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Conteúdo Popular

Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 24-02-2019 em todas áreas

  1. 11 pontos
    Vejo muitos tópicos aqui do tipo "viajar sem dinheiro", "viajar pegando carona pra economizar", "como conseguir tal coisa de graça". Acho válido buscar formas de economizar na viagem. Tento salvar uma graninha sempre que possível, admito. Mas também temos que pensar: "o que eu posso dar em troca?". Pq senão fica uma via de mão única: só eu serei o beneficiado. Da mesma forma que tem muita gente que fica pegando dicas/informações nesse fórum mas não colabora com absolutamente nada. Pior: lê informações que vc postou e sequer posta um "obrigado". Eu estou sempre buscando ajuda aqui, mas por outro lado procuro sempre escrever relatos das minhas viagens e responder perguntas para ajudar outros mochileiros. Uma mão lava a outra. No caso do americano citado na matéria, ele fez isso para alertar sobre o desperdício de comida e não só pra "se dar bem e economizar". Pensem nisso. Boa viagem.
  2. 9 pontos
    @Silnei As pessoas deixaram de serem membros de comunidades para se tornarem protagonistas de seus próprios blogs e perfis de rede social e muitos já perceberam que esse caminho abriu um buraco que não foi e não será tapado com essas ferramentas. Esse novo cenário criou meia dúzia de pseudo celebridades, cada um na sua área e uma multidão de "ninguéns solitários" sedentos por likes. Kkkkkkkk Tem gente que foi ali, e acha que sabe tudo de viagem, pior que tem gente que acompanha. Certa vez num relato que postei, um participante perguntou para mim, pq eu ainda continuava a postar, visto que ninguém participava dele(relato) aqui no site. Simples, não estamos aqui atrás de like, aqui é onde escrevemos nossas historias que irão ajudar alguém por ai. Um dia estava fazendo o Caminho dos anjos ao contrário, encontrei com um senhor fazendo o caminho normal, depois de um bate papo, ele disse que estava fazendo o caminho seguindo o meu relato que postei aqui(tirou as copias dele da bolsa e me mostrou), aquilo foi a prova para continuar.....vai ajudar alguém ali na frente com certeza. Silnei, vamos continuar com a mesma pegada, só tenho a te agradecer por diaponibilizar esse espaço para todos nós. ..segue o baile!
  3. 7 pontos
    Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses, com certeza caminhamos mais de 800 quilômetros. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo. O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras, e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem, para nossa sorte desistimos em cima da hora. LOCAIS VISITADOS: Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo) Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos) São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro) Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho) Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras) Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada) PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas) São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros) Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas) Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi) Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale. Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão) Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro (base e mirante) Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado, parte travessia Lapinha x Tabuleiro) Brumadinho - Mg(Inhotim) PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto) Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins) Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima. As surpresas da viagem: Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó A decepção: Carrancas-Mg (É até bonito, mas comparado com outras regiões do estado de Minas Gerais, fica muito aquém).
  4. 6 pontos
    Sim, você não leu errado. Foram 5 meses. Eu demorei mais do que deveria para começar a contar essa história. Mas acho que devo isso a meus possíveis leitores. Afinal, tive muita ajuda desse site para planejar minha viagem. E acredito que posso fazer o mesmo por alguém. Eu vou tentar fazer um depoimento breve, que seja acessível e ao mesmo tempo divertido. Posso entrar em detalhes, postar fotos. Escrevo, acima de tudo, para partilhar experiências e encorajar quem queira viajar. Espero conseguir contribuir. Meu nome é Vitor, tenho 28 anos. Em 2015 tive a melhor oportunidade da minha vida. Me descobrir e descobrir nosso continente durante 5 meses. Sou enfermeiro, me formei final de 2013. Em 2014 atuei em um programa do governo com duração de um ano, sem prazo prorrogável. Meu contrato acabou em março de 2015. Na época do meu trabalho me mantive na casa dos meus pais e fui juntando dinheiro. Sei que é uma oportunidade que poucos tem. Não tinha filhos, namorada e emprego (continuo não tendo nada disso, mas atualmente falta dinheiro mesmo). Inicialmente planejei ir para Bolívia e Peru apenas. Sem data para voltar. E porque esses dois países? Tinha medo da grana acabar e eu estar longe. Sim, pode parecer até piada para quem já visitou. Mas foi um medo real de alguém que era extremamente inexperiente com esse tipo de viagem. Além disso, sentia uma vergonha de ter ido para Europa mas não conhecer os países vizinhos. Conforme visto no título, acabei passando por outros países. Meu roteiro deve começar como muitos outros aqui. Peguei um avião de Brasília (aonde vivo) para Campo Grande. Do Aeroporto para a Rodoviária com uma mochila de 10 kg nas costas de moto taxi. Recomendo. Porque é barato e porque só se vive uma vez na vida. Caso sua crença religiosa discorde disso, sugiro aceitar respeitosamente que pensamos diferente. Em tempo: não recomendo 10 kg de mochila. Pesava na época 80 kg. O ideal seria carregar até 8 kg. Mas é complicado essa relação de peso de mochila quando sua casa passa a estar nas suas costas. Da rodoviária de Campo Grande, peguei o ônibus noturno para Corumbá, que fazia fronteira com a Bolívia. Um detalhe: meu avião fez conexão com São Paulo. E quando cheguei a Corumbá percebi que tinha outra viajante que fez o mesmo itinerário que eu desde Brasília até Corumbá. Bom, preciso fazer uma pausa nesse depoimento coisa: algumas cidades acabam deixando as pessoas mais tímidas e introspectivas. Não é exatamente meu caso. Mas é o caso do Brasiliense comum. Fazer amigos viajando sozinho é fundamental. Ao longo do depoimento vou contar mais histórias de mais pessoas que conheci. Recomendo que pessoas tímidas, querendo viajar só, tentem em seu limite, quebrar essa barreira. A viajante em questão era bióloga e fazia pesquisa em Corumbá. Ela aguardava uma amiga local. Conversamos um pouco, contei da minha ideia de ir para Bolívia e Peru. Ela me recomendou outra rodoviária onde passariam moto taxi que poderiam me levar a fronteira. E me ofereceu carona com a amiga que estava vindo busca-la. Caso vocês passem por Corumbá: considerem andar de moto taxi. Caso tenham medo como eu: só se vive uma vez na vida. Mas em caso de acidente, não me responsabilizarei. Dito isso, um outro conselho da minha amiga Bióloga (que infelizmente esqueci o nome) que não precisei usar: considerem a possibilidade de comprar Furosemida para liberar liquido em caso de edema pulmonar causado pela altitude. Obvio, conversem com amigos Médicos antes para eles te detalharem melhor isso. Mas em caso de uma reação desagradável e prolongada a altitude, pensem nisso. Ou façam seguro saúde e não pensem em nada. Outra dica valiosa: vão ao banheiro sempre que tiverem vontade. Respeitem seu corpo. Perto da outra rodoviária tinha um hotel. O dono do hotel era moto taxista e topou fazer minha corrida até a fronteira. Antes pedi para ir ao banheiro. Ele me deu a chave de um quarto vazio. Esse quarto era maravilhoso. Tinha 3 camas, um ventilador, banheiro e só. A gente não precisa de muito pra ser feliz. Esvaziada bexiga, fomos a fronteira. Essa por sua vez estava fechada e demorava 3 horas para abrir. Por isso que enfatizei a dica do banheiro no início desse parágrafo. Bom gente, esse depoimento ta grande pra caralho, super detalhista, diferente do que planejei. Mas vou mandar assim porque a escrita foi espontânea e de coração aberto. De acordo com os comentários, sugestões, criticas ou dúvidas, posso mudando o ritmo da narrativa. Se você leu até aqui, você é um vencedor. Parabéns. Tópicos da viagem: O outro lado da fronteira, primeiras noções da Bolívia e a chegada em Santa Cruz de la Sierra As mochileiras, o avion pirata, meu preconceito contra israelenses e os riscos para se chegar em Sucre
  5. 6 pontos
    As pessoas não sabem mais usar fóruns, estão na dinâmica do facebook e whatsapp. Não usam a aba de pesquisa, para muitos a lupinha é um mero ícone decorativo, querem apenas jogar a pergunta e ser respondidas de modo rápido e de preferência com uma resposta que agrade o ouvido/olhos delas...haha. Sou dinossaura e gosto da dinâmica dos fóruns. Entro aqui não só pra tirar dúvidas e ajudar, mas principalmente pra buscar conhecimento, muitas vezes pra destinos ou assuntos que nem irão me contemplar nessa vida...haha.
  6. 6 pontos
    PREPARAÇÃO: Passamos o natal com nossos filhos em São Paulo, capital, no dia 31.12.2018 partimos e ficamos em São José dos Campos-SP, descemos as 21 horas para ver a queima de fogos em Caraguatatuba, praia do litoral norte de São Paulo. Retornamos ao hotel em SJC e dormimos, no outro dia cedo rumamos para São Bento do Sapucaí-SP, e fizemos 2 roteiros (até a base da pedra do baú e pelo bairro do Quilombo subindo a serra e descemos até o distrito de Bocaina, retornando daí para SBS). Ficamos na Pousada Casabranca (ótimo custo/beneficio) $60 por pessoa com café da manhã (disponibilizou antes do horário) Recomendo. Foram +- 45 kms de caminhada nos dois dias. Queima de fogos em Caraguatatuba, 31.12.2019 Início da jornada de preparação Lindo amanhecer e visual pedra do baú Idem Começando caminho via bairro do Quilombo, pedra do baú por outro ângulo Terminando forte subida Mirante de São Bento do Sapucaí Outra subida forte em meio a muito verde Tínhamos dentista(o mesmo que nos atendeu no ano passado), marcado em Extrema-Mg, dia 09.01 em Extrema (um dente quebrou), ficamos lá fazendo os principais roteiros, (pedra do Lobo guara (como o sol estava muito forte só fomos até a última subida), rampa de asa delta, caminho das pedras......), foram cinco dias de caminhada +-100 kms. Como viajamos sem programação, depois que fomos atendidos pelo dentista, resolvemos nos preparar melhor na cidade de Munhoz (queríamos ficar em Pedra Bela-Sp, para subir até a rampa da tirolesa) mas na pousada não tinha ninguém e nem atendiam o telefone. Mirante rampa asa delta Extrema -mg
  7. 5 pontos
    Hola! Mochileiros do meu BR, hoje estou aqui para compartilhar com vocês como foi minha experiência na Patagônia Chilena fazendo a trilha do circuito W Invertido ficando em refúgios e com o pacote full board, no período de 01-03 a 06-03 CARNAVALLLL. FUI SOZINHA e com um puta friozinho na barriga, apesar de não ser a primeira viagem sola, esta possuía características especiais como: SE AUTO DESAFIAR caminhando por 72 K’S realizando uma reflexão da minha vida. Para resumir a SAGA especialmente para as MOCHILEIRAS que ainda possuem alguma dúvida sobre fazer este trajeto ou não: - AMIGAAAA pega essa dúvida coloca dentro da mochila e vá assim mesmo. É super possível, fazer o Circuito W com um bom planejamento, pouco tempo e mochila nas costas. P.S Aqui não vou colocar planilha de gastos, tipos de roupas, como funciona o parque, pois dentro deste fórum existem vários relatos compartilhando tais informações. Irei me atentar a fatos que foram determinantes para a realização deste sonho. PREPARACIÓN - Comecei a planejar a viagem em outubro de 2018, iniciei treinos mais intensos e de resistência na academia, li e reli vários relatos, blogs, para montar meu roteiro. Como eu sabia que teria pouco tempo dentro do Parque (4 dias) eu não poderia ERRAR de forma alguma em meu planejamento, entretanto, escorreguei em alguns pontos e vou discuti-los abaixo com vocês. 1. Cuidado ao reservar os refúgios, pois achei os sites das operadoras (Vértice Patagônia e Fantástico Sur) um pouco confusos e acabei reservando para o primeiro dia a área de acampar e não o refúgio propriamente dito. Só chegando lá, fui descobrir o que tinha acontecido, a sorte é que na recepção pedi se havia cama disponível e consegui fazer um Upgrade para o refúgio pagando no Cartão de Crédito a diferença. 2. Eu fiz o Circuito W invertido começando por Pudeto, porém, se teu lance principal for admirar as Torres del Paine, sugiro iniciar por elas. Digo isto pq como eu subi no último dia até o mirador das torres, meu horário estava bem apertado e não pude ficar lá por muito tempo, outro fator é que se o tempo estiver nublado você não terá a chance de optar por ficar mais um dia caso queira admirar as torres. 3. Prepare-se muito bem para fazer todo o trajeto, invista em calçados e roupas apropriadas para a ocasião. Digo isto, porque de roupa eu estava muito bem preparada, porém, de calçado levei apenas uma butina que uso para trabalhar e me ferrei pois acabou machucando meu pé. Então teste antes teu calçado em alguma trilha ou caminhada que seja mais que 4 horas. EMPEZAMOS EL VIAJE!!! Saí de Foz do Iguaçu de Ônibus até Assunção empresa (SOL DE PARAGUAY) e lá peguei um voo até Santiago e de Santiago a Punta Arenas. O Ônibus foi tranquilo com duração +- 6 hrs de viagem e tinha até serviço de bordo. Muita gente quando eu estava montando o roteiro disse que era loucura sair de Assunção, porém, uma amiga minha (THANKS JENNI) me disse que era tranquilo e que dava para fazer de boa o trajeto entre Brasil e Paraguai de Ônibus, fui com a opinião dela e deu certo. Só aí economizei 1.650,00 reais, pois quando comprei a passagem de Assunção a Punta Arenas estava 1500 reais e saindo de SP ou RJ estava em torno de 3600,00 devido ser feriado de carnaval e alta temporada em Torres del Paine. Segue então todo o roteiro do circuito W invertido. Incluindo horários, as estadias em refúgio com o pacote Full Board (alimentação completa: café- da -manhã, lanche para a trilha e jantar) os KM’s percorridos diariamente e algumas fotos da jornada. Aqui alguns links que foram essenciais para este roteiro: http://www.parquetorresdelpaine.cl/upload/images/MaptrekkingPNTP2017.jpg https://www.mochileiros.com/topic/63115-torres-del-paine-novas-regras-em-2017-circuito-w-5-dias-1-relato/ https://borala.blog.br/torres-del-paine-circuito-w-patagonia-chile/ http://escolhoviajar.com/trekkingcircuito-do-w-em-torres-del-paine-da-para-uma-mulher-fazer-sozinha/ http://escolhoviajar.com/torres-del-paine-perguntas-e-respostas/ https://www.fantasticosur.com/blog/useful-information/6135/the-ultimate-torres-del-paine-travel-guide-part-5-lodging/ http://www.verticepatagonia.cl/destino/1/mapa#nav A realização desta viagem só foi possível com uma organização de roteiro com os horários bem cronometrados srsrrssr foi muita pesquisa e perguntei a várias pessoas a medida que a viagem foi ocorrendo para que os horários se encaixassem e deu tudo certinhoooo Fiquem atentos porque o último ônibus que sai de Puerto Natales para Punta Arenas é as 21 hrs. Se você decidir pegar o último ônibus que sai as 19:45 da Laguna Amarga não dá tempo de pegar o último ônibus até Punta Arenas, então programe-se para sair do parque por volta das 14:45. A experiência é transcendental então por favor, farei um pedido: Vá!!!!! Se permita sentir a garra, coragem e resiliência que existe em você. A Patagônia realmente me ofertou a oportunidade de reconexão comigo mesma e acredito fortemente que ela fará o mesmo por você. Grande Abraço e se ficar alguma dúvida quanto ao que fazer e como fazer no circuito W invertido me inscrevam aqui ou no Instagram: @ayza_camargos. Gratidão!!!
  8. 5 pontos
    Estava só de olho no assunto rs Cheguei aqui em 2007, de lá pra cá acho que o volume de informação e contribuição aumentou enormemente. Hoje dá para ir na busca e achar informações sobre destinos não muito populares que há 5 anos atrás nem sonhavam em aparecer pelo fórum Conforme o fórum foi se reestruturando o conteúdo prático ficou mais acessível, mas perdemos espaço para o bate papo e a socialização, o senso de comunidade que o Silnei falou. Gostaria que o pessoal novo que está ativo no fórum mas que não pegou essa época tivesse a mesma oportunidade de fazer amigos pra vida toda que eu tive no começo, tenho tantos amigos (daqueles de verdade mesmo) que conheci direta ou indiretamente através do Mochileiros, que sou eternamente grata ao fórum, e nunca deixo de aparecer por aqui, apesar de com frequência um pouco menor que naquela época.
  9. 5 pontos
    @joshilton Temos que sempre procurar coisas novas para deixar nossas vidas com algum sentido, o dia a dia das cidades são frias e sem emoção. @SilneiLivro sobre viagens e travessias, agora que comecei de fato a fazer viagens....Tô começando a aprender sobre as verdadeiras travessias. Uma pena que quando tinha idade para fazer as travessias difíceis, estava labutando. Já plantei uma árvore, já tive filhos, e também, já escrevi meus livros. .ou vc acha que meus 1000 posts aqui não é um livro... Escrever um livro é muito caro, não sei se o pessoal vai gostar de histórias de 2 idosos..... Mas, muito obrigado mesmo pela atenção.
  10. 5 pontos
    Vejo gente dando dicas óbvias sobre lugares que basta ir, selfies e fotos ultra processadas para o instagran. Quando buscamos aqui neste site são informações úteis e descobrir lugares e ouvir histórias das experiências de cada um. Obrigado Silvio! Obrigado Casal 100 por contar vossas histórias.
  11. 5 pontos
    A discussão é infinita rs... são conceitos e estilos de viagem diversos. Muitas vezes não tenho saco de cozinhar na minha própria casa e pago quase R$ 30,00 num Burger King da vida. Daí, vou investir 3k de passagem, mais seguro, mais hospedagem... e vou perder tempo cozinhando em hostel ou Airbnb? Quanto tempo vou gastar saindo do centro da cidade, indo para hospedagem, esquentando comida, lavando prato?? No meu conceito isso não é férias... Você esta investindo caro para desperdiçar tempo. Outro detalhe, a gastronomia faz parte da viagem. É uma oportunidade de conhecer novos sabores... vai ficar de Mc' Donalds o tempo inteiro? Vai em Paris e não vai conhecer o sabor de um foie grass? O que trara na bagagem além de fotos para ostentar nas redes sociais? Quem é que não gosta de sentar em um restaurante para fazer uma boa refeição? Ainda mais viajando... de férias ... Mas são conceitos. De repente a pessoa não esta com a grana suficiente e quer conhecer o destino de qualquer forma... aí entra o conceito do "passar privação". Dá para passar com 50 euros em Paris? Dá! Entra no Picard e compra comida congelada... vai gastar uns 20 euros/dia/pessoa. Visita uma atração paga por dia 15-20 euros. Pega um hostel afastado do centro, na proximidade das "portas de Paris" (não terá dinheiro sobrando para sair à noite mesmo - não vai correr risco estando no hostel ao anoitecer), um quarto compartilhado com 10+ pessoas. Aguá é de graça em qualquer lugar. E os passeios faz andando ou com o troco dos dias que gastar menos de 50 euros pega o metro. Te satisfaz assim? Bon Voyage. Lisboa e Berlin você já se vira melhor com 50 euros. Exceto hospedagem que é cara em Berlin. No leste confesso que com a conversão de moedas perdia noção de custos. Mas fato é que em 2017 cheguei no meu ultimo destino , depois de fazer Roma-Croácia - Praga e Budapeste) com metade da grana que tinha levado (rs). Por fim, quero dizer que nem todos tem condições de estourar 150 euros por dia em um destino, mas nem todo mundo é obrigado a adotar um padrão ultra econômico. Há que valorize uma boa mesa (que é o custo maior), fazer passeios mais estruturados (mini excursões, passeios com guias, etc..), sair a noite, como bem disse o amigo acima... SE PRESENTEAR! Para mim, viajar com dinheiro contato eu prefiro ficar menos dias no destino ou não viajar. Se não dá para ir a Paris... Londres ... Vá para Cracovia, Bucareste, Lisboa.... O que condiciona o tempo de viagem e os destinos é a disponibilidade financeira.
  12. 5 pontos
    Tem gente que acha que viajar é esbanjar dinheiro, pegar uber/táxi toda hora, entrar em todas as atrações, ir em restaurantes sem pesquisar... essas pessoas não são mochileiras :DD fiz europa central e parte do leste europeu no ano passado e gastei desde 80 euros por dia em viena, 60 por dia em berlim, 40 em moscou e sao petesburgo e cheguei até a 30 euros em alguns dias em budapeste e cracóvia. tudo isso com café da manhã do hostel (ou comprando café da manhã no supermercado), almoçando algo na rua, em restaurantes baratos ou fast food e jantando em lugares mais legais. fiquei em hostels legais em todas as cidades (nem os mais caros e nem os mais baratos), andando a pé sempre que possível, metrô quase todos os dias (compre os passes de 3,4,5 dias) e de uber só quando não tinha opção. visitei as principais atrações, mesmo as mais caras (schonbrunn, museuinsel, auschwitz, peterhof, hermitage), mas sempre usando também free walking tours e ainda sobrou um dinheiro todo dia pra uma cervejinha ou uma vodka :DD recomendo o site priceoftravel.com pra ter uma noção de quanto gastar em cada cidade. a europa é grande, tem várias realidades. tendo aqueles valores do site como referência e um cartão de crédito internacional pra emergências (ou pra comprar algum souvenir, ou pra sair pra alguma balada quando der vontade), vai dar tudo certo!
  13. 5 pontos
    Não é questão de ficar limitado, cada um tem um gosto. Se a pessoa quer cozinhar no ap pra economizar 20/30 euros qual o problema? Não é pq esta na Europa que tem que sair gastando. A não ser que você tenha bastante grana, aí é outra coisa, a pessoa que tem dinheiro sobrando não vem no fórum perguntar quanto dinheiro levar para uma viagem, simples...
  14. 5 pontos
    Queridos mochileiros. É com grande alegria que faço esse relato, pois ele se refere a um dos trekkings que eu mais desejava na vida: Torres del Paine. A minha viagem ao Chile, foi exclusivamente para fazer o Circuito O (deveria ter reservado mais dias para ir a Cafalate e El Chaltén...) e mais dois dias de intervalo em Punta Arenas e Puerto Natales. Em todos os relatos eu falo sobre a facilidade e aprendizado de se viajar sozinho. Mas essa foi minha primeira viagem fora do Brasil sozinha, e estou ainda meio sem palavras para conseguir expressar aqui o que significa. Eu não quero dizer que em alguns momentos realmente não possa se sentir sozinho, isso acontece. Mas eu posso dizer que em 90 % do tempo está cercado de pessoas muito abertas para conversar e trocar ideias. Bom, a primeira coisa que precisa para fazer o Circuito O sem stress é a organização. Pois se pretende vir entre Dezembro e Fevereiro, é alta temporada (bom tempo), e os campings e refúgios ficam cheios. No Circuito O, quase todos os lugares em que você fica tem duas opções para dormir: Camping (com sua própria barraca, ou alugada) ou Refúgio (cama quentinha para quando sentir que merece). Coisas importantes: * Imprimir suas reservas, * Ter comida suficiente. * Um bom saco de dormir e uma barraca com boa camada para chuva. * Uma bota que seja sua amiga. * Como eu estava sozinha, e tendo que levar todo o peso (cerca de 14 kg), eu optei por comprar algumas refeições. Nos refugios'campings, eles fazem almoco-cafe-janta (sim, é caro), mas depois de um dia de muitos kms isso vale ouro. Aqui vai o meu roteiro em Torres Del Paine: 1 dia: peguei um ônibus em Puerto Natales as 07:15 para Torres del Paine (chegamos umas 09:45 na entrada principal). Na primeira portaria você precisa assistir um video sobre as normas do parque, mostrar seu ticket de entrada (ou comprar), é melhor já comprar no site da CONAF e levar o comprovante. Recebe o mapa do parque, e pode pegar um tranfer (3.000 pesos) até o cientro de bien venida (sao 07 km você pode ir caminhando também, eu fui de transfer porque nessa primeira parte não tem nada de mais e você vai precisar de mais energia em outros dias, acredite). No transfer já é possível ver algumas montanhas. Depois de tudo isso, iniciei os primeiros kms do circuito. Camping Serón. Nesse primeiro dia a vista das montanhas ainda é bem restrita, porem passa por florestas e rios com água cristalina. A cor é como se fosse um azul royal, lindo. O terreno em si é tranquilo. Como cheguei cedo no parque e logo comecei a travessia, eu não encontrei ninguém no caminho, tipo nem uma pessoa nos primeiros kms. Ai teve um misto de satisfação com preocupação haha. Mas logo aparecem alguns (poucos). Nesse camping nao há refúgios, quando cheguei era umas 14:00 ainda, normalmente os check in s{ao as 14:30. Começou a chover e ventar um pouco quando estava arrumando minha barraca (chamam carpa aqui). Foi uma noite difícil pois choveu muito e fez frio (cerca de 5 graus). Nesse primeiro dia, eu passei muito frio, no outro dia as montanhas aparecerem branquinhas, nevou. 2 dia: essa caminhada você já começa a ficar mais perto das montanhas, chegando no refúgio Dickson a vista é fantástica. Fiquei em refúgio, porque algo me disse que quando fui fazer a reserva, fiquei muito feliz pois chovia e estava uns 2 graus. 3 dia:ida até los perros, nesse lugar que você começa a sentir os ventos fortes. Nesse camping não tem refúgio , e só tem banho gelado! O camping fica do lado do rio e abaixo da montanha, tem como ser ruim isso? 4 dia: foi o dia mais cansativo, porque precisamos passar pelo Paso John Garden, que é uma montanha de gelo. É fantaaastico. Nesse dia tem que sair cedo tipo 6 da manhã, porque no Paso o tempo muda muito e depois das 11 da manhã o pessoal fala que tem um tipo de chuva e vento que não se pode passar, muito perigoso. Até o topo do Paso demora umas 4 horas. E depois a descida mais 4. Eu fui direto ao camping Grey, então foi bem cansativo, mas todo o caminho é maravilhoso. Nesse dia tem a visão do glaciar. 5 dia: indo para o camping paine grande, contato com a civilização. Aqui você pode se dar ao luxo de uma comida diferente, tem várias pessoas, que chegam aqui e ficam apenas para fazer a trilha até o mirador britânico. 6 dia: aqui você encontra muitas pessoas no caminho também, ida até o Francés, o Mirador Británico fica no caminho. Você pode deixar a mochila no Italiano e subir mais leve. 7 dia: ida até o Central. 8 dia: trilha base de las torres. A trilha em si é linda, muitos rios e pontes. Você passa pelo acampamento chileno e depois desse ponto a trilha fica mais pesada, porque ganha elevação muito rápido. Resumo : 1. Cientro de bienvenida p/ Seron: 13 km, 4 horas. 2. Seron p/ Dickson: 18 km, 6 horas. 3. Dickson p/ los perros: 12 km, 4.5 horas. 4. Los perros p/ Grey: 15 km, 11 horas. 5. Grey p/ Paine grande : 11 km, 3.5 horas. 6. Paine grande p/ Francés : 9.5km, 3,5 horas. 7. Francés p/ Central : 15 km, 6,5 horas 8. Central p/ ida e volta base das torres: 20 km, 7 horas Total de 114 km apx, considerando que essa distância distribuída em 8 dias, não é nada de outro mundo. As trilhas são suuper bem demarcadas, então mesmo se estiver sozinho não vai se perder não. Com certeza a Patagônia é o lugar mais fantástico que já estive, porque a energia das montanhas e a conexão com a natureza é algo que não se consegue assim tão fácil. Em Punta Arenas cidade vizinha de Puerto Natales, você pode fazer um passeio com empresa especializada e chegar até a Ilha Magdalena e Marta, onde tem os pinguins e Lobos marinhos, é obrigatório pra quem passa por aqui. Depois de 3 dias de volta, ainda não consegui voltar, é como se eu ainda estivesse lá. Meu corpo e minha alma ficaram conectados as montanhas de Torres del Paine.
  15. 4 pontos
    Vamos nos encontrar ? Em um local e data, que iremos decidir aqui. Um local que a maioria possa ir, Centro Oeste ou Sudeste, a data e local a ser escolhida. Vamos lá, ideias de locais e data. Vamos montar um grupo no WhatsApp, então, caso você tenha interesse, salve o meu aí (92) 99123-4083, dê um "Oi, Olá", já dizendo seu nome e que está interessado em entra no grupo do encontro. https://chat.whatsapp.com/D3PmvzXNlO0BeOblhv0e4x Link para entrar no grupo do whatsapp
  16. 4 pontos
    A Tailândia era meu sonho, lendo o blog da Vida Mochileira vi os valores em detalhes em uma planilha e cheguei a conclusão que para um mês na Tailândia teria que ter o mínimo de R$10.000 pra fazer tudo que queria. Blog que pesquisei valores https://vidamochileira.com.br/tag/tailandia/ Adoro os blogs que detalham todas as despesas de uma viagem porque facilita muito para quem está se planejando. Realmente passei a achar que poderia ter condições de realizar o que tanto desejava após ver os relatos da Mari e tirar todas as dúvidas possíveis em seu blog. Como achava meio impossível ir à Tailândia sem um mínimo de 2 anos economizando ,e fiz em 1 ano, quero relatar meu planejamento considerando meu salário que em 2017 era R$ 1.500. A primeira coisa que fiz foi fazer uma tabela com todos os locais que gostaria de ir, depois vi as passagens e procurei alguém pra ir, meu namorado não quis, pois seria um ano complicado pra ele no trabalho, então me programei pra ir só. Moro com meus pais e minha renda é para meus gastos pessoais, isso facilita muito. Pra quem tem família e é responsável pelo seu sustento, a realidade é outra e bem mais difícil –eu sei . Em resumo, minha renda era pra pagar meu curso de inglês, internet e alimentação, conta do celular e poupar. Teria que conseguir economizar R$ 1000,00 por mês pra conseguir viajar em um ano e foi essa minha meta, mas viver com R$ 500,00 seria complicado tendo em vista que só meu inglês era R$ 400,00. Poupei por 3 meses 1000 e vi que seria possível. Sempre fui muito boa em economizar e não gasto dinheiro com coisas superficiais, teria só que apertar mais um pouco as contas e foi o que fiz. Pra continuar o curso de inglês comecei a dar banca para crianças da minha rua e aulas para pessoas que estudavam EAD e tinham dificuldades com o uso do computador, também me voluntariei em uma rádio da cidade que tinha a possibilidade de conseguir patrocínios e ganhar porcentagem, conseguir algumas propagandas e isso deixou que o ano fosse mais tranquilo. Em 12 meses tinha os 10 mil, no meio desse percurso meu namorado resolveu que também conseguiria ir, reservei hotéis e passagens e lá estava eu realizando meu sonho. Não contei meus planos para ninguém, pois achava difícil conseguir em ano, e quando contei minha mãe não acreditou, ora, era Ásia por 1 mês. Além da Tailândia, passei um dia na Alemanha perdidona fazendo turismo e meu maior medo era me perder sem saber falar inglês e não conseguir voltar para o aeroporto, mas fui e fiz um super tour sozinha. Sou tão prolixa, esse texto ficou enorme, mas era pra falar que é possível com foco e determinação, você não precisa ganhar 3, 4 ou 5.000 pra realizar um sonho grandão!
  17. 4 pontos
    Sobre como é certos brasileiros: Atentem para o recado que ele dá para quem chega na casa dele. Saímos para ir até a Cachoeira do Lajeado em Lapinha da Serra-Mg, erramos o caminho e, depois de descobrir isso, continuamos caminhado pois caiu uma chuva fortíssima e vimos que tinha essa casa à uns 3 kms de um rio que atravessamos. Chegamos lá todo molhado e com frio, vimos na porta uma singela mensagem para entrar, vimos una cachorros no quintal, os mesmos não estavam nem aí pra nós. Batemos palma e ninguém apareceu...então entramos...e tinha café quente numa garrafa térmica, tomamos um pouco cada um, nisso a chuva passou e fomos embora, deixamos um pagamento pelo café. Liguei no telefone que estava na parede, para agradecer o que eles estão fazendo para os peregrinos perdidos ou não, a senhora foi super educada e disse ainda: lá tem lenha, macarrão, molho, temperos, fogão à lenha, vocês poderiam fazer e comer... ISSO É O BRASIL....
  18. 4 pontos
    @Rogerio K C eu acho que depende muito do tipo do terreno que voce irá passar. Se for uma caminhada com muita subida, pedras e degraus íngremes talvez seja válido o bastão para dar apoio, porém se for uma caminhada de nível fácil eu acho que o bastão será apenas um incômodo. Sobre usar um ou dois vai de cada pessoa tambem. Usando dois vc sempre terás suas maos ocupadas e dependendo do que ocorrer talvez nao tenha o reflexo de soltar o bastao para algum tipo de açao. Na minha opinião um bastão já é suficiente para o apoio necessário.
  19. 4 pontos
    @joshilton São Paulo talvez seja a melhor opção mesmo, a uns 100 kms tem Extrema, mais alguns kms Monte Verde e Gonçalves em Minas Gerais e Pedra Bela-Sp (a maior tirolesa do Brasil) Se for no verão podemos considerar Campos do Jordão, mas são +-200kms (pois nesta época os preços são bons), tem Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí -SP(pedra do baú). Se for no inverno tem praias próximas, como será baixa temporada, os preços cairão também.
  20. 4 pontos
    No dia anterior, saímos de Munhoz de carro, pegamos rodovia asfaltada até Toledo-Mg e chegamos na rodovia Fernão Dias em Extrema, paramos para almoçar num restaurante na estrada que serve leitoa assada à vontade (acho que $20 ou 22 por pessoa). Continuamos na Fernão Dias até Cambuí-Mg, viramos à direita e pegamos estrada de terra e passamos por Consolação, pegamos rodovia asfaltada até Paraisopolis, passamos em Brazopolis e chegamos a Itajubá, atravessamos a cidade e pegamos rodovia asfaltada até Marmelopolis. AQUI A MOSCA DA MONTANHA NOS PICOU E CONTAMINOU! MARMELOPOLIS 1° dia - 16.01.2019 - Quarta-feira Saída de Marmelopolis e chegada ao pico do Careca e retorno à cidade. +-32 kms em aprox. 06:20hrs A previsão do tempo informou que haveria chuva com raio depois das 11 da manhã, por isso nossa previsão era ir até a pousada Maeda e retornar à pousada em Marmelopolis. Saímos cedo, rumamos pela rua da pousada(1260msnm) até um pequeno bairro, entramos numa estradinha de terra e subimos bastante até ela terminar numa fazenda, perguntamos a um senhor que estava tirando leite dumas vacas, onde era a estrada para o Maeda, ele disse que estávamos errados. Pulamos a cerca da pousada e entramos noutra estrada de terra, subimos mais um pouco e pegamos uma descida fortíssima até um riacho, tivemos que tirar os tênis para atravessá-lo, viramos à esquerda noutra estradinha de terra, voltando tudo que tínhamos andado. Mais alguns quilômetros chegamos num entrocamento (reto chegaríamos ao Maeda e à direita ao Pico do Marins), como tínhamos caminhado bem forte no trecho anterior, viramos à direita e entramos noutra estradinha de terra (Marmelopolis x Piquete). Subida longa, uns 7 kms até a base do pico dos Marins. Conversamos com o dono da pousada que tem lá, ele nos disse que o MORRO DO CARECA era bem próximo e que talvez não teria chuva tão cedo. Pensamos, pq não! Animamos e fomos até lá. Aqui a mosca da montanha nos picou. Ali percebemos que poderíamos subir picos mais altos, o que de fato aconteceu no transcorrer da viagem. Até pedra do careca +-1800msnm - 03:25hrs(desde a cidade). Pegamos estrada de terra à primeira entrada à direita vindo do camping viramos, mais à frente atravessamos uma porteira e começa subida forte em pedras até o morro do careca. Lindíssimo visual do pico do Marins e de várias cidades do interior de São Paulo. A chuva realmente não deu as caras, descemos até a base e tomamos um cafezinho. Retornamos até aquele entrocamento e viramos à esquerda, depois de umas casas viramos novamente à direita(estrada que teríamos que ter vindo), começou uma longa e forte subida até o topo, com lindo visual do pico dos Maris(atrás de nós) e de toda região. Após o topo, começa forte descida até a cidade. Almoçamos Self-service à vontade por $18 por pessoa. Até base(Camping) do pico dos Marins (1520msnm)- 02:45hrs - +- 12 kms. Na base tem uma pousada bem simples, 012 99799-7524, quarto simples compartilhado e um de casal, com banho quente, sem wifi, $50 por pessoa com café da manhã e não paga estacionamento. Estacionamento $20(pra quem não está na pousada. Preço fixo). Camping $10 por barraca. Almoço $30 por pessoa à vontade no fogão à lenha. Hospedagem: Pousada Bella Vista-Marmelopolis-Mg, camas ótimas, tv aberta, wifi, banheiro privado, limpo e confortável. Preço $60 por pessoa com ótimo café da manhã(para quem sai bem cedo, o Domingos deixa o café pronto) RECOMENDO Amanhecendo em Marmelopolis Atravessamos esse riacho Chegando num bairro antes da estrada que vai para a base do Marins Visual do imponente pico dos Marins Chegando à base do Marins, estaionamento + restaurante + hospedagem simples Subida forte com muito barro, devido às chuvas da noite anterior Chegada ao Morro do careca e o Marins à nossa frente - lindo que depois de alguns dias tivemos a maior felicidade em subir. INCRÍVEL Retorno sobre as pedras escorregadias e íngremes
  21. 4 pontos
    Infelizmente, só fazia pacotes com agencias. Tinha pavor de fazer mochilão. Medo puro, só viajava com tudo comprado com antecedência, por empresas do ramo de turismo. Chega um dia que a gente, vai aos poucos percebendo .... como dizia Paulo Sérgio ...... Li um comentário de um mochileiro, saindo de Porto Velho até Cusco de Ônibus e de lá, até Machu Pichu. Machu Pichu era um sonho de infância, e li esse relato, li, reli, li outras vezes. Criei coragem e entrei em contato com esse mochileiro. (Ele me indicou vários sites de mochileiros), Me detalhou tão preciso, esse mochilão, tão preciso, que eu falei a minha esposa, -"Vamos a Machu Pichu", e ela se animou, prensando que iriamos com intermédio de alguma empresa. Haaaa, quando ela soube que iriamos sem ter nem hotel reservado, nem o ônibus de Porto Velho a Cusco, quase ela desmaia. Conversei com ela, fiz os calculos, pois vários outros mochileiros me respondiam, me tiravam as dúvidas, que não eram poucas. Finalizando, fomos a Cusco, Machu Pichu, Vale Sagrado, dei um pulo a Arequipa, tudo de ônibus e tudo comprado no mesmo dia. Sabes quando voltei a comprar pacotes com as CVCs da vida ? NUNCA MAIS, só viajo com a mochila nas costas e uma mala pequena para as roupas de minha esposa Agora em maio, voltaremos a Bolívia, e dessa vez, ela vai com uma mochila. Agora sim, a felicidade está completa Quando você vê uma jovem senhora, com uma mochila na cor ROSA e um jovem senhor com uma mochila, já surrada pelo tempo e viagens, somos nós. Um dia, nos encontraremos em alguma lugar do mundo.
  22. 4 pontos
    @Silnei Nós aqui esperando o final da nossa vida e vem você nos motivar a escrever um livro. Se realmente for para motivar as pessoas, principalmente os idosos, e coloborar para consolidação das trilhas de longo curso no Brasil, podemos sim escrever um livro sobre o assunto, isso depende muito do custo. E vc sabe que cada centavo pra nós vale muito, já estamos correndo atrás de dinheiro pra próxima viagem. Você pode perceber nos meus relatos, que dificilmente criticamos hospedagens.... .... nos caminhos que passamos, pois sabemos da dificuldade que é tocar alguma coisa neste país. Se for pra ajudar essas pessoas que estão lá no interior aguardando os peregrinos na maior boa vontade....acho que pode sair um livro mesmo...
  23. 4 pontos
    O que acontece, na minha opinião, é que muita gente acha que ser mochileiro é ser "descolado". Então gente que não tem afinidade nenhuma com esse estilo de viagem "cai de paraquedas" aqui. Soma-se ao fato de muitos também não ter muita educação ao ponto de nem agradecer a informação que foi dada à ele. Tem os folgados também que acham mais fácil criar um tópico com uma pergunta do que procurar pelo assunto antes. ----- O estilo mochileiro sempre foi fazer viagem de baixo custo. Isso é inegável. Mas antes disso eu acho que ser mochileiro é querer conhecer mais a fundo a cultura local. Diferentemente de viagens com pacotes turísticos, o mochileiro tem mais liberdade de explorar os locais que quer conhecer e, principalmente, ter contato com as pessoas, costumes e ideologias do país/cidade que está visitando. Desculpem o desabafo, mas há tempos estava pensando nesse assunto e "descarreguei" tudo aqui.
  24. 4 pontos
    Para a @gialia: A estimativa de 80 euros por dia em Paris é razoável. Menos que isso, você abrirá mão de algumas coisas, como museus, passeios, extravagâncias baratas e souvenirs. Em termos de alimentação, te digo com certeza absoluta: separe no mínimo 15 euros/dia (2 sanduíches e uma bebida, se quiser algo diferente de água). É o mínimo sem apelar pra inanição ou freeganismo ou pacote de bolachas em supermercado. Comer em Paris pode ser muito barato. Um sanduíche que te forra bem num dos milhares de restaurantes e lanchonetes árabes\turcos\etc... custa 6.50 euros. Vem um sanduíche monstro com fritas. Se for nos indianos, mesma coisa: um crepe monstro sai por 5.50 euros. Um chá gelado da Lipton custa 2 euros ou menos nos mesmo lugares. Água é de graça. Comer em bistrôs e cafés "pega turista" sai mais caro, entre 12 e 20 euros, em média, por refeição. Se for pra restaurante mais chiques, aí o céu é o limite. No transporte, o Metrô custa 1.80 (se não me falha a memória). Você pode economizar andando de um ponto turístico a outro, pois as coisas são próximas no centro. Paris não é tão grande assim (obviamente você não andará de ponta a ponta à pé). O RER é um pouco mais caro, do aeroporto para outro ponto qualquer onde se encontre sua hospedagem. Em termos de hospedagem, nunca fiquei em albergues. Fico sempre no Ibis budget, que tem um quartinho bacaninha pra dormir, e um café da manhã honesto (café, suco, croissant, queijos e nutella liberado). Se você for gastar até 45 euros num albergue, acho válido ficar no albergue. Mais que isso, você já pega um Ibis Budget nos arrondissements mais populares. O que é caro, pra mim, são os passeios e entradas à museu e afins. Como gosto de ir em um monte, acabo gastando muito dinheiro com isso. Planeje os pontos que você quer visitar, quantos dias ficará e a partir daí, veja os custos. Ficou caro? Reduza o escopo da viagem. É assim que faço sempre. Para referência, na primeira vez que fui, 2014, gastei 15 Mil reais para 2 pessoas, Lisboa, Paris, Besançon e Alsácia, 14 dias, tudo incluído (aéreo, terrestre, ingressos, comida E presentes). Na última, 2018, gastei 14 mil reais para duas pessoas, 10 dias em Paris, com tudo também. Quem dá a medida da economia é você. O que é caro pra um colega de fórum, pode ser barato pra outro. Se quiser mais dicas, só falar!
  25. 4 pontos
    A questão é que este site já acabou em comparação ao que era, só continua no ar, lembro-me de quando registrei, você postava algo, tinha inúmeras interações, logo a tópico estava lá na segunda, terceira página de tantas informações que circulavam aqui. Hoje muitos visitantes só sugam informação e não abastecem com novas, não agradecem, não sabem ler e pesquisar, não sabem usar um site deste formato.
  26. 4 pontos
    Perfeito, e não são poucos. A pessoa posta uma dúvida, você responde e ela sequer comenta "obrigado", simplesmente enfia outra pergunta pra você responder. Eu adoro contribuir, mas pessoas que sequer se dão ao luxo de agradecer antes de perguntar algo mais eu já largo mão, deu pra ver o naipe.
  27. 4 pontos
    Penso que ao se fazer um planejamento de viagem a pessoa ja tenha em mente o que pretende fazer em cada lugar. Uma rapida googlada é possivel ter noçao dos valores das atraçoes pagas e com isso a pessoa consegue tranquilamente saber por alto quanto gastará com hospedagem, passeios, deslocamentos e o que vai faltar será alimentaçao, que nao da pra dizer quanto será o gasto pq depende da barriga de cada um. Independente da estimativa inicial é sempre recomendado ter uma margem de segurança para imprevistos e gastos adicionais. Nao tem coisa pior do que fazer um viagem, querer fazer algo e nao poder pois a grana está curta e poderá fazer falta la na frente. O que nao dá é fazer uma estimativa de x euros por dia e ja sair do Brasil com (x-30%) e achar que ao chegar lá a grana vai se multiplicar.
  28. 4 pontos
    Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén "O escafandro já não oprime tanto, e o espírito pode vaguear como borboleta. Há tanta coisa pra fazer. Pode-se voar pelo espaço ou pelo tempo, partir para a Terra do Fogo ou corte do rei Midas. Pode-se visitar a mulher amada, resvalar junto dela e acariciar-lhe o rosto ainda adormecido. Construir castelos de vento, conquistar o Velocino de Ouro, descobrir a Atlântida, realizar sonhos de infância e as fantasias da idade adulta." O escafandro e a borboleta, Jean-Dominique Bauby O ônibus corria sozinho pela Ruta 40, o Lago Argentino estava a minha a esquerda. Não cansava de olhar por diferentes ângulos aquele lago azul que mais se parecia com um mar. Dentro do ônibus o som era uma mistura de idiomas. Quando o ônibus deixou a Ruta 40 e seguiu pela Ruta 23, a surpresa foi expressa em variadas interjeições: "Uau!", "Wow!", "Oh!", "Eita!". Agora todos os olhos miravam o Monte Fitz Roy que se anunciava ao fundo. Na minha esquerda, o Lago Argentino deu lugar para o Lago Viedma. A cada quilômetro conquistado, maior ficava o Monte Fitz Roy e seus companheiros Agulha Ponceinot e Agulha Saint-Exupéry. Os três lado a lado formam uma espécie de degrau. O sol descia em direção dos cumes, já era possível avistar o Cerro Torre, mais a esquerda, com seu diferente pico. As nuvens tocavam o topo do Monte Fitz Roy e os glaciares em volta já podiam ser visto com mais clareza. O ônibus adentrou na cidade de El Chaltén, e nesse momento Fitz Roy, Poincenot, Saint-Exupéry ficam escondidos atrás dos diversos morros que cercam a cidade. Foto 13.1 - Parada entre El Calafate e El Chaltén Foto 13.2 - Na janela do ônibus avistando o Monte Fitz Roy Foto 13.3 - Fitz Roy é o maior El Chaltén é uma cidadela que fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares e tem pouco mais de mil habitantes. A cidade é rodeada de montanhas, lagos, glaciares e trilhas, e é considerada a capital argentina do trekking. Chaltén é uma palavra da língua tehuelche que significa a montanha que toca as nuvens, em nítida referência ao Monte Fitz Roy. El Chaltén abriga dois dos picos mais difíceis de escalar deste planeta: Cerro Torre e Cerro Fitz Roy, isso faz com que a cidade seja objeto de desejo dos principais escaladores do mundo. Saímos caminhar pela charmosa El Chaltén com os mochilões nas costas. O dia estava quente e com algumas nuvens no céu. A cidade é fascinante, toda calma, organizada e bonita. Existem diversos monumentos em referência a mochileiros e montanhistas. Em resumo vê-se pelas ruas da cidade restaurantes e hotéis/hostels, tudo é relativo ao turismo ali. Falando da beleza natural do lugar, a cidadela fica dentro de um vale cercada por morros que lembram uma paisagem de deserto, mas existem inúmeros rios e lagos que rodeiam a cidade. Foto 13.4 - Bienvenidos a El Chaltén Foto 13.5 - A entrada de El Chaltén Foto 13.6 - A cidade do trekking Foto 13.7 - A pacata El Chaltén Foto 13.8 - As casas no vale Foto 13.9 - El Chaltén Foto 13.10 - El Chaltén [2] O que mais me chamou a atenção nessas primeiras horas por El Chaltén foi caminhar pela rua José Antonio Rojo. No fim dessa rua tem um morro que impede a visão do horizonte, mas o curioso que bem na direção do Fitz Roy tem tipo uma janela, ou um degrau, no morro que permite ver somente o Fitz Roy e as pontinhas do Saint-Exupéry e do Poincenot. Coisa linda! 13.11 - A janela para o Fitz Roy Fomos até o Camping La Torcida, o mais barato de El Chaltén, a diária estava cerca de vinte e cinco reais. La Torcida é um camping bem pequeno, mas tem uma boa estrutura para cozinhar, um bom banheiro, além de uma área de convivência. Montamos acampamento, comemos os cachorros quentes que sobraram de El Calafate e decidimos fazer a trilha Laguna De Los Tres naquela madrugada, pois a previsão do tempo indicava que era o melhor dia. A trilha Laguna De Los Tres é a principal trilha de El Chaltén, é a que leva você na base do Monte Fitz Roy. Vale lembrar que no parque existem diversas áreas de acampamento gratuito, mas estes estão distantes da cidade e servem de apoio para as pessoas que irão fazer caminhadas de vários dias, não há nenhuma estrutura nestes acampamentos. A princípio, iríamos utilizar um dos acampamentos gratuitos ao menos uma vez, assim emendaríamos diversas trilhas. Porém, era final de ano, a cidade estava cheia, o camping La Torcida estava num preço bom e eles não reservavam lugar caso tirássemos nossas barracas. Então, para não correr riscos depois, de não ter lugar no La Torcida e ter que pagar caro em outro lugar, resolvemos ficar por ali e fazer todas as trilhas saindo da cidade. O despertador gritou, era pouco menos de uma da manhã. Peguei a mochila que servia de travesseiro e coloquei-a nas costas. Sai da barraca, escovei meus dentes e aguardei o Matheus na frente do acampamento. Saímos caminhando pela cidade rumo a entrada da trilha. O céu estava estrelado. As primeiras subidas do caminho ajudava aquecer o corpo naquela noite fria. Só escutava o som dos nossos passos e o barulho do vento. Na minha frente o escuro era cortado pelas luzes de nossas lanternas. Os passos seguiam, caminhávamos num bom ritmo. Conforme íamos avançando encontrávamos outras pessoas pelo caminho. Eu pouco enxergava, além de escuro e feixes de luz. Quando chegamos no Mirante do Fitz Roy, toda a mata alta que impedia de visualizar o horizonte não existia mais. Nessa hora, a mirar os olhos à frente, vi das coisas mais assustadoras e incríveis da minha vida. Naquela escuridão, surgiu o contorno do Fitz Roy. Não parecia real, até me belisquei para verificar se era verdade a sombra daquele monstrão de granito. O frio na barriga surgiu junto com a vontade de me aproximar mais e mais. Continuamos a caminhada, agora a trilha segue plana e numa vegetação rasteira. Caminhávamos de frente para o Fitz Roy, as estrelas iluminavam o caminho. Não conseguia pensar em nada, não tirava os olhos do maciço de granito e com isso ia acumulando tropicões. Em determinadas partes, desligava a lanterna, caminhava por instinto. Ao nos aproximarmos do acampamento Ponceinot o som do vento ganhava a companhia de vozes humanas. Chegando no acampamento, toda a galera que estava acampando por ali acordava para começar a caminhada até a base do Fitz Roy. Aproveitamos para descansar uns cinco minutos e comer umas bolachas. Depois do acampamento, segue a última parte da trilha. O Fitz Roy fica escondido atrás do morro de acesso. Agora é subir e subir. A subida não chega ser das mais difíceis, mas a madrugada facilita a empreitada. Nessa parte, a trilha estava entupida de gente. Cada grupo que ultrapassávamos um idioma diferente era escutado. O mundo todo estava representado naquela subida. Eu só conseguia pensar em chegar, parar pra descansar nem pensar. A cada passo dado, mais visível o cume do Fitz Roy ficava. Afinal, só o cume era visível, o resto do Fitz Roy, o Poincenot e o Saint-Exupéry ficam escondidos até a subida final. Ao chegar no fim da trilha, surge de uma vez só o Saint-Exupéry, Poincenot, o lindão do Fitz Roy e a Laguna De Los Tres. Sem exageros, meu coração disparou naquele momento. Aquela cena foi mais que demais, era a beleza em seu esplendor. O relógio marcava quatro e meia da madrugada, o frio ali em cima era intenso. O sol não esboçava se levantar. Nos protegemos do vento atrás de uma pedra. As pessoas iam chegando e se ajeitando no entorno daquele cenário. Todos tinham o mesmo objetivo, o de acompanhar o nascer do sol na companhia do Fitz Roy. Tremendo, acompanhei os primeiros raios de sol que surgiam na direção da cidade. Uma linha laranja ia aumentando no horizonte. Depois de alguns minutos, o sol surgiu para amenizar o frio e iluminar os gigantes de granito. Cada posição do sol, uma nova iluminação e uma coloração diferente para o Fitz Roy e para a Laguna De Los Tres. Acompanhar esses nuances é do caralho. Foto 13.12 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy, na escuridão Foto 13.13 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy, nos primeiros brilhos de sol Foto 13.14 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy, o sol continua subindo Foto 13.15 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy, em tons de azul Foto 13.16 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy com o sol de frente Foto 13.17 - Saint-Exupéry, Poincenot e Monte Fitz Roy com o sol acima (A ordem das fotos seguem a sequência temporal em que foram tiradas, essas fotos foram tiradas num intervalo menor que duas horas. Isso da pra dar uma noção de como é mágico acompanhar o nascer do sol a beira da Laguna De Los Tres, pois têm-se diferentes cenários em um mesmo cenário. ) Vou me atentar a falar dos caras que dão os nomes aos três principais picos desta paisagem: Saint-Exupéry, Poincenot e Fitz Roy. Antoine de Saint-Exupéry é aquele mesmo que escreveu O Pequeno Princípe, mas você me pergunta: - Por que esse francês dá nome a esse pico na Argentina? Bom, saber eu sei, mas não estou de acordo. O motivo é porquê Saint-Exupéry foi aviador, além de escritor, e pioneiro em voos postais na região patagônica. Jacques Poincenot foi um alpinista francês e morreu numa expedição francesa que tinha como objetivo alcançar o topo do Fitz Roy pela primeira vez, isso ocorreu no ano de 1952 e depois disso o segundo pico mais alto do Maciço Fitz Roy recebeu seu nome. Robert FitzRoy foi o capitão do navio da famosa viagem de Beagle, na qual Charles Darwin participou e coletou as evidências de sua Teoria da Evolução. A viagem de Beagle tinha como objetivo mapear o sul da América do Sul, portanto, a viagem tinha uma ligação direta com a Patagônia. O verdadeiro nome do Monte Fitz Roy é Chaltén que era a maneira que os ameríndios Tehuelches chamavam o monte. O Monte Fitz Roy tem 3375 metros de altitude e é a montanha mais alta do Parque Nacional Los Glaciares. O monte é considerado um dos picos mais difíceis de se escalar, a soma de aproximação por glaciar, escalada em rocha, escalada em gelo, seus paredões verticais de dificuldade extrema, além do clima maluco da região, fazem do Fitz Roy a menina dos olhos de todo escalador de elite. O sol já queimava em cima de nós. As muitas pessoas que estavam no nascer do sol se reduziram a poucas. Agora o silêncio dava as caras. Preparei um café amargo para o café da manhã. Eu já tinha certeza que aquele lugar era o meu lugar preferido no mundo. Ficar ali contemplando o Fitz Roy e seus amigos é das coisas mais fáceis que existe, você sai de si e quando se dá conta, ficou minutos alheio do mundo. Era muito bom não pensar em nada, esquecer quem eu era. O granito dos maciços estava numa cor alaranjada, pareciam incandescentes, e a lagoa tinha uma coloração escura. Nesse momento paramos nossa contemplação e registramos nossa estadia junto ao Fitz Roy. Aproveitamos para caminhar em todo seu entorno. Foto 13.18 - Matheus e o Fitz Roy Foto 13.19 - Eu no meu lugar favorito do mundo Foto 13.20 - Matheus fingindo meditar (risos) Foto 13.21 - A mesma pose da outra foto Descemos até a Laguna De Los Tres para ver o Fitz Roy por outro ângulo. Aproveitei para tocar naquelas águas geladas, mas não tive coragem de mergulhar. Depois seguimos pela trilha que margeia a lagoa que dá acesso a Laguna Sucia. A caminhada é curta, pouco menos de dez minutos. De cima, avista-se a Laguna Sucia e suas águas de cor azul turquesa. Outro presente aos olhos a Laguna Sucia, o mais curioso que quase ninguém vai até ela por não saberem de sua existência. Uma vez feita a trilha até a Laguna De Los Tres é obrigatório seguir para conhecer a Laguna Sucia. Foto 13.22 - Na beira da Laguna De Los Tres Foto 13.23 - Matheus na Laguna Sucia Foto 13.24 - Laguna De Los Tres Despedir-se daquele lugar não é algo fácil, dar as costas ao Fitz Roy é complicado. Não sei explicar o que é estar ao lado daquela montanha tão mística. Existe uma força que te chama para ela, e ao lado dela tudo parece fazer sentido. Mesmo sabendo que é suicídio, dá vontade demais de tentar chegar em seu topo. Estou tão perto, por que não seguir? Não tem quem não se apaixone ao estar de cara com aquela montanha toda cheia de curvas. Agora entendo um pouco do porquê de toda mística envolta daquela montanha, ela simplesmente te chama e em troca te oferece paz. Ir embora querendo ficar, em todos os sentidos, é das coisas que mais me deixa puto, queria ficar ali por dias e até mesmo chegar em seu topo, mesmo não manjando quase nada de escalada. Enfim, seguir a razão é foda, mas tinha que continuar a caminhada. Segui meu caminho, mas com certeza deixei uma parte de mim naquele lugar e com mais certeza sei que levei muito daquele lugar dentro de mim. Começamos a descida. Depois de uns dez minutos de caminhada, um cara passou por mim correndo. Caralho! O cara tava fazendo a trilha correndo. Mais tarde cheguei ver mais dois caras que fizeram a trilha correndo desde de El Chaltén. São 10 km de trilha (só ida) e muitas subidas, tem que estar na vontade de fazer isso correndo. A caminhada continuou, a vista é toda bonitona e aproveitamos para observar toda a paisagem que tínhamos percorrido no escuro. Chegamos no acampamento Poincenot, comemos e demos uma descansada. Foto 13.25 - A vista contrária próximo a Laguna De Los Tres Foto 13.26 - Indo embora Foto 13.27 - Matheus cruzando o rio Logo na saída/chegada do acampamento Poincenot tem a bifurcação para a trilha do Glaciar Piedras Blancas. Seguimos o caminho para conhecer o glaciar. A trilha é tranquila, quase toda plana e com paisagens lindíssimas. Ao chegar de frente ao glaciar, a visão não é das melhores, é necessário se dependurar em uma árvore para ter uma boa visão do glaciar e a lagoa formada no seu entorno. Outra paisagem incrível. Foto 13.28 - Glaciar Piedras Blancas Voltamos pelo mesmo caminho até a bifurcação entre a trilha da Laguna de Los Tres e a trilha Piedras Blancas. Depois seguimos o caminho de volta até El Chaltén pela mesma trilha que tínhamos percorrido pela madrugada. No meio do caminho há outra bifurcação, voltar pelo Mirante do Fitz Roy ou pela Laguna Capri. Resolvemos seguir pelo Mirante e conservar nosso caminho da madrugada. Aquela visão que me assustou (pela sua imensidão) horas antes, agora estava magnifica. A sombra deu lugar a diversas cores. Que visão é aquela, meu amigo. O Fitz Roy não se cansa de ser bonitão, nunca. Continuamos a caminhada. No fim da trilha estávamos esgotados, mais por causa de não ter quase dormido e por não ter almoçado, mas mesmo assim resolvemos seguir para a trilha do Chorrillo del Salto. Foto 13.29 - Matheus para a volta para olhar pro Fitz Roy Foto 13.30 - O caminho de volta Foto 13.31 - Mais uma foto do Fitz Roy Foto 13.32 - Mirador del Fitz Roy Foto 13.33 - Mirador del Fitz Roy A caminhada é tranquila até o Chorrillo, mas o cansaço dificultou nosso caminho. Quando chegamos de frente com a cachoeira, só queria deitar e tirar as botinas. Fazia mais de 14 horas que estávamos em trilhas e agora a conta havia chegado. A cachoeira é toda bonitinha, mas nada que surpreenda, ainda mais depois de conhecer o Fitz Roy. Por ser de fácil acesso, a cachoeira é cheia de gente, e isso me incomodou um pouco, mas tava tão cansado que só pensava em massagear meus pés. Ficamos um bom tempo ali na companhia da cachoeira. Depois seguimos o sacrilégio de caminhar varados de fome. Só conseguia pensar em comida quente. Não tinha sido uma boa ideia só levar lanches para a caminhada. O sono tava pegando também. Foto 13.34 - O caminho para o Chorrillo del Salto Foto 13.35 - O caminho para o Chorrillo del Salto Foto 13.36 - O caminho para o Chorrillo del Salto Foto 13.37 - Chorrillo del Salto Chegamos no camping esfomeados, depois de quase 40 km de trilhas no dia. Preparamos um macarrão com todos os ingredientes que tínhamos. Ficou bom demais. Comi e dormi. Acordei de manhãzinha do outro dia. Fui logo pra cozinha fazer um café da manhã. Eu e o Matheus havíamos decidido fazer a trilha até a Laguna Torre neste dia. Sem pressa, comemos e aprontamos nossas coisas para a caminhada. Era quase nove horas da manhã quando adentramos na trilha que leva até as proximidades do Cerro Torre, a entrada da trilha fica pertinho do camping. O bom de se estar em El Chaltén, pelo menos para mochileiros, é que não é preciso de carro para quase nada. A maioria das entradas das trilhas do parque estão nas proximidades da cidade, o que te dá uma boa autonomia. Tudo se faz caminhando, mesmo que leve um dia inteiro. Não precisa levar muita água para as caminhadas, tem água potável por todos os cantos. Outra coisa legal, é que todas as trilhas e lugares a se visitar em El Chaltén são gratuitos. Então, acampando e cozinhando sua própria comida o rolê por lá fica bem barato. A trilha até a Laguna Torre é bem tranquila se comparada com a do Fitz Roy, são 9 km até a Laguna Torre e mais 2 km se quiser chegar de frente ao Glaciar Grande e do Cerro Torre. O dia estava bonito, mas com uma incidência grande de nuvens, principalmente perto das montanhas. Quando chegamos no primeiro mirante não foi possível avistar o Cerro Torre e seus dois picos vizinhos, todos estavam cobertos por nuvens. Foto 13.38 - No início da trilha Foto 13.39 - Ainda pelo início Foto 13.40 - Trilha Laguna Torre Foto 13.41 - Mirante Torre Foto 13.42 - Glaciar Grande e a direita o Cerro Torre coberto por nuvens, ainda mais a direita o Fitz Roy A caminhada continuou com aquela sensação de que a natureza não ia nos permitir ver nitidamente o Cerro Torre. Porém, foi bem tranquilo o caminhar até a Laguna Torre, fomos conversando e andando lentamente. Pelo caminho fomos encontrando pessoas que havíamos conhecido em Ushuaia e El Calafate. Chegamos na Laguna Torre, no fundo da lagoa dava para ver o imponente Cerro Torre ao lado do Glaciar Grande. As nuvens tinham sumido em sua maioria, mas o famoso topo do Cerro Torre ainda estava encoberto. O legal que havia pedaços de gelo por toda a lagoa. Ficamos alguns minutos por ali e seguimos para o Mirador Maestri. Foto 13.43 - A caminhada continua Foto 13.44 - Matheus caminhando Foto 13.45 - Laguna Torre e o topo do Cerro Torre encoberto O caminho para o mirador é só subida e margeia a Laguna Torre, nada muito difícil também. A maior dificuldade são os trechos a beira do desfiladeiro com o típico vento forte patagônico. Enquanto caminhávamos, as nuvens no Cerro Torre se moveram para longe e pela primeira vez consegui ver o topo do Cerro Torre, que mais se parece com um cogumelo. Parei pra observar. Coisa linda. Depois de ter feito o Fitz Roy primeiro, tinha uma certa preocupação em não conseguir mais me surpreender com as paisagens de El Chaltén, ledo engano. No Mirador Maestri me sentei numa pedra e fiquei esperando o Matheus terminar sua caminhada. Havia nós dois e mais três pessoas naquele lugar tão mágico. O silêncio só não era absoluto por causa do vento. Eu só ficava pensando em como alguém consegue escalar aquele peculiar topo. Foto 13.46 - Enfim, o Cerro Torre apareceu Foto 13.47 - Glaciar Grande, Eu e o Cerro Torre Foto 13.48 - Glaciar Grande Foto 13.49 - Eu observando o Cerro Torre Foto 13.50 - Matheus e o Glaciar Grande O Cerro Torre tem 3102 metros e por muito tempo foi considerada uma montanha impossível de escalar. A história da primeira ascensão ao topo é cheia de controvérsia. O italiano Césare Maestri, o mesmo que dá o nome ao mirante, diz ter chegado ao topo em 1959 junto com o austríaco Toni Egger. Na descida eles foram pegos por uma avalanche, e só o Maestri saiu vivo. Porém, as fotografias e as evidências da conquista do topo foram perdidas para sempre. Nisso, com o passar dos anos a ascensão de Maestri foi sendo contestada. Assim, nos registros a primeira ascensão ao topo do Cerro Torre é datada em 1974 pelos alpinistas Daniele Chiappa, Mario Conti, Casimiro Ferrari e Pino Negri. Voltamos a trilha do Mirador Maestri e margeamos o outro lado da lagoa. Depois seguimos o caminho de volta até o acampamento Agostini e preparamos nosso almoço. Dessa vez cozinhamos uma sopa que deu uma boa energizada. Descansamos um pouco e na sequência continuamos o caminho de volta da trilha da Laguna Torre até a bifurcação com a trilha das Lagunas Madre y Hija. Continuamos pela Madre y Hija, essa trilha conecta as trilhas da Laguna De Los Tres (Fitz Roy) com a Laguna Torre e tem 8 km de extensão. A trilha tem um pouco de subida no início, depois segue plana até o encontro com a trilha do Fitz Roy. Novamente, pegamos o caminho de volta por esta a trilha, a única diferença que dessa vez na bifurcação optamos por seguir pela Laguna Capri. Foto 13.51 - Laguna Hija Foto 13.52 - Laguna Hija Foto 13.53 - Laguna Hija Foto 13.54 - Laguna Madre Foto 13.55 - Vista do Fitz Roy da trilha Madre y Hija Encerramos o dia caminhando mais de 30 km. Chegamos no camping, cozinhamos, calmamente, a nossa salvadora lentilha e nos demos direito de comprar um refrigerante para acompanhar o jantar. Antes de ir para El Chaltén fizemos uma compra no supermercado de El Calafate, pois havíamos lido que os mercados de El Chaltén eram caríssimos. Ao comprar o refrigerante neste dia, ficamos analisando os preços de El Chaltén, realmente, são mais caros, mas não tão mais caros que El Calafate ou Ushuaia (que já são caras). Hoje o dia seria mais tranquilo, pois resolvemos fazer trilhas mais curtas e mais próximas da cidade. Acordamos um pouco mais tarde. Tomamos café com calma. O dia estava nublado. No meio da manhã, partimos para entrada da cidade e entramos na trilhas dos Mirador de Los Condores e do Mirador de Las Águilas. Primeiro fomos na dos Condores, lá no topo o vento tava muito forte, tive que sentar e me segurar para não sair voando. Foi uma boa experiência estar a ponto de voar (risos). Tem-se uma bela visão área de El Chaltén do Mirador de Los Condores. Já no Mirador de Las Águilas o plano de fundo é o lago Viedma e a Ruta 23. Depois seguimos caminhando pela Ruta 23 até cansar. Foto 13.56 - Mirador de Los Condores Foto 13.57 - Mirador de Las Águilas Foto 13.58 - Mirador de Las Águilas Foto 13.59 - Ruta 23 Foto 13.60 - Ruta 23 Foto 13.61 - Eu na Ruta 23 De volta ao camping, encontramos o Bruno, o motoqueiro que havíamos conhecido em Ushuaia. Ele estava acompanhado da chilena Cláudia e do israelense Gal, eles haviam se conhecido em Torres Del Paine. Foi bom encontrar uma cara conhecida por ali. Até então, o camping estava dominado por franceses que não socializam muito e dominavam a cozinha como uma extensão de suas barracas. Mais tarde, a Cláudia trouxe para visitar o camping o Hugo, o ciclista que conhecemos em Rio Gallegos. Nessas horas vemos como o mundo é pequeno. A Cláudia conhecia o Hugo de Ushuaia. Em Ushuaia conhecemos um casal de brasileiros, que viajavam de carro, que havia dado carona para o Hugo e sua bicicleta no trecho do Estreito de Magalhães até Rio Grande. A Cláudia sabendo da chegada do Hugo, trouxe ele para conhecer os brasileiros que estavam no mesmo camping que ela. Nos reconhecemos na hora. Sempre soube que reencontraria o Hugão nesta viagem, mas imaginava que seria na estrada. Foi bem bom rever aquele maluco. No outro dia acordamos bem cedo, era o dia de fazer a trilha Loma Del Pliegue Tombado. São quase 25km contando ida e volta saindo de El Chaltén. A trilha começa na entrada/saída de El Chaltén pela Ruta 23, o início da trilha é o mesmo das trilhas para os mirantes dos Condores e das Águias. A trilha na ida é basicamente só subida, são três horas de subidas e mais subidas. No meio do caminho encontramos uma placa no mínimo esquisita, falando para tomar cuidado que ali era área de vacas selvagens. Eu na minha ignorância nem sabia que ainda existiam vacas selvagens. O caminho é todo bonitão, passa-se por campos abertos, por zonas de mata fechada, muito verde pelo caminho. O tempo tava meio esquisito neste dia, quanto mais subia mais esquisito ficava. A chuva estava intermitente. Quando saímos da mata fechada e pegamos o trecho de montanha que dá acesso ao mirador do Pliegue Tombado a chuva veio de vez. O vento passou a ser forte também. Caminhar esses últimos dois quilômetros foi difícil. A subida é bem puxada, e cada pingo no rosto parecia uma pedrada. Quase no topo a chuva passou a ser de granizo. Granizo junto com o vento patagônico não é uma mistura legal, a sorte que as pedras eram pequenas. Agora, realmente tomando pedradas na cara percorremos os últimos metros até o Pliegue Tombado. Chegamos e nos escondemos atrás de uma pedra. Depois, mais três pessoas chegaram ali e ficamos os cinco encolhidos atrás da pedra. Não deu pra aproveitar muito o visual, pois estava frio, ventando forte e chovendo granizo. Ficamos lá um bom tempo na espera de melhores condições. Quando já não era mais uma boa ideia ficar ali, resolvemos começar a volta. Foto 13.62 - Matheus no início da trilha Foto 13.63 - Matheus e El Chaltén no fundo Foto 13.64 - Eu perto da placa de vacas selvagens Foto 13.65 - Eu "quase" chegando no Pliegue Tombado Foto 13.66 - Loma Del Pliegue Tombado Foto 13.67 - Pouco vento, pouco frio Quanto mais descíamos, mais suportável ia ficando o clima. Acho que essa trilha fica ainda melhor no sentido contrário, a paisagem consegue ser mais bonita. No trecho da montanha, tem-se uma visão lindíssima do Lago Viedma no fundo. Chegamos na mata fechada e já não chovia mais, aproveitamos para aprontar um café amargo e o almoço. Ficamos um bom tempo de bobeira ali depois de comer, descansando um pouco e aquecendo o corpo com o café quente. Seguimos a descida, a trilha na volta é muito tranquila, descida toda vida. Chegamos até correr em alguns trechos. O tempo ajudou na descida, tava aberto, mas só foi chegar em El Chaltén que a chuva chegou com tudo. A cena engraçada da descida foi quando passamos pela placa de vacas selvagens, novamente. Na placa tem umas dicas de como agir caso elas ataquem, o Matheus ficou meio assustado com aqueles avisos. Assim, quando terminamos uma curva e demos de frente com uma vaca selvagem, o Matheus entrou em choque e saiu correndo (risos). A vaca era deboas, não esboçou nenhuma reação quando nos viu, eu passei por ela caminhando. Eu caguei de dar risada, o Matheus voltou para a trilha todo encabulado se justificando que a cena foi respeito a natureza (risos). Foto 13.68 - Lago Viedma Foto 13.69 - Matheus encapuzado na descida Foto 13.70 - O caminho de volta Foto 13.71 - Quase em El Chaltén Foto 13.72 - A pedra que não cai Chegamos no camping ainda era meio da tarde. Bruno, Cláudia e o Gal estavam por lá também. Compramos umas cervejas e ficamos jogando Jenga. O Gal não parava de cantar Bum Bum Tam Tam, eu chorava de rir quando ele ficava em modo infinito cantando o refrão. Ele até alternava para outras músicas de funk que conhecia, mas sempre voltava para Bum Bum Tam Tam. Gal foi o primeiro israelense funkeiro que eu conheci, e o pior que ele leva mesmo jeito pra coisa (risos). Depois mostrei para ele a música que leva o nome dele, Meu nome é Gal. O mais legal era a amizade do Gal e do Bruno. Os dois não se comunicavam por uma língua comum, era tudo por gestos ou por músicas que um mostrava para o outro no youtube. Os dois se entendiam muito bem assim, onde um tava o outro também estava. Pela noite chegou a Renata no camping. Ela tinha chegado neste dia em El Chaltén e estava hospedada num hostel. Ela é amiga do Matheus de longa data e foi passar a noite junto conosco. Entre cervejas, ficamos conversando a noite toda. Foi legal juntar quatro brasileiros e ficar falando somente em português, assim, deu para falar sobre tudo o que era assunto. Foi uma boa noite. No nosso último dia em El Chaltén, que coincidentemente era véspera de Natal, resolvemos ficar de bobeira. No fim da manhã, a Renata nos chamou para acompanhá-la até os Miradores de Los Condores e de Las Águilas. Foi bem bacana caminhar com ela e conhecê-la um pouco mais. Renata é uma mulher de boa conversa e sorriso fácil, impossível não gostar dela. O dia estava bem bonito e o vento mais sossegado. Calmamente visitamos os dois mirantes. Depois caminhamos um pouco pela Ruta 23. Era uma reprise do nosso quarto dia na cidade, mas com a mais que boa companhia da Renata e com os condores no céu. Foto 13.73 - Fitz Roy visto do Mirador de Los Condores Foto 13.74 - O trio: Eu, Renata e Matheus Foto 13.75 - Renata no Mirador de Las Águlas Foto 13.76 - Renata e Matheus Foto 13.77 - Ruta 23 Na volta passamos pelo mercado e compramos os ingredientes para nossa ceia de Natal. Depois passamos no Che Empanadas e comemos as melhores empanadas da viagem. O lugar é bem legal, todo decorado com a história do Che Guevara. A temporada de caminhadas havia se encerrado. A Renata seguiu para seu hostel e nós seguimos para o camping. Não havia mais ninguém acampado no La Torcida, além de nós e do Bruno. O pessoal que trabalha no camping já estavam arrumados para ir comemorar o Natal, me despedi deles e fui tomar banho. Foto 13.78 - Mensagem no muro de El Chaltén A Renata e o Matheus começaram a preparar as carnes de hambúrguer, enquanto eu fui atrás das cervejas pra noite. O Bruno chegou no camping depois de fazer a trilha da Laguna De Los Tres. Ele se juntou a nossa ceia. A receita de hambúrguer da Renata tava boa demais, mas fizemos muita comida, acho que ao todo deu mais de vinte hambúrgueres. Ficamos toda a noite por ali, comendo, conversando, dando risadas e ouvindo música. O Gal surgiu no meio da noite e ficou um pouco conosco, ele não esqueceu de cantar Bum Bum Tam Tam. O Bruno seguiria de moto pela Ruta 40 no dia seguinte. A Renata ficaria mais alguns dias por El Chaltén. Eu e o Matheus no início da manhã seguiríamos para El Calafate e começaríamos nosso caminho de volta pela Ruta 3. Foto 13.79 - Bruno, Matheus, Renata e Eu na ceia de Natal (foto feia demais, mas é o único registro da nossa noite) Os dias em El Chaltén foram diferentes do restante dos dias de nossa viagem. Pela primeira vez, não éramos hóspedes e nem dependíamos de caronas, também não precisamos ficar pensando no próximo destino. Nos permitimos a aproveitar aquela incrível natureza com calma e sem preocupações. Com toda certeza, El Chaltén foi a cereja do bolo desta viagem. Ficar horas e horas caminhando naquelas trilhas, respirando aquele ar puro e bebendo água de degelo, acalma e infla qualquer coração. Isso tudo com o espetacular Fitz Roy de fundo. Afinal, tudo por lá é lindo. Não é nenhum exagero dizer que El Chaltén tem algo de mágico. Espero um dia ter a oportunidade de voltar para El Chaltén. Refazer o mesmo caminho que percorri para chegar aos pés do Fitz Roy. Eita! Vou usar o nome original, é melhor. Refazer o mesmo caminho que percorri para chegar aos pés do Cerro Chaltén. Quero sentir tudo que senti ao estar ali e perceber, novamente, que passado e futuro não existem.
  29. 3 pontos
    Olá, pretendo ir pro Peru no fim de julho. Um mochilão de aproximadamente 15 dias, incluindo passada em Lima, Cuzco, Macchu Picchu e Huaraz. Quem animar, só falar
  30. 3 pontos
    @casal100 A senhora Ana Benta faleceu a alguns anos, soube pelo facebook na época em uma comunidade da Serra do Cipó, ela sempre deu suporte a todos nesta região, acho que hoje vivem lá seu filho e a esposa, estão continuando o trabalho dela. Por causa de atos assim como o seu e desta família que ainda acredito na humanidade. Um dia chegaremos lá !!!!!
  31. 3 pontos
    @Dan Wollker Se for no inverno vamos para a praia (sempre faço isso), clima ameno e preços ótimos. Sem falar que é a pesca da tainha e temporada de camarão. Sugiro Ubatuba-Sp. No verão vamos para montanha. .tempo ameno e preços bons.
  32. 3 pontos
    FALA GALERA. MOCHILÃO VOLUNTARIADO ABRIL 2019. PROCURO COMPANHIA PRA PEGAR AS CARONAS E CURTIR ESSE ROLÊ INSANO SEM DATA DE RETORNO! WHAT'S APP = +5528999178594. BORA VIAJAR???????
  33. 3 pontos
    @joshilton Não tinha visto esse tópico, legal que você está à frente do encontro. Uma sugestão: poderia ser num mês de férias (julho/Janeiro ou fevereiro). Na região da Serra da Mantiqueira(Itamonte, Passa Quatro, Marmelopolis, Pedra Bela, Itatiaia-RJ.....) têm várias cidades pequenas com boa estrutura, se for em feriados prolongado pode até rolar uma subida num pico ou um trekking leve. Em Goiás tem a chapada dos veadeiros, Pirinópolis. ... Em Minas tem a serra do cipó também.
  34. 3 pontos
    Fazer uma trip de motorhome por toda europa.
  35. 3 pontos
    Realmente me identifico com alguns pontos que você disse, as pessoas em sua maioria querem na hora algo que elas mesma não irão replicar lá na frente. Sou saudosista dos bons tempos no site, lembro-me que peguei dicas aqui para minha lua de mel no Chile em 2012, mas só vim registrar alguns meses depois já em 2013 quando fomos pela primeira vez a Bolívia e Peru. Participei de alguns tópicos de companhia para viajar, conheci 2 membros do site em lugares diferentes da Bolívia que participaram dos mesmo tópicos, o mais engraçado de tudo é que ninguém tinha marcado de se encontrar pelo caminho, foi na base de coincidência. O que tinha marcado de encontrarmos em Copacabana foi furtado em La Paz e atrasou todo seu roteiro. Coisas da vida. Talvez um dia estes novos usuários aprendam o que é compartilhar alguma informação sem ter que ganhar milhares de likes e alguns minutos de fama.
  36. 3 pontos
    Bateu saudades dos velhos tempos dos encontros do Mochileiros rsrs
  37. 3 pontos
    Eu estou por aqui desde 2008/2009, mas perdi meu primeiro cadastro. Nessa época rolava mesmo muitos encontros da galera daqui. Sei que ainda rola encontro anual do pessoal aqui de MG. Normalmente e galera vai para a Serra do Cipó. Nunca participei, mas pude notar que com os anos a interação e a quantidade de pessoas interessadas nesse encontro foi diminuindo muitooo. A questão é que essa vida moderna, a correria e a facilidade de interação por redes sociais ao mesmo tempo que juntou as pessoas nesse ambiente virtual, afastou todos dos encontros físicos. As pessoas estão cada vez mais individualistas e isso a gente percebe claramente nesse ponto que eu disse primeiramente. Elas querem apenas as SUAS respostas, conseguindo isso elas saem fora e seguem a vida, a troca e o aprofundamento não é uma possibilidade.
  38. 3 pontos
    Na verdade, comprando 10 tikets de uma vez, cada um sai a 1,45 euros. É uma das tarifas mais baratas da Europa! Amsterdam esta saindo por 3 Euros... interior da Bélgica 2.90 Euros... Existem bons restaurantes, não pega turistica, bistros com um preço médio de 20 euros um prato principal. Existem também muitos restaurantes típicos e honestos com as "formulas" (Formule) ou menu de jour (menu do dia) ... geralmente você escolhe entre Entrada+ prato principal ou prato principal + sobremesa , entre 20-30 euros. Alguns mais famosinhos chegam a 35 euros. Cabe fazer uma boa pesquisa! Tem o site thefork.com onde se encontra muitas promoções fazendo reserva antecipada. Exemplo: No dia "x" voce vai visitar o D'Orsay? Busca restaurantes na região e faz uma reserva pelo site... tem restaurante com descontos que chegam a 40%... e funciona! Testei alguns. Dica básica para comer em restaurante: Se o garçom vem te abordar com um cardápio na mão, fuja. Restaurantes em ruas principais na frente das atrações, fuja. Restaurantes com grandes cardápios na frente em diversas linguás, fuja!! Procures restaurantes nas ruas mais internas e tranquilas, com faixada discreta, cardápio discreto na frente... os melhores são os que possuem um lousa com os pratos do dia escritos em giz. Paris é um cidade com o habito cultural da especialização, explico: Se voce quer comprar queijo... voce vai a uma loja de queijos; Se quer comprar vinho... vai a uma loja de vinhos. O mesmo raciocínio serve para escolher onde comer... Restaurantes com cardápios muito abrangentes, que servem de tudo.... na verdade não servem bem nada! Isso claro, de forma generalista! Por exemplo, só por curiosidade olhe o cardápio de um estrelado como o Julio Vernes ou Les Cocottes... sao menus enxutos onde você não encontra mais que uma dezena de pratos! E porque... porque são pratos elaborados, testados.... Não importando o preço, os restaurantes realmente bons seguem essa mesma lógica!
  39. 3 pontos
    Preparação 2: Optamos por preparar melhor na região de Munhoz, por ter trechos bem íngremes e um clima ameno. Munhoz - MG Do dia 09.01 a 14.01.2019 1° dia - 09.01 Quarta-feira Saída da pousada, ida até ponte de pedras (estrada Munhoz x Socorro-Sp) +-18 kms em aprox. 04 horas Atravessamos a cidade, pegamos estrada asfalta até bifurcação e entramos à esquerda, começou estrada de terra com descidas fortes. Atravessamos ponte e andamos mais um pouco até um lido casarão cor de rosa. Retornamos pelo mesmo caminho, subidas fortes. 2° dia - 10.01 - Quinta-feira Saída da pousada, ida até próximo da cachoeira dos luis +-24 Kms em aprox. 04:40hrs Acumulado: 42 kms Pegamos estrada asfaltada (Munhoz x Senador Amaral) subida fortíssima, um tempo depois termina o asfalto e começa estrada de terra e a subida forte continua. Numa bifurcação viramos à esquerda e seguimos entre retas, subidas e descidas com lindo visual de montanha, até outra bifurcação e viramos à esquerda novamente, e próximo a Cachoeira retornamos pelo mesmo caminho, num sol fortíssimo. 3° dia 11.01- Sexta-feira Saída da pousada ida até as antenas, e contorno da pedra das antenas +-23 kms em aprox. 04:30hrs Acumulado: 65 kms Atravessamos a cidade, depois do cemitério viramos na primeira estradinha de terra à direita, subida forte até as antenas(cuidado com as abelhas, um rapaz morreu devido ao ataque delas), com ótima visão de toda região, retornamos até rodovia asfaltada e viramos à direita e pegamos descida forte e na segunda estradinha de terra à direita viramos, sempre seguindo o Googlemaps, depois de algumas subidas e descidas chegamos na estrada de terra (Munhoz x Socorro-Sp) e viramos à direita e enfrentamos subidas fortes até entrada da cidade. Começou descida forte em estrada asfaltada com forte calor até o centro da cidade. 4° dia - 12.01 - Sábado Saída da pousada até o Parque dos Sonhos. +-24 Kms em aprox. 04:30hrs Acumulado: 89 kms Entramos na estrada Munhoz x Bueno Brandão, uns 3 quilômetros adiante viramos à esquerda (tem placa), trecho com descidas leves e 3 fortes descida com lindo visual de montanha. Chegamos ao parque(não entramos, é pago e caro), e logo a seguir entramos à esquerda numa estradinha de terra morro acima, caminhamos mais alguns quilômetros, atravessamos ponte de madeira e chegamos na rodovia Socorro-Sp x Munhoz, viramos à esquerda e pegamos um monte de subidas fortes até Munhoz. Nestes dias comemos excelente Self-service à vontade por $17 por pessoa próximo a prefeitura. 5° dia - 13.01 - Domingo Saída da pousada até caminho das cachoeiras +-24 Kms em aprox. 04:30hrs Acumulado: 113 kms Pegamos estrada asfaltada em frente ao Posto de abastecimento (esquerda da rodovia), subida forte no início, na bifurcação viramos à esquerda (à direita vai para cachoeira espairada), continuamos subindo, logo após descida forte, numa casa com um lago do lado direito, viramos à esquerda numa bifurcação, pegamos uma subida forte e longa dentro duma mata fechada, do lado esquerdo lindo vale com uma pousada e barulho de uma cachoeira. No topo começa outra descida forte, chegamos numa bifurcação e viramos à esquerda, caminhamos mais um quilômetro, um senhor num fusca parou para conversar, perguntei a ele qual caminho era mais bonito. Ele afirmou que era o caminho que viemos. O outro caminho também daria pra chegar em Munhoz, mas, segundo ele, não era mais bonito do que o que fizemos. Retornamos pelo mesmo caminho. Almoçamos Self-service à vontade por $17 por pessoa, num restaurante em frente a padaria, pois o outro estava fechado. 6° dia - 14.01.2019 - Segunda-feira Saída da pousada até reflorestamento e retorno +-26 kms em aprox. 04:35hrs Acumulado: 138 kms Pegamos estrada asfaltada sem acostamento(Munhoz x Extrema), depois da ponte de ferro viramos à direita e seguimos numa estrada de terra, entre retas, subidas e descidas médias até um grande reflorestamento de eucaliptos e retornamos pelo mesmo caminho. Esse foi o caminho mais fácil de todos. Hospedagem: Pousada Serras Verdes, atrás da prefeitura, cama ótima, tv aberta, wifi, ventilador, banheiro privado. Preço $40 por pessoa sem café da manhã. RECOMENDO Retornando da cachoeira dos luis Amanhecendo em Munhoz, base morro das antenas Mirante morro das antenas Caminho Casarão cor de rosa antes da ponte (estrada Munhoz x Socorro-Sp) Estrada Subida forte no circuito das cachoeiras Verde exuberante no caminho das cachoeiras Estrada Amanhecendo o dia Caminho até o reflorestamento
  40. 3 pontos
    É. Eu também, sempre que posso, costumo dar um "joinha" em relatos/posts que acho interessante.
  41. 3 pontos
    isso foi algo importante que voce falou SEGURANÇA. ir com grana contada, pouca, À Europa é arriscado, eu iria ano passado, mas vi que ia me privar de muita coisa E IRIA ARRISCAR. .. optei América do sul.. agr falar pra uma menina que não saiu do país, sozinha ir com 50 euros/DIA à França é dose kkkkkk melhor ser realista e duro, quer ser bonzinho e fantasioso .. lá ela se ferra.
  42. 3 pontos
    Realmente, pensei nisso.. você sozinha sem experiencia ir com quase nada.. recomendo ir com média de 80Euro, e voce vai administrando, terá dias que mal vai gastar, fará comida no hostel e ficará passeando e tal.. mas ir com quase nada acaba frustrando um pouco. Tem muita gente sem noção, que só em pisa em solo Francês ja é top! Mas ai bate uma vontade de conhecer algo mais caro, e não pode, é frustrante ainda mais quando se investe alto p europa.. As pessoas n entendem, que isso é presentear voce mesmo. faça uma planilha, vá pesquisando e montando os roteiros gratis, etc .. e voce consegue sim, com pouco .. Ae chega mochileiro com alma de supertramp querendo q voce vá com 40 euros, ai é ser muito FDP sem empatia, Portugal e Espanha são baratissimo, porém frança, italia, Alemanha já torna-se mais caro.. tem muito mochileiro aqui experiente q viaja sempre e pode ajudar voce, mas tem alguns queforam uma, ou duas vezes e acha que é o napoleão!
  43. 3 pontos
    É uma questão de conceito, prefiro ganhar um dias a mais na viagem do que comer em um restaurante em Paris.
  44. 3 pontos
    Colocando a diaria do dia, refeições, passeios ( mesmo que seja para lugares gratuito e aberto) transporte, um cafezinho na tarde, uma cervejinha ... coloque ai 100 euro .. O cara investi pacas só em aéreo, documentações, seguro pra fica limitado na EUROPA ???? já não basta ficarmos aqui nesse país. 80 a 100 na média, se quiser fica bem a vontade.. agr com menos q isso, ganhe peso aqui pra perder lá hahahahahahahaha .. Maioria do mochileiro n está preparado p EUROPA $$ e conscientemente.
  45. 3 pontos
    Cara, eu fiz o caminho até Aparecida, saindo de São Carlos, fui na cara e coragem com um casal, porém eles estavam bem lentos e eu queria ir mais rápido, só esqueci de uma única coisa, minha grana era bem pouca. Porém eu não sabia, que o brasileiro é muito hospitaleiro, e eu recebia alimentação em todas as paradas, até onde dormir, eu consegui, sem muito esforço, onde chegava, já dizia que eu estava sem dinheiro e queria chegar até Aparecida. Conseguir ir e voltar sem muito dinheiro. Te garanto que iria sem nada no bolso. Não sei em outros lugares no Brasil, porém essa peregrinação, eu aprendi a amar muito mais o nosso povo. Tenta essa rota até Aparecida, aí você terá uma ideia se podes ir a outros locais. Vai na fé.
  46. 3 pontos
    Europa é Caro demais man, ainda por cima países citados a cima .. Resumo: 100 euros por dia = 430 reais por dia HOJE 430 * 15 = 6450,00 Fora as passagens, média 3k acima .. coloca ai 10k acima uma viagem de 15 na Europa .. com esse valor o cara conhece a asia toda praticamente ! Cada dia mais nosso REAL esta ficando desvalorizado, ano que vem o real vai está 1 x 1 Bolivianos, venho acompanhando o Cambio e dá vontade de chorar
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    Oi sou o filipe moro em fortaleza tenho 28 anos comesei a viaja aos 12 isso mesmo aos 12 anos de idade (fugia de casa das acresoes e dos abusos do pai alcoolatra ,mae domestica sempre alzemte) mas vim aqui fala de coisa boa perdoem o portugues orrivel sem acentos ou virgula ( nao se aprende a escrever caminhando na ce dia e noite?) Minhas primeiras viagens foram a praias pomtos turisticos de fortaleza beira mar praia de iracema praia do futuro barra do ceara ali com 12 anos de idade nao tinha medo de nada nem niguem apenas curiosidade queria saber tudo sempre pegava amidade com algum taxista que ficava semtado no calçadao emfremte o restaurante tia nair ate ganhava uma carona santana era tao famoço como o corolla é hoje andava e dormia nas jangadas a beira mar ria do idioma estranho dos turistas que aqui vinham e comtinuam a vim para ser estorquidos enganados e roubados muito me adimirava a cor branca na pele daquele povo na maioria velhos aposemtados uma vez eu estava semtado proximo a pomte dos ingleses ( pomte metalica pra quem nao sabe) quando um grupo de estrangeiros se aproximou e um amigo meu pediu dinheiro e eu o reprendi cara deixa de ser besta esses fi de p... nao sabe o que voce esta falando e o guia do grupo respondeu em alto e claro no mas perfeito portues eu imtendo sim ( foi nesse dia q eu descobri o que era um guia turistico) Descocemtado e esperando um cascudo me retirei dali mas rapido que um rato de praia ( rato de praia ladrao pe de chinelo pega as coisas dos banhistas e sai correndo) Depois de quase morrer de fome no litoral esperano a caridade dos ricos descobri q a serra ficava a 14 km em linha reta em uma das principas avenidas da cidade ai foi so alegria andar reto na avenida general ossorio de paiva na ciclovia ate serra do maranguape la era e é tudo de bom praças limpas festas junina 7 de semtembro plataçao de banana caju manga nos sitios ao redor da cidade subindo a serra rios pra toma banho lava a roupa isso mesmo a roupa so a do corpo hoje vejo esse negocio de protençao uv nas roupas tecidos respiraveis tenis ou uma bota de trekking 400 500 reais no meu tempo era roots de verdade nao tinha moleza nao era avahiana com prego mas é asim mesmo vivi algumas aventuras se voce leu ate aqui obrigado e descupa pela gramatica de segunda serie do eja (ecimo de jovens e adultos) conheci um universitario uma vez ele disse que minha vida dava um bom livro mas nao tenho isso em mente estou querendo me jogar no mundo viver outras historias conheser lugares paises mas nao pra documenta ou paga de ripao viajante nas redes sociais quero é semta nas pedras e ouvi os velhos comtando a historia deles de lugares amores perregues onde eu vou passar e lembra foi esse luga que o coroa passou Galera o texto esta orrivel tenho muitas historias pra comta mas asim nao da com esse meu portugues de nota zero do mec niguem vai imtender nada Me arrependo de nao ter voltado antes pra estrada eu prego o desapego a status grana luxo viva na comtramao desse lixo que te fizeram acredita se voce so quer muchilar blz viaje mas nao volte de cabeça vazia e a memoria do celular cheia de fotos viva de verdade nao seja ipocrita como os que te chamam de louco doido de sair porai sem grana sem comida mas na real em algum momento na vida deles ja semtiram essa vomtade louca de larga tudo e sair pelo mundo Comemte aqui por favor se voce for louco como eu e tem planos de viajar cada camto desse pais. Obrigado
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    Pelo menos você já está tomando uma atitude para mudar. A quantidade de pessoas com depressão e outros problemas psicológicos que ficam anos sem conseguir se erguer novamente, mesmo com ajuda pessoal e profissional é alarmante. Eu inclusive te aconselho a buscar ajuda psicológica antes de ir, não é difícil pedir ajuda pra isso e muitas pessoas estão dispostas a ajudar, eu mesmo posso tentar te ajudar e provavelmente muitos outros aqui do fórum também. Eu acabei de criar minha conta aqui, vou começar a mochilar em abril, estou em Extrema-MG, sul de minas divisa com SP, dia 10 de abril vou entrar num curso de meditação no Dhamma Sarana em Santana de Parnaíba-SP, pretendo chegar lá mochilando, é bem perto. Te indico a passar nesse curso antes de começar a mochilar, ele é gratuito, dura 10 dias e com certeza vai te ajudar muito com seu psicológico, se você já medita deve saber como é bom para relaxar e analisar melhor nossos problemas, se nunca meditou te recomendo esse vídeo: [ https://www.youtube.com/watch?v=MOvp_w91Esw] ele vai te ajudar bastante a começar, caso já medite recomendo que veja também. O primeiro passo para que não só eu te ajude, mas você também me ajude é nos abrirmos, contarmos os detalhes mais importantes entendermos a visão um do outro. Se tiver algo que você ache interessante adicionar aqui, pode postar nesse tópico mesmo ou me mandar pv, ou no meu email [email protected] Como ainda falta mais de um mês pra eu botar o pé na estrada ainda não fixei destino, e talvez você até ja esteja na estrada, mas quem sabe conversando aqui e mantendo contato a gente não faça um rolê bem loko algum dia desses por aí na estrada!
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    Parte 10 - Enfim, o fim do mundo "É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." O conto da ilha desconhecida, José Saramago A Terra do Fogo é uma ilha localizada no extremo sul da América do Sul. A população total da ilha é menor que 300 mil habitantes (contando tanto a parte chilena quanto argentina). O clima na ilha é bastante instável e por estar localizada muito próxima da Antártida é de se imaginar que o frio é dominante na ilha. Então, por que um lugar que é tão frio se chama Terra do Fogo? Voltamos ao passado novamente. Antes do contato com os europeus, a América era inteiramente populada de norte ao sul. Isso não era diferente na Terra do Fogo. Existiram alguns povos que viveram por lá e todos eles faziam fogueiras permanentes para sobreviver ao frio intenso da região. Assim, navegadores europeus que margeavam a ilha avistavam uma infinidade de fogueiras. Consequentemente, a ilha foi batizada de Terra do Fogo. A principal atividade econômica da Terra do Fogo (parte argentina) é a extração de gás natural e petróleo, mas há também diversas empresas de eletrônicos, principalmente em Rio Grande, que conseguem competir no mercado nacional graças a incentivos fiscais. Hoje o turismo é parte importante da economia local, principalmente para as cidades de Ushuaia (Argentina) e Puerto Williams (Chile). A ansiedade de chegar em Ushuaia era muito grande. Nem consideramos o convite do Desiz de passar mais tempo em Rio Grande. Queríamos estar em Ushuaia. Acordamos cedo e nos despedimos do Desiz. Saímos caminhando rumo a saída da cidade. Desiz tinha nos informado para pegar um ônibus circular que nos deixaria a uns 15 km de Rio Grande num posto da YPF, bem na união das duas pistas que leva-se a Ushuaia. Então, era o melhor lugar a se pedir carona. Fomos até um ponto de ônibus e esperamos. Quando parou o ônibus, o Matheus conversou com o motorista e explicou aonde queríamos chegar. Enfim, a conversa foi desencontrada, pois o motorista nos deixou na entrada da cidade. O dia tinha começado mal. Voltamos a caminhar. Caminhamos e caminhamos. A ideia de começar a caronar cedo tinha ido pro espaço. Nisso um carro parou, o motorista veio conversar conosco. Ele já viveu uma vida de mochileiro também e se solidarizou com a nossa caminhada. Falou para entrarmos no carro e disse que nos levaria até o posto da YPF. O nome dele é Javier e trabalha como engenheiro de petróleo na cidade. O tempo com o Javier foi bem curto, mas muito agradável. Chegamos no posto da YPF, nos despedimos do Javier e ele já acelerando o carro disse sua última palavra para nós: "Suerte". Ficamos na saída do posto da YPF (pra variar!). O fluxo de carros estava bem baixo. A aposta dessa vez era que um caminhão seria o nosso salvador, pois na Argentina não havíamos conseguido até então uma carona de caminhão. Quando chegamos na pista eu tinha a certeza que essa carona seria a mais fácil de todas, pois agora todos veículos que passavam por ali, certamente, iriam para Ushuaia. Então, era só esperar. Foto 10.1 - Matheus se esforçando em segurar a plaquinha no vento de Rio Grande Na teoria não tinha como dar errado pedir carona ali. Porém, a prática sempre vem colocar à prova a teoria. Os carros e caminhões que passavam nem esboçavam uma carona para nós. E assim foi, erguíamos o dedão da esperança a todo carro que passava, mas sem nenhum sucesso. O pior que dessa vez estava tão frio e ventava tanto que nossa abordagem se resumia em segurar a plaquinha e erguer o dedão. Rio Grande é conhecida como a cidade dos ventos. Nos meus dias de Patagônia a única coisa que não faltou foram ventos fortes a todo momento. Entretanto, nada se compara aos ventos de Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Rio Grande. Ficar no relento nesses lugares é uma prova de resistência. O vento chega a machucar. Neste dia em Rio Grande era tão forte o vento, que você tinha que fazer força para ficar parado. Não estava nada gostoso ficar ali esperando. Para melhorar começou a chover depois de algum tempo. O mais difícil nos ventos patagônicos é mijar ao ar livre. É preciso conhecer um pouco de física para realizar um simples ato (risos). Se você não analisar a direção do vento, a chance de tomar um banho nada higiênico é grande. O problema fica mais difícil porque o líquido viaja por muitos metros antes de espatifar-se pelo chão. Então, é importante analisar todo o entorno antes de realizar o ato, senão você pode fazer cosplay de São Pedro e criar uma chuva passageira. Ficamos umas quatro horas pedindo caronas. Não estávamos mais aguentando ficar no relento. Estava muito frio e o vento era insuportável. A chuva fina que caía mais parecia uma tempestade somada ao vento. Um pingo de chuva que acertava o rosto era como uma pedrada. Decidimos que não valia a pena ficar mais tempo naquela situação. Assim, começamos a caminhar no sentido contrário, ou seja, de volta para Rio Grande. Continuávamos a pedir caronas para os carros que passavam por nós, mas sempre caminhando. Como de costume para todo carro que refugava a parada, nós cumprimentávamos e desejávamos boa viagem. Em um desses casos, minutos depois o carro retornou e o motorista veio falar comigo. Ele disse que podia nos levar até Tolhuin. Eu nem sabia da existência dessa cidade, mas o motorista disse que ficava no meio do caminho entre Rio Grande e Ushuaia. Então, entramos no carro. Conhecer o Beto foi o último grande presente da busca pelo fim do mundo. No começo da carona ele falava um espanhol incompreensível para mim e com o passar do tempo, a confiança dele em nós foi aumentando e o seu falar foi se transformando. Creio que ele estava nervoso com nossa presença, era a primeira vez que dava carona e não sabia o que iria encontrar. Beto é um nativo da Terra do Fogo, nasceu e mora em Toulhin. Ele trampa para a prefeitura da cidade, atendendo as ocorrências que acontecem na Ruta 3. O início da viagem foi tranquila e sem muitas conversas. O Beto parou no posto da YPF, comprou água quente e mate. Ainda parados no posto, ele preparou o mate. Agora em movimento compartilhávamos o mate e as conversas, timidamente, começaram a surgir. Fomos parados por uma fiscalização policial, tinha alguma coisa errada com o carro do Beto. O policial estava dando o maior sermão nele, ele se explicava dizendo que era o primeiro carro dele e que não sabia dessas coisas. Enfim, o policial nos deixou prosseguir viagem. Eu perguntei pro Beto quantas vezes ele tinha usado aquela desculpa, ele caiu na risada. Depois disso, tudo ficou mais fácil entre nós três. Foto 10.2 - Beto no volante e eu com a garrafa térmica Foto 10.3 - La ruta Foto 10.4 - Quase o fim da Ruta 3 Foto 10.5 - Não chove não! Foto 10.6 - O trajeto A chuva estava intermitente, aparecia e desaparecia. A música dentro do carro era boa demais, mas eu não conhecia nenhuma. De repente, o Beto parou o carro no meio da pista e desligou o som. Fiquei sem entender. Ele saiu do carro e foi até uma cruz que estava na beira da pista. Ajoelhou-se e começou a rezar. Depois de alguns minutos, voltou para o carro e sem falar nada acelerou o carro. Percorremos alguns quilômetros em silêncio. Beto quebrou o silêncio e nos explicou o porquê daquilo. Anos antes, seu tio estava dirigindo sentido Rio Grande quando teve uma parada cardíaca. Assim, o carro capotou e seu tio não resistiu aos ferimentos. Ele tinha muito apreço pelo tio, disse que era como um pai. Agora, toda vez que passa por ali, ele reza em memória do tio. Confesso, que foi uma cena bem bonita de presenciar. Foto 10.7 - A chuva que cai Foto 10.8 - As montanhas começam a aparecer Já viajei bastante por ai e das coisas que mais gosto de ver é a transição de vegetação pelo caminho. Nesse sentido essa viagem é bizarra, pois não há uma transição do deserto patagônico para a região verde. O que acontece é que num segundo você está no deserto e no outro está numa região completamente verde e cheia de montanhas em volta. Isso me chamou muita atenção. É como se houvesse um corte, de um lado é deserto e do outro floresta. Foto 10.9 - Chegando perto de Tolhuin Foto 10.10 - O entorno Foto 10.11 - O verde que surge após o deserto Chegamos em Tolhuin, a viagem tinha sido bem boa. Muita conversa e mate. Devia ser umas duas da tarde, o horário que o Beto entra no serviço é as cinco. Ele resolveu não parar em Tolhuin, perguntou se queríamos conhecer um mirante da cidade. Como de praxe, dissemos "Buera". Entramos num parque com estrada de terra. O entorno é lindo demais, demais mesmo. A boa música no carro do Beto continuava. Acho que a música alternava entre Reggaeton e Cumbia. Chegamos. Depois, fomos caminhando até o mirante. O céu estava carregado de nuvens, o que deixou o cenário meio melancólico, mas belo do mesmo jeito. Foto 10.12 - Sobe, sobe Foto 10.13 - O verde de Tolhuin e o lago Fagnano ao fundo Foto 10.14 - Lago Fagnano Foto 10.15 - Beto e Matheus Foto 10.16 - O verde Foto 10.17 - Matheus no mirante Foto 10.18 - Beto tirou uma foto do Matheus, mas também flagrou eu tirando uma foto Foto 10.19 - O registro oficial, Matheus, Beto e Diego Depois retornamos a Tolhuin. Beto nos levou as margens do encantador Lago Fagnano. Estava frio, mas o vento ali já era mais agradável e, consequentemente, suportável. Ficamos um bom tempo naquele canto, conversando e dando risadas. A timidez inicial do Beto, não existia mais, ele nos contava histórias e mais histórias. Dessas histórias a que eu mais me lembro é em relação aos cachorros da ilha. Ele disse que existem muitos cachorros na região de Tolhuin, a população não comportou todos eles e muitos viraram de rua. Na busca por comida esses cachorros foram afastando-se da cidade e nas florestas, como no livro do Jack London o Chamado Selvagem, foram tornando-se selvagens. Hoje eles são um "problema" para a cidade, pois invadem criação de ovelhas e matam boa parte do rebanho para se alimentarem, além de ter registros de ataque a humanos também. Foto 10.20 - As margens do Lago Fagnano Foto 10.21 - As ondas do lago Foto 10.22 - Beto e o celular Foto 10.23 - Matheus e o lago Foto 10.24 - O entorno Foto 10.25 - Matheus e o Beto Foto 10.26 - Das fotos que eu mais gostei Fomos até a padaria de Tolhuin, que é considerada, pelo próprio dono, a padaria mais famoso do mundo. Na entrada vê-se o tamanho da fama da padaria, fotos de diversas celebridades que passaram por ali. A padoca é bem bonita e cheia de doces. Cada um comeu um churros, que estava mais do que bom. Já era quase cinco horas, o Beto tinha que trabalhar. Assim, ele nos deixou na Ruta 3, aonde tentaríamos a sorte novamente. Agradecemos muito ao Beto por ter nos dado a oportunidade de conhecermos sua cidade. Matheus presenteou-o com a sua última fitinha do Senhor do Bonfim. O Beto é outro cara que chamo de irmão. Não tenho palavras (como sempre!) para agradecer o que ele fez por nós nesta viagem. Ele nos salvou quando já tínhamos desistido de pedir caronas, íamos seguir de ônibus. Depois, em pouco mais de uma hora de viagem ele se sentiu confortável em mostrar toda a gentileza de sua pessoa. Nos levou a lugares que nunca conheceríamos se ele não tivesse surgido em nosso caminho. Nos contou histórias que eu nunca haveria de ouvir. Ele foi o primeiro nativo da Terra do Fogo que conheci. O que fica é a lembrança da sua generosidade fora do comum. Por isso, o que me resta é dizer muito obrigado ao Beto. Espero que ele esteja agora do jeito que mais gosta, em cima de um cavalo cavalgando pelas pradarias patagônicas. Menos de cinco minutos na estrada e conseguimos uma carona até Ushuaia. Era a carona mais rápida da nossa história. Uma caminhonete do hospital de Tolhuin passou por nós e erguemos o dedo. A caminhonete avançou mais uns cem metros e parou. Corri para falar com o motorista, antes de eu chegar ele já fez sinal que era para irmos juntos. Voltei e peguei minha mochila, junto com o Matheus segui correndo. A única coisa que me lembro de falar foi "Caralho, man! Conseguimos.". A felicidade em nós era visível. A busca pelo fim do mundo estava prestes a terminar. Foto 10.27 - Lugar que pedimos carona em Tolhuin (Ushuaia tava tão perto) Entramos na caminhonete. Conhecemos os dois funcionários do hospital: José e Rodrigo. Eles estavam a trabalho e não saiam do rádio amador, por isso quase não conversamos com eles. Aproveitei para dar uma cochilada e ver o belíssimo caminho até Ushuaia. Foto 10.28 - O caminho para Ushuaia [1] Foto 10.29 - O caminho para Ushuaia [2] Dentro da caminhonete pensei muito sobre caronar e elaborei minha teoria final sobre o assunto. Pensemos naquelas experiências científicas (leia-se experiências toscas) com ratos, choques e queijos. Onde o rato na busca pelo queijo passa por um caminho onde ele toma diversos choques. O caminho é sofrido para o rato. Porém, a experiência final, a de comer o queijo, é tão boa que ele esquece o caminho árduo pelo qual passou e com isso, faz ele começar tudo de novo, sempre. Acho que caronar é exatamente isso. Sem querer romantizar nada, ficar na beira de estrada não é nada legal, ainda mais em condições naturais extremas. Porém, quando você consegue uma carona, parece que todo o processo de espera é esquecido pela vitória da ocasião. Assim, horas ou dias depois de dizer que nunca mais faria aquilo, está você se contradizendo e voltando na margem da pista somente com a memória das caronas bem sucedidas. Foto 10.30 - O caminho para Ushuaia [3] Foto 10.31 - O caminho para Ushuaia [4] Foto 10.32 - O caminho para Ushuaia [5] Foto 10.33 - O caminho para Ushuaia [6] Foto 10.34 - O caminho para Ushuaia [7] Chegamos em Ushuaia era um pouco mais de seis da tarde. Paramos bem na entrada da cidade. Nos despedimos do Jose e do Rodrigo. Seguimos caminhando em direção ao centro. O tempo estava meio esquisito, parecia que a qualquer momento começaria um temporal. Fomos em direção a orla. Só queria chegar logo naquela placa que diz "Ushuaia fin del mundo". Não estávamos mais pedindo caronas, mas um carro parou. O motorista era o gente boa do César que disse que nos levaria até o local. Entramos no carro, ele todo orgulhoso de sua cidade nos deu várias dicas do que fazer sem gastar dinheiro. Anotei tudo. Falamos de futebol e do seu time, o Rosário Central, que havia acabado de ser campeão da Copa da Argentina. Chegamos próximo ao nosso destino, com um aperto de mão nos despedimos do César. Foto 10.35 - Eu caminhando em busca da placa de fim do mundo Foto 10.36 - Caminhando se chega Creio que caminhamos mais uns duzentos metros até avistar a placa que é o simbolo de que havíamos concluído o nosso objetivo de chegar até o fim do mundo. Os passos foram lentos. O cansaço dos dias era evidente nas nossas caras. Quando eu avistei a borda da placa, fui tomado por uma sensação de dever cumprido. Apesar, de não haver obrigação nenhuma de estar ali. Depois de distribuir centenas de abraços ao longo da viagem, pela primeira vez abracei o Matheus e agradeci por ele ter topado estar ali comigo nessa viagem maluca. Foto 10.37 - O fim do mundo Foto 10.38 - Matheus, no fim do mundo Foto 10.39 - Eu, e o fim do mundo Quando decidi que o objetivo principal da viagem seria chegar no "fim do mundo", não tinha um motivo específico de querer chegar lá. Na Patagônia tinha dezenas de lugares que eu tinha mais vontade de conhecer primeiro que Ushuaia. Acho o que me levou a decidir pelo lugar foi o sex appeal de ser a cidade mais austral do mundo. Assim, seria o lugar mais longe que chegaríamos rumando ao sul. No meu inconsciente essa deve ter sido a motivação. Enfim, eu sei que é clichê, mas o que vale num destino é o caminho que se percorre. Então utilizando a seguinte frase do Saramago "Quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou eu quando nela estiver." parafraseio-a para "Quero encontrar o fim do mundo, quero saber que sou eu quando nele estiver.". Esse foi o espírito da viagem que nos propomos a fazer. O Diego que chegou no fim do mundo, foi um cara bastante diferente do que saiu de casa um mês antes. Um cara, novamente, esperançoso com as pessoas, cheio de gratidão, com novas histórias pra contar, sorridente e mais dono do seu próprio destino. Por fim, agora me permito a falar do Matheus. Quando a insegurança bateu e decidi que precisava de uma companhia para percorrer este caminho, sabia que a única pessoa que toparia algo do tipo era o Matheus. Ele estava numa vida diferente e nova em Piracanga. Porém, estável. Só o fato dele dar uma pausa nessa nova vida para seguir comigo, significou muito para mim. Depois, veio os dias na estrada. No início eu era uma bomba relógio, não sabia como eu iria digerir tudo o que havia acontecido comigo nos dias que antecederam a viagem. Assim, respeitando as nossas diferenças fomos indo. Tudo foi fluindo da melhor maneira possível. Ele sempre com sua positividade, nunca desanimou ou me deixou desanimar nas horas e horas de espera na estrada, até mesmo com as incertezas da viagem. Com certeza, a minha melhor decisão foi chamar meu irmão Matheus para que juntos chegássemos ao fim do mundo. Poder compartilhar com ele tudo o que aconteceu e assim, ter a chance de conhecer outra visão e percepção dos acontecimentos, também foi incrível. Bom, falei e falei, mas o que eu quero dizer é mais simples e honesto. Quero agradecer ao Matheus por ter encarado essa viagem comigo, muito obrigado por estar presente quando mais precisei. Muito obrigado de verdade e de coração. Tamo junto. Foto 10.40 - Enfim, o fim do mundo O abrir de uma porta é o simbolismo desta etapa da viagem. Portas se abriram a todo momento. Algumas portas eram de casas, que se abriam para que pudéssemos dormir seguramente e ainda tivemos a chance de conhecer novas famílias e, de algum modo, fazer parte destas famílias por alguns dias. Outras portas eram de carros/caminhões, que surgiam para nos salvar de horas e horas de espera para que assim, chegássemos mais perto do nosso destino. Quantas histórias surgiram destas portas abertas. Como o destino foi bom conosco, colocou em nosso caminho as melhores pessoas de cada lugar. Como não ficar feliz com tudo isso? Queria que naquele momento da chegada ao fim do mundo, surgisse um portal ali, e desse portal saísse todas essas pessoas que nos ajudaram pelo caminho. Assim, poderíamos compartilhar com todos aquele momento, pois sem essas pessoas nada disso seria possível. Depois, sairíamos para tomar umas cervejas. Leandro, Capitão, José, Brunê, Mel, Rose, Pini, Leandra, Ailton, Karine, Mário, Wagner, Guilherme, Jadir, Mathias, Silvina, Carlota, Carlos, Ana, German, Micaela, Carlos, Luciana, Facu, Cynthia, José, Juan Carlos, Rosio, Martin, Desiz, Javier, Beto, José, Rodrigo e César, obrigado por confiar em nós e fazer do nosso destino algo palpável. Muito obrigado a cada um de vocês. Espero reencontrá-los. Um beijo na alma e muita vida em suas vidas. Bom, chegamos ao fim do mundo. Agora é hora de explorar o sul da Patagônia Argentina com mais calma..
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