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Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 23-08-2019 em todas áreas

  1. 8 pontos
    Desde a minha adolescencia sempre quis conhecer dois lugares: Machu Pichu e Camboja. Mês passado consegui realizar um desses sonhos! Um dia antes de viajar, fiquei sabendo através de um grande amigo meu piloto que vários vôos estavam sendo cancelados por causa do tufão que passava pelo local justamente onde eu iria fazer conexão. Eu estava super nervosa com medo do meu vôo ser cancelado e com isso arruinar o meu planejamento. Cheguei no aeroporto, suando de nervosa, olhei para a atendente e estava tudo certo para minha viagem! Pra chegar ao meu destino dos sonhos passei por uma conexão em Taipei, no meio do tufão, mas nem por isso deixei de explorar a cidade e conhecer a linda Praça da Liberdade. De volta ao aeroporto, meu proximo destino seria Bangkok! 4 dias não foram suficientes para conhecer essa cidade incrível. Comida maravilhosa, rooftops de tirar o fôlego, tuk tuks pra todos os lados, templos incríveis e bares super animados. Aproveitei a oportunidade e com a ajuda de um grande amigo meu da minha terra natal consegui cantar em um live house. Com isso tive a oportunidade de conhecer excelentes músicos numa jam incrível com gente de vários países. Obrigada Caio pela noite maravilhosa (na verdade pelas duas noites!!!). Apesar de me despedir de Bangkok com desejo de ficar mais, eu também estava super ansiosa para chegar no meu proximo destino: Camboja. O Camboja é um país que sofreu muito com a guerra Khmer Vermelho, um dos maiores genocídios da história recente, matando grande parte da população e até hoje é possível ver as marcas deixadas dessa terrível catástrofe humana. Quando o avião pousou (graças a deus! Por que era um mini avião com hélice #medo), o calor estava de matar! Passei pela imigração e finalmente estava pisando em terras cambojanas. O motorista do hotel, seu Barang, estava lá me esperando e, apesar da dificuldade de comunicação, esbanjava simpatia. O carro deu partida e comecei a ver a cidade de Siem Riep através da janela. A cada quilômetro rodado, o cenário era o mesmo, muita pobreza. Cheguei no hotel e fui recebida com um delicioso chá e doces típicos do Camboja. Joguei minha mochila no quarto e fui rumo a Vila flutuante de pescadores que ficava a uma hora do centro. Na chegada à vila, a canoa passava pelas principais “ruas” onde é possível ver casas, igrejas e até uma escola suspensa. Pausa para o almoço num restaurante flutuante no meio de um enorme e importante lago para os pescadores. É ali que eles pescam e vendem para outros restaurantes no centro da cidade. Sentei à mesa e pedi o famoso Amok: um curry de peixe com toque de capim limão, prato típico do Camboja. Enquanto eu almoçava, uma criança linda dos olhos brilhantes não parava de me observar até que fui em direção a ela e começamos a nos comunicar através de sorrisos e olhares curiosos. Aprendi algumas frases em cambojano num pôr do sol lindo enquanto eu estava sentada à beira do lago com uma menina cheia de vida. Nesse momento, percebi a beleza do cenário e tirei uma das fotos mais lindas da vida! Dia seguinte, dia de visitar os templos do complexo Angkor, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, com a ajuda de um super querido guia, Sohkom. Eu queria saber mais sobre a história do Camboja e sobre os detalhes dos templos. Fiquei horas caminhando na imensidão desse lugar abandonado no meio da selva. No meio do passeio, fui indo em direção a uma música e me deparo com uns homens tocando instrumentos típicos da região. Quando eu percebi estava no meio deles tocando percussão. Todos os músicos eram sobreviventes da guerra, mutilados, vítimas das minas terrestres. Foram horas de aprendizado e informações sobre essas ruínas do império Khmer. À noite, tive tempo pra beber uma cerveja local, fazer massagem por 1 dólar, curtir um pouco da Pub Street e cantar com uma banda de rock no Hard Rock Café. No dia seguinte, levantei as 6 horas da manha, aluguei um quadriciclo e fui desbravar Siem Riep. Eu acho que foi o passeio que mais me comoveu. Foram mais de 4 horas explorando a cidade. Parei num mercado e comprei algumas caixas de macarrão pra doar aos alunos de uma escola construida pelos japoneses❤️. Excelente trabalho dos professores, todos voluntários. De volta a minha moto, coloquei meu capacete e máscara pois havia muita poeira (as ruas não são asfaltadas) e comecei a distribuir comida pras crianças. O mais impressionante é que todas vinham com um baita sorriso no rosto e falavam obrigado. Até mesmo algumas que não falavam por timidez, os pais agradeciam por elas. Hora de voltar pro hotel, pegar uma piscina e esperar o pôr do sol. À noite, me deliciei com o meu ultimo jantar no estilo cambojano e depois fui a um bar de musica ao vivo onde conheci uma cantora de voz linda e serena cantando músicas típicas da região. Fiz questão de falar com ela que ficou encantada quando a elogiei. Muito linda! Vim embora com um aperto no coração de quem precisa voltar. Apesar da pobreza, dos conflitos civis, das atrocidades de um general que aniquilou grande parte da população no passado e de tantos outros problemas em que esse país ainda se encontra, o Camboja e seu povo vão ficar guardados pra sempre no meu coração! Instagram: Yumi_oficial ou Yumiaroundtheworld C581EB70-143E-4458-8CA0-93B5353330A3.MOV 5DEA23CB-8A9F-4EDD-88F6-D85B33E9D4B1.MOV 918A37ED-6D9D-4DD5-AAD2-58A752B49A6B.MOV
  2. 5 pontos
    Basicamente estes foram os gastos que antecederam a viagem. Em relação aos passeios pagos, eu basicamente faço questão de apenas um. Tive que comprar com antecedência por se esgotar muito rápido. Vou deixar uma imagem como dica, hahahaha. Custou £ 45.00 (R$ 255,90).
  3. 4 pontos
    Para melhor entendimento do roteiro que fiz, é preciso explicar que cheguei em Barcelona pelo mar, de navio, em uma terça-feira e ficamos hospedados em uma cidade vizinha a Barcelona, chamada Badalona há cerca de uma hora do centro, na casa de um familiar, o que nos fez economizar bastante. Fomos eu e minha namorada, com três malas ao total. Assim surgiu o primeiro problema, tínhamos bagagem, mas não valia a pena ir até a casa de meu primo, deixar as malas e voltar para o centro, perderíamos tempo demias. A solução que encontramos foi deixar as malas em um locker na Praça Catalunha. Dia 1 - Centro Atracamos no Porto de Barcelona por volta das 08h da manhã, mas só conseguimos de fato estar prontos para iniciar a viagem por volta das 12h (Nossas malas demoraram uma eternidade para aparecer na esteira). Assim que pegamos as malas, pegamos um taxi do Porto até a Praça Catalunha (cerca de 10 euros), deixamos nossas malas no Locker (pagamos cerca de 15 euros e podia ficar até as 20h salvo engano) e começamos o passeio pela Praça Catalunha, que é IMENSA, muito bonita e com pombos até umas horas (pense numa praga kk). Continuamos o passeio subindo a Avenida até a Casa Battló Gaudí, que na época estava em reforma, por isso sua aparência era diferente do que vimos nas fotos antes de irmos. Seguimos caminhada pela Avenida até a Casa Millá (tudo muito perto), esta sim estava linda como esperávamos. Praça Catalunha Casa Batlló Casa Mílla Após tirarmos algumas muitas fotos, demos meia volta e seguimos sentido Praça da Catalunha novamente. Onde se inicia a famosa La Rambla, um calçadão com vários bares no meio da rua e comércio a toda parte que vai desde a Praça Catalunha até o Monumento a Colón, uma estátua gigante, no meio de uma bela praça em homenagem ao descobridor Cristovão Colombo. Las Ramblas Monumento a Colón Depois das fotos, já estávamos morrendo de fome. Até tínhamos comidos umas frutinhas que levamos do navio na mochila durante o passeio, mas já não dava mais conta. Fomos pela La Rambla novamente procurar algum lugar bom e barato. (Importante: TUDO lá é mais caro que o normal e certamente não é o melhor possível, visto que é o ponto mais turístico da cidade. Estávamos ciente disto, mas não tínhamos o que fazer, pois nosso tour continuava pela área). Encontramos um bar que oferecia entrada, prato principal e uma bebida por 15 euros, achamos, em conta comparado aos outros. Dividimos o Menu e comemos uns "Nachos" com queijo (com aspas pois na verdade era Doritos), uma "Paella" tradicional (arroz com alçafrão) e tomamos uma cerveja (com certeza a melhor coisa do almoço. A paella era relativamente grande e deu pra dividir, então saiu 15 euros para os dois o almoço. Não foi dos melhores, mas pelo preço e local, foi a melhor opção. Após almoçar, só tínhamos mais um ponto, para ir, o Mercado La Boqueria, mas como havia tempo, decidimos sair andando pela La Rambla e percebemos as placas indicando uma Biblioteca da Catalunha, a maior bibioteca que vi na minha vida, era imensa, tentamos entrar, mas desistimos pela ignorância da atendente (pode entrar 0800), mas tiramos muitas fotos no hall de entrada e por fora kk. Voltamos para a Rambla no sentido do Mercado La Boqueria. Um mercadão muito grande, com muita variedade, muita coisa diferente, muitos frutos do mar, morangos gigantes. Vimos ouriço sendo descascado para ser refeição, lula e polvos bombados de grande, ostras muuuito grandes (como amante de ostra, tive que experimentar, pelo valor de 3 euros). Mercado La Boqueria Ostra gigante Depois do Mercado já eram por volta das 4h, voltamos a Praça Catalunha, pegamos nossas malas, paramos na Mc Donalds da praça para usar o Wifi e ver no Google Maps a melhor forma de chegar a casa do meu primo em Badalona (O metro é a melhor forma de se locomover em Barcelona, sem dúvidas). Compramos o T-10 por cerca de 10 euros que dá direito a 10 viagens nos transportes públicos de Barcelona (metro, bus e trem). OBS: O google Maps nos ajudou muito, nos guiamos por ele e sempre nos dava a melhor opção. Depois de uma hora no metro em hoário de pico, corre corre, cheio de mala grande, um ônibus, ter parado algumas descidas depois do que deveríamos e uma andadinha de leve com mala até umas horas, chegamos a casa de meu primo, onde comemos uma pizza com ele, tomamos um vinho, planejamos o dia seguinte e formos dormir, mortos de cansados. Dia 2 - Sagrada Família, Parc Guel, Bairro Gracia Acordamos por volta das 8h, tomamos um café da manhã reforçado e partimos. Desta vez sem malas!! kkk Da casa de meu primo até a estação de metro é uma caminhada de cerca de 10 minutos descendo, preferimos ir andando para se ambientar do que pegar um busão. Pegamos o metrô e descemos na estação Sagrada Família (como disse, o Metrô de BCN é fantástico). Tiramos muitas fotos da impressionante Igreja que nunca ficou pronta (previsão para 2022 salvo engano), mas não entramos pois as filas são enormes. Dizem que vale muito a pena, mas como tínhamos poucos dias na cidade e muita coisa a conhecer vimos apenas por fora. Por lá, achamos um wifi grátis e vimos no Maps como ir ao Parc Guell. La Sagrada Família O Parc Guell é gigante, em um morro muito alto com uma vista linda de toda a cidade de Barcelona. Para chegar, ao descer do metrô subimos eternamente por uma escada e depois ladeira até de fato chegar. Lá em cima é lindo, muito grande, cheio de árvores, muitos turistas, ambulantes e nativos fazendo e exercícios. Há uma parte paga no Parc, onde tem os famosos bancos de mármore coloridos, mas estavam em obras e assim apenas facilitou nossa escolha de não pagar. Tiramos muitas fotos, sentamos em banco com mesa e comemos umas frutinhas que levamos da casa de meu primo. Após descansar um pouco já era por volta das 13h, descemos o morro e pegamos o metrô para o bairro de Gracia. Bairro dos estudantes estrangeiros, muito bonito, aconchegante e, principalmente, boêmio. Por indicação de meu primo, que já havia morado por lá, após fazer um passeio pelas ruas e praças, fomos a um restaurante brasileiro delicioso naquele bairro. Pagamos cerca de 22 euros cada um, em um menu completo com bebida perfeito de baum. O nome do restaurante é Miriot, valeu muito a pena e o pessoal de lá é super gente boa. Parc Guel Entradas do Restaurante Miriot, no bairro de Gracia Um outro primo que também mora por Barcelona, marcou de nos encontrar no final da tarde em uma Casa de Jamóns, típico presunto de Barcelona, perto da Praça Catalunha. Fomos andando do Bairro Gracia até lá (cerca de 20 min) e como tínhamos tempo, na caminhada entramos em um Museu 0800 muito legal que estava com exposição sobre o futuro de Barcelona. Encontramos meu primo e fizemos um passeio pelo bairro Eixample, próximo a Praça Catalunha que tem uma estética peculiar (todos as esquinas são em formato de quinas). Já pelo início da noite, paramos em um bar de tapas e tomamos uma cerveja comendo os deliciosos Mexilhões no vapor (pense num troço gostoso). Ao fim, fizemos uma boa de uma caminhada até o Arco do Triunfo, que há noite fica lindo, encontramos o outro primo e pegamos um trem de lá mesmo em direção a Badalona. Ao descer do trem, fizemos aquela andadinha básica de 10min, mortos de cansados, com o frio já pegando, até em chegar em casa e capotarmos. Arco do Triunfo Dia 3 - Ciutadella, La Barceloneta e Mountjuic Começamos o terceiro dia exatamente de onde paramos o segundo. Depois de (claro) um belo café da manhã, pegamos o trem de Badalona até a estação do Arco do Triunfo, onde começamos o mais cansativo dos dias. O Arco do Triunfo fica na "entrada" do Parc de la Ciutadella. Bonito parque onde estão localizados várias estátuas, monumentos e até o Parlamento da Catalunha. Tiramos várias fotos por lá, curtimos o parque, caminhamos ao ar livre e partimos para La Barceloneta, a famosa praia de Barcelona. Para chegarmos lá, demos uma bela de uma caminhada (cerca de 20min). Sentamos em um banco de frente para o mar e comemos nossas frutinhas de lei, conversando besteira, vendo o povo surfar numa água gelada da gota e uma turma jogar um vôlei. Parc de La Ciutadella La Barceloneta Calle de La Barcelonetta Depois de uns 30min relaxando na beira da praia, fomos para a pizzaria NAP em Barceloneta mesmo. Pizza boa, grande e muito em conta. 6 euros a mais barata e 500ml de cerveja foi cerca de 3 euros. NAP Pizza em La Barceloneta Comemos bastante, cientes de que tínhamos muito a fazer ainda naquele dia. De barceloneta, pegamos um busão e descemos na Praça da Espanha (todo o deslocamento com a ajuda do Google Maps, óbvio kkk). Onde pegamos outro bus subindo em direção ao Castelo de Montjuic. Esta área foi construída para as Olimpíadas de 1992. Tendo vários pontos turísticos em sequencia. O ônibus para em cada uma delas (Fonte Mágica, Vila Olímpica, Estádio Olímpico, Jardim Botânico, Fundação Juan Miró e por fim, o Castelo). Tivemos que fazer escolhas tendo em vista o curto tempo (já eram umas 15h da tarde). Então descemos na Fundação Juan Miró e enquanto ela foi admirar as artes (cerca de 16 euros e dura mais ou menos 1h a visita) eu voltei andando até o estádio Olímpico. Nos encontramos após uma hora e pouca, pegamos o ônibus novamente e enfim subimos até o Castelo. Estádio Olímpico O famoso "Poema 3" na Fundação Juan Miró Nesta hora, fiz o maior erro da viagem e deixei minha mulé muito estressada kkk. Assim que chegamos no Castelo tiramos fotos no jardim da frente e na entrda principal e fomos em um caminhinho ao lado, momento em que tive a brilhante ideia de dar a VOLTA no Castelo andando por esse caminho. Não escutei as orientações dela e... andamos 30min e não chegamos a canto algum. (O castelo era imenso e não tinha fim, a curva nunca chegou). Dei a volta e depois de uma hora perdida chegamos no topo com o sol se pondo. Ai foi minha hora de me redimir "Ta vendo? Foi tudo planejado para vermos o pôr do sol daqui". Importante dizer que só fomos na parte 0800 mesmo, não vimos muita necessidade de ir na parte paga pois era apenas para poder subir um andar a cima na vista. O valor não valia a pena. No 0800 não se deixa de ver NADA. O Castelo é muito grande, muito lindo e tem uma puta vista para a cidade e principalmente para o porto de Barcelona. Ficou melhor ainda por termos a honra de ver o pôr do sol lá comendo umas batatinhas que compramos no mercado. Castelo de Mountjuic Pôr do Sol no Castelo Voltando para pegar o último ônibus descendo de volta a Praça da Espanha, minha mulher viu o teleférico e decidiu que no outro dia iria voltar ali para conhecer. Descemos de ônibus até a Fonte Mágica de Mountjuic e chegamos na hora certa para assistir o show da fonte, tudo, de fato, saiu como planejamos. Apesar da perda de tempo tentando dar a volta no Castelo kkk. O show da Fonte Mágica de Mountjuic é completamente INCRÍVEL e IMPERDÍVEL. Você tem que assitir. Dura uma hora e tem dias e horas certas para acontecer. Só buscar no google que acha. Quando estávamos lá, só acontecia de quinta à domingo, sempre às 20h. Assistimos o espetáculo bem na frente (batendo água da fonte na gente) e ficamos de queixo caído, foi lindo. O Castelo e esse show foram pontos muito altos de Barcelona. Show da Fonte Mágica de Mountjuic Após assistir grande parte do show, voltamos a praça da Espanha e fomos ao Shopping que tem lá. O Shopping tem estrutura antiga, era uma arena de touradas antigamente. Hoje em dia é um shopping, mas a fachada continua a mesma. Já estavam fechando tudo, só a praça de alimentação ficou aberta, para nossa sorte. Achei um restaurante que já tinha lido sobre e fomos lá. O nome é Gustos é há em outras localidades também. Dessa vez dividimos um arroz negro e tomamos uma sangria. Sensacional de gostoso e muito em conta, visto que o prato é grande e deu para dividir para nós 2. Arroz Negro com Sangria no Gustos BCN Ao fim, ainda tomamos uma cerveja em um barzinho na calçada da praça, para fechar o dia com chave de ouro. Por volta das 23h pegamos o metrô (que fechava as 00h e não sabíamos, ou seja, demos muita sorte) e uma hora depois, estávamos em Badalona. Ainda fizemos uma caminhada de 10min subindo ladeira, pois os ônibus de Badalona já haviam parado. Já estava muuuito frio também. Então pegamos um sufoco grande no fim desse dia. Dia 4 - Camp Nou, Teleférico, Bairro Gótico e Poblenou Neste dia, dormimos um pouco mais, devido ao intenso dia anterior. Só saímos de casa por volta das 10h da manhã. E os caminhos se dividiram. Eu queria muito ir ao Camp Nou e ela ao Teleférico de Mountjuic. Pegamos o metrô em Badalona e descemos em paradas diferentes. Fiz o tour que todo amante de futebol tem vontade de fazer um dia, entrei no campo onde Messi e Suarez fazem gols e desfrutem do bom Museu Interativo do club. Foi salgado o preço, mas valeu muito a pena. Me custou cerca de 30 euros, com a duração de 1h30min/2h. Camp Nou Enquanto isso ela, foi até a praça da Espanha, subiu de ônibus até o Castelo, e de lá desceu de Teleférico até Barceloneta (vista incrível). Teleférico de Mountjuic Nos encontramos na Praça Catalunha, almoçamos no 100 montaditos (muito ecônomico e gostoso. A cerveja é 1 euro) mais uma vez e fomos para o bairro Gótico, a única coisa que faltava no nosso cansativo roteiro. Chegamos a Catedral de Barcelona, tiramos algumas fotos e demos uma passeada em sua grande dimensão, mas o cansaço acumulado bateu. Vimos um Irish Pub e não pensamos duas vezes. Passamos a tarde tomando Guiness e descansando um pouco. No final da tarde, um de meus primos chegou por lá e fomos com ele conhecer o bairro gótico. Ainda bem que fomos, é muito lindo, ruas bem estreitinhas, muito charmoso. Passamos pela praça onde está localizado o Prédio da Presidência da Catalunha. O palácio da música é um 10, muito bonito por fora e por dentro. Catedral de Barcelona Bar irlândes Calles do Bairro Gótico Palácio da Musica da Catalunha Já à noite, demos uma senhora andada até o o bairro Poblenou (cerca de 30min). Onde encontramos o outro primo e fizemos um pubcrawl pelo bairro. Jantamos em um bar de tapas muito bom da região, onde comemos umas tapas (dentre elas o mexilhões ao vapor, é claro kkk) e tomamos um vinho. Já tarde, ainda fomos parando em alguns bares até chegarmos a casa de um deles. Quando nos despedimos e pegamos o metrô com o outro de volta a Badalona. Mexilhões ao vapor Tapas Dia 5 Praia de Badalona No útimo dia, depos de termos tomado algumas na sexta-feira. Dormimos mais novamente. Tomamos café por volta das 11h e fomos para a praia de Badalona mesmo com meus primos, sua esposas,a filhinha de cada um deles. Levamos comida e cerveja e ficamos na areia da praia de Badalona relaxando um pouco depois de dias corridos. Ainda passeamos pelas Calles centrais de Badalona, perto da praia e voltamos em casa por volta das 15h para nos arrumamos. Praia de Badalona Meu primo nos deixou no Aeroporto e partimos para Lisboa. O post ficou imenso, mas muitooooo detalhado. Espero ter ajudado quem ta se programando para ir a essa cidade fantástica. Para mim, na Europa, está pau a pau com Amsterdan. Com certeza não fui, até agora, em nenhuma melhor que elas. Qualquer dúvida é só falar!
  4. 2 pontos
    Em novembro, roteiro em planejamento, data em aberto!!!
  5. 2 pontos
    valeu pela dica... o meu nick ficou com o endereço do email pq foi muito dificil entender este site quando houve a ultima mudança. So que esta mudança nao foi perfeita... note que encima do meu avatar o nome ja consta, mas na resposta o erro continua... Eita nois.....🙄 o site precisa contratar um profissional de informatica melhor...
  6. 2 pontos
    Cara, obrigadão, valeu pela humildade também irmão. Salam Aleikum.
  7. 2 pontos
    Salve, Adriana! Olha, do Amazonas não dá para ir pro Pará de carro, mas para RR sim (via BR-174, que por sinal pega presidente figueiredo), e super indico! Só administra bem os dias do aluguel pq de Presidente Figueiredo para Boa Vista levam mais ou menos umas 8-10 horas de viagem se não houverem muitas paradas e com o carro indo com tudo, rs. Ah, passando Presidente tem a reserva indígena que tem restrição de passagem no período da noite, se eu não estiver desatualizado, então a viagem precisa ser de dia. Em presidente, corredeiras e pequenas cachus não vão faltar, vc pode passar no CAT que te dão um panfletinho com o mapa dos principais banhos, cachoeiras, etc. Super acessíveis de carro. Tiraria uns 2, 3 dias ali. 5 dias penso eu que é um período muito extenso, maaaas vai de vc, claro. Em Roraima, olha, tem a capital que vale a visita, com alguns banhos próximos, entre eles o famoso lago do robertinho, um laguinho de água clara no meio do lavrado roraimense, bem legal de visitar. Tem a serra do tepequém, que fica a uns 200 km de Boa Vista, no qual vc sobe a BR-174 no sentido venezuela e entra numa rodovia estadual, não é difícil de achar. Lá tem muita atração natural também. Tem o lago Caracaranã, que fica no território Raposa Serra do Sol, já no lado mais leste do Estado, e Lethem, na fronteira com a Guiana (inglesa), lá é um centro de compras bem visitado (estilo Ciudad del Este), do norte do Brasil. Pro Pará vc vai precisar ir de Barco ou Avião.
  8. 2 pontos
    9º dia (12/05) Domingo, dia das mães, eu e minha mãe nunca tivemos problemas por passar essas datas longe um do outro, não era a primeira vez, mas mesmo assim fica aquele sentimento de querer estar perto né. Acordei às 04h00, e no Brasil eram 06h00, mandei mensagem para ela e como sempre estava de pé logo cedo, falamos um pouco, me arrumei e saí às 04h30. Andamos bastante de carro, até entrar no famoso Parque Nacional de Huascarán, paramos para tomar café, mas quem quiser pode levar seu próprio café e comer lá na parada e claro no percurso. Eu comi pão, ovo e chá. Como você viram até aqui eu ainda estou sem nenhuma mochila de ataque, então comprei 2 bananas e 500ml de água, isso para que? Para andar 14km, vão lendo... kkkkkkkkk O guia nos instruiu sobre o percurso, da parada lá em cima, e da volta, então seguimos, e todos sabemos né, trilha, tem de tudo, então era bom eu passar um protetor solar, mas nem comento mais nada, e me arrependo demais por não ter pedido para algum gringo apenas uma mão de protetor, pois já faria toda diferença... Comecei a trilha, que belas paisagens tem aquele lugar, sério gente, é incrível, minha mãezinha rsrs, durante a trilha tem sol, frio, sol de novo e mais frio, então é um tal de tira casaco, coloca casaco danado kkkkk Fotos da SJCAM Tirando que eu estava com minha humildes bananas e água na mão haha (tenso viu). Chega uma parte que são umas subidas, e sempre tem o lance da altitude mas até que foi tranquilo. Aos que querem fazer a laguna 69, devem saber da dificuldade que é andar todo esse trecho, realmente não é fácil, mas se preparem um pouco antes, pois faz diferença e vale a pena. Ao chegar no fim da trilha, hum... Sinceramente não tenho palavras para descrever, apenas vejam as fotos... Tirei algumas fotos, e depois fiquei ali sentado comi o que tinha, bebi um pouco de água e lá estava eu olhando aquela bela paisagem, e pessoal, não se preocupem tanto com fotos, parem para observar aquelas águas caindo, aquela camada imensa de gelo e tudo aquilo sabendo que você viu pela internet agora está no seu melhor retrato que são seus olhos. Antes de descer, eu passei a mão no rosto, e geeeente, e já sentia meu rosto queimado e todo seco, peguei um pouco de água e passei, mas noooossaaaaa, fui me protegendo todo na volta, que saudade do meu protetor, que saudade da minha mochila!! Voltei pela trilha, vendo a paisagem das minhas costas de início, sério que lugar show! Fiz a ida em 2:30 Volta 1:45 Cheguei no hostel umas 18h30, fui na venda comprar pão e miojo, comprei água também. E decidi ficar mais um dia em Huaraz. Pessoal, volto em breve! Novamente, obrigado por lerem e espero estar ajudando.
  9. 2 pontos
    Oi Kaina...... fiz essa mesma pergunta há mais de 25 anos, quando ganhei uma promoção e fui ainda bem jovem para a Disney com absolutamente tudo pago. Adorei a viagem, gostei muito de sair do país, de conhecer novas culturas, tradições e idiomas. Claro, quis repetir e conhecer outros países, mas isso me parecia um sonho impossível devido os preços. Comprava jornais só para ler as propagandas das agências de viagens e tudo estava tão longe de meu alcance que pensei até em desistir rs.. . Foi depois disso que descobri que existem maneiras incríveis de se viajar pagando muito pouco: as promoções. Para quem quer viajar gastando muitíssimo pouco o principal é focar em uma data e não em um destino. Exemplo: "minhas férias são em novembro, então, minha viagem será em novembro. Vou para onde eu quero? NÃO. Você vai para onde as promoções te mandarem. Fuja dos 'pacotes de viagem', que só servem para quem gosta de ter tudo na mão e tem dinheiro para 'jogar fora' em viagens 'engessadas' (você segue o grupo sem opção de fazer o seu roteiro). Comprando tudo por conta própria, esses mesmos pacotes ficam muuuuuuito mais barato. Se você comprar em promoção, uma viagem internacional você vai pagar uma média de R$ 500 a R$ 600 na passagem (já vi inclusive muito mais barato que isso). Hospedagem é a mesma coisa. Use Booking.com entre outros e pague uma mixaria. A mesma viagem vai sair por R$ 2..... 3 mil reais nas agências, ou até mais que isso e ainda devem incluir taxas e impostos que normalmente ficam escondidos no pacote. Isso sem falar que dependendo o destino, quando você leva um acompanhante, terá que pagar duas vezes, quando normalmente os hotéis já têm quartos duplos e apenas um preço para dois. Ou seja, o viajante paga para dois e o acompanhante também vai pagar o mesmo hotel 'para dois'. A mesma coisa acontece quando existe carro alugado na jogada. É assim que CVC's e outras da vida ganham a vida, estripando o fígado do viajante desavisado. Mas para encontrar esses preços você tem que ficar de olhos abertos e comprar na hora que eles aparecerem Já vi (e aproveitei) excelentes promoções, como por exemplo Santiago R$ 108 (reais) ida e volta; Buenos Aires R$ 188; Orlando e Miami por R$ 525; Panamá R$ 600, Cusco 600; Moscou R$ 750, Thailandia R$ 1.600, Japão R$ 1.600... etc... etc... etc... Ahhhh.. Aproveitei África por 600 reais, Jordânia também 600; China recentemente por 680 reais e ainda com stop over nos Estados Unidos (quase de graça). São precinhos camaradas que sempre estão rondando e fazendo a festa do mochileiro. Agências de Viagens são como malas de rodinhas..... não combinam com mochileiros. rs Comece dando o primeiro passo!!! Depois fica tudo muito mais fácil. Nos encontramos por esse mundão lindo que Deus nos fez!!
  10. 2 pontos
    Não vim falar muito sobre o roteiro em si, mas encorajar os casais que assim como nós, optaram em fazer algo diferente, personalizado e econômico. Embora Uruguai e Chile estejam realmente muito caros, gastamos pouco para 23 dias de viagem (entre 6 e 7 mil reais) fazendo vários passeios, comendo em lugares legais algumas vezes e sem ficar em quarto compartilhado. E com certeza essa foi uma viagem inesquecível que deu início a nossa vida a dois. Independente de ser um destino nacional ou internacional, dá pra fazer uma viagem legal, agregadora, econômica de acordo com o que agrada a cada um. Espero que meu relato ajude aos casais que estão com dúvidas. Procurei alguns relatos desse estilo e só encontrei relatos de mochilões de mel mais longos, que são igualmente legais, mas inviáveis para quem é empregado e precisa usar as férias para fazer as coisas. Estou disponível para auxiliar em caso de dúvidas!
  11. 2 pontos
    ---> Continuação do relato... St Peter’s Pool É um dos locais mais conhecidos quando se fala de Malta, muito provável que voce já tenha visto um vídeo de um cachorrinho pulando dentro d'água, pois então, este lugar é lá. St Peter's pool é o que podemos chamar de piscina natural feita nas rochas. Este belo lugar fica na cidadezinha chamada Marsaxlokk, uma cidade de pescadores. Para se chegar a Peter's pool existem algumas opçoes como: - Pegar um transporte público até Marsaxlokk e fazer uma caminhada (boas subidas) de uns 30 min até chegar ao mar. Há algumas sinalizaçoes pelo caminho indicando a direçao. - Outra opçao é chegar até Marsaxlokk e pagar algum barqueiro pra ti levar até Peter's pool de barco. Normalmente o valor cobrado é de 10€ ida/volta, mas se voce quiser ir a pé e voltar de barco também é possível. - Pra quem está com carro alugado ou pretende ir de táxi também é possível chegar lá, porém será preciso pegar um trecho de estrada de chão e passar por uma estradinha bem ruim e estreita. No local não há nenhuma infraestrutura, não há cadeiras, não há guarda sol e só vi um ambulante vendendo algumas coisas nas proximidades (mas com preços mais elevados), então é válido levar um lanche e sua própria bebida. Chegando ao local as pessoas procuram alguma sombra nas encostas dos paredões de terra, mas a maioria fica sentado/deitado no sol mesmo. Mesmo já sendo clima de verão a agua do mar estava extremamente gelada, foi o local onde senti a agua mais fria se comparado ao outro locais do país. Não é um local indicado para quem nao sabe nadar pois em todos os pontos onde se pula dentro d'agua sao profundos, há apenas um cantinho onde é possivel entrar no mar caminhando. O local onde é comum ver as pessoas pulando tem cerca de uns 5 - 6 mts de altura aproximadamente e é bem fundo. Pra sair da agua é preciso subir nas rochas, entao quem tem alguma dificuldade nisso não é aconselhável saltar. Blue Lagoon Com toda certeza é a cereja do bolo pra quem visita Malta, todo mundo espera chegar lá e se deparar com aquela agua extremamente azul e que em alguns pontos vai mudando a tonalidade. Para ter a melhor experiência possível recomendo ir num dia de sol aberto (eu peguei o dia assim), mas vi pessoas que nao tiveram a melhor experiencia possivel pelo fato do dia estar nublado. Blue lagoon fica na ilha de Comino, uma ilha pequena entre a ilha de Malta e a ilha de Gozo. O local recebe diariamente dezenas de embarcações que despejam lá suas centenas de turistas, até parece um formigueiro. Há uma pequena faixa de areia onde as pessoas colocam as cadeiras/guarda sol (pode-se alugar), um praticamente em cima do outro e há tambem vendas de bebidas e lanches, tudo com precinho salgadinho. Como há muita gente e pouco espaço na faixa de areia as pessoas ficam nas rochas nas proximidades onde as embarcaçoes chegam. Pra todo lado que vc olha a vista é incrivel e agua muito agradável. A única observação que eu faço é que com exceção do local onde 99% dos turistas ficam, nos outros locais há MUUUUUIIIITA AGUA VIVA, mas é MUUUIIIIITA MESMO!! Entao antes de pular na agua veja bem onde vai meter o nariz pra nao se queimar. Para se chegar a Blue Lagoon existem duas opçoes: - Pegar um transporte público até Cirkewwa no extremo norte da ilha de Malta e de lá pegar um ferry até Comino. - Contratar um tour para tal. Em Sliema é de onde as embarcaçoes partem e lá voce pode encontrar dezenas de empresas diferentes oferecendo o passeio. Na intenet voce encontra opções de fazer a compra do bilhete antecipado, mas eu nao acho que valha a pena visto que voce pode até negociar um desconto la na hora. Como sao muitas agencias, o pessoal fica em cima ti abordando tentando vender o seu peixe. Eu comprei lá na hora o tour com a empresa Captain Morgan Cruises, paguei 25€ e estava incluso um open bar de agua, chopp, refrigerante e comida. O passeio parte por volta das 10hs e demora cerca de 1:30h pra chegar a blue lagoon. Logo depois da partida é começado e servir as bebidas, e apesar de não serem de ótima qualidade serve para entreter por algumas horas. A refeição é servida somente em um curto intervalo de tempo, no qual os turistas nem estão no barco para comer visto que ao chegarem na ilha estao todos ansiosos para descer do barco e curtir o mar. Então deveria ter um intervalo maior para quem quisesse retornar ao barco poder se alimentar. Na volta para Malta o open bar continua. Blue Grotto É outro local pra se ficar de boca aberta com a tonalidade da água. A gruta fica na costa sul da ilha de Malta, o oposto da regiao de St Julian's / Sliema. Pra se chegar lá é muito fácil, basta pegar um dos ônibus linha 74 ou 201. O passeio custa de barco custa 8€ adulto / 4€ crianças, os barcos partem num intervalo curto entre um e outro e o passeio dura cerca de uns 20 minutos. Além da gruta azul o barco passa por outras grutas tambem e em todas elas é possível ver o quão a água é azul! Dica 1: Fazer o passeio no meio da manhã por volta das 10hs é um dos melhores horários, devido à posição do sol e a incidência de luminosidade na água. Dica 2: Ao entrar no barquinho sente-se do lado esquerdo, este é o lado onde é possível ter a melhor vista e pra tirar fotos sem pegar braços e cabeças de outros turistas. CORAL LAGOON É uma das belezas da parte norte da ilha de Malta. Não é um local tão falado e nem tão visitado como as outras atrações do país. Pra quem ta de carro o acesso é fácil, basta jogar no GPS e seguir em frente. Pra quem vai de transporte público a jornada é árdua pois leva-se mais de 1hr pra quem parte da região de Sliema até o ultimo ponto da parada de ônibus, dali em diante é preciso andar cerca de 1hr até chegar na lagoa. Nao tem erro, ao jogar no gps voce encontrará facilmente o caminho que passará no meio de algumas vilas, numa area privada de um resort e por uma praia "pública" também. Pra quem olha de longe nunca encontrará a lagoa pois ela fica dentro de um buraco no alto de um rochedo. A caminhada vai ficando dificil quando vai se aproximando da lagoa pois o solo é muito pontiagudo. Andar descalço é impossível, e pra quem vai de chinela tem que tomar cuidado para nao arrebenta-la. Quando voce chega à lagoa a sua primeira impressão será UAU! Se deparará com um buraco enorme e lá no fundo encontrará uma agua totalmente transparente que até pode enganar quanto à sua profundidade. Nem todo mundo tem coragem de pular la embaixo, nem se compara ao salto da St Peter's pool pois nesse local a altura pode passar dos 10mt!! Para os que têm coragem de saltar, é preciso nadar por uma passagem subterrânea até o mar e subir a encosta novamente. Pra quem vai de chinela e pretende saltar recomendo veemente jogar a chinela antes ou pular com ela para poder subir a encosta novamente pois se nao seus pé vão pro saco, vai fatia-lo no chão pontiagudo. Pra quem vai de ônibus e fica pensando na caminhada de volta até o ponto, há uma lanchonete próxima à lagoa em que um tiozão cobra 20€ para fazer o translado de lá até ao ponto de ônibus. >> a foto acima peguei da internet apenas para mostrar como é o lugar << >> pra quem vai de bus, o ponto final é onde está apontando a seta, dali pra frente é caminhada << ---> Continuarei o relato no próximo post..
  12. 2 pontos
    Parte 8 - O anjo do carro vermelho "Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?" On the Road, Jack Kerouac Conversamos com os caminhoneiros parados, nenhum sucesso. Fomos para a saída do posto da YPF, por ali erguemos o dedão e ficamos. Era um domingo bem cedo em Puerto Madryn, quase não havia fluxo de carros e caminhões. Estávamos animados e nos divertíamos ali na estrada. Os minutos passavam e o que eu mais via eram motoqueiros viajando no sentido contrário. Possivelmente, eles estavam voltando de Ushuaia. Caminhamos um pouco mais avante, quem sabe não daria sorte um novo lugar. Depois de mais alguns minutos um ônibus vazio passou por nós, ergui o dedão com um sorriso no rosto. O ônibus parou e o motorista nos convidou a subir. Foto 8.1 - Tentando carona na Ruta 3 na saída de Puerto Madryn José, o motorista, nos avisou que iria até Trelew, uma cidade vizinha a quase 70km ao sul de Puerto Madryn. Sentamos no ônibus vazio. José logo passou seu tereré com suco de laranja. Caralho, como estava bom aquele tereré. Logo ele nos explicou que estava indo buscar os engenheiros da Aluar que vivem em Trelew para um dia mais de trabalho. A Aluar é uma empresa de alumínio argentina, sua filial em Puerto Madryn é a principal geradora de empregos da cidade. Ele falou que é prestador de serviço da Aluar e os seus dois ônibus trabalham diariamente na rota Puerto Madryn/Trelew transportando os funcionários da empresa. Foto 8.2 - A visão do Matheus no ônibus O José é um cara bacana demais. Como eu gostei dele, sei lá, ele transmite uma buena onda. Ele já foi caminhoneiro por muitos anos, morou no Paraguai e Itália, e conhecia a Argentina toda. O tereré era herança dos seus dias de Paraguai. Ele gostava de falar sobre o vento patagônico, dizia "Aqui venta forte 330 dias por ano". O vento de Puerto Madryn era forte até, mas me abstenho de falar dos ventos por enquanto. Toda vez que José falava, ele falava sorrindo. Ele começou a nos contar sobre os dinossauros da Patagônia. Disse que os maiores dinossauros que existiram viveram pelas terras patagônicas. Enfim, a Patagônia é a terra dos gigantes, primeiro os dinossauros gigantes e depois os homens gigantes que assustaram Fernão de Magalhães. Falava com orgulho dos dinossauros, disse para visitarmos o Museu Paleontológico de Trelew. Quase na chegada de Trelew tem uma estátua de tamanho real de um Titanossauro, o maior dinossauro de que se tem notícia, com mais de 20 metros de altura e 40 metros de largura. José parou o ônibus para que pudéssemos conhecer o maior dinossauro já descoberto. Foto 8.3 - Titanossauro Foto 8.4 - Titanossauro por outro ângulo (Não ter ninguém ao lado do Titanossauro não dá a noção exata do seu tamanho gigantesco) Depois seguimos viagem até chegarmos em Trelew. Já era quase a hora dele recolher os funcionários e voltar para Puerto Madryn. Mesmo assim, o José cortou toda a cidade e nos deixou no posto da Axion na saída para Comodoro Rivadavia. A porta do busão se abriu, nos despedimos do José com um abraço. Pulamos para a fora do ônibus, com uma buzinada o José se despediu pela última vez. Foto 8.5 - Eu, Matheus e o José O tempo com o José foi curto, não mais que uma hora e meia, mas foi daqueles momentos que depois que passam você diz "Mano, que cara gente boa da porra!". Não bastou ele dar uma carona pra gente, ele desviou o caminho para conhecermos o Titanossauro, depois foi até a saída da cidade para facilitar a nossa vida. Tenho quase certeza que ele chegou atrasado para buscar os funcionários da Aluar. Sabendo disso as atitudes dele se tornam muito mais especiais para mim. O objetivo agora era conseguir uma carona para a próxima cidade que era Comodoro Rivadavia, distante a 400km de Trelew. Começamos pelo começo e fomos conversar com os caminhoneiros que estavam estacionados no posto. Algumas boas conversas surgiram disso, mas nenhum êxito em relação a carona. Fomos para a saída do posto e ali começamos o revezamento de dedões erguidos. Meia hora cada um a beira pista. Só tinha nós pedindo carona. A rodovia estava meio deserta. Os poucos carros que passavam, paravam logo adiante num campeonato de futebol infantil que estava tendo naquela tarde. Eu tinha certeza que um carro vermelho nos daria carona naquele dia e repetia isso toda hora. Foto 8.6 - As mochilas na saída do posto da Axion em Trelew Nessa tarde começamos elaborar algumas teorias sobre as caronas para passar o tempo na beira da estrada. A primeira delas é que toda pessoa que não pode mesmo dar carona faz questão de expor isso de alguma forma, acho que isso alivia um pouco a consciência. Tipo uma pessoa com carro cheio faz o gesto com a mão que está cheio ou uma pessoa que vai parar logo adiante indica com o dedo que vai parar logo ali. Ninguém tem obrigação de parar o carro, mas ver pessoas precisando de ajuda e saber que não pode mesmo ajudar deve fazer bem para o ego, mesmo não tendo a intenção de ajudar se pudesse. Já as pessoas que realmente poderiam dar carona e não tem a intenção de dar evitam olhar para os pedintes de beira de pista. A segunda teoria boba que elaboramos é que caminhonetes nunca param para caroneiros. Depois fizemos uma lista de tipo de carros que eram mais propícios a parar, mas para mim, desde a Península Valdés, que eu tinha certeza que algum carro vermelho nos salvaria. Elaborar essas bobeiras e conversar sobre elas faziam a longa espera ser mais leve na quente Trelew. As horas passavam. O dia era muito quente, quem não estava pedindo carona ficava dentro do posto se escondendo do sol e tentando a abordagem direta. Esse dia era o dia da final entre River x Boca em Madrid. O posto começou a se encher de torcedores dos dois times. Pensei por um momento abortar a tentativa de carona, por um tempinho, para ver o jogo, mas decidimos melhor continuar. De vez em quando eu ia espiar o placar. Na hora do jogo a deserta pista ficou mais deserta ainda. Raramente, passava alguém pela Ruta 3. No máximo algumas pessoas correndo ou pedalando. Aliás, toda pessoa que passava por nós dizia "Suerte", era bem bom ouvir isso. Todo carro que erguíamos o dedão, ao saber que o carro não pararia, cumprimentávamos o motorista com um sinal de mão. Essa era outra forma de deixar mais leve as horas pedindo carona. Já estávamos torrados de sol. Nesse dia não desanimamos por nenhum momento, mesmo com fome. Já era quase sete horas da noite, resolvemos sair dali, mas não sabíamos se iriamos armar acampamento no posto ou caminhar pela cidade ou tentar seguir de ônibus. Decidimos colocar nossas mochilas e fazer qualquer coisa diferente, pois ali já nenhum carro passava mais. Estávamos tranquilos, tínhamos tentado por todo o dia seguir de carona. Apenas não tinha rolado. Coloquei a mochila nas costas. Quando comecei andar, surgiu um carro vermelho na minha frente. Por que não tentar? Ergui o dedo pela última vez naquele dia. O carro parou. Corri até o motorista, ele perguntou "Vas a Comodoro Rivadavia?" e eu sem acreditar disse "Si, si, si". Incrédulos e meio estabanados tentávamos colocar nossas coisas no carro, o senhor achando graça da situação disse "Calma, calma, no me voy sin los dos". E assim, o carro vermelho (leia-se anjo vermelho) da minha premonição veio nos salvar naquele dia. Não consigo traduzir a alegria daquele momento. Como aconteceu na Península Valdés, novamente éramos salvos no último instante possível. Parecia até uma pegadinha do além ou uma provação qualquer. Nos últimos dias tinha enchido tanto o saco do Matheus com a história do carro vermelho e agora ver nós dois em movimento dentro de um carro vermelho era no mínimo curioso. Não tinha sonhado e nem tido visão nenhuma, comecei a falar do carro vermelho sem pretensão alguma. Acho que era uma forma de manter a esperança da carona viva. Assim, ficava sempre a espera do carro vermelho. A espera tinha acabado e fiquei meio abobado com a força do pensamento. Sentei no banco da frente, o Matheus ficou na parte de trás. O motorista logo se apresentou como Juan Carlos, e começou perguntando se estávamos a muito tempo ali esperando, eu disse que fazia quase oito horas que estávamos ali na beira da pista. Ele disse que escolhemos um dia ruim, que domingo era difícil mesmo. Ele estava voltando de uma visita a um amigo. A conversa seguiu ou melhor a partir dali começou o monólogo do Juan. Foto 8.7 - Juan e Eu Falar deste trecho é meio complicado para mim, pois é complexo demais falar dessa carona, em especifico do Juan Carlos. Toda vez que me recordo desses momentos junto do Juan vivo um dilema. Sou muito grato a tudo o que ele fez por mim e pro Matheus, mas ao mesmo tempo não consigo gostar dele. Me sinto mal por falar isso, pois dá a impressão de ingratidão da minha parte. Pelo contrário, como disse sou grato demais ao Juan, mas ficar na sua companhia por quase cinco horas foi das coisas mais difíceis que já fiz na vida. Juan é soldador subaquático, dono de uma vinícola em Mendoza, ex militar que lutou na Guerra das Malvinas e se dizia um caçador de mão cheia, sempre repetia "Não morro de fome em lugar nenhum, aqui mesmo se eu for caminhado por qualquer canto, horas depois te trago comida". As falas do Juan se estendiam por muitos minutos, no início ele nem percebeu que eramos estrangeiros, assim falava num espanhol rápido e de difícil compreensão. Ele não pausava entre um raciocínio e outro, emendava tudo e não dava espaço para nós falarmos. Creio que ele tinha uma necessidade de mostrar quem era o Juan e qual era sua visão de mundo antes de tudo. No início era interessante isso, mas passado uma hora minha cabeça estava para explodir. O Matheus estava tranquilo atrás, mas eu tinha estar ali atento nas frases que eram ditas rapidamente e a todo momento. Manter a atenção exigiu muito mentalmente de minha pessoa. O pior foi quando eu comecei a compreender com mais clareza seu espanhol atropelado e consegui entender sua visão turva de mundo. Bom, vou me abster de tentar reproduzir suas falas intermináveis que eram carregadas de muito preconceito e tentar resumir mais ou menos o Juan. Pra começar digo que ele é um cara com uma visão simplista de tudo e um tanto contraditório. O maniqueísmo é forte em seu pensar, então tudo é dividido entre bem e mal, não existe meio termo pra ele. Assim, ele divide as pessoas em úteis e inúteis. Repetia quase sempre que o problema da Argentina era que a maioria da população era composta de inúteis. Ele enchia o peito para se dizer nacionalista, mas ao mesmo tempo só denegria a imagem de seu país para nós, o famoso complexo de vira-lata. Ele contou a sua versão da higienização social que ocorreu na Coréia do Sul, onde fizeram uma limpa nos corruptos e bandidos antes de reconstruir o país. Emendou com a seguinte frase "Agora no Brasil vai acontecer o mesmo, vocês escolherem um bom presidente.". Era a primeira vez que topávamos com algum argentino que era favorável a decisão tomada no Brasil. Falava com saudosismo da ditadura militar argentina e da Guerra das Malvinas. Porém, pediu baixa do exército, assim que acabou a guerra. Perdeu muitos amigos ali no campo de batalha. Pelo que eu entendi, ele foi totalmente contrário de a maior parte do soldados argentinos que foram para a guerra serem do norte do país e em sua maioria garotos. Na Guerra das Malvinas, a maior parte dos soldados não estava acostumado com o frio patagônico. Assim, frio, vento e fome mataram mais soldados argentinos que as armas inglesas, importante frisar que o exército nem cedia roupas adequadas a esses soldados. Enfim, os fazedores da guerra (os engravatados) não estavam nas trincheiras e quem morria era a população pobre do norte do país. Esse tipo de pensamento do Juan que me deixava confuso. Ele era favorável do extermínio de parte da população para "reconstruir" um "país melhor", mas logo depois se solidarizava com os pobres coitados que foram jogados em uma guerra para defender um país que nunca deu bola para eles. Se solidarizou a ponto de largar o exército. Eu me considero um sujeito meio contraditório, mas ao conhecer o Juan passei parar de achar isso de mim mesmo. Lembro que, em algum momento, tentei desviar o assunto para algo mais leve, disse uma frase do tipo "A mulherada aqui na Argentina é show de bola né?". Antes mesmo de eu terminar a frase ele já emendou "Algumas até que são bonitas, mas são tudo burra. Não dá pra conversar com mulher na Argentina.". Logo ele fez uma mea culpa e disse "No Brasil é diferente né? As mulheres são mais inteligentes, não são umas portas como aqui.". Dei um sorriso amarelo nesse momento. Ele continuou com sua linha de raciocínio, dizendo: "Só dei caronas para vocês porque são homens, se fossem mulheres não daria não. Com homem da pra ir conversando a viagem toda, assim como nós estamos conversando. Se fosse mulher não dava pra conversar não". Imaginei comigo, devo ter dito umas dez palavras ao todo até agora (risos). A misoginia era evidente nele. Pensei em abrir a porta do carro e me jogar diversas vezes. Na verdade eu só pensava nisso em determinado momento. Eu ficava olhando a velocidade do carro e tentava calcular o quão machucado sairia daquela queda. Depois de mais de duas horas e meia de viagem, paramos em um posto. Aproveitei para dar uma mijada. Depois fui na loja de conveniência para ver qual tinha sido o desfecho do jogo. River campeão. Eu e o Matheus fomos sentar numa mesa do lado de fora. Logo depois o Juan chegou com uns pacotes de bolacha e uns lanches para nós comermos. Juan estava feliz com o resultado do jogo. Pela primeira vez comemos a bolacha Macucas, que depois seria nossa companheira diária. Nessa hora a conversa foi bem mais agradável e menos unilateral. O Juan se propôs a ouvir um pouco. Até então ele não tinha tido a curiosidade em saber sobre nossas vidas, de onde viemos ou mesmo o que fazíamos. Nessa hora ele perguntou sobre tudo, falamos quem era Diego e Matheus. Depois quis chutar quantos anos tínhamos. Ele me deu 19 anos (risos). Falou da sua cirurgia que tinha feito pouco tempo antes e que os médicos desacreditavam que ele sobreviveria. Mostrou a cicatriz gigantesca nas costas que é a marca que ele carrega da operação. Falou da sua filha com bastante orgulho, ela faz mestrado em Mendoza. Disse que estava feliz que sua mulher pela primeira vez, depois de mais de trinta anos de casados, foi acompanha-lo numa pescaria. Parecia que o cara que estava ali não era o mesmo que estava dirigindo o carro minutos antes. Ele ainda foi comprar água quente para preparar um mate. Fizemos uma roda de mate e conversamos um pouco mais. Eu fiquei preocupado que ele nos associa-se na sua divisão de mundo com os inúteis e nos deixasse ali. Pelo contrário, agora ele parecia mais um pai cheio de conselhos e entendia a nossa necessidade de viajar mesmo que com pouco dinheiro. Confesso que essa parada no posto foi muito agradável. Voltamos a pista e o Juan voltou a ser o que era. Voltou com suas filosofias erradas de vida (isso no meu entender). Não consegui não associar ele com aquele episódio do Pateta que se transforma ao entrar no carro. Pateta é todo tranquilão e respeitoso, mas quando entra no carro vira um nervosão, briguento e mal educado. Sei que pode ser inocência minha, mas pode até ser que o Juan queria passar uma imagem de machão incorrigível, apesar de não acreditar muito nisso. A viagem prosseguiu. O legal do trecho Trelew/Comodoro Rivadavia é que ele é um pouco diferente de todo o resto da Ruta 3. Por este trecho tem algumas curvas sinuosas, no caminho é possível se avistar cânions e tem muitas elevações na rodovia. A natureza é muito bonita em volta também, é possível avistar um montão de guanacos e alguns zorros pelo caminho. O Juan era bom em avistar zorros, mesmo os bichinhos estando longe ele conseguia identifica-los. Já os guanacos ficam em bandos a beira da pista, e com isso tem muitas acidentes, creio que vi uns três guanacos atropelados neste trecho. Foto 8.8 - O caminho até Comodoro Rivadavia Foto 8.9 - Mais um pouco do caminho Cada vez que descíamos mais pela Argentina o sol se punha mais tarde. Em Claromecó o sol se escondia um pouco depois das nove da noite. Em Puerto Madryn e Trelew isso acontecia quase as dez da noite. Agora indo para Comodoro Rivadavia já tinha passado das dez da noite e ainda o céu estava claro. A viagem continuava. Eu tinha muito sono, não conseguia mais dar muita atenção ao Juan. Ouvimos rádio por um tempo. Escureceu. A viagem prosseguia. Juan continuava com suas afirmações erradas sobre tudo. Eu só queria chegar, a cabeça estava a ponto de explodir. Quando chegamos em Comodoro Rivadavia o Juan disse que era de uma cidade chamada Caleta Olivia, uns 70 km mais ao sul. Deixou a opção de nos deixar ali em Comodoro ou em Caleta Olivia. Preferimos ficar em Comodoro. Ele foi bastante bacana em nos deixar em um posto mais seguro possível para acamparmos. Paramos num posto da Petrobras, já era madrugada. Entramos na loja de conveniência e o Juan pegou um café pra ele. O Juan voltou a ser aquele cara bacana da outra parada. Conversou sem pretensão de impor seus pensamentos. Foi gentil ao passar seu telefone caso tivéssemos problemas no decorrer da viagem. Ainda quis pagar uma janta para nós, mas recusamos, pois ele já havia feito muito por nós. Deu a impressão que ele não queria ir embora, queria ficar ali conversando conosco. Não sei ao certo, mas acho que ele estava bastante carente de conversas e de amigos. Nos despedimos do Juan com alguns abraços. Antes de partir ele ainda tomou outro café. Depois fomos montar a barraca para dormir atrás do posto. O vento que estava naquela noite, naquela cidade era surreal de tão forte. Comecei a montar a barraca, mas não tinha como, a chance dela voar para longe era muito maior de eu ter sucesso na montagem. Depois de algum tempo conseguimos montar a barraca. Eu estava capotado, só queria dormir. Usei o banheiro da loja de conveniência e em seguida capotei na barraca. Foto 8.10 - Eu, Juan e o Matheus Agora aqui em casa, relembro toda a trajetória com o Juan e não sei o que achar dele. A sua visão de mundo é totalmente contrária da minha. Me chateou bastante ficar ao lado dele ouvindo um monte de baboseiras e não poder falar nada, uma porque ele não dava espaço pra eu falar e outra porque tinha receio de falar algo que ele não gostasse e perder aquela carona que tanto precisávamos. Me senti um merda por isso. Por outro lado, me senti injusto em certos momentos em não aceitá-lo e ver nele um cara carente que queria falar, conversar e ter contato com outras pessoas. Ele sentia muita necessidade em falar. Também tem que ele conosco foi muito bom mesmo. Foi a única pessoa que confiou na gente e parou seu carro. Percebeu que não tínhamos comido, não hesitou em compartilhar sua comida. Também se preocupou com nossa segurança passando por diversos postos, analisando qual seria o mais seguro para nós pernoitarmos. Sei lá, é tudo muito confuso para mim. Me pego muitas vezes pensando nesse trecho da viagem. O anjo do carro vermelho não tinha nada de anjo, na verdade esse carro vermelho tornou-se uma pegadinha ou qualquer coisa do tipo, pois foi a parte de maior complexidade da viagem. Mas e ai? O que pensar quando uma pessoa com ideias esquisitíssimas te ajuda a ponto de você questionar a si próprio? De qualquer forma, sou muito grato ao Juan e a sua carona salvadora. Acordamos assim que o sol nasceu. Desfiz a barraca, mas foi muito difícil dobra-la, o vento era intenso. Usei o banheiro do posto para me limpar um pouco e escovar os dentes. Fomos pedir água para fazer o mate e percebemos que tínhamos perdido nossa bomba. A atendente nos deu água quente, ainda nos presenteou com uma bomba novinha. Foi bem legal isso. Tomamos o mate e comemos um último pacote de bolacha que tínhamos. Seguimos caminhando para a saída da cidade. A caminhada durou mais ou menos uma hora até um bom ponto para pedir carona na Ruta 3. Paramos e começamos a pedir carona. Enquanto, um pedia carona o outro tentava se proteger das rajadas de areia que o vento não cansava de criar. Passamos horas e horas ali. Nada de caronas. Ficar ali era uma prova de resistência, ainda mais com fome. Tentamos e tentamos. No meio da tarde eu já não estava mais aguentado aquele misto de calor insuportável, ventos fortíssimos junto com terra e areia. Minha cara estava áspera de tanta terra que tinha grudada nela. Matheus estava só o pó também. O dia anterior tinha sido pesado fisicamente e mentalmente. Então, resolvemos ir para rodoviária e seguir aquele trecho de ônibus. Foto 8.11 - Caminhando até um ponto bom para pedir carona em Comodoro Rivadavia Foto 8.12 - Ruta 3 Foto 8.13 - Enfim, um ponto que todos os carros seguiriam para o sul e passavam devagarinho Foto 8.14 - Revezamento, vez do Matheus pedir carona Foto 8.15 - Revezamento, minha vez Chegamos na rodoviária, compramos passagens para Rio Gallegos, o ônibus só sairia pela madrugada. Fomos caminhar pela cidade. Comemos um choripan na rua. Nesse dia quase morri de lombriga. No lugar em que comemos o choripan, tinha um lanche que eles chamam de lomito que tava bonito demais, mas era muito caro. Olhei as pessoas comendo o lomito e fiquei com muita lombriga de comer aquilo, mas me segurei e comi o choripan que era infinitamente mais barato. Depois achamos uma sombra na orla de uma praia, ficamos o resto do dia por ali. Foi bem gostosa essa tarde, fazia tempo que não ficávamos debaixo de uma sombra só descansando, pois os últimos dias tínhamos sido torrados pelo sol nas rodovias. Depois fomos no mercado, vimos a bolacha Macucas que o Juan havia dado para nós. Um pacote de bolacha na Argentina gira em torno de 3 e 4 reais, mas a Macucas era menos de um real e mais gostosa. Compramos um monte de pacotes de Macucas para o restante da viagem. Foto 8.16 - Centro de Comodoro Rivadavia Foto 8.17 - A avenida Foto 8.18 - A orla da cidade Foto 8.19 - O outro lado da orla Voltamos para rodoviária e conhecemos o caroneiro Sergio. Ele é argentino da cidade de Corrientes e estava trabalhando de garçom por todas as cidades que passava. Agora iria pra Puerto Madryn de ônibus, depois seguiria de carona até Corrientes, tinha esperança de chegar antes do Natal para passar com a família. O que me chamou atenção do Sergio foi que ele tava viajando de carona com mais dois brasileiros. Eram três. Eu já achava difícil viajar de carona em dois. Imagine eles em três. Os dois brasileiros tinham acabado de seguir pro Brasil. Sergio tava sem comida, demos uns pacotes de bolacha Macucas para ele e subimos no ônibus. Comodoro Rivadavia foi a única cidade da qual eu não gostei nessa viagem. O vento é muito forte, do tipo que quando eu estava andando e ao erguer o pé de apoio para caminhar, senti como se fosse um chute na perna, virei xingando o Matheus "Porra, por que tá me chutando?", vi que ele estava a uns vinte metros de distância. O vento havia me "chutado". A cidade é toda envolta de areia e terra. A mistura de terra e vento é terrível, a cada cinco minutos tirava uma bolota de areia da minha orelha. O ambiente na cidade é bem esquisito também, não sei se é por causa de ser uma cidade petroleira. Entretanto, das cidades da Patagônia, Comodoro Rivadavia é o único lugar que eu não me senti cem por cento seguro. José e Juan Carlos, duas caronas e duas pessoas completamente diferentes. O José me identifiquei com ele mesmo antes dele começar a falar, o Juan até hoje não sei o que sentir por ele. Uma viagem foi rápida, tranquila e leve, a outra foi longa, demorada e pesada. Enquanto um era só sorrisos, o outro não sorria nunca. Duas caronas distintas, mas as duas tiveram a mesma importância e nos deixaram mais próximos do final do mundo. Enfim, o resumo da estrada é isso: você nunca vai saber quem irá abrir a próxima porta. Assim, algumas experiências vão ser bem legais, outras nem tanto. No fim, tudo é aprendizado.
  13. 2 pontos
    Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó "Exageramos sempre as coisas que não conhecemos." O Estrangeiro, Albert Camus Quando convidei o Matheus a encarar essa viagem comigo, ele ainda estava na ecovila em Piracanga. Nessa ecovila moram alguns argentinos e já passaram outros diversos hermanos por lá. Assim, os argentinos da ecovila sabendo da viagem, que o Matheus logo iniciaria, resolveram ajudar com contatos pela Argentina. A Silvina conversou com sua mãe e tivemos hospedagem em Buenos Aires. Depois o pessoal passou contato de um casal, Carlos e Ana, que haviam morado na ecovila e que hoje moram em Tres Arroyos. Pegamos o ônibus com destino a Tres Arroyos, pagamos bem baratinho pela passagem. Tres Arroyos fica a quase 500 km de distância de Buenos Aires, seria uma longa viagem. Entramos no ônibus e agora sim a nossa busca pelo fim do mundo tinha começado. Quando pela janela do bus eu avistei pela primeira vez a quilometragem da Ruta 3 o coração disparou. Até então a viagem estava sendo boa demais, demais mesmo, mas eu sentia que estávamos adiando o nosso principal objetivo e agora o adiamento tinha terminado. A Ruta 3 nos levaria para Ushuaia e agora viajávamos sobre ela. A Ruta 3 é uma rodovia que tem 3079 km de extensão. A rodovia se inicia nos arredores de Buenos e termina na Bahia de Lapataia em Ushuaia. Ela corta toda a Patagônia Argentina margeando o Oceano Atlântico. A Ruta 3 é uma (a outra é a Ruta 40) das duas mais importantes rodovias da argentina. A Ruta 3 se caracteriza por ser reta e plana em quase todo o trajeto. A viagem foi tranquila, ganhamos uma caixinha com alguns doces de café da tarde. Tinha um alfajor de morango sensacional. Uma guria que estava sentada do nosso lado ao ver nossas caras de esfomeados deu sua caixinha para nós. Depois fiquei a olhar pela janela do ônibus. O sol estava descendo na direção da minha janela. Peguei o sol de frente toda viagem, mas mesmo assim não parava de ver aquela belezura dos pampas. Eu vejo muita beleza na imensidão, e o pampas é isso, uma imensidão de mesmos cenários por milhares de quilômetros. Mas que lindeza é o descer do sol nesse lugar. Sol que se pôs apenas as nove horas da noite. Quando a noite tomou conta, já não sentia mais meu rosto que estava todo queimado de sol. Pouco depois de escurecer totalmente chegamos em Tres Arroyos. Foto 6.1 - Os Pampas pela janela do ônibus Foto 6.2 - A Ruta 3 Foto 6.3 - Um pouco mais da vista do ônibus Foto 6.4 - Mais um pouco Foto 6.5 - O descer do sol nos pampas argentinos No dia anterior o Carlos por mensagem tinha nos perguntado se queríamos conhecer Claromecó, uma cidade praiana perto de Tres Arroyos. Respondemos "Bora" ou melhor, como estávamos na argentina tivemos que adaptar e respondemos "Buera". Assim, chegamos em Tres Arroyos e conhecemos o Carlos, já em seguida entramos na sua caminhonete e partimos para Claromecó. O Matheus e o Carlos conversavam na frente. Eu me desconectei do mundo ao avistar pela janela da caminhonete o mar de estrelas no céu. Que lindo estava aquele céu. Fazia algum tempo que não via um céu tão bonito. Das coisas que mais gosto de fazer é ficar paralisado olhando o céu. A paixão surgiu na adolescência quando eu queria ser astronauta, ficava imaginando eu sendo o explorador daquele montão de desconhecido. Depois o céu foi a forma que encontrei de matar a saudade das pessoas que não estão mais entre nós. Assumi aquela história que é contada na infância como verdade e passei a acreditar que quando uma pessoa amada se vai ela vira uma estrelinha. Quantas boas lembranças me veio naquele momento. Os olhos marejaram e fiquei com vontade de ter um corda de tamanho infinito pra puxar de volta aquelas estrelinhas que tanta falta faziam para mim. Depois de quase uma hora de viagem chegamos na casa do Carlos e da Ana em Claromecó. Com um sorriso gigante e um abraço apertado a Ana nos recebeu. Não tinha como não sorrir com aquela alegria que ela estava ao nos receber. Ela tinha preparado uma jantar de recepção. Não tínhamos comido o dia todo, além daqueles doces no ônibus. Então, comemos como dois cães famintos. Só depois as conversas se reiniciaram. Carlos e Ana são terapeutas holísticos e vivem entre Tres Arroyos e Claromecó. Eles atendem nas duas cidades, mas preferem a calmaria de Claromecó. São seguidores do Prem Baba e apaixonados pelo Brasil, já estiveram diversas vezes pelo país e moraram em Piracanga por uma temporada. Até então estávamos alheio as notícias do mundo, de propósito por sinal. Nesse dia perguntei aonde seria a final da Libertadores da América e fiquei surpreso em saber que foi Madrid a cidade escolhida para o épico River x Boca. O campeonato de futebol do nosso continente, que em seu nome homenageia nossos libertadores do colonialismo europeu, teria seu maior capítulo na capital espanhola ou seja a capital dos colonizadores. San Martin e Simon Bolívar devem ter se revirado em seus túmulos. Parecia uma piada de mal gosto essa escolha. Carlos era pontual em dizer: "Não tem mais graça essa final". Ficamos até altas horas conversando e tomando mate. Fiquei surpreso em saber que os dois eram fãs do Porta dos Fundos. Conversamos sobre o vídeo do Porta, que tinha saído a pouco tempo, que satiriza o então candidato a presidência (que naquele dia já era presidente eleito) que acredita que os africanos foram os únicos responsáveis pela época da escravidão. O vídeo fez a conversa seguir para o tema do racismo no Brasil e a Argentina. Concluímos que a propagação dessas teorias absurdas sobre a escravidão brasileira mostram o quanto vivemos num país com um racismo enraizado e ao mesmo tempo velado. Sempre acreditei que a escravidão na Argentina foi feita em sua grande maioria com indígenas, mas o Carlos explicou o passado do seu país. A Argentina chegou a ter 50% de população negra, mas com a abolição da escravatura os negros foram usados como "bucha de canhão" na Guerra do Paraguai, depois foram largados a margem da sociedade e hoje são apenas 3% da população argentina. Diferente do racismo velado do Brasil, na Argentina o racismo é mais explícito. A ironia de toda essa história é que o símbolo da cultura argentina, o Tango, foi inventado pelos negros. No outro dia já no café da manhã começamos as conversas. Ficamos um bom tempo na mesa batendo papo sobre tudo. O assunto desse momento que me vem a memória é sobre a paixão incondicional dos argentinos pelos seus ídolos. Na verdade essa paixão exacerbada sempre me encantou, não existe meio amor lá. Carlos não gosta muito desse amor todo, dizia que tira um pouco da racionalidade. Evita, Che, Mafalda, Maradona e agora o Papa Francisco são os ídolos master desse país chamado Argentina. Mas me diz, como o Maradona não seria "Dios" aqui? Em 1982 a Argentina declarou guerra contra a Inglaterra, nesse momento o país era uma ditadura e o nacionalismo tomava conta da população. Assim, o governo achou que era hora de recuperar a posse das ilhas Malvinas, que estavam sob o domínio inglês. A guerra não durou 2 meses e a Argentina saiu derrotada. Em 1986, quartas de final da Copa do Mundo, Argentina e Inglaterra estão frente a frente novamente. Agora no campo de batalha do futebol. Talvez esse é o único campo de batalha que os sulamericanos lutam de igual pra igual com os europeus. Nesse jogo épico Maradona se transforma em Deus. Primeiro faz um gol de mão e logo em seguida dribla o time todo inglês pra fazer o gol mais emblemático de todos os tempos. No final do jogo ao ser perguntado sobre o gol de mão, resumiu em "Foi a mão de Deus" (risos). Dando a entender que aquele fato era um reparação histórica, só não da pra entender se quando ele se referia a Deus era sobre ele mesmo ou sobre o divino. Foto 6.6 - Nosso novo lar Saímos para caminhar pela orla. Primeiro passamos em frente do Castillo de Claromecó. Essa é uma construção que lembra um castelo medieval, mas por falta de recursos o dono não terminou a construção. O Carlos contou que o Castillo foi uma prova de amor do dono com a mulher, ele queria que a mulher vivesse como uma rainha. Porém, o dinheiro acabou antes da esposa virar uma nobre. O Castillo é todo bonitão e quebra a paisagem da orla de Claromecó composta de uma infinidade de areia. Foto 6.7 - A lateral do Castillo de Claromecó Foto 6.8 - O Castillo de Claromecó Foto 6.9 - O Castillo na paisagem Depois caminhamos horas e horas pela orla. As conversas seguiam. A Ana precisava fazer um atendimento e nos deixou no meio da caminhada. Continuamos o caminhar. Era a minha primeira vez em uma praia argentina. Molhei os pés e água estava congelante. A praia é toda charmosa e não tinha quase ninguém. Claromecó é como uma cidade fantasma, fica vazia quase todo o ano, e somente no verão a galera vai para lá, mas em dias ensolarados a Ana disse que a cidade de Tres Arroyos se muda inteira para Claromecó. Foto 6.10 - O mar Foto 6.11 - Ana e Carlos Foto 6.12 - O farol Foto 6.13 - Matheus, Ana e Carlos Foto 6.14 - A orla Enquanto caminhávamos pela areia da praia de Claromecó surgiu um cachorro todo engraçadinho. Ele não tirava os olhos dos nossos pés. O Carlos já o conhecia e disse que ele gostava de comer areia (risos). Ai o Carlos foi lá e chutou um pouco de areia pra cima, o dog ficou maluquinho e pulou em direção da areia voadora com a boca aberta. Eu chorei de dar risada. E assim ele nos acompanhava na esperança que chutássemos areia pro alto. Chutei várias vezes e o bichinho não cansava. A melhor parte foi quando sai correndo chutando areia e ele veio atrás como louco, só fomos parar com a correria na água gelada do mar, e põe gelada nisso. Foto 6.15 - O cachorro maluquinho Foto 6.16 - A praia Uma coisa que Carlos nos contou que me chamou a atenção foi que a maior paixão do argentino é o automobilismo e não o futebol. Não sei o quanto isso é verdade, mas nunca tinha prestado a atenção nisso. Nos contou sobre os diversos eventos de automobilismo que ocorrem no país. Disse também que em determinada época o país se dividia entre GM versus Ford, tamanha era a rivalidade dos amantes de automobilismo. E toda vez que saímos para caminhar mostrava os Claromachines, que são carros adaptados que não podem circulam nas cidades, mas circulam em lugares como Claromecó. Os Claromachines são como as gaiolas aqui no Brasil, mas tem uma diversidade muito maior, principalmente esteticamente falando. Tinha uns bem engraçados. Foto 6.17 - Claromachine Foto 6.18 - Outro Claromachine No fim da orla a Ana estava nos esperando de carro. Entramos no carro e fomos conhecer a reserva florestal de Claromecó. O lugar é bem bonito, mas dois anos antes teve um incêndio que quase exterminou a floresta. As marcas são bem visíveis ainda hoje. Depois do incêndio a prefeitura liberou a população a cortar madeira na região morta da floresta. Essa madeira é utilizada pela população para abastecer o sistema de calefação das casas. Foto 6.19 - A floresta de Claromecó Foto 6.20 - Mais um pouco da floresta Foto 6.21 - Un pouquito más Voltamos para casa. O Carlos e a Ana prepararam um almoço vegano sensacional. Foi demais aquela comida. Logo depois eles foram tirar a famosa "siesta". Eu e o Matheus voltamos pra praia e ficamos por lá o resto da tarde. Ficamos trocando ideia a beira mar. Depois subimos até o farol da cidade, lugar que se tem a melhor vista da cidade. Foto 6.22 - De frente ao farol Foto 6.23 - O farol e eu Foto 6.24 - Claromecó Foto 6.25 - O pôr do sol Foto 6.26 - Matheus e o mate No caminho de volta estávamos conversando distraídos. Passamos por um ônibus e depois de uns 10 segundos olhei de novo para o busão e me recordei do filme Na Natureza Selvagem. O ônibus lembrava muito o "Magic Bus" do filme. Só pensei naquela hora em tirar a foto característica do Chris McCandless vulgo Alex Supertramp. Foto 6.27 - O Magic Bus Foto 6.28 - Foto referência Na Natureza Selvagem Voltamos e as boas conversas continuaram. A noite chegou e estava frio. As madeiras queimando na lareira iluminavam o ambiente. A essa altura já estávamos viciados em mate argentino e o Matheus já dominava a arte de preparar o mate. Ficamos o resto da noite assim, tomando mate e conversando sobre tudo. Desde de temas complexos até bobeirinhas do cotidiano. Ana e Carlos falaram sobre a volta de Piracanga até Tres Arroyos de carro. Carlos tem descendência holandesa e nessa viagem quis passar por Holambra para conhecer um pouco mais de suas raízes. Holambra fica cerca de cem quilômetros da minha cidade, é tão pertinho, mas eu não conheço. Eles gostaram bastante de Holambra. Depois seguiram para região de Blumenau para a Ana conhecer um pouco mais de sus raízes alemã. Ela ficou feliz em saber que as tiaras floridas que ela usa por achar bonito, era algo tradicional da cultura alemã. Depois tiramos uma foto todo mundo junto e fomos dormir. Foto 6.29 - Carlos, Ana, Matheus e Eu Acordamos cedo e a Ana preparou um bom café da manhã. Tomamos mate. Arrumamos as mochilas e colocamo-as na caminhonete. Entramos no carro e seguimos para Tres Arroyos. Dentro do carro o silêncio tomava conta. Agora conseguia ver o caminho que dias antes tinha percorrido no escuro. Tudo muito bonito por sinal. O Carlos chamou a atenção pelo fato que na Argentina os terrenos a beira pista não são colados na pista como no Brasil. As cercas se iniciam mais ou menos a uma distância de quinze metros da rodovia. Depois notei que por toda a Argentina é assim. Ele não soube explicar o porque daquilo. Talvez seja pensando numa futura ampliação das rodovias. Chegamos em Tres Arroyos e o Carlos nos deixou num posto da YPF na saída da cidade sentido Bahia Blanca. Ana e Carlos iriam trabalhar pela cidade em seguida. Despedimos dos dois com abraços apertados. Ana não parava de sorrir. Assim, eles se foram e ficamos mais uma vez em companhia da estrada. Claromecó é um lugar que nunca imaginei conhecer, na realidade nem sabia de sua existência. Estar ali em suas ruas vazias me fez pensar o quão bom é não ter planos. A falta de planos tinha me levado ali, e estava muito feliz em poder conhecer aquele lugar mágico na companhia da Ana, Carlos e do Matheus. Como eu gostei de estar ali. Tenho muitas saudades daqueles momentos. O Carlos sempre pontual em suas observações, me fez refletir sobre muita coisa. Ele é um cara inteligente demais e com uma visão aberta de mundo. Ana se destaca por sua alegria e por sempre estar sorrindo, me fez sentir em casa. Conhecer um pouco mais da história argentina pelo olhar da Ana e do Carlos me enriqueceu bastante. Buenos Aires, Tres Arroyos e Claromecó são três cidades que tive a oportunidade de conhecer por causa da distante Piracanga. Nesses primeiros dias de Argentina, ouvi quase sempre o nome de Piracanga. Fiquei com muita vontade de conhecer o lugar que de alguma forma estava conectando nossa viagem em terras argentinas.
  14. 2 pontos
    Parte 4 - Do Brasil para a Argentina "Oh! Oh! Seu Moço! Do Disco Voador Me leve com você Pra onde você for Oh! Oh! Seu moço! Mas não me deixe aqui Enquanto eu sei que tem Tanta estrela por aí" S.O.S, Raul Seixas Logo que chegamos no posto já fomos sondar os caminhoneiros que haviam pernoitado por ali. Vinte minutos depois fui conversar com um caminhoneiro que estava escovando os dentes em frente ao seu caminhão. Me apresentei e expliquei rapidamente a viagem. Quando ele começou a falar só vi um monte de pasta de dente voando na minha direção. Tentei desviar. Porém, fui derrotado e como prêmio recebi uma enxurrada de saliva misturada com creme dental no rosto. O sangue subiu, mas quando eu ouvi o caminhoneiro dizer "Estou partindo agora, se quiser ir tem que ser já" engoli o orgulho e abri um sorriso, e respondi "Bora". Corri chamar o Matheus. Ajeitamos nossas coisas na cabine e partimos rumo a Itaqui. Foto 4.1 - Os arredores do posto Foto 4.2 - O caminhão vermelho no fundo foi o que viajamos O início da viagem foi esquisito demais. Wagner, o caminhoneiro, fazia diversas perguntas que mais se parecia com uma entrevista de um sequestro. "Vocês tem dinheiro ai?", "Alguém de suas famílias sabem que vocês estão aqui agora?", "Precisa ter muito dinheiro pra viajar assim!", "Vocês sabem que tem muito louco pela estrada!", "Já sofreram algum tipo de violência com um caminhoneiro?". Essas foram algumas das frases que me lembro, mas foram meia hora desse tipo de conversa. O Matheus ficou mudo, não dizia nada. Por alguns segundos pensei em pular do caminhão (risos). Aos poucos fui tentando levar a conversa pra outro rumo. Até que começou a tocar Raul Seixas. Caralho! Tinha até esquecido do quanto eu gostava de ouvir aquelas músicas. Comecei a cantar. O Wagner também começou a cantar. O som da música foi para as alturas. A cara carrancuda do Wagner começou a esboçar os primeiros sorrisos. Quando começou tocar S.O.S. e troquei o trecho "Oh! Oh! Seu Moço! Do disco voador me leve com você pra onde você for" por "Oh! Oh! Seu Moço! Do caminhão me leve com você pra onde você for" ele deu risada e nesse momento as conversas tomaram um rumo diferente. E assim, começamos a conhecer as teorias de Wagner. Foto 4.3 - O caminho A primeira teoria ele nos explicou quando tocava Cowboy Fora da Lei, no trecho que diz "Oh, coitado, foi tão cedo. Deus me livre, eu tenho medo. Morrer dependurado numa cruz" o Wagner logo emendou "Foi brincar com o Homem e logo morreu, claro que tem ligação!". Depois começamos falar de política (assunto perigoso quando se é caroneiro!) e ele começou a introduzir sua frase típica, pra qualquer político ele sempre dava mesma resposta: "O Lula aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.", "O Bolsonaro aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.". Depois foi a vez do futebol, e ele era assertivo na sua frase: "Jogadores de futebol são tudo Zé Buceta! Nem sabem que eu existo, pra que vou torcer se vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito." (risos). A sua opinião de mundo se resumia nisso "Zé Buceta! Nem sabe que existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito", confesso que é uma boa visão de mundo, mas tornava o Wagner previsível até então. Foto 4.4 - Mais um pouco do caminho Quando começou tocar Quando Acabar o Maluco Sou Eu, o Wagner começou se autodenominar como maluco, mas logo fez uma mea culpa falando que era o único da família assim. E assim, começamos a conhecer o Wagner de verdade. Disse que tinha muitos irmãos e que a maioria era estudado e falava com orgulho de um irmão que morava e trabalhava na Alemanha. Depois, contou a história de sua mãe e como ele sentia ter perdido ela tão cedo. Falou da sua esposa e da sua filhinha. Disse que jogou futebol e foi da base do Santos junto com o Robinho. Seu pai era da aeronáutica e por agora ele estava tirando brevê de voo, mas logo emendou com a seguinte frase "Aqueles Zé Buceta cobram caro demais por aula! Ai tenho que trabalhar muito mais". Disse também que quase não parava na sua casa e que estava trabalhando muito, emendando uma carga na outra. E nos contou de quando era caminhoneiro em outra empresa e viajava pela Argentina rumo a Terra do Fogo. Ele não gostava de argentinos de jeito nenhum, não entendi o porque, mas toda vez que ele falava de argentinos ele se referia como aqueles Zé Buceta (risos). Quando acabou as músicas do Raulzito, começou a tocar Astronauta de Mármore do Nenhum de Nós e nesse momento ele disse "Vocês não tem fome não, sobe ali e pega um pacote de bolacha pra nós comermos.". Foto 4.5 - O carro vermelho no caminho Comemos. A distração do Wagner é buzinar pra pessoas distraídas na pista. Ele dava risada com isso e eu também. Nos cagamos de dar risada quando o Wagner disse "Olha que vaca rica!" ao vermos uma vaca sozinha num pasto imenso. Agora nós três eramos bons amigos e as conversas rolavam naturalmente. A partir daqui o tom das conversas foi mais para as brincadeiras e risadas, e a música acompanhou, nesse momento começou tocar só música de balada. Wagner deixou o volume no máximo. Tocou até Harlem Shake e seu "Con los terroristas". Foi engraçada e perplexa toda aquela situação. Confesso, que estava curtindo aquela balada ambulante pela qual viajávamos. Ai o caminhão parou, ele nos disse que ali deixaria nós. Era a entrada de Itaqui (cidade distante 100km de Uruguaiana). Ele seguiria para a Camil carregar o caminhão com arroz. E assim, nos despedimos dessa figura que é o Wagner e voltamos para a rodovia. Wagner foi um cara que lembraríamos por toda a viagem. Seu jeito esquisito no início deu lugar a um cara gente boa demais. A sua maneira ele é um cara de coração grande. Tanto que para mim a música tema dessa viagem é S.O.S. do Raul Seixas, toda vez que eu tinha uma chance eu colocava essa música durante a viagem. Creio que seu jeito esquisito de início foi uma defesa natural por dar carona para dois caras, ele estava em desvantagem naquela situação. Se nos sentimos em perigo por um momento, ele também deve ter se sentido em perigo também, apesar de nossas caras de bobos (risos). Gosto de gente como o Wagner, de fala fácil, sem papas na língua e que sai do comum e fala o que pensa (mesmo que isso resuma o resto do mundo em Zé Buceta). Depois seguimos caminhando pela rodovia. Toda vez que um veículo passava por nós erguíamos o dedão da esperança. E assim fomos até chegar num posto rodoviário. O movimento de caminhões e carros era baixo. Sondamos os caminhoneiros parados, mas a maioria iria carregar o caminhão de arroz ali perto. Tava quente demais. O Matheus deu uma olhada no BlaBlaCar e tinha um carro saindo por aquela hora para Uruguaiana. Era baratinho, acho que estava dez reais e resolvemos seguir de BlaBlaCar. Uns minutos depois do meio dia o Guilherme parou no posto rodoviário e seguimos viagem com ele. Foto 4.6 - A saída do posto Fiquei na parte de trás esmagado pelos mochilões. Matheus dessa vez tomou a dianteira das conversas. Eu pouco conversei e só ouvia a conversa dos dois. Guilherme é um ex militar que agora é vendedor da Convex. Estava se acostumando com essa nova vida. Tinha descoberto o BlaBlaCar no dia anterior, que sorte a nossa. E seguia para Uruguaiana para tentar fazer algumas vendas e fechar melhor o mês de novembro. Geralmente, eu não falava sobre o meu mestrado, mas nesse dia com o Guilherme eu descobri que falar o que eu fazia criava uma confiança entre a pessoa que nos dava carona, além de criar uma curiosidade e deixar a pessoa meio sem entender porque viajava daquele jeito. Enfim, fiz mestrado em inteligência artificial. Guilherme ficou bastante curioso conosco e sua conversa com o Matheus fluía bem. O caminho ao redor não muda nada de São Miguel das Missões até Uruguaiana. Muitos silos e plantações de arroz pelo caminho. Guilherme falou bastante sobre sua vida no exército. Ele é um cara articulado e fala muito bem, acho que a profissão de vendedor tem tudo haver com ele. Falou das suas muitas viagens e missões como militar. O curioso que ele se autodenominava ex milico, sempre achei que milico era um termo pejorativo pra militar. Ele é viajante também e está preparando uma viagem de moto até Ushuaia. Estava com saudades da mulher e da filha e depois de Uruguaiana seguiria direto pra sua cidade rever as duas. Atravessamos uma ponte com sinaleiro, onde só da pra passar carros por apenas um sentido por vez. Depois disso nos aproximamos de Uruguaiana. A viagem foi bem legal, o Guilherme é um cara gente boa demais. Ele nos deixou próximo a casa de câmbio e nos explicou por onde teríamos que seguir para atravessar a fronteira. Demos um abraço de despedida no Guilherme e seguimos nosso caminho. Foto 4.7 - A tal ponte Cambiamos parte do nosso dinheiro. A ideia era levar todo o dinheiro em espécie para melhor controlar ele e saber o momento de voltar. Assim, com uma parte em pesos argentinos e outra em reais, para cambiar no futuro, seguimos para a fronteira. Estávamos com fome e no meio do caminho paramos pra comer um lanche. Aproveitamos e compramos um adaptador universal para carregar os celulares na Argentina. Ficamos sabendo que não se pode cruzar a pé a ponte que une Brasil e Argentina. Quando eu conversava com o tiozinho do lanche para pegar mais informações das maneiras possíveis de atravessar a fronteira, um senhor veio falar comigo. Seu nome é Jadir e se ofereceu para nos levar até a aduana argentina. Colocamos as mochilas na caçamba e entramos na sua caminhonete. O trecho não durou dez minutos, mas deu pra conversar bastante com o Jadir. Ele é representante de produtos hospitalares e ficou bastante preocupado com a nossa viagem, dizia que a Argentina era um país muito perigoso atualmente. A conversa foi boa e ele no final parecia nosso pai, cheio de conselhos sobre segurança e ainda deixou seu cartão comigo caso precisássemos de algo por aquele dia ou no futuro. Que satisfação conhecer o Jadir, que ao ver nós com uma necessidade não hesitou em nos ajudar. Demos um tempo na aduana antes de cruzar a fronteira, pois ainda tínhamos internet no celular. Cruzar a fronteira foi bem tranquilo. Enfim, estávamos na Argentina. Agora caminhavamos por Paso de los Libres e assim, seguimos para a rodoviária da cidade. A cidade parece mais um bairro. Ouvimos dizer que a cidade é violenta, não sei ao certo, mas a cidade é bem pobre. Chegamos na rodoviária e todos guichês estavam fechados. Esperamos mais um pouco e logo os guichês começaram a abrir. Pesquisamos os preços dos ônibus para Buenos Aires. Na Argentina tem-se desconto pagando em dinheiro e somado que naquele final de semana começaria o G20 na capital (e ninguém queria estar na sitiada Buenos Aires), conseguimos um desconto de quase 50% no valor da passagem. Ficamos horas e horas na rodoviária da diferente Paso de los Libres. Com o passar das horas já estava acostumado com o espanhol. No meio da noite chegou o nosso ônibus. Agora a viagem seguiria para Buenos Aires. Esse dia foi um bom dia. Conseguimos duas caronas e uma carona por BlaBlaCar, além de pagar bem baratinho para chegar até Buenos Aires. Percorremos muitos quilômetros em companhia de diferentes pessoas e de muita conversa. Estar na Argentina era simbólico para nós, pois parecia que só agora a busca pelo fim do mundo tinha começado. Nesse momento o frio na barriga começou a me dominar. Agradeço de coração ao Wagner, Guilherme e Jadir pelas caronas. E como falei muito do Raulzito nessa parte, queria terminar com um pedaço de sua música Por Quem os Sinos Dobram (nome tirado do livro de mesmo nome do Ernest Hemingway): "Nunca se vence uma guerra lutando sozinho Cê sabe que a gente precisa entrar em contato Com toda essa força contida e que vive guardada O eco de suas palavras não repercutem em nada É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado, é Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, eu sei que você pode mais" Por quem os sinos sobram, Raul Seixas
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    Na primeira semana de outubro, fui com um amigo conhecer Arraial d'Ajuda e cidadezinhas próximas: Trancoso e Caraíva. Fomos do Rio de Janeiro de GOL (vôo com escala em Brasília), chegamos em Porto Seguro às 11:20h. Não alugamos carro, fizemos tudo por conta própria. Vou detalhar tudo para vocês. Fiquei hospedada em 2 hotéis da Rede Porto Firme: Saint Tropez e Arraial Bangalô. Do dia 02 a 04 no primeiro, e do dia 04 a 07 no segundo. Ambos são MARAVILHOSOS! O Saint Tropez tem um ar de sofisticação e o atendimento foi perfeito, a praia do Parracho, que fica em frente, é tranquila e muito bonita. Andando 800m para a direita, praia da Pitinga, e 800m para a esquerda, praia do Mucugê. Fiz ambos os trajetos andando pela areia. Tranquilo! A localização é um pouco afastada do centro, mas taxis levam e trazem por R$20 o trecho. Fui em dupla, então, R$10 pra cada (as vans custam R$3,50). OBS.: Para ir ao centro, o hotel oferece uma van às 18h para os hóspedes. Super recomendo para quem gosta de glamour, sofisticação, sossego e pé na areia! O Arraial Bangalô é todo cercado de árvores e pé na areia mesmo (cadeiras de sol na areia dentro do hotel). A praia em frente é a Apaga Fogo, que possui em algumas épocas do ano, desova de tartarugas bem em frente ao hotel. Quando a maré está baixa se formam algumas piscinas naturais em frente ao hotel. E por possuir muitos recifes de corais e pedras em frente (com ouriços e peixinhos), basta andar 30 metros para direita ou esquerda, para conseguir entrar no mar. A praia é deserta, muito tranquila! Ponto positivo: O hotel fica muito perto da balsa que leva a Porto Seguro e mais perto do centro. Vans passam a todo instante e rodam a noite toda. R$3,50 é o preço. PRIMEIRO DIA (02/10 - terça-feira): Chegamos em Porto Seguro pela GOL às 11:20h. Do aeroporto pegamos um táxi até a balsa de Porto - Arraial d"Ajuda (R$30 reais). Atravessamos de balsa (R$4,50) e do outro lado pegamos uma van que fica parada logo ao lado da balsa (R$6,00). Encheu, saiu. A van nos deixou em frente ao nosso hotel (Saint Tropez). Fizemos nosso check in e fomos almoçar na Cabana Uikí, que fica ao lado do hotel (melhor acesso pela areia). Tinha uma banda ao vivo, muito animada. Pedimos uma moqueca de frutos do mar para dois (R$119), que servia três. Muito saborosa. Aproveitamos o resto do dia no hotel, tomando nosso drink de boas vindas e tirando fotos da paisagem e atrativos. A Praia do Parracho é bem tranquila e bonita. À noite, pegamos a van do hotel (exatamente às 18h eles disponibilizam para os hóspedes uma van para levar ao centro) e fomos conhecer a Rua Mucugê e o Beco das Cores. Depois, fomos à Pizzaria Paolo, localizada próximo à Rua Mucugê, no coração de Arraial D'Ajuda. O restaurante é muito aconchegante e acolhedor, com mesas em volta de uma gigantesca árvore. As opções de pizza são inúmeras. Pizza de massa feita NA HORA e bem fina, assada em forno à lenha, muito saborosa. Você vê sendo feita, um charme a parte! Uma pizza grande serve tranquilamente 4 pessoas e tem preço justo! No sabor, há opções para todos os gostos, inclusive combinações de ingredientes, com toque especial do Chef Paolo, uma figura muito simpática e acolhedora. Escolhemos metade Portuguesa Especial e metade Caprese (com mussarela de búfala, rúcula e tomate cereja), uma delícia. Pedimos cerveja para acompanhar. Uma das melhores pizzas que já comi! Super recomendo o restaurante pelo ambiente (que é uma graça), pela comida e pelo excelente atendimento. SEGUNDO DIA (03/10 - quarta-feira): Tentamos fechar um passeio para Trancoso + Praia de Taípe, mas não haveria saída na quarta. Então, resolvemos conhecer Trancoso por conta própria. Pegamos um táxi para o centro (R$20), e esperamos a van para Trancoso (R$12). Uma hora depois, chegamos à Praia dos Coqueiros. Lá, ficamos na Cabana Enseada Beach Trancoso. Tomamos uma Original 600ml (R$20) e só. Achamos os valores bem altos. O espaço tem chuveirão e banheiro. Além de rede para descanso junto ao restaurante. Andamos um pouco até a Praia dos Nativos (tem que atravessar o rio) e voltamos para conhecer o Quadrado. O vilarejo é muito tranquilo e traduz a paz. Lá tomamos um açaí de 500ml na Açaiteria Trancoso. Delicioso! Pegamos a van de volta à Arraial d"Ajuda às 14:30h (R$12), visitamos o Centro Histórico (igreja, mirante das fitas e lojinhas para comprar lembrancinhas) e depois paramos na Rua Mucugê para um "almojanta" PF de respeito (no Varanda Mucugê) e depois aproveitamos o finzinho de tarde no hotel. TERCEIRO DIA (04/10 - quinta-feira): Este dia foi um pouco corrido, já que precisaríamos fazer check out e check in no hotel novo. Acordamos cedo e fomos conhecer a Praia da Pitinga. Praia linda com falésias e mar calmo. Voltamos umas 10h, arrumamos nossas coisas e fizemos check out no Saint Tropez. Deixamos a mala na recepção e fomos almoçar na Cabana La Plage, na Praia de Mucugê (800m do hotel pela areia). O ambiente é lindo e acolhedor, tem espreguiçadeiras, redes e lounges para uso dos clientes, um excelente lugar para passar o dia e tirar muitas fotos lindas. Pedi uma cerveja assim que cheguei, e já agendei meu almoço. Fiquei relaxando no lounge, curtindo a música e olhando o mar. O almoço é servido em mesas dentro do ambiente. Sem problemas deixar os pertences longe. Mesmo para uma Carioca acostumada com a violência, confiei e me surpreendi. Almocei uma moqueca de camarão para dois (que serviu duas pessoas duas vezes, rs), bem temperada e muito saborosa, e, para acompanhar, uma cerveja, que estava super gelada. O preço é abaixo de outras cabanas que conheci. Voltaria, com certeza e indiquei para todos os amigos! Destaque para o DJ pelas ótimas escolhas musicais, tocou de rock à eletrônico. Dancei e cantei junto. Parabéns ao dono, Laurent, pela administração do local, e aos seus funcionários pela simpatia e cordialidade! Quando vier, não deixe de passar por aqui. Voltamos para pegar nossas malas e pedimos um táxi até o Arraial Bangalô (R$35). Fizemos check in e passamos o resto da tarde aproveitando a piscina do hotel tomando um drink de morango delicioso. À noite, novamente, fomos à Rua Mucugê e comemos um hambúrguer artesanal na Hamburgueria Mucugê. Super recomendo! O pão se assemelha com o do Madero e paguei apenas R$18 num hambúrguer artesanal e muito gostoso. Pedimos meia porção de fritas e um refrigerante para acompanhar. Neste dia, queríamos ir à Quintaneja do Morocha Club, mas começava as 23h e tínhamos passeio no dia seguinte. Voltamos! QUARTO DIA (05/10 - sexta-feira): Fechamos o passeio para a Praia do Espelho com a Portal Turismo (R$60 no dinheiro) e eles passaram pra pegar a gente às 8:10h. O guia Fernando e o motorista baiano que me fugiu o nome agora, são muito atenciosos e divertidos. Nota 10 para o serviço! No caminho passamos por uma aldeia indígena, a Aldeia de Imbiriba. Descemos para tirar fotos e comprar utensílios. Dica: as crianças deixam você tirar foto com as aves, dois reais e elas ficam felizes da vida. Entre para ver os preços das peças e se surpreenda positivamente. Chegamos na Praia do Espelho às 10:30h e lá ficamos no Bar e Restaurante Aconchego do Espelho. Não nos cobraram consumação mínima porque eles são parceiros da Agência, mas consumimos uma carne de sol com mandioca (R$60) e uma Brahma 600ml (R$12). Voltamos no horário combinado (15:30h) e passamos para dar outra volta em Trancoso (40min). Tomamos um sorvete na Sorveteria Mucugê, no Quadrado. A loja tem uma árvore imensa dentro, saindo pelo seu telhado. Incrível! Chegamos às 18h no hotel. Cansados! rs Pedimos um hamburguer do hotel e dormimos cedo, amanhã tem mais passeio! QUINTO DIA (06/10 - sábado): Queríamos conhecer Caraíva, mas ficamos com receio de ir por conta própria, mas depois vimos que seria tranquilo, porém mais demorado. Então fechamos um passeio com a Cacau Tour (já que a Portal não tinha fechado grupo) - (R$70 no dinheiro). Passaram pra buscar a gente também às 8:10h. O motorista Nando é um amor! Às 10h chegamos para atravessar o rio. Ao chegar em Caraíva há estacionamento "do lado de cá" do rio (não sei o valor). Dali é só cruzar de canoa (R$5) e em menos de cinco minutos você já estará na vila, onde não circulam carros. A Vila é toda de areia fofa. Fomos direto para a praia e nos largamos no bar da Casa da Praia, que possui puffs da Corona muito confortáveis e colchões com almofadas coloridas. É pra relaxar MESMO! Conhecemos a praia e tomamos banho no rio ao lado esquerdo no final e depois voltamos para petiscar uma batata-frita (R$29). O atendente Junior é super atencioso. Infelizmente (ou não), em Caraíva não tem fácil acesso a internet. Fiquei o dia inteiro sem redes sociais! rs Às 16:30h atravessamos de volta (R$5) e esperamos o Nando para voltar para Arraial d'Ajuda. Chegamos no hotel ainda com sol e degustamos um espumante para já ir nos despedindo do paraíso! À noite fomos jantar no Cantinho Mineiro (na Brodway). Comi um contra-filé acebolado (R$24) e uma Brahma 600ml. Muito gostoso! SEXTO DIA (07/10 - domingo): Nosso vôo era cedo, infelizmente. Tomamos café da manhã e fomos para a balsa de van (R$3,50), atravessamos o rio (a volta é de graça) e pegamos um táxi até o aeroporto (R$30). Escala em Confins. Chegamos no RJ às 14:50h. DICAS: • Se tiverem mais tempo, conheçam Taípe e Araçaípe. • Sempre perguntem se as cabanas e bares das praias possuem consumação mínima. • Não tenham medo de andar de transporte púbico.
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    Pessoalmente eu não curto muito Berlin, prefiro muito mais Munich, mas cada pessoa tem os seus interesses e gostos pessoais. Outra questão, a Alemanha "clichê", que quase todo mundo espera ver na primeira viagem a Alemanha você vê em Munich e não em Berlin, então tem que ver o que exatamente você quer ver na Alemanha. Berlin como ponto de entrada e saída muito provavelmente também vai fazer os preços das passagens subir significativamente. Na verdade, todas estas cidades tem passagens caras como ponto de entrada, a única que as vezes tem um preço aceitável como ponto de entrada de saída é Munich. Eu quando viajo a Europa costumo colocar alguma outra cidade grande da Europa ocidental como ponto de entrada e saída, como por exemplo Lisboa, Madrid, Barcelona, Paris, Roma, Milão, Amsterdam, etc, locais para onde costuma ser bem mais fácil achar passagens mais baratas do que as cidades do seu roteiro. Fico alguns dias na cidade de entrada, e depois pego um voo low-cost até o destino que eu queria visitar. Mas tem que simular direitinho todos os custos para ver se realmente vale a pena, e ver se o seu tempo disponível é suficiente para tudo.
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    Depois do almoço (custou $200pesos 3 pratos com refrescos) fomos no castelo de Chapultepec (a entrada custa $75pesos), eu não paguei por que tinha carteira de estudante, minha carteira é nacional e aceitaram. Depois do castelo fomos ao Museu nacional de Antropologia. pra quem gosta de história(meu caso), é um lugar imperdível. Gostei muito do museu e passaria um dia inteiro percorrendo as salas e lendonas placas. O Erick foi um guia e tanto e me explicou bastante coisa sobre as civilizações pré colombianas. Gastos do dia para uma pessoa: Dólar comprado a R$3,93 Chip: $260pesos Trem: $5pesos Hostel: $204pesos Almoço: $67pesos Água: $25pesos Gatorade: $30pesos Batatas: $20pesos Sorvete com pimenta: $10pesos CaféStarbucks: $50pesos Museu: $75pesos Bus: $7pesos Trem: $5pesos Jantar PizzaHut: $75pesos (pizza e coca). Fim do primeiro dia. 😃 Qualquer dúvida, só perguntar e se quiser dar uma olhada nas fotos dos lugares, do hostel e das comidas. Da uma olhada nos stories fixos CDMX no insta @enockbrandao.
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    Olá, estou em dúvida se viajo para Maceió ou Recife. Pretendo viajar com um bebê de 11 meses e queria uma cidade com mais opções de bares, barracas, quiosques que funcionacem a noite, porque não tenho como curtir baladas a noite com o bebê e opto por bares e quiosques a noite. Igual a Fortaleza que pode ficar com crianças até a no que não serena
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    Oi gente, meu nome é Bruno ! Em dezembro to pretendendo dar um role bem roots, com pouca grana ou até sem kkk (no caminho iremos fazendo a grana) pela america do sul, to procurando companhia pra fechar no 10/10 com roteiros e tals, pois tenho medo de ir sozinho. Se quiserem me chamar no whatsApp para trocar uma idéia meu numero é. Sou de Porto-Alegre! +5551992128557
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    Estou a procura de companhia pra viajar, sem data pra voltar, sem destino ainda. Bem roots de carona, dormindo em barraca, worldPackers, muita pouca grana mais pra uma emergência.
  21. 1 ponto
    @Juliana Champi na Turquia não tive muitos problemas no Grand Bazar, primeiro porque se eu não abrisse a boca todos achavam que eu era turca. Segundo, parece que mulher sozinha é mais fácil em certo sentido sabe... parece que não rola tanta insistência, talvez por você estar sozinha e tal... Eles acabam respeitando. Eu simplesmente ignorava o vendedor e saía andando caso acontesse, mesmo no mercado do Ouro em Dubai. Mas em casal parace que o assédio ao turista é maior.
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    Se não tem maturidade pra viajar não saia de casa - muito menos sem dinheiro e sem saber o que fazer. A realidade é dura. Não acredite em tudo que vê/lê na internet, filmes, etc. A realidade é MUITO dura - se fosse fácil e as oportunidades iguais e justas para todos não haveriam mendigos na rua e gente morrendo de fome pelo mundo afora. Comece aos poucos, viagens curtas e depois vai amadurecendo (em idade e em experiência de vida). Um passo de cada vez. Cada dia vejo mais gente com essas ideias de sair pelo mundo sendo que nunca saiu do próprio quarto.
  23. 1 ponto
    Ola , tenho a Quechua Forclaz 50l a 5 anos e sempre levo em viagens , a mesmo indicada pela colega acima , comprei na Decathlon , melhor custo beneficio !!! boa sorte e boa viagem
  24. 1 ponto
    Mano, intercambio vale a pena de qualquer forma, mesmo se não melhorar tanto o inglês. A real é que sua evolução só depende de ti. Eu nem sou fumante mas saía a noite sempre com isqueiro no bolso pq ajudava a puxar conversa com os gringos quando pediam emprestado.
  25. 1 ponto
    A passagem aérea dentro do Chile tem valor acessível, de bus vc gasta 01 e de avião tem 03 Cia aerea se baixo custo que vale a compra antecipada. Eu fui a R$ 70,00
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    Oi, daonde tu é e pra onde tu gostaria de ir?
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    Pessoal, como é a questão da CNH lá, exigem a internacional? será que só com o documento brasileiro estaria ok conduzir?
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    3 dias de Camping na Paradisíaca Praia do Richelieu em Sales SP. Confiram o vídeo e o relato em texto com mais detalhes abaixo: 1º DIA De Taquaritinga até Sales a viagem durou aproximadamente uma hora e quarenta minutos, viajando em uma velocidade média de 90 Km/h, uma vez que fomos na companhia de um casal de amigos e compadres que decidiram ir com a sua kombosa Lucinda. Chegamos por volta das oito e meia da manhã e já nos deparamos com uma excelente notícia, como era baixa temporada não foi preciso PAGAR NADA! Isso mesmo, caso contrário, teríamos de desembolsar R$20,00 por carro mais R$35,00 do quiosque por dia, o que mesmo assim não ficaria caro se rateado por todos (sairia um total de R$27,50 por cabeça para ficarmos do sábado de manhã até a segunda feira até o horário de almoço). Organizamos todos equipamentos, montamos a barraca e iniciamos os trabalhos, seja na cerveja, no whisky, café da manhã ou o churrasco! Fiquei emocionado com a felicidade de nosso cachorro Frederico, ao ser solto no local correu muito feliz por toda área, nunca tinha visto ele assim, foi emocionante. Durante o dia jogamos dominó, UNO e somente eu fui nadar no Tietezão bravo! Água estava gelada, mas já tomei banho e nadei em locais mais gelados. Ponto positivo para a limpeza da água e do local, difícil encontrar em locais públicos, tenho tido sorte! Levamos o dia vagarosamente até a noite com mais churrasco e bebidas! Fizemos também um arroz com tomate cereja que ficou top! 2º DIA Dormimos cedo para acordarmos cedo e foi o que aconteceu. Eram sete da manhã e já estávamos de café da manhã tomado. Um pão com ovo imperial juntamente de um café de levantar defunto foram suficientes para nos animar a conhecer a cidade e seus pontos turísticos. Partimos em direção ao temeroso e Cemitérios dos Esquecidos e para a prainha da ferveção de Torres. O cemitério é um lugar curioso que guarda uma história e tradição bacana, é um cemitério indígena no qual os primeiros moradores der Sales foram enterrados. Na prainha do Torres o movimento era muito maior que na que estávamos e lá estava cobrando a entrada de veículos. Negociamos com o porteiro e ele nos liberou entrar a pé somente para conhecer. Diferente da praia do Richelieu, na do Torres havia restaurante, um QG da polícia, mesas de bilhar, entre outros adendos. No entanto, a praia em si é menor que a do Richelieu . Voltamos para a nossa praia e começou a segunda rodada de churrasco, desta vez um simpático senhor se aproximou, o seo Osvaldo, conversamos por bastante tempo, ele contou sua emocionante história regado a uma cerveja oferecida por mim. O que mais gosto nestes lugares é de conhecer as pessoas e suas histórias, eu amo ouvi-las! Nossos amigos foram embora a tarde, como era domingo o agito tomou conta da praia, uma vez que domingo é o dia oficial do churrasco, ou seja, todos quiosques ocupados e todo mundo ouvindo o seu funk e disputando com o quiosque vizinho. Fui nadar pra ficar longe do som e quando voltei joguei mais algumas partidas de dominó com minha esposa, no qual perdi quase todas. A noite não tinha uma alma, a não ser um casal de idosos de Catanduva, que iam ficar por lá UMA SEMANA fechada! Isso que é expectativa de vida ao lado de alguém, será que conseguimos chegar nesse nível? Contaram sobre um acidente feio na pista durante o trajeto até Sales. Os mantimentos estavam escassos, então improvisei, fiz meio pacote de macarrão com calabresa, sardinha, molho de tomate e o resto de carne que havia sobrado do churrasco, ficou uma delícia. 3º DIA No terceiro dia era hora de se despedir, desmontamos nossa segunda casa, preparamos pães na chapa com presunto e queijo, mais uma café levanta defunto e infelizmente partimos em retirada,tudo que é bom dura pouco, uma pena! Não existe terapia melhor que dormir ao som das águas com uma leve brisa chacoalhando suavemente sua barraca. Fui dormir no máximo as dez da noite os dois dias e acordei sem a necessidade de despertador bem cedo, perto das seis da manhã todos os dias acampados. Garanto que foi uma viagem que renovou as energias! Espero que tenham gostado deste relato e servido de incentivo para conhecerem esse tesouro guardado no interior de São Paulo em nosso rico Rio Tietê!
  29. 1 ponto
    Oieee, galera. Estou a procura de pessoas que se interessam em fazer um mochilão pela Amazônia, eu sou de Manaus e queria encontrar pessoas do Pará, Amazonas, pra ver se fica mais fácil a aventura. Mas claro que se tiver algum de fora, pode vim também. Estou pensando em fazer ano que vem (2020) conhecer alguns pontos, focando sempre na natureza. Se tiver alguma dica, qualquer coisa, pode comentar, eu agradeço.
  30. 1 ponto
    Quando vc vai? Estou em SC mas pretendo voltar em dezembro para minha cidade em PE, sempre fiz o percurso de avião mas tenho pensado em ficar mais pé no chão e apreveitar p conhecer as maravilhas do caminho. Ainda não tenho nem a bike, mas pretendo ir amadurecendo essa ideia e adquirindo uma preparação física até lá.
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    Mano, confesso que ouço falar muito dos xiaomi, mas não tive a oportunidade de usar qualquer modelo, então vou ter que ficar te devendo essa. Como usei/uso a linha g então minha sugestão segue. Espero que encontre algo que lhe agrade. 👍
  32. 1 ponto
    Estarei de férias nesse periodo procuro companhia para viajar.
  33. 1 ponto
    Olá , estive em maio desse ano na Alemanha , esse preço está muito caro pelo fato de pesquisar com muita antecedencia , comprei RIO-BERLIM que é mais caro que Munique por 2.180,00 Reais , com certeza mais proximo vc irá achar perto desses valores , no caso é só aguardar que vc ira por volta de inicio de Dezembro passagens para la entre 2000 a 2400 que é o preço ideal , Boa Sorte !!!
  34. 1 ponto
    @casal100 Junta alguém seria legal, mas sozinho também é muito bom, já fiz no meu estado e é muito louco ❤️. Obrigado pelo apoio 😍
  35. 1 ponto
    @rafael ribeiro real Olá. Você já deve ter voltado de sua viagem. Você poderia me passar o roteiro que fez e quanto gastou? Se tiver detalhes, eu agradeço.
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    Vou esperar pelo resto. Também penso que mais importante é sentir os lugares muito além do que cumprir tabela dos pontos turísticos. Andar à toa, conversar e aprender. Obrigado pela colaboração.
  37. 1 ponto
    Bom dia!!!! Estou pensando em viajar para Colômbia em dezembro, a intenção é ficar 15 dias, San Andres e Cartagena são destinos certos mas queria receber indicações de outros locais também. Agradeço pela ajuda.
  38. 1 ponto
    Já comprei minha passagem e chego em Ushuaia dia 29/08. Depois de Ushuaia não tenho destino e nem pressa. Provavelmente vou ir subindo por essas outras cidades. Quem estiver por lá da um salve aqui e nos encontramos em algum lugar para seguir com a trip. Abraço!
  39. 1 ponto
    Saudações amigos Mochileiros.com. Já faz algum tempo que me destino à América do Sul, viagens que vêm me trazendo grandes felicidades e que me fez incluir em um roteiro, também, a Guiana Francesa, o Suriname a Guiana. Sempre questionado sobre o motivo de visitar essas localidades respondia que apenas por serem capitais da porção sul do continente americano já era motivo mais que suficiente para conhecê-las. Ideia pronta, fomos a compra dos bilhetes, dois voos, o primeiro, de São Paulo a Macapá e o segundo de Manaus a São Paulo. ROTEIRO: São Paulo, Macapá, Oiapoque, Guiana Francesa (Cayenne e Kourou), Suriname (Paramaribo), Guiana (Georgetown), Boa Vista e Manaus. Éramos quatro pessoas e as informações que tínhamos mais atualizadas eram apenas as datas de ida (12/6/2014) e volta (6/7/2014), em um enorme roteiro que tinha tudo para dar certo. E deu! COMPRA DAS PASSAGENS: As passagens foram emitidas a preços muito baixos, dada a antecipação, pois foram adquiridas em dezembro para voarmos apenas em junho do ano seguinte. O trecho de São Paulo a Macapá nos custou R$ 380,55 por pessoa e o trecho de Manaus a São Paulo teve um custo de R$ 320,00 por pessoa. ANTES DA VIAGEM: (Aquisição de Visto) Um mês antes da viagem iniciamos o processo de aquisição de visto para ingresso na Guiana Francesa, que foi realizado em São Paulo, localidade mais próxima, já que sou do interior do estado. Juntados os documentos, valor a ser desabonado (R$ 181,82, informação de junho/2014) e o passaporte; Após agendamento via site do Consulado, fomos a São Paulo para a solicitação do visto. Tudo com hora marcada, fomos atendidos e questionados sobre a localidade em que viajaríamos e os motivos. Percebi que o que mais pesa é a comprovação financeira, já que muitos brasileiros se destinam a Guiana Francesa a trabalho, dado o uso do Euro como moeda corrente, mas nada tão preocupante, já que as moças que atendem no Consulado são agradáveis e falam português. Para a aquisição do visto, basta entrar no site http://saopaulo.ambafrance-br.org/Bem-vindo-ao-setor-de-vistos (Isso se o procedimento ocorrer no Consulado de São Paulo. O site da Embaixada, em Brasília, é http://brasilia.ambafrance-br.org/Vistos). O procedimento é simples, chato é ter que ir duas vezes no local, a primeira para a entrega dos documentos e a segunda para a retirada do passaporte. MACAPÁ. Já em Macapá nos hospedamos no Hotel JK (Rua Tiradentes, 1273 - Centro, Macapá - AP, 68900-098, (96) 3251-7905), com um custo de R$ 105,00 para duas pessoas. O hotel tem uma boa infraestrutura. O calor de Macapá em julho é infernal, isso porque estávamos em um período de tempo agradável, diziam todos. Em Macapá conhecemos: Fortaleza de São José de Macapá, Centro de Pesquisas Museológicas Museu Sacaca, Trapiche Eliezer Levy, Marco Zero, Linha do Equador, Mercado Central, Teatro Bacabeiras, Casa do Artesão, Estádio Zerão e Igreja de São José de Macapá. O turismo na cidade é bem organizado e a emoção de estar em contato com as águas do Rio Amazonas é enorme. Uma coisa que me impressionou demais foi a influência da maré no rio, que subia e descia suas águas em um ciclo de seis em seis horas, algo muito impressionante, principalmente porque o recuo era enorme. Andei no leito do rio na maré baixa só para sentir o prazer de estar dentro do Amazonas. Interessante é ver a molecada jogando bola na lama formada na maré baixa, uma atração turística a parte. Três ou quatro noites é mais que suficiente para conhecer a cidade, seus pontos turísticos e suas belezas. O povo é bem receptivo e as localidades podem todas ser conhecidas a pé ou de ônibus. Nenhuma das atrações cobram taxa de visitação e a maioria delas conta com guias gratuitos. Aproveitei meu retorno para o Norte do país para me deliciar com as comidas típicas, não podendo faltar um delicioso sorvete de cupuaçu e taberebá. Logo na chegada em Macapá compramos um bilhete de ônibus para o Oiapoque, uma viagem que dura em média 15 horas e é realizada parte em estrada asfaltada e parte em estrada de terra. O trajeto é emocionante, uma vez que o sobe e desce do ônibus é constante, o que evita que ele atole em vários dos atoleiros do caminho. É realmente uma vergonha um país como o nosso ainda contar com estradas deste tipo mas, infelizmente é uma realidade. A passagem nos custou R$ 92,00. Como não poderia faltar aí vão algumas fotos: Foto 1: Fortaleza de São José de Macapá Foto 2: Trapiche Eliezer Levy Foto 3: Trapiche Eliezer Levy Foto 4: Fortaleza de São José de Macapá Foto 5: Trapiche Eliezer Levy Foto 6: Fortaleza de São José de Macapá Foto 7: Fortaleza de São José de Macapá Foto 8: Fortaleza de São José de Macapá Foto 9: Fortaleza de São José de Macapá Foto 10: Fortaleza de São José de Macapá Foto 11: Trapiche Eliezer Levy Foto 12: Trapiche Eliezer Levy Foto 13: Monumento do Marco Zero Foto 14: Monumento do Marco Zero Volto logo mais com a continuação do relato e mais fotos. Abraços!
  40. 1 ponto
    Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia. Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim. O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens. Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking). A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos. Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística. Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro. Visão geral sobre turismo no Marrocos O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas. É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português. Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo. Você vai ouvir muito as palavras: -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour. -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc. -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro. -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis. -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate. -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs. -Djellaba - é o traje típico masculino. -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas. -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade. Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos. -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros. -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes. Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema. Todos tinham nota acima de 8 na época. Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores. Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos. Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/ A culinária Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são: -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor. -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome. -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio. -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata. -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat. -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito. -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos. -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui. -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan. Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade. Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa. Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição. Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada. Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas. Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas. Como é dirigir no Marrocos Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos. Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km. Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países. Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos. As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir). As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca. A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos. Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo. SAINDO DE CASABLANCA Total: 2000 km 1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem. Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete. 2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h - Mausoléu de Mohammed V - Torre Hassan - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes. - Jardim Andaluz - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos. - Palácio Real. Não pode tirar fotos. Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois) Pernoite em Rabat – Riad Meftaha 3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen – 250 km – 3:35 h Chefchaouen é imperdível! Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha. Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas. Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo. 4º Dia 08/3- Chefchaouen -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se. -Castelo central -Mesquita com minarete octogonal -Lavanderia pública Rass Elma Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra 5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis 165 km– Méknes Total: 200 km – Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min. Volubilis - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar. Meknes Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos. - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura. - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos; - Bab El Mansour - Medersa Bou Inania - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos, o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina", além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia. - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano. 6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos. - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa) - Dar-el-Makhzen (Palácio Real) - Bairro judeu Fez Mellah - Santuário de Moulay Idriss I - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá. - Medina - Jardin Jnan Sbil - Palacio Glaoui - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena. - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina -Dar-el-Makhzen (Palácio Real) Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina. Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo. No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião. Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo. Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível. 7º Dia 11/3 – Fez Pernoite em Fez – Riad Al Makan 8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima. Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas. -Estação de esqui. -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic. -Nascentes de água -Parque das Cascatas de Vitel -Termas Naturais de Ras El Ma Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras. 9º Dia 13/3 – Ifrane Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa 10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho. O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad. Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento. Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda 11º Dia 15/3– Merzouga -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos: -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas. À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga. Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam. 12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis. -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto. -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura. -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros. Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km. -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas. Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh 13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos. - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati. Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes. Em Ouarzazate: - Kasbah Tifoultoute - Kasbah Taourirt - Kasbah des Cigognes - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate. - Museu do Cinema - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem. - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos. - Bairro típico de Taourirt - Bairro típico de Tassoumaat, - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras. -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit. Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades. Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita) 14º Dia 18/3 – Ouarzazate Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita 15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza. Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro). É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk. Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo. - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui. E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina. - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m. - Tumbas Saadianas - Palácio Real - Palácio Bahia que é lindo - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes - Medersa Ben Youssef - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura) - Museu de Marrakech - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus. - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas) - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada. - Muralha da Medina. Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat. - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos). - Maison de la Photographie Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 16º Dia 20/3 – Marrakech Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 17º Dia 21/3 – Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam 18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier. Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel. Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou. Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. 19º Dia 23/3 – Casablanca Entregar o carro no aeroporto. Retorno – Partida 12:20h Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos: https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0 Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados: -Almoço e jantar – 630 -Lanches - 112 -Hotéis/riads - 876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons) Atrações - 50 Aluguel do Carro - 265 (para todo o período) Diesel - 183 Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/ pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos. Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático. Sim = Oui Não = Non Obrigado = Merci Salut = Oi / Tchau Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta) Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro) Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde) Boa noite = Bonne Nuit Adeus = Au revoir Palavras em árabe Saudações: -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam -Salam = Oi! – cumprimento informal - Shukran = Obrigado -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha Foram nossas experiências mais incríveis: -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara -Ir até o acampamento de dromedário -Percorrer a gigantesca medina de Fez -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil. -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.
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    Dia 5: Canela/RS e Gramado/RS. Dia de fazer passeios na Serra Gaúcha. Acordamos um pouco mais tarde, pois estávamos cansados do dia anterior. Saímos e fomos logo almoçar. Pesquisamos na Internet e fomos no restaurante Aquecee R$48,90 o executivo para duas pessoas com refrigerante. De lá fomos para o Lago Negro, lugar muito bonito, pena que estava chovendo. Minha esposa tinha visto para irmos ao Ice bar, um bar de gelo que a temperatura chega a 20 graus negativos. Pesquisei no Groupon e conseguimos o voucher por R$19,99 cada. Porém funcionava a partir de 19:30 só. Do lago negro fizemos uma pequena visita a uma fortaleza de princesa infantil que tem em frente e partimos para o centro de Gramado. Parada na rua coberta para um excelente chocolate quente e fondue no copo. Estávamos com pouco tempo e nossa intenção também não era gastar dinheiro com os passeios, então deixamos de ir ao minimundo e ao snow land. Quem sabe em uma próxima viagem. No centro mesmo tem a fonte do amor eterno e em frente a igreja um termômetro gigante interessante. O estacionamento nas ruas de Gramado se faz necessário uso de um ticket, adquirido em umas máquinas que ficam praticamente em todas as esquinas. Bem prático. Aceita até moeda de 0,05. Depois, fomos para Canela e tiramos algumas fotos na Catedral de Pedra. Pena que estava com muita neblina no ar. Daí fomos para casa, tomamos um banho e pesquisei alguns cupons no site "Lacador de ofertas" para jantar os um fondue. Dica: veja com dois dias de antecedência no mínimo, pois deixei para ver no dia e a maioria requer agendamento. Pegamos um de R$89,90. Quando deu 19h, partimos para o bar de gelo. Acontece que fomos para o que tem em Gramado, mas o nosso estava reservado para Canela. Nem sabia que tinha os dois. Enfim, demos com a cara na porta. Mas valeu a pena, o de Canela parece ser bem mais estruturado e mais novo. O local é muito interessante e realmente muito frio. Vc usa uma roupa especial e tem direito a dois drinks lá dentro. Tudo é feito de gelo, até o copo rsrs. Em seguida fomos para o fondue, no Le chateau. Sensacional, muita variedade. O melhor que fomos até hoje. Assim terminou nosso 5° dia de viagem.
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    - El Hornocal (Humahuaca) - Alguma estrada por aí (acho que Cuesta Lipán) - Salar Salinas Grandes (4 maior salar do mundo) - Salar Salinas Grandes - Tren de Las Nubes (SAC) - Cierro de Los Siete Colores - Alguma estrada por aí
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    Boa Tarde, Vanessa. Ontem fiquei até 01 hora da manhã lendo o seu relato. Muito bem produzido, riquíssimo em detalhes, retratou com perfeição o que você passou. Me senti junto com você em alguns momentos. Bom... eu pretendo ir ao Aconcágua em fevereiro de 2019. Não tenho experiência alguma em montanhismo, nem em trekking... , mas sou determinado, e quando coloco algo na cabeça, é difícil alguém tirar. Iniciei treinamento com musculação em janeiro, e comecei a correr agora no final de março.. canelas e joelhos já doeram, mas parecem que estão dando uma trégua... então espero que até o ano que vem eu esteja preparado fisicamente. Minhas perguntas são: 1. porque vc escolheu o mês de dezembro para a acensão? Pq não em janeiro, na alta temporada? 2. em relação a sua preparação física, você teria feito diferente se pudesse voltar atrás, teria se preparado melhor? 3. Na sua opinião, valeu a pena adquirir alguns equipamentos ou hoje você teria alugado tudo? (eu moro no norte do Estado de Mato Grosso, onde o clima nunca fica frio e o montanhismo não será um hobby frequente para mim) Desde já agradecido. Geraldo. Ps. Muito provavelmente no decorrer deste ano vou voltar a tirar dúvidas contigo . Muito obrigado!
  44. 1 ponto
    Apesar da existência de muitas informações sobre viagem na Internet, gostamos de ter livros de viagem. Não para enfeitar a estante, mas sim para consultar sobre as cidades/ países que formos visitar. São informações bem organizadas e com boas dicas de passeio. Quando fomos para Londres a última vez compramos muitos e muitos livros de viagem, porque o preço de lá era muito melhor que o daqui (na conversão de libra para real.E porque aqui no Brasil esses livros são caros. Um livro pode sais de R$80,00 a R$120,00. É muita grana! Para comprarmos, entretanto, tivemos que escolher qual livro de viagem nos ajudaria mais. Existem vários guias de viagem, porém os mais famosos são Lonely Planet, DK( traduzido pela Folha de São Paulo) e Coleção Top 10 (também da DK, mas em versão mais enxuta). Lonely Planet: Perfeito para quem quer informações mais práticas, um guia para levar na viagem e utilizar quando precisar de uma informação. Tem poucas fotos em comparação aos outros guias. É menos visual e mais textual. Tem como qualidade trazer a informação dos preços das atrações e preços aproximados de transporte e de passeios. Se você já sabe o que vai fazer em seus destinos, Lonely Planet pode ser uma boa opção para você. Ele terá uma seção de informações mais robusta que os livros da DK, por exemplo. Outro detalhe é que a Lonely Planet possui livros de uma variedade de países maior que os da DK. Exemplo disso são os livros do Nepal/ Himalaya, do Vietnã/Cambodia/Laos/Norte da Tailândia e até da Antárctica! A DK não realizou essas edições ainda. Nos parece que a DK dá mais atenção aos países mais turísticos e deixa algumas regiões e países do mundo descobertas. Os livros da Lonely Planet em média custam de R$50 a R$70, mas os valores podem variar bastante. Continue lendo em : http://filosofiadeviajante.com.br/2017/04/11/como-escolher-seus-livrosguias-de-viagem/ Facebook: www.facebbok.com.br/filosofiadeviajante Instagram: @blogfilosofiadeviajante
  45. 1 ponto
    Pedro, minha ênfase é muito mais para a liberdade, deixei isso claro assim que comecei a escrever. Elas, eles, nós, somos tão livres quanto qualquer. Quis mostrar o prazer do sexo livre e ainda no título fiz a relação com o conceito "Sexo, drogas e rock’n’roll", que nada mais é que: Liberdade. Além disso, muito comum aqui no fórum pessoas buscarem lugares para festas e para turismo, acredito que meu relato sirva aos dois. E mais importante, tenho dito que foi uma aventura muito mais interna e acredito que você vai perceber ao longo do relato o como minha cabeça foi mudando. Até então, no meu relato eu estou mais ou menos em 3-4 meses de viagem, ainda faltam uns sete. E me perdoe se eu pareci arrogante.
  46. 1 ponto
    Fiz este passei com minha esposa em novembro/15. Tivemos que dormir em Tel Aviv porque é o aeroporto de Israel. No outro dia cedo fomos ao terminal de bus com destino a Jerusalém, tudo muito fácil, porque também contamos com a simpatia e atenção de algumas pessoas que pedimos informações. Chegamos no terminal e entramos no bus sem ticket, porque nos informaram que adquirir o ticket dentro do bus é mais barato, não me lembro di valor mas posso garantir que não foi caro. Chegamos rápido a Jerusalém, daí em frente ao terminal pegamos um tram (ônibus elétrico) em Jerusalém só tem dois destes tram um sobe outro desce, saltamos no 3° ponto e logo depois de uma pequena caminhada minha esposa avistou o hotel Zion onde ficamos que já estava reservado pelo hotéis.com, hotel muito bom, principalmente na localização, pois a gente caminhava uns 3 quarteirões e já estava na cidade Velha, no portão de java o principal portão. Passamos 5 dias em Jerusalém, só fizemos um bate e volta até Belém de bus que VC pega em frente ao portão de damasco, não esqueçam de levar o passaporte pois na volta a Jerusalém o Bus para e sobem alguns policiais e pedem o passaporte, quando eles viram o meu do Brasil, perguntar logo por Neymar, daí eu tinha gravado no meu celular um gol de Neymar e mostrei pra eles e eles nem olhou mais o passaporte. Em Belém nós só visitamos a Igreja da Natividade, não gostamos da cidade muito suja e desorganizada. A comida em Jerusalém é boa e barata já que o dinheiro deles se iguala ao nosso é mais valorizado pouca coisa, mas eu acho que gastava uns R$ 50,00 a R$ 60,00 Reais nós dois. Quanto a questão de segurança, ficamos muito tranqüilo, pois vcs só vêem policiais em todos os lugares, homens e mulheres com uma submetralhadora de lado, rapazes e moças cuja idade não passava de 30 anos. No retorno é um pouco mais complicado porque o Bus não vai até ao Aeroporto, deixa VC en um ponto de ônibus, próximo ao Aeroporto, daí com um tempo passa outro bus e lhe leva até ao Aeroporto. Não contratamos nenhum guia tudo feito pela gente simples e tranqüilo nem foi preciso alugar carro.
  47. 1 ponto
    DIA 26 - 10/10/13 – JERUSALEM Já tínhamos planejado fazer um tour gratuito pela Old Town que sai toda manhã às 09:00 em frente ao Jaffa Gate. Para tal, acordamos cedo e chegamos ao portão por volta de 08:55, nos juntando a um grupo que já estava se formando... Achamos bom fazer este tour, para termos uma idéia geral de como andar na Old Town, além de nos localizarmos onde ficavam as atrações... O tour não entra em nenhuma "atração", só vai passando em frente dos pontos... A duração do foi por volta de 02:00, e deu para ter uma idéia boa de como se dividia a cidade, além de ter uma noção da história e de como é a vida do povo ali... O cara que nos guiou era um senhor que morava na Old Town desde pequeno, tendo estado presente ali durante a Guerra dos 6 Dias e do Yom Kipur... Por me interessar bastante sobre história, busquei conversar bastante com ele sobre isso tudo... Se tiver tempo disponível, RECOMENDO este tour, principalmente porque dura muito pouco e facilita a vida nos passeios para depois, uma vez que ao final você consegue aprender bem a se localizar nas ruas que em uma primeira impressão podem ser confusas... No final, demos uma gorjeta de 5 euros para o cara... achei bem merecido pela qualidade das explicações e pela boa vontade do cara... Quando estava acabando o tour, fomos premiados com um cagada de pássaro na cabeça!!! Isso mesmo!!!! Uma cagada de pássaro na cabeça... E não foi pouca não... o bicho "caprichou"!!! Como o hotel era perto da Old Town, resolvemos voltar para ele para tomar um banho e aproveitar para comer alguma coisa. Após o banho, comemos em uma padaria/restaurante na Jaffa Road... De lá voltamos para a Old Town por volta de umas 13:30 e nosso objetivo era fazer a Via Dolorosa, que no Brasil também é conhecida com a Via Crucis, ou seja, o caminho seguido por Jesus, desde a sua condenação até sua crucificação no monte Calvário. Para tal, entramos pelo Damascus Gate, e aproveitamos para já conhecer o Bairro Muçulmano da Old Town. A primeira estação fica meio que no bairro muçulmano mesmo, mas relativamente perto de seus limites com o bairro cristão. Com um mapa em mãos, é relativamente fácil ir achando o caminho, além de poder ir perguntando... Praticamente em todas as estações existem capelas com o respectivo tema... Quanto mais próximo íamos chegando das estações mais avançadas, mais cheio ia ficando... A décima estação para frente já é dentro da Basílica do Santo Sepulcro... Ela estava ABSURDAMENTE cheia... Bom, fomos tentando ir para os pontos das estações dentro dela, mas começou um grande empurra-empurra, com vária pessoas furando fila, gritaria, calor... enfim... perdemos completamente o clima para esta ali... Queríamos visitar com calma, fazer nossas orações, e naquela confusão definitivamente não rolava... Decidimos voltar em um outro dia mais cedo. De lá partimos para o Muro das Lamentações. Para chegarmos lá, fomos seguindo a direção leste e pedindo informações... Para entrar na região do Muro, passa-se por um detector de metais e raio X para mochilas. Primeiramente chega-se em um pátio grande... Para ir para o muro mesmo, há um lado reservado só para homens (o lado maior, que fica à esquerda) e outro lado só para as mulheres (lado direito). Os homens precisam usar o Kipá (aquele chapeuzinho judeu) para entrar... Logo na entrada são distribuídos kipás brancos gratuitamente... Ficamos um pouco menos de 01:00 hora lá tirando fotos e observando a movimentação e orações dos judeus... Foi bem legal... De lá, queríamos ir para o Temple Mount que é onde ficava o antigo Templo dos Judeus, sendo logo acima do Muro das Lamentações. É no “monte do templo” que fica o Domo de Rocha (um dos maiores ícones de Jerusalém com seu teto dourado, e lugar sagrado para os muçulmanos, segundo os quais, neste lugar Maomé subiu ao céu) e a Mesquita Al Aqsa. Como já havíamos pesquisado, não-muçulmanos só podem entrar no Temple Mount pela entra que tem pelo sul do Muro das Lamentações. A entrada é uma guarita, onde novamente se passa por uma revista e raio x. Desta revista, vai-se andando por uma espécie de ponte suspensa que dá lá no Temple Mount. Quando lá chegamos, fomos informados que as visitas naquele dia haviam terminado às 15:00 horas (já eram mais de 16:00). Ficamos pensando em o que fazer então... Resolvemos subir o Monte das Oliveiras, que meio que dá para os muros do lado Oeste da Old Town. Acabamos saindo pelo portão perto do Muro das Lamentações, e fomos caminhando pela rua em direção ao monte. O Monte das Oliveiras, que foi o lugar onde Jesus se escondeu com seus discípulos antes de ser preso, é atualmente o lugar onde fica o Cemitério Judeu. Dá uma boa subidinha até o alto dele... o melhor caminho é ir indo pela rua que passa à esquerda do Jardim de Getsêmani e Igreja de Todas as Nações. Ficam uns táxis oferecendo a corrida, mas não acho necessário, uma vez que ainda se perde a oportunidade de ir vendo o cemitério. De lá de cima a vista é muito legal... Chegamos um pouco antes do pôr do sol... A vista, aliada ao silêncio que há no lugar fazem um ambiente bem massa... Ficamos até o sol de esconder. Feito isto, começamos a voltar um pouco rápido, uma vez que quase não havia movimento na rua, e não queríamos andar nela totalmente escura. Entramos novamente na Old Town pela parte muçulmana para cortar caminho e aproveitar para ver como era o esquema do ônibus que saía em frente ao Damascus Gate para Bethlehem (Belém). Em frente ao Damascus Gate há uma espécie de terminal rodoviário, de onde saem vários ônibus para vários lugares, muitos deles na Cisjordânia. Vimos onde era o ponto do 21, o qual vai para Bethlehem e deixa mais próximo da Igreja da Natividade. De lá voltamos para o hotel, passando em um mercadinho para comprar comida para fazer um lanche. No hotel, reservamos um passeio para a fortaleza de Masada e o Mar Morto por U$ 100,00.
  48. 1 ponto
    É longe viu... Pra dar certo você tem que contratar alguém do lado da Jordania pra te esperar na divisa. Nem Jordaniano passa pro lado de Israel e nem Israelense passa pro lado da Jordania. Agora uma coisa é certa voce contemplaria Petra de uma forma linda! De noite lá dentro fica iluminado (tochas) ou velas e eles montam tendas muito legais. Só vale a pena esse sacrificio todo se voce não tiver mais 1 dia pra curtir a viagem.
  49. 1 ponto
    Olá para todos... vi este tópico, li as poucas mensagens, e resolvi deixar uma dica minha... eu conheço a estante virtual, e sim recomendo. Em se tratando de guias para viagens (adoro ler estes guias, é quase uma mania mesmo), não tenho nada contra os Rough Guides (tenho 4: Argentina, Chile, Peru e Bolívia), mas recomendo os guias da coleção "O Viajante"... do Zizo Asnis. Há da Europa, América do Sul, Chile, Argentina, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Desta coleção, eu tenho os da Argentina, América do Sul e da Europa e, pelo menos pelo que procuro nas minhas viagens, eles foram extremamente úteis. Linguagem simples e agradável, dicas muito boas, realmente abordam o que um mochileiro precisa e quer saber. Só tenho elogios. Caso queiram comprar somente um guia, recomendo esta coleção. Para mim, eles são a melhor opção para se planejar e levar. Para quem quer investir mais, eu também gosto daqueles da Publifolha, os chamados "Guias Visuais"... daí há uma infinidade de opções. Eu tenho Reino Unido, Inglaterra, Europa e Argentina. São muito bonitos, as informações são boas... mas o preço é bem salgado. Além disso, o estilo de viagem que eles abordam seria mais um "médio-alto". Eles são mais clichê, digamos. Em suma, minha sugestão seria: 1) guias "O Viajante"; 2) guias "Rough Guide" e 3) guias "Publifolha - guias visuais". Além disso, o pessoal d´O Viajante tem um site também, http://oviajante.uol.com.br/ . Super recomendo. Bom, é isso... claro que não preciso nem dizer que não tenho nada a ver com o pessoal d´O Viajante, não ganho nada com a propaganda... mas acho que não custa nada recomendar algo que eu gostei muito, e que deu muito certo pra mim! Qualquer coisa, entrem em contato!
  50. 1 ponto
    Sou amante de Salsa e recomendo FORTEMENTE o Azucar de Buenos Aires. Fui sozinha e não fiquei sentada nenhum minuto! Os caras da "panelinha que bate cartão" lá dançam super bem, não tem pegação que nem os bares de dança aqui no Brasil, nem ficam dançando olhando pra sua cara que nem uns patetas, te desconcentrando. Ou seja! Eles vão lá pra dançar MESMO. Só não adianta reclamar da galera suando... Lá o ar condicionado é forte, mas se vc não quiser suar, é melhor ir fazer Yoga! Azucar - sexta e sábado apenas - após 0h Ritmos: Salsa, Merengue, Reggaeton, Zouk, Tcha-tcha-tcha e outros ritmos caribenhos. Avenida Corrientes 3330, entre Agüero e Gallo
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