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Conteúdo Popular

Mostrando conteúdo com a maior reputação desde 17-09-2019 em todas áreas

  1. 5 pontos
    Basicamente estes foram os gastos que antecederam a viagem. Em relação aos passeios pagos, eu basicamente faço questão de apenas um. Tive que comprar com antecedência por se esgotar muito rápido. Vou deixar uma imagem como dica, hahahaha. Custou £ 45.00 (R$ 255,90).
  2. 4 pontos
    Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis. Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco). Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco. Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles. Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos. Plaza de Armas Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco. Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte. Ollantaytambo Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal). Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse. Laguna Humantay Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir. Moray Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia. Montaña Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45. Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível. No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta). A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante. Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos. Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem. A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado. Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção. Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
  3. 4 pontos
    E aí galera, meu relato de hoje vai ser sobre Aurora Boreal de um jeito que quase ninguém fala por aqui e em lugar nenhum, já que ta na época dela e não é tão fácil assim de ver igual td mundo acha. Eu vi na Islândia ano passado e vou contar meu relato. Primeiramente, pra ver essa coisa linda você depende de alguns fatores como: tempo, dinheiro e sorte. Nessa ordem. Tempo você precisa tanto do seu tempo e paciência pra esperar como o tempo meteorológico, pq se não estiver com as condições legais, pode ter a grana que quiser que não vai ver. Dinheiro, pq você pode escolher do jeito mais barato (igual eu escolhi por 70 euros) e sair em excursão com várias pessoas que vai pra um lugar que nem vai ta rolando, ou pode pegar um 4x4 (300 a 400 euros) que vai te levar lá onde ela ta rolando seja uma beira de estrada, seja na pqp da trilha com neve. Sorte, pq se vc tiver e vc estiver no lugar certo e na hora certa, ela vai ta la e as vezes não vai gastar nada. No meu caso eu não tinha tempo (pq fiquei uma semana), não tinha dinheiro e tive uma sorte nos acréscimos do segundo tempo, e aí que começa meu relato: Cheguei na Islândia em dezembro do ano passado (20180 e peguei a excursão mais barata (70 euros) pra ir atrás da aurora de busão com umas 30 pessoas onde eles saiam da capital Reikjavik as 20:00 e ficava até 2 da manha parando em beira de estrada procurando. O tempo tava ótimo, mas como o busão não podia entrar mais pro meio das trilhas, não deu pra ver tão bem, mesmo ela estando lá e dando pra ver muito fraquinha, que foi onde eu tirei essa primeira foto super bonita. As vezes ela ta la e vc não consegue ver, mas a camera sim. Detalhe que eu fui o único que conseguiu uma foto dessas pq eu quebrei os protocolos e sai andando no meio do nada enquanto a galera ficou dentro do busao com frio. O bom das agências é que se vc não vê a aurora, você pode continuar indo nos próximos até conseguir, é só mandar um email. E foi isso que fiz. Na segunda vez, ninguém viu nada. Tirei dois dias pra fazer um road trip pelo país (super recomendo) e nesse tempo td mundo da excursão viu a aurora. Remarquei pro meu último dia no país, ficamos até tarde atrás dela e nada. Já era quase 2 da manhã qdo estávamos indo embora já e o guia do busão deu um grito "ela chegou". O busão parou e quando descemos ela estava lá, toda linda. A parte ruim é que eu estava sozinho, todo mundo ficava passando na frente da minha câmera (isso que é foda de excursão) e não consegui uma foto boa. A parte legal é que eu desencanei de fotos e fiquei sentado lá só vendo ela dançando pelo céu. Por mais que nas fotos ela fique bem mais linda, ao vivo não tem explicação No final, deu tudo certo, e dei check na lista -> Aurora Boreal É isso, quem tiver dúvidas sobre esse role ou algo da Islândia eu tenho tdas as informações de agências e aluguel de carro. Me chama no insta que aqui chega como spam e eu nunca vejo ->@raonitoratti É isso.. espero que tenham gostado.
  4. 3 pontos
    Minha viagem foi em agosto de 2019, sozinha com apenas bagagem de mão... Em todas as cidades utilizei apenas transporte público, uma dica: em Paris, no aeroporto mesmo fazer o cartão navigo (é necessário levar uma foto 3x4), é um passe de metro que permite utilizar de forma ilimitada algumas linhas, incluindo de Paris a Versalhes e até a Disney Paris, que vale muito a pena, paguei 27,50 euros e não gastei mais com metro durante minha estadia em Paris (é importante saber que o cartão custa 5 euros e a recarga para semana 22,50 acho, e vale de segunda a domingo, não vale a pena carregar se for ficar poucos dias e chegar perto do FDS porque vai perder os créditos no domingo...Pra mim valeu porque cheguei na terça e fiquei até sábado)... Paris foi sensacional, era um sonho de criança e foi sim mais do que eu imaginava, é uma cidade linda, ainda mais pra quem ama história como eu... Fiz bastante amizade no hostel, olha que não falo inglês nem francês, só o básico hahahaha, mas me virei... Minha dica é visitar Montmartre a noite, amei ficar nesse bairro... De Paris fui até Faro de avião e peguei um trem até Lagos (indico comprarem a passagem de ônibus antecipadamente, tava mto calor e quase derreti no trem)... Lagos é lindaaa! A Ponta da Piedade é imperdível, praia do Camilo e Dona Ana também... Paisagens de cinema, porém a água é gelada demais e é bemm lotado... Segui até Sevilha de ônibus, me apaixonei pela cidade desde a chegada, que energia 😍 Fiquei em um Hostel bem no centro histórico, amei! Aproveitei bastante as noites, com muita Sangria e Tapas, a melhor parte da Espanha... Atravessei a ponte para assistir um show de Flamenco em um Tablado, bem menos turístico.. Fui até Córdoba de trem onde fiquei um dia, cidade muito histórica, linda! É imperdível atravessar a ponte ao anoitecer para ver acidade iluminada, espetacular!
  5. 3 pontos
    Sucede que Copenhagen era o destino final do ônibus e não uma parada no caminho, falha nossa. Cheguei em Nuremberg e comemorei pelo hostel ser porta com porta com a rodoviária. No entanto, ao entrar no quarto meia noite ja me bateu a vontade de ir embora. Luzes acesas e todo mundo acordado. O quarto parecia um MANGUE. E pra piorar não tinha locker debaixo da minha cama. Eu pedi pra me mudarem de quarto, mas no outro também não tinha. Ja tava decidido a vagar pelas ruas de Nuremberg atrás de um hostel com lockers, mas fui convencido a ficar esta noite e resolver amanhã. O hostel é descolado, muito bem localizado mas sem locker é complicado
  6. 3 pontos
    Realmente foi uma decisão difícil a ser tomada, tínhamos "gastado" boas calorias na "perdida". O sol tinha dado as caras, sinalizando que, apesar de ser inverno, ele seria muito forte, o que diminui o ritmo de caminhada. Troquei idéia com minha parceira, ela assegurou que dava para fazer, então de comum acordo, decidimos que iamos fazer. Respiramos um pouco e partimos num ritmo acelerado, apesar de levarmos comida pra 2 dias e muita roupa de frio extremo, NÃO QUERÍAMOS DORMIR NA MONTANHA, pois não tínhamos barraca e nem saco de dormir, pois a previsão do tempo para aquele período era de temperaturas negativas. Obs.: é super importante esse tipo de decisão ser tomada pelo casal ou grupo, não pode ser tomada unilateralmente, pois se der algo errado as responsabilidades serão divididas. Tivemos que acelerar o ritmo na subida, o que cobrou seu preço na descida, pois chegamos cansadissimos no final (sem sombra dúvida, foi o trekking mais difícil que fizemos até hoje). Esse bate/volta mostrou que tomamos a decisão acertada de deixar ele para o final da viagem, se tivéssemos feito no início da viagem, teríamos sérios problemas. CAPÍTULO 4: Na ida, só alegria! .....Depois de virarmos à esquerda, seguimos descendo no meio de uma mata, após poucos minutos(OLHA COMO ESTÁVAMOS PERTO, mas no resumo não tinha um rio) atravessamos pequeno riacho, mais 2 minutos atravessamos riacho mais largo, e chegamos num descampado (pequeno ) e viramos à direita (panela velha) 00:50hrs - 1685msnm.(aqui na panela velha tem um caminho seguindo mais à esquerda(inclusive colocaram galhos de árvores bloqueando essa trilha), cuidado, mas o caminho à direita e mais óbvio)). Começamos a subir em lugares com pedras soltas, até mirante do lado direito 01:20hrs - 1 895msnm +- 4km Sempre subindo, sem refresco até ponto de água do lado esquerdo, antes do "Deus me livre"(aqui tem uma pequena cachoeira com água bem gelada, PARECE QUE ÉO ÚLTIMO PONTO DE ÁGUA) 01:43hrs - 2030msnm - +- 4,43km Começa subida fortes em pedras e logo a seguir entra numa área de capim alto com pedras e charco. Depois começa a parte mais forte, o famoso "Deus me livre", subimos muitas pedras até o topo: 02:55hrs - 2455msnm Depois do "Deus me livre" entramos numa região de subidas e descidas em alguns morros e, depois de uma descida chegamos num bambuzal (parece que é área de camping). Começamos a forte subida do famoso "misericórdia", até que conseguimos subir sem grandes problemas, na verdade esperava que era muito pior essas duas subidas famosas (mas estávamos mais bem preparados do que pensávamos, mas a descida...) Até topo misericordia: 04:19hrs - 2645msnm Aí pensamos : "acabaram as subidas/descidas fortes" UFA, só alegria! , mas não, ainda tinha umas rebarbas, e o ataque ao cume da pedra da Mina. Até aqui foi "até" tranquilo". Mas a descida..... Até o topo da pedra da mina (no caderno) 05:12hrs - 2760msnm - 7,85 kms (segundo um relato) Tiramos algumas fotos, curtimos excepcional visual proporcionado(serra fina, pn do Itatiaia, MUITO SHOW), mas o vento forte/frio nos expulsaram do topo, sem contar que teríamos que retornar tudo de novo.....como foi doído viu... Na ida, após um certo tempo, encontramos muita gente voltando, isso amenizava um pouco, pois parávamos um pouco para conversar e divertir, obs.: como as pessoas na montanha são divertidas e procuram ajudar uns aos outros! Obs.: como era domingo, encontramos com muita gente durante o trekking(eles voltando e nós indo), tinha muitos paulistas, mineiros, cariocas, paranaenses e um paraibano (que encontrei novamente quando fizemos o pico o Capim Amarelo uns dias depois, como esse mundo é pequeno). Continua.... Início da trilha depois das "perdidas", notem que o sol já se fazia presente Algumas valas e pedras soltas que foi complicado, principalmente na descida Aqui começa as subidas fortes depois do último ponto de água, observem que o céu não tinha nenhuma nuvem. Esse é uma parte da subida "Deus me livre", não encontramos tantas dificuldades na subida, estávamos esperando coisa muito pior...mas a descida É aí mesmo, tem que desbravar o capim alto e encarar a subida Aqui começou subida em pedras Lindo visual do topo do "Deus me livre" Te apresento a subida "misericórdia" Agora era só subir a pedra da mina, mas não é "logo ali" Outro visual estonteante. . Mais outra subida Mais outra subida, já no ataque final Ainda falta um "cadinho" que visual viu Sem comentários Pico da mina, ao fundo pn do itatiaia parte alta - Mg No topo da PEDRA DA MINA, que pode ser chamada de pica da mina Outra singela homenagem ao MOCHILEIROS.COM Mais outra foto minha, mas a alegria era muita mesmo!
  7. 3 pontos
    Voltei gente, desculpem a demora rs 2º dia (05/05) - Salar de Uyuni Chegamos em Uyuni às 04h00, estava um frio, mas um frio da peste rsrs, e já tinha pessoas de agências na rua, ao pegar as malas no ônibus, Rafael e Eu notamos uma brasileira que não estava conseguindo pegar o mochilão dela pois havia perdido o ticket de "guarda-volumes", e logo falamos 'deu ruim pra ela', então vimos uma Sra oferendo passeios, mesmo sabendo das mais conhecidas, fomos com ela, afinal, estava um frio que não era possível ficar na rua até às 06h00, ela nos levou para um lugar quente, apresentou o passeio e valores, mas não fechamos nada, então ela nos dispensou hahahaha, então vimos outra pessoa e voltamos a ir para um lugar quente hahaha Quando estavamos chegando nesse lugar, chega quem? A Brasileira que quase ficou sem a mala haha, mulher de Brasília, chamada Fran, super viajava e gente boa, e como ela mesma disse, "vive perdendo as coisas" hahahaha Ok, entramos no local, era um restaurante chamado Breakfast Noñis, que tem com parceiro a empresa Betto Tours, conversamos com a Fran sobre essa agência, ela pegou indicação e nos indicou, perguntamos o preço e decidimos fechar. Então tomamos café da manhã simples (pão, manteiga, geleia, café e chá), conversando o dia foi amanhecendo, e fomos comprar coisas para os 3 dias no Salar de Uyuni e também cambiar dinheiro, infelizmente com a correria do primeiro dia, não consegui cambiar em Sucre, e lá o câmbio era bem melhor, sem dúvidas. A cidadezinha de Uyuni é bem simples, estava tendo feira no dia, e vende diversas coisas, papel higiênico, sabonete, tudo no meio da rua mesmo rs. Comprei água, pacote de bolacha clube social e um salgado na rua, então cambiei dinheiro, voltei para o restaurante e fechei o passeio (tudo incluso, tours de 3 dias, com café da manhã, almoço, janta, dormitório e transfer para Atacama) Partimos por volta das 10h00, e paramos em um hostel para pegar 3 pessoas, uma Holandesa (Danique), e um casal de Australianos (Jamie e sua esposa (esqueci o nome)), todos super gente boa! Eu não falo taaaanto inglês assim, mas deu pra dar boas risadas com eles. Partiuuuuu Uyuni A primeira parada e muito próxima (da pra ir a pé hahaha) é o cemitério de trens, é muito legal gente, coisa simples sabe, mas pelo menos eu não vejo um trem abandonado todo dia hahahaha, tiramos umas fotos e tals, abaixo comento de onde são as fotos, pois quando vai se conhecendo algumas pessoas, acabam que tirando de seus aparelhos e passando depois, mas vou mencionar do meu celular e também da minha SJCAM. Cemitério de trem, valeu a pena!! E alí o clima já é auto astral total, geral curtindo, porra é muito bom mesmo!!! Saudade! Foto da SJCAM: Foto da SJCAM: Foto da câmera da Fran (não lembro qual é, mas é show, e a mulher era bem fotogênica haha) Então, já eram umas 12h30 quando paramos para almoçar. Comemos carne (medo de comer e passar mal, mas estava aparentemente normal rs), alpaca, salada, banana e batata. E após o almoço o Rafael me pergunta: Gosta de whisky Kamilo? Eu: Whisky? Gosto muito hahahahahahah Ele tirou uma garrafa e começamos a beber hahahaha Mas ai fica uma dica, muitas pessoas gostam de beber e tals, e como a altitude é diferente lá, é bom tomar cuidado, mas vamos nessa hahaha Dali partimos realmente para o Uyuni, e é legal por que o carro está andando, e de repente você está em uma imensidão branca, é top demais, que coisa linda, o dia estava um espetáculo, céu azul e um deserto todo branco ao redor, EU ESTAVA NO SALAR DE UYUNI Então paramos no monumento da Bolívia, acho muito bonito, tiramos uma fotos e fomos andando até onde ficam as bandeiras, também super da hora... ali eu me via vendo fotos na internet, é tão bom ter o prazer e conquista de poder admirar certas coisas de perto, fico feliz por mim mesmo, de poder sair do país, ver paisagens, conhecer aventureiros, histórias, ser feliz! Espero que todos vocês possam sentir sensações assim em suas viagens! Foto da SJCAM: Saindo de lá, andamos um caminho e paramos bem no meio do deserto para tirar as famosas fotos clássicas rs, foi uma diversão só, pulando, de ponta cabeça, com dinossauro, em cima do 4x4, a Fran tirou até de biquini hahahahahah Foto da SJCAM: Seguimos viagem para a ilha dos cactos, esse passeio tem que ser paga a parte, mas vale muito a pena, além de ver os cactos bem de perto, eles são conhecidos por crescerem 1 cm por ano, e podem ter altura de 12 mts, é só fazer uma continha rs, e quando você visita essa ilha, pode-se ter uma visão show do Salar, bonito demais. Partimos para ver o pôr do sol e fechar o passeio do dia, e meus amigos, que pôr do sol, OH MY GOD! Como havia dito antes eu estava convicto que não iria pegar o deserto alagado, mas de repente, o carro entra em uma região de água, na hora eu pedi para descer, "Eu quero descer", "Deixa eu descer" hahahahahahah Gente, é sério, ver aquele lugar espelhado é foda demais, aquelas montanhas, o sol caindo, que luz, que vibe. Foto da SJCAM: Foto do meu celular (Moto G4): Então fomos para o hostel, era um hostel de sal, haha bem diferente. Pra variar eu estava com fome rs, antes de tomar banho, jantamos, sopa, frango, salada e batata. Ai fui para o banho, e gente que banho haha, quando eu falo o título do roteiro é porque realmente sou mochileiro pobre louco hahaha, a noite já tinha chego e com ela a baixa da temperatura, e o banho estava muito, mas muito gelado meeeesmo, e o melhor, era 30segs de água quente, e 1min de água fria então pense em um banho kkkkkkk, mas é normal, nesses mochilões não podem exigir ne, estamos ali para isso, é a vida, e isso que causa graça no role e o valor das coisas. Essa noite eu dormi bem, as cobertas que eles oferecem são suficientes, no entanto acordei algumas vezes, pois é tão frio, mas tão frio que só do rosto estar descoberto, você acorda rs, mas ok, vamos nessa... Gastos do dia: Cambiei R$ 800,00 - Cotação 1,55 bols Café da manhã - 15 bols Água (galão de 6lts) - 12 bols Salgado - 3 bols Pacote de clube social - 12 bols Passeio do Uyuni - 750 bols Entrada para ver os cactos - 30 bols Pessoal, ainda hoje posto o dia seguinte!
  8. 2 pontos
    Laguna de los Caballeros Início: Cuevas del Valle Final: Tornavacas Duração: 11 dias Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Há grandes subidas e descidas quase todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 995m. A Serra de Gredos se estende no sentido leste-oeste cerca de 130km a oeste de Madri e está inserida nas comunidades autônomas de Castela e Leão e Extremadura (comunidades autônomas na Espanha são mais ou menos como estados no Brasil). Ela está dividida em Maciço Oriental, Maciço Central e Maciço Ocidental. Nesse trekking eu percorri de ponta a ponta o Maciço Central, que vai de Puerto del Pico a Tornavacas. Do 1º ao 9º dia eu caminhei dentro dos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. O único problema dessa caminhada foi a época escolhida. Em final de junho e início de julho o calor chega próximo dos 40ºC, o que é bastante desgastante e inapropriado para o trekking. No início de junho há o risco de ainda haver bastante neve nos picos mais altos. Creio que a melhor época seja o outono (set, out), antes das neves do final do ano. É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas em todo o percurso eu montei a barraca no cair da noite (ou quase), desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local. Serra de Gredos 1º DIA - 25/06/19 - de Cuevas del Valle à crista da Serra de Gredos Duração: 4h (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 1839m na crista da Serra de Gredos Menor altitude: 844m em Cuevas del Valle Resumo: nesse dia encarei a subida inicial da Serra de Gredos a partir da cidade de Cuevas del Valle, com desnível de 995m desde essa cidade à crista da serra Na Estacion Sur em Madri tomei o ônibus da empresa Samar às 11h para a cidade de Cuevas Del Valle. Desci do ônibus às 13h52 e aproveitei que havia um restaurante a poucos metros para uma última refeição decente antes de entrar na trilha. Altitude de 844m. Iniciei a caminhada às 15h05 cruzando o asfalto da N-502 e depois a cidadezinha de Cuevas del Valle no sentido norte. Como era hora da siesta, o lugar estava completamente deserto. O calor ajudava a manter as pessoas dentro de casa, longe daquele sol forte. Há uma bica de água fresca num largo logo à entrada da cidade para abastecer os cantis já que não haverá muitas fontes nesse dia. Passei à direita da Capela de Nossa Senhora das Angústias e na bifurcação seguinte tomei a direita, subindo e seguindo a sinalização da GR 293 em direção a Puerto del Pico (para mais informações sobre as trilhas GR: es.wikipedia.org/wiki/Sendero_de_Gran_Recorrido). Esse caminho é chamado de Calzada Romana. Mas logo tive de fazer a primeira parada na sombra, por 30 minutos, pois o sol estava fritando. Continuando a subida, fui à direita na bifurcação e encontrei um cocho com água corrente, mas cheio de lama ao redor. Às 16h08 cruzei a N-502 e continuei subindo pelo calçamento de pedras da Calzada Romana. Parei mais três vezes na sombra. Às 17h34 cruzei mais uma vez a N-502 e 17 minutos depois parei na última água do dia para completar todos os cantis. O caminho faz um zigue-zague e já se avista Cuevas del Valle bem abaixo. Passo pelas ruínas do Portazgo (posto de pedágio do século 13) às 18h07 e 10 minutos depois termina a Calzada Romana junto à rodovia (altitude de 1371m). Esse lugar se chama Puerto del Pico (puerto em espanhol significa passo entre montanhas) e aqui entro nos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. Puerto del Pico é o limite natural entre os maciços central e oriental da Serra de Gredos. Continuo por caminho paralelo à N-502 com a extremidade oriental do Maciço Central da Serra de Gredos à minha esquerda esperando para ser "escalada". Entrei no primeiro asfalto à esquerda e caminhei apenas 70m até um portão de ferro com mata-burro ao lado. Não cruzei o portão, entrei na trilha à esquerda antes dele às 18h25. Uns 170m depois entroncou uma outra trilha vindo da esquerda e a segui até encontrar uma cerca. Acompanhei a cerca subindo para a esquerda e ao final dela a trilha desapareceu por alguns metros. Segui os totens e a reencontrei. Já estava subindo a encosta da Serra de Gredos. Do outro lado de Puerto del Pico, a leste, avisto bem marcada a trilha de ascensão ao Pico Torozo, este já pertencente ao Maciço Oriental da Serra de Gredos. A subida pareceu ter fim aos 1622m, às 19h28, mas continuou. Procurei me manter à direita para chegar logo à crista. Novamente a subida pareceu ter fim aos 1749m, às 20h19, porém só atingi mesmo a crista da Serra de Gredos às 20h43, aos 1839m. Logo surgiu um aceiro vindo da direita e o tomei para a esquerda. Em 200m cheguei a uma estrada de terra bem no alto da serra (!?) e resolvi parar às 21h17 num lugar plano, abrigado do vento e sem tantas pedrinhas para montar a barraca. A primeira impressão da Serra de Gredos foi empolgante, com ampla visão em 360º. Há muitas formações rochosas de formatos curiosos, com grandes pedras equilibradas umas sobre as outras. Dali do alto também pude contemplar um belo pôr-do-sol às 21h45. Altitude de 1814m. Serra de Gredos 2º DIA - 26/06/19 - pela crista da Serra de Gredos até o Pico Peña del Mediodía Duração: 6h35 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2221m em Peña del Mediodía Menor altitude: 1810m Resumo: caminhada para oeste pela crista da Serra de Gredos, porém quase não há trilha definida. Procurar o caminho (ou abrir caminho) entre as moitas de piorno foi cansativo. Do local onde acampei na crista podia avistar toda a paisagem dos vales ao norte da Serra de Gredos e a continuação da serra para oeste, meu destino nos próximos dias. Deixei o acampamento às 10h42 e voltei a caminhar pela estrada no sentido oeste, mas quando ela fez uma curva para a direita (norte) subi à esquerda sem trilha seguindo totens para me manter na crista da serra. Às 11h39 um amontoado de rochas com uma coluna no topo me chamou a atenção e subi para conferir o que havia ali. Trata-se do cume La Fría, onde foi instalado um vértice geodésico. A visão para oeste se amplia bastante. Na continuação, me deparei com um grupo de cabras montesas que imediatamente fugiu, porém um filhote ficou para trás, no alto de uma pedra, apavorado com a minha presença. Ele saiu bem na foto, rs. A encosta norte da serra nesse ponto tem várias estradas de terra e há mais em construção, o que tira todo o "clima" de montanha do lugar. Às 12h25 cruzei uma fileira de mourões sem cerca (ainda) e 32 minutos depois encontrei uma bica de água quase seca, apenas um fio escorria, mas consegui coletar mais abaixo e bebi o máximo que pude pois as fontes são muito raras nessa serra (essa foi a única água desse dia). Um marco de madeira fincado tem uma plaquinha "Senda Puerto del Arenal". Continuei às 13h55 e 190m depois cheguei a uma placa em que se lê: Puerto del Arenal - Ruta Navarredonda-Puerto del Arenal PR-AV 45 (mais informações sobre as trilhas PR em es.wikipedia.org/wiki/Peque%C3%B1o_Recorrido). Nesse ponto chega uma trilha que vem da localidade de El Arenal pela vertente sul da Serra de Gredos e que serve como rota de fuga ou início alternativo a esse trekking. Já vinha avistando El Arenal lá embaixo no vale desde o Pico La Fría. Às 16h11 outra placa: Puerto de La Cabrilla - PR-AV 44, que é outro caminho de El Arenal a Navarredonda de Gredos. A partir daqui a serra começa a se mostrar mais florida pois surgem os grandes campos de piorno, que dá flores amarelas em abundância. A dificuldade era abrir caminho entre os piornos já que não encontrava trilha definida e contínua. Às 20h05 alcanço a maior altitude do dia no Pico Peña del Mediodía, de 2221m, também com uma coluna e um vértice geodésico. A partir desse pico aparece uma trilha ininterrupta, antes só pedaços de trilhas. Continuando para oeste, 400m depois do pico desvio alguns metros à direita até um marco de granito para fotos. A partir do marco a trilha inicia uma longa descida a um outro "puerto". Desconfiei que seria difícil encontrar um lugar plano para a barraca, então procurei nas imediações do marco, onde o terreno era plano e as moitas de piorno me davam alguma proteção contra o vento. Altitude de 2211m. Cabra montesa e ao fundo os picos Almanzor e La Galana 3º DIA - 27/06/19 - do Pico Peña del Mediodía ao Refúgio Elola Duração: 8h30 (descontadas as paradas e erros) Maior altitude: 2262m Menor altitude: 1948m na Laguna Grande Resumo: continuação pela crista da Serra de Gredos passando por dois refúgios em ruínas e descida ao Circo de Gredos, com a Laguna Grande e o Refúgio Elola Iniciei a caminhada do dia às 9h10, passei pelo marco de granito e comecei a descer ao Puerto del Peón. A decisão de acampar lá no alto se mostrou muito acertada pois encontrei um grupo enorme de jovens bivacando cerca de 300m antes do puerto. Como é proibido montar barraca eu teria no dia anterior que caminhar bem mais e me afastar deles para poder acampar. Às 9h42 passei pela placa que indica o Puerto del Peón, local que marca uma travessia no sentido sudeste-noroeste da Serra de Gredos e que provavelmente era o roteiro daquele grupo pois não os vi mais. Na continuação para sudoeste, a trilha cai por algum tempo para a vertente norte da serra e depois obriga a subir à crista outra vez. Cruzo mais campos de piornos floridos mas em seguida chego a uma região mais árida da serra, um local praticamente só de pedras, e ali, às 11h14, me deparo com as ruínas do Refúgio Los Pelaos, todo de pedras. Há bons espaços para pernoitar protegido do vento desde que você não se impressione com as paredes prestes a desabar. O local também é rota de uma travessia no sentido norte-sul da Serra de Gredos. Uma caminhada alternativa seria subir ao Pico La Mira, de 2343m (desnível de apenas 91m desde as ruínas), mas não encarei. O mais importante: tem água. Às 12h33 prossegui na trilha para oeste e 190m após as ruínas atinjo a maior altitude do dia, 2262m (alcançarei outra altitude igual ainda nesse dia). No horizonte a oeste já avisto uma cordilheira com os picos Almanzor, La Galana e o passo Portilla del Rey, pelo qual passarei entre a Laguna Grande e as 5 Lagunas. A trilha volta a cruzar o tapete amarelo de flores e a crista continua o seu sobe-e-desce. Caminho por alguns trechos com calçamento de pedras. Às 15h05 fui à esquerda (sudoeste) numa bifurcação seguindo os totens, sem trilha definida (à direita teria descido a um estacionamento chamado La Plataforma). Às 15h21 avistei a oeste o Refúgio del Rey, ainda bem distante. Desci e ao subir ao topo da colina seguinte visualizei a trilha à frente e abaixo. Desci novamente e a encontrei às 16h29. Com mais 8 minutos cheguei ao Puerto de Candeleda (com placas indicando ser a PR-AV 46), outra rota que cruza a serra de norte a sul. Parei para descansar e comer, e para meu espanto apareceu um outro louco solitário fazendo a travessia da serra com um enorme mochilão com não-sei-quantos litros de água. Conversamos um pouco e ele seguiu na frente. Às 17h22 continuei na direção oeste numa longa subida, percorrendo depois uma crista para o norte. Às 18h06 fui à direita numa bifurcação para ver de perto as ruínas do Refúgio del Rey. Ao lado fizeram um cercado com as pedras desabadas que serve como abrigo do vento para um bivaque. Perto do refúgio encontrei água quase parada mas 80m à frente (norte) havia uma ótima bica. Continuei para o norte por uma trilha larga às 18h55. Às 19h17 cheguei a uma cabeceira de vale com capim bem verde e bastante água, ao contrário da secura que vinha enfrentando até aqui. Seguindo os totens cruzei o riacho e subi por um caminho construído com pedras, passando por pequenas lagoas. Às 19h52 uma bonita visão para a esquerda (oeste) das montanhas pontiagudas próximas à Laguna Grande, meu destino nesse dia. Porém a laguna estava bem longe ainda e a descida direta para oeste não se mostrou animadora pela inclinação e ausência de trilha. O jeito foi continuar para o norte, dando uma volta bem grande, mas por trilha bem marcada e segura. Aqui atinjo também a maior altitude do dia, 2262m. Fui à esquerda na bifurcação e comecei a descer. Às 20h33 cheguei a uma bifurcação em T e continuei descendo para a esquerda. À direita se vai à Plataforma e esse é um caminho bastante usado para chegar ao Refúgio Elola. Passei por uma fonte de água e continuei no rumo sudoeste até as margens da Laguna Grande. Contornei toda sua margem leste e sul para enfim chegar ao Refúgio Elola às 21h36, quase no pôr do sol. Esse local é conhecido como Circo de Gredos. Este refúgio foi o único que encontrei guardado, ou seja, com guardas, que aliás estavam jantando e por sorte sobrou alguma janta para mim também. Dentro do refúgio deve-se usar apenas chinelos ou crocs, disponíveis em prateleiras na entrada. Há armários com chave. Os quartos são coletivos e têm beliches bem largas onde dormem muitas pessoas uma ao lado da outra, por sorte havia pouca gente e não precisei dormir espremido. A reserva costuma ser obrigatória mas pelo número pequeno de hóspedes não houve problema em não tê-la feito. O banheiro não tem vaso sanitário e sim uma peça de metal com buraco no chão, como no Nepal. Altitude de 1958m. Talvez o principal destino dos montanhistas que procuram esse refúgio seja o Pico Almanzor, o mais alto da Serra de Gredos, com 2591m.
  9. 2 pontos
    Achei da hora sua reflexão. A vida sendo um jogo impossível de se ganhar e nós sempre insatisfeitos - e preocupados. Sabe que foi isso que me motivou a viajar? Eu tenho um problema de visão e nos últimos anos perdi muita acuidade visual. Agora que estou estável quero aproveitar cada instante, estar nos lugares e ver a vida das pessoas, conversar, sentir tudo... e deixar o amanhã pra amanhã, pois o futuro é invencível... Comecei esse ano. Primeira viagem sozinho para Ubatuba em Abril, 4 dias. Mês que vem estarei pela Argentina por VINTE! Sozinho também, pois descobri em mim um grande companheiro! Grande abraço!
  10. 2 pontos
    Boa tarde @[email protected]_aurelio Eu também uso essas insulinas, vou fazer um mochilão ano que vem e minha maior preocupação é com a temperatura das insulinas. Gostaria de saber como foi sua experiência quanto a isso, você teve algum problema? Estava pensando em comprar as canetas de insulina, assim eu acho que iria me ajudar.
  11. 2 pontos
    Ótimo relato! Estou indo em janeiro com uma amiga e não somos religiosos, deu uma outra vista do que fazer!
  12. 2 pontos
    @Juliana Champi @luizh91 muitíssimo obrigado aos dois. Agradeço por mim e pelos 3 a mais que irão comigo hehe.
  13. 2 pontos
    Fazer uma trip de motorhome por toda europa.
  14. 2 pontos
    Em 1999, percorri o Caminho Francês de Santiago, partindo de San Jean em direção à Santiago de Compostela. Já naquela ocasião, eu ouvia falar que existiam 4 rotas sagradas do Cristianismo na Idade Média, que seriam o Caminho de Santiago, Jerusalém, Roma, e um quarto Caminho que eu nunca descobri qual era, num tempo em que a internet estava engatinhando e o acesso à informação era mais batalhada. Em 2018, decidido a refazer a peregrinação à Santiago de Compostela, comecei a investigar a respeito do Caminho do Norte, o qual fiz partindo de Irun (quase França) e percorrendo o norte da Espanha, novamente rumo à Santiago. E nessa pesquisa descobri acerca do caminho que faltava. Trata-se do Caminho Lebaniego, uma rota de peregrinação que possui seus anos jubilares desde 1512, e que tem como destino o Monastério de Santo Toríbio de Liébana, onde está depositado a Lignun Crucis, que reza a lenda, trata-se da maior parte ainda conservada da Cruz de Cristo, a qual foi confeccionada com o braço esquerdo da cruz original, e hoje é uma cruz menor acondicionada em um relicário de Ouro, prata e cristal. Esse caminho está situado no Parque Nacional Picos de Europa. Um lugar belíssimo, com várias outras trilhas e atrações aos caminhantes em busca de locais bucólicos. Porém em geral são trechos que exigem um certo preparo, pois o relevo é muito acidentado (vindo daí a beleza do local). O Caminho Lebaniego está localizado na Cantábria e é apenas uma das quatro rotas para chegar em San Toríbio. O interessante é que essas rotas podem ser conjugadas com o Caminho de Santiado, pois elas unem o Caminho do Norte ao Caminho Francês. Assim, em uma única viagem é possível fazer as duas peregrinações juntas. Em certos trechos inclusive encontramos juntas as setas amarelas (Caminho de Santiago) com as setas vermelhas (Caminho Lebaniego). O Caminho Lebaiego em si, constitue-se de 72 km, que unem San Vicente de La Barquera a Santo Toríbio de Liébana, podendo ser percorrido entre 3 a 5 dias. Eu particularmente sugiro partir de Santander, que é a cidade onde retiramos a Credencial do Peregrino, elevando assim em mais 76 km a viagem. Para quem pretende fazer o Caminho do Norte de Santiago, o trecho entre Santander e Muñorrodero já faz parte do Caminho, apenas se separando aqui no sentido sudoeste, podendo depois retornar ao Norte, ou seguir até o Francês. O Caminho Lebaniego conta com uma estrutura para os peregrinos, de albergues e rede wi-fi (que ao menos estava disponível no último ano santo). E para os amantes da culinária regional, não deixem de provar a truta e o Cocido Lebaniego.
  15. 2 pontos
    Olá Sílvio, quero te agradecer mais uma vez pelo relato e também pelo mapa que vc colocou aqui. Imagina que fazia ANOS que eu queria ir pra região e lendo o teu relato me dei conta que era tudo tão mais fácil do que eu imaginava. Estive agora em setembro em Porto Alegre visitando os parentes e aproveitei para pegar um ônibus para Tavares. Foi fenomenal! Como estava sozinha achei mais prudente ficar em pousada, encontrei uma bem pertinho do P.N Lagoa do Peixe (a 6km de onde a Talhamar chega "na faixa"). Seu mapinha foi super útil pra me situar. Deu tudo super certo e apesar de ter ficado apenas 2 noites lavei a alma caminhando pela Talhamar e depois pela beira mar até o Farol. A parte que eu mais gostei foi justamente dentro do P.N. e a quantidade de aves que se vê por ali. Recomendo a todos a visita ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe, um paraíso entre o mar e a Lagoa dos Patos.
  16. 2 pontos
    @Niltonvrv se seu voo saindo do Brasil nao atrasar e tudo ocorrer dentro da normalidade teoricamente da tempo sim de pegar o segundo voo. Boa sorte!
  17. 2 pontos
    Pow os caras tavam passando fome velho aew nao tem que buscar outras alternativas,eu nao tenho experiencias de viajar para outros paises mais sou viajante faz sete anos só que eu viajava com dinheiro agora por mais que muitos achem ridiculo e bobo eu quero experimentar a sencacao de nao ter NADA a minha meta agora e viajar a america do sul estou quase perto da argentina ja e estou me virando muito bem consigo arumar dinheiro todos os dias e comer tomar banho nao passo necessidades alguma acho que o que incomoda nas pessoas é o fato de todo esse conforto desnecessario ser muito mais privilegiado do que sua propria liberdade e vontade de conhecer o mundo......eu nao esperava que minha viagem sem NADA fosse tao incrivel se todas pessoas pudessem sentir a gratidão e alegria que sinto agora cara é muito incrivel perdi a vergonha agora sou um OFICIAL VENDEDOR DE ADESIVOS
  18. 2 pontos
    valeu pela dica... o meu nick ficou com o endereço do email pq foi muito dificil entender este site quando houve a ultima mudança. So que esta mudança nao foi perfeita... note que encima do meu avatar o nome ja consta, mas na resposta o erro continua... Eita nois.....🙄 o site precisa contratar um profissional de informatica melhor...
  19. 2 pontos
    Cara, obrigadão, valeu pela humildade também irmão. Salam Aleikum.
  20. 2 pontos
    9º dia (12/05) Domingo, dia das mães, eu e minha mãe nunca tivemos problemas por passar essas datas longe um do outro, não era a primeira vez, mas mesmo assim fica aquele sentimento de querer estar perto né. Acordei às 04h00, e no Brasil eram 06h00, mandei mensagem para ela e como sempre estava de pé logo cedo, falamos um pouco, me arrumei e saí às 04h30. Andamos bastante de carro, até entrar no famoso Parque Nacional de Huascarán, paramos para tomar café, mas quem quiser pode levar seu próprio café e comer lá na parada e claro no percurso. Eu comi pão, ovo e chá. Como você viram até aqui eu ainda estou sem nenhuma mochila de ataque, então comprei 2 bananas e 500ml de água, isso para que? Para andar 14km, vão lendo... kkkkkkkkk O guia nos instruiu sobre o percurso, da parada lá em cima, e da volta, então seguimos, e todos sabemos né, trilha, tem de tudo, então era bom eu passar um protetor solar, mas nem comento mais nada, e me arrependo demais por não ter pedido para algum gringo apenas uma mão de protetor, pois já faria toda diferença... Comecei a trilha, que belas paisagens tem aquele lugar, sério gente, é incrível, minha mãezinha rsrs, durante a trilha tem sol, frio, sol de novo e mais frio, então é um tal de tira casaco, coloca casaco danado kkkkk Fotos da SJCAM Tirando que eu estava com minha humildes bananas e água na mão haha (tenso viu). Chega uma parte que são umas subidas, e sempre tem o lance da altitude mas até que foi tranquilo. Aos que querem fazer a laguna 69, devem saber da dificuldade que é andar todo esse trecho, realmente não é fácil, mas se preparem um pouco antes, pois faz diferença e vale a pena. Ao chegar no fim da trilha, hum... Sinceramente não tenho palavras para descrever, apenas vejam as fotos... Tirei algumas fotos, e depois fiquei ali sentado comi o que tinha, bebi um pouco de água e lá estava eu olhando aquela bela paisagem, e pessoal, não se preocupem tanto com fotos, parem para observar aquelas águas caindo, aquela camada imensa de gelo e tudo aquilo sabendo que você viu pela internet agora está no seu melhor retrato que são seus olhos. Antes de descer, eu passei a mão no rosto, e geeeente, e já sentia meu rosto queimado e todo seco, peguei um pouco de água e passei, mas noooossaaaaa, fui me protegendo todo na volta, que saudade do meu protetor, que saudade da minha mochila!! Voltei pela trilha, vendo a paisagem das minhas costas de início, sério que lugar show! Fiz a ida em 2:30 Volta 1:45 Cheguei no hostel umas 18h30, fui na venda comprar pão e miojo, comprei água também. E decidi ficar mais um dia em Huaraz. Pessoal, volto em breve! Novamente, obrigado por lerem e espero estar ajudando.
  21. 2 pontos
    Olá pessoas queridas, estou procurando uma companheira para planejamento de uma viagem de volta ao mundo em Um FUSCÃO 96 Itamar.. Já estou começando os preparativos pretendo ficar pelo menos 05 anos ou mais viajando e trabalhando. Durante a viagem podemos faze um Upgrade para uma Kombi. Sou músico, tecladista, pianista, compositor, produtor de vídeo, desenvolvedor web, e consultor de Marketing Digital. Maiores detalhes entre em contato.
  22. 2 pontos
    É que aqui no Sul, não sei se já conheces nosso litoral, só tem vida entre novembro / abril. O resto do ano só falta aquelas bolas de feno sendo arrastadas pelo vento. rsrsrss abraço,
  23. 1 ponto
    Olá amigos viageiros! Aqui vai o relato de minha visita à Chernobyl! Mais detalhes lá no: www.profissaoviageiro.com Para me seguir lá no Insta… Instagram: @profissaoviageiro Só um aviso, se apagar a luz você vai perceber que esse relato brilha no escuro!!! Visitar Chernobyl foi algo sensacional! Um passeio único com muitas experiências diferentes e histórias da União Soviética que são incríveis! O que me levou a visitar um lugar desse? Aquilo é uma amostra do que aconteceria com a Terra se do dia para a noite os humanos simplesmente fossem embora daqui. A natureza voltaria a tomar conta do que é dela, engolindo a bagunça que deixamos para trás. Impressionante ver um lugar daqueles e ouvir tantas e tantas histórias do que rolou naquele lugar. Essa visita foi feita em 23/11/2017 Esse tour só é permitido com uma agência de turismo regulamentada. Existem algumas que oferecem o passeio. Não tem tanta diferença de uma para outra e a maioria delas oferece a opção também de passar a noite dentro da zona de exclusão. Bom, vamos lá… Para quem não sabe, em 26 de Abril de 1986 o reator 4 da Usina Nuclear de Chernobyl explodiu e causou o pior acidente nuclear do mundo até hoje. O governo soviético tentou esconder o ocorrido até que outros países da Europa, como a Suécia (beeeem longe de lá), por exemplo, perceberam que algo estava bem errado. Só aí eles admitiram o acidente. Tinha muita coisa acontecendo completamente fora do controle deles. Após alguns dias eles evacuaram as cidades vizinhas à usina e posteriormente criaram 2 áreas de exclusão. Em um raio de 30km da usina inicia a primeira área de exclusão. A segunda a 10km da usina, com uma contaminação bem pior. São tantas histórias insanas que escutamos lá que nem sei se consigo reproduzir todas aqui… Mas o negócio foi bem tenso. A usina ficava a menos de 3km da cidade de Pripyat, uma cidade modelo que a União Soviética usava como exemplo de como o patético regime socialista “funcionava muito bem”. O Governo sempre levava delegações de outros países para se hospedarem lá, tentando impressionar com a estrutura da cidade. Morar em Pripyat era muito bom mesmo. Segundo a nossa guia, lá surgiu o primeiro supermercado da União Soviética inteira e era o único lugar que o governo sempre abastecia para não deixar faltar alimentos e outros itens. Inclusive isso estava causando algum desconforto para os moradores de Pripyat, pois pessoas de outras cidades da União Soviética viajavam centenas de quilômetros para fazer compras lá, o que gerava filas intermináveis nesse mercado que se alongavam pelo meio da cidade! Como em todo bom regime socialista/comunista as pessoas não tinham nada em suas cidades e preferiam isso a passar fome ou necessidade de itens básicos. O governo demorou mais de 24 horas para iniciar a evacuação de Pripyat, e só fez isso quando a radiação já estava em níveis absurdos. O governo preferiu não falar a verdade para a população. Os moradores foram informados que a evacuação era temporária e por isso alguns não levaram muito mais do que a roupa do corpo… Nunca mais voltaram para casa. Por isso que ainda se vê muitos itens pessoais nas casas do jeito que foram deixados a mais de 30 anos atrás. As histórias do que se refere ao controle do acidente, como conter as chamas do reator e isolar a radiação, são bizarras. As pessoas ainda não entendiam muito bem os efeitos da radiação. Esse trabalho foi feito por voluntários e membros do exército (que não tinham muita escolha). Impossível imaginar que algum deles saiu sem sequelas desse trabalho. As pessoas responsáveis por esse trabalho receberam o nome de Liquidadores. Diziam que a radiação era tão forte que até a cor dos olhos mudava nos trabalhadores que ficavam dentro da usina depois de algumas horas de trabalho. Máquinas chegavam a quebrar devido a exposição da radiação. Foi algo absurdo! Bom, vamos à visita… O Tour começa em Kiev logo cedo. Pegamos uma van e vamos em direção norte. O primeiro check point é para entrada na zona de exclusão do raio de 30 Km. Temos que parar, descer e sermos identificados pelos membros do exército que ficam lá. Dentro dessa parte da zona de exclusão a radiação ainda não muda muito no ar. O principal problema está no solo. Durante todo o tour não podemos apoiar nossas coisas no chão, encostar em plantas ou qualquer outra coisa. Vamos então parando em alguns vilarejos no caminho para ver o que sobrou deles. Basicamente todas as casas que eram feitas de madeira foram demolidas e enterradas. Não é possível descontaminar madeira, então o jeito foi demolir e enterrar. As de alvenaria ainda estão de pé. Existem alguns cachorros soltos dentro da zona de exclusão que são alimentados basicamente pelos turistas e trabalhadores de lá. Também existem muitos outros animais soltos, inclusive se não me engano lá é um dos poucos lugares do mundo que existem cavalos selvagens. Eu não vi nada além de cachorros e pássaros. Aqui as tábuas de madeira foram arrancadas. Aparentemente até boas tábuas de madeira não era fácil de conseguir, então elas podem ter sido tiradas para serem reutilizadas em outro lugar. Outra explicação é que as pessoas na época não colocavam seu dinheiro no banco, pois o justíssimo sistema socialista poderia confisca-lo sem grandes explicações. Então as pessoas escondiam o seu dinheiro em baixo do piso de suas casas. Como durante a evacuação muitos saíram correndo e nem levaram seus pertences, algumas pessoas voltaram paras as casas abandonadas e tentavam achar dinheiro em baixo dos pisos para roubá-lo. Paramos em umas 2 ou 3 vilas antes de chegar na cidade de Chernobyl. Lá até que está conservada, porque as pessoas que trabalham dentro da zona de exclusão usam Chernobyl como base, além do hotel que se pode passar a noite também ficar lá. Então é um visual um pouco diferente do que se vê no resto do passeio. Chernobyl até que está “arrumadinha”. A foto está péssima, mas esse é um monumento onde cada uma das vilas dentro da zona de exclusão está representada por esses círculos. Na verdade o resto do monumento está atrás de mim. Aqui estão os nomes de todos os moradores de Chernobyl que tiveram que deixar a cidade durante a evacuação. Nosso almoço foi servido aqui, no refeitório de uma “pousada”. Não se pode comer nada ao ar livre aqui. Toda a comida que é servida tem que vir de fora da zona de exclusão. Só por garantia deixei meu medidor de radiação (Contador Geiger) ligado do lado das coisas que estava comendo! Depois do almoço fomos tirar umas fotos com os uniformes e equipamentos do pessoal da nossa agência. No meu tour também estava incluído dirigir o carro deles, um Lada top de linha que um Ucraniano que estava no passeio contou que um modelo daquele na época da União Soviética tinha fila de espera de até 20 anos!!! Viva o socialismo!!!! Bom, pisaram na bola e não teve o rolê no Lada. No final do tour eu reclamei formalmente sobre isso. Mas pelo menos tirei umas fotos no carro! Bom, depois disso que começa a parte mais tensa do passeio. Entrando dentro da zona de exclusão do raio de 10Km. Mais um lugar que temos que sair do veículo e o pessoal do exército de novo confere um por um. Desse ponto para frente a radiação no ar já aumenta, e sobe muito em determinados lugares. Muito mesmo! Vamos em direção a Pripyat, fazendo algumas paradas no caminho. Esse é um lugar bem famoso, onde sempre vemos fotos sobre Chernobyl. Aqui era uma escola primária. É um dos lugares mais tristes de se visitar. Depois paramos em um lugar já pertinho de Pripyat onde conseguimos ver os reatores da usina que estavam em funcionamento e também do outro lado os 2 outros reatores que estavam sendo construídos. Essa imensa estrutura metálica é o sarcófago novinho em folha que serve para conter a radiação do reator 4. Ele foi construído para substituir o primeiro sarcófago que havia sido construído para durar 30 anos. Esse novo sarcófago foi criado para durar 100 anos e o que eles esperam é que até lá já se tenha descoberto novas formas de conter essa radiação de uma forma mais eficaz e definitiva. Com o conhecimento e tecnologia de hoje, acho que isso era o melhor que dava para fazer! Aqui dá para ver as chaminés dos outros reatores… O 1 e o 2, da direita para a esquerda, são essas chaminezinhas lado a lado com uma chaminé grande entre eles. O 3 está dentro dessa casinha e o 4 dentro do sarcófago. Aqui as obras nunca terminadas dos reatores 5 e 6. Chegamos então na entrada de Pripyat! A cidade foi inaugurada em 1970 e evacuada em 1986. Tinha aproximadamente 48.000 habitantes na época. Quando entramos na cidade é algo realmente muito louco. A guia ia mostrando as fotos de como era a cidade e nós vamos vendo como está agora… É impressionante! Esse que é o primeiro supermercado da União Soviética! Vamos entrando em diversos prédios com muito cuidado para não cair em um buraco ou o piso ceder com a gente em cima. Aqui material político dos soviéticos!!!! Imagina entrar em um lugar desses de noite!!!!!!! Esse era o ginásio de esportes da cidade! Fomos então para o famoso parque de diversões. Essa é a roda gigante que nunca foi utilizada. Sua inauguração estava marcada para alguns dias após o acidente nuclear. Hoje ela é um dos grandes símbolos de Pripyat e ninguém nunca deu uma volta nela! Essa aqui é a avenida principal da cidade… Assistimos um vídeo dentro da van de como era isso aqui antes… Não dá para acreditar que estamos no mesmo lugar! Aqui era um outro complexo esportivo. Depois disso fomos para o ponto mais próximo do reator. Ficamos a 300 metros de distância da usina que causou o maior acidente nuclear da história!!!!!! Isso é muito louco!!!! Quando saímos de lá passamos pela área mais contaminada por radiação do planeta terra: A Red Forest. Eu realmente não queria que nossa van quebrasse alí! Quando estamos chegando perto, a nossa guia sem falar nada só liga o medidor de radiação dela e fica mostrando para nós. Meio que sem entender muito todo mundo deixa o próprio medidor ligado… De repente ela começa a fazer a leitura e todos os alarmes dos nossos medidores começam a apitar… E ela vai lendo… Dois ponto três… Cinco……. Doze……… Quatorze………. Dezessete…….. Dezoito……… Vinte e dois……….. E o negócio não parava de subir… Isso tudo no meio daqueles alarmes tocando sem parar. Foi insano! Só como referência, uma radiação considerada “normal” é de 0,1 nessa unidade que nossos aparelhos mediam. Mas foi tudo muito rápido. De repente já tínhamos passado a Floresta Vermelha e tudo voltou ao normal! Pena que ela não avisou antes e preferiu fazer o mistério, se não teria filmado isso! Sério, foi bem louco! Mas foi bacana também o suspense!!!!! Isso porque estávamos dentro da van. O veículo protege muito da radiação. As diferenças que eu media de dentro para fora da van eram imensas nos lugares que descíamos. Mesmo dentro das casas o nível de radiação já caía bastante. Eu fico imaginando a radiação desse lugar, mesmo mais de 30 anos depois do acidente….. De lá partimos para a última grande parada do tour… Uma antena! Mas não era qualquer antena… Era a DUGA, ou DUGA 3! Essa anteninha foi construída com propósitos militares em um esquema ultra secreto do governo soviético. O local nem endereço tinha e na estrada que levava até o local da antena eles tentaram dar a impressão que se tratava de um local de acampamento estudantil. É como se aqueles filmes de espionagem começassem a ganhar vida! Para eles aquela história toda era muito real… Realmente se alguém descobrisse aquilo, ia ser difícil de convencer que era só uma anteninha tentando captar uma rádio de sertanejo universitário aqui no Brasil, por exemplo!!!! Olha o ponto de ônibus perto de lá com um ursinho desenhado! A entrada era só esse portão, para não chamar muito a atenção. Essa antena também ficou conhecida como o pica-pau russo, pois causava interferência de rádio em ondas curtas com um som parecido de um pica-pau por todo o hemisfério norte! Algumas teorias de conspiração achavam que eram os russos tentando entrar na mente das pessoas!!! Na verdade ela servia (ou deveria servir) para identificar lançamentos de mísseis de países inimigos a uma longa distancia, dando tempo de se prepararem para sua defesa. Aparentemente ela não funcionava muito bem, dando alarmes falsos, por exemplo, o que não deixou o pessoal de lá nada satisfeito, uma vez que o custo para construir aquilo foi algo estratosférico! Eu é que não queria ser o responsável pelo projeto em uma hora dessas !!!!! No final das contas o que eles deixaram foi uma estrutura bem bonita e imponente, ainda mais em um dia ensolarado de outono!!! Essa placa de radiação é só enfeite… O local não possui contaminação especialmente significativa! Aqui a nossa guia e o atual guardião da antena! Mesmo sendo Outono estava muito frio e já nevava bastante por lá. Após as instalações ultra secretas do governo soviético, foram só mais duas paradas rápidas…. Uma para ver algumas máquinas utilizadas no trabalho de isolamento do reator na época da explosão: E um monumento em homenagem aos liquidadores e bombeiros que foram responsáveis por todo o trabalho de combater o incêndio e conter a propagação da radiação: Depois disso só paramos nos check points para medição de radiação em nosso corpo e roupas… Eram máquinas muito velhas! Espero que estivessem funcionando bem e não deixaram eu voltar para casa com um tênis cheio de radiação! E foi isso! Foi assim meu dia em Chernobyl. Um dia cheio de experiências, histórias e aprendizado! Valeu demais o passeio!!!!!! Nota 10!!! Se alguém tiver alguma dúvida ou quiser alguma dica, é só falar! Abraço!!!!! Felipe www.profissaoviageiro.com Instagram: @profissaoviageiro Enjoy Chernobyl… … Die Later!
  24. 1 ponto
    @Fer nanda Eu topo!
  25. 1 ponto
    Isso, e pessoas que ficam assediando a gente, são as coisas que mais me irritam! Talvez por isso eu esteja escolhendo destinos meio do mato ultimamente. Em Barcelona, no Camp Nou, um chinês entrou na minha foto super de boas... o mesmo no Palácio da Pena em Sintra, Portugal... No túmulo da Evita em Buenos Aires eles pareciam formigas, passavam sem nem olhar, só batendo foto! SO-CO-RRO!
  26. 1 ponto
    Se vocês estiverem viajando juntos, não tem nenhum problema.
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  28. 1 ponto
    Olá, pessoal! Em outubro irei passar 14 dias no Amazonas com meu marido, dos quais, 5 dias em Presidente Figueiredo. Estaremos com um carro alugado e gostaria de estender até o Pará ou Roraima, já que não são tão distantes. Alguma dica do que posso fazer em algum desses lugares? Dá pra chegar de carro até lá, alguém já se aventurou?? Obrigada!
  29. 1 ponto
    Também achei que o roteiro está bom. No dia 09/03, você pode visitar o Cerro Santa Lucia depois do Palácio e aproveitar para fazer as questões práticas como câmbio na região do centro de Santiago. Se atente também ao passeio do Embalse el Yeso, pois o mesmo encontra-se interditado. Fique de olho se vão reabrir até março, senão sugiro algum passeio alternativo na região da cordilheira (baños colina, trekking em cajon del maipo).
  30. 1 ponto
    O agente sempre pode implicar com algo se ele quiser, mas se você tiver passagens de volta compradas, tiver reservas de hospedagem, passagens entre as cidades compradas, e souber explicar o que vai fazer lá, dificilmente terá problemas.
  31. 1 ponto
    @gabinendes já tem companhia para essa viagem? Estou pensando em passar o Réveillon em Punta Del Este.
  32. 1 ponto
    ✈️✈️✈️ A partir do dia 28 estarei em Londres - após, Paris (02/10) – depois, Lisboa (07/10) – Porto.... Se alguém estiver nesse período, só chegar! É minha primeira vez na Europa, então, dicas e roteiro serão muito bem-vindos! Obrigado! 😉 😎
  33. 1 ponto
    O vôo em geral é mais barato, mas não necessariamente é mais rápido não Tem que levar em conta que as estações de trem são no centro das cidades e os aeroportos não, e que no trem você chega 15min antes e embarca, pro avião tem que chegar 2h antes Londres e Paris são cidade enormes, com muita coisa pra fazer. 4 dias em cada dá para conhecer o principal, mas mesmo assim vai ver que vai ficar muita coisa deixada de lado. Esse tipo de cidade você pode passar 1 semana ou 1 mês e sempre vai ter alguma coisa diferente para fazer. Paris eu só fui 1 vez, fiquei 10 dias e fiz coisas diferentes em todos os dias, não teve um único dia que tirei pra descansar. Londres fui 2 vezes, na primeira fiquei 4 dias porque foi uma viagem mais corrida, e achei que não aproveitei o suficiente, na segunda vez fiquei 1 semana e pouquissimas atrações foram repetidas da primeira viagem. Se você quer conhecer só atrações principais 4 dias em cada vai dar sim, mas se quiser conhecer melhor a cidade vai achar pouco. 2 dias você só vai tirar foto na torre eiffel e voltar pra casa
  34. 1 ponto
    Texto abaixo Saber qual o regime de alimentação que mais se adéqua ao seu perfil talvez faça TODA a diferença em sua viagem. Pode representar uma grande economia ou uma grande TRAGÉDIA. Nesta “rezenha” eu vou tentar explicar os tipos de regime. Tipos de regime de alimentação: “CM” ou Café da manhã: Regime com café da manhã incluso. No café da manhã, há ainda duas diferenças que valem à pena o registro: Café da Manhã “Continental” e Café da Manhã “Buffet”. O Café da Manhã Continental algumas vezes é chamado de ‘café da manhã frio’, pois a maior parte dos alimentos são frios. É um café da manhã muito simples, com pouca variedade. Em algumas regiões ele pode ser tão somente um café com leite, pão e manteiga. Algumas vezes pode incluir uma fatia de queijo ou presunto, ovos fritos e um suco. Costumo apelidá-lo de “café com pão, bolacha não”. Não espere encontrar diversidade de pães, bolos e comidas quentes. O Café da Manhã Buffet (Bufê) é mais elaborado. Normalmente inclui frutas da época, grãos e cereais, variedade de queijos e outras espécies de frios, derivados de leite, geleias, gelatinas, sucos, ovos mexidos, salsichas cozidas com molhos, carnes secas, “waffles”, panquecas doces e salgadas, omeletes feitos com escolha de acompanhamentos na hora, papas, mingaus, cuscuz, inhame, macaxeira, batata doce e tapiocas feitas na hora (quem conhece o Nordeste sabe do que estou falando, uma delícia!). A quantidade de itens varia de acordo com a região. na Europa, por exemplo, estes bufês chegam até a terem saladas, conservas como picles, pastas, pães, torradas e pimentões, além do tradicional café, leite e chás. Não inclui água mineral engarrafada, somente se estiver servido em filtros ou jarras. “MAP”ou Meia-pensão: Regime com café da manhã e jantar. Este tipo de regime de alimentação é muito conveniente para para Hotéis e Resorts centrais, pois durante o dia os viajantes poderão explorar à vontade o turismo local, passando o dia inteiro fora do hotel, almoçando onde melhor lhes convier. Quando retornarem ao hotel, e como na volta bate um cansaçozinho, poderão jantar no próprio hotel, e, muitas vezes, até curtir um show/apresentação/atração oferecido pelo estabelecimento. Normalmente inclui bebidas não alcoólicas (água, suco e refrigerante), mas apenas durante os horários em que estejam sendo servidas as refeições. Alguns hotéis oferecem a possibilidade de Meia-Pensão com café da manhã e almoço, ao invés do jantar, mas não é regra. Aqui vale dizer que uma refeição não substitui a outra, isto é, não se pode ‘trocar’ o café da manhã pelo almoço, por exemplo. “FAP” ou Pensão Completa: Regime com café da manhã, almoço e jantar. A Pensão Completa é interessante para grandes Resorts, que ficam mais isolados do centro. Este regime é indicado para quem está viajando com a família ou para quem deseja curtir toda a estrutura do hotel. Estão incluídas as bebidas não alcoólicas (água, suco e refrigerante), também apenas durante os horários em que estejam sendo servidas as refeições. “All Inclusive” ou Tudo Incluído: Regime com café da manhã, almoço, jantar, lanche e serviços. Observem que a principal diferença deste regime para o Pensão Completa é a inclusão do lanche e dos serviços. Alguns hotéis incluem serviços como boliche, cavalgada, passeios de bicicleta, golfe, mergulhos etc. Este regime é geralmente adotado em alguns Resorts e Cruzeiros e possuem o que chamamos de ‘cardápio nomeado’, ou seja, o que não constar nos cardápios como liberados, saem por conta do viajante. Não estão incluídas ‘bebidas Premium’, como Whisky 12 anos, Vodcas e Vinhos de carta especial, além de serviços extras como SPA e salão de beleza. A questão mais fundamental na hora de escolher o seu regime de alimentação é entender o contexto da sua viagem. Faz sentido para uma família com crianças contratar um regime All Inclusive, assim como faz sentido você contratar apenas o café da manhã se o objetivo da viagem for Gastronômico. E aí, qual regime é o melhor para você, viajante? Boa viagem!
  35. 1 ponto
    Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente. Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava. Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou. É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem. Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo. A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida. As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar. Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões. Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor. Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua. A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo. A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós. E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um. Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo de tudo. - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas
  36. 1 ponto
    Fica de olho nas promoções. Instala os aplicativos dos blogs mais tradicionais, principalmente do Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis. Sua data ainda está longe para promoções, mas elas normalmente surgem. Claro que não estão tão boas como já estiveram no passado, como Paris ida e volta por R$ 300 reais e o famoso Bug para Madrid por incríveis R$ 7 reais (ida e volta). Isso mesmo, Brasil x Madrid por R$ 7 reais. Mas ainda se vê bons preços na faixa de R$ 1.000,00 ... R$ 1.200 reais, como na última semana para Porto por R$ 1.298,00 ida e volta. O segredo é ficar antenado e comprar assim que aparecer. Se por acaso surgir uma super boa em um país vizinho, compre, conheça o país e depois faça um Lowcost até Madri. Em um trecho barato entre países vc consegue por uns 120 reais. Abração e boa Sorte!!
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  38. 1 ponto
    Companhia para viajar para Cusco, mochilão indo pela Bolívia: PQ, pegando o trem da morte em SCLS, La Paz depois Copacabana. Passar o ano novo depois fazer os seguintes passeios: Titicaca, Machu Picchu e Montanha Colorida. saindo dia 27 dez.
  39. 1 ponto
    Fala Sérgio! Estou animado 😁😁 ...mas pelo planejamento inicial, nessa data já estarei na Sérvia. Vamos ver.
  40. 1 ponto
    tenho interesse nessa viagem, se tiver algum grupo me adicionem (67) 99904-4004.
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    @romulo.sobreira t.soud e evidente! E as datas está c preços bons de passagens! Estou montando p Paris, Bruxelas, Amsterdã, Berlim, Varsóvia, Cracóvia. A definir as cidades exatamente , em 20 dias. Ida por Paris e volta por Berlim
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    Opa, show de bola. Vai de carro amigo? A melhor dica é: tente não abastecer no Uruguai. Pegamos a gasolina por 54,95 pesos, algo em torno de R$6,86 o litro. Levamos dois galões de cinco litros cada abastecidos aqui no Brasil e jogamos no tanque lá. Ainda sim tivemos que completar mais alguns litros. O Uruguai é um país bem caro se comparado ao Brasil. Mas punta Del este está de parabéns rsrs. Lá é tudo muito caro. Se estiverem de carro, melhor passar um dia lá só no máximo e partir para Montevideu. Pois lá é pequeno, dá pra fazer tudo em um dia. Boa sorte e obrigado por acompanhar
  44. 1 ponto
    31/10/17 – Dia 3 – Roma Dia de mergulhar na Roma Antiga. De cara já começamos com o coliseu. Saindo do metrô nada te prepara para o que você vai ver, já sai em cima desse monumento majestoso da humanidade. Andar pelos seu corredores é respirar a história do centro do mundo em um determinando momento. Incrível. Com o Roma Pass já entramos direto (1ªuso do Roma Pass) e pulamos a enorme fila para quem ia comprar na hora. A sensação de estar lá é indescritível, muita história já aconteceu ali. Ficamos um bom tempo andando para lá e para cá procurando os melhores ângulos para fotos e para visualizar melhor o que era. Seguimos em direção ao Foro Romano e Palatino, que também é muito interessante e muito grande! Ficamos umas 4 horas andando ali dentro. Não tem a mesma imponência que o coliseu mas é também interessante. Além do mais, tem um local bem bacana para fazer fotos do coliseu. Saímos de lá e fomos almoçar (praticamente jantar, já, rs) no Pasta Chef, que tem massas muito boas a um preço bacana, bem em conta. À noite jantamos no La Trattoriola di Luca, que fica próximo á estação Termini. Comida muito boa e preço médio. 01/11/17 – Dia 4 – Roma Voltamos a rodar pelo centro histórico de Roma, passando pela Piazza Venezia (muito linda e bela escadaria), Panteão, Fontana di Trevi (de dia tem seu charme, e estava mais vazia), Templo di Adriano, a charmosa Piazza Navonna, visitamos uma igreja que fica na praça que não me recordo o nome. As ruelas de Roma são muito bonitas e com muitas lojinhas de souvenirs. Aproveitamos para comprar os chaveiros para a coleção (cada um custou 1 euro). Almoçamos uma massa muito ruim por 3,50 e seguimos para o Castelo de Santo Angelo (2ªuso do Roma Pass). Na maioria dos relatos vejo que a galera tira foto em frente ao Castelo mas não chega a visita-lo. Eu gostei bastante da visita, ao todo são 5 andares que vao contando sobre os usos do castelo ao longo da história e como ele foi sendo aumentado ao longo do tempo. Interessante que tem um muro que o liga diretamente ao Vaticano para seguir de via de escape do papa em caso de invasão da cidade, o que aconteceu uma vez na idade média. Além disso tem uma bela vista da cidade no terraço! Voltamos devagarinho e terminamos o dia no Monumento Vittorio Emanuelle. Vimos que tinha um museu do exército lá dentro mas não animamos. Nessa noite jantamos no Cantina e Cucina, ótimo restaurante próximo à Piazza Navona. Gostamos tanto que ainda voltamos outas 2 vezes e foi nosso restaurante preferido em Roma. Tem uma boa fila de espera mas as mocas servem um espumante pra já ir abrindo o apetite. Realmente muito bom!
  45. 1 ponto
    Montei esse pequeno roteiro, o que acham dele? Dia 1 - Chegada e caminhada por Paris até Arco do Triunfo Brewberry Dia 2 - Notre Dame Pompidou L'Orangerie Saint Sulpice Dia 3 - Saint Chapelle Louvre Dia 4- D' Orsay Rodin Torre Eiffel Dia 5 - Montmatre Dali Museum Mouling Rouge Sacre Couer
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    Amigos, como já dividi com vocês, estou montando o meu roteiro. Posso pedir ajuda? Fiz um dia e gostaria de saber se estou no caminho certo. Se as coisas que eu tenho programado serão possíveis de fazer. Aceito qualquer critica e sugestão! Mesmo!!! Muito obrigada, desde já. Dia 14 de Outubro 09h00 ACORDAR – CAFÉ DA MANHÃ 10H00 SAÍDA DO HOTEL PARA O PRIMEIRO DESTINO 10H30 JARDIM E PALÁCIO DE LUXEMBURGO 13H00 PAUSA PARA ALMOÇO E DESCANSO NOS JARDINS DO PALÁCIO.. RECOMENDARAM TOMARMOS UM VINHO!!! 14H30 ATÉ 17H00 PONTE DAS ARTES (CADEADOS, LEVAR O NOSSO!!) + ARCO DO TRIUNFO + CHAMPS ELUSÉES + BASÍLICA DO SACRÉ COEUR + TORRE EIFFEL 18h00 TORRE EIFFEL – PASSEIO DE BARCO (Ponto de partida 19H30 FOTOS NOTURNAS NA TORRE. PAUSA PARA UM BARZINHO? 23H00 SONINHO... BOA NOITE!
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    KEY WEST, UM PEDAÇO DO CARIBE NA FLÓRIDA! Olá viajantes! Em julho de 2015 realizamos nossa segunda viagem para os Estados Unidos e dessa vez o destino escolhido foi a Flórida. Iniciamos por Miami Beach, onde ficamos três dias, conforme relatado do post anterior e depois fomos conhecer as famosas Keys da Flórida, indo até Key West com um carro alugado. Economizamos o máximo possível e nesse post vou contar como é possível, mesmo com o dólar nas alturas, conhecer as Flórida Keys gastando pouco! COMO IR DE MIAMI A KEY WEST DE CARRO Key West fica a aproximadamente 255 quilômetros de Miami e a estrada até lá é uma das mais bonitas por onde já passamos, sendo necessário transpor nada mais nada menos do que 42 pontes! Basta pegar a US 1, Overseas Highway e o trajeto tem duração media de 3 horas e meia, já que na maior parte do trecho a pista é simples e a velocidade máxima permitida é baixa. Por um lado a viagem fica um pouco cansativa por ser feita em baixa velocidade e muitas vezes atrás de caminhões e sem possibilidade de ultrapassagem, por outro isso faz com que seja possível apreciar melhor a paisagem e realizar algumas paradas para tirar fotos, já que a estrada por si só já é um excelente motivo para dar essa esticada até Key West. Abaixo o mapa da Keys da Flórida: A parte mais interessante do caminho começa em Key Largo, a primeira key, famosa por ser um local para mergulhos. A próxima é a Islamorada, cuja atividade principal é a pesca. A terceira ilha é a Marathon . Depois Big Pine Key e Lower Keys consideradas os melhores lugares do mundo para mergulhar. A última é Key West, que fica apenas a 140km da Ilha de Cuba. CONHECENDO KEY WEST A ilha de Key West tem aproximadamente 6,5 km de comprimento e 3,2 km de largura e é uma cidade calma, com belas praias, repleta de histórias e voltada para o turismo. Está localizada a aproximadamente 90 milhas de Cuba, sendo o local habitado mais ao sul dos Estados Unidos. Chegamos na ilha e fomos direto para o hotel. Em Key West a hospedagem é extremamente cara, mesmo em hotéis e pousadas mais simples. Escolhemos pelo custo benefício uma pousada chamada Blue Parrot Inn e realizamos a reserva através do site hoteis.com. Confortável, limpa e bem localizada, a pousada fica próxima a rua principal e com acesso a pé para os principais atrativos (para quem gosta de andar). Não possui estacionamento mas encontramos vaga na rua bem em frente. O café da manhã é simples, no estilo americano dos hotéis americanos. Deixamos o carro estacionado em frente a pousada e fomos conhecer a cidade a pé mesmo. Em vários locais é possível alugar uma bicicleta e até mesmo motos de baixa cilindrada. Eu recomendo, principalmente se estiver calor, pois sofremos um pouco caminhando sob o sol forte. Também é possível conhecer os pontos turísticos de carro, o inconveniente é encontrar lugar para estacionar em cada um deles e além disso, é preciso pagar para estacionar nas ruas da cidade. A última opção é utilizar o ônibus turístico que percorre os principais pontos de interesse. O primeiro local que fomos foi o Southernmost Point, o ponto mais ao Sul dos Estados Unidos. No local há um monumento que indica a distância de 90 milhas de Cuba. Havia lido que de lá era possível ver a ilha caribenha, porém mesmo com o tempo bom não vimos nada. Bem ao lado fica a Higg’s Beach, praia de águas mornas e calmas e com um longo pier de madeira que pode ser acessado pelo mar. De lá resolvemos ir até o Fort Zach Taylor. Uma base militar que cobra entrada pra que o turista possa conhecer suas instalações e que guarda uma das mais belas praias de Key West. A entrada para pedestre custou U$ 2,50, mas é possível entrar de carro e inclusive levar alimentos, já que é permitido fazer pic-nic próximo a praia. A praia é muito bonita e tranquila e com águas mornas no verão. Além disso é possível visitar as instalações militares do forte. A CELEBRAÇÃO DO PÔR DO SOL Key West é conhecida por ter o mais bonito pôr do sol da Flórida. Todos os dias ocorre a Sunset Celebration, uma festa para celebrar esse fenômeno natural. Centenas de pessoas, turistas e moradores locais, se reúnem na Praça Mallory onde há diversas apresentações de artistas de rua e artesãos e artistas plásticos expõem suas obras. Além disso, músicos garantem a trilha sonora perfeita para apreciar o momento. Todos sentam no chão e aguardam o momento em que o sol começa a se esconder no horizonte, e assim, depois que o sol se vai, todos aplaudem! Logo após o sol se pôr, todos vão em direção a Duval Street, a rua principal da cidade e que reúne várias lojas, galerias de arte, cafés, bares, restaurantes e é claro, lojas de souvenir. Para quem gosta, é possível encontrar charutos cubanos por bons preços em algumas lojas. A Key lime pie é a iguaria mais famosa da ilha. É uma torta de limão feita com ingredientes locais e que tem um sabor diferente das tortas de limão produzidas em qualquer outro lugar. Vale a pena provar. Não recomendo um “bate e volta” de Miami a Key West em apenas um dia. Há muito para ser visto e para fazer na ilha. Passar ao menos uma noite é o indicado. Se o orçamento e o tempo permitir, duas ou três noites são o ideal. Uma coisa interessante no trajeto entre Miami e Key West é que você verá a indicação de abrigos em caso de furacões. Isso porque a região é rota dos furações que anualmente passam pela Flórida. Então, se você deseja visitar as Flórida Keys entre 1º de junho a 30 de Novembro, verifique antes se não há previsão de tempestades ou furacões, pois essa é a época da temporada de tempestades. Espero que estejam gostando! Continua no próximo post!
  48. 1 ponto
    Pela manhã passeamos por Fort Lauderdale. Fizemos um passeio de barco legal, mas nada de extraordinário. Só invejanto as mansões e iates... hehe Almoçamos no Briny, muito bom, lucar peculiar, preços justos! Depois fomos para o sawgrass pq né, nem a gente resiste Depois disso fomos até Key Largo, queríamos ir cedinho para Key west no dia seguinte.
  49. 1 ponto
    Olá pessoal, tudo bem? Estou escrevendo este relato de viagem porque me senti na obrigação de compartilhar minhas experiências (de marinheiro de primeira viagem) no passeio pros EUA. Apenas peço desculpas em ter demorado um pouquinho a postar o relato, mas estive muito ocupado os últimos meses! hehehe Sempre achei que seria muito custoso e trabalhoso fazer uma viagem internacional. Mas lendo os relatos do pessoal aqui no Mochileiros e fazendo pesquisas, percebi que não é nenhum "bicho de sete cabeças" (desde que, claro, o planejamento seja realizado com antecedência). Como as minhas dúvidas eram imensas, e as mais variadas possíveis, resolvi escrever um relato bem detalhado – vocês vão ter de ter paciência para ler tudo! PRÉ-TRIP Como todos sabem, para entrar no EUA é preciso fazer o visto, a não ser que tenham passaporte de algum país que seja dispensado. Como este não é o meu caso, já que usei o passaporte da gloriosa República Federativa do Brasil, fui obrigado a tirar o visto, passando pela tão temida entrevista… Bom, não sei se é verdade, mas me falaram que o lugar mais fácil para fazer o visto é o Rio de Janeiro, pois os outros consulados, especialmente o de São Paulo, são mais rigorosos. Porém acho que é lenda, porque atualmente, devido à crise nos EUA, eles estão concedendo visto para praticamente todos aqueles que pedem. O procedimento para agendar o visto é bem tranquilo, embora seja trabalhoso. Não vou falar muito a respeito de todo o trâmite, pois mudou há pouco tempo… Só digo uma coisa: NA MINHA OPINIÃO não precisa gastar dinheiro com despachante, pois o formulário é bem fácil de responder. Ah, é claro: não mintam nele! Quanto ao agendamento em si, não houve problemas, porque existiam bastantes datas disponíveis. Apenas para ter uma ideia, eu entrei no sistema e já tinham datas disponíveis para o fim de semana seguinte! Mas, como queria ir junto com uns amigos, que tinham de pedir dispensa no serviço, agendamos para umas semanas após. Dica: agendem a entrevista para o primeiro horário. Garanto que vale a pena "madrugar". Eu fiz isso e não me arrependi. Eles fazem esse agendamento de horários para não chegar todos na mesma hora, porque lá dentro ficam todos os horários misturados. As entrevistas não são por ordem de chegada ou de horário. A entrevista foi bem tranquila. Elas podem ser realizadas em inglês ou português. Como meu "english" é bem básico, não resolvi me arriscar e fiz ela em português mesmo! O funcionário que me entrevistou foi bem atencioso e educado, no estilo americano, claro (não esperem sorrisinhos e outras "intimidades"). Pareceu-me que a entrevista foi "só pra cumprir tabela", porque ele apenas me perguntou o que eu já tinha colocado no formulário (como se quisesse confirmar as informações). Pelo que me lembro, as perguntas foram seis: qual minha profissão, onde me formei, quanto ganhava, se já tinha viajado para o exterior, motivo da viagem e quanto tempo pretendia ficar nos States. Pra mim não pediram nenhum documento. Mas temos de levar, como eles próprios dizem, documentos que comprovem o vínculo com o Brasil, ou seja, que demonstrem que você não vai querer ficar ilegalmente lá. Eu levei tudo que veio à mente: diploma, comprovante de matrícula na pós-graduação, documentos do serviço, etc. Após essa meia dúzia de perguntas, veio a tão aguardada resposta: "seu visto foi concedido"! Depois foi só pagar a taxa do Sedex para que o visto fosse enviado. A grande maioria dos visto eram concedidos, mas vi eles negando para um casal de namorados (jovens). Por favor, pessoal, não pensem que sou preconceituoso ou arrogante, mas devemos ir bem arrumados para a entrevista. Não sei se foi por isso que negaram, mas o rapaz estava vestindo camiseta de física, bermuda e havaianas. Isto é, o negócio é ir um pouco mais arrumado (só para garantir). Com o visto na mão, foi a hora de ver as passagens. Recomendo que se inscrevam nesses blogs de passagens aéreas, onde têm muitas promoções interessantes! Eu fui pela TACA, o que pra mim foi ótimo, porque escapei da conexão em São Paulo, além de pegar um voo curto (11 horas), com conexão de meia hora em Lima – sem falar no ótimo preço. ESTADOS UNIDOS Bom, meu propósito da viagem era acompanhar a formatura de um amigo no Mississipi e depois alugar um carro e seguir até Miami, conhecendo Nova Orleans, Orlando e seus parques. No total, foram 20 dias viajando. Abaixo segue o roteiro: 08/05/2012 – Saída de Porto Alegre e chegada EUA (Miami). Miami para Nova Orleans. Nova Orleans para Hattiesburg/MS. 09/05/2012 a 12/05/2012 – Hattiesburg/MS e Nova Orleans/LA (só um dia). 13/05/2012 a 21/05/2012 – Orlando/FL. 22/05/2012 a 28/05/2012 – Fort Lauderdale/FL. HATTIESBURG Bom, essa foi a cidade onde foi a formatura. Meu amigo disse que era uma cidade "pequena", mas não me dei conta que tinha que ter em mente os padrões americanos. A cidade é bem bonita e organizada: grandes avenidas, escolas, universidade, etc. É uma típica cidade norte-americana, com todas aquelas "comidinhas light". Aqui, no interior do Mississipi, ninguém fala espanhol, mas apenas inglês, que é bem carregado no sotaque. Se a pessoa não se concentrar um pouco fica difícil entender em alguns casos. Mas no fim dá tudo certo! Fizemos o trajeto Miami-Nova Orleans de avião (pela American Airlines), o que dá umas duas horas de viagem. Após, tivemos de encarar mais duas horas de viagem de carro até Hattiesburg. Saímos de Porto Alegre às 6 horas da manhã e chegamos em Hattiesburg à uma hora da manhã. A cidade, pelo pouco que vi, não tem muitas atrações turísticas. Vi no GPS que tinha zoológico, mas não cheguei a ver. A universidade (The University of Southern Mississippi), gigante e muito bem estruturada, é um lugar legal pra conhecer. NOVA ORLEANS Adorei a cidade. É tranquilo chegar de carro até lá, mas, claro, GPS é indispensável. A estrada é muito boa e bem sinalizada, mas quando chega perto da cidade é uma infinidade de saídas, entradas e muitos carros que fica quase que inviável de algum turista se achar – isso sem falar em se locomover dentro da cidade. Assim que chegamos, avistamos da entrada o Superdome, que é um estádio de futebol americano gigantesco. Não conseguimos entrar nele, pois não tinha visitação – pelo menos no dia em que fomos (já que a moça da bilheteria não sabia informar e mandou perguntar ao segurança). Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a quantidade de mendigos na cidade. Não que a minha cidade (Porto Alegre) não tenha nenhum, mas é que estávamos numa cidade do interior do Mississipi, onde tudo é bonito e organizado – e, pelo menos na parte onde circulamos, não havia uma pobreza explícita… No mais, a cidade é muito bonita, principalmente a região do rio Mississipi. Essa parte turística é de fácil acesso e com bastantes estacionamentos públicos – o que facilita bastante as coisas. Essa parte da cidade é super segura, não tem problema de assaltos – as pessoas andam tranquilamente pelas ruas sem serem incomodadas. Em um raio de 1Km tem um monte de atrações, a começar pela orla do Mississipi. O local e muito bonito, com vários parques e atrações. Pode-se jantar em um barco histórico que sobe o rio ao som de jazz (se não me engano custava US$ 120) ou nos restaurantes que tem na volta (Bubba Gump, Hard Rock, cachorro quente, etc.). Há poucos metros, defronte à Catedral, fica a Jackson Square, onde vários músicos se apresentam, pessoas leem a mão, fazem voodoo… Ou seja, tem pra tudo que é gosto! Uma das partes da cidade que mais gostei foi a famosa Bourbon Street, no coração do French Quarter. É uma rua fechada (à noite) pela polícia que se estende por alguns quilômetros. Nela há vários bares, shows, gente de todo o tipo. Ela é bem democrática: tem desde restaurantes familiares a puteiros! Nas ruas paralelas também tem bastante coisa interessante. Vale se aventurar por lá, mas não muito longe! Quase todas as atrações têm entrada grátis. Jantamos hambúrguer em um restaurante. É uma pena que não me lembro do nome dele (sei apenas que fica em uma esquina, na mesma rua do Bubba Gump), pois, certamente, não recomendaria! Fomos muito mal atendidos pela garçonete. Fiquei na dúvida quando fui fazer o pedido, e ela disse que não falaria mais comigo, apenas com um dos meus amigos, porque não sabia falar inglês! Hahahaha. Mas acho que o problema era só comigo, pois ela ficou brava quando eu pedi para ela me trazer mais refrigerante! Quase pedi desculpas, pois achei que ela estava lá para atender os clientes… É, sem sobra de dúvidas, uma excelente cidade. Talvez a melhor que conheci na viagem, pena que passamos apenas um dia. ORLANDO Fizemos o trajeto Hattiesburg-Orlando de carro (alugado). Uma dica que dou é, caso vocês aluguem um carro em um estado e entreguem em outro, aluguem apenas para fazer esse trajeto, pois, assim, as taxas (dos dois estados) incidirão sobre o valor daquele período necessário para fazer a viagem. Exemplo: nós alugamos um carro por cinco dias em Hattiesburg, entregamos ele, alugamos outro por apenas um dia (só para fazer a viagem) e na Flórida alugamos outro por dez dias. Nesse caso, os impostos (do Mississipi e da Flórida) incidiram apenas sobre uma diária (e não sobre o valor dos 21 dias – se alugássemos um carro para toda a trip). A viagem foi bem tranquila. Nem preciso falar que a estrada é excelente. Mas o que impressiona é a estrutura de apoio. De tantos em tantos quilômetros há locais de descanso, com grandes áreas de estacionamento, máquinas para vender lanches e banheiros. Certamente dá para fazer uma viagem longa, como a nossa (12 horas)! Chegamos em Orlando (na verdade ficamos hospedados em Kissimmee) passando da meia-noite. Alugamos uma casa por meio de uma agência de viagens aqui de Porto Alegre. A casa, bem grande, confortável e mobiliada, e que ficava em um condomínio fechado bem localizado, saiu muito em conta (R$ 300,00 por pessoa, sendo que estávamos em sete). Se fossemos para um hotel bom, iriamos gastar pelo menos uns R$ 1.200,00 por esses mesmos dez dias. Isso sem contar o fato de podermos comprar comida em supermercados (lá tem Walmart em praticamente todos os lugares) e fazer em casa. Assim comemos algo saudável e, acreditem, muito mais barato! Se fossemos comer em restaurante (que serve comida, e não lanches) numa região turística como aquela se gasta muito. Para se ter uma ideia, comemos em um buffet asiático e gastamos em torno de US$ 30,00 por pessoa. Passamos, como disse, dez dias lá e cada um desembolsou a bagatela de US$ 30,00 com toda a comida e bebida – e isso comendo do bom e do melhor: carne, galinha, massa… Compramos tanta comida que deixamos um monte dela com o vizinho (pessoal do Chile que também estava passando férias). É claro que, por mais turística que a cidade seja, há lugares onde se come bem e barato, e certamente há dicas aqui no Mochileiros, mas, como nosso tempo era curto, não saímos para procurar ou pesquisar tais locais. O lanche nos Estados Unidos é barato. A pizza grande da Domino's, por exemplo, custa mais ou menos US$ 15,00. McDonald's, Burger King e Outback seguem a mesma faixa de preços. Aproveitamos a estada para conhecer alguns parques da Disney (Magic Kingdon, Epcot Center, Hollywood Studios, Animal Kingdon), da Universal (Island of Adventure e Universal Studios) e o Busch Gardens. O primeiro parque que visitamos foi o Busch Gardens, que fica a pouco mais de uma hora de viagem de Orlando. Foi, junto com os da Universal, o parque que mais gostei. É, de longe o mais radical de todos, com várias montanhas russas. Mas também há atrações para crianças e uma vasta área com animais e possibilidade de fazer um safari (pela terra e/ou por um teleférico). Para quem, como eu, é fã de montanha-russa, é um prato cheio! O ingresso para um dia no Busch Gardens foi US$ 87,73. Lá dentro comprei um lanche, que era um prato principal, bebida e sobremesa (por US$ 9,98). Nós compramos os ingressos para os parques da Disney no Walmart, que é um local autorizado de vendas. Gastamos a bagatela de US$ 254,66 para aqueles parques que falei antes. Há algumas lojas (não oficiais) que vendem ingressos por um preço mais barato. Pelo o que eu entendi, eles compram ingressos de pessoas que não conseguiram usar todos os dias (ex.: compro ingresso para realizar três visitas, mas faço apenas uma) e revendem. Não sei como funciona ou se é confiável, portanto não tenho como opinar, mas PRESUMO que não seja falcatrua, pois, caso contrário, não estariam operando tão na vista! Cada parque da Disney possui um tema: o Epcot é mais futurista e tem uma parte com vários países, o Animal Kingdon é voltado para os animais, o Hollywood Studios para os filmes e o Magic Kingdon é aquele da Cinderella. Mas, embora haja essa temática, todos eles têm vários pontos em comum: montanha-russa, espaço para criança, "atração molhada", etc. Ou seja, é difícil sair sem gostar de alguma coisa! Os parques da Universal seguem mais ou menos o mesmo estilo dos parques da Disney, mas com uma proposta diferente. Pareceu-me que os dois parques são dedicados a um público um pouco mais velho do que o da Disney, talvez por causa que há vários personagens da Marvel (que atingem um público de adolescente pra cima). Mas, claro, também há atrações para todas as idades. Os parques igualmente possuem aquelas atrações para agradar a todos, mas, na minha opinião, o grande diferencial são os brinquedos 3D (na verdade 4D), em especial os do Homem Aranha, Simpsons e Harry Poter. As pessoas ficam em um "carrinho" preso a braços robóticos que o movimentam e com uma tela gigantesca à frente (além de óculos 3D). Os movimentos criados pelo brinquedo, juntamente com a tela gigantesca, óculos e efeitos (como som, vento, água e odor) fazem parecer que estamos voando, caindo, correndo e tudo o mais que queiram nos induzir (sendo que praticamente não saímos do lugar)! Simplesmente in-crí-vel. Minha opinião é que iria gostar mais dos parques da Disney se tivesse 15 ou 16 anos no máximo (tenho 28 anos, 27 na época), mas não me arrependo de ter ido a esses parques, pois, já que estava lá (e não sabia quando e se iria voltar de novo), resolvi conhecer – mas, a princípio, não retornaria (a não ser acompanhando os filhos que um dia pretendo ter. hehehehe). Com relação ao Busch Gardens e aos parques da Universal, COM CERTEZA voltarei, pois as suas atrações são excelentes (pelo menos para o meu gosto mais radical). Como vocês devem imaginar, todos os parques são gigantescos, e não é força de expressão! Ou seja: se preparem para caminhar muito (ou alugar um carrinho elétrico). Caso queiram conhecer todas as atrações, recomendo chegar assim que o parque abrir – para não fazer tudo na corrida. Mesmo para pessoas jovens e dispostas, como eu acho que sou (hehehe) a rotina é MUITO cansativa – talvez por termos visitados sete parques seguidos (teve um dia que folgamos para fazer compras!). Quem vai com criança deve ter em mente que em Orlando costuma fazer bastante calor. Fomos no início de maio, que não era o auge do verão e pegamos temperaturas sempre por volta dos 35º. Isso pode ser bastante desgastante para crianças e pessoas mais idosas. Sem falar que todas as atrações fechadas dos parques possuem ar-condicionado, que é violentamente frio! Eu que os diga, pois visitei uns quatro parques com febre de uns 39º! Chegava animado, mas umas duas hora depois estava meio malexo e no final do dia completamente acabado! E isso que estava me entupindo de remédios! É permitido que as pessoas levem lanche e água para os parques, o que é uma opção para comida saudável, que não tem em muito variedade nos parques. Mas, caso queiram comprar a comida por lá, tem bastante variedade – restaurantes, lanches, comidas de vários locais do mundo, etc. Como disse, fomos no começo de maio. Segundo uns americanos com os quais falei, essa é a melhor época, pois não é tão quente e os parques não estão tão cheios (já que as escolas ainda estão em aula). Fui para lá sabendo que iria esperar muito para andar nas atrações mais concorrida, mas, para minha surpresa, dava para contar nos dedos as atrações que nos fizeram esperar bastante – mas nunca ficamos mais do que 40 minutos na fila (o que pra mim está bom). Na Disney há o fastpass que é um esquema onde você vai até a atração, retira gratuitamente um ticket onde está impresso um intervalo de horário onde você retorna e não pega a "fila comum", mas a do fastpass (que é bem menor). Outra dica legal é usar o "single rider", que é uma fila, muitíssimo menor do que a comum, utilizada para ocupar aqueles lugares vazios nas atrações (ex.: a montanha-russa tem dois lugares, mas apenas um foi ocupado pela fila comum, lugar que é ocupado pelo "single rider"). Mas, antes de andar pelo "single rider", recomendo ir pela fila comum, pois tem toda uma história e aclimatação antes da atração, sendo que a fila do "single" passa direto à atração. Bom, finalizados os parques, passemos às compras! Pessoal, moro no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Nós, Gaúchos, sempre que podemos, damos uma passada nos "free-shops" uruguaios pra comprar muamba sem imposto. A primeira vez que fui lá me espantei com os preços, que são muito mais baratos que no Brasil. Mas, quando vi os preços nos EUA, aí sim vi o que era barato – chega a revoltar saber que uma camiseta que comprei lá por US$ 10,00 custa R$ 120,00 aqui em Porto Alegre! Em Orlando, fizemos compras no Buena Vista Lake, que é um outlet pequeno, mas com várias marcas boas e conhecidas. Na região de Miami, fomos no Sawgrass Mill, que é um shopping gigantesco. Para terem uma ideia, chegamos lá por volta das 9hs, almoçamos por lá, só saímos quando o shopping fechou (no final era só nós nos corredores. hehehehe) e não vimos ele todo! O bom do Sawgrass é que ele é fechado, ou seja, ar-condicionado para fugir do calor escaldante! Quando chegamos eu via as pessoas andando com malas a tiracolo para guardar as compras (sem medo de errar: 80% delas eram brasileiras). Num primeiro momento (leia-se: antes de olhar os preços) achei o fim da picada, o cúmulo do consumismo. Mas os preços eram tão bons que adivinhem quem teve de comprar uma mala para guardar todas as sacolas de compras! E isso que não sou nem um pouco consumista! Para vocês terem uma ideia dos preços: camisas polo da Tommy por US$ 30, duas camisetas da Nike por US$ 15, camisa da seleção brasileira de futebol por US$ 40, moletom GAP por US$ 24, camiseta Aéropostale por US$ 6, bermuda Ecko por US$ 29 e assim por diante! Sem falar nos perfumes, maquiagens e eletrônicos! FORT LAUDERDALE Saímos de nossa casa alugada em Orlando e fomos a Fort Lauderdale, que fica entre Orlando e Miami. Fomos "no escuro" para lá, pois não tínhamos reservado hotel. Indicaram-nos um (cujo nome não me lembro), e, assim que chegamos na cidade, por volta da 1h da manhã, nos dirigimos ao tal hotel. Ele era de uma grande rede, mas era mais parecido com aqueles motéis (americanos, e não brasileiros! ehehhe). Não saí do carro, mas o pessoal resolveu não ficar porque, a funcionária foi BEM mal-educada – querem ir para os States? Então se acostumem! (mas, claro, há pessoas bem-educadas). Passamos por mais uns dois hotéis até chegarmos no Comfort Suites, que foi o hotel onde nós ficamos. Ele é muito bom e tem um ótimo custo-benefício. Não lembro quanto era a diária, mas era um preço acessível, sem falar que havia café da manhã incluído. Sempre achava graça quando a imprensa falava que um jogador de futebol (não me lembro o nome) abandonou o clube no qual jogava e voltou para o Brasil porque não tinha feijão lá. Achava isso um absurdo (talvez até seja, mas agora passei a não julgar tanto as pessoas). Acontece que, depois de duas semanas sem comer arroz e feijão, já estava tendo crises de abstinência! Hahhahaa. Toquei no assunto do feijão porque na frente do hotel, do outro lado da rua, tem um restaurante cubano chamado Pollo Tropical, onde vendem arroz, feijão, galinha assada (1/2 frango), batata e salada – e o melhor: tudo isso por mais ou menos US$ 5,00! Uma verdadeira pechincha. A comida é MUITO boa, almoçamos lá uns quatro dias! Do lado do hotel tem um Taco Bell. Não comi lá, mas me falaram que tem alguns pratos bons. Se quiserem fast-food bom e barato (tirando as porcarias de McDonald's, Burger King e cia), recomendo a pizza da loja de conveniências 7eleven, que custa US$ 1,00 a fatia, sendo que a pizza grande sai por US$ 8,00 (oito fatias). Eu sou tarado por pizzas, e não tenho dúvidas em afirmar que essa foi uma das melhores que comi (com certeza o melhor custo-benefício). Não dá para acreditar que aquela pizza tirada do freezer fique tão gostosa em alguns minutos de formo… Já tinha ouvido falar na cidade de Fort Lauderdale, mas não sabia o que tinha de bom para fazer lá. Meus amigos falaram que tinha praia, mas não tinha ideia de como seria. Como adoro praia, resolvi ver como era. Para minha surpresa, a praia era demais! Limpa, organizada, bem estruturada, areia branca e mar calmo, verde e limpo. A primeira praia que fomos foi Las Olas; a segunda, Deerfield Beach (que, na verdade, é uma cidade). Las Olas fica em uma região com bastantes canais, onde os "pobretões" atracam seus iates gigantescos defronte suas mansões. É uma região muito linda! Deerfield Beach é mais movimentada e não tem uma cara tão residencial quanto Las Olas. Sem sobra de dúvidas: vale uma passada em alguma praia da região, que não deixam nada a dever às melhores praias brasileiras. Quanto à vida noturna, recomendo fortemente uma passada no Hard Rock Cassino de Hollywood (da Flórida, e não da Califórnia). Fomos de dia para conhecer a jogatina e estrutura. Mas, quando meu amigo disse que iriamos passar lá para ver como ele ficava de noite, não tinha ideia do que iria ver! O lugar é simplesmente sen-sa-cio-nal. É uma Lapa mais organizada (cariocas: não fiquem bravos comigo, acho a Lapa – e o Rio – um dos locais mais fascinantes do mundo!). Pessoas por todo o lugar. Negros, brancos, latinos, todos juntos e misturados. Gente de várias classes sociais! E isso tudo que falei é na parte externa ao ar livre do cassino (onde não se paga para entrar, basta se identificar). Se as pessoas desejarem, podem se aventurar em algumas das várias boates que rodeiam o lugar, ou até mesmo em um dos barzinhos disponíveis. Nem preciso dizer que o lugar é super seguro, perguntei para o meu amigo (que mora nos EUA) se tinha muita confusão lá, e ele me respondeu: "não, porque eles sabem o que acontece quando fazem besteira aqui no cassino!" hahaha. Enfim, vale muito a pena dar uma passada por lá! MIAMI Pessoal, Miami foi uma das cidades em que menos ficamos. Passamos pouquíssimo tempo por lá, e, então, conhecemos pouca coisa. O que posso falar é que a região turística é muito boa (quanto à segurança, infraestrutura, etc.). Passamos uma manhã em South Beach, onde almoçamos (preços razoáveis, já que ficamos em um restaurante à beira-mar). Não deu para aproveitar a praia, porque o dia estava feio, além de ter caído um temporal. Fora da área mais turística, a cidade não é tão glamorosa. Fomos ao bairro cubano (procurando uma festa tradicional que acontecia por lá, mas fomos no dia errado), que estava bem sujo e maltratado – inclusive o McDonald's (o mais sujo que vi na vida). Num outro dia fomos a Bayside, que é uma área que fica ao lado do mar. É um local com um mini shopping e vários barzinhos. Lá tinha um show de rap e também um de danças latinas (a cantora era brasileira). Existe ainda um atracadouro de onde saem navios para passeios pela região. Apenas me lembro de dois passeios: um era para ver casas de famosos (muito caro) e outro numa lancha de corrida (não olhei quanto era). Uma das coisas que mais me arrependi na viagem foi a de não ter feito um cruzeiro para a Bahamas. Ela fica praticamente ao lado da Flórida, e os cruzeiros para lá são "praticamente de graça". Vários amigos fizeram e me recomendaram. Pelo que eu pesquisei, eles saem por volta de US$ 300,00 (e até menos) com comida e bebida inclusa. Não me entendam mal, R$ 600,00 é muita grana, o que quero dizer é que para quem está nos EUA e já gastou bastante dinheiro, que gaste mais um pouco para conhecer um belíssimo país! Bom, pessoal, essa foi a síntese da minha viagem. Procurei fazer de forma mais detalhada possível, colocando todos os pontos que causaram dúvidas em mim e que poderiam. Desculpem o tamanho do relato, mas espero ter ajudado vocês. Qualquer dúvida, estou à disposição! Próxima viagem? Europa! Alguém se anima! Abraços!
  50. 1 ponto
    Oi gente, fiquei em San Andres de 31 de Outubro até 15 de novembro de 2010, usando muitas das dicas q peguei aqui. Agora voltei para deixar meu primeiro relato! Como chegar: 2 maneiras (talvez haja mais, mas desconheço): - Copa Airlines Guarulhos - Panama City - San Andres (GRU-PTY-ADZ) - Avianca (GRU-Bogotá-San Andres). Dá para resgatar com smiles ou pontos TAM até Bogotá e comprar o trecho Bogotá-San Andres. Fui pela copa e paguei cerca de 1600 reais ida e volta. O que fazer: Dá para comprar todos os passeios lá mesmo. Conheci 2 agências de turismo que vendem os passeios, as duas são boas: - Lord Pierre (no hotel do mesmo nome, no início da Peatonal) - Over Receptour (Tem uma dentro do Decameron Acuario, mas você pode entrar mesmo sem ser hóspede e tem outra no centro, mas nao sei exatamente onde) Como fiquei 15 dias, fiz praticamente tudo que se tem para fazer: - Providência e Santa Catalina: top/imperdível São duas outras pequenas ilhas, que ficam a 20 minutos de voo ou 3 horas de Catamarã de San Andres. De avião, custa mais ou menos 450,000 pesos com o passeio da volta da ilha em uma lancha + almoço+ um quarto para banho no fim do dia. A Satena (Cia aérea colombiana), no centro comercial, vende diretamente as passagens e a passadilla, que é esse passeio na ilha, sai mais barato que comprar nas agências de turismo. Eu fui e voltei no mesmo dia (sai de San Andres as 7h20 e retorna +- às 17h), mas se tiver tempo recomendo pelo menos passar uma noite lá. Também acho q deveria deixar para o fim da viagem, depois de ver tudo em San Andres. Providência tem mais vegetação, é uma ilha bem preservada vale muito a pena. De avião vale a pena por causa da vista aérea. Eles chamam de avioneta, é um avião pequeno de 17 lugares, mas é bem tranquilo. De catamarã eu acho q era 210,000 pesos, mas não sei o que incluía. - Cayo Bolívar: imperdível . Distante de San Andres 50 minutos numa lancha rápida, Cayo Bolívar é um paraíso! 3 pequenas ilhas, sendo que uma, mais distante, é uma base militar e não pode ser visitada. As outras duas ora estão separadas, ora unidas por uma pequena faixa de areia. Não existem moradores, apenas alguns pescadores que passam alguns dias. É um passeio de dia todo, sai de manhã e volta à tarde. Comprei com a Over, 170,000 pesos, incluindo taxi do hotel até a Marina + almoço. Recomendo procurar esse passeio logo que chegar em San Andres, porque sai só 2 vezes por semana e se o mar estiver agitado não sai. - Acuario + Johnny Cay: imperdível/básico. Uma das primeiras coisas que vemos em San Andres é a ilhota de Johnny Cay (eles falam Johnny Ki). E ela é linda mesmo! Esse passeio pode ser de manhã até 13h30 ou até às 15h30. Vale a pena ficar até às 15h30! Nesse passeio dá para ver algumas das 7 cores do mar de San Andres: enquanto no Acuario é mais verdinho/azul claro, em Johnny Cay é um azul mais intenso. Do barco dá para ver o mar mudando de cor, mto legal! Esse passeio eu não sei o valor exato, porque comprei junto com outros 2, ainda no Brasil, mas acho q tem opções a partir de 10 dólares. Ah, Johnny Cay tem o melhor coco loco! hahahaa - Mantarrayas. Mto legal tb! É um passeio de umas 2/3h, que vai no Acuario, à tarde, onde as arraias se alimentam. Dá para pegar nas arraias, vendo-as nadando tranquilamente, mágico! 25,000 com a Lord Pierre. - Semisubmergible: furada! É um barco com fundo de vidro, que dá para ver os peixes. Problemas: balança demais e é quente demais, muitas pessoas ficaram mareadas. Não recomendo. - Mergulho (eles chama de buceo): Não achei tão fantástico, maravilhoso, mas acho q é porque eu tava meio tensa com a minha máscara. Sem dúvida vale a experiência. O mar é muito lindo, tem peixes enormes. Lembre na hora de planejar os passeios: tem que fazer o mergulho pelo menos 24h antes de pegar um voo, por causa da diferença de pressão. 130,000 pesos com a Buzos del Caribe (mini curso e batismo). - Passeio de barco na baía: fui num barco chamado Triton, é um barco grande para umas 60 pessoas, tem música, dança, bebidas, é legal, mas se estiver sobrando tempo. - Volta na ilha: três opções: de chiva, de tremzinho e de carrinho de golf. Fiz as três. O de chiva foi o mais animado! apesar de estar chovendo em bicas!!! contratei com o Over e o guia, Manoel era muito animado, foi bem divertido. Passeio bom para fazer no dia que chegar à ilha ou num dia nublado ou mesmo com chuva. Nos dias de sol é melhor aproveitar as praias. O carrinho de golf pagamos 40,000 pesos por 3 horas. - Aquanautas: em West View. O passeio consiste numa caminhada submarina de uns 25 minutos com uma escafandra, parece meio bobinho, mas é bem legal! O mar de West View é mto lindo (é azul escuro) e os peixes são enormes e são muito amigos! hehehhe 115,000 pesos com a Over, mais 20 dólares pelas fotos (queriam cobrar 40 dólares, mas eu disse q só tinha 20) -Rocky Cay: uma espécie de praia privada dos hotéis Decameron. Dá para ir andando até a ilhota. Onde ficar: Fiquei 3 noites no Decameron Acuario e o restante no Portobelo Plaza. Paguei 174 dólares no Decameron(2 pessoas) e 130 REAIS no Portobelo (tb para 2 pessoas). rede Decameron (5 hotéis, estilo all inclusive, mas bem inferiores aos do Brasil) Você se hospeda em um e pode jantar e usar os demais. Os restaurantes para jantar são bons, mas precisam ser reservados no dia (se é o que vc está hospedado) ou com um dia de antecedência, se é um hotel diferente. Portobelo - são 3 hotéis, os 3 bem simples, mas baratos. Então, se é para passar o dia todo fora, ótima opção. Não vale a pena pegar o Portobelo all inclusive, a comida é fraquíssima! Casablanca - parece mto legal, é bonito, em Sprat Bight (a praia principal). Um outro q é bem bonitinho é o tres casitas (o site é podre, mas o lugar é pé na areia e parece bem novinho) Pesquisei no www.tripadvisor.com, é uma ótima opção para ver opinião das pessoas. E fique atento para a localização, apesar que todas as praias são lindas, mas é uma mão na roda ficar perto do centro. onde comer: Restaurante La Regatta - chique, comida boa, lugar mto bonito, perto da Marina. Mahi Mahi - comida tailandesa - melhor comida da ilha! Sea Watch Café - comidas rápidas, mas muito boas. Sandwich Cubano - lanches, bom, barato e grandão! O melhor eu achei o pollo teriaki Onde comprar!!! San Andrés é um paraíso e no paraíso não tem impostos!!! Então é ótimo para comprar, principalmente perfumes, cosméticos, maquiagens. Mais barato até que no Free shop do Panamá e 1/3 do preço do Brasil. Tem algumas lojas de roupas tb (Billabong, Roxy, lacoste, Tommy). Tem uma La Riviera em cada esquina, algumas com uns produtos diferentes. Outras informações: quase todos os lugares aceitam cartão de crédito, pesos colombianos ou dólares, mas atenção para as taxas de conversão. 1,000 pesos é mais ou menos 1 real. As cotações para o dólar variavam de 1 dólar= 1,500 pesos até 1 dólar = 1,850 pesos (na drugstore Madeira, troquei meus dólares lá). Eu levei só dólares e à medida que precisava ia trocando por pesos lá mesmo. É bom ter alguns trocados na chegada para pagar o táxi. Ah sim, a Peatonal é como eles chamam o calçadão, em frente a praia de sprat bight. Ali fica a melhor parte do comércio. Em san andres eles falam espanhol e inglês e o criolo, q é uma mistura dos dois. Quando falavámos em Português ninguém entendia, mas era só forçar um sotaque espanhol q tudo bem! Mas é bom saber pelo menos o básico, como os dias da semana, ontem, hoje, amanhã...(perdi um passeio porque me confundi e achei q martes era quarta e encontrei um casal de brasileiros no aeroporto q não sabia q ayer era ontem...aí fica difícil marcar os passeios) em San Andres mtas praias são de corais, então cuidado para não se cortar. eu indicaria comprar o sapatinho que eles vendem ( um preço razoável seria 10,000, porque eles alugam por 5,000, então em 2 passeios paga o sapato). Também tenha sempre um snorkel. Lá tem mtos lugares que vendem. Também tem protetores solares mais baratos que no Brasil, então não precisa levar um estoque... A copa permite 23kg de bagagem. Acima disso até 32 kg cobra 50 dólares, então melhor não carregar mta coisa. Eu vi que tem mta gente q fica 3 ou 4 dias em San Andres para conhecer outras ilhas do Caribe (Aruba, Curaçao, etc), mas acho um boa ficar mais tempo para conhecer Providência e Cayo Bolívar, vale mto a pena. 7 dias acho q é um bom período. Eu fiquei 15 mas ficaria mais!!! Mas em 7 vc consegue fazer os melhores passeios. Em suma: San Andrés é mesmo um paraíso! O mar tem muitas cores!!! E à noite depois de um dia de passeios ainda dá para fazer mtas compras e não pagar impostos! Para q melhor?!
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