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Conteúdo Popular

Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 11-06-2020 em todas áreas

  1. 5 pontos
    Fala raça! Tô felizasso em poder compartilhar essa experiência com vocês. Fiz o mochilão na companhia do meu irmão Kevin Jahn e minha cunhada Carol Jahn em janeiro/fevereiro de 2020, dormindo em barraca, hostels, Airbnb e até no chão do aeroporto (pra dar aquela emoção a mais). Apesar de ter sido uma das melhores experiências que já vivi, foi bem difícil planejar essa viagem, então espero que essas poucas informações iluminem quem está cogitando conhecer essa região. De início vou focar apenas nas questões mais relevantes (roteiro, custos e o que levei na mochila), e aos poucos vou relatando os acontecimentos da viagem, principalmente o trekking em Torres del Paine e El Chaltén. ROTEIRO Dia 1: 23/01/20 - Floripa > Santiago > Punta Arenas Dia 2: 24/01/20 - Punta Arenas > Puerto Natales - Conhecemos o Estreito de Magalhães pela manhã e em seguida pegamos o ônibus para Puerto Natales. Final da tarde compramos as comidas para TdP Dia 3: 25/01/20 - Puerto Natales > Torres del Paine - Ataque ao Mirador Base de las Torres, acampamento no Camping Central Dia 4: 26/01/20 - Torres del Paine - Travessia até o Valle del Francés, acampamento no Camping Italiano Dia 5: 27/01/20 - Torres del Paine - Ataque ao Mirador Fracés e travessia até o Camping Paine Grande, onde acampamos Dia 6: 28/01/20 - Torres del Paine > Puerto Natales - Acabamos ficando de molho no Camping Paine Grande até a chegada do catamarã Dia 7: 29/01/20 - Puerto Natales > El Calafate - Ficamos mais de duas horas na aduana Chile/Argentina, foram mais de 8 horas de viagem ao total Dia 8: 30/01/20 - El Calafate - Dia de conhecer o Glaciar Perito Moreno, não fizemos o Mini Trekking mas foi ótimo pra tirar um dia pra descansar Dia 9: 31/01/20 - El Calafate > El Chaltén - Chegando em Chaltén já fomos direto para a Laguna Capri montar acampamento, final da tarde fizemos um ataque ao Fitz Roy Dia 10: 01/02/20 - El Chaltén - Descanso na cidade Dia 11: 02/02/20 - El Chaltén > El Calafate - Chorrillo del Salto pela manhã e viagem de volta a Calafate após o almoço Dia 12: 03/02/20 - El Calafate > Puerto Natales > Punta Arenas - Chá de ônibus nesse dia Dia 13: 04/02/20 - Punta Arenas > Santiago > Floripa TOTAL GASTO: R$ 4700,00 (joguei o valor um pouco pra cima porque posso ter esquecido de algo) Os valores estão por pessoa e na moeda utilizada no momento da compra. DESLOCAMENTOS: R$ 3.526,00. Passagem aérea ida/volta + seguro viagem + bagagem de mão + cargueira despachada + assento reservado + taxa de embarque: R$ 2760,00 pela LATAM, de Floripa à Punta Arenas com conexão em Santiago.* Ônibus Punta Arenas-Puerto Natales ida/volta: CLP $ 15.000,00 Ônibus Puerto Natales-Torres del Paine ida/volta: CLP $ 16.000,00. Transfer Guarita-Camping Central: CLP $ 3.000,00. Catamarã Camping Paine Grande-Guarita: CLP $ 23.000,00. Ônibus Puerto Natales-El Calafate ida/volta: CLP $ 34.000,00. Ônibus El Calafate-El Chaltén ida/volta: ARS $ 2400,00. Van El Calafate-Perito Moreno ida/volta: ARS $ 1200,00. *Pelo meu monitoramento só o valor da passagem variou na época entre R$ 1900,00 a R$ 2400,00. Comprei com três meses de antecedência e confesso que há uma semana antes da viagem o preço ainda estava na mesma faixa. HOSPEDAGENS: R$ 506,00. Puerto Natales Hostel Bella Vista: R$ 55,00 c/ café da manhã e aluguel de equipamentos de trekking, inclusive ganhamos de presente um gás da host Ni Torres del Paine (vou detalhar melhor no tópico exclusivo de TdP) Camping Central: USD $ 21,00. Camping Italiano: Free, grátis, na faixa. ~não recomendo Camping Paine Grande: USD $ 11,00. El Calafate Airbnb Groovy Dooby Doo: R$ 59,00. ~não recomendo El Chaltén Camping Laguna Capri: Free, grátis, na faixa. Hostel Rancho Apart: ARS $ 1250,00, quarto compartilhado. *valores por noite **foram 10 noites, na primeira passamos no avião e na última no chão do aeropoto. ENTRADAS: R$ 200,00. Entrada do parque Torres del Paine: CLP $ 25.000,00. Entrada do parque Los Glaciares - Perito Moreno: ARS $ 800,00. ALIMENTAÇÃO: R$ 350,00. Restaurante no Chile: em torno de CLP $ 3.500,00. Restaurante na Argentina: em torno de ARS $ 600,00. Mercado para Torres del Paine: CLP $ 6.600,00. Mercado para Fitz Roy: ARS $: 660,00. Compras nos aeroportos, rodoviárias, snacks, frutas e etc. COTAÇÕES R$ 1,00 = CLP $ 190,00 (Aeroporto de Santiago) R$ 1,00 = CLP $ 170,00 (Punta Arenas) R$ 1,00 = CLP $ 165,00 (Puerto Natales) R$ 1,00 = ARS $ 16,50 (Restaurante Casimiro em El Calafate, apesar de ter a melhor cotação de Dólar, Euro e Real, aqui é clandestino devido aos problemas políticos-econômico da Argentina) VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS O segredo é focar em roupas e equipamentos apropriados para a região. A fama da Patagônia ter uma instabilidade climática não é um exagero, tu literalmente vai viver as quatro estações e todos os tipos de condições em um único dia. O que eu levei na minha mochila Forclaz Trek 900 50L + 10L: 1x Calça modular - Tecido de secagem rápida e que não propagada corte 1x Fleece (0 a 7 ºC) - Uso um com zíper pra ser prático e ajudar a regular a temperatura corporal 1x Jaqueta impermeável (2000 mm) corta vento - Conhecida também como anorak, acabou passando a água em uma das tempestades em TdP 1x Calça segunda pele técnica - Usei a viagem toda, até por baixo dá bermuda 2x Blusas segunda pele - Uma técnica pra caminhada e uma mais quente pra dormir 1x Calça impermeável (2000 mm) - Precisei usar em vários momentos 3x Camisetas curtas Dry Fit - Acabei usando só duas 4x Cuecas de Microfibra - Secagem muito rápida, foi excelente 2x Meias técnicas de trekking - Nunca tinha usado e fez muita diferença, deveria ter levado pelo menos 4 1x Meia térmica - Usei apenas pra dormir e foi muito bom para deixar as outras respirando 1x Bota de trekking impermeável - Confesso que a minha segurou a água mas a palmilha e solado eram fracos, sugiro comprar uma palmilha boa 1x Havaianas - Usei pra tomar banho, no avião e nas cidades (BRASIIIIIL) 1x Bermuda de banho - Usei bastante nos hostel, todos lugares tem calefação então sugiro levar algo curto pra dormir 1x Luva de fleece para trekking - Usei poucas vezes, somente quando chovia nos lugares mais frios de TdP 1x Protetor de orelha de fleece - Baita acessório, ajuda até pra dormir quando ainda tem luz 1x Cachecol - Acabei usando só pra dormir em virtude do meu saco de dormir ser patético 1x Touca de lã - Usei uma vez, protetor de orelha já resolve 1x Toalha de Microfibra - É item obrigatório, já uso há anos 1x Mochila de ataque 30L - Usei muito pra fazer compras, lá não tem sacola plástica 1x Bastão de trekking - Recomendo dois, a grande maioria das pessoas utilizava um par 1x Shoulder Bag - Ideal pra levar documentos e dinheiro, já tinha costume de usar nos acampamentos em Floripa, pra não deixar nada na barraca dando sopa 1x Barraca de trekking - Uso a Quechua Quick Hiker 2, tenho um vídeo falando sobre ela 1x Saco de dormir para 15 ºC - Não morri mas não passei bem haha sugiro um para 0 ºC 1x Isolante térmico - Uso um egg crate Nature Hike, é importante que o isolante seja bom, foi o que me salvou 1x Kit cozinha - Não pode levar o gás no avião 1x Lanterna de cabeça - Quase não usei porque escurece tarde (22:00) e amanhece cedo (05:00) 1x Kit Primeiro Socorros - Aconselho a levar medicamentos específicos, como antibióticos dose única, antitérmico, anti-histamínico, relaxante muscular 1x Silver Tape - Não usei, mas aconselho levar porque dá pra usar até pra tapar rasgos em roupas. 1x GoPro Hero 7 Black + Bateria extra + Carregador Duplo externo + Micro SD Card extra - Sou fã de GoPro, acho muito útil num lugar como esse que chove toda hora 1x Power Bank 20.000 mAh - Usei muito, apesar de ter entrada USB nos ônibus e tomada em alguns campings RESERVAS EM TORRES DEL PAINE http://www.conaf.cl/parques/parque-nacional-torres-del-paine/ (camping gratuito) https://www.verticepatagonia.cl/home (lado esquerdo do W) https://www.fantasticosur.com/en (lado direito do W) PASSAGENS DE ÔNIBUS https://www.bussur.com/ https://www.recorrido.cl/ http://www.busesfernandez.com/ Espero que a leitura tenha sido útil, logo menos continuo o relato. Abraço a todos, Gerhard Jahn.
  2. 5 pontos
    Olha, na minha humilde opinião de viajante apenas de território nacional até hoje, acho isso um risco e um pouco sonhador demais. Pra mim não há nada mais prazeroso que trabalhar um ano todo, ansiar por suas férias, juntar uma grana e desfrutar de uma bebida à beira mar na praia que vc sempre sonhou conhecer ou visitar um museu que sempre teve vontade, comer em um restaurante legal pelo menos 1 refeição... enfim, o que quero dizer só pelo seu título " Europa zero grana", já é bem suspeito e parece ser uma fria. Desculpe, até entendo que há pessoas desprendidas que querem conhecer o mundo na aventura de uma alma viajante, mas estar em outro país sem dinheiro, nem pro básico, correndo o risco de dormir nas ruas como disse o @poiuy , ser deportado, passar frio, fome...sei lá.. Há prazer em conhecer lugares nessas condições? Mas enfim, boa sorte pra vc e espero que dê tudo certo nessa aventura.
  3. 4 pontos
    Chegar ao topo de uma montanha ou se refrescar em uma cachoeira isolada na natureza é algo que todo bom aventureiro deseja. Esse é o objetivo que muitos amantes das atividades outdoor tem buscado para relaxar corpo e mente e apesar de proporcionar experiências incríveis e inesquecíveis, essa busca pode ser muito perigosa, uma vez que acidentes podem acontecer. E se, de repente, toda essa alegria virar medo ao se deparar com uma cobra venenosa? E se o pior acontecer, você for picado por essa cobra, o que fazer? Esse post irá trazer algumas respostas importantes para essas e outras perguntas, além de situações vividas por mim e alguns colegas de aventura, confere ai: - Dei de cara com uma cobra, o que fazer? - Antes de tudo, mantenha a calma. Sei que para a maioria não é tão simples assim mas não entrar em pânico e evitar movimentos bruscos são atitudes corretas para esses momentos. - Agora que conseguiu manter a calma, se afaste lentamente e procure ficar a uma distância segura e deixar que ela siga o seu caminho, na maioria das vezes é isso que vai acontecer caso a cobra não se sinta ameaçada. - Jamais toque na serpente. É melhor tratar toda cobra como venenosa e não correr esse risco desnecessário. Independentemente de conter veneno, uma picada pode ser muito dolorosa e gerar infecção. - Fiz tudo isso e a cobra continua no mesmo lugar, e agora? - Em nenhuma hipótese provoque a serpente jogando pedras, cutucando com algum objeto ou até mesmo batendo o pé, isso irá soar como uma ameaça e pode terminar em um acidente. - Se for possível mude sua rota, faça um caminho diferente. Lembre-se, somos visitantes nesses ambientes e devemos ter o máximo de respeito. - Se o caminho for muito apertado e não tiver outra saída, terá que fazer o seguinte: - Procure um galho firme e que garanta uma distância segura e faça movimentos leves para que a cobra se desloque. Possivelmente isso irá resolver seu problema. - O pior aconteceu, fui picado, o que devo fazer? - Em primeiro lugar, mantenha a calma(mais uma vez, rsrsr). A maioria das cobras não são venenosas, portanto a chance de você ter sido picado por uma cobra não venenosa é maior do que o contrário. - Outro alívio é que, mesmo a cobra sendo venenosa, nem sempre os acidentes são letais. Não adiante entrar em desespero, isso irá complicar muito a sua situação. - Estando calmo, agora é o momento de realizar os primeiros socorros e procurar o mais rápido possível um serviço médico. Lembre-se que a vítima não pode se locomover com os próprios meios, isso fará o veneno se espalhar mais rápido. O que NÃO fazer: Não faça sucção do veneno Não faça torniquete ou garrote Não jogue pó de café, álcool ou qualquer outra substância no ferimento O que fazer: Lave o local com água e sabão Mantenha-se hidratado Procure o atendimento médico mais próximo - Se gosta de atividades outdoor, se previna, evite acidentes: - Antes de realizar qualquer atividade ao ar livre, faça um planejamento e isso inclui saber qual estabelecimento médico mais próximo e que atenda a esse tipo de acidente. - Sempre utilize equipamentos apropriados para cada situação. No caso do trekking, seguem algumas dicas: Utilize calçados fechados e calça comprida. Se for um local conhecido por ter bastante cobra, utilize botas de cano alto e calças mais resistentes; Sempre que for utilizar as mãos para se apoiar, preste muita atenção; Mantenha-se sempre alerta para possíveis encontros indesejados; Ao armar sua barraca, procure limpar ao redor. As cobras podem estar escondidas em folhas ou gravetos ou até procurar alimentos nesses lugares; Jamais deixe sua barraca aberta. Além de cobras, outros animais peçonhentos podem entrar e você não vai querer que isso aconteça. E pra finalizar esse post vou contar uma das experiências que tive com serpentes: Ao iniciar a trilha para o Vale do Pati, na chapada diamantina, subindo a serra do ramalho, me deparei com uma Cascavel e como ela estava próximo a folhas secas não a identifiquei antes de dar o último passo em sua direção, foi quando se sentiu ameaçada e quase um acidente acontece. Nesse momento procurei tomar as medidas indicadas acima. Me afastei lentamente e imediatamente a linda Cascavel seguiu o seu caminho. Foi um encontro assustador e ao mesmo tempo incrível. Foi demais poder ficar tão perto de uma cobra tão linda e ao mesmo tempo assustadora. Cada um seguiu o seu caminho e nossas histórias continuaram. E você, já teve um encontro inesperado assim? Conta ai pra gente... Gostou das dicas? Tem algo que poderia contribuir para nosso aprendizado? Vamos lá, o objetivo desse post é que os aventureiros tenham mais segurança e evitem sempre os acidentes. É curtir a natureza com maior prudência para que essa história dure muitos anos. "Da natureza nada se tira além de fotos, nada se deixa além de pegadas e nada se leva além de lembranças" Instagram - @denis.reis Segue um post sobre um tema muito intessante....
  4. 4 pontos
    Concordo plenamente contigo! O bom de se viajar é poder aproveitar o que cada lugar tem a oferecer (passeios, festas, comidas, bebidas, etc). Viajar com grana curta já é horrível, viajar pra Europa sem grana é a pior coisa que existe. De nada adianta falar que foi pra tal lugar sendo que nao aproveitou nada porque nao tinha grana, sem falar que o risco de chegar lá e virar um mendigo é enorme. Nao sei o que o brother a cima tem em mente pra entrar na Europa e se manter lá, mas ao que aparenta ser, é um programa de índio... furada. De toda forma, boa sorte a ele.
  5. 4 pontos
    A menos que você tenha cidadania de algum país Europeu, acredito que isto que você quer fazer seja no mínimo imigração ilegal, sujeito a deportação ou até mesmo prisão por fraude dependendo do que você for fazer para burlar ou contornar as limitações e regras existentes. Você tem certeza de que quer partir para esta vida de ilegalidade e viver fugindo e se escondendo das autoridades sem poder dormir tranquilo nenhum dia, pois sabe que a qualquer momento você pode ser flagrado e deportado ou mesmo acabar dormindo alguns dias na cadeia?
  6. 3 pontos
    Trabalho voluntário no Canadá apos pandemia. O Canal do Youtube RoamingTV estará precisando de alguém para viajar e ao mesmo tempo filmar e editar nossos vídeos pro canal YouTube após pandemia. Com todo esse problema da pademia acabamos ficando sem nosso cameraman agora precisamos de um novo. A pessoa não necessariamente precisa ser cameraman ou editor de vídeo, podemos ensinar isso assim que a pessoa chega, assim podemos "moldar" a pessoa com o perfil do projeto. Pagamos a viagem pro Canadá (Air Canada), damos hospedagem e comida e viagens. A pessoa em troca trabalha como videomaker, assim como no worldpackers. Minimo 3 meses de viagem. A única coisa que não podemos pagar é o processo pro visto canadense (isso fica a critério do viajante). O canal RoamingTV convida todos os interessados a verem os vídeos do canal e conhecerem bem o que o canal faz antes de entrar em contato. A única experiência que queremos é que a pessoa ame viajar e já tenha viajado ou feito mochilão pelo menos algumas vezes. Se a pessoa já viajou pra fora do Brasil melhor ainda, por causa do processo do visto pro Canadá ser mais sussegado se a pessoa já viajou pra fora. Por que brasileiros? Por que somos um canal Brasileiro, falamos português. Por que não escolhem alguem que já mora no Canadá? Podemos sim escolher alguem que já more por aqui. Porém normalmente uma pessoa que já mora aqui, já tem casa, mora com a família ou já tem um trabalho fixo, escola etc.. Precisamos de alguem que possa viajar com a gente o tempo todo. A pessoa precisa ter equipamento próprio? Não, a pessoa não precisa ter nenhum equipamento, temos todo o equipamento e vamos treinar a pessoa assim que ela chegar no Canadá. Como vai ser feita a seleção? Vamos verificar as redes sociais de cada pessoa inscrita no canal que mostrou interesse no trabalho voluntário (Facebook, Instagram etc). Vamos ver fotos que ela tirou de viagens, videos etc... Se o perfil nos interessar vamos fazer uma entrevista online por zoom ou skype. Se a pessoa for escolhida vamos continuar o contato por email, telefone (whatsapp) para dar andamento no processo. Por que vão selecionar só quem está inscrito no Canal? isso me parece scam só pra conseguir inscritos! Se você está interessado em viajar e trabalhar com a gente, o mínimo que você pode fazer é se interessar pelo canal Youtube.. Se nem isso você estiver interessado como podemos te escolher? Como posso saber se isso é uma coisa séria, se é verdade que vão nos escolher etc.. Além do Youtube somos um programa de Televisão que passa no Canal Travel Box Brazil, temos empresa no Brasil e no Canadá. Se quiser verificar abra sua TV no Canal Travel Box Brazil e procure pelo programa Roaming! Tem mais perguntas mande por mensagem pra gente pelo forum ou pelo nosso youtube ou instagram: RoamingTV
  7. 3 pontos
    Deixem seus números com DDD aqui e vou criar um grupo com todo mundo que tem essa mesma vontade.
  8. 3 pontos
    @Renato Santini Olá! Eu nunca fui pro Everest, nem sou alpinista nem nada (HAHAHA), mas gosto muito do assunto. Sou obcecada pelas histórias. Li bem recentemente os livros No Ar Rarefeito do Jon Krakauer e A Escalada do Anatoli Boukreeve que ambos falam sobre o acidente que ocorreu em 10 de Maio de 1996 que foi o dia que mais morreu gente no Everest na história, só que cada um no seu ponto de vista. As duas agências envolvidas que são citadas nos livros, a Adventure Consultants e a Mountain Madness cobravam até 65 mil dólares por cliente na época. Nos dois livros, eles citam que alguns clientes pagaram menos, cerca de 40 mil dólares, e ai vai uma série de variações de negociações. Ambas agências ainda existem, a Adventure Consultants hoje tá cobrando 69 mil dólares: https://www.adventureconsultants.com/expeditions/seven-summits/everest/ e a Mountain Madness 67 mil: https://mountainmadness.com/trips/mount-everest#overview Lendo os livros vc consegue ter bem uma noção o porque desses valores. Tem as permissões pagas ao Governo do Nepal que o cara cita no vídeo, tem toda uma questão de logística de material de todo lugar do mundo até o topo da montanha: barracas, comida, garrafas de oxigênio, o serviço de uma equipe de xerpas (as expedições geralmente tem mais xerpas do que clientes) que leva e trás o material desde o acampamento-base até os 4 acampamentos avançados, tem custo com médico que fica de plantão pra te atender, os guias que vão te levar pro cume, além de que a própria agência precisa ter seu lucro... Enfim, é muita coisa envolvida. Então sim, esse valor citado no vídeo de 50 mil dólares é até 'barato' se considerar que estamos em 2020 e o cara ainda é brasileiro, vai conversar com você na sua língua nativa, isso não tem preço. Aliás, recomendo muito a leitura desses livros porque se você estiver pensando nessa escalada, você aprende com os erros cometidos pelas pessoas ali e não repete. Claro que no vídeo o cara fala que obviamente você precisa escalar muitas montanhas antes do Everest para se preprarar e ai são mais valores 'adicionais', mas falando exclusivamente do Everest o valor citado de 50 mil dólares é bem realista.
  9. 3 pontos
    Em Mariana, Minas Gerais, existe uma outra cidade arqueológica bela e perigosa que poucos conhecem. Considerada como a Machu Picchu brasileira por alguns arqueólogos, o Morro de Santana, carinhosamente chamado de Gogô, é um local impar com uma área aproximada de 132 ha. Foto do autor: tanque de armazenamento de material para produção de ouro do Século XVIII No local existiu uma capela dedicada a Santana construída em 1712 e que foi desmanchada na década de 1970, ainda existem várias ruínas na área do parque arqueológico, residências dos proprietários das minas e de seus escravos e comércios bem próximos às minas. Foto do autor: Ruínas Foto do autor: Ruínas Foto do autor: Ruínas Foto do autor: Ruínas Foto do autor: Ruínas Foto do autor: Lagoa Seca Foto do autor: Mina Além dessa rica história e beleza existe o perigo causado pelos buracos de Sari ou Sarilho, que são dutos respiradouros que permitiam a entrada de oxigênio nas minas subterrâneas. Atualmente, a disposição de centenas desses orifícios na superfície da montanha fazendo da caminhada pela Gogô uma jornada perigosa. Como o local está praticamente abandonado, o mato rasteiro cresceu e se alastrou, encobrindo esses orifícios e disfarçando sua presença dos olhos de pessoas desatentas, como se fossem armadilhas. Foto da Prefeitura de Mariana: Possível busca por vítima ou treinamento Fiz alguns testes para verificar a profundidade desses buracos de Sari, atirando algumas pedras e cronometrando o tempo de queda. Em média a pedra demorava 4 segundos para atingir o fundo do buraco de Sari, sabe o que isso significa? Significa que a profundidade, média verificada foi de 80 metros e a velocidade no instante do impacto é de 141km/h, ou seja as chances de sobreviver a uma queda dessa é quase zero. Por isso, ao visitarem o parque arqueológico do Gogô procurem um guia. Cálculos: tempo: 4 s; gravidade: 9,81 m/s²; profundidade "y" (m): ?; Velocidade final “V” (km/h):?; y=1/2*g*t² = 1/2*9,81*(4²) = 78,48 metros Profundidade aproximada de 80 metros. V=g*t = 9,81*4 = 39,24 m/s = 141,26 km/h Velocidade final aproximada, no instante que a pedra atinge o solo, é de 141 km/h.
  10. 3 pontos
    @Filipe O. Barros @pachecolucas sugiro voces nao ficar dependendo de ninguem pra fazer uma trip. Por mais que seja a primeira viagem, que gere uma certa insegurança, mas se voces nao sairem da zona de conforto dificilmente vao adquirir experiencias. Achar alguem que queira ir pra onde voce quer, com a mesma disponibilidade de tempo e grana é complicado. A melhor coisa a se fazer é escolher um destino, ler o maximo de coisas a respeito pra voce ter conhecimento do que ti espera pelo caminho e pé na estrada. Pode até aparecer pessoas aqui dizendo que animam e tal, mas na hora do vamos ver pulam fora, entao veja se arruma um amigo ai na sua cidade e se nao conseguir vá sozinho. Muito provavelmente irão encontrar pessoas no caminho ou no local de destino que estarão na mesma vibe que voces. Boa sorte
  11. 3 pontos
    Olá Pessoal! Acompanho o grupo a alguns anos e finalmente tomei vergonha na cara e decidi colocar os relatos de algumas viagens que fiz com as dicas preciosas que encontrei aqui no mochileiros. Esses tempos de quarentena tem me deixado bastante nostálgico huahua Vou compartilhar com vocês esta viagem que fiz em março de 2019 para a Turquia! Preparação para a viagem! Não sei vocês, mas a maioria das minhas viagens não começaram com um sonho de infância e sim com uma bela de uma promoção relâmpago na tela do meu celular hahaha Neste caso, aproveitei uma promoção da Turkish Airlines com voos por R$1.800,00 para conhecer um destino que até então só tinha visto na novela Salve Jorge. Tive alguns meses para me planejar e conhecer mais sobre o que o país tinha a oferecer. Viajei com uma mochila Quechua 70L e uma mala grande (quando chegar na parte das muambas você vai entender por que). Como era final de inverno, levei aquelas roupas térmicas baratas e me ajudaram bastante a enfrentar o frio, que chegou a -2º. Levei euros e alguns cartões de crédito por precaução. Você pode deixar para trocar todo o seu dinheiro lá, de preferência nas casas de câmbio dentro do Grand Bazar que foi onde encontrei as melhores cotações. Como eu tinha 6 dias em Istambul, meus planos eram usar parte deles para dar um pulo na Capadocia e fazer o passeio de balão, poreeeeeeem aconteceu um baita de um imprevisto que eu vou contar para vocês no relato. Entrando na Turquia Sai de GRU-São Paulo na madrugada do dia 03/03 em um voo direto da Turkish para Istambul com aproximadamente 12h30 de duração. Foi o voo mais longo que já peguei, porém achei o espaço entre as poltronas aceitável e o serviço de bordo é ótimo. Durante a viagem passamos por cima do deserto do Saara e ver aquele mar de dunas lá embaixo é um show a parte. Só não vá abrir a janela pra ver pois o voo é diurno e vão querer matar você. Cheguei as 23h no Aeroporto Internacional Ataturk e passei pela imigração. Para entrar no país não é necessário ter um visto prévio. Não fizeram nenhuma pergunta na imigração e em 5 minutos eu já estava dentroooo! Peguei minha mala, troquei alguns euros por liras turcas em uma casa de câmbio dentro do aeroporto e fui aguardar meu Uber. Descobri depois que Uber era proibido no perímetro do aeroporto, mas valeu a pena pela economia. Sem falar que os taxistas em Istambul dificilmente falam inglês e pronunciar endereços em turco não é uma tarefa fácil. Atenção: Vale lembrar que o Aeroporto Ataturk fechou em abril de 2019 e a cidade agora conta com um novo aeroporto também localizado na região metropolitana, então é bom dar uma olhada nas opções de transporte. Gastamos 20 minutos do aeroporto até Sultanahmet, bairro onde me hospedei pelos 6 dias. Fiquei no hostel Cheers Lighthouse Istanbul, melhor custo beneficio que encontrei! Como já era tarde e eu não tinha dormido direito no voo, fui direto para a cama. 1º Dia - Sultanahmet e arredores No dia seguinte eu acordei cedinho e fui para o salão onde é servido o café. Fica aqui o alerta: o pepino é muito apreciado pelos turcos, então ele esta presente em vaaarios pratos e inclusive no café da manhã. Depois do café sai sozinho para conhecer o bairro, onde se encontram as principais atrações de Istambul. Minha primeira parada foi no Obelisco de Teodósio, na Praça Sultanahmet. Ouvi sem querer (rsrs) um guia contando que o obelisco foi construído por um faraó no Egito e depois trazido para Constantinopla (atual Istambul). Logo depois fui para a Mesquita Azul, localizada ao lado do Obelisco. A mesquita é enorme e muito bonita, porém não consegui ver metade do famoso teto devido a uma reforça que estava acontecendo. Mesmo assim foi uma experiência incrível para mim que nunca tinha entrado em uma mesquita ou tido um contato mais próximo com a religião. Nas minhas pesquisas vi que um dos melhores jeitos de ver as principais atrações de Istambul e dar aquela economizada é comprando o Museum Pass, que da o direito de visitar várias atrações da cidade pagando um único peço pelo bilhete. Ele é vendido em vários locais e eu comprei o meu na bilheteria do Palácio Topkapi por 160 Liras, aproximadamente R$150,00 na época. Aproveitei para conhecer o palácio, que era a residencia dos sultões durante o Império Otomano. Além de toda a beleza arquitetônica também é possível visitar diversas exposições que rolam lá dentro. Eu confesso que durante essa viagem fiquei com dor no pescoço de tanto ficar olhando para os tetos, um mais bonito que o outro. O lugar é bem grande e eu usei o resto da minha tarde para conhecer cada espaço. Um dos que mais me impressionou foi um salão onde é possível ver o "anel" de metal onde fica a Kaaba, conhecida como a Pedra Preta que é uma das relíquias mais sagradas do Islã e atualmente esta em Meca. Esta era uma seção dedicada a objetos sagrados do Islã e ao fundo alguns homens entoavam o Alcorão, uma experiência muito F%$# de estar mergulhado ali em uma religião tão diferente e bonita. Depois que sai do palácio fiquei olhada as lojinhas e fui experimentar a comida de rua. Destaque especial para o suco de romã que é uma deliciaaaaaa. O cachorro quente deles também é bem gostoso, e adivinha qual é o diferencial? PEPINO em conserva 😅. Voltei para o hostel, jantei um Kebap no bar e fui conhecer a galera. Continua...
  12. 3 pontos
    [DIA 8 - TDP 2: Grey - Paine Grande] E vamos ao segundo dia de Torres del Paine! O planejamento do dia foi o seguinte: -Deixar os mochilões no refúgio e subir até as pontes sobre o glaciar Grey -Voltar para o refúgio Grey, almoçar alguma coisa e voltar para Paine Grande -Dormir no Paine Grande Acordei cedo, encontrei a Cherman e o Rakshit e tomamos café da manhã. Deixamos os mochilões arrumados e tem um quartinho no refúgio onde vc pode deixar os mochilões. Largamos as mochilas grandes lá e fomos só com as mochilas menores. Do refúgio Grey, chegamos até a segunda ponte pênsil sobre o glaciar (tem algumas placas indicando o caminho, vc basicamente "sobe" sentido Campamento Paso) Existem três pontes, mas a terceira é muito longe e não chegamos nela. A trilha é bem tranquila, vc está caminhando leve e não tem muitas subidas/descidas muito íngrimes. O visual das pontes é espetacular! Logo depois da segunda ponte, existe um mirador que tem uma ótima visão do glaciar Grey e sua imensidão! A distância ida e volta (Grey - Pontes - Grey) é de 8,5km aprox. Ficamos um bom tempo lá apreciando a peisagem. Apesar de eu ter visto o Perito Moreno há alguns dias atrás, eu achei o Grey mais legeal pq é bem mais intocado! São experiências bem diferentes. Voltamos ao refúgio Grey, comemos alguma coisa de almoço e partimos de volta para o Paine Grande. O caminho é o mesmo do dia anterior. Chegamos no Paine Grande à tarde e hoje eu iria dormir no camping (aliás, somente na primeira noite eu fiquei no refúgio. Todas as outras eu fiquei acampado). O Paine Grande é bem bonito também, o refúgio e a área de camping são bem grandes e organizados. Eu acho que é o refúgio com a melhor vista, dá pra ver quase todas as montanhas ao redor (paine grande, cuernos e torres dependendo do ângulo que vc estiver) Esse foi o último dia que o Rakshit ia ficar conosco. O planejamento dele era um pouco diferente, ele pulou o terceiro dia, ficando o seguinte (e fica a sugestão caso vc tenha menos dias) -Dia 1: Paine Grande - Grey -Dia 2: Grey - Paine Grande -Dia 3: Paine Grande - Vales Britânico e Francês - Paine Grande (pegar o catamarã as 18hs e acampar no Camping Central) -Dia 4: Camping Central - Base Torres No planejamento do Rakshit, esse terceiro dia aí é bem corrido, pq o catamarã voltando para Pudeto tem hora certa para sair - ele deve ter rodado mais de 30km nesse dia. Fomos os três tomar uma cerveja e marcamos de nos encontrar em Puerto Natales, dali a alguns dias. A área de cozinha do Paine Grande é bem grande e tem várias tomadas espalhadas, então dá pra deixar alguma coisa carregando por ali. Por hoje é só! Andamos mais ou menos uns 20km no total. Fomos dormir bem cedo pq amanhã teríamos que acordar super cedo, seria um dia bem puxado. É isso!
  13. 3 pontos
    Olá a todos! Vim aqui relatar a viagem que fiz sozinho neste incrível país que é o Equador. Ao total foram 11 dias, entre 19 e 30/01/2020. Eu foquei em conhecer a região do país conhecida como Avenida dos Vulcões, indo de Quito até Cuenca. Gostei muito dos lugares que fui, e recomendo para todo mundo! ROTEIRO Dia 0: (19/01/20) – Voo noturno SP – Quito Dia 1: (20/01/20) – Quito – Mitad del Mundo e centro histórico Dia 2: (21/01/20) – Quito – Centro histórico Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa (desde Quito) Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi – noite em Latacunga Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol Dia 6: (25/01/20) – Baños – Bike pela Ruta de las cascadas até o Pailón del Diablo Dia 7: (26/01/20) – Riobamba Dia 8: (27/01/20) – Riobamba: Chimborazo Dia 9: (28/01/20) – Riobamba – Cuenca Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas Dia 11: (30/01/20) – Cuenca de dia, voo a noite DICAS GERAIS Dinheiro: O Equador usa o dólar como moeda oficial, o que facilita bastante a viagem pois não é necessário realizar mais um câmbio do dólar para a moeda local. Apesar da conversão desfavorável do dólar para o real, o Equador é sim um país muito barato! Para estes 11 dias, eu gastei um total de 420 USD lá no Equador. Passagens aéreas: Eu peguei o voo direto de São Paulo para Quito, que é operado pela Gol. Para esta passagem, paguei R$ 1800,00. O voo sai de São Paulo às 19h e chega em Quito às 23h. Para a volta, ele partiu de Quito 00h30 e chegou em São Paulo 08h20. Para voltar de Cuenca para Quito, optei por voar para não perder um dia de viagem. Este voo foi da Latam, e custou R$ 123,00. Foram incríveis 35 min de voo. Ônibus: Fiz todas as viagens pelo país de ônibus (com exceção do trecho Cuenca – Quito, para voltar). De maneira geral, os ônibus no Equador são muito bons e baratos. Quase que a totalidade das viagens custaram entre US$ 2 e 2,50. A passagem mais cara foi entre Riobamba e Cuenca, US$ 8,00 para 6h de viagem. Não é preciso comprar as passagens de ônibus com antecedência, geralmente ou se compra na rodoviária na hora, ou até se paga dentro do ônibus. Não tive nenhum problema com falta de assentos. Nos ônibus sempre há música tocando, ou algum filme de ação passando, e com vários vendedores de comida em cada parada, o que torna as viagens interessantes. Hospedagens: Em geral, os hostels no Equador custam de 6 a 10 USD, podendo ter ou não café da manhã incluso. Estes foram os lugares que me hospedei: Quito: El Patio Hostel Latacunga: Hotel Rosita Baños: Papachos Hostel Riobamba: Hostel Villa Bonita Cuenca: Selina Hostel Comida: Refeições no Equador também são baratas. Pode-se solicitar nos restaurantes o menu “almuerzo”, que contém uma sopa de entrada, um prato principal e um suco por um valor entre US$ 2,5 – 5, que irá satisfazer bastante a fome após as trilhas e caminhadas pelas cidades. Clima: Na época de janeiro fez frio, calor, tempo seco e chuva, então é preciso estar preparado para tudo hahaha. Mas de maneira geral, com a altitude o clima é mais frio, então um casaco e uma jaqueta corta-vento/chuva são muito bem vindos. Em Baños estava bastante calor, então a bermuda foi bem-vinda por lá. Acredito que as temperaturas tenham variado entre 5 e 26°. RESUMO GERAL DOS ATRATIVOS: QUITO: Centro histórico, Mitad del Mundo, Teleférico e vulcão Pichincha (não fui nesses por causa do mal tempo). LATACUNGA: Quilotoa, uma lagoa na cratara de um vulcão, e o Cotopaxi, o vulcão mais icônico do Equador. BAÑOS: É a cidade dos esportes de aventura do Equador (rafting, bungee jumping, etc). Fui para a Casa del Árbol (balanço do fim do mundo), a Rota das Cascadas até o Pailón del Diablo de bicicleta, e os banhos termais “Termas de la virgen”. RIOBAMBA: A cidade fica ao lado do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador. Não fui, mas também me recomendaram muito a trilha de 2 dias para a Laguna Amarilla, no vulcão El Altar. CUENCA: A cidade mais linda do Equador, com um centro histórico incrível. Também fica ao lado do Parque Nacional Cajas, que merece a visita. DIA A DIA: Dia 0: (19/01/20) – Voo SP – Quito O voo da GOL de São Paulo para Quito leva em torno de 6h. Cheguei lá as 23h, e peguei um taxi para o meu hostel. O valor da corrida era tabelado em US$ 25,00, com certeza o preço mais abusivo de toda a viagem. Por causa do horário, acho que compensou, porém acredito que exista também ônibus para o centro. Me hospedei no bairro La Mariscal, o bairro bohêmio de Quito. Ele é bom para caminhar, com diversas opções de bares e restaurantes a noite. Porém, acredito que teria sido bem mais prático estar em um hostel já no centro histórico de Quito. Falam que lá, porém, é mais perigoso para se caminhar a noite. Dia 1: (20/01/20) – Mitad de Mundo e Centro Histórico Quito tem algumas linhas de ônibus, no estilo BRT, que funcionam muito bem. Paga-se US$ 0,25 pela passagem na estação, e a linha é quase como um “metrô” de ônibus. Todas elas só têm 2 sentidos: Sul ou Norte (Quito é estreita e comprida). Caminhei até a linha que possui como final à norte a estação Ofelia. Chegando lá, é só tomar o ônibus “Mitad del mundo” e descer na frente do museu. Este custou US$ 0,15 (atenção, este não é o ponto final! Peça para o cobrador avisar quando descer). O parque do monumento “Mitad del Mundo” é famoso por ser considerado o local em que a Linha do Equador passa. Ele custa entre 5 e 10 dólares, se me lembro bem. Lá estão diversos museus, experimentos de ciências, e o famoso monumento com a linha do Equador. Também existem diversos restaurantes com bons preços por lá. É um passeio de umas 3h para visitar tudo. De lá, tomei os ônibus de volta, e desci na estação que fica no centro de Quito. O centro histórico é bem bonito, e caminhando pode-se conhecer muita coisa interessante! Ao final da tarde uma tempestade chegou. Fiquei ilhado no mercado municipal, que já estava fechando. Voltei ao hostel e jantei pelo bairro La Mariscal. Monumento Mitad del Mundo e a linha do Equador. Sentado entre o norte e o sul! Vista desde o topo do monumento. Centro histórico de Quito. Plaza de la Independencia (Plaza Grande) no centro histórico de Quito. Dia 2: (21/01/20): Centro Histórico de Quito O meu plano neste dia era subir o teleférico de Quito, e lá de cima fazer a trilha até o cume do vulcão Rucu Pichincha. O dia, porém, amanheceu bastante nublado. Não me dando por vencido, peguei um ônibus até a base do teleférico (~0,20 dólares), e de lá um táxi subindo a montanha até sua entrada (1,00 USD). Chegando na entrada, a neblina estava muito intensa, e não era possível ver nada, o que dirá 1000 m acima, numa altitude de 4000 m, onde o teleférico sobe. A moça dos ingressos me informou que era até perigoso subir o Rucu Pichincha. Eu então desisti de subir o teleférico. Porém, fica a recomendação, caso o dia esteja limpo. Os ingressos custam 8,00 USD. Além da neblina, o resto do dia ficou inteiro chovendo, então foi bom eu ter desistido hahah. Peguei um taxi até o centro da cidade, pois havia um Free Walking Tour que iria começar 10h30, que ainda havia tempo para eu participar. O tour durou por volta de 3h, e achei bastante razoável. Acho que, porém, aproveitaria mais caminhando sozinho. O tour que realizei foi o do Community Hostel. Após o tour, fui até a Basílica de Quito, onde é possível subir até o topo das torres por 2,00 USD. Achei muito legal, as escadas são muito íngremes e a vista é incrível de toda a cidade. A torre fecha as 16h30, então é preciso chegar lá antes disso. Essa basílica é conhecida por ser a “Notre Dame” de Quito. Um dia para visitar o centro de Quito é suficiente. Seria possível ir também até o Panecillo, outro mirante na cidade, mas achei que não seria necessário após subir a catedral. Calle La Ronda, uma das ruas mais famosas do centro de Quito. Ao fundo, a Basílica do Voto Nacional. Quito ou Paris? Rumo às torres da igreja. Vista de todo o centro histórico de Quito, e do mirante do Panecillo. Escadas nada íngremes. Dia 3: (22/01/20) – Quilotoa Minha recomendação é dormir uma noite antes em Latacunga para visitar o Quilotoa. Eu fiz um bate-volta desde Quito, e achei que seria muito melhor ter ido a partir de Latacunga. Porém, não me planejei muito bem e já tinha reservado mais uma noite no hostel em Quito. Bom, saí do hostel as 06:00 e tomei o ônibus até a estação final à Sul, Quitumbre. Este percurso levou cerca de 1h, desde La Mariscal, já é longe então. A estação Quitumbre é a rodoviária de Quito (Terminal Terrestre, em espanhol). De lá, peguei um ônibus até Latacunga, que levou cerca de 1h30. De Latacunga, é preciso pegar mais um ônibus até Quilotoa. Ele irá parar bem próximo à lagoa, e demora pouco mais de 1h para chegar. No ônibus conheci 2 colombianos e 1 espanhola. Nós fizemos o passeio juntos. Chegando em Quilotoa, uma desagradável surpresa: muita neblina e garoa, com direito à fotos expectativa x realidade hahaha. Nada como um bom perrengue. Almoçamos por lá para esperar o tempo melhorar: não melhorou. Nos falaram que a dica para não pegar neblina alguma é ir super cedo, o que não fizemos. Mas, descendo a trilha até o lago, a neblina melhoraria, pois as nuvens não baixam na cratera. E foi o que fizemos! Descer levou cerca de meia hora, e foi possível avistar a linda lagoa! Descemos até a água, tiramos várias fotos, e depois subimos. A subida é íngreme, mas não achei tão terrível quanto li por aí. Certamente vale a pena descer até a água. Levamos cerca de 45 min para subir. Pegamos o ônibus de volta para Latacunga, e depois voltei para Quito. Os outros, espertos, ficaram em Latacunga! Combinei de ir com eles ao Cotopaxi no dia seguinte, e nos encontrar as 08:30! Ou seja, tive que madrugar dia seguinte também... Cheguei no hostel as 22h este dia, após jantar um KFC ao lado do ponto de ônibus. Expectativa... Realidade kkkk Descendo ainda estava com cara de Silent Hill. Eis que deu para ver a lagoa! Companheiros de perrengue. É possível andar de caiaque nas águas do Quilotoa. Exercício para subir. Na subida teve até um arco-íris! Dia 4: (23/01/20) – Cotopaxi Saí do hostel às 4h45 da manhã com novamente com destino a Latacunga. Desta vez, já levei minha mochila. Como era muito cedo, os ônibus ainda não estavam passando, então tomei um Uber até Quitumbre por 5,00 dólares (durante o dia seria 10,00). Consegui chegar às 07:30 em Latacunga, e andei até o Hotel Rosita, onde os colombianos estavam. O café da manhã lá custou 2,00 é era muuito bem servido, recomendo. Ao final, acabei me hospedando lá no fim do dia. Saiu mais caro que um hostel, 12 USD, porém pude ter uma boa noite de sono em um quarto privativo após tanto madrugar. Após o café da manhã, nos destinamos ao parque do Cotopaxi. Nós fechamos um jipe desde Latacunga por 30,00 USD cada. O motorista era o próprio dono do hotel. Acredito que se tivéssemos ido até a portaria do parque de ônibus e de lá tomado um jipe, teria sido bem mais barato (e é totalmente possível), mas também estava ok o preço, considerando a comodidade. Em revanche ao dia anterior, desta vez o tempo estava perfeito, e o Cotopaxi estava sem nuvem alguma! Após algumas paradas para fotografias, chegamos de carro até o estacionamento, e então subimos andando até o Refúgio (4864 m). De lá, continuamos subindo até o glaciar do vulcão (5100 m). Nesta altitude já era bem mais difícil caminhar. Na altura do primeiro refúgio já havia neve, porém ela só é completa aos 5100 m, onde é necessário estar com grampos nos pés para subir. Eu até considerei realizar o passeio de 2 dias para subir até o cume do Cotopaxi, mas como estava com poucos dias para me aclimatar na altitude, e o passeio é um tanto caro, decidi deixar para uma próxima viagem. Após descermos até o carro, fomos até um lago com diversos pássaros, e até o museu do parque. Por fim, nosso guia nos levou para almoçar em um restaurante na estrada em que o almuerzo era 5,00 USD. A vista do restaurante para o Cotopaxi era incrível! Valeu muito a pena. Descansamos o resto do dia, e a noite jantamos por Latacunga. Cotopaxi com o clima perfeito! Gigantesco! Vulcão com lhama? Por isso que o Equador não desaponta! A partir do estacionamento, começa a caminhada. Chegando no Refúgio José Rivas, 4864 m de altitude. Rumo ao glaciar, até os 5100 m de altitude! O glaciar! A partir daqui, só com equipamentos especiais para caminhar. Almoçar com essa vista é chato. Simpática lhama equatoriana. Dia 5: (24/01/20) – Baños – Casa del Árbol Pela manhã tomei novamente o café da manhã reforçado do Hotel Rosita, e então tomei o ônibus para a cidade de Baños. Desde Latacunga não há ônibus direto, então foi preciso trocar de ônibus na cidade de Ambato, uma baldeação super tranquila. A viagem foi super rápida (o Equador é muito pequeno hahah). Do ônibus já foi possível observar as montanhas arborizadas que cercam Baños, rios de corredeiras rápidas, e o vulcão Tungurahua, todas as paisagens de Baños. Assim que cheguei, fui andando até o hostel Papachos, que fica bem localizado ao final da cidade. Deixei minha mochila e troquei de roupa: em Baños estava bem quente! A cidade é bem pequena e movimentada com turistas, por todos os lados há agências de turismo e aluguéis de bicicletas. Dei uma volta a pé e comi um clássico almuerzo. As 16h peguei o último ônibus até a Casa del Árbol, o ponto turístico mais conhecido de Baños. O ponto de ônibus era bem próximo ao meu hostel, e os horários dos ônibus são bem definidos, vale a pena prestar atenção, pois o último era as 16h. Cada trecho da viagem custou 1 USD. Chegar até lá levou mais ou menos 40 min, e na viagem o ônibus vai subindo o tempo todo a montanha, muito alto! Eu sei que é possível subir e descer até lá andando, porém preferi o ônibus mesmo. Chegando ao topo, é preciso pagar uma entrada para a área da Casa del Árbol (1 USD). A casa na árvore é famosa pelos seus 2 balanços, o balanço do fim do mundo! Achei muito divertido, porque lá tem um pessoal que fica empurrando os balanços muito forte, é bastante intenso kkk. Recomendo ir para a fila dos balanços assim que chegar, porque depois a fila só cresceu e era impossível ir de novo. Mas também é muito engraçado ver os caras empurrando as outras pessoas. Lá é possível subir na casa da arvore também, apreciar o precipício de 2700 m de altitude, e, se der sorte com as nuvens, ver o vulcão Tungurahua ao fundo. Tive alguns momentos de sorte! Também tem uma lanchonete e uma tirolesa lá em cima, no geral é um bom lugar para passar o tempo. O ônibus desceu às 18h, e foi tempo suficiente para ficar lá em cima e aproveitar todo o passeio. Recomendo levar um casaco lá para cima, porque no fim do dia o tempo muda bastante, e faz frio. A famosa casa na árvore. Um pouco de diversão no passeio! Eles levam a sério a questão de empurrar o balanço hahaha! O vulcão Tungurahua deu as caras! Dia 6: (25/01/20) – Baños – Ruta de las cascadas Este foi o dia de realizar o segundo passeio mais famoso de Baños: alugar uma bicicleta pedalar os 20 kms da Ruta de las Cascadas (rota das cachoeiras) até a cachoeira mais famosa do Equador: o Pailón del Diablo. Peguei uma recomendação de agência de aluguel de bicicletas no hostel, mas chegando lá, todas as bicicletas estavam todas esgotadas (boatos que aquelas são as melhores bicicletas, se não me engano a agência se chama Wonderful). As bicicletas em todos os lugares que vi custam 5,00 USD o aluguel. Me levaram para outra agência, e lá conheci uma chinesa, com quem fiz todo o passeio. Junto com a bicicleta, as agências também dão capacete, material para trocar a câmara de pneu, corrente para amarrar a bicicleta e uma mochilinha com tudo isso. Recomendo testar fortemente a bicicleta antes para ver se as marchas e freios estão todos ok. Eu testei bastante a minha, mas tive um grande perrengue. Após a primeira grande decida (uns 3 kms), a corrente da minha bike arrebentou. Tive que voltar até a agência para trocar a bicicleta. Por sorte consegui carona em uma caminhonete para subir até a cidade, se não o perrengue teria sido muito maior! O caminho é basicamente só decida, então é muito fácil. Ele segue pela pista da rodovia, mas não há nenhum problema nisso, é bastante tranquilo. Em vários momentos, quando há algum túnel, há um desvio para bicicletas pela direita, contornando a montanha por fora do túnel, o que faz o passeio ser bastante seguro. Pela rota é possível ir apreciando várias cachoeiras e o rio lá abaixo. Há várias opções de tirolesas no caminho, mas não fomos em nenhuma. Ao final do passeio, chegamos ao Pailón del Diablo. Ele possui duas entradas. A primeira entrada leva ao topo da cachoeira, e a segunda é uma trilha que desce até sua base. Escolhemos ir na segunda. Amarramos as bicicletas na entrada e descemos a trilha pela floresta. É uma descida razoável, deve ter 1 km. Lá embaixo é preciso pagar a entrada para a cachoeira (2 USD). Dica: vá com roupa que possa molhar! A água da cachoeira é tão forte que encharca qualquer um! É muito divertido. É possível seguir o caminho e se rastejar por uma caverna para chegar atrás da queda d’água, é uma aventura! Também há uma famosa escada de pedra lá, que não faço ideia de como que foi construída. De baixo é possível ver toda a queda d’água. Saindo do parque, é possível desviar para uma ponte suspensa, e ter uma visão de longe do lugar. Após subir a trilha, almoçamos em um dos diversos restaurantes que tem na estrada, na entrada do parque. Os preços são sempre os mesmos, e a comida era bem boa. Ouvi falar que se continuar pedalando pela estrada principal, após o Pailón, há mais uma cascata em que é possível nadar. Porém, como já estávamos muito molhados, decidimos voltar. Para voltar ao centro de Baños, não é preciso ir pedalando. Diversos caminhões levam todo mundo e as bicicletas por apenas 2 USD, e vale super a pena (a volta seria uma grande subida). Uma das várias cachoeiras do caminho. Um dos desvios para as bicicletas, pela direita do túnel. A trilha para o Pailón del Diablo é pela floresta. Esse chuveiro tem pouca água. As escadas do Pailón del Diablo. Para chegar atrás da queda d'água é preciso se aventurar. Será que molha para chegar atrás da cachoeira? De banho tomado. Pailón del Diablo e a ponte suspensa. A volta de quem não encara pedalar na subida. De volta à cidade, aproveitei para descansar o resto da tarde. A noite decidi ir a uma das grandes atrações da cidade, os banhos termais! A final, o nome da cidade não é Baños por acaso (o nome correto é Baños de Água Santa, melhor ainda!). A terma da cidade (Termas de la Virgen) fecha pela tarde, e reabre as 18h. Ela fica localizada próxima à entrada da cidade, ao lado de uma cachoeira que é visível de toda a cidade. Essa cachoeira se chama Cabellera de la Virgen. A entrada para as termas custou 4,00 USD. É preciso ter uma touca de banho, e os hostels geralmente têm para emprestar, mas se você não levar, é possível comprar lá nas termas também. Lá há cabines para se trocar, e há um guarda volumes, então não há preocupações em onde você vai deixar sua mochila. São dois andares de piscinas termais. No superior, que é onde está o guarda-volumes, há uma piscina quente (38°C) e uma de água fria. A de água quente fica muito lotada, mas é bem divertido, porque é ocupada por vários equatorianos locais e suas famílias. No andar de baixo há toda uma atração especial. Lá está a piscina de água mais quente (44°C)! Parece que você está dentro do vulcão, porque cada movimento dói hahah o ideal é ficar parado na água, que assim fica suportável. Para revezar, há uma piscininha ao lado com a água super gelada, direto da cachoeira (~17°C). É muito divertido trocar entre piscinas, o choque térmico é incrível! Apesar de lotado, achei muito legal a experiência das termas, é um passeio bastante tradicional de Baños, e pessoas de todo o Equador vão para lá desfrutar das águas aquecidas pelo Tungurahua. As famosas termas de Baños, ao lado da cachoeira. Apesar da muvuca, é bem relaxante kkkk essa é a piscina de 38°. A piscina de água quase fervendo, e a banheirinha de águas congelantes para o choque térmico. Dia 7: (26/01/20) – Riobamba Após uma manhã preguiçosa, tomei um ônibus de Baños rumo à Riobamba. A viagem novamente foi bem rápida. A cidade de Riobamba é famosa por estar aos pés do vulcão Chimborazo, o mais alto do Equador (6267 m). Fiquei no hostel Villabonita e recomendo fortemente esse hostel, ele tem as MELHORES camas de todo o Equador, uma delícia. Além disso, todos os viajantes que conheci depois ficaram nesse hostel e falaram a mesma coisa hahah então o negócio é sério. O hostel fica em um casarão antigo, bem tradicional. Ele tem poucos quartos, e tem café da manhã incluso. Como era domingo, quase tudo na cidade estava fechado, mas depois de um pouco de caminhada consegui achar um lugar para almoçar. Achei a arquitetura da cidade bem bonita, ela é mais antiga e bem preservada. Conheci no hostel uma tailandesa que também queria ir ao Chimborazo no dia seguinte, e combinamos de irmos juntos. Pela noite reencontrei por acaso uma romena que havia conhecido em Quito e que estava ficando no mesmo hostel, e também conheci no hostel um brasileiro, um americano e um polonês. Eles haviam ido até o Chimborazo esse dia, e disseram que o tempo estava perfeito, e que no dia seguinte estaria ainda melhor. Fiquei muito animado com o meu passeio do dia seguinte! Fomos andar pela cidade juntos. O céu abriu e foi possível ver o Chimborazo na distância, enorme! Jantamos pizzas e foi uma noite bem divertida. Arquitetura bem preservada. Ao fundo o Chimborazo e seus 6267 metros. Dia 8: (27/01/20) – Riobamba - Chimborazo Após um reforçado café da manhã no hostel, eu e a tailandesa tomamos um taxi até a rodoviária. De lá nós tomamos um ônibus com destino à Guaranda, e pedimos ao motorista para nos avisar onde era a portaria do parque do Chimborazo. Esse é o jeito mais fácil e barato de chegar ao parque. No ônibus nós conhecemos um casal alemão, o que foi muito legal. Na portaria do parque estão vários jipes que podem levar até o primeiro refúgio (Hermanos Carrel – 4800 m de altitude). É possível subir a pé, mas recomendo pegar um jipe, pois a trilha é bastante longa. Não lembro exatamente o custo, mas creio que tenha sido 10 USD para cada, pois dividimos em 4 pessoas. Deste refúgio seguimos caminhando por uma hora até o próximo refúgio, Whymper (5000 m de altitude). Nesse ponto já havia esfriado, e havia muita neve na trilha. Continuamos subindo 10 min até a última parada, a lagoa Condor Cocha, a 5100 m. A lagoa é feia e marrom, mas a vista do cume do Chimborazo é impressionante, e o tempo estava perfeito. Resolvemos subir mais um pouco, e a vista de cima é ainda melhor! O Chimborazo é realmente impressionante. Descemos até o jipe e voltamos para a portaria. Lá esperamos o próximo ônibus passar na estrada (o pessoal do parque sabe exatamente os horários, então vale a pena perguntar para eles quando o próximo passará). Chegamos em Riobamba esfomeados, deveria ser por volta de 16h. Da estrada era possível ver tanto o Chimborazo quanto o El Altar, um outro vulcão da região que me recomendaram muito ir. Almoçamos ao lado da rodoviária em um restaurante muito bom e barato! De noite, jantei pizza novamente com o pessoal do hostel. Novamente uma noite divertida. Até o primeiro refúgio é possível chegar de jipe. Refúgio Hermanos Carrel. A partir daqui, só caminhando. O próximo refúgio lá em cima. Refúgio Whymper. A subida final até a laguna Condor Cocha. A laguna Condor Cocha e sua água barrenta hahaha. A montanha é que vale a visita. Tem gente que desce do refúgio Hermanos Carrel até a portaria de Bike. A paisagem do parque é bem desértica. O Chimborazo visto da portaria do parque. Dia 9: (28/01/20) – Cuenca Pela manhã peguei um ônibus para Cuenca. Essa foi a viagem mais longa de ônibus que tive (6 horas). Fui junto com um alemão que estava no mesmo hostel que eu, fomos conversando então a viagem passou mais rápido. Chegando em Cuenca, combinamos de ir no dia seguinte até o Parque Nacional Cajas. Fui até meu hostel (Selina Cuenca). Ele era gigante, e com uma decoração toda diferentona, parecia um hotel. Achei muito bom. Cuenca é uma cidade linda, a mais bonita de todas as que fui. Ela é toda arrumada, lembra um pouco a organização de cidades europeias, com um espírito latino americano. Vale a pena ter um dia só para ficar passeando. Pela noite reencontrei a espanhola do Cotopaxi, e junto com dois franceses nós fomos jantar Cuy, o tradicional porquinho da índia andino. A experiência foi peculiar kkkk ele não é muito bom, mas também não é ruim. Construções de Cuenca. Dia 10: (29/01/20) – Cuenca – Parque Nacional Cajas De manhã fui com o alemão, a espanhola e os franceses para o Parque Nacional Cajas, um parque a 4000 m de altitude, com montanhas e lagos, uma paisagem linda! Nós pegamos um táxi até a rodoviária, e de lá um ônibus com direção a Guayaquil. É só pedir para o motorista avisar quando descer, que o ônibus para na portaria do parque. Na recepção, nos registramos (é gratuito), e pegamos algumas informações. Eu e o alemão decidimos fazer a trilha n° 2 e depois a 1, enquanto os outros apenas a trilha n°1. A trilha 2 sobe uma montanha até 4267 m, e é possível ver todo o parque do alto. Já a trilha 1 contorna os lagos pela parte baixa, e é mais tranquila. Achei a trilha 2 um pouquinho puxada para subir, mas recomendo demais essa opção, porque a vista do topo é incrível. Quando chegamos na conexão com a trilha 1, começamos a caminhá-la, porém começou a chover muito, e tivemos que desistir e voltar para o centro de visitantes, que era mais perto do que acabar a trilha. Chegamos encharcados, mas felizes que o passeio tinha sido incrível. Pegamos o ônibus na estrada de volta para Cuenca, e durante a viagem fomos parados pelo exército. Todo mundo do ônibus foi revistado, eles estavam em busca de armas e drogas... uma situação um tanto inusitada e não muito agradável. É preciso dirigir com cuidado para não atropelar as lhamas. Rumo à trilha n° 2 no Cajas! No encontro da trilha 1 com a 2, é preciso atravessar esta floresta muito doida. A trilha n° 2 sobe esta montanha ao fundo. A revista nada agradável do exército. Dia 11: (30/01/20) – Cuenca – Quito – São Paulo Meu último dia no Equador... Encontrei a espanhola pela manhã e aproveitamos para andar um pouco, e subir a torre da catedral principal de Cuenca. A entrada custou 2 USD. De lá é possível ter uma vista de toda a cidade. Achei bacana, mas não totalmente essencial o passeio. Fui também no museu dos chapéus do Panamá. Cuenca é conhecida por ser a cidade desses chapéus, que são equatorianos, e não panamenhos, ao contrário do nome... O museu é basicamente uma loja de chapéus diversos, interessante pelo contexto da cidade. Aproveitei para caminhar pelo resto da cidade, e fui até o mercadão tomar pela última vez um suco de tomate de árbol, o meu favorito da viagem (no Equador dá pra encontrar por todo lugar esse suco. O de amora também é muito comum). Vi que dentro da cidade de Cuenca é possível visitar um sítio arqueológico inca, as ruínas de Pumapungo. Elas ficam dentro de um museu arqueológico, que achei bem simples. As ruínas também não são grande coisa, mas se estiver com tempo sobrando, o passeio é ok. De tarde tomei um uber até o aeroporto, onde peguei um voo de volta à Quito (35 min de voo!). Fiquei no aeroporto mesmo até meu voo noturno para São Paulo. E esse foi o fim da viagem! Os chapéus do Panamá são equatorianos! Vista desde o topo da catedral. O museu dos sombreros, eles levam a sério os tipos de chapéu! A cidade é cortada por um rio muito agradável. As ruínas de Pumapungo. Até nas ruínas incas temos lhamas.
  14. 2 pontos
    RELATO DE VIAGEM Em outubro/2019 realizei uma viagem por uma região pouco explorada pelos brasileiros na Europa. Como tinha poucos dias de férias, o roteiro foi enxuto mas acho que fiquei tempo suficiente em cada cidade. ROTEIRO São Petersburgo (Rússia) 3 dias Helsinque (Finlândia) 2 dias Tallinn (Estônia) 2 dias Moscou (Rússia) 3 dias Caso tenha mais dias é fácil incluir Riga (Letônia) 2 dias e Estocolmo (Suécia) 3 dias Como eu voei de Swiss peguei um stopover em Zurique e aproveitei para conhecer a cidade Outubro já faz bastante frio na região (peguei temperaturas na faixa de 0 a 10 graus), então sugiro fazer esse roteiro até setembro (caso o frio seja um problema para você) Eu gostei muito de todas as cidades, cada uma tem uma pegada diferente. Acredito que a mais dispensável seria Helsinque e a mais imperdível Moscou. CUSTOS Gastei aproximadamente R$6000 em toda a viagem (incluindo a passagem aérea que paguei R$2050 voando ida São Paulo – São Petersburgo (com stopover em Zurique) e volta Moscou – São Paulo (conexão em Zurique) Me hospedei em hostel em todas as cidades, o que torna a viagem mais econômica. Os deslocamentos entre cidades comprei antecipadamente, pois os preços costumam subir se deixar para comprar muito perto (ou na hora). O deslocamento entre São Petersburgo – Helsinque fiz de trem (paisagens lindas na região da Carélia do Sul) pagando 29 euros indo com o TAV Allegro O deslocamento entre Helsinque – Tallinn realizei de ferry cruzando o golfo da Finlândia (embarcação super moderna) pagando 29 euros indo com a Tallink (tem outras empresas que realizam o trajeto) O deslocamento entre Tallinn – Moscou realizei de avião voando pela Aeroflot pagando 140 dólares (com uma bagagem despachada) Eu levei apenas euro (moeda corrente na Finlândia e Estônia) e troquei por rublos para usar na Rússia. Nas próximas mensagens irei detalhar um pouco sobre cada uma das cidades que visitei:
  15. 2 pontos
    Em agosto de 2019, passei 4 dias no Pantanal Norte, que fica no Mato Grosso, foi difícil achar relatos desse lugar, por isso, resolvi fazer um. Eu vou focar nas dicas de passeios, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória). Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagram, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato Pantanal O Pantanal é uma região bem grande, sua parte norte, que fica no Mato Grosso, tem como ponto central para visitação a Rodovia Transpantaneira, uma estrada de 145km de terra batida, que dá acesso às várias pousadas/hotel fazenda, e onde você encontrará muitos animais no seu percurso, principalmente jacarés, tuiuiús, garças, capivaras e se tiver sorte até onças-pintadas. No início dessa estrada, fica a cidade de Poconé, e no final dela, fica a região de Porto Jofre, nas margem do Rio São Lourenço(é bom lembrar desses pontos para o resto do relato). Esse é um mapa que peguei com um guia de lá, dá pra ter uma boa ideia da localização dos pontos mais importantes. Existem outras cidades na parte norte que podem ser usadas de base para conhecer o Pantanal Norte, como Cáceres mais para o lado da Bolívia, e Barão de Melgaço que pega a parte do Rio Cuiabá. Roteiro: Fiquei 4 dias em Poconé, e todas manhãs saía em direção a Estrada Transpantaneira para fazer algum passeio, e valeu a pena fazer assim, pois consegui economizar muito com hospedagem, que é o mais caro da viagem. Se fosse fazer novamente, eu ficaria 3 dias no Sesc Pantanal, que é um pouco mais caro do que ficar em Poconé, mas pelo preço vale a estrutura do lugar, e ficaria 1 ou 2 dias em Porto Jofre, pois fazer o bate/volta para lá no mesmo dia é cansativo, melhor passar a noite lá e voltar no outro dia. Caso decida não ficar hospedado nas pousadas, alugar um carro acaba sendo necessário, caso contrário vai ficar dependendo das opções de passeio da sua pousada/agências, o que acaba deixando a viagem mais cara, por outro lado, se você escolher ficar numa dessas pousadas, acho que ficar apenas nela aproveitando o lugar seja de forma mais tranquila seja uma opção. Alugar um carro compensou para mim, pois foi possível visitar várias pousadas, e fazer os passeios de cada uma delas, assim consegui observar animais diferentes, em regiões diferentes, já que cada pousada fica bem distante uma da outra Chegando lá: De Cuiabá, são apenas 100 km até chegar em Poconé, a estrada é asfaltada e muito boa. Existe a opção de ir de ônibus, mas eu recomendo que você alugue um carro para se locomover com mais liberdade por lá. Na época de seca(fui em agosto) aluguei um carro 1.0, até deu conta de atravessar a Transpantaneira, foi meio desconfortável em vários pontos, pois a estrada é toda de terra, e as pontes são de madeira, algumas caindo aos pedaços, então recomendo que alugue um carro alto ou até um 4x4. Dicas: Uma coisa que você tem que ter em mente antes de ir, é que mais de 90% dos turistas no pantanal, são gringos, e por causa disso, o preço dos serviços é bem caro, principalmente hospedagem. A melhor hora de fazer os passeios, quando os bichos estão mais ativos, é no início do dia, e no fim de tarde, então evite passeios de barcos/trilha que aconteçam bem ao meio dia. A exceção a isso são as onças, elas ficam mais movimentadas no meio do dia. Ainda sobre onças, apesar da chance pequena de vê-las em outros lugares, se você quiser 90% de certeza de encontrá-las, precisa ir até Porto Jofre, que fica no final da Transpantaneira. Se a sua meta é economizar, ao invés de ficar hospedado naqueles pousadas mega caras, é pegar apenas o Day Use que algumas oferecem, fiz isso na Pousada Piuval, onde paguei R$90, incluído aí aproveitar o lugar(com piscina), um almoço e um passeio de trilha. O que compensou pra não pagar $700 da diária do quarto. Uma dica sobre a estrada Transpantaneira, me recomendaram ter cuidado com búfalos (que até então, eu nem sabia que existiam lá), pois eles podem atacar os carros, e fazer um bom estrago, então é bom não parar quando avistar um. Época do ano Costuma chover muito forte e todos os dias entre dezembro e fevereiro, então o ideal é ir bem depois dessa época, eu fui em agosto e estava beem seco, o que foi bom pra se locomover pela Transpantaneira. Hospedagem: De início quase desisti de ir, pois só achava opções caras, mas pesquisando bastante e depois indo lá, descobri que existem opções para todos os bolsos. As pousadas, que são mais voltadas para os gringos(ou se você dispõe de R$800 para cada diária), tem uma ótima estrutura, além de ter a vantagem de ficar no meio da área selvagem do Pantanal, então é comum ter muitos animais andando em volta e até dentro da propriedade, é uma ótima experiência para quem consegue pagar. A opção intermediária, é o SESC Pantanal, ele tem uma estrutura de primeira, e tem preços mais acessíveis(pra quem tem a carteirinha do SESC fica ainda mais barato), o ponto negativo é que ele está localizado um pouco longe da Transpantaneira, no município de Barão de Melgaço, não que não seja bonito ou não tenha muitos bichos, tem muitos sim, é a opção que eu recomendo. E tem a opção mais em barata, se você não tem carteirinha do SESC, que é ficar em algum hotel em Poconé, assim ainda pode contar com a estrutura da cidade, para sair pra comer a noite, ir no mercado comprar sua comida e tal, recomendo o Hotel Canoas, foi onde fiquei, ele está no km 1 da Estrada Transpantaneira. E a opção mochileiro-raiz-sem-grana, algumas pousadas tem camping, que pode ser uma alternativa mais barata ainda, consegui encontrar duas, a O Porto Jofre Pantanal , no final da Transpantaneira e a Pousada Pantaneira Poconé, que a entrada fica na mesma estrada indo para o SESC. Passeios: Por questões de consciência ecológica, não fiz alguns passeios, como pesca ou cavalgada, já que a intenção era ir observar/fotografar os animais em seu habitat natural, e não explorá-los. Passeios de barco, fiz 4 no total, foram bem diferentes um do outro, e que gostei de todos, recomendo que você faça vários em lugares diferentes se possível, agende em outras pousadas se estiver hospedado em uma. O da Pousada Rio Claro (R$70 por pessoa, 2 horas), gostei dessa, em alguns momentos, o condutor do barco jogava peixes na água, para alguma ave próxima ir pegá-lo, fazendo um rasante na água, e em outro momento alimentou um jacaré, que segundo ele se chamava Dorotéia(o que rendeu boas fotos rs) . O da Pousada Pantaneira Poconé (R$150 o barco por 1 hora), esse foi mais tranquilo, poucos animais, mas a paisagem era bem mais bonita. O da Pousada Piuval (R$90 por pessoa), foi mais focado em observar pássaros, pois os outros passageiros(hóspedes) estavam ali só pra isso, no final do passeio fomos para uma torre de madeira, no meio da mata, com uma vista muito bonita, ver o pôr do sol ali foi ótimo, compensou todo o passeio. O da Pousada Porto Jofre Pantanal, que foi basicamente a busca por onças, e que foi o melhor que fiz, vimos muitos outros bichos, como ariranhas e até cobra sucuri, mais detalhes abaixo. Passeios para ver as onças, esse passeio é cobrado pelas pousadas e agências de Poconé por R$500/pessoa (além de R$400 pelo transfer de ida/volta), se assim como eu, você quiser economizar, pode ir direto para Porto Jofre de carro, e conversar com os pescadores e donos de barcos que tem por ali, ou ir na Pousada Porto Jofre Pantanal, eles cobram pelo barco, R$700 por 4 horas(ou R$1.000 por 8 horas), como eu estava com mais uma amiga, ficou $350 por pessoa, se estiver em grupo, sai mais barato ainda fazer dessa forma. Acho que só pra quem vai sozinho que vale pagar os R$500 que as agências cobram. Focagem noturna, fiz na Pousada Piuval (R$50), fomos numa caminhonete, não chegamos a ver muitos bichos, mas é sempre questão de sorte pra ver. A trilha na mata é algo rápido, e estava incluso no Day Use, vale a pena, mas prefira ir no início ou no fim do dia, que é quando tem mais chances de ver animais. Não recomendo o passeio fotográfico, você pode fazer por conta, dirigindo pela Estrada Transpantaneira e parando em qualquer lugar para fotografar os animais(se avistar um grupo de pessoas parada em algum ponto da estrada, pode ir lá que deve ter algo interessante), o ideal é sair no amanhecer, ou no fim do dia, que é quando os animais estão mais ativos e saem, além de aproveitar um pôr do sol que só o Pantanal vai te proporcionar.
  16. 2 pontos
    @Rafael_Salvador foi muito legal ir para Helsinque e tirar minhas próprias impressões, pois se dependesse da opinião de outros eu nem teria ido rs. Eu não comprei chip para o celular na Rússia, mas pelo que pesquisei é fácil de encontrar (inclusive no próprio aeroporto). Eu consegui me comunicar bem em inglês em restaurantes e pontos turísticos, mas pra pedia informação no metrô ou qualquer outra pessoa na rua é difícil, nem todos falam inglês.
  17. 2 pontos
    MOSCOU Minha última parada seria justamente a cidade que eu tinha maior curiosidade em conhecer. Cidades como Moscou, Roma, Berlim e Atenas são aulas de história em forma de metrópole, onde presente e passado se integram de forma harmoniosa. Há dois grandes aeroportos em Moscou, mas por qualquer um deles que você chegar vai ter um fácil deslocamento, pois ambos possuem um serviço de trem (muito bom) ligando os aeroportos até alguma estação de metrô, a partir dali você consegue ir para qualquer região da cidade, ainda mais em uma cidade muito bem servida de transporte sobre trilhos. Aliás as estações de metrô são um dos pontos turísticos em Moscou e São Petersburgo, são extremamente profundas ( você nem consegue enxergar o final das escadas rolantes, fora a construção individual, cada uma com uma estética e estilo), não sou especialista em arquitetura, mesmo assim fiquei encantado, destaco aqui Komsomolskaya/Teatralnaya. O melhor lugar para se hospedar é nos arredores da Red Square, principalmente próximo à avenida Tverskaya. Me hospedei em um hotel capsula (bem diferente, legal a experiência para quem não é claustrofóbico 😅). A Red Square é o coração de Moscou, sempre lotada de dia e de noite é considerada por muitos (e eu concordo) a praça mais bonita do mundo. Nela estão o shopping GUM (bem luxuoso, só entrei pra olhar – não comprei nada 🤑), o Kremlin de Moscou (ingressos entre 250-1000 rublos) é muito grande você precisa de pelo menos meio período para circular lá dentro, o Museu de história da Rússia (não entrei), o Mausoléu de Lenin e a famosa (e linda) Catedral de São Basílio (ingressos entre 700/1000) um pouco caro, mas vale muito a pena. Ali perto também estão o Parque Zaryadye (se tiver tempo sobrando vale a conhecer) e Alexander Garden é um outro ponto super agradável nos arredores do Kremlin. Moscou possui um centro financeiro em outra área da cidade que me surpreendeu bastante: Moscou City Towers, edifícios modernos e vista incrível do rio. Sugiro atravessar a ponte Bagration (estavam instalando restaurantes e cafés quando fui). É uma boa pedida para o fim de tarde. Um outro ponto que conheci, mas acredito que não seja algo prioritário é a região de Izmailovo: há um Kremlin no estilo shopping, com restaurantes e lazer para crianças (as fotos ficam ótimas), mas após chegar na estação de metrô precisa pegar um táxi ou Uber até lá. Há um mercadão (comprei muitas coisas lá – melhores preços que achei) e há um lindo parque perto desse mercadão (do outro lado da estação de metrô). Também fui até Arbat Street, onde disseram que era tudo muito barato, mas nem achei tão barato assim hehe, foi bom para comprar lembrancinhas. Caso seja vegetariano (ou não rs) indico um restaurante chamado Avocado, ambiente agradável e pratos vegetarianos e veganos muito criativos e saborosos (fui lá 3 vezes hehe) 💚 Eu não senti qualquer situação de homofobia direta, mas claro que não é um país de mente aberta (St. Peter é um pouco mais). Eu acredito que uma pessoa que pensa em conhecer a Rússia tem a mente aberta ao ponto de entender que pessoas no mundo todo vivem de forma diferente. Religião, clima, história e cultura interferem muito no modo de vida de cada pessoa/sociedade e nós viajantes caminhamos por aí para entender um pouquinho de tudo isso. Espero que meu relato tenha ajudado alguém e qualquer dúvida estou à disposição.
  18. 2 pontos
    Não ache que é fácil ficar viajando por ai sem dinheiro ou com pouco dinheiro, na verdade é bem complicado e exige uma disciplina e planejamento muito fortes, se você não tem experiência nenhuma de se virar sozinha, como você acha que vai se virar quando aparecer algum problema ou perrengue durante a sua viagem? Por exemplo, o que você faria se no meio da sua viagem o seu dinheiro acabar e você não tiver dinheiro para pagar por uma cama para dormir ou um prato de comida? Estaria disposta a dormir na rua ou mendigar por um prato de comida na porta de um restaurante? Não ache que arrumar um trabalho vai ser fácil, ainda mais se você nunca trabalhou e não tem experiência em nada... Se você quer ser independente, não dá para ligar para a mamãe ou papai pedindo ajuda a toda hora, você vai ter que se virar sozinha sem entrar em desespero para não acabar vivendo na rua ou se entregando as drogas e criminalidade, pois a realidade nua e crua é cruel, e a grande maioria das pessoas que sai de casa para viajar sem rumo e sem dinheiro, acaba mesmo morando na rua, mendigando ou envolvida com drogas e criminalidade. Mas ser independente e confiante é algo que exige um pouco de experiência e prática, e é algo que se conquista aos poucos, em pequenas atitudes e pequenos passos, um de cada vez. Você mesmo já falou qual é a causa e origem desta situação, enquanto você não mostrar que é independente, que tem maturidade e experiência para se virar por conta própria, a sua família não confiar em você e eles vão ser contra a você sair e viajar por ai sozinha. Conquistar a confiança deles não é algo que acontece da noite para o dia, é um processo lento e demorado, onde você vai ter que demostrar que possui maturidade suficiente para se virar sozinha. Comece com as atividades do dia-a-dia, comece a se oferecer para acompanhar ou fazer as pequenas coisas do dia-a-dia, como por exemplo ir na padaria, no supermercado, depois de algum tempo, a sua família vai deixar você fazer estas coisas sozinhas e ver que você é responsável. A segunda fase é convencer a sua família a deixar você viajar sozinha, mas partir logo de cara para uma longa viagem sem rumo, sem prazo para voltar para casa, sem dinheiro e sem experiência é algo muito radical, que nenhuma família vai concordar nunca, na verdade é até obrigação da família tentar impedir atitudes irresponsáveis como estas. Então comece com viagens curtas, por exemplo viagens de um final de semana, onde você e uma amiga ou alguns amigos vão para uma cidade próxima, passam o final de semana lá, e voltam para casa domingo a noite. É muito mais fácil convencer a sua família a permitir fazer estar viagens curtas, do que uma viagem longa e sem destino. Depois que você tiver feito algumas destas viagens curtas, e ter sobrevivido e voltado para casa sem maiores problemas, e sua família vai perceber que você é independente, responsável e que sabe e virar sozinha, será muito mais fácil convencer eles a permitir viagens mais longas. Também tente arrumar algum trabalho, onde você possa ganhar o seu próprio dinheiro, e consiga provar que pode se sustentar sozinha e puder fazer o que bem entender com o seu dinheiro, sem ter que dar satisfação de como e onde você está gastando o dinheiro. Claro que devido a epidemia do COVID que está bem grave na maioria das cidades, estas viagens curtas de final de semana, sair mais de casa para fazer as coisas na rua e arrumar um trabalho são coisas que você vai ter que esperar um pouquinho para fazer, pois neste momento é hora de ficar em casa e sair o minimo possível, para que a epidemia seja controlada logo e possamos voltar a normalidade. Eu também estou me sentido meio "prisioneiro" depois de 3 meses trancado em casa, saindo praticamente só para ir no supermercado uma vez por semana, mas é um sacrifício que temos que fazer nesta hora para que a situação melhore logo. Ou seja, conquistar a confiança da sua família é um processo lento e demorado, que inclui vários pequenos passos que você vai ter que cumprindo até que eles se sintam seguros e confiantes na sua capacidade de se virar sozinha, mas isto é algo que só você pode fazer, ninguém alem de você mesma pode fazer algo para mudar isto.
  19. 2 pontos
    Pessoal, apenas como feedback já que comentei meu caso por aqui: A Decolar ofereceu para mim faltando menos de 10 dias pra minha viagem a opção de ser ressarcido o valor total da hospedagem em um cupom para uso com eles posteriormente ( não que seja a melhor opção porém já é uma alternativa válida, visto que será o valor cheio do gasto com a hospedagem). Quanto a passagem foi oferecido a possibilidade de deixar em aberto para remarcação até 30 de junho de 2021 ( Tmb não é a melhor opção pois a data da viagem seria em julho já que são férias escolares e dois dos envolvidos são professores) porém já é uma atitudade sensata por parte da empresa. Resumindo, achei que a decolar agiu de forma prudente até certo ponto e não estou insatisfeito com as opções, pois achei que pudesse até perder. A falta de informação, possibilidade de contato via fone ou presencial é sofrível, pois viramos reféns de um sistema muitas vezes falho, e as informações muitas vezes vagas! Porém fiquei satisfeito com o proposto.
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    26/01 – Ida definitiva para Paris Último dia em Tours e, enfim, iríamos definitivamente para Paris. O trem já estava confirmado. O trecho de Tours à Paris foi um dos menos afetados pela greve, então não me causou muita preocupação. Acordamos um pouco mais tarde e fomos tomar café da manhã no hotel pela última vez. Depois ficamos matando tempo no quarto, pois o trem só sairia 12h34. Fizemos o check-out perto de 12h00 e acertamos o valor das taxas turísticas e café da manhã, que deu 54,20 euros para duas pessoas. A viagem entre Tours e Paris dura pouco menos de 1h. A passagem havia sido comprada no Brasil por 14,60 euros por pessoa. Desembarcamos na Gare Montparnasse. Como era um pouco distante do hotel que escolhemos para ir caminhando puxando as malas, pegamos um Uber. O motorista era um senegalês bem simpático. Gostava de futebol e meteu pau no Neymar. A viagem deu 11 euros, mas como causei transtorno para ele por ter embarcado no carro em local não permitido, dei 20 euros ao todo. No começo ele achou estranho, mas expliquei para ele o porquê e ele aceitou feliz o valor a mais. Pegamos quatro diárias no Familia Hotel. Foi com certeza o hotel mais simples da viagem, mas a diária saiu por um preço bom para o padrão intramuros de Paris, os quartos, apesar de pequenos, eram aconchegantes, havia elevador, e o mais importante, estava numa localização boa. Fica no 5º arrondissement, perto de duas estações de metrô e com vários restaurantes e atrações acessíveis a pé. Todas as diárias saíram por 1886,66 reais, pagos ainda no Brasil. Como já era perto de 14h00, não tínhamos muita esperança de achar um restaurante próximo que ainda estivesse servindo almoço. Felizmente, praticamente ao lado do hotel havia um restaurante americano chamado Breakfast in America que funciona em horário corrido. O local estava lotado. Esperamos um pouco e entramos para comer. Ainda estavam servindo o cardápio do café da manhã, que vale por um almoço. Eu e minha esposa pedimos uns combinados que vinham salsicha, bacon, ovos, panquecas e outras coisas, bem no estilo americano. Era muita comida. Com as bebidas a refeição saiu por 40 euros. Com a barriga extremamente cheia, fomos para a estação de metrô Cardinal Limoine. Compramos os tickets nos guichês eletrônicos. Tem um combo que 10 tickets que saem por 1,69 euros cada, contra 1,95 euros do preço normal. O metrô parisiense é enorme. Possui várias linhas, mas o Google Maps ajuda bastante quais delas pegar para chegar mais rápido no destino ou fazer menos baldeações. Iriamos para a estação Charles de Gaulle – Étoile, uma das mais próximas do Arco do Triunfo, local de começo do nosso passeio. No caminho, uma breve visão da Torre Eiffel. Não tínhamos intenção de subir no Arco do Triunfo, então ficamos contemplando ele a partir Av. des Champs-Élysées e tiramos algumas fotos. Depois seguimos pela avenida na direção da Place le la Concorde. Há muitas lojas no local, mas nem todas são de grifes, como eu imaginava. Caminhamos com tranquilidade e entramos em alguns estabelecimentos. Aproveitamos também para tomar sorvete na Häagen-Dazs. Já era noite quando chegamos na Place le la Concorde. Ficamos admirando o local, apreciando o Obélisque de Louxor e observando de longe a Tour Eiffel, que brilhava espetacularmente. Pretendíamos também entrar no Jardin des Tuileries para sair no Museu do Louvre, mas como o local estava mal iluminado, achamos melhor deixar para outro dia. Perto das 19h00, fomos para a estação de metrô Concorde e voltamos para próximo do hotel. Antes de subir e descansar, passamos em um mercado para comprar água e depois decidimos jantar, novamente no Breakfast in America. Dessa vez provamos os hambúrgueres do local. Deliciosos e bem servidos. A refeição para o casal saiu por 29,30 euros com as bebidas. Gastos do dia: 54,20 euros de taxas e café da manhã no Hotel Kyriad Tours - Saint Pierre des Corps 29,20 euros em duas passagens de trem Tours -> Paris (R$ 146,97) 20 euros de Uber até o hotel de Paris 1886,66 reais em quatro diárias no Familia Hotel 40 euros de almoço no Breakfast in America 16,90 euros em 10 tickets do metrô de Paris 8,60 euros em dois sorvetes Häagen-Dazs 2 euros em mantimentos no mercado 29,30 euros em jantar no Breakfast in America 27/01 – Dia de conhecer a Torre Eiffel O dia hoje seria para conhecer o Hôtel des Invalides e a Torre Eiffel. Devido ao cansaço acumulado da viagem, acabamos acordando um pouco mais tarde. Tomamos café da manhã no próprio hotel, que não estava incluído na diária. Não era buffet livre. Os funcionários traziam na mesa as bebidas quentes, suco, croissant, biscoitos, geleias e outras coisas. Não foi o melhor da viagem, mas valeu pela comodidade. O tempo estava nublado e algumas vezes caiam pancadas de chuva. Seguimos para a estação do metrô às 10h30. Descemos na estação Varene, em rua lateral ao Hôtel des Invalides. O ingresso comprado na hora saiu por 12 euros por pessoa. Era uma das atrações que eu mais esperava na viagem. Sou fanático por história medieval e sabia que o museu contava com um vasto acervo sobre o tema. Mas com certeza o que mais me impressionou foi o acervo das duas Grandes Guerras Mundiais. A forma como são exibidas as peças deixa qualquer amante da história arrepiado. Elas retratam os acontecimentos no mundo que antecederam a Primeira Guerra Mundial até chegar à Segunda Guerra Mundial, mostrando as várias etapas dos conflitos e as frentes de batalha em uma ordem cronológica perfeita. Confesso que ver tudo aquilo me emocionou, tanto por ver nossa história quanto por imaginar o sofrimento que as pessoas passaram com tudo aquilo. Demos uma pausa no passeio e, para não perder tempo, almoçamos no Le Carré des Invalides, restaurante localizado dentro do complexo que compõe o Hôtel des Invalides. A comida não era grande coisa. Estava mais para um “bandejão”. A refeição para o casal saiu por 28,30 euros. Faltava ainda visitar a Tumba de Napoleão Bonaparte. Pela grandiosidade do local vê-se a importância que o cara tem para a França. No fim, um passeio que estimei durar pouco mais de uma hora, durou três horas. E se pudesse ficaria muito mais tempo lá, mas tínhamos horário marcado para subir na Torre Eiffel. Fomos então caminhando para o Campo de Marte. Nessa hora a chuva deu uma trégua. Seguimos na direção da Torre Eiffel. Enfim pudemos apreciar com calma toda a beleza da Dama de Ferro. Tiramos várias fotos. À medida que nos aproximávamos da Torre, os ambulantes incomodavam cada vez mais, insistindo em vender seus produtos. E foi assim durante toda a permanência ao redor da torre. O horário agendado para a subida na torre era 16h30. Aproveitamos então para admirá-la a partir do Jardin du Trocadéro. Infelizmente a chuva voltou e com um pouco mais de força. Resolvemos então tentar a sorte e ir para a entrada da torre antes do horário. Cada ingresso custou 16,60 euros, comprados pelo internet, com direito a acessar por elevador o segundo andar. Não disponibilizaram ingresso para o terceiro andar no período da viagem. Não descobrir com certeza o motivo, mas parece que o ponto mais alto da torre estava passando por reformas. É possível subir até o segundo andar também por escadas. Paga-se um pouco mais barato por isso, mas o elevador foi uma mão na roda, ainda mais nessa altura da viagem em que eu já tinha passado dos 100 km de caminhada. Foram 150 km durante toda a viagem, segundo a smartband que uso. Já no segundo andar, cada vez tinha mais certeza que não conseguiria ver o por do sol por conta do clima. Restou torcer para a chuva dar uma trégua, pois até tirar fotos do lado de fora estava difícil. Mas mesmo com o tempo desfavorável, era possível notar a beleza da cidade de cima da torre. Dava para observar o Jardin du Trocadéro, Campo de Marte, Hôtel des Invalides, Notre Dame, Arco do Triunfo, Basílica de Sacré Cœur e outras atrações. Quando escureceu a chuva voltou a aliviar de novo, e a cidade ficou ainda mais bela. Que espetáculo! Ao ir embora da torre, resolvi descer pelas escadas, enquanto minha esposa e as companheiras foram pelo elevador. Não se tem nenhuma visão privilegiada indo pelas escadas, mas é interessante para ver como é a estrutura da torre mais de perto. Procuramos jantar nos arredores da Torre. Fomos ao restaurante Il Grigio, de comida italiana. A vitrine não é muito chamativa, mas a comida é gostosa e o preço não é um assalto para a localização. Para duas pessoas saiu por 41,50 euros com bebidas inclusas. Fomos para a estação do metrô École Militaire e retornar ao hotel para descansar. Nesse dia percebi que os brasileiros, que eram escassos nas outras cidades que visitei, estavam aos montes em Paris. Na Torre Eiffel então, dava a impressão que eram a maioria. Gastos do dia: 24 euros em dois ingressos para o Hôtel des Invalides 28,30 euros em almoço no Le Carré des Invalides 33,20 euros em dois ingressos para a Tour Eiffel (R$ 167,44) 41,50 euros em jantar no Il Grigio 28/01 – Palácio de Versalhes Acordamos bem cedo hoje. Iríamos visitar o Palácio de Versalhes e queríamos chegar cedo para evitar muitos turistas. Por comodidade tomamos café-da-manhã novamente no hotel. Às 08h00 já estávamos na rua para pegar o metrô e depois o RER para a Gare de Versailles Chateau Rive Gauche, a mais próxima da entrada do Palácio de Versalhes. A linha, a RER C, era a mais problemática durante a maior parte da greve. Quase sempre estava paralisada. Mas felizmente, desde que retornamos para Paris, a greve não nos incomodou mais. Comprei duas passagens com destino à Gare de Versailles Chateau Rive Gauche usando a máquina automática da estação de metrô próxima ao hotel. Cada uma saiu por 3,65 euros. Quando chegasse à estação do metrô que eu precisava descer para pegar a conexão do RER C, imaginei que teria que seguir as placas e já estaria na plataforma aguardando o trem. Mas não foi isso que aconteceu. Tivemos que sair da estação de metrô e entrar na estação do RER C, tudo sinalizado, mas foi necessário passar por nova catraca de validação de passagem. E a nossa já estava validade da estação do metrô. Pra evitar qualquer tipo de multa, preferi comprar mais duas passagens do RER C. Chegamos a Versalhes por volta de 09h00. Os ingressos para o Palácio foram comprados ainda no Brasil, ao custo de 20 euros por pessoa. Depois de uns 10 minutos caminhando, estávamos na fila para quem já tinha o ingresso. E que fila! Se estava assim na baixa temporada, imagina na alta. Depois de 30 minutos pegando um vento forte, finalmente entramos no Palácio. Que lugar maravilhoso. É incrível a riqueza de detalhes das paredes, teto, dos móveis... A Galeria dos Espelhos é provavelmente o local mais espetacular do interior do Palácio. Cerca de uma hora e meia depois, fomos para o lado de fora do Palácio. A temperatura não era tão baixa. Estava na casa dos 10 ºC, mas o vento causava uma sensação muito ruim. Era forte e constante. Não deu trégua durante todo o passeio. Minha esposa, que resolveu ir sem cachecol porque tinha sol, sofreu bastante com isso. Os jardins são imensos, mas por conta do inverno várias esculturas e plantas estavam cobertas, o que deixou a paisagem um pouco sem graça. As fontes, espetaculares, estavam desligadas, mas pelo menos estavam descobertas. Os espelhos d’água são enormes. Para fugir do vento, entramos no restaurante La Flottille, localizado nos jardins do Palácio, antes de começar a servirem o almoço. Pedimos um café para esquentar um pouco o corpo. E a calefação no local também foi um alívio. Pontualmente ao meio dia iniciaram o serviço de almoço. Nesse dia chutei o pau da barraca e comi muito. Para mim, pedi um prato com carne de pato e um “foie gras” para experimentar. O pato estava delicioso. O “foie gras” não era ruim, mas não era algo que dava prazer em comer. Ainda tomei parte da sopa da minha esposa. A conta do casal saiu por 60,30 euros. Perto do restaurante passava o Petit Train Trianon, que roda todo o complexo do Palácio de Versalhes. Queríamos ir ao Grand Trianon. Não estava longe do restaurante, mas depois teríamos que fazer todo o percurso de volta ao Palácio a pé, e com o vento forte não seria algo tão prazeroso. Infelizmente não era possível comprar o ticket direto com o condutor, que era vendido apenas no quiosque próximo do Palácio. O preço por pessoa é de 8 euros. Embarcamos no Petit Train e alguns minutos depois estavam no Grand Trianon, um palácio menor que Luis XIV mandou construir para se isolar da corte. O local é muito bonito, com os cômodos decorados. Vale a pena o deslocamento. E como já estávamos perto, fomos também ao Petit Trianon, que é bem mais sem graça. Após, retornamos com o Petit Train para o Palácio de Versalhes e de lá seguimos para a estação para pegar o RER de volta a Paris. Deixamos o Palácio às 15h00 e ainda era impressionante o tamanho da fila para entrar nele. Fizemos uma conexão com o metrô e às 16h30 já estávamos de volta ao hotel. Ainda dava tempo de fazer alguma coisa, mas o cansaço era maior que a vontade e ficamos descansando no hotel até a hora do jantar. Já era nosso 12º dia de viagem e minhas companheiras, que não são tão corajosas em provar comidas e temperos diferentes, já estavam com saudade da comida brasileira. Fiz uma rápida pesquisa e encontrei alguns restaurantes de comida brasileira em Paris. O que pareceu mais original e um dos mais perto do hotel foi o Sabor da Roça. Ficava a menos de 20 minutos caminhando. Foi nossa escolha. A dona é uma brasileira, que por coincidência cresceu na mesma cidade que eu, Taguatinga/DF. Esqueci o nome dela, mas é uma simpatia de pessoa. Pedimos uma moqueca de peixe, tábua de carnes, pudim e bebidas. Tudo bem gostoso. Minha parte e da esposa saiu por 52,50 euros. Antes de voltar para o hotel, caminhando, paramos em um mercadinho para comprar um pouco de água. Depois, finalmente pudemos descansar. Gastos do dia: 14,60 euros em quatro passagens no RER Paris -> Versalhes 40 euros em dois ingressos para o Palácio de Versalhes (R$ 201,40) 60,30 euros em almoço no La Flottille 16 euros em duas passagens no Petit Train Trianon 7,30 euros em duas passagens no RER Versalhes -> Paris 52,50 euros em jantar no Sabor da Roça 0,75 euros em Água no mercado. 29/01 – Museu do Louvre A única atração definida para o dia seria a visita ao Museu do Louvre, que estava marcada para as 16 horas. Então como não tínhamos maiores obrigações, acordamos mais tarde. Dessa vez não tomamos café da manhã no hotel. Deixamos para comer no Café Le Petit Cardinal, localizado bem próximo ao hotel. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros. De lá partimos para a estação de metrô e descemos na região da Rue Bonaparte, onde havia uma loja Citypharma que minhas companheiras queriam conhecer. Orientei-as em qual direção ir a outras lojas depois e segui em uma caminhada solo para conhecer partes de Paris que ainda não havíamos visitado. A primeira parada foi na Église de Saint Germain des Prés, que nem sabia que estava tão perto. Achei-a meio que por acaso, enquanto seguia em direção ao Rio Sena. A entrada é gratuita, então aproveitei para dar uma olhada em seu interior. É a Igreja mais antiga de Paris ainda de pé. Seu estilo, românico, contrasta com um interior bem colorido. Segui para o outro lado do Rio Sena e dei de cara com o Museu do Louvre. É enorme. Tirei algumas fotos externas e segui para o Jardin des Tuileries, agora com luz do dia. O jardim é bonito, mesmo no inverno. Havia bastante gente caminhando por ele. Voltei para o Rio Sena e segui por sua margem até a Île de la Cité. No caminho, muitas pessoas querendo assinatura de petições. São bem insistentes e tentam se comunicar em diversos idiomas. O jeito é ignorar e fingir que eles não estão ali que uma hora de largam. Já na Île de la Cité, minha intenção era entrar na Sainte-Chapelle, mas confesso que a fila que se formava do lado de fora e o custo de 10 euros me fizeram mudar de ideia. Voltei então para a margem direita do rio para poder ver o Hôtel de Ville, a prefeitura de Paris. Retornando à Île de la Cité, enfim pude ver a fachada da Catedral de Notre-Dame de Paris. É uma pena que o incêndio destruiu o local. Com certeza estava na lista dos monumentos que eu mais queria conhecer no mundo. Mesmo destruída ainda havia bastante turistas ao seu redor. Fui para a margem esquerda do Rio Sena em direção ao Le Jardin du Luxembourg. Atravessei-o todo e segui até a Rue de Rennes para se juntar com minhas companheiras. Paramos para almoçar no Le Trait d’Union. A comida era boa. Minhas companheiras pediram uma pizza cada, que era enorme. No fim, comi minha refeição e a pizza da minha esposa. O valor do casal saiu por 40,60 euros. Saímos do restaurante e iriamos bater pé pelas lojas enquanto chegava a hora de visitar o Museu do Louvre, porém a região foi tomada por policiais que se preparavam para uma manifestação por conta da greve que ocorria na França. Para evitar qualquer emoção e chance do metrô ser paralisado, fomos para a estação mais próxima e seguimos para o Museu. Ainda faltava mais de uma hora para o horário marcado no Museu, então ficamos tirando algumas fotos da área externa. Como estava começando a esfriar, fomos até a entrada da pirâmide de vidro pedir para entrar antes do horário marcado. O funcionário liberou sem problemas. Compramos o ingresso no Brasil, ao preço de 17 euros por pessoa. Na época ocorria uma exposição sobre Leonardo da Vinci. Como o valor era o mesmo, incluímo-la no ingresso. O Museu do Louvre é o maior do mundo, contando com coleções diversas, e tem potencial para agradar qualquer pessoa que tenha um mínimo apreço por cultura. Confesso que não tenho tanto interesse em pinturas, mas gosto muito de esculturas e artefatos históricos. E isso o Museu tem aos montes. Na verdade é tanta coisa exposta que é possível gastar o dia todo lá. E não é exagero. Começamos o passeio pela exposição do Leonardo da Vinci. Sinceramente, para quem não é amante de pinturas e suas técnicas, meu caso, a exposição tende a ser bem sem graça. Fizemos uma passagem rápida e seguimos para a exposição permanente do Museu, essa sim espetacular. Por conta do tamanho do Museu, tracei uma estratégia de visitação. O foco era principalmente as seções com artefatos das civilizações da Antiguidade. Também pretendíamos ver a “tal” da Monalisa. Iniciamos pelo setor de Antiguidades Gregas, Romanas e Etruscas. Aqui estão, provavelmente, as mais belas esculturas do Museu. São muitas, e algumas saltam aos olhos de tão impressionantes. Seguindo os corredores chegamos ao setor de Antiguidades Egípcias. Um espetáculo. Podemos ver diversos sarcófagos, esfinges, restos de templos egípcios, estátuas, múmias, papiros, etc. Havia artefatos com cerca de seis mil anos de idade! Eram tantas salas e corredores que às vezes nos perdíamos. Acabamos parando, meio que ao acaso, num setor com diversos artefatos da Idade Moderna francesa, com várias mobílias, artes e joias pertencentes à nobreza da França e seus palácios. Esse setor revigorou as forças da minha esposa para caminhar, que gosta bastante da temática por conta dos diversos seriados de época que ela vê. Encontrar a Monalisa é provavelmente a tarefa mais fácil do Museu. São diversas placas indicando seu caminho. Assim, chegamos à sala onde ela se encontrava. Havia uma fila para poder chegar mais próximo da pintura. Minhas companheiras, que pareciam ser as mais interessadas na obra, não quiseram encarar a fila. Então usei o zoom da câmera e aproveitei minha altura para tirar uma foto do quadro à distância. Minhas companheiras já estavam cansadas, então fiz um acordo com elas. Propus de elas me aguardarem na saída do Museu enquanto eu iria visitar outras seções. Ainda queria ir ao setor das Antiguidades do Oriente Próximo, com coleções das civilizações existentes na Mesopotâmia, Levante e Pérsia. As coleções egípcias eram espetaculares, mas é difícil descrever a sensação que tive ao ver os artefatos do berço da civilização. Senti-me no “fantástico mundo de Pedro”. Desde criança sempre tive um fascínio por tudo isso. Lia enciclopédias sobre o tema desde os seis anos de idade. Ver o código de Hamurábi, exemplares milenares de escrita cuneiforme, restos de palácios persas, esculturas com cerca de nove mil anos de idade, como a Estátua de Aïn Ghazal... Só de lembrar dá vontade de voltar ao Museu o mais rápido possível para poder ver tudo de novo. Depois de mais de 4 horas deixamos o Museu, com a certeza de que não vimos metade do que havia no acervo. Voltarei para Paris um dia, e com certeza haverá um retorno ao Museu do Louvre. Na saída tivemos uma bela visão da área externa do Museu iluminada e da Torre Eiffel, que podia ser apreciada de longe. Cansados e com fome fomos para a estação do metrô. Descemos em uma estação próxima do restaurante Sabor da Roça. Gostamos tanto da comida que resolvemos voltar nele novamente. Dessa vez a refeição para o casal saiu por 40 euros. Depois de finalizada a refeição, ficamos batendo papo por um tempo com o pessoal do restaurante. Já passava das 22h00 quando saímos de lá. Quando chegamos ao hotel aproveitei para organizar nosso transfer para o aeroporto no dia seguinte. Precisei adiantar 32 euros de um total de 72 euros. Obs: aproveito o momento para tecer alguns comentários sobre os “perigos” de Paris. A coisa que mais li foram a respeito foram os batedores de carteira e os golpes “pega turista”. Meu amigo do trabalho que havia ido à Paris dois meses antes de mim disse a mesma coisa. Sinceramente, achei a cidade bem tranquila para o porte dela. De noite nós andamos na região da Torre Eiffel, fizemos a Champs-Élysées até o Jardin des Tuileries, andamos na região do Louvre e também nas ruas próxima ao hotel em que estávamos. Não houve qualquer momento em que nos sentimos ameaçado. E foi assim na França inteira. Se forçar muito a barra, poderia citar as pessoas mal encaradas na Gare Saint Charles em Marselha. Gastos do dia: 10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal 40,60 euros em almoço no Le Trait d’Union 34 euros em dois ingressos para o Museu do Louvre (R$ 170,30) 3,20 Água 40 euros em jantar no Sabor da Roça 32 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle 30/01 – Última dia Diferentemente das outras viagens que fizemos para a Europa, que o voo de retorno foi no início da manhã, nosso voo para o Brasil sairia de Paris apenas às 21h30. Na teoria teríamos o dia quase todo para fazer alguma coisa. Infelizmente o clima não ajudou na maior parte de dia. A manhã começou com chuva. Não era forte, mas o suficiente para atrapalhar qualquer caminhada. Meu plano inicial era acordar bem cedo e pegar o metrô até a estação mais próxima da Basílica de Sacré Cœur, para conhecê-la, e depois voltar caminhando para o hotel. Mas não deu. Fizemos o check-out no hotel e pagamos pelo café da manhã de dois dias e taxas. Perto das 10h00, com a chuva dando uma trégua, fomos tomar café da manhã novamente no Le Petit Cardinal. Minha parte e da esposa saiu por 10 euros. De lá, pegamos o metrô até a estação La Muette. Precisamos comprar mais dois tickets de metrô, ao custo de 1,95 euros cada. A região que fomos possuía algumas lojas de nosso interesse. Conseguimos ir a uma, mas foi só sair dela que a chuva voltou a engrossar. Entramos em uma garagem subterrânea e aguardamos por quase uma hora. Já batendo a fome, procurei um restaurante próximo. Mesmo com a chuva, saímos em disparada e entramos no Restaurant Le Bois. Pedi um prato de carne com molho béarnaise e batatas grelhadas e minha esposa um hambúrguer no prato com acompanhamentos. Tive a chance de experimentar escargot, mas na hora amarelei. A comida estava deliciosa. O atendimento foi impecável. O casal de cozinheiros veio pessoalmente perguntar o que achamos da comida. Mais uma vez o francês preocupado em servir comida de qualidade. A conta deu 58,60 euros para o casal. Como a chuva ainda continuava, desistimos de qualquer programação e pegamos um metrô de volta ao hotel. Ainda queria ir ao Museu do Quai Branly, mas não havia estações de metrô tão próximas para evitar que chegássemos encharcados a ele. No hotel ficamos aguardando por um tempo na recepção. Quando a chuva pareceu ter ido embora de vez, aproveitamos para comprar algumas coisas antes de ir embora. Demos uma passada em um Carrefour próximo e compramos umas 20 barras de chocolates. Tem uns chocolates da marca Côte d’Or que são uma delícia. Infelizmente são difíceis de achar no Brasil, e quando acha custa uma fortuna. Depois segui com minha esposa para mostrar para ela o que sobrou de Notre Dame. Também entramos em algumas lojas de souvenires, onde aproveitei para levar algumas coisas para a família. Às 17h00 nosso transfer chegou ao hotel. No caminho para o aeroporto o motorista passou em outro hotel e pegou um casal jovem espanhol, que não estavam no local na hora marcada. Não sei se eles eram inimigos do banho, mas a moça sentou do meu lado e estava num cheiro de asa terrível. Parecia que não conhecia desodorante. Por conta do atraso do casal, o transfer pegou um trânsito bem pesado. Eles quase perderam o voo. Nós ainda chegamos ao aeroporto com duas horas e meia de antecedência. Depois de passar pelo despacho de bagagem, migração e controle de segurança, finalmente nós estávamos na sala de embarque. Não havia muitos locais para comer, então pegamos uns lanches na loja Relay existente no aeroporto. Às 21h30 coloquei o telefone em modo avião. Já estávamos na iminência de decolar e deixar para trás um país espetacular, e não a toa, o mais visitado do mundo. Gastos do dia: 37 euros de taxa e café da manhã no Familia Hotel 10 euros em café da manhã no Le Petit Cardinal 3,90 euros em duas passagens no metrô 58,60 euros em almoço no restaurante Le Bois 4 euros em transfer para o Aeroporto Charles De Gaulle (72 euros no total) 10,70 euros no Relay do Aeroporto Charles De Gaulle Contabilizando os gastos: Para as despesas pagas em euro em espécie, utilizei a cotação de 1 euro = 4,65 reais para conversão. Considerei 1 CHF = 1 euro para facilitar as contas com as despesas na Suíça em espécie. Para as despesas pagas em euro no cartão, considerei o IOF e o valor de fechamento da fatura. Após o fim da viagem, os gastos totais ficaram o seguinte, lembrando que são relativos ao casal: Hospedagem: 8 CHF + 413,30 euros (220 euros em duas diárias e 193,30 euros de taxas e café da manhã não incluídos na diária) + 4.681,01 reais em 12 diárias pagas no Brasil = 6.640,05 reais; Passagens aéreas: 4.995,38 reais do trecho internacional + 758,62 reais do trecho nacional = 5.754,00 reais Seguro de viagem: 259,02 reais para duas pessoas; Passagens de trem de longa distância: 480,20 euros (194 euros pagos na viagem e 1.456,00 reais pagos no Brasil). Total: 2.358,10 reais; Transporte público e transfer: 129,30 euros de táxi/transfer e 76,30 de metrô/trem = 956,04 reais; Refeições: 68,30 CHF + 847,10 euros = 4.256,61 reais (média de 65,38 euros por dia); Atrações: 7 CHF + 252,20 euros (145 euros pagos na viagem e 539,14 reais pagos no Brasil). Total: 1.245,94 reais; Carro alugado: 225,96 euros (1.146,14 reais) de aluguel + 20,10 euros de estacionamento + 25 euros de gasolina. Total: 1.355,85 / 2 = 677,92 reais; Outros gastos (mercados, celular, água...): 4,05 CHF + 62,27 euros = 308,38 reais. Houve o pagamento de uma diária a mais que o previsto, devido à impossibilidade de chegar a Carcassone. A diária de lá já estava paga e não consegui o ressarcimento. Esse imprevisto também resultou numa compra de passagem de trem adicional. No fim, tive um gasto não esperado de 252 euros, ou 1.171,80 reais. O gasto médio por dia com refeição para duas pessoas ficou ligeiramente mais baixo que da nossa viagem para a Itália. Considerei para as contas 14 dias de viagem. Ficou dentro do valor estimado. As despesas com os carros alugados foram divididas por dois, então somarei no valor total da viagem metade do valor. Somando tudo, a viagem nos custou cerca de 22,4 mil reais para duas pessoas, desconsiderando os gastos com coisas supérfluas que compramos. No fim, dos 2320 euros que levamos em dinheiro, ainda sobrou 190 euros, e o cartão de crédito só foi utilizado para compras de passagens de trem não previstas e despesas extras com o aluguel dos carros. Se retirasse o gasto a mais que tive por não conseguir chegar a Carcassone, o valor total da viagem seria cerca de 21,3 mil reais para duas pessoas. Espero que tenham gostado do relato.
  21. 2 pontos
    Há sim ônibus, mas a rede de trens é muito boa e cobre as principais cidades com uma boa frequência de horários, geralmente tem trem a cada 1h ou 2 horas entre as principais cidades e os trens são mais rápidos que os ônibus, ônibus costumam ter uma frequência menor e demoram mais, então a maioria das pessoas acaba priorizando o trem pelo seu melhor custo benefício. Já para algumas cidades menores do interior, ônibus é a única opção, mas estes locais não costumam ter muita coisa de interessante para a maioria dos turistas. No estilo de viagem que 99% das pessoas costuma fazer, ficando no máximo 1 ou 2 dias nas cidades menores, e uns 4 ou 5 nas cidades grandes, com um dia cheio de atividades, simplesmente não sobra tempo de ficar conversando com os locais, as únicas pessoas com quem você costuma falar são o recepcionista do hotel, o garçom do restaurante, e o vendedor na bilheteria das atrações turísticas, e mesmo assim, não costuma ser mais que meia duzia de palavras... E neste estilo de viagem, não falar o idioma local não costuma causar maiores problemas, pois primeiro, você vai conversar muito, muito pouco com os locais, e segundo, sempre dá para se virar com mímica para o básico do básico, e terceiro, o pessoal com quem você tem contato neste estilo de viagem costuma falar alguma coisa de inglês, e se você também falar um pouco de inglês, dá para se virar sem problema com o básico. Na verdade você só precisa dominar o idioma local se gostar de ficar batendo papo com os locais, mas como isto não costuma ser uma coisa que 99% do turistas tem como prioridade, dominar o idioma local é algo bem dispensável nos grandes destinos turísticos mundiais se você dominar um pouco de inglês.
  22. 2 pontos
    O Hauck foi bem especifico.. chutaria valor para mais ainda! Só não sabia que tinha que fazer um montanha acima de 6.500 no Nepal.. achava que um Aconcagua seria o suficiente!
  23. 2 pontos
    Boa noite, gosto de trilhas e camping, não sou super em nada, procuro grupo ou pessoas que tem o mesmo objetivo, cansei em entrar em grupos de whatsapp, pois todos parecem tipo "segue o líder", baba ovo dos adms, cansei, faço algumas e sempre acampo sozinho, mas algumas é essencial companhia, e além de ser essencial a companhia é sempre bem vinda.
  24. 2 pontos
    Olá mochileiros! Venho trazer o meu relato de 6 dias de viagem em Roma e Vaticano, que realizei no ano de 2017. Foi a minha primeira viagem internacional, dentro de uma Eurotrip que planejei inteiramente com dicas aqui desse fórum maravilhoso. E após tanto tempo, venho dar a minha contribuição, pois depois dessa primeira viagem, não parei mais (exceto na data deste post em razão da pandemia do COVID-19). Ressalto que reservei 6 dias na cidade em razão de interesse pessoal, por querer explorar cada atração com bastante calma e sem pressa. Mas uma estadia de 4 dias é suficiente para conhecer o mais importante! Eu nunca tinha saído do Brasil, nem mesmo para os nossos vizinhos da América Latina. Mas com muita coragem e ansiedade, em 21 de novembro de 2017, às 14h50, lá estava eu no Aeroporto Internacional de Guarulhos embarcando no voo AZ675 da Alitalia, com destino a Roma. Desembarcamos no Aeroporto Fiumicino (Leonardo da Vinci) às 07h15 do dia seguinte, em um voo que foi muito confortável e engraçado (nas poltronas ao redor da que eu estava sentado tinham várias senhoras viajando em uma excursão, que eram muito fofas), o que aliviou um pouco a tensão da primeira viagem. Mas a tensão voltou com carga total no momento mais temido para quem realiza a primeira viagem internacional: a temida imigração! Que nada! Após uma fila de uns 10 minutos, cheguei no oficial de imigração que misturando inglês e italiano perguntou para onde eu iria, quantos dias ficaria na Itália e pediu apenas para ver o bilhete aéreo de retorno. Passaporte devidamente carimbado, seguido de um “Benvenuto in Itália!” e eu não acreditava: estava em Roma começando a realização de um sonho! O Aeroporto de Roma que recebe voos de longa distância fica bem longe do centro da cidade, exigindo deslocamento de mais de 40 km. Optei por embarcar em ônibus executivo, que custou € 5,90 e me deixou na estação central de trem Roma Termini, localizada na região em que fica a maioria dos hotéis. Nesse ponto, faço um alerta: a hospedagem em Roma é bastante cara, mesmo para os padrões europeus! No meu planejamento, optei por me hospedar no quarto privado de um hostel, que fica localizado a cerca de 800 metros da estação central Roma Termini e bem perto da Estação Cavour do metrô, chamado New Generation Hostel Santa Maria Maggiore. Além de ter sido um estabelecimento reformado recentemente, este hostel tinha na recepção o famoso Giuseppe, um senhor extremamente simpático que morou vários anos no Brasil e que dominava a língua portuguesa. Além disso, esse hostel também fica bem próximo do Coliseu, a uma caminhada de uns 10 minutos apenas. Então vale muito a pena! Roma é um verdadeiro museu a céu aberto e isso não é clichê! Em cada esquina, praça ou viela você se depara com vestígios da era imperial. Além disso, as atrações são próximas umas das outras, além de o transporte público ser bastante eficiente. Por isso a melhor forma de conhecer Roma é andando a pé, principalmente por ser uma cidade plana. Imagina ficar se deslocando de metrô dentro de um túnel subterrâneo enquanto acima tem esse verdadeiro museu a céu aberto? Na minha estadia na cidade eu utilizei o metrô apenas para ir até o Vaticano, que fica mais distante da região central. O metrô de Roma é excelente, com frequência de 3 a 5 minutos e quase sempre não estavam cheios. Para comprar os tickets, existem várias opções: máquinas automáticas, guichês ou tabacarias (aliás, outra observação: os italianos fumam muuuuuuuito!). Eu recomendo comprar nas máquinas, que além de ser mais rápido, não têm muito segredo: seleciona o seu ticket, insere as moedas e abaixo cai o ticket (e eventual troco). Existem alguns tipos de bilhetes: unitário, diário, 3 dias, semanal, mensal e anual, mas nas vezes em que utilizei acabei optando pelo ticket unitário, que custava € 1,50 o trecho e era válido por 100 minutos. Diferente de outras cidades europeias, no metrô de Roma você precisa inserir o bilhete na catraca para liberá-la, devendo guardar o bilhete até o final da viagem, porque para sair precisa inseri-lo novamente na catraca. Dica: para evitar constantes deslocamentos pela cidade e perca de tempo, é importante que no seu roteiro você coloque atrações próximas umas das outras, para que possa se deslocar caminhando. Então, por exemplo, se no primeiro dia de viagem você colocar Coliseu e depois Vaticano, terá que usar transporte e atravessar toda a cidade para chegar de um lugar ao outro. Por fim, alerto que Roma é uma cidade extremamente quente, parece que não venta naquele lugar! Realizei essa viagem no mês de setembro, que é início do outono na Europa. Mas na Itália estava um calor danado, um sol para cada um, como diz o ditado. Então uma dica essencial: para passear por Roma em dias quentes é fundamental levar consigo óculos de sol, protetor solar e uma garrafinha de água! Há um diferencial muito bacana em Roma, que são as fontes espalhadas pela cidade com água potável. Então basta levar sua garrafinha e ir enchendo nas fontes conforme a necessidade, pois por incrível que pareça a água é límpida. Você irá presenciar várias pessoas fazendo isso pela cidade. Dia 1 - Basílica de Santa Maria Maggiore, Fontana di Trevi, Panteão, Templo de Adriano, Praça Navona Após realizar o check-in no hostel e tomar um banho, já era hora de sair para começar a explorar a cidade. Como iria sair por volta das 14h30, decidi colocar no roteiro os locais mais próximos do hostel porque sabia que retornaria bem tarde, pois eu AMO conhecer as cidades durante a noite! Saindo do hostel fomos para a Basílica de Santa Maria Maggiore, que é uma das quatro grandes basílicas da cidade (também chamadas de Igrejas Patriarcais). Construída no século V, essa igreja mistura os estilos renascentista e barroco. No seu interior, a basílica conta com lindos mosaicos, o arco central e o chão em cosmatesco, além do seu teto incrível projetado por Giuliano San Gallo em caixotes de madeira dourada. Além disso, na Basílica de Santa Maria Maggiore que foi realizado o funeral e está enterrado o famoso escultor Gian Lorenzo Bernini, ou simplesmente Bernini. Saindo da igreja, caminhamos até a Fontana di Trevi. Uma visita a Roma não seria completa sem conhecer a sua fonte mais majestosa. Mas não vá achando que é só chegar na Fontana, se acomodar e tirar boas fotos a partir de vários ângulos. Nada disso! O entorno da fonte é abarrotado de gente a maior parte do dia, além dos guardinhas que ficam apitando para quem senta nas beiradas da fonte, o que é proibido. Conseguir um bom ângulo para fotos exige paciência, sem esquecer-se de jogar a moeda na fonte para que possa retornar a Roma (e a segunda moeda traz o amor eterno, dizem). Ficamos na Fontana até o fim da tarde, pois aproveitamos para comer pizza no local. Já de noite, fomos até o Panteão. Para quem não sabe, o Panteão romano também é uma igreja católica, embora tenha sido construído para ser um templo dedicado aos deuses romanos. Como era de noite, estava fechado, mas pudemos apreciar o seu lado externo e a bela Piazza della Rotonda que fica em frente. Voltaria durante o dia para visitar o seu interior. Caminhamos uns 5 minutos e chegamos ao Templo de Adriano, construído no ano 138 e que atualmente ostenta a sua fachada com 11 das 38 colunas originais. Nas colunas ainda é possível observar os orifícios de fixação do revestimento em mármore que ornava a estrutura original. Por fim, caminhamos até a famosa Praça Navona, que é bastante movimentada de noite. Visitar as suas incríveis fontes durante a noite realça a sua beleza, principalmente a Fonte dos Quatro Rios. A “Fontana dei Quattro Fiumi” foi esculpida em estilo barroco por Bernini e representa os rios mais importantes daquela época: Nilo (com a cabeça coberta por um tecido), Danúbio (com os braços para cima), Ganges (com o remo) e Rio da Prata (com a moringa). Retornamos ao hostel, comemos pizza novamente no trajeto e precisávamos descansar porque o dia seguinte seria bastante corrido. Dia 2 - Igreja de San Pietro in Vincoli, Coliseu, Arco de Constantino, Foro Romano, Prisão Mamertina e Monumento a Vittorio Emanuele II O segundo dia em Roma começou bem cedo. Levantamos às 07h30, tomamos o café da manhã em uma cafeteria próxima ao hostel e arrumamos a mochila pra sair, porque o dia seria bem longo. Caminhando em direção ao Coliseu passamos na Igreja de San Pietro in Vincoli (São Pedro Acorrentado), que fica a poucos metros de distância da estação Cavour do metrô. Essa igreja tem uma fachada bem discreta, que mal parece ter uma basílica no local. O seu teto, do século XVIII, é decorado com um afresco chamado Milagre das Correntes. Mas por que será esse nome? O interior dessa igreja guarda duas grandes surpresas: a intenção de visitá-la era conhecer o famoso Moisés de Michelangelo, que é a estátua que decora o túmulo de um Papa. Mas para minha surpresa no seu interior também estão as supostas correntes que prenderam o Apóstolo Pedro em Jerusalém e em Roma. Mas a grande atração dessa igreja é o Moisés esculpido por Michelangelo, considerado como uma das obras-primas do artista. Michelangelo trabalhou nessa obra entre os anos de 1513 e 1515, para abrigar o túmulo do Papa Júlio II. A obra foi idealizada pelo artista para ter efeitos mais claros ou escuros ao longo do dia, a depender da iluminação natural que entrava na igreja e destacava os seus efeitos de profundidade, coisa de gênio! O dito popular em Roma diz que o próprio Michelangelo ao terminar a obra ficou tão impressionado com a sua perfeição que teria batido o martelo nela e falado “parla Moisés”! Essa igreja tem a entrada gratuita, e de abril a setembro funciona das 8h às 12h30 e das 15h às 19h, enquanto de outubro a março permanece aberta das 8h às 12h30 e das 15h às 18h. Deixamos essa igreja incrível e seguimos em direção ao grandioso Coliseu! Talvez não seja exagero dizer que o Coliseu é o maior símbolo do país, pois é o primeiro monumento que vem à cabeça quando pensamos em Itália. Por esta razão que nenhuma visita a Roma será completa sem se conhecer o Coliseu, que é parada obrigatória para os turistas. Além disso, é um dos monumentos mais bem conservados da cidade. Não dá pra descrever aqui toda a importância história do Coliseu, senão o post ficaria enorme. Mas ir caminhando pela rua e de repente dar de cara com essa imensa construção histórica é uma sensação surreal! Sem contar a sua altura, pois é muito mais alto do que eu imaginava pelas fotos. A imaginação vai longe recriando todos os jogos que aconteceram naquele lugar, aja vista que até batalha naval e animais selvagens eram levados para o seu interior (por mais que seja uma memória da barbárie humana, pois o público se deliciava em assistir pessoas se digladiando, literalmente, não ofusca a grandeza que foi o Império Romano no seu auge). Dentro do Coliseu existe um pequeno museu com itens históricos encontrados nas suas obras de conservação, maquetes, vídeos e fotografias. Separe, no mínimo, 1 hora e meia de visita só para o Coliseu. Dica: gente, essa dica é praticamente obrigatória! O Coliseu certamente deve ser a atração mais visitada em Roma, e por isso tem filas gigantescas, que demoram horas! Imagina ficar plantado numa fila, queimando no sol e perdendo seu precioso tempo de férias? Então ainda no Brasil, entre no site oficial da Sociedade Cooperativa de Cultura e compre seu ingresso online, leve impresso (eles tem app, mas sempre é bom levar uma segunda alternativa para imprevistos), vá direto para as catracas que leem o seu QR Code e pronto, estará dentro do Coliseu. E o melhor de tudo: esse ingresso é valido tanto para o Coliseu quanto para o Foro Romano e Palatino! Tendo em vista que o Foro Romano fica em frente ao Coliseu e a visita provavelmente incluirá ambos no mesmo dia, essa modalidade de ingresso é perfeita. Mas também vale lembrar que no primeiro domingo do mês o acesso ao Coliseu é gratuito, o que pode gerar filas inevitáveis. Em 2017, eu paguei o valor de € 14 e o ticket era válido por 2 dias, para uma entrada no Coliseu e uma entrada no Foro Romano. Na data deste post, consultando o site oficial percebi que houve uma alteração na política de acesso, que agora é de 24 horas para acessar o Coliseu e o Foro Romano, pelo valor de € 16. Mas também percebi outra novidade: um ticket reduzido para acesso apenas de tarde, a partir das 14h até o horário de fechamento, pelo valor de € 9,50, o que vale muito a pena! Em frente ao Coliseu está o Arco de Constantino, que foi construído no ano de 315, três anos após a vitória de Constantino sobre o imperador Maxêncio, conquista que fez extinguir o regime de quatro governantes imperiais, passando Constantino a governar os vastos territórios romanos como único imperador. Aproveitamos um pouco de sombra em frente do Coliseu e sentamos em uma pequena área verde para descansar, tomar água e comprar algo para comer. Renovado o protetor solar, seguimos para o Foro Romano e Palatino. Usamos o mesmo ingresso do Coliseu. Havia uma pequena fila, mais por conta dos procedimentos de segurança (há máquinas de raio-x praticamente em todas as atrações turísticas, então é bom evitar equipamentos metálicos nas mochilas). E se prepare: uma visita bem feita ao Foro Romano demora cerca de 3 horas! O Foro Romano era o centro de poder do Império Romano. Nas ruínas que hoje encontramos estão os vestígios de uma poderosa civilização que influenciou o mundo ocidental. No local estavam instalados o Fórum de César, de Augusto e de Trajano, conhecidos em seu conjunto como “Fori Imperiali”, o Templo de Vênus, a Basílica de Maxêncio, dentre várias outras importantes instalações. Logo na saída do Foro Romano, em um prédio bem discreto que até tive certa dificuldade em localizar pelo GPS, está a denominada Prisão Mamertina. Segundo a tradição, foi nesse local que os Apóstolos Pedro e Paulo ficaram presos durante 9 meses, oportunidade na qual Pedro conseguiu converter seus carcereiros ao Cristianismo. É um lugar muito emocionante de se conhecer e que impõe reflexão, principalmente porque a visita relembra os tempos de perseguição romana aos cristãos. As instalações são bastante conservadas e antes da prisão em si, que fica no subterrâneo, há um pequeno museu no início da visita. A entrada não está incluída no ticket do Foro Romano, devendo ser comprado outro ticket exclusivo para a prisão, que em 2017 eu paguei € 10. A visita não demora mais do que 30 minutos, porque o espaço é pequeno. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 8h30 às 16h30. Já partindo para o final da tarde, seguimos andando até o grandioso Monumento a Vittorio Emanuele II, outra instalação clássica quando nos lembramos de Roma e que também é conhecida como Altar da Pátria. Localizado na Praça Veneza, precisa tomar muito cuidado ao atravessar as ruas porque o trânsito é bastante confuso, típico dos italianos. Esse imponente monumento foi construído em 1878 em homenagem a Vittorio Emanuelle II, o primeiro rei da Itália. A sua estrutura é linda, com uma grande escadaria e estátuas enormes, dentre elas a estátua equestre em comemoração aos 50 anos de unificação da Itália. Há um museu no local, mas não entramos porque já estávamos cansados depois de enfrentar o Foro Romano embaixo de sol quente. Voltamos ao hostel para tomar um merecido banho, descansar e de noite sair para jantar e conhecer a noite romana. Como o Coliseu era muito próximo do hostel, jantamos por perto e fomos visita-lo de noite. E como era um sábado, havia uma rua bem movimentada próxima ao Coliseu, em que paramos para tomar uma cerveja e conhecer alguns bares. Pessoal, para não ficar muito longo, encerro aqui essa primeira parte do relato. E pela dificuldade de juntar muitas FOTOS, alerto que todas as fotografias referentes a essas atrações estão no meu blog, no seguinte endereço: http://viajandosozinho.com/2020/06/25/roteiro-6-dias-roma/ Espero que esse relato ajude aos colegas no planejamento de suas viagens, pois Roma é uma cidade espetacular que respira história!
  25. 2 pontos
    @D FABIANO "votou no bozo"... amado??????? estamos do mesmo lado deste entendimento, aquiete-se.
  26. 2 pontos
    Poucos meses atrás não fazia muita idéia sobre o país. Tinha visto algumas imagens de glance, sabia que era quente e úmido, fazia parte das diversas ilhas próximas a Nova Zelândia e que possuia um vulcão. Era só! Estava viajando com o marido e a filha de 4 anos e estávamos procurando um lugar quente para fugir um pouquinho, ainda que fosse por uma semana, do intenso frio da Nova Zelândia no inverno. A idéia era colocar os pés para cima, debaixo de um coqueiro, sentindo a brisa quente lhe abraçando como se fosse um gigante cobertor. Foi daí que nesta minha busca, descobri que a Air New Zealand estava com promoções para Vanuatu e de todas as ilhas que pesquisei, esta seria a mais barata para a família. Comprei as passagens sem hesitação. Meses depois, ouvimos que o país tinha sido atingido pelo Ciclone Pam, um dos ciclones mais fortes da história e que a devastação tinha coberto quase 90% da Ilha de Vanuatu. Entrei em pânico porque sabia que as passagens não seriam ressarcíveis e quase desistimos da viagem. Ainda bem que não o fiz. Realmente o sensacionalismo da mídia pode atrapalhar qualquer plano de viagem. Ao chegar no pequeno aeroporto de Port Vila, capital de Vanuatu que significa “Land Eternal” (eterna terra) com uma população de pouco mais de 45.000 pessoas, fomos brindados com aquele bafo quente. Yeah! Era isso que estava buscando! A missão da viagem estava 50% completa aqui, calor, sol e óculos escuro. Pegamos um taxi local em direção ao resort reservado e notamos que não havia faróis, o pequeno trânsito era um pouco caótico, haviam peruas para todo lugar como forma de transporte público, porém não conseguimos visualizar muita destruição conforme os noticiários. E o sorriso dos locais estava ali, estampados. Foi a primeira coisa que me despertou. Me senti extasiada com aquele ambiente e fechei os meus olhos, contemplando aquela coisa gostosa no ar! Localizado na Oceania, na região denominada Melanésia, o território de Vanuatu é formado por 83 ilhas que ocupam o arquipélago das Novas Hébridas. O país não possui fronteiras terrestres, e as nações mais próximas são as Ilhas Salomão e Fiji. Da Nova Zelândia, a viagem durou pouco mais de 3 horas, com vôo direto de Auckland para Port Vila. O resort que reservamos era digno de cartão postal, praticamente uma vila dentro de Port Vila, com o seu próprio campo de golf, praia particular para fazer caiaque e iatismo e todas as facilidades que um bom resort oferece. Curtimos esta atmosfera no primeiro dia, mas chegamos a conclusão, que se fosse para mergulhar na cultura local e mostrar a minha filha o que realmente era o país, teríamos que nos estender além do Resort. Alugamos um buggy e lá fomos explorar a ilha, que rodado inteira, totalizava 130km. Fui percebendo que Vanuatu era muito mais do que um local para relaxar debaixo de coqueiros. O país é abençoado por praias virgens, cachoeiras e rios cristalinos conhecidos como “Blue Roles”. Aqui você tem um dos melhores picos para mergulhar e fazer snorkeling no seu mar profundamente azul e límpido. Para quem é fã do programa americano Survivor, perceberá que uma de suas edições foi filmada aqui, com praias paradísiacas e florestas intocadas. Esta viagem de buggy nos proporcionou a oportunidade de visitar vilas e interagir um pouco mais com os locais que falam diversos dialetos. Na verdade, apesar de Vanuatu possuir 113 dialetos distintos, a maioria dos quais ainda falados em alguma ilha, o processo de colonização criou três línguas oficiais: francês, inglês e bislamá que é falado pela maioria. Percebemos também que na cidade, muitos estabelecimentos comerciais tinham os australianos como proprietários e numa destas conversas, nos sugeriram a conferir o vulcão em Tanna, o quão tinha lido algo a respeito no início das minhas pesquisas sobre o país. Foi a melhor sugestão que poderia ter tido. Para chegar em Tanna, você precisa pegar um aviãozinho teco-teco com no máximo 10 passageiros e a viagem dura cerca de 1 hora. Um pouco antes de desambarcar, você já tem uma idéia do vulcão e consegue ver de longe as larvas borbulhando. Chegamos no local, deixamos nossas malas no pequeno lodge e seguimos numa pick up pela estrada de terra. Admirar a força das larvas borbulhando e pipocando após o entardecer com suas cores laranjas e vermelho, acompanhado pelo barulho retumbante mostrando o poder da natureza calou a boca do grupo de australianos que nos acompanhava. Foi certamente uma das experiências mais fabulosas que tive na minha vida e que certamente ficarão na minha memória para sempre. É ótimo quando não criamos expectativas. Quando comprei o nosso ticket para Vanuatu, não esperei que fosse me apaixonar por esta pequena ilha com pessoas que invadem a sua alma com o seu belo e mágico sorriso e que me fez relembrar que a felicidade não está baseada em quanto dinheiro ou sucesso você tem, mas em admirar as pequenas magias (ainda que seja num simples sorriso) que acontecem ao seu redor todos os dias, mas estamos muito ocupados para perceber isso. Vanuatu definitivamente conquistou o meu coração! Mary Rocha - http://www.nzega.com[/color][/size]
  27. 2 pontos
    O Real desvalorizou bastante em relação ao dólar, mas as moedas dos outros países sul-americanos também desvalorizou bastante em relação ao dólar, então na prática, os seus Reais compram menos dólares, mas estes dólares comprar mais moeda boliviana,, chilena e peruana, o que acaba compensando a alta do dólar. Dólar você consegue trocar por moeda local em qualquer fim de mundo, já trocar Reais será fácil somente nas capitais, cidades de fronteira com o Brasil e algumas cidades maiores, mas se você precisar trocar Reais numa cidade pequena do interior, pode ser complicado achar onde trocar Reais. Ou seja, a escolha entre levar Dólares e Reais depende muito das cidades que você for visitar, se for ficar só nas capitais ou cidades grandes dá para levar Reais sem problema, mas se incluir muitas cidades do interior, é melhor dólares. Não existe nenhum limite de dinheiro para sair do Brasil! A única coisa que existe, é que se você sair do Brasil com mais de R$ 10.000 em espécie, você deve declarar para a Receita Federal a quantia de dinheiro em espécie que está levando. Não custa nada, você não paga nenhum imposto ou taxa, só tem que entrar no site da Receita Federal, preencher a Declaração Eletrônica de Bens de Viajantes (e-DBV), imprimeir ela, e no dia que você for sair do Brasil, chegar um puco mais cedo no aeroporto ou fronteira e ir no Posto da Receita Federal validar a declaração, apresentar o dinheiro e os comprovantes da compra legal dos dólares caso for levar dólares. Isto é só para evitar a saída de dinheiro oriundo do crime, mas se a origem do seu dinheiro for legal, e você tiver comprado os dólares de uma casa de cambio autorizada, não tem nada o que temer e nem vai pagar nenhum imposto ou taxa. Agora em relação a qual o melhor mode de levar dinheiro, realmente não tem resposta, pois cada modo tem os seus prós e contras e cada pessoa vai ter o seu modo preferido, e que pode ser diferente do meu ou do seu modo preferido. Levar dinheiro em espécie, paga menos impostos e taxas, mas é mais arriscado, já pensou que você pode ser furtada ou assaltada e perder todo o seu dinheiro? Você se sentiria confortável e tranquila deixando o dinheiro guardado no hostel, sabendo que alguém pode arrombar o cadeado e ir fuçar nas suas coisas e levar o seu dinheiro? E se sempre levar todo o dinheiro junto com você numa doleira, você se sentiria confortável e tranquila sabendo que está o tempo todo sentada em cima de um monte de dinheiro, ou então já pensou que num momento de distração e correria, pode acabar esquecendo a doleira no banheiro, e quando voltar lá, o dinheiro ter sumido? Cartão de crédito tem taxas e IOF, e tem variação cambial, então você nunca sabe exatamente quantos reais vai pagar, pois o valor muda todo dia. Cartão pré pago tem mais taxas do cartão de crédito, mas ao menos você "trava" a cotação no momento em que carregar o dinheiro e depois não tem mais variação. Cartão de débito tem aceitação muito ruim no exterior, não funciona para fazer compras e pagar despesas, funciona só para fazer saques de moeda local nos caixas automáticos, mas mesmo assim não são todos os cartões de débito que funcionam para saques no exterior. Também tem o fato de que algumas coisas você só vai conseguir pagar com moeda local e não vão aceitar cartão, mas também tem situações onde só aceitam pagamento com cartão... Então a melhor opção costuma ser um mix entre moeda em espécie (Dólar ou Reais) e cartão de crédito, pessoalmente eu costumo fazer meio a meio, metade das coisas eu programo pagar no cartão de crédito, e metade em dinheiro vivo. Mas independente da opção que você for escolher como prioritária, sempre tenha pelo menos uma outra opção de pagamento, pois se o seu cartão resolver não funcionar, você tem algum dinheiro em espécie, e se lhe furtarem o dinheiro em espécie, você tem o cartão para lhe ajudar na emergência. E muito importante, nunca carregue dinheiro e cartão na mesma carteira, bolsa, pois assim se perder um você perdeu os dois, sempre que possível deixe um cartão escondido na sua mala/mochila. Pessoalmente eu não gosto de pagar muitas coisas antecipado, e paga antecipado somente aquilo que realmente for necessário. Eu costumo pagar antecipado somente passagem de avião e de trem, ou então de passeios que tem que ser reservados antecipadamente como Machu Picchu, que é um local onde você não costuma conseguir comprar ingresso lá na hora. Se pagar muita coisa antecipado, e depois ocorrer algum imprevisto e você precisar cancelar ou mudar a data da viagem, ou se simplesmente tiver que mudar a data de um passeio por que o clima estava muito ruim no dia planejado, você vai ter um problemão para reaver o seu dinheiro, muita gente se ferrou nos últimos meses por causa disto, quando teve que cancelar as viagens por causa do covid e já tina pago tudo antecipado. Eu também tive que cancelar uma viagem por causa do Covid, mas como eu só tinha comprado passagem de avião antecipado, o meu problema foi menor. Ou seja, pagar antecipado ou não é uma escolha pessoal de cada pessoa, se você estiver disposta a correr o risco de ter problemas com cancelamento em troca de alguns trocados de economia ou para levar menos dinheiro, sem problema, mas nestes próximos 12 meses pessoalmente eu não arriscaria nada, devido a grande incerteza em relação ao covid.
  28. 2 pontos
    Conjunto de 10 álbuns musicais recentes que poderás ouvir durante a tua roadtrip: https://lavidaesmara.com/2020/06/20/albuns-musicais-recentes-viagem-verao/
  29. 2 pontos
    Sou do RJ estou cansada de viver no sistema e queria saber se alguém topa sair pelo Brasil montar esse projeto e fazer companhia porque é tudo melhor quando temos alguém para compartilhar, me chamo Nicolle eu sou bartender iniciante e se alguém se interessar comenta aqui se for passar pelo rj e quiser companhia para seguir essa vida nômade! Obrigada pela atenção de quem leu até aqui s2. Ideias e dicas são sempre bem vindas, pazz e amor
  30. 2 pontos
    O problema é que estes planos podem ir por água abaixo: https://veja.abril.com.br/mundo/brasileiros-ficam-fora-da-lista-de-viajantes-permitidos-pela-ue-diz-nyt/ A União Europeia está reunida hoje para discutir um plano de reabertura das fronteiras, e pelo que se sabe, o Brasil estaria fora da lista de países que seriam permitidos na 1ª e 2ª fase de abertura, e no ritmo que está no Brasil, vai longe até atingirmos os números que permitiriam a entrada de brasileiros... Sendo sincero, na minha opinião, a menos que ocorra uma reviravolta mirabolante, viajar para o exterior sem problemas vai ser coisa só para o ano que vem...
  31. 2 pontos
    Algum interessado em fazer europa sem grana. Nada dessas armadilhas pra turista, a ideia é andar mesmo e conhecer gente e lugares. Eu já rodei um pouco da América do Sul. Por enquanto não tenho nada planejado, é apenas uma sondagem pra ver se alguém se interessaria. Vale tudo, a pé, carona, bus, trem. O trajeto não importa só gostaria de começar or terminar na Alemanha. Sem data pra voltar, talvez eu fique por la mesmo. Alguém se interessaria? Já estou um ano longe de casa então tenho alguma experiência do que funciona e do que não funciona. Até pessoas seria interessante pra mim. Já viajei em trio, complica um pouco nas caronas, mas ainda é viável. Quem se interessar me chama no whats 45 998183987 e se alguém quiser ver fotos da minha viagem aqui no br e américa do sul me segue no insta: @chicoalhandra Estilo da viagem quanto mais lento melhor, e quando eu digo lento é realmente lento Uma nova trip pela américa do sul também é uma possibilidade, mas Europa é o grande foco agora.
  32. 2 pontos
    @filiperocha Concentre-se apenas em 1 ou 2 países no máximo, é o que sempre falo aqui.
  33. 2 pontos
    @filiperocha ao montar seu roteiro nao pense em países, pense em cidades. 15 dias de férias para querer passar por 3 ou 4 países não é impossível porém não é viável. Primeiramente, dos quinze dias voce só terá doze úteis pois voce sairá do Brasil e chegará na Europa no outro dia, isso se nao tiver que fazer uma conexao para algum outro país caso vá para Europa Central / Leste. O último dia (da volta para o Brasil) voce tambem nao conseguirá aproveitar pois estará envolvido arrumando malas e se deslocando para o aeroporto. Caso consiga emendar as férias com um final de semana ou feriado pode-se otimizar essa perda do deslocamento. Segundo, voce quer economizar, entao evite fazer vários deslocamentos pois eles comerão uma boa parte do seu orçamento. Cada cidade tem suas atraçoes e cada pessoa tem seus gostos, mas eu recomendaria pelo menos uns 4 dias inteiros em Berlim, 3 em Praga e 3 em Budapeste. Dá pra fazer em menos? Sim. Mas voce com certeza faria uma viagem correndo literalmente e muita coisa passaria em branco. Neste exemplo voce ja gastaria dez dias úteis mais dois nos deslocamentos, ou seja, os outros destinos ficaria fora do seu tempo disponivel pra viagem. Terceiro, os dias de deslocamentos voce nao pode contar como um dia útil pois mesmo se deslocando pela manha, na melhor das hipóteses voce perderá a metade de um dia ou mais. Entao pra quem tem pouco tempo, muitos deslocamentos ti permitirá aproveitar muito menos do que se poderia. Lembre-se tambem que imprevistos podem acontecer e pra quem viaja com um roteiro cronometrado qualquer pepino poderá comprometer o restante da viagem. Na minha opinião voce poderia escolher passar por no máximo dois países pra poder fazer uma viagem mais proveitosa. Muitas pessoas tambem escolhem uma cidade base e a faz como hub para passeios proximos em outras cidades. Com isso a pessoa levanta cedinho, vai até o destino e volta a noite, com isso nao precisa fazer checkin/checkout.
  34. 2 pontos
    Em março de 2020 finalmente realizamos nosso sonho de conhecer as Ilhas Galápagos! Foi muuuuuuito melhor do que imaginamos! Antes de irmos pesquisamos bastante sobre o que fazer e como não gastar muito por lá mas não encontramos muitas dicas, então resolvemos postar aqui no Mochileiros o que a gente fez para economizar. Em muitos blogs vimos dicas sobre fazer cruzeiro ou passeios de barco caríssimos... Segundo esses blogs só assim era possível ver a fauna e flora da região. Mas eles estavam absolutamente errados pois vimos uma infinidade de animais nas ilhas principais: Santa Cruz e San Cristóbal. E praias incríveis também, algumas ótimas para snorkel ou nadar com lobos marinhos. Nossos passeios foram todos registrados em nosso canal, no Youtube. Vamos compartilhar 3 vídeos aqui (que é o máximo que esse site permite) mas tem mais coisa lá no canal... O único passeio com agência de turismo que fizemos foi o Mergulho na Ilha Pinzón. Gastamos 110 dólares por pessoa (e olha que este era um dos passeios mais baratos). E o resto fizemos por nossa conta mesmo, o máximo que precisamos foi de táxi. E olha, foi INCRÍVEL! Não nos arrependemos nem por um segundo. Não tivemos tempo hábil para visitar a Ilha Isabela, se vc tiver tempo não deixe de ir. Dizem que é linda tb! Se por acaso for assistir os vídeos do nosso canal por favor: se inscreva! Nós somos um casal que ama viajar pelo Brasil e pelo mundo compartilhando nossas experiências. Falamos de gastronomia também e vira e mexe fazemos umas receitas. Esperamos que goste! Também temos um perfil no Instagram, caso queira tirar alguma dúvida sobre a viagem. https://www.instagram.com/ossaboresdomundo/ Dê play e divirta-se!
  35. 2 pontos
    Olá, amigos mochileiros! Vou fazer o relato aqui da minha viagem à Patagonia Argentina e Chilena, em Fevereiro/Março 2020 (um pouco antes da quarentena em SP hahhaha) O roteiro foi o seguinte: Dia Data Semana Local Partida Local Chegada Atividade 1 23/02/2020 Domingo SP - Buenos Aires El Chalten Transporte 2 24/02/2020 Segunda El chalten El chalten Cerro Torre 3 25/02/2020 Terça El chalten El chalten Fitz Roy 4 26/02/2020 Quarta El chalten El calafate Transporte 5 27/02/2020 Quinta El calafate El calafate Perito Moreno 6 28/02/2020 Sexta El calafate Puerto Natales Transporte 7 29/02/2020 Sábado Puerto Natales Refugio Grey Trekking W 8 1/3/2020 Domingo Refugiu Grey Paine Grande Trekking W 9 2/3/2020 Segunda Paine Grande Frances Trekking W 10 3/3/2020 Terça Frances El Chileno Trekking W 11 4/3/2020 Quarta El Chileno Puerto Natales Trekking W 12 5/3/2020 Quinta Puerto Natales El Calafate Transporte 13 6/3/2020 Sexta El Calafate Buenos Aires Transporte A passagem SP - Bsas - El Calafate saiu por R$ 1.600,00, comprei na submarino viagens. Depois, eu comprei a bagagem separada, só não lembro exatamente quanto eu paguei. Em relação à bagagem/roupas, levei tudo o necessário para fazer trilhas e para acampar também (não levei saco de dormir nem barraca, aluguei esses dois itens em Puerto Natales - mais pra frente eu falo melhor disso) Lembrando que eu levei tudo o necessário pra cozinhar também, especialmente em TDP (eu levei uma panela, caneca, fogareiro e gás). Vou listar aqui os acessórios que eu achei que ajudaram muito: -Bandana tubular: aquele modelo Buff, foi muito útil nas trilhas pq protege o pescoço do vento e dá pra levantar pra proteger o rosto também (especialmente boca e orelhas)] -Luva: foi bem útil nas trilhas tb, comprei uma na Decathlon e usei todos os dias em que fazia trilha -Bastões de caminhada: levei 2, foi extremamente útil pra se segurar do vento e pra cruzar riachos/córregos. Além disso, é muito útil nos momentos de descidas de trilhas, vc vai se apoiando e desce com mais firmeza - Dá pra alugar em El Chalten e em Puerto Natales tb, caso vc não tenha/não queira comprar. -Powerbank/bateria reserva: usei muito em Torres del Paine, carregava o celular, relógio e fone também -Relógio GPS: esse aqui é meio opcional, eu tenho pq faço corrida de rua. Foi bem útil pra acompanhar as trilhas, pra ter ideia da kilometragem percorrida e quantos kms faltam ainda. -Comida liofilizada: no trekking W, eu me alimentava baseado em comidas liofilizadas. Eu comprei alguns pacotes da Mountain House e foi extremamente útil, economiza muito espaço, peso e tempo de preparo também. Mais pra frente eu falo melhor da comida da Mountain House -Protetor solar: indispensável para a Patagonia. Vou listar agora algumas coisas que eu levei e que não foram muito úteis ou nem sequer usei: -Reservatório Camelbak: as trilhas de El Chalten e em TDP tem muitos pontos de água potáveis disponíveis. Não precisa levar uma camelbak, uma garrafinha de 700ml normal é mais que suficiente, sempre dá pra pegar água ao longo das trilhas -Calça de moletom: eu levei pq achei que ia usar pra dormir nos campings de TDP. Não usei, eu aluguei um saco de dormir muito bom e dormia só com a segunda pele mesmo, em nenhum momento eu usei calça de moletom. Nos hostels, tem calefação tb, então não é necessário -Filtro de água: eu tenho um Sawyer Mini, não levei e não achei necessário tb, a água lá é puríssima! Além de tudo isso, eu levei um kit primeiros socorros e eu levei também um Spot Gen 3. Do kit, eu usei alguns pedaçoes de micropore e emprestei algumas coisas para umas pessoas tb, mas nada grave. Vou fazer o relato dia a dia
  36. 2 pontos
    Alguém ai interessado em ingressar comigo num pacote de worlpackers no peru e enquanto ficamos hospedados em casa de um anfitrião, fazemos trabalho voluntario? Com ajuda de custos?
  37. 2 pontos
    11/03/2020 Cobá é um dos sítios arqueológicos mais interessantes da região, com o grande diferencial que se pode explorar e subir em grande parte das construções, o que para mim é uma experiência ainda mais enriquecedora! O relato aqui tá bem resumido porque preferi dar mais ênfase no vídeo que fiz, e pode ser acompanhado no link que deixarei abaixo. A intenção é justamente ajudar aos outros exploradores mochileiros como eu a montar suas viagens tendo em vista o menor custo com o maior proveito possível da viagem. Continuando as andanças pelo México, mais precisamente na Riviera Maia, acordei muito cedo e fiquei aguardando até às 7h para o café. Guardei a mochila maior no depósito (gratuito) e, como o sistema do café da manhã é self service, me servi bem... Fiz o checkout, recebi os $50 de volta (depósito que paguei quando cheguei ao hostel) e cheguei ao ponto de vans às 07:30h. Como não havia nenhuma lá, perguntei se era ali mesmo e um motorista de outra van disse que sim, mas que demorava. Fiquei na praça de Tulum e vi a tal van que parou em um semáforo. Perguntei ao motorista e ele só indicou o lugar, que era onde eu estava inicialmente. Fui para lá e ele disse que a van só saía com 20 pessoas, o que demoraria até umas 8h ou 9h da manhã. Bom,usei o tempo para tirar fotos pela praça e arredores. Ficar parado assim me incomoda. Sentei em um banco e fiquei escrevendo este relato até quando vi uma movimentação na van e fui até lá. Outro motorista disse que poderia aguardar sentado e entrei. Eram 08:44h e, além de mim só havia mais duas pessoas. A van lotou às 09:10h e ainda assim só saímos às 09:17h. Havia muitos estranjeiros. Ainda bem que me posicionei mais cedo, porque senão seria bem apertado. O preço ficou em $70. Chegamos a Cobá às 10:00h e a van nos deixou quase na portaria. Comprei a entrada por $80 e comecei a explorar o lugar. Logo no início, as primeiras construções já impressionam, como o jugo de Pelotas e seus arcos. A caminhada é grande e existem bicicletas para alugar ou táxi (triciclo com motorista pedalando). O caminho é bem arborizado mas as atrações carecem de placas informativas. Procurei não demorar muito na entrada e seguir direto às atrações distantes, para depois, na volta, poder ver com mais calma e menos gente. O sol estava escaldante e recomendo levar água e algo para comer pelo caminho. Como mencionei, a possibilidade de poder subir nas estruturas torna o passeio ainda mais interessante... Na pirâmide subi num único fôlego. As pedras são muito escorregadias e requerem cuidado. Existe uma corda central que ajuda tanto na subida quanto na descida. A vista é muito bonita, como se abaixo a vegetação formasse um tapete verde encobrindo todas as construções, com exceção do topo dos templos mais altos. Ainda que o fluxo fosse grande no topo, como subi rápido, levei vantagem e pude tirar boas fotos, com pouca interferência. Na descida fui cuidando com as pedras lisas e cheguei rapidinho. Depois fui ao observatório e, por fim, à praça das estelas, passando pelo templo das pinturas antes. Mais uma vez ficaram devendo mais informações, porém a riqueza das obras supera esse detalhe. O mapa offline do Google Maps foi de vital importância. O lugar é gigante e as construções, que são nomeadas por grupos, são muito distantes! Prepare-se para caminhar muito... Por isso que é essencial ir na parte da manhã, pois se pode aproveitar melhor o lugar e não ter tanto sofrimento com o sol da tarde. Na volta procurei nem pensar no quanto os pés doíam. Já quase no final, lembrei que faltavam alguns prédios atrás da Plaza de Pelotas e, para a minha surpresa, tinha uma outra pirâmide bem alta (la Iglesia), mas que não se podia subir. Próximo, havia uma equipe fazendo filmagens com crianças para uma novela. Dei a volta e tirei as últimas fotos no lugar. Saí às 13:15h. Fazia um sol terrível e agora, fora da cobertura das árvores, senti o pescoço e rosto queimando. Segundo o Strava, foram quase 8 Km de caminhada pelo sítio arqueológico! Um detalhe interessante e que é muito bom usar é a rede de WIFI gratuita disponibilizada na região próximo à portaria de entrada. Pude mandar mensagens e compartilhar algumas fotos, além de poder usar o banheiro gratuito e bem limpo. Fui em busca da van de retorno e, perguntando daqui e dali, disseram que só havia ônibus, que saía em frente a igreja. Lá fui eu e o pior que o horário era às 15:10h e o preço $100. Quase uma hora e meia de espera... No sol! Fiquei olhando cada van que passava para ver se não seria da empresa que vim. Às 14h passou um ônibus da Mayab. Fiz sinal mas o motorista disse que o destino era Valladolid. Bom, agora já sei que de Cobá à Valladolid tem ônibus de ida e volta. Ainda mantendo a esperança, vi a van passando e retornei mais um pouco, pois tinha um rapaz que veio comigo. Nesse meio tempo, apareceu um ônibus feio e as pessoas atravessaram a rua para pegar. Fui no bando para ver qual era, mas subi e o motorista já fechou a porta... Agora já era. Perguntei o valor para Tulum e, para a alegria geral do povo mochileiro, era mais barato ainda: $50! Peguei uma poltrona bem na frente para filmar, mas não deixeide colocar o cinto, como sempre. Tirei o tênis e as meias. Meus dedos estavam bem úmidos e doloridos, pelo constante vazamento de líquido das calos. Pelo menos dava para dar uma respirada até chegar. A viagem foi bem mais rápida do que com a van e o motorista me deixou na rua atrás do hostel. Fui pisando em espinhos até o Hostel, onde peguei a mochila e água também, enchendo a garrafa. Tirei o tênis, coloquei um Band aid no pior dedo e calcei os chinelos. Pelo alívio que deu, consegui voltar a caminhar. Na rodoviária, comprei a passagem à Valladolid por $110 e a atendente disse que seria uma van. Para mim não tem problema, pois era mais barato e escolhi a poltrona 3, na qual poderia filmar a viagem e esticar as pernas lá na frente. Segui para a taqueria pedir uma saideira... Não de bebida, mas de empanadas! Foram 2 de queijo e mais um taco de asada. Comi primeiro com o molho verde e nada... Resolvi colocar o vermelho. Até chorei! Rsrs. Pior que não pedi nada para tomar e comi uns limões para ajudar, se é que isso seria possível. O valor foi de $30 e saí satisfeito para o terminal. Esperei menos de 20 minutos e o ônibus chegou, sendo anunciado. Levantei, apresentei o bilhete, guardei a mochila maior no bagageiro e me posicionei na poltrona 3. A van era bem confortável, o ar condicionado agradável e com tomada USB funcionando! Coloquei o celular para carregar, mandei as últimas mensagens pelo wi-fi gratuito e, pontualmente, saímos de Tulum. A viagem foi bem tranquila. Estiquei bem as pernas e fiquei observando a sinalização, que difere da nossa em alguns aspectos, como por exemplo, os veículos podem transitar pelo acostamento para dar passagem a outro e, por isso, ele tem a pintura tracejada. Pelo caminho foram muito poucas curvas pois tudo era plano é de ótimo asfalto. O próximo destino será Valladolid! Gastos: $70+$50 (transporte Cobá), $80 ingresso, $30 empanadas, $110 ônibus Valladolid, $400 hostel, $128 compras. Total $768 (pesos mexicanos) Desculpe o resumo, mas no vídeo tá bem explicadinho, inclusive a história do lugar e das principais construções:
  38. 2 pontos
    A Europa é um pouco diferente da America do Sul, onde na prática ninguém está ai pra o que você vai fazer, quanto tempo vai ficar e como vai se sustentar. Para começar, com passaporte brasileiro você pode ficar no máximo 3 meses na Europa, não é 3 meses em cada país, mas sim 3 meses no total, somando todos os países. Depois de ter ficado 3 meses lá, você tem que ficar no mínimo 3 meses fora de lá antes de retornar. A outra questão, é que ao chegar lá na Europa, no aeroporto mesmo você vai ter que passar pela imigração, que vai lhe fazer algumas perguntas para decidir se deixam você entrar ou se você volta para o Brasil no próximo voo. A primeira coisa que os policiais da imigração costumam perguntar, é a data que você vai embora de lá, e geralmente precisa apresentar o comprovante de que você tem uma passagem válida indo embora de lá dentro do prazo, se não tiver esta passagem indo embora, você nem sai do aeroporto, e embarca no mesmo dia de volta para o Brasil. A segunda coisa que os policiais da imigração costumam perguntar é o que você pretende fazer lá e como vai se sustentar durante o seu tempo lá. Você precisa saber explicar claramente o que pretende fazer por lá, e também precisa conseguir provar que possui dinheiro suficiente para se sustentar lá sem trabalhar, brasileiros não podem trabalhar legalmente na Europa, a quantia de dinheiro que eles exigem que você tenha varia ligeiramente de um país para o outro, mas com menos de 60 ou 70 Euros por dia, dificilmente será aceito. E novamente, se você não saber explicar claramente o que pretende fazer por lá, e se não comprovar que possui dinheiro suficiente, ou se falar que pretende trabalhar para se sustentar, você volta no mesmo dia para o Brasil. Em resumo, brasileiros não são bem vindos na Europa, eles só nos aceitam quando tem certeza de vamos embora dentro do prazo permitido, e quando tem certeza de que temos dinheiro para nos sustentar lá, e que não iremos ficar ilegalmente lá, mendigando, cometendo crimes ou trabalhando ilegalmente.
  39. 2 pontos
    Opa, achei estas reportagens agora. Boas notícias. Vamos poder conhecer toda a ilha finalmente. Conflito resolvido. https://www.paginasiete.bo/cultura/2019/7/1/despues-de-dos-anos-de-conflicto-se-reactiva-el-flujo-turistico-en-la-isla-del-sol-222701.html?fbclid=IwAR036VZEXQNltrBrfmKVaJAg5RD8uAkl84miy54D_BrBiv6XNzuEzfwcMGM# https://www.lanacion.com.ar/turismo/isla-del-sol-curioso-conflicto-comunidades-del-nid2282802
  40. 2 pontos
    Oi @edgarjrbr ! Com certeza o pós pandemia contará com novas regras, como uma nova limitação de visitantes, distanciamento social, uso de máscaras em algumas atrações... Sobre sua decisão, se joga! Depois conta aqui pra gente se deu certo. Muita gente deve ter essa curiosidade se é possível visitar dois parques no mesmo dia e aproveitar apenas suas atrações favoritas. Eu tenho também! Grande abraço
  41. 2 pontos
    Oi @carolcasstro, boa noite. Achei interessante voltar e compartilhar minha decisão. Então, como não tenho dia sobrando no planejamento e gostando de aproveitar cada local ao máximo com aquela sensação de fazer o ingresso valer a pena, decidi em continuar com o plano dos dois parques no mesmo dia, desta forma conseguirei ir nas três melhores atrações do Animal Kingdom e também conhecer a Toy Store Land no Hollywood Studios, sendo locais e atrações específicas por isso compensando essa loucura. Contudo, concordo plenamente com todos os pontos que você informou. Muito obrigado mais uma vez, acredito que sua análise ajudará muitos viajantes com essa mesma dúvida.
  42. 2 pontos
    A minha viagem por alguns países do Sul da África iniciou por Johannesburgo, de lá fomos com carro alugado até Lesoto. Voltamos a Johanesburgo e pegamos um voo para Maun – na região do Delta Okavango- no Botswana. Após passarmos pelo Delta do Okavango, fomos ao Parque Chobe no norte do país. De lá cruzamos por terra para o Zimbabwe, na região da Victoria Falls. Após isso, cruzamos a Zambia, desde Livingstone, Lusaka até o Malaui. Chegando no Malaui ficamos na capital chamada Lilongwe e seguimos viagem com carro alugado até Cape Maclear (Monkey Bay)- região sul do Lake Malawi. Voltamos a Lilongwe para pegar um voo a Maputo no Moçambique. Depois cruzamos para a Suazilândia e finalmente voltamos para Johanesburgo finalizando a viagem. ----- Quando comecei a planejar minha viagem à África, pensei imediatamente em alugar um carro. Na minha última viagem à África, visitei a Namíbia e foi muito fácil dirigir por lá. 1) Se você está planejando viajar da África do Sul para o Botswana, eu recomendo fazer um vôo de 1:30 hrs com Botswana Air (de Joanesburgo para Maun) ao invés de dirigir 18 hrs. Você vai economizar muito tempo e o preco da passagem é praticamente igual ao aluguel do carro para 2 pessoas porém são praticamente 2 dias perdidos dirigindo. 2) Um aluguel de carro 4x4 custa aproximadamente US $ 1.300 por semana (incluso 2 taxas de fronteira (Lesoto e Botswana) + entrega do carro em um país diferente) 3)Tenha cuidado para não se confundir com os preços on-line (quando você fizer a pesquisa, ele mostrará somente o preço do aluguel do carro mas você precisa adicionar outros custos a ele). Você precisará pagar pelo aluguel do carro + taxa de devolução em local diferente da retirada + taxas de travessia de fronteira + taxa de contrato. O valor da taxa de devolução do carro em outro país é geralmente o dobro do preço da locação do carro 😖. 4) O melhor GPS para usar na Africa é o Here WeGo: muito simples, é necessario apenas baixar os mapas off-line e pronto, funciona muito bem. De backup baixei os mapas no Google mas não funcionou em alguns países. 5) Nem sempre as empresas sul-africanas têm os melhores preços, entao pesquise. 6) não é aconselhável andar à noite após as 18 hrs e dirigir carros também. A maioria não pára nos semáforos vermelhos. Na África do Sul é por causa de roubo, mas em Botsuana, por exemplo, é por causa dos animais na estrada. Johannesburg - Africa do Sul Chegamos em Johannesburgo e o staff do nosso hotel literalmente começou com o terror sobre a falta de segurança na cidade, que não era recomendado sair sozinho e muito menos após as 18 horas. Ir até o Soweto então sozinhos, nem pensar. Ficamos em um bairro considerado seguro, em Sandtown, bem na Mandela Square (Do aeroporto até Sandtown são 30 km). Não é recomendado ficar na região do centro. Tudo é muito espalhado pela cidade, e como seguiríamos viagem até o Lesoto, fazia sentido alugar um carro. Na verdade, o staff do hotel tinha razão quando falavam sobre a segurança, mas não é uma situação tão alarmante nos pontos turísticos. Acho que eles queriam mesmo é descolar uns $100 dólares de tour guiado. Como não temos esse perfil, fui a procura de um tour daqueles hop on hop off, que pelo menos iria nos levar a todos os pontos principais, e do ônibus teríamos uma ideia se podíamos descer ou não. Resumindo: pagamos 18 dólares (240 Rands) cada ticket e fomos em todos os pontos turísticos exceto Soweto. Há também a opção de ir ao Soweto e o ticket custa o dobro. Apesar de Johannesburgo ser a maior cidade da África do Sul e ser considerada uma cidade de "oportunidades" e expansão nos dias atuais, a grande maioria do comércio fecha entre 16:30 e 18:30 hrs (incluindo lojas e restaurantes dentro de grandes shoppings). Ou seja, precisa se organizar para poder jantar. No dia seguinte decidimos ir com o carro alugado até o Soweto e foi totalmente tranquilo. A rua da Casa do Nelson Mandela é bem turística, tem vários camelôs vendendo souvenirs e alguns cafés. Para estacionar também foi bem tranquilo e sempre aparece gente se oferecendo para cuidar do carro. Soweto é uma área que foi delimitada aos negros durante o Apartheid, portanto o bairro fica no subúrbio de Johannesburgo e é plano. Isso diferencia bastante das favelas que conhecemos no Brasil - as construções se misturam entre casas simples e barracos de metal. Lesoto Você sabia que dentro da África do Sul há 2 países? Um se chama Lesoto e o outro Suazilândia ou Essuatíne (o Rei mudou o nome do país recentemente). "Lesoto, uma país independente mas totalmente dependente da África do Sul" – essa foi a minha conclusão sobre o Lesoto. O solo é muito árido e pobre, além das altas temperaturas e falta de chuvas por longos períodos. A maior parte dos alimentos e outros bens são importados da África do Sul. O reino de Lesoto (ex Basutolândia) se auto-denomina como: "Lesotho, kingdom in the sky" e em Portugues, "Lesoto, O reino no céu". É o único país no mundo em que toda a sua superfície está a mais de 1.000 metros do nível do mar. Algumas nacionalidades possuem isenção de taxa de visto mas os brasileiros devem pagar 150 dolares por um single entry. É bem fácil solicitar o e-visa (http://evisalesotho.com/) Lesoto é relativamente pequeno, possui extensão de um pouco mais de 30.000 km2 e uma populacao de 2,1 milhões. Se você olhar o mapa do país verá que há aglomerações bem espalhadas, tornando difícil a locomoção de uma cidade a outra por transporte público. O comércio no geral fecha muito cedo (entre 17 e 18 hrs) então precisa se planejar. A noite as vias não possuem iluminação! Tem muitos barracos por toda a cidade e a população é muito pobre. Como chegar: 1) De Johannesburgo aluguei um carro. De ônibus é necessário ir até Bloemfontein e de lá pegar outro ônibus até Maseru (capital do Lesoto). Ou também há voos até a capital Maseru. 2) Pagamos 50 dólares x dia em um Toyota Yaris - é necessario pedir um documento que a locadora autoriza o carro entrar em Lesoto. 3) De Johannesburgo são 379 km - aprox 5 hrs. 4) Gasolina custa aprox 1 dolar por litro. 5) Não é necessário um 4x4 pois as estradas são até que OK, mesmo sendo secundárias. Muitas partes com buraco então é recomendável dirigir durante o dia. Algumas estradas de terra com muitas pedras, caso você opte por fazer um mini rally dentro do Lesoto (optamos por alguns quilômetros de rally pois gostamos de aventura 😂) Já imaginou sair de cobertor na rua ??? 😃 O traje tradicional no Lesoto é a manta Basotho, ou seja, um cobertor de lã. Os cobertores estão sempre presentes durante todas as estações, e é usado por homens e mulheres. O país vive da agricultura e criação de ovelhas, então é comum encontrar pessoas vestidas com um cobertor pelas ruas conduzindo ovelhas por exemplo. Delta Okavango - Botswana O Delta Okavango é acessível por via terrestre ou de aérea (você deve voar para Maun em Botswana). Maun é uma cidade bem pequena e há poucas opções de hotéis. Sua infraestrutura é completamente diferente de outros países africanos pois são muito limitados. Por exemplo: você precisa escolher suas refeições com antecedência para que eles possam prepará-las, incluindo café da manhã que na maioria dos hotéis não está incluso na diária. Não espere muito com relação culinária local pois as opções são limitadas. Para passeios você pode escolher entre: 1) Lancha 2) Voos panorâmicos de avião ou helicóptero (helicóptero parece ser a melhor opção porque eles abrem a porta e voam muito mais baixo, possibilitando tirar boas fotos e com a melhor vista) 3) Mokoro (pequenas canoas para 2 pessoas no máximo que cruza pelo rio Okavango). DICA : O passeio de Mokoro é vendido pelos hotéis por US $ 80 por pessoa, no entanto, há uma maneira muito mais barata e fácil de fazê-lo pela metade do preço, além do que, você vai dar o seu dinheiro para os locais em vez dos proprietários do hotel. Primeiro você precisa encontrar o Okavango Kopano Makoro Community Trust (OKMCT) que fica no mesmo pátio da Horizon Helicopters (você pode encontrar no Google Maps). A caminhada é aproximadamente 8 minutos do aeroporto - na mesma estrada! Então lá você vai pagar 68 pulas (usd 6,80) por pessoa para entrar no Boro Gate (há varias entradas para o Rio Okavango e esta é a mais próxima do centro da cidade de Maun). O Boro Gate é 1 h de distância do OKMCT, e é impossível ir sozinho pois você não vai encontrar o seu caminho até lá e não tem nos mapas / gps. Importante: OKMCT não tem transporte para o Boro Gate, mas você pode pedir para eles ajudarem a contratar um carro – no nosso caso, a pessoa que nos atendeu ligou para o marido fazer o transfer – não é necessário 4x4. Primeiramente ela nos passou o preco de um 4x4 de uma agencia de turismo local e era o dobro do preco. Eu disse que era muito caro e nós pagamos 50 dólares para ir e voltar, em carro normal, mas eu acho que você pode negociar mais e chegar nos 40 dólares. Uma vez que você chegar na comunidade do Rio Okavango, você vai pagar 200 pulas (usd 20) para o passeio de Mokoro e mais 25 pulas (usd 2,50) para cada assento (é um assento de plástico para colocar dentro do barco para que seja mais confortável) . Uma vez que o passeio começa você vai passar 1:30 h pelos canais do rio até chegar um local para o safari a pé, que leva tambem aprox 1 hora de caminhada e mais 1:30 h para voltar. Certifique-se de chegar cedo para que você tenha mais chances de ver os animais, traga protetor solar, repelente, muita água, comida e um chapéu (as canoas são abertas e é muito sol) Chobe Park - Botswana De Maun nós pegamos uma van na rodoviária para a cidade de Nata. São 295 km - 4:30 hrs, custa 80 pulas (usd por pessoa e partiu às 9 am / chegou às 1:30 pm. De Nata você precisa pegar outra van para Kasane, são mais 307 km, custa 84 pulas (usd 8,40) e são mais 3:30 h de carro. Partiu às 1:30 pm / chegou às 5 da tarde. De alguma forma eles foram organizados e assim que chegamos em Nata, havia outra van esperando para Kasane. No Botswana você não encontrará informações fáceis, parece que as pessoas não estão interessadas em ajudar ou elas simplesmente não se importam. Também é difícil encontrar informações on-line. Horários de ônibus também são impossíveis de encontrar, mesmo na "rodoviária", porque é apenas um posto de ônibus /van. Indo para Chobe Park você tem 3 opções: 1) Reserve um hotel na área de Savuti, onde os preços são muito altos - min Usd 400 por dia e você precisará pagar um vôo para chegar lá. A maioria das tarifas dos hotéis desta área inclui o voo. Savuti está localizada na área leste de Chobe, é savana, área alagada e não recomenda-se ir por conta e nem mesmo em 4x4. 2) Se não quiser voar e tiver tempo, é possível fazer um safari móvel. Você pode chegar em Maun e com o safari móvel seguir em direção ao Savuti fazendo safaris pelo caminho. 3) Opção mais em conta: Reserve um hotel perto de Kasane e visite a parte norte do Parque Chobe. Os preços dos hotéis variam e você pode escolher aquele que atenda às suas expectativas. Descobrimos o melhor hotel até agora com comida de qualidade, quartos incríveis e o nome é The Old House – fica em Kasane. Zimbabwe Do nosso hotel em Kasane (Botswana) usamos a companhia Wild Horizons para nos levar para a fronteira com o Zimbabwe (15 min de carro) para podermos emitir o visto Kaza Univisa (custo de 50 pp para ambos os países - Zimbábue e Zâmbia, e é válido por 1 mês). Depois disso, pegamos outra van já do lado do Zimbábue para ir a Victoria Falls. (Mais 60 km). O ticket para entrar na Victoria Falls do lado do Zimbabwe custa USD 30 pp. Uma das 7 maravilhas naturais do mundo, a Victoria Falls fica entre o Zimbabwe e a Zambia e ganhou este nome de David Livingstone, que foi o primeiro europeu a ve-las em 1855 e homenageou a rainha da época com o seu nome, Victoria. Victoria Falls é a maior queda d'agua do mundo com 1,7 km de extensão no cânion do Rio Zambezi. O volume de agua é de 1 milhao de litros x segundo e as quedas chegam a 128 metros. Zâmbia - Livingstone De Victoria Falls no Zimbábue você deve apenas caminhar até a fronteira para obter o seu carimbo de saída do país. Caminhar mais 1,5 km até à fronteira com a Zâmbia e obter o seu carimbo de entrada. A melhor taxa de câmbio é na fronteira, por isso não perca. Você pode pegar um táxi por 60 kwacha zambiano ou cerca de 6 dólares para o centro de Livingstone, que é cerca de 11 km da fronteira. A cidade em si não tem muito a oferecer, mas é muito mais barata que Vic Falls. Você pode visitar o mercado local para comprar souvenirs. A maior parte dos turistas visitam a Zâmbia para conhecer a Devils Pool ou a Angels Pool (dependendo da época, a Devils pool esta fechada devido ao volume de agua, então eles oferecem outra piscina natural que é a Angels Pool). Na Devils pool os turistas tiram a famosa foto bem na borda da catarata, em uma piscina natural que se forma antes da queda. A entrada para o parque é USD 105 pp 😮 !!!! E você precisa ter um guia. O passeio de Livingstone, ida e volta, fica por USD 125 pp. Outra opção de passeio é o The Elephant Café, que custa usd 185 pp para tomar um café da manhã ou almoço e interagir com os elefantes. Precisa reservar com antecedência pois servem um numero limitado de pessoas. Zâmbia - Lusaka De Livingstone para Lusaka de ônibus (melhor opção disponível) é cerca de 8 horas e custou usd 20 pp. O ônibus sai às 9 horas e chegar às 17:30 aprox. Tivemos a sorte de ter a/c no ônibus, mas eles param muitas vezes no caminho para deixar as pessoas em pequenas cidades ou na estrada. Lusaka tambem nao tem muito a oferecer. A Zambia em si é um pais com poucos atrativos e recentemente se conscientizaram com relacao a caça de animais. Portanto estao introduzindo novamente alguns animais aos parques nacionais. Malawi - Lilongwe Em 2005 foi considerado o país mais pobre do mundo e hoje está em 4o lugar no ranking com a ajuda do FMI, Banco Mundial e a melhora da economia local que é basicamente agricultura (apesar do clima seco e árido - pelo caminho muitas áreas de plantação de milho e tabaco). O Malawi foi devastado pelo virus da AIDS e tem mais de 1 milhão de crianças órfãs pela doença. Mais de 40% da população vive com menos de USD 1,20 por dia. Lilongwe é a capital do Malawi, eu fiquei extremamente assustada com a pobreza daqui. De Lusaka a Lilongwe (Malawi) são 12 horas de viagem de ônibus (parte às 6h - chega às 18h), custa usd 39 pp com o Kobs Bus Service. No caminho, eles oferecem um pacote de biscoitos e um 7up. O ônibus para em torno de 10 vezes no caminho. Os brasileiros pagam usd 75 pp pelo visto de turista - tentei obter o vistoa de trânsito que custa usd 50, mas não permitiram. Recomendacao de Hotel: Hotel Kiboko – naohá muitas opções e pelo o que pesquisei era o melhor custo beneficio. Malawi - Cape Maclear De Lilongwe para Cape Maclear foram 4 horas por causa do engarrafamento em Lilongwe além da rota do GPS, que nos levou por caminhos secundários, estradas esburacadas, areas rurais e cheias de buracos. Portanto evite a rota mais rapida no Malaui, prefira a mais longa que é por estradas mais conservadas. Cape Maclear está localizado na Baía dos Macacos, no sul do Lago Malawi. Uma boa dica é sempre ter água e algum lanche em seu carro, porque no caminho você raramente encontrará um lugar decente para comer. Não espere encontrar comida elaborada nessa regiao. Todos os alimentos sao frescos e preparados do zero, então em todo lugar que você for, sua refeição levará cerca de 45 minutos para ficar pronta. Opcoes bem simples, basicamente arroz, feijão, salada, macarrão, peixe, frango ou carne (vaca ou cabra – normalmente pedacos de musculo, nao encontramos nenhum que servisse filé, bife etc). Baobás No caminho encontramos muitos Baobás. O tronco dos baobás adota uma forma de garrafa durante a fase de maturidade, que em geral é estimada pelos 200 anos. Em boas condições estas árvores podem viver até aos 800 ou 1000 anos. A capacidade de armazenamento de água nos tecidos do tronco pode alcançar os 100.000 litros e esta reserva permite a árvore sobreviver às duras condições de seca. Moçambique Nós pegamos um vôo do Malawi - Lilongwe para Maputo. Porém não há vôos diretos e tivemos que fazer escala na África do Sul (Johannesburg) . Maputo é uma cidade grande, o país passou por guerra civil até pouco tempo atras e também nao é tão segura. Como todos os outros países, a recomendação é evitar algumas áreas e não andar depois das 6 da tarde. É possível visitar Maputo em 1 dia completo. Fizemos tudo a pé, fomos em todos os pontos turisticos, e pegamos um tuc tuc até o Marcado de Peixe, onde escolhemos camaroes, polvo e almeijas (vongole) por aprox 20 euros. La mesmo voce contrata um pessoa para cozinhar os frutos do mar. Fique atento ao negociar os precos pois eles querem extorquir o turista. No nosso caso negociamos por 500 miticais tudo e na hora da conta a pessoa veio com os valores totalmente fora !!! Nao pagamos e batemos o pé no preco que haviamos combinado. Apos almoco pegamos uma van local por 12 miticals e nos deixou em frente ao mercado de artesanato. Náo tivemos tempo de fazer a costa , mas vale a pena fazer o litoral. Tem uma barca para a Ilha da Ilhaca que sai proximo ao Forte. É apenas 1 horario na parte da manha e retorno no final da tarde. Suazilândia ou Essuatine De Maputo a Suazilândia (Manzini) tivemos que esperar 5 horas (das 8 da manhã até à 1 da tarde) só para ter a van cheia de passageiros. As vans só saem se tiverem cheias, caso contrario nao vale a pena para eles fazer esse percurso, que é longo. Pagamos 600 meticais por pessoa e a viagem durou uma eternidade, saímos às 13:00 e chegamos às 6 da tarde - fomos parados duas vezes para controle de bagagem. Tem muita gente da Suazilandia que vai a Maputo fazer compras de roupas para vender. Uma vez que estávamos em Manzini, no dia seguinte alugamos um carro na Avis Rent a Car no aeroporto King e nos dirigimos para a Festa da Amarula - oferecida pelo rei para a população. Na festa as mulheres se vestem com roupa tipica, dancam e a noite é oferecido uma bebida feita de amarula (eles chamam de Marula). Há outras festas realizadas pela familia real e é o modo de juntar a populacao local. Ps. De Manzini para o aeroporto, pegamos uma carona com alguns moradores, na caçamba da caminhonete por 55 km :) Dados interessantes sobre o país: 1. O atual rei da Suazilândia possui 15 mulheres e 60 filhos 2. O seu antecessor tinha 60 esposas e 200 filhos 3. A cada uma das mulheres ele deve garantir o sustento da casa e dar "presentes" a família. Normalmente o presente é entre 15 e 20 vacas. 4. A fruta não tem nada a ver com o creme de Amarula 5. 26% da população adulta tem HIV 6. Menor pais do hemisfério sul 7. É a 12ª menor expectativa de vida mundial, 58 anos
  43. 2 pontos
    E aí galera, blz? Eu e a Manu vamos deixar um relato pra quem está pensando em fazer algo parecido, em países parecidos ou até mesmo um mochilão em outro lugar. Vamos contar o que deu certo e o que deu errado (e como faríamos diferente em uma próxima vez). Fizemos a viagem em Dezembro de 2019. Também vamos falar dos APPs que usamos, casas de câmbio baratas e algumas outras dicas de cada cidade 😀 . No final vamos deixar os custos aproximados. -- A intenção era ficar 20 dias e conhecer 6 países. Alemanha, República Tcheca, Polônia (Auschwitz também), Áustria, Eslováquia e Hungria. Levamos apenas 1 mala de mão cada um com as dimensões da British (que é um pouco maior do que a maioria – 56cmx45cmx25cm).Optamos por viajar mais leve para poder conhecer mais lugares e também porque não queríamos comprar muita coisa. Com isso, decidimos fazer 3 viagens noturnas entre as cidades para economizar em hospedagem e, principalmente, não perder os dias em viagem. Roteiro: 5 dias em Berlim; 3 dias em Praga; 3 dias em Cracóvia (1 para Auschwitz); 2 dias em Viena; 1 dia em Bratislava; 4 dias em Budapeste; 2 dias para viagem de avião. BERLIM A imigração em Berlim foi tranquila. Fizeram algumas perguntas e pediram alguns documentos (Passagem de volta, comprovante de hospedagem, cartões de crédito, etc). OBS: A gente quase esqueceu de pedir no guichê da British em Guarulhos para imprimir as passagens de volta também. É bom tê-las com você pois geralmente eles pedem na imigração e também comprova que você tem a intenção de voltar para o Brasil. O aeroporto de Berlim (Tegel) não é tão longe do centro. É bem fácil comprar ticket de ônibus nas máquinas do lado de fora do aeroporto. Tem até uns guardas que te ajudam e é possível usar cartão de crédito internacional. OBS: Até a Alexanderplatz, precisa do Single Trip Ticket. Pegamos o TXL (ônibus) e paramos na Hbf, daí pegamos o S3 (Trem). Em todas as cidades que passamos você fica responsável pelo tipo do ticket de transporte que compra porque não existem catracas. Você entra em qualquer ônibus, bonde, metrô e Trólebus que quiser e valida nas máquinas dentro deles (às vezes elas ficam nas estações). Existem guardas que aleatoriamente verificam os tickets dos passageiros. Nesse primeiro ônibus que entramos (TXL), depois de uns 10 minutos, pediram nossos tickets para ver se estavam corretos e com tempo ainda. Também pediram no metrô em Budapeste e só. Como a Alexanderplatz é bem central, aproveitamos para comprar roupas de frio. Uma dica de loja barata e com muita variedade é a Primark. Também fomos na drogaria Rossmann para comprar produtos de higiene e cosméticos. Lá você encontra produtos em tamanhos menores para carregar na viagem, com preços a partir de 1 euro. Deixamos para comprar algumas roupas de frio, cosméticos, etc. na chegada para economizar espaço e poder viajar só com 1 mochila cada um. Fomos para o hostel e, como estávamos cansados da viagem, fomos dormir cedo. Porém logo acordamos com percevejos caminhando na cama e na parede 🤯. É importante ter cuidado na hora de escolher o hostel e sempre ler os comentários RECENTES. Havíamos reservado o hostel com antecedência (8 meses antes) e na época haviam somente comentários bons, mas vimos (depois que estávamos no hostel já) que uma semana antes da nossa chegada existiam comentários falando sobre percevejos. Ficamos com medo de pegar alguma doença, sei lá, e também pensamos que se tinham percevejos por toda a cama, o hostel não era muito limpo. Então depois de uma rápida pesquisa no google por hotel, saímos de noite a pé com a nossa mochila procurar um disponível na cidade ☹️. Por sorte a cidade é bem segura e não houve problemas. Vários casais, inclusive com crianças, passeando à meia noite. Achamos um hotel à 1,5 km de distância, fizemos check-out no hostel explicando o porquê, e saímos. Por sorte pegamos o último quarto :P. No outro dia, fomos conversar com a gerência do hostel e nosso dinheiro foi devolvido. Ficamos 5 dias na cidade e foi suficiente pois não gostamos muito de museus de arte. Como Berlim é uma cidade grande e as atrações são distantes, usamos o transporte público com o ticket 24 horas. O transporte é muito eficiente e fácil de usar. Mais abaixo vamos indicar os App’s que usamos. Aproveitamos a época de fim de ano para conhecer as feirinhas de natal, famosas na Europa Central, e tinham várias espalhadas pela cidade. Fizemos questão de ir na maioria. Tem muitas comidas típicas, bebidas quentes e muito clima natalino (Coral, apresentações, etc.). A que mais gostamos foi a Gendarmenmarkt. Você paga 1 Euro para entrar e é bem movimentada. Tinha um palco com várias apresentações e muita comidas diferentes nas barraquinhas. A galera estava bem animada mesmo com uma garoa caindo. Outra que gostamos foi a da Alexanderplatz. O pessoal fala nos blogs que ela é meio turística e mais cara, mas não achamos. Realmente ela é mais turística, mas compensa gastar um tempo ali. Algo que aprendemos em Berlim foi como era o muro. Lemos em vários locais mas só conseguimos ter a noção exata lá mesmo. No lado Ocidental as pessoas podiam chegar perto dele e tinha grafite, pinturas, etc. Já no lado Oriental do muro, existia a “faixa da morte” que era uma área constantemente vigiada com postes de iluminação, uma estrada para passagem de carros em alguns pontos e mais de 300 torres de observação (DDR Tower). Após essa área, existia mais um muro, o interno, que era mais baixo e mais irregular. Os Soldados da Alemanha Oriental tinha ordem para matar a todo custo quem passasse o muro interno em direção ao muro principal. A tentativa de passar o muro virou crime e muitas pessoas morreram tentando (mais de 1000). Mesmo assim, nos 28 anos em que o muro ficou de pé, tiveram mais de 5000 fugas, várias delas por túneis. O muro tinha 155 Km, dos quais 43 Km ficavam em Berlim e sua região metropolitana. Melhores lugares para ver o muro: Sem dúvidas o Memorial é o melhor lugar para ver o muro, a faixa da morte e também para entender melhor sua construção. O East Side Gallery (1,5 Km de muro - maior pedaço do muro) é imperdível também, com toda sua arte. O museu Topografia do Terror tem um pedaço grande com marcas de destruição. No chão em toda a cidade, no lugar onde passava o muro, existem marcações de pedra e algumas placas de metal. É bem legal, porque você está atravessando a rua e se depara com uma linha feita pedras no meio do asfalto. LUGARES EM BERLIM QUE VALEM A PENA CONHECER Torre de Berlim, imponente, que praticamente dá para enxergar de qualquer parte da cidade. É demorado para subir mas a vista é legal, desde que o tempo esteja bom. O Memorial do Muro de Berlim é imperdível. Muito detalhado, com fotos, marcações onde ficavam os túneis, torres, etc., fachadas de prédios com uma foto de como era aquele local na época do muro erguido. Sem dúvida, um dos melhores museus para ir em Berlim e conhecer sua história. Lá também tem um pedaço da faixa da morte, desde o muro de berlim até o muro interno, e pode ser visto de cima, bem completo. E ainda por cima tudo gratuito. Poucos blogs falam da Igreja Gedächtniskirche, que foi parcialmente destruída na segunda guerra mundial e não foi restaurada para servir de lembrança da destruição. Vale a pena passar ver. Ela fica perto do zoológico da cidade (que não fomos, mas lemos que é muito bom) e também, pra variar, tem feirinha de natal na frente da igreja. Outros: Berliner Dom, Alexanderplatz, Portão de Brandemburgo, Parlamento alemão (precisa reservar no site antes para poder entrar e conhecer), Memorial aos Judeus mortos na Europa, East Side Gallery, Aeroporto Tempelhof, Parque Tiergarten, Topografia do terror, Checkpoint Charlie. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BERLIM Currywurst, Bockwurst (salsichas típicas), Eisbein (joelho de porco), Doner Kebab, Sauerkraut (chucrute), cervejas, doces das feiras de natal e sopas variadas. Uma comida típica de Berlim, mas que não é de origem alemã, é o Kebab. Vários lugares na cidade vendem e deu para perceber que eles gostam, pois sempre tinha filas. Restaurantes que gostamos: Curry 36 ou Curry 61, Doner Kebab do Mustafa’s Gemüse Kebap, Schleusenkrug, Bürgermeister Schlesisches Tor, Kamps, Dunkin’ Donuts. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Berlim é uma cidade grande, cosmopolita e com muitas coisas para fazer, além de muitas atrações gratuitas. Ficamos impressionados com a quantidade de bicicletas e ciclovias, sendo uma ótima cidade para quem gosta de bikes. A cidade (e o país também) já passou por muitas coisas recentes, como o nazismo, a destruição da 2ª G.M. e a divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental na Guerra Fria. Com isso, a cidade é rica em história, museus, paisagens, etc. INFORMAÇÕES Hostel: Industriepalast Hostel (Percevejos ) Hotel: Schulz Hotel Berlin Wall (Ótimo) APPs: BVG Fahrinfo Berlin, BERLIN City Guide Mercados baratos: Penny, Netto Marken-discount PRAGA Pegamos um ônibus pela RegioJet (ônibus muito bom). Cada banco tem uma tela de entretenimento e também há opções de cafés de graça 😬. Porém para dormir os bancos são meio apertados e desconfortáveis. Saímos de noite e chegamos de madrugada em Praga (3h30). A intenção era ficar na rodoviária até amanhecer, pois o hostel que reservamos não tem check-in 24 hrs, mas ela estava fechada. Vimos que havia um MC Donalds 24 hrs ali por perto, porém era somente a parte de cafés e não conseguimos ficar. Sem saber o que fazer, além do frio de 0°C, saímos em direção ao centro da cidade. Passamos por uma estação de trem que estava aberta e ficamos lá até amanhecer. A princípio ficamos com receio de sair com todas nossas coisas no meio da madrugada, tentando achar algo aberto para ficar. Mas assim como Berlim, a cidade é super segura. Dica: Percebemos que é importante ao chegar em uma cidade de madrugada, observar se o hostel/hotel é 24 hrs ou se a rodoviária/estação é 24 hrs. Aproveitamos o primeiro dia para conhecer o Ossuário de Sedlec, que fica em uma cidade vizinha a Praga, Kutná Hora. Como as casas de câmbio ainda estavam fechadas, trocamos uma quantidade de dinheiro na rodoviária, mas não recomendamos pois a conversão é muito alta. Deixamos as mochilas em lockers na rodoviária e compramos a passagem na hora mesmo. Na passagem não havia informação de qual plataforma ou trem teríamos que pegar. Perguntamos para um senhor e ele nos explicou qual era. Fica a dica de na hora de comprar a passagem perguntar no guichê a plataforma e o trem. Paramos na estação de Kutna Hora hl.n. e trocamos de trem em direção a Sedlec (atravessar na passagem subterrânea para outro lado). Muito estranho ver uma “igreja” decorada com ossos de mais de 40 mil pessoas 🤯. É uma experiência diferente, que faz a gente pensar bastante na vida kk. Você gasta meio dia ( desde que vá bem cedo) para ir, visitar e voltar. Para voltar, o próximo trem perto da “igreja” demoraria 1hr então decidimos ir caminhando no sentido da linha do trem até a estação de Kutna Hora hl.n. (cerca de 1km). Ao voltar em Praga paramos em uma barraquinha para comer o famoso Trdelník, uma massa enrolada assada na brasa. Pegamos uma recheada com nutella. Não tem como ir pra República Tcheca e não experimentar. Super recomendamos!! Ficamos 3 dias em Praga. A cidade é pequena e boa parte dela é possível conhecer a pé. Antes de ir para Praga, lemos em blogs que era uma cidade barata. Porém ficamos surpresos com os preços, que estavam mais altos do que pensávamos. Para economizar compramos em supermercados e preparamos as comidas no hostel. A República Tcheca é conhecida por ter cerveja boa e barata (Foi lá que nasceu a Pilsen). Experimentamos algumas e realmente são muito boas, desde as baratas até as mais caras. Não é à toa que é o país onde mais se consome cerveja do mundo. Em um dos dias fomos tomar café às 10h num restaurante e um rapaz sentou na mesa próxima, pediu 2 canecas (gigantes) de cerveja, tomou e foi embora kkk. Os principais pontos turísticos geralmente tem muita gente, uma dica é ir no castelo mais pro fim de tarde/noite, horário que tem menos gente e a vista da cidade é muito bonita de noite. Outro lugar legal de ir é no Funicular de Petřín. É possível pegar o funicular com o ticket diário de transporte público. Infelizmente subimos em um dia que estava com bastante neblina e atrapalhou bastante a vista da cidade. Em Praga também tinham feiras de natal, mas as únicas que a gente achou legal (e cara ) foram a da praça da cidade velha e da praça Wenceslas. LUGARES EM PRAGA QUE VALEM A PENA CONHECER Castelo de Praga: Vale a pena a visita ao maior castelo não habitável do mundo. Em sua maior parte não tem custo, no entanto, há circuitos que são pagos. Escolhemos fazer o circuito B, que incluía: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, St. George's Basilica, Golden Lane com Daliborka Tower. Ficamos mais interessados nesse porque incluía a Golden Lane, uma rua medieval que ainda preserva casas originais da época e também vários artefatos medievais, como armaduras, armas e instrumentos de tortura (Que m**** hein humanidade!!) Elevador na prefeitura. Existe lá um elevador que nunca para. Ele faz uma volta no primeiro e no último andar e você tem que entrar e sair nele em movimento mesmo. Ele é bem antigo, quase todo de madeira e como fica dentro do prédio da prefeitura, é só entrar e usar quantas vezes quiser kk. A Ponte Carlos é magnífica. O problema é que tem muita gente sempre. Não tentamos ir bem cedo pra ver se estava lotada também, mas dizem que não...tanto. A subida na Torre de pólvora é compensada pela vista do centro da cidade do alto. Praça Wenceslas, praça da Cidade Velha (Orloj e igreja gótica), esculturas espalhadas na cidade do artista David Černý, muro de john Lennon. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM PRAGA Trdelník, Trdlo, Palačinky (Crepe recheado) e cervejas, muitas cervejas🍻. Restaurantes que gostamos: Good Food, Cafe Merkur New Limit. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Praga é uma cidade linda e super segura, mesmo de madrugada. O pôr do sol com vista da Ponte Carlos e do Castelo é incrível. Achamos as pessoas locais um pouco rudes e sérias, não gostam de ajudar nem de dar informações. Os preços estavam altos (pela nossa expectativa). INFORMAÇÕES Hostel: Hostel SKLEP (Seifertova Street). Simples, confortável e ótimo café da manhã. APPs: PID Lítačka Mercados baratos: Lidl, Billa, Albert Supermarket Casa de Câmbio: Praha Exchange CRACÓVIA Pegamos o FlixBus para Cracóvia. Pagamos mais caro pra reservar os bancos e adivinha! Não existiam os bancos 3C e 3D!!! Tivemos que trocar 3x de bancos durante a viagem, pois em cada parada aparecia alguém com os tkts para os bancos que a gente estava sentado. Pessoal fala bem da FlixBus, mas a gente achou a RegioJet muito superior. Chegamos na estação de destino e gostamos de Cracóvia já de cara. A cidade é muito estruturada. Trocamos dinheiro (a casa de câmbio Kantor ao lado da estação é 24 hrs) e fomos de mochila mesmo para o centro antigo, pois o check-in no hostel era à 13:00 e a previsão do tempo para o dia seguinte era de chuva. Logo percebemos que as atrações são todas muito perto umas das outras. Antes do meio dia já tínhamos ido nos portões, Igreja de Santa Maria, Castelo, Salão do pano e várias coisas. Foi difícil de achar o hostel, pois ficava num prédio atrás de outro prédio. Esse hostel era diferente porque eram quartos alugados da casa de uma família. O café da manhã era ótimo e a mulher super receptiva. AUSCHWITZ No outro dia acordamos às 5:00 para ir pegar o ônibus para Auschwitz (6:20). PS: Oświęcim é Auschwitz em polonês. Usamos o app PID Lítačka (App de transportes da cidade) e pegamos 2 bondes para a estação (MDA). O ônibus para o museu estava lotado já nesse horário. 1 hora depois chegamos no portão de Auschwitz I. Estava chovendo mas a vontade de conhecer era tanto que nem incomodou. Fomos até o guichê para imprimir os ingressos que já havíamos reservado (1 mês antes). É de graça e é bom reservar antes, pois tem limite no número de pessoas por horário e por dia. Reservamos o primeiro horário (8:00 no inverno) para dar tempo de ver tudo, pois no inverno o horário de visitação é mais limitado. Não pegamos visitação guiada. A gente não gosta de engessar a visita nas cidades e lugares mas sim aproveitar como a gente quiser. Ficar mais tempo em uma parte que a gente gosta e poder pular alguma que a gente achar chata. Uma dica: Se você escolher ir sem guia, tem um livro-guia em português que dá pra comprar logo depois da entrada (passar as catracas, passar a segurança e logo após sair da casa da segurança, tem uma casinha à esquerda que é uma livraria). Esse guia é super completo, conta as histórias e diz até um caminho sugerido. Acabamos a visita do Auschwitz I e fomos pegar o ônibus (free) para o Auschwitz II-Birkenau. Como o próximo ônibus era só em 40 min, decidimos ir a pé, mesmo com frio e uma chuva bem fina. A distância é de 2 km. Muito foi destruído do II, pois os nazistas queriam desaparecer com as evidências dos campos quando perderam a guerra. Mas como ele é absurdamente grande, ficou muita coisa ainda em pé. O segundo é muito maior e foi construído do Zero. O primeiro era a base do exército polonês e só depois da ocupação que virou um campo de concentração. O primeiro crematório (e único intacto) e câmara de gás era, antigamente, um depósito de munições do exército da Polônia, os outros crematórios foram demolidos sobrando apenas destroços. Não vamos falar muito da experiência nos campos de concentração. Acreditamos ser uma experiência única de cada. Só dizer que foi o melhor museu que já fomos e acho difícil algum outro superar! Saindo do Auschwitz II, pegamos o ônibus (free) para Auschwitz I e de lá voltamos com o mesmo ônibus para Cracóvia (Compramos Ida e Volta). À noite fomos na feira da praça, que mesmo com uma garoa estava bem agitada. Tomamos sopas, experimentamos algumas comidas e ficamos sentados num banco curtindo a vista da praça (uma das maiores praças medievais da Europa). Então fomos para o hostel dormir pois tínhamos acordado cedo 🥱. No outro dia de manhã, enquanto estávamos no quarto, começamos a ouvir muitos barulhos e pessoas falando alto. Abrimos a porta e 3 policiais estavam dentro do hostel . Na mesma hora, lembramos das cenas de filmes sobre a 2ª Guerra Mundial onde eles tiravam as pessoas dos apartamentos à força (inclusive em cracóvia) e deu um frio na barriga. A dona do hostel pediu mil desculpas e pediu para a gente esperar dentro do quarto. Meia hora depois os policiais saíram e até agora não sabemos o que aconteceu direito - Achamos que teve alguma denúncia, por parte da dona mesmo, de drogas ou algo assim. A mulher estava bem constrangida, pediu mais desculpas e para compensar fez um café da manhã incrível. Fizemos as malas, deixamos em lockers na estação e saímos rumo ao museu Oskar Schindler. Por sorte era segunda e não precisava pagar entrada 😀. Tem muita história lá, quem já assistiu A Lista de Schindler sabe do que estamos falando. Cracóvia tem alguns museus bem diferentes como Auschwitz, Oskar Schindler, Museu de máquinas antigas de Pinball, Museu das ilusões. Tiramos o restante do dia para Wanderlust. Passeamos por toda a cidade a pé de novo, indo nos lugares que a gente gostou. Quando escureceu, pegamos as malas e fomos para a estação esperar o trem para Viena (ÖBB). Primeira (e única) viagem de trem que fizemos entre países. Foi muito mais tranquilo que ônibus. Muitos blogs falam que na Europa Central, o melhor é ir de ônibus entre os países mas a gente achou muito mais calmo ir de trem mesmo. Menos barulho, menos paradas e balança menos. LUGARES EM CRACÓVIA QUE VALE A PENA CONHECER O Castelo de Wawel por si só já é lindo. A gente achou a arquitetura bem diferente de todos que já vimos. Existem algumas partes no exterior que estão intactas, como um dos portões e o piso super irregular de um dos pátios. No entorno do castelo, na parte de baixo, perto do rio tem uma escultura de um dragão (diz a lenda que ele protegia o castelo) que solta fogo a cada meia hora. Muito legal de ver, principalmente à noite. O museu de Oskar Schindler é muito completo. Tem muitos relatos, fotos e objetos referente à 2ª guerra mundial. A gente não pagou entrada, pois na segunda feira é grátis (exceto a primeira segunda do mês). Planty park, os 2 portões, Rynek główny, Basílica St. Mary, Collegium Maius, Rua Grodzka, Ghetto heroes square. Não fomos na mina de sal Wieliczka, mas se você tiver tempo, parece ser algo bem diferente, pois existem 2 apenas no mundo inteiro que estão abertas para visitação. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM CRACÓVIA Pierogi (de vários sabores), os tipos diferentes de linguiça (Kielbasa), sopas (qualquer tipo kkk, mas principalmente a Zurek e a Bigos). Os doces, bolos e tortas são excelentes. Em praticamente todas as panificadoras tem muitas opções que além de saborosas são lindas. Restaurantes que gostamos: Smak, Pierogi MR Vincent, Awiteks. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Uma das cidades que mais gostamos. As pessoas são legais, a cidade é pequena e dá para fazer quase tudo à pé, o centro histórico é lindo e tudo é barato, desde roupas até a comida e existem atrações legais perto da cidade que pode-se fazer como bate-e-volta. INFORMAÇÕES Hostel: Lemon Tree Hostel APPs: Jakdojade, MobileMPK, Rozklad-pkp Casa de Câmbio: Kantor CFS (ao lado da estação Krakow główny é 24 Hrs) VIENA Chegamos em Viena bem cedo e tomamos café na estação mesmo. A estação de trem (Hbf) é próxima do palácio Belvedere, então fomos até ele caminhando. Saímos para centro da cidade com a mochila nas costas (o check-in no hotel era só 14h00), e só depois fomos descobrir que era bem em conta deixar em lockers na estação, mais barato que nas outras cidades. Deixamos apenas dois dias para Viena para economizar, pois lemos em blogs que Viena era uma cidade cara. Na tentativa de compensar o pouco tempo que passaríamos na cidade, compramos tickets diários de transporte público para tentar fazer mais coisas e não perder tanto tempo. Saindo do Belvedere, pegamos um bonde para o centro e fomos conhecendo todos os pontos turísticos por alí como a catedral de São Estêvão - que tem aquele telhado colorido, escultura da peste, palácio de Hofburg - que é gigante, e dali seguimos para Maria-Theresien-Platz e depois para o museumsquartier. Bateu a fome e queríamos experimentar 2 comidas típicas de lá: Apfelstrudel e torta Sacher. A intenção era comer no Naschmarkt, que é o mercado central cheio de restaurantes, barracas de frutas, produtos vintage, etc, mas não achamos as comidas típicas. Um pouco mais de caminhada e uma dose de serendipidade, acabamos entrando no Café Aida que é um dos mais antigos de Viena e achamos as comidas típicas lá 😬 . Recomendamos ir nele também! Como chegamos em Viena no dia 24 de dezembro e era véspera de Natal, a maior parte do comércio fechava 12h/13h. Fomos correndo a uma supermercado para garantir a nossa ceia de Natal e por poucos minutos não conseguimos. Tivemos que comprar as comidas na corrida kkk. Fizemos o check-in no Hotel, deixamos as malas e as compras e voltamos para o centro. Aproveitamos que quase tudo estava fechado nesses dois dias para ver as atrações turísticas ao ar livre e as feirinhas de Natal, que como nas outras cidades não decepcionaram. Viena é conhecida pelas ótimas feiras de natal. Cada feira tem um caneca de quentão feita especialmente para a mesma. Você compra a caneca e se não quiser ficar com ela, devolve em qualquer barraquinha e recebe o dinheiro de volta, assim não precisa usar copos de plásticos. Apesar das belas canecas, não achamos o quentão tão bom assim 😜. A próxima parada foi na Rathaus, que é a prefeitura de Viena. Sabíamos que tinha lá a feirinha mais famosa da cidade (todo blog mencionava) e realmente foi muito boa. Muitas comidas diferentes, pista de gelo, música natalina ambiente, e todo aquele clima de natal. Saímos da feira e passeamos novamente pelo centro para ver as decorações de Natal (muito lindas por sinal). No outro dia, nosso último, fizemos check-out e fomos até a estação para deixar as mochilas porque já estávamos cansados de visitar atrações com a mochila pra lá e pra cá. De manhã fomos ao Palácio de Schönbrunn. Enorme e tem até um zoológico dentro dele. Andamos muito e tiramos muitas fotos. Voltamos ao parque Prater pra andar na roda gigante mais antiga do mundo, a Wiener Riesenrad. Tínhamos ido no dia anterior à noite para tirar umas fotos mas queríamos ver a cidade de cima de dia. Comemos um Schnitzel com cerveja nas barraquinhas do parque e, como vimos de cima da roda gigante que a chuva estava bem próxima, nos apressamos para voltar para a estação. Dito e feito, quando estávamos quase entrando na estação, começou a chover. LUGARES EM VIENA QUE VALE A PENA CONHECER Prater (praça, parque de diversões e Roda gigante): A entrada no parque é de graça, somente paga-se para ir nos brinquedos. É impossível ir para Viena e não dar uma volta nessa roda gigante, que é um dos cartões postais da cidade. Além de grande e charmosa, a vista da cidade é incrível. Hundertwasser House vale muito a pena conhecer. Sua arquitetura é incrível e muito diferente. Palácio Belvedere, Catedral de Santo Estêvão, Maria-Theresien-Platz (praça), Ópera de viena, Museumsquartier, Naschmarkt, Palácio de Schönbrunn. COMIDAS TÍPICAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM VIENA Apfelstrudel, Torta Sacher, Wiener Schnitzel, Cerveja Gösser. Restaurantes que gostamos: Aida (entramos sem querer e depois soubemos que é um café super antigo - antes da 2ª Guerra Mundial e bem tradicional). Como era feriado, não achamos mais nenhum restaurante aberto. O QUE ACHAMOS DA CIDADE Viena é a cidade dos palácios e jardins. Como fomos no inverno os jardins não estavam tão bonitos. Vale a pena ir para lá na primavera/verão também. Achamos Viena a cidade mais linda de todas, limpa, segura e organizada. Pena que foram poucos dias e no fim das contas não achamos Viena uma cidade tão cara assim. INFORMAÇÕES Hotel: Ibis Wien Messe APPs: Vienna Tram Map, Viena Guia de Metrô e mapas CityBike Wien: Viena tem um programa gratuito de bikes públicas (se você ir trocando de bike a cada 1 hora). Ouvimos falar bem mas não tivemos tempo de usar. BRATISLAVA Chegamos em Bratislava de noite. Dentro do ônibus, de longe já era possível ver o castelo bem no alto do morro. Todo iluminado, branco, quadrado e imponente. Como nosso hostel ficava bem no centro da cidade, ao lado do Michael's Gate que é o ponto zero da cidade, pedimos para descer perto da Ponte UFO, pois a rodoviária era mais afastada. Fomos andando até o Hostel, e no caminho já foi possível ver vários pontos turísticos, pois a cidade é muito pequena e tudo é muito perto. Mesmo sendo noite a cidade estava bem movimentada, então a ida foi bem tranquila. Separamos apenas um dia para Bratislava, dia 26 de dezembro de 2019. Logo cedo saímos caminhar e vimos que estava tudo fechado, encontramos apenas uma Starbucks aberta, perto da principal praça da cidade, a Hlavné Námestie. Fomos tomar café e aproveitamos ver o porquê estava tudo fechado. Descobrimos que no dia 26 de dezembro eles comemoram o segundo dia de Natal, sendo assim, era feriado. Vimos que é importante quando for ficar poucos dias em uma cidade ver se não tem nenhum feriado, pois muitas coisas fecham. Aproveitamos para fazer mais coisas ao ar livre. Fomos ver a Igreja Azul, e na volta caminhamos ao redor do rio Danúbio. A ponte UFO é linda e diferente, seu nome é justamente por ter a aparência de um disco voador. Caminhando por ali vimos que tinha uma pista de patinação no gelo. Já tínhamos visto em todas as outras cidades que fomos, mas em Bratislava foi o lugar mais barato, pois era cobrado somente o aluguel do patins e resolvemos aproveitar. Foi super divertido. Após isso fomos até o castelo e andamos ao seu redor. Ele tem uma aparência super nova, pois já foi destruído e reformado várias vezes. Além de uma bela vista da ponte e do rio. Fomos almoçar no Slovak pub, pois lemos em vários blogs sua recomendação. Estava bem cheio mas conseguimos um lugar rápido. Vimos que em todas as mesas ao nosso redor tinham brasileiros que estavam almoçando lá também, parece ser uma parada obrigatória de todos os brasileiros que viajam por lá hahaha. Pedimos os dois principais pratos típicos, o Bryndzove Halusky, um gnocchi de batatas com queijo de ovelha e bacon por cima e o Cesnaková Polievka, uma sopa de alho servida dentro de um pão, porém este segundo que estávamos mais entusiasmado para experimentar estava em falta. Pedimos uma sopa de couve no lugar. Procurando este prato em outros restaurantes, descobrimos que estava em falta o pão, pois como era feriado as panificadoras estavam fechadas . Bem ritmo de cidade pequena. Foi uma pena e vai ter que ficar para a próxima. Nosso ônibus saindo de Bratislava rumo a Budapeste era às 06h da manhã. Saímos do hostel às 05h para pegar um ônibus para a rodoviária que era meio afastada do centro (Compramos o tkt no dia anterior). Ficamos um pouco com medo de sair de madrugada, mas ao passar pelo Michael's Gate, vimos muita gente na rua, saindo das baladas. Foi bem tranquilo e o medo logo passou, pois deu para ver que é bem seguro. O ônibus era da FlixBus, mas ao chegar na rodoviária não havia nenhuma plataforma com o número do nosso ônibus e nenhuma da empresa também. Começou a bater o desespero! Não sabíamos se estávamos na rodoviária certa, pedimos informação, mas eles olharam a passagem e não souberam nos informar. Somente quando vimos o ônibus da Flix que pudemos nos acalmar. Novamente se decepcionamos com a falta de organização da FlixBus. LUGARES EM BRATISLAVA QUE VALE A PENA CONHECER Kostol svätej Alžbety (Igreja azul), Man at work, Schöne Náci (homem do chapéu), Hlavné Namestie, Ponte UFO, Castelo de Bratislava, Michael's Gate, Catedral de St. Martin. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BRATISLAVA Bryndzove Halusky, Cesnaková Polievka, Kapustnica (sopa de couve). O QUE ACHAMOS DA CIDADE Bratislava é uma cidade super pequena, é possível fazer tudo a pé e somente precisamos do transporte público para ir até a rodoviária. É uma cidade ótima para pedestres, pois em todo o centro as ruas são apenas para pessoas, achamos isso incrível. A vista do castelo e da ponte é muito linda, tanto de dia quanto de noite. Aparenta ser uma cidade barata, mas como os mercados e lojas estavam fechados por ser feriado não pudemos confirmar. INFORMAÇÕES Hostel: Apart-Hostel ZERO (Hotel excelente, bem tranquilo, staff ótima) BUDAPESTE Chegamos lá pelas 09h00 na estação Budapest Népliget. Compramos tickets até o centro, metrô + ônibus. Nossa primeira impressão da cidade foi de meio suja, bagunçada, cheia de pedintes na rua. Um pouco diferente das cidades que tínhamos passado até então. Realmente Budapeste tem esse lado mais relaxado, parece que ninguém quer deixar as ruas e prédios limpos e bonitos. Mas por outro lado, fomos devagar nos surpreendendo com tudo que a cidade oferece. As pessoas são simpáticas e até nos ofereceram ajuda quando a gente estava com o mapa na mão olhando de um lado pro outro kkk. Parece uma cidade em transformação, pois vemos muita coisa sendo construída e também destruída para dar espaço a outras. Uma cidade bastante jovem, com muitos cafés descolados e restaurantes com ótimas comidas. O tempero de Budapeste é a páprica; ela é usada em vários pratos típicos. Tomamos um café rápido e fomos andar pela cidade. Foi um pouco cansativo, pois estávamos com as mochilas e com os pés cheios de calos de tanto caminhar nesses dias. Chegamos no Parlamento e o cansaço sumiu. Absolutamente lindo, ele é bem simétrico e foi baseado na arquitetura do parlamento de Londres. Sem querer (e sem saber disso também), chegamos bem na hora da troca da guarda. A cerimônia é bem simples e demora uns 10 minutos. Mas o legal mesmo é ver ele à noite, iluminado. Se tiver oportunidade pegue um passeio de barco à noite para ver não só o parlamento, mas o Castelo de Buda, as Pontes e o Bastião dos pescadores (compramos o Dock 8A - Blue River por causa do horário mas não gostamos muito. É barato e você ganha bebidas mas os vidros eram muito sujos e para tirar boas fotos, tivemos que ir para o lado de fora). Vá preparado para tirar muitas fotos. Budapeste se transforma à noite. Nesse mesmo dia fomos também em 2 feiras de natal (Christmas Fair and Winter Festival e Basílica de São Estêvão) e no monumento Sapato às Margens do Rio Danúbio que é muito emocionante e também uma lembrança de uma época triste. Acabamos a noite atravessando a Ponte das Correntes que de noite, pra variar, fica muito mais bonita. No outro dia percorremos a Avenida Andrássy até a praça dos Heróis. A praça é grande e linda. No inverno, atrás dela tem uma pista de gelo gigante, mas como patinamos em Bratislava acabamos não indo. Passeamos também na Deák Ferenc Tér que é a praça principal da cidade, região bem central onde saem os Walking Tours. Perto dela tem um café que achamos muito legal, o Cat Café. No dia em que fomos, ele abria às 10h00 mas chegamos antes e mesmo assim já tinha fila. São poucas as opções de cafés e comidas, mas você pode interagir com os muitos gatos que tem no Café. Para quem gosta de gatos é um lugar que vale a pena ir! Aproveitamos esse dia para subir na Liberty Statue. A caminhada foi cansativa mas a vista e as fotos valeram a pena. Dá pra ver toda a cidade de cima, o pôr-do-sol sem prédios para atrapalhar e ainda por cima tinha uma feirinha lá em cima. No terceiro dia fomos nas águas termais. Escolhemos as Termas de Széchenyi pois queríamos ir bem cedo pra aproveitar mais o restante do dia, e do nosso AirBnb até ela era só pegar uma linha de metrô e pronto. Ela é um pouco mais cara que as outras mas a estrutura é bem grande com bastante piscinas internas e externas, tendo acesso a todas mesmo no inverno. A vontade era ficar o dia inteiro naquelas águas que estavam na temperatura de 28ºC e fora da água estava 1ºC❄️. LUGARES EM BUDAPESTE QUE VALE A PENA CONHECER Parlamento, o Castelo de Buda que é um dos maiores do mundo, Estátua da Liberdade, Praça dos Heróis, Váci Street, Basílica de São Estevão, Ponte das Correntes e as Termas. COMIDAS QUE VALE A PENA EXPERIMENTAR EM BUDAPESTE Goulash, Kürtõskalács. Restaurantes: Szimpla ruin bar, Cat Café, Cafe Brunch Budapest, 3 Pajamas Breakfast Club O QUE ACHAMOS DA CIDADE Maravilhosa à noite, muitas coisas para fazer, muitas atrações legais e divertidas, as pessoas que vivem lá são bem simpáticas e as coisas não são tão caras quanto as outras cidades da Europa Central que usam Euro. Uma das cidades que mais gostamos do mochilão. Tem muitos cafés e restaurantes legais por lá. Se você é um foodie igual a gente, não vai se arrepender! INFORMAÇÕES Apartamento AirBnb: City Center - Dessewffy St, Budapeste 1066 APPs: BKK FUTÁR, SmartCity Budapest Transport, Budapest Rail & Tram Map Casa de Câmbio: Correct Change. Fomos no da rua Szent István krt. 23, 1055 mas ficamos assustados. O local parece aqueles becos cheios de entulhos que a gente vê nos filmes. Recomendamos o da rua Erzsébet krt. 41, 1073 -- APPs GERAIS Pesquisamos bastante e acabamos achando alguns Apps bem bons pra viagem que são grátis e muito úteis para qualquer viajante. Mapas: Maps ME e Here Maps. Os 2 funcionam offline (pode-se baixar as cidades na memória do celular). Em cada cidade um deles funcionou melhor que o outro, mas o MAPS.ME tem uma vantagem. É possível usar os locais salvos do seu maps (Google) e colocar dentro do App. Ele perde os ícones e as cores, mas como a gente sabe que é muito útil criar um mapa de cada cidade no google maps, quando você ficar sem internet, basta abrir o MAPS.ME. O Moovit também foi útil. Usamos bastante também o xCurrency para saber o quanto estávamos pagando pelas coisas. Como gostamos de ir em restaurantes onde as pessoas locais frequentam, muitas vezes o cardápio não era em inglês. Para ajudar usamos o Google Lens, que além de identificar o idioma, traduz na hora sem precisar tirar fotos ou digitar no Google translate. O ponto fraco é que ele precisa de internet. DICAS GERAIS Muito cuidado com alguns cartões internacionais. Tem alguns que não funcionam para compra de tickets e passagens mesmo sendo internacionais. A gente usou (e abusou kk) do Nubank e deu tudo certo. Teve um que só conseguimos usar em lojas e restaurantes, não sei bem o porquê. Deixamos para comprar um chip de celular com internet lá mesmo, mas com tantos locais com Wi-Fi grátis acabamos não comprando. Usamos sacos à vácuo para caber mais coisas na mochila e uma doleira cada um, com 2 zíperes. Em 1 a gente colocava o passaporte, no outro dinheiro e cartões. Com isso saíamos despreocupados. Compramos também, no Brasil, botas impermeáveis de inverno na Decatlhon, pois ficaríamos o dia inteiro caminhando e não queríamos nos preocupar com o frio nem com a chuva. A Decathlon tem uma opção que sai em torno de R$ 330,00, a SH-100. CUSTOS Como tivemos que passar por países com moedas diferentes e em pouco tempo, não ficamos anotando gasto por gasto. Por isso, os valores são aproximados. O valor é dos gastos gerais, ou seja, para nós dois. Na época, o Euro (Cartão e casas de câmbio) estava aproximadamente em R$ 4,80. Passagens Aéreas + transportes: R$ 5.520,00 Ônibus: Guarapuava-GRU + Curitiba-Guarapuava Aéreo: GRU-TXL + BUD-GRU + GRU-CWB (dentro do Brasil) Obs: Compramos São Paulo até Berlim e a volta Budapeste até São Paulo (Open Jaw) Passagens dentro da Europa: R$ 1.130,00 Ônibus: Berlim-Praga + Praga-Cracóvia + Cracóvia-Auschwitz-Cracóvia + Viena-Bratislava + Bratislava-Budapeste Trem: Cracóvia-Viena + Praga-Kutná Hora-Praga Seguro viagem: R$ 257,50 pela Allianz Hospedagem: R$ 2.943,00. Se tivéssemos escolhido melhor o hostel em Berlim, ficaria por volta de R$ 2.400,00. Comidas + Feiras de natal: R$ 3.539,50 Transporte nas cidades: R$ 770,00 Atrações turísticas: R$ 720,00 TOTAL APROXIMADO: R$ 14.900,00 É isso gente. Qualquer dúvida estamos à disposição! Esperamos que consigam aproveitar bastante as informações do relato e que ele ajude quem está planejando o próximo mochilão!
  44. 2 pontos
    Capítulo 11 - Plitvice Lakes e o primeiro Pub Crawl No dia anterior, havia comprado um passeio para o Parque Plitvice Lake saindo de Split por €75 (transporte + entrada no parque). Tanto o valor quanto o tempo no parque não foram a melhor escolha, mas um dos grandes motivos da minha viagem era conhecer o parque. Até me recomendaram substituir pelo parque de Krka, mas provavelmente eu voltaria pra casa com um gostinho amargo. Dessa forma, às 06 da manhã já estava de pé para preparar minha mochila e encontrar o fretado da Sugaman Tours (super recomendo) no centro de Split. Haviam cerca de 15 pessoas na van, bastante confortável e com guias croatas que falavam um inglês muito bom, o que foi ótimo pois a guia passou a viagem falando curiosidades da cidade, a ligação deles com futebol, a paixão dos croatas pela Alemanha e como a Croácia é o que é hoje. Chegamos em Plitvice por volta de 10:50 da manhã e nossas entradas já estavam compradas, então não precisamos pegar nenhuma fila. Plitvice é um Parque Nacional enorme e, para uma visita completa, recomendam uma hospedagem na região para aproveitar dois dias inteiros. Como nosso tempo era bem mais escasso - cerca de quatro horas - exploramos um dos quatro (?) caminhos disponíveis dentro do parque. Não tenho dúvidas que este foi um dos pontos altos da viagem. Inúmeros lagos e cachoeiras em tons de azul e verde e passarelas feitas para caminharmos praticamente sobre a água eram vistas comuns naquele instante e todo o cuidado e preservação com a fauna e flora eram admiráveis. Alguns ursos residem no parque, mas infelizmente (ou felizmente 😂) não encontramos nenhum deles. A guia conhece o parque de ponta e ponta e com ela conseguimos evitar algumas filas quilométricas pra visitar alguns pontos específicos. Deixo as fotos falarem por si: Voltamos e paramos em um restaurante (foi claro que a empresa tinha um convênio com o local) mas achei o preço do almoço justo comparado ao que havia pagado anteriormente na Itália. A culinária croata é muito baseada em batatas, vegetais e algum tipo de carne ou frutos do mar. Optei por uma opção com carne e o prato acompanhado de uma cerveja local estava muito bom ao preço de €14. Caímos na estrada em direção a Split e chegamos na cidade por volta das 18hrs. Na noite anterior percebi bastante movimentação na cidade apesar de ser uma terça-feira à noite e estava (mais do que) na hora de curtir a vida noturna na Europa. A ideia de ir para um bar sozinho e tentar socializar não me pareceu atrativa no primeiro momento e, como alternativa, decidi experimentar o Pub Crawl croata. Funciona da seguinte forma: primeiro bar com 1 hora de bebida e comida free, segundo e terceiros bares com uma bebida inclusa. Encontrei com o pessoal no centro histórico de Split e numa troca de olhares fiz amizade com uma americana. Conversamos bastante durante o caminho ao primeiro bar, inclusive ela sabia as palavras 'rinoceronte' e 'acetona' de uma viagem anterior que ela havia feito ao Brasil e coincidentemente eramos as únicas pessoas sozinhas a caminho do Pub Crawl, então acabamos ficando juntos. A primeira hora foi regrada a muita cerveja, vodka com sprite e Rakija, uma espécie de cachaça croata. Essa mistura só poderia dar errado e por consequência tenho somente alguns flashes dessa noite 😂, mas em certo momento essa americana que conheci teve que sair pois uma das organizadores do Pub Crawl era uma amiga de longa data. Confesso na hora fiquei triste, mas nada que álcool e muita bagunça não curassem. Não tenho nenhuma lembrança do que ocorreu no segundo bar e, no terceiro, encontro novamente a americana dizendo que estava me procurando em vários lugares. Foi inevitável que essa primeira e uma das melhores noites da viagem acabasse da melhor forma. Até hoje mantemos contato e quem sabe nos encontramos novamente em uma próxima viagem. 💰 Custos do dia: Plitvice Lakes: €75 Almoço: €14 Pub Crawl: €25 Um gasto aleatório em algum lugar durante o Pub Crawl: €3 💸 Total: €117 (R$520,65) Próximo post: Capítulo 12 - Ressaca, bate-volta à uma cidade medieval e mais Pub Crawl
  45. 2 pontos
    Pós pandemia voltaremos com as tradicionais trilhas... Não vejo a hora disso tudo acabar!!!!!
  46. 2 pontos
    Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho Eram 7:30 da manhã e eu já estava de pé arrumando minha mochila para conhecer Cinqueterre. As cinco cidades foram um dos grandes motivos para visitar a Itália e acabei conhecendo esse destino através de uma foto que vi no Instagram. Na mesma hora, coloquei no meu roteiro e nenhuma outra cidade que acaba fazendo parte de um roteiro padrão (Florença, Bologna, Verona) seriam capazes de me fazer mudar de trajeto. Cinqueterre é formada pelas seguintes cidades: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Todas são bem próximas umas das outras mas cada uma tem características bem particulares, então é obrigatório conhecer a cinco numa visita a região. Para se deslocar entre as cidades, há a opção de fazer trilha, trem (por volta de 3-5 minutos entre cada cidade) e barco (não fiz esse caminho). Tomei café da manhã no centro histórico de La Spezia (€4,50) e segui em direção a estação central, pois lá você compra o ticket (€16) que lhe permite entrar em cada uma das cinco cidades. O bilhete tem validade de 24 horas e acredito que sejam suficientes caso tenha bastante disposição. As cidades são em sua maioria montanhosas, o que faz toda a caminhada não ser tão fácil assim. Bilhete comprado para o trem das 10hrs da manhã, embarquei no trem com destino a Monterosso, a última das cinco cidades. Saindo da estação, tive uma vista que justificou todo o esforço da viagem... é um lugar bem pitoresco, cenário de filme europeu. O mar tem um azul que eu, paulista que quase não vai à praia, nunca havia visto. Mar de Monterosso Depois de andar bastante pelo centro da cidade, peguei o trem com destino à Vernazza. Se Monterosso já é bonito, Vernazza então... caso visite as Cinqueterre, dê um destaque a essa cidade. Achei que havia uma quantidade maior das famosas casas coloridas além de algumas fortificações, onde uma delas é o ponto mais alto da cidades. Aproveitei minha passagem por Vernazza para comer uma focassia, especialidade local (€7). Ainda tomei um sorvete (€3,50) antes de me encarar uma trilha entre as cidades de Vernazza e Corniglia. Em alta temporada há um controle para ter acesso as trilhas mas, quando fui não vi ninguém exigindo ticket. Ao todo, andei 1hr e 20min pelo Parque Nacional, por ora no meio da floresta, ora beira-mar. Com certeza vale a pena deixar o metrô de lado e enfrentar a trilha, que é sinuosa e possui muitos pontos de subida e descida. O fluxo de pessoas é intenso para uma trilha, seja indo ou voltando de Corniglia, então é bom ter cuidado e calçar um tênis apropriado. Centro histórico de Vernazza Uma das vistas mais conhecidas de Cinqueterre fica no início da trilha entre Vernazza - Corniglia Caminho da trilha entre Vernazza - Corniglia Cheguei em Corniglia morto depois de toda a caminhada debaixo de um sol aos 30ºC, então peguei leve nessa cidade. Aproveitei para comprar uma água pois as minhas garrafas já estavam secas (€1,50). Como Corniglia é a cidade mais alta das cinco, aproveitei para andar com mais calma, tirando algumas fotos e conhecendo vários cantos da cidade. Corniglia Lugar ruim para se ter uma casa né? Manarola estava absurdamente lotada e não estava com muita paciência pra encarar uma multidão de turistas 😂. Fiquei pouco tempo e já fui para Riomaggiore. Nessa cidade acabei rasgando dinheiro comprando três chaveiros por €15, mas tinha que trazer alguma lembrança desse lugar tão marcante. Fiquei perambulando pela cidade e não queria voltar pro hostel, então decidi passar o fim do dia em Levanto, cidade que fica após Cinqueterre. O transporte foi feito pelo mesmo trem que opera entre as cinco cidades. Levanto tem toda a cara de uma cidade litorânea e, pelo menos naquele dia, quase não havia turistas. Valeu muito a pena encerrar meu dia aqui aproveitando uma praia de areia, raridade nessa viagem. Praia de Levanto Voltei pro hostel e aproveitei para tomar um bom banho depois de toda a caminhada do dia. Jantei em um restaurante de La Spezia (€13) com direito a duas pints, achei a cidade barata no geral, apesar de ser pequena. Tinha um bar bem agitado nas proximidades mas não fiquei muito animado, precisava dormir pois o dia seguinte iria atravessar do oeste ao leste da Itália. 💰 Custos do dia: Café da manhã: €4,50 Ticket Cinqueterre: €16 Focaccia: €7 Sorvete: €3,50 Água: €1,50 Jantar: €13 💸 Total: €45,50 (R$202,48) Próximo post: Capítulo 7 - Champions League em Veneza
  47. 2 pontos
    TALLINN Eu tinha uma expectativa alta com relação a Tallinn e não me decepcionei, a cidade é realmente linda. Old Town (Vanalinn) possui diversas construções do período medieval, muito bem preservadas/restauradas. Há igrejas, restaurantes, cafeterias, mirantes que permitem ao menos uns dois dias de passeio. Cheguei em Tallinn de ferry desembarcando em um dos terminais de barco e peguei um uber até a região central (sofri um pouco para conseguir internet, mas deu certo rs) Recomendo que fique hospedado em Vanalinn ou bem próximo para que possa fazer tudo a pé. A Estônia é muito mais barata que a Finlândia, inclusive as pessoas atravessam a fronteira para fazer comprar (principalmente cerveja que é bem mais barata). Não fui para Riga, mas me disseram que é ainda mais barata e bem charmosa (se tiver uns dias a mais tente colocar uns dois dias pra visitar a capital da Letônia). Em Tallinn a ideia é se perder pelas ruas do centro descobrindo lugares charmosos e se apaixonando pela cidade a cada esquina A praça principal da cidade é um charme e você passará por ela algumas vezes. Lá perto está a farmácia mais antiga do mundo, o Olde Hansa (restaurante e loja com temática medieval), a catedral da cidade, o Museu da Tortura Medieval (entrada custa 6 euros). Outros lugares obrigatórios é Hill of the Harju Gates (portões de entrada da cidade medieval), St, Catherine Passage, mirante Patkuli, Tammsaare parque. Vou destacar meus dois lugares favoritos na cidade: Catedral Alexandre Nevsky – linda, imponente, acesso gratuito e visita obrigatória. Um dos cartões postai de Tallinn. Kiek in de Kok – complexo com torres com excelente acervo além de vistas incríveis da cidade. Também há túneis que permitem caminhar pela parte subterrânea da cidade (entrada 8-14 euros) Existem diversas opções de cafés, restaurantes e bares na cidade que você descobrir caminhando pela cidade. Vou deixar aqui 3 opções de lugares que visitei e recomendo: Cafeteria Pierre: cafeteria com decoração medieval, muito charmosa e que possui chocolates muito saborosos Restaurante Pulcinella: gastronomia italiana em um restaurante que fica no subsolo de uma construção. Lugar muito charmoso e pratos delicioso. Sigmund Freud bar: bar temático com drinks, frases do psicanalista mais famoso de todos os tempos.
  48. 2 pontos
    HELSINQUE Confesso que minhas expectativas sobre Helsinque não eram muito boas, pois sempre lia que era uma cidade cara e com pouca coisa para fazer, talvez por isso acabei me surpreendo tanto com essa cidade. Realmente não tem tantas atrações turísticas (dois dias é o tempo máximo se o seu objetivo for apenas turismo), porém eu acabei descobrindo uma cidade extremamente agradável, organizada e funcional, com uma sociedade muito evoluída e pessoas com a mente aberta. É aquele tipo de cidade que dá vontade de morar. Eu peguei um TAV trem de alta velocidade em São Petersburgo pela Allegro pagando 29 euros. Recomendo muito fazer esse trecho de trem, as paisagens são incríveis! A estação de trem fica bem no centro da cidade, o que facilita muito o acesso. Recomendo que se hospede perto da estação, pois poderá fazer tudo a pé. Eu tive efetivamente 1 dia e meio na cidade, onde conseguir fazer tudo que queria (único lugar que não fiz foi a Fortaleza) Fiz tudo a pé pela cidade dividindo meu roteiro geograficamente: Dia 1 (completo): Comece pela Senate Square (praça principal da cidade) onde está a famosa Catederal de Helsinque e o Helsinki City Museum (entrada grátis). O famoso café Nehaus também fica próximo. Depois você pode ir sentido o terminal de balsas (Kauppatori) ali está o charmoso Kauppahalli (Old Market Hall) onde você pode almoçar. Outras duas atrações neste local são o Flying cinema (cinema virtual) que custa de 8-12 euros e a SkyWheel (roda gigante de Helsinque). Para fechar este dia você pode visitar a Catedral Uspenski (catedral ortodoxa russa). Você pode retornar para a região central pela Esplanadi (uma linda praça que corta uma das avenidas mais charmosas da cidade) Dia 2 (meio período): Ida para a região norte da cidade começando pela Capela do Silêncio (gratuita), depois a igreja Temppeliaukio (construída em uma rocha dentro da cidade (entrada 3 euros) e se ainda tiver tempo pode caminhar ou pegar um tram até o monumento Sibelius dentro do parque. Caso vá no verão pode fechar seu dia na praia de Hietaranta vendo o pôr do sol. Como Helsinque é uma cidade muito cara vou compartilhar uma dica de restaurante com ótimo preço chamado Suburritos (comida mexicana no estilo encha seu prato com o tanto que conseguir pagando 10 euros). Boa opção pra quem também é vegetariano. A única vez que usei uber na cidade foi no deslocamento para o terminal Länsiterm para pegar o ferry para Tallinn.
  49. 2 pontos
    3) A escola Bom, a escola é muito fácil chegar porque fica na cidade, do lado do metrô, vou passar só o endereço. Ela chama Reinfelder Schule: Maikäferpfad 30, 14055 Berlin. É uma pena que tem uma grade em volta dela e a gente não vai pular né, então só dá pra tirar as fotos meio longe. É isso pessoal, sei que deve ser 1 pessoa em um milhão que vai procurar esse conteúdo, mas se procurar saiba que ele está aqui.
  50. 2 pontos
    São Petersburgo A minha primeira parada foi na cidade mais europeia da Rússia onde as pessoas tem a mente um pouco mais aberta. Chegando pelo aeroporto de Pulkovo há opção de pegar táxi, Yandex (Uber da Rússia) ou ônibus municipal que custa 50 rublos (aprox. R$3,50). Como sou mochileiro pobre 😅 escolhi a opção mais barata já que os ônibus aceitam pagamento em cartão de crédito ou cash (não aceitam euros). Eu acabei passando um perrengue, pois meu cartão não passou e eu só tinha euro. A cobradora queria que eu descesse na rodovia, minha sorte foi que um russo gente boa pagou minha passagem. Então, mesmo com a péssima cotação do aeroporto, você deve ter um pouco de rublos caso for escolher essa opção. É necessário pegar o bus K39 ou 39EX que partem do aeroporto até a estação de metrô Moskovskaya/Московская (todo mundo desce então não precisa ter medo de passar direto). O sistema de metrô abrange bem a cidade e é melhor forma de se deslocar, sugiro que se hospede nas proximidades da Avenida Nevsky entre as estações Gostinyy dvor e Admiralteyskaya, assim estará perto dos principais pontos turísticos e com diversas opções de restaurantes. Principais passeios: PALACE SQUARE E ARREDORES: Praça onde está o Museu Hermitage e Alaxander Column é um bom ponto inicial para seu passeio. É possível conhecer diversos outros pontos turísticos caminhando. A Basílica do Sangue Derramado (entrada 350 rublos) fica próxima e recomendo a entrada para admirar as pinturas na parede. Nos arredores estão o Summer Garden (um lindo parque) e o Shadow Museum, um museu em que as obras são sombras feitas a partir de objetos e obras de arte (entrada 350 rublos). A Catedral de Cazã e o Museu Russo são outras duas opções que podem ser incluídas. PETERHOF: A minha experiência não foi tão boa neste local. Como viajo em modo econômico achei o preço de entrada extremamente desproporcional. Para acessar somente a área externa - jardins custa 900 rublos, já para acessar a parte interna custa mais 1000 rublos. A única forma que pude economizar foi utilizar transporte público para chegar até o local. Peguei o metrô até a estação Avtovo (que é a mais linda da cidade) e na saída da estação (no outro lado da rua) partem as vans para Petrhof pelo preço de 70 rublos (é só avisar ao motorista que quer descer no palácio Peterhof. Choveu muito no dia e atrapalhou muito o passeio pelos jardins, então se você viaja no modo econômico ou se o clima estiver meio estranho sugiro escolher algum outro passeio pela cidade de São Petersburgo mesmo Passeios alternativos: O Museu da Vodka é bem simples (na verdade é um anexo de um restaurante), mas como nós brasileiros adoramos essas coisas acho que vale a pena. É ir lá após visitar a Catedral de São Isaac pois fica bem perto. Estações de Metro: São Petersburgo e Moscou possuem belíssimas estações de metrô conhecidas como Palácio do Povo que foram construídas durante o regime comunista. As estações mais lindas que visitei foram Avtovo, Narvskaya, Kirovsky Zavod e Pushkinskaya. Annenkirche: Igreja luterana abandonada que foi transformada em um espaço cultural (gratuita a entrada). Muito interessante, recomendo. Cafés soviéticos: Por mais que hoje sejam extremamente turísticos, vale a pena visitar algum café soviético em um porão. Eu fui ao Dachniki que fica bem acessível na Av. Necsky Prospect. No geral minha impressão por St Peter foi ótima. É uma cidade segura, com linda arquitetura e com pessoas sociáveis (dentro do padrão russo haha)
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