Israel, é só tirar um tempinho e dar uma olhada nos preços dos pacotes.
  6. Sem uma passagem de volta para o Brasil ou ao menos uma passagem de saída para o país que vc esta indo voce nem embarca aqui no Brasil. Voce nao pode simplesmente falar que vai viajar sem data pra voltar, isso sugere que vc fará uma imigraçao ilegal. Neste caso, voce precisa fazer um esboço de um roteiro pra ter noçao de quando provavelmente regressará ao Brasil e a partir de entao comprar uma passagem de volta.
  7. Hoje
  8. Bom dia pessoal,tudo bem? Estou pensando em fazer uma viagem pela Ásia sem roteiro pronto e sem data de retorno certa - porque vai depender de quanto dinheiro eu vou gastar, e quanto mais eu economizar, mais tempo posso ficar. Alguém sabe se é possível comprar passagem só de ida? Pergunto para fins de quando chegar em algum país ser questionada sobre passagem de volta. E quantos dólares vcs calculam por dia em média no leste e sudeste da Ásia?
  9. Tenho mais ou menos isso em mente: 1/30/2020 Tel Aviv Israel 1/31/2020 Tel Aviv Israel 2/1/2020 Tel Aviv Israel 2/2/2020 Tel Aviv Israel 2/3/2020 Haifa Israel 2/4/2020 Haifa Israel 2/5/2020 Jerusalem Israel 2/6/2020 Jerusalem Israel 2/7/2020 Jerusalem Israel 2/8/2020 Jerusalem Israel 2/9/2020 Jerusalem Israel 2/10/2020 Petra Jordânia 2/11/2020 Petra Jordânia 2/12/2020 Petra Jordânia 2/13/2020 Petra Jordânia 2/14/2020 Wadi Rum Jordânia 2/15/2020 Wadi Rum Jordânia 2/16/2020 Wadi Rum Jordânia 2/17/2020 Wadi Rum Jordânia 2/18/2020 Aqaba Jordânia 2/19/2020 Nuweiba - Dahab Egito 2/20/2020 Dahab Egito 2/21/2020 Dahab Egito 2/22/2020 Dahab Egito 2/23/2020 Dahab Egito 2/24/2020 Dahab Egito 2/25/2020 Dahab/Cairo Egito 2/26/2020 Luxor Egito 2/27/2020 Luxor Egito 2/28/2020 Luxor Egito 2/29/2020 Luxor Egito 3/1/2020 Cairo Egito 3/2/2020 Cairo Egito 3/3/2020 Cairo Egito 3/4/2020 Cairo Egito 3/5/2020 Alexandria Egito 3/6/2020 Alexandria Egito 3/7/2020 Alexandria Egito
  10. Muito obrigada pelas informações, conseguimos entrar em contato na sexta-feira mesmo. Mandamos um e-mail diretamente para Bolivia e remarcaram o nosso voo para a data correta. E-commerce BOA [email protected] Deixo aqui o endereço de e-mail, se acontecer com alguém 😃 . Eles foram muito atenciosos e resolveram rapidinho!!
  11. Tinha imaginado que talvez não achasse a camisa por lá... Bom, já sei mais ou menos onde fica a loja em Berlim, então irei dar uma passada por lá sem tantas pretensões então... Mas em alguma dessas cidades teria algum outlet com preços mais interessantes?
  12. Oi Michele, ainda tem vaga? Estarei de férias nesse período e estou pensando em uma trip, essa me interessou bastante... Se puder, me chama para eu ter mais detalhes, 21980059178. Obrigado
  13. Boa noite, tudo bem? Também desejo fazer a mesma viagem!!! Quando vc pretende ir? Me passa o whatsapp para facilitar o contato!!! Bjs
  14. Beleza?? Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar) Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
  15. @Carlos SS Pretende ficar quando tempo? Para fazer todo o roteiro?!
  16. @Mayusane ola tudo bem ? voce esta fazendo mochilão ? viagem de curta duração ? se tiver algum meio de contato que eu possa entrar em contato, ficaria melhor.. forte abraço !
  17. Olá galera, tenho 28 anos, e essa sera minha primeira viajem internacional. Então, viajarei com um irmão e mais um amigo. Ainda não definir a quantidade exata de dias porque os preços da TAP estão muitos altos, rezando pra baixarem um pouquinho. O planejamento seria conhecer o máximo de cidades e apenas principais pontos turísticos para não perder tempo, ir a algumas baladas e conhecer o máximo de lugares gratuitos. Mas vamos ao que interessa: IDA SALVADOR DIA 05 LISBOA DIA 06 SUIÇA-LAUSANNE DIAS 07/08/09 (tenho muitos parentes lá, meio que obrigatório essas paradas) SUIÇA-BIENNE DIAS 10/11 (tenho muitos parentes lá, meio que obrigatório essas paradas) SUIÇA-LAUSANNE DIAS 12 (seria um dia livre, para lavar algumas roupas, ver os detalhes da trip, conferir documentos e malas, enfim, um dia "perdido") IBIZA DIAS 13/14/15 (Quero ir para uma balada dia 13 mesmo, dia 14 relaxar e andar pela ilha e 15 decolamento) MADRI OU BARCELONA 15/16/17 (Quero curtir a noite no dia 15, dia 16 andar pela cidade e 17 decolamento) AMSTERDÃ 17/18/19 (Quero ir para uma balada dia 17, dia 18 andar pela cidade e 19 decolamento) LONDRES 19/20/21 PARIS 21/22/23/24 LAUSANNE DIA 25/26 VOLTA PARA SALVADOR DIA 27 COM PARADA DE STOPOVER EM LISBOA DE NOVO 28 SALVADOR E DE VOLTA A VIDA NORMAL E MUITO TRABALHO KKKKK A escolha da TAP é por receio mesmo, porque ninguém fala outro idioma e o portunhol fica menos complicado de desenrolar kkkk, então achei melhor começar por onde tenho parentes (Suíça) para evitar problemas na minha primeira Trip kkkkkk Os dias que ficarei na Suíça não serão totalmente perdidos kkkk, pretendo conhecer Genebra, Lausanne, Berna, Bienne, Zurich e depois de ter visitado todos os parentes tentar ir em Zermatt ou Interlaken de bate e volta Viajarei com bagagem de porão de Salvador-Suíça, mas para as outras cidades mala de mão e mochila. Pretendo fazer os roteiros de avião com voos diretos que se fica entre 700 e 1000 mesmo com algumas alterações, o eurail global pass se não me engano custa quase R$2800 mais as reservas, não acho tanta vantagem assim, claro que tem a questão da comodidade e tal, masss.... o que acham? preciso muito de ajuda em quase tudo kkkk Só para ressaltar, o horário de voos deslocamento de uma cidade para outra são todas até entre 09 e 13 horas para aproveitar pelo menos a metade do dia. Então galera o que vocês acham? O que mudariam? Interlaken ou Zermatt? Madri ou Barcelona? Acrescentariam alguma cidade e removeriam alguma? Aberto a sugestões e criticas, agradeço desde já quem poder contribuir com os seus conhecimentos e vivência de viagens.
  18. Cânion da Garganta del Collado de las Yeguas 10º DIA - 04/07/19 - de Jarandilla de la Vera à Garganta de los 3 Cerros (ou quase) Duração: 6h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1476m em Collado de las Yeguas Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Resumo: primeiro dia da Ruta de Carlos V com início em Jarandilla de la Vera, subida de 865m e descida de 435m até o local de acampamento Jarandilla de la Vera é a primeira cidade desse trekking que tem supermercado (Carrefour Express, Dia e Coviran). Saí do Camping Jaranda às 10h45 e fui ao centro para duas coisas: comprar mais comida e pegar informações sobre a Ruta de Carlos V (PR-1 ou PR CC 1), que liga Jarandilla de la Vera a Tornavacas. Porém no posto de informação turística o sujeito não quis nem me dizer onde iniciava essa trilha, alegando que ela não estava em boas condições e que eu iria me perder. Aquela conversa mole de sempre. Saindo do posto de informação às 11h52 tomei a direção do Camping Jaranda (norte) e logo após o Hotel Rural Robles entrei à direita na rua com marco de madeira com plaquinha PR-CC 1 (e faixas branca e amarela de PR). Depois novamente na primeira rua à direita, com placa "GR 111 - A Guijo de Santa Bárbara 1 hora" e as faixas branca e vermelha de GR. Após uma curva para a esquerda uma bifurcação: tomei a esquerda e o calçamento dá lugar a uma rua de terra (a direita sobe a Guijo de Santa Bárbara em 2,5km). Uma placa informa que estou na Ruta de los Puentes, sinalizada com faixas branca e verde de trilha local. A rua termina no portão de uma cerca à esquerda e ali nasce a trilha, às 12h13. Tomo o rumo norte por dentro da mata e 120m depois vejo o Camping Jaranda entre as árvores à esquerda. Às 12h30 cruzo a Puente de Palo (de madeira e pilares de pedras) sobre a Garganta de Jaranda e encontro a primeira placa da Ruta de Carlos V para confirmar que estou no caminho certo. Cerca de 110m depois chego a uma estrada de terra e vou para a esquerda por 160m, onde tomo a estradinha à direita numa curva bem fechada. Cruzo um pomar com cerejas maduras e aproveito para me deliciar. Subindo ainda por estradinha chego a uma rodovia (que vem de Guijo de Santa Bárbara, à direita). Vou para a esquerda por 110m e entro na trilha à direita para dentro da mata com sinalização de PR-CC 1. Às 13h04 chego a uma bifurcação em T e vou à direita, mas por apenas 20m, entrando numa trilha que sobe à esquerda com sinalização PR. Às 13h14 vou à esquerda em nova bifurcação e 4 minutos depois, antes de sair da sombra da mata, paro por causa do calor. Continuo às 13h35. Na subida avisto a cidade de Jarandilla ficando para trás, bem como Guijo de Santa Bárbara e a Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves. Às 13h54 encontro uma estrada de terra onde devo ir para a esquerda (oeste), mas antes vou conferir a tal Fuente de los Pilones que a placa indica. O que encontro é um cocho de concreto com água parada e cheio de abelhas. Mesmo sem pegar água paro na sombra de um carvalho centenário para um lanche. Voltando à estrada de terra às 14h31 vou à esquerda (oeste) e em 250m ela termina numa bifurcação de trilhas - vou para a direita reentrando na mata. Segui a sinalização PR e ao sair da mata há uma casa de pedra no alto à direita. Mais 160m e alcanço às 15h uma casa de pedras abandonada com placa de Senda de las Culatas, o início de uma trilha que desce à cidade de Aldeanueva de la Vera, que avistaria daí a alguns minutos. Numa bifurcação 60m depois da casa abandonada vou à direita e cruzo uma cerca aberta. A partir daí já visualizo a crista de serra que terei de transpor em meu caminho para Tornavacas e logo entro no grande vale da Garganta (rio) del Yedrón. Cruzo uma ponte de madeira sobre esse rio às 16h10, após um lanche junto a um lindo poço de águas transparentes e fundo de pedras (essa foi a primeira água do dia). Agora pela margem direita verdadeira do rio a subida se dá em zigue-zague. Às 17h08 alcanço uma bifurcação em T e subo para a direita; à esquerda desce a Senda de los Arrieros, outro caminho para Aldeanueva de la Vera. Com mais 140m, às 17h12, chego ao Collado de las Yeguas, ponto mais alto da Ruta de Carlos V (1476m). Aqui entro na Reserva Natural Garganta de los Infiernos, aquela que apenas "toquei" nas proximidades de Cuerda Mala no dia anterior. Uma placa me informa que tenho mais 4h30 até Tornavacas. A quantidade de lixo na trilha foi a maior até agora em toda essa travessia. Isso ajuda a explicar a proibição do camping selvagem nos parques da Espanha. Parei para descansar e retomei a caminhada apenas às 18h24, descendo no sentido norte-noroeste com todo visual da reserva natural à minha frente. Logo estou caminhando na encosta da margem esquerda da Garganta del Hornillo, rio ao qual desço para cruzar por uma ponte. Ali descanso por 24 minutos. Na clareira 110m depois da ponte vou à esquerda às 19h19 seguindo as placas. Dez minutos depois vou à esquerda na bifurcação e aparece um calçamento de pedras na trilha. Às 19h38 cruzo a ponte sobre o Arroyo de Colmenillas, que se junta à Garganta del Hornillo formando a Garganta del Collado de las Yeguas, a qual mais abaixo se afunila num profundo cânion. Às 19h56 entro na floresta de carvalhos e logo passo pelos Escalerones, uma clareira à esquerda com degraus de pedra que dão vista para o cânion. Às 20h22 passo por uma fonte de água (Fuente Peñalozana, a última do dia). A partir do Collado (selado) de la Encinilla, às 20h52, inicia uma descida em zigue-zague pela mata. Comecei a procurar algum lugar onde pudesse montar a barraca pois já avistava casas à frente e ouvia latidos ao longe. Na descida estava difícil encontrar um lugar plano, então tratei de parar num que achei às 21h13 mesmo sendo um pouco cedo ainda. Altitude de 1041m. Garganta de los 3 Cerros e a Ponte Nova 11º DIA - 05/07/19 - da Garganta de los 3 Cerros a Tornavacas Duração: 3h45 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1041m no local de acampamento Menor altitude: 716m Resumo: segundo dia da Ruta de Carlos V com descida de 325m e chegada a Tornavacas. Nesse dia pretendia ainda subir o Pico Calvitero para encerrar a caminhada na cidade de Candelário, porém o calor terrível que fazia diariamente alterou os meus planos. Deixei o local de acampamento às 9h33 e continuei descendo. Em 5 minutos cheguei a uma bifurcação em T com a trilha mais marcada e placas informando as distâncias a Jarandilla (17,5km) e Tornavacas (9,5km). Desci à direita e uns 80m depois vi que a fonte de Robledo Hermoso secou completamente. Aos poucos a visão vai se ampliando para os vales dos rios Garganta de los 3 Cerros e Garganta de los Infiernos. Depois avisto a Ponte Nova, para onde devo descer. Às 10h18 nova bifurcação com placas. Uma delas aponta Pilones 1 hora para a esquerda, este um dos mais bonitos atrativos da Reserva Natural Garganta de los Infiernos, porém não estava no meu roteiro. Continuei para a direita e em 4 minutos cheguei à Ponte Nova (ou Ponte de Carlos V), que de nova não tem nada pois tem origem medieval. Ela cruza a Garganta de los 3 Cerros, que mais abaixo se junta à Garganta del Collado de las Yeguas para formar a Garganta de los Infiernos. Essa foi a única água da trilha desse dia (a próxima só em Tornavacas). Subindo, às 11h02 entrei na floresta de carvalhos e 240m depois cheguei a uma estradinha de terra, onde aproveitei a sombra para descansar. Fui para a esquerda. Às 11h37 entroncou uma outra estradinha vindo da esquerda e eu saio da mata para a direita. Às 11h45 chego ao Collado de las Losas, um cruzamento de muitos caminhos (com placas): primeiro vou à direita numa estrada de terra, mas 25m depois entro à esquerda numa trilha com placa de Ruta de Carlos V. Desço pela sombra da mata de novo e assim passo para a outra vertente dessa pequena serra, entrando no vale de Jerte. Uns 130m abaixo vou em frente num cruzamento em que à esquerda se desce à cidade de Jerte, visível lá embaixo no vale. Às 12h16 aparece a primeira plantação de cerejas e eu não resisto a roubar algumas. Às 12h24 a trilha termina numa estrada de terra e vou para a direita. À esquerda da estrada outra plantação enorme de cerejas. Dali já visualizo a Serra de Candelário, meu suposto destino nesse dia. Nas duas bifurcações seguintes vou à esquerda e na trifurcação às 12h40 sigo pelo caminho do meio. Às 12h52 vou à direita numa bifurcação em T e 4 minutos depois vou à esquerda, descendo e quase voltando. Às 13h01 chego a uma estrada e vou para a esquerda. Quatro minutos depois vou à direita e saio da Reserva Natural Garganta de los Infiernos. A partir daqui a Ruta de Carlos V coincide com uma etapa da famosa e longa trilha GR 10, que vai de Valência a Lisboa. Os pés de cereja são milhares, o Vale de Jerte é um dos maiores produtores dessa fruta na Espanha, e eu não resisto a comer punhados delas, mesmo quentes do sol (as consequências disso viriam rapidinho...). A estradinha se torna concretada e às 13h58 tomo o caminho à esquerda, de terra, entrando na trilha à direita 30m depois. Ela parece terminar num portão de ferro mas continua à direita dele. Às 14h17 a Ruta de Carlos V continua pelo asfalto. Uns 190m depois vou à esquerda na bifurcação e cruzo a ponte sobre o Rio Jerte. A GR 10 continua à direita em direção a Puerto de Tornavacas. Subo 200m e tomo à direita a rua principal da cidade de Tornavacas. A caminho do centro parei para descansar junto a uma fonte de água potável com banco às 14h33. Ali decidi abortar a continuação da travessia em direção à cidade de Candelário porque o calor estava realmente insuportável (além do ar seco) e eu teria um desnível de 1498m a enfrentar até o Pico Calvitero ainda nesse dia. A escassez de fontes de água era um grande problema nesse calor todo. Dei por encerrada a caminhada e esperei o próximo ônibus para Salamanca, que só passou às 19h16 (ônibus para Plasencia para no dia seguinte tomar outro para Salamanca). Em Salamanca vi um termômetro de rua marcar 37ºC. Altitude em Tornavacas: 902m (no ponto de ônibus da rodovia) Informações adicionais: . Refúgio Elola: pernoite 10 euros, almoço/jantar menu do dia 12,50 euros, café da manhã 5 euros, meia pensão 25,50 euros, pensão completa 31 euros. Reserva obrigatória pelo site www.refugiolagunagrandegredos.es. . Camping Jaranda: barraca 10 euros (para 1 pessoa), jantar a la carte com preços em torno de 10 euros. Wifi grátis. Site: campingjaranda.es . ônibus Madri-Cuevas del Valle: samar.es . ônibus Madri-Bohoyo: www.cevesa.es . ônibus Madri-Jarandilla de la Vera: samar.es . ônibus Madri-Tornavacas: www.cevesa.es . roteiro adaptado a partir das informações do guia Lonely Planet Walking in Spain, 3ª edição, 2003 Rafael Santiago junho-julho/2019 https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
  19. Garganta de Bohoyo 7º DIA - 01/07/19 - do Refugio El Lanchón à serra entre Bohoyo e Navalonguilla Duração: 7h20 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1966m no alto da serra entre Bohoyo e Navalonguilla Menor altitude: 1132m no restaurante El Vergel de Gredos, em Bohoyo Resumo: o trajeto desse dia é uma ferradura que vai para o norte e volta para o sul, um grande arco, mas o único caminho viável entre a Garganta de Bohoyo e Navalonguilla. Desnível de 818m entre a cidade de Bohoyo e a serra entre Bohoyo e Navalonguilla Comecei a caminhar às 8h19 ainda pela margem direita da Garganta de Bohoyo. Às 9h31 fui à direita na bifurcação para conhecer o Refugio La Longuilla. Uma plaquinha com as faixas branca e amarela indica ser esta trilha a PR-AV 16. O refúgio é todo de pedras com telhas, tem bancos-camas e lareira. Estava cheio de vacas ao redor. Continuei para oeste por trilhas de vaca e cheguei a uma ladeira calçada, que desci e tomei a direita na bifurcação (com um X branco e amarelo à esquerda, sinalização PR). Às 10h32 cheguei ao Refugio La Redonda, também todo de pedras com telhas, bancos-camas e lareira. Uns 90m depois cruzei um portão de ferro. Às 10h56 outro refúgio nos mesmos moldes dos dois últimos: Refugio La Secá. As árvores vão reaparecendo e a trilha quebra de noroeste para norte. Às 11h37 entro na sombra rala da mata. O que incomoda mesmo são as moscas na cara. Às 11h51 a trilha é dupla e a floresta é de carvalhos (robles). Às 12h33 chego a um pasto com vacas e uma estrada de terra para a direita. Uma placa indica uma fonte 100m para a esquerda mas não fui até lá. Seguindo pela estrada cruzei uma porteira de ferro, segui em frente num cruzamento de caminhos e cheguei a um estacionamento às 13h05. Havia um painel informativo sobre a Senda de la Garganta de Bohoyo com mapa. Continuando pela estrada de cascalho para o norte passei pela entrada do Camping Los Chozos de Gredos e atingi às 13h22 o asfalto da rodovia AV-P-539. Fui para a esquerda e em 7 minutos cruzava a ponte sobre a Garganta de Bohoyo. Ao lado do rio está o restaurante El Vergel de Gredos. Era hora do almoço e o sol estava fritando, para variar. Parei para descansar, beber água gelada e comer. Menu do dia a 10 euros. Continuei às 14h27 pelo asfalto e uma placa me diz que estou na etapa 20 da GR 293 (a mesma da Calzada Romana e que é chamada de "A Vueltas con Gredos" por dar uma volta quase completa ao redor da serra). Cheguei às 14h37 à pequena cidade de Bohoyo e um painel agora me informa que a caminhada dali até a cidade de Navalonguilla será a etapa 21 da GR 293. Há uma fonte de água ao lado. Altitude de 1148m. Um outro painel, no outro lado da praça, mostra um mapa do Parque Regional de la Sierra de Gredos com todo o trajeto que fiz desde Cuevas del Valle. Dentro do meu percurso planejado, o limite do parque será no Pico Covacha, por onde passarei no 9º dia. O caminho para Navalonguilla estava diretamente para o sul a partir dali mas quis dar um giro pela cidade para conhecer, apesar do calor terrível. Essas pequenas cidades da Espanha são sempre uma linda surpresa, cheias de detalhes arquitetônicos e muita história. Há várias casas de pedra com sacadas de ferro fundido e algumas fontes de pedra também. Cegonhas sem nenhum pudor fazem enormes ninhos nas cumeeiras e até na torre do sino da igreja. Um bar parecia estar aberto, embora fosse hora da siesta. Feito o reconhecimento, tomei a direção sul pela Calle de las Escuelas e saí da cidade às 15h14. Um outro painel informa que a Ruta Bohoyo-Navalonguilla é também a PR-AV 57 - Senda Camino del Piesnillo (além de ser a GR 293). Subi por um caminho concretado, passei por uma quadra de esporte e às 15h28 subi à esquerda pois a direita levava a um galpão, mas 35m depois fui à esquerda de novo pois à direita havia um sinal de X (caminho errado). Bohoyo vai ficando lá embaixo à esquerda. Mas tive de parar numa sombra por 37 minutos pois não aguentava mais o calor. Às 16h27 cruzei uma porteira de ferro e a estradinha de terra vira trilha. Em 4 minutos já avisto a Garganta de Bohoyo, onde passei esta noite. Às 17h02 cruzo um muro de pedras e paro numa grande sombra, mas a trilha quase desaparece e gastei um tempo procurando-a (após o muro de pedras deve-se subir um pouco à direita, mesmo sem trilha no início, e tomar a direção sul). Às 17h51 alcanço uma estradinha de terra que tomo para a esquerda (X à direita). À frente (sul) já avisto a colina que devo subir, com a trilha bem marcada. Em 7 minutos tomo a direita na bifurcação (X à esquerda) e subo a um portão com pasto e vacas logo depois. Ali há uma fonte de água mas com pouca vazão. Melhor caminhar mais 150m para encontrar uma boa fonte acima do pasto e do muro de pedras (mesmo assim filtrei com o filtro Sawyer Squeeze). Essa é a última água do dia. Voltei a caminhar às 18h48 e aí o bicho pega. Só subida. Às 18h58 fui à direita numa bifurcação. E dá-lhe ladeira em zigue-zague! A vista para a Garganta de Bohoyo é cada vez mais ampla. Às 20h26 avisto o chapadão no alto e com mais 12 minutos vou à esquerda numa bifurcação em T. Às 20h53, antes de um refúgio no meio do campo de piornos, cruzo o longo muro de pedras que aparece à direita (com placa apontando Navalonguilla). A partir dali a trilha começa a descer, então procurei um lugar plano perto do muro (abrigo do vento) para montar a barraca. Esse é o ponto mais alto do dia, 1966m, com desnível de 818m desde a cidade de Bohoyo. Garganta de los Caballeros 8º DIA - 02/07/19 - da serra entre Bohoyo e Navalonguilla à Laguna de los Caballeros Duração: 9h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2021m em Laguna de los Caballeros Menor altitude: 1134m em Camping Restaurante La Guilera Resumo: nesse dia passei pela cidade de Navalonguilla e a vila de Navalguijo para em seguida me distanciar de tudo novamente ao percorrer a Garganta de los Caballeros e subir à laguna de mesmo nome, num desnível de 887m desde o Camping Restaurante La Guilera Comecei a caminhar às 8h52 descendo na direção oeste. Às 9h14 passei por uma fonte quase seca na descida. Às 9h33 chego a um amplo espaço bom para acampar e bivacar protegido pelas grandes pedras. Dali já é possível avistar a cidade de Navalonguilla. Encontrei um portão de ferro todo amarrado, foi mais fácil pular o muro de pedras. A descida continua em zigue-zagues por uma crista. Às 10h27 cheguei a um cocho com água corrente e parei para me refrescar por 30 minutos. Às 11h04 cruzo uma porteira de ferro e a trilha vai virando uma estrada precária. Passo por mais um cocho, porém este está seco. Cruzo outra porteira de ferro e a estrada passa a ser concretada. Onde entronca um outro caminho vindo da esquerda há um painel informativo sobre a Ruta Navalonguilla-Bohoyo semelhante ao da saída de Bohoyo. Às 11h41 alcanço a Ermita de Nuestra Señora de los Leones com uma fonte de pedra com água corrente em frente. Com mais 15 minutos pelo asfalto chego à igreja de pedra de Navalonguilla. Altitude de 1199m. Passeei pelas ruas estreitas da pequena cidade e vi pela primeira vez a fachada das casas recobertas por telhas. Fui até o Museo de la Transhumancia, mas funciona só de sábado, domingo e feriado. Transumância é o deslocamento de rebanhos para locais que oferecem melhores condições de clima durante certa época do ano. Como sempre, era hora da siesta e até o Bar Pedro estava fechado. A única fonte de água que encontrei na cidade (em frente à igreja) estava seca. Segui a placa de Navalguijo, meu próximo destino, e às 12h16 deixei Navalonguilla tomando a rodovia AV-P-537. Uma placa me informa que o percurso dali até a cidade de Nava del Barco é a etapa 22 da GR 293, mas na ponte da Garganta de los Caballeros irei à esquerda, deixando essa GR. Às 12h36 passei em frente ao Camping Restaurante La Guilera, que espantosamente estava aberto e funcionando, mas não parei. Menu do dia por 9 euros. Ali também fica o Hostal Rural Los Alisos. Às 12h48 cruzei a ponte sobre o verdíssimo e transparente rio Garganta de los Caballeros e parei para descansar e me refugiar do sol forte. Algumas pessoas nadavam no rio. Fiz meu almoço nas mesinhas de piquenique sob as árvores. Às 13h13 encarei a subida de asfalto onde dava pra fazer ovos mexidos de tão quente. Compensava a bonita vista à esquerda para o selado onde acampei esta noite. Passei pela Ermita de San Miguel e às 13h31 alcancei a minúscula Navalguijo, completamente deserta, uma vila-fantasma. Numa bifurcação com casa de pedras e fonte de água não havia placa - fui à esquerda. Há fachadas recobertas por telhas aqui também, além de lindas casas de pedras. Às 13h39, numa outra bifurcação com fonte, a placa indica Laguna de los Caballeros a 5h de caminhada pela PR-AV 40, à esquerda. A civilização fica para trás de novo. Às 13h47 vou à direita numa bifurcação sem placa e cruzo a Puente de Arguijo. Mais 4 minutos e paro para ler o painel informativo sobre a Laguna de los Caballeros. Fim da estrada concretada, agora estradinha de terra. Vou à esquerda na bifurcação e às 14h09 cruzo um riacho e uma porteira de ferro verde. A estradinha vira trilha. Às 14h22 a visão se abre à esquerda para o amplo vale da Garganta de los Caballeros e montanhas ao fundo. Cruzo um riacho pelas pedras e aparece um calçamento na trilha. Olhando para trás identifico ainda o selado onde dormi esta noite. Às 15h13 chego à cachoeira Chorrera del Lanchón, um dos principais atrativos dessa trilha. Ela despenca numa fenda do paredão rochoso e estava com bem pouca água. Tentei me aproximar mas não cheguei à queda pois a vegetação dificultava bastante. Me escondi do sol forte por um bom tempo e só saí às 16h43. Subindo, cruzei uma tronqueira, um riacho e caminhei por uma ladeira com calçamento e lindas lagoas verdes transparentes ao longo do rio à esquerda. Às 17h50 passei pelo Refugio de las LLanaíllas, mas ficava fora da trilha principal e não procurei caminho até ele. Parei 8 minutos depois num pequeno abrigo de pedra coberto de palha e com banco-cama. Continuei às 18h14 e às 18h42 cheguei à Antigua Mina de Blenda, que se resume hoje a ruínas de casas de pedra e peças de ferro espalhadas pelo chão. Às 18h54 cruzei pelas pedras a Garganta (rio) de los Caballeros para a margem direita verdadeira e encontrei a Fuente de Majá Baera com água corrente. Às 19h20 cheguei ao Refugio de Malacantones, de pedras e telhas com bancos-camas e lareira. Às 19h58 cruzo novamente a Garganta de los Caballeros. O lugar é bastante distante e isolado e começo a ter a impressão de que poderia encontrar ou avistar algum animal selvagem, mas em vez disso me deparo com vacas pastando (por enquanto...). Depois de cruzar moitas de piornos, às 21h06 chego enfim à Laguna de los Caballeros e seu circo glacial. Procuro um lugar abrigado do vento e monto a barraca num espaço pequeno entre moitas de piorno. Altitude de 2021m. Pego as garrafas para coletar água da laguna e quando olho para a encosta da montanha ao norte vejo um animal grande passando. Era um javali! E tinha um filhote o seguindo. Como não sei sobre a reação desses animais, e por ela (devia ser uma fêmea) ter uma cria, tratei rapidamente de me enfiar na barraca e fazer o mínimo de sinal de vida. Fiquei de ouvidos alertas e num momento ouvi o ronco do bicho próximo da barraca. Mas depois não ouvi mais nada e pude relaxar e dormir. Pico Las Azagayas 9º DIA - 03/07/19 - de Laguna de los Caballeros a Jarandilla de la Vera Duração: 9h10 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Resumo: um dia longo e difícil percorrendo inicialmente alguns dos cumes mais altos da Serra de Gredos para em seguida descer 1783m até a cidade de Jarandilla de la Vera Quando comecei a caminhar nesse dia não tinha idéia de quão extenuante ele seria. A travessia da crista rochosa dos picos La Covacha e Las Azagayas foi o trecho mais exigente de todo esse trekking. Deixei o acampamento da Laguna de los Caballeros às 9h44 felizmente sem sinal do javali e seu filhote. Em vez disso eram as vacas que visitavam a laguna nessa hora. Contornei a lagoa pela margem esquerda (sul) e tomei a trilha de subida da encosta. É uma subida por canchal (ladeira de pedras desmoronadas) também mas a trilha está definida e sinalizada por totens. Às 10h20 atingi a crista e pude visualizar o outro lado (sul) mas estava mesmo é num selado, ou seja, tinha de subir bastante ainda. Às 10h38 fui para a direita (noroeste) na crista e subi por caminho praticamente só de pedras. Escalaminhei uma parede, subi por lajes e segui os totens. Às 11h31 atinjo o cume do Pico La Covacha (2394m), ponto mais alto de todo esse trekking, com coluna de concreto e vértice geodésico. A visão é de 360º. A longa crista que se estende para oeste é o limite entre as comunidades autônomas de Castela e Leão (ao norte, província de Ávila) e Extremadura (ao sul, província de Cáceres). Dali observo que a face esquerda (sul) dessa crista é recoberta de piornos, enquanto a cumeeira e a face direita (norte) são de pura pedra. Continuando às 11h56, avisto dois lagos bem distantes ao norte e um deles tem uma barragem (a maior com barragem é a Laguna del Barco ou Laguna de Galin Gómez e a menor é a Laguna Cuadrada). O caminho pela crista é um sobe-e-desce por pedras e a dificuldade vai aumentando. Às 12h17, junto ao marco de granito do Pico El Poyo, fui alcançado por um casal (que surpresa!) que subiu de uma cidade próxima só para percorrer essa crista. Dali já avisto uma outra crista para o sul que descerei após terminar essa de cumes em que estou. Porém dali em diante a dificuldade foi ainda maior, as ladeiras de pedras se tornaram bastante íngremes. O trecho próximo ao Pico Las Azagayas (2367m), aonde cheguei às 12h47, foi o mais difícil. Continuo mais 240m para oeste de Azagayas e finalmente termina essa crista rochosa. Ufa! Alcanço assim às 13h24 a outra crista que avistei e ali há caminhos para a direita (noroeste) e esquerda (sul), dependendo do roteiro que se quer fazer. O meu destino era para o sul. Uma placa ali aponta para os picos Covacha e Azagayas e diz "Ruta Travesía de la Alta Extremadura". Nesse local estou saindo do Parque Regional de la Sierra de Gredos e estou nos limites da Reserva Natural Garganta de los Infiernos, mas não entro nela nesse dia (só no dia seguinte). Também estou deixando a comunidade autônoma de Castela e Leão e entrando na de Extremadura. Isso corresponde (mais ou menos) a sair de um estado e entrar em outro no Brasil. Às 13h58 inicio a descida da crista entre piornos floridos, porém na parte mais baixa dela (selado) um impasse: à minha frente (sudoeste) ela sobe para uma sucessão de cumes rochosos (Cerro Estecillo) que eu temia que fossem tão difíceis quanto os anteriores. O próprio nome não é animador: Cuerda Mala. E eu precisava descer e não subir mais. Que alternativas tenho? À minha direita (oeste) se abriu um amplo vale e tento descer a ele, mas a trilha e os totens vão sumindo e resolvo voltar à crista para tentar o outro lado (leste) às 14h43. Inicialmente há uma trilha descendo mas ela desaparece e continuo na direção de totens, porém num caminho complicado entre pedras e moitas duras de piorno. Às 15h55 cruzo uma riacho pelas pedras (primeira água desde a Laguna de los Caballeros) e o acompanho na sua descida pela encosta pois avisto trilha abaixo na direção que eu preciso (sul). Uma vez na trilha bem marcada às 16h24, passo por campos de piorno, mais pontos de água e por vacas pastando. Às 17h44 cruzo um muro de pedras por um portão de ferro caído e encontro caminhos para o norte, sul e oeste, com muitos totens. O caminho que chega do norte vem do Cerro Estecillo e é a alternativa que rejeitei lá no alto 3 horas antes, mas deve ser a trilha mais usada. Se é pior ou melhor do que a opção que fiz só saberei quando um dia repetir essa travessia. Avisto dali uma grande clareira na crista a sudoeste com a Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e é para lá que devo seguir. Às 18h05 desço para oeste mas a trilha vai girando para o sul. Passo por uma choupana redonda de pedras, coberta de palha e quase desabando. Bem abaixo cruzo às 18h48 um riacho pelas pedras e paro por 17 minutos. Na encosta oposta passo a seguir um canal de água e depois uma trilha. Às 19h34 chego à Capela-Refúgio de Nuestra Señora de las Nieves e de lá avisto a pequena cidade de Guijo de Santa Bárbara. Na descida para a cidade há um trecho inclinado com pedras soltas meio complicado. Tomo a direita numa bifurcação, cruzo uma pequena ponte de madeira e atravesso uma mata de carvalhos (robles). No cruzamento de caminhos com painel sobre a fauna sigo em frente. Saio numa estrada às 20h29 e vou para a esquerda. Após uma longa curva para a esquerda essa estrada desemboca em outra e vou para a direita. Na bifurcação seguinte desço à esquerda na direção da cidade, mas estava errado, a rua termina numa casa. Voltei e tomei a direita. Algumas curvas depois já estou entrando na cidade de Guijo de Santa Bárbara, às 21h06. Numa bifurcação em que há um painel da Reserva Natural Garganta de los Infiernos vou para a esquerda seguindo a placa de Jarandilla (se tivesse tomado a direita teria conhecido o centro e suas casas mais antigas). Às 21h20 saio da cidade e a placa na estrada indica Jarandilla de la Vera a 3,5km (o gps mediu 4,5km). Mesmo tarde resolvi ir para Jarandilla porque lá há um camping e porque esse trecho de asfalto seria melhor fazer nesse horário mais fresco, sem o forte calor que começa logo cedo. Há um caminho mais curto entre as duas cidades, mas naquele momento não tinha essa informação como certa. Cheguei ao centro de Jarandilla de la Vera às 22h18, já de noite, e me surpreendi com a agitação da pequena cidade. A rua principal tem bares e restaurantes com mesas na calçada e o movimento era grande. Procurei pelo Hostal Marbella mas ele fechou já há alguns anos. A partir do centro caminhei mais 1,3km para o norte (parte pela rodovia, no escuro) até o Camping Jaranda, aonde cheguei às 22h42, a tempo ainda de jantar. Altitude de 616m.
  20. Eu e uma amiga estamos planejando uma viagem no período do verão Europeu. Nosso roteiro é o seguinte: Brasil ✈️ londres( 4 dias) Londres 🚞 Paris ( 4 dias) Paris ✈️ Ibiza ( 3 dias) Ibiza ✈️ Santorini ( 4 dias) Santorini 🛳 Mykonos ( 4 dias) Mykonos 🛳 Atenas ( 2 dias) Atenas ✈️ Brasil. O que acham? Aceitamos sugestões!
  21. Laguna Bajera, uma das 5 Lagunas 4º DIA - 28/06/19 - do Refúgio Elola às imediações de 5 Lagunas Duração: 5h10 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2367m em Portilla del Rey Menor altitude: 1896m Resumo: caminhada de Laguna Grande a 5 Lagunas através do passo Portilla del Rey. Quis evitar a subida direta de 5 Lagunas a Portilla de las 5 Lagunas para chegar à Garganta de Bohoyo, então tive de procurar um caminho alternativo (o que me tomou mais dois dias - sim, exagerei nas paradas por causa do calor) Saí do refúgio às 9h58 na direção norte pela margem oeste da Laguna Grande. Na sua extremidade norte fui à esquerda na bifurcação e comecei a subir a encosta pedregosa da montanha em zigue-zagues. Subi até os 2066m e logo iniciei a descida, às 11h07. A descida dessa encosta terminou às 11h28, cruzei um riacho pelas pedras no meio de um campo chamado Pradera del Gargantón e voltei a subir em zigue-zagues. Às 13h31 cheguei a Portilla del Rey, um passo de montanha que foi o ponto mais alto do dia (2367m), e o lance final foi uma escalaminhada por um canchal (em espanhol) ou scree (em inglês), uma ladeira de pedras desmoronadas. Mas não gostei do que vi lá do alto. Gostei sim da visão espetacular do Circo de 5 Lagunas e da verdíssima Laguna Cimera bem abaixo, porém a continuação do meu caminho em direção à Garganta de Bohoyo seria por uma ladeira de pedras enorme e bem íngreme a sudoeste da Laguna Cimera. Ladeira que atinge a chamada Portilla de las 5 Lagunas, de altitude semelhante à de Portilla del Rey, onde eu estava. Aquele caminho me pareceu arriscado. Havia alcançado um grupo que avistara pela primeira vez na Laguna Grande e conversei com o líder para confirmar se seria aquele mesmo o meu caminho. Ele disse que seria um pouco arriscado ir por ali e que deveria haver um outro caminho mais abaixo nas 5 Lagunas. Deixei o grupo todo sair primeiro pois aquela descida inclinada à Laguna Cimera, por pedras soltas e sem um caminho marcado, eu preferi fazer devagar e com cuidado. Saí de Portilla del Rey às 14h13 e cheguei próximo da Laguna Cimera às 14h56. Não desci até a margem, girei à direita (norte) e me dirigi à segunda lagoa, a Laguna Galana. O grupo parou nessa lagoa e eu continuei descendo, passando pelas lagunas Mediana, Brincalobitos e Bajera. Uma plaquinha me diz que estou na PR-AV 35. O caminho de pedras que desce dessas lagunas não é fácil, levei 1h30 para chegar ao final da ladeira desde a Laguna Cimera. Continuei descendo para o norte, mas parei depois de 300m para explorar alguns caminhos que eu tinha gravado no gps e que poderiam ser alternativas àquela ladeira que eu evitei. Porém não encontrei nenhum deles e resolvi acampar no lugar mais discreto que havia (embora fosse um campo aberto) para resolver o que fazer no dia seguinte. Altitude de 1907m. Laguna de Majalaescoba 5º DIA - 29/06/19 - das imediações de 5 Lagunas a Las Lagunillas Duração: 4h40 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1950m em Las Lagunillas Menor altitude: 1525m na Garganta del Pinar Resumo: continuação da procura por um caminho para chegar à Garganta de Bohoyo, uma alternativa à subida direta de 5 Lagunas a Portilla de las 5 Lagunas Comecei a caminhar às 9h17 ainda com a idéia de que encontraria uma trilha alternativa. Continuei descendo para o norte (como se fosse para a cidade de Navalperal de Tormes) pela margem direita da Garganta (rio) del Pinar, que se origina das 5 Lagunas, e passei pela Laguna de Majalaescoba. Por ser um sábado comecei a encontrar gente subindo para as 5 Lagunas e resolvi perguntar. As respostas contradiziam o que o líder do grupo havia me falado no dia anterior: o caminho era mesmo por aquela ladeira enorme de pedras, não era tão ruim quanto parecia e não havia outro caminho conhecido. Essas informações me deixaram numa sinuca pois eu já havia descido muito desde a Laguna Cimera e o caminho a partir dela também foi bastante difícil. Para completar, o calor estava de rachar. Continuei descendo. Às 12h14, 2,3km depois do abrigo Chozo de la Barranca, parei numa sombra à margem do rio (Garganta del Pinar) pois não estava aguentando o calor. Resolvi explorar uma trilha que aparecia no gps e estava do outro lado do rio. Realmente ela existia e poderia ser a alternativa que eu procurava. Porém só consegui ter coragem para voltar a caminhar depois das 16h, quando o calor já não era tão forte. Continuei então para o norte, agora pela margem esquerda da Garganta del Pinar por 1,1km e comecei a subir a colina. Encontrei uma fonte de água na subida. Às 16h40 cruzei uma porteira de arame num muro de pedras. Alcancei uma clareira onde deveria haver uma trilha voltando para o sul, mas apesar dos totens não a encontrava. Depois de muita procura (e outra pausa na sombra) finalmente a achei às 18h34. Segui por ela para o sul e sudoeste e encontrei às 19h54 o Refugio de Los Barquillos, refúgio livre (não guardado) com banco-cama e lareira, construído em pedra e coberto com telhas. Nele chegava uma outra trilha vindo do norte. A vista para o Circo de 5 Lagunas era privilegiada. Às 20h13, continuei para sudoeste e na bifurcação 220m depois do refúgio fui à direita pois a esquerda desce a encosta. Às 20h44 alcancei uma grande clareira forrada de capim que cruzei para a direita para tomar a trilha que subia para oeste entre moitas de piorno. Mas na primeira bifurcação, 110m depois, fui à esquerda (sul). Ao chegar a uma amplo circo glacial (com uma lagoa) às 21h08 a trilha pareceu sumir, mas mantendo a direção sudoeste ela reapareceu. Desci até um riacho seco, cruzei-o e encontrei um bom lugar para acampar às 21h35. Esse local é referenciado nos mapas com o nome genérico de Las Lagunillas. Altitude de 1940m. Água corrente havia a 300m dali, além da lagoa, mas era pouca. Estava num caminho muito promissor, mas ainda pairava a dúvida se conseguiria chegar por ele à Garganta de Bohoyo. Las Lagunillas 6º DIA - 30/06/19 - de Las Lagunillas ao Refugio El Lanchón Duração: 5h15 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2390m próximo ao Pico Meapoco Menor altitude: 1726m em Refugio El Lanchón Resumo: nesse dia encontrei finalmente um caminho alternativo para chegar à Garganta de Bohoyo. Subi 450m e desci 664m. Desmontado o acampamento, saí às 9h47 para explorar a trilha marcada no gps que subiria as encostas rochosas do circo glacial e quem sabe me levaria à Garganta de Bohoyo. Porém ela não existia - mais um balde de água fria... Fui pegar água perto da lagoa e já estava tomando o caminho de volta à Garganta del Pinar às 11h33 quando olhei para o fundo do vale e vi um totem. Uma esperança! Segui-o e encontrei finalmente uma trilha para o fundo que, após cruzar grandes blocos de pedra, continuou e subiu a encosta de pedras até o alto! Agora estava bem mais fácil atingir o meu objetivo. No alto às 13h32 encontrei vários caminhos para o sul e para oeste. Cruzei um muro de pedras que corria de norte a sul e parei para estudar qual seria o melhor caminho. Avistei uma casa 280m a noroeste, no meio das moitas de piorno, e fui até lá para ver. Era o Refúgio de Regajo Largo, livre também (como todos os seguintes), com bancos-camas e lareira, construído em pedra e coberto com telhas. Mas estava cheio de vespas. E o percurso de ida e volta até ele foi meio varação de mato pois não havia um caminho aberto no meio do piorno. Cruzei às 15h22 o muro de pedras de volta e 60m a leste dele entrei numa trilha que apontava para o sul com totens. A trilha foi girando para sudeste e logo sumiu entre as moitas floridas de piorno. Continuei para sudeste, mas logo quebrei para a direita (sul) seguindo os totens nas lajes de pedra e depois na subida de pedras soltas. Às 16h19 alcancei outro muro de pedras que corria na direção noroeste-sudeste, cruzei-o e fui para a esquerda (sudeste). Esse muro terminou numa encosta rochosa íngreme que subi às 17h por indicação de um grande totem no alto. Cruzei um chapadão (maior altitude do dia, 2390m) nas proximidades do Pico Meapoco e desci na direção sul até outra encosta rochosa, mas desta vez quebrei para a direita (sudoeste) e comecei a descer às 17h37 em direção à tão esperada Garganta de Bohoyo. Objetivo alcançado! Às 19h29 passei pelo Refúgio El Belesar mas não fui até ele pois vi um sujeito entrar nele assim que me viu. Às 20h25 o Rio Bohoyo se estreita num cânion e logo abaixo cruzo o rio para a margem esquerda. Parte do caminho é por grandes lajes de pedra. Às 20h58 cruzei novamente o Rio Bohoyo exatamente onde há um poço à direita chamado Baños de las Sirenas (sereias). Às 21h43 cheguei ao meu objetivo do dia, o Refúgio El Lanchón, todo de pedras também. Poderia ter dormido dentro dele, na plataforma que serve como cama, mas estava muito sujo lá dentro, então dormi na barraca mesmo. Aliás foi um dos refúgios mais precários que conheci, melhor evitá-lo. O Rio Bohoyo corre a poucos metros e é fácil coletar água. Altitude de 1726m.
  22. Olá, Gostaria de saber se alguém indica alguma operadora em Israel para comprar um chip pré pago para usar dados... Qual seria o preço??? Obrigado!
  23. Olá, Gostaria de saber se alguém indica alguma operadora em Israel para comprar um chip pré pago para usar dados... Qual seria o preço??? Obrigado!
  24. @Hugo.SC só vai nessa época? To pensando em ir em fevereiro. Quero fazer Filipinas, e posso incluir no máximo mais um destino, pois sou adepta do slow travel. Pra que a pressa, não é? Rs
  25. @JomBomJovem legal! Praticamente as mesmas datas que quero, de 26/12 a 05/01. Vamos falando sim pelo Whats
  1. Mais Resultados


×
×
  • Criar Novo...